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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: Marianna em 04 de Novembro de 2009, 21:41

Título: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Marianna em 04 de Novembro de 2009, 21:41


ESCALA ESPÍRITA

Oa bons Espíritos vão a toda parte e assim deve ser, para que possam influir sobre os maus Espíritos.
 
- Primeira Ordem: Espíritos puros.
 
- Segunda Ordem: Bons Espíritos:

 Segunda classe - Espíritos de superiores
 Terceira classe - Espíritos de sensatos
 Quarta classe - Espíritos sábios
 Quinta classe - Espíritos benévolos
 
- Terceira ordem Espíritos imperfeitos:

 Sexta classe - Espíritos neutros
 Sétima classe - Espíritos pseudo-sábios
 Oitava classe - Espíritos levianos
 Nona classe - Espíritos impuros
 Décima classe - Espíritos errantes

  PRIMEIRA ORDEM - ESPÍRITOS PUROS

- Caracteres gerais - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos espíritos de outras ordens.

Primeira classe: Espíritos puros  - classe única - Os espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é susceptível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a da ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação.

Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal.. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas, que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados, às vezes, pelo nome de anjos, arcanjos ou serafins.

  SEGUNDA ORDEM - BONS ESPÍRITOS:

Segunda classe - espíritos superiores - Esses reúnem em si a ciência, a sabedoria e a bondade. A linguagem que empregam exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. A sua superioridade torna-os mais aptos do que os outros a darem-nos noções exactas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber.

Comunicam-se, complacentemente, com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem. Quando, por excepção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso, e então oferecem-nos o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.

Terceira classe - espíritos sensatos - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo recto sobre os homens e as coisas.

Quarta classe - espíritos sábios - Distinguem-se pela amplitude dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade, e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos espíritos imperfeitos.

Quinta classe - espíritos benévolos - A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos.

Caracteres gerais - Predominância do espírito sobre a matéria; desejo do bem. As suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais.

Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas das suas manias. De outro modo, seriam espíritos perfeitos. Compreendem Deus e o infinito, e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem.

Como espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de protecção e neutralizam a influência dos espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os move o orgulho, nem o egoísmo ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme, e fazem o bem pelo bem...

Podem ser divididos em cinco grupos principais:

  TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS:

Sexta classe - espíritos neutros  - Estes espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente a sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer actuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra.

Reconhece-se que esses fenómenos não derivam de uma causa fortuita, ou física, quando denotam carácter intencional e inteligente. Todos os espíritos podem produzir tais fenómenos, mas os de ordem elevada deixam-nos, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse género, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

Sétima classe - pseudo-sábios  - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da humanidade, quer no que concerne à moral quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

Oitava classe - espíritos levianos - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos, sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir, no que diz respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa do reflexo dos preconceitos e ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais profundos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.

Caracteres gerais - Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal, mas, pelo simples facto de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, comprazem-se no mal, e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.

Seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, as suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjectos os seus sentimentos. Todo o espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem.

Os espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda caracterizam-se pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons espíritos. A primeira, finalmente, compreende os espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.

Esta divisão pareceu-nos perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações connosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos espíritos.

Nona classe - espíritos impuros - São ignorantes, maliciosos, irreflectidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os espíritos vulgarmente tratados por duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

Nas suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e apreciam-nos, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.

Décima classe - espíritos errantes - São inclinados ao mal, de que fazem o objecto das suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e mascaram-se de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de carácter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos por conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam. Sob o aspecto das qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, que percorrem, sucessivamente, à medida que se depuram. Como estado, podem estar encarnados, quer dizer, unidos a um corpo, num mundo qualquer; ou errantes, quer dizer, desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem.

Os Espíritos errantes não formam uma categoria especial; é um dos estados em que podem se encontrar. O estado errante ou erraticidade, não constitui uma inferioridade para os Espíritos, uma vez que, nele, podem ser encontrados de todos os graus. Todo Espírito que não esteja encarnado, está, por isso mesmo, errante, com exceção dos Puros Espíritos que, não tendo mais encarnação a suportarem, estão no seu estado definitivo. A encarnação, não sendo senão um estado transitório, a erraticidade é, na realidade, o estado normal dos Espíritos, e esse estado não é, forçosamente, uma expiação para eles; são felizes ou infelizes segundo o grau de sua elevação, e segundo o bem ou o mal que fizeram.

Nas manifestações, dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos espíritos como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. As suas comunicações exprimem a baixeza dos seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo esse papel, e acabam sempre por se traírem.

Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem mostram-se propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas.

Fontes:
- O Livro dos Espíritos
- Perg de 100 a 113
- ALLAN KARDEC
- Tradução de José Herculano Pires
- Revista Espírita, fevereiro de 1858



Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Telmaluz em 05 de Novembro de 2009, 17:02

Pra que serve isso?
Título: de
Enviado por: Mourarego em 05 de Novembro de 2009, 18:32


ESCALA ESPÍRITA

Oa bons Espíritos vão a toda parte e assim deve ser, para que possam influir sobre os maus Espíritos.
 
- Primeira Ordem: Espíritos puros.
 
- Segunda Ordem: Bons Espíritos:

 Segunda classe - Espíritos de superiores
 Terceira classe - Espíritos de sensatos
 Quarta classe - Espíritos sábios
 Quinta classe - Espíritos benévolos
 
- Terceira ordem Espíritos imperfeitos:

 Sexta classe - Espíritos neutros
 Sétima classe - Espíritos pseudo-sábios
 Oitava classe - Espíritos levianos
 Nona classe - Espíritos impuros
 Décima classe - Espíritos errantes

  PRIMEIRA ORDEM - ESPÍRITOS PUROS

- Caracteres gerais - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos espíritos de outras ordens.

Primeira classe: Espíritos puros  - classe única - Os espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é susceptível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a da ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação.

Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal.. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas, que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados, às vezes, pelo nome de anjos, arcanjos ou serafins.

  SEGUNDA ORDEM - BONS ESPÍRITOS:

Segunda classe - espíritos superiores - Esses reúnem em si a ciência, a sabedoria e a bondade. A linguagem que empregam exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. A sua superioridade torna-os mais aptos do que os outros a darem-nos noções exactas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber.

Comunicam-se, complacentemente, com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem. Quando, por excepção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso, e então oferecem-nos o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.

Terceira classe - espíritos sensatos - As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo recto sobre os homens e as coisas.

Quarta classe - espíritos sábios - Distinguem-se pela amplitude dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade, e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos espíritos imperfeitos.

Quinta classe - espíritos benévolos - A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos.

Caracteres gerais - Predominância do espírito sobre a matéria; desejo do bem. As suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais.

Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas das suas manias. De outro modo, seriam espíritos perfeitos. Compreendem Deus e o infinito, e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem.

Como espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de protecção e neutralizam a influência dos espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os move o orgulho, nem o egoísmo ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme, e fazem o bem pelo bem...

Podem ser divididos em cinco grupos principais:

  TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS:

Sexta classe - espíritos neutros  - Estes espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente a sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer actuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra.

Reconhece-se que esses fenómenos não derivam de uma causa fortuita, ou física, quando denotam carácter intencional e inteligente. Todos os espíritos podem produzir tais fenómenos, mas os de ordem elevada deixam-nos, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse género, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

Sétima classe - pseudo-sábios  - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da humanidade, quer no que concerne à moral quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

Oitava classe - espíritos levianos - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos, sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir, no que diz respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa do reflexo dos preconceitos e ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais profundos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.

Caracteres gerais - Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal, mas, pelo simples facto de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, comprazem-se no mal, e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.

Seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, as suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjectos os seus sentimentos. Todo o espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem.

Os espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda caracterizam-se pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons espíritos. A primeira, finalmente, compreende os espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.

Esta divisão pareceu-nos perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações connosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos espíritos.

Nona classe - espíritos impuros - São ignorantes, maliciosos, irreflectidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os espíritos vulgarmente tratados por duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

Nas suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e apreciam-nos, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.

Décima classe - espíritos errantes - São inclinados ao mal, de que fazem o objecto das suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e mascaram-se de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de carácter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos por conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam. Sob o aspecto das qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, que percorrem, sucessivamente, à medida que se depuram. Como estado, podem estar encarnados, quer dizer, unidos a um corpo, num mundo qualquer; ou errantes, quer dizer, desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem.

Os Espíritos errantes não formam uma categoria especial; é um dos estados em que podem se encontrar. O estado errante ou erraticidade, não constitui uma inferioridade para os Espíritos, uma vez que, nele, podem ser encontrados de todos os graus. Todo Espírito que não esteja encarnado, está, por isso mesmo, errante, com exceção dos Puros Espíritos que, não tendo mais encarnação a suportarem, estão no seu estado definitivo. A encarnação, não sendo senão um estado transitório, a erraticidade é, na realidade, o estado normal dos Espíritos, e esse estado não é, forçosamente, uma expiação para eles; são felizes ou infelizes segundo o grau de sua elevação, e segundo o bem ou o mal que fizeram.

Nas manifestações, dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos espíritos como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. As suas comunicações exprimem a baixeza dos seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo esse papel, e acabam sempre por se traírem.

Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem mostram-se propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas.

Fontes:
- O Livro dos Espíritos
- Perg de 100 a 113
- ALLAN KARDEC
- Tradução de José Herculano Pires
- Revista Espírita, fevereiro de 1858





Marianna, favor, se possível editar sua postagem e corrigir já que não há callse de Espíritos "de" superiores, nem de Espíritos "de" sensatos, mas sim De Espíritos superiores e de Espíritos sensatos. colocando-se o "de", modifica-se o sentido da explicação.
Abraços,
Moura
Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Aldebaran em 05 de Novembro de 2009, 19:57
Pra que serve isso?

rrsrs Acho que é só para se saber, só  uma informação.

Esse fórum ás vezes é divertido tbm rsrs

abçs,

Renato,


 
Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Marianna em 06 de Novembro de 2009, 00:13



Citar
Espíritos de superiores
Espíritos de sensatos

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Relaxa Moura!
Se entendeu, não complica.


Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Mourarego em 06 de Novembro de 2009, 16:04



Citar
Espíritos de superiores
Espíritos de sensatos

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Relaxa Moura!
Se entendeu, não complica.

Não Marianna, não falo por mim mas pór outros que ainda iniciantes não entenderiam senão erromneamente e esta deve ser a nossa tônica, pensar nosmais novos e não somente num ou noutro.
Abraços,
Moura


Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Aldebaran em 06 de Novembro de 2009, 16:19
Moura, "relaxa mesmo". Afinal, escrever Pretensão assim "Pretenção" (sic) [como está indo o seu aluno nas aulistas de latim?  :D), ainda mais quando se encontra num título de tópico... é melhor relaxar mesmo  ;)

E não é que, eu encontrei na minha edição de O Livro dos Médiuns, a palavra "pretenciosamente"??? Se não me engano, a tradução é de Guillon Ribeiro e é a 56a edição pela FEB. Eu comprei esse livro em Dezembro de 1989 - só não caiu aos pedaços ainda, porque esse tem aquela linha de nylon que segura as páginas. A minha Gênese Segundo o Espiritismo sumiu aqui da minha bibliotecazinha, porque aquelas um trecho foi parar num canto, outro acolá... buaaáááá´´aá e agora tenho q consultar A Gênese no Portal do Espírito.


Gente, falando sério agora. Se sabemos escrever gramaticalmente de forma razoável, rendamos graças ao Espiritismo por isso, porque, não foi lendo um parcela dos mais de 10 mil títulos que aprendemos concordância verbal e nominal?? Eu já cheguei a gastar 5 dias que o necessário para ler uma obra de Victor Hugo ou Emmanuel, devido às consultas ao dicionário, que aparece a cada duas páginas de um livro de 400 pgs


abçs



Renato
Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Mourarego em 06 de Novembro de 2009, 16:27
Moura, "relaxa mesmo". Afinal, escrever Pretensão assim "Pretenção" (sic) [como está indo o seu aluno nas aulistas de latim?  :D), ainda mais quando se encontra num título de tópico... é melhor relaxar mesmo  ;)

E não é que, eu encontrei na minha edição de O Livro dos Médiuns, a palavra "pretenciosamente"??? Se não me engano, a tradução é de Guillon Ribeiro e é a 56a edição pela FEB. Eu comprei esse livro em Dezembro de 1989 - só não caiu aos pedaços ainda, porque esse tem aquela linha de nylon que segura as páginas. A minha Gênese Segundo o Espiritismo sumiu aqui da minha bibliotecazinha, porque aquelas um trecho foi parar num canto, outro acolá... buaaáááá´´aá e agora tenho q consultar A Gênese no Portal do Espírito.


Gente, falando sério agora. Se sabemos escrever gramaticalmente de forma razoável, rendamos graças ao Espiritismo por isso, porque, não foi lendo um parcela dos mais de 10 mil títulos que aprendemos concordância verbal e nominal?? Eu já cheguei a gastar 5 dias que o necessário para ler uma obra de Victor Hugo ou Emmanuel, devido às consultas ao dicionário, que aparece a cada duas páginas de um livro de 400 pgs


abçs



Renato

Hehehe mandou bem no (sic).
Abração,
Moura
Título: Re: ESCALA ESPÍRITA
Enviado por: Aldebaran em 06 de Novembro de 2009, 16:40
Obrigado mestre,  :) sinal que estou aprendendo as lições  ;)

abçs,

Renato