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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 11:29

Título: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 11:29
Bom dia a todos,
Pretendo que nesse tópico, esta Parábola seja estudada e interpretada de formas diferentes, para que possamos compreende-la melhor.
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Parábola do semeador
5. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; - em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. - Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
Aquele que semeia saiu a semear; - e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. - Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. - Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. - Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. - Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)
Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. - Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. - Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. - Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. -
Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. - Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII. vv. 18 a 23.)
6. A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!
Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap: XVII, 5 e 6.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 11:37
Bom dia a todos,

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Candeia sob o alqueire. Porque fala Jesus por parábolas
1. Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (S. MATEUS, cap. V, v.15.)
2. Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; - pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.)
3. Aproximando-se, disseram-lhe os discípulos: Por que lhes falas por parábolas? - Respondendo-lhes, disse ele: É porque, a vós outros, foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus; mas, a eles, isso não lhes foi dado (1). Porque, àquele que já tem, mais se lhe dará e ele ficará na abundância; àquele, entretanto, que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará. - Falo-lhes por parábolas, porque, vendo, não vêem e, ouvindo, não escutam e não compreendem. -E neles se cumprirá a profecia de Isaías, que diz: Ouvireis com os vossos ouvidos e não escutareis; olhareis com os vossos olhos e não vereis. Porque, o coração deste povo se tornou pesado, e seus ouvidos se tornaram surdos e fecharam os olhos para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, para que seu coração não compreenda e para que, tendo-se convertido, eu não os cure. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 10 a 15.)
(1) No original francês falta o versículo 12 que aqui repomos. - A Editora da FEB, em 1948.
4. É de causar admiração diga Jesus que a luz não deve ser colocada debaixo do alqueire, quando ele próprio constantemente oculta o sentido de suas palavras sob o véu da alegoria, que nem todos podem compreender. Ele se explica, dizendo a seus apóstolos: "Falo-lhes por parábolas, porque não estão em condições de compreender certas coisas. Eles vêem, olham, ouvem, mas não entendem. Fora, pois, inútil tudo dizer-lhes, por enquanto. Digo-o, porém, a vós, porque dado vos foi compreender estes mistérios." Procedia, portanto, com o povo, como se faz com crianças cujas idéias ainda se não desenvolveram. Desse modo, indica o verdadeiro sentido da sentença: "Não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entrem a possam ver." Tal sentença não significa que se deva revelar inconsideradamente todas as coisas. Todo ensinamento deve ser proporcionado à inteligência daquele a quem se queira instruir, porquanto há pessoas a quem uma luz por demais viva deslumbraria, sem as esclarecer.
Dá-se com os homens, em geral, o que se dá em particular com os indivíduos. As gerações têm sua infância, sua juventude e sua maturidade. Cada coisa tem de vir na época própria; a semente lançada à terra, fora da estação, não germina. Mas, o que a prudência manda calar, momentaneamente, cedo ou tarde será descoberto, porque, chegados a certo grau de desenvolvimento, os homens procuram por si mesmos a luz viva; pesa-lhes a obscuridade. Tendo-lhes Deus outorgado a inteligência para compreenderem e se guiarem por entre as coisas da Terra e do céu, eles tratam de raciocinar sobre sua fé. E então que não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, visto que, sem a luz da razão, desfalece a fé. (Cap. XIX, nº 7.)
5. Se, pois, em sua previdente sabedoria, a Providência só gradualmente revela as verdades, é claro que as desvenda à proporção que a Humanidade se vai mostrando amadurecida para as receber. Ela as mantém de reserva e não sob o alqueire. Os homens, porém, que entram a possuí-las, quase sempre as ocultam do vulgo com o intento de o dominarem. São esses os que, verdadeiramente, colocam a luz debaixo do alqueire. É por isso que todas as religiões têm tido seus mistérios, cujo exame proíbem. Mas, ao passo que essas religiões iam ficando para trás, a Ciência e a inteligência avançaram e romperam o véu misterioso. Havendo-se tornado adulto, o vulgo entendeu de penetrar o fundo das coisas e eliminou de sua fé o que era contrário à observação.
Não podem existir mistérios absolutos e Jesus está com a razão quando diz que nada há secreto que não venha a ser conhecido. Tudo o que se acha oculto será descoberto um dia e o que o homem ainda não pode compreender lhe será sucessivamente desvendado, em mundos mais adiantados, quando se houver purificado. Aqui na Terra, ele ainda se encontra em pleno nevoeiro.
6. Pergunta-se: que proveito podia o povo tirar dessa multidão de parábolas, cujo sentido se lhe conservava impenetrável? E de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambigüidade alguma. Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer: "Eis o que é preciso se faça para ganhar o reino dos céus." Sobre as outras partes, apenas aos discípulos desenvolvia o seu pensamento. Por serem eles mais adiantados, moral e intelectualmente, Jesus pôde iniciá-los no conhecimento de verdades mais abstratas. Daí o haver dito: Aos que já têm, ainda mais se dará. (Cap. XVIII, nº 15.)
7. O Espiritismo, hoje, projeta luz sobre uma imensidade de pontos obscuros; não a lança, porém, inconsideradamente. Com admirável prudência se conduzem os Espíritos, ao darem suas instruções. Só gradual e sucessivamente consideraram as diversas partes já conhecidas da Doutrina, deixando as outras partes para serem reveladas à medida que se for tornando oportuno fazê-las sair da obscuridade. Se a houvessem apresentado completa desde o primeiro momento, somente a reduzido número de pessoas se teria ela mostrado acessível; houvera mesmo assustado as que não se achassem preparadas para recebê-la, do que resultaria ficar prejudicada a sua propagação. Se, pois, os Espíritos ainda não dizem tudo ostensivamente, não é porque haja na Doutrina mistérios em que só alguns privilegiados possam penetrar, nem porque eles coloquem a lâmpada debaixo do alqueire; é porque cada coisa tem de vir no momento oportuno. Eles dão a cada idéia tempo para amadurecer e propagar-se, antes que apresentem outra, e aos acontecimentos o de preparar a aceitação dessa outra.
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap: XXIV, 1 a 7.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 11:52
Bom dia a todos,

Estudo da Parábola do Semeador:

1-   Jesus divide em 5 níveis os alunos da sabedoria Divina: Os Ignorantes, os de pouco capacidade de entendimento, os sem força de vontade, ou hipócritas, os Aprendizes e os Mestres.
2-   Os ignorantes são os (teimosos, sabichões, soberbos, ociosos, materialistas, que não tem ouvidos para ouvir, etc... Este nível é o pior, pois pode ser comparado a um terreno igual a de uma grande pedra, que nenhuma semente brota. A ignorância é a causa primária de todo mau, pois ela gera o medo que gera o egoísmo. Mas o Progresso é inevitável e com os terremotos, tempestades, raios e furacões, essa pedra se quebra e se misturam na terra e nos espinhos e as sementes voam e se espalham, até que novamente aterrissam sobre esse solo que estará modificado.
3-   Os de pouca capacidade de entendimento são os que aprendem o que fazer, mas não entendem o propósito verdadeiro. Estes passam, às vezes, a vida toda achando que estão fazendo o certo, mas não entenderam nada. Podem ser comparados a um terreno pedregoso, que já não é igual a uma grande pedra e que já está misturado a alguma terra, mas pouca profundidade tem seu interesse em aprender e sua busca por saber, limitando muito sua compreensão dos desígnios de Deus.
4-   Os sem força de vontade, ou hipócritas, que têm o ouvido para ouvir, o entendimento verdadeiro, mas pecam na força de vontade e acabam sendo desviados pelos prazeres do mundo. São o terreno bom com espinhos. Estes, com bons mestres, conseguem dar frutos.
5-   O quarto nível de aluno é o Aprendiz. Este está apto a dar bom fruto mais precisa de muitos mestres para ensiná-lo como. É o terreno bom.
6-   Os mestres são eternos aprendizes, mas que já saem para semear. Serão os mais cobrados, pois são os que têm mais responsabilidades e conhecimentos. Eles são homens de bem e tem o dever com Deus, com sigo mesmo e com o próximo de procurar a perfeição de Deus. É o terreno bom que já está dando seus frutos.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 11:56
Bom dia a todos,
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O homem de bem
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal..
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap: XVII, 3.

O dever
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. E a um tempo juiz e escravo em causa própria.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.)
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap: XVII, 7.

Características da perfeição
Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.
Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.
Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobreexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."
Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap: XVII, 1.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 12:04
Bom dia a todos,

O assunto do coração do homem é aprofundando na parábola do semeador.  Quatro solos: duro, pedregoso, espinhoso e frutífero.  Com qual você mais se identifica hoje?  Pare e reflita sobre isso antes de continuar.
 
A maioria não pensa muito no primeiro solo onde a Palavra nem entra.  Mas quem não tem uma vida simples, tempo para reflexão e meditação, quem está sempre “à beira do caminho” ou no caminho, tende a ouvir muito a Palavra sem que nunca tenha efeito algum.  Isto pode atingir especialmente o “crente velho” ou o líder ou pastor que já ouviu tanto a Palavra que parece que não tem mais novidade ou vida ao ouvir novamente.
 
Nosso coração fica endurecido, seja por não parar o suficiente para receber a Palavra, seja por feridas e dores não resolvidas onde fechamos nosso coração.  Esta pessoa ouve a Palavra todos os domingos, possivelmente a lê durante a semana, mas nada penetra.  Não reconhece a voz de Deus em sua Palavra.  Ouve sem nenhuma intenção de praticar ou mudar.  Está acomodado.  Pode até ser visto como bom crente por estar sempre na igreja, louvando a Deus e dizimando.  Mas dentro dela a vida de Deus não flui.
 
Às vezes passamos por um período de seca onde não experimentamos o poder da Palavra, a vida de Jesus parece estar longe.  Nestes casos precisamos fazer uma procura especial de Deus, possivelmente um retiro com ele.  Na verdade tal retiro é quase indispensável para parar nossa correria.  Precisamos permitir que Ele tenha uma oportunidade maior para trabalhar conosco através de um dos outros tipos de solo.
 
A maioria se identifica com certa facilidade com o segundo ou terceiro tipo de solo.  Em termos gerais, o segundo tipo de solo parece estar limpo e bom, mas tem problemas abaixo da superfície que ninguém vê.  O terceiro tem bom solo por debaixo, mas tem problemas visíveis, acima da superfície.  Vejamos estes dois com mais detalhes.
 
O coração com o segundo solo reconhece a Palavra de Deus pelo que é: poderosa e eficaz para transformar vidas, trazendo vida.  Esse reconhecimento traz alegria.  A pessoa se entusiasma, parecido aos que respondiam a Jesus no relatório de João citado acima.  Esta pessoa realmente recebe a Palavra, pode ser que faz anotações ou até usa um diário espiritual.
 
Mas esta pessoa “não tem raiz em si mesmo” (Mt 13.21).  Tem outras coisas dentro dela que competem com a semente da Palavra colocar raízes.  Emoções não resolvidas como medo, ira, depressão e amargura podem ser raízes que competem com a Palavra.  Dores e feridas precisam de cura. Estas pessoas precisam de uma limpeza séria e profunda por baixo do solo.  Tiago nos adverte quanto ao problema da ira e continua dizendo, “Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los” (1.21).  Este coração precisa de tratamento antes de poder receber a Palavra.  Tiago destaca três problemas: impureza moral, maldade e orgulho ou egocentrismo (falta de humildade).  Estes problemas precisam de cura, mas só serão resolvidos através de arrependimento e quebrantamento.  A terra precisa ser trabalhada para a semente poder entrar bem.
 
Esta semente até brota.  Parece ser bonita.  Mas não permanece.  Esta pessoa é imediatista.  Jesus usa a palavra “logo” ao descrever esta pessoa.  Logo brota, logo recebe a palavra com alegria, e logo a abandona (Mt 13.5, 20, 21).  Joga-se para a última idéia que aparece com a esperança que isto fará uma diferença significativa em sua vida.  Mas não finaliza.  Ela começa mil coisas.  Dezenas de livros, de planos devocionais, de votos de Ano Novo, de compromissos de perder peso, de levantar mais cedo e assim em diante.  Estas pessoas não têm firmeza.  São levadas pelas ondas passageiras.  Procurar trabalhar com estas pessoas é como construir na areia.  Quando aparecer uma tempestade, dificuldades ou provas, não permanecem.  Dizem que darão seqüência, se alegram com um encontro de mentoria ou aconselhamento, mas não mudam.
 
Infelizmente, a própria igreja facilmente nutre a mentalidade imediatista, criando novas ondas semanalmente.  Pula de um tema para outro com uma rapidez que não permite ninguém criar raízes.  Domingo à noite é um tema, na reunião no meio da semana ou célula é outro tema; na escola bíblica dominical já é outro e o seguinte domingo o furacão de novos temas começa de novo.  A diversidade tem seu lugar.  Mas uma igreja teria possibilidades bem maiores de amadurecer se houvesse um foco numa área específica, pelo menos uma vez a cada ano, onde todos os ângulos desta área fossem abordados.
 
Quem se importa em trabalhar a terra cria ambiente para receber a Palavra, para nutrir a semente.  Sabe separar um tempo e um lugar para dar espaço para a semente entrar fundo.  Sabe o valor de chegar à igreja cedo e preparar seu coração; de ficar após o encerramento em silêncio ouvindo a Deus.[1]
 
Ministério de Apoio a Pastores e Igrejas (MAPI)

Continua...
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 12:08
Bom dia a todos,

Como está seu coração?  Como você descreveria a parte abaixo da superfície que outros não enxergam?  Tem raízes que precisam ser arrancadas?  Tem pedras que competem com a Palavra e dificultam de você realmente a receber?  Se a Palavra te alegra, mas não existem mudanças que permanecem, crescimento visível, possivelmente você precisa prestar mais atenção a olhar para dentro de seu coração.  Já que nossos corações são extremamente enganosos, se for sério quanto a isto, procure a ajuda de outra pessoa.  Alguém com experiência e maturidade na área de discernimento e tratamento de corações pode lhe ajudar a sondar seu coração e tratar os problemas escondidos.  Melhor ainda se também houver um grupo pequeno que se compromete a caminhar junto nessa jornada já que poucos problemas sérios com raízes profundas se resolvem rapidamente.
 
O terceiro tipo de solo, o espinhoso, é aquele onde tem boa terra, sem empecilhos para as raízes descerem e se firmarem.  Esta pessoa é razoavelmente resolvida, saudável, curada, equilibrada.  Mas este solo fica sufocado por duas coisas, a primeira sendo as preocupações ou cuidados desta vida.  Nossa vida simplesmente é cheia demais.  Não tem espaço para quase nada.  A Palavra chega, entra bem em nosso coração, brota de forma saudável e morre por falta de ar, sol e água.
 
Esta pessoa não tem uma vida simples.  Sua vida está cheia de responsabilidades e atividades.  Não sabe dizer “não”.  Não sabe se podar.  Ao não ser podado, acaba não dando fruto.  Pode até ser uma árvore ou videira de linda aparência, mas a energia toda vai para manter as atividades; não sobra energia para dirigir-se para os frutos que permanecem.  O próprio ativismo ministerial pode ser nosso Inimigo Número Um.  Nos enchemos com as preocupações ministeriais e não temos espaço para deixar Deus nos guiar, orientar, nortear.
 
O segundo fator sufocador é o engano das riquezas.  Muitos nos perdemos na procura de melhorar nossas condições econômicas.  Este mundo se torna bem mais real do que o mundo espiritual e eterno.  Dois empregos.  Trabalhar de dia e estudar a noite.  Correr atrás de novo carro.  De uma casa maior.  Claro que tem um tempo para tudo.  Mas se não nos cuidamos, focalizar em coisas materiais pode ser um “tempo” que nunca termina.  Nos descobrimos investindo fundo nas coisas que estão aqui hoje e amanhã sumiram.  Coisas que enferrujam; que são roubadas.  Nosso coração se perde nelas.  Fazemos delas nosso tesouro, o alvo de nossos maiores empreendimentos.
 
A Palavra de Deus, a voz dele, o eterno não tem espaço para crescer e frutificar em tal ambiente.  Temos frutos sim, mas não aqueles que são eternos.  Todas essas coisas são importantes: emprego, renda, estudos, carro, casa.  Mas precisam ser vistos claramente como meios para um fim maior, o fim de nos liberar para ter mais tempo e energia para as coisas eternas, para dar fruto que permanece.
 
Queremos ser o quarto tipo de solo.  Lucas acaba descrevendo esse solo com detalhes.  Ele indica seis características (8.15).  Ele é:
1.   Bom (grego: kalos): formoso, atraente, virtuoso, seja em aparência ou utilidade, harmonioso.  Essa harmonia é traduzida por “honesta” pela KJV e NAS em inglês.  Esta pessoa é atraente com uma vida harmoniosa.  O fruto do Espírito se manifesta naturalmente porque as fontes de água viva fluem nela.
2.   Generoso (grego: agathos): bom por dentro, caráter interno, integridade que produz resultados.  Barnabé é descrito por esta palavra (At 11.24), um homem íntegro que faz uma diferença.  Esta pessoa tem frutos internos, os do Espírito, e externos, os resultados na formação de vidas que multiplicam.
3.   Ouvinte da Palavra: discerne a voz de Deus, tem um encontro divino, deixa a Palavra agir de forma sobrenatural, penetrando até dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julgar os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12).  Esta pessoa é sedenta, faminta para as coisas de Deus.  Procura a voz dele, presta atenção e modifica sua vida baseado nisso.
4.   Retentor da Palavra (grego: katechó): agarra, possui, se apega.  Nas palavras de Paulo, põe à prova todas as coisas e fica com o que é bom (1 Ts 5.21).  Não abre mão.  Um diário espiritual ajuda tremendamente quanto a reter o que Deus fala para nós.  Quase todos nós esquecemos o que recebemos de Deus dentro de uns dias, se não dentro de umas horas.  Um diário espiritual e o repasse do que escrevemos pode fazer uma diferença notória em reter a Palavra e em reconhecer quando estamos falhando nisso.
Esta pessoa tem uma solidez, uma profundidade que quando for arranhada, a graça de Deus se revela, a Palavra de Deus se manifesta.  Está pessoa não apenas lê a Palavra, mas medita nela, a estuda, a memoriza.
5.   Frutífero: pratica o que recebe (Tg 1.22-25) e se multiplica.  Uma tradução descreve essa qualidade assim: “Contando constantemente aos outros, que também logo crêem” (BV).  Lembra-nos da multiplicação das quatro gerações em 2 Tm 2.1,2.  Esta pessoa tem discípulos.  Acredita que o Pai lhe deu certas pessoas para investir fundo nelas e ver a vida de Jesus se multiplicar nelas.
Este quarto tipo de solo se destaca por ser frutífero.  Existem frutos do Espírito (interno) e frutos de discipulado, multiplicando a vida de Jesus em outras pessoas (externo).  Na verdade, um fruto acaba se demonstrando no outro.  Nenhum permanece sem o outro.  O fruto do Espírito é a vida invisível que produz mudanças de vida visíveis.
 
As mudanças mais objetivas e visíveis se demonstram em sermos um discípulo de Jesus e nos multiplicar em fazer discípulos, pessoas nas quais Jesus se multiplica através de nós.  Passamos de ser simples solo para sermos semeadores!  Nos importamos não apenas com o solo de nosso coração e sim com nutrir, limpar e regar o solo dos corações de outras pessoas.  Nós nos tornamos discipuladores.
6.   Perseverante (grego: hupomoné): não desistindo em circunstanciais adversas ou provações.  Fiel (BV).  Esta pessoa estabelece certos projetos de vida, tanto vocacional como ministerial, tanto externo como interno.  Ela começa, caminha e finaliza.  Ela tem relacionamentos sólidos, de longa duração.  Ela não pula de igreja em igreja.  Ela é firme, seja em áreas internas, seja no compromisso de discipular outras pessoas.  Esta pessoa tem a satisfação de dizer em diversos mo-mentos o que Jesus falou, “Completei a obra que me deste para fazer” (Jo 17.4).
Para concluir, dificilmente alguém consegue ter esse perfil sozinho.  Precisamos de alguém que cuide de nosso coração, o nutra e o regue.  Paulo diz que ele semeou, Apolo regou e Deus deu o crescimento.  Ele enxerga a si mesmo e a Apolo como cooperadores de Deus (1 Co 3.5-9).  Todos precisamos dessas pessoas, sejam companheiros num grupo pastoral, um companheiro de oração ou um mentor.  Sozinho não!
 
Perguntas para reflexão e discussão
1.   Com qual dos solos mais me identifico?
2.   O que preciso fazer baseado nisso?
3.   Quem pode me ajudar a caminhar para ter um coração com solo mais frutífero?
4.   Tenho discípulos?  Estou demonstrando os frutos externos do solo frutífero?


Ministério de Apoio a Pastores e Igrejas (MAPI)

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 17:23
Boa tarde a todos,

Livro: Parábolas Evangélicas, Autor Rodolfo Calligari.

Nesta interessante parábola, Jesus retrata magistralmente o feito moral de cada um daquelas aos quais o evangelho é anunciado.

Conforme sua má ou boa vontade na aceitação da palavra de Deus, e a maneira que procedem após tê-la ouvido, os homens podem ser classificados como "beira de caminho", "pedregal", "espinheiro" ou "terra boa".

A primeira classificação refere-se aos indiferentes, isto é, aos indivíduos ainda imaturos, não preparados para tal semeadura, indivíduos que se expressam mais pelo estomago e pelo sexo e cujo os corações se mostram insensíveis a qualquer apelo de ordem mas elevada.

A segunda diz respeito a uma classe de pessoas de entusiasmo fácil, que, ao se lhe falar do Evangelho, aceitam-no prontamente, com júbilo; mas, não encontrando, dentro de si mesmas, forças suficientes para vencerem o comodismo, os vícios arrigados, os maus desejos etc., sentem-se incapazes de empreender a reforma de seus hábitos, a melhora de seus sentimentos, e, se acontece surgirem incompreensões e dificuldades por causa da doutrina, então esfriam de uma vez, voltando, presto, ao ramerrão da vida que levavam.

Os da terceira espécie são aqueles que, embora já tenham tido "notícias" dos ensinamentos evangélicos, e os admirem, e os louvem até, sentem-se, todavia, demasiadamente presos às coisas materiais, que consideram mais importantes do que a formação de uma consciência espiritual. O medo do futuro, a luta pela conquista de garantias pessoas, vantagens e luxuosidades sufocam, no nascedouro, os sentimentos altruísticos ou qualquer movimento de alma que implique a renúncia aos seus queridos tesouros terrestres.

Os definidos por último personificam os adeptos sinceros,  nos quais as lições do mestre divino encontram magníficas condições de receptividade. Abraçam o ideal cristão de corpo e alma, e se esforçam no sentido de pô-lo em prática. Embora sofram tropeços e fracassem algumas vezes, perseveram, animosos, resultando de seu trabalho abençoados frutos de benemerência e de amor ao próximo.

"Quem tenha ouvidos de ouvir, ouça."

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 29 de Agosto de 2012, 18:01
Boa tarde a todos,

http://www.forumespirita.net/fe/audio-video/interpretacao-parabola-do-semeador/msg173247/#msg173247

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 30 de Agosto de 2012, 18:32
Boa tarde a todos,


Havia um professor que dava aulas de matemática para a nona série de um colégio público do RJ. Ele fazia o seu melhor e lançava a matéria da melhor forma que sabia.
Ele ensinava os conceitos e tirava as dúvidas, demonstrava no quadro como aplicá-los nos exercícios, resolvendo alguns exemplos e tirando as dúvidas novamente. Ele passava exercícios para que fossem feitos em casa e na aula seguinte tirava novamente as dúvidas. Só aí, ele aplicava a prova.
Quando veio a nota dos alunos, percebeu que as coisas não estavam indo bem e começou a tentar perceber os motivos. Reparou que alguns alunos não prestavam atenção no que ele dizia, nem faziam os deveres de casa, então chamou a atenção deles e os tirou da sala, afim de lhes dar uma lição. Na aula seguinte o professor percebeu que os mesmos alunos que foram tirados de sala, continuavam da mesma forma. Então os classificou como desinteressados. Seguindo em sua lógica, resolveu entender a dificuldade daqueles que estavam prestando atenção, mas não faziam os exercícios da casa. Pediu uma explicação por escrito. A maioria dizia que não havia dado tempo, ou inventavam desculpas, então os classificou como desmotivados.
O restante foi dividido em grupos de 2 e pegando a mesma prova que eles haviam falhado, pediu para que eles a refizessem. Quando analisou a nota viu que ela havia melhorado um pouco, na maioria dos grupos, mas, em alguns grupos, as nota haviam melhorado bastante. Na aula seguinte, juntou todos os que não haviam melhorado em um só grupo e o restante foi novamente separado, formando grupos de 1. Pediu que fosse feita novamente a prova, pela terceira vez. Percebeu que a prova do grupo grande melhorou um pouco, mas não de forma satisfatória. Então classificou esse grupo em limitados. Quanto aos grupos de 1, reparou que a nota havia diminuído em alguns, estacionado em outros e aumentado em outros. Então percebeu que as notas que haviam diminuído, seria o perfil daqueles alunos que eram e que deram sorte de cair num grupo com um aluno diferente. O aluno que manteve a nota foi classificado como aluno sem iniciativa ou vontade de crescer, pois após a prova se viu livre daquele compromisso e não teve nem o interesse de saber e aprender o que havia errado, após fazer a mesma prova por duas vezes seguida. O quarto grupo de aluno foi classificado como “Aprendizes”. 
Assim o professor dividiu os alunos em 4 grupos: Desinteressados ou desmotivados, limitados, sem iniciativa ou interesse do saber e Aprendizes.

Um abraço fraterno
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 01 de Setembro de 2012, 19:28
Boa tarde a todos,
Parábola da Samambaia e do Bambu.
http://www.forumespirita.net/fe/audiovisuais/a-samambaia-e-o-bambu-44073/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 04 de Setembro de 2012, 03:35
Boa noite a todos,
Parábola da Ovelha Perdida.
http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/a-ovelha-perdida/new/#new
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 04 de Setembro de 2012, 03:41
Boa noite a todos,
Podemos aprender com a parábola da ovelha perdida que é mais louvável  fazer com que as sementes cresçam num terreno ruim do que num terreno bom!
Assim como é mais gratificante para um professor, corrigir a prova de um aluno com dificuldades e perceber que ele está aprendendo, finalmente!
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 16 de Setembro de 2012, 13:52
Bom dia a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/power-point/parabola-do-semeador-43606/msg287132/#msg287132
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 16 de Setembro de 2012, 13:55
Bom dia a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/nos-e-a-parabola-do-semeador/msg256060/#msg256060
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 16 de Setembro de 2012, 14:00
Bom dia a todos,
Neste lindo texto, aprendemos que todos que tem filhos devem ser semeadores.
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/frutos-e-sementes/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 16 de Setembro de 2012, 14:18
Bom dia a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/nos-e-a-parabola-do-semeador-35534/msg211555/#msg211555
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: macili em 16 de Setembro de 2012, 23:45
Olá Irmão Mastomisto,


Belo estudo...
Agradeço ter colocado aqui o link das mensagens que coloquei em Meditação alusivas ao tema.

Contribuindo ao estudo segue esta mensagem que espero agrade.


Bênçãos de luz!




[attachimg=1  align=center  width=300]




Jardineiro do Amor




O verdadeiro espírita, conhecedor dos princípios sublimes da sua doutrina, é um jardineiro do amor, segundo o poema imortal de Tagore.


Dia a dia, ele trabalha os canteiros do seu coração, da sua sensibilidade e da sua inteligência, removendo a terra, extraindo as ervas daninhas e semeando a boa semente das flores evangélicas.


Não basta acreditar na sobrevivência e participar de sessões ou ouvir palestras. Kardec assinalou que se conhece o verdadeiro espírita pela sua transformação moral. E essa transformação não se verifica sem o trabalho incessante do homem na modelação de si mesmo.


Os Espíritos do Senhor podem auxiliar-nos, mas o trabalho de nossa transformação é principalmente nosso, e deve ser realizado por nós mesmos.


Algumas religiões nos condenam por essa teoria do esforço próprio, alegando a existência da graça. Mas Kardec definiu a graça como a força que Deus concede ao homem de boa-vontade, para que vença as suas imperfeições.


Sabemos que existe a graça. Mas sabemos, também, que devemos nos colocar em condições de merecê-la, e que isso depende de nós mesmos.


Trabalhemos, pois, diariamente, o nosso jardim interno, para sermos espíritos perfeitos.





(Herculano Pires/Chico Xavier)
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Conforti em 17 de Setembro de 2012, 03:46
      Mastomisto    (resp sua msg inicial)

      O novo companheiro Masto trouxe texto q, como aconselha Kardec, a respeito devemos raciocinar.

      Cel: quem é o semeador senão o próprio Mestre e outros q, como Ele, antes e depois dele, saíram a semear? Quem é o solo apresentado sob diversas condições de produzir frutos senão os q o ouviam? Suas palavras ou não foram entendidas; ou provocaram algum entendimento interessante, mas depois fora esquecidas, porq o interesse não foi intenso; ou foram assimiladas, compreendidas (por quem já tinha condições de entender) e, esses q compreenderam passaram a agir de acordo! Nem todos estavam, como nem todos ainda hoje estão, em condições de compreender os ensinamentos. Por isso, Jesus disse: “Quem tem olhos de ver, veja! Quem tem ouvidos de ouvir, ouça!”, q é o mesmo q dizer: “quem puder compreender, compreenda!”

      Contudo, nenhum mérito está em compreender, como nenhum demérito está em não compreender! Compreende quem pode compreender, e isso, de  conformidade com seu aprendizado na escola da vida. É esta escola q pode ampliar, restringir ou manter estagnada nossa capacidade de compreensão. Não somos nós, nosso íntimo, q nos faz mais inteligentes ou menos inteligentes, mas as experiências/lições q incessantemente, recebemos da vida. Logo, não há qualquer mérito por compreender, ou demérito por não compreender. Há, sim, é evidente, lucro para os primeiros e perda para os demais, mas nada de responsabilidade ou culpa.

      Texto: ... Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração.

      Cel: se bem raciocinarem, perceberão q, tb, aí, há algo a tentar entender: nenhum desdouro existe em “não dar atenção” pois, como todo efeito tem uma causa, qual seria a causa q tem como efeito uns darem atenção e outros não? Pela simples leitura, não compreenderemos as causas mais profundas da questão. O dizermos q eles foram relapsos porq não deram a atenção conveniente e, por isso, foram penalizados com a perda do conhecimento, nada explica; temos, sim, de, obrigatoriamente, buscar a causa de uns prestarem atenção e outros não! Éramos, conforme a doutrina, todos, iguais; assim, qual a causa q tem como efeito nos tornarmos tão desiguais, uns atentos e outros desatentos?

      Texto: Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. - Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. - Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. –

      Cel: aqui, a questão é a mesma; porq uns não têm, em si, as raízes necessárias e outros têm?

      Texto: Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um.

      Cel: a mesma questão: porq uns são assim e outros não? Escolheram ser assim? Escolheram, os q não prestaram atenção, de livre vontade, não prestar atenção e, conseqüentemente, enfrentar as terríveis conseqüências da Lei de Deus?
.....................................................
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 17 de Setembro de 2012, 21:27
Boa tarde a todos,
Boa tarde macili,
Obrigado por mais um lindo texto cheio de imensas sabedorias.
Neste lindo texto, aprendemos que a melhor semente que podemos plantar é a do amor.
Um abraço fraterno.

Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 18 de Setembro de 2012, 18:41
Boa tarde a todos,
Livro: Jesus no Lar
"
1
O culto cristão no lar

       Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
       — Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
       O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
—   Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
—   E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
       - Certamente, Senhor — redarguiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O   Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
—   E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O   interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
—   Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
—   Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fêz pequeno intervalo e continuou:
—   Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicilio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, timido:
—   Mestre, seja feito como desejas.
Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar."

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 18 de Setembro de 2012, 18:50
Boa tarde a todos,
Livro: Jesus no lar
"
2
A escola das almas

       Congregados, em torno do Cristo, os domés¬ticos de Simão ouviram a voz suave e persuasiva do Mestre, comentando os sagrados textos.
       Quando a palavra divina terminou a formosa preleção, a sogra de Pedro indagou, inquieta:
       — Senhor, afinal de contas, que vem a ser a nossa vida no lar?
       Contemplou-a Ele, significativamente, demonstrando a expectativa de mais amplos esclarecimentos, e a matrona acrescentou:
—   Iniciamos a tarefa entre flores para encontrarmos depois pesada colheita de espinhos. No começo, é a promessa de paz e compreensão; entretanto, logo após, surgem pedras e dissabores...
Reparando que a senhora galileia se sensibilizara até às lágrimas, deu-se pressa Jesus em responder:
—   O lar é a escola das almas, o templo onde a sabedoria divina nos habilita, pouco a pouco, ao grande entendimento da Humanidade.
E, sorrindo, perguntou:
—   Que fazes inicialmente às lentilhas, antes de servi-las à refeição?
A interpelada respondeu, titubeante:
—   Naturalmente, Senhor, cabe-me levá-las ao fogo para que se façam suficientemente cozidas. Depois, devo temperá-las, tornando-as agradáveis ao sabor.
—   Pretenderias, também, porventura, servir pão cru à mesa?
—   De modo algum — tornou a velha humilde —; antes de entregá-lo ao consumo caseiro, compete-me guardá-lo ao calor do forno. Sem essa medida...
O   Divino Amigo então considerou:
       - Há também um banquete festivo, na vida celestial, onde nossos sentimentos devem servir à glória do Pai, O lar, na maioria das vezes, é o cadinho santo ou o forno preparador, O que nos parece aflição ou sofrimento dentro dele é recurso espiritual, O coração acordado para a Vontade do Senhor retira as mais luminosas bênçãos de suas lutas renovadoras, porque, sómente aí, de encontro uns com os outros, examinando aspirações e tendências que não são nossas, observando defeitos alheios e suportando-os, aprendemos a desfazer as próprias imperfeições. Nunca notou a rapidez da existência de um homem? A vida carnal é idêntica à flor da erva. Pela manhã emite perfume, à noite, desaparece... O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em seu círculo, são lições.
A sogra de Simão escutou, atenciosa, e ponderou:
—   Senhor, há criaturas, porém, que lutam e sofrem; no entanto, jamais aprendem.
O   Cristo pousou na interlocutora os olhos muito lúcidos e tornou a indagar:
—   Que fazes das lentilhas endurecidas que não cedem à ação do fogo?
—   Ah! sem dúvida, atiro-as ao monturo, porque feririam a boca do comensal descuidado e confiante.
—   Ocorre o mesmo — terminou o Mestre —com a alma rebelde às sugestões edificantes do lar. A luta comum mantém a fervura benéfica; todavia, quando chega a morte, a grande selecionadora do alimento espiritual para os celeiros de Nosso Pai, os corações que não cederam ao calor santificante, mantendo-se na mesma dureza, dentro da qual foram conduzidos ao forno bendito da carne, serão lançados fora, a fim de permanecerem, por tempo indeterminado, na condição de adubo, entre os detritos da Natureza."

Um abraço fraterno
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Setembro de 2012, 04:37
Boa noite a todos,
Boa noite companheiro Coronel,
Adorei sua reflexão.
Continuemos refletindo...
Livro: Jesus no Lar.

"
4
A lição da semente

       Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus, convincente:
       — Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se voltem nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No Templo, que é o Lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração puro e limpo, como seria de desejar, porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a ideia do Reino Divino é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada à terra, suportando-lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire em grande parte o próprio alimento, o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva, faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica para o bem de todos, O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior, qual ocorre à semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta, acima de tudo, o impulso de ascensão e não mais consegue deter-se. Age constantemente na esfera de que se fêz peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis nas flores da jornada. O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro, constitui-lhe objetivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fêz instrumento fiel. A visão do Pai é a preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.
O   Mestre silenciou por momentos e concluiu:
— Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o trabalho infatigável no bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível de sua elevação.
Conheceremos as árvores pelos frutos e identificaremos o operário do Céu pelos serviços em que se exprime.
A essa altura, Pedro interferiu, perguntando:
—   Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam?
Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
— Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo.
Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!
Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembléia familiar e partiu."

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Setembro de 2012, 04:54
Boa noite a todos,
Livro: Jesus no lar

"
35
A necessidade de entendimento

       Um dos companheiros trazia ao culto evangélico enorme expressão de abatimento.
       Ante as indagações fraternas do Senhor, esclareceu que fora rudemente tratado na via pública. Vários devedores, por ele convidados a pagamento, responderam com ingratidão e grosseria.
       Não se internou o Cristo através da consolação individual, mas, exortando evidentemente todos os companheiros, narrou, benevolente:
— Um grande explicador dos textos de Job possuía singulares disposições para os serviços da compreensão e da bondade, e, talvez por isso, organizou uma escola em que pontificava com indiscutível sabedoria.
Amparando, certa ocasião, um aprendiz irrequieto que frequentes vezes se lamuriava de maus tratos que recebia na praça pública, saiu pacientemente em companhia do discípulo, pelas ruas de Jerusalém, implorando esmolas para determinados serviços do Templo.
A maioria dos transeuntes dava ou negava, com indiferença, mas, numa esquina movimentada, um homem vigoroso respondeu-lhes à rogativa com aspereza e zombaria.
O mestre tomou o aprendiz pela mão e ambos o seguiram, cuidadosos. Não andaram muito tempo e viram-no cair ao solo, ralado de dor violenta, provocando o socorro geral. Verificaram, em breve, que o irmão irritado sofria de cólicas mortais.
Demandaram adiante, quando foram defrontados por um cavalheiro que nem se dignou responder-lhes à súplica, endereçando-lhes tão somente um olhar rancoroso e duro.
Orientador e tutelado acompanharam-lhe os passos, e, quando a estranha personagem alcançou o domicílio que lhe era próprio, repararam que compacto grupo de pessoas chorosas o aguardava, grupo esse ao qual se uniu em copioso pranto, informando-se os dois de que o infeliz retinha no lar uma filha morta.
Prosseguiram esmolando na via pública e, a estreito passo, receberam fortes palavrões de um rapaz a quem se haviam dirigido. Retrairam-se ambos, em expectativa, verificando, depois de meia hora de observação, que o mísero não passava de um louco.
Em seguida, ouviram atrevidas frases de um velho que lhes prometia prisão e pedradas; mas, decorridas algumas horas, souberam que o infortunado era simplesmente um negociante falido, que se convertera de senhor em escravo, em razão de débitos enormes.
Como o dia declinasse, o respeitável instrutor convocou o discípulo ao regresso e ponderou:
—   Guardaste a lição? Aceita a necessidade do entendimento por sagrado imperativo da vida. Nunca mais te queixes daqueles que exibem expressões de revolta ou desespero nas ruas. O primeiro que nos surgiu à frente era enfermo vulgar; o segundo guardava a morte em casa; o terceiro padecia loucura e o quarto experimentava a falência. Na maioria dos casos, quem nos recebe de mau-humor permanece em estrada muito mais escura e mais espinhosa que a nossa.
E, completando o ensinamento, terminou o Senhor, diante dos companheiros espantados:
— Quando encontrarmos os portadores da aflição, tenhamos piedade e auxiliemo-los na reconquista da paz íntima. O touro retém os chifres, por não haver atingido, ainda, o dom das asas. Reclamamos, comumente, contra a ovelha que nos perturba o repouso, balindo, atormentada; todavia, raramente nos lembramos de que o pobre animal vai seguindo, sob laço pesado, a caminho do matadouro."

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Setembro de 2012, 20:25
Boa tarde a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/poesia/um-conto-infantil-(lembrancas)/msg190656/#msg190656
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Setembro de 2012, 20:35
Boa tarde a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/amizade/mensagens-para-reflexao/msg48364/#msg48364
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: macili em 19 de Setembro de 2012, 23:32
Olá Irmão Mastomisto e demais membros do forum...

Contribuindo com o estudo posto aqui a msg abaixo.  Muita paz!

Abraços fraternos...



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Espinhos na Jornada Cristã



O pântano silencioso, às vezes, com águas tranquilas, guarda, na sua intimidade, a vaza fétida e venenosa.

A roseira que esplende de belas flores perfumadas, cobre as suas hastes com espinhos pontiagudos.

Na aparência, a água destilada e o ácido sulfúrico têm a mesma apresentação.

As plantas carnívoras atraem as suas vítimas exalando suave e doce perfume...

O Sol, que aquece a vida e a mantém, é portador, também, dos raios infravermelhos e ultravioletas que danificam o organismo. Sorrisos de amabilidade também ocultam infames traições e crueldades.

A calúnia, a perversidade, a perseguição, nem sempre se apresentam com as características que lhes são peculiares, mantendo-se ocultas nos disfarces da hipocrisia e da desfaçatez.

É natural, portanto, que, na estrada sublime do Evangelho, estejam escondidos espinhos que dificultam a marcha do viajor dedicado e tomado pelas emoções superiores.

São eles que testificam os valores de que o mesmo se encontra revestido, pois que, se o seu devotamento não é autêntico, logo foge do compromisso, queixando-se de dificuldades e de sofrimentos.

Quando alguém elege o serviço de Jesus na Terra, pode ter a certeza de que a incompreensão o segue empós, a inveja o atinge com as setas da calúnia e da deslealdade, justificando-se de mil maneiras, a fim de ocultar a face inferior que lhe é peculiar.

Todos aqueles que foram fiéis ao Mestre, ao longo dos séculos, padeceram as injunções penosas do caminho elegido para o acompanhar.

Não apenas, porém, os servidores da Verdade, mas todos os indivíduos que se destacam na comunidade pelos valores de nobreza e de dedicação à causa do Bem e do progresso das demais criaturas, são convidados ao pagamento pela glória de servir.

A sua caminhada é sempre marcada por dores inconcebíveis, por competições infames e por injunções inacreditáveis, especialmente no meio de quantos deveriam comportar-se de maneira diferente.

Sucede que a Terra é ainda o mundo de provações e ninguém consegue avançar no rumo soberano da Grande Luz sem vencer a sombra exterior, após haver superado a própria sombra interior.

Por essa razão é reduzido o número de pessoas dedicadas à construção da harmonia e da fraternidade, sendo muito mais frequentes e expressivas aquelas que aderem ao comodismo, à indiferença, à acusação indébita, à infâmia, defendendo a sua área de dominação.

Quando se trata de uma revolução positiva e idealista, há uma recusa quase generalizada, por parte daqueles que se encontram satisfeitos consigo, com suas alegrias fisiológicas e interesses egotistas.

As ideias novas e progressistas incomodam e, além disso, os invejosos que não são capazes de superar os paladinos dos movimentos renovadores atacam-nos ferozmente, porque gostariam de estar no seu lugar, sem o conseguir.
*   *   *

Sempre encontrarás espinhos sob a areia fina da estrada ou pedrouços no terreno a conquistar.

Desde que te candidates ao serviço do Mestre Jesus, não podes anelar por aquilo que Ele rejeitou, embora sendo o Eleito de Deus.

Toda a Sua vida esteve sob acusações falsas, perseguições mesquinhas, injunções más, forjadas pelos inimigos da Humanidade, que dEle somente se beneficiaram sem qualquer contribuição favorável.

Nunca esperes retribuição pelo que faças de dignificante e honorável.

Que te bastem as satisfações e prazeres da ação desempenhada e não os efeitos a que deem lugar.

A tarefa do semeador é distribuir as bênçãos de que se faz instrumento e seguir adiante.

Quanto possível, deves erradicar a erva má que lhes ameace o desenvolvimento; quando na condição de plântulas frágeis, resguardá-las das intempéries e dos inimigos naturais, sem preocupar-te contigo.

Igualmente, não guardes qualquer ressentimento em relação àqueles que se divertem com os teus sofrimentos, que se comprazem com as tuas aflições na seara.

Eles também não passarão incólumes, pois que a vereda é a mesma para todos.

Mesmo agora, com sorrisos e esgares, aparentando felicidade, encontram-se enfermos, sofridos, necessitados...

Todos aqueles que se apresentam como privilegiados de hoje serão chamados aos testemunhos amanhã.

Quem hoje sofre, avança para as cumeadas da interação com o Pai, através do devotamento e da sinceridade dos seus atos.

Desse modo, quanto mais diatribes te atirem, maior convicção, segurança adquires em torno da excelência do trabalho ao qual te afervoras.

Teme, porém, quando facilidades e aplausos te acompanharem no serviço. São muito perigosos, porquanto constituem retribuição pelo que foi realizado, ou apenas simulações e hipocrisias, e isso equivale a um tipo de pagamento à vaidade e à presunção.

Desde que trabalhas sob o comando do Mestre, a Ele cabem as bênçãos do futuro da tua cooperação, e a ti a alegria de estares ao Seu lado.

Todos aqueles que O acompanharam, com exceção do discípulo amado, provaram os rudes testemunhos, inclusive, o holocausto da própria vida.
Que esperas, por tua vez ?!

Resta-te, somente, servir mais e melhor, consciente de que o teu grão de mostarda é também valioso no conjunto da semeadura de luz.

Alegra-te, pois, quando caluniado, vilipendiado, sem razão atual, porquanto, estarás expungindo, o que representa uma verdadeira dádiva dos Céus.

Enquanto alguns estão se comprometendo, tu caminhas te redimindo, pouco te importando com a maneira pela qual isso acontece.

Tem, pois, compaixão dos teus adversários e sê-lhes amigo desconhecido e maltratado.

São poucos os seres humanos que desejam tornar-se amigos, servir durante a caminhada, que lhes é rica de carências, pródiga de diversões e escassa de abnegação.
*   *   *

Onde estejas, com quem te encontres, nunca deixes de assinalar a tua presença com a ternura, a misericórdia, a alegria de amar e de servir.

As pegadas mais fortes são aquelas transformadas em luzes que brilham apontando o rumo de segurança.

Caso tenhas coragem, após sofreres os acúleos da estrada, retira-os, a fim de beneficiares todos aqueles que venham depois de ti.

Que a tua dor não seja por eles experimentada, nem os teus suores de sofrimentos íntimos derramem-se pelas faces dos futuros divulgadores do Infinito Amor.


Joanna  de  Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na
manhã de 7 de junho de 2012, em Helsinque, Finlândia.
Em 11.09.2012

Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: rtt em 20 de Setembro de 2012, 22:44
Citar
Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. - Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. - Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. - Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. -
Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. - Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII. vv. 18 a 23.)

Olá
Esta parábola explica de forma perfeita porque mesmo professando o cristianismo, esta sociedade não vive da forma que seria ideal, reagindo ao cristianismo de três maneiras típicas.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 21 de Setembro de 2012, 18:40
Boa tarde a todos,
Boa tarde macili.
Realmente não é facil ser um semeador, mas com fé e ajuda de irmãos, iguais a você, fica muito mais suave nossa caminhada.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 21 de Setembro de 2012, 18:49
Boa tarde a todos,
Boa tarde RTT,
Obrigado por compartilhar seu pensamento. Gostaria que, se fosse possível, desenvolvesse um pouco mais seu raciocinio aqui no tópico, pois penso que tem muito mais para compartilhar.
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 21 de Setembro de 2012, 18:56
Boa tarde a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/amizade/parabola-do-semeador/
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 21 de Setembro de 2012, 19:04
Boa tarde a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/cap-xvii-parabola-do-semeador/
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: macili em 23 de Setembro de 2012, 02:24
Boa noite a todos...

Irmão Mastomisto peço licença para contribuir com mais uma msg neste tópico.

Muito amor em nossos corações...




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Mensagem do Semeador



Semeador, despertaste aos clarões da aurora e começastes a semear...

A dura lavra exigia suor e, dia sobre dia, arroteaste o solo, calejando aos mãos, entre o orvalho da manhã e a luz das estrelas.

Diante do sacrifício, os mais amados largaram-te a convivência, sequiosos de reconforto... Mas quando te viste a sós, sem ninguém que te quisesse as palavras, a natureza conversou contigo, em nome do Céu, e escutaste, surpreendido; as orações da semente, no instante de morrer abandonada para ser fiel à vida; ouviste as confidências das roseiras, escravizadas em gleba, cujas flores brilham nos salões, sem que seja dado outro direito que não aquele de respirar, entre rudes espinhos; recolheste a história do trigo que te contou, ainda nos cachos de ouro, como seria triturado nos dentes agudos de implacáveis moinhos, a fim de servir na casa dos homens; e velhas árvores lascadas e sofredoras te fizeram sentir que Deus lhes havia ensinado, em silêncio, a proteger carinhosamente, as próprias mãos criminosas que lhes decepam os ramos...

Consolado e feliz, trabalhaste, semeador!

Um dia, porém, o campo surgiu engalanado de perfume e beleza e aparecem aqueles que te exigiram a colheita para a festa do mundo...

Choraste na separação das plantas queridas, entretanto, ninguém te viu as lágrimas escondidas entre as rugas do rosto.

Era sozinho perante as multidões que te disputavam os frutos e por não haver adestrado verbo primoroso de modo a defender-te, diante das assembléias, e porque a tua presença simples não oferecesse qualquer perspectiva de encontro social, os raros amigos de tua causa julgaram prudentes silenciar, envergonhados do rigor de tuas ásperas disciplinas e da pobreza de tua veste, mas Deus te impeliu à renovação e, conquanto despojado de teus bens mais humildes, procuraste outros climas e outras leiras, onde as tuas mãos quebrantadas e doloridas continuaram a semear...

Semeador dos terrenos do espírito, que te encaneceste na lavoura da luz, qual acontece ao cultivador paciente do solo, não te aflijas, nem desanime.

Se tempestades sempre novas te vergastam a alma, continua semeando... E, se banimentos e solidão devem constituir a herança transitória do teu destino, recorda o Divino Semeador que, embora piedoso e justo, preferiu a cruz por amor a verdade e prossegue semeando, mesmo assim, na certeza de que Deus te basta, porque tudo passa no mundo, menos Deus.


Meimei

Do livro "Ideal Espírita", de Francisco Cândido Xavier por Espíritos diversos.

Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: rtt em 24 de Setembro de 2012, 02:03
Boa tarde a todos,
Boa tarde RTT,
Obrigado por compartilhar seu pensamento. Gostaria que, se fosse possível, desenvolvesse um pouco mais seu raciocinio aqui no tópico, pois penso que tem muito mais para compartilhar.
Um abraço fraterno.
Obrigado Mastomisto
Acho que não é possível aprofundar todos os ensinamentos de Jesus(e da doutrina) aqui, mas muita coisa é ignorada por quem segue o cristianismo. Ex: Não ter raiva, não praticar a libertinagem, não jurar, não resistir ao mal com o mal, amar os inimigos, amar o próximo, não julgar. Tudo isso é muito desprezado na organização das sociedades e nas relações individuais. Sabemos que é uma tarefa difífil e que falhamos, mas é preciso ter atenção nesses pontos.
Daí o cristianismo e o espiritismo muitas vezes serem desviados para a curiosidade ou para aspectos vazios (sacramentos, rituais, disputas internas, etc.) ou secundários. Ao meu ver, se trata de distorções dos ensinamento. Como na parábola do semeador, alguns ao ter contato com as ideias citadas, as ignoram. Alguns aceitam essas ideias mas ao não ter raízes e sofrer dificuldades ao tentar aplicá-las, as abandonam. Outros ouvem, mas as ilusões da riqueza prevalecem.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 25 de Setembro de 2012, 17:33
Boa tarde a todos,
Obrigado Coronel, macili, RTT e a todos aqueles estão semeando amor, por esse mundo imperfeito.

Após maior reflexão, penso que Jesus lidava com crianças e toda informação era manipulada para melhor entendimento destes. É muito importante também analisar que Jesus não escreveu nada, ou seja, tudo foi reescrito e traduzidos por outros.

No LE, os espíritos nos esclarecem que todo mal se origina da “Ignorância”, não só a de ignorar algo, mas também a de não conhecer ou entender algo.

Jesus lidava com muito mais mal do que agora, tendo em vista que eles, ou melhor, nós éramos muito mais ignorantes do que somos hoje.

Se Jesus não manipulasse as informações, assim como os professores fazem para o melhor aprendizado de seus alunos, provavelmente seus ensinamentos seriam vistos de outra maneira.

Naquele tempo, o preconceito era muito grande, tendo em vista que o preconceito é a falta de entendimento ou conhecimento, ou seja, ignorância aplicada. Jesus tentava seguir o maior número de Leis possíveis, aquelas que não contrariavam as Leis Divinas, mas fazia para não trazer mais mudanças e preconceitos, tendo em vista que é muito mais fácil criticar do que parar para refletir.

Jesus sabia que toda alma tem seus defeitos e suas qualidades e que “todos” estamos no nível de Mundos de Expiações e Provas, que “todos” são mestres e aprendizes, cada qual em seu nível e em sua vivencia, mas que ele veio ensinar o amor e que esse ainda é mal entendido e interpretado até em nossos dias. A Lei da Justiça Divina e a Lei de Igualdade nos provam como e o quanto Deus nos ama.
Como Deus poderia me amar, o máximo possível, se amasse outrem mais do que eu?
Como eu poderia ter as mesmas chances de evoluir num mundo onde eu fosse inferior aos meus irmãos, ou pior, se eu fosse superior a eles?
Sem essas Leis, Deus não poderia amar infinitamente suas criações.

Então percebemos que Jesus, na Parábola do Semeador, falando do semeador do Amor, exemplifica grosseiramente os níveis, mas muito sabiamente para época e faz com que alguns percebam que apesar de tudo ser criação de Deus, sem amor, o progresso é lento e doloroso.

Ninguém é um solo infértil para o amor!
Jesus sabia, por isso semeou em todas as almas!
Jesus também sabia que se não entendêssemos o que é o amor próprio, não poderia amar ao próximo.

Continuando a reflexão...

Em primeiro lugar:
Meu reino não é desse mundo...
É preciso reconhecer primeiramente nossa insignificância para podermos compreender como somos importantes para o todo.
Está aí todo o conceito de humildade.

Amar a Deus sobre todas as coisas.

Em segundo lugar:
Não fazer com outros, o que não gostaria que fizessem com você!
Está aí todo o conceito de respeito e consideração.
Fazer com os outros, o que gostaria que fizessem com você!
Está aí todo o conceito da caridade pura!

Amar ao próximo como a si mesmo!

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 25 de Setembro de 2012, 19:42
Boa tarde a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/audiovisuais/sementes-de-amor-por-chico-xavier/msg294930/#msg294930
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 26 de Setembro de 2012, 05:55
Bom dia a todos,

Seguindo e refletindo...

Penso então, que todos somos semeadores, pois todos ensinamos o tempo todo, nem que sejam coisas erradas, mas sim, ensinamos.
Penso também que todos, sem exceção, amam e ensinam como amar.
O problema está na definição do que é o amor.
Muitos desconhecem tal palavra e mesmo que explicada, continuam sem entender.
A maioria acha que o amor é a atitude de proteger. Protegem a si mesmo e protegem os entes queridos, ás vezes criando uma realidade de medo e desconfiança, um mundo paralelo, ilusório, que tenta desesperadamente satisfazer o ego.
Protegem, destruindo a palavra amor!
Se nós estudarmos as mais cruéis personalidades da história poderemos perceber que eles amaram algo ou alguém, ou melhor, protegeram algo ou alguém.

Este tipo de amor é um sentimento instintivo, que é um dos atributos do amor verdadeiro, mas tudo que é demais é erro!

Eu entendo o amor verdadeiro da seguinte maneira: É o ato de semear uma amizade verdadeira!

Talvez eu tenha entendido o que é ter uma verdadeira amizade: É a árvore que nasce da semente do amor verdadeiro!

Penso que, para sermos um verdadeiro amigo é necessário amar verdadeiramente uma pessoa, mas para amar verdadeiramente uma pessoa não é preciso ser um amigo verdadeiro, ou seja, o amor que Jesus tentava nos passar, está mais próximo de ser o da amizade verdadeira.

Penso que quando essas quatro palavras se fundem em uma só, pode ser um sinal, que estamos começando a entender o que Jesus queria dizer ao falar em amar ao próximo.

Se tirarmos o sexo do planeta vai sobrar à amizade, ou seja, amizade é o amor dos espíritos evoluídos.

Penso que se apagarmos a palavra amor do dicionário e substituirmos pela palavra amizade, muitas pessoas começarão a entender melhor o que Jesus tentava mostrar.

Para fazermos isso, devemos entender o que é ser um amigo verdadeiro.

Chegamos ao mesmo problema do amor, muitos desconhecem tal palavra e mesmo que explicada, continuam sem entender.

Quando cuidamos de um amigo que está doente ou temporariamente bêbado, por exemplo, nos preocupamos com ele, levamos no médico, oramos, sem querer nada em troca, apenas queremos que nosso amigo melhore, para continuar sendo nosso amigo e nos ajudando em nossa caminhada, se nosso amado Pai Celeste permitir.

Agora, se não conseguimos cuidar de um amigo, que amamos, como cuidaremos de um mendigo, por exemplo, que nem conhecemos?
O legal de ser um amigo é que você pode agir como amigo, antes mesmo de ser amigo, pois só nos tornamos amigo de alguém se houver aceitação por ambos. Entretanto só o tempo fortalece a amizade e só somos verdadeiramente amigo de alguém quando conhecemos essa pessoa, quando todas as máscaras já caíram, quando a falsidade não é mais necessária, quando conseguimos entender as atitudes. Isso leva tempo e esforço.
Jesus conseguia nos ver com esses olhos, pois ele nos entendia, não adiantava tentar enganar Jesus, pois ele via através das máscaras. Jesus é o verdadeiro amigo dos homens.
Nossos primeiros amigos são nossos familiares, mas nem sempre se tornam nossos amigos verdadeiros.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: macili em 26 de Setembro de 2012, 18:59
Boa tarde queridos Irmãos...
Olá Irmão Mastomisto,

Continuando a colaborar com o estudo deixo aqui mais uma mensagem oferecida em homenagem a Divaldo Franco...

"Que as suas sementes de amor germinem e floresçam sempre em nossos corações."




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Um Semeador do Bem



No mundo existem sementes e existem semeadores...

Há sementes de flores e sementes de espinhos; sementes que produzem bons frutos e sementes que produzem ervas venenosas.

... E o Semeador saiu a semear...

Desejava fazer da Terra um belo jardim...

As sementes que ele espalha, são sementes especiais... porque ele também é especial.

São sementes especiais porque só florescem no solo dos corações...

E sua voz é instrumento precioso capaz de sulcar o solo estéril de corações ressecados, trazendo recados de um mundo de luz, com muita ternura, afeto e fervor...

É um jardineiro que planta a esperança, com disposição de criança, renúncia e amor.

Sua voz diz bem mais do que simples palavras... deixa pérolas encravadas na alma e na mente daquele que sente sede de saber e de paz.

........................................................................................

Era abril de 1954, quando esse Semeador do Bem chegou, pela primeira vez, na Terra dos Pinheirais, trazendo no alforje sementes de amizade, de esperança, ternura e carinho...

Nem o frio, nem a distância, nem o cansaço, o puderam deter...

E as pedras do caminho?
E os espinhos?

Só um jardineiro divino pode saber que com pedras também se constroem abrigos...E que os espinhos protegem a beleza da flor...

Era inverno de 1954... cinqüenta anos se passaram: proclama o tempo do relógio...

Mas, e o tempo do coração, quem poderá medir?
Sim, quem será capaz de medir o tempo pelas batidas de um coração?

O tempo do coração não se pode medir, só se pode sentir...

Sentir o que as batidas têm a dizer sobre um certo Semeador... que proclama aos quatro cantos do mundo... que a luz existe, que o amor resiste, e que a fé persiste... sempre.

Em cada coração sobre o qual uma semente caiu, uma gota de afeto pingou, certamente uma flor já brotou...

Flores de esperança, de amizade, de alegria, de sabedoria, de otimismo... de amor.

Sementes que são levadas pelo vento, se espalham no ar e vão formar novos jardins... produzindo novas sementes e flores a cada primavera... em cada Continente...

Receba, amigo, as flores singelas da nossa mais profunda ternura...
São flores silvestres, bem o sabemos, mas foram colhidas no jardim do nosso coração...flores que foram regadas a cada estação, com carinho e dedicação, com persistência e devoção.

“O calendário diz que já passou muito tempo...

Mas a memória ignora: é como se tivesse acontecido ontem...

Assim é: o que a memória ama fica eterno.

Eternidade é o tempo quando o longe fica perto.”

Bem perto do coração...


Redação do Jornal Mundo Espírita em Homenagem a Divaldo Franco
Fonte: Manancial de Luz
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 27 de Setembro de 2012, 00:17
Boa noite a todos,
Boa noite macili,
Obrigado por tudo que tem compartilhado.

http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/maneiras-de-dizer-as-coisas/msg295071/#msg295071

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 27 de Setembro de 2012, 01:55
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/poesia/um-conto-infantil-(lembrancas)/msg189801/#msg189801
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 27 de Setembro de 2012, 02:19
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/a-dor-da-ingratidao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 28 de Setembro de 2012, 20:55
Boa tarde a todos,
Livro: Jesus no Lar.
46
A árvore preciosa

       Salientando o Senhor que a construção do Reino Divino seria obra de união fraternal entre todos os homens de boa-vontade, o velho Zebedeu, que amava profundamente os apólogos do Cristo, pediu-lhe alguma narrativa simbólica, através da qual a compreensão se fizesse mais clara entre todos.
       Jesus, benévolo como sempre, sorriu e contou:
       — Viviam os homens em permanentes conflitos, acompanhados de miséria, perturbação e sofrimento, quando o Pai compadecido lhes enviou um mensageiro, portador de sublimes sementes da Árvore da Felicidade e da Paz. Desceu o anjo com o régio presente e, congregando os homens para a entrega festiva, explicou-lhes que o vegetal glorioso produziria flores de luz e frutos de ouro, no futuro, apagando todas as dissensões, mas reclamava cuidados especiais para fortalecer-se. Em germinando, era imprescindível a colaboração de todos, nos cuidados excepcionais do amor e da vigilância.
As sementes requeriam terra conveniente, aperfeiçoado sistema de irrigação, determinada classe de adubo, proteção incessante contra insetos daninhos e providências diversas, nos tempos laboriosos do início; a planta, contudo, era tão preciosa em si mesma que bastaria um exemplar vitorioso para que a paz e a felicidade se derramassem, benditas, sobre a comunidade em geral. Seus ramos abrigariam a todos, seu perfume envolveria a Terra em branda harmonia e seus frutos, usados pelas criaturas, garantiriam o bem-estar do mundo inteiro.
Finda a promessa e depois de confiadas ao povo as sementes milagrosas, cada circunstante se retirou para o domicílio próprio, sonhando possuir, egoisticamente, a árvore das flores de luz e dos frutos de ouro. Cada qual pretendia a preciosidade para si, em caráter de exclusividade. Para isso, cerraram-se, apaixonadamente, nas terras que dominavam, experimentando a sementeira e suspirando pela posse pessoal e absoluta de semelhante tesouro, simplesmente por vaidade do coração.
A árvore, todavia, a fim de viver, reclamava concurso fraterno total, e os atritos ruinosos continuaram.
As sementes, pela natureza divina que as caracterizava, não se perderam; entretanto, se alguns cultivadores possuíam água, não possuíam adubo e os que retinham o adubo não dispunham de água farta. Quem detinha recursos para defender-se contra os vermes, não encontrava acesso à gleba conveniente e quem se havia apoderado do melhor solo não contava com possibilidades de vigilância. E tanto os senhores provisórios da água e do adubo, da terra e dos elementos defensivos, quanto os demais candidatos à posse da riqueza celeste, passaram a lutar, em desequilíbrio pleno, exterminando-se reciprocamente.
O Mestre fêz longo intervalo na curiosa narrativa e acrescentou:
— Este é o símbolo da guerra improfícua dos homens em derredor da felicidade. Os talentos do Pai foram concedidos aos filhos, indistintamente, para que aprendam a desfrutar os dons eternos, com entendimento e harmonia. Uns possuem a inteligência, outros a reflexão; uns guardam o ouro da terra, outros o conhecimento sublime; alguns retêm a autoridade, outros a experiência; todavia, cada um procura vencer sozinho, não para disseminar o bem com todos, através do heroísmo na virtude, mas para humilhar os que seguem à retaguarda.
E fitando Zebedeu, de modo significativo, finalizou:
       — Quando a verdadeira união se fizer espontânea, entre todos os homens no caminho redentor do trabalho santificante do bem natural, então o Reino do Céu resplandecerá na Terra, à maneira da árvore divina das flores de luz e dos frutos de ouro.
       O velho galileu sorriu, satisfeito, e nada mais perguntou.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 28 de Setembro de 2012, 21:34
Boa tarde a todos,
Livro: Jesus no Lar.
47
O educador conturbado

       Comentava André, o apóstolo prestativo, as dificuldades para afeiçoar-se às verdades novas, quando Jesus narrou para a edificação de todos:
       — Um homem, singularmente forte, que se especializara em variados serviços de reparação e reajustamento, foi convidado por um anjo a consertar um aleijado que aspirava ao ingresso no paraíso e aceitou a tarefa.
       Avizinhou-se do enfermo, de martelo em punho, e, não obstante os gritos e lágrimas que a sua obra arrancava do infeliz, aprimorando-o, dia a dia, cumpriu o prometido.
O   mensageiro divino, satisfeito, rogou-lhe a contribuição no aperfeiçoamento de uma velha coxa que desejava ardentemente a entrada na Corte Celeste.
O   trabalhador robusto, indiferente aos gemidos da anciã, impôs-lhe a disciplina curativa e, gradativamente, colocou-a em condições de subir às Esferas Sublimes.
O   ministro do Alto, jubiloso, solicitou-lhe o concurso no refazimento de um homem chagado e aflito que anelava a beatitude endêmica.
O   consertador não hesitou.
Absolutamente inacessível aos petitórios do infortunado, queimou-lhe as úlceras com atenção e rigor, pondo-o em posição de elevar-se.
Terminada a tarefa, o anjo retornou e requisitou-lhe a cooperação em beneficio de um jovem perdido em maus costumes.
O   restaurador tomou o rapaz à sua conta e deu-lhe trabalho e contenção, com tamanho tirocínio, que, em tempo breve, a tarefa se fazia completa.
E, assim, o emissário de Cima pediu-lhe colaboração em diversos casos complexos de reestruturação física e moral, até que, um dia, o emérito educador, entediado da existência imperfeita na Terra, implorou ao administrador angélico a necessária permissão para seguir em companhia dele, na direção do Céu.
O   embaixador sublime revistou-o, minuciosamente, e informou que também ele devia preparar-se com vistas ao grande cometimento; mostrou-lhe os pés irregulares, os braços deficientes e os olhos defeituosos e rogou, dessa vez, reajustasse ele a si mesmo, a fim de elevar-se.
O   disciplinador começou a obra de auto-aprimoramento, esperançoso e otimista; entretanto, o seu antigo martelo lhe feria agora tão rudemente a própria carne que ele, ao invés de consertar os pés, os braços e os olhos, caiu a contorcer-se no chão, desditoso e revoltado, proferindo blasfêmias e vomitando injúrias contra Deus e o mundo, quase paralítico e quase cego.
Ele mesmo não suportara o regime de salvação que aplicara aos outros e o próprio anjo amigo, ao reencontrá-lo, com extrema dificuldade o identificou, tão diferente se achava.
Findo o longo exame a que submeteu o infortunado, o mensageiro do Eterno não teve outro recurso senão confiá-lo a outros educadores para que o reajustamento necessário se fizesse, com o mesmo rigor salutar com que funcionara para os outros, a fim de que o notável consertador se aperfeiçoasse, convenientemente, para, então, ingressar no Paraíso.
Diante da estranheza que senhoreara o ânimo dos presentes, o Senhor concluiu:
—   Usemos de paciência e amor em todas as obras de corrigenda e aprendamos a suportar as medidas com que buscamos melhorar a posição daqueles que nos cercam, porque para cada espírito chega sempre um momento em que deve ser burilado, com eficiência e segurança, para a Luz Divina.


Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 03 de Outubro de 2012, 02:18
Boa noite a todos,

Continuando a reflexão.
Os tipos de terrenos podem ser considerados iguais aos tipos de alunos, por isso criei uma Parábola do Sábio Professor, para que pudéssemos fazer tal analogia.

Parábola do Sábio Professor.

Havia um professor que dava aulas de matemática para a nona série de um colégio público do RJ. Ele amava o que fazia e se dedicava dando o seu melhor e lançando a matéria da melhor forma que sabia. Ele ensinava os conceitos com paciência e tirava as dúvidas, demonstrava no quadro como aplicá-los nos exercícios, resolvendo alguns exemplos e tirando as dúvidas novamente. Ele passava exercícios para que fossem feitos em casa e na aula seguinte tirava novamente as dúvidas, só então aplicava a prova.
Quando vieram às notas dos alunos, percebeu que as coisas não estavam indo bem e começou a tentar perceber os motivos. Reparou que alguns alunos não prestavam atenção no que dizia, nem faziam os deveres de casa, então chamou a atenção deles e os tirou da sala, a fim de lhes dar uma lição. Na aula seguinte o professor percebeu que os mesmos alunos que foram tirados de sala, continuavam da mesma forma. Então os classificou como desinteressados.
Seguindo em sua lógica, resolveu entender as dificuldades daqueles que estavam prestando atenção, mas não faziam os exercícios de casa. Pediu uma explicação por escrito, mas a maioria dizia que não havia dado tempo, ou inventavam desculpas, então os classificou como desmotivados.
O restante foi dividido em grupos de dois e pediu para que eles refizessem a mesma prova que eles haviam falhado. Quando analisou as notas, ele percebeu que haviam melhorado um pouco na maioria dos grupos, mas em alguns grupos, as notas haviam melhorado bastante. Na aula seguinte, juntou todos os que não haviam melhorado em um só grupo e o restante foi novamente separado, formando grupos de um. Pediu então, que fosse feita novamente a prova, pela terceira vez. Continuando, ele percebeu que a prova do grupo grande melhorou um pouco, mas não de forma satisfatória, então o classificou do grupo dos limitados.
Nos grupos de um, ele reparou que a nota havia diminuído em alguns, estacionado em outros e aumentado no restante. Nas notas que haviam diminuído, ele classificou daqueles alunos que faziam parte do grupo dos limitados, mas que deram sorte de cair num grupo com um aluno diferente.
O aluno que manteve a nota foi classificado como aluno sem iniciativa ou vontade de crescer, porque após a prova se viu livre daquele compromisso e não teve o interesse de saber e aprender o que havia errado, mesmo após fazer a mesma prova por três vezes seguida.
O quarto grupo de aluno foi classificado como “Aprendizes”.
 
Assim o professor dividiu os alunos em 4 grupos: Desinteressados ou desmotivados, limitados, sem iniciativa ou interesse do saber e Aprendizes.

O professor pensou e chegou a conclusão que o grupo de Aprendizes era o que ele não deveria se preocupar e que deveria exigir mais deles, para que pudessem descobrir o seu potencia e que estes deveriam tirar dúvidas daqueles que precisassem.

No grupo dos sem iniciativa ou interesse do saber, ele deveria mostrar a importância do conhecimento, sugerindo livros e demonstrando aplicações da matéria no cotidiano com a esperança que alguns ficassem motivados.

No grupo dos limitados, ele deveria aumentar o número de trabalhos e exercícios valendo nota para casa, afim que o conceito se tornasse natural e bem lógico, reforçando assim a base para uma nova matéria e pedindo para que tirassem as dúvidas com os Aprendizes.

No grupo dos desinteressados ou desmotivados ele deveria separar um tempo fora da aula para reforçar o conhecimento moral de tais criaturas, afim de que eles pudessem superar os obstáculos externos e poderem se encaixar em algum dos outros 3 grupos.

Então o professor se colocou a agir e ficou muito satisfeito com os resultados no final do ano.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 10 de Outubro de 2012, 12:27
Bom dia a todos,
Livro: Jesus no lar

37
O filho ocioso

       Reportava-se a pequena assembléia a variados problemas da fé em Deus, quando Jesus, tomando a palavra, narrou, complacente:
       — Um grande Soberano possuía vastos domínios. Terras, rios, fazendas, pomares e rebanhos eram incontáveis em seu reino prodigioso. Vassalos inúmeros serviam-lhe a casa, em todas as direções. Alguns deles nunca se perdiam dos olhos do Senhor, de maneira absoluta. De tempos a tempos, visitavam-lhe a residência, ofereciam-lhe préstimos ou traziam-lhe flores de ternura, recebendo novos roteiros de trabalho edificante. Outros, porém, viviam a bel-prazer nas florestas imensas. Estimavam a liberdade plena com declarada indisciplina. Eram verdadeiros perturbadores do vasto império, porquanto, ao invés de ajudarem a Natureza, desprezavam-na sem comiseração. Matavam animais pelo simples gosto da caça, envenenavam as águas para assassinarem os peixes em massa, perseguiam as aves ou queimavam as plantações dos servos fiéis, não obstante saberem, no íntimo, que deviam obediência ao Poderoso Senhor.
Um desses servidores levianos e ociosos não regateava sua crença na existência e na bondade do Rei. Depois de longas aventuras na mata, exterminando aves indefesas, quando o estômago jazia farto, costumava comentar a fé que depositava no rico Proprietário de extenso e valioso domínio. Um Soberano tão previdente quanto aquele que soubera dispor das águas e das terras, das árvores e dos rebanhos, devia ser muito sábio e justiceiro — explanava consciente. Sutilmente, todavia, escapava-lhe a todos os decretos. Pretendia viver a seu modo, sem qualquer imposição, mesmo daquele que lhe confiara o vale em que consumia a existência regalada e feliz.
Decorridos muitos anos, quando as suas mãos já não conseguiam erguer a menor das armas para perturbar a Natureza, quando os olhos embaciados não mais enxergavam a paisagem com a mesma clareza da juventude, inclinando-se-lhe o corpo, cansado e triste, para o solo, resolveu procurar o Senhor, a fim de pedir-lhe proteção e arrimo.
Atravessou lindos campos, nos quais os servos leais, operosos e felizes, cultivavam o chão da propriedade imensa e chegou ao iluminado domicilio do Soberano.
Experimentando aflitivo assombro, reparou que os guardas do limiar não lhe permitiam o suspirado ingresso, porque seu nome não constava no livro de servidores ativos.
Implorou, rogou, gemeu; no entanto, uma das sentinelas lhe observou:
— O tempo disponível do Rei é consagrado aos cooperadores.
— Como assim? — bradou o trabalhador imprevidente. — Eu sempre acreditei na soberania e na bondade do nosso glorioso ordenador...
O guarda, contudo, redarguiu, sem pestanejar:
— Que te adiantava semelhante convicção, se fugiste aos decretos de nosso Soberano, gastando precioso tempo em perturbar-lhe as obras? O teu passado está vivo em tua própria condição... Em que te servia a confiança no Senhor, se nunca vieste a Ele, trazendo um minuto de colaboração a benefício de todos? Observa-se, logo, que a tua crença era simples meio de acomodar a, consciência com os próprios desvarios do coração.
E o servo, já comprometido pelos atos menos dignos, e de saúde arruinada, foi constrangido a começar toda a sua tarefa, de novo, de maneira a regenerar-se.
O Mestre calou-se, durante alguns momentos, e concluiu:
       — Aqui temos a imagem de todo ocioso filho de Deus, O homem válido e inteligente que admite a existência do Eterno Pai, que lhe conhece o poder, a justiça e a bondade, através da própria expressão física da Natureza, e que não o visita em simples oração, de quando em quando, nem lhe honra as leis com o mínimo gesto de amparo aos semelhantes, sem o mais leve traço de interesse nos propósitos do Grande Soberano, poderá retirar alguma vantagem de suas convicções inúteis e mortas?
       Com essa indagação que calou nos ouvidos dos presentes, o culto evangélico da noite foi expressivamente encerrado.

Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2012, 06:10
Bom dia a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/power-point/um-velho-pinheiro/msg296929/#msg296929
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2012, 08:38
Bom dia a todos,
Seguindo e refletindo...
Existem muitas formas de plantarmos as sementes, mas precisamos analisar os custos x benefícios. Está análise faz toda a diferença...
Tudo na vida tem solução...Essa máxima se faz verdadeira no espiritismo, mas toda atitude tem consequencias...
O tempo x resultado é outro ponto chave para analisarmos...
Independente da vida não ser um negócio e de sermos eternos, o tempo faz toda a diferença.
Outro ponto chave é: Esforço x Importância...
O que é importante para cada um?
Jesus foi o exemplo do semeador do amor. Ele semeava por onde passava, mas onde ele investiu todas as suas fichas, tempo e esforço, foi em seus discípulos...
Quando aceitamos os pensamentos errados de nossos filhos, não estamos respeitando suas limitações. Nós estamos nos concientizando que não temos competência e sabedoria para modificar seus solos e que não temos competência e sabedoria para fazer com que a semente cresça!
Nossos filhos são de suma importancia! Não devemos apenas semear, mas sim modificar seus pensamentos e para isso precisamos anteriormente ter modificado os nossos.
Um bom dia das crianças para todos...
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 15 de Outubro de 2012, 15:08
Bom dia a todos,
A Parábola do Semeador (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZVUExaQTJWOVYwJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 15 de Outubro de 2012, 15:14
Bom dia a todos,
O Semeador - Reflexão (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWtaRkg1MDNVdWpvJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Outubro de 2012, 16:21
Boa tarde a todos,
http://www.youtube-nocookie.com/embed/sUVvrrvArMQ?rel=0
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 19 de Outubro de 2012, 23:05
Boa noite a todos,
Desafiando os Gigantes - Resposta de Deus (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZ4aVVHZGRaRjZVI3dz)
Um abraço fraterno
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 20 de Outubro de 2012, 00:53
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/audio-video/so-deus-pode/msg297673/#msg297673
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 22 de Outubro de 2012, 21:02
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/a-sementeira-e-livre/msg298258/#msg298258
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:21
Boa noite a todos,

Aprofundaremos um pouco este estudo, para que possamos refletir e aprender uma pouco mais com a Parábola do Semeador.
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/lei-de-causa-e-efeito-38980/msg243292/#msg243292
Um abraço fraterno.

Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:23
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/lei-de-causa-e-efeito-lei-de-acao-e-reacao-e-carma-(by-jorge-medeiros)/msg288771/#msg288771
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:25
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/a-origem-carmica-dos-dramas-sociais-de-hoje/msg231884/#msg231884
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:28
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/importa-o-tempo-presente-que-pode-mudar-o-passado-e-o-presente/msg227740/#msg227740
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:33
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/power-point/lei-do-carma/msg88205/#msg88205
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:39
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/lei-de-causa-e-efeito-16303/msg52600/#msg52600
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 01:41
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/lei-de-causa-e-efeito-8902/msg31414/#msg31414
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 21:21
Boa noite  a todos,
Oração do Semeador!
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/oracao-43377/msg284627/#msg284627
Um abraço fraterno.
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 08 de Novembro de 2012, 22:11
Boa noite a todos,

Seguindo e refletindo.
Todos podem semear e inconscientemente semeiam por onde passam. Quando pensamos, estamos semeando, pois nossos pensamentos são poderosos. Quando agimos, estamos semeando. Quando nos escondemos estamos semeando. Seguindo essa lógica, devemos aprender a semear, para não colhermos coisas ruins.
Devemos entender o que é sabedoria!
No mundo dos negócios ela é conhecida como Know-how. http://pt.wikipedia.org/wiki/Know-how .
Essa sabedoria tem um valor significativo para o mundo dos negócios e pode ser também traduzida como experiência do negócio.
Quando temos a boa intenção de ajudar um amigo nos negócios dele, mas não temos o Know-how, podemos acabar o prejudicando e até levando sua empresa à falência.
Assim, também é na vida. O Know-how é um tipo específico de sabedoria. Sabedoria é o ato de ter conhecimento em um assunto específico e ter experiência em aplicá-lo. Ou seja, quem conhece, mas nunca aplicou, não tem sabedoria sobre o assunto, apenas conhece, mas não agiu.
Exemplificando, Sabedoria não é Know-how, mas Know-how é um tipo de sabedoria. Então, ser Sábio é: Ter Sabedoria das coisas importantes da vida! Qual são elas?
As que vão nos trazer a felicidade!

O que é felicidade?
Felicidade é o processo de reflexão onde nos conectamos com a nossa consciência e ficamos em paz, com nós mesmos.
Seguindo essa lógica, o conhecimento é um complicador para a felicidade, tendo em vista que quanto mais conhecemos, maiores são as responsabilidades com nossa consciência. Talvez, por esse motivo, seja tão difícil evoluirmos, pois temos medo dos conhecimentos, e muito mais medo de experimentá-los, mas sem esse processo não existe a sabedoria.
Uma pessoa muito ignorante pode ser feliz, mas terá a felicidade dos primatas. A verdadeira felicidade está na sabedoria das coisas de Deus, não no conhecimento apenas!

Um abraço fraterno
Título: Re: Parábola do Semeador
Enviado por: Mastomisto em 13 de Novembro de 2012, 05:11
Bom dia a todos,

Seguindo e Refletindo:

     Quando compreendemos a Lei de Causa e Efeito, passamos a ter mais responsabilidades em nossas ações e pensamentos. Levando em consideração as hipóteses da mns #60, semear o amor é uma atitude que nos traz muitos benefícios.
     Na Oração de São Francisco de Assis, percebemos que ele está pedindo um benefício, que é o de ajudar mais do que ser ajudado. Nessa oração pedimos para sermos grandes, sábios e principalmente semeadores.
     Aquele que tem o benefício de compreender mais do que ser compreendido, tem a sabedoria para entender os outros, porém estes não possuem para entende-lo.
     Aquele que ama mais do que é amado, é provavelmente aquele  que menos precisa de amor, mas geralmente é o que mais o tem e de diversas pessoas diferentes.
     Enfim, essa Oração é de extrema sabedoria!
     Qualquer pessoa inteligente deveria querer segui-la. O problema é como implementa-la?
     Para mim, quem obtêm essa sabedoria se torna um sábio.
     Jesus nos deu o conhecimento, mas quem o experimentou a ponto de ter essa sabedoria? Cito alguns: São Francisco, Santo Antônio de Pádua, Gandhi, Chico, etc...
     Nós precisamos nos tornar esse tipo de semeador o quanto antes possível, porque desta forma, talvez consigamos ficar com nossa consciência mais tranquila e por analogia, talvez possamos aproveitar a felicidade da nossa jornada encarnada e quem sabe, colher os frutos dos nossos atos e pensamentos no mundo espiritual.

Um abraço fraterno.