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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Marianna em 14 de Dezembro de 2009, 19:39

Título: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 14 de Dezembro de 2009, 19:39


O Natal para o Espírita representa a comemoração do aniversário de Jesus.

O dono da festa é o Mestre, quem deve receber os presentes e as homenagens é o aniversariante e não nós. O aniversariante tem os seus convidados que são os pobres, os deserdados, os coxos, os estropiados, os sofredores, etc...

  - Será que realmente somos convidados do Cristo nessa festa?
  - Qual o presente que deveremos lhe oferecer?
  - O que Ele gostaria de receber?

Sabemos que o que Ele mais quer é que cumpramos a vontade de Deus, Nosso Pai. E todos os dias renovamos os nossos compromissos no "Pai Nosso", dizendo: "Seja feita a Vossa vontade"

  - Será que estamos fazendo a nossa parte?
  - Será que estamos nessa festa ou fomos barrados?

A maioria de nós, mesmo espíritas, ainda vemos o Natal como uma festa de consumo, reforçando o culto ao materialismo e à materialidade, trocando presentes entre si, quando, em verdade, não somos os homenageados, nem a festa é nossa...

- Será que o Cristo se sente feliz com isso?

A nossa reverência ao Cristo deve ser em Espírito e Verdade apenas, buscando somente materializar a Vontade do Pai que está em todo o Evangelho.

- E como deve ser essa comemoração?

Com uma prece, uma reflexão sobre os objetivos alcançados, com uma análise crítica interior onde possamos verificar se os compromissos assumidos antes do reencarne estão sendo cumpridos, porque o único e maior objetivo que temos na presente existência é de edificar em nós o Bem.

Para esse desiderato, acertamos de forma pessoal e intransferível com o Cristo, um mandato de renovação.

Nosso compromisso é o de nos conhecermos melhor, conformando nossa vida com a Vontade de Deus, de nos reformarmos intimamente e nos tornarmos homens e mulheres de Bem, edificando dentro de nós o Belo, o Bem e a Justiça.

Infelizmente, papai Noel ainda é mais importante que o Cristo. O Cristo ainda se encontra desvalorizado e esquecido dentro de nós.

Nossas mesas estão fartas e se fala muito de solidariedade, mas não se tem sensibilidade ainda com a dor alheia.

Nos falta consciência, falamos muito, mas ainda não sentimos a fraternidade pulsar o coração. Estamos reféns e prisioneiros das aparências, do materialismo, dos cultos exteriores, do consumismo, colocando em segundo lugar o Reino do Espírito, o Reino de Deis.

Os interesses espirituais ainda não tem vez nem voz em nossos corações.

- Qual o verdadeiro sentido do Natal?

Deve ser o de auto-conscientização, buscando a comunhão com os valores do Bem, ligados aos interesses do Espírito e da vida imortal, porque a Terra, para os encarnados, é apenas um curso de pequena duração e ninguém fica na Escola a existência inteira, um dia voltamos para Casa para avaliar os deveres realizados.
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 14 de Dezembro de 2009, 19:43


- O que nos atrai não são as boas idéias, mas os interesses.

A Doutrina do Cristo, cheia de boas idéias, está conosco a mais de dois mil anos e não mudamos o suficiente. infelizmente, ainda não fomos atraídos por esses ideais. Mas a medida que evoluímos pelo estudo, pelo amor e pela dor, mudam os nossos interesses e vamos crescendo;

Quanto mais sepultamos as nossas vaidades, o nosso orgulho e o nosso egoísmo, mais somos atraídos pela luz do Cristo e nos tornamos felizes.

O que representa a Estrela de Belém para os Espíritas: representa a Luz Protetora dos Planos Superiores, resumindo uma Infinidade de Espíritos Luminares que vieram assistir e dar o suporte ao Cristo em sua tarefa de orientação e exemplos para todos nós.

  - Será que lembramos dos companheiros que estão nas zonas umbralinas no Natal?
  - Como se sentem esses Irmãos?

A espiritualidade nos ensina, pelas penas de Chico Xavier, que alguns nem sabem dessa data ou comemoração. Outros, que se encontram em situações melhores, sentem-se extremamente tristes por estarem afastados dos seus familiares; outros ainda vivem refletindo e lamentando as oportunidades perdidas e sofrendo a dor da saudade e da separação em razão da resistência e da rebeldia em não aceitar o processo de mudança e transformação no caminho do Bem.

A falta de Reforma íntima nos afasta de quem amamos.

Muitos filhos, maridos, esposas, demoram a encontrar-se na erraticidade, em razão do mau direcionamento do livre arbítrio, tendo em vista seus investimentos no mundo material, nas fantasias, nas ilusões, em detrimento do sentido real da própria existência.

A fuga no enfrentamento dos desafios ou o desprezo de buscar a prática das lições do bem nos causa muita dor moral.

NATAL é isso aí, renovação permanente.  

Todo segundo é hora de mudar para melhor, Amando, Servido e passando nesta vida com trabalho no Bem, na Solidariedade, na Tolerância, com muita Fraternidade.

- E então?
- Vamos pensar nisso?


(A.D.)
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 15 de Dezembro de 2009, 22:08

O NATAL E SUAS ORIGENS:

Conforme as convenções e o calendário da Terra, estabeleceu-se o dia 25 de dezembro como sendo a data em que se celebra o nascimento de Jesus.

Nos primeiros séculos, o Natal era comemorado nos dias 06 de janeiro ou 25 de março.

Aliás, o teólogo Orígenes em 245, repudiou a idéia de festejar o nascimento do Cristo como se Ele fosse um faraó. A partir de 440 a data foi fixada, provavelmente para cristianizar as festas pagãs que ocorriam nesse período do ano (Nascimento do Vitorioso Sol, a Saturnália, etc).

Francisco de Assis foi o introdutor da idéia do presépio, no século XIII. Já a "arvore de Natal", de origem germânica, apareceu no tempo de S. Bonifácio (o Apóstolo da Alemanha, 680-754), dentro do objetivo de substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin, ao adorar-se uma árvore, em homenagem ao Messias.

A tradição do Papai-Noel é atribuída aos alemães, provavelmente em lembrança de um bispo - S. Nicolau (séc. IV) que se notabilizou por ser um religioso paciente e caridoso. Protestantes holandeses, radicados nos Estados Unidos da América, o teriam transformado na figura de realizador de sonhos e desejos, originando-se aí a tradição folclórica.

As atuais pesquisas históricas indicam que Jesus não teria nascido em dezembro, nem há 2001 anos atrás. O engano ocorreu, inicialmente em razão de múltiplos erros, alterações e casuísmo da fixação do calendário oficial, incluindo extensão ou supressão de dias e meses. O ano 46 a.c., por exemplo, teve a sua duração aumentada para 445 dias, com alguns meses de 34 dias. Quando se quis fixar o nascimento de Jesus a partir 753 da fundação de Roma, por engano não se inclui o ano zero, o que significa uma diferença para menos. Conciliando estas divergências e considerando o calendário das tradições judaicas, verifica-se a possibilidade de Jesus ter nascido no mês de abril, de 4 a 6 anos antes do que fora anteriormente considerado.

Nunca seria demais relembrar a Introdução do Evangelho segundo o Espiritismo, item 1, onde Allan Kardec diz que e o que mais importa é o ensinamento moral de Jesus, pois não se sujeita a controvérsias e nos oferece verdadeiramente a ciência da vida.

Natal espírita não se relacionaria ao nascimento físico de Jesus, mas sim ao seu nascimento "espiritual" em nossas almas. Isto é, o Natal para o espírita é aquele momento em que nós nos impregnaríamos da mensagem evangélica, permitindo a Jesus nascer em nossos corações, para nos tornarmos o "homem novo".

Inspirados por tão sábias e edificantes reflexões, repassadas de beleza, rogamos que o Natal "verdadeiro" se faça em nossos corações, para que possamos renascer para uma nova vida, em harmonia com as Eternas Leis.

(material extraído do SEI - Serviço Espírita de Informações, Boletim Semanal nº 1340).

Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 20:22


P- Moderadora - Como um espírita deve proceder nesta época do Natal, diante dos apelos da mídia?  

R- Altivo Pamphiro   - Devemos proceder com equilíbrio, uma vez que o Natal seria para comemorar o nascimento de Jesus. Com os presentes que a sociedade nos habituou a dar, uns aos outros, ficamos com uma despesa não prevista. Por isso, devemos agir com moderação e lembrar que, afinal de contas, o aniversariante pede que façamos ao outros aquilo que ele gostaria que fizéssemos, ou seja, compartilhemos com os outros a festa de comemoração de Jesus.

P- A Doutrina dos Espíritos é sempre verdadeira em suas elucidações. Como manter-se fiel a esse princípio sem informar a verdadeira data do nascimento de Jesus? Se não o faz qual o objetivo?  

R- Não se sabe realmente quando Jesus nasceu. Há estudos dos nossos irmãos evangélicos que indicam como data provável o mês de setembro. A tradição firmou esta data como dezembro. Para nós, o importante é lembrarmos do Mestre, pelo menos nesse período, já que, muitas vezes, não o lembramos senão diante de apelos. Assim, devemos lembrar desta oportunidade de Jesus e agirmos como se ele estivesse realmente aniversariando naquele mês.

P- Que valor podemos/devemos dar aos auxílios de Natal que algumas pessoas fazem questão de preparar todos os anos, como que para descarregar a própria consciência, principalmente quando no restante do ano nada mais fazem em termos de, pelo menos, tentarem praticar a caridade?  

R- Realmente, as pessoas estão aprendendo a amar ao semelhante. As pessoas a que você se refere são iniciantes na sublime arte do dar sem esperar compensação de espécie alguma. Como iniciantes, podem realmente agir de modo a descarregar a própria consciência. Não devemos expulsá-los. Eles realmente são iniciantes na sublime arte do amor ao próximo.

P- Qual a importância da comemoração da festa de Natal para os espíritas? Afinal, acreditando-se na reencarnação, não se tornam pouco importantes festividades ligadas ao nascimento de alguém?  

R- Devemos entender o Natal como a oportunidade de lembrarmos de Jesus com intensidade. Realmente a comemoração para nós está mais em função dos outros do que para nós mesmos. Exemplifico: Uma criança de um orfanato que foi habituada a crer em Papai Noel, nas festividades de Natal, enfim, está envolvida em todas essas comemorações. Como dizer a ela que Papai Noel não existe? Não é melhor esperar que ela mesma cresça, amadureça e se conscientize disso? O tempo fará este milagre.

Creio que dulcificamos os corações nestas ocasiões de festividades coletivas como o caso citado do orfanato, em que as crianças geralmente ficam sós com a dura realidade da vida. Assim, entendemos que os espíritas, pessoalmente, não compartilham de uma festividade como a de Natal, mas nada impede deles colaborarem com a alegria, com o sentimento fraternal entre as criaturas e, até mesmo, com uma grande dose de amor aos outros, pelo simples gesto de dar-se às mãos.

P- Sabemos que Jesus é um espírito puro, altamente evoluído e sabemos também que a atmosfera terrena é incômoda para os espíritos puros. Contudo, nesta ocasião de Natal, Jesus se aproxima mais do planeta? Em caso afirmativo, qual a causa (ou causas) disso?  

R- Chico Xavier informa que Jesus se aproxima da Terra nesta ocasião. Acredito que seja em função das lembranças inúmeras que os homens têm dele. E entendemos também que esta é uma oportunidade de solidariedade que os homens praticam e que Jesus aproveita-se da mesma para distribuir suas bênçãos.

Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 20:25

P- Como se dá a influência dos espíritos para que se modifique a forma como vivenciamos o Natal?  

R- Os espíritas estão aprendendo a solidariedade humana com os espíritos. As mensagens inúmeras que eles nos enviam, sugerindo-nos a prática do bem, já faz começar uma nova mentalidade acerca do verdadeiro espírito de Natal. Acredito também que é a oportunidade que os mesmos espíritos de sugerirem que aprendamos o desprendimento dos bens terrenos. Vejamos como os espíritas se solidarizam mais ainda no Natal de Jesus. Com o decorrer dos séculos, a humanidade aprenderá, certamente, a viver em espírito e verdade.

P- Nossos irmãos cristãos costumam crer que Jesus tenha nascido devido a obra e poder do "Espírito Santo" sobre Maria. Como o Espiritismo explica o nascimento de Jesus?  

R- A doutrina espírita não acredita em milagres. Assim, Jesus, com certeza, nasceu como todos os homens nascem. Se alguns acreditam que Jesus nasceu de outra forma, perguntaríamos se ele se prestaria a "quebrar" a Lei de Deus. Por outro lado, entendemos, ainda com a doutrina espírita, que a Natureza não dá saltos e as pessoas podem até crer de forma equivocada acerca de Jesus, etc. Mas os espíritas devem entender de modo bem claro a Lei de Deus.

P- Uma festa de Natal com mesa farta de carnes, polpudos leitões e faisões, pernis e bacalhau, chesters e cabritos. E esses irmãos animais sacrificados para essa data? Como é que eles ficam (especialmente levando-se em conta a consciência de espírita que deveríamos possuir)?  

R- Realmente estamos aprendendo a comemorar o Natal moderadamente. E devemos compreender que "o governo" está nos ajudando com uma festa bem mais modesta.

De qualquer modo, devemos agir como espíritas e, portanto, moderadamente, procurando, inclusive, dar de nossa mesa para aqueles que não a tem. Há centros, como o Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, que se esmeram em atender aos assistidos que ele conhece. Esta é uma oportunidade de comemorarmos o Natal de Jesus minorando as dores dos semelhantes.

P- A aproximação de Jesus, aludida em uma resposta anterior, não quer dizer ausência de Jesus na Terra, mas a nossa aproximação mental?  

R- Não, quer dizer que ele está localizado mais ou menos distante da Terra e quando se aproxima ele está mais próximo da Terra. E a aproximação mental somos nós quem fazemos. Jesus estará sempre atento às menores manifestações de acesso a ele, se assim o fizermos.

P- Como devemos encarar a figura do "Papai Noel" dentro do Espiritismo? Apenas uma figura com apelo comercial, ou devemos evidenciar os valores do "velhinho que distribuía presentes aos pobres", segundo nos contam alguma lendas a respeito de São Nicolau?  

R- Devemos entender que Papai Noel é um apelo comercial realmente, mas que a sociedade está impulsionando na direção de fazermos com que saiamos de dentro de nós mesmos e nos dirijamos aos nossos semelhantes. Entendemos, assim, que Papai Noel é um comércio, mas nós vamos ultrapassar esta barreira e sentir o nosso próximo, realmente, com amor.

P-  O que é comemorar o Natal todos os dias?  

R- É lembrarmo-nos de que Jesus existe e nós iremos praticar a Lei de Amor ao Próximo que ele nos ensinou diariamente, ao mesmo tempo que iremos doar de nós mesmos conforme ele mesmo o fez.

P- Qual deve ser o verdadeiro espírito de Natal?  

R- Pensarmos em Jesus, termos alegria real quando estivermos reunidos com os nossos amigos e lembrar de que se eu não posso estar com Jesus na data do seu aniversário, eu posso estar com os meus amigos praticando o sentimento que Jesus nos ensinou.  

Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 18 de Dezembro de 2009, 20:30


P- Como você vê o excesso de discursos bonitos e pouca prática do que se prega, principalmente nos meios ditos Cristãos?  

R- É uma falha do nosso espírito ou do espírito dos outros. Na verdade, nossos pensamentos e palavras e também os atos deveriam ser unos, mas o que vemos são pessoas falando do que não pensam, pensando no que não devem e, acima de tudo, esquecendo da realidade de que todos devemos nos unir na prática do bem.

P- Sair de dentro de nós e fazer com que os olhos nas vitrines aumente o desejo de posse negligenciando o espírito da reencarnação. Isto não será conviver em omissão com o passado imposto no presente, pelos potentados de César?  

R- Entendo que estamos na Terra para dirigirmos os nossos pensamentos e conduzirmos os nossos atos. Se estamos diante de uma vitrine que nos acena com forças ou prazeres acima das nossas possibilidades, precisamos exercitar, com maior vigor, a vontade para controlarmos a ação do passado sobre nós. Por outro lado, o homem moderado, ao ver os apelos da sociedade moderna, estará aprendendo a controlar-se. Ele não deve ter medo desses apelos. Deve ter medo de si mesmo quando se ver como uma pessoa imoderada.

P- Altivo, você poderia nos falar um pouco sobre o histórico do Natal?  

R- Foi um papa que estabeleceu um costume cristão sobre uma festa pagã igual ao que foi feito com relação ao Carnaval, em outra circunstância. Mas podemos dizer que foi um piedoso costume que se tentou passar à Humanidade. Lembre-se que o grande apelo comercial em torno das festividades natalinas não existia no século passado. Isto é fruto da sociedade moderna que tem a seu dispor poderosos veículos de intercomunicação entre os seres, que são o rádio, a televisão e outros mais.

P- No momento em que nossa família estiver reunida em torno da mesa para as comemorações do Natal, quais as suas recomendações para nossas atitudes (uma prece, um papo sobre Jesus, um silencio pessoal)?  

R- Dependerá da sua família. Se você puder falar de Jesus uns cinco ou dez minutos, será ótimo. Mas se você não puder falar, faça o seu silêncio pessoal. O mesmo com referência à prece. Se não devemos ser insistentes incomodando aos outros, que não compartilham com as nossas crenças, também temos o direito de pensarmos em como agir segundo os atos cristão. E esse "como agir" pode ser, como já foi dito, ficarmos em silêncio, pensando.

P- Assim como os espíritos romperam com a idéia do sobrenatural, não nos cabe a responsabilidade de começar a trabalhar a idéia espírita do Natal?  

R- Sim. E os espíritas já estão fazendo isso. Quando atendemos aos pobres, já estamos lembrando de Jesus, porque estamos agindo em nome dele. Quando oramos, também já estamos fazendo isso. Finalmente, o fato de não comemorarmos o Natal com bebedeiras já mostra que estamos modificando o Natal.

Considerações Finais do Palestrante:

Altivo Pamphiro - A cada Natal sentimos que os seres humanos estão se solidarizando e os espíritas têm uma grande contribuição neste sentido. Não desgostemos do Natal, apenas tornemos o mesmo compatível com Jesus. Digo compatível porque não podemos fugir de certas realidades, como presentear a filhos, a pais, mas podemos ir convivendo com uma realidade mais humana, menos comercial e com aumento de sentimento. E que Jesus nos ensine a distinguir as coisas de modo bem claro e positivamente.

Centro Espírita Léon Denis.
Altivo Pamphiro.
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: pegado em 18 de Dezembro de 2009, 21:58


- O que nos atrai não são as boas idéias, mas os interesses.

A Doutrina do Cristo, cheia de boas idéias, está conosco a mais de dois mil anos e não mudamos o suficiente. infelizmente, ainda não fomos atraídos por esses ideais. Mas a medida que evoluímos pelo estudo, pelo amor e pela dor, mudam os nossos interesses e vamos crescendo;

Quanto mais sepultamos as nossas vaidades, o nosso orgulho e o nosso egoísmo, mais somos atraídos pela luz do Cristo e nos tornamos felizes.

O que representa a Estrela de Belém para os Espíritas: representa a Luz Protetora dos Planos Superiores, resumindo uma Infinidade de Espíritos Luminares que vieram assistir e dar o suporte ao Cristo em sua tarefa de orientação e exemplos para todos nós.

  - Será que lembramos dos companheiros que estão nas zonas umbralinas no Natal?
  - Como se sentem esses Irmãos?

A espiritualidade nos ensina, pelas penas de Chico Xavier, que alguns nem sabem dessa data ou comemoração. Outros, que se encontram em situações melhores, sentem-se extremamente tristes por estarem afastados dos seus familiares; outros ainda vivem refletindo e lamentando as oportunidades perdidas e sofrendo a dor da saudade e da separação em razão da resistência e da rebeldia em não aceitar o processo de mudança e transformação no caminho do Bem.

A falta de Reforma íntima nos afasta de quem amamos.

Muitos filhos, maridos, esposas, demoram a encontrar-se na erraticidade, em razão do mau direcionamento do livre arbítrio, tendo em vista seus investimentos no mundo material, nas fantasias, nas ilusões, em detrimento do sentido real da própria existência.

A fuga no enfrentamento dos desafios ou o desprezo de buscar a prática das lições do bem nos causa muita dor moral.

NATAL é isso aí, renovação permanente.  

Todo segundo é hora de mudar para melhor, Amando, Servido e passando nesta vida com trabalho no Bem, na Solidariedade, na Tolerância, com muita Fraternidade.

- E então?
- Vamos pensar nisso?


(A.D.)

;D ;D
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 20 de Dezembro de 2009, 17:33

Lei nº 025 de 25 de dezembro de todo ano - Belém, DC.

Dispõe sobre normas a serem vividas por aqueles que um dia, guiados por uma estrela, chegaram a um estábulo deixando-se cativar pelo recém-nascido que ali estava.

A partir da presente data, entra em vigor a seguinte Lei:

Art. 1º - Todos os homens devem se respeitar mutuamente.

- Parágrafo Único:
- É dever de todos promover a paz e uma vida mais humana.

Art. 2º - O verdadeiro amor é gratuito, não busca o prazer pessoal e sim o bem e felicidade do outro.

Art. 3º - O Natal não é comércio e troca de presentes. mas um dia em que o perdão e a solidariedade devem se fazer mais presentes na vida de cada um.

Art. 4º - Natal é tempo de acreditar nas pequenas coisas e de nascer de novo.

Art. 5º - A partir da presente data fica estipulado que:

a. nosso sorriso não tem endereço certo.
b. nossos pés, caminhar em direção do outro para acolhê-lo.
c. nossas mãos devem carregar os mais fracos e conduzir mãos que tateiam no escuro.
d. nossos olhos, enxergar a criança faminta, o amigo angustiado, o velhinho desamparado.

Art. 6º - O Natal é Cristo fazendo nascer em cada homem um coração novo com o sentimento da esperança.

Parágrafo Único:
- Todo aquele que aceitar o Salvador deve libertar-se do homem velho, rancoroso que existe em si próprio.

Art. 7º - O Natal marca o início de uma era onde a Fé, a Esperança e o Amor são os critérios básicos para se construir um mundo melhor.

Art. 8º - Fica decretado que o Natal será como a alegria imensa de vidas que renascem e se renovam.

Art. 9º - O tempo de Natal é o seguinte: 24 de dezembro deste ano até 24 de dezembro do próximo ano.

Art. 10º - Esta lei entrará em vigor a partir do momento em que as pessoas tomarem conhecimento da mesma.

Art. 11º - Faça cumprir e revoguem-se todas as disposições em contrário.

Parágrafo Único:

- Feliz Natal!
Hoje e sempre!


(AD)
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 22 de Dezembro de 2009, 20:11


A exata compreensão do Natal sugere uma averiguação histórica quanto a data do nascimento de Jesus.  

Os pesquisadores não são unânimes em afirmar que ocorreu em dezembro, porque, na história do Cristianismo primitivo, os primeiros cristãos não tinham o hábito de celebrar o Natal, por considerarem a comemoração um costume pagão.

As primeiras observações acerca do nascimento aparecem por volta do ano 200. 0 dia 25 de dezembro foi mencionado em 336, o que não impedia que em outras datas também ocorressem os festejos, como, por exemplo, no dia 06 de janeiro, ate hoje é mantido pelas igrejas ortodoxas Orientais.

Com o passar dos séculos, o Natal foi deixando de ser uma festa de cunho religioso e passou a ganhar novos contornos, originários de culturas anteriores ao Cristianismo. Na Inglaterra, durante a Idade Media, o Natal transformou-se no dia mais alegre do ano, mas como esse estado de alma não era muito compatível com o "espírito sombrio" da época, os puritanos que encaravam a festa como pagã proibiram-na no país.

No ocidente, a celebração do Natal, anteriormente ligada ao nascimento de Jesus, aos poucos foi sendo modificada. A figura do Papai Noel, o bom velhinho, tornou-se um atrativo maior para as crianças, logo também para os adultos. As festas natalinas assumiram um caráter notadamente comercial, onde se estimula o consumismo desenfreado sob o pretexto de que esta é a época de se presentear os amigos e parentes.

Com tudo isso, Jesus foi sendo gradualmente substituído, de motivo central da festividade a elemento secundário na preferência popular, que resolveu homenagear outros ídolos. Ele porém, dissera com convicção

- "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos o lugar".  

Ao fazer tal afirmação, o Cristo garantiu que há lugar para todos, que a Ele cabe preparar.

- Mas, e Ele?
- Que lugar ocupa no mundo atual?
- Será um lugar específico?
- Numa escala de valores, está em primeiro lugar?  


A civilização ocidental rotulada como cristã, todavia, é muito difícil encontrarmos o Cristo no Cristianismo presente. Parece que os homens o baniram, substituindo-o por outros modelos de heróis, que na verdade, não expressam nenhum dos valores cristãos.

Cultuam-se ídolos que se sobressaem pela força de seus músculos, pela facilidade de manter grande número de pessoas, pelas conquistas amorosas, pela adoção deliberada de extravagantes atitudes eróticas para a venda milionária de discos e livros. Longe está o modelo do herói cristão, que traz à memória as figuras de Gandhi, Albert Schweitzerer, Madre Tereza de Calcutá e alguns poucos mais.

Por isso o Natal se distancia cada vez mais do seu real significado.  

0 aniversariante, por certo, não se importaria de ser presenteado. Um dia uma mulher pecadora rendeu-lhe homenagens perfumando os Seus pés com essência de nardo, diante dos fariseus estupefatos e dos apóstolos um tanto constrangidos. 0 Mestre aceitou a oferenda porque sabia da atitude que a impulsionava.

Todavia, quão distante esse gesto de humildade, respeito e amor da comercialização desenfreada que ocorre em nossos dias! Onde está Jesus neste Natal? Ele nos prepara o lugar. E que lugar lhe damos em nossa vida? No momento em que nossa cultura comemora esta data, vale a pena guardar na memória e no sentimento uma certeza: essa região, que o Mestre prepara para nós, começa no território do coração, e só com muito trabalho e comprometimento com o amor genuíno é que ampliamos horizontes seguros de nossa paz. Isto equivale dizer que o homem reconheceria, então, o lugar do Cristo como o legítimo Governador Espiritual da Terra.

Na verdade, o Natal não significa somente o nascimento de Jesus, em um dia específico, diante das datas do mundo, mas também o nascimento do Cristo na consciência renovada do Homem Integral, em qualquer dia, a qualquer hora.  

Equipe Educar - CVDEE.
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Marianna em 23 de Dezembro de 2009, 12:01


O Natal representa o nascimento de JESUS, o CRISTO e a humanidade atualmente esquece de reverenciá-lo para pensar somente em Papai Noel.

Papai Noel pode ser olhado como um símbolo do Natal. Embora muitos digam que ele é a representação de São Nicolau, a figura do velhinho gordo, de cabelos e barbas brancas, todo vestido de vermelho deixou de ter qualquer relação com o Santo e passou a ser um ícone do comércio, do consumismo de nossa época.

O velhinho que dizem vive no Pólo Norte, só aparece uma vez por ano, enquanto JESUS está sempre conosco, esperando que abramos nossos corações à sua mensagem de amor.

JESUS não precisa perguntar que presente queremos ganhar, porque ele sabe de todas nossas necessidades e ele se preocupa com  nossas aflições e traz o alívio espiritual que precisamos, basta saber ouvi-LO. Seus ensinamentos são o melhor presente que ELE poderia nos ter  deixado. Precisamos entendê-los, valorizá-los e aplicá-los no dia-a-dia.

Assim, estaremos dando a JEUS, no seu aniversário o presente que ELE quer ganhar: 

- A prova de que sua vinda a este planeta e seu sacrifício por nós não foram em vão.

É preciso reencontrar o CRISTO, que veio a nós para nos salvar e a data de seu nascimento marcou o início de uma nova era para a humanidade- a era do amor ao próximo, da caridade e da redenção.

TEMOS QUE TRAZER JESUS DE VOLTA AO NATAL, POIS ELE É A RAZÃO DE TODAS AS FESTIVIDADES.

Serviço Espírita de Informações (SEI)

FELIZ NATAL A TODOS.

Bjssssss,
Mariana.
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: hcancela em 23 de Dezembro de 2009, 14:57
Olá amigos(as)

Na sociedade em que vivemos é muito difícil nos afastarmos do espírito Natalício que o consumismo nos quer impor, mas: Há sempre um mas, né... :-* :-* :-* :-*

O espirita e não só, deve acima de tudo, nessa noite estar com a família, especialmente para aqueles que vivem longe uns dos outros. Se assim o fizer, com a vontade de todos se sentirem felizes nessa reunião, amizade o carinho o convívio fraterno,etc, tenho a certeza que esse será o verdadeiro Natal com a companhia de Jesus,e tudo o resto é um acréscimo de bondade e misericórdia de Deus.

O espirita não é diferente de ninguém, mas deve acima de tudo cultivar a amizade da família nesse dia,e não só, porque como diria um amigo , Natal tem de ser todos os dias.

Feliz Natal para todos vós.

SAUDAÇÕES FRATERNAS
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Mourarego em 23 de Dezembro de 2009, 16:39
Sabe mano Cancela e amigos,
jesus nunca nos pediu para que pensássemos nele ou em seu Pai, exortou-nos, contudo que os amássemos.
Assim sendo, quem ama não necessita estar a pensar mas sabe que estará sempre sentindo esse sentimento divino.
Assim, nosso natal deve representar aquilo que de melhor tivermos para oferecer a nós mesmos e aos outros e se formos verdadeiros em nossos sentimentos, Jesus estará, junto com o Pai, entre nós, em nossa casa.
Bom natal a todos!
Abração,
Moura
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: hcancela em 23 de Dezembro de 2009, 17:54
Sabe mano Cancela e amigos,
jesus nunca nos pediu para que pensássemos nele ou em seu Pai, exortou-nos, contudo que os amássemos.
Assim sendo, quem ama não necessita estar a pensar mas sabe que estará sempre sentindo esse sentimento divino.
Assim, nosso natal deve representar aquilo que de melhor tivermos para oferecer a nós mesmos e aos outros e se formos verdadeiros em nossos sentimentos, Jesus estará, junto com o Pai, entre nós, em nossa casa.
Bom natal a todos!
Abração,
Moura
Nem mais amigo Moura.

Uma boa noite de Natal para si e para a sua família.
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: SkY em 23 de Dezembro de 2009, 23:19
Bom Natal para todos!
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: MarcoALSilva em 24 de Dezembro de 2009, 00:06

O Natal do espírita --- e, por extensão, do espiritualista em geral --- é uma oportunidade de meditar sobre um ciclo que se fecha e outro que, logo adiante, iniciar-se-á. A Vida é uma sequência de ciclos, cada qual interligado aos demais, entrosando-se mutuamente de forma que o bailado das oportunidades e realizações engendram um imenso quadro, do qual, sequer podendo vislumbrar a perfeita harmonia, temos como a pura magia da Prodivência Divina.

Quem de nós já não se pegou pensando "Ora pois! Já estamos no Natal novamente!" --- [no Brasil, creio, seria algo como "Nossa! Já tá no Natal de novo!"].

É que os ciclos vêm e vão no balilado de nossas vidas...

O Mestre --- o Avatar da Era de Peixes --- nos caracteriza um ciclo longo (para os padrões humanos) de aprendizado de uma Lei Fundamental de enunciado simples e cumprimento tão dificultoso: "Amai ao próximo como a vós mesmos e ao Pai acima de todas as coisas".

São vinte séculos...

O Natal destes últimos anos tem sido, ao menos para mim, como um prenúncio de formatura em que aos réprobos mais contumazes foi dada a chance de uma última jornada de recuperação... Por isso, peço ao Pai Eterno que o Mestre Todo Misericórdia possa ressoar em nossos corações, sempre e sempre, mais e mais, para que possamos contribuir com nossa parcela de edificação de um Mundo melhor no ano que vem...

Não nos iludamos, queridos Amigos!

A quem muito é dado, muito será pedido...

Somos todos, ainda que em pequenas partes, responsáveis locais pela grande Obra com que a Alta Espíritualidade vem se empenhando nesse nosso torrãozinho sideral ainda tão árido de Amor...

Que o Pai Eterno abençõe-nos a todos! Um grande abraço!

Marco e família, para toda essa linda família de Amigos irmanados na elevação e busca da Luz!
Título: Re: O ESPÍRITA E O NATAL
Enviado por: Telmaluz em 24 de Dezembro de 2009, 15:57
FELIZ NATAL