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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: lconforjr em 14 de Abril de 2015, 04:54

Título: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: lconforjr em 14 de Abril de 2015, 04:54
      Amigos, para entender a doutrina e, consequentemente, a vida, temos de raciocinar profundamente, como ela mesma aconselha; se não fizermos isso, continuaremos cheios de dúvidas q não nos deixarão entendê-la.

      Conf: À afirmação de alguém do fórum de que nós, espíritos, somos criados perfeitamente iguais, um dos amigos, negando essa afirmação, e contrariando a codificação, disse:

      Amigo: não é assim! Segundo a DE, fomos criados simples e ignorantes mas “não iguais”.

      Conf: mas, se não somos criados perfeitamente iguais, de duas uma:

      - ou teremos de admitir q a justiça divina não passa de uma ilusão,

      - ou, por outro lado, a DE está errada e deve ser corrigida (por quem tenha competência para fazer isso, espíritos superiores semelhantes aos q trabalharam nela), pois ela afirma que, sendo Deus soberana justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados “perfeitamente iguais” inclusive, é óbvio, nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc).       

      Vejam, para os espíritas não pode haver dúvida qto a isso; está lá no OLE. Não houvesse, no princípio, essa igualdade perfeita, não haveria justiça divina; ou esta seria nada mais q uma fantasia.

      Mas, aqui, uma pequena pergunta, para a qual a doutrina não dá resposta: qual é a causa da destruição dessa perfeita igualdade original??

      E observem os estudiosos que há, entre nós, muitas outras dúvidas pois nenhum dos amigos responde a questões q sempre são apresentadas, por mais simples e necessárias que sejam para o entendimento da doutrina; e não responde pq não conhece quais são as respostas, nem onde encontra-las.
      Pois vejam: qual é a causa de um ser bom e outro ser mau? Se antes, éramos perfeitamente iguais, o que, ou quem, ou pq nos transformamos em espíritos assim tão gigantescamente desiguais, uns buscando o amor e a consequente felicidade; outros, buscando o mal e as consequentes extremas infelicidades? Com certeza nenhum dos companheiros tem as respostas! Elas existem, mas estão além daquilo q aprendemos nas doutrinas populares!
....
      Amigo respondeu: sim, podemos até ser iguais, mas não somos réplicas uns dos outros!.

      Conf: meu jovem, se o Criador é justo, a igualdade nos é concedida em tudo aquilo q possa ser vantajoso ou desvantajoso para todos, sem exceção, concorda? Igualdade justa de espíritos deve ser igualdade de possibilidades sob todos os aspectos, de todas as espécies, como de progredir, de justiça e de amor para todos; se um só for desigual, se um só portar uma vantagem ou desvantagem, sob qualquer aspecto que seja e por menor q seja, não existirá justiça, concorda? E então Deus não será aquilo q as doutrinas nos comunicam, pois Sua perfeita justiça será nada mais q uma farsa, mais nada q injustiça, concorda?

      Amigo: Não creio que todas as pessoas estão numa busca imensurável do que seja isto ou aquilo... Deus também nos deu a oportunidade de viver... de pensar... de sorrir.

      Conf:... e de chorar, de gemer, de sofrer, de se desesperar, de enlouquecer, de desejar abandonar a vida prematuramente, por não mais suportar os sofrimentos; oportunidade de descrer e até de, por descrer e por sofrer, ofender a Deus, não mais acreditando em Sua justiça e amor... de maltratar o próximo, de humilhar, de explorar, de escravizar, de errar, de assassinar, de traficar, sequestrar, lucrar com a venda de órgãos, de ser perversos,  imorais, pervertidos  etc etc, certo?
 ..................................
      Amigo disse ou citou: Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola.

      Conf: mas é isso que vemos no mundo?! Que todos são consolados, se o que vemos é que tantos sofredores se desesperam e tentam acabar prematuramente com a própria vida por não mais suportarem seus sofrimentos?!

      Amigo: A abnegação e o devotamento são uma prece continua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe.

      Conf: sem dúvida, a sabedoria humana reside, "também", nessas duas palavras; mas onde está a sabedoria, ou o sábio, que nos ensine "como fazer" para sermos abnegados e devotados? Como podemos tomar por divisa essas duas palavras se ninguém há que nos ensine como fazer para sermos devotados e abnegados, para sermos humildes e caridosos (no sentido de cheios de amor para com o próximo?).

      Alguém, entre os participantes deste fórum, sabe onde está esse ensinamento?
...............
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Otaviano Lage em 15 de Abril de 2015, 19:49
Somos criados simples e ignorantes e aí está a nossa igualdade. No começo, enquanto princípio inteligente, somos espíritos, com e minúsculo. À medida que progredirmos, construirmos nossa individualidade, desenvolvermos nossa inteligência, passarmos do pensamento fragmentário para o pensamento contínuo, num momento desses, que ainda não nos é dado saber, passamos a ser Espíritos, com E maiúsculo. nos quais o Criador colocou a sua marca: a consciência. Para então seguir, através das reencarnações, trabalhando no sentido de educar o próprio Espírito - eis o progresso - passarmos pelas primeiras classes da Escala Espírita (desenvolvendo-nos progressivamente através dos graus da Consciênca Sensível, Percepção, Entendimento, Consciência de Si Mesmo, Razão). Sempre trabalhando, estudando, aprendendo a amar, esforçando para conseguir a ouvir a voz da consciência, antes, para errar menos. Ou ouvindo-a, ainda que depois, sermos capazes do arrependimento e pedir para voltar a fim de reparar os próprios erros. Sinteticamente, essa é a saga dos Espíritos imortais, conforme está em O Livro dos Espíritos. Onde também Allan Kardec nos alerta, no parágrafo VI, da Conclusão ao afirmar, que:
Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações e que, portanto entravando-se essas manifestações, pode-se minar-lhes as bases. Sua força está na sua filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom senso.
Assim entenderemos melhor os ensinamentos do Espírito da Verdade, o primeiro dos quais diz: Espíritas, amai-vos e o segundo: Instruí-vos.
Saúde e paz.
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: lconforjr em 21 de Abril de 2015, 04:59
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
      Ref resp #1 em: 15.04.2015, 19:49, de Otaviano.

      Conf: bem-vindo, novo amigo Otaviano.

      Me permita comentar sua resposta.

      Conforme a doutrina, nossa igualdade não está apenas em sermos criados simples e ignorantes, mas em tudo que se refere às facilidades ou dificuldades para a evolução, aos momentos de felicidade e de infelicidade; até mesmo, portanto, igualdade qto às faculdades subjetivas.

      Otav:... Sempre trabalhando, estudando, aprendendo a amar, esforçando para conseguir a ouvir a voz da consciência, antes, para errar menos.
 
      Conf: e onde, meu amigo, em tudo isso, entram os sofrimentos terríveis q a lei nos impõe? Fazer sofrer faz que alguém aprenda a amar?! O q pode acontecer, e é o que observamos no mundo, é q aquele q muito sofre pode aprender, sim, a evitar errar, mas, não por ter aprendido a amar, mas pelo medo de, se novamente errar, novamente sofrer.

      E o q vemos muitas vezes no mundo é q aquele q muito sofre, pode se aprender a se tornar desiludido de tudo, pode aprender a descrer de Deus e de Sua justiça e amor, e até mesmo aprender a odiá-Lo e a lhe dirigir ofensas sem conta.
      Quem conhece um só q seja, que tenha aprendido a amar devido a lei divina o fazer sofrer de modo torturante, desesperador ou insuportável, como o mundo nos mostra?

      E pq (pq = qual a causa de) erramos tanto, se temos a possibilidade de sempre escolher praticar o bem e, assim, acertar e de nada termos de nos arrepender?

      Otav:... Assim entenderemos melhor os ensinamentos do Espírito da Verdade, o primeiro dos quais diz: Espíritas, amai-vos e o segundo: Instruí-vos.

      Conf: qto ao “instruí-vos” tenho de trazer uma questão: a própria doutrina aconselha que sobre ela raciocinemos profundamente para melhor entendê-la, para termos uma “fé raciocinada”. Mas, como entender a doutrina se ela nem mesmo nos permite conhecer aquilo q é fundamental para esse entendimento? Ex: pq uns são bons e outros são maus? Pq, sendo, no princípio, todos iguais, nos tornamos gigantescamente desiguais? Pq os homens sofrem? Quais são as causas de nossos erros? Pois, se não conhecemos quais são as causas de nossos erros, como podemos evitar de nelas incidir e reincidir?

      Abç. 
...............................
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 21 de Maio de 2015, 22:22


      Mas, aqui, uma pequena pergunta, para a qual a doutrina não dá resposta: qual é a causa da destruição dessa perfeita igualdade original??




"Assim como temos homens que são bons e outros que são maus, desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus, desde o princípio, com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito, na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio."

                                                                        (LE)

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Otaviano Lage em 22 de Maio de 2015, 00:51
Amigos, recupero-me de fratura na cervical, o que me obriga a permanecer o mais imoblizado possível. E o acesso ao computador, não tem sido muito fácil. Mas vamos em frente. O estudo das leis morais, consubstanciado no Livro Terceiro, Capítulos I a XII, de O Livro dos Espíritos, no meu entender, funciona como uma espécie de despacho saneador, como se faz no Foro, no tocante ao tema em discussão. Sendo que a própria Espiritualidade Superior, em determinado instante, diz que a Lei de Justiça, Amor e Caridade, que compõe o Cap. XI, equivale a um resumo dos dez capítulos anteriores. E na sequência, no Cap. XII, o tema abordado é a Perfeição Moral. Tenho, para mim, que e pedagogia adotada por Allan Kardec em suas obras fundamentais, evidencia a facilidade com que trabalhou a questão entre antecedentes e consequentes, navegando dialeticamente ente o indutivo e o dedutivo, quando necessário, mostrando a sua intimidade com a Doutrina que estava a Codificar. Qual seja, foi Espírito Missionário adredemente preparado para cumprir missão árdua e executada em tão pouco espaço de tempo. A didática kardeciana, para mim, mostra que a compreensão doutrinária exige estudo e entendimento embasados na racionalidade dos ensinamentos transmitidos. É o raciocínio que orientará nosso esforço e compreensão. O Livro dos Espíritos não é, para mim, livro de Por quês? mas roteiro para se raciocinar sobra a universalidade da Criação, por que o Criador nos fez. Estamos, ainda, em termos de Escala Espírita, na Terceira Ordem, a dos Espíritos Imperfeitos. Isso significa que neste mundo de provas e expiações, a matéria ainda sufoca o Espírito. O nosso esforço deve ser no sentido de vencer esse sufocamente, que só ocorre porque, de alguma forma, ainda nos comprazemos com ele. Onde está a causa da dor, do mal, do sofrimento? Na nossa incapacidade de entender que Deus nos criou para transcendermos. E o que mais atrasa o nosso entendimento é a vinculação que mantemos com a matéria, que  alimenta nosso orgulho, nossa arrogância, pois nos incomoda e perspectiva - real, eu enfatizo - de que existe Poder acima de nós, que nos criou por amor, que nos ama, e nos destinou à felicidade, Atrasos são responsablidade exclusivamente nossa, de forma individualizada. Perdoem-me se me estendi ou fui enfático demais. Mas a Doutrina Espírita é a Terceira Revelação, veio para restebelecer os ensinamentos de Jesus, explicar o que, na época em que foi dito, nós, Espíritos, ainda não estávamos preparados para entender. Mas que agora nos aponta onde está o caminho que nos leva à verdade e a vida, ao reencontro com o Pai.
Saúde e paz.
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 22 de Maio de 2015, 08:26

Ex: pq uns são bons e outros são maus? Pq, sendo, no princípio, todos iguais, nos tornamos gigantescamente desiguais? Pq os homens sofrem? Quais são as causas de nossos erros? Pois, se não conhecemos quais são as causas de nossos erros, como podemos evitar de nelas incidir e reincidir?

      Abç. 
...............................


115-a. Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelhariam a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?

– Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se
estende ao infinito.

116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?

– Não; todos se tornarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?

– Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

118. Os Espíritos podem degenerar?

– Não. A medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito conclui uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer chegar à primeira ordem?

– Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito, sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe, nos diferentes graus, está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um paísnão faz, de cada um dos seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.

120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal, para chegar ao bem?

– Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.

121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros o do mal?

– Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?
 
– O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade.
                                 
                                                                                                                            (LE)
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2015, 14:06
Quando se diz filosofia
e se diz fomos criados
já se pensa em linha de produção

Fomos criados simples e ignorantes
é uma resposta que simplifica as especulações
que limita

Pois o mesmo ensino diz que não se sabe como

Quando disse que não somos iguais
somente pelo fato de um não ser o outro
já implica em diferença
Eu sou eu, você é você, o outro é o outro

Ai  O Cara já coloca Deus
A justiça Divina
E a Frota de Cabral

Poxa !

Como é dificil
compreender que nada sabemos


Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2015, 14:08
Citar
239. Conhecem os Espíritos o princípio das coisas?
“Conforme a elevação e a pureza que hajam atingido.
Os de ordem inferior não sabem mais do que os homen

Nós somos espíritos da terceira ordem

passa a régua
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Maio de 2015, 14:18
O Livro dos Espíritos

Citar
"O ponto inicial do Espírito é uma dessas questões que se
prendem à origem das coisas e de que Deus guarda o segredo.
Dado não é ao homem conhecê-las de modo absoluto, nada mais
lhe sendo possível a tal respeito do que fazer suposições, criar
sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos longe
estão de tudo saberem
e, acerca do que não sabem, também podem
ter opiniões pessoais mais ou menos sensatas"
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 22 de Maio de 2015, 15:15
Citar
239. Conhecem os Espíritos o princípio das coisas?
“Conforme a elevação e a pureza que hajam atingido.
Os de ordem inferior não sabem mais do que os homen

Nós somos espíritos da terceira ordem

passa a régua


 ;D ;D ;D ;D ;D
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 23 de Maio de 2015, 04:24
Citar
239. Conhecem os Espíritos o princípio das coisas?
“Conforme a elevação e a pureza que hajam atingido.
Os de ordem inferior não sabem mais do que os homen

Nós somos espíritos da terceira ordem

passa a régua


Contudo podemos (E devemos!) compreender o que a Doutrina Espírita nos ensina (Revela).


Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: lconforjr em 23 de Maio de 2015, 16:42
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos

      Ref resp #3 em: 210515, às 22:22, de Jean Reno

      Citação de: lconforjr em 14 de Abril de 2015, 04:54: Mas, aqui, uma pequena pergunta, para a qual a doutrina não dá resposta: qual é a causa da destruição da perfeita igualdade original??

      Jean respondeu: "Assim como temos homens que são bons e outros que são maus, desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus, desde o princípio, com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito, na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio."

      Conf; opa! Aí deve estar havendo um mal-entendido, pois, se todos os espíritos são iguais no princípio, como se dizer que há espíritos que são diferentes já no princípio?!

................
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 23 de Maio de 2015, 18:50
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos

Conf; opa! Aí deve estar havendo um mal-entendido, pois, se todos os espíritos são iguais no princípio, como se dizer que há espíritos que são diferentes já no princípio?!

................


Entende-se que os Espíritos só podem ser considerados bons ou maus a partir do momento que cometam alguma ação.

O que não é o caso do momento em que são formados.

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: HamLacerda em 23 de Maio de 2015, 19:04
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos

      Ref resp #3 em: 210515, às 22:22, de Jean Reno

      Citação de: lconforjr em 14 de Abril de 2015, 04:54: Mas, aqui, uma pequena pergunta, para a qual a doutrina não dá resposta: qual é a causa da destruição da perfeita igualdade original??

      Jean respondeu: "Assim como temos homens que são bons e outros que são maus, desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus, desde o princípio, com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito, na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio."

      Conf; opa! Aí deve estar havendo um mal-entendido, pois, se todos os espíritos são iguais no princípio, como se dizer que há espíritos que são diferentes já no princípio?!

................

Há realmente um mal-entendido ai, mas do próprio companheiro. As palavras princípio, ou origem (dependendo da tradução) são usadas pelos espíritos tanto para falar da fase de princípio de criação dos espíritos como da fase de princípio humano. Neste capítulo, por exemplo, as palavras princípio e origem foram usadas somente para fase humana.

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 23 de Maio de 2015, 19:14

Há realmente um mal-entendido, mas do próprio companheiro. A palavra princípio ou origem (dependendo da tradução) é usada pelos espíritos tanto para falar da fase de princípio de criação como da fase de princípio humano. Nessa capítulo, por exemplo, a palavra princípio e origem foram usadas apenas em referência à fase humana.



Exato!

Somente na fase humana é que temos a responsabilidade de nossos atos e podemos então ser bons ou maus.

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Otaviano Lage em 23 de Maio de 2015, 22:32
–"O ESPIRITISMO, tomando seu ponto de partida nas próprias palavras do Cristo, como
Cristo tomou o seu em Moisés, é uma consequência direta de sua doutrina.
À ideia vaga da vida futura junta a revelação da existência do mundo invisível que nos envolve e povoa o espaço, e, para tanto, define a crença; dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à ideia, além de definir os laços que unem a alma ao corpo e levantar o véu que ocultava os mistérios do nascimento e da morte".
"Pelo Espiritismo, o homem sabe de onde vem e para onde vai, porque está na Terra,
porque sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride sem cessar através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que pode aproximá-la de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com a mesma aptidão para progredir, em virtude de seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência, e que não há entre elas senão a diferença quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e atingirão o mesmo alvo, mais ou menos prontamente conforme seus trabalhos e sua boa vontade".
 

"Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas que as outras; que
Deus a nenhuma criou privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras
para progredir; e que não há seres perpetuamente voltados ao mal e ao sofrimento; que os designados pelo nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos que praticam o mal no estado espiritual como quando o praticavam na Terra, como homens, mas que se adiantarão e se aperfeiçoarão; que anjos ou Espíritos puros não são seres à parte na criação, mas Espíritos que atingiram o alvo, depois de terem percorrido a estrada do progresso; que, por essa forma, não há criações múltiplas nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, mas que toda a criação deriva da
grande lei de unidade que rege o universo, e que todos os seres gravitam para um fim comum que é a perfeição, sem que uns sejam favorecidos em detrimento de outros, visto serem todos filhos de suas próprias obras".
Este texto está em A Gênese, Cap. I, item30, a quinta das obras essenciais de Allan Kardec que codificaram a Doutrina Espírita. É fato que O Livro dos Espíritos é o arcabouço da codificação kardeciana, pois dele derivam as demais que integram o  nosso Pentateuco. Na Introdução que fez à tradução de "O Livro dos Espíritos", o professor J. Herculano Pires mostra de quais partes dessa obra inicial derivam as outras quatro. Cada uma delas aprofunda aspectos essenciais da Doutrina. A D.E,. portanto, forma um corpo que, para ser melhor compreendido, precisa ser estudado de forma integral. Não há como atomizá-lo, sob o risco de se incorrer em equívocos, levando outros a fazerem o mesmo.
Com Deus, Jesus e Kardec, sempre.
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: lconforjr em 24 de Maio de 2015, 19:26
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
 
      Ref: resp #15 em: 230515, às 22:32, de Otaviano

      Sempre buscando uma “fé raciocinada”!
....
      Otaviano disse (ou citou): O ESPIRITISMO, tomando seu ponto de partida nas próprias palavras do Cristo, como Cristo tomou o seu em Moisés, é uma consequência direta de sua doutrina. "Pelo Espiritismo, o homem sabe de onde vem e para onde vai, porque está na Terra...”.

      Conf: aí, há pontos a questionar, inclusive com relação a Moisés (este deixaremos para depois). Veja:

      - primeiro: se nós, espíritos ou homens, vimos de Deus, pq nos tornamos, em relação a nossas qualidades, o oposto talvez exato, daquele que nos mandou? O Pai-Criador, sabedoria, amor, justiça e perfeição; o filho-criatura, ignorância, ódio, injustiça, imperfeição! Afinal, como da perfeição pode resultar imperfeição?! Alguma coisa pode destruir, danificar, prejudicar, perturbar aquilo q é perfeito? Algo pode ter influencia sobre o que é perfeito e destruir sua perfeição tornando-a imperfeição? O que é perfeito pode não ser tão perfeito, de modo que se submeta a alguma imperfeição?

      - segundo: e para onde vai o homem? Sem dúvida, continuará seu caminho, no qual encontrará muitos sofrimentos, pois é criado com essa destinação, talvez para sofrê-los por muitos milhões de anos, fato que nos faz não entender aquela sabedoria, amor e justiça soberanos.

      - terceiro: e se está na Terra para aprender a amar, pq esse aprendizado tem de ser feito à força de sofrimentos sobre sofrimentos? O sofrer os sofrimentos que vemos no mundo, ensina alguém a amar? Ou pode, ao contrário, ensinar a odiar?

      Otaviano:...porque sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus...

      Conf: questionando novamente: e aí, onde estarão o amor e a justiça? Há amor, justiça ou consolação no fato de se dizer a alguém que seus sofrimentos terão fim, num futuro incerto, que pode demorar por multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos? Será amor ou consolação, para aquela mãe que tem nos braços o querido filhinho agonizando sob dores sem lenitivo, o fato de lhe dizerem, ou mesmo de a convencerem, que os sofrimentos de seu filhinho e os seus, poderão cessar, depois de milênios sem fim?

      Otaviano: Sabe que a alma progride sem cessar através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que pode aproximá-la de Deus.

      Conf: questionando: e porq terá de sofrer para atingir essa perfeição? É essa a lição daquele que é amor para a critura que ele mesmo criou: “vc tem de, forçosamente, evoluir, mas, para evoluir vc tem, também, de forçosa e obrigatoriamente, sofrer de modo desesperador e mesmo insuportável”?!

      Otav: Sabe que todas as almas... são criadas iguais, com a mesma aptidão para progredir, em virtude de seu livre-arbítrio...

      Conf: e, sem dúvida, amigo Otaviano, com a mesma aptidão, habilidade, possibilidade, capacidade, inclinação, liberdade para se encher de imperfeições e defeitos morais, os mais monstruosos, concorda?

      Mas, e qto ao nosso arbítrio, pq chama-lo de “livre” se nenhum de nossos arbítrios (decisões, julgamentos, juízos) é livre, como tb não é livre nem uma só de nossas escolhas? Se todas elas, das mais simples, à mais complexas, estão totalmente “presas” ao que nos ensina a escola do bem e do mal que é a vida, para onde, obrigatoriamente, viemos, q a lei de Deus nos mandou?

      Otav:... que todas são da mesma essência, e que não há entre elas senão a diferença quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e atingirão o mesmo alvo, mais ou menos prontamente conforme seus trabalhos e sua boa vontade".

      Conf: depreende-se do que vc disse acima que uns poderão chegar ao “alvo” mais cedo do que outros, certo? Mas, de onde vem essa tão grande desigualdade que leva uns a se dedicarem com mais afinco a apressar seus passos? De que depende esse maior esforço e essa maior vontade? 

      Otav: "Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas que as outras; que Deus a nenhuma criou privilegiada... e que não há seres perpetuamente voltados ao mal e ao sofrimento;...

      Conf: não é privilégio uns terem mais vontade de progredir do que outros? E qto ao estarem voltadas ao mal e ao sofrimento, há absoluta igualdade entre todos? Pq não há? De que depende uns se voltarem para o bem, outros para o mal?  Uns sofrerem menos e outros mais?

      E de que depende o fato de existirem espíritos que, de tão atrasados e imperfeitos, são ou foram designados pelo nome de demônios? E, se toda a criação deriva da grande lei de unidade que rege o universo, pq há tantos que desrespeitam essa lei, que propositadamente, praticam absurdos que levam sofrimentos aos demais e a si mesmos?

      Meu amigo, a doutrina tem razão ao nos aconselhar a raciocinar para entendê-la melhor!

      Um abç.
..............
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Maio de 2015, 23:21
Olá amigos

Justiça na criação não significa que os espíritos são ou tenham de ser iguais. Significa que todos são igualmente importantes. Que todos são submetidos às mesmas regras, as leis da natureza que regem tudo o que foi criado. Que não há espíritos prejudicados ou beneficiadoc uns em relação aos outros.

As gotas de água do oceano são todas iguais (esqueçam a poluição  ;D. Se os seres espirituais fossem indeferenciados e indiferenciáveis, seriam coisas e não criaturas destinadas à autodeterminação, inteligências destinadas a criar.

Mal e bem são conceitos relativos, classificacoes atribuídas por nós, segundo o nosso ponto de vista, às ações e/ou eventos, a cada momento, perante um determinado cenário mental. Os espíritos não são maus nem bons. São mais evoluídos ou menos evoluidos. Os comportamentos dos espíritos são diferentes conforme o respetivo grau de evolução.

Todos caminham obrigatoriamente no caminho do progresso. As leis da natureza têm mecanismos para corrigir a trajetória evolutiva que não permitem a estagnação e que forçam a correção. E esses mecanismos aplicam-se a qualquer espirito, da mesma forma e nas mesmas condições. Não há previlegios para nenhum de!és. A vida do espírito é como a da gota de agua que flui numa tubagem. Se a gota se desvia da direção e sentido do escoamento, bate nas paredes do tubo até voltar a trajetória cert

Entretanto o espírito nao e uma maquina natural. É uma criatura que vai ganhando autonomia, inteligência, criatividade. Quando ele já está avançado é ele que aplica o mecanismo de correção a ele mesmo, porque o destino é a felicidade eterna. E ele deseja, decerto, o melhor para si  mesmo.

Bem hajam
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: lconforjr em 25 de Maio de 2015, 00:49
Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos

      Ref resp #17 em: 240515, às 23:21, de Vitor

      Amigo Vitor, lembre-se de q, como estamos num espaço espírita, me atenho a me referir aos conceitos da doutrina; sempre parto deles, embora, às vezes, não permaneça neles; comparo-os com outros conceitos, outras coisas tidas como verdade, em outras doutrinas e crenças.

      Vitor disse: Justiça na criação não significa que os espíritos são ou tenham de ser iguais.

      Conf: amigo Vitor, para a doutrina é exatamente isso que Justiça significa: q todos são exatamente iguais no ato da criação, sob todos os aspectos, nas faculdades subjetivas, nas possibilidades de progredir etc. Qualquer desigualdade, seja relativa às coisas mais insignificantes e menos importantes q forem, configura privilégio, injustiça portanto. Justiça significa absoluta igualdade de tratamento, de aplicação da Lei, de possibilidades, facilidades e dificuldades, nem mais, nem menos.

      Vitor: Se os seres espirituais fossem indiferenciados e indiferenciáveis, seriam coisas e não criaturas destinadas à autodeterminação, inteligências destinadas a criar.

      Conf: lembre-se de q vc está, ou estava (já não está mais?), se referindo à Justiça na criação (no ato da criação, foi o que entendi).  Depois desse ato, com o passar do tempo, se tornarão, conforme a doutrina (mas incompreensivelmente para mim), extremamente, assustadoramente, diferentes. Mas, a justiça divina deverá permanecer a mesma de começo ao fim!

      Vitor: Os espíritos não são maus nem bons. São mais evoluídos ou menos evoluídos. Os comportamentos dos espíritos são diferentes conforme o respetivo grau de evolução.

      Conf: esse é o entendimento de muitos, como tb é entendimento de muitos que não há evolução, pois o espírito já é perfeito, que há, apenas, um amadurecimento da compreensão, provocado pela necessidades da vida na carne. Para outros são, sim, maus e bons tanto que, para a doutrina espírita, e para outras, Deus criou para os bons os céus; para os maus leis punitivas e mundos de castigos, penalidades que podem perdurar por multiplicadas encarnações e por milhões de anos, dificultar a chegada da felicidade, atrasando na caminhada, exilando para mundos inferiores... Para outros, penas eternas!     

      Vitor: Todos caminham obrigatoriamente no caminho do progresso. As leis da natureza têm mecanismos para corrigir a trajetória evolutiva que não permitem a estagnação e que forçam a correção. E esses mecanismos aplicam-se a qualquer espirito, da mesma forma e nas mesmas condições. Não há privilégios para nenhum deles. A vida do espírito é como a da gota de agua que flui numa tubagem. Se a gota se desvia da direção e sentido do escoamento, bate nas paredes do tubo até voltar a trajetória certa

      Conf: e o amigo já chegou à conclusão do pq essa correção tem de ser realizada à força das chicotadas dos sofrimentos?

      Vitor: Entretanto o espírito nao e uma maquina natural. É uma criatura que vai ganhando autonomia, inteligência, criatividade. Quando ele já está avançado é ele que aplica o mecanismo de correção a ele mesmo, porque o destino é a felicidade eterna. E ele deseja, decerto, o melhor para si  mesmo.
 
     Conf: não é uma máquina, mas age, invariavelmente, como uma máquina, eqto não conseguir se libertar das ilusões que, devido aos estorvos do corpo material, lhe chegam o tempo todo.

      Bem haja, amigo.
.................

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Otaviano Lage em 25 de Maio de 2015, 01:06
Sr. Iconforj,
A citação que fiz, e isto ficou bem claro no meu post, é do livro A Gênese, de Allan Kardec.
As dúvidas que o senhor levantou, em relação à citação, são dúvidas relativas ao texto do próprio Senhor Allan Kardec.
Ou seja, o senhor questionou o próprio Codificador.
Que falta o senhor Moura Rego faz a este foro que, de espírita, parece não ter mais nada.
Com isso, encerro minha participação no mesmo.
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Maio de 2015, 12:03
Olá amigo Iconforjr

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      Vitor disse: Justiça na criação não significa que os espíritos são ou tenham de ser iguais.

      Conf: amigo Vitor, para a doutrina é exatamente isso que Justiça significa: q todos são exatamente iguais no ato da criação, sob todos os aspectos, nas faculdades subjetivas, nas possibilidades de progredir etc. Qualquer desigualdade, seja relativa às coisas mais insignificantes e menos importantes q forem, configura privilégio, injustiça portanto. Justiça significa absoluta igualdade de tratamento, de aplicação da Lei, de possibilidades, facilidades e dificuldades, nem mais, nem menos.

A forma como cada um interpreta as palavras não é necessariamente a mesma, infelizmente. Se todos estivessem sempre de boa fé (a conversar e não a desconversar ou a manipular a conversa propositadamente) e a linguagem humana fosse objetiva e clara, como a linguagem matemática, se a linguagem fosse perfeita, seria mais fácil comunicar entre nós sem ruído. Mas não é assim. Ainda que duas pessoas estivessem a pensar rigorosamente o mesmo, ao comunicarem esse pensamento aos outros, poderia parecer que estavam a dizer coisas diferentes.

Primeiro que tudo a Doutrina espirita não nos explica a forma como fomos criados de uma forma clara, objetiva e inequívoca. Apenas nos dá pistas grosseiras, a esse respeito. Os espíritos que ditaram a comunicação tiveram o cuidado de esclarecer que a criação dos espíritos é algo que nem eles mesmo dominam.

A doutrina diz:

- Todos os espíritos foram criados simples e ignorantes. Acrescentar a isso "iguais", no momento inicial da criação, não me parece mal. Uma coisa que, de certeza, não é dita pela DE é que os espíritos foram criados todos ao mesmo tempo. Pelo contrário.

- As diferenças entre os espíritos geram-se porque eles não têm todos trajetos exatamente iguais. Têm histórias de vida diferentes, tanto enquanto espíritos encarnados, como enquanto espíritos, em geral e têm "idades" espirituais diferentes. Mas estão todos submetidos às mesmas leis da natureza, material e espiritual, de um ponto de vista espiritual. Para todos os o progresso é obrigatório, mesmo que queiram ficar para trás, mais tarde ou mais cedo serão motivados a evoluir.

- Se hoje um vai numa estrada e outro noutra, com mais ou menos curvas, inevitavelmente, essas estradas são apenas caminhos diferentes para chegar aos mesmos lugares. Essa liberdade de escolha de diferentes caminhos é a forma de aprender a pensar e a ser livre. Imagine um espaço exterior de uma escola onde as crianças brincam. Se elas fossem todas obrigados a fazer exatamente o mesmo, a por os pés nos mesmos sítios, esse espaço em vez de ser de alegria era de infelicidade. Poder escolher faz parte da felicidade. E o intercâmbio entre as experiências de cada é necessária e enriquece todos.       

Eu vejo assim,

- O universo que conhecemos é imenso. E não sabemos se existem mais universos ou não. Há uma grande diversidade de mundos, como há uma grande diversidade de tipos de encarnação. Dentro do mesmo mundo, da mesma família, até da mesma constituição genética (gémeos verdadeiros, como se costuma dizer) e ambiente familiar e social semelhantes as pessoas não vivem vidas iguais. E ainda bem, porque sem a diversidade a vida não tinha cor, tal como é monótona e sem cor uma linha de produção de uma fábrica em que todos estão ali a fazer a mesma coisa, da mesma fora.

A vivência dos espíritos decerto não é igual, tal como o é a história deles. Mas isso não significa injustiça. Acaso o amigo acha que as pessoas deveriam andar todas com uma roupa igual, da mesma cor, para serem iguais? - Isso seria uma fonte de sofrimento. Quando as pessoas entravam nos campos de concentração nazis rapavam o cabelo a todos, davam-lhe fardas semelhantes, quebrando assim a liberdade e a dignidade humanas.

O que seria injustiça era se estivesse vedado o progresso espiritual a uns e acessível a outros artificialmente. Se as regras do jogo fossem diferentes para alguns. A aparente desigualdade numa encarnação não implica a injustiça. As encarnações são apenas experiências diferentes ao longo dos milénios. O espirito é tanto mais rico quanto mais variedade de experiências encarnatórias já viveu. E todos vivem essa grande variedade de experiências. O que hoje é pobre, noutra encarnação pode ter sido rico, o que hoje é belo noutra encarnação pode ter sido feio, etc., etc.   

 
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      Vitor: Se os seres espirituais fossem indiferenciados e indiferenciáveis, seriam coisas e não criaturas destinadas à autodeterminação, inteligências destinadas a criar.

      Conf: lembre-se de q vc está, ou estava (já não está mais?), se referindo à Justiça na criação (no ato da criação, foi o que entendi).  Depois desse ato, com o passar do tempo, se tornarão, conforme a doutrina (mas incompreensivelmente para mim), extremamente, assustadoramente, diferentes. Mas, a justiça divina deverá permanecer a mesma de começo ao fim!



Essa sua afirmação é uma opinião do amigo, de que não partilho. Quando falamos de pessoas, espíritos encarnados, a nossa experiência terrena pode até indiciar que há grandes diferenças. Mas a vida do espirito não se resume a esta encarnação que estamos a observar, de momento. O espirito aqui está imensamente condicionado por influências físicas e sociais  diferentes. É amnésico em relação ao passado, a montante desta encarnação. Sem querer ofender ninguém nem fazer insinuações irónicas, Se observarmos uma chimpanzé em cativeiro e o observarmos na selva, em liberdade, decerto que ele terá um comportamento completamente diferente. Não pode perceber como é o chimpanzé e as razões dos comportamentos dele só observando o mesmo em cativeiro.     

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      Vitor: Os espíritos não são maus nem bons. São mais evoluídos ou menos evoluídos. Os comportamentos dos espíritos são diferentes conforme o respetivo grau de evolução.

      Conf: esse é o entendimento de muitos, como tb é entendimento de muitos que não há evolução, pois o espírito já é perfeito, que há, apenas, um amadurecimento da compreensão, provocado pela necessidades da vida na carne. Para outros são, sim, maus e bons tanto que, para a doutrina espírita, e para outras, Deus criou para os bons os céus; para os maus leis punitivas e mundos de castigos, penalidades que podem perdurar por multiplicadas encarnações e por milhões de anos, dificultar a chegada da felicidade, atrasando na caminhada, exilando para mundos inferiores... Para outros, penas eternas!     

Essa imagem da DE que o amigo tem não é a mesma que eu tenho, mas isso também depende dos livros que o amigo chama DE e os que eu chamo DE. Todavia reconheço que algumas pessoas ditas espíritas têm um discurso incoerente a esse respeito.

Nós temos alguma capacidade de auto-determinação, a que chama livre-arbitrio, que também varia com o grau de evolução do espirito. Mas, em regra, não temos a plena consciência das consequências espirituais das nossas ações e, muitas vezes nem das consequências sociais e pessoais apenas aqui na Terra. Para além disso nem sempre conseguimos levar a cabo aquilo que determinamos.

Não posso compreender aquela ideia de que alguns espiritas propagam: para apurar a responsabilidade, a culpa, consideram todos temos as mesmas capacidades dos espíritos puros (sabemos com clareza o que estamos a fazer, prevemos todas as consequências das nossas escolhas e ações - somos completamente conscientes e sábios. E temos maus comportamentos porque decidimos tê-los, com toda a consciência, mesmo sabendo que as consequências poderiam ser contra nós mesmos, no presente ou no futuro). Mas para outros fins somos espíritos atrasados, já não temos essa sabedoria e essa inteligência.

Fazendo um paralelo isso seria o mesmo que responsabilizar uma criança de três anos pelos respetivos atos, da mesma forma que responsabilizamos um adulto na plena posse das respetivas capacidades.       

Bem hajam
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Jean Reno em 01 de Junho de 2015, 07:39

Não posso compreender aquela ideia de que alguns espiritas propagam: para apurar a responsabilidade, a culpa, consideram todos temos as mesmas capacidades dos espíritos puros (sabemos com clareza o que estamos a fazer, prevemos todas as consequências das nossas escolhas e ações - somos completamente conscientes e sábios. E temos maus comportamentos porque decidimos tê-los, com toda a consciência, mesmo sabendo que as consequências poderiam ser contra nós mesmos, no presente ou no futuro). Mas para outros fins somos espíritos atrasados, já não temos essa sabedoria e essa inteligência.

Fazendo um paralelo isso seria o mesmo que responsabilizar uma criança de três anos pelos respetivos atos, da mesma forma que responsabilizamos um adulto na plena posse das respetivas capacidades.       

Bem hajam


952-a.

.............as penas são sempre proporcionais à consciência que se tenha das faltas cometidas.

                                                                                                          (LE)

Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Junho de 2015, 18:30
Olá amigo Jean

Concordo que a responsabilidade de cometer um determinado crime é tanto maior quanto maior for a consciência do que se está a fazer.

Agora em relação a penas, elas podem existir, assim dizem, mas penas não fazem parte da justiça mas da dissuasão e/ou de levar o criminoso a corrigir-se, para não voltar a cometer crimes.

Se alguém comete um crime contra outrem, a única forma de fazer justiça é tentar compensar o prejuízo que causamos, positivamente, da forma que seja possível. Ou seja é o criminoso compensar, da forma possível, o prejuízo que causou, realizando um bem. Ou seja, é tentar reparar o prejuízo. 

Se alguém se compraz em ver o criminoso sofrer cruelmente, sem necessidade disso, só  porque o criminoso também fez sofrer outros, está a ser vingativo e não a querer justiça. A justiça não é fazer um mal que compense um mal sofrido. Um mal é sempre um erro, seja quem for e a que titulo o façam.

Um bom pai que viu um filho dar um tiro noutro filho, não vai pegar numa arma e dar um tiro ao criminoso, a não ser que seja em legitima defesa. Vai tentar obrigar o filho que cometeu o crime a compensar positivamente o outro, realizando um bem a favor dele, isto, é, a reparar o prejuízo causado. Como não se pode por o tempo a andar para trás, o criminoso já não pode repor a situação inicial, mas pode, por exemplo, fazer qualquer coisa de positivo, ou seja dar uma indemnização, em dinheiro, em espécie ou em trabalho.
     
Decerto que um bom pai terreno não é tão bom como Deus é. Mas O bom pai ama os dois filhos, e, por isso, repugna-o a fazer ou a deixar fazer o mal a qualquer um deles, mesmo ao criminoso. Nem sequer pensa em exigir a compensação do mal que um filho fez ao outro com outro mal. Mas, como é justo, exige que o filho que fez mal ao outro lhe peça desculpa e compense o prejuízo que lhe causou, positivamente.

Para corrigir o comportamento do filho criminoso pode, por exemplo, tirar-lhe a arma, ou, se ele não estiver bem da cabeça ir com ele ao psiquiatra e/ou ao psicólogo. E se vir que ele não se emenda pode até entregá-lo às autoridades para que o detenham, por ele representar um perigo.

Eu não creio que Deus aplique a justiça diretamente, mas através das leis que ele concebeu para o funcionamento do Universo, tanto no que diz respeito às coisas materiais como às espirituais. E se alguém sofre um mal não é a titulo de justiça, muito menos da justiça divina, porque do divino não sai o mal, nem a ordem para fazer o mal. O que pode sair é uma forma de corrigir o mau comportamento que é confundida com pena, por vezes, e, eventualmente, uma forma de reparar com bem o mal que se fez.

Bem haja
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Irmão Franco em 30 de Novembro de 2015, 03:30
Sendo Deus soberana justiça, não há privilégios, nem privilegiados; todos somos criados perfeitamente iguais ou seja, simples e ignorantes.

somos donos de nosso próprio destino;
estamos de acordo com nossos "afins" (afinidades);
decidimos por qual estrada seguir;
nos conduzimos para onde quisermos;
evolução;

Muita paz e luz. :)
Título: Re: Dúvidas relativas ao Livro dos Espíritos
Enviado por: Diegas em 30 de Novembro de 2015, 10:25
Olá, Iconforjr


'...mas, se não somos criados perfeitamente iguais, de duas uma:

      - ou teremos de admitir q a justiça divina não passa de uma ilusão,

      - ou, por outro lado, a DE está errada e deve ser corrigida (por quem tenha competência para fazer isso, espíritos superiores semelhantes aos q trabalharam nela), pois ela afirma que, sendo Deus soberana justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados “perfeitamente iguais” inclusive, é óbvio, nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc)...'
       


Ou, haja muita pretensão do amigo ter o completo domínio, conhecer em toda a profundidade e extensão a Justiça divina.

Por acaso, considera ser um equivoco a criação divina ? Não percebe que é na diferença e diversidade das espécies animais que reside a Sabedoria divina ? Tornar-se-ia estranhíssimo, por exemplo, que toda a criação surgisse a partir dos 'perfeitamente iguais', observar, por exemplo, um gato, desde o principio ou origem, ser cópia exatamente igual de outro gato, igualarem-se por completo em todas as caracteristicas/comportamentos, ou até que um gato se comportasse como um avestruz e vice-versa.

Ou não haveria também no reino animal um principio espiritual, que sobrevive após a morte do corpo, com os mesmos direitos/oportunidades de evoluir ?



Abç