Marianna
Mundo Divino
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« em: 08 de Fevereiro de 2010, 21:35 » |
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Jesus, nosso Mestre, além de todas as virtudes, é, também, um excelente poeta. Sendo Espírito de alta hierarquia, o Cristo já tem a vivência, em grande expressão, do sentimento do belo.
Tanto se fala em ecologia, no respeito à natureza, no carinho às árvores e aos animais. Jesus exemplificou, em seu nascimento, cercado de seres infra-hominais, no estábulo, o seu amor aos seres vivos. O Mestre reencarna em uma humilde estrebaria, sendo seu berço um tabuleiro onde se' serve a comida aos animais.
► Os primeiros visitantes do menino foram simples pastores que guardavam suas ovelhas, naquela noite majestosa. Encontro memorável do Cristo com os primeiros "lírios do campo" que, de vigília, pastoreavam seu rebanho.
► Na casa de Simão, o fariseu, Jesus viu, mais uma vez, as flores do campo; quando exortou a uma nova vida a irmã que ungiu os seus pés. O israelita, embora religioso, não podendo ver os lírios que crescem, recriminava o Mestre, dizendo ser a mulher uma pecadora (Lucas 7:39).
► Nas cercanias de Tiro e Sidon, uma mãe aflita, cananéia, foi testada em sua fé no Cristo. Ele sabia que estava diante de uma flor do campo, e disse-lhe: "Ó mulher, grande é a tua fé!." (Mateus 15:28).
► Uma mulher, encontrada em adultério, foi levada ao Mestre. A lei mosaica determinava a pena de morte, através do apedrejamento. Jesus olhou os lírios do campo que desabrochavam naquela irmã, e respondeu aos que ainda não sabem observar as flores do campo: "Aquele que estiver sem erro, atire a primeira pedra". E todos se retiraram, a começar pelos mais velhos (João 8:7-9).
"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham, nem fiam. Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles" (Mateus 6:28-29).
▬ Você, querido leitor, não vê os lírios que crescem?
Enquanto, neste momento, está preocupado com o dia-a-dia, porventura desesperado com o amanhã, todo o seu Arcabouço físico está funcionando automaticamente. Trilhões de Células de seu corpo vivem sem a intervenção da sua vontade. Uma potente máquina, em seu peito, bombeia o sangue, fazendo toda a operação por si mesma, sem a sua interferência.
▬ Passe a olhar os lírios do campo!
Tenha a certeza de que ninguém é desgraçado, infortunado: Jesus disse: “Aquele que não toma a sua cruz, e não me segue, não é digno de mim". (Mateus 10:38).
▬ Tenha fé, tudo é passageiro.
O Cristo, também, afirmou que na casa do Pai há muitas moradas. O Universo espelha a eternidade e haverá, sempre, uma mão amiga para acolher você. Nenhum ser será deserdado. O apóstolo Pedro, em sua Primeira Epístola, nos conforta, dizendo que Jesus pregou aos espíritos em prisão (1 Pedro 3: 19). O "inferno" existe em nós, à medida que nosso pensamento está canalizado para o mal que causamos a outrem.
No momento em que resolver tocar no Mestre, como fez a mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue (Marcos 5:25), evocando-o, pedindo-lhe perdão por suas faltas e disposto a repará-las, o "inferno", em que se encontra a sua consciência, transformar-se-á em misericórdia e esperança. O Cristo ensinou que nenhuma ovelha se perderá.
▬ Abra seu coração a Jesus.
Procure agir como o samaritano que ajudou o homem caído na estrada. Vá de encontro aos sofredores.
▬ Procure praticar a fraternidade.
Faça com que o amor seja, cada vez mais, espargido sobre todos os aflitos e desesperados. Olhe os lírios do campo! Observe aqueles que são menosprezados e vilipendiados pelos homens. Valorize sempre o ser humano, qualquer que seja sua conduta atual. Ontem, também, você semeara o mal e as mesmas mãos, que o socorriam então, serão substituídas, agora, pelas suas.
▬ Não tenha preconceito.
Olhe as flores do campo nos chamados pecadores. Todos nós somos frutos e criação do Grande Geômetra do Universo, definido, como Amor, no Novo Testamento. Segundo o Mestre, o Reino de Deus está dentro de nós e somos deuses. Fomos criados para a felicidade, que já existe em potencial dentro de nós, desde o momento de nossa fecundação cósmica.
Américo Domingos Nunes Filho. Publicado originalmente na Revista Espírita Allan Kardec, Goiânia, GO, em 01.02.1995 e reproduzido com autorização do autor.
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