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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: aruanda em 20 de Junho de 2008, 22:24

Título: SOBRE O JULGAR
Enviado por: aruanda em 20 de Junho de 2008, 22:24
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
 
Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.
 
Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
 
Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.
 
Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
 
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda. Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina; porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
 
Mateus
 
continua
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: aruanda em 20 de Junho de 2008, 22:24
Sobre o Julgar
 
 
Julgar é um hábito muito comum, parece mesmo uma ação automática, mais que mecânica. Se voltamos nossa atenção para um determinado objeto, a mente começa a julgá-lo imediatamente, não espera nem pelo momento seguinte. É um movimento quase inevitável.
 
Sempre que julgamos, estamos limitando, restringindo uma experiência, um aprendizado. E, desta forma, nos vemos impedidos de conhecer outras facetas do objeto julgado. Por exemplo, se já estipulamos, por antecipação, que um determinado sujeito é chato e ponto final, não teremos oportunidade de saber quem é realmente o sujeito julgado. Qualquer coisa que ele fizer ou disser passará pelo filtro do preconceito, formado no julgamento. E, assim, tudo nele será chato aos nossos olhos. Condicionados, absorveremos este retrato, este preconceito, e reagiremos de acordo com a imagem formada.
 
O julgamento, a crítica, a reclamação e a condenação, no fundo, não passam de formas de defesa. O ato de julgar nos dá a ilusão de que somos melhores, superiores ao outros, o que nos deixa mais à vontade para nos expressarmos. Julgamos por necessidade de auto-afirmação da mente, do ego. E a mente é insaciável, sempre precisará se auto-afirmar, sempre...
 
É comum ficarmos observando alguém que é supostamente melhor do que nós, à procura de uma falha, de um erro qualquer que o possa derrubar. Poderíamos usar esta capacidade de observação com propósitos mais nobres para melhorarmos e crescermos. Mas, lamentavelmente, não é o que costuma acontecer. De forma quase cruel, buscamos o pior detalhe, os deslizes, as deficiências, para nos sentirmos melhores. Julgamos o tempo todo.
 
O mesmo fazemos em relação às crenças. Não podemos admitir que a crença do outro seja tão boa ou tão verdadeira quanto a nossa, quando não melhor. Em nosso juízo interno, todas as crenças são falsas, são "coisas do diabo", de gente ignorante. Todos irão para o inferno, menos nós. Ao julgarmos as crenças de cada um, fechamos as portas para absorver algum conhecimento novo, para assimilar outras visões, que podem ser reveladoras até mesmo para a nossa própria crença. A maior preocupação é impor nossas crenças a terceiros, e não aprender com outras experiências.
 
Todo julgamento é baseado em conceitos que se formam no passado. Seria impossível julgar qualquer coisa ou pessoa se não existissem as experiências passadas. Isto significa que, quando julgamos, estamos incapacitados de viver o presente, a experiência que se apresenta à nossa frente, tangível e real.
 
A própria natureza ambígua de nossas mentes nos torna inseguros. E os julgamentos antecipados, a críticas, as intrigas, as cobranças e as reclamações são formas de compensarmos essa insegurança, de nos auto-afirmarmos, de manifestarmos nossa ausência de auto-aceitação, nosso descontentamento com a vida. Temos necessidade de humilhar e inferiorizar os outros, na tentativa de diminuir nossa insegurança, nossa miséria interior. No entanto, tudo isso não passa de uma grande ilusão.
 
Criamos expectativas em relação ao outro, idealizamos pessoas, construímos ilusões, e queremos que as satisfaçam, que as realizem. Quando tal não acontece, a reação imediata é julgar aqueles que supostamente nos frustraram, a partir das idéias e expectativas que criamos.
 
Quem de nós já não passou por uma situação que inicialmente parecia desfavorável e acabou se revelando como uma boa experiência na seqüência dos fatos? Este exemplo já devia ser suficiente para que parássemos de julgar as situações, de julgar as ações alheias.
 
 Precisaríamos analisar uma grande seqüência de fatos para podermos concluir algo realmente sensato. E, ainda assim, correríamos risco de termos feito um julgamento equivocado. Melhor seria não fazê-lo, melhor ainda seria não julgar coisa alguma.
 
Geralmente, nos magoamos quando alguém tenta nos mostrar uma verdade. Queremos contato com mestres, gurus, iluminados, mas não estamos prontos para ouvir a verdade. Melindramo-nos facilmente, identificamo-nos com tudo.
 
Por vezes, nem mesmo os mestres, os gurus, os iluminados, escapam ao nosso julgamento. Se alguém tenta nos orientar, com a melhor das intenções, não sossegamos enquanto não encontramos algo de errado nessa bem intencionada pessoa; e, se porventura a surpreendemos cometendo o mesmo erro que apontou em nós - pelo menos segundo nossa limitada visão –, sentimos nisto um profundo prazer. Somos cruéis.
 
continua
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: aruanda em 20 de Junho de 2008, 22:25
Ensinamentos budistas professam:
 
Os maus homens não reconhecem nas ações erradas um erro e, se esse erro for trazido à sua atenção, eles continuarão a praticá-lo e desprezarão todo aquele que o advertir sobre seus maus atos. Os bons e sábios homens são sensíveis ao que é certo e errado, param de fazer algo tão logo percebam que esta errado, são gratos a todo aquele que lhes chama a atenção sobre as ações erradas.
 
É sábio e importante abstermo-nos de qualquer julgamento. A mente, em seu processo mecânico, vai assimilando os juízos internos que fazemos e acaba por nos julgar, ela mesma, valendo-se de nossos próprios conceitos e preconceitos. O resultado é um imenso conflito interno, que se projeta em forma de raiva, tristeza, inveja, ciúme e outros sentimentos negativos.
 
Portanto, paremos de julgar. Este hábito só alimenta nossos demônios internos, só reforça nossas projeções, só aumenta nosso lado sombra. Paremos de julgar, pois o julgamento é uma tremenda crueldade para conosco, para com o nosso Ser.
 
E não nos iludamos. O "não julgueis, para que não sejais julgados" não está condicionado apenas ao Juízo Final, o juízo dos senhores do Karma ou a qualquer outro julgamento externo descrito nas tradições religiosas. Tais palavras aplicam-se também ao aqui e agora, ao momento presente. É no agora que somos julgados pela mente. Não precisamos esperar por aqueles julgamentos externos anunciados, pois a mente nos julga a todo instante.
 
Vaidosos que somos, acreditamos ser exclusividade nossa exercer a paciência e tolerância para com o outro. Não nos damos conta, porém, de que também precisamos que o outro exerça esses sentimentos para conosco. Ao julgarmos, esquecemos que também somos julgados por alguém. Esquecemo-nos do quanto esta prática é prejudicial a todos nós. Talvez, deixando de olhar um pouco mais para dentro de nós mesmos, sendo um pouco menos egoístas, possamos perceber que também precisamos de paciência e tolerância por parte de terceiros. Afinal, não somos tão santos nem tão invulneráveis quanto acreditamos ser. Também irritamos, desagradamos, também temos nossas ranhetices, nossas inseguranças, nossos medos e temores, nosso mau humor. Já causamos sofrimento, já magoamos muitas pessoas, já erramos bastante, já julgamos indevidamente. Tal percepção nos levará a relaxar e, por conseqüência, a ter muito mais paciência, tolerância e compaixão para com os outros. E, assim, julgaremos bem menos.
 
Nossos valores estão associados à nossa auto-imagem de forma sistemática, hierárquica. Assim, o que é moral para uma pessoa pode não ser para outra; o que é correto para uma pessoa pode não ser para outra. Tudo vai depender de como esses padrões, valores, regras, conceitos, preconceitos, objetivos, expectativas, estão organizados em nossa psique.
 
Logo, não são apenas padrões, valores, regras, conceitos, preconceitos, objetivos e expectativas que variam de acordo com cada pessoa. A organização deles também não é a mesma, visto que cada um viveu diferentes experiências ao longo de sua história, que implicam diferentes culturas, locais, padrões morais, signos, raios. A importância atribuída a cada um dos padrões, valores, regras, conceitos, preconceitos, objetivos, expectativas, medos e desejos, esperanças, gostos e desgostos, varia de indivíduo para indivíduo. Assim, enquanto para uns ser justo pode parecer mais importante do que ser famoso, para outros, ser rico pode parecer mais importante do que ter paz; enquanto para uns investir no carro pode ser mais importante do investir em aparelhos eletrônicos, para outros nada disso pode ter importância.
 
Desta forma, ninguém pode dizer que não faria isso ou aquilo, o que é certo ou errado. O que muda são apenas os valores e suas hierarquias, o que muda são os objetos, as situações e a intensidade, os erros são os mesmos. O ato de julgar, criticar, condenar, difamar, subestimar, condenar, esconde a inveja, a necessidade de auto-afirmação, o orgulho, a auto-importância, a fantasia sobre si mesmo, o amor próprio, a identificação, a projeção, a hipocrisia.
 
Como disse Jesus, em João 8:7:
 
Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
 
Mas, ao que parece, nos achamos seres perfeitos, acima do bem e do mal. Ao que parece, acreditamos estar livres dos erros, do engano, do pecado, uma vez que estamos sempre a julgar, a criticar, a condenar, a reclamar, ou seja, estamos sempre a atirar nossas pedras em alguém.
 
As pessoas vão andando por uma rua e de repente se encontram com uma turba que vai protestar por algo ante o palácio do mandatário de plantão. Se as pessoas não estão em estado de alerta identificam-se com o desfile, mesclam-se com as multidões, fascinam-se e a seguir vem o sonho, gritam, lançam pedras, fazem coisas que em outras circunstancias não fariam, nem por um milhão de dólares.
 
Podemos dizer que não fazemos tais coisas, que jamais as fizemos. Mas tentemos fazer aqui uma análise mais profunda da situação, tentemos expandir a idéia por meio de uma breve analogia. Quantas e quantas vezes não nos juntamos a colegas que se reuniam para fofocar, depreciar, criticar, reclamar ou julgar alguém? Por quantas vezes não acabamos por entrar nesse "bolo" também passamos a fofocar, depreciar, criticar, reclamar e julgar, acompanhando a má conduta do grupo? Ou seja, identificamo-nos, mesclamo-nos, fascinamo-nos e lançamos pedras.
 
Nem mesmo os religiosos, os espiritualistas, escapam do erro de julgar, inclusive, os membros de suas próprias religiões, grupos ou comunidades. Até no recesso de nossos lares, no ambiente familiar, cometemos erros. Portanto, soaria como hipocrisia afirmar que alguém se comporta melhor só por estar próximo a religiosos e espiritualistas. Precisamos avaliar que tipo de religiosidade, de espiritualidade, estamos praticando quando julgamos nossos semelhantes, nossos companheiros de crença, de caminhada.
 
A Carta 82 de "Cartas dos Mestres de Sabedoria" (Blavatsky) nos diz:
 
...Você não tem direito algum a este título. É apenas um filo-teosofista, pois alguém que tenha alcançado a plena compreensão do nome e da natureza de um teosofista não fará julgamento de nenhum homem ou ação...
 
...Não sejam demasiado severos com alguém que busca admissão em suas fileiras, pois a verdade a respeito do estado real do homem interno pode ser conhecida e tratada com justiça somente pelo Karma...
 
Decerto, tal procedimento não é algo tão simples de ser levado à prática, não é algo que se possa mudar do dia para a noite. Mas temos que nos esforçar. Muitas vezes cairemos, é certo. E cada queda significará uma dor ainda maior. É preciso suplicar muito à Divindade que nos ajude nesta tarefa, pois sem ela estaremos fadados ao fracasso.


Abraços
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Ann@ em 21 de Junho de 2008, 00:09

Olá Olga,


ótimo texto. Geralmente julgamos e condenamos :P , o que é triste.


Bjs
Ana
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Herminia Bento em 21 de Junho de 2008, 22:34
Bom texto,que nos faz reflectir bastante,vamos ter estas palavras em mente para começarmos a julgar menos. :-*beijokas
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Anton Kiudero em 22 de Junho de 2008, 14:33
“Não julgar” é a base do ensinamento de Cristo. Se Deus é o criador de todas as coisas, ao julgarmos alguma coisa estamos em realidade julgando a Deus e afastando-nos dele. E como podemos amar a Deus acima de tudo se o julgamos continuamente? E como podemos amar ao nosso próximo se o julgamos?

O ego materialista, que vive para a sociedade e para o mundo material sempre julga. Esta a forma de expressão de seu espírito nesta encarnação. No entanto, poderá deixar de atribuir valor aos seus julgamentos e por decorrência não mais julgar. Isto se denomina universalização do sentimento ou ascensão espiritual.
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Almeida em 24 de Junho de 2008, 01:23


SOBRE O JULGAR


Antes de tudo devemos entender o que seja ato de julgar. Julgar é “formar juízo crítico, avaliar, apreciar, ajuizar” (1)

Analisando o tema sob a ótica da nossa doutrina, o Espiritismo, ela, a Doutrina, nos tem ensinado que somos seres em evolução e que esse processo é fruto do nosso trabalho, do nosso esforço em adquirir aptidões e virtudes, qualidades essas que qualificam as nossas faculdades de raciocinar, medir, classificar e consequentemente de educar a emotividade.

Quando lemos nos evangelhos o ensinamento do Mestre Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”(2) podemos entender que o Mestre não inibe o julgar, pois julgar em muitas situações é necessário e imprescindível para identificar as reais necessidades e a melhor forma de agir.

Evidencia o Divino Amigo o cuidado de não atribuir aos outros os sentimentos que nos pertencem. Ao julgar os semelhantes pela nossa personalidade, desconsiderando as Leis Divinas; de Evolução, de Recapitulação, de Aprendizado, de Causa e Efeito, de Merecimento e outras, estaremos exteriorizando a nossa forma de ser, “a trave” do nosso olho.

Consequentemente, com a exposição de nossas emoções seremos também avaliados por aquilo que expressarmos, ou seja, “com a mesma medida que medirmos”.

Logo a seguir Allan Kardec menciona: “aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”(3) e podemos entender que o homem no seu atual estado de evolução muito dificilmente consegue isolar sua emotividade da racionalidade que deve existir no ato de julgar. Movendo-se simplesmente pelas suas idéias preconcebidas, cristalizadas, age levado muita mais pela paixão do que pela razão, ou seja, em claro desequilíbrio entre a sabedoria e o amor que deve nortear as ações.

As lições a seguir, do Mestre Jesus, evidenciam ainda, a necessidade de julgar com discernimento, bom senso, conhecimento, judiciosamente.

“Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. - Conhecê-lo-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? - Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. - Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. - Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. - Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos.”(4)

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (5)

Como identificar tais anormalidades da personalidade humana sem a devida análise?

Entregar-se ingenuamente a todas as manifestações seria abdicar de uma das maiores conquistas evolutivas que é a capacidade de discernir e de, em obediência a Lei do Aprendizado que a Lei de Recapitulação faculta, exercitar a conquista de maior capacidade de trabalhar e servir cada vez mais eficientemente.

Julgar, portanto, não é sinônimo de condenar. Mas ato mental de discernir, identificar o certo do errado, o bem do mal, o bom do mau.

“Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios?

Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais a ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.”(6)


(1) Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
(2) Mateus 7 in O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. 10 item 11.
(3) João 8 in O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. 10 item 12.
(4) Mateus 7 in O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. 21 item 2
(5) Mateus 10. 16
(6) O Livro dos Espíritos, pergunta 903

Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Mr.Kite em 04 de Julho de 2008, 20:25
Importantíssimo ensinamento! Devemos saber diferenciar julgar de discernir. Devemos discernir, e não julgar. Emmanuel através de Chico Xavier nos deixou uma mensagem que pelo que me recorda a memória nos falava para buscarmos algo do olhar de Jesus para nossos olhares, aquele olhar que em Bartimeu não viu o cego, e sim o que poderia ver, o olhar que em Maria Madalena não viu a mulher adúltera, e sim aquela que futuramente anunciaria seua ressureição, o olhar que em Pedro não viu aquele que o negaria por 3 vezes, e sim aquele que seria a base para a sua igreja por muitos anos.
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: aruanda em 04 de Julho de 2008, 20:31
Citar
.....buscarmos algo do olhar de Jesus para nossos olhares, aquele olhar que em Bartimeu não viu o cego, e sim o que poderia ver, o olhar que em Maria Madalena não viu a mulher adúltera, e sim aquela que futuramente anunciaria sua ressurreição, o olhar que em Pedro não viu aquele que o negaria por 3 vezes, e sim aquele que seria a base para a sua igreja

Achei muito interessante esta sua abordagem.

Abraços

Olga
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: vennus em 08 de Julho de 2008, 22:09
Eram dois vizinhos.

Um deles comprou um coelho para os filhos.

Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação.

E os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão.

Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:

Ele vai comer o meu coelho!

De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos "pegar" amizade!

E, parece que o dono do cão tinha razão.

Juntos cresceram e se tornaram amigos.

Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.

As crianças, felizes com os dois animais.

Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de
semana com a família, e o coelho ficou sozinho.

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto.

Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma tremenda surra!

Dizia o homem: O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.

E agora?!? Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.

Já pensaram como vão ficar as crianças?

Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:

Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.

Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.


Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado.

Parecia que tinham visto um fantasma.

O que foi? Que cara é essa? O coelho, o coelho... O que tem o coelho?

Morreu! Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem. Morreu na sexta-feira! Na sexta?

Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu.

A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós.

Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro.

Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado.

O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo
e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitá-lo.

E o ser humano continua julgando os outros...

Outra lição que
podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.

Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?

Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos o mesmo.

A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer. Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!""

Fiquem na paz de jesus.
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: Mr.Kite em 09 de Julho de 2008, 20:46
Ótima história Vennus!
Realmente, gostamos muito de julgar sem conhecer. E quem busca idéias préconcebidas sempre acha...

Citar
.....buscarmos algo do olhar de Jesus para nossos olhares, aquele olhar que em Bartimeu não viu o cego, e sim o que poderia ver, o olhar que em Maria Madalena não viu a mulher adúltera, e sim aquela que futuramente anunciaria sua ressurreição, o olhar que em Pedro não viu aquele que o negaria por 3 vezes, e sim aquele que seria a base para a sua igreja

Achei muito interessante esta sua abordagem.

Abraços

Olga

Depois eu postarei a mensagem completa, ficou muito resumido...
Abraços!
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: JC em 09 de Fevereiro de 2009, 07:54
Querida Aruanda,

O sábio deve praticar a humildade ao ouvir os menos sábios quando lhe chamam a atençao ou alertam para um erro . ( como vc referiu num texto budista )

Porém, tb deve o sábio praticar a responsabilidade de humildemente chamar a atenção ou alertar os menos sábios para o erro .

Sim não devemos jamais julgar pessoas, como vc bem explicou através dos textos biblicos, porem é nossa responsabilidade e dever na justiça, alertarmos ou chamar a atenção ás atitudes erradas, negativas e prejudiciais que qq um pode cometer .
Ainda assim, suscetivel de julgamento deve ser apenas a atitude e não a pessoa .

Nao podemos e nem devemos julgar ou condenar o sujeito, mas a atitude dele sim .
Mas tb jamais nos devemos esquecer de praticar , com nosso proximo, a tolerancia, mas jamais a conivencia com o erro ou o mal .


LUZ, PAZ E AMOR para todos .

JC
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: hcancela em 09 de Fevereiro de 2009, 09:44
Olá amigos(as)

O erro faz parte das vidas das criaturas em desenvolvimento e,é através deles que nós de uma forma ou de outra aprendemos a nos melhorar.O julgamento é a consequência dessa atitude ,porque o espirito em burilação,ainda não percebe que ao julgar os outros,o faz a ele mesmo.
O provérbio popular diz que:não julgues para não seres julgado,ao utilizar-mos estas sábias palavras,estaremos no caminho certo do nosso eu interior,sem perder precioso tempo e energias, mais uteis para a nossa auto avaliação.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: danig82 em 15 de Fevereiro de 2009, 21:36
Sempre devemos tomar cuidado pois se nao estamos sempre julgando por isso devemos nos vigiar.
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: aruanda em 15 de Fevereiro de 2009, 21:56
Citar
Querida Aruanda,

O sábio deve praticar a humildade ao ouvir os menos sábios quando lhe chamam a atençao ou alertam para um erro . ( como vc referiu num texto budista )

Porém, tb deve o sábio praticar a responsabilidade de humildemente chamar a atenção ou alertar os menos sábios para o erro .

Sim não devemos jamais julgar pessoas, como vc bem explicou através dos textos biblicos, porem é nossa responsabilidade e dever na justiça, alertarmos ou chamar a atenção ás atitudes erradas, negativas e prejudiciais que qq um pode cometer .
Ainda assim, suscetivel de julgamento deve ser apenas a atitude e não a pessoa .

Nao podemos e nem devemos julgar ou condenar o sujeito, mas a atitude dele sim .
Mas tb jamais nos devemos esquecer de praticar , com nosso proximo, a tolerancia, mas jamais a conivencia com o erro ou o mal .


LUZ, PAZ E AMOR para todos .

JC

Eu não referi nada, apenas me limitei a colocar o texto que achei interessante...portanto,  a sua análise não tem  a ver comigo mas, com o texto.
Título: Re: SOBRE O JULGAR
Enviado por: JC em 16 de Fevereiro de 2009, 07:04
Querida irmã Aruanda

Mas quem lhe disse que a minha analise tem a ver consigo ????????

Está super hiper claro que a minha analise tem a ver com o TEXTO que VC ''REFERIU'' ao colocá-lo ou copiá-lo aqui pq o achou interessante como vc disse .


Agora se ME PERMITE dizer , sinto falta de uma saudação cordial e de uma despedida com bons desejos, de sua parte. Afinal:

Somos ou não somos irmãos ?
Somos ou não somos espíritas ?
Somos ou não somos uma comunidade que nutre amor entre si ?

Da minha parte desejo-lhe reais votos de MUITA LUZ PAZ AMOR E LEVEZA .

JC  (seu irmão espiritual)