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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Kazaoka em 15 de Fevereiro de 2014, 11:13

Título: Jesus cura o leproso (Mateus, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Enviado por: Kazaoka em 15 de Fevereiro de 2014, 11:13
CAPÍTULO XIII

Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. - Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. - Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. - Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Qual seria o significado da recomendação dada por Jesus ao leproso que ele havia acabado de curar?

Título: Re: Jesus cura o leproso (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Enviado por: lconforjr em 15 de Fevereiro de 2014, 15:19
Jesus cura o leproso (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

      Kazaoka  « ref # inicial, de 150214, às 11:13 »

      Conf: é realmente estranha a primeira parte da recomendação de Jesus. Quanto à segunda parte, essa decorria da lei e do costume: o leproso levar ao sacerdote a prova da cura, para reconquistar o direito de viver entre os outros.

      Mas, a primeira parte é mesmo estranha; poderá ter alguma significação se se considerar que entre as lições do Mestre estava a de extirpar a vaidade e o orgulho dos homens.

      Aqueles que conheceram a verdade, despertado o amor conseqüente de a conhecerem, tentaram levar os semelhantes ao caminho onde, também, a encontrassem, e que eles, os mestres, já haviam trilhado. Assim, com esse objetivo, e o de procurar fazer que os semelhantes cressem em suas palavras, muitos realizaram proezas a que demos o nome de milagres.

      Isso foi, e deve estar sendo ainda, uma pratica no âmbito da doutrina espírita, como é o caso, no Brasil, de Arigó e outros, que realizaram intervenções cirúrgicas delicadas e profundas sem os procedimentos normais pré, intra e pós-operatórios, cirurgias sem anestesia, sem antibióticos, sem esse sofisticado apoio instrumental da medicina convencional, sem dores e com resultados eficazes quase imediatos ou mesmo imediatos.

      Certamente, a intenção, por trás dos chamados “milagres”, é causar, nas pessoas, o impacto de verem coisas inusitadas, extraordinárias, além dos conhecimentos dos homens comuns, acontecerem natural e facilmente, para que abram os olhos e percebam que algo mais existe além da vida material.

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Título: Re: Jesus cura o leproso (Mateus, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Enviado por: Kazaoka em 15 de Fevereiro de 2014, 19:02
Nesta passagem notamos a fé do leproso na possível cura se Jesus assim a quisesse. E aproveitando o influxo da energia de crença daquele enfermo, Jesus alavanco-a dizendo; "quero-o, fica curado" . E a cura se processou.

Em situação semelhante ele recomendou a outro; "a sua fé te curou". Em ambas as situações Jesus demonstrou que a origem da cura residia na fé daqueles enfermos.

Na segunda parte, quando Jesus recomenda que o curado abstenha-se de tornar público a forma como processou a cura, e que procure os sacerdotes e cumpra o dom prescrito por moisés (adoração ao único Deus), quis ele dizer sobre o mandamento de amar este Deus único e de atribuir a Ele (Deus) o mérito do feito. Os sacerdotes, já com suas opiniões sobre Jesus divididas, teriam condições de compreender isso e perceberiam mediante provas que a obra de Jesus em nada contrariava a base da fé judaica que já era monoteísta, e que Jesus, então alvo de perseguição por parte dos Judeus, não obrava contra estes, mas a favor do cumprimento das Leis que eles mesmos procuravam obedecer.
Título: Re: Jesus cura o leproso (Mateus, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Enviado por: Diegas em 16 de Fevereiro de 2014, 02:18
O Senhor deu a Moisés o seguinte regulamento para os casos de leprosos curados:

Citar
"O sacerdote sairá do acampamento para examinar a pessoa. Se ele vê que a lepra desapareceu mesmo, exigirá o seguinte, para a cerimônia de purificação: duas aves que a Lei permite ao povo comer; um pedaço de madeira de cedro; um pano de forro vermelho; e uns ramos de hissopo. Mandará matar uma das aves, que deverá ser posta numa vasilha de barro pendurada em cima de água corrente.
"O sacerdote molhará a outra ave, ainda viva, no sangue da ave sacrificada. Molhará junto com ela a madeira, o pano vermelho e os ramos de hissopo.
"Então o sacerdote borrifará daquele sangue sobre a pessoa curada da lepra. Fará isso sete vezes. Só depois disso tudo é que o sacerdote declarará que aquela pessoa está curada. Em seguida, soltará a ave viva, para que viva livremente nos campos
"Para completar a purificação, o doente curado lavará as roupas que estiver usando, rapará a cabeça, as sobrancelhas e a barba, tomará banho e tornará a morar dentro do acampamento. Só que terá de ficar fora da tenda dele durante sete dias. 9 - "Ao sétimo dia, rapará de novo a cabeça, a barba e as sobrancelhas, lavará a roupa dele e tomará banho. Então será declarado totalmente curado da lepra e cerimonialmente limpo.
"No dia seguinte - no oitavo dia irá ao sacerdote levando dois cordeiros sem defeito, uma cordeira de um ano de idade, também sem defeito, e quinze litros de farinha fresca da melhor qualidade para oferta de cereal preparado com azeite; fora meio litro de azeite de oliveira, que será levado separadamente.
"O sacerdote encarregado de fazer a purificação apresentará ao Senhor a pessoa e as ofertas que trouxe, na entrada do Tabernáculo.
"O sacerdote oferecerá ao Senhor um dos cordeiros e o meio litro de azeite, como oferta pela culpa. Fará os movimentos próprios de oferecimento ao Senhor, pois é oferta movida diante do Senhor.
"Então matará o cordeiro no lugar em que é costume matar os animais das ofertas pelo pecado e das ofertas queimadas, lugar consagrado para este fim, junto ao Tabernáculo. Isto porque a oferta pela culpa é para o sacerdote usar como alimento - como no caso da oferta pelo pecado. É oferta muito santa.
"O sacerdote usará o sangue da oferta pela culpa para pôr um pouco na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está em processo de purificação cerimonial.
"Depois o sacerdote derramará o azeite trazido separado, na palma da mão esquerda dele mesmo. Molhará o dedo direito dele e, com o dedo, borrifará sete vezes azeite diante do Senhor.
"Da sobra do azeite que está na mão esquerda, o sacerdote porá um pouco na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão do candidato à purificação - como tinha feito com o sangue da oferta pela culpa.
"O restante do azeite será derramado na cabeça daquela pessoa. "Assim o sacerdote fará expiação pela culpa - ou seja, ficará paga a culpa daquela pessoa diante do Senhor.
"Depois o sacerdote apresentará a oferta pelo pecado, e fará a cerimônia de expiação por aquele que está sendo purificado da impureza da lepra. Feito isso, o sacerdote matará o animal dado para a oferta queimada. Apresentará essa oferta junto com a oferta de cereais, sobre o altar. Assim o sacerdote fará expiação por aquela pessoa que, afinal, será declarada limpa.
"Se a pessoa for pobre, não tendo recursos suficientes para trazer tudo aquilo, poderá trazer somente um cordeiro para a oferta pela culpa, para ser apresentado ao Senhor, na cerimônia de expiação feita com os movimentos próprios pelo sacerdote diante do altar. Além do cordeiro, basta trazer cinco litros de farinha fresca e boa, preparada com azeite, para a oferta de cereais, e meio litro de azeite de oliveira.
"Deverá trazer também duas rolas ou dois pombinhos, o que lhe for possível, e usar um deles para oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada.
"Estas coisas serão trazidas ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo, ao oitavo dia, para a cerimônia de purificação diante do Senhor.
"O sacerdote deverá pegar o cordeiro para oferta pela culpa e o azeite trazido em separado, e mover as suas ofertas diante do altar, como gesto de oferecimento ao Senhor. Depois, matará o cordeiro e porá sangue dele na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está sendo purificado.
"Então o sacerdote derramará azeite na palma da sua própria mão esquerda.
"Com o dedo direito, borrifará azeite sete vezes diante do Senhor.
"Depois ele terá de pôr um pouco do azeite – da mão esquerda - na ponta da orelha direita e nos polegares direitos do pé e da mão daquele que está sendo purificado, como tinha feito com o sangue da oferta pela culpa.
"O azeite restante na mão do sacerdote será posto na cabeça daquele que está em processo de purificação, para fazer expiação por ele, diante do Senhor.
"Depois oferecerá as rolas ou os pombinhos (conforme a pessoa tenha podido trazer). Uma das aves é para oferta pelo pecado; a outra é para oferta queimada - para ser sacrificada junto com a oferta de cereais. E assim o sacerdote fará expiação por aquele que está sendo purificado diante do Senhor."

São estas, pois, as leis para aqueles que, estando limpos da lepra, não têm recursos para oferecer os sacrifícios normalmente exigidos para a cerimônia da purificação.

Disse ainda o Senhor a Moisés e a Arão:
 
Citar
"Quando entrarem na terra de Canaã - terra que darei a vocês - e eu puser lepra em alguma casa de lá, o dono da casa comunicará o fato ao sacerdote, dizendo: 'Parece que a minha casa pegou lepra!'
"O sacerdote tomará as seguintes medidas: que a casa seja esvaziada, para que a praga não contamine os móveis e os objetos domésticos; depois, ele mesmo irá até lá e examinará a casa. "Se encontrar nas paredes da casa manchas esverdeadas ou avermelhadas, parecendo mais fundas do que a parede, o sacerdote sairá e trancará a casa, ficando interditada por sete dias.
"Sete dias depois, o sacerdote fará novo exame. Se vê que a praga se alastrou nas paredes da casa, ordenará que as pedras atingidas peIa praga sejam arrancadas e lançadas fora da cidade, num lugar declarado impuro.
"Além disso, fará raspar a casa inteira. O pó que juntarem da raspagem será lançado fora da cidade, num lugar impuro.
"Serão colocadas outras pedras no lugar das que foram arrancadas, e a casa será rebocada com novo reboco.
"Se depois de feitas essas coisas todas, a praga tornar a brotar na casa, será examinada outra vez pelo sacerdote. Se a praga se tiver alastrado na casa, é lepra maligna. A casa está contaminada.
"Por isso, a casa será demolida totalmente, dê modo que não fique nada de pé: nem pedras, nem revestimento, nem madeira. E tudo será levado para fora da cidade, para um lugar impuro.
"Quem entrar na casa enquanto ela estiver interditada, ficará cerimonialmente impuro até o anoitecer.
"Quem descansar ou comer naquela casa, terá de lavar a roupa usada na ocasião.
"Mas se quando o sacerdote voltar para novo exame, verificar que as manchas não reapareceram nas paredes reformadas, ele dará atestado de que a lepra está curada e que a casa está limpa.
"Para completar a purificação da casa, pegará duas aves, um pedaço de madeira de cedro, um pano vermelho e uns ramos de hissopo.
"Matará uma das aves numa vasilha de barro pendurada em cima de água corrente.
"Depois molhará a madeira, o hissopo, o pano vermelho e a ave viva no sangue da ave sacrificada, e borrifará o sangue na casa sete vezes. Deste modo a casa será purificada.
"Então o sacerdote soltará a ave fora da cidade, para que viva livremente nos campos. Assim ficará feita a expiação pela casa, e ela estará cerimonialmente limpa.

São estes, pois, os regulamentos para os vários lugares e coisas que podem pegar lepra. Tanto servem para resolver a questão quando aparecem pragas em roupas e em casas, como também aparecem na pele humana manchas lustrosas, inchaços e feridas vivas nas queimaduras. Assim fica fácil verificar se uma coisa é limpa ou impura; isto é, se uma coisa está com lepra ou não.

Aí está, pois, a lei da lepra.
Título: Re: Jesus cura o leproso (Mateus, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Enviado por: Brenno Stoklos em 17 de Fevereiro de 2014, 04:17


"Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: "Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa." Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. E tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que
os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade.
Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: "Não saiba a mão esquerda o que dá a direita".

                                           O Evangelho Segundo o Espiritismo