Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Antonio Renato em 02 de Outubro de 2015, 00:47

Título: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Outubro de 2015, 00:47
Meus irmãos, dando continuidade ao estudo do evangelho Segundo o Espiritismo, desta
feita com o Cap. V, que trata das boas aventuranças, das aflições e suas consequências.
Muito embora a primeira vista possa parecer um tema fácil, mas não é, pois envolve
justiça,direitos e deveres, sacrifícios, decisões a serem tomadas quanto a própria vida e
a do próximo, perda, ganho e felicidade.
às perguntas devem ser colocadas de uma forma que qualquer um possa responder.
Quando Jesus esteve entre nós; disse então para aqueles que o acompanhavam, sendo
estes sedentos e carentes das graças de Deus: Bem-Aventurados os que choram, pois
serão consolados. - Bem- aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois serão
saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles
o Reino dos Céus. ( São Mateus, Cap. V, vv. 5, 6 e 10 ).
Naquele momento, quis Jesus dá para aquele povo sofrido, e ao mesmo tempo também
incrédulos, por não entender às causas dos seus sofrimentos, um remédio para as suas
dores, uma esperança para aqueles que nele acreditavam. Ao mesmo tempo colocava à
prova a Fé que todos pudessem ter, pois não é só receber às graças, é preciso também
fazer por merecer. Bons estudo para todos nós.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2015, 10:43
Amigo Renato muito obrigado pelo seu esforço para dar continuidade ao Estudo mensal que é muito importante para a nossa caminhada evolutiva....Assim para todos com muito carinho o meu bom dia de muita paz e vamos todos participar pois como diz o nosso querido amigo Renato é um tema muito rico em ensinamentos de vida .......
As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura.
Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz.
Diz-se que é para haver mais mérito.
Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir?
Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam.
A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas.
Ele deve ser todo- poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus.
E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade.
As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa.
Eis do que todos devem compenetrar-se.
Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos..............
Amigos aqui temos o que será importante fazermos na vida tentar sempre nos melhorar para sermos auxiliados nos momentos graves pelo Amor de Jesus ...........
Amigos com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Outubro de 2015, 12:03
Realmente um tema instigante, e que trata fundamentalmente da justiça de Deus.
Mas, como para tudo que devemos estudar, precisamos ampliar nossos horizontes, raciocinar com mais ampla perspectiva.
A compreensão da chamada lei de causa e efeito é fundamental, e pode ser melhor alcançada quando estudamos a fundo esse capítulo, entendendo que cada um tem da vida, aquilo que tenha lhe ofertado no passado.
E de novo a reencarnação, as vidas sucessivas, é de fundamental importância nesse processo de aprendizado e crescimento que cada um de nós fará, obrigatoriamente.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Outubro de 2015, 15:22
Meus irmãos bom dia. Meus irmãos Gustavo e Altino, sejam bem vindos ao nosso estudo.

                                                            -  Aflições  -

No íntimo de todas as criaturas existe o desejo de ser feliz e de afastar os sofrimentos,
ninguém gosta de sofrer.
No entanto Jesus nos disse: "No mundo só tereis aflições". São variadas as causas das
aflições. podemos para melhor compreensão, separá-las entre as que têm origem em
nossa intimidade e aquelas próprias da natureza em que vivemos.
Assim há várias dores que somente têm a ver com o mundo em que nos encontramos.
Por exemplo, a dor causada pelo nascimento do siso, último dos molares, é um
impositivo da biologia humana. A dor pela picada de um mosquito ou de uma agulha,
da mesma forma.
São dores próprias de um mundo material. São dores comuns a que estão sujeitos os
seres que habitam o planeta.
O sofrimento faz parte da nossa vida, uma vez que em tudo existe a necessidade de
ação.
Nossa mente pensa, nossa vontade almeja. Mas o corpo precisa executar.
Toda vez que desejamos alguma coisa,quando aspiramos, a necessidade de trabalhar
para realizar nossos sonhos gera um certo sofrimento.
Quem deseja bater recordes, vive aflições. São horas de intermináveis de exercícios,
disciplina rígida,com intuito de superar as próprias limitações físicas.
Dores físicas, preocupação com a classificação, um revés de última hora. Aflições de
toda sorte.
Quem deseja passar no vestibular, apesar do grande esforço aplicado no estudo, se
aflige ante a pespectiva de não conseguir a vaga pretendida.
Quem deseja ser cantor, ator, engenheiro, médico, passa pelas aflições das horas estafantes de estudo, estágio, aprendizagem, esforço, testes.
Reveses. Inquietudes. Aflições.
Em tudo há sofrimentos, pois em tudo existe a necessidade do esforço material, de
conformidade com o nível evolutivo do mundo em que vivemos.
No mundo só teremos só teremos aflições.
Só os sofrimentos desse mundo, os empeços materiais que se apresentam. Também
existem os sofrimentos causados por nós mesmo. É o resultado originado de nossas
intenções, de nossas atitudes, do estado geral da nossa mente e do nosso coração.
Quando tomamos decisões desequilibradas, sofremos.
Quando agimos de forma negativa, teremos que recolher adiante o resultado dessas
ações infelizes.
Quando pensamos somente em nós, num egocentrismo doentio, sofremos.
Quando desejamos que as coisas não passem, não mudem ou não terminem, sofremos
novamente.
Tudo passa. As paisagens mudam. Os momentos bons terminam, e os maus também.
Procurando entender a mensagem de Jesus poderemos vencer os sofrimentos do
mundo, vendo-os como se apresentam.
Ou seja, com empeços materiais numa realidade relativa. Alargando nosso ponto de
vista, poderemos vencer a melancolia e a aflição.
Sem visão pessimista, venceremos obstáculos próprios ao meio em que nos
encontramos.
E se optamos por seguir Jesus, não haverá aflição que resista ao bendito remédio da Fé.
Todos desejamos evitar os sofrimentos.
Assim, procuremos vencer as atribulações de cada dia e encontrar razões para a
felicidade em coisas pequenas.
Ser gratos pelo que temos, pelo que usufruirmos.
Aprenda com os pássaros a saudar o dia com um cântico de esperança.
Eis uma boa fórmula para superar as aflições e começar a ser feliz, desde hoje.

Equipe de redação do momento espirita, com base no Cap. 10 do livro "O Despertar da
Alma, de Cristiano Macedo, Sociedade espirita Esperança.
 
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 02 de Outubro de 2015, 18:21
Estudo do mês de Outubro

      Ref msg inicial de ARenato

      Olá amigo Renato, boa-tarde; desejo que neste estudo que vc iniciu, tudo corra bem!

      Como sempre, vou fazer algumas perguntas pois desejo entender a doutrina do mesmo modo que vc e os nossos companheiros do fórum estão entendendo. A DE, vc sabe, ensina que devemos raciocinar para entendê-la, e nada melhor para exercitar o raciocínio do que procurar respostas às perguntas que todos fazem, concorda?
.........

      Renato escreveu:... dando continuidade ao estudo do ESE, desta feita com o Cap. V, que trata das boas aventuranças, das aflições e suas consequências. Muito embora a primeira vista possa parecer um tema fácil, não é, pois envolve justiça, direitos e deveres, sacrifícios, decisões a serem tomadas quanto à própria vida e a do próximo, perda, ganho e felicidade.

      Conf: já necessito fazer algumas perguntas: qual é a causa de uns chegarem a gozar das bem-aventuranças antes de outros, e de tantos sofrerem aflições desesperadoras e mesmo insuportáveis que, por ano, neste mundo, de 20 a 40 milhões de irmãos nossos, devido a não as suportarem, escolhem fugir da vida pela porta do suicídio? Sabemos que isso acontece, mas qual é a causa que faz acontecer?

      Renato:... Jesus disse... para aqueles que estavam sedentos e carentes das graças de Deus: Bem-Aventurados os que choram, pois serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois serão saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o Reino dos Céus.

      Conf: aqui coloco perguntas semelhantes à que coloquei acima: qual é a causa de uns se sentirem sedentos e carentes das graças de Deus, e de tantos outros não, pois nem mesmo acreditam em Deus, em suas leis, em Sua bondade e justiça, pois o que vemos no mundo é que todos, sem exceção, sofrem e tantas vezes durante toda a vida, sofrimentos cruéis e mesmo insuportáveis?

      Renato: Naquele momento, quis Jesus dar para aquele povo sofrido, e incrédulo, por não entender às causas dos seus sofrimentos, um remédio para as suas dores, uma esperança para aqueles que nele acreditavam. Ao mesmo tempo colocava à prova a Fé que todos pudessem ter, pois não é só receber às graças, é preciso também fazer por merecer.

      Conf: todos eram incrédulos e sofridos, ou havia quem não fosse? Se ninguém entendia as causas de seus próprios sofrimentos, e eram todos incrédulos, qual seria a causa de todos serem assim? Sem dúvida a causa estaria em Deus que, ao nos criar, além de simples e ignorantes, tb nos teria criado com uma mente deficiente, desprovida de inteligência e discernimento, já que somente após 20 séculos da chegada dos ensinamentos do Cristo, e século e meio da chegada dos ensinamentos da codificação, e depois de sofrimentos terríveis e por tanto tempo, é que conseguimos entender pequena parte desses elevados  ensinamentos?

      E, tendo vc dito “uma esperança para ‘aqueles’ que nele acreditavam” qual é a causa de nem todos acreditarem nEle?

      Um abraço, meu nobre amigo!
............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 02 de Outubro de 2015, 20:20
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #1 em: 02 10 15, às 10:43, de MAltino

      Altino escreveu: as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contrassenso, ou mais ainda, seriam um engodo.

      Conf: sinceramente, não entendi! Qual é a causa de as compensações só poderem ser realizadas em uma vida futura? Porq não nesta mesma vida? Não temos todos nós o livre-arbítrio e com ele o poder de sempre escolher só fazer escolhas corretas e nunca as incorretas? O que é que o amigo pode dizer sobre isso?

      Altino: Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz.

      Conf: amigo, pelo que entendo, não é compreender “dificilmente” a utilidade e a causa de termos de sofrer para ser felizes. Como é possível entender isso se, como a doutrina ensina, Deus é infinito amor e infinita justiça, e todos os sofrimentos só existem para a punição daqueles que, de propósito, escolhem transgredir as leis divinas?

      Onde estará essa transgressão para que sejamos, todos nós, condenados a passar por terríveis e mesmo insuportáveis sofrimentos?

      Altino: Diz-se que é para haver mais mérito.

      Conf: me perdoe, Altino, mas, novamente, não entendi. Vc entende mesmo assim,que é preciso sofrer para que existam méritos?!! Onde está, na doutrina, esse ensinamento? Será esse o processo evolutivo que Deus criou para suas criaturas: se não houver sofrimentos não haverá méritos?! Será essa a vontade Deus, fazer que todos sofram porq, se não sofrerem, não haverá progresso em nossa caminhada rumo ao aperfeiçoamento?

      Altino: Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam.
     
      Conf: meu amigo, vc não acha que essas perguntas são perfeitamente lógicas, naturais e coerentes com o que todos nós vemos no mundo? É exatamente isso que todos nós vemos em nosso mundo pois ele é um mundo de sofrimentos sem fim! Ou estou enganado?
 
      Altino: A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas. Ele deve ser todo-poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus.

      Conf: meu amigo, vc que é estudioso da doutrina sabe que não é isso que ela ensina, que Deus “deve ser”;  a doutrina afirma que Ele “é” todo-poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus.

      Porém, se só aos que nEle creem é possível conceber ser Deus amor, justiça etc, qual é a causa de tantos não crerem nem em Sua existência e, em consequência, nem em Sua bondade, nem em Sua justiça etc?
 
     E eu, tb, não consigo entender isso pois, se Ele é infinitamente bom e misericordioso, qual é a causa dEle nos impor tantos sofrimentos terríveis, e muitas vezes por multiplicadas encarnações e por milhões de anos? Não consigo ver aí nem bondade, nem amor, nem misericórdia! Olhe o mundo e veja qtos sofrimentos existem, quanto estão sofreno cruelmente, desesperadamente!!

      Altino: As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se.

      Conf: mas, Altino, quem é que nos ensinará “como fazer” para nos compenetrarmos disso, para entendermos isso?

      Altino: Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.

      Conf: tb não entendo isso que vc escreveu pois, se Deus, Ele próprio nos "encaminhou" para a compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, porq é que tantos ainda não chegaram a essa compreensão, se Deus mesmo nos encaminhou para chegarmos a ela? Porq é que tantos ignoram essa causa, porq é que muitos nem mesmo acreditam que essa causa exista? Onde estará o poder de Deus se Ele mesmo nos encaminhou para compreendermos qual é essa causa e, até agora, ainda não a compreendemos?

      Altino: Amigos, aqui temos o que será importante fazermos na vida: tentar sempre nos melhorar para sermos auxiliados nos momentos graves pelo Amor de Jesus...

      Conf: de novo pergunto: "como" é que devemos fazer para tentar nos melhorar? Como fazer para que deixemos de ser egoístas, maldosos, orgulhosos, desonestos, viciados nas drogas, corruptos, exacerbados no sexo, na pedofilia, nos estupros etc etc?

      Adianta alguma coisa aconselhar aquele que é egoísta a que deixe de ser egoísta, ao orgulhoso que não seja orgulhoso, enfim àqueles que possuem essas imperfeições monstruosas que vemos no mundo, a abandonarem essas imperfeições, se isso exige que tenhamos amor no coração mas, absolutamente ninguém sabe ensinar “como fazer” para ter amor no coração?! Conselhos de quem, ensinamentos de quem, exemplos de quem nos levarão a fazer que tenhamos amor?!     

      Um forte abraço; fique em Deus!
....................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 03 de Outubro de 2015, 10:31
Amigos para todos com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e analisando as perguntas do nosso amigo Iconfort vemos entendendo que muitas vezes a nossa falta de atenção interior nos leva a essas tristes realidades que grassa neste planeta e somos muitas vezes confrontados com essa dura realidade quando meditamos na vida da humanidade........Então muitas vezes o que fazemos são as vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, têm duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são a consequência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem.
Quantos homens caem por sua própria culpa!
Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por não terem limitado os seus desejos!
Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração!
Que de dissenções, de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e males são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!
Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração.
Mais tarde colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão.
Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência.
Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: "Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa não estaria nesta situação".
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos?
O homem é, assim, num grande número de casos, o autor de seus próprios infortúnios.
Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida.
O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
A lei humana alcança certas faltas e as pune.
O condenado pode então dizer que sofreu a consequência do que praticou.
Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas.
Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem.
Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas.
Eis porque não deixa impune nenhum desvio do caminho reto.
Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha consequências duras e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis.
Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou.
Os sofrimentos consequentes são então uma advertência de que ele andou mal.
Dão-lhe a experiência e o fazem sentir a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas.
Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.
Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer:
"Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!"
Como o trabalhador preguiçoso que diz:
"Perdi o meu dia", ele também diz:
"Perdi a minha vida".
Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.....
Amigo penso ter respondido a muitas questões colocadas e assim veja que continuo a dizer .... cada um de nós tem de fazer a sua parte.....
Com um grande abraço de muita serenidade
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Outubro de 2015, 12:47
Meus irmãos de estudo bom dia. Amigo lconforjr, veja bem, como você bem disse, após
20 séculos da chegada dos ensinamentos do Cristo Jesus, e século e meio da chegada
dos ensinamentos da codificação, é que nós conseguimos entender pequena parte desses
elevados ensinamentos. significa então que ainda não atingimos um grau suficiente de
entendimento, muito embora já tenhamos avançado o suficiente para entendermos coisas
mais simples. No entanto, por mais que tentemos, ainda não conseguimos respostas
para às coisa mais complexas, eis porque você tanto questiona e não encontra respostas.
Meu irmão Altino, bem colocado essa sua posição em dizer que a maior parte dos nossos
sofrimentos, fomos nós mesmo que o provocamos quando negligenciamos a nossa vida,
quando deixamos de cumprir o que determina às leis divinas. Mais adiante passamos a
lamentar por ter chegado ao ponto de sofrimentos, e esses poderiam ter sido evitado.
Nunca é tarde para recomeçar, o arrependimento é o primeiro passo a ser dado, em
seguida passamos a trabalhar os nossos erros, é um trabalho árduo é bem verdade, pode
até não ser completado nesta encarnação, mas a vida continua para o espírito que hoje
anima o nosso corpo.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 04 de Outubro de 2015, 10:29
Amigos muito bom dia e com muita paz e vamos verificar que também muitas causas das nossas aflições se remontam ao passado e fica  esquecido nesta vida enquanto aqui estamos voltando a ser conhecido por cada um de nós quando voltarmos para a vida na erraticidade assim muitos males  nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade.
Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família.
Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evitar; os revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, a imbecilidade etc.
Os que nascem nessas condições, nada fizeram, seguramente, nesta vida, para merecer uma sorte tão triste, sem possibilidade de compensação, e que eles não puderam evitar, sendo impotentes para modificá-las e ficando à mercê da comiseração pública.
Por que, pois, esses seres tão desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto e na mesma família, outros se apresentam favorecidos em todos os sentidos?
Que dizer, por fim, das crianças que morrem em tenra idade e só conheceram da vida o sofrimento? Problemas, todos esses, que nenhuma filosofia resolveu até agora, anomalias que nenhuma religião pôde justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, segundo a hipótese da criação da alma ao mesmo tempo que o corpo, e da fixação irrevogável da sua sorte após a permanência de alguns instantes na Terra.
Que fizeram elas, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para sofrerem tantas misérias no mundo, e receberem, no futuro, uma recompensa ou uma punição qualquer, se não puderam seguir nem o bem nem o mal?
Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa. Ora, a causa sendo sempre anterior ao efeito, e desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente.
Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é que fizemos o mal.
E se não fizemos o mal nesta vida, é que o fizemos em outra. Esta é uma alternativa a que não podemos escapar, e na qual a lógica nos diz de que lado está a justiça de Deus.
O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas jamais escapa às conseqüências de suas faltas.
A prosperidade do mau é apenas momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, pois aquele que sofre está sendo submetido à expiação do seu próprio passado.
A desgraça que, à primeira vista, parece imerecida, tem portanto a sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer:
"Perdoai-me, Senhor, porque eu pequei".
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem.
Se ele foi duro e desumano, poderá ser, por sua vez, tratado com dureza e desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer numa condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se empregou mal a sua fortuna, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos; e assim por diante.

É dessa maneira que se explicam, pela pluralidade das existências e pelo destino na Terra, como mundo expiatório que é, as anomalias da distribuição da felicidade e da desgraça, entre os bons e os maus neste mundo. Essa anomalia é apenas aparente, porque só encaramos o problema em relação à vida presente; mas quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe cabe no mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus nunca falha.
O homem não deve esquecer-se jamais de que está num mundo inferior, onde só é retido pelas suas imperfeições.
 A cada vicissitude, deve lembrar que, se estivesse num mundo mais avançado, não teria de sofrê-la, e que dele depende não voltar a este mundo, desde que trabalhe para se melhorar.
As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou demasiado ignorantes para fazerem uma escolha consciente, mas são livremente escolhidos e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor.
Assim é aquele que, tendo feito mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim de não perder as vantagens do seu trabalho.
Essas tribulações, portanto, são ao mesmo tempo expiações do passado, que castigam, e provas para o futuro, que preparam. Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede aos homens a faculdade da reparação, e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.
 Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta: trata-se frequentemente de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento.
Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação.
Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa de ser provado. Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a sua luta.
Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precedente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar.
Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus.
O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso.
 Os Espíritos não podem aspirar à perfeita felicidade enquanto não estão puros; toda mancha lhes impede a entrada nos mundos felizes. Assim acontece com os passageiros de um navio tomado pela peste, aos quais fica impedida a entrada numa cidade, até que estejam purificados.
É nas diversas existências corpóreas que os Espíritos se livram, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provas da vida fazem progredir, quando bem suportadas; como expiações, apagam as faltas e purificam; são o remédio que limpa a ferida e cura o doente, e quanto mais grave o mal, mais enérgico deve ser o remédio.
Aquele, portanto, que muito sofre, deve dizer que tinha muito a expiar e alegrar-se de ser curado logo. Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar.....
Vemos então que por vezes muitos dos nossos sofrimentos são e efeito de uma causa de vida passada... então agora nesta vida só nos resta fazermos o nosso melhor para podermos evoluir ......
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Outubro de 2015, 10:54
Meus irmãos de estudo bom dia, continuemos então.
                                                           
                                                   Causas anteriores das aflições.
Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais,
pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parece atingi-lo como por
fatalidade. Tal por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da
família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustaram todas as precauções aconselhadas pela prudência os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os
meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nestas condições, certamente nada hão feito na existência atual para 
merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes
para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois,
seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família,
outros são favorecidos de todos os modos? - Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V.
Vejam meus irmãos, para muitos é muito difícil aceitar, mesmo que possa entender, que
as causas dos sofrimentos de hoje, são reflexos dos procedimentos errados provocados
pelo próprio espírito em vidas passadas. Não poderia ele se isentar de quitar os débitos
anteriores mesmo que seja na forma de sofrimentos, para que possa evoluir. Muitos
irão questionar, porque o espírito tenha que sofrer para evoluir? Existiria outra forma? Já que estamos em um mundo de provas e expiações, não poderia haver. Assim eu entendo.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Outubro de 2015, 19:57
Olá amigos

A justiça divina, na minha óptica, está na igualdade dos Espíritos perante Deus. Nenhum Espírito é mais nem menos importante do que outro qualquer. Só há um peso e uma medida para todos.

A reposição da justiça, na minha opinião, só pode ser a reparação, fazendo bem que compense o mal que se fez antes. Só Espíritos atrasados se tentam vingar do que lhe foi feito no passado. Isso não é justiça, obviamente, mas é possível. É o caso em que a pena de Talião é aplicada, não como justiça mas como vingança.

Se nas leis terrenas têm de existir penas, elas não servem para repor a justiça, servem como meio de dissuasão/ prevenção e como meio de isolar pessoas perigosas da sociedade. A justiça moderna, nos países civilizados, não usa as penas como meio de reposição da justiça. A fixação e o cumprimento das penas tem de existir, senão a dissuasão/ prevenção não funcionava.

A pena de Talião, olho por olho, dente por dente, era uma forma de justiça de homens brutos e atrasados. Ao longo do tempo a justiça terrena evoluiu e deixou de ser bárbara.

Por esta ordem de ideias, não posso conceber que os sofrimentos sejam penas de acções realizadas em encarnações anteriores. A não ser aqueles sofrimentos que são fruto da influência de Espíritos atrasados, a quem prejudicámos (ou, simplesmente eles pensam que prejudicámos, tenha sido assim ou não). Espíritos atrasados desejam vingança, e vingança não é justiça.

Eu não digo isto por pensar que sou mais esperto do que os outros, mas não consigo conceber que as leis espirituais que Deus impôs aos Espíritos sejam piores do que as leis da Terra. E sejam baseadas no principio bárbaro da pena de Talião, olho por olho, dente por dente. Isso apontava para um Deus que, na minha opinião, não era bom, o que é impensável. Um Deus que tinha concebido leis espirituais que tratavam seres atrasados, por via da pouca idade espiritual, de uma forma brutal. Essa lei correspondia a vingar os Espíritos uns dos outros. E era um ciclo infinito. Se fiz mal a alguém, iria pagar com um mal idêntico, que alguém me vai fazer no futuro. Por sua vez, quem me fez mal iria pagar no futuro pelo que fez, e assim sucessivamente. Um mal feito hoje era uma cadeia de males idênticos, que nunca mais acabava.

A causa dos sofrimentos que não têm causa nesta encarnação, pela lógica será o resultado da imposição de outra lei espiritual: a lei do progresso. Sendo o progresso obrigatório, se o Espírito não vai a bem, tem de ser colocado num corpo e num mundo em condições de o fazer desejar progredir, pela força do "chicote", como um burro teimoso que não quer andar.quando o burro vê que o chicote dói, então avança. Mas isso não é a pena de Talião. Pelo contrário, ela não visa fazer justiça, mas fazer ao bem ao próprio Espírito. Ele pode persistir em não querer progredir, por vezes, mas, mais dia menos dia vai ceder ao chicote, vai ver que o sofrimento não compensa, e vai procurar novo caminho.
     
Se a lei do progresso obrigatório não existisse os espiritos permaneciam atrasados eternamente. O que é isto? - É um retrato do Inferno. E para o espiritismo não existe Inferno.   
   
Em conclusão, para mim não está a questão que os sofrimentos nos podem ser úteis, mas está fora de questão que sejam uma lei espiritual, tipo pena de Talião, e muito menos que sejam uma questão de justiça.

Se a causa não é desta encarnação, até pode estar noutra anterior, que determinou o reencarne num determinado corpo. Todo o efeito tem pelo menos uma causa, mas a causa dos sofrimentos não pode ser a reposição da justiça sob a forma de pena de Talião. Pode ser é vingança de seres espirituais atrasados, pois são esses os que se querem vingar. Os avançados perdoam, como Jesus ensinou.

bem hajam
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 05 de Outubro de 2015, 03:52
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #3 em: 02 10 15, 15:22, de ARenato

      Renato citou: - Aflições -: No íntimo de todas as criaturas existe o desejo de ser feliz e de afastar os sofrimentos, ninguém gosta de sofrer.   

      Conj: meu nobre amigo, de novo estou aqui para lhe fazer perguntas: se todos têm o desejo de ser felizes, qual é a causa de agirem de propósito para que sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis, venham atormentar suas vida, venham lhes trazer infelicidades extremas?!

      E se, conforme a doutrina, todos os sofrimentos são merecidos e justos e só sofrem aqueles que, de propósito, escolhem transgredir as leis de Deus, onde está nisso que vc disse, a transgressão?!

      A mesma pergunta faço em relação ao que vc citou que Jesus nos disse: "No mundo só tereis aflições". Qual terá sido a causa de Jesus dizer isso e de a doutrina não concordar com o que ele disse pois, como já vimos acima, e como a DE ensina, todos os sofrimentos são causados por transgressões que, de propósito, fazemos contra as leis divinas?

      Renato: São variadas as causas das aflições. Podemos para melhor compreensão, separá-las entre as que têm origem em nossa intimidade e aquelas próprias da natureza em que vivemos.

      Conf: aqui, meu amigo Renato, tenho de fazer outra pergunta: porq é, ou qual é a causa de, se temos a liberdade de escolher o que fazer, ou o bem ou o mal, qual é a causa de nós mesmos criarmos, em nosso íntimo, aflições para nós mesmos se o livre-arbítrio nos dá o poder de escolher só fazer ações boas e, portanto, não criar aflições?

      Renato: Assim há várias dores que somente têm a ver com o mundo em que nos encontramos... São dores próprias de um mundo material. São dores comuns a que estão sujeitos os seres que habitam o planeta...

      Conf: como entender isso, que há dores próprias do mundo em que habitamos, se a doutrina ensina que todos os sofrimentos são decorrentes de se transgredir as leis divinas? Sinceramente, como vc explicará isso? E se, como vc tb disse, que há dores comuns a todos os que habitam este planeta, devemos acreditar que o processo evolutivo criado por Deus, que é infinito amor, se baseia em fazer “sofrer cruelmente, desesperadamente”, para evoluir?!

      Meu amigo, se não houver sofrimentos, não haverá evolução?!! Será essa a lição que Deus dá para suas criaturas “bem-amadas”: “vc tem de, obrigatoriamente, evoluir, mas, para vc evoluir, tb tem, obrigatoriamente, de sofrer, e até mesmo sofrimentos insuportáveis! (tão insuportáveis que a cada  ano, cerca de 20 a 40 milhões de irmãos nossos decidem abandonar a vida pela porta do suicídio!!!).

      Renato: O sofrimento faz parte da nossa vida, uma vez que em tudo existe a necessidade de ação.

      Conf: meu amigo, lembre-se que esse tb não é um ensinamento da doutrina!!

      Renato: Nossa mente pensa, nossa vontade almeja. Mas o corpo precisa executar. Toda vez que desejamos alguma coisa, a necessidade de trabalhar para realizar nossos sonhos gera um certo sofrimento.

      Conf: esse também não é um ensinamento da doutrina! Para a DE, como já vimos, todos os sofrimentos vêm de transgressões que, de propósito, escolhemos fazer contra as leis de Deus! Lembra-se?

      Renato: Quem deseja bater recordes,...  passar no vestibular..., ser cantor, engenheiro... vive aflições... Em tudo há sofrimentos, pois em tudo existe a necessidade do esforço material, de conformidade com o nível evolutivo do mundo em que vivemos. No mundo só teremos aflições. Só os sofrimentos desse mundo, empeços (os obstáculos) materiais que se apresentam.

      Também existem os sofrimentos causados por nós mesmos. É o resultado originado de nossas intenções, de nossas atitudes, do estado geral da nossa mente e do nosso coração.

      Conf: aqui novamente tenho de perguntar: qual é a causa de todos nós, mesmo tendo livre-arbítrio, escolhermos criar sofrimentos para nós mesmos se podemos escolher sempre agir de modo que não os criemos?

      Renato: Quando tomamos decisões desequilibradas,... qdo agimos de forma negativa, teremos que recolher adiante o resultado dessas ações infelizes. Quando pensamos somente em nós, num egocentrismo doentio, sofremos...

      Conf: aqui as perguntas são semelhantes às já colocadas acima: qual é a causa de tomamos decisões desequilibradas, se podemos escolher tomar só ações equilibradas? Ou qual é a causa de agirmos de forma negativa e de só pensarmos em nós mesmos? E porq está errado sermos egoístas, se o egoísmo é um sentimento perfeitamente natural a todos, e que nasce do natural confronto entre a natureza que Deus nos deu, com a natureza ameaçadora que Deus deu ao mundo? Vc as conhece?

      Um abraço!
...........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2015, 10:28
Amigos para todos com muito carinho o meu bom dia sereno e continuando este estudo tenho que dizer que o nosso amigo Vitor está certo no que nos diz .......... As aflições que muitas vezes nos ensina Jesus são sempre provocadas por cada um de nós somos assim  vitimas dos nossos atos....mas sempre no sentido de evoluir e nunca de punição .penso que esta será um verdade ............ amigos quantas vezes dizemos .......... eu não fiz nada que me lembre e quando o diz muitas vezes tem razão pois não se lembra de outras vidas esquecendo que a Reencarnação faz parte da nossa evolução sendo vão que se aponta o esquecimento como um obstáculo ao aproveitamento da experiência das existências anteriores.
Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil.
Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves.
Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre-arbítrio.
De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito.
Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse.
De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e nos tira o que poderia prejudicar-nos.
O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu.
Ele nasce exatamente como se fez.
Cada existência é para ele um novo ponto de partida.
Pouco lhe importa saber o que foi: se está sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo.
É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais.
As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.
De resto, esse esquecimento só existe durante a vida corpórea. Voltando à vida espiritual, o Espírito reencontra a lembrança do passado.
Trata-se, portanto, apenas de uma interrupção momentânea, como a que temos na própria vida terrena, durante o sono, e que não nos impede de lembrar, no outro dia, o que fizemos na véspera e nos dias anteriores.
Da mesma maneira, não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que ele nunca a perde, pois a experiência prova que, encarnado, durante o sono do corpo, ele goza de certa liberdade e tem consciência de seus atos anteriores.
Então, ele sabe porque sofre, e que sofre justamente.
A lembrança só se apaga durante a vida exterior de relação.
A falta de uma lembrança precisa, que poderia ser-lhe penosa e prejudicial às suas relações sociais, permite-lhes ganhar novas forças nesses momentos de emancipação da alma, se ele souber aproveitá-los......
Amigos com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Outubro de 2015, 11:16
Olá amigos

Citar
O Espírito renasce frequentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito.

Esta forma de ver as coisas, exposta pelo amigo Altino, é muito lógica e parece-me ser fruto da bondade de Deus. Alguém a quem fizemos mal, no passado, por exemplo, pode renascer como um filho, como uma oportunidade, para que lhe dediquemos toda a atenção, o amemos, lhe dediquemos os nossos esforços, ainda que possam ser muito grandes, esses esforços.

Se formos bons pais, nesta situação, conciliamos-nos como Espíritos com o filho, passando a amar quem odiámos, e, através da nossa luta, para fazermos dos filhos boas pessoas e com capacidade para enfrentar bem a vida, tarefa essa muito difícil, por vezes, temos oportunidade de lhes fazer muito bem, e compensar assim, algum do mal que fizemos noutra encarnação. Está nas nossas mãos aproveitar bem a oportunidade que Deus nos deu, pois podemos optar por ser bons ou maus pais, ou seja, optar por reparar ou ficar com a divida de reparação que nos vem do passado, ou até aumentar essa divida.

Claro está que isso não implica que os nossos filhos tenham de ser Espíritos a quem fizemos mal. é apenas um exemplo para ilustrar a frase do amigo Altino. Pode dar-se até o contrário, um Espírito encarnar como nosso filho por simpatia das duas almas.

Bem hajam   
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Outubro de 2015, 13:13
Meus irmãos de estudo bom dia. Meu nobre(nobre na alma)amigo lconforjr, em um texto
anterior que coloquei, foi citado que existem dores que são comuns no mundo em que
vivemos e que elas são inevitáveis e não provocadas por nós mesmos. Veja bem, não se
pode como exemplo, comparar uma dor do nascimento de um ciso(último dos molares),
com uma dor de doenças incuráveis, mesmo que essa não tenha sido provocada por
negligenciarmos a nós mesmo. No mundo em que vivemos estamos sujeitos a vários
tipos de doenças que nos causam dores e sofrimentos físicos que possa parecer a
todos, que são intermináveis. Entretanto às dores que nos causam mais sofrimentos,
são as dores da alma, essas que o próprio espírito já trazem em si como provas ao
reencarnar ou às que ele provocou ao contrariar às leis divinas durante o tempo em que
a sua encarnação lhes foi permitida.
Todos nós temos defeitos e virtudes, às vezes mais defeitos que virtudes, por isso
somos imperfeitos, trazemos em nós vícios que teremos que dominá-los, são às más
tendências. O egoismo faz parte destas, ele é tão prejudicial quanto maior for a sua
intensidade, assim como todos os vícios que trazemos. O progresso moral de todos
muito depende de trabalhar num sentido de dominar essas más tendências, por isso
como consequência à continua evolução do espírito.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Outubro de 2015, 09:35
Meus irmãos de estudo bom dia... Interroguem friamente suas consciências todos os que
são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que o torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer:
Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si
mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios
infortúnios; mas em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a
sua vaidade acusar a sorte, a providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má
estrela é apenas a sua incúria.- E S E. Cap. V.
Meus irmãos vejam bem. Sempre seremos culpados por não assumirmos às nossas
responsabilidades diante das vicissitudes da vida as quais estamos sujeitos. A nossa
consciência nos alerta, mas em muitas vezes procuramos ignorar pois vão de contra
ao que mais nos interessa, passamos então a colocar os acontecimentos como não
sendo provocados por nós mesmo.É mais fácil, mais comodo, colocar a culpa dos
infortúnios que experimentamos nos fenômenos da vida, numa forma de catarse.
A falta de cuidado nas nossas ações, trás-nos dissabores que não queremos aceitar,
pois fere-nos no íntimo o nosso orgulho, talvez, a nossa vaidade, pois ainda somos
muito imperfeitos. Cabe-nos então reagirmos com humildade diante dos acontecimentos.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2015, 19:45
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #12 em: 05 10 15, às 10:28 de MAltino

      Altino disse:... tenho que dizer que o nosso amigo Vitor está certo no que nos diz... As aflições que muitas vezes nos ensina Jesus são sempre provocadas por cada um de nós somos assim somos vitimas dos nossos atos...

      Conf: meu amigo Altino, para não aborrecê-lo com as muitas perguntas que sempre faço, hoje vou lhe fazer apenas 3; se o amigo souber, por favor, responda:

      - qual é a causa de, mesmo tendo o livre-arbítrio, agirmos de modo a nos fazer vítimas de nós mesmos?

      - E se sempre nossos sofrimentos não são no sentido de punir, qual é a causa de Deus, que é infinito amor, pelos erros que fazemos, determinar que se multipliquem nossas encarnações e que durem por milhões de anos de sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis, que milhões decidem fugir da vida pelo suicídio?

      - E qual é a causa de o amigo Altino e tantos outros estudiosos da doutrina dizerem que não são punições se a própria codificação tantas vezes afirma que são sim punições, castigos, que podem ser terríveis e, como disse acima, tão insuportáveis que milhões decidem se suicidar?

      Pra vc tb um abraço de muita paz!
..................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2015, 20:54
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #8 em: 04 10 15, 10:29, de Altino

      Conf: Amigos, já coloquei muitas perguntas neste tópico, com a intenção de entender a doutrina do mesmo modo que os amigos estão entendendo mas, infelizmente, nenhum dos amigos deu resposta a muitas delas! Vejam quantas estão antes desta resp que estou fazendo agora, e que, absolutamente ninguém respondeu! Será que “não sabem” como respondê-las, ou não têm tempo?!

      Altino:... muitas causas das nossas aflições se remontam ao passado e que o homem é a própria causa...

      Conf: boa tarde, amigo Altino. Me desculpe, mas ainda vou lhe fazer perguntas mas, agora, somente uma, que já lhe fiz várias vezes, mas vc, não sei porq, não respondeu.

      Aqui vai de novo ela: qual é a causa de, mesmo tendo o poder de escolher fazer ou o bem ou o mal, tantas vezes escolhemos, no passado e mesmo no presente, fazer o mal e, devido a isso, como vc colocou acima, seremos nós mesmos as causas de nossos próprios sofrimentos?!!

      Abraços para todos!
...................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2015, 22:06
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref« Responder #6 em: 03 de Outubro de 2015, 10:31, de Altino

      Altino disse:... analisando as perguntas do nosso amigo Iconfort vemos entendendo que muitas vezes a nossa falta de atenção interior nos leva a essas tristes realidades que grassa neste planeta e somos muitas vezes confrontados com essa dura realidade quando meditamos na vida da humanidade...

      Conf: olá, querido amigo de Vila Nova de Gaia; meu jovem, não consegui entender o que vc disse acima a respeito de “nossa falta de atenção interior”, ligando isso às minhas perguntas. Se puder me explicar lhe serei grato!

      Os estudiosos da doutrina, inclusive vc, quase nunca respondem minha perguntas; talvez seja por falta de tempo pois sempre faço muitas! Para mim é difícil de acreditar que isso se deve à falta de interesse de pessoas espíritas! Mas, será isso?!

      Altino:... o que fazemos... tem duas origens bem diversas: umas têm causa na vida presente; outras, fora desta vida. Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as consequências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem.

      Conf: para não fazer, como sempre, muitas perguntas, lhe faço apenas uma:

      - qual é a causa que de nós, que somos todos criados perfeitamente iguais, e temos todos a faculdade de escolher livremente, uns se tornarem maus carácteres e de má conduta?

      Abraços!
.................................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2015, 22:34
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #7 em: 03 10 15, 12:47, de ARenato

      ARenato disse:... Amigo lconforjr, veja bem, como você bem disse, após 20 séculos da chegada dos ensinamentos do Cristo Jesus, e século e meio da chegada dos ensinamentos da codificação, é que nós conseguimos entender pequena parte desses elevados ensinamentos. Isso significa que ainda não atingimos um grau suficiente de entendimento,... e por mais que tentemos, ainda não conseguimos respostas!

      Conf: mas, meu amigo, qual é a causa dos sofrimentos, tantas vezes desesperadores e mesmo insuportáveis, que nos impõe a lei de Deus, devidos ao fato de não termos atingido um grau de entendimento suficiente para compreender a codificação, depois de tanto tempo e, por mais que tentemos, ainda não conseguimos as respostas necessárias?

      A DE ensina que "todos" os sofrimentos resultam do fato de escolhermos, portanto de propósito, transgredir as leis divinas!Não conseguir o que queremos é transgredi-las?!
............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2015, 23:01
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #9 em: 04 10 15, 10:54 de ARenato:

      Renato disse: Causas anteriores das aflições... se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parece atingi-lo como por fatalidade. Tal por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustaram todas as precauções aconselhadas pela prudência os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.

      Conf: meu querido, apenas uma pergunta relativa a suas palavras acima:

      - qual é a causa de Deus, que, segundo a DE é infinito amor e infinita justiça, nos impor tantos sofrimentos cruéis, desesperadores e mesmo insuportáveis? Não consigo ver nisso nem amor, nem justiça!! O que é que o amigo diz?

................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 07 de Outubro de 2015, 04:12
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #15 em: 06 10 15, às 09:35, de ARenato

      Renato citou: Meus irmãos... Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que o torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição. A quem então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.- E S E. Cap. V.

      Conf: o amigo Renato, se VC citou esses ensinamentos de OESE, com certeza é porq os compreendeu, concorda? Assim lhe pergunto: qual é a causa de nós mesmos sermos os causadores de nossos próprios sofrimentos se, com a liberdade que Deus nos deu, podemos escolher fazer tudo do modo mais correto possível?
................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 07 de Outubro de 2015, 10:31
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo é com muita serenidade que a todos dou o meu bom dia e vou tentar mais uma vez explicar ao nosso amigo Iconfort de que ao termos o livre arbítrio somos responsaveis pelos nossos atos e atitudes então tudo o que fizermos é na nossa responsabilidade e Deus nada tem a ver ...........pois nós somos os autores para o bem ou mal ...então o importante é fazermos todos os dias uma reforma intimo e nos melhorarmos todos os para evoluirmos vencendo assim e compreendendo muitas das causas porque dizemos bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.
Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura.
Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossas dívidas, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranquilidade para o futuro.
O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse:
"Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo".
O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?
É esse o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados".
Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a paga, estarão livres.
Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres.
Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável.
Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra.
Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento.
Eis porque precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.
Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento.
A uns, dirá o patrão:
"Eis a paga do teu dia de trabalho".
A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor-próprio e dos prazeres mundanos, dirá:
"Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra. Ide, e recomeçai a vossa tarefa".
O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena.
Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo.
Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto do infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa.
A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta e encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar.
Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso.
O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções.
Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entrega-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.....
Amigos aqui está uma coisa importante temos de compreender que a vida sempre continua e o resgate é sempre obrigatório .........então só nos resta tentar sempre fazer o bem ..........
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Outubro de 2015, 11:42
Meus irmãos de estudo bom dia. Meu irmão Altino, você foi muito bem nas suas
colocações em resposta aos questionamentos do nosso amigo lconforjr. Sim,
somos culpados da maioria dos sofrimentos que experimentamos, isso por não
assumimos às nossas responsabilidades, o respeito às leis divinas, em não nos
colocarmos com atitudes que possam reparar os erros cometidos.É mais fácil
como já foi colocado, culpar os acontecimentos pelos seus infortúnios do que a
si próprio. Por isso irá continuar com os seus sofrimentos até o ponto em que
sejam quitados todos os seu débitos.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Outubro de 2015, 16:21
Olá amigos

Esta vida não é fácil para ninguém, sem excepção. Uns por uns motivos, outros por outros motivos diferentes.

A diferença entre as pessoas é a postura perante a vida. Uns aceitam-se a si mesmos, e à vida, a cada momento, nunca deixando de ambicionar por uma situação melhor. Outros revoltam-se, perdendo muita energia a vitimizar-se, em vez de usar a energia para progredir. Outros pensam que devem fazer batota, porque nem sonham que o progresso material que alcançam, durante umas dezenas de anos de vida, aqui, fica cá, e de nada serve pela na eternidade fora

As que as situações melhores medem-se pelo grau de felicidade, e não pela riqueza e pelo poder.

Há pessoas em situações bem complicadas que são relativamente felizes, pelo menos mais felizes do que seria de esperar, na situação em que se encontram. Outros tem a vida bastante facilitada e são infelizes. Em casos extremos é difícil ser feliz (incapacidade de satisfazer as necessidades mais básicas, por exemplo)

Os nossos defeitos são a causa de muitas dificuldades nesta vida. Quando se consegue identificar e eliminar defeitos,  verificamos que não estamos apenas a pagar débitos anteriores (débitos de reparação - ter de fazer um bem que compense o mal feito, não penas e castigos). A libertação dos defeitos não tem por objectivo apenas a evolução espiritual. Também corresponde ao aumento do nosso nível de felicidade real aqui na Terra.

Imagino também que as encarnações são um programa completo de experiências que devemos viver. E todos passam mais ou menos pelas mesmas provas. A diferença é a atitude da pessoa perante essas provas. As expiações são sofrimentos e dificuldades para motivar o progresso espiritual, para os Espíritos que não querem progredir, não são provas, a não ser que sejam simultaneamente provas e expiações.

Todavia os Espíritos de menor idade astral, ou espiritual, não têm ainda as potencialidades suficientemente desenvolvidas, e decerto que as leis espirituais que Deus concebeu não os penalizam pelo facto de não compreenderem mais. A encarnação serve para desenvolver as potencialidades e para servirmos de mão de obra para a transformação material, também.

Os Espíritos que expiam são aqueles que estacionam e não querem progredir nem pagar os débitos de reparação (fazer o bem para compensar o mal feito). Todavia, cessa a causa, cessa o efeito (não querer encarar que o progresso espiritual, que é obrigatório, e a reparação que também o pode ser, é a causa, a encarnação em condições dificieis é o efeito). Se o Espírito sai da estagnação e aceita trabalhar para o progresso espiritual, deixa de ter sofrer tanto, e renascerá, em melhores condições.

Se depois de um Espírito ter superado as causas que o faziam sofrer continuar a sofrer, e querer reparar o mal feito com o bem, cessa a causa do sofrimento, no que diz respeito às encarnações anteriores.

Há tempos alguém me dizia que Elias havia mandado decapitar gente, e que, quando renasceu como João tinha de morrer por decapitação também. Eu não creio nisso. Se Jesus o escolheu como companheiro de jornada, pela positiva, decerto que aquele Espírito que havia encarnado em Elias evoluiu imenso, não ficou estagnado. Por essa ordem de ideias Jesus também teria mandado crucificar, noutra encarnação. E acho que ninguém crê nisso. A pena de morte foi o preço de desafiar a brutidade  das autoridades, que foi necessário para levar a cabo a missão, tanto para João como para Jesus.     

Bem hajam
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Outubro de 2015, 18:08
Meu caro Vitor Santos, em primeiro lugar gostaria de concordar com o amigo, radicalizando um pouco o conceito, não existem vitimas, nem algozes, existem pessoas que precisam aprender lições duras, para compreender equivocos do passado, e irmãos apegados a sua ignorância e seu orgulho, que acabam se dispondo a executar essas lições desagradáveis, que por sua vez lhes trarão consequencias futuras.
Chico Xavier, se não me falha a memória, ja dizia que "a justiça de Deus jamais vai lhe levar onde sua misericórdia não possa protegê-lo.". Essa a grande questão. Deus em sua infinita bondade, e justiça, nos oferece as reencarnações, e as dificuldades de cada uma delas, para que utilizemos de sua misericórdia para melhor compreender sua justiça, expressa por Jesus na máxima do "amar ao próximo como a si mesmo.".
Quanto a explicação apresentada para o "carma" de João Batista, não vejo erro nenhum, embora não tenha nisso uma verdade inquestionável, entendo ser perfeitamente plausível, visto ser, talvez, essa a lição a ser aprendida pelo espirito.
Nem tão pouco a crucificação tem a lógica que o amigo apresenta, Cumpria a Jesus apresentar-se para a tarefa, a qual ele ja sabia como terminaria, missão meu amigo, não é resgate.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 08 de Outubro de 2015, 10:57
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo é com grande alegria que a todos saúdo com o meu bom dia de muita paz e vamos continua e manter a calma e serenidade em todos os momentos da vida sejam quais forem pois a  calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio.
Com efeito, a maior parte dos casos de loucura são provocados pelas vicissitudes que o homem não tem forças de suportar.
Se, portanto, graças à maneira porque o Espiritismo o faz encarar as coisas mundanas, ele recebe com indiferença, e até mesmo com alegria, os revezes e as decepções que em outras circunstâncias o levariam ao desespero, é evidente que essa força, que o eleva acima dos acontecimentos, preserva a sua razão dos abalos que o poderiam perturbar.
 O mesmo se dá com o suicídio. Se excetuarmos os que se verificam por força da embriaguez e da loucura, e que podemos chamar de inconscientes, é certo que, sejam quais forem os motivos particulares, a causa geral é sempre o descontentamento.
Ora, aquele que está certo de ser infeliz apenas um dia, e de se encontrar melhor nos dias seguintes, facilmente adquire paciência.
Ele só se desespera se não vê um termo para os seus sofrimentos.
E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia?
Mas aquele que não crê na eternidade, que pensa tudo acabar com a vida, que se deixa abater pelo desgosto e o infortúnio, só vê na morte o fim dos seus pesares.
Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar as suas misérias pelo suicídio.
A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as ideias materialistas, em uma palavra, são as  maiores causas do suicídio: elas produzem a frouxidão moral.
Quando vemos, pois, homens de ciência, que se apoiam na autoridade do seu saber, esforçarem-se para provar aos seus ouvintes ou aos seus leitores, que eles nada têm a esperar depois da morte, não o vemos tentando convencê-los de que, se são infelizes, o melhor que podem fazer é matar-se?
Que poderiam dizer para afastá-los dessa ideia?
Que compensação poderão oferecer-lhes?
Que esperanças poderão propor-lhes?
Nada além do nada!
De onde é forçoso concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva possível, mais vale atirar-se logo a ele, do que deixar para mais tarde, aumentando assim o sofrimento.
A propagação das ideias materialistas é, portanto, o veneno que inocula em muitos a ideia do suicídio, e os que se fazem seus apóstolos assumem uma terrível responsabilidade.
Com o Espiritismo, a dúvida não sendo mais permitida, modifica-se a visão da vida.
O crente sabe que a vida se prolonga indefinidamente para além do túmulo, mas em condições inteiramente novas.
Daí a paciência e a resignação, que muito naturalmente afastam a ideia do suicídio.
Daí, numa palavra, a coragem moral.
O Espiritismo tem ainda, a esse respeito, outro resultado igualmente positivo, e talvez mais decisivo. Ele nos mostra os próprios suicidas revelando a sua situação infeliz, e prova que ninguém pode violar impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem abreviar a sua vida.
Entre os suicidas, o sofrimento temporário, em lugar do eterno, nem por isso é menos terrível, e sua natureza dá o que pensar a quem quer que seja tentado a deixar este mundo antes da ordem de Deus. O espírita tem, portanto, para opor à ideia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar.
De tudo isso resulta que o suicídio, só lhe oferecendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses.
Por isso o número de suicídios que o Espiritismo impede é considerável, e podemos concluir que, quando todos forem espíritas, não haverá mais suicídios conscientes.
Comparando, pois, os resultados das doutrinas materialista e espírita, sob o ponto de vista do suicídio, vemos que a lógica de uma conduz a ele, enquanto a lógica de outra o evita, o que é confirmado pela experiência....
Então amigos quando falo de serenidade e calma é sempre para que possamos entender que em todas as aflições é importante sermos calmos .......
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Outubro de 2015, 10:59
Meus irmãos de estudo bom dia. - A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode,então,
o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem
pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade
e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus porém, quer que todas as
suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto.
Não há falta alguma, por mais mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não
acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis.  Dai se segue
que, nas pequenas coisas, como na grandes, o homem é sempre punido por aquilo em
que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que
procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e
o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte
de amarguras; sem a que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na
impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.
Meus irmãos, "Dura Lex, Sede Lex". A lei é dura mas é lei, é uma celebre frase, que na
prática aplica-se então que nada ficará impune para que se faça justiça. As leis criadas
pelo homem, procura corrigir às faltas e os crimes cometidos na sociedade, mas não
atingem em sua plenitude a consciência de quem às cometeu. Para que haja a verdadeira
justiça, a lei divina se aplicará, pois para esta,nada ficará impune, do contrario o homem
se colocaria de tal maneira em não procurar o caminho da retidão, para que possa então
trabalhar o seu progresso moral.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Outubro de 2015, 13:44
Olá amigo António Renato

Citar
Meus irmãos de estudo bom dia. - A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode,então,
o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez.

Nos sistemas de justiça modernos, a pena não é um castigo, mas uma forma de dissuasão, uma tentativa de evitar o crime e não de o punir. Se a pena não fosse executada perdia o efeito dissuasor, efectivamente. Portanto, quem comete um crime deve inevitavelmente ser condenado e cumprir a pena. Mas, em regra, o criminoso já sabe que está a infringir a lei, e que pode ter consequências, pelo menos no caso dos crimes mais graves. Se o criminoso puder provar que não sabia que estava a cometer um crime, portanto o crime foi involuntário, ou em legitima defesa, as penas são diferentes ou até nulas, em alguns casos.

Só tem culpa, de um ponto de vista moral, e não legal, quem conhece a lei, quem sabe que está a fazer mal, e, ainda assim, prossegue com o crime. Como a justiça terrena não pode, na maioria dos casos, determinar a intenção que ía na cabeça do criminoso, tem de admitir que a intenção era mesmo cometer o crime.

A pena também pode servir para proteger a sociedade de alguém que é perigoso para os outros. Neste caso, tal como um animal selvagem perigoso não se pode deixar à solta na cidade, assim terá de acontecer com o criminoso, para o qual não é possível conter de outra forma.

A justiça propriamente dita está na reparação: fazer um bem que compense o mal que se fez, e, se a reparação não for realizada, o Espírito ficará com aquela divida moral, de reparação, para com aqueles contra quem intentou. É isso que eu entendo quando se fala em débitos passados.

Se a pena de prisão, por exemplo, for, ou fosse, a única forma de fazer justiça, o injustiçado ficaria na mesma. Onde estaria a justiça? A não ser que dê prazer ao injustiçado ver o criminoso a sofrer porque cometeu um crime contra ele, para satisfazer o desejo de vingança.

Pode acontecer que o injustiçado, traumatizado, deseje ver o outro preso para não poder cometer mais crimes contra ele ou contra outras pessoas. Mas isso também não é justiça, é proteger a sociedade contra quem não consegue viver em sociedade sem ser um perigo para os outros. 

Na lei humana é necessária a dissuasão, através da pena. Mas na justiça divina isso não faz muito sentido. Se houvesse um sistema de dissuasão divino, ele seria perfeito e nunca se cometeriam crimes. Isso era impossível.

Assim, tendo a pensar que não existem penas morais, segundo a lei divina. Existem reparações obrigatórias, existe a impossibilidade de progredir espiritualmente sem se comportar devidamente. Enquanto não entender que os crimes não deixam progredir (para o Espírito aí está o verdadeiro castigo, ou a não recompensa, como queiramos). Como o progresso é obrigatório o Espírito vai ser cada vez mais apertado, até ceder.

Por isso existem mundos inferiores e mundos superiores. Só passa de uns para outros quem estiver em condições disso. Mas em todos os mundos é possível reparar, pois isso é fazer um bem, embora para compensar um mal que se fez antes. O que não é possível é ir perturbar mundos superiores.



Citar
Meu caro Vitor Santos, em primeiro lugar gostaria de concordar com o amigo, radicalizando um pouco o conceito, não existem vitimas, nem algozes, existem pessoas que precisam aprender lições duras, para compreender equivocos do passado, e irmãos apegados a sua ignorância e seu orgulho, que acabam se dispondo a executar essas lições desagradáveis, que por sua vez lhes trarão consequencias futuras.

Eu não sei se concordo bem com isto. O que os Espíritos necessitam não é compreender equívocos do passado. Quando eles desencarnam, ao que parece, eles vêem a vida em retrospectiva, e os impactos para eles e para os outros do que fizeram. Ignorância não pode existir. Saber o mal que fez pode é não sensibilizar o Espírito, para deixar de o fazer no futuro.

Assim, o que os Espíritos precisam é de ganhar sensibilidade moral, o que tem de ser precedido do desenvolvimento da inteligência suficiente para ganhar essa sensibilidade.

Se um Espírito apenas deixa de cometer um crime por medo da pena, ele ainda não desenvolveu a sensibilidade moral, pois se não houvesse a pena ele voltaria a fazer o mesmo. Progredir espiritualmente é não fazer o mal porque não se quer fazer o mal. É fazer o bem porque se quer fazer o bem. É sentir-se mal a fazer o mal e sentir-se bem a fazer o bem. É ter interiorizado a moral, de forma que o procedimento natural passe a ser de acordo com ela.

A expiação (obrigar o Espírito a progredir com o sofrimento porque ele quer estagnar) pode ser um passo para o progresso, se o Espírito cede. Mas, só por si, jamais cria a sensibilidade moral.

No caso citado, de João, ele poderia estar a pagar os débitos do passado, mas através do bem que a missão dele trouxe à causa de Jesus, que seria a mesma causa do que a dele, em principio. Penso que o caso dele seria semelhante ao de Jesus: veio em missão.

Não consigo compreender que sofrer, só por si, liberta alguém de uma divida de reparação. Se eu sou um bom pai e um filho meu deu uma facada ao outro, o que devo fazer para repor a justiça? Pegar numa faca e dar também uma facada ao que feriu o irmão? A justiça seria obrigar quem deu a facada a pagar os tratamentos e a trabalhar para sustentar o irmão no tempo em que ele estivesse incapacitado.

Bem hajam   

   



     

 
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Outubro de 2015, 14:14
"Se um Espírito apenas deixa de cometer um crime por medo da pena, ele ainda não desenvolveu a sensibilidade moral, pois se não houvesse a pena ele voltaria a fazer o mesmo. Progredir espiritualmente é não fazer o mal porque não se quer fazer o mal. É fazer o bem porque se quer fazer o bem. É sentir-se mal a fazer o mal e sentir-se bem a fazer o bem. É ter interiorizado a moral, de forma que o procedimento natural passe a ser de acordo com ela."
Exatamente isso meu caríssimo, entretanto, e a doutrina diz isso, é necessário haver a compreensão de que aquilo que se faz esta errado.
Em um país como o Brasil, onde vigora a "Lei de Gerson", onde o importante é "levar vantagem em tudo", isso fico bem complicado.
Infelizmente, o conceito de vida é que ela é composta de premios e castigos, onde normalmente os fins justificam os meios. É assim que o ser humano pensa e age.
A tradição religiosa tambem sustenta esse conceito, com um dado que o agrava, podemos fazer qualquer coisa, por mais hedionda que seja durante a vida toda, bastando uma confissão, muitas vezes hipócrita, para conseguir uma passagem direta para o céu, sem escalas.
O aprendizado a ser feito é que esses conceitos estão errados, e que não existe prêmio nem castigo, existe consequencia, e que essa consequencia nos será apresentada mais dia, menos dia.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Outubro de 2015, 15:52
Olá amigo Gustavo

Citar
Exatamente isso meu caríssimo, entretanto, e a doutrina diz isso, é necessário haver a compreensão de que aquilo que se faz esta errado.
Em um país como o Brasil, onde vigora a "Lei de Gerson", onde o importante é "levar vantagem em tudo", isso fico bem complicado.
Infelizmente, o conceito de vida é que ela é composta de premios e castigos, onde normalmente os fins justificam os meios. É assim que o ser humano pensa e age.
A tradição religiosa tambem sustenta esse conceito, com um dado que o agrava, podemos fazer qualquer coisa, por mais hedionda que seja durante a vida toda, bastando uma confissão, muitas vezes hipócrita, para conseguir uma passagem direta para o céu, sem escalas.
O aprendizado a ser feito é que esses conceitos estão errados, e que não existe prêmio nem castigo, existe consequencia, e que essa consequencia nos será apresentada mais dia, menos dia.

Essa lei Gerson não conheço, porque vivo em  Portugal, mas aqui é a mesma coisa, os "espertalhões" conseguem passar por cima dos outros e enriquecer. Apesar que felicidade e riqueza são coisas muito diferentes.

Eles percebem que fazem o mal, sem dúvida, que estão a saltar por cima das regras, nem que sejam consideradas apenas as da Terra, não são inocentes nem ingénuos. Alguns, se necessário até podem cometer homicídios. A vida carnal, contudo, é um instante, na eternidade. E a vida Espiritual não inclui apenas a vida carnal, corresponde à imortalidade.

Quando mais estragos eles fizerem maiores são os débitos de reparação que lhe caem nas costas. O que eles terão de trabalhar, positivamente, para compensar com o bem o mal que fazem, toma proporções enormes. A divida de reparação é gigante. E aí é que eu acho que a Justiça divina funciona, eles não podem escapar à reparação. Se há perdão, há para todos, se não há perdão, não há para ninguém. Só há um peso e uma medida.

comparando a vida espiritual com a carnal, apenas para ilustrar o que quero dizer, quem prejudica o próximo é como quem contrai uma divida, num banco. Se prejudicar, muito, muita gente, as dividas acumulam-se. Aqui ainda há a figura jurídica da falência, quando as pessoas deixam de pagar as dividas, mas para os Espíritos existe a imortalidade para as pagar.

Penso que, quando o Espírito toma consciência das dividas de reparação que criou quereria voltar atrás e fazer tudo diferente, como encarnado pensava que era muito esperto, mas depois vê que foi um grande burro. Para recuperar mais depressa, um dia tem que se envolver em missões muito difíceis, muito duras.

Penso que a atenuante é que todos são aprendizes. E, se têm plena consciência do que estão aqui a fazer, na Terra, não terão plena consciência do que estão a fazer em relação à vida espiritual.

Estou de acordo que devem existir consequências, que confissões não bastam. E não há nenhum padre que tenha poderes para retirar a culpa dos pecados. A confissão pode ter utilidade se fizer a pessoa raciocinar sobre o que fez, mas não elimina as dividas. Também acredito nisso, amigo.   

Há um critério de Jesus que é preciso estudar: "perdoai-nos as nossas ofensas (ou dividas) assim como quem nos tem ofendido". Quer dizer somos perdoados se perdoarmos? É difícil
de interpretar isto. Deixo uma pista:

Citar
1.  “ Bem­aventurados  os  que  são  misericordiosos,  porque  obterão
misericórdia”.
(MATEUS, 5:7)

3.  “ Se  contra  vós  pecou  vosso  irmão,  ide  fazer­-lhe  sentir  a  falta  em
particular,  a  sós  com  ele;  se  vos  atender,  tereis  ganho  o  vosso  irmão”.
Então,  aproximando­se  dele,  disse­lhe  Pedro:  “Senhor,  quantas  vezes
perdoarei  a  meu  irmão,  quando  houver  pecado  contra  mim?  Até  sete
vezes?” Respondeu-­lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes,
mas até setenta vezes sete vezes.”
(MATEUS, 18:15, 21 e 22)


4.  A  misericórdia  é  o  complemento  da  brandura,  porquanto  aquele  que  não  for
misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no
perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O
esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que
lhe  possam  desferir.  Uma  é  sempre  ansiosa,  de  sombria  suscetibilidade  e cheia  de
fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.
Ai  daquele  que  diz:  nunca  perdoarei.  Esse,  se  não  for  condenado  pelos
homens, sê­-lo­-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias
faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter
limites,  quando  diz  que  cada um  perdoe  ao  seu  irmão, não sete  vezes,  mas  setenta
vezes sete vezes.
 
Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre,
verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir
o amor­ próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma
justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga,
impõe  ao  outro  condições  humilhantes  e  lhe  faz  sentir  o  peso  de  um  perdão  que
irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência,
mas  com  ostentação,  a  fim  de  poder  dizer  a  toda  gente:  vede  como  sou  generoso!
Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não,
não  há  aí  generosidade;  há  apenas  uma  forma  de  satisfazer  ao  orgulho.  Em  toda
contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse,
caridade  e  verdadeira  grandeza  d’alma  granjeará  sempre  a  simpatia  das  pessoas
imparciais. 
 
Bem hajam

 
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Outubro de 2015, 16:56
"Quando mais estragos eles fizerem maiores são os débitos de reparação que lhe caem nas costas. O que eles terão de trabalhar, positivamente, para compensar com o bem o mal que fazem, toma proporções enormes. A divida de reparação é gigante. E aí é que eu acho que a Justiça divina funciona, eles não podem escapar à reparação. Se há perdão, há para todos, se não há perdão, não há para ninguém. Só há um peso e uma medida."
Exatamente, mas como posso me convencer que é errado, se para os padrões "normais" do planeta eu estou me dando bem e a maioria, se pudesse faria o que eu faço?
Quanto ao perdão, é outro conceito interessante a nesse aspecto nossos conceitos se aproximam.
Entendo que, estando aqui, em uma nova encarnação, com as novas oportunidades, é por que Deus ja me perdoou, e me deu a chance de voltar e fazer da forma correta, forma essa que conhecemos posto que as leis de Deus estão em nossa consciência.
O grande problema para o ser humano é ter essa visão mais ampla, mais espiritual da vida.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 09 de Outubro de 2015, 06:33
Re: Estudo do mês de Outubro

     Ref resp #22 em: 07 10 15, às 10:31, de MAltino

      Altino disse:... vou tentar mais uma vez explicar ao nosso amigo Iconfort de que ao termos o livre arbítrio somos responsáveis pelos nossos atos e atitudes...

      Conf: amigo Altino, com relação a suas palavras acima, devo dizer: “obrigado, amigo, por tentar, ‘mais uma vez’, explicar que somos responsáveis pelos nossos atos e atitudes”... Mas, me perdoe pois, se vc já explicou uma vez, assim mesmo não entendi sua explicação! E vou lhe dizer porq, lhe trazendo as seguintes questões:
      - se temos o livre-arbítrio e com ele a possibilidade de escolher ser responsáveis por nossos atos e atitudes, o que é que nos impede de fazer isso?

      - se somos os autores do mal e isso, segundo a doutrina, nos trará sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis, qual é a causa de praticarmos tantos atos maus se podemos só praticar atos bons e, assim, evitar esses sofrimentos?

      - se tudo que precisa ser reformado certamente é porq foi deformado, qual é a causa de nosso íntimo ter se deformado? Quem ou o que o deformou?

      - como bendizer o sofrimento, como nos sentirmos felizes por sofrer?! Vc é capaz de fazer isso? Vc estará feliz de ver, na sua frente, sua linda e pequena filhinha, a alegria de sua vida, ser violentamente estuprada e cruelmente assassinada?! Bendiria o fato de terem, a machadadas, amputado os pés de seus meninos? Ou de vê-los com dores excruciantes pela vida inteira? Ou loucos, cegos, levando crianças às drogas, sequestrando inocente para matá-los e lucrar com a venda de seus órgãos? Vc agradecerá a Deus por isso?

      - se temos o livre-arbítrio, porq é que escolhemos fazer, no passado, tantas dívidas se podemos escolher não fazê-las?

      - devemos agradecer Àquele que traz sofrimentos desesperadores para nós e para os nossos queridos? A mãe que carrega nos braços o filhinho esperado por tanto tempo, agradecerá a Deus se seu pequeninho estiver agonizando e gritando de dores sem lenitivo?!

      - e porq nos endividamos “novamente”, se as dívidas que contraímos antes já nos fizeram sofrer insuportavelmente?

      - mas qual é a causa de não sermos submissos à vontade de Deus, se o fato de lhe sermos submissos nos trará tantas benesses?

      - e vc diz que não devemos reclamar dos sofrimentos que nos atingem; pois veja o mundo, meu amigo, todos reclamando das aflições que Deus a todos dá! Afinal, todos nós sofremos, pois todos estamos condenados por Deus a habitar num mundo de terríveis sofrimentos!!

      - e, meu amigo, qual é a causa de tantos viverem na ociosidade, pondo sua felicidade na satisfação do amor-próprio e dos prazeres mundanos? Não éramos assim no momento em que fomos criados, concorda? Mas, se não éramos assim, porq nos tornamos assim? E, se nem todos são assim, pois no princípio somos todos perfeitamente iguais, o que é que de repente surge e destrói aquela perfeita igualdade original?     

      - se podemos abrandar o amargor de nossas provas porq é que tantos escolhem aumentar esse amargor, o que significa que tantos estão escolhendo trabalhar contra sua própria felicidade?

      - todos os bens intencionados apenas sabem dizer, como vc, “o que fazer”, mas nunca sabem dizer o “como fazer”!

      Por ex: vc só sabe ensinar “o que fazer” mas, como  todos, inclusive a doutrina, não sabe ensinar o “como fazer”!

      Assim, lhe pergunto: o amigo sabe “como fazer” isso que diz que devemos fazer? Se sabe, por favor nos ensine!

      - “como fazer” para encarar a vida de modo que possamos abrandar o amargor das nossas provas?

      - “como fazer” para considerar menor nossos sofrimentos, para que não o sintamos muito longos?

      - para nos colocarmos no ponto de vista da vida espiritual?

      - e para entender que a vida corpórea é como um ponto do infinito?

      - para ter a certeza de que, num futuro próximo, seremos mais felizes?

      - para não nos lamentarmos qdo sofrimentos desesperadores  caem sobre nós e que de tão insuportáveis, por ano, de 20 a 40 milhões de irmãos nossos decidem escolher se suicidar por não suportá-los?

      - para agradecermos a Deus pelos cânceres mal-cheirosos e cheios de dor, pelas deformações físicas, psicológicas e morais, pelas desgraças, misérias, tragédias que Ele envia a todos, sem exceção de nenhum, inclusive aos nossos filhos?

      - para que não vejamos só a vida corpórea, mas que tb vejamos a “vida espiritual”?

      - para diminuir a importância das coisas mundanas?

      - para moderarmos nossos desejos humanos?

      - para nos contentarmos com o que temos e não invejar a vida dos outros?

      - para sentirmos menos os nossos revezes e decepções?

      - para não sermos invejosos, ciumentos, ambiciosos, nem  egoístas e orgulhosos?

      - para não nos enchermos de pensamentos, sentimentos e desejos maldosos e imorais, que atrasam nossa caminhada rumo ao aperfeiçoamento?

      Afinal, meu amigo, observe que, até hoje, nem mesmo sabemos  quais são as causas de uns serem bons e de outros serem maus!! E se não conhecemos as causas, como é que podemos evitar de cair e recair nelas?!

      - E “como fazer” para crer que a vida sempre continua e o resgate é sempre obrigatório?

      - E para só fazer o bem?

      Tb para vc, um abraço de muita paz!
........................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Outubro de 2015, 10:02
Olá amigo Gustavo

Citar
Exatamente, mas como posso me convencer que é errado, se para os padrões "normais" do planeta eu estou me dando bem e a maioria, se pudesse faria o que eu faço?

Se nós crermos que a nossa vida é apenas a vida do corpo de carne, que não há vida depois da vida, pensaremos assim, efectivamente. Mas em contrapartida, a pensar assim, não sei se assim valeria a pena viver. Mais valia ter morrido logo à nascença, talvez. Só há um factor que nos faria pensar de outra forma, se assim crêssemos, e que é determinante para manter a vontade de viver (para crentes e descrentes): o amor. Aquele que damos e que recebemos.

Todavia sejam quais for as nossas crenças há um mecanismo, também intuitivo, que nos diz o que está certo e o que está errado, de um ponto de vista moral. O comportamento das pessoas está muito longe da pura racionalidade.

Afinal quem não crê que é um Espírito imortal devia considerar-se a "besta sadia, cadáver adiado que procria", citando as palavras de Fernando Pessoa. As pessoas dizem que são ateus materialistas com muita facilidade, mas duvido que a maioria pense seriamente nas consequências racionais disso.

A crença na imortalidade é sustentada pela intuição, não é apenas de natureza racional. Quem não se apercebe dessa intuição, por muito que lhe digamos o contrário, sem lhe podermos apresentar indícios ou evidências do que dizemos, dificilmente vai deixar de crer que não é apenas um corpo de carne. E mesmo apresentando-lhe essas evidências pode nunca acreditar na imortalidade.

O que pode ainda acontecer é a pessoa ter a intuição da imortalidade mas pensar que é apenas um defesa psicológica. É este o tipo de pessoas para quem as evidências podem ser muito importantes.     

Quem crê na imortalidade também crê que não podemos ver a vida como se ela se limitasse a esta vida terrena, que é instante na eternidade. E, sobretudo, quem crê na infinita bondade de Deus, também crê que os caminhos dificieis, que atravessamos, compensam, depois da tempestade vem a bonança. O destino que Deus nos previu é a felicidade eterna.
 
Bem haja
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 09 de Outubro de 2015, 10:20
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz para todos o meu bom dia e quanto ao nosso amigo Icontor devo dizer que seria muito bom saber escutar e ao mesmo tempo verificar o os problemas colocados são de cada um de quem os pratica seguindo esta máxima do Livre Arbítrio todos um dia vão colher o que semeiam ........... esta é a verdade pura e quem semeia ventos colhe tempestades e quem semeia flores colhe o seu aroma perfumado..... Então amigo pense numa coisa esses problemas são de cada pessoa e o amigo ou quem quer que seja vai sofrer pelos erros dos outros .......... e ainda mais uma coisa que tem de pensar muitas vezes essas crianças estão a receber dos erros cometidos no passado para isso reencarnar para evoluir ........
Um grande abraço de muita paz e penso que ficou entendido e explicado .
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Outubro de 2015, 11:38
Meus irmão de estudo bom  dia. Ps. Meu irmão Vitor Santos, a lei de Gerson citada pelo
nosso irmão Gustavo, na verdade ela não está escrita em nenhum lugar, é apenas  uma
alusão a umas palavras ditas em um comercial na televisão,pelo ex-craque da nossa
seleção Brasileira de futebol, Gerson, que dizia, levar vantagem em tudo, e assim se
popularizou como sendo a lei de Gerson.
Continuando o nosso estudo. - Em muitas das vezes a experiência adquirida ao longo da
vida chega um pouco tarde para alguns: quando a vida já foi desperdiçada e turbada;
quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: Se
no começo dos meu dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso eu teria
evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já
não há mais tempo! Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", Também ele
diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia
seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após
a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar
a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.
Meus irmãos, vejam bem. Para muitos a vida passa ou eles passam pela vida e nada
assimilam dos seus ensinamentos pois esta é uma grande escola, quando se dão conta
o tempo que não para passou. Dai então passam a reclamar e se lamentar por não ter
tido a coragem de tomar atitudes, de agirem de acordo como a vida lhes ensinou. Mas
há sempre uma nova oportunidade, desde que tenha aprendido as lições do que lhes
aconteceu no passado, em uma nova vida poderá então fazer aquilo que não foi feito.

Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 09 de Outubro de 2015, 12:36
"Afinal quem não crê que é um Espírito imortal devia considerar-se a "besta sadia, cadáver adiado que procria", citando as palavras de Fernando Pessoa. As pessoas dizem que são ateus materialistas com muita facilidade, mas duvido que a maioria pense seriamente nas consequências racionais disso."
Esse é o grande problema, as pessoas não raciocinam.
Esse não raciocinar pode ser por incapacidade mesmo, afinal a doutrina nos explica que primeiro precisamos progredir intelectualmente para depois progredir moralmente. Se considerarmos que, em alguns locais da terra, nossos irmãos parecem viver nos primeiros séculos da nossa civilização, fica nítido que o progresso moral vai demorar mais do que gostaríamosm pois nem inteligência temos.
Mas pode ser comodismo mesmo, para que raciocinar, para que filosofar sobre os aspectos da vida, se o padre, ou o pastor, me garantiu qeu dando um dinheirinho para a igreja, e fazendo algusn rituais, tenho meu lote no paraíso?
Você disse, acho que na primeira postagem, que precisamos fazer o bem pelo prazer de fazer o bem, é isso mesmo, mas o orgulho e o egoismo, que nos levam a querer ter e ser, sempre mais do que os outros, aliados a ignorância, que nos faz pensar que isso serve para alguma coisa, nos impede de recionalizar, pensar sobre causa e consequencia em um plano bem mais amplo.
A transitoriedade da nossa vida material e as exigências naturais que ela impõe, turvam a visão, impedindo de percebermos que somos espíritos e que somos imortais.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 10 de Outubro de 2015, 10:44
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz o meu bom dia e ao mesmo tempo vamos analisar a questão do bem sofrer e sofrer mal que muitos sofrem por falta de estudo desta Doutrina Consoladora.....   
Quando Cristo disse:
"Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino dos Céus", não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, mas ah!
Poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus.
O desânimo é uma falta; Deus nos nega consolações, se não tiverdes coragem.
A prece é um sustentáculo da alma, mas não é suficiente por si só: é necessário que se apoia numa fé ardente na bondade de Deus.
Tendes ouvido frequentemente que Ele não põe um fardo pesado em ombros frágeis.
O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem.
A recompensa será tanto mais luminosa, quanto mais penosa tiver sido a aflição.
Mas essa recompensa deve ser merecida, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.
Bem-aventurados os aflitos, pode, portanto, ser assim traduzido; bem-aventurados os que têm a oportunidade de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus, porque eles terão centuplicadas as alegrias que lhes faltam na Terra, e após o trabalho virá o repouso.........
Assim queridos amigos vamos entender que ´na nossa Fé Raciocinada que encontramos a força para vencer todas as aflições que a vida nos prepara......... Coloco aqui o meu caso .... pois estou paralisado do lado direito todo e com a força que sinto do Amor de Jesus vou aceitando tudo  com a força que a minha Fé Raciocinada me diz que tudo um dia vai ser melhor ............
Com um carinhoso abraço de muita amizade este vosso sincero amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Outubro de 2015, 17:27
Olá amigo Gustavo

A questão do porquê da crença na imortalidade  da alma parece ser uma questão complexa. Crença não é o mesmo que conhecimento da realidade. Pessoas aparentemente muito inteligentes dizem-se crentes de que somos apenas um corpo de carne. Entre essas pessoas, algumas dizem isso em publico, com medo da não aceitação social, em meios em que dizer isso pode prejudicar, profissional ou socialmente. Mas se estiverem com pessoas em que confiam dizem outra coisa. Outros parecem acreditar genuinamente que são apenas corpos de carne. E se a vida lhes correr mal suicidam-se quando começam a pensar que a vida não está a compensar, o que parece demontrar que a crença deles é genuina. Conheço alguns casos de decisão fria de suicidio. Uma pessoa conhecida suicidou-se num hotel de um país da europa, mas deixou o dinheiro para o funeral em cima de uma mesa. Essa pessoa deslocou-se a esse país, ao que parece, com a intenção determinada de se suicidar, o que sugere premeditação.

Eu penso que aqui na Terra não é fácil obter certezas, de modo a eliminar todas as dúvidas das pessoas. Mas parte dessas pessoas não descansam a pensar que podem arranjar uma forma facil de perdão, mas porque o discurso das Igrejas, como a ICAR, por exemplo, não é convincente. E se não encontram uma explicação melhor, tornam-se agnósticos, ou ateus. Pensam que as religiões são tudo fantasias como o pai Natal.

Deste modo, a crença ou descrença que temos não deve ser o factor que nos faz progredir espiritualmente. O  essencial deve ser a nossa conduta, pela lógica. Se Deus quisesse que todos tivéssemos a certeza na imortalidade da alma assim seria.

Para mim, contudo, a fé é uma bênção. Quem tem fé, como nos demonstra o amigo Altino, mostrando-nos que a fé pode resistir e ajudar a suportar até as adversidades, tem uma riqueza, apesar de tudo. Julgo que quem tem fé não se deve opor a quem não a tem, mas ter consciência do privilégio que lhe é permitido ter. Falo de fé na imortalidade da alma e na reencarnação, essencialmente. Acho que a fé, aquela que não é cega, vale mais do que o ouro.

Bem hajam











Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2015, 11:19
Amigos é com muito carinho e paz que neste dia os venho saudar com o meu bom dia sereno a agradecer ao amigo Vitor pelas suas palavras pois devo dizer que a minha Fé é uma certeza dentro de mim pois acredito que sendo raciocinada é muita grande e aceito estas dificuldades com mais força porque sinto que são por vezes causas do passado e assim tenho de aceitar como sendo mais uma prova a vencer.....pois queridos amigos estamos num  planeta de Provas e Expiações e o que julgamos ser muitas vezes uma punição é apenas mais um passo na nossa evolução .mas muitas vezes dada um de nós por não ter uma Fé raciocinada não o entende e por essa razão sofre mais ...Vossa terra é por acaso um lugar de alegrias, um paraíso de delícias?
A voz do profeta não soa ainda aos vossos ouvidos?
Não clamou ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem neste vale de dores? Vós que nele viestes viver, esperai portanto lágrimas ardentes e penas amargas, e quanto mais agudas e profundas forem as vossas dores, voltai os olhos ao céu e bendizei ao Senhor, por vos ter querido provar!
Oh, homens!
Não reconhecereis o poder de vosso Senhor, senão quando ele curar as chagas de vosso corpo e encher os vossos dias de beatitude e de alegria?
Não reconhecereis o seu amor, senão quando ele adornar vosso corpo com todas as glórias, e lhe der o seu brilho e o seu alvor?
Imitai aquele que vos foi dado para exemplo.
Chegado ao último degrau da  miséria, estendido sobre um monte, ele clamou a Deus:
"Senhor!
Conheci todas as alegrias da opulência, e vós me reduzistes à mais profunda miséria! Graças, graças, meu Deus, por terdes querido provar o vosso servo!"
Até quando os vossos olhos só alcançarão os horizontes marcados pela morte?
 Quando, enfim, vossa alma quererá lançar-se além dos limites do túmulo?
Mas ainda que tivésseis de sofrer uma vida inteira, que seria isso, ao lado da eternidade de glória reservada àquele que houver suportado a prova com fé, amor e resignação?
Procurai, pois, a consolação para os vossos males no futuro que Deus vos prepara, e vós, os que mais sofreis, julgar-vos-eis os bem-aventurados da Terra.
Como desencarnados, quando vagueáveis no espaço, escolhestes a vossa prova, porque vos consideráveis bastante fortes para suportá-la.
Por que murmurais agora?
Vós que pedistes a fortuna e a glória, o fizestes para sustentar a luta com a tentação e vencê-la. Vós, que pedistes para lutar de alma e corpo contra o mal moral e físico, sabíeis que quanto mais dura fosse a prova, mais gloriosa seria a vitória, e que, se saísseis triunfantes, mesmo que vossa carne fosse lançada sobre um monte, na ocasião da morte, ela deixaria escapar uma alma luminosa de alvura, purificada pelo batismo da expiação e do sofrimento.
Que remédios, pois, poderíamos dar aos que foram atingidos por obsessões cruéis e males?
Um só é infalível: a fé, voltar os olhos para o céu. Se, no auge de vossos mais cruéis sofrimentos, cantardes em louvor ao Senhor, o anjo de vossa guarda vos mostrará o símbolo da salvação e o lugar que devereis ocupar um dia.
A fé é o remédio certo para o sofrimento. Ele aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombras do presente.
Não mais nos pergunteis, portanto, qual o remédio que curará tal úlcera ou tal chaga, esta tentação ou aquela prova.
Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé, e aquele que duvida um segundo da sua eficácia é punido, na mesma hora, porque sente imediatamente as angústias  da aflição.
O Senhor pôs o seu selo em todos os que crêem nele.
Cristo vos disse que a fé transporta montanhas. .
É assim amigos que a Fé raciocinada tem muito valor e temos que entender que os nossos sofrimentos são quase sempre os erros do nosso passado e para os vencer pedimos as prova que devemos vencer nesta vida.....
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 11 de Outubro de 2015, 18:18
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #23 em: 07 10 15, 11:42, de ARenato

      Renato disse: Meu irmão Altino, você foi muito bem nas suas colocações em resposta aos questionamentos do nosso amigo lconforjr.

      Conf: nobre e querido amigo Renato, me desculpe, mas tenho de lhe perguntar: se vc afirma que o amigo Altino foi muito bem nas respostas aos meus questionamentos, isso, sem dúvida, significa que vc entendeu as respostas que ele deu, concorda? E se vc entendeu, peço que, por favor, me explique porq eu não entendi! Assim, repito as perguntas que fiz ao Altino e que vc disse que ele as respondeu muito bem:

     
      Conf: amigo Altino, me perdoe pois não entendi suas explicações e vou lhe dizer porq:

      - se temos o livre-arbítrio e com ele a possibilidade de escolher ser responsáveis por nossos atos e atitudes, o que é que nos impede de fazer isso?

      - se somos os autores do mal e isso, segundo a doutrina, nos trará sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis, qual é a causa de praticarmos tantos atos maus se podemos só praticar atos bons e, assim, evitar esses sofrimentos?

      - se tudo que precisa ser reformado certamente é porq foi deformado, qual é a causa de nosso íntimo ter se deformado? Quem ou o que o deformou?

      - como bendizer o sofrimento, como nos sentirmos felizes por sofrer?! Vc é capaz de fazer isso? Vc estará feliz de ver, na sua frente, sua linda e pequena filhinha, a alegria de sua vida, ser violentamente estuprada e assassinada?! Bendiria o fato de terem, a machadadas, amputado os pés de seus meninos? Ou de vê-los com dores excruciantes pela vida inteira? Ou loucos, cegos, levando crianças às drogas, sequestrando inocente para matá-los e lucrar com a venda de seus órgãos? Vc agradecerá a Deus por isso?

      - se temos o livre-arbítrio, porq é que escolhemos fazer, no passado, tantas dívidas se podemos escolher não fazê-las?

      - devemos agradecer Àquele que traz sofrimentos desesperadores para nós e para os nossos queridos? A mãe que carrega nos braços o filhinho esperado por tanto tempo, agradecerá a Deus se seu pequeninho estiver agonizando e gritando de dores sem lenitivo?!

      - e porq nos endividamos “novamente”, se as dívidas que contraímos antes já nos fizeram sofrer insuportavelmente? Porq é que não aprendemos a lição? Somos criados por Deus, também, desequilibrados mentais, e não somente simples e ignorantes?!

      - mas qual é a causa de não sermos submissos à vontade de Deus, se o fato de lhe sermos submissos nos trará tantos benefícios e felicidade?

      - e vc diz que não devemos reclamar dos sofrimentos que nos atingem; pois veja o mundo, meu amigo, todos reclamando das aflições com que Deus a todos pune! Afinal, todos nós sofremos, pois todos estamos condenados por Deus a habitar num mundo de terríveis sofrimentos!!

      - e, meu amigo, qual é a causa de tantos viverem na ociosidade, pondo sua felicidade na satisfação do amor-próprio e dos prazeres mundanos? Mas, se não éramos assim no princípio, porq nos tornamos assim? E, se nem todos são assim, pois no princípio somos todos perfeitamente iguais, o que é que de repente surge e destrói aquela perfeita igualdade original? E, se nem todos são assim, porq é que uns são e outros não?     

      - se podemos abrandar o amargor de nossas provas porq é que muitos escolhem aumentar esse amargor, o que significa que muitos estão escolhendo trabalhar contra si mesmos, escolhendo ser infelizes, escolhendo sofrer?

      - todos os bens intencionados apenas sabem dizer, como vc, “o que fazer”, mas nunca sabem dizer o “como fazer”!

      Por ex: vc só sabe ensinar “o que fazer” mas, como  todos, inclusive a doutrina, não sabe ensinar o “como fazer”!

      Assim, lhe pergunto: o amigo sabe “como fazer” isso que diz que devemos fazer? Se sabe, por favor nos ensine!

      - “como fazer” para encarar a vida de modo que possamos abrandar o amargor das nossas provas?

      - “como fazer” para considerar menor nossos sofrimentos, para que não o sintamos muito longos?

      - para nos colocarmos no ponto de vista da vida espiritual?

      - e para acreditar que a vida corpórea é nada mais que um ponto do infinito da eternidade?

      - para que não vejamos só a vida corpórea, mas que tb vejamos a “vida espiritual”?

      - para ter a certeza de que, num futuro próximo, seremos mais felizes?

      - para não nos lamentarmos qdo sofrimentos desesperadores caem sobre nós e que, de tão insuportáveis, por ano, de 20 a 40 milhões de irmãos nossos decidem escolher se suicidar devido a não suportá-los?

      - para agradecermos a Deus pelos cânceres mal-cheirosos e cheios de dor, pelas deformações físicas, psicológicas e morais, pelas desgraças, misérias, tragédias que Ele envia a todos, sem exceção de nenhum, inclusive aos nossos filhos?

      - para diminuir a importância das coisas mundanas?

      - para moderarmos nossos desejos humanos?

      - para nos contentarmos com o que temos e não invejar os outros?

      - para sentir menos os nossos sofrimentos?

      - para não sermos invejosos, ciumentos, ambiciosos, nem egoístas e orgulhosos etc?

      - para não nos enchermos de pensamentos, sentimentos e desejos maldosos e imorais, que atrasam nossa caminhada rumo ao aperfeiçoamento?

      - Afinal, meu amigo, observe que, até hoje, nem mesmo sabemos  quais são as causas de uns serem bons e de outros serem maus!! E se não conhecemos as causas, como é que podemos evitar de cair e recair nelas?!

      - E “como fazer” para crer que a vida sempre continua e o resgate é sempre obrigatório?

      - E para só fazer o bem?
....
      Para vc, um forte abraço!
........................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 11 de Outubro de 2015, 19:12
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #25 em: 07 10 15, 18:08, de Gustavo Rettenmaier

      Gustavo (ao Vitor): gostaria de concordar com o amigo, radicalizando um pouco o conceito, não existem vitimas, nem algozes, existem pessoas que precisam aprender lições duras, para compreender equivocos do passado, e irmãos apegados a sua ignorância e seu orgulho, que acabam se dispondo a executar essas lições desagradáveis, que por sua vez lhes trarão consequencias futuras.

      Conf: como não há vítimas nem algozes, se, segundo a doutrina tantos sofrem de modo desesperador, vítimas de seus próprios erros, e se todos somos exatamente os algozes pois que fazemos nossos irmãos sofrerem desesperadamente e, afinal, se somos tb os nossos próprios algozes?!
      E qual é a causa de serem "duras" as lições que temos de sofrer? Será esse o processo evolutivo criado por Deus, que é infinito amor: fazer que suas criaturas sofram pra aprender a deixarem de ser ignorantes, se é Ele mesmo nos cria ignorantes?!

      Gust: Chico Xavier, se não me falha a memória, ja dizia que "a justiça de Deus jamais vai lhe levar onde sua misericórdia não possa protegê-lo".

      Conf: e o que o amigo diz sobre aqueles que estão no “Vale dos Suicidas”; daqueles que, como verdadeiras quadrilhas de demônios, se reúnem em “locais trevosos”, sofrendo devido ao ódio que têm, aos desejos de vingança; e daqueles que, encarnados, sofrem desesperadamente, insuportavelmente etc?

      A misericórdia de Deus tb os protege? Deus os protegeu ao lhes permitir que se tornassem assim, praticantes de tantas maldades se, depois, Ele mesmo nos faz sofrer de modo desesperador e mesmo insuportável?

      Gust: Essa a grande questão. Deus em sua infinita bondade, e justiça, nos oferece as reencarnações, e as dificuldades de cada uma delas, para que utilizemos de sua misericórdia para melhor compreender sua justiça, expressa por Jesus na máxima do "amar ao próximo como a si mesmo".

      Conf: mas, meu amigo, não são exatamente as reencarnações que Deus nos oferece, que nos trazem a oportunidade de, novamente, cometer tantas maldades; de ser profundamente egoístas, perversos e pervertidos; de levarmos terríveis sofrimentos aos nossos semelhantes e a nós mesmos; de nos encher de tantos e monstruosos defeitos e imperfeições morais; de vícios degradantes; de pensamentos, sentimentos e desejos de cometer os absurdos que cometemos?!

      Abraços!
.......................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 11 de Outubro de 2015, 22:28
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #34 em: 09 10 15, 10:20, de MAltino

      Altino escreveu:... e quanto ao nosso amigo Iconforjr devo dizer que seria muito bom saber escutar e ao mesmo tempo verificar o os problemas colocados são de cada um de quem os pratica seguindo esta máxima do Livre Arbítrio todos um dia vão colher o que semeiam.

      Conf: obrigado, amigo Altino, pelo conselho mas, sinceramente, não consegui saber a que é que vc se refere ao dizer que “é muito bom saber escutar”; essa é uma verdade em que acredito mas não entendi porq vc a colocou.

      E é mais difícil para mim entender “como fazer” para verificar (é acreditar q vc quis dizer?) “verificar que os problemas colocados são de cada um que os pratica”! Para mim, muitos problemas, erros que praticamos, vêm do aprendizado que a vida, essa escola do bem e do mal que Deus nos deu, nos convence que, em cada circunstancia, devemos fazer!

      Altino:... esta é a verdade pura e quem semeia ventos colhe tempestades e quem semeia flores colhe o seu aroma perfumado...

      Conf: pois aí, Alt, está um ensinamento que não consigo entender! Talvez o amigo, possa me ajudar! Pois, qual é a causa de mesmo tendo o livre-arbítrio, escolhemos “semear ventos”?! É nosso desejo “colher tempestades”, sofrer terrivelmente devido a escolhermos “semear tempestades”?!

      Alt: Então amigo pense numa coisa, esses problemas são de cada pessoa... e ainda mais uma coisa que tem de pensar muitas vezes essas crianças estão a receber dos erros cometidos no passado para isso reencarnam para evoluir...

      Um grande abraço de muita paz e penso que ficou entendido e explicado .

      Conf: sinto, meu amigo de além-mar, mas nada do que vc explicou ficou entendido! E não ficará até que eu saiba quais são as causas de, podendo escolher fazer o bem para nossos irmãos e para nós mesmos, escolhemos fazer o mal para eles e para nós mesmos!

      Novo abraço!
...........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 13 de Outubro de 2015, 11:21
Amigos e companheiros deste estudo é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e como vimos muitas coisas são vividas neste planeta e onde sofremos e evoluímos sempre .mas uma certeza temos de ter que a verdadeira felicidade não se encontra neste planeta....embora aqui podemos sentir alguma as é apenas passageira porque a verdadeira não está neste planeta  por isso dizemos muitas vezes que não somos felizes.
! A felicidade não foi feita para mim!
 Exclama geralmente o homem, em todas as posições sociais.
Isto prova, meus caros amigos, melhor que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima  "A felicidade não é deste mundo".
Com efeito nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade.
Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes privilegiadas, pessoas de todas as idades lamentarem amargamente a sua condição de existência.
Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna.
Neste mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano.
Pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações.
Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem.
Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.
Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lançam as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem.
Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade.
Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira vã, para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da existência se passa numa sequência de amarguras e decepções.
E notai, meus caros filhos, que estou falando dos felizes da Terra, desses que são invejados pelas massas populares.
Consequentemente, se a morada terrena se destina a provas e expiações, é forçoso admitir que existem, além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito do homem, ainda prisioneiro de um corpo material, desfruta em sua plenitude as alegrias inerentes à vida humana.
Foi por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Não obstante, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja sempre destinada a servir de penitenciária.
Não, por certo!
Porque, do progresso realizado podeis facilmente deduzir o que será o progresso futuro, e das melhoras sociais já conquistadas, as novas e mais fecundas melhoras que virão.
Essa é a tarefa imensa que deve ser realizada pela nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.
Assim, pois, vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente à divulgação desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração.
É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada.
À obra, portanto, meus caros amigos !
Que  todos os vossos corações se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para as futuras gerações um mundo em que felicidade não seja mais uma palavra vã....
Com um grande abraço sincero de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Outubro de 2015, 12:07
Meus irmãos de estudo b
om dia. Dando continuidade ao nosso estudo.
           
                                           Causas anteriores das aflições
Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais,
pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustam todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos  naturais,as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes
para mudar por si mesmo e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois,
seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família,
outros são favorecidos de todos os modos?
Meus irmãos, eis que nos leva a refletir sobre os acontecimentos da nossa vida, muitos
deles pela nossa compreensão e pelo intendimento que possamos ter dado ao nosso
estágio de evolução, não encontramos às respostas, nem as explicações que nos são
dadas nos satisfazem. Sabemos através da nossa Doutrina Espirita que estamos em um
mundo de provas que pelas quais podemos expiar às faltas cometidas antes em nossa
caminhada evolutiva, mas mesmo esta explicação não viria convencer nem aos menos céticos. Aceitamos pois não há outra explicação para as dores sofridas,do porque no
seio de uma mesma família uns sofrem mais que outros,outros são maus e outros são
bons, e até mesmo aqueles que nascem com deformidades que os acompanham em
toda a sua existência material, tornando-os impotentes para uma vida igual aos seus
semelhantes. Sendo assim meus irmãos, eu proponho a todos vocês que pelas suas reflexões feitas, nos coloquem uma outra explicação, isso pelo seu entendimento, desde
que esta não venha colocar mais dúvidas.
Tenham um bom dia.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Outubro de 2015, 16:03
Olá caro António

A vida de encarnado na Terra é um instante. Uma peça de teatro em que os actores se esquecem de quem realmente são e julgam ser os personagens que representam. Eu não sou o Vitor. Quantos nomes diferentes eu já tive... Eu não sou o pai de 2 filhos, eu apenas represento essa personagem, na vida terrena. De quantos filhos eu já terei sido pai ou mãe?

Que o sofrimento existe na Terra é inegável. Todavia também existem momentos de felicidade.

A conclusão que se pode retirar é que o sofrimento também tem a sua utilidade. E um bem maior, que é a evolução espiritual, o justifica. É como um remédio doloroso, que é empregue quando não há outra coisa a fazer.

A primeira decisão que nós tomamos é o que fazer perante os factos que nos surgem na vida, incluindo o sofrimento.

Há pessoas que parecem ter muitas razões para chorar que sorriem e aina tentam animar os outros, E há pessoas cuja vida não é muito difícil, em termos relativos, que parecem ter razões para rir, ou pelo menos apara sorrir, que choram. A atitude das pessoas, perante o sofrimento, não é igual.

Todo o efeito tem pelo menos uma causa. O sofrimento tem as respectivas causas, como tudo, mas cada caso é um caso. Determinar a causa concreta, dos sofrimentos de cada um, que não parecem ter origem nesta encarnação, parece-me muito difícil. O diagnóstico não é nada fácil.

Em termos genéricos podemos falar em determinada causa para as condições em que nascemos, em concreto não. Assim, o que Jesus nos ensina é que devemos socorrer o próximo, se necessário, sem querer saber porque razão ele está a sofrer. Pode estar na nossa mão aliviar muitos sofrimentos alheios. A ideia que é alguém que cumpre uma pena divina conduz-nos a menosprezar o sofrimento alheio e a pensar: ai merece? Então que sofra...

Se Jesus disse para acudirmos aos nossos irmãos é porque isso não viola a justiça divina. Se alguns sofrimentos fossem apenas penas divinas, justas, então não devíamos intervir, porque assim estaríamos a impedir que se cumprisse a justiça divina, que é perfeita. Estarei errado?

Bem hajam 
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Outubro de 2015, 00:33
Meu irmão Vitor Santos, você está correto na sua análise, no decorrer da nossa vida
material, encaramos situações que em muitas das vezes desafiam a nossa capacidade
de poder superar as adversidades, os sofrimentos que muitas das vezes são para a
mente humana,insuportáveis. Somos na verdade atores encenando uma peça teatral,
a grande peça da nossa vida, usamos mascaras não para nos escondermos, mas para
nos sentirmos mais seguros, para poder então travar uma batalha que muitas vezes
parecem não ter fim.
Os sofrimentos existem para todos, em muitas das vezes são necessários, assim como
você colocou, seja então como um remédio amargo, mas seria talvez a única forma de
podermos dá mais um passo adiante na nossa caminhada evolutiva.Pedir ajuda ou
socorrer outros que estão sofrendo, não contrariam às leis divinas, se assim fosse,
Jesus não nos incentivaria a fazê-lo.
Fique na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 14 de Outubro de 2015, 10:37
Amigos para todos com muito carinho o meu bom dia sereno e continuando este nosso tema vemos muitas vezes que quando perdemos um ente querido parece que tudo acaba mas não é verdade .....
 Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis frequentemente "Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis, e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria.
nós temos de compreender é nisto que tendes necessidade de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade.
Por que medir a justiça divina pela medida da vossa?
Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser.
Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraríeis nelas a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam uma consideração secundária, que relegaríeis ao último plano.
Acreditai a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais.
A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição.
 Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
É uma terrível desgraça, dizem todos com amargura, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo!
Mas de que esperanças quereis falar?
Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria!
Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras?
Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida sonho que arrastais pela terra?
Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias.
Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco?
Ah!
Essa dor se concebe entre os que não têm fé, e que vêem na morte a separação eterna.
Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal.
Mães, sabeis que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revelam uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos.
E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo Soberano Senhor.....
Assim queridos amigos temos de sentir que a morte apenas separa o corpo material ..........mas continua vivo e por vezes mas junto de cada um de nós ........
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 14 de Outubro de 2015, 12:14
Meus irmãos de estudo bom dia.- O homem, pois, nem sempre é punido,, ou punido
completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às consequências de
suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje,
expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado. O
infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que
se encontra em sofrimento pode sempre dizer:"Perdoa-me, senhor, porque pequei".
Os sofrimentos devidos as causas anteriores à existência presente, como os que se
originam de culpas atuais, são muitas vezes a consequência da falta cometida, isto
é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos
outros. Se foi duro desumano, poderá a seu turno tratado duramente e com
desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro,
egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário, se
foi mau filho, poderá pelo procedimento de seus filhos, etc.
Meus irmãos, nada ficará impune ou livre da justiça divina, se observarmos atentamente
os acontecimentos, veremos então quão justo é o nosso pai. Às nossas ações de hoje
refletirá mais adiante na forma de pagamento pelos débitos contraídos. Os sofrimentos
experimentados por nós e pelos que nos cercam, é uma prova de que Deus está sendo
justo pelos maus atos cometidos por todos nós, seja então simplesmente a lei de causa
e efeito. Os que hoje sofrem mais, com certeza são os que causaram sofrimentos aos
outros no passado, seja nesta vida ou anterior a esta. O que não se completa nesta vida
virá como débito na próxima. A medida em que o espírito evolui, dá um sinal que às suas
dividas estão sendo quitadas,em consequência disto o peso da sua carga irá diminuindo.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 14 de Outubro de 2015, 21:27
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #31 em: 08 10 15, 16:56, de Gustavo

      Gustavo disse ou citou: "Quando mais estragos eles fizerem maiores são os débitos de reparação que lhe caem nas costas. O que eles terão de trabalhar, positivamente, para compensar com o bem o mal que fazem, toma proporções enormes. A divida de reparação é gigante. E aí é que eu acho que a Justiça divina funciona, eles não podem escapar à reparação. Se há perdão, há para todos, se não há perdão, não há para ninguém. Só há um peso e uma medida".

      Conf: meu jovem, vou lhe fazer algumas perguntas, todas elas provocadas pelo texto que vc trouxe; raciocinar para entender a doutrina como ela mesmo recomenda:

      - qual é a causa de escolhermos contrair débitos se, com o livre-arbítrio que Deus nos deu, podemos escolher não os contrair?

      - de onde vc tirou essa conclusão de que, para compensarmos com o bem o mal que fazemos, a penalidade toma proporções enormes, ou de que a divida de reparação é gigante? A DE não ensina isso; ela ensina que todos os sofrimentos são “proporcionais” aos erros cometidos, lembra-se?

     - e qual é a causa de todos nós, se não podemos escapar à reparação, aos sofrimentos que ela nos causa, assim mesmo continuamos a cometer erros, se, devido a eles, fazemos sofrer nossos irmãos e, afinal, nós mesmos, de modo desesperador e até tão insuportável, que milhões escolhem fugir da vida pelo suicídio?!

      Gustavo: E aí é que eu acho que a Justiça divina funciona, eles não podem escapar à reparação. Se há perdão, há para todos, se não há perdão, não há para ninguém. Só há um peso e uma medida".

      Exatamente, mas como posso me convencer que é errado, se para os padrões "normais" do planeta eu estou me dando bem e a maioria, se pudesse faria o que eu faço?

      Conf: meu amigo, sinto, mas não entendi esse sua pergunta acima; se puder ser mais claro...

      Gus: Quanto ao perdão, é outro conceito interessante e,nesse aspecto, nossos conceitos se aproximam. Entendo que, estando aqui, em uma nova encarnação, com as novas oportunidades, é por que Deus ja me perdoou, e me deu a chance de voltar e fazer da forma correta, forma essa que conhecemos posto que as leis de Deus estão em nossa consciência.

      Conf: é isso que vc vê no mundo? Que o fato de estarmos aqui, num mundo de terríveis sofrimentos para todos, é porq Deus já nos perdoou? Como já nos perdoou se todos, sem exceção de um só, continuamos sofrendo as terríveis consequências da tb terrível lei  divina de causa e efeito?!

      Gus: O grande problema para o ser humano é ter essa visão mais ampla, mais espiritual da vida.

      Conf: mas, se isso é um problema, “como fazer” para o eliminar? Se aqueles que já têm essa visão são mais felizes que aqueles que não têm, qual é a causa de estes sofrerem e aqueles não, devido a isso, se todos os sofrimentos derivam de, de propósito, escolhermos transgredir a lei de Deus?!?

      Fique com Deus!
......................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 14 de Outubro de 2015, 22:11
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #33 em: 09 10 15, 10:02, de Vitor

      Conf: Olá amigo Vitor, vc já comprovou que tem intuição e que ela sempre lhe diz o que, na verdade, está certo e o que está errado, do ponto de vista moral? Então, amigo, sendo assim, vc não faz mais nenhuma escolha errada que façam outros sofrerem e vc mesmo??

      Se vc disser que ainda faz, lhe perguntarei: e porq vc ainda faz escolhas erradas, se sua intuição lhe mostra que elas estão erradas? A que se deve isso: à sua ignorância, a seu desejo de ir contra sua intuição, e contra as leis de Deus, ou a seu prazer de sofrer, como os masoquistas?

      Ou são as experiências/lições pelas quis passamos na vida que nos ensinam o que está certo ou errado?

      Vitor: Afinal quem não crê que é um Espírito imortal devia considerar-se a "besta sadia, cadáver adiado que procria", citando as palavras de Fernando Pessoa. As pessoas dizem que são ateus materialistas com muita facilidade, mas duvido que a maioria pense seriamente nas consequências racionais disso.

      Conf: talvez essa seja a consideração que vc faz sobre vc mesmo! Mas, meu jovem, olhe o mundo, os que rodeiam, os que não creem que o espírito é imortaj etc, todos eles se consideram assim?! Tantos milhões não creem nem em Deus, nem nos ensinamentos das religiões cristãs ou não cristãs!

      Vitor: A crença na imortalidade é sustentada pela intuição, não é apenas de natureza racional. Quem não se apercebe dessa intuição, por muito que lhe digamos o contrário, sem lhe podermos apresentar indícios ou evidências do que dizemos, dificilmente vai deixar de crer que não é apenas um corpo de carne. E mesmo apresentando-lhe essas evidências pode nunca acreditar na imortalidade.

      Conf: exatamente, meu caro; mas se existe (pois todos sabemos que existe), desigualdade, pois uns se consideram de um modo e outros de outro modo, pergunto: se segundo a doutrina somos perfeitamente iguais no momento em que somos criados, qual é causa que desfaz essa igualdade original e a transforma em gigantesca desigualdade?

      Bem haja!
.................................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 15 de Outubro de 2015, 03:10
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #44 em: 13 10 15, 12:07 , de Renato

                   
      Renato disse ou citou: Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade!

      Conf: e, meu amigo, qual é a causa de praticarmos tantos males se Deus nos deu o livre-arbítrio e, com ele, o poder de só praticar atos bons? Afinal, Renato, o que é que nos impede de atender os ensinamentos da doutrina, da codificação, de Jesus, atender ao que Deus deseja de nós?!

      Para o nobre amigo, um abraço!
..............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 15 de Outubro de 2015, 03:29
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #46 em: 14 10 15, às 00:33, de Renato

      Renato escreveu: Meu irmão Vitor Santos, você está correto na sua análise; no decorrer da nossa vida material, encaramos situações que muitas vezes desafiam a nossa capacidade de poder superar as adversidades, os sofrimentos que muitas das vezes são para a mente humana, insuportáveis.

      Conf: sobre esse assunto, amigo Renato, devo repetir uma pergunta que já fiz para vc e vc não respondeu: qual é a causa de termos de sofrer devido a encarar situações que muitas vezes desafiam a nossa capacidade de poder superar as adversidades, sofrimentos que muitas vezes são, para nós, desesperadores e até mesmo insuportáveis? Somos, pela lei de Deus, responsáveis por não termos capacidade de superar as adversidades que surgem em nossa vida?

      Paz para vc!
.......
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 15 de Outubro de 2015, 11:46
Meu nobre(nobre na alma)irmão lconforjr bom dia. Sim meu irmão, há males nesta vida
que a causa primária é o homem, e ao meu ver pode ter duas explicações: A primeira
seria por ignorância dos sofrimentos que irá causar a si e aos outros, e estas se originam
nas suas intenções e nas suas atitudes. Quando se toma essas decisões desequilibradas,
resultam sempre em sofrimentos pela prática do mal. A segunda seria pela teimosia em
querer sempre desafiar o poder soberano de Deus, se colocando desta forma com a
mesma autoridade em uma forma absoluta de decidir sobre a vida e a morte.
A todo momento da nossa existência material, somos colocados a prova da nossa
capacidade de poder superar às adversidades os sofrimentos aos quais estamos sempre
sujeitos. A causa estão nas provas, os efeitos serão a resultante do esforço desprendido
por todos nós em superá-las. Agora eu vos pergunto: Qual a a causa de você ter por
tanto tempo(cerca de 70 anos)estudando a Doutrina Espirita, e ainda não ter entendido
ou mesmo aceito,os acontecimentos, pelas explicações que foram dadas a Kardec pelos
espíritos? Elas não foram completas?
Fique na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 15 de Outubro de 2015, 19:16
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #53 em: 15 10 15, às 11:46 de Renato.

      Conf: bom-dia, caro amigo Renato. Vamos raciocinar sobre sua resposta #53:

      Renato disse: Sim meu irmão, há males nesta vida de que a causa primária é o homem e, ao meu ver, podem ter duas explicações: A primeira seria por ignorância dos sofrimentos que irá causar a si e aos outros, e estas se originam nas suas intenções e nas suas atitudes.

      Conf: meu amigo, lembre-se que não é esse o ensinamento da doutrina! Para a DE só existe “uma única causa” para “todos” os “males” e, consequentemente, para “todos” os “sofrimentos”, quaisquer que sejam eles, dos mais simples aos mais intensos: é escolhermos transgredir as leis de Deus, isto é, transgredirmos “de propósito” as leis divinas, fazer o mal sabendo que estamos fazendo o mal! Exceções: provas solicitadas e missões assumidas. Nada mais!

      Assim, meu amigo, tudo isso que vc citou, a ignorância, as intenções e atitudes; as decisões desequilibradas; a teimosia; desafiar o poder de Deus; as provas; nossa incapacidade de superar as adversidades; os sofrimentos aos quais estamos sempre sujeitos, nada disso é transgressão às leis de Deus! Transgressão só é configurada qdo, de propósito, desrespeitamos essas leis!

      Renato: Agora eu vos pergunto: Qual a causa de você ter por tanto tempo (cerca de 70 anos) estudando a Doutrina Espirita, e ainda não ter entendido ou mesmo aceito os acontecimentos, pelas explicações que foram dadas a Kardec pelos espíritos? Elas não foram completas?

      Conf: meu amigo, acredito que é exatamente devido a ter estudado por tanto tempo a codificação, por ter-me aprofundado nos livros básicos, que me surgiram certas dúvidas sobre vários ensinamentos da DE.

      Um exemplo: todos somos perfeitamente iguais no momento em que Deus nos cria, certo? Assim, quais são as causas que destruíram essa perfeita igualdade original e, em seu lugar, nos trouxeram uma "gigantesca desigualdade", pois levam uns a serem bons e outros a serem maus? Vc sabe, meu amigo?

      São coisas como essas que me forçam a fazer tantas perguntas!  São poucos os que as respondem mas, infelizmente, nunca as respondem de forma conclusiva, inquestionável!

      Fique na paz.
..........................................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Outubro de 2015, 22:58
Olá amigo Inconforjr

Citar
Conf: exatamente, meu caro; mas se existe (pois todos sabemos que existe), desigualdade, pois uns se consideram de um modo e outros de outro modo, pergunto: se segundo a doutrina somos perfeitamente iguais no momento em que somos criados, qual é causa que desfaz essa igualdade original e a transforma em gigantesca desigualdade?

A Doutrina Espirita, que é o aqui está em questão, parte da premissa que nós somos espiritos imortais transitoriamente num corpo de carne e na ideia da reencarnação.

É claro que o amigo pode colocar isso em questão. Todavia, tal como ninguém lhe pode provar isso, embora existam evidências sérias que apoiam essa explicação da vida, também o amigo não pode não pode provar que não existem Espíritos, nem que os Espíritos  não são todos regidos pelas mesmas leis espirituais, bem como a matéria é regida pelas mesmas leis que regem a matéria, no sentido que damos vulgarmente à palavra matéria. E também não pode provar que os Espíritos não estão em evolução espiritual e que retrogradam.

O que nós observamos aqui na Terra é uma desigualdade entre os habitantes da Terra, tanto de oportunidades, como de direitos legais, de um ponto de vista mundano. Embora a igualdade de direitos e oportunidades seja um ideal das sociedades humanas mais avançadas. Ora dessa desigualdade evidente, em muitos aspectos, não se pode concluir que os Espíritos agora aqui encarnados estão sujeitos a leis espirituais diferentes e que há desigualdade de direitos e oportunidades entre eles. Nem que não são Espíritos imortais em evolução, nem que foram criados todos ao mesmo tempo, nem que eles retrogradam.

Assim, o amigo tem razão ao dizer que há desigualdade entre os habitantes da Terra, mas já não tem razão para concluir que há desigualdade de oportunidades e de direitos entre os Espíritos, nem que os Espíritos não evoluem e que retrogradam. Para retirar essa conclusão, se quiser que a levemos a sério, tem de apresentar argumentos convincentes.

O domínio temporal da vida de encarnados na Terra é da ordem das dezenas de anos. O domínio temporal da vida total dos Espíritos não está limitado. Os espiritos são imortais. Alguns podem ter milhões de anos, outros biliões de anos, outros podem ter uma idade de milhares de anos, etc.

Enfim, parece-me que a sua grande dificuldade está no facto de se basear em premissas erradas, em palpites seus. E depois quer que os outros lhe expliquem as leis que regem a vida espiritual, de modo a serem compatíveis com as suas premissas erradas. Só se pode demonstrar que uma explicação está certa se ela se refere a factos reais e não a meras conjecturas que podem ser fantasiosas.

Bem haja
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 16 de Outubro de 2015, 11:01
Amigos para todos com especial carinho o meu bom dia sereno e dando continuação ao estudo ........depois de ler e que escreveram penso que o nosso amigo António e Vitor Santos deram uma boa resposta ao nosso amigo Iconfrot para tentar compreender esta Doutrina ...... também temos que dentro da Doutrina muitas vezes lamentos as perdas de nossos entes queridos e ainda quando são muito jovens , mas os planos de Deus não são os nossos e a sua compreensão é muita importante e esta Doutrina maravilhosa nos ensina faz entender que o quer tudo acontece não é por acaso tudo tem a sua razão de ser e para esses amigos que partiram por vezes são uma prova de Amor de Jesus por todos nós .
Amigos com um grande abraço de muita paz......
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Manuel Altino


Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Outubro de 2015, 11:25
Meus irmãos de estudos bom dia, continuando. Os sofrimentos devidos as causas
anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são
muitas vezes a consequência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma
rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi tão duro e
desumano, poderá a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi
orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez
mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho,
poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.
Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da terra como
mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da
desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo,
só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida
presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a aprender toda uma
série de existências,verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem
prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus
nunca se interrompe. O.E.S.E, Cap. V.
Meus irmãos, tudo em nossa vida tem uma rasão de ser, os acontecimentos de
hoje coloca-nos a par de uma realidade que não se pode fugir. As nossas ações
de hoje irá se refletir no futuro, assim como foi no passado nessa caminhada
evolutiva do nosso espírito. Não se pode culpar ou mesmo atribuir que os
sofrimentos pelos quais passamos nesta vida tenha sido obra da providência
divina, nós somos os verdadeiros culpados por tudo o que nos acontece, seja
eles no presente ou no futuro. Vem daí a nossa responsabilidade em reparar esses
erros do passado para que haja menos sofrimentos no futuro.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 16 de Outubro de 2015, 22:10
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #55 em: 15 10 15, às 22:58, de Vitor

      Conf: Olá amigo Vitor, convido-o a raciocinar comigo sobre sua resp #55:

      Conf (msg ant): exatamente, meu caro; mas se existe (sabemos que existe) desigualdade, pois uns se consideram de um modo e outros de outro modo e fazem, pensam, sentem, desejam coisas desiguais etc, pergunto: se segundo a doutrina somos perfeitamente iguais no momento em que somos criados, qual é causa que desfaz essa perfeita igualdade original e a transforma em gigantesca desigualdade?
......
      Vitor disse: A DE... parte da premissa que nós somos espíritos imortais transitoriamente num corpo de carne e na ideia da reencarnação.

      É claro que o amigo pode colocar isso em questão. Todavia, tal como ninguém lhe pode provar isso, embora existam evidências sérias que apoiam essa explicação da vida, também o amigo não pode não pode provar que não existem Espíritos, nem que os Espíritos não são todos regidos pelas mesmas leis espirituais, bem como a matéria é regida pelas mesmas leis que regem a matéria, no sentido que damos vulgarmente à palavra matéria. E também não pode provar que os Espíritos não estão em evolução espiritual e que retrogradam.

      Conf: exato, amigo Vitor! Podemos colocar qualquer coisa em questão, sobretudo quando nos referimos a assuntos de religiões. A doutrina não é inquestionável, como são as demais doutrinas cristãs e outras no mundo.

      Mas, Vitor, se vc ler com atenção, vai perceber que não questiono alguma coisa que nada tenha a ver com os ensinamentos da doutrina (como vc disse, se o espírito existe ou não); sempre questiono baseado no que a doutrina diz, pois minha intenção é tentar entender a DE do modo que os amigos do Fórum a entendem. Por isso sempre faço perguntas, e sempre partindo de ensinamentos da doutrina.

      Vitor: O que nós observamos aqui na Terra é uma desigualdade entre os habitantes da Terra, tanto de oportunidades, como de direitos legais, de um ponto de vista mundano. Embora a igualdade de direitos e oportunidades seja um ideal das sociedades humanas mais avançadas.

      Ora dessa desigualdade evidente, em muitos aspectos, não se pode concluir que os Espíritos agora aqui encarnados estão sujeitos a leis espirituais diferentes e que há desigualdade de direitos e oportunidades entre eles. Nem que não são Espíritos imortais em evolução, nem que foram criados todos ao mesmo tempo, nem que eles retrogradam.

      Conf: exatamente,Vitor, não podemos concluir nada disso!

      Mas, a essa desigualdade (de causas espirituais) entre espíritos, estejam ou não encarnados, é que sempre me refiro pois, como já disse acima, se, segundo a doutrina, somos perfeitamente iguais no momento em que somos criados, qual é causa que desfaz essa perfeita igualdade original e a transforma em gigantesca desigualdade?

      Vitor: Assim, o amigo tem razão ao dizer que há desigualdade entre os habitantes da Terra, mas já não tem razão para concluir que há desigualdade de oportunidades e de direitos entre os Espíritos, nem que os Espíritos não evoluem e que retrogradam. Para retirar essa conclusão, se quiser que a levemos a sério, tem de apresentar argumentos convincentes.

      Conf: exatamente,meu amigo. Mas, apenas para esclarecimento: vc está se referindo a mim qdo diz que "não tem razão para concluir que há desigualdade de oportunidades e de direitos entre os Espíritos, nem que os Espíritos não evoluem"? Se está, se equivocou, pois eu nunca disse isso!

     
      Quanto a eu ter dito que os espíritos não evoluem, o amigo deve estar me confundindo com alguém que tenha dito isso (ou será que entendi mal o que vc escreveu?). O que sempre faço é questionar sobre qual é a causa de a evolução vir sempre acompanhada por sofrimentos desesperadores, e mesmo tão insuportáveis, que muitos milhões, decidem abandonar a vida por não suportá-los!

      E quanto a eu ter dito que espíritos retrogradam, vc nunca encontrará uma afirmação minha como essa. Eu apenas questiono o que dizem amigos, que espíritos não regridem moralmente; e então, pergunto: qual é o nome que devemos dar ao fato de os espíritos que, antes, não eram imperfeitos, depois, se tornarem monstruosamente imperfeitos?! E pergunto tb, se isso é "avançar, regredir ou estagnar"?. 

      Vitor:... Para retirar essa conclusão, se quiser que a levemos a sério, tem de apresentar argumentos convincentes.

      Conf: não é minha intenção apresentar argumentos convincentes pois argumentos convincentes não existem em relação a esses assuntos que estamos discutindo. E, vc sabe, para milhões não existem mesmo!

      Mas, mesmo que eu os apresentasse de nada adiantaria pois que, cada um, só vai acreditar naquilo que compreendeu que seja uma verdade e não no que outros lhe dizem.

      E sei que há amigos que estão me levando a sério e que estão raciocinando para encontrar as respostas às perguntas que faço!                                                                             

      Vitor: Enfim... só se pode demonstrar que uma explicação está certa se ela se refere a factos reais e não a meras conjecturas que podem ser fantasiosas.

      Conf: pois aí esta outra coisa que lhe peço me mostre: não precisa citar todas; cite apenas uma dessas conjecturas que seja fantasiosa que eu tenha apresentado (será q aqui tb não  entendi o que vc quis dizer?).

      E, Vitor, vc sabe que podem ser fantasiosas para vc e para outros não, concorda, pois, cada um, se sensato for, somente acreditará naquilo que sua  compreensão o levar a acreditar, certo? Logo, se as compreensões são desiguais, serão desiguais as coisas em que acreditarão, concorda?

    Um forte abraço para vc! Bem haja!
............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Outubro de 2015, 00:31
Olá amigo Inconforjr

Você não explicou porque é que há desigualdade de direitos e de oportunidades entre os Espíritos. Não explicou porque é que as desigualdades e direitos dos Espiritos, encarnados na Terra, durante o espaço da vida de um corpo de carne, implicam as desigualdades de direitos e de oportunidades entre os Espíritos desde que foram criados até que hoje (alguns com milhões de anos de idade espiritual).
Para afirmar que há desigualdade de direitos e oportunidades entre os Espíritos, ou que os Espíritos não evoluem, ou que retrogradam, seria preciso que o amigo conhecesse, individualmente e em termos comparativos toda a vida de cada Espírito. Conhece?

O Espírito encarnado é apenas uma personagem que o Espírito (actor) representa. A mente do habitante da Terra não é mesmo que a mente do Espírito, pois no caso do habitante da Terra há órgãos intermediários entre o Espírito e a realidade exterior. A comunicação Espirito-corpo dá-se através do cérebro, a comunicação das percepções sensoriais e do estado interno do corpo é comunicada aos nervos pelos órgãos que as captam, que por sua vez as levam ao cérebro, e por fim ao Espírito.

Desta forma, no encarnado há factores externos de vária ordem em jogo, todos os que influenciam o corpo de carne, e a percepção interna do corpo de carne, que pode ser uma doença, que alteram a forma como o Espírito percepciona a realidade (seja lá a realidade o que for - nós apenas sabemos como ela interage connosco, não como ela é). E há o esquecimento do passado do Espírito, durante a encarnação.

Bem haja       
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 17 de Outubro de 2015, 10:46
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com muita alegria que a todos saúdo com o meu bom dia sincero e meditando neste tema o que cada um de nós diz quando um homem bom deixa este mundo
Dizeis muitas vezes, ao falar de um malvado que escapa a um perigo: se fosse um homem de bem, teria morrido.
Pois bem, ao dizer isso, estais com a verdade, porque, efetivamente, Deus concede muitas vezes, a um Espírito ainda jovem na senda do progresso, uma prova mais longa que a um bom, que receberá, em recompensa ao seu mérito, o favor de uma prova tão curta quanto possível.
Assim, pois, quando empregais este axioma, não duvideis de que estais cometendo uma blasfémia.
Se morre um homem de bem, vizinho de um malvado, apressai-vos a dizer: seria bem melhor se tivesse morrido aquele.
Cometeis então um grande erro, porque aquele que parte terminou a sua tarefa, e o que ficou talvez nem a tenha começado.
Por que, então, quereis que o mau não tenha tempo de acabá-la, e que o outro continue preso à gleba terrena?
Que diríeis de um prisioneiro que, tendo concluído a sua pena, continuasse na prisão, enquanto se desse a liberdade a outro que não tinha direito?
Ficai sabendo, pois, que a verdadeira liberdade está no desprendimento dos laços corporais, e que enquanto estais na Terra, estais em cativeiro.
Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender, e crede que Deus é justo em todas as coisas. Muitas vezes o que vos parece um mal é um bem.
Mas as vossas faculdades são tão limitadas, que o conjunto do grande todo escapa aos vossos sentidos obtusos.
Esforçai-vos por superar, pelo pensamento, a vossa estreita esfera, e à medida que vos elevardes,a importância da vida terrena diminuirá aos vossos olhos.
Porque, então, ela vos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da vossa existência espiritual, a única verdadeira existência....
Então amigos meditem e vejamos como temos de mudar a nossa forma de pensar porque muitas vezes o que nos parece errado para Deus é o melhor para cada um de nós.....
Com um abraço sincero de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Outubro de 2015, 15:04
Meus irmão de estudo bom dia.- Continuando. Os espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: Qualquer mácula lhes interdita a sua
entrada nos mundos ditosos. São como os passageiros de um navio onde há pestosos,
aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante
as diversas existências corpóreas é que os espíritos se vão expungindo, pouco a pouco,
de suas imperfeições. As provações da vida material os fazem adiantar-se, quando bem
suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa
as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve
regozijar-se à ideia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso
o seu sofrimento e não lhes estragar o fruto com as suas impaciências, visto que,do
contrário, terá que recomeçar. O.S.E.
Meus irmãos, como poderia o espírito neste mundo de provas e expiação, ter o gozo da
felicidade plena se ainda é devedor! Os sofrimentos decorrente das provas, lhes são
mesmo que elas possam ser pela nossa compreensão, insuportáveis, necessárias para
que ele possa então expiar às suas faltas cometidas em outras vidas.
Não é difícil entender porque este mundo será sempre de sofrimentos, de maior ou menor
intensidade para os espíritos encarnados nele. Expurgar ou se livrar deles está na vontade
e determinação do próprio espírito evoluir para um mundo melhor, basta que ele entenda
que são as provas que ele mesmo escolheu. Para muitos, pela sua compreensão, seja
uma forma injusta, uma justiça punitiva aplicada por Deus aos que contrariam às suas
leis, mas pelo que se possa entender, Deus não pune, mas sim o próprio espírito quando
fez as suas escolhas.
Fiquem na paz.
 
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 17 de Outubro de 2015, 18:39
Re: Estudo do mês de Outubro

      Responder #59 em: 17 10 15, às 00:31, de Vitor

      Olá amigo Vitor

      Conf (msg  ant): é a essa desigualdade entre espíritos (de causas espirituais) estejam ou não encarnados, é que sempre me refiro pois, como já disse acima, se, segundo a doutrina, somos perfeitamente iguais no momento em que somos criados, qual é causa que desfaz essa perfeita igualdade original e a transforma em gigantesca desigualdade, levando uns ao bem e outros ao mal?
......

      Vitor: Você não explicou porque é que há desigualdade de direitos e de oportunidades entre os Espíritos. Não explicou porque é que as desigualdades e direitos dos Espíritos, encarnados na Terra, durante o espaço da vida de um corpo de carne, implicam as desigualdades de direitos e de oportunidades entre os Espíritos desde que foram criados até hoje (alguns com milhões de anos de idade espiritual).

      Conf: não expliquei justamente porq eu não disse isso!

      Já, qto às desigualdades entre espíritos encarnados (homens portanto), ninguém precisa mostrar q é uma verdade, pois somente deficientes,  cegos e surdos etc, não as percebem! Vc sabe que resultam de preconceito raciais, sociais, econômicos etc.

      Qto às desigualdades por motivos "espirituais", a própria doutrina se refere continuamente a elas, e, tb, a ninguém que creia na doutrina precisa ser mostrado. Para a doutrina, as causas estão nas  transgressões propositadamente cometidas contra as leis de Deus (exceções: provas solicitadas e a missões assumidas). Foi isso que vc perguntou?

      Vitor: Desta forma, no encarnado há factores externos de vária ordem em jogo, todos os que influenciam o corpo de carne, e a  percepção interna do corpo de carne, que pode ser uma doença, que alteram a forma como o Espírito percepciona a realidade (seja lá a                                    realidade o que for - nós apenas sabemos como ela interage connosco, não como ela é). E há o esquecimento do passado do Espírito, durante a encarnação.

      Conf: exato, Vitor. Afinal, meu jovem, qual é sua dúvida ou estranheza a respeito de alguma coisa que escrevi?

      Bem haja       
.............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 18 de Outubro de 2015, 10:35
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com muita alegria que a todos saúdo com o meu bom dia sincero e meditando neste tema o que cada um de nós diz quando um homem bom deixa este mundo
Dizeis muitas vezes, ao falar de um malvado que escapa a um perigo: se fosse um homem de bem, teria morrido.
Se morre um homem de bem, vizinho de um malvado, apressai-vos a dizer: seria bem melhor se tivesse morrido aquele.
Amigos temos muitas vezes de entender que a vida não acaba ................ apenas mudamos de plano e vamos para o local que escolhemos pelo nosso livre arbítrio e muitas vezes quem pensamos que devia partir não é ....... pois muitas vezes quem parte cedo pode ser uma prova para os seus pais...............
Porque, então, ela vos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da vossa existência espiritual, a única verdadeira existência....
Então amigos meditem e vejamos como temos de mudar a nossa forma de pensar porque muitas vezes o que nos parece errado para Deus é o melhor para cada um de nós.....
Com um abraço sincero de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 19 de Outubro de 2015, 11:42
Amigos com muita paz o meu bom dia sereno e como muitas vezes temos tormentos que nós causamos e depois dizemos que não somos felizes.
O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra.
Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, ele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa.
Mas ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das  alegrias celestes.
Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.
Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme?
Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante.
As posses alheias lhes causam insónias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme.
Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida!
Não é a eles que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados", pois os seus cuidados não têm compensação no céu.
Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é!
Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para acima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele.
Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?
Amigos com muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 19 de Outubro de 2015, 19:04
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #45 em: Ontem às 16:03, de Vitor

      Conf: algumas questões sobre sua resp #45:

      Vitor: Que o sofrimento existe na Terra é inegável. Todavia também existem momentos de felicidade.

      Conf: e, meu amigo, qual é causa dos sofrimentos? Porq é que, neste mesmo instante, uns sofrem e outros são felizes? O que é que destrói aquela perfeita igualdade original? 

      Vitor: A conclusão que se pode retirar é que o sofrimento também tem a sua utilidade. E um bem maior, que é a evolução espiritual, o justifica. É como um remédio doloroso, que é empregue quando não há outra coisa a fazer.

      Conf: e porq vc pensa que o sofrimento tem sua utilidade? Qual é o ganho que o sofrimento nos traz, qual é a utilidade que ele vem causar para nós? Se é assim, devemos crer que Deus, que, segundo a doutrina, é amor, justiça e sabedoria, cria para nós um processo de evoluir baseado em extremos e desesperadores sofrimentos?! Se não sofrermos desesperadamente, não evoluiremos?!!

      Onde está aí aquele soberano amor e aquela infinita sabedoria que só sabe ensinar à força de terríveis sofrimentos?!!

      Um abraço!
...........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 19 de Outubro de 2015, 19:17


      Amigos,

      Tornando mais clara uma resposta já feita por mim:

      Ref resp #46 em: 14 10 15, às 00:33, de Renato

      Renato escreveu: Meu irmão Vitor Santos, você está correto na sua análise; no decorrer da nossa vida material, encaramos situações que muitas vezes desafiam a nossa capacidade de poder superar as adversidades, os sofrimentos que muitas das vezes são para a mente humana, insuportáveis.

      Conf: sobre o que o amigo escreveu acima, devo fazer uma pergunta: qual é a causa de termos de sofrer devido a não termos capacidade de superar as adversidades, esses sofrimentos que muitas vezes são, para nós, desesperadores e até mesmo insuportáveis?

      Paz para vc!
...............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Outubro de 2015, 23:28
Meus irmãos de estudo boa noite. - Continuando. Em vão se objeta que o esquecimento
constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo
Deus entendido de  lançar um véu sobre o passado, é que a nisso vantagem. Com efeito,
a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia em certos casos, humilhar-nos
singularmente, ou, então exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio.
Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável pertubação nas relações sociais.
Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de
novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhe haja feito. Se
reconhecesse nelas as quem odiara, quiça o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo.
De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daqueles a quem houvesse
ofendido.
Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e 
nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria
prejudicial.
Meus irmãos, de que serviria ao espírito nessa nova encarnação às lembranças de vidas
passadas, se isto iria lhes trazer pertubações. Nem todos aceitariam ou mesmo viesse
a concordar com as suas ações do passado, se fossem essas más e contra aqueles que
hoje congregam no mesmo convívio social, até mesmo no meio no seio da mesma
família. Ao mesmo tempo poderia se exaltar em seu orgulho, em sua vaidade, pelos seus
feitos em vidas passadas, ou então sentir-se humilhado por não está a altura daqueles
que hoje convive. Sabiamente Deus colocou nele um véu de esquecimento, para que pudesse então começar  uma nova vida sem as lembranças do passado.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Outubro de 2015, 23:36
Meu irmão lconforjr, eu não coloquei que nós não temos capacidade de superar às
adversidades da vida e sim que somos desafiados a enfrenta-las, a encara-las, velas
de frente...
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Outubro de 2015, 13:21
Acredito que o "véu do esquecimento", é uma das pricipais ferramentas, talvez a maior delas, para que possamos progredir pelos nossos próprios méritos.
As leis de Deus estão em nossa consciência, e a intuição desse passado se aperesenta continuamente, nas situações do dia a dia de cada um de nós.
Ter a capacidade de aprender a ser correto, aprender a andar na trilha do bem e do amor, assimilando as dificuldades da vida como aprendizado, eis o mérito, eis a virtude.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 21 de Outubro de 2015, 03:38
Estudo do mês de outubro     

      Ref resp #68 em: 19 10 15, 23:36, de ARenato

      Renato disse: Meu irmão lconforjr, eu não coloquei que nós não temos capacidade de superar às adversidades da vida e sim que somos desafiados a enfrenta-las, a encara-las, ve-las de frente...

      Conf: sim, meu querido amigo, vc não colocou isso; fui eu que resolvi perguntar “porq teremos de sofrer se não tivermos a capacidade de superar as adversidades da vida”? Pois todas as adversidades implicam em sofrimentos, concorda? E todos os sofrimentos derivam de transgressões feitas, de propósito, contra as leis de Deus, certo?

      E a doutrina ensina que só merecem sofrer  aqueles que, de propósito, escolhem transgredir as leis de Deus! Por isso pergunto: no fato de não conseguirmos superar as circunstâncias da vida (que certamente nos fará sofrer), existe alguma transgressão às leis de Deus? A própria doutrina ensina que só merecem sofrer aqueles que, de propósito, escolhem transgredir as leis de Deus!
...............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Outubro de 2015, 11:31
Meus irmãos de estudo bom dia. continuemos.
                                                             - Motivos de resignação -

Por estas palavras:Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta
a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a
bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.
Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por
sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas
passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na terra, essas dores
vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por
reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a
tranquilidade no porvir.
O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor
diz:"Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do
restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormenta-te-ei, até que pagues a última
parcela".
Meus irmãos, vivemos em um mundo em que há sofrimentos de diversas formas, e
esses são necessários para que sejam pagas às dividas contraídas em encarnações
passadas, seja então uma forma que Deus nos deu para que se possa quitar esses
débitos. Por isto meus irmãos, nem  sempre os sofrimentos decorrem na verdade das
transgressões as leis divinas, mas não cumpri-las resultam em acréscimo a estas.
Se faz necessário então, que tenhamos a consciência desta  responsabilidade e ao
mesmo tempo a resignação pelos sofrimentos pelos quais passamos.
Ps. Em resposta também ao questionamento do nosso amigo lconforjr.
Fiquem na  paz.


Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 22 de Outubro de 2015, 10:52
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde debatemos um tema muito importante para todos nós que muitas vezes estamos preocupados e aflitos com o que nos acontece todos os dias .com muito carinho o meu bom dias sereno e vamos dar mais umas pistas para a nossa compreensão de muitas aflições que temos.
Quantas vezes perguntamos se é permitido abrandar as nossas provas.
 Essa pergunta lembra estas outras: é permitido ao que se afoga procurar salvar-se?
E a quem espetou-se num espinho, retirá-lo?
Ao que está doente, chamar um médico?
As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação.
Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. Mérito consiste em suportar sem murmurações as consequências dos males que não se podem evitar, em perseverar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.
Esta questão nos conduz naturalmente a outra.
Desde que Jesus disse: "Bem-aventurados os aflitos", há méritos em procurar as aflições, agravando as provas por meio de sofrimentos voluntários?
A isso responderei muito claramente: sim, e um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não, quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo fanatismo.
Há uma grande distinção a fazer.
Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada; aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede.
Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes necessidade de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho na Terra.
Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infringir a lei de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo.
Debilitá-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio.
Usai, mas não abuseis: tal é a lei.
O abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas consequências inevitáveis.
Amigos então vamos ter muito cuidado e ter sempre pensamentos positivos.........
Com um grande abraço de muita paz..
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Outubro de 2015, 11:20
Meus irmãos de estudo bom dia. - continuemos -
                                                             
                                                       O suicídio e a loucura
A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança
no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e
o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve a comoção
produzidas pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se
encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as
considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as
decepções que houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que
essa força, que coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os
quais, se não fora isso, a conturbariam.
Vejam então meus irmãos. Em um ato de estrema loucura, vem o homem atentar
contra a própria vida, não sendo ele capaz de aceitar e encarar as vicissitudes,seja com coragem e determinação. Seria então um ato de covardia, vendo por outro ângulo,uma forma de afrontar a Deus e as suas leis, pois a ninguém é dado o direito de tirar a própria vida. O suicida é antes de tudo um fraco, pois a tudo estamos sujeitos neste mundo
pelas provas que escolhemos. O desequilíbrio pela não aceitação das provas que ele
mesmo escolheu antes de reencarnar, leva ao espírito em muitas das vezes a loucura, e
esta provoca desatinos sem controle. Se faz necessário que se dê a este espírito uma
orientação para que ele encontre serenidade e possa continuar o que lhe foi determinado
por Deus.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 22 de Outubro de 2015, 11:23
"As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação."
Essa frase resume bem o que penso, claro que podemos abrandar, e quem sabe até eliminar, as provas, em especial as mais duras. Mas para isso é necessário termos a paciência necessária para exercitar nossa capacidade de resignação ao mesmo tempo em que trabalhamos com seriedade e inteligência, para que os problemas se resolvam.
Em fim, precisamos exercitar as virtudes e eliminar os vicios para melhor nos colocarmos diante dos desafios da vida.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Outubro de 2015, 14:32
É isso aí meu irmão Gustavo, "paciência e resignação", duas palavras que definem bem
às ações tomadas por todos nós diante das adversidades, ou seja, das vicissitudes
pelas pelas quais somos obrigados a aceitá-las se queremos quitar os nossos débitos
ou parte deles nessa encarnação.
Fique na paz.

Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Outubro de 2015, 16:54
Olá amigo Incoforjr
Citar
Conf: e porq vc pensa que o sofrimento tem sua utilidade? Qual é o ganho que o sofrimento nos traz, qual é a utilidade que ele vem causar para nós? Se é assim, devemos crer que Deus, que, segundo a doutrina, é amor, justiça e sabedoria, cria para nós um processo de evoluir baseado em extremos e desesperadores sofrimentos?! Se não sofrermos desesperadamente, não evoluiremos?!!

      Onde está aí aquele soberano amor e aquela infinita sabedoria que só sabe ensinar à força de terríveis sofrimentos?!!

Continua a não demonstrar que não existe igualdade de direitos e oportunidades dos Espíritos (igualdade de direitos e oportunidades essa vista ao longo dos milénios. Por toda a vida do Espírito, não apenas nesta encarnação na Terra, claro. Esta encarnação é um instante na vida de um Espírito que já criado há milhões de anos). As suas afirmações a este respeito não são devidamente fundamentas.

Existe uma lei espiritual que é a lei do progresso. O progresso espiritual é obrigatório (o progresso dos Espíritos ao longo dos milénios, entenda-se bem).

Os Espíritos não são máquinas. Eles têm a capacidade de tomar decisões, tanto mais acertadas quanto maior a evolução do Espírito  (a evolução do Espírito ao longo dos milénios, entenda-se bem). Como foram criados para serem criaturas livres têm de aprender por si mesmos, caso contrário já seriam máquinas pré-programadas.

No processo de evolução todos os Espíritos cometem erros e acertos. E é assim que aprendem: tentativa, erro, acerto.

Mas como os Espíritos tomam decisões, ocorre que há fases que teimam em não querer progredir, ou seja, estagnam. Se as leis que Deus concebeu permitissem que eles ficassem estagnados, eles ficariam numa fase infeliz, para a eternidade. As leis de Deus permitem ao Espírito evoluir a bem, pela própria vontade de progredir, ou evoluir à força, quando é inevitável. Eis então que surge sofrimento (em mundos infelizes). O desconforto do Espírito, mais tarde ou mais cedo, vai levá-lo a querer sair daquele sofrimento. E ele vai compreender que a única via é o progresso espiritual.

O sofrimento é uma ferramenta de correcção, mas não é a única (sofrimento esse causado pelos próprios Espíritos e por outros como eles, encarnados ou desencarnados pela precariedade dos mundos onde vivem, sujeitos a doenças, a catástrofes, etc). Basta-lhes decidir sair do caminho da infelicidade e trabalhar para encontrar forma de avançar para mundos mais felizes.

Sem ferramentas de correcção é que não era possível a igualdade de direitos e oportunidades dos Espíritos. Essas ferramentas servem precisamente para forçar a igualdade e o processo espiritual.   

Bem haja
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 22 de Outubro de 2015, 18:26
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #43 em: 13 10 15, às 11:21, de Altino

      Altino escreveu:... uma certeza temos de ter: que a verdadeira felicidade não se encontra neste planeta...

      Conf: primeiramente, Altino, devo lhe dizer que, se vc bem raciocinar, perceberá que uma felicidade verdadeira, ou completa, sem mácula, não existe em nenhum dos mundos, mesmo nos mais elevados, nem mesmo entre os mais puros espíritos!

      Depois, “como fazer” para ter certeza disso ou daquilo? Só podemos ter certeza de alguma coisa qdo passamos por experiências que nos provem que essa coisa é verdadeira ou corretacerta, concorda? E, assim mesmo, nunca podemos ter certeza de que nossas experiências são corretas!

      Altino: Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna.

      Conf: é mesmo verdade que vc acha inconcebível isso?!!! Olhe o mundo, meu companheiro: qtos miseráveis se arrastando pelo chão, doentes, com fome e frio, sem que nenhuma mão se estenda para ajuda-los; qtos que comparam a miséria em que vivem, com a opulência e a ostentação dos ricos com seus carros brilhantes, perfumados, casas e roupas caras e modernas; os que, doentes, com dores intensas, fraturas, cardíacos, cancerosos, que qdo vão ao SUS, apesar da gravidade de seus males, esperam meses ou anos para ser atendidos; a mãe que tem nos braços o filhinho agonizando com dores sem fim, que não tem como pagar sua internação num hospital particular? Para vc é inconcebível que esses invejem os ricos? Porq é que tantos roubam, todos os dias, para comprar alimentos ou medicamentos para si mesmos e para seus filhos? Porq é que tantos até matam para ter aquele tênis melhor? Se vc estivesse numa situação de desespero, sem nada para comer, sem nada que lhe dê esperanças, vendo os filhos sofrerem por isso, vc não estaria querendo ter as possibilidades que os mais bem aquinhoados têm?

      Altino: Neste mundo, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano.

      Conf: então é esse o processo evolutivo que Deus, que é infinito amor, cria para todos nós: fazer sofrer terrivelmente, desesperadamente, para evoluir? Quem não sofre não evolui? O sofrimento é a moeda que temos de pagar para progredir espiritualmente? Onde está isso na doutrina, meu amigo Altino?

      Altino: Pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações.

      Conf: mas, amigo, qual é a causa de estarmos sentenciados por Deus a viver num mundo de expiações? Se temos o livre-arbítrio, porq escolhemos praticar tantas maldade que, agora, temos de, neste mundo de  sofrimentos, salda-las com sofrimentos que podem ser tão insuportáveis que até nos levam ao suicídio?

      Alt: Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem.

      Conf: mas é nisso mesmo que milhões acreditam, pois “como fazer” para que esses não acreditem que essa não é a verdade? 

      Alt: Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.

      Conf: e “como fazer” para que muitos, que não acreditam que existe alguma coisa melhor, passem a acreditar? Pois para esses o mundo é exatamente o que é: um lugar de sofrimentos, e para muitos, pela vida inteira!

      Alt: Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lançam as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem.

      Conf: exato! E, certamente, nem um só encontrará algum lugar onde haja felicidade completa, nem fora deste mundo, nem onde estão os espíritos mais puros, nem ao lado de Deus!

      Alt: Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade.

      Conf: e porq o homem tem de sofrer pelas escolhas erradas que faz, se ele erra porq não é sábio? Ou não é sábio só com relação a algumas coisas?

      Alt: Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira vã, para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da existência se passa numa sequência de amarguras e decepções.

      Conf: e, Altino, “como fazer” para conquistar a sabedoria pra nos guiarmos por ela? É fácil ser sábio?

      Alt: Foi por isso que Deus semeou... planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

      Conf: mas, se não éramos impuros qdo fomos criados, porq é que, depois, necessitamos de ser purificados? O que é que nos torna impuros ou imperfeitos? O amigo sabe?

      Alt: Assim, pois, vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente à divulgação desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração.

      Conf: de novo tenho de trazer pergunta já feita: “como fazer” para nos despojarmos energicamente do homem velho, para nos entregarmos à divulgação do espiritismo, se milhões nem mesmo acreditam nele, outros não acreditam em Deus e tantos outros nada veem nos ensinamentos de Jesus?

      Forte abraço!
...........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 23 de Outubro de 2015, 11:35
Meus irmãos de estudo bom dia. - continuemos -

                                                      O mal e o remédio
Será a terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias? Já não ressoa mais aos vossos
ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes
para para os que nascessem nesse vale de dores? Esperai, pois, todos vós que aí
viveis, causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as
vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do senhor por ter querido
experimentar-vos...Ô homens! dar-se-á não reconheçais o poder do vosso senhor,
senão quando ele vos haja curado as chagas do corpo e coroado de beatitude e ventura
os vossos dias? Dar-se-á não reconheçais o seu amor,senão quando vos tenha então
adornado o corpo de todas as glórias e lhe haja restituído o brilho e a brancura? Imitai
aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau de abjeção e da
miséria, deitado sobre uma estrumeira, disse ele a Deus: "Senhor, conheci todos os
deleites da opulência e me reduzistes à mais absoluta miséria; obrigado, obrigado, meu
Deus por haverdes experimentar o vosso servo"!...
Meus irmãos, este nosso mundo é mesmo de sofrimentos, muito embora tenhamos em
alguns momentos, numa forma de amenizar por assim dizer, algumas alegrias e alguns
momentos de felicidade, nisto está a sabedoria de Deus. Mas o homem ao invés de
reconhecer isto, lastimam tão somente as suas dores sofridas, como se elas fossem
uma punição de Deus pelo seu proceder nesta vida, esquecendo assim o que tenha
feito em outras encarnações. Para ele o Deus bom é aquele que lhes traz às benesses
desta vida e as glórias alcançadas. Deveria ele também agradecer a Deus  pelos seus momentos de infortúnios,como uma forma de aprendizado e não de castigo.
Fiquem na paz.
vida
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 23 de Outubro de 2015, 18:18
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #71 em: 21 10 15, às 11:31, de ARenato

      Renato disse ou citou texto: - Motivos de resignação - Por estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.

      Conf: obrigado, querido amigo Renato, por se dispor a responder meu questionamento. Mas, meu amigo, sinto ter de lhe dizer que sua resposta não solucionou minhas questões, mas, ao contrário, me faz trazer novo questionamento: a primeira questão é esta: qual é a causa que faz que uns se tornem aflitos e outros não?

      Mas, e quanto à resignação que leva o padecente a bendizer o próprio sofrimento, como prelúdio da cura, quem é que sabe “como fazer” para possui-la? E vc ficará resignado e agradecerá a Deus, se assistir, na sua frente, e nada podendo fazer, bandidos estuprarem sua pequena e querida filhinha, a alegria de seu viver, e, depois, com requintes de crueldade, a matarem?! E se seus pequenos e queridos filhos tiverem os pés amputados a golpes de machado para que, qdo adultos, não possam ser inimigos eficientes? Ou ao ver suas filhas, filhos, esposa, pais, envolvidos com o tráfico de drogas, ou com sequestro de crianças inocentes para mata-las e lucrar com a venda de seus órgãos?

      Renato: Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranquilidade no porvir.

      Conf: vc ficará feliz e bendirá seus sofrimentos como esses que coloquei acima? Ou ao ver um ser querido seu, sofrendo e mal-cheirando com terríveis dores sem lenitivo, produzidas por cânceres e outras dolorosas enfermidades? Agradecerá a Deus por isso, porq, assim estará quitando dívidas que fez no passado?.............

      Texto: O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela".

      Conf: será essa a bondade, a misericórdia, o amor que a doutrina afirma serem atributos de Deus? Atormentar-nos até que paguemos a última parcela de nossas dívidas? Mas, porq, se temos livre-arbítrio escolhemos contrair tão grandes dívidas no passado que, agora nesta encarnação, ou em outras, nós, para saldá-las, temos de sofrer terrivelmente, desesperadamente, ou mesmo tão insuportavelmente, que milhões de irmãos escolhem acabar com a própria vida antes do tempo?

      Texto: Meus irmãos, vivemos em um mundo em que há sofrimentos de diversas formas...

      Conf: será esse o processo evolutivo criado por Deus que é soberano amor: fazer sofrer para aprender, fazer sofrer para evoluir? Se não há sofrimentos, não há evolução?!

      Fique em Deus!
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Outubro de 2015, 10:59
Meu irmão lconforjr, você já parou para pensar que os sofrimentos em que  são causados
a nós já não foram programados desde quando o nosso espírito estavam na erraticidade,
e que eles pediram antes de reencarnar neste nosso mundo de provas e expiações?
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Outubro de 2015, 16:59
Meus irmão de estudos bom dia. - Continuemos -

                                                      A felicidade não é deste mundo.

Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas
as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios
possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". Com
efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições
essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidos essas três condições tão
desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas,
pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejam com tanta
ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à
conclusão de que a terra é lugar de provas e expiações.
Meus irmãos, não há nenhum  questionamento que se possa aceitar, dando ao nosso mundo,que seja ele de felicidade, pois enquanto houver sofrimentos para todos, não se
poderá dizer que há felicidade completa. Entretanto podemos dizer que durante a nossa
vida material podemos ter momentos de felicidade, e estes duram por um certo período
de tempo. Muitos chegam a pensar que bens de riqueza dará a quem os possuem uma
felicidade duradoura, ledo engano, pois muitos que os tem, em alguma vezes sofrem
mais do que aqueles que nada têm.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 24 de Outubro de 2015, 18:15
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #80 em: 24 10 15, às 10:59, de ARenato

      Renato, meu querido amigo, disse: Meu irmão lconforjr, você já parou para pensar que os sofrimentos que são causados a nós já não foram programados desde quando os nossos espíritos estavam na erraticidade, e que eles pediram antes de reencarnar neste nosso mundo de provas e expiações?

      Conf: irmão Renato, já que vc trouxe essa pergunta, vc deve saber porq é que nós, quando vamos reencarnar, erramos tanto em nossos pedidos pois que solicitamos sofrimentos tão além de nossas forças que, cerca de 20 a 40 milhões de irmãos nossos, todos os anos, por fazerem esses pedidos tão exagerados, não os suportando, escolhem abandonar a vida se suicidando?

      Porq vc mesmo, qdo estava na erraticidade pediu, para vc sofrimentos insuportáveis? É Deus, que é amor e sabedoria, que exige que vc sofra cruelmente, insuportavelmente para aprender a evoluir?!

      Mas a finalidade da evolução é que vc chegue a um amor incondicional, certo? E vc sabe de alguém que por sofrer desesperadamente tivesse aprendido a amar?

      Na verdade, nenhum sofrimento ensina a amar; quando muito, eles ensinam a descrer, a se desiludir e a odiar o próprio Criador, até lançando-lhe ofensas as mais terríveis, palavrões, xingamentos etc, não é isso?

      E, voltando à pergunta que vc fez, se já parei para pensar que os sofrimentos que me são causados foram programados desde quando estava na erraticidade, e que eu os pedi antes de reencarnar neste mundo de provas e expiações, respondo que já pensei muitas vezes sobre isso, e essa uma das causas das perguntas que faço, como estas:

      - primeiro: qual é a causa que faz que o processo evolutivo de
Deus nos faça sofrer de modo desesperador e insuportável para aprende o que fazer e como fazer para evoluir? Para evoluir temos, sobretudo, de aprender a amar, mas onde está esse ensinamento? Como sabemos os sofrimentos podem nos ensinar a odiar; nunca a amar!

      Afinal de contas, absolutamente ninguém ensina ou aprende a amar, nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos mesmo que sejam de Jesus!

      - segundo: se todos somos, pela justiça de Deus, criados perfeitamente iguais, qual é a causa que destrói essa perfeita igualdade inicial e a transforma e gigantesca desigualdade, pois leva uns ao caminho do amor e outros ao caminho do mal? O amigo sabe responder essas perguntas?

      Se não sabe como é que vc pode entender a doutrina? Afinal, meu amigo, não precisa responder as questões acima; se me responder apenas esta, já começarei a entender melhor a doutrina: qual é a causa de um ser bom e o outro ser mal? Não precisa responder nada mais do que isso!

      Feliz final de semana para vc e os seus queridos!
.............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 24 de Outubro de 2015, 19:22
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #81 em: 24 10 15, às 16:59, de ARenato

      Renato trouxe texto com o titulo “A felicidade não é deste mundo”. Nele há, para mim, conceitos que entendo e outros que não entendo. Vamos raciocinar sobre eles, para entender:

      Texto: A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo".

      Conf: isso é perfeitamente compreensível, pois a felicidade não é de “nenhum” mundo, por mais elevado que seja, mesmo na condição de espíritos que já possuem um amor incondicional, que já chegaram à mais elevada condição de pureza, os espíritos perfeitos!

      Texto: nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidos essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

      Conf: aí está outra verdade compreensível, mas quem nos dirá qual é a causa de o mundo ser assim? Porq é que tantos se queixam amargamente, desesperadamente? O que foi que fizeram e porq fizeram coisas que, agora, os faz se queixarem e até a se suicidarem por não suportar os sofrimentos que Deus lhes impõe?

      Texto:... Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a terra é lugar de provas e expiações.

      Conf: já aqui não entendi: qual é a causa de cada um, por mais que faça, ter sua cota de sofrimentos e decepções (que tb são sofrimentos)? Como tantas vezes perguntei, porq temos de sofrer se, no princípio, somos perfeitamente iguais e não somos inclinados para o mal? Qual é a causa que nos levou a praticarmos o mal? O que é que nos faz praticar o mal?

      Texto: Meus irmãos, não há nenhum questionamento que se possa aceitar, dando ao nosso mundo, que seja ele de felicidade, pois enquanto houver sofrimentos para todos, não se poderá dizer que há felicidade completa... Muitos chegam a pensar que bens de riqueza darão a quem os possui uma felicidade duradoura, ledo engano, pois muitos que os tem, algumas vezes sofrem mais do que aqueles que nada têm.

      Conf: essa é outra verdade, mas a pergunta continua: qual é a causa de uns sofrerem e outros não, se todos somos criados perfeitamente iguais? A doutrina diz que é porq uns fazem o mal! Mas, qual é a causa de fazerem o mal se podem fazer o bem?

      Fique em Deus, amigo Renato!
................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 25 de Outubro de 2015, 10:12
Amigos é com muita serenidade que a todos dou o meu bom dia e vamos continuar este tema deveras lindo e vamos meditar nas palavras de Jesus quando diz “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
Jesus (Marcos, 8:34)
No estudo do versículo acima, vamos nos manter à recomendação de Jesus.
 “Tome a sua cruz e siga-me”.
A cruz, no plano físico, são as dificuldades, as aflições, os sofrimentos, enfermidade, o degrau social, o parente infeliz; problemas de relacionamento, carências financeiras, desemprego etc.
Considerando que o Espírito reencarna para evoluir, para desenvolver suas potencialidades, é natural o trabalho, a luta, a dificuldade, pois é assim que se exercita e se desenvolve.
Do contrário, acomodar-se-ia.
É o que ocorre com o aluno na escola, ou com o desportista na prática de seu desporto preferido.
Tem que lutar muito para fazer progressos na atividade a que se dedica.
Não é só no plano físico que experimentamos aflições.
No plano espiritual isto também ocorre.
Lá – informam os instrutores espirituais – a cruz é a vergonha do defeito íntimo não vencido; a expiação da culpa; saber que ainda não se é feliz por falta de experiências e vivências no Bem.
Na Terra, a existência é uma luta constante.
Em todas as fases da vida, desde a infância, a adolescência, a mocidade,  até a velhice, cada etapa tem suas belezas, o lado bom, mas tem as dificuldades, os desafios.
Podemos receber os desafios e dificuldades como lições, recursos educativos que a Providência Divina nos confia, a favor do nosso crescimento, e podemos (e é o que geralmente se faz), considerá-los como aflições, dor, sofrimento simplesmente.
A Doutrina Espírita nos esclarece que a dor é processo; a perfeição é fim.
A finalidade do sofrimento é o aperfeiçoamento espiritual.
Aceito este princípio, haverá melhores condições para superar as dificuldades, pois que tem um fim útil: nossa evolução espiritual e, consequentemente, a felicidade que almejamos.
Sim porque a felicidade que buscamos não está fora de nós, naquilo que detemos, e sim no nosso íntimo, no despertar espiritual.
Nesta ordem de raciocínio, como caminheiros da evolução, cada qual tem a sua cruz, com o fim de resgatar dívidas do passado, ou de nos levar a experiências, com vistas a conquista de mais sabedoria e amor.
A causa de nossas aflições está em nós mesmos.
Podemos, no passado, ter agido em desacordo com a lei e estamos na oportunidade de resgatar a dívida; ou porque carecemos crescer, subir as escadas do progresso, precisamos enfrentar as provações, as dificuldades para conseguir o desejado crescimento.
Quando o ser adquire consciência de sua própria responsabilidade, busca sua melhoria íntima.
Procura se conhecer; corrigir suas imperfeições, sanar os pontos falhamos.
Sabe que vive as situações que ele mesmo criou, ao longo do tempo.
Colhe o que planta.
Não procura culpar outras pessoas.
De um modo geral, as pessoas acham que não são felizes por causa de outros.
O patrão culpa o empregado; este culpa àquele; a mulher responsabiliza o marido e este se queixa da esposa.
Culpamos a economia, o governo, enfim todos são culpados, menos nós. .
Cada um percebe as pessoas e as situações conforme sua capacidade de perceção.
Cada um vê os outros e o mundo pelas lentes dos olhos do seu mundo íntimo.
Só vemos o que conhecemos, o que já temos sensibilidade e capacidade para compreender.
Daí a afirmativa de André Luís.
 “À medida em que melhoramos, tudo melhora em torno de nós”.
As pessoas e situações externas podem continuar sem grandes modificações, mas se a pessoa se modifica, interiormente, para melhor, passa a sintonizar com a parte melhor das situações e das outras pessoas.
Para ela, tudo mudou realmente.
Acordando para a necessidade da paz consigo mesmo, o ser toma a cruz que lhe cabe ao próprio mudar, e busca seguir Jesus, superando suas aflições.
 “Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício de sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los.
Se ele nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria.
A dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso.”.............
Amigos assim podemos entender que somos nós mesmo as causas das nossas dores e temos muitas vezes que as aceitar com serenidade ..
Com um grande a carinhoso abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Outubro de 2015, 11:06
Meus irmãos de  estudos bom dia. - Perda da pessoa amada. -

Quando a morte física tira do nosso convívio pessoas amadas, costumamos lamentar,
não só pela perda, mas também por saber que neste plano não poderemos mais ter a
sua presença. Chegamos até mesmo culpar a Deus nas nossas lamentações, por ele
está nos tirando pessoas que nós amamos e que fazem parte da nossa vida. Dizemos
em algumas vezes quão ele está sendo injusto, quando essas pessoas são mais moças,
pois deveria levar às que têm mais tempo de vida, esquecemos pois, que todos têm o
seu tempo, e esse tempo é determinado pelas provas que tenha que passar para a sua
própria evolução. Ninguém veio a este mundo, neste estágio de vida e ficar para
sempre, a vida irá continuar em outro plano, assim diz a lei. O que nos fazem agir dessa
maneira é o nosso apego às coisas materiais, motivado pela nossa imperfeição. Se
olharmos com outra visão, veremos que este afastamento é temporário, iremos mais
adiante em outras vidas, reencontrar aquelas mesmas pessoas, poderão elas fazerem
parte do mesmo núcleo social ou até mesmo da nossa própria família.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 25 de Outubro de 2015, 17:04
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #85 em: 25 10 15, às 11:06, de ARenato

      Renato citou ou disse: Quando a morte física tira do nosso convívio pessoas amadas, costumamos lamentar, não só pela perda, mas também por saber que neste plano não poderemos mais ter a sua presença. Chegamos até mesmo culpar a Deus nas nossas lamentações, por ele está nos tirando pessoas que nós amamos e que fazem parte da nossa vida. Dizemos em algumas vezes quão ele está sendo injusto, quando essas pessoas são mais moças, pois deveria levar às que têm mais tempo de vida...,

      Conf: e, para mim, sem dúvida, eles estão acertados em se lamentar e, muitos que acreditam em Deus, em culpá-Lo por essas perdas e por tudo mais de ruim que nos acontece! As religiões teístas afirmam que Deus é amor e justiça e Criador de todas as coisas e, por isso, muitos que sofrem e até passam a descrer em Deus, que Ele seja mesmo amor e justiça e criador de todas as coisas!

      Renato:... esquecemos pois, que todos têm o seu tempo, e esse tempo é determinado pelas provas que tenham que passar para a sua própria evolução.

      Conf: não é que esquecemos! Milhões nem sabem o que é isso,  e nem se importam em saber!

      Renato:... O que nos faz agir dessa maneira é o nosso apego às coisas materiais, motivado pela nossa imperfeição.

      Conf: meu amigo, vou lhe repetir uma pergunta que já lhe fiz várias vezes e que vc não respondeu: todos os efeitos têm suas causas, concorda? Sendo assim, lhe pergunto: qual é a causa que tem como efeito nos apegarmos às coisas materiais e nos termos tornado imperfeitos?

      Renato: Se olharmos com outra visão, veremos que este afastamento é temporário, iremos mais adiante em outras vidas, reencontrar aquelas mesmas pessoas, poderão elas fazer parte do mesmo núcleo social ou até mesmo da nossa própria família.

      Conf: novamente o amigo, como “todos” (doutrina, espíritos benfeitores etc), vc nos diz apenas “o que fazer”: olhar a vida com outra visão; mas, Renato, porq que vc só diz isso? Porq não diz tb o “como fazer” para olhar as coisas com outra visão?

      Forte abraço para vc. Tenham, vc e os seus, uma ótima semana!
............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Outubro de 2015, 23:16
Meu irmão lconforjr, eu particularmente tenho muito respeito por você e pelas suas
colocações, demonstrando com certeza muita inteligência e conhecimento não só
da Doutrina Espirita como também de outras religiões. Por esse motivo é que eu
gostaria que nos respondesse, pelo seu entendimento e pela sua interpretação,
sobre as causas dos sofrimentos,por uns serem maus e outros serem bons, o
que fazer e como fazer..., Já que ninguém consegue dá uma resposta que possa
lhe convencer ou mesmo aceitar. Eu bem sei que você sabe de todas elas e não
se furtará em respondê-las.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 26 de Outubro de 2015, 10:22
Amigos com muito carinho o meu bom dia sincero e para quem possa ter dúvidas sobre as aflições que temos de passar e conviver O Mestre Jesus, em suas andanças pela Terra, certa vez disse
"bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados"
Quando refletimos sobre nossas vidas, e constatamos a quantos sofrimentos estamos sujeitos, e o quanto padecem as pessoas em geral, inevitavelmente perguntamos: por que tudo isso?
Há alguma utilidade nas aflições?
A resposta à primeira pergunta é: sofremos por consequência de nossos próprios atos.
 A resposta à segunda já nos deu o próprio Cristo.
As  aflições vêm para o nosso crescimento e, assim, para o nosso bem.
O Dicionário Aurélio define aflição como agonia, atribulação, angústia, sofrimento.
Sob certo ponto de vista, é tristeza, mágoa, dor ou, ainda, preocupação, inquietação.
A nossa dificuldade em compreender as aflições deriva de nossa dificuldade de compreender Deus.
As pessoas normalmente fazem-Lhe ideia errada, imaginando-o como um bom velhinho de barbas brancas, sentado num trono celestial.
Isso decorre, entretanto, da tendência que temos de definir aquilo que não conhecemos com uma imagem humana, que é algo que conhecemos.
Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas não no corpo, e sim em espírito, como uma essência inteligente.
Na questão nº 1 de "O Livro dos Espíritos", perguntou Allan Kardec aos Espíritos Superiores "que é Deus", tendo eles respondido "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".
No atual estágio evolutivo da Humanidade, ainda primitivo e mais próximo do homem das cavernas que do anjo, não temos condições de ter uma compreensão exata de Deus.
No entanto, algumas de suas características já são de nosso conhecimento, pois o sabemos imutável, imaterial, único, omnipotente e, acima de tudo, soberanamente justo e bom.
A razão é que nos demonstra, pois, se deixasse de ter qualquer uma destas características, já não mais seria Deus.
Com isso começamos a entender o porquê das aflições: se Deus é soberanamente justo, toda aflição, todo sofrimento que temos é justo, pois só o temos porque Ele permite.
Se Deus é soberanamente bom, não sofremos porque Ele o quer, mas sim como consequência dos nossos próprios atos.
É exatamente esta a explicação que nos dá a Doutrina Espírita em dois de seus postulados básicos, a lei de causa e efeito e a reencarnação.
A lei da física segundo a qual toda ação gera uma reação de idêntica potência tem uma aplicação em nossas vidas e em nossos atos maior do que imaginamos.
Sempre que praticamos atos maus, prejudicando nossos semelhantes, produzimos sobre nós os mesmos efeitos, assim também quando falamos ou simplesmente pensamos o mal.
Mas – aí o aspeto positivo –, tudo o que fizermos de bom, que seja benéfico às outras pessoas, a nós retorna com as mesmas características.
A reencarnação é uma consequência necessária da soberana justiça e bondade de Deus.
Não fosse por ela, como explicar a existência de pessoas más que navegam no mar da vida sem qualquer atribulação, ao lado de pessoas boas, totalmente dedicadas ao próximo, que padecem os mais brutais sofrimentos?
Mais do que isso, como entender a morte prematura de uma criança em tenra idade?
É nas sucessivas reencarnações, em que progressivamente ocupamos os mais variados papéis no teatro do mundo, que a soberana justiça e bondade de Deus impõem as devidas compensações, fazendo-nos sofrer as consequências das ações más que porventura tenhamos praticado e, melhor do que isso, colher os frutos de nossas boas obras.
Desse modo, se sofremos é porque, em nossas próprias ações, infringimos as leis divinas ou naturais, bem sintetizadas por Jesus Cristo ao nos recomendar amar ao nosso próximo como a nós mesmos.
No entanto, não devemos acreditar que nossos sofrimentos atuais são  pura e simplesmente de nossas encarnações passadas.
Allan Kardec, no Capítulo V de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", bem nos mostra que a quase totalidade de nossas dores são consequências de nossos atos nessa mesma encarnação em que ora transitamos (item 4).
 Diz o Codificador, em diversos exemplos, quantos estão endividados porque não sabem viver com quanto ganham?
Quantos os casamentos fracassados porque os cônjuges deixam de dialogar e se perdoar em acontecimentos insignificantes?
 Quantas doenças seriam evitadas se as pessoas não cometessem excessos de alimentação, ou se abandonassem vícios perniciosos como o álcool e o fumo?
 Quantos os filhos que seguem o caminho do vício porque os pais, no momento adequado, na infância, deixaram de lhes dar limites e os ensinar por bons exemplos?
Assim, se estamos sofrendo e olharmos com honestidade para dentro de nós mesmos, certamente constataremos que a causa desse sofrimento está em ações passadas por nós praticadas, quase sempre na atual encarnação.
Isso, entretanto, não significa que devemos simplesmente nos deixar sofrer sem nada fazer por nosso bem estar.
A dor física nos mostra que algo não está bem em nossa saúde: procuramos o médico, fazemos o tratamento adequado e recompomos o nosso bem estar.
 A aflição, a seu turno, demonstra-nos que estamos tomando caminhos errados em nossa vida e que temos que corrigir o curso.
A aflição, o sofrimento são como o despertador na madrugada: serve apenas para nos acordar, logo após o desligamos.
Assim como não há quem deixe o despertador ligado o dia inteiro, devemos simplesmente "acordar" diante do sofrimento e, sem seguida, fazer o que seja necessário para "desligá-lo", corrigindo as ações equivocadas que nos fazem sofrer.
E a Doutrina Espírita está aí, justamente, para nos auxiliar a descobrir o que está errado em nossa vida e a retomar o correto caminho.
Para nos lembrar que todos os recursos da Espiritualidade Superior estão à disposição de todos nós.
Os bons espíritos sempre tentam nos influenciar para o bem, nós é que os impedimos quando nos fixamos em aspetos negativos, como egoísmo, orgulho, medo, raiva, rancor.
É urgente, portanto, que olhemos para dentro de nós mesmos e reflitamos sobre por que estamos sofrendo, a fim de mudar de atitude, aproveitando o que de bom nos proporciona a Doutrina Espírita em matéria de reflexão e oportunidades de praticar o bem, tornando-nos felizes pura e simplesmente por estarmos cumprindo a lei maior que nos recomenda fazer ao próximo o que gostaríamos que a nós fosse feito.
Assim queridos amigos aqui está como nesta vida temos tantas diferenças de vida ..... mas todas causadas muitas vezes pela nossa falta de mudança interior que deve ser feita todos os dias ........
Com um abraço de muita paz este vosso sincero amigo.
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Outubro de 2015, 11:27
Meus irmão de estudo bom dia. Meu irmão altino, bem colocada às palavras contidas neste texto , uma visão muito lúcida da nossa realidade num mundo em que vivemos. Somos
todos nós culpados dos acontecimentos que nos trazem sofrimentos e aflições. Em muitas
das vezes em uma forma de justificar, colocamos Deus como responsável por tudo o que
passamos, e que ele não estaria sendo justo colocando-nos sofrimentos mesmo sendo
bons, ao lado de outros que mesmo não sendo bons não têm tantos sofrimentos, pois
achamos teriam que eles os sofredores e não nós. Assim como você colocou, muitos dos
nossos sofrimentos são causados por nós mesmo nesta encarnação, pelas nossas más
ações praticadas, pela maneira errada de nos conduzirmos, é a lei de causa e efeito sendo
aplicada em nós por Deus em sua  justiça. Se ao invés de reclamarmos, procurasse então
modificar às nossas ações para melhor, veremos então que mais adiante haverá uma
melhora em nossa vida. Assim eu penso.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 27 de Outubro de 2015, 10:59
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz para todos com muito carinho o meu bom dia e vamos pensar que as aflições que muitas vezes nos assolam são antes de tudo provas que temos de vencer com muita serenidade coragem com nos ensina o Evangelho e que por vezes são muito duras e nos levando por vezes ao suicídio como disse o amigo Renato e assim compreender que Jesus sempre nos diz esta abençoada Doutrina Espírita nos explica que as aflições, assim como todas as vicissitudes da vida têm suas razões justas e providenciais.
Para nossa compreensão e aceitação precisamos considerar suas causas e suas compensações.
Refletindo sobre os males da vida reconheceremos que todos eles são consequência da nossa própria inferioridade e que, para serem evitados, precisamos avançar em nosso aprimoramento físico, mental e emocional.
Para tanto necessário se faz que exercitemos na vida física o conhecimento, a vontade, a perseverança e o bom ânimo.
Entretanto, se há sofrimentos cujas causas reconhecemos com um pouco de esforço e humildade (abusos, omissões, atitudes, vícios...) há outros que escapam à nossa perceção (perda de entes queridos, acidentes e ocorrências que consideramos como fatalidade...)
Ocorre que as causas das aflições podem ser de duas espécies: causas atuais (acontecidas na vida presente) e causas anteriores (acontecidas em vidas passadas e ainda não resolvidas).
Pelas palavras de Jesus.
 “Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados...”
Devemos entender que a compreensão e a resignação de quem sofre já é o indício da cura e da salvação.
A consolação vem naturalmente do próprio Espírito esclarecido e iluminado pela luz da religiosidade e as bênçãos de Deus.
Meditem amigos e pensem como no meio de tantas aflições temos sempre na Prece a ajuda de Jesus...........
com um abraço carinhoso de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Outubro de 2015, 11:58
Meus irmãos de estudo bom dia. - Continuando - Os tormentos voluntários -

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente
lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na terra. Entretanto, mau
grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terena, poderia ele, pelo
menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas
às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos matriais em vez de a procurar nos gozos da
alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz
do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que agitará
e turbará, e, coisa singular! o homem, com o que de intento, cria para si tormentos que
está nas suas mãos evitar.
Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o
ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os
outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda
a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que os que lhes estão próximos, toda
a alegria em excitar, nos que se lhes estão próximos, nos que se lhes assemelham pela
insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não
imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas as frioleiras cuja cobiça lhes
envenenam a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras:
"Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas
preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.
Que tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem,
que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é
sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para cima, vê sempre criaturas
que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas.
E não será uma felicidade a calma, em meio  das tempestades da vida? - Fenelon, (Lião,
1860.)
Meus irmãos, todos buscam a felicidade, é uma necessidade, um direito de todos, mas
a verdadeira e duradoura felicidade não está neste plano nem nesse mundo, pois nele
teremos apenas momentos de felicidade. A verdadeira felicidade muito depende da
maneira de como nos conduzimos nesta vida, pelas ações que praticamos, pelo trabalho
que fazemos pelo nosso progresso moral. Haverá sim a recompensa desta felicidade,
não neste mundo, nem nos gozos materiais, para isto é necessário que se esteja em paz
com sigo mesmo, essa paz interior será como uma preliminar do que Deus guarda para
todos.
Meus irmãos, há defeitos morais que são difíceis de serem reparados, a inveja e o ciúme
são uns deles, eu os considero como sendo defeito moral. Os que são acometidos por
eles são na verdade uns insatisfeitos,uns frustados que não conseguem ou não têm a
capacidade de lutar pelos seus objetivos, por isso o sucesso dos demais lhes causam
tanto incomodo. Almejar o sucesso é uma alavanca que impulsionam a todos nós pelo
trabalho da conquista, e isto nos fazem mister na conclusão dos objetivos.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 28 de Outubro de 2015, 10:40
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e para todos o meu bom dia sereno e vamos meditar nas palavras de Jesus quanto diz Vinde a Mim vós que sofreis..
.Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade.
Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família.
Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evitar; os revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiota, a imbecilidade etc.     
Os que nascem nessas condições, nada fizeram, seguramente, nesta vida, para merecer uma sorte triste, sem possibilidade de compensação, e que eles não puderam evitar, sendo impotentes para modificá-las e ficando à mercê da comiseração pública.
Por que, pois, esses seres tão desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto e na mesma família, outros se apresentam favorecidos em todos os sentidos?
Que dizer, por fim, das crianças que morrem em tenra idade e só conheceram da vida o sofrimento?
Problemas, todos esses, que nenhuma filosofia resolveu até agora, anomalias que nenhuma religião pode justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, segundo a hipótese da criação da alma ao mesmo tempo em que o corpo, e da fixação irrevogável da sua sorte após a permanência de alguns instantes na Terra.
Que fizeram elas, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para sofrerem tantas misérias no mundo, e receberem, no futuro, uma recompensa ou uma punição qualquer, se não puderam seguir nem o bem nem o mal?
Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa.
Ora a causa sendo sempre anterior ao efeito, e desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente.
Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem o que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é que fizemos o mal.
E se não fizemos o mal nesta vida, é que o fizemos em outra.
Esta é uma alternativa a que não podemos escapar, e na qual a lógica nos diz de que lado está à justiça de Deus.
O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas jamais escapa às consequências de suas faltas.
A prosperidade do mau é apenas momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, pois aquele que sofre está sendo submetido à expiação do seu próprio passado.
A desgraça que, à primeira vista, parece imerecida, tem portanto a sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer.
 “Perdoai-me, Senhor, porque eu pequei”.
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida.
Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem.
Se ele foi duro e desumano, poderá ser, por sua vez, tratado com dureza e desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer numa condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se empregou mal a sua fortuna, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos; e assim por diante.
 É dessa maneira que se explicam, pela pluralidade das existências e pelo destino da Terra, como mundo expiatório que é, as anomalias da distribuição da felicidade e da desgraça, entre os bons e os maus neste mundo.
Essa anomalia é apenas aparente, porque só encaramos o problema em relação à vida presente; mas quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe cabe no Mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus nunca falha.
O homem não deve esquecer-se jamais de que está num mundo inferior, onde só é retido pelas suas imperfeições.
A cada vicissitude, deve lembrar que, se estivesse num mundo mais avançado, não teria de sofrê-la, e que dele depende não voltar a este mundo, desde que trabalhe para se melhorar.
 As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou demasiado ignorantes para fazerem uma escolha consciente, mas são livremente escolhidos e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor.
Assim é aquele que, tendo feito mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim de não perder as vantagens do seu trabalho.
Essas tribulações, portanto, são ao mesmo tempo expiações do passado, que castigam, e provas para o futuro, que preparam.
Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede aos homens a faculdade da reparação, e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.
Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento por que se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta; trata-se frequentemente de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento.
Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado.
Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado, se sair vitorioso quanto mais penosa tiver sido a sua luta.
Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mal de sua precedente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar.
Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam reclamações e levam à revolta contra Deus.
 O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso.
Os Espíritos não podem aspirar à perfeita felicidade enquanto não estão puros; toda  mancha lhes impede a entrada nos mundos felizes.
Assim acontece com os passageiros de um navio tomado pela peste, aos quais fica impedida a entrada numa cidade, até que estejam purificados.
É nas diversas existências corpóreas que os Espíritos se livram, pouco a pouco, de suas imperfeições.
As provas da vida fazem progredir, quando bem suportadas; como expiações, apagam as faltas e purificam; são o remédio que limpa a ferida e cura o doente, e quanto mais grave o mal, mais enérgico deve ser o remédio.
Aquele, portanto, que muito sofre, deve dizer que tinha muito a expiar  e alegrar-se de ser curado logo.
Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar......
Amigos seria muito bom meditarmos e compreender que as aflições muitas vezes são uma prova para evoluirmos nesta caminhada da vida..
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 28 de Outubro de 2015, 11:44
Meus irmão de estudo bom bom dia. - Perdas de pessoas amadas -

Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços
antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e
tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções ; pois
leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração
de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Meus irmãos, essa é sempre a primeira reação da nossa visão encurtada em dizer que
Deus não está sendo justo, em tirar do seio de uma família aqueles mais jovens que
poderia ter um futuro brilhante, ser uma pessoa importante para a sociedade e para a
família. Em seu lugar deixa aqueles com mais idade e que durante a sua trajetória nada
fez para merecer uma vida mais prolongada. Ao fazermos esse questionamento estamos
na verdade colocando dúvidas na justiça divina, mas que autoridade temos nós diante
da grandeza de Deus para termos essa conclusão, se somos nós ainda tão imperfeitos!
A cada um é dado a sua hora, o seu momento, pelo término da sua missão, muito
embora as suas provas podem não sido completadas. Assim também erramos quando
questionamos a partida de uma pessoa boa e que só fez o bem aos outros e a sociedade,
deixando então aqueles que só praticam o mal, chegamos até mesmo dizer: Deus está
sendo justo! Onde está a sua justiça e bondade? Estamos desta forma nos colocando
como julgadores, quando na verdade sempre seremos os julgados,e que na verdade
estamos neste mundo para atender aos propósitos de Deus, pelas provas pelas quais
estamos passando. Assim eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 28 de Outubro de 2015, 18:35
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #63 em: 18 10 15, 10:35, de MAltino

      Altino disse:... Então amigos meditem e vejamos como temos de mudar a nossa forma de pensar porque muitas vezes o que nos parece errado para Deus é o melhor para cada um de nós.....

      Conf: e “como fazer”, meu amigo, para meditar? O que significa “meditar” e quem é que sabe “como fazer” para meditar? É tão somente refletir? Mas, refletir com base em que?

      E, mais importante, “como fazer” para “mudar nossa forma de pensar” sobre qualquer coisa que seja, se os pensamentos não são verdadeiramente nossos? Absolutamente “nenhum” pensamento tem origem em nós mesmos! Todos eles se originam de eventos, fenômenos, fatos, ações que ocorrem fora de nós e que captamos com nossos sentidos objetivos ou com a paranormalidade, se a possuímos!

      Um forte abraço!
...............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 29 de Outubro de 2015, 01:33
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #64 em: 19 10 15, 11:42, de MAltino

      Altino disse: muitas vezes temos tormentos que nós causamos e depois dizemos que não somos felizes.

      Conf: meu amigo Altino, apenas um pergunta com a intenção de tentar entender a doutrina: porq é que, mesmo tendo sido agraciados por Deus com o livre-arbítrio, apesar disso escolhemos seguir o caminho do mal, qdo podemos escolher o do bem e, assim, não causaremos “tormentos a nós mesmos”?

      Vejo com estranheza que amigos veteranos no estudo da DE, não sabem como responder esta pergunta cuja resposta é necessária para que se entenda a doutrina! Nenhum dos participantes deste FE sabe qual é a resposta? Se não sabem como é que podem estar entendendo a doutrina?! Ou será que, até agora, nenhum dos amigos a entende?

      Se alguém já a entende, com certeza saberá responder a pergunta mas, por mais que pergunte não obtenho uma resposta que seja inquestionável!!
................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 29 de Outubro de 2015, 11:27
Meus irmãos de estudo bom dia. - Desgraça real -

Muitos falam de desgraças como se essas fossem, a qualquer acontecimento de sua vida
que não lhes trazem prazer ou alegrias, dá um sentido funeste a todas elas, lamentam
seus infortúnios, colocando sempre um responsável ou até mesmo a sua má sorte. Mas
seria tudo isto a sua verdadeira desgraça? Não seria então mais desgraçados, se eles não
conseguissem ao fim de sua jornada de lutas e sacrifícios para alcançar às glorias de um
mundo melhor, às graças de Deus como recompensa? Aí sim, pois iria continuar sempre
em um mundo menos ditoso, experimentando os mesmos acontecimentos por vidas
sucessivas, isto seria então uma desgraça real.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 29 de Outubro de 2015, 15:11
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #87 em: 25 10 15, às 23:162, de ARenato

      Renato disse: gostaria que nos respondesse, pelo seu entendimento e pela sua interpretação, sobre as causas dos sofrimentos, por uns serem maus e outros serem bons, o que fazer e como fazer... Eu bem sei que você não se furtará em respondê-las.

      Conf: bom dia, meu amigo Renato; me perdoe, mas não devo responder essas perguntas. Cada um deve chegar às respostas por si mesmo. Se eu ou alguém lhe disser quais são as respostas, serão apenas mais palavras que vc ouvirá entre tantas que já ouviu; mas se estudar, raciocinar, refletir, comparar o que estudou, como manda a doutrina no LM, cap 3, item 35, não serão mais palavras, mas será entendimento ou compreensão sua.   

      Um abraço!
...........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 29 de Outubro de 2015, 15:50
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #64 em: 19 10 15, 11:42, de MAltino

      Altino disse: muitas vezes temos tormentos que nós causamos e depois dizemos que não somos felizes.

      Conf: meu amigo Altino, e porq é que mesmo tendo sido agraciados por Deus com o livre-arbítrio, apesar disso escolhemos seguir o caminho do mal se podemos escolher o do bem e, assim, não causarmos “tormentos a nós mesmos”?
      Vejo com estranheza como tantos amigos veteranos no estudo da DE, não sabem como responder esta pergunta cuja resposta é necessária para que se entenda a doutrina! Nenhum dos participantes deste FE sabe qual é a resposta? Se não sabem como é que podem estar entendendo a doutrina? Ou será que, até agora, nenhum dos amigos a entende?
..................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 30 de Outubro de 2015, 11:00
Amigos é sempre com muito carinho que venho aqui dar o meu bom dia e trazer mais uns pensamentos deste belo tema que preocupa muitas pessoas e a Doutrina Espírita nos ajuda a entender.
Consideramos a “aflição” como um grande sofrimento, dor profunda, tormento, pena moral, ânsia, mágoa, angústia, desespero...
Entretanto, encontramos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, o capítulo V intitulado “Bem-aventurados os aflitos”.
De São Mateus, capítulo V, versículos 4, 6, e 10, nós lemos no Evangelho de Jesus.
 “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles”.
Bem sabemos que as consolações e compensações que Jesus promete aos aflitos só podem ocorrer na vida futura.
Sabemos também que, desde que se admita Deus, não se pode concebê-lo sem perfeições infinitas; ele deve ser todo poder, todo justiça, todo bondade.
A Doutrina Espírita nos explica que as aflições, assim como todas as vicissitudes da vida têm suas razões justas e providenciais.
Para nossa compreensão e aceitação precisamos considerar suas causas e suas compensações.
Refletindo sobre os males da vida reconheceremos que todos eles são consequência da nossa própria inferioridade e que, para serem evitados, precisamos avançar em nosso aprimoramento físico, mental e emocional.
Para tanto necessário se faz que exercitemos na vida física o conhecimento, a vontade, a perseverança e o bom ânimo.
Entretanto, se há sofrimentos cujas causas reconhecemos com um pouco de esforço e humildade (abusos, omissões, atitudes, vícios...) há outros que escapam à nossa perceção (perda de entes queridos, acidentes e ocorrências que consideramos como fatalidade...)
Ocorre que as causas das aflições podem ser de duas espécies: causas atuais (acontecidas na vida presente) e causas anteriores (acontecidas em vidas passadas e ainda não resolvidas).
Pelas palavras de Jesus.
 “Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados...”
Devemos entender que a compreensão e a resignação de quem sofre já é o indício da cura e da salvação.
A consolação vem naturalmente do próprio Espírito esclarecido e iluminado pela luz da religiosidade e as bênçãos de Deus.
Com um grande abraço de muita paz ......
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Outubro de 2015, 15:46
Meus irmãos de estudo bom dia. - O verdadeiro cilício -

Perguntais se é lícito ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão equivale
a esta outra: É lícito,àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Aquele em que o espinho entrou,, retira-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas tem por fim
exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um
homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar
meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer sem murmurar,as
consequências que lhe não são seja possível evitar, em perseverar na luta, em não se desesperar, se não é bem sucedido; nunca, porém, numa negligência que seria mais
preguiça do que virtude.
Essa questão dá lugar naturalmente a outra. Pois, se Jesus disse: " Bem-aventurados
os aflitos ", haverá mérito em procurar alguém aflições que lhe agravem as provas, por
meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito positivamente: sim, há
grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo,
porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações
somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo
por fantasia.
Meus irmãos, eis aí às questões que afligem a muitos mesmo que não haja sofrimentos
físicos. Está em não saber se os sofrimentos que irão passar, poderão ou não pedirem
ajuda para amenizar essas dores, pois se aceitarem estarão cumprindo os desígnios de
Deus, mas se pedirem ajuda não terá validade essas provas pelas quais foram sujeitos.
Mas em contra-partida não pedir ajuda ou algum tipo remédio que lhes possa aliviar as
dores e os sofrimentos, não fará desta pessoa melhor ou mais forte que as outra, mas
sim mais inteligente. Ao mesmo tempo, sofrer com resignação torna-o muito mais
equilibrado na sua jornada neste mundo de provas e expiações.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Outubro de 2015, 15:57
Olá amigo Altino

Resignação - eis uma palavra mágica, que é tão importante na qualidade de vida. Mas é um objectivo bem difícil de alcançar, por vezes.

Quando nós estamos perdidos e temos um mapa e uma bússola (Sei que há agora o GPS, mas isso não conta  :) ), a primeira coisa a fazer, para seguir caminho, é encontrar, no mapa, o ponto onde estamos. Só depois de marcar esse ponto é possível traçar a rota.

Quando não somos capazes de reconhecer a situação em que nos encontramos, ou porque entramos em negação, ou porque a realidade nos deprime demais, somos como aquele que não consegue encontrar o ponto de partida da rota, no mapa. Se não sei onde estou, como posso encontrar o caminho do local para onde quero ir?

A resignação, no meu limitado entender, é precisamente a capacidade de reconhecer a situação em que nos encontramos. Para isso é necessário que as emoções não nos bloqueiem. Parece fácil? A mim parece muito difícil, por vezes.

Se não aceitamos o ponto onde estamos, não podemos traçar a rota da evolução, tanto em relação à vida na Terra, como em relação à vida espiritual. A resignação é o ponto de partida. Assim os Bons Espiritos nos inspirem, assim sejamos capazes de percepcionar a inspiração e de a utilizarmos na prática da nossa vida. Se fazemos isso sem ajuda, melhor! 

Bem hajam
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 30 de Outubro de 2015, 16:36
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #61 em: 17 10 15, 15:04, de ARenato

      Renato escreveu: Os espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: Qualquer mácula lhes interdita a sua entrada nos mundos ditosos.

      Conf: meu caro amigo Renato, uma felicidade completa não existe em “nenhum” mundo, nem nos mais elevados, nem no mundo espiritual, nem ao lado de Deus. Sempre existirá algum sofrimento!

      Renato: São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências corpóreas é que os espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições.

      Conf: mas como nos tornamos “pestosos” se somos todos criados sem que nada nos faça “pestosos”, pois não tínhamos qualquer inclinação para o mal? O que é, afinal, que desfaz aquela perfeita condição em que nos encontramos ao sermos criados, e a transforma em perversidade, perversões, egoísmo, orgulho, enfim, em extremas imperfeições?     
 
      E qual é a causa de ficarmos cheios das mais monstruosas imperfeições, se Deus não nos criou imperfeitos?

      Ren: As provações da vida material os fazem adiantar-se, quando bem suportadas.

      Conf: e “como fazer” para suportar as provações se elas podem ser desesperadoras e mesmo tão insuportáveis que, cada ano, de 20 a 40 milhões de irmãos nossos, por não suportá-las, escolhem se suicidar?

      Ren: Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.

      Conf: então é esse o processo evolutivo criado por Deus, que é infinito amor, infinita justiça e infinita sabedoria: fazer que Seus filhos, bem-amados por Ele, sofram de modo desesperador, para evoluir? Quem não sofrer sofrimentos desesperadores, não evolui?!

      Será esta a lição que Deus, com isso, dá a todos nós: “de acordo com o processo evolutivo que Eu criei, cada um de vcs tem de obrigatoriamente evoluir e, para evoluir, cada um tem, também, de obrigatoriamente sofrer, queira ou não queira, sofrimentos que farão muitos de vcs  se suicidarem, de tão insuportáveis que serão”.

      Ren: Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à ideia da sua próxima cura.

      Conf: e vc, Renato, porq vc diz, como tantos, apenas “o que fazer”: regozijar-se, mas não diz o “como fazer” para sentir feliz com os sofrimentos insuportáveis que vemos no mundo?

      Vc ficaria alegre e feliz, ao ver sua filhinha, a alegria de sua vida, ser, na sua frente, estuprada e morta com requintes de crueldade?! Ou ao ver seus pequenos meninos terem os pés amputados a machadadas, como acontece, tantas vezes, em nosso mundo?

      Ren: Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhes estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá que recomeçar.

      Conf: novamente vc diz apenas “o que fazer”: resignar-nos, ter paciência; mas, meu amigo, porq vc não diz também o “como fazer” para nos resignarmos e par termos paciência com os sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis que Deus manda para nós, que nos atingem e aos nossos queridos, se milhões, por não suportá-los, acabam com a própria vida antes do tempo?!

      Ren: Meus irmãos, como poderia o espírito neste mundo de provas e expiação, ter o gozo da felicidade plena se ainda é devedor! Os sofrimentos decorrente das provas, lhes são mesmo que elas possam ser pela nossa compreensão, insuportáveis, necessárias para que ele possa então expiar às suas faltas cometidas em outras vidas.

      Conf: primeiro: não existe isso de "felicidade plena" nem no mundo material nem no espiritual, concorda? E qual é a causa de ele  ter-se tornado devedor se poderia sempre agir de modo a não se  tornar devedor?

      Ren: Não é difícil entender porque este mundo será sempre de sofrimentos, de maior ou menor intensidade para os espíritos encarnados nele.

      Conf: de novo pergunto: esse é o processo de ensino criado por Aquele que é infinitamente misericordioso e sábio: impor sofrimentos intensos, desesperadores às criaturas, que Ele mesmo criou ignorantes, para que deixem de ser ignorantes?     

      Ren: Expurgar ou se livrar deles está na vontade e determinação do próprio espírito evoluir para um mundo melhor, basta que ele entenda que são as provas que ele mesmo escolheu. Para muitos, pela sua compreensão, seja uma forma injusta, uma justiça punitiva aplicada por Deus aos que contrariam às suas leis, mas pelo que se possa entender, Deus não pune, mas sim o próprio espírito quando fez as suas escolhas.

      Conf: mas se, como vc diz, se livrar deles está na vontade e determinação do próprio espírito que quer evoluir para um mundo melhor, basta que ele  entenda que são as provas que ele mesmo escolheu, "como fazer": .
       - primeiro: para se livrar deles?
       - segundo: para ter vontade e determinação suficientes para nos livrar deles?
       - terceiro: mas se é tão fácil entender que os sofrimentos são provas que nós mesmos escolhemos, pois vc diz que “basta entender isso”, lhe pergunto: “como fazer” para entender?
       - e como dizer que Deus não pune se está na DE muitas vezes a afirmação que Ele pune, tanto que criou leis punitivas, mundos para punições e punições que podem multiplicar nossas encarnações se estendendo até por "milhões" de anos?

      Amigo Renato, o que vc nos diz sobre as questões que apresentei acima? Minha intenção é que todos raciocinem para entender a doutrina, como a DE recomenda!   

      Um abraço, para vc!
.................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 30 de Outubro de 2015, 19:07
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #90 em: 27 10 15, 10:59, de MAltino

      Conf: amigo Altino, pretendo lhe fazer poucas perguntas, para que esta resp não seja muito comprida:

      1) Qual é a causa de termos de passar por provas, que sempre implicam em sofrimentos? Fazer sofrer, muitas vezes de modo insuportável, é o método de evoluir que o Soberano Amor criou para nós?

      2) E porq temos de passar por aflições se, tendo o livre-arbítrio, podemos escolher nada fazer para que mereçamos passar por elas?

      3) De que adianta nos dizerem que temos de “vencer com muita serenidade e coragem” se não há quem nos diga “como fazer” para ser sereno e corajoso? Como fazer para “vencer” as aflições que podem ser extremamente insuportáveis? Como fazer para ter “serenidade” e ter “coragem” se, como vc mesmo disse, as aflições são tão duras que muitos cometem suicídio por não suportá-las? “Como fazer” para compreender o que Jesus e a doutrina sempre ensinam: que os sofrimentos, vicissitudes, as aflições tem suas razões justas e necessárias?

      4) Vc diz que “para nossa compreensão e aceitação dos sofrimentos temos de considerar suas causas e suas compensações”; mas como é que devemos fazer isso? “Como fazer” para aceitar os sofrimentos que tantas vezes, como já disse acima, são tão insuportáveis que levam milhões ao suicídio? E se devemos aceitar, porq milhões não aceitam? E “como fazer” para acreditar que os sofrimentos, um dia, nos trarão compensações?

      Alt: Refletindo sobre os males da vida reconheceremos que todos eles são consequência da nossa própria inferioridade e que, para serem evitados, precisamos avançar em nosso aprimoramento físico, mental e emocional.

      Conf: Mas o que é que nos torna “inferiores” e “merecedores” de sofrer terrivelmente? Afinal, quem ou o que nos faz “inferiores”?

      Alt: Para tanto necessário se faz que exercitemos na vida física
o conhecimento, a vontade, a perseverança e o bom ânimo.

      Conf: o amigo, como muitos outros, sempre nos diz apenas “o que fazer”, mas nunca o “como fazer”! Pois, “como fazer” para exercer na vida o conhecimento, a vontade, a perseverança e o bom ânimo se tantos não possuem nada disso? Esses terão de sofrer por não terem conhecimento, vontade etc?

      E, para não me estender demais, pergunto sobre o que o amigo escreveu:

      - “como fazer” para reconhecer algo que não conhecemos?

      - “Como fazer” o orgulhoso para ser humilde, o egoísta para ser solidário com todos? Ou aquele que é “omisso”, cheio de vícios e de atitudes maldosas, abusado, egoísta, para não ser mais assim? Vc já pensou nisso? Por ex: se vc é egoísta deixará de ser egoísta por lhe aconselharem a não ser egísta?

      Alt: Meditem e pensem como no meio de tantas aflições temos sempre na Prece a ajuda de Jesus...

      Conf: é isso que vc vê no mundo, amigo, que aqueles que oram recebem a ajuda de Jesus? Como podemos acreditar nisso se o que vida nos mostra é que essa ajuda não vem por mais que tantos orem dia e noite? Que os milhões de cancerosos, de injustiçados, de humilhados, viciados, pervertidos, estupradores, pedófilos e suas vítimas, estão sofrendo apesar de eles e os seus estarem orando por ele? As mães e pais de jovens escravos das drogas, ou assassinados por um par de tênis ou um celular, ou por ciúmes, ou traição, qdo oram recebem ajuda de Jesus?! É isso que vc vê naqueles que sofrem desesperadamente, insuportavelmente?

      Com desejo de muita paz para vc e os seus!

.................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Outubro de 2015, 10:57
Meus irmão de estudo bom dia. Por ser um tema muito extenso ele continuar até que
se complete o capítulo todo. Quando Jesus disse para aqueles que os seguiam: " bem-
aventurados os aflitos ", trouxe para todos um consolo, um alento, para as suas dores
e sofrimentos, pois Deus não estaria sendo justo, por deixar que os seus filhos fossem
sofrer para sempre. Jesus também com essas palavras, deu também esperanças, e ao
mesmo tempo disse para todos se resignarem por aqueles sofrimentos, pois eles foram
justos pelo merecido, e que o remédio para a cura estava em cada um.
Em muitas das vezes nos rebelamos por não entender o porque dos sofrimentos, se
nesta vida nada cometemos para merecer uma carga pesada, ao ponto de lamentar e
até mesmo questionar a justiça de Deus, mas se somos espíritos em evolução, somos
também aqueles que cometeram erros no passado e que esses erros precisam serem
reparados, para que então o espírito alcance o seu objetivo que é a perfeição.
Meus irmão fiquem na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: M.Altino em 31 de Outubro de 2015, 11:06
Amigos e companheiros deste estudo é com muito carinho e paz que venho dar o meu bom dia sincero e dizer que tudo na vida é apenas passageiro e o importante é fazermos sempre uma mudança interior pois os nossos sofrimentos sempre são para a nossa evolução como vimos, em geral, as causas das aflições deste mundo podem estar na vida atual e nas vidas anteriores, visto que todos os Espíritos estão sujeitos às leis divinas, não havendo ninguém que escape à justiça divina.
Através da vidas sucessivas, em mundos materiais, vai o Espírito, no seu desenvolvimento, fazendo escolhas que contrariam as leis divinas e, como tem qualificações para ser responsável pelas suas ações, sofre as sanções implícitas nessas leis, afim de corrigir as falhas e suas consequências, aprender com elas e continuar sua evolução.
As reencarnações na Terra, mundo de expiações e provas, têm pois, como finalidades sofrer as consequências das faltas cometidas, repará-las e aprender com elas, evitando-se as causas que lhes deram origem, e assim, continuar evoluindo com menos sofrimentos e mais segurança.
Existe pois, um planeamento de vida a cada reencarne.
Enquanto Espírito ainda embrutecido, a reencarnação lhe é imposta, e Espíritos mais adiantados, escolhem o género de experiências mais adequadas ao seu crescimento espiritual.
A partir porém, de um certo grau de entendimento, os que se arrependem e desejam corrigir suas faltas, aproveitar melhor uma nova reencarnação, amparados e aconselhados por Espíritos especializados e amigos seus, escolhem e aceitam o género de experiências pelas quais devem passar, a fim de expiar suas faltas, ressarci-las, para poder continuar sua evolução.
É assim que a justiça e a misericórdia de Deus se manifestam nas suas leis, dando a todos as oportunidades de aprendizado nos acertos e nas falhas, porque "Assim pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos."
( Mateus, 18:14)
Mas será que essas explicações valem para todas as atribulações do viver na Terra?
Elas são sempre consequências de faltas cometidas nesta ou em outras existências anteriores?
Não.
Kardec explica que muitas dessas aflições são provas escolhidas por Espíritos que as pedem para apressar seu adiantamento ou para terminar sua purificação.
O conhecimento desse fato é importante para não julgarmos todo sofrimento como resultado de faltas, como expiação.
Que é expiação?
É sofrer as consequências de faltas cometidas.
É passar pelos mesmos sofrimentos causados a si e/ou aos outros, na infração da lei do Bem.
Tem por objetivo, despertar no espírito culpado a consciência do sofrimento que provocou com suas ações, reparar os males causados por elas, perceber o porquê dessas ações, corrigir-se na eliminação dos sentimentos e emoções negativas que as originaram, prosseguindo sua evolução em melhores condições.
Provações são testes de avaliação do aprendido.
Passar pelas mesmas dificuldades, que deram origem às ações negativas, para resolvê-las, sem ferir a ninguém, usando-as para o desenvolvimento das suas qualificações intelectuais e morais.
Por isso, Kardec informa que.
 "A expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado."
Um Espírito pode portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a luta.
Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precedente existência e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar.
"Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus."
Desse modo, entende-se que as existências expiatórias podem também ser de provações se quem as sofre, aceita - as como necessárias e não se revoltam contra elas.
" Diz-nos a razão que Deus não pode ferir um inocente.
 Assim, se formos feridos e se não somos inocentes: o mal que sentimos é o castigo, a maneira como o suportamos é a prova." *
" As misérias daqui são pois, expiação, por seu lado efetivo e material, e provas, por suas consequências morais. Seja qual for o nome que se lhes dê, o resultado deve ser o mesmo: o melhoramento." *
Sempre presente a ação do livre arbítrio na escolha das reações às vicissitudes da vida.
Compreendidas assim, essas vicissitudes se constituem no tratamento adequado a espíritos rebeldes às leis do bem.
Se agora queremos alcançar nosso aperfeiçoamento, como rebeldes que ainda somos, temos de considerá-las como benéficas, necessárias e indispensáveis, pois sem elas não despertaríamos para o esforço do aprendizado no bem.
Permaneceríamos embrutecidos, estacionados no orgulho, no egoísmo e a Terra seria, constantemente, um só campo de batalha.
Quanto mais entendemos os mecanismos das leis divinas, mais vai fortalecendo dentro de nós a certeza da existência de Deus, absoluto em seus atributos de Amor, Justiça e Sabedoria e mais cresce em nós a confiança em nós e na humanidade, permitindo-nos entender o presente, mesmo o mais dificultoso, como necessário à aquisição da perfeição e da felicidade, destino glorioso de todos nós, e que vale o esforço de viver de acordo com essas leis!
O mesmo acontece com nossos estudos dos livros de Kardec.
Quanto mais os estudamos e os compreendemos, mais cresce em nós admiração e a gratidão por ele, por sua capacidade intelectual, pela sua sensibilidade na codificação desta doutrina bendita que nos abre a mente e o coração para o entendimento da vida, do existir, não deixando vazios de raciocínios nas suas lições.
Feliz quem já compreendeu e aceitou a lei da reencarnação, porque só ela explica as causas de determinados sofrimentos, aparentemente injustos e, portanto difíceis de serem aceites e só ela nos mostra a perfeita justiça de Deus.
Amigos penso que aqui temos uma base de entendimento para compreender  as variadas aflições que muitas vezes o ser humano passa.
Com um carinhoso abraço de muita paz............
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: tatu. em 31 de Outubro de 2015, 12:32
Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.

Essa noção, como várias da (falta de) "ética" espírita, é burra e perigosa.
Não só sofrimento nenhum "limpa" coisa nenhuma, como ainda é um tipo implícito de violência aos que passam por isso.

Não se limpa defeitos fazendo um cidadão sofrer não só porque não é suficiente, também não é necessário. Há quem sofra e não mude nada. Há, na infinidade de condições para mudar uma pessoa, várias que não precisam ser violentas - Aliás, Deus, que é todo-poderoso e cheio de misericórdia, estaria sendo muito incompetente ao forçar um indivíduo mudar para melhor na base do tapa quando dispõe de uma infinidade de meios - alguns até bons! - para fazer o mesmo.
Ademais, é só mais um mascaramento da teologia da punição.

Qualquer um que acredite que um sofrimento, por mais "justificado" que seja, é aceitável, está sendo conivente com o sofrimento alheio.
E sim, é um tipo de violência.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: tatu. em 31 de Outubro de 2015, 12:47
Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar.

Ora pois, e como "tornar proveitoso" um sofrimento? Tem que ter muita cara de pau para se dizer a uma vítima para se "resignar" e extrair a "parte útil" da dor.
E essa agora, de que reclamar é um tipo de condenação. Não basta o cidadão sofrer, ainda tem que ser calado - ou passa por tudo de novo...

Aliás, esse tipo de coisa realmente está na DE? Não conheço a codificação como os membros aqui.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 31 de Outubro de 2015, 19:26

Re: Estudo do mês de Outubro
      Ref resp #107 em: 31 10 15, às 12:47, de Tatu


      Conf: isso está na DE sim, Tatu, e nas milhares de mensagens que lemos todos os dias! Eu tb não entendo!
..........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 04 de Novembro de 2015, 16:34
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #91 em: 27 10 15, 11:58, de ARenato

      Conf: sempre fico perguntando a mim mesmo porq que os companheiros espíritas não respondem a perguntas tão compreensíveis que lhes são feitas! Será que é porq faço muitas, ou porq, infelizmente, ainda não sabem as respostas?

      Para não colocar muitas perguntas, só coloco algumas poucas sobre o conteúdo de sua última resp:

      - a causa de buscarmos a felicidade, certamente está no fato de sermos infelizes, certo? Porém, se Deus não nos criou infelizes, porq é que ficamos infelizes?

      - sem dúvida, uma felicidade sem mescla não existe nem na Terra, nem em quaisquer outros mundos, sejam eles materiais ou espirituais, os mais puros, elevados, e perfeitos, concorda?

      - se apesar das vicissitudes, que são inevitáveis na vida na matéria, nós poderíamos ser relativamente felizes se em vez dos gozos materiais procurássemos os gozos espirituais, porq é que tantos (bilhões) procuram os gozos materiais? Porq em vez de procurarmos a paz do coração, que é única felicidade real neste mundo, tantos de nós se mostram ávidos de tudo que os agitará e turbará, com isso criando terríveis tormentos para si mesmos? E se está nas nossas mãos o que podemos fazer para evitar os sofrimentos, porq é que não os evitamos? O que é que nos impede de usar o que está em nossas mãos e que pode evitar os sofrimentos, que podem ser cruéis, desesperadores e mesmo monstruosamente insuportáveis?

      - e se para os invejosos e ciumentos, não há repouso, porq é que tantos, de propósito, de tornam invejosos, ciumentos, cobiçosos, se isso os fará sofrer? Porq esses se tornam tão sofredores por não terem o que outros têm se, tendo o livre-arbítrio, podem escolher não ser invejosos? E porq tantos de nós se tornam maldosos, raivosos, dementados devido a ter inveja de outros mais bem sucedidos?

      Paro por aqui, ainda me perguntando: porque é que ninguém sabe responder às perguntas que lhe são feitas?!
     
      Abraços!
.............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 04 de Novembro de 2015, 17:32
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #78 em: 23 10 15, às 11:35, de ARenato

      Conf: me desculpe, amigo Renato, por lhe aborrecer com mais perguntas. A questão é que o que vc escreveu, me força fazê-las pois em sua resposta encontro conceitos que me levantam novas necessidades de compreender para entender a doutrina.
....
      Renato (citou?): O mal e o remédio - Será a terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias? Já não ressoa mais aos vossos ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores? Esperai, pois, todos vós que aí viveis causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do senhor por ter querido experimentar-vos...

      Conf: já por esse início de sua resposta, me surgem dúvidas: porq, antecipadamente, o profeta já sabia que aqui haveria “prantos e ranger de dentes, sofrimentos amargos, desesperadores e insuportáveis”? Porq os homens, nós, merecemos sofrer tanto, se a doutrina ensina que absolutamente todos os sofrimentos derivam de transgressões feitas de propósito contra as leis de Deus? Quais foram nossas transgressões que levaram Deus a nos fazer habitar neste mundo de intensos sofrimentos? E, se fizemos transgressões, porq as fizemos se temos a liberdade de escolher não fazê-las?

      Renato: Ô homens! Dar-se-á não reconheçais o poder do vosso senhor, senão quando ele vos haja curado as chagas do corpo e coroar de beatitude e ventura os vossos dias? Dar-se-á não reconheçais o seu amor, senão quando vos tenha então adornado o corpo de todas as glórias e lhe haja restituído o brilho e a brancura?

      Conf: mas é isso mesmo que ocorre no mundo: cerca de 530 milhões de pessoas não reconhecem o poder de Deus, pois nem mesmo creem que Ele exista! Não creem nem em Deus, nem nos ensinamentos de Jesus! Consideram as religiões como crendices e superstições!

      Renato: Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau de abjeção e miséria, deitado sobre uma estrumeira, disse ele a Deus: "Senhor, conheci todos os deleites da opulência e me reduzistes à mais absoluta miséria; obrigado, obrigado, meu Deus por haverdes experimentar o vosso servo"!...

      Conf: tem o amigo certeza de que Jesus disse isso?! Nem a codificação, nem as escrituras relatam essas palavras do Mestre!
      E, me perdoem os amigos, pois tenho de dizer que, novamente, como na totalidade de instruções que lemos todos os dias, vindas de Jesus ou de espíritos amigos, esse texto que o amigo Renato trouxe não sabe dizer o “como fazer” aquilo que recomendam que todos devem fazer.

      Somente diz “o que fazer”: imitai Jesus! Mas "como fazer" para imitar Jesus, se para isso temos de deixar de ser egoístas, orgulhosos, vaidosos, perversos, pervertidos, sádicos, ladrões, assassinos, exploradores dos demais, viciados no que for etc etc?

      Quem nos ensina “como fazer” isso? Por ex, apenas como deixar de ser egoístas? Algum amigo, se já sabe, por favor, nos ensine, pois esse ensinamento não encontrei nem na codificação, nem no que disse Jesus, nem no que dizem as milhares de mensagens de espíritos amigos!

      Renato: Meus irmãos, este nosso mundo é mesmo de sofrimentos,...

      Conf: mas, amigo Renato, como dizer que este mundo é mesmo de sofrimentos?! É esse o processo evolutivo criado por aquele que é  soberano amor, infinita justiça e sabedoria? É esse o método de ensino que Ele criou: fazer sofrer desesperadamente, insuportavelmente?! Eu não acredito que um ser que seja amor, justiça e sabedoria possa fazer que suas criaturas, para aprenderem a evoluir, para aprenderem a amar, as faça sofrer cruelmente!!

      Renato: Mas o homem, ao invés de reconhecer isto, lastima tão somente as suas dores sofridas, como se elas fossem uma punição de Deus pelo seu proceder nesta vida, esquecendo assim o que tenha feito em outras encarnações.

      Conf: mas como reconhecer isso? Pois tantos chegam a descrer de tudo, mesmo de Deus e até mesmo a odiá-lo e Lhe lançarem enormes ofensas, palavrões etc, pelos males que sofrem?

      Renato: Para ele o Deus bom é aquele que lhes traz às benesses desta vida e as glórias alcançadas.

      Conf: meu amigo, para esse e muitos mais, é isso mesmo e tem enorme lógica! Até mesmo muitos que, antes, criam num Deus de amor e infinita sabedoria, com seus sofrimentos e os de seus queridos, passam a não mais acreditar que Deus tenha mesmo amor e muito menos sabedoria pois, como dizem, não soube nem mesmo criar um processo para evoluir cujo método não fosse nos fazer passar por terríveis e tão insuportáveis sofrimentos, que levam muitos milhões ao suicídio!
............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 04 de Novembro de 2015, 21:05
Re: Estudo do mês de Outubro
      Ref resp #56 em: 16 10 15, às 11:01, de MAltino

      Altino disse:... depois de ler o que escreveram penso que o nosso amigo António e Vitor Santos deram uma boa resposta ao nosso amigo Iconfrot para tentar compreender esta Doutrina...

      Conf: não, amigo Altino, aquelas dúvidas ainda persistem pois os amigos Antônio e Vitor não as solucionaram! Veja as msg/resp que enviei a eles!  Nem mesmo solucionaram a questão do porq um é bom e outro é mau!! Vc tem a solução para esta?

.................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Novembro de 2015, 01:16
Meu nobre(nobre na alma) companheiro de estudo tatu, em suas respostas 106 e 107,
você questiona o que nos diz o item 10 do Capitulo V do E. S. E. Veja bem, que não
seja uma questão de semântica, mas de interpretação, e pelo que sabe das regras
básicas, nenhuma interpretação é feita ao pé da letra. Veja então: ... Mediante as
diversas existências corpóreas é que os espíritos se vão expungindo, pouco a pouco,
de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem
suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que
limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico
deve ser o remédio... Sugiro que você leia com mais atenção o texto, e faça uma
interpretação pelo que possa entender da Doutrina Espirita.
Fique na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Novembro de 2015, 01:46
Meu nobre(nobre na alma)amigo e companheiro de estudo lconforjr, veja bem. Você
em momento algum me aborrece com os seus questionamentos, mas o pouco que
conheço da vida e o o entendimento que tenho sobre o Espiritismo, Não é suficiente
para lhes dá uma resposta definitiva sobre as questões, que pela nossa visão, não
estão muito claras. As codificações são a base da Doutrina Espirita, e elas são no
meu entender a fonte maior de consulta para que se venha entender o processo de
evolução do espírito, o que lhes acontece nesta e em outras vidas, pois foram eles
mesmos que orientaram o Kardec na elaboração dessas codificações.
Fique na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 05 de Novembro de 2015, 16:13
Re: Estudo do mês de Outubro

    Ref resp #113 em: 05 11 15, às 01:46, de ARenato

    Renato escreveu: Você em momento algum me aborrece com os seus questionamentos, mas o pouco que conheço da vida e o entendimento que tenho sobre o Espiritismo, não é suficiente para lhes dar uma resposta definitiva sobre as questões, que, pela nossa visão, não estão muito claras. As codificações são a base da Doutrina Espirita, e elas são, no meu entender, a fonte maior de consulta para que se venha entender o processo de evolução do espírito, o que lhes acontece nesta e em outras vidas, pois foram eles mesmos que orientaram o Kardec na elaboração dessas codificações.

      Conf: meu nobre e querido companheiro, tenha certeza que vc não é o único que não sabe dar respostas aos questionamentos que faço; aqui, neste fórum, pelo que posso ver, e por isso estranho muito, nenhum dos amigos conhece as respostas, pois, se as conhecessem, com certeza não as guardariam só para si; fariam como Jesus disse: “não coloque sua luz  sob o alqueire, mas sobre o velador para que ilumine a  todos”!

      É exatamente por isso que me admiro pelo fato de agirem e falarem como se estivessem entendendo a doutrina pois, como poderiam entendê-la se nem mesmo sabem ainda qual é a causa de um ser bom e o outro ser mau!

      Abração para vc!
..............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 13 de Novembro de 2015, 19:43
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #76 em: 22 10 15, 16:54, de Vitor

      Olá amigo Vitor, vamos à nossa conversa, sempre lembrando que, conforme a doutrina, todos os sofrimentos têm suas causas, que todas as causas derivam da “causa primária”, e que temos de raciocinar para entender a doutrina (e que "porq" = qual é a causa de), certo?
.....
      Conf (msg ant): e porq vc pensa que sofrer tem sua utilidade? Qual é a utilidade que os sofrimentos nos proporcionam? E se têm utilidade, será q devemos crer que Deus, que, segundo a doutrina, é amor, justiça e sabedoria, cria para nós um processo de evoluir baseado em extremos e desesperadores sofrimentos, já que é sofrer que nos faz evoluir, como o amigo escreveu?!
........
      Conf (msg atual): Se não sofrermos desesperadamente, não evoluiremos?!! Mas, se a finalidade de absolutamente tudo que existe, é levar-nos a possuir amor, o fato de alguém, vc, seus filhos, esposa, mãe, seus queridos etc, sofrer terrivelmente, enche o seu coração de amor, Vitor?! Se vc, ou um dos seus, estiver sofrendo dores terríveis, injustiças, humilhações etc, seu coração, que antes não possuía, passará a possuir amor, se encherá de amor? Se vc tiver, num dos acidentes da vida, órgãos e ossos esmigalhados, isso fará que seu coração se torne cheio de amor?!


      Qdo muito, pelo que podemos ver, na vida, a ação das "ferramentas corretivas" despertam lágrimas, desesperanças, decepções, angústias, frustrações e, até a descrer de tudo, a ter ódio e a lançar, contra Deus, as mais terríveis ofensas!

      Mas, onde estará aí aquela infinita sabedoria, se o Criador só sabe nos ensinar à força de "ferramentas corretivas" que provocam esses terríveis sofrimentos que vemos pelo mundo?!!

      Vitor: Continua a não demonstrar que não existe igualdade de direitos e oportunidades dos Espíritos (igualdade de direitos e oportunidades). As suas afirmações a este respeito não são devidamente fundamentas.

      Conf: meu amigo, por favor, me ajude a lembrar de o que foi que eu escrevi sobre nossos direitos e oportunidades, que, sinceramente, não consigo encontrar em minhas msgs!

      Vitor: Os Espíritos... têm a capacidade de tomar decisões, tanto mais acertadas quanto maior a evolução deles. Como foram criados para serem criaturas livres têm de aprender por si mesmos, caso contrário já seriam máquinas pré-programadas.

      Conf: e porq, se temos capacidade de tomar decisões, tomamos tantas decisões erradas, perversas, imorais etc? Isso se deve ao nosso nível evolutivo? Se se deve a isso, porq temos de sofrer por estarmos num nível evolutivo baixo? Nós mesmos, vc  eu etc, escolhemos tomar a decisão de estagnar ou permanecer em níveis mais baixos?! Foi essa sua decisão, ou escolha, e desses bilhões que estão neste mundo de sofrimentos?

      Vitor: No processo de evolução todos os Espíritos cometem erros e acertos. E é assim que aprendem: tentativa, erro, acerto.

      Conf: mas, Vitor, porq esse processo tem de vir acompanhado de terríveis, desesperadores, insuportáveis sofrimentos? Porq sofremos se cometermos erros devido ao grau de evolução onde estamos?! Somos nós que escolhemos estar nesse ou noutro grau?

      Vitor: Mas como os Espíritos tomam decisões, ocorre que há fases que teimam em não querer progredir, ou seja, estagnam. Se as leis que Deus concebeu permitissem que eles ficassem estagnados, eles ficariam numa fase infeliz, para a eternidade. As leis de Deus permitem ao Espírito evoluir a bem, pela própria vontade de progredir, ou evoluir à força, quando é inevitável. Eis então que surge sofrimento (em mundos infelizes).

      Conf: e, amigo, como fazer para ter a vontade de evoluir, se tantos nem mesmo acreditam nessa necessidade? E porq há tantos que escolhem sofrer até mesmo de modo insuportável, se podemos escolher evoluir e nos furtar dor sofrimentos?! Porq escolhemos errar e sofrer, ser infelizes, em vez de escolher acertar, não sofrer e ser felizes? Ignorância? Incapacidade? Desejo de desafiar as leis de Deus?

      Vitor: O desconforto do Espírito, mais tarde ou mais cedo, vai levá-lo a querer sair daquele sofrimento. E ele vai compreender que a única via é o progresso espiritual.

      Conf: novamente o amigo está dizendo que Deus criou para nós um processo evolutivo cujo método mais eficiente é fazer que soframos para aprender! É isso mesmo, Vitor? Se vc não sofrer, vc não evoluir? Lembre-se que estamos falando do espiritismo e a doutrina não contém esse ensinamento!

      Vitor: O sofrimento é uma ferramenta de correcção, mas não é a única (sofrimento esse causado pelos próprios Espíritos e por outros  encarnados ou desencarnados pela precariedade dos mundos onde vivem, sujeitos a doenças, a catástrofes, etc). Basta-lhes decidir sair do caminho da infelicidade e trabalhar para encontrar forma de avançar para mundos mais felizes.

      Conf: meu jovem, se a solução é decidir (vc disse: “basta” decidir) sair do caminho da infelicidade e trabalhar para sermos mais felizes, porq teimamos em não tomar essa decisão? Porq,em vez de escolhermos tomar essa decisão, escolhemos ser sentenciados por Deus a viver num mundo de extremas infelicidades, misérias, tragédias, desgraças, dores e lágrimas, de sofrimentos que podem se estender por até milhões de anos?!

      Vitor: Sem ferramentas de correcção é que não era possível a igualdade de direitos e oportunidades dos Espíritos. Essas ferramentas servem precisamente para forçar a igualdade e o    processo espiritual.
   
      Conf: e porq nós temos de ser "forçados" a isso? Fomos criados por deus além de simples e ignorantes, tb teimosos, desequilibrados mentais pois temos de ser "forçados" a trabalhar para o nosso bem?!!

      E usar ou não “ferramentas de correção”, depende da                                                                    sabedoria de Deus, não concorda? E se Deus é infinitamente sábio e bom, não entendo qual será a razão de exigir que soframos para evoluir! O amigo tem alguma ideia?

      Um abraço!
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Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 14 de Novembro de 2015, 14:10
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp  #69 em: 20 10 15, às 13:21, de Gustavo

      Conf: me perdoe o atraso desta resposta.
....

      Gustavo disse: As leis de Deus estão em nossa consciência, e a intuição desse passado se apresenta continuamente, nas situações do dia a dia de cada um de nós.

      Conf: mas, meu amigo, isso para vc já está comprovado na prática do dia-a-dia, ou é apenas teoria? E de que nos adianta que as leis de Deus estejam em nossa consciência se não temos a senha para acessá-las? Vc tem?! Se tem, por favor, nos ensine!

      E qto às suas intuições, elas se lhe apresentam continuamente nas situações de sua vida? Então, Gus, vc não erra mais? Ou continua errando porq, teimosamente, escolhe não obedecer às suas intuições? Pois porq é que vc, como todos nós, ainda estamos cumprindo sentença dada por Deus, neste mundo inferior, de tremendos sofrimentos? De que lhe valeram suas intuições?!

      E porq é que vc (e nós todos) não se baseou nas leis de Deus que estão em sua consciência, para não errar mais?

      Gustavo: Ter a capacidade de aprender a ser correto, aprender a andar na trilha do bem e do amor, assimilando as dificuldades da vida como aprendizado, eis o mérito, eis a virtude.

      Conf: Gus, e como é que devemos fazer (novamente o “como fazer” que ninguém diz como é, quem não sabe o que é estranho que diga que está entendendo a doutrina!)!) para aprender a ser correto, andar sempre na trilha do bem/amor? “Como fazer” para “assimilar as dificuldades da vida como mérito”? Vc tem pelo menos uma vaga ideia de como fazer tudo isso?

      Por exemplo, como vc fez para deixar de ser egoísta? Ou para andar pelo caminho do bem e não pelo do mal? Ensine-nos, por favor! Ou para deixar os vícios (álcool, fumo, drogas, pedofilia, estupros etc?).

      Porq é que vc (e eu e toda a população deste mundo - 7 bilhões), não se vale de suas intuições e das leis de Deus que estão em sua consciência e às quais vc tem acesso, para abandonar seus defeitos morais e suas imperfeições?!

      Pense, ao menos um pouco, quais serão, para vc, as respostas às perguntas que fiz acima!

      Um abraço, meu amigo, e um ótimo fim-de-semana para vc e seus queridos!                   

..............
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 14 de Novembro de 2015, 15:45
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #63 em: 18 10 15, 10:35, de MAltino

      Altino disse:... Então amigos meditem e vejamos como temos de mudar a nossa forma de pensar porque muitas vezes o que nos parece errado para Deus é o melhor para cada um de nós.....

      Conf: e “como fazer”, meu amigo, para meditar? O que significa “meditar” e quem é que sabe “como fazer” para meditar? Vc sabe? Por favor, nos ensine!

      E, sobretudo, “como fazer” para “mudar nossa forma de pensar” sobre qualquer coisa que seja, se os pensamentos, na verdade,                         não são nossos e, portanto ninguém pode mudá-los, fazendo, por ex, que um pensamento mau se torne bom!!

      E isso acontece porq absolutamente “nenhum” pensamento tem origem em nós mesmos! Todos eles se originam de coisas, eventos, fenômenos, ações que ocorrem fora de nós e que captamos com nossos sentidos objetivos ou com nossa paranormalidade, se a possuímos!

      Um forte abraço!
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Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 14 de Novembro de 2015, 20:25
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #105 em: 31 10 15, às 11:06, de MAltino

      Conf: como o amigo Altino não responde mais minhas perguntas, talvez por não dispor de tempo, pois sempre trago muitas, vou mais uma vez tentar que ele responda; se ainda não responder, vou  procurar não mais aborrecê-lo com perguntas que talvez lhe roubem o tempo ou que não saiba responder.
....
      Altino trouxe texto que diz: o importante é fazer sempre uma mudança interior pois os nossos sofrimentos sempre são para a nossa evolução... e que não há ninguém que escape à justiça divina.

      Conf: não entendo o dizer-se que os sofrimentos sempre são para nossa evolução se tantos, por muito sofrerem, perdem suas esperanças, passam a descrer de Deus, de sua existência, de Jesus, religiões etc, e aprendem, em vez de a amar a Deus, a odiá-lo e a lhe lançar as mais terríveis e obscenas ofensas!

      Para não alongar muito esta resposta, a partir daqui, vou só fazer perguntas que sua resposta provocou:

      - Se só precisamos “mudar” aquilo que está “errado”, e se só precisa “ser reformado” aquilo que foi “deformado”, porq fazemos tantas coisas erradas se podemos fazê-las sempre corretas?! E o que é que deforma nosso íntimo? Nós mesmos escolhemos deformá-lo e nos sentimos felizes em fazer isso?!       

      - O texto tb diz que fazemos escolhas que contrariam as leis divinas, coisa que não entendo, pois, se temos o livre-arbítrio, porq não o usamos para fazer escolhas q não contrariem essas leis?

      - Afinal, porq é que fazemos tantas escolhas absurdas, aliás porq tb estes bilhões de irmãos nossos, bilhões só neste planeta, fazem escolhas tão absurdas, como se fossem desequilibrados mentais, pois em vez de escolherem ser felizes e levar felicidade aos demais, estão escolhendo sofrer e fazer que outros sofram?!!   

      - E se as reencarnações neste mundo têm a finalidade que Deus lhes deu, de nos fazer sofrer as consequências das faltas que cometemos, porq as cometemos, se temos o livre-arbítrio? Sinceramente, não entendo!

     - mas, será esse o processo de ensino criado por Deus? Fazer que suas criaturas sofram terrivelmente para aprender a amar??!! Alguém conhece quem, devido a sofrer desesperadamente e muitas vezes pela vida inteira, tenha aprendido a amar, ou a "como fazer" para que exista amor em seu coração?! Quem é que consegue colocar amor num coração vazio de amor?! Ou substitui o desamor por amor?!

      - se verdadeiramente existe um planejamento de vida para cada um, porq tantas vezes esse planejamento é tão miseravelmente  errado, pois faz  que, a cada ano, milhões de encarnados escolham fugir da vida, que lhes foi planejada, cometendo o suicídio?!

      - Será mesmo verdade que aceitamos as desesperadoras experiências a que Deus nos condena para a expiação de nossas faltas?! O que este mundo nos mostra é exatamente o contrário disso, que bilhões não as aceitaram, no passado, e continuam não as aceitando no presente e, certamente, tb não as aceitarão no futuro!!

      - E se é essa a justiça e a misericórdia de Deus: “dar a todos oportunidade para evoluir”, como entender essa afirmação já que a oportunidade que Deus nos dá serve tb para que pratiquemos novos e terríveis erros/maldades e com isso levamos novos e desesperadores e mesmo insuportáveis sofrimentos aos semelhantes e, afinal, para nós mesmos?

      Alt: muitas aflições são provas escolhidas por Espíritos para apressar seu adiantamento e terminar sua purificação.

      Conf: então é esse mesmo o método de ensino criado por Deus: fazer sofrer tantas vezes de modo desesperador e até insuportável, para evoluir?! Mas Deus não é amor e sabedoria infinitos? Sua sabedoria não lhe permite criar um plano de ensino, onde a evolução não dependa de sofrimentos terríveis? Como entender isso, se a DE afirma que Deus é amor infinito e sabedoria infinita?

      - e porq nem todos os espíritos escolhem provas que apressem sua evolução? Porq agem de modos tão diferentes uns dos outros, se, no momento de nossa criação, somos todos perfeitamente iguais?!

      - Porq somos "culpados" de alguma coisa, e por isso sofremos se, tendo o livre-arbítrio, podemos escolher sempre agir de modo que sejamos "inocentes"?

      - como fazer para eliminar sentimentos e emoções negativas? 

      - Porq dizer q a origem de sentimentos e emoções está em nós, se nem mesmo temos poder sobre eles, nem sobre nossos pensamentos? São eles que nos comandam e não nós a eles! Nenhum pensamento, nem sentimentos e emoções, vontades, se originam de nós mesmos, mas, sempre de algo que está fora de nós (fora de nós, não corpo material, mas fora de nós corpo espiritual)!

      - E para quê provações, com sofrimentos terríveis, para avaliar Suas criaturas? Deus não é onisciente?

      - E, meu amigo, é isso que vc vê no mundo, todos aceitando as experiências insuportáveis pelas quais Deus nos faz passar para expiarmos nossas faltas?! Não é exatamente o contrário disso?

      - e qual será a causa de um espírito sair vitorioso de sua missão  e outros não?!     

      - porq uns têm tendências boas e outros más?

      Para não alongar mais esta resp, paro aqui! Acredito que vc já percebeu que todas (ou quase todas?) as minhas questões e respostas/comentários, no fundo, se referem à questão das desigualdades entre nós, que não consigo entender já que éramos perfeitamente iguais! Se o amigo, ou algum dos amigos do FE, puder ajudar a entender, lhe serei muito grato!

      Um abraço!
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 15 de Novembro de 2015, 16:56
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #81 em: 24 10 15, às 16:59, de ARenato

      Renato trouxe texto com o titulo “A felicidade não é deste mundo”. Nele há, para mim, conceitos que entendo e outros que não entendo. Vamos raciocinar sobre eles, para entender:

      Texto: A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo".

      Conf: isso é perfeitamente compreensível, pois a felicidade não é nem deste, nem de qualquer outro mundo! De “nenhum” mundo, por mais elevado que seja, mesmo na condição de espíritos que já possuem um amor incondicional, que já chegaram à mais elevada condição de pureza, os espíritos perfeitos!

      Texto: nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidos essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

      Conf: aí está outra verdade compreensível; mas quem nos dirá qual é a causa de o mundo ser assim? Ou, o que foi que faz que o mundo seja assim? Porq é que tantos se queixam amargamente, desesperadamente? O que foi que fizeram e porq fizeram coisas que, agora, os faz se queixarem e até que milhões escolham se  suicidarem por não suportar os sofrimentos que Deus lhes impõe?

      Texto:... Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a terra é lugar de provas e expiações.

      Conf: já aqui não entendi; onde estará a perfeita justiça divina e o soberano amor se, por mais que se faça, teremos nossa cota de sofrimentos e decepções (que tb são sofrimentos)? Como tantas vezes perguntei, porq temos de sofrer se, no princípio, não somos inclinados para o mal? Qual é a causa que nos faz praticar o mal?

      Texto: Meus irmãos, não há nenhum questionamento que se possa aceitar, dando ao nosso mundo, que seja ele de felicidade, pois enquanto houver sofrimentos para todos, não se poderá dizer que há felicidade completa... Muitos chegam a pensar que bens de riqueza darão a quem os possui uma felicidade duradoura, ledo engano, pois muitos que os tem, algumas vezes sofrem mais do que aqueles que nada têm.

      Conf: essa é outra verdade; mas a pergunta continua: qual é a causa de uns sofrerem e outros não, se todos somos criados perfeitamente iguais?

      Fique em Deus, amigo Renato!
.........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 15 de Novembro de 2015, 18:49
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #85 em: 25 10 15, às 11:06, de ARenato

      Renato citou ou disse: Quando a morte física tira do nosso convívio pessoas amadas, costumamos lamentar, não só pela perda, mas também por saber que neste plano não poderemos mais ter a sua presença. Chegamos até mesmo culpar a Deus nas nossas lamentações, por ele está nos tirando pessoas que nós amamos e que fazem parte da nossa vida. Dizemos em algumas vezes quão ele está sendo injusto, quando essas pessoas são mais moças, pois deveria levar às que têm mais tempo de vida...,

      Conf: e, para mim, sem dúvida, eles estão acertados em se lamentar e, muitos que acreditam em Deus, em culpá-Lo por essas perdas e por tudo mais de ruim que nos acontece! As religiões teístas afirmam que Deus é amor e justiça e Criador de todas as coisas e, por isso, muitos que sofrem e até passam a descrer em Deus, que Ele seja mesmo amor e justiça e criador de todas as coisas!

      Renato:... esquecemos pois, que todos têm o seu tempo, e esse tempo é determinado pelas provas que tenham que passar para a sua própria evolução.

      Conf: não é que esquecemos! Milhões nem sabem o que é isso,  e nem se importam em saber!

      Renato:... O que nos faz agir dessa maneira é o nosso apego às coisas materiais, motivado pela nossa imperfeição.

      Conf: meu amigo, vou repetir uma pergunta que já lhe fiz várias vezes e que vc não respondeu: todos os efeitos têm suas causas, concorda? Sendo assim, lhe pergunto: qual é a causa que tem como efeito nos apegarmos às coisas materiais e nos termos tornado imperfeitos?

      Renato: Se olharmos com outra visão, veremos que este afastamento é temporário, iremos mais adiante em outras vidas, reencontrar aquelas mesmas pessoas, poderão elas fazer parte do mesmo núcleo social ou até mesmo da nossa própria família.

      Conf: novamente o amigo, como “todos” (doutrina, espíritos benfeitores etc), vc nos diz apenas “o que fazer”: olhar a vida com outra visão; mas, Renato, porq que vc só diz isso? Porq não diz tb o “como fazer” para olhar as coisas com outra visão?

      Forte abraço para vc. Tenham, vc e os seus, uma ótima semana!

..........
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Novembro de 2015, 10:38
Meu nobre(nobre na alma)irmão lconforjr, eu só posso responder aos questionamentos
até onde os meus conhecimentos me permitem, não saberia então dizer como "fazer",
assim como você  também não sabe, se soubesse não insistiria tanto nas mesmas
perguntas. Se você meu amigo que por mais de sessenta anos estuda a Doutrina
Espirita,ainda não encontrou às respostas, como poderia eu que tenho menos tempo
estudando, assim como os demais, responder adequadamente para que você aceite?
Fique na paz.
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Dullius em 20 de Novembro de 2015, 09:29
Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar.

Ora pois, e como "tornar proveitoso" um sofrimento? Tem que ter muita cara de pau para se dizer a uma vítima para se "resignar" e extrair a "parte útil" da dor.
E essa agora, de que reclamar é um tipo de condenação. Não basta o cidadão sofrer, ainda tem que ser calado - ou passa por tudo de novo...

Aliás, esse tipo de coisa realmente está na DE? Não conheço a codificação como os membros aqui.

Ola caros amigos...o entendimento vem com o estudo, se não o for assim, virá com o tempo, a experiência e a vivência...mas virá...com certeza...
A resignação diante do sofrimento e a "diminuição" das reclamações, por assim dizendo, são características de avanço espiritual...normal vossa indignação no momento pois, se assim não o fosse, não estaríamos aqui em busca de respostas.
Mas, prova é, de que por estarmos aqui, estamos em processo de busca e de evolução...
Fiquem na paz...
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Dullius em 20 de Novembro de 2015, 09:40
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #91 em: 27 10 15, 11:58, de ARenato

      Conf: sempre fico perguntando a mim mesmo porq que os companheiros espíritas não respondem a perguntas tão compreensíveis que lhes são feitas! Será que é porq faço muitas, ou porq, infelizmente, ainda não sabem as respostas?

      Para não colocar muitas perguntas, só coloco algumas poucas sobre o conteúdo de sua última resp:

      - a causa de buscarmos a felicidade, certamente está no fato de sermos infelizes, certo? Porém, se Deus não nos criou infelizes, porq é que ficamos infelizes?

      - sem dúvida, uma felicidade sem mescla não existe nem na Terra, nem em quaisquer outros mundos, sejam eles materiais ou espirituais, os mais puros, elevados, e perfeitos, concorda?

      - se apesar das vicissitudes, que são inevitáveis na vida na matéria, nós poderíamos ser relativamente felizes se em vez dos gozos materiais procurássemos os gozos espirituais, porq é que tantos (bilhões) procuram os gozos materiais? Porq em vez de procurarmos a paz do coração, que é única felicidade real neste mundo, tantos de nós se mostram ávidos de tudo que os agitará e turbará, com isso criando terríveis tormentos para si mesmos? E se está nas nossas mãos o que podemos fazer para evitar os sofrimentos, porq é que não os evitamos? O que é que nos impede de usar o que está em nossas mãos e que pode evitar os sofrimentos, que podem ser cruéis, desesperadores e mesmo monstruosamente insuportáveis?

      - e se para os invejosos e ciumentos, não há repouso, porq é que tantos, de propósito, de tornam invejosos, ciumentos, cobiçosos, se isso os fará sofrer? Porq esses se tornam tão sofredores por não terem o que outros têm se, tendo o livre-arbítrio, podem escolher não ser invejosos? E porq tantos de nós se tornam maldosos, raivosos, dementados devido a ter inveja de outros mais bem sucedidos?

      Paro por aqui, ainda me perguntando: porque é que ninguém sabe responder às perguntas que lhe são feitas?!
     
      Abraços!
.............

Meu nobre amigo....creio que respondestes à maioria de suas próprias perguntas...."Livre Arbítrio"....se meditarmos profundamente e pensarmos bem no que encerra essas duas palavras, creio que todos os "porquês" aqui colocados não serão mais direcionados para que "alguém" nos responda e sim, serão direcionados para nós mesmos....."porquê", eu escolho sofrer?....Livre arbítrio...está em suas mãos...
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Dullius em 20 de Novembro de 2015, 09:56
Prezado Inconforjr....tomei hoje apenas conhecimento do estudo do mês de outubro e, ao ler as várias questões vejo  muitos "quem responde" ou "quem me ensina" sobre os diversos assuntos e dúvidas...por um lado, parece que me visualizei da maneira que eu pensava a um tempo atrás....rsss...e pergunto o que na época uma pessoa também me questionou:  "você sempre busca "quem" te ensina,..."quem" te responde?....mas...o que VOCÊ tem feito para aprender, alem de questionar e exigir respostas?
Meu amigo, não tome isso como crítica não, porque na ocasião eu o fiz e ficou pior ainda....rsss..mas...quem me questionou dessa forma....me fez mudar....
Mantenha em sua mente...e torne "amplo" o pensamento sobre a questão....as respostas virão...
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Dullius em 20 de Novembro de 2015, 23:29
Ref  #121 em: 15 de Novembro de 2015, 18:49 »

  Conf: novamente o amigo, como “todos” (doutrina, espíritos benfeitores etc), vc nos diz apenas “o que fazer”: olhar a vida com outra visão; mas, Renato, porq que vc só diz isso? Porq não diz tb o “como fazer” para olhar as coisas com outra visão?

Caro amigo Inconforjr....acredito que se nosso nobre amigo Antonio Renato soubesse dizer "como fazer", ele teria então vindo com o mesmo propósito de Jesus Cristo...que veio e disse como fazer....e muitos até hoje não aprenderam isso...acredito que ele não estaria aqui aprendendo como todos nós...
Desculpe-me mas, parece que você apenas quer que alguém diga "como fazer" mas...até onde voce quer aprender por você mesmo? Acredito que se foi dito "o que fazer"....o resto é com você mesmo...concordas?
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: lconforjr em 21 de Novembro de 2015, 15:53
Re: Estudo do mês de Outubro

      Ref resp #125 em: 20 11 15, às 23:29, de Dullius

     
      Conf: olá Dullius, novo companheiro de jornada, prazer em falar com vc. Vamos raciocinar como a doutrina manda:

      Conf (em resp #121 em: 15 11 15, 18:49): novamente o amigo, como “todos” (doutrina, espíritos benfeitores etc), vc nos diz apenas “o que fazer”: olhar a vida com outra visão; mas, Renato, porq que vc só diz isso? Porq não diz tb o “como fazer” para olhar as coisas com outra visão?

      Dullius: Caro amigo Inconforjr... acredito que se nosso nobre amigo Antonio Renato soubesse dizer "como fazer", ele teria então vindo com o mesmo propósito de Jesus Cristo... que veio e disse como fazer....e muitos até hoje não aprenderam isso...acredito que ele não estaria aqui aprendendo como todos nós...

      Conf: meu jovem, como eu disse acima, nem Jesus, como as doutrinas cristãs o apresentam para nós, nos disse o “como fazer”; apenas disse “o que fazer”, nada mais.

      Dullius: Desculpe-me mas, parece que você apenas quer que alguém diga "como fazer" mas... até onde você quer aprender por você mesmo? Acredito que se foi dito "o que fazer"... o resto é com você mesmo...concordas?

      Conf: discordo totalmente, meu novo amigo; primeiro: não quero que alguém diga coisa alguma; quero apenas, como já disse muitas vezes, e vc não deve ter lido por ser novo aqui, cumprir uma obrigação que me impus desde décadas atrás: provocar o raciocínio dos amigos para que busquem ter uma “fé raciocinada”, como a doutrina sensatamente aconselha; e, nada melhor do que perguntar para exercitar o raciocínio de quem realmente está desejando entender a doutrina. Só isso!

      Assim, veja, meu novo amigo que Jesus e outros nos disseram, e continuam nos dizendo, apenas “o que fazer”: ame a todos, perdoe sempre, não seja egoísta, seja humilde, abandone seus vícios (como o do álcool, fumo, jogos, pedofilia, estupro), abandone os pensamentos, sentimentos, desejos maus etc, concorda?

      Agora, se vc diz que saber o “como fazer” depende de cada um pergunto: por exemplo, vc mesmo sabe o “como fazer” para ser bom, ou para deixar de ser egoísta? Sabe como se tornar humilde? Afinal, meu jovem, vc sabe qual é a causa de um ser bom e outro ser mau? Se não sabe como é que vc pode estar entendendo a doutrina?!

      Um abraço!
........................
Título: Re: Estudo do mês de Outubro
Enviado por: Dullius em 25 de Novembro de 2015, 13:18
Resp: #127 em 21 Novembro 205

Bom dia meu prezado amigo

Agora, se vc diz que saber o “como fazer” depende de cada um pergunto: por exemplo, vc mesmo sabe o “como fazer” para ser bom (não sendo mau....), ou para deixar de ser egoísta? (sendo benevolente, praticando o desapego, não fazendo da matéria seu principal objetivo...)  Sabe como se tornar humilde? (não sendo orgulhoso,)... Afinal, meu jovem, vc sabe qual é a causa de um ser bom e outro ser mau?(Livre Arbítrio....) Se não sabe como é que vc pode estar entendendo a doutrina?! 

Com isso, entendo, cada vez mais, a doutrina....mas...tenho muito ainda a aprender...claro...
"Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!”  -

Abraços, fique na paz....