Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Atlante em 15 de Setembro de 2010, 12:37

Título: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 15 de Setembro de 2010, 12:37
C.U.E.E. e o avanço do Espiritismo.

Muito se escreve sobre o C.U.E.E. – Controle Universal do Ensino dos Espíritos – nos debates virtuais sobre Espiritismo e não raro ele tem sido motivo de discórdias sérias e de acusações no meio espírita; mas, afinal de contas, o que é, exatamente, o C.U.E.E. e como funcionariam as suas regras? Seria possível e oportuno tentar realizar esse tipo controle nos dias de hoje? O Espiritismo ficará paralisado pela impossibilidade do exercício deste controle ou existe a possibilidade de ele avançar seguindo essa metodologia proposta por Allan Kardec? Há chances de o Espiritismo avançar por outros métodos? Como ficariam as obras ditas complementares? Foi no intuito de responder a essas perguntas que me debrucei sobre a obra do codificador, pincei alguns trechos importantes, que serão citados, e cheguei a algumas conclusões, que serão demonstradas. Espero que gostem do resultado.
Antes de elaborarmos sobre o C.U.E.E. e o avanço do Espiritismo se faz necessária uma abordagem mais ampla sobre os fundamentos da Doutrina Espírita, até porque esse artigo também está direcionado para os novos espíritas. Procurarei aqui ser conciso e direto.
O “O Livro dos Espíritos” nos diz, em sua contracapa, que nele estão contidos os “princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade - segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns - recebidos e coordenados por Allan Kardec”; um pequeno e valioso resumo de como Allan Kardec enxergava a Doutrina; nele já vemos um indício do que mais tarde viria a ser chamado por C.U.E.E., indício que se destaca na referência ao concurso de vários médiuns, exprimindo com isso a diversidade de informações que recebeu. Ele também fala, neste resumo, em Espíritos superiores e no seu trabalho na organização da doutrina; sobre o seu método de trabalho falaremos mais tarde, primeiro falaremos sobre os tais Espíritos superiores e sobre as revelações que eles trouxeram, e como trouxeram.


Para o codificador a Doutrina Espírita foi uma obra planejada, uma revelação que teve o seu tempo certo para vir à tona, uma revelação vinda do alto, com o concurso dos Espíritos superiores, a mando de Deus, da qual Kardec se considera apenas um intérprete, um coordenador. Segundo ele “Deus quis que a nova revelação chegasse aos homens por uma via mais rápida e mais autêntica, foi por isso que encarregou os Espíritos de irem levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir a sua palavra” (1) e que “em realidade, são, pois, os próprios Espíritos que fazem a propaganda, com a ajuda dos inumeráveis médiuns que suscitam de todos os lados”(2). Essa visão da Doutrina Espírita implica numa característica importante: são os Espíritos que detém a fonte do conhecimento e é a eles que cabe a função de avaliar até que ponto seria ou não conveniente liberar informações, e também que seria impossível forçá-los a nos prestar esclarecimentos. Guardem essas informações, pois elas serão importantes mais à frente.
Os Espíritos superiores “em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem” (3); eles “jamais se contradizem e a linguagem de que usam é sempre a mesma, com as mesmas pessoas. Pode, entretanto, diferir, de acordo com as pessoas e os lugares, cumpre, porém, se atenda a que a contradição, às vezes, é apenas aparente; está mais nas palavras do que nas idéias; porquanto, quem reflita verificará que a idéia fundamental é a mesma” (4).
Em seu trabalho de coleta de dados e filtragem dos dados, Allan Kardec aperfeiçoou um método para separar as informações relevantes das muitas outras recebidas. Esse método é a base do que ele nomeou por Controle Universal do Ensino dos Espíritos e suas regras recomendam que “o primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exame em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões como juizes únicos da verdade. Assim sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo”(5), diz também que “a concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. Importa, no entanto, que ela se dê em determinadas condições. A mais fraca de todas ocorre quando um médium, a sós, interroga muitos Espíritos acerca de um ponto duvidoso. É evidente que, se ele estiver sob o império de uma obsessão, ou lidando com um Espírito mistificador, este lhe pode dizer a mesma coisa sob diferentes nomes. Tampouco garantia alguma suficiente haverá na conformidade que apresente o que se possa obter por diversos médiuns, num mesmo centro, porque podem estar todos sob a mesma influência”(5) e completa dizendo que “uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.(5). Apesar de bem racional, esse método de controle não surgiu apenas pelo uso da razão, surgiu, para Kardec, pela constatação de que, segundo palavras dele: “quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo”(5).
Este método funcionou para ele, mas funcionaria com outras pessoas e ainda mais nos dias de hoje, quando crenças de todos os tipos se consolidaram nos ambientes espíritas? A espontaneidade e simultaneidade sugeridas poderiam ser conseguidas sem o concurso de uma combinação dos Espíritos? Poderia existir um C.U.E.E. válido sem que as informações surjam estritamente dessa forma? Essas são ótimas perguntas, especialmente para os que desejam que o Espiritismo saia da estagnação em que se encontra.
Bem, a espontaneidade e, especialmente, a simultaneidade, só são possíveis de serem detectadas quando existe uma pessoa ou grupo centralizando as informações e atentando para essas características, além de, é claro, uma rede para coletar mensagens em quantidade razoável. Kardec as identificou durante o seu trabalho e as enxergou como se fossem um código dos Espíritos Superiores com a intenção de validar as questões trazidas, isto quer dizer que essas não foram pré-condições exigidas por ele para validação, foram constatações a posteriore, surgidas da sua observação. Definitivamente não podemos considerar que essas exigências para validação tenham surgido por algum tipo de lógica científico-racional, pois a única coisa que elas dizem é que, segundo a opinião de Kardec, quando os Espíritos superiores desejaram validar mensagens, o fizeram seguindo um determinado ritual. Mas eles poderiam voltar a fazer isso? É claro! Mas isso dependeria só deles; não poderíamos forçá-los. Pensando bem, dependeria também um pouquinho de nós...
O codificador não trabalhou apenas aguardando as informações espontâneas e simultâneas que, como já foi dito, se revelaram desse modo durante o trabalho; ele foi um ativo e sagaz perqueridor e incentivava essa prática. Kardec declara isso, no Livro dos Médiuns, dessa forma: “Pensam algumas pessoas ser preferível que todos se abstenham de formular perguntas e que convém esperar o ensino dos Espíritos, sem o provocar. É um erro. Os Espíritos dão, não há dúvida, instruções espontâneas de alto alcance e que errôneo seria desprezar-se. Mas, explicações há que freqüentemente se teriam de esperar longo tempo, se não fossem solicitadas. Sem as questões que propusemos, O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiunsainda estariam por fazer-se, ou, pelo menos, muito incompletos e sem solução uma imensidade de problemas de grande importância. As questões, longe de terem qualquer inconveniente, são de grandíssima utilidade, do ponto de vista da instrução, quando quem as propõe sabe encerrá-las nos devidos limites”(6). Limites esses expostos no mesmo livro e que não cabem ser tratados neste já longo artigo.

Continua
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 15 de Setembro de 2010, 12:42
Continuação

Então temos aqui algo ao nosso alcance: formular perguntas, analisar as respostas e retornar a campo para sanar as dúvidas e reperguntar. Mas analisar as respostas dos Espíritos e questioná-los a fim de detectar possíveis incorreções não seria um desrespeito para com eles? – poderiam perguntar alguns. Não, na opinião de Kardec, segundo ele as perguntas possuem a grande vantagem “de concorrerem para o desmascaramento dos Espíritos mistificadores que, mais pretensiosos do que sábios, raramente suportam a prova das perguntas feitas com cerrada lógica, por meio das quais o interrogante os leva aos seus últimos redutos (6); ainda, segundo ele,“os Espíritos superiores, como nada têm que temer de semelhante questionário, são os primeiros a provocar explicações, sobre os pontos obscuros. Os outros, ao contrário, receando ter que se haver com antagonistas mais fortes, cuidadosamente as evitam. Por isso mesmo, em geral, recomendam aos médiuns, que eles desejam dominar, e aos quais querem impor suas utopias, se abstenham de toda controvérsia a propósito de seus ensinos”(6). Aqui enxergamos um Kardec mais lógico, científico e racional, um Kardec que propiciou as condições para que os Espíritos Superiores pudessem lhe brindar com a espontaneidade e simultaneidade.
Allan Kardec não considerava o Espiritismo como uma obra pronta e acabada. Na Revista Espírita de 1965, quatro anos antes de sua morte, ele declarou: “Não esqueçamos que o Espiritismo não está acabado; não fez ainda senão colocar suas estacas; mas para avançar com segurança, deve fazê-lo gradualmente, à medida que o terreno estiver preparado para recebê-lo, e bastante consolidado para nele pôr o pé com segurança”(7); e que, segundo ele, “os Espíritos superiores procedem, em suas revelações, com uma extrema sabedoria; não abordam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência está apta a compreender as verdades de ordem mais elevada, e que as circunstâncias são propícias para a emissão de uma idéia nova. É por isso que, desde o começo, não disseram tudo, e ainda não disseram tudo hoje, não cedendo jamais à impaciência das pessoas muito apressadas, que querem colher os frutos antes de sua maturidade”(7)
Um dos motivos considerados por ele para a existência dessa retenção de informações seria justamente a defasagem da ciência terrena. Na realidade, o codificador já considerava que a doutrina só pôde vir à tona devido ao avanço que a humanidade conseguira adquirir até aquele momento; e relatou esse ponto de vista neste trecho da Revista Espírita: “Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las.”(8). O respeito que Kardec tinha pela ciência era tão grande que ela a colocava acima das próprias revelações que recebia, isto pelo fato de que reconhecia que muitas revelações poderiam ter sido prejudicadas pela nossa ciência ainda em processo de desenvolvimento e também porque se precavia por eventuais falhas em suas próprias interpretações, atitude que destaca o seu bom senso.
Em seu último livro, o A Gênese, ele escreveu que “uma de duas: ou a Ciência está em erro, ou tem razão. Se tem razão, não pode fazer seja verdadeira uma opinião que lhe é contrária. Não há revelação que se possa sobrepor à autoridade dos fatos”(9); capítulos adiante ele afirma que “caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará”(10). O A Gênese foi escrito em 1868 e Allan Kardec veio a desencarnar no ano seguinte, com certeza sonhando com um futuro progressista e expansionista para o Espiritismo. Infelizmente os seus sonhos não se concretizaram... ainda.
Em 1890, o Congresso espírita e espiritualista internacional declarou que “desde 1869, estudos perseverantes haviam revelado coisas novas e que, segundo o ensinamento preconizado por Allan Kardec, alguns dos princípios do Espiritismo, sobre os quais o mestre baseava seu ensino, tinham de ser revistos e postos de acordo com os progressos da Ciência, em geral, nos últimos 20 anos”(11). Os membros daquele Congresso, vindos de todas as partes da Terra, “provou que um volume novo precisava ser elaborado, para conjugar o ensino de Allan Kardec com o que nos proporciona constantemente a pesquisa da verdade”(11).Apesar das intenções nobres de seus seguidores as atualizações não se concretizaram. A ciência, por sua vez, passou a acelerar cada vez mais os seus passos, deixando para os espíritas a dura missão de tentar conciliar, cada um por si, as abundantes novidades científicas com as palavras engessadas da Doutrina. Alguns autores espíritas ainda tentaram conciliá-las e criaram os seus sistemas na certeza que validavam o que estava na Doutrina, mas muitos desses sistemas, que influenciaram e influenciam gerações de espíritas, deixam a desejar tanto na parte científica quanto na parte espírita; por outro lado tivemos os relatos de André Luiz aos médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, mas estes, segundo a metodologia de Allan Kardec, e sem entrar no mérito do seu conteúdo, foram coletados da pior forma possível (por poucos médiuns e Espíritos), e por isso as suas informações não podem ser consideradas mais do que meras opiniões pessoais.

Continua
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 15 de Setembro de 2010, 12:42
Continuação

O Espiritismo não se espalhou e não manteve a sua unidade pelo constante diálogo com a ciência, como desejava Kardec. Estariam os Espíritos superiores que o guiaram satisfeitos com os rumos que o Espiritismo tomou? Estaria o Espiritismo fadado a minguar pelo seu engessamento? O que poderiam os espíritas fazer para recolocar o Espiritismo nos trilhos e fazê-lo avançar? Bem, não posso falar pelos Espíritos superiores, mas a humilde impressão deste blogueiro é a de que eles devem estar agoniados por se manifestar, mas que não encontram interlocutores sérios, com mentes e corações abertos para receber novas revelações ou mesmo para terem as já existentes explicadas, e que só encontram pessoas que, por mais bem intencionadas que sejam, se apavoram diante da possibilidade de ter de sair do seu ninho de crenças consolidadas. Esta é a face do Espiritismo atual: uma diversidade de crenças surgidas das ilações de autores e tradutores espíritas somadas a outras, surgidas pelas opiniões de alguns poucos médiuns e Espíritos, sem que ninguém se disponha a investigar as origens das questões, como se isso fosse um sacrilégio, um desrespeito para com os Espíritos e para as crenças alheias, não atentam, porém, os que pensam dessa forma, que essa atitude afronta os desejos do codificador e tornam o Espiritismo mais parecido com algumas seitas do que com uma doutrina racional e filosófica que não tem medo da verdade, que é o que ele deveria ser.
Nos meus quase dez anos de debates na Internet, vi muitos espíritas se desiludindo com o estado atual do Espiritismo e o abandonando, diante da falta de perspectiva de avanços. A dinâmica da comunicação dos dias atuais amplificou de forma irreversível o que antes conseguia se esconder por detrás da dificuldade de acesso às obras espíritas e da dificuldade da troca de idéias com pessoas de fora dos círculos de amizade, que possibilita o conhecimento de pontos de vistas diferentes. Hoje as pessoas se tornaram mais críticas e já não aceitam tão passivamente argumentos de autoridade ou a defesa de teorias cientificamente falhas, como a da geração espontânea, o que torna mais urgente ainda que se tomem providências para que o Espiritismo retome ao seu caminho progressivo, impedindo que suas falhas, que existem, e isso é inegável, emperrem a sua expansão. A humanidade precisará desse farol nos turbulentos tempos que se aproximam.
E como poderia ser viabilizado um programa que promovesse o avanço do Espiritismo? Na minha visão todo e qualquer trabalho nesse sentido deveria ser, em primeiro lugar, um trabalho contínuo, no sentido de que de deverá ser revisitado periodicamente, como recomendado no Congresso Espírita e Espiritualista de 1890, para eventuais ajustes de rumos, evitando os engessamentos longos que são tão prejudiciais ao acompanhamento da dinâmica ciência; em segundo lugar, qualquer trabalho nesse sentido só conseguiria se impor pela sua qualidade, pois não há no Espiritismo nenhuma instituição que possa reinvidicar para si o título de detentora das verdades espíritas. O formato do trabalho deveria ser parecido com o que Allan Kardec efetuou, com o concurso de diversos médiuns, em diversos lugares, sem contato entre si, com a distribuição de perguntas referentes a temas pré-definidos, a análise das respostas com o uso da lógica e da razão, e o retorno às perguntas para sanar as dúvidas. Como afirmou Kardec, os Espíritos superiores não se esquivam das perguntas, então deveríamos usá-las como armas para afastar Espíritos mistificadores, que tentam nos impor as suas fantasias, ou mesmo os Espíritos pseudo-sábios, que por mais bem intencionados que sejam, acabam embaçando a visão da verdade com os seus sistemas bem montados. A espontaneidade e a simultaneidade até poderiam ser detectadas na medida em que as perguntas fossem feitas seguindo um determinado padrão e que as respostas surgissem de médiuns e Espíritos diversos, mas é preciso ter cuidado com essas características, pois elas poderiam ser facilmente criadas por grupos de Espíritos que queiram impor as suas verdades. Mais eficientes, na minha opinião, ainda são os filtros da razão e da lógica, e a atitude de nunca aceitar uma informação sem que ela seja bem explicada.
Acredito que qualquer grupo que se reúna nesse sentido, munido de boas intenções e seriedade, logo receberá o auxílio dos Espíritos superiores.
E assim finalizo, espero ter sido simples e claro o suficiente para ser entendido pelos iniciantes, profundo e feliz o suficiente para passar uma mensagem útil aos já entendedores da obra de Kardec.

Luis Vaz

(1) Evangelho Segundo o Espiritismo / cap. II – Autoridade da Doutrina Espírita.
(2) Evangelho Segundo o Espiritismo / cap. II – Autoridade da Doutrina Espírita.
(3) O Livro dos Espíritos / parte 2ª - cap. I.
(4) Livro dos Médiuns / cap. XXVII / questão 301.
(5) Evangelho Segundo o Espiritismo /cap. II – Autoridade da Doutrina Espírita.
(6) Livro dos Médiuns / cap. XXVI, 287.
(7) Revista Espírita / Junho de 1865 / Nova Tática dos Adversários do Espiritismo.
(8) Revista Espírita / Setembro de 1867 / Caracteres da Revelação Espírita.
(9) A Gênese / cap. IV / item 8.
(10) A Gênese / cap. I, Caráter da Revelação Espírita.
(11) Obras Póstumas / Segunda parte / Credo espírita / Princípios fundamentais da Doutrina Espírita, reconhecidos com verdades inconcussas.



Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 15 de Setembro de 2010, 12:48
Olá

Peço desculpa pelo tamanho do texto.
Ponderei colocá-lo em pdf, mas desta forma penso ser mais apelativo à leitura.

Atlante
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: leandro_manzo em 15 de Setembro de 2010, 13:24
Olá Atlante;

Belíssimo texto, sem dúvida. Inclusive merecia estar na seção de estudos avançados.
Aproveitando, gostaria de colocar um parecer de um pequeno ensaio que fiz sobre o tema "De Kardec aos dias de hoje", no mesmo tópico citado anteriormente, onde concluo que não há nada mais atual para os dias de hoje quanto à Doutrina Espírita.

Certamente que neste ponto estou falando da parte filosófica e moral que toca a Doutrina, porém na parte científica é óbvio que precisa de revisões sérias pois é evidente a quantidade de informações que se vêem "ultrapassadas". Da mesma maneira que outras tantas estão muito adiantadas e sequer ainda foram tocadas pela ciência convencional.

Mas minha opinião é de que o CUEE deve proceder de maneira, se não idêntica, bem semelhante a que Kardec utilizou-se para compilar as informações dos Espíritos Superiores. Confio que este seja realmente o método mais seguro e assertivo para "atualizar" a Doutrina em todas as épocas da humanidade.

Abraços e fique com Deus!
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Cibele SAS em 15 de Setembro de 2010, 14:23
Olá Atlante,
Quando se refere a "...especialmente para os que desejam que o Espiritismo saia da estagnação em que se encontra..." O amigo se coloca entre estes?
Neste caso, quais evidências de estagnação poderia citar para que pudéssemos reunir o maior número de estudiosos sobre este tópico e, com isso, esclarecer o maior número de participantes desse fórum (no qual me incluo)?
Eu reforço a sugestão do amigo leandro_manzo para que este tema seja incluído nos estudos avançados.
Abraços
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 15 de Setembro de 2010, 19:47
Mano Atlante, este texto, do Luiz, é muito elucidativo e pertinente aos nossos dias, diante do movimento espírita ávido por novidades mas sem atentar para o fundo daquilo que elege.
Luiz escreve com muita propriedade não se esquecendo de colocar as citações doutrinárias a lhe coroar o texto isento de tendências.
Bom seria se este texto tivesse tido maior divulgação.
Pelo tempo que exposição na midia que é a Internet que o autor diz ter de debates nessa mídia, e pelo nome, homônimo ao de um grande amigo com o qual tomei conhecimento ainda nos tempos do PalTalk e de uma lista Espírita.
Se bem que ao estar em Portugal também fiz amizade com outro Luiz Vaz, amigo de quem trago grande saudade.
Fora desse contexto  todo o texto enaltece ao Estudo sério e grave que todos, como espírita devemos ter para com as obras básicas.
Abração,
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 16 de Setembro de 2010, 00:49
Olá Cibele

O texto não é meu. Ele está referenciado como sendo de João Vaz, o verdadeiro autor.

Olá Moura

Já temos falado sobre esta questão.
Me revejo por inteiro neste texto.
É necessário, quanto antes, empreender trabalhos de consulta, aos espiritos superiores, para que a doutrina possa acompanhar a evolução da ciência.
Também seria importante desenvolver trabalhos, de contexto prático, na área da terapia espiritual.

Existe muita gente botando faladura do certo ou errado. Toda a gente entende que a unica forma correcta, da prática do espiritismo, é aquela que ele segue. Sucede que, duma forma geral, aqueles que falam apenas conhecem o método que seguem. Nunca tiveram a audácia de experienciar mais além, no entanto falam como se tudo soubessem.
E esta talvez seja a razão porque muita gente acaba adoptando práticas de outras correntes espirituais em seus centros espiritas ( por exemplo o Reiki ). No entanto a doutrina espirita tem resposta para todas essas questões.
Os mentores acompanham-nos e educam-nos na prática do espiritismo, mas para isso é necessário que nos disponibilizemos ao aprendizado, criando as condições necessárias para o efeito.

Se os espiritas trocassem mais informação prática, interagindo entre si, talvez muitas das dificuldades que surgem estivessem ultrapassadas.

Atlante     
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 16 de Setembro de 2010, 01:11

O tempo urge... É preciso elucidar miríades de questões. Muitos jovens não se sentem atraídos pela Doutrina porque não se obtêm respostas a questões como tantas debatidas neste Fórum, ao menos não respostas específicas e minudenciadas...

O meio existe... Nenhum instrumento seria mais valioso do que o rede internacional de computadores... Receio por fraudes? Ora, seja como for, sempre e sempre esse será um receio... Seria interessante efetivamente iniciar um esforço concentrado de instituições a fim de submeter as mesmas questões e, depois, comparar as respostas.

Será trabalhoso... Mas o efeito concreto, caso se obtenham comunicações homogêneas acerca das mesmas questões relevantes, de longe valeria qualquer dificuldade.

Eu ouso perguntar:

Ao menos o pontapé inicial desse grande empreendimento não poderia ser feito por esse veículo que nós mesmos estamos usando nesse momento?

Pensemos... Nada de respostas urgentes... Pensemos...

Será um esforço hercúleo. Ou talvez não.



Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 16 de Setembro de 2010, 17:24
Concordo com você mano Atlante!
Há mesmo Centros onde estive que são contrários a evocação.
Seguem ao que os Espíritos Superiores disseram? A resposta é um fragoroso não.
Mas e os confrades que ali ingressam, como ficam? Em quem vão acreditar já que iniciantes não têm a base e por isso acreditam nos que ali é dito.
Essa uma das minhas preocupações, amigo.
Já não concordo com meu mano Marcão que haja miríades de questões a serem revistas, há sim muita falta de estudo e muita jogação de conversa fora de quem apenas leu mas não se deu ao trabalho de raciocinar sobre o que leu.
Não´e o caso seu, Marcão, aqui relato que vejo nas minhas andanças e escutanças hehehe.
abraços,
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 17 de Setembro de 2010, 00:08
Concordo com você mano Atlante!
Há mesmo Centros onde estive que são contrários a evocação.
Seguem ao que os Espíritos Superiores disseram? A resposta é um fragoroso não.
Mas e os confrades que ali ingressam, como ficam? Em quem vão acreditar já que iniciantes não têm a base e por isso acreditam nos que ali é dito.
Essa uma das minhas preocupações, amigo.
Já não concordo com meu mano Marcão que haja miríades de questões a serem revistas, há sim muita falta de estudo e muita jogação de conversa fora de quem apenas leu mas não se deu ao trabalho de raciocinar sobre o que leu.
Não´e o caso seu, Marcão, aqui relato que vejo nas minhas andanças e escutanças hehehe.
abraços,
Moura

Mas e então? Que tal o uso da rede mundial de computadores para o esforço de obtenção universal de comunicações?
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 17 de Setembro de 2010, 00:12
Marcão,
o método tem de ser efetivado da mesma maneira como Kardec o fez.
Esta não é uma recomendação dos Espíritos mas uma regra da ciência, e afinal, queremos uma constatação também pelo caráter científico não?
Abração,
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 18 de Setembro de 2010, 22:17
Kardec não utilizou a internet, por óbvio... Como poderia?

A ciência, hoje em dia, usa-a e muito, inclusive para pesquisas simultâneas em vários laboratórios...

Desculpe Moura, mas isso é puro conservadorismo.

O método científico não fica excluído pelo uso de uma rede de computadores.
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: filhodobino em 19 de Setembro de 2010, 14:46
Amados Irmãos,
O Pentágono, deu o primeiro passo, a IBM, tornou viável a dispersão, bill gates tornou-a prática, a Nasa utiliza a rede.. centenas de milhares de empresas, usam e até criam as próprias intranets, para evitar descolocamentos morosos e caros... Grandes empresas fazem reuniões em rede... A justiça está adotando paulatinamente a oitiva de acusados e de seus advogados, como forma de agilizar decisões e desonerar custos com remoções e extensas frotas de segurança...Advogados já não precisam ir aos cartórios e juntas do trabalho em quaisquer instância para acompanhar processo e inclusive os próprios interessa tem acesso ao totum desde que não sejam incluídas em segredo de justiça... Escolas de nível superior já a adotam... Professores tiveram a vida e o ônus de seu trabalho bastante facilitados pela rede... até escolas de segundo grau já estão sendo aparelhadas para tal mister... estão sendo pensado pequenos notebooks e até carteiras escolares adaptadas para o uso direto do aluno...
Sei lá entende...
Acho que podemos pensar também nessa solucionática, para essa problemática...como diria o rei Dadá...
Saúde e Paz!
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 19 de Setembro de 2010, 17:02
Kardec não utilizou a internet, por óbvio... Como poderia?

A ciência, hoje em dia, usa-a e muito, inclusive para pesquisas simultâneas em vários laboratórios...

Desculpe Moura, mas isso é puro conservadorismo.

O método científico não fica excluído pelo uso de uma rede de computadores.

Marcão,
em ciência se algo é revelado em sequência de um método, se lhe advem contestação sob outro método este não é reconhecido.
Se queremos ter o respaldo da nossa ciência que o método seja o mesmo, esta a lei.
As cartas mano, não são como os emails.
Não há hackers invadindo envelopes, só ai já se corre um risco.
As cartas ainda só podem ser abertas na presença e no horário em que está estipulado, assim foi feito para dar maior legitimidade, se descuramos do processo, adeus verdade ou da presunção desta.
Abração,
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: bisognini em 19 de Setembro de 2010, 18:29
A Internet é o hoje o meio mais rápido para  a difusão de todo o tipo de mídia gerada por nós, mas é ao mesmo tempo um dos menos confiáveis.
Nunca tantos foram enganados por falsas informações e nunca tantas empresas foram lesadas após a consolidação da Internet, é o preço que se paga por uma tecnologia ainda em franca evolução, sem contar os princípios morais de quem se utiliza dela.

Para tal trabalho que os amigos comentam, a Internet seria a ultima opção a ser avaliada.

Agora me pergunto, amigos, estaria o meio espírita pronto ou apto a um trabalho dessa responsabilidade?
Passamos por um momento onde os interesses comerciais, o elevado ego de muitos médiuns e a preguiça dos espíritas iniciantes que se fixam em romances atrapalha muito o espiritismo, sem contar que mesmo entre espíritas sérios e dedicados ainda há sempre muita divergência de opiniões.

Seria de fato o momento para tal trabalho?

Abraços
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 19 de Setembro de 2010, 18:40
A Internet é o hoje o meio mais rápido para  a difusão de todo o tipo de mídia gerada por nós, mas é ao mesmo tempo um dos menos confiáveis.
Nunca tantos foram enganados por falsas informações e nunca tantas empresas foram lesadas após a consolidação da Internet, é o preço que se paga por uma tecnologia ainda em franca evolução, sem contar os princípios morais de quem se utiliza dela.

Para tal trabalho que os amigos comentam, a Internet seria a ultima opção a ser avaliada.

Agora me pergunto, amigos, estaria o meio espírita pronto ou apto a um trabalho dessa responsabilidade?
Passamos por um momento onde os interesses comerciais, o elevado ego de muitos médiuns e a preguiça dos espíritas iniciantes que se fixam em romances atrapalha muito o espiritismo, sem contar que mesmo entre espíritas sérios e dedicados ainda há sempre muita divergência de opiniões.

Seria de fato o momento para tal trabalho?

Abraços


Quanto ao momento em si, não sei... É uma ponderação... Mas só saberemos se for tentado. Ou seja, se for adequado, ocorrerá; se não, nada acontecerá.

Quanto as riscos da internet, é como disse... Mas praticamente todas as transações bancárias e de informações são feitas na rede... O risco sempre e sempre haverá. Dizer que na internet é maior não me parece, com todo o respeito, um bom argumento.

Sempre houve os delitos que agora ocorrem na internet... Não houve um tão significativo aumento, apenas mudança de meio --- de fato, não podemos confundir maior divulgação com maior incidência. As cautelas devem ser as de sempre.

Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Tibério em 19 de Setembro de 2010, 21:05
Prezados,

Certamente que o tema sobre as colônias influenciou nosso irmão atlantes a abrir este tópico. Não é para menos as respostas não são convencedoras, mas argumentadoras. Os prezados irmãos deste fórum estudam a doutrina e sabem do que estão falando, mas mesmo assim as dúvidas teimam. Será por falta de clareza da doutrina? acredito que não, pois a doutrina até certo ponto é clara. Só que é generalista, ou seja, não entra em minudências. Hoje alguns espíritos através de alguns médiuns se atreveram a entrar neste terreno incalto de explorar detalhes não franacamente abordados pela doutrina espírita, no entanto, apesar de seus louváveis e sinceros esforços ainda deixam dúvidas por causa do método que não é o famigerado C.U.E.E.
Então o que vamos fazer nós espíritas sobre isso? a idéia de uma nova consulta mundial sob os metodos que Kardec usou parece bem auspiciosa.


Abraço,

Tibério
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 19 de Setembro de 2010, 21:53
Amigo Tibério,
antes de mais nadaq não quero que pense que este meu responder queira, de alguma maneira colocá-lo em situação vexatória mas com ele vou fazer uma analogia entre o que acontece com o movimento espírita, e as escolas e alunos de um modo geral.
Assim sendo vou colocar aqui dois exemplos:
1: Tomando como minhas as palavra segue o amigo colocou em seu texto, teremos em primeiro lugar: "Incalto".
Já começa pelo erro na grafia, pois o vocábulo correto quer aparecer como "incauto, que quer dizer:
incauto
in.cau.to
adj (lat incautu) 1 Que não é cauto; sem cautela. 2 Crédulo, ingênuo. 3 Imprudente. sm Aquele que não tem cautela.
Ora se incauto é relativo, na frase, ao terreno, já se nota logo que não pode haver esta ação por parte do aludido terreno, já que este não raciocina, é um plano físico logo, não pensa.
Se se refere aos Espíritos que o amigo cita, podemos notar que sendo incautos, logo sem cautela, denotem um viés da imperfeição em que estejam, dessarte não poderiam aduzir senão imagens desfocadas segundo a imperfeição que lhes caracterizasse. Logo, não seriam estes aqueles que ditaram na obra de Kardec.
Por falar na obra e em especial no livro dos Espíritos, esta não generaliza nada meu amigo, aliás e conflitantemente com os defensores do indefensável, bate de frente quando diz que em mundos transitórios a superfície e estéril,  mas diz mais, afirma que os que ali habitam de nada material necessitam.
Como vemos a 0bra é taxativa e bem elucidativa, o que não retira o direito de alguém "achar" outra coisa mesmo que tão frontalmente errada e desentrosada do ensino codificado.
mais a frente o amigoicomete outro pecadilho quando conceitua: "famigerado C.U.E.E.".
Tibério, de novo no dicionário, encontramos:
famigerado
fa.mi.ge.ra.do
adj (lat famigeratu) Que tem fama; célebre, notável. (Mais usado com sentido pejorativo.)
meu amigo, o emprego desta adjetivação como uma citação ao método que foi um legado dos Espíritos da Classe dos Superiores, é tão fora de centro, como é quase que uma afronta à classe desses Espíritos que como  a obra básica ensina, "Só falam do que conhecem e do que podem falar". Remonte à codificação, abra o livro dos Espíritos e reestude essas questões, que este seu amigo aborda, e depois veja que falta de critério o amigo utilizou para adjetivar uma classe de Espíritos que estão logo abaixo dos da classe dos Espíritos Puros.
meu mano, foram estes, ´para não falar do resto de sua colocação, que me levaram a lhe escrever, em especial, esta resposta, já ue pensemos bem, se nem bem, o movimento espírita nacional, conhece a norma culta que dá luz a toda a língua que é nossa, como se aprazer em comentar sobre uma coisa tão nova e extensa, além de séria e grave, e que por isso mesmo demanda tempo enorme para ser conhecida?
é necessário prudência meu amigo para aditar qualquer comentário, e se o quisermos fazer, que antes tenhamos o bom senso se irmos à obra em questão e admirarmos a clareza e exatidão com que as respostas estão colocadas.
Isso, contudo não se consegue em poucos anos, é necessário um estudo isento de tendências ou de querer achar cabelos em ovo.
Todavia é o que mais acontece, e não estamos livre disso neste Fórum, é claro, contudo devemos nos prestar sempre às repetições tidas como enfadonhas e chatas por alguns, pois que estas são do que necessita o movimento espírita.
Não tome só a si minhas palavras, e nem como qualquer brincadeira de minha parte que o envolva, não é esta a minha forma de agir, falo a sério, meu amigo.
Esta atitude é a que acontece diuturnamente no movimento espírita.
Abraço-o afetuosamente.
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: bisognini em 19 de Setembro de 2010, 22:24
Moura , o amigo Tibério pode não ter domínio da língua portuguesa como você que é advogado e por sinal deve ter estudado muito, eu também sou péssimo em português, independente disso eu entendi  o que ele quis dizer.
Acha mesmo necessário esse tipo de apontamento aqui no fórum?
Abraço.
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 19 de Setembro de 2010, 22:29
Perdão por tantas citações de outros tópicos! É que muitos aspectos pertinentes já vinham e continuam se desdobrando alhures neste Fórum.



Gente, vamos analisar dentro da óptica da doutrina...
Um "local de transição" é por si mesmo um mundo de transição ou transitório.
aliás todos os mundos podem ser vistos como transitórios já que progridem até evolverem.
A única diferença é que a terra é que aqui estão Espíritos imperfeitos reencarnados.
Abraços,
Moura

Destaco:

" Um "local de transição" é por si mesmo um mundo de transição ou transitório. "

Eeeeeepppppaaaa!!!!!

Perdão Moura, mas essa interpretação não é senão uma opinião pessoal. Tem todo o direito de pensar assim, mas não como sendo a "óptica da Doutrina".

"Mundos transitórios" compõe um conceito bem delineado na Doutrina. "Local de transição" é uma locução que pode ser aplicada a qualquer referência de um lugar em que algo transita ou existe em transição. Extrair-se daí  que o livro, naquele rápido trecho, está afirmando que a colônia é um mundo em transição é, como dizem os juristas, "jus sperneandi".

No livro, aliás, não se fala em "mundo de transição"...


Só para dar um cadinho de luz para que os amigos que ainda acreditam nesse tipo de coisa colo isso direto do LE:
"Os Espíritos não-encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região determinada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos sem cessar. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor."
Logo, qual a necessidade de existirem colônias, nossos lares, lares dos outros, etc e tal?
Grupando-se por afinidades já estariam a formar conjuntos harmoniosos que encontrariam ajuda e ensinamento.
Abraços,
Moura

Sem dúvida!!!

Ninguém fica circunscrito a uma colônia! Podem entrar e sair...

Mas eu insisto: onde ficariam? Flutuando por aí em grupos que levitam no espaço sideral?

Qualquer lugar em que se reúnam certamente será um lugar que atenderá aos apelos mentais, ideoplásticos etc etc etc do grupo de Espíritos reunidos...

Não há contradição...



Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: pati em 19 de Setembro de 2010, 23:52
Citar
Bem, não posso falar pelos Espíritos superiores, mas a humilde impressão deste blogueiro é a de que eles devem estar agoniados por se manifestar, mas que não encontram interlocutores sérios, com mentes e corações abertos para receber novas revelações ou mesmo para terem as já existentes explicadas, e que só encontram pessoas que, por mais bem intencionadas que sejam, se apavoram diante da possibilidade de ter de sair do seu ninho de crenças consolidadas.


Bons dias a todos os amigos deste tópico!!
Acabei de escrever um texto e ele sumiu, como por encanto...

Volto aqui, qdo conseguir concatenar as idéias novamente.
Destaquei o trecho acima, pois foi a única coisa que me lembro de ter colocado no que iria postar.
Desde já, obrigada por esses estudos, pois eles me ajudam a raciocinar, a tirar conclusões(isso tb me lembrei que escrevi)
Posso dizer, por hora, que tenho a certeza de que nada está descontrolado nesse mundão de Deus. Tudo sob o seu divino controle. Nos falta humildade, simplicidade no viver como encarnados.
Bem, lembrei de alguma coisa que escrevi antes. Gente: foi muito esquisito isso, viu? Sumiu tudo, deu branco... mas continuarei lendo e refletindo; volto em breve.

Um bj no coração de todos vcs!

Pati

Estejamos em Deus

Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Leonardo Hardware em 20 de Setembro de 2010, 00:42
Pessoal Boa noite a todos!
 Muita a que se falar, pegamos o relato de difundir a Doutrina, sendo que a mesma necessita de evolução, a ciência evolui MATERIALMENTE, nunca pelo fato moral, e filosofico, como sabemos, e é papel do Espiritismo, descrever os fatos em larga escala, mutações geneticas, aquecimento global? Pois se assim é nada ela concorre para nossa consolação e nos responder pela "Injustiça" que vemos todos os dias, que com ela estamos totalmente esclarecidos dos fatos real. Por quanto se assim fosse, concorreria com a ciência Humana, Peguemos a Biblia como exemplo, esta está totalmente direcionada aos fatos Morais, as maximas do Cristo etc, tudo relatandoo modo do Homem Ser e agir! Por quanto nada fala que existem milhões de Galaxias espalhada pelo Universo, e o homem com sua intrigante curiosidade largamente abre a ciencias abrindo porta para estudos diversos da Terra e suas Transformações em busca do Que? Claro seu papel tem Valor e importancia, mais digo vos que o Espiritismo foi enviado para nos reformular do real fato do Porque da VIda!, E se a Codificação não foi o Suficiente para nosso aprendizado, portanto esperarmos que ela evolua de que modo, sendo que nem com o que sabemos, muitos descretes nos acercam...
 o mesmo se da com um aluno que tem um livro de matematica, e estudando-o, logo em seguida o recebe outro com maior fluxo de informação, poderia compreender o segundo, ao menos sem o ter compreendido o primeiro? o que já sabemos e temos em vista da vida futura já nos é uma grande base a retorno da Patria, e claro subindo os degraus da escala, a cada existência, que sabemos que  no futuro teremos maior fluxo de informações pois como diz os espiritos superiores "Não é permitido vos saber" a muita informação que vos não teria a capacidade de compreender, pois bem, vamos todos trabalhar com que temos, pois ao caminho vamos a cadia dia tendo junta as evocações e a comunicações espontaneas Revelações de grande importancia da espiritualidade maior.
 E quanto ao fato de Difundir a doutrina e divuga-la, é fora de base Sairmos Gritando a todos e falando pela internet, televisao, livros etc, pego exemplo dos Testemunha de Jeová, passa dia todo em casas pregando sua religiao, quando passam aqui em casa, os atendo normal, mais logo no final, passa se cinco minutos nem lembro do que me falo, pelo fato de eu crer em algo que é incompativel com o que estudo e creio, pela diferença de ambas apresentarem os contextos, enfim os que tem olhos  veen, os que tem ouvidos ouveen, pois nada os vale ficar teclando na mesma tecla! Eu fui a busca da Doutrina sem meu pai ou mãe pegar no meu braço e dizer "Vai ao Centro Espirita" e estude, como fazem as mães como os filhos "Vai pra missa agora", e assim cada um segue o seu caminho, eu por livre vontade sentei na cadeira e a frente ao computador e baixei a obra basica e a estudei, e até hoje estudo, vou a Centro, participo e me identifico. Outros vão tomar passe, pelo fato que senti-se mau, ai descobrem que são mediuns e vão estudar e assim vira espiritas serios, entre varios outros casos.
 Enfim o que só fica bem claro, é que não devemos, querer ficarmos preocupados, em Evoluir, ou que a ciencias, muita a frente está, pois a espiritualidade maior,a cada segundo paneja, seus trabalhos, assim como planejou na Hora Certa E no Momento Certo, realizar a Revelação da mesma, o que   tera de ocorrer ocorrera e nós pouco interferiamos, assim como ocorreu na Epoca de Kardec, era pra ocorer e ocorreu.

 Leonardo.
 


Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 20 de Setembro de 2010, 17:00
Moura , o amigo Tibério pode não ter domínio da língua portuguesa como você que é advogado e por sinal deve ter estudado muito, eu também sou péssimo em português, independente disso eu entendi  o que ele quis dizer.
Acha mesmo necessário esse tipo de apontamento aqui no fórum?
Abraço.


como eu expliquei e acredito que o amigo Bisognini não compreendeu, eu não me ative senão aoque o movimento espíriuta faz.
Alias não sei o porque desse tipo de postagem sua amigo Bisognini, se nada tinhas a apresentar dentro do tema, porque vir falar de outra coisa e dando provas que não compreendeu.
Disse em minha resposta e por duas vezes: "antes de mais nada não quero que pense que este meu responder queira, de alguma maneira colocá-lo em situação vexatória mas com ele vou fazer uma analogia entre o que acontece com o movimento espírita, e as escolas e alunos de um modo geral."
ou ainda: "Não tome só a si minhas palavras, e nem como qualquer brincadeira de minha parte que o envolva, não é esta a minha forma de agir, falo a sério, meu amigo.
Esta atitude é a que acontece diuturnamente no movimento espírita."
E terminei dessa forma: "Abraço-o afetuosamente.".
Logo, o que não tem razão de ser é esta sua postagem pois não tem nenhum vínculo de verdade no que diz, diante do que apresentei lá e aqui, agora.
O fato também de eu ser advogado não dá margem ao seu comentário visto que português se aprende desde a escola básica, sendo assim é da competência do aluno se aplicar na norma culta.
Desculpe-me mano, mas o amigo vacilou...
Abraços,
Moura


Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Tibério em 20 de Setembro de 2010, 17:14
Amigo Tibério,
antes de mais nadaq não quero que pense que este meu responder queira, de alguma maneira colocá-lo em situação vexatória mas com ele vou fazer uma analogia entre o que acontece com o movimento espírita, e as escolas e alunos de um modo geral.
Assim sendo vou colocar aqui dois exemplos:
1: Tomando como minhas as palavra segue o amigo colocou em seu texto, teremos em primeiro lugar: "Incalto".
Já começa pelo erro na grafia, pois o vocábulo correto quer aparecer como "incauto, que quer dizer:
incauto
in.cau.to
adj (lat incautu) 1 Que não é cauto; sem cautela. 2 Crédulo, ingênuo. 3 Imprudente. sm Aquele que não tem cautela.
Ora se incauto é relativo, na frase, ao terreno, já se nota logo que não pode haver esta ação por parte do aludido terreno, já que este não raciocina, é um plano físico logo, não pensa.
Se se refere aos Espíritos que o amigo cita, podemos notar que sendo incautos, logo sem cautela, denotem um viés da imperfeição em que estejam, dessarte não poderiam aduzir senão imagens desfocadas segundo a imperfeição que lhes caracterizasse. Logo, não seriam estes aqueles que ditaram na obra de Kardec.
Por falar na obra e em especial no livro dos Espíritos, esta não generaliza nada meu amigo, aliás e conflitantemente com os defensores do indefensável, bate de frente quando diz que em mundos transitórios a superfície e estéril,  mas diz mais, afirma que os que ali habitam de nada material necessitam.
Como vemos a 0bra é taxativa e bem elucidativa, o que não retira o direito de alguém "achar" outra coisa mesmo que tão frontalmente errada e desentrosada do ensino codificado.
mais a frente o amigoicomete outro pecadilho quando conceitua: "famigerado C.U.E.E.".
Tibério, de novo no dicionário, encontramos:
famigerado
fa.mi.ge.ra.do
adj (lat famigeratu) Que tem fama; célebre, notável. (Mais usado com sentido pejorativo.)
meu amigo, o emprego desta adjetivação como uma citação ao método que foi um legado dos Espíritos da Classe dos Superiores, é tão fora de centro, como é quase que uma afronta à classe desses Espíritos que como  a obra básica ensina, "Só falam do que conhecem e do que podem falar". Remonte à codificação, abra o livro dos Espíritos e reestude essas questões, que este seu amigo aborda, e depois veja que falta de critério o amigo utilizou para adjetivar uma classe de Espíritos que estão logo abaixo dos da classe dos Espíritos Puros.
meu mano, foram estes, ´para não falar do resto de sua colocação, que me levaram a lhe escrever, em especial, esta resposta, já ue pensemos bem, se nem bem, o movimento espírita nacional, conhece a norma culta que dá luz a toda a língua que é nossa, como se aprazer em comentar sobre uma coisa tão nova e extensa, além de séria e grave, e que por isso mesmo demanda tempo enorme para ser conhecida?
é necessário prudência meu amigo para aditar qualquer comentário, e se o quisermos fazer, que antes tenhamos o bom senso se irmos à obra em questão e admirarmos a clareza e exatidão com que as respostas estão colocadas.
Isso, contudo não se consegue em poucos anos, é necessário um estudo isento de tendências ou de querer achar cabelos em ovo.
Todavia é o que mais acontece, e não estamos livre disso neste Fórum, é claro, contudo devemos nos prestar sempre às repetições tidas como enfadonhas e chatas por alguns, pois que estas são do que necessita o movimento espírita.
Não tome só a si minhas palavras, e nem como qualquer brincadeira de minha parte que o envolva, não é esta a minha forma de agir, falo a sério, meu amigo.
Esta atitude é a que acontece diuturnamente no movimento espírita.
Abraço-o afetuosamente.
Moura


Prezado Moura,

No dia que ensinaram a palavra “incauto” eu faltei na escola, hehe. O que quis dizer é que Incauta é a condição de quem explora o que é tido por duvidoso por falta de aplicação da metodologia recomendada (C.U.E.E.). Utilizei uma figura de linguagem que vc leu ao pé da letra, teve gente que entendeu por que se atentou ao fundo e não à forma. Não se apegue a letra que mata.

Moura , o amigo Tibério pode não ter domínio da língua portuguesa como você que é advogado e por sinal deve ter estudado muito, eu também sou péssimo em português, independente disso eu entendi  o que ele quis dizer.
Acha mesmo necessário esse tipo de apontamento aqui no fórum?
Abraço.


O famigerado C.U.E.E (pejorativo mesmo) não foi em relação aos espíritos superiores mas a gente como vc, prezado moura, que utiliza sempre este argumento para refutar qualquer alegação de muita gente mais inteligente e mais informada do que eu e quem sabe até que vc. Esqueceu-se do critério da razão? Uma percepção que tive de vc é que na sua juventude vc foi um brigão de sair no braço mesmo, hoje com a maturidade talvez não saia mais na mão (eu acho, rsrs), porém o ranço da juventude violenta permanece e vc virou um coroa mal humorado e rabugento, hehe. No mais acho que vc escreveu taaaaanta coisa assim sobre o meu último post porque em outra oportunidade eu te corrigir também. Lembra daquela besteira dos 161 tipos de mediunidade que vc escreveu ter no LM?! Pois é, não fique chateado todo mundo erra é assim mesmo. No mais; Moura eu admiro seu conhecimento e dedicação demonstrados neste fórum esclarecendo a tantos, embora não concorde com tudo que vc escreva para mim é um prazer ler seus apontamentos (gostei da “estrela de snow horse”, pena que a menina morra no final). Obrigado pela aula de português, essa eu não erro mais.

Abraço,

Tibério Martins


p.s. Não me sentir vexado ou intimidado coisa que vc adora fazer por aqui com os incautos,rsrs.
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 20 de Setembro de 2010, 18:10
Amigo Marcão, avalie estas citações que trago da própria obra em questão e depois veja se as suas assertivas têm fundamento.

"Nesta cidade espiritual, aprendemos a agradecer a Deus e
aos seus divinos colaboradores por esta dádiva.

- Estamos nos planos espirituais próximos da Terra

- Sim. Vivemos numa cidade de transição, no entanto, os objetivos da colônia são
trabalho e aprendizado. Aqui as almas femininas assumem várias obrigações, a fim de se
prepararem para reencarnar ou ir para dimensões mais elevadas.!

Eu poderia arrastá-lo a a páginas de considerações baseadas na doutrina mas vejo que apenas elas vão demonstrar o seu lastimável erro de conclusão.
Tudo o que foi dito nesses excertos, provam que Nosso lar é uma região circunscrita,  e já daí parte o erro fundamental da idéia da obra.
Se o amigo ainda estiver relutante avalie então o que Emmanuel, na exordial explica sobre tal colônia:
"André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a
maior surpresa da morte carnal
é a de nos colocar face a face com própria consciência, onde edificamos o céu,
estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a
Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível
engano a que submeteu o próprio coração.

“Nosso Lar” é uma antiga fundação de nobres espíritos
portugueses, desencarnados no Brasil no séc. XVI. Segundo consta em nossos arquivos
no Ministério do Esclarecimento (...)"
Se formos à História veremos que no século XIV,  mais precisamente já ao final dele, já existindo o Brasil, aqui estrearam degredados, ladrões, assassinos, gente da pior Espécie e que assim passaram ao Éter.
Sendo estes os "fundadores" o título dado a eles por Emanuel, não deveria ser "afundadores"? meu amigo, um Espírito não passa de mau a bom pelo advento de sua morte carnal.
Vou ficando por aqui, e olhe, tenho um estudo extenso sobre a obra feito por uma amiga que é expert em Revista Espírita, nele, apenas dei pitacos, e só não o coloquei neste Fórum até hoje para evitar ebulições infrutíferas.
Creio que esse tipo de estudo, (o que fiz em parceria), antes de causar alguma modificação  em alguém, visto que é o ego que se manifesta na maioria dos que aprovam a obra  literalmente contrária ao que a doutrina explica, não serviria senão para fomentar desordem. Eu ajo assim, pois creio que minha opinião deve ser concernente ao que a doutrina explane já que não se tem de outras obras a mesma validação pelo método utilizado pelo codificador.
Abraços,
Moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Cibele SAS em 20 de Setembro de 2010, 18:34
De fato, "Nosso Lar" é fruto da narração de um romance. Até onde entendo, não pode ser considerado verdade pela DE por não ter sido confirmado por diversos Espíritos, em vários lugares da Terra e por médiuns que não se conhecem.

Mas também não quer dizer que "Nosso Lar" não exista (por enquanto é uma questão de fé) e acho que vale esperar para que o tempo fortaleça essa idéia (se for o caso).

De qualquer modo, acho injusto com a obra quando a vejo ser criticada à luz da História do Brasil (Poucas coisas foram tão mal explicadas quanto esta nossa história).


Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 20 de Setembro de 2010, 18:41
Cibele, a doutrina é clara quando diz que em mundos transitórios a superfície é estéril, como então existir ?
Ainda mais, diz a doutrina que não há regiões circunscritas aos Espíritos mas Nosso Lar é uma , outra incursão contrária ao ditado dos Espíritos Superiores não?
abraços,
moura
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Cibele SAS em 20 de Setembro de 2010, 18:55
Amigo Moura,
Estudarei mais esta questão e então voltarei com o fruto deste amadurecimento.
Obrigada.
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: MarcoALSilva em 25 de Setembro de 2010, 21:02
Perdão por tantas citações de outros tópicos! É que muitos aspectos pertinentes já vinham e continuam se desdobrando alhures neste Fórum.



Gente, vamos analisar dentro da óptica da doutrina...
Um "local de transição" é por si mesmo um mundo de transição ou transitório.
aliás todos os mundos podem ser vistos como transitórios já que progridem até evolverem.
A única diferença é que a terra é que aqui estão Espíritos imperfeitos reencarnados.
Abraços,
Moura

Destaco:

" Um "local de transição" é por si mesmo um mundo de transição ou transitório. "

Eeeeeepppppaaaa!!!!!

Perdão Moura, mas essa interpretação não é senão uma opinião pessoal. Tem todo o direito de pensar assim, mas não como sendo a "óptica da Doutrina".

"Mundos transitórios" compõe um conceito bem delineado na Doutrina. "Local de transição" é uma locução que pode ser aplicada a qualquer referência de um lugar em que algo transita ou existe em transição. Extrair-se daí  que o livro, naquele rápido trecho, está afirmando que a colônia é um mundo em transição é, como dizem os juristas, "jus sperneandi".

No livro, aliás, não se fala em "mundo de transição"...


Só para dar um cadinho de luz para que os amigos que ainda acreditam nesse tipo de coisa colo isso direto do LE:
"Os Espíritos não-encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região determinada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos sem cessar. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor."
Logo, qual a necessidade de existirem colônias, nossos lares, lares dos outros, etc e tal?
Grupando-se por afinidades já estariam a formar conjuntos harmoniosos que encontrariam ajuda e ensinamento.
Abraços,
Moura

Sem dúvida!!!

Ninguém fica circunscrito a uma colônia! Podem entrar e sair...

Mas eu insisto: onde ficariam? Flutuando por aí em grupos que levitam no espaço sideral?

Qualquer lugar em que se reúnam certamente será um lugar que atenderá aos apelos mentais, ideoplásticos etc etc etc do grupo de Espíritos reunidos...

Não há contradição...




Moura, por mais que você insista, meu caro, não há contradição, tampouco os trechos mencionados mudam coisa alguma do quanto acima dito...

Com todo o respeito, mas você não ofertou uma única antítese que já não tenha sido avaliada...

Lá vem de novo:
Cibele, a doutrina é clara quando diz que em mundos transitórios a superfície é estéril, como então existir ?
Ainda mais, diz a doutrina que não há regiões circunscritas aos Espíritos mas Nosso Lar é uma , outra incursão contrária ao ditado dos Espíritos Superiores não?
abraços,
moura

Em "Nosso Lar" não se fala de mundos transitórios... Você é que cismou com isso...  :)

Local de transição não é uma locução sinônima do conceito de "mundo transitório". Nada aponta nesse sentido, a não ser a sua opinião, meu querido Amigo! Tudo bem! Pensemos como quisermos...

Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Atlante em 25 de Setembro de 2010, 23:58
Olá

Questão 232 de OLE

P - Podem os espíritos errantes ir a todos os mundos?

R- Conforme. Pelo simples facto de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que, durante a vida, se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objectivo para que devem tender seus esforços, pois, do contrário, nunca se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se, para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, para ser dicno também de habitá-los mais tarde.

Pergunta-se
Poderão Todos os Espíritos ir a Todos os lugares?

Atlante
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Estevanato em 07 de Fevereiro de 2011, 14:02
Em Nosso Lar, capítulo 31 (Vampiro), lá pelas tantas André Luiz se impressiona com a negativa em atender uma mendiga que batia nos portões em busca de auxílio. Com os esclarecimentos prestados, André veio a saber que aquela senhora era uma entidade extremanente má, um vampiro espiritual, e que se fosse permitida sua entrada poderia desestabilizar toda vibração atual dentro da cidade, devido ao grande mal que tal espírito carrega em seus pensamentos.

Em Os Mensageiros, capítulo 16 (No Posto de Socorro), novamente André se espanta com os cuidados do Posto de Socorro em afastar os maus espíritos, de forma a não atrapalhar o serviço de caridade e ajuda que se processava ali.

Não vejo contradição com a DE. Nenhum espírito é proibido de circular por lugar algum. Entretanto, não há nada na Doutrina que proíba espíritos bons de afastar presenças más de suas redondezas. Pelo contrário, a Doutrina nos diz que isso é possível dada a superioridade moral que espíritos de bondade aflorada no coração possuem em comparação aos espíritos perdidos nos caminhos do mal.

Também me questiono se não estamos levando ao pé da letra todas as palavras escritas na obra da codificação. Em diversas passagens do ESE, LE e LM, vemos que muitas vezes os espíritos buscam palavras mais próximas da realidade humana para exprimir conceitos tão superiores que se não fosse o caso, não entenderíamos. Jesus falou por parábolas que depois foram esclarecidas no ESE dado ao menor grau intelectual da época em que veio a esse planeta.

Será que "superfície estéril" realmente que dizer que nada há ali? Considerando que existem diversos níveis de vibração, onde muitas coisas não são possíveis serem vistas por espíritos menos adiantados, será que esse estéril não seria referente à ideia terrena que temos da esterilidade? Será que esse termo foi usado para melhor explicar o conceito pretendido tendo em vista o avanço intelectual de meados do século 19?

Considerando que a alma carrega consigo seu perispírito (matéria), e considerando que superfícies estéreis (de acordo com a conceituação terrena) nada podem ter, não seria uma contradição achar que um espírito poderia passar por zonas estéreis? Uma vez que um perispírito passe por ali, a zona deixa de ser estéril, não acham?

Entretanto, mesmo com os questionamento colocados, acredito que também não podemos levar ao pé da letra todas as palavras escritas nas obras mais recentes. Elas não passaram por um processo nos moldes do CUEE e podem conter imprecisões e erros. Mas seria leviano de nossa parte descartar a obra inteira por esse simples fato.

Por isso, ultimamente venho experimentando uma aflição ao olhar para o movimento espírita. Vejam o que escrevi em outro tópico:

Citar
Como bom estudante que sou, e muito interessado pelo tema, muitas dúvidas também surgem na minha cabeça. Tenho navegado na Internet por vários espaços que se propõem a discutir temas relacionados à Doutrina e tenho tido algumas percepções. Sem querer criar polêmicas, mas contribuir com o debate:

    * Percebo que existe muita "paixão" em alguns debates. Grupos com opiniões diferentes se esforçam por fazer valer suas opiniões, muitas vezes apelando para argumentos vazios e sem apontar de forma direta, as contradições e referências onde encontrar informações que as sustentem.
    * Me parece que o movimento espírita está se tornando cada vez mais politizado e dividido, com "grupos" ou "facções" defendendo e atacando as duas principais correntes espíritas (Kardec e Roustaing). Foi necessário criar o Pacto Áureo para por um certo termo no calor dos embates que se seguiam. Existem críticas pesadas como tal ou qual organização se comporta, escolhe os diretores de seus quadros, se posiciona e organiza seus trabalhos. Muitos parecem levar as coisas para o lado pessoal...
    * Muitos opinam e debatem assuntos sem muito conhecimento formal conquistado. Pelo que eu vejo, alguns apenas repetem opiniões e frases colecionadas em diversos sites e fóruns diferentes, sequer parando para refletir sobre o assunto e corrigir erros.
    * Outros parecem endurecer seus pensamentos achando que porque algo não se encontra nos livros da codificação, então não é verdade.


Citação de: Mourarego em 30 de Janeiro de 2010, 17:10

    A pergunta correta seria: Em Espiritismo o que garante o que é certo?
    A resposta seria o método validador empregado SOMENTE nas obras codificadas.
    Este método chama-se: Controle Universal do Ensino dos Espíritos.
    Abraços,
    Moura


Citação de: psi em 31 de Janeiro de 2010, 04:15

    Nenhum espírito é infalível, e devemos sempre submeter os livros psicografados à obra da codificação de Kardec e ao nosso bom senso.

    Existem alguns espíritas que não aceitam, por exemplo, as obras de André Luiz, pois alegam que elas contradizem as obras de Kardec. A amiga vai se deparar com alguns deles aqui no fórum.

    Só que alegam existir contradição onde contradição não há. O que existe são fatos novos, não abordados por kardec. Não que devamos aceitar tudo o que os espíritos nos dizem, mas devemos ter o embasamento e conhecimento da doutrina suficientes para que possamos utilizar a fé raciocinada para julgar diante do bom senso.

    O próprio Kardec nos disse que a codificação estabeleceu as regras gerais, mas que os ensinamentos não terminavam com ela. Muito ainda haveria de ser explicado pelos espíritos diante do avanço da ciência, do conhecimento humano, e do próprio conhecimento dos espíritos.

    Eu não creio que André Luiz, Emmanuel, e a equipe espiritual que o auxiliou em seus livros sobre a vida no mundo espiritual sejam infalíveis, mas também não vi nenhuma contradição com os livros de Kardec. Por isso, sempre que alguém diz haver contradição, eu solicito que ela seja trazida à tona, para ser discutida.

    Um abraço

    PSI
       


Me apoiando no que os irmãos Moura e PSI já trouxeram de contribuição, pergunto:

Alguém tem conhecimento de algum grupo espírita sério e bem intencionado que trabalha atualmente para verificar as obras mais novas? Que esteja em missão de verificar através do Controle Universal esses novos ensinamentos?

Ora, Kardec viveu nessa encarnação 64 anos. Seu trabalho na Codificação começou já próximo de quando tinha 50 anos de idade. Em pouco menos de duas décadas conseguiu com o apoio de seus amigos espíritas juntar vasto material que depois viria a mudar a forma como todos nós vemos o mundo.

Penso que além de debater nossos pontos de vista, nossas divergências e contradições, paralelamente, seria de grande utilidade realizar esse tipo de trabalho.

No fim, arranjaríamos outros problemas para nos preocuparmos, entretanto, poríamos fim a muitas dessas questões elencadas acima, traríamos mais unidade ao movimento espírita e efetivamente estaríamos contribuindo para a evolução dos nossos conhecimentos de uma forma mais eficaz.

Acredito que o movimento espírita esteja precisando de uma renovada nos ares. Só assim o espiritismo irá avançar. Muita conversa e pouca ação parecem ser a tônica atual.

Na minha modesta opinião, temos sim que organizar um grupo responsável por coletar e organizar questionamentos que devem ser realizados por espíritas sérios e bem intencionados ao redor do mundo, a promover o esclarecimento das questões que não foram bem explicadas ainda, a dirimir dúvidas, a validar as novas informações recebidas mais recentemente, a atualizar as questões científicas da doutrina à luz dos avanços obtidos nos últimos 150 anos.

Mas isso tudo caros irmãos, sem esquecer de que o espírita verdadeiro é aquele que se reforma e pratica a caridade. Nada adianta esse trabalho sem a doação dos nossos corações aos irmãos encarnados e desencarnados que necessitam de ajuda e conforto.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más." O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, 4.

"De que serve acreditar na existência dos Espíritos, se essa crença não torna o homem melhor, mais benevolente e mais indulgente para com seus semelhantes, mais humilde, mais paciente na adversidade? (...) Todos os homens poderiam crer nas manifestações e a humanidade permanecer estacionária; mas tais não são os desígnios de Deus" Livro dos Médiuns, 350.

Abraços cordiais,

Bruno
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 07 de Fevereiro de 2011, 14:23
Em Nosso Lar, capítulo 31 (Vampiro), lá pelas tantas André Luiz se impressiona com a negativa em atender uma mendiga que batia nos portões em busca de auxílio. Com os esclarecimentos prestados, André veio a saber que aquela senhora era uma entidade extremanente má, um vampiro espiritual, e que se fosse permitida sua entrada poderia desestabilizar toda vibração atual dentro da cidade, devido ao grande mal que tal espírito carrega em seus pensamentos.

EU:Amigo Bruno, compreendo sua dúvida.
Esclareço porém que a atitude tomada e descrita por você é oriunda de um Romance, e que esta não é a visão da doutrina. Espiritismo é uma coisa e romances não têm por fim trazer a doutrina mas sim mostrar sob a óptica de um Espírito aquilo que ele vê.
nenhum Espírito pode expulsar outro de algum lugar.
O que acontece e sob o manto da doutrina, é que a condição de maior moral de um cria ao outro Espírito, este menos moralizado, uma condição que o faz  ficar distante. Aliás a resposta da doutrina  é, "Esta condição é irresistível".
Logo quem se exclui é o0 Espírito menos moralizado, mas este fato não o faz excluído de poder estar em assembléias onde poderá aprender mais e moralizar-se mais.

Em Os Mensageiros, capítulo 16 (No Posto de Socorro), novamente André se espanta com os cuidados do Posto de Socorro em afastar os maus espíritos, de forma a não atrapalhar o serviço de caridade e ajuda que se processava ali.
O tal Posto ( incorre em grave erro contra a lei de Justiça, Amor e Caridade. esta a resposta da doutrina.

Não vejo contradição com a DE. Nenhum espírito é proibido de circular por lugar algum. Entretanto, não há nada na Doutrina que proíba espíritos bons de afastar presenças más de suas redondezas. Pelo contrário, a Doutrina nos diz que isso é possível dada a superioridade moral que espíritos de bondade aflorada no coração possuem em comparação aos espíritos perdidos nos caminhos do mal.

Aqui você erra de novo meu mano,Em OLE é ensinado que "Há regiões interditas aos Espíritos menos evoluídos". Logo, a obra quem lhe diz em diferente além de se afastar da doutrina, não é crível.

Também me questiono se não estamos levando ao pé da letra todas as palavras escritas na obra da codificação. Em diversas passagens do ESE, LE e LM, vemos que muitas vezes os espíritos buscam palavras mais próximas da realidade humana para exprimir conceitos tão superiores que se não fosse o caso, não entenderíamos. Jesus falou por parábolas que depois foram esclarecidas no ESE dado ao menor grau intelectual da época em que veio a esse planeta.

Bruno, a obra O ESE, é um estudo feito por Allan Kardec, e portanto digna da maior credibilidade.
Nela, Kardec desfaz todas as alegorias que a Bíblia trás, colocando-a mais facilmente assimilável por todos.
A bíblia é uma coisa, O ESE outra, este trás explicações de algumas passagens da bíblia na forma descrita acima.
Como se pode ver, amigo, há contradições fortes e não só aparentes mas grassantes, nas duas obras que o amigo cita.

Será que "superfície estéril" realmente que dizer que nada há ali? Considerando que existem diversos níveis de vibração, onde muitas coisas não são possíveis serem vistas por espíritos menos adiantados, será que esse estéril não seria referente à ideia terrena que temos da esterilidade? Será que esse termo foi usado para melhor explicar o conceito pretendido tendo em vista o avanço intelectual de meados do século 19?

Considerando que a alma carrega consigo seu perispírito (matéria), e considerando que superfícies estéreis (de acordo com a conceituação terrena) nada podem ter, não seria uma contradição achar que um espírito poderia passar por zonas estéreis? Uma vez que um perispírito passe por ali, a zona deixa de ser estéril, não acham?

Entretanto, mesmo com os questionamento colocados, acredito que também não podemos levar ao pé da letra todas as palavras escritas nas obras mais recentes. Elas não passaram por um processo nos moldes do CUEE e podem conter imprecisões e erros. Mas seria leviano de nossa parte descartar a obra inteira por esse simples fato.

Por isso, ultimamente venho experimentando uma aflição ao olhar para o movimento espírita. Vejam o que escrevi em outro tópico:

Citar
Como bom estudante que sou, e muito interessado pelo tema, muitas dúvidas também surgem na minha cabeça. Tenho navegado na Internet por vários espaços que se propõem a discutir temas relacionados à Doutrina e tenho tido algumas percepções. Sem querer criar polêmicas, mas contribuir com o debate:

    * Percebo que existe muita "paixão" em alguns debates. Grupos com opiniões diferentes se esforçam por fazer valer suas opiniões, muitas vezes apelando para argumentos vazios e sem apontar de forma direta, as contradições e referências onde encontrar informações que as sustentem.
    * Me parece que o movimento espírita está se tornando cada vez mais politizado e dividido, com "grupos" ou "facções" defendendo e atacando as duas principais correntes espíritas (Kardec e Roustaing). Foi necessário criar o Pacto Áureo para por um certo termo no calor dos embates que se seguiam. Existem críticas pesadas como tal ou qual organização se comporta, escolhe os diretores de seus quadros, se posiciona e organiza seus trabalhos. Muitos parecem levar as coisas para o lado pessoal...
    * Muitos opinam e debatem assuntos sem muito conhecimento formal conquistado. Pelo que eu vejo, alguns apenas repetem opiniões e frases colecionadas em diversos sites e fóruns diferentes, sequer parando para refletir sobre o assunto e corrigir erros.
    * Outros parecem endurecer seus pensamentos achando que porque algo não se encontra nos livros da codificação, então não é verdade.

prossegue
Título: Re: O CUEE e o Avanço do Espiritismo
Enviado por: Mourarego em 07 de Fevereiro de 2011, 14:24
Finalizando:
O que um estudante sério da doutrina diz, e eu faço coro com estes, é que aquilo que não está nas obras básicas, não é doutrina.
Afirmar isso, não é o mesmo de se dizer que o que não está na obra básica não seja verdade.
pode até ser, apenas não se tem confirmação de que seja e pelo mesmo método usado nas obras básicas.
Quem já estudou o ESE deve ter passado algum tempo a estudar o item dois de sua Introdução que tem o título de "Autoridade da Doutrina Espírita".
Quem não deu valor a este título deve dar, posto que é doutrina limpa e clara.
O Movimento Espírita desde o aparecimento da doutrina No brasil, se dividiu entre os científicos e os docetas.
Este é um problema não da doutrina mas do movimento espírita que é outra coisa e é formado pelos Espíritos bons ou ruins, que estudam e que não estudam a doutrina.
Contudo há entre os que a estudam os que teimam em aceitar Roustaing. e mais ainda entre os que nunca leram nada a respeito dele e mesmo assim seguem o "bloco".
Estas as minhas considerações.
Abração,
Moura
Citação de: Mourarego em 30 de Janeiro de 2010, 17:10

    A pergunta correta seria: Em Espiritismo o que garante o que é certo?
    A resposta seria o método validador empregado SOMENTE nas obras codificadas.
    Este método chama-se: Controle Universal do Ensino dos Espíritos.
    Abraços,
    Moura


Citação de: psi em 31 de Janeiro de 2010, 04:15

    Nenhum espírito é infalível, e devemos sempre submeter os livros psicografados à obra da codificação de Kardec e ao nosso bom senso.

    Existem alguns espíritas que não aceitam, por exemplo, as obras de André Luiz, pois alegam que elas contradizem as obras de Kardec. A amiga vai se deparar com alguns deles aqui no fórum.

    Só que alegam existir contradição onde contradição não há. O que existe são fatos novos, não abordados por kardec. Não que devamos aceitar tudo o que os espíritos nos dizem, mas devemos ter o embasamento e conhecimento da doutrina suficientes para que possamos utilizar a fé raciocinada para julgar diante do bom senso.

    O próprio Kardec nos disse que a codificação estabeleceu as regras gerais, mas que os ensinamentos não terminavam com ela. Muito ainda haveria de ser explicado pelos espíritos diante do avanço da ciência, do conhecimento humano, e do próprio conhecimento dos espíritos.

    Eu não creio que André Luiz, Emmanuel, e a equipe espiritual que o auxiliou em seus livros sobre a vida no mundo espiritual sejam infalíveis, mas também não vi nenhuma contradição com os livros de Kardec. Por isso, sempre que alguém diz haver contradição, eu solicito que ela seja trazida à tona, para ser discutida.

    Um abraço

    PSI
       


Me apoiando no que os irmãos Moura e PSI já trouxeram de contribuição, pergunto:

Alguém tem conhecimento de algum grupo espírita sério e bem intencionado que trabalha atualmente para verificar as obras mais novas? Que esteja em missão de verificar através do Controle Universal esses novos ensinamentos?

Ora, Kardec viveu nessa encarnação 64 anos. Seu trabalho na Codificação começou já próximo de quando tinha 50 anos de idade. Em pouco menos de duas décadas conseguiu com o apoio de seus amigos espíritas juntar vasto material que depois viria a mudar a forma como todos nós vemos o mundo.

Penso que além de debater nossos pontos de vista, nossas divergências e contradições, paralelamente, seria de grande utilidade realizar esse tipo de trabalho.

No fim, arranjaríamos outros problemas para nos preocuparmos, entretanto, poríamos fim a muitas dessas questões elencadas acima, traríamos mais unidade ao movimento espírita e efetivamente estaríamos contribuindo para a evolução dos nossos conhecimentos de uma forma mais eficaz.
[/quote]

Acredito que o movimento espírita esteja precisando de uma renovada nos ares. Só assim o espiritismo irá avançar. Muita conversa e pouca ação parecem ser a tônica atual.

Na minha modesta opinião, temos sim que organizar um grupo responsável por coletar e organizar questionamentos que devem ser realizados por espíritas sérios e bem intencionados ao redor do mundo, a promover o esclarecimento das questões que não foram bem explicadas ainda, a dirimir dúvidas, a validar as novas informações recebidas mais recentemente, a atualizar as questões científicas da doutrina à luz dos avanços obtidos nos últimos 150 anos.

Mas isso tudo caros irmãos, sem esquecer de que o espírita verdadeiro é aquele que se reforma e pratica a caridade. Nada adianta esse trabalho sem a doação dos nossos corações aos irmãos encarnados e desencarnados que necessitam de ajuda e conforto.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más." O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, 4.

"De que serve acreditar na existência dos Espíritos, se essa crença não torna o homem melhor, mais benevolente e mais indulgente para com seus semelhantes, mais humilde, mais paciente na adversidade? (...) Todos os homens poderiam crer nas manifestações e a humanidade permanecer estacionária; mas tais não são os desígnios de Deus" Livro dos Médiuns, 350.

Abraços cordiais,

Bruno
[/quote]