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CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: Marianna em 20 de Novembro de 2009, 21:01

Título: Alimentação humana
Enviado por: Marianna em 20 de Novembro de 2009, 21:01


Um artigo do comunicador espírita Ivan René Franzolin postado na lista de discussão da CEPA pelo debatedor Paulo Cesar (DF), provocou, no último mês de maio, interessante debate no grupo. Em seu artigo, originariamente publicado em A Voz do Espírito, Franzolin, que se declara “vegetariano há vários anos”, sustenta:

“Embora o Espiritismo não recomende diminuir a matança de animais para nossa alimentação, o conteúdo de seu ensino, baseado no amor e na bondade, deixa evidente que esse será um passo no caminho da nossa evolução”.

Reportando-se à questão 723 de O Livro dos Espíritos onde Kardec indaga dos espíritos se “a alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza”, lembra o articulista que a primeira frase da resposta foi:  “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece”.  

Mas, questiona Franzolin: “Como teria sido a resposta caso ele tivesse perguntado se o homem deveria se preparar para um dia deixar de comer carne”. Recolhe, então da resposta “que a alimentação carnívora é parte do processo evolutivo e natural do homem”, mas que "isso vale apenas até um instante de sua evolução” e que esta, segundo alguns vegetarianos, já teria sido alcançada “para aqueles mais evangelizados”. 

Segundo o artigo, os conhecimentos da época em que os espíritos deram aquela resposta a Kardec não permitiam incitar o homem a uma mudança de sua alimentação carnívora, sem prejuízo à saúde. Mas que “a situação atual apresenta diferenças muito favoráveis à alimentação vegetariana, aumentando consideravelmente as opções dessa dieta”. Mesmo defendendo a alimentação vegetariana, Franzolin, em seu artigo, destaca: “Independente da análise quanto ao tipo de alimento que ingerimos, se faz necessária a eliminação dos excessos e de qualquer postura que nos coloque próximo da posição de quem vive para comer, ao invés de comer para viver”. A alimentação vegetariana ganha cada vez mais adeptos, não por motivos religiosos, mas como opção saudável e porque existem hoje alternativas que suprem os nutrientes encontrados na carne.

Argumentos contrários e favoráveis no grupo de discussão:

A tese vegetariana, que tradicionalmente encontra defensores e opositores no meio espírita, também na Lista da CEPA motivou argumentos em ambos os sentidos. O debatedor Vital Ferreira (SP) questionou argumento também presente no artigo de que em Nosso Lar, obra psicografada por Chico Xavier, “os habitantes foram compelidos a deixarem o hábito de comer carne”. Pergunta se, com isso, o articulista “está dizendo que os espíritos comem carne”.

A partir dessa observação, o debatedor Marcus (Salvador/BA) contestou a própria existência de animais na erraticidade, evocando, para tanto, O Livro dos Espíritos. Por sua vez, Sérgio Maurício (Salvador/BA) fez críticas à posição dos vegetarianos que, em seu discurso, “se consideram mais evoluídos”.

Para ele é arrogância achar que uma opção alimentar é caminho ou não para evolução espiritual. Diz o debatedor:

Não tenho nada contra ou a favor de opções alimentares, pois penso firmemente que isso não tem absolutamente nenhuma importância no desenvolvimento espiritual”.

E acrescenta: “Achar que um animal tem mais vida do que uma planta é, no mínimo, um entendimento bem particular e ideologicamente interessado do conceito de vida”.

Paulo Cesar (DF) sustentou no debate que a alimentação carnívora gera compromissos cármicos, sob o entendimento de que fazemos os animais sofrerem “e há uma lei de retorno”. Também participante da lista, Israel Agudelo, de Bogotá, Colômbia, saudou a discussão do tema “tão importante para aqueles que vemos os animais como irmãos e não como meio de alimentação”.

NOSSA OPINIÃO, SEM CULPA:

Costumes alimentares, tanto quanto os de outros aspectos da vida humana, são mutáveis. Se recuarmos no tempo, vamos encontrar o homem primitivo abrigado em grutas de pedra, comendo a carne crua dos animais que saíra a caçar. Nosso organismo, hoje, por certo não suportaria os alimentos que eram, então, por ele ingeridos.

O hábito de comer carne que, diferentemente de nossos antepassados, aprendemos a cozer ao fogo, juntando-lhe condimentos que a transformam em delicadas iguarias, continua, em nosso tempo, sendo uma das principais bases da alimentação humana. Assim mesmo, diversamente do que ocorria no século 19 (época em que os espíritos deram a entender a Kardec que ela era praticamente indispensável à alimentação humana), hoje existem outras opções de cardápio capazes de suprir os nutrientes presentes na carne. Ademais, costumam-se associar, presentemente, ao consumo da carne riscos de doenças como o câncer, distúrbios cardíacos e, inclusive, a redução da expectativa de vida.

Aspectos dessa natureza têm levado, hoje, muitas pessoas a reduzir ou, mesmo, a abandonar o consumo da carne, substituindo-a, no entanto, por outros tipos de nutrientes que a agricultura e a engenharia alimentar modernas põem à disposição do consumidor. Dessa forma, tornar-se vegetariano já não resulta de convicções religiosas ou de escrúpulos espiritualistas, mas aqueles que o fazem são, via de regra, movidos por razões de saúde.

Numa visão inspirada na filosofia espírita, que contempla o homem como um ser integral, corpo/mente/perispírito/espírito, a saúde material tem, também, importantes repercussões espirituais. Essa linha de raciocínio abre espaço a uma visão mais sistêmica da vida, levando em conta aspectos ecológicos e de respeito a todas as formas de vida.

É possível que, num lapso semelhante àquele que nos separa hoje do tempo em que surgiu o espiritismo, o consumo da carne venha a ser drasticamente reduzido ou até abandonado. Convém, entretanto, que as mudanças ocorram sem a intercorrência de condenações, remorsos ou autoflagelos carregados de ameaças, culpas ou medos.

A vida flui e se aprimora a partir do avanço do conhecimento acerca de nós próprios e do mundo que nos rodeia. Se os preceitos religiosos, ontem, assumiam formas imperativas a regular nossos hábitos pessoais, os tempos de hoje colocam-nos à disposição conhecimentos e alternativas capazes de permitir que, com liberdade, tracemos projetos de vida úteis ao nosso desenvolvimento físico, psíquico e espiritual:

Sem culpas e com vistas à nossa felicidade e daqueles que nos rodeiam ou que virão depois de nós.

José Rodrigues.



Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: andrem1lima em 21 de Novembro de 2009, 01:09
Questões como esta sempre levam-nos a discorrer sobre assuntos, ainda de pouco conhecimento, de pouca comprovação científica... exemplo, o OLE...
Do mesmo modo como discutir a homossexualidade... gerará páginas e páginas e não se chegará a um consenso.

Minha opinião de humilde alma, aspirante a espírita...

Como carne e gosto de comer... e como ainda é de meu conhecimento, que essa prática, não faz mal a outrem, então, enquanto tenho a necessidade orgânica, fisica, biológica, vou continuar alimentando-me de carne.

Abraços
Ame sempre

André
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Aldebaran em 21 de Novembro de 2009, 03:24
O que é isso aqui? um tópico sobre Veganismo??
ah, me poupem... deixa eu ir lá dentro ver se a costela de vaca que eu pus para assar já está boa.

Estão servidos???

 :D

fui....

ah, esses veganos .... (o vegano come a alma do boi)
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: andrem1lima em 21 de Novembro de 2009, 04:32
Bom apetite...
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Marianna em 23 de Novembro de 2009, 22:01


Precisamos virar vegetarianos?

Trata-se de assunto bastante polêmico, mesmo entre os espíritas. Basicamente, a questão que vamos tentar responder é: o Espiritismo exige que viremos vegetarianos? Ou melhor, em outras palavras: deixar de comer carne é uma exigência decorrente do nosso dever de tratar com amor e respeito os animais?

Em primeiro lugar, vejamos a questão 723, submetida aos espíritos por Allan Kardec no Livro dos Espíritos:

723 A alimentação animal é, para o homem, contrária à lei natural?
– Em vossa constituição física, a carne alimenta a carne; de outro modo, o homem enfraquece. A lei de conservação dá ao homem o dever de manter suas forças e sua saúde para cumprir a lei do trabalho. Ele deve, portanto, se alimentar conforme as exigências de seu organismo.

A resposta talvez decepcione os vegetarianos, já que defende o consumo de carne para a manutenção da saúde corpórea. Ora, não podemos esquecer, no entanto, que esse ensinamento nos foi compartilhado pelos irmãos espirituais em 1857, há mais de um século e meio.

Há 150 anos, com certeza, não havíamos ainda desenvolvido nossos conhecimentos técnicos e científicos a ponto de estudar alternativas nutricionais mais a fundo, e a resposta tem que então ser considerada em relação à situação da época, muito diferente da atual.

Hoje, para muitas pessoas, é possível manter uma alimentação perfeitamente saudável sendo exclusivamente vegatariano ou vegan. Há uma série de livros, artigos, blogs e sites por aí com ótimas dicas a respeito, basta consultar o Google (procure por "vegetarianismo", "vegetariano", "vegan", e assim vai)!

E o mais surpreendente é que os espíritos de 1857 não ignoraram essa questão, da evolução da alimentação humana, caminhando para um eventual abandono do consumo de carne. Na resposta 710, também do Livro dos Espíritos, eles nos ensinam, com muita clareza, que em mundos mais evoluídos a alimentação é totalmente diferente da nossa, sendo então bem menos grosseira:

710 Nos planetas onde o corpo é mais depurado, os seres vivos têm necessidade de alimentação?
– Sim, mas os alimentos estão de acordo com sua natureza. Esses alimentos não seriam muito substanciais para vossos estômagos grosseiros, do mesmo modo que, para eles, a vossa alimentação também não serviria.

Agora começa a fazer mais sentido a resposta 723, não? Pois espere só, vai melhorar ainda mais: veja o que nos dizem os mentores espirituais na questão 724 do Livro dos Espíritos:

724 A abstenção de alimento animal ou outro, como purificação, é meritória?
– Sim, se essa abstenção for em benefício dos outros; mas Deus não pode ver uma mortificação quando não é séria e útil. Por isso dizemos que aqueles que se privam apenas na aparência são hipócritas.

E com esta resposta, o quebra-cabeça está quase completo. Podemos tirar já algumas conclusões bastante válidas: comer carne era a única alternativa saudável em 1857, hoje não mais; além disso, deve-se ver com bons olhos a abstenção do consumo de carne, é um esforço digno de muito mérito; aliás, esta evolução da alimentação, tornando-se menos grosseira, e parando de depender do sacrifício de vida animal, é mesmo sinal de evolução da humanidade terrestre.

Mas por que os espíritos, então, não defenderam o vegetarianismo já em 1857? Bem, mais uma vez, por lógica, temos que interpretar uma obra sempre dentro de seu contexto. Cada mensagem espiritual vem em um dado momento, em um dado local, e tem que ser vista sob a ótica da sociedade deste tempo e lugar.

Assim como o Evangelho interpretado literalmente (ao invés de contextualmente) pode dar margem a uma série de abusos, o mesmo pode ocorrer com o Livro dos Espíritos; embora este, com certeza, por ser mais recente, e por passar ensinamentos de forma mais direta e objetiva (já que não usa narrativas), dê uma margem muito menor a interpretações equivocadas.

E quer ver o mais curioso disso tudo? Os próprios mentores espirituais responsáveis pelo Livro dos Espíritos nos fazem essa ressalva, e Kardec belissimamente tece algumas considerações a respeito, inclusive sobre a questão do vegetarianismo:

182 Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?
– Nós, Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos encontrais. Portanto, não devemos revelar essas coisas a todos, visto que nem todos terão alcance de compreendê-las, e isso os perturbaria.

Comentários de Kardec: À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. A matéria torna-se menos densa, ele não mais se arrasta em sofrimento pela superfície do solo, as necessidades físicas são menos grosseiras e os seres vivos não têm mais necessidade de se destruírem mutuamente para se alimentar. O Espírito é mais livre e, para atingir coisas distantes, tem percepções que nos são desconhecidas. Ele vê pelos olhos do corpo o que apenas pelo pensamento podemos imaginar.

A purificação dos Espíritos reflete-se na perfeição moral dos seres em que estão encarnados. As paixões brutais se enfraquecem e o egoísmo dá lugar a um sentimento fraternal. É desse modo que, nos mundos superiores à Terra, as guerras são desconhecidas, os ódios e as discórdias não têm motivo, porque ninguém pensa em fazer o mal a seu semelhante. A intuição que têm do futuro, a segurança que uma consciência livre de remorsos lhes dá, fazem com que a morte não lhes cause nenhuma apreensão, por isso a encaram sem temor e a compreendem como uma simples transformação.

A duração da vida nos diferentes mundos parece ser proporcional ao grau de superioridade física e moral desses mundos, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, menos está sujeito às alternâncias e instabilidades que o desorganizam. Quanto mais puro é o Espírito, mais livre das paixões que o destroem. Esse é ainda um benefício da Providência que, desse modo, abrevia os sofrimentos.

Belos ensinamentos!

Apenas para concluir, então, vamos responder a questão proposta no início do post: pois é, ao que parece, não há o dever de se tornar vegetariano. Não faria sentido, aliás, impor isso a alguém: tiraria mesmo o mérito deste gesto de amor, que deve ser sempre uma opção individual.

Além disso, algumas pessoas, por suas características físicas, não podem ser vegetarianas; dependem mesmo, por orientação médica, do consumo esporádico ou habitual de proteína animal. Certamente, com o tempo, nossa Medicina evoluirá a ponto de suprir estas necessidades de pessoas específicas; até lá, elas não têm nem como considerar parar de comer carne.

As demais pessoas, sem qualquer impedimento ao vegetarianismo, no entanto, deveriam (idealmente) considerar essa alternativa com carinho. Nosso consumo desenfreado de animais vem ensejando uma série de verdadeiros horrores por parte da indústria, comparáveis aos perpetrados pelo nazismo nos campos de concentração (você provavelmente já viu algum vídeo a respeito).

Abandonar o consumo de carne seria, dos sacrifícios pessoais, um dos mais belos e meritórios, pois feito puramente em favor de nossos irmãozinhos (ou irmaozões) menos complexos, os animais. É uma questão evolutiva até: a moralidade terrestre parece caminhar neste sentido, há uma crescente tendência.

Quem ainda não pode ou não quer (por qualquer motivo) se adiantar ao seu tempo, virando vegetariano desde já, poderia, ao menos, defender a adoção de paliativos, em prol de um tratamento mais amoroso e respeitoso dos animais nos criadouros e nas casas de abate, tal como: o fim do confinamento, das mutilações, do abate violento/doloroso...

Mas essa questão de como tratar com mais amor os animais, hoje e já, e mesmo sem a adoção do vegetarianismo (embora isto parecesse o ideal), vamos explorar mais a fundo em nosso próximo post! Que Deus abençoe todos!

José Rodrigues.
C.E.P.A.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: EsoEstudos em 23 de Novembro de 2009, 22:32

Saudações a todos!

É da Doutrina:

- O Livro dos Espíritos, págs. 344/345.

722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos?
Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde.
Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos
alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como
emanadas de Deus.”

723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?
Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem
perece
. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?
“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém,
só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas
os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.”


Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Marccello em 23 de Novembro de 2009, 23:34
 Amigos,

Vejamos alguns trechos dos livros O Consolador (Emmanuel – Chico Xavier) e Missionários da Luz (André Luiz – Chico Xavier):




“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana.


É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esse valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.


Temos a considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves.


Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.”

(Trecho do livro O Consolador, psicografado por Chico Xavier junto a Emmanuel)

Muita paz!
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: MarcoALSilva em 24 de Novembro de 2009, 01:50

Mesmo ciente de que na Doutrina Espírita não há restrição alguma ao uso alimentar da carne, já tive oportunidade por várias vezes de expressar minha opinião no sentido de que a evolução aponta para a adoção de outras formas de nutrição.

Consentâneo com a visão de que os animais são nossos irmãos menores (que é como penso), creio que no futuro o homem não se alimentará de animais. Mesmo que seja um futuro muito distante.

Abraços!
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Marianna em 06 de Dezembro de 2009, 23:43

Citar
Mesmo ciente de que na Doutrina Espírita não há restrição alguma ao uso alimentar da carne, já tive oportunidade por várias vezes de expressar minha opinião no sentido de que a evolução aponta para a adoção de outras formas de nutrição.

É assim mesmo, em mundo evoluído esse tipo de alimentação não existe.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 07 de Dezembro de 2009, 15:32
O problema é bem este, mana Marianna.
Vivemos em mundo ainda muito atrasado e por isso nosa organização física necessita dese tipo de alimento.
Outro dia num canal de ciência ouvi um nutricionista e um médico da área afirmarem que a falta desta alimentação deixa vulnerabilidades á organização física.
Ora, então a ciência está consorciada com o Espiritismo, mas teimamdos empansar emmundos mais avançados, para que?
Tal pensar é o mesmo que eu de Gordini, só por colocar um volante parecido como das Ferrari, pensar que estou numa.
Abraços,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: dim-dim em 07 de Dezembro de 2009, 19:16

Olá!

OLE

Instinto de conservação
702 O instinto de conservação é uma lei natural?

– Sem dúvida. Foi dado a todos os seres vivos, seja qual for o grau de inteligência. Para uns, é puramente mecânico; para outros, é racional.

703 Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conservação?

– Porque todos devem cumprir os desígnios da Providência; é por isso que Deus deu o instinto de conservação. Além disso, a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres que têm instintivamente esse sentimento, sem se darem conta disso.

Meios de conservação
704 Deus, dando ao homem a necessidade de viver, sempre lhe forneceu os meios para isso?

– Sim. Se não os encontra, é por falta de iniciativa. Deus não poderia dar ao homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios, por isso faz a terra produzir e fornecer o necessário a todos, porque só o necessário é útil. O supérfluo nunca é.

705 Por que nem sempre a terra produz o suficiente para fornecer o necessário ao homem?

– O homem a negligencia por ingratidão e, no entanto, a terra continua sendo uma excelente mãe. Além disso, ele ainda acusa a natureza por sua própria imperícia ou imprevidência. A terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse se contentar. Se o que produz não é bastante para todas as necessidades, é porque emprega no supérfluo o que deveria utilizar no necessário. Observai o árabe no deserto: encontra sempre com o que viver, porque não cria necessidades artificiais. Porém, quando a metade da produção é desperdiçada para satisfazer fantasias, deve o homem se espantar de não encontrar nada em seguida? E terá razão de se queixar por estar desprovido quando chega a época da escassez? Na verdade, não é a natureza que é imprevidente, é o homem que não sabe regrar sua vida.

706 Por bens da terra somente devemos entender os produtos do solo?

– O solo é a fonte primária de onde vêm todos os outros recursos, que são apenas uma transformação dos produtos do solo; por isso, é preciso entender por bens da terra tudo o que o homem pode desfrutar neste mundo.

707 Os meios de subsistência, muitas vezes, faltam a alguns, mesmo em meio à abundância que os cerca; por quê?

– É pelo egoísmo dos homens em geral e também, freqüentemente, por negligência deles mesmos. Buscai e achareis; essas palavras não querem dizer que basta olhar a terra para encontrar o que se deseja, mas que é preciso procurar com ardor e perseverança e não com fraqueza, sem se deixar desencorajar pelos obstáculos que, muitas vezes, são apenas meios de colocar à prova a vossa constância, paciência e firmeza. (Veja a questão 534.)

☼ Se a civilização multiplica as necessidades, também multiplica as fontes de trabalho e os meios de vida; mas é preciso admitir que sob esse aspecto resta ainda muito a fazer. Quando a civilização terminar sua obra, ninguém poderá queixar-se de que lhe falta o necessário, senão por sua própria culpa. A infelicidade, para muitos, decorre de enveredarem por um caminho que não é o que a natureza traçou; é então que falta inteligência para terem êxito. Há lugar ao sol para todos, mas com a condição de cada um ter o seu, e não o dos outros. A natureza não pode ser responsável pelos vícios de organização social nem pelas conseqüências da ambição e do amor-próprio.


Namasté
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Marianna em 16 de Dezembro de 2009, 00:23

“Sobre a alimentação do Homem”

“O sacrifício da carne foi severamente condenado pelos grandes filósofos da antiguidade. O Espírito elevado revolta-se à idéia de sangue e, sobretudo, à idéia de que o sangue é agradável à Divindade. E notai bem, que aqui não se trata de sacrifícios humanos, mas unicamente de animais oferecidos em holocausto.

Quando o Cristo veio anunciar a Boa-Nova, não ordenou sacrifícios de sangue: ocupou-se unicamente do Espírito. Os grandes sábios da antiguidade igualmente tinham horror a estas espécies de sacrifícios e eles próprios só se alimentavam de frutos e raízes. Na terra os encarnados têm uma missão a cumprir: têm o Espírito que deve ser nutrido pelo Espírito, o corpo com a matéria; mas a natureza da matéria influi - compreende-se facilmente - sobre a espessura do corpo e, em consequência, sobre as manifestações do Espírito.

Os temperamentos naturalmente muito fortes para viver como os anacoretas5 fazem bem, porque o esquecimento da carne leva mais facilmente à meditação e à prece. Mas para viver assim, geralmente seria necessária de uma natureza mais espiritualizada que a vossa, o que é impossível com as condições terrestres. E como, antes de tudo, a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações. Pode ser-se bom cristão e bom espírita e comer a seu gosto, desde que seja razoável. É uma questão algo leviana para os nossos estudos, mas não menos útil e proveitosa”. (os grifos são nossos).

Essa mensagem explica que a dieta sem o uso da carne é melhor, pois isso “leva mais facilmente à meditação e à prece”. Isso aconteceria, pois, segundo Lamennais, a natureza da matéria influi nas manifestações do Espírito. Podemos comparar a situação com os vícios. Aquele faz uso de uma droga, por exemplo, impregna seu perispírito de vibrações que limitarão suas manifestações no mundo espiritual. Da mesma forma, o uso de uma dieta menos carnívora torna o perispírito menos “espesso” (usando aqui uma palavra que Lamennais usou no texto) o que permite que ele tenha mais facilidade em elevar seu pensamento em prece.

Porém, Lamennais, de modo responsável, deixou claro que a dieta vegetariana dependeria do aprimoramento espiritual da nossa Humanidade terrestre, o que ainda não ocorre. Daí adverte que “a natureza jamais age contra o bom senso, é impossível ao homem submeter-se impunemente a essas privações”. Por isso a questão 723 acima não condena o uso da carne.

(Sociedade de Paris, 4 de Julho de 1863. Médium: Sr. A. Didier)
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Fernando B. em 17 de Dezembro de 2009, 12:28
O problema é bem este, mana Marianna.
Vivemos em mundo ainda muito atrasado e por isso nosa organização física necessita dese tipo de alimento.
Outro dia num canal de ciência ouvi um nutricionista e um médico da área afirmarem que a falta desta alimentação deixa vulnerabilidades á organização física.
Ora, então a ciência está consorciada com o Espiritismo, mas teimamdos empansar emmundos mais avançados, para que?
Tal pensar é o mesmo que eu de Gordini, só por colocar um volante parecido como das Ferrari, pensar que estou numa.
Abraços,
Moura


Concordo plenamente com o Moura!

No entanto, quem se sentir bem sem a alimentação carnivora, que continue assim e o mesmo vale pra quem gosta de um churrasquinho tchê, né não Renato, isso é o livre arbitrio né pessoal

Abraços!
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 17 de Dezembro de 2009, 16:31
Exatamente mano Fernando.
Abração,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Nanda Cris em 03 de Janeiro de 2010, 13:58
Carne, peixe ou galinha, tanto faz. O que conta são os nossos bons pensamentos.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 03 de Janeiro de 2010, 16:56
Exato Nanda,
Jesus explica sobre isso quando responde ao dono de uma casa que lhe perguntava porque ele não lavara as mãos antes de comer.
Respondendo jesus, disse-lhe que o que tinha de estar limpo seria o que nos ia na alma.
Abraços,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: MarcoALSilva em 03 de Janeiro de 2010, 19:05
Exato Nanda,
Jesus explica sobre isso quando responde ao dono de uma casa que lhe perguntava porque ele não lavara as mãos antes de comer.
Respondendo jesus, disse-lhe que o que tinha de estar limpo seria o que nos ia na alma.
Abraços,
Moura

Linguagem conotativa e linguagem denotativa... Ao que parece Jesus, ao ensejo, proferiu uma parábola...

Sempre e sempre o que mais nos importa é a qualidade de nosso tom vibratório, nossos pensamentos bons enfim... Isso, comamos carne ou não...

Atualmente a humanidade alimenta-se de carne. Alguém duvida que um dia, demore quanto for, isso não mais ocorrerá?

Portanto, a evolução caminha para outras formas de alimentação.

Por mais que eu goste de uma picanha, tenho para mim que é uma alimentação ainda em padrões de comportamento animal, para um organismo de natureza animal, com uma alma que, em muito, ainda se prende aos limites de seus apetites... (incluo-me aí, bem já disse).


Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2010, 13:55
Isso mesmo Marco,
a doutrina expressa-se taxativamente contra qualquer excesso, e a gula é um desses.
Assim, que se coma ou não carne, se assim o organismo de cada um não se queixar.
Abração,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 03:24
 Amigos, ao contrário do que foi dito, não é necessário ao ser humano comer carne nem outros alimentos de origem animal, mas até há várias doenças ligadas a este tipo de dieta, como cânceres, osteoporose e hipertensão.(ver http://www.nutriveg.com.br/)
 Conheço muitas pessoas veganas e também o sou a bastante tempo e pessoalmente nunca conheci alguém com problemas de saúde ligados a esta alimentação.
 Quanto a vitamina B12, pode ser obtida por suplementos (ver http://www.guiavegano.com.br/vegan/nossa-loja/suplementos), feitos a partir de bactérias.
 Penso que, como espíritas, é importante progredirmos, abandonando o desnecessário hábito de matar e escravizar animais. Entretanto as pessoas estão muito acomodadas em suas rotinas e criam desculpas para  permanecerem estacionárias. Vejo muitos ateus e pessoas materialistas que são veganas e também evoluíram moralmente em vários aspectos enquanto há espiritas conformados com seu estado atual relutando em se melhorar.
  Convido-os assim a repensar a questão dos direitos dos animais. O seguinte vídeo tem muitas informações sobre o que eles passam para chegar a nossas mesas, inclusive na produção de leite e ovos.
  Um grande abraço!
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 03:31
Aqui está o link do vídeo de que falei: Earthlings - Terráqueos - legendado - português (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZQdHJla1J5VE1BIw==)
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Zé Ninguém em 13 de Fevereiro de 2012, 09:51
Este assunto foi exaustivamente debatido no seguinte tópico:
http://www.forumespirita.net/fe/outros-estudos/o-uso-da-alimentacao-carnivora/
Para quem quiser se aprofundar mais no assunto recomendo a leitura pois tornar-se-ia repetitivo escrever tudo o que já foi dito e por outro lado não ler o material seria se conformar com uma abordagem superficial sobre o assunto uma vez que no tópico em questão o consumo de carne foi abordado de forma mais profunda e detalhada.
Paz e Luz!
Abraços
Susana
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Zé Ninguém em 13 de Fevereiro de 2012, 09:58

Como carne e gosto de comer... e como ainda é de meu conhecimento, que essa prática, não faz mal a outrem

Abraços
Ame sempre

André

Perfeito André..é justamente isso, as pessoas comem carne porque gostam, pelo menos você foi franco.
Quanto a não fazer mal a outrem já não concordo.
Quem você considera outrem? Apenas humanos?
Encarcerar seres vivos, torturá-los e tirar sua vida de forma cruel não é fazer mal a outrem?
Animais, apenas por não raciocinarem, não devem ter seu bem estar respeitado?
Não são seres da criação?
Se você realmente acredita que o hábito de consumir carne não prejudica" outrem" acho que está na hora de você  conhecer a verdade:
Farm to Fridge - a verdade por trás da produção de carne - legendado em português (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUZEdnc2aGhqVGRJI3dz)
Abraços
Susana
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Dani :) em 13 de Fevereiro de 2012, 11:44
Apesar de ingerir carne, concordo plenamente com os amigos que este ainda é um estágio mais primitivo de alimentação. Mas a ingestão de verduras, frutas e legumes também não é exatamente um favor à natureza. Afinal, estes alimentos precisam de áreas onde serão plantados, o que significa, na prática, que tem que haver desmatamento (extermínio de vegetação nativa), expulsão de certos animais de seu habitat natural. Estes animais, por sua vez, procuram um novo local para morar e, ou não se adaptam ao novo ambiente, o que pode levar ao prejuízo de sua espécie, ou se adaptam tão bem, que ameaçam outras espécies nativas do local onde se instalaram.
A cada dia, estou caminhando para o abandono do consumo de carne, diminuindo gradativamente sua ingestão, mas não creio, sinceramente, que já terei chegada ao topo da evolução em termos de alimentação quando for vegetariana, ou vegana, etc. Acho que terei evoluido bastante, sem sombra de dúvidas, mas nos degraus mais altos da escala evolutiva dos seres com certeza haverá meios de se alimentar e energizar sem provocar a morte de qualquer ser vivo, seja animal ou planta.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 14:51
Querida Dani, reconheço a questão das plantas, entretanto o raciocínio de que ser vegetariana aumentaria o "sofrimento" das plantas é muito enganoso, pois para produzir carne, são gastos muito mais água, plantas, terras e energia do que se nós consumíssemos diretamente os vegetais que alimentam os animais.
veja http://www.slideshare.net/rotaorganica/impactos-sobre-o-meio-ambiente-do-uso-de-animais-para-alimentacao-svb

um abraço

Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 13 de Fevereiro de 2012, 15:00
Todas assas considerações, não batem no tema, pois se desviam dele, acaso alguém descrê que a DE esteja errada nesse ponto?
ainda mais: como se impediria, sem ferir ao direito dos animais, a produção desordenada de Novos animais posto que não se poderia influir no Cio deles por ser uma atributo doado pela divindade?
Meus amigos, estamos a debater o tema segundo o Espiritismo e não segundo nossas aferições de melhor ou pior, em termos de alimentação.
abraços,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 15:18
 Amigo Moura, a superpopulação de animais é um mal causado pelo homem e não pela natureza, logo a castração de animais como cães e gatos não fere necessariamente os seus direitos, trate-se de consertar um erro cometido no passado.
 Eu apenas procuro colocar uma questão (que está ligada a nossa evolução espiritual) que as pessoas raramente ou nunca pensam, pois os meio de comunicação não a expõe por lucrarem de alguma forma com a indústria da carne.
 Talvez seja por isso que relutamos em associar as máximas "Não matarás" e "Amai o próximo como a ti mesmo" também aos animais.
  Não entendo por que se ataca o veganismo, se este não faz mal a ninguém.
  Façam um esforço para parar de financiar a indústria da crueldade! Procurem mais informações sobre o tema na internet! Ninguém morrerá ou passará fome se fizer isso! É tão fácil!
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 13 de Fevereiro de 2012, 15:37
Por favor amigo Ricardo, avalizar a castração é inferir diretamente em domínio que não do homem mas de Deus.
Afirmar sobre a castração como um mal necessário é se por no papel daquele que rege e tudo, porém Ele os criou dotados dessa possibilidade e não estamos nem aos pés dele para que lhe soremos o pó da sandalha.
Ora, se podemos castrar, como um mal necessário mas que no ato ninguém se aproveita como fator de alimentação, melhor seria, deixar com que este tipo de animais, bois, porcos, peixes, galináceos etc, venham por executarem as tarefas que lhe foram conferidas pela divindade e que também estão exposta tanto no ESE quento em OLE ou na RE.
Pior ainda, com seres que nos alimentemos da carne, apenas isso nos infere, porém como castradores, seremos nós a mandar que se faça mesmo que o serviço seja executado por outros.
Ou seja, castrar, alijando o animal da reprodução que lhe legada pela divindade, pode.... matar com vistas á alimentação, não... Legal!

Uma última questão, apenas no terreno das idéias: O amigo aceitaria ser castrado?
Abração,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Marlenedd em 13 de Fevereiro de 2012, 16:05
Já que o ser humano é um animal, e entre eles o maior caçador, deve viver e alimentar-se como os restantes animais, com a consciência, no entanto, que também ele pode servir de alimento para outros animais... e serve, mesmo que não seja caçado durante a vida será devorado no final da vida por outros animais.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 16:16
 Moura,
 A castração é uma questão mínima perto das outras formas de exploração animal. Peço-te  que não ignore estas outras, sendo a favor da castração ou não, nada impede que se abandone a matança.
 Eu pessoalmente não atuo com castrações, mas respeito e  não condeno aqueles que o fazem.
 Mas falando em termos práticos: você prefere que após multiplicar a população de cães e gatos por puro capricho os abandonemos em ruas sujas para se reproduzirem ainda mais, causando distúrbios ecológicos e de saúde e, além disso, sigamos ainda comendo e matando os animais; ou, ao contrário que tente-se de alguma forma consertar os erros e independente disto, parar de explorá-los? Como você resolveria o problema da superpopulação?
  Por fim, se você come carne, saiba que estará apoiando covardemente homens que castram filhotes e adultos de bois e porcos sem anestesia e utilizando facas ou martelos, mas, sendo vegetariano, não!
  Tente ser vegetariano, irmão.
 castração do porco (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTI5Wk1saU9GaWhzIw==)
 
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Mourarego em 13 de Fevereiro de 2012, 19:03
Ricardão,
não vou continuar nessa balada, pois não levanto bandeira alguma senão a da doutrina que é aquilo que estamos a querer entender melhor.
Repare que a seção onde estamos é ligada ao Livro dos espíritos, que nos é o foco de entendimentos a serem debatidos, e estamos num tópico sobre alimentação humana que há de ser compreendida  dos dizeres previstos nas obras básicas, não nas bandeiras que queiramos ter para levantar.
Em OLE, obra básica de doutrina é dito que a carne nutre a carne.
E eu digo mais, a carne que nos faz fenecer é produto nosso, da lascívia em que muitos vivem, dos desregros morais, das simpatias menos elevadas, mas não do alimento.
O Mestre, modelo e guia se alimentava de carne, sendo a de porcos a única da qual ele não se utilizava, não por outro motivo senão o da proibição a que todo judeu há de cumprir.
Assim o é que aquele que se sente bem sem a ingestão da carne não peca, mas nem por isso é guindado a situação de Espírito superior, o mesmo um Bom Espírito se não fizer por si mesmo, assim como quem se alimente contando com a carne, terá que perfazer o mesmo caminho para chegar ao estrelato espiritual.
Meu amigão, estamos debatendo com base na doutrina e não naquilo que pensamos ser melhor ou pior.
abraços,
Moura
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: Dani :) em 13 de Fevereiro de 2012, 19:23
Ricardo.
Talvez o amigo até ache que ser vegetariano aumente o sofrimento das plantas, mas eu não acho. Tanto que não disse isso em nenhuma linha do meu texto.

O que eu disse é: as plantas que consumimos precisam de solo para serem plantadas (hectares e mais hectares) e para isso, os agricultores não permitem que os animas vivam soltos e livres em suas plantações (há alguma dúvida?).
E aí, o que acontece para que haja vegetais, legumes e verduras para nós consumirmos?
1- Desmatamento, pois é a primeira coisa que o agricultor precisa: solo limpo e pronto para receber as sementes dos gêneros agrícolas.
2- Êxodo das espécies nativas daquela área que se transformou em plantação, pois os animais não podem morar lá e acabam indo embora.
3- Prejuízo para as espécies que migraram ou, caso as espécies que migraram se adaptem bem no novo habitat, prejuízo para as espécies nativas, eis que haverá interferências na cadeia alimentar e na própria vegetação da área. Pode até ser que não se chegue à extinção, mas os prejuízos são incontestáveis.

Logo, o que eu disse foi: independente do tipo de alimentação que tivermos (carnívoros, herbívoros, onívoros), estaremos agredindo nosso meio ambiente de alguma forma, seja em maior ou em menor intensidade. No entanto não existe certo ou errado, só seres em evolução, tentando se adaptar ao meio em que vivem.
Título: Re: ALIMENTAÇÃO HUMANA
Enviado por: rtt em 13 de Fevereiro de 2012, 21:41
 Concordo, entretanto na alimentação carnívora esses impactos são bem mais intensos, conforme eu expliquei antes.
 Além de vegano eu tenho ligações com a permacultura, que usa técnicas agrícolas menos agressivas, como agricultura orgânica. Creio que a permacultura e a agroecologia também estejam em nossa evolução, criando uma maior harmonia com a natureza.
Título: Re: Alimentação humana
Enviado por: Mourarego em 14 de Fevereiro de 2012, 13:03
Gente, vamos manter o foco na doutrina, por favor...
Abraços,
Moura