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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Diaz em 28 de Agosto de 2010, 22:15

Título: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 28 de Agosto de 2010, 22:15
 ???  Como é difícil, não?
Vivemos em busca do equilíbrio, mas a nossa experiência atual exige nossa interação com a matéria. Apesar de ter conhecimento da transitoriedade de nosso corpo, e de que seja ele um veículo que permite ao nosso expírito participar das mais variadas experiências que antecedem a vida eterna, ficamos confusos algumas vezes. Será exagero cuidarmos do corpo como se prega atualmente os especialistas da área da saúde?  Atividades físicas regulares, alimentação equilibrada, controles laboratoriais periódicos, controles das medidas corporais, práticas esportivas e de lazer, outras tantas mais, dentro do tempo que nos resta após o trabalho e outras atividades corriqueiras. Quando saber se estamos em equilíbrio?

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: MarcoALSilva em 28 de Agosto de 2010, 22:51

Pois é...

Mas tem uma coisa que eu acho muito importante: se buscar o ponto de equilíbrio tornar-se um motivo de stress, certamente a finalidade já se desnaturou...

Uma sugestão: take it easy.  Não leve tudo tão a sério.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 28 de Agosto de 2010, 23:08
Obrigado Marco,
Suas palavras, simples e profundas merecem uma reflexão.

Um abraço
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: MarcoALSilva em 28 de Agosto de 2010, 23:11
A Vida é danadinha...

Um abraço!!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 29 de Agosto de 2010, 00:15
É Marco, realmente ela nos coloca em situações de múltiplas escolhas.
Mas será que não levando tudo tão à sério os resultados não serão um tanto  insignificantes?
Assim como na esfera física, as metas são atingidas mediante esforço constante e disciplinado, também na esfera espiritual acredito se processe da mesma maneira. Pena que neste último não temos a imediata revelação do progresso realizado.
Talves por esse motivo achamos muitas vezes que estamos em desequilíbrio. Os resultados de uma esfera não são apontados na mesma velocidade que da outra.
Assim, penso que devemos continuar agindo no bem , sempre sob o exame crítico de nossa consciência e com fé na espiritualidade e em Jesus , que não nos desampara nunca.

Um abraço



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: MarcoALSilva em 29 de Agosto de 2010, 00:28

É verdade.

Mas, fundamentalmente, devemos procurar viver com alegria.

Creia, não há um só ensinamento da Doutrina de que se extraia a conclusão de que devemos sofrer... A não ser pelas distorções que a fusão dos ensinamentos dos Espíritos com a doutrina católica causou para tantos.

"Crime e castigo"... Muitos são os que levam uma vida de ansiedade com os olhos fitos no futuro, quando então, segundo esperam, poderão ser felizes.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: MarcoALSilva em 29 de Agosto de 2010, 00:39

Para meditarmos:

http://www.webartigos.com/articles/8492/1/Licoes-Da-Vida/pagina1.html

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: MarcoALSilva em 29 de Agosto de 2010, 00:42

Há mais este:

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=67971

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 29 de Agosto de 2010, 02:03
Legal Marco!

Visitei os sites recomendados por vc, e gostei muito.
Seus artigos são esclarecedores e motivadores. Gostei do ritual da serenidade.

Um abraço!

Fique com Deus!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 30 de Agosto de 2010, 15:46

         Olá, amigo Marco     (ref #1)

         Concordando com o amigo, lembro Krishnamurti: “Para uma vida mais tranqüila, uma boa dose de humor e uma boa dose de indiferença, frente aos eventos de todo dia”. Não há o que fazer.

          Até mais.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 30 de Agosto de 2010, 18:50
Emmanuel, instrutor espiritual atuante no Brasil, ensina que o amor e a sabedoria são as asas da evolução. E que, para evoluir com presteza, o ser humano precisa desenvolver simultaneamente a inteligência e a bondade.

O desenvolvimento da inteligência procede-se por intermédio da acumulação de conhecimentos. E o da bondade pela prática perseverante do bem.

O bem, como se sabe, corresponde à vontade do Criador. E encontra-se explicitado na lei natural, sobretudo no que se refere às normas de conduta convenientes ao desenvolvimento equilibrado da inteligência e da bondade.

Convém lembrar que a lei natural regula a ordem universal. E que a colaboração espontânea é o supremo ingrediente da ordem.

Ora, a aquisição de conhecimentos procede-se através do estudo. E a prática do bem se identifica com a colaboração espontânea que se presta na obra divina que realiza o progresso da humanidade.

Estudar e servir, portanto, representam os meios imprescindíveis ao desenvolvimento simultâneo da inteligência e da bondade.

E a fórmula segura de desenvolvimento humano capaz de garantir o necessário equilíbrio às asas da evolução.


PS:
”Mens sana in corpore sano”
 “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 31 de Agosto de 2010, 18:46
         Amigo Lineu,              (ref #10)
         Me perdoe, por favor, tecer algumas considerações. Não me chame de “chato” porque faço perguntas, mas a finalidade destas é fazer refletir buscando maior compreensão do que lemos, ouvimos, imaginamos:
         Cito suas palavras:
“... ensina que o amor e a sabedoria são as asas da evolução. E que, para evoluir com presteza, o ser humano precisa desenvolver simultaneamente a inteligência e a bondade”.
         Comentário: Desse parágrafo se deduz que podemos evoluir com mais ou menos “rapidez”. E lhe pergunto: serão uns mais rápidos do que outros, ou todos têm presteza igual? É evidente que o que vemos no mundo mostra que essa presteza não é igual. Mas, porque não é igual? Na criação, no princípio, conforme a doutrina, todos, sem exceção, perfeitamente iguais; depois, com o passar do tempo, imensamente desiguais. O que trouxe essa gigantesca desigualdade?
          Cito:
“O desenvolvimento da inteligência procede-se por intermédio da acumulação de conhecimentos. E o da bondade pela prática perseverante do bem”.
         Com.: O que significa “perseverança” senão insistência, concorda? E será fato que, mesmo não tendo amor ou bondade no coração, a “insistência”, que, evidentemente, implica em esforço, porque se está indo contra a própria natureza que não é ainda inclinada para o bem, logo, por esforço, por imitação dos exemplos dos grandes, pelo desejo de seguir os conselhos e mandamentos etc, enfim, por treinamento, o mal que está em nós será substituído pelo bem? É uma questão de tempo, de treinar mais ou menos? 
         Observe o que afirmam os sábios: “Enquanto não chegamos à verdade libertadora, toda virtude é ou forçada, ou imitação, ou falsa”. Somente quando conhecemos a verdade, as virtudes, como o amor, a humildade, o desapego do egocentrismo etc, serão genuínas.
          Cito:
“O bem, como se sabe, corresponde à vontade do Criador. E encontra-se explicitado na lei natural, sobretudo no que se refere às normas de conduta convenientes ao desenvolvimento equilibrado da inteligência e da bondade”.
          Com.: Esse desenvolvimento “equilibrado” é acessível a todos os homens? Se é, porquê o que vemos no mundo não corresponde a isso? O que vemos no mundo é um desequilíbrio imenso, concorda? Qual será a razão disso que observamos?
         Cito:
“Convém lembrar que a lei natural regula a ordem universal. E que a colaboração espontânea é o supremo ingrediente da ordem”.
          Com.: A mesma questão apresento quanto à colaboração “espontânea”. Espontânea significa sem esforço, natural, certo?Anteriormente se falou na necessidade de uma prática “insistente”  do bem. E insistir ou perseverar implica em esforço, concorda?  Como, então, o homem chegará a essa espontaneidade, se espontaneidade significa natural, sem esforço? O treinamento, a prática insistente, o amor forçado evidentemente beneficiará o próximo, mas será o praticante beneficiado? Como já disse, se sua natureza ainda não se inclina para o bem, se não tem amor no coração, o homem poderá ser espontâneo na prática do bem?
         Como já lhe pedi, me perdoe; minha intenção é contribuir.

         Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 01 de Setembro de 2010, 03:30

Citação de: Coronel
Desse parágrafo se deduz que podemos evoluir com mais ou menos “rapidez”. E lhe pergunto: serão uns mais rápidos do que outros, ou todos têm presteza igual? É evidente que o que vemos no mundo mostra que essa presteza não é igual. Mas, porque não é igual? Na criação, no princípio, conforme a doutrina, todos, sem exceção, perfeitamente iguais; depois, com o passar do tempo, imensamente desiguais. O que trouxe essa gigantesca desigualdade?


Parece que, tal qual ocorre nas organizações militares do Brasil, a hierarquia e a disciplina constituem os fundamentos da ordem universal. E que a autoridade conferida aos seres racionais da Criação é escalonada a partir da Onipotência do Criador.

Desse modo, a evolução espiritual parece proceder de maneira mais ou menos célere, para cada espírito, dependendo apenas do pronto acatamento dos preceitos disciplinares da lei natural. Parece também obedecer exclusivamente ao critério de merecimento intelectual e moral, fundamentado no princípio do exato cumprimento do dever.

Parece ainda que as promoções na escala espírita, diferentemente do que ocorre nas organizações militares brasileiras, não admitem o critério de antiguidade em posição hierárquica, nem sofrem quaisquer influências de políticas espúrias. E são irrecorríveis porque sempre procedem com justiça, recompensando valores individuais.

Obviamente, na evolução espiritual somente se contempla a igualdade para os espíritos que se igualam por valores intelectuais e morais. E a desigualdade apenas decorre de absoluta carência de merecimento e sempre na proporção justa do demérito individual.

Essa “gigantesca desigualdade”, portanto, ao que parece, só pode ser interpretada como uma decorrência da incúria dos próprios espíritos que se acomodam na imperfeição. E como justa consequência da inobservância da disciplina que fundamenta a ordem universal por parte da gigantesca maioria dos espíritos domiciliados em ambos os planos da Terra.



Observações:
1. Este texto não se refere à ilusória realidade da Terra que, aparentemente, recompensa a hipocrisia, a esperteza e a falta de escrúpulos.
2. Outros itens de questionamento contidos na mensagem do Senhor Coronel serão analisados e respondidos oportunamente.
         
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 01 de Setembro de 2010, 14:22
Amigos: Marco, Coronel e Lineu, quanta alegria me proporciona sua colaboração nesta tentativa de elucidação de conceitos tão profundos como estes.
Minha alma, sentindo o peso dessa atmosfera pesada na qual o meu corpo se arrasta a caminho da redenção parece algumas vezes cansada, talvez por antever a liberdade do cativeiro.
Comentários razoáveis, indagações bem colocadas, tudo ajuda no momento em que nos encontramos meio que perdidos nessa busca pelo equilíbrio.
No entanto, sabemos que conhecimento não é o mesmo que sabedoria. Na busca pela sabedoria, muitas vezes alimentamos nosso intelecto de maneira exagerada, com uma infinidade de conceitos.
Chegado determinado momento em nossa vida, descobrimos que bastaria que uma pequena parte destes conceitos fosse colocada em prática e nos tornaríamos mais sábios.
Prevendo nossa breve estadia neste hospital-escola, como dizia o "Chico", ficamos apressados em colocar o pouco de sabedoria que adquirimos em favor do nosso progresso e de nossos semelhantes. Mas espíritos encarnados que somos, interagimos uns com os outros, em família, na sociedade, onde somos de certa forma modelados. Nosso corpo e todos que interagem conosco cobram-nos determinados comportamentos, buscando a satisfação de seus desejos.
Sabemos que deixando esse corpo, a separação será inevitável, de acordo com grau de elevação alcançado, mas enquanto encarnados... Como é difícil não? Se avanço em direção aos anseios de meu espírito, aumento a distância entre aqueles entes queridos que não compartilham ainda dessa minha necessidade de progredir e deixo também de atender á vitalidade ainda existente nesse corpo carnal.

Que Deus nos ilumine nos guie e nos dê coragem para fazermos as escolhas certas.

Um abraço a todos!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 01 de Setembro de 2010, 14:42
Citação de: Coronel
O que significa “perseverança” senão insistência, concorda? E será fato que, mesmo não tendo amor ou bondade no coração, a “insistência”, que, evidentemente, implica em esforço, porque se está indo contra a própria natureza que não é ainda inclinada para o bem, logo, por esforço, por imitação dos exemplos dos grandes, pelo desejo de seguir os conselhos e mandamentos etc, enfim, por treinamento, o mal que está em nós será substituído pelo bem? É uma questão de tempo, de treinar mais ou menos? 
         Observe o que afirmam os sábios: “Enquanto não chegamos à verdade libertadora, toda virtude é ou forçada, ou imitação, ou falsa”. Somente quando conhecemos a verdade, as virtudes, como o amor, a humildade, o desapego do egocentrismo etc, serão genuínas.



Realmente.

Treinamento tem o mesmo sentido de prática. E é o que efetiva o hábito.

O hábito, por sua vez, significa disposição duradoura que se adquire com a repetição frequente de um ato. E é o que consolida a maneira usual de ser do ser humano.

Assim como na caserna, lealdade e constância são imprescindíveis à manutenção da ordem universal. E representam os valores, naturalmente inseparáveis, que se complementam como componentes relevantes do bem.

Ora, constância é sinônimo de perseverança.

A bondade, portanto, desenvolve-se com a prática perseverante do bem. E se consolida pelo hábito que forma e estabelece o caráter do ser humano.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: filhodobino em 01 de Setembro de 2010, 15:51

Citação de: Coronel
Desse parágrafo se deduz que podemos evoluir com mais ou menos “rapidez”. E lhe pergunto: serão uns mais rápidos do que outros, ou todos têm presteza igual? É evidente que o que vemos no mundo mostra que essa presteza não é igual. Mas, porque não é igual? Na criação, no princípio, conforme a doutrina, todos, sem exceção, perfeitamente iguais; depois, com o passar do tempo, imensamente desiguais. O que trouxe essa gigantesca desigualdade?


Parece que, tal qual ocorre nas organizações militares do Brasil, a hierarquia e a disciplina constituem os fundamentos da ordem universal. E que a autoridade conferida aos seres racionais da Criação é escalonada a partir da Onipotência do Criador.

Desse modo, a evolução espiritual parece proceder de maneira mais ou menos célere, para cada espírito, dependendo apenas do pronto acatamento dos preceitos disciplinares da lei natural. Parece também obedecer exclusivamente ao critério de merecimento intelectual e moral, fundamentado no princípio do exato cumprimento do dever.

Parece ainda que as promoções na escala espírita, diferentemente do que ocorre nas organizações militares brasileiras, não admitem o critério de antiguidade em posição hierárquica, nem sofrem quaisquer influências de políticas espúrias. E são irrecorríveis porque sempre procedem com justiça, recompensando valores individuais.

Obviamente, na evolução espiritual somente se contempla a igualdade para os espíritos que se igualam por valores intelectuais e morais. E a desigualdade apenas decorre de absoluta carência de merecimento e sempre na proporção justa do demérito individual.

Essa “gigantesca desigualdade”, portanto, ao que parece, só pode ser interpretada como uma decorrência da incúria dos próprios espíritos que se acomodam na imperfeição. E como justa consequência da inobservância da disciplina que fundamenta a ordem universal por parte da gigantesca maioria dos espíritos domiciliados em ambos os planos da Terra.



Observações:
1. Este texto não se refere à ilusória realidade da Terra que, aparentemente, recompensa a hipocrisia, a esperteza e a falta de escrúpulos.
2. Outros itens de questionamento contidos na mensagem do Senhor Coronel serão analisados e respondidos oportunamente.


Irmão Lineu,
Desde aquele outro fórum que sou leitor de seus posts e deles sempre liguei importância.
Este então muito me sensibilizou e me deu vontade de pedir a sua opinião sobre o que anexo em pdf para que o amigo leia medite e nos dê sua opinião...

Eu penso que 90% dos desentendimentos, são causados por questões pueris, que só não são relegadas, por falta do entendimento das diferenças e dos diferentes em  nossos psiquismos ...
Prezaria sua opinião, à qual prometo não replicar, posto que o escopo que me move é apenas conhecer o que o amigo pensa a esse respeito.
Alteridade:
A ciência está buscando uma fórmula para entronizar em seu conjunto de regras para validar nossas teses em termos cientificos via alteridade...
Peço que o amigo o leia com carinho, claro se o quizer... e nos brinde com sua opinião.
Saúde e Paz!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 02 de Setembro de 2010, 01:20

          Amigo Lineu,       (ref #12)

          Cito o amigo:
“Parece que, tal qual ocorre nas organizações militares do Brasil, a hierarquia e a disciplina constituem os fundamentos da ordem universal. E que a autoridade conferida aos seres racionais da Criação é escalonada a partir da Onipotência do Criador”.
          Lineu, compreendo seu raciocínio; contudo, perceba que a analogia com leis humanas, procedimentos militares etc, não é conveniente pois nestas, os legisladores e os chefes, os agentes todos são homens de mente limitada, condicionada, ignorantes e repletos de ilusões. E, na vida do homem/espírito, é, conforme as doutrinas, Deus, onisciente, de mente ilimitada, de infinitos amor e justiça.

          Cito o amigo:
“Desse modo, a evolução espiritual parece proceder de maneira mais ou menos célere, para cada espírito, dependendo apenas do pronto acatamento dos preceitos disciplinares da lei natural”.
          No plano dos homens, na  vida mundana, é isso que ocorre. Mas, na vida do espírito encarnado, porque uns acatam mais prontamente os preceitos do bem do que outros? Está é uma questão que sempre coloco, mas que nem a doutrina e ninguém consegue dar resposta satisfatória.
          Porque, os valores individuais são diferentes?
          Porque uns cumpre exatamente seu dever de amor e outros não?
          Porque uns agem com incúria e outros são cuidadosos?
          Porque uns recebem méritos e outros, deméritos?
          Porque uns são disciplinados e outros, indisciplinados?

          Me perdoe, Lineu, por tantas interrogações, mas são intencionais: nos levar a refletir e compreender melhor o que precisamos para nossa evolução moral, psicológica, espiritual, certo?
          Veja: todas as questões se referem ao porquê das desigualdades entre os homens. Todas essas questões, afinal, são uma só. Todos, no momento da criação, conforme as doutrinas, perfeitamente iguais mas, como lhe falei, se tornam “gigantescamente” desiguais, certo? Há mesmo aqueles que desde o principio seguem o caminho do bem absoluto e outros o do mal absoluto!? E eram iguais? Que “ingrediente” entrou aí que trouxe a desigualdade de seres iguais? A doutrina afirma que sofremos penalidades expiatórias porque agimos com rebeldia, maldade, rancor, desamor, recalcitrância etc. E a pergunta é: porque nem todos agem assim? O homem age assim simplesmente porque quer? O bom é bom porque quer ser bom? O mau é mau porque quer ser mau? Diz a doutrina que a diferença vem do uso diferente do livre-arbítrio, concorda? Mas, qual a razão de seres iguais usarem desigualmente o livre-arbítrio? O amigo, se desejar, reflita sobre essas questões e me dê alguma respostas.
         
          Fique em Deus. 





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2010, 02:31
Boa Noite,
Vou entrar com um texto para reflexão.

Krishnamurti


“… A segurança exterior é, obviamente, necessária. Exteriormente, é absolutamente necessário ter um abrigo, um lar, um emprego; mas não nos contentamos com isso. Queremos estar seguros psicologicamente, interiormente; e aí começa a inquietação. Nunca investigamos se há realmente segurança interior, mas dizemos que temos de estar em segurança interiormente, e assim surge a ilusão. A partir desse momento começa toda uma série de conflitos intermináveis.
Temos pois de descobrir, por nós mesmos, a verdade relativamente a este enorme problema, sem dependermos do que outra pessoa diz. Psicologicamente estamos inseguros; por isso criamos deuses e esses deuses tornam-se a nossa «segurança permanente». E isso gera conflitos. Compreendem o que entendemos por conflitos? Queremos referir-nos à contradição, à ação fragmentária, aos pensamentos incoerentes, aos desejos que se opõem entre si, às exigências contraditórias – as pressões do mundo e a exigência interior de viver em paz com o mundo; a necessidade de encontrar algo, além da existência diária, monótona e sem sentido, e o estar-se enredado nessa existência, e desesperado, sem nunca se encontrar solução para esse desespero e para o imenso sofrimento – um sofrimento não apenas pessoal, mas também o sofrimento do mundo. E nunca encontrarmos uma saída para este sofrimento. Tudo isso cria contradição, da qual podemos ou não estar conscientes. E quando a mente está em contradição tem de haver conflito.
E, como é óbvio, a mente que está em conflito não pode avançar; pode prosseguir na ilusão, mas não pode avançar para descobrir se há algo além do tempo, além da medida do homem. Esta é, certamente, a função da (verdadeira) religião (religar). A função da mente religiosa é descobrir o verdadeiro. E a verdade não pode encontrar-se num templo, num livro, por mais antigo que seja. Temos de descobri-la por nós mesmos. Não podemos comprá-la com lágrimas, com orações, com repetições, com rituais – esse caminho leva ao absurdo, à ilusão, ao desequilíbrio psicológico.
Assim, a mente séria tem de estar consciente desse conflito. Com «estar consciente» quero dizer observar, escutar. Escutar, ouvir atentamente é uma arte. Na verdade, escutar um som é uma arte extraordinária. Não sei se já escutaram realmente um som – o som de um pássaro pousado numa árvore, ou o distante buzinar de um carro. Ao escutarem, sem julgar, sem identificar esse ruído com uma determinava ave ou um determinado carro, ou um determinado rádio na casa ao lado, mas ao escutarem apenas, verão – se assim escutarem -  como se tornam extraordinariamente sensíveis. A mente torna-se extraordinariamente desperta quando escutamos, simplesmente – sem interpretar o que ouvimos, sem tentar traduzi-lo, sem o identificar com o que já conhecemos – pois tudo isso nos impede de escutar. Se simplesmente escutarmos os nossos pensamentos, as nossas exigências, o desespero em que estamos – sem tentar interpretar, sem traduzir nada, sem tentar fazer alguma coisa em relação a isso – então veremos que a nossa mente se torna espantosamente lúcida.
E só a mente extraordinariamente lúcida, a mente sã – equilibrada, racional, lógica e sem nenhum conflito, consciente ou inconsciente – só essa mente pode ir mais adiante e descobrir, por si própria, se há uma Realidade. Só essa mente é religiosa. E só essa mente é capaz de resolver os problemas deste mundo.
Os problemas do mundo são inumeráveis e estão a multiplicar-se. E se não formos capazes de os resolver logicamente, com equilíbrio, saudavelmente, com a mente livre de todo o conflito, estaremos apenas a criar mais confusão, mais infelicidade para o mundo e para nós mesmos.
Assim, a primeira coisa que cada um tem de aprender, por si, é observar com atenção, escutando todos os murmúrios, todos os medos, ilusões, desesperos, do seu próprio ser. E veremos, então, por nós mesmos – e isso não precisa de provas, nem de «gurus» (nem de papas, nem de pastores, nem de teólogos, nem de padres, nem de filósofos, nem de engenheiros…), nem de livros sagrados (ou profanos) – se há uma Realidade. E nisso há clareza, beleza e aquilo que hoje falta à mente humana – a afeição, o amor.”
 
In: págs. 30 a 33 de: “O Despertar da Sensibilidade”, de Krishnamurti, da Editorial Estampa, Lisboa, 1992
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 02 de Setembro de 2010, 03:20
Citação de: Filhodobino
Eu penso que 90% dos desentendimentos, são causados por questões pueris, que só não são relegadas, por falta do entendimento das diferenças e dos diferentes em  nossos psiquismos ...



Uma análise da alteridade, enfocada pelo aspecto do psiquismo, como é obvio, deve observar o conjunto dos processos mentais conscientes e/ou inconscientes do ser humano. E parece ser conveniente desenvolvê-la a partir do conceito da mente.

A mente pode ser conceituada como o campo da consciência ativa, operando na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido permite-lhe operar. Mas, em qualquer estágio de desenvolvimento, ela invariavelmente opera sob os princípios de interdependência e repercussão.

O princípio de interdependência define a dependência recíproca que naturalmente integra todos os seres pensantes do universo. E evidencia que tais seres interagem reciprocamente, assinalando reflexos mentais uns dos outros, cada qual segundo a sua relativa capacidade de assimilação.

O princípio de repercussão é o que se refere à influenciação natural que um ser pensante exerce sobre outros por intermédio da reflexão mental. E o que explica a diversidade de fenômenos do psiquismo.

Parece, pois, que a concepção da alteridade, atualmente em desenvolvimento no meio científico, onde se pesquisam a empatia e os fenômenos psíquicos, representa significativo avanço de evolução do conhecimento humano. E, sobretudo, nova esperança de regeneração da humanidade.



PS: “Ou aprendemos a viver como irmãos, ou vamos morrer juntos como idiotas” (Martin Luther King).
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Setembro de 2010, 03:30
Olá cara amiga Hebe.
Sem dúvida o texto nos remete as raízes do desequilíbrio. Mas fico aqui pensando. Sería possível viver sem conflitos? Em regime de isolamento como destacado na citação abaixo, vejo que sim, no entanto, o equilíbrio que busco é no enfrentamento das aflições, necessárias ao nosso adiantamento.

“Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento, qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas provas, pois que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um cilício, aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes; machucai o vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.“
O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 5, pag. 93.
Boa Noite,
Vou entrar com um texto para reflexão.

Krishnamurti


“… A segurança exterior é, obviamente, necessária. Exteriormente, é absolutamente necessário ter um abrigo, um lar, um emprego; mas não nos contentamos com isso. Queremos estar seguros psicologicamente, interiormente; e aí começa a inquietação. Nunca investigamos se há realmente segurança interior, mas dizemos que temos de estar em segurança interiormente, e assim surge a ilusão. A partir desse momento começa toda uma série de conflitos intermináveis.
Temos pois de descobrir, por nós mesmos, a verdade relativamente a este enorme problema, sem dependermos do que outra pessoa diz. Psicologicamente estamos inseguros; por isso criamos deuses e esses deuses tornam-se a nossa «segurança permanente». E isso gera conflitos. Compreendem o que entendemos por conflitos? Queremos referir-nos à contradição, à ação fragmentária, aos pensamentos incoerentes, aos desejos que se opõem entre si, às exigências contraditórias – as pressões do mundo e a exigência interior de viver em paz com o mundo; a necessidade de encontrar algo, além da existência diária, monótona e sem sentido, e o estar-se enredado nessa existência, e desesperado, sem nunca se encontrar solução para esse desespero e para o imenso sofrimento – um sofrimento não apenas pessoal, mas também o sofrimento do mundo. E nunca encontrarmos uma saída para este sofrimento. Tudo isso cria contradição, da qual podemos ou não estar conscientes. E quando a mente está em contradição tem de haver conflito.
E, como é óbvio, a mente que está em conflito não pode avançar; pode prosseguir na ilusão, mas não pode avançar para descobrir se há algo além do tempo, além da medida do homem. Esta é, certamente, a função da (verdadeira) religião (religar). A função da mente religiosa é descobrir o verdadeiro. E a verdade não pode encontrar-se num templo, num livro, por mais antigo que seja. Temos de descobri-la por nós mesmos. Não podemos comprá-la com lágrimas, com orações, com repetições, com rituais – esse caminho leva ao absurdo, à ilusão, ao desequilíbrio psicológico.
Assim, a mente séria tem de estar consciente desse conflito. Com «estar consciente» quero dizer observar, escutar. Escutar, ouvir atentamente é uma arte. Na verdade, escutar um som é uma arte extraordinária. Não sei se já escutaram realmente um som – o som de um pássaro pousado numa árvore, ou o distante buzinar de um carro. Ao escutarem, sem julgar, sem identificar esse ruído com uma determinava ave ou um determinado carro, ou um determinado rádio na casa ao lado, mas ao escutarem apenas, verão – se assim escutarem -  como se tornam extraordinariamente sensíveis. A mente torna-se extraordinariamente desperta quando escutamos, simplesmente – sem interpretar o que ouvimos, sem tentar traduzi-lo, sem o identificar com o que já conhecemos – pois tudo isso nos impede de escutar. Se simplesmente escutarmos os nossos pensamentos, as nossas exigências, o desespero em que estamos – sem tentar interpretar, sem traduzir nada, sem tentar fazer alguma coisa em relação a isso – então veremos que a nossa mente se torna espantosamente lúcida.E só a mente extraordinariamente lúcida, a mente sã – equilibrada, racional, lógica e sem nenhum conflito, consciente ou inconsciente – só essa mente pode ir mais adiante e descobrir, por si própria, se há uma Realidade. Só essa mente é religiosa. E só essa mente é capaz de resolver os problemas deste mundo.
Os problemas do mundo são inumeráveis e estão a multiplicar-se. E se não formos capazes de os resolver logicamente, com equilíbrio, saudavelmente, com a mente livre de todo o conflito, estaremos apenas a criar mais confusão, mais infelicidade para o mundo e para nós mesmos.
Assim, a primeira coisa que cada um tem de aprender, por si, é observar com atenção, escutando todos os murmúrios, todos os medos, ilusões, desesperos, do seu próprio ser. E veremos, então, por nós mesmos – e isso não precisa de provas, nem de «gurus» (nem de papas, nem de pastores, nem de teólogos, nem de padres, nem de filósofos, nem de engenheiros…), nem de livros sagrados (ou profanos) – se há uma Realidade. E nisso há clareza, beleza e aquilo que hoje falta à mente humana – a afeição, o amor.”
 
In: págs. 30 a 33 de: “O Despertar da Sensibilidade”, de Krishnamurti, da Editorial Estampa, Lisboa, 1992

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 02 de Setembro de 2010, 04:07
          Amigo Diaz             (ref #13)

          Concordo com o amigo. Conhecimento não implica sabedoria. Aliás, nossa mente limitada e condicionada, por mais que nos esforcemos, não tem lugar para a sabedoria. Enquanto o “ego” opera, nela existirá apenas ilusão. A mente não tem condições de ir além de seus limites e “saber”. A sabedoria, só a alcançamos com o conhecimento da “verdade que liberta” de todas as dependências e ignorância.
          Como ensinaram Jesus, Buda e outros, é o conhecimento da verdade que nos trará sabedoria, pois que elimina toda ignorância.
          Nossa mente é poluída, incapaz de compreender as coisas mais profundas, repleta que está de ilusões, suposições e crenças que culturas, tradições, religiões e costumes nos impuseram desde que viemos à existência. Assim disse um humilde sapateiro, Jacob Boheme, místico cristão, “enquanto o Cristo não nascer dentro de você”, isto é, enquanto você não tiver a percepção da verdade, que representa toda a  sabedoria, “você continuará vivendo na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina”.
          Por isso também há, não religiões, mas linhas espiritualistas que quase ou nenhuma doutrina têm. Uma delas é o Zen Budismo, que apenas enfatiza o “sentar-se e meditar”. A própria palavra “zen” significa “meditação”, apenas isso. Não há doutrina, nem busca de conhecimento.
          Para outras escolas tradicionais de meditação também chega o momento em que o discípulo deve afastar todo conhecimento que a vida lhe deu, pois só assim, vazio, pode chegar à sabedoria. Como disse Coomaraswamy: “Resta sempre um último passo, no qual são esquecidos todos os conhecimentos relativos da teologia...”.
         Ramana: “Tempo virá em que teremos de esquecer tudo o que já tivermos conhecido”. E o pequeno livro “A Nuvem do Desconhecimento”, famoso por suas lições para a busca da verdade, de autor desconhecido, diz “esquecendo, esquecendo”.
         Lao Tzu: “O aprender consiste em acrescentar conhecimento, dia após dia; a prática do Tao consiste em subtrair conhecimento, dia após dia”.
         E a essência do Zen pode ser entendida numa única palavra: “Esvazia-te!”.
       
         Cito o amigo:
“Se avanço em direção aos anseios de meu espírito, aumento a distância entre aqueles entes queridos que não compartilham ainda dessa minha necessidade de progredir e deixo de atender a vitalidade ainda existente neste corpo carnal”.
        Para sua reflexão, palavras de Laing, psiquiatra inglês que fez exaustivos estudos sobre a mente do homem e sobre a busca da verdade: “As nossas tentativas de despertar costumam ser punidas, especialmente pelos que mais nos amam, porque eles, abençoados sejam, estão ‘dormindo’ e pensam que quem desperta, ou percebe que o que considera realidade não passa de um sonho, está ficando louco”.
          E Paulo: “A sabedoria de Deus é loucura para os homens, e a sabedoria dos homens é imbecilidade para Deus”.
         E quanto à suposta dificuldade de não mais atender à vitalidade do corpo carnal: “Transcender o ego é um estado ou nível de consciência infinitamente mais rico, mais natural e mais gratificante do que podemos imaginar em nossos mais ousados vôos de fantasia”.
         Um abraço.




Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Setembro de 2010, 04:43
Boa noite, caro amigo Coronel!

Seus razoáveis comentários e suas oportunas citações me conduzem à uma reflexão mais profunda.

Até breve!

Um abraço
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2010, 16:58
Excelente seu post Coronel,

Bom tarde a todos.


Todo o sofrimento humano é causado pela dor do passado e expectativa em relação ao futuro.

Reencarnamos para cumprir nossas provas escolhidas, para isso precisamos de um EGO, ou seja, nesta vida eu sou mulher tenho dois filhos, sou filha de tal e tal pessoa.

A partir daí tudo que acontece conosco seja de bom ou ruim é nossa escolha no plano espiritual. As pessoas que nos fazem bem ou mal, estão presentes interagindo conosco para nosso crescimento e não para nos fazer sofrer. Portanto todo o amor ou dor que nos transmite tem que ser observado e não perpetuado em eterna paixão ou sofrimento.

O pensamento intermitente nos faz sofrer dores passadas e  expectativas futuras em relação a tudo e a todos que atravessam o nosso caminho, não deixando viver o presente. Isso nos faz arrastar um peso enorme de paixões de uma vida para outra causando todo o tipo de obsessão.

Quase sempre estamos travando diálogo mentalmente, arrastando mágoas passadas, discutindo, brigando, pensando no próximo encontro, no trabalho, no amor possessivo, sem ter um minuto de paz .

Essas são as armadilhas do EGO que todos os iluminados falam e o véu das  ilusões citado na DE .

Dessa forma, concluindo um pouco, se é que se pode fazer isso, para se conseguir o verdadeiro equilíbrio temos que praticar o desapego a todos os valores sociais que estamos condicionados porque são valores terrenos..

Serenando a mente, o que em absoluto não quer dizer se tornar frio ou estático ou abandonar as nossa obrigações, poderemos parar esse EGO inquieto que a tudo julga e classifica criando uma couraça de defesa não nos permitindo ver a nossa verdadeira essência que é DIVINA e finalmente conseguir alcançar  o amor  incondicional.

Um abço
Hebe

 

.






 
 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 02 de Setembro de 2010, 18:54
Citação de: Coronel
Lineu, compreendo seu raciocínio; contudo, perceba que a analogia com leis humanas, procedimentos militares etc, não é conveniente pois nestas, os legisladores e os chefes, os agentes todos são homens de mente limitada, condicionada, ignorantes e repletos de ilusões. E, na vida do homem/espírito, é, conforme as doutrinas, Deus, onisciente, de mente ilimitada, de infinitos amor e justiça.



A analogia apresentada na mensagem #12 deriva do princípio de correspondência que afirma que “o que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.”. E sugere que a hierarquia e a disciplina adotadas nas organizações militares do Brasil representam uma reprodução perfectível dos fundamentos da ordem universal.

Tal analogia convém ser interpretada com o sentido de que, embora imperfeita, a ordem que estrutura as mencionadas organizações pode servir como amostra comparativa do que está embaixo, suscetível de facilitar o entendimento da hierarquia e disciplina que fundamentam a ordem universal. E não implica numa assertiva de igualdade entre as ordens comparadas.

Sem dúvida, os chefes e os agentes das mencionadas corporações são ainda imperfeitos, limitados, relativamente ignorantes e repletos de ilusões. Mas todos são perfectíveis e mensuráveis na escala evolutiva da vida.

Parece, portanto que a analogia apresentada, na falta de melhor amostra, não merece a qualificação de inconveniente. Mas deve ser interpretada como um ponto de semelhança com o propósito de facilitar o entendimento daquilo que está em cima.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 02 de Setembro de 2010, 19:17
          Olá, amigo Lineu

          Me perdoe o termo "inconveniente". Não lhe dê sentido pejorativo ou semelhante. Apenas, pelo "meu" (veja bem, amigo, pelo "meu") modo de ver as coisas, aquela comparação não "caía" bem. Apenas isso.

          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 02 de Setembro de 2010, 22:32
          Olá, Lineu     (ref #14)
          (Será que esta nossa conversa vai levar a algum lugar, Lineu? Talvez um psicólogo dê luz à nossa questão, não? Mas vou lhe mostrar como penso, aliás como “pensa” o misticismo de desde antes de Jesus).
          Cito o amigo:
“Realmente. Treinamento tem o mesmo sentido de prática. E é o que efetiva o hábito”.
          Sim, meu amigo, mas ter o hábito de ser bom significa ter amor em seu coração? É certo que praticando hábitos de bondade beneficiamos o próximo; para eles seremos bons; mas, se nos esforçamos para essa prática (pois que se não houver esforço não a treinaremos) é evidente que nos habituaremos a fazer a bondade, nos esforçando porque nossa natureza íntima ainda não é amor; externamente somos amor; internamente seremos amor? O hábito transforma nossas ações, mas transforma nossos sentimentos?
          Cito o amigo:
“O hábito, por sua vez, significa disposição duradoura que se adquire com a repetição freqüente de um ato. E é o que consolida a maneira usual de ser do ser humano”.
          Disposição duradoura, neste caso, significa mais duradoura disposição de beneficiar aos demais, concorda? Consolidar a maneira de ser externamente, significa que também consolidamos, internamente, o sentimento de amor? Ou estaremos apenas disciplinados em nossa tentativa de fazer o bem? Veja: no exemplo do soldado: este faz muita coisa que não quer fazer impulsionado pela disciplina: externamente, faz o que deve fazer; e, internamente, não concorda com o que está fazendo...         
          Cito o amigo:
“Assim como na caserna, lealdade e constância são imprescindíveis à manutenção da ordem universal. E representam os valores, naturalmente inseparáveis, que se complementam como componentes relevantes do bem”.
          Como a disciplina tb é. Mas veja: nessa analogia o soldado faz tanta coisa que não quer fazer, como vc diz, forçado pela disciplina e até mesmo pelo hábito (treinamento militar) que o faz respeitar hierarquias e ordens; ele mata, mas sua natureza íntima terá mudado de amor à vida  dos demais, ao ódio à vida dos inimigos?...
          Cito o amigo:
“Ora, constância é sinônimo de perseverança”.
          Certo, mas será que perseverar, insistir, que implica esforço (= treinar) muda sentimentos ou apenas muda o modo de agir?
          Cito o amigo:
“A bondade, portanto, desenvolve-se com a prática perseverante do bem. E se consolida pelo hábito que forma e estabelece o caráter do ser humano”.
          A “pratica” da bondade se desenvolve, o relacionamento com os demais melhora, certo? Mas, e o sentimento de bondade tb se desenvolve? Será isso uma verdade?
          Observe, amigo, como nasce o sentimento: primeiro, “sensações”, causadas pelos eventos externos que chegam pelos sentidos objetivos; depois, interpretação pelo cérebro/mente; após, associação com outras idéias, sensações, emoções, lembranças, armazenadas na memória; e, tudo isso, ao final, resulta em sentimento, concorda? Será que o treinar/esforçar/repetir produz o mesmo resultado? O sentimento sempre vem de dentro; nunca vem de fora. A experiencia/percepção da verdade/Deus é íntima, interna. O que observamos acontecer fora de nós pode, tão somente, não fazer nascer, mas “despertar”, fazer acordar, sentimentos que já existiam anteriormente.
          Por isso concordo com os sábios: a verdadeira virtude somente chega com a experiência de Deus. É o que penso.

          Um abraço, Lineu.

     


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 02 de Setembro de 2010, 23:15
          Olá, amigo Diaz,          (ref #4)

          Pegando um gancho de sua conversa com o amigo Marco, cito você:       
“É Marco, realmente ela nos coloca em situações de múltiplas escolhas”.
          Amigo, nós escolhemos realmente? Ou a escola da vida, com todas as experiências que nos proporciona, é que nos leva a “decidir” de um modo ou de outro? E veja, Diaz, o que afirma Paulo: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”. Por tais palavras não somos donos nem dos pensamentos, nem das decisões que, pensamos, são nossos.   
          Embora a doutrina ensine que temos a faculdade do livre-arbítrio, será isso uma verdade? O amigo já analisou com bastante profundidade o assunto?
          Cito o amigo:         
“Mas será que não levando tudo tão à sério os resultados não serão um tanto  insignificantes?”
          Veja, Diaz, se levarmos em contas as palavras de Paulo, se nem decidimos, como poderemos interferir nos eventos, modificar os resultados antes que aconteçam? Segundo Paulo, tudo ocorre como ocorre e não podemos interferir; nem pensamentos, nem decisões são nossos! Pensamos que interferimos, mas estamos apenas fazendo aquilo que do alto, por “trás do pano”, nos é determinado. É esse o motivo pelo qual não devemos levar tudo, vida e eventos, tão a sério, como afirma o Marco. A vida simplesmente está fluindo, e somos apenas testemunhas desse fluir. Como dizem todos os místicos, e hoje, a própria ciência mais avançada do planeta, a escolha não é nossa. Os  sábios chegam a afirmar: “Aquele que pensa que escolhe é imaturo”.

          Diaz, um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 02 de Setembro de 2010, 23:22
  :) Coronel
Boa Noite,
Depois de tudo que eu tenho lido nestes últimos meses, chego à mesma conclusão.
Muito tem se falado de reforma intima, mas pouco tem se feito a respeito disso, o que nos faz rodar em círculos.
Penso que enquanto não houver de fato o desapego, tudo que foi dito por Cristo no “Sermão da Montanha”, que resume todo o evangelho vai por terra.
Já passou da hora de acharmos que atos condicionados nos levam a iluminação.
Cito sempre a oração permanente de Rodhen, porque foi ali que compreendi o sentido da meditação.
Quando se faz caridade para se chegar a Deus, já está condicionado e já há interesse.
De forma alguma estou dizendo que não se deva fazer, notem bem.
Mas ela só será feita em sua totalidade quando não estiver condicionada a nada, nem a ganhar o Reino dos Céus.
Presos a matéria do jeito que estamos não é possível.
Agora, o estado de paz e a iluminação pode ser alcançado sim.
Deixo o link da oração permanente e peço, se quiserem claro antes de responder que leiam para que possamos entender uns aos outros.

http://www.eurooscar.com/elev1/rohden13.htm

E peço também que se remetam a DE no capítulo “Emancipação da Alma”

Obs:
É só um pedido viu? :D

Um abço  ;)
Hebe


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: ss em 03 de Setembro de 2010, 00:00
Vejamos uma flor. Se eu decidir colocá-la fora da minha vista, numa outra sala, ela não deixa por isso de existir. É isto, de qualquer modo, o que a experiência quotidiana me permite supor. A teoria quântica diz-nos uma coisa completamente diferente: ela defende que se observarmos essa flor com muita finura, ao nível do átomo, a sua realidade profunda e a sua existência estão intimamente ligadas à maneira como a observamos.

Em suma, o mundo determina-se no ultimo momento, no momento da observação. Antes, nada é real, em sentido estrito. Jean Guitton (Deus e a Ciência)

Boa noite
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: lineu em 03 de Setembro de 2010, 02:02
Citação de: ”Coronel”
Sim, meu amigo, mas ter o hábito de ser bom significa ter amor em seu coração? É certo que praticando hábitos de bondade beneficiamos o próximo; para eles seremos bons; mas, se nos esforçamos para essa prática (pois que se não houver esforço não a treinaremos) é evidente que nos habituaremos a fazer a bondade, nos esforçando porque nossa natureza íntima ainda não é amor; externamente somos amor; internamente seremos amor? O hábito transforma nossas ações, mas transforma nossos sentimentos?

A análise desse questionamento parece ser viável pelo enfoque dos pressupostos da ação racional. E parece também exigir ponderação acerca dos influxos espirituais que sempre reforçam a vontade de quem adere ao bem.

A definição consciente do amor como objetivo a ser alcançado pela ação racional denota posicionamento bem elevado do ser humano na escala evolutiva da vida. E a escolha da bondade como meio imprescindível ao alcance de tal objetivo evidencia considerável capacidade intelectual.

Ora, um ser humano que apresenta tais condições, por certo, na referida escala, já se situa muito mais perto da angelitude do que da animalidade. E o seu patrimônio anímico, certamente apresenta grandeza suficientemente avantajada para garantir-lhe o progresso pretendido.

Além disso, convém considerar que os poderes indutores do progresso e da purificação, por efeito da lei de sintonia vibratória, são naturalmente atraídos pelos pensamentos emitidos por mentes predispostas à prática da bondade. E jamais se omitem no desempenho da sua missão de ajudar quem se esforça no sentido de alcançar a virtude do amor.

Quem habitualmente cultiva o caráter de bom, portanto, pode confiar no poder da prática perseverante da bondade. E assumir a certeza de que a sua evolução encontra-se corretamente orientada no rumo da perfeição.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 03 de Setembro de 2010, 17:36
Código: [Seleccione]
Boa tarde amigo Coronel.
          Pegando um gancho de sua conversa com o amigo Marco, cito você:       
“É Marco, realmente ela nos coloca em situações de múltiplas escolhas”.
          Amigo, nós escolhemos realmente? Ou a escola da vida, com todas as experiências que nos proporciona, é que nos leva a “decidir” de um modo ou de outro?

Amigo, quando vc cita "decidir" , não poderia estar admitindo estarmos sujeitos à uma escolha por um modo ou outro?
Cito um trecho de autoria de Rildo G. Mputa publicado no Portal do Espírito para nossa reflexão.

Um abraço!
 
"Na verdade, em que consiste o livre-arbítrio para o Espírito? Em escolher, de acordo com seu grau de perfeição, quando no estado de erraticidade, as futuras existências corporais. Nem a reencarnação anula esta liberdade. Se o homem sucumbe diante das provas, multas vezes dolorosas, é porque ele mesmo as escolheu. Deve, então, apelar para Deus e os bons Espíritos, a fim de ajudá-lo a vencê-las. Se não possuísse livre-arbítrio, ou seja, livre escolha, não teria culpa por praticar o mal, nem mérito pela prática do bem.
Desta maneira, o homem não poderá arquitetar desculpa nenhuma pela prática de seus delitos, quando encarnado, tentando fugir deles, porque foi ele mesmo quem os escolheu, através de sua liberdade de pensar e livremente agir.
A Doutrina Espírita admite, no homem, o livre-arbítrio, que o impele à prática do bem ou do mal, pela ação mesma da sua livre vontade. Diz-nos Kardec na citada questão 872:
"Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos. Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos. Ele deixa de ser simples máquina, atuando por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um ente racional, que ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um. Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitivo, ele é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito."
No momento que atravessamos, quando ocorrem tantas perversidades, por conta e risco de ser o planeta Terra um mundo de expiações e provas, compete-nos, como espíritas que somos, tudo fazer para aqui não voltarmos, após a presente existência. Como? Usando para o bem o nosso livre arbítrio, o que vai depender unicamente de nós.
Para finalizar, leiamos a resposta do Espírito de Verdade a Allan Kardec, quando da questão 843 de "O Livro dos Espíritos":
"Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
- Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria uma máquina."
(Dados colhidos em "O Livro dos Espíritos", 76ª ed. FEB, 1995.)
Portal do Espírito
Rildo G. Mouta
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 03 de Setembro de 2010, 22:22
          Amigo SS,       (ref #28)
          Meu amigo, vamos ver outra versão científica sobre o assunto. Veja o que afirma a física quântica, não por “teoria”, mas “experiências” exaustivas: 
             O “experimento da dupla fenda” exige que repensemos a posição e o papel do homem na criação e no universo. Prova que não existindo um ser “observando”, não existe matéria e, em conseqüência, não existe mundo.
          Veja: no site Wilkpedia, sobre o experimento, está a pergunta: “E o que um observador tem a ver com isso?' E, a resposta da ciência: “Ele provoca o colapso da função de onda  simplesmente... por OBSERVAR”, mostrando que, inexistindo observador, as ondas de probabilidades de objetos, seres e coisas não entram em colapso, não se transformam em partículas de matéria e, não havendo matéria, o mundo não existirá.
          Nós completamos a 'criação'; Deus cria e nós damos o retoque final.
          Essas implicações nos colocam numa situação muitíssimo diferente daquela a que as diferentes religiões populares do mundo nos colocam.
         O EXPERIMENTO: um anteparo com duas fendas verticais; além dele um filme que seria impressionado por partículas de matéria, a serem atiradas através das fendas.  Dispositivo especial atira a partícula que passa por uma das fendas e deixa seu sinal no filme. Mas, muitas vezes a impressão gravada no filme mostrava que a partícula, uma só, passava pelas duas fendas ao mesmo tempo, pois interferia, no filme, com ela mesma; isto é, a partícula deixava de ser matéria e se comportava como onda de energia.
          Exaustivamente repetido o experimento, chegou-se à conclusão inescapável de que a partícula atirada só se comportava como matéria quando há um observador observando o experimento; quando não há, não existe matéria, apenas energia.
          CONCLUSÃO: a formação da matéria, ou sua criação, exige um observador. Deus cria mas, não havendo observador, a criação não se completa, não se manifesta no espaço-tempo.   
         PALAVRAS DE CIENTISTAS SOBRE O EXPERIMENTO:
1.   A percepção humana destrói a alternativa onda/partícula, isto é, é pela observação que se concretiza o universo.
2.   Na propagação de sinais visuais, os nervos óticos liberam energias muito superiores às dos grávitons (unidade de força gravitacional). Por isso, a observação  destrói a alternativa onda/partícula.
3.   A percepção humana percebe apenas eventos do nível clássico; os eventos do nível quântico nunca são percebidos pelo ser humano, pois acontecem no nível do atemporal, fora do espaço-tempo.
4.   Não há interferência quando não há observação; a observação interfere e transforma as ondas em partículas, que são os objetos do mundo e o próprio mundo.
5.   A observação é a resposta decisiva sobre a origem de tudo; por ela o ser humano completa a ‘criação’.   
6.   Não temos sequer uma imagem real da natureza; as que temos são de nossas relações com ela pois, apenas por observar, mudamos a natureza e a percebemos.
7.   O universo exige o ato de observação.
8.   Quando examinamos os recessos mais profundos da matéria ou a fronteira mais remota do universo vemos o nosso próprio rosto (já que o homem é imprescindível para a existência do universo).
9.   Não fosse o homem realizando a observação, não existiria o universo como o vemos.
11.   O papel do observador é fundamental, pois é ele quem define os objetos e o universo.
12.   O universo não teria explicação sem a consciência humana, pois esta completa o ‘quebra-cabeças’, finalmente explicando o universo.
13.   Foi necessária a consciência para completar a física quântica (sem ela essa física não teria explicação e não teria explicação o universo).
14.   Tudo está aí mas, se o cérebro não está, nada será percebido. (tudo estará apenas em ‘potência’).                    Continua...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 03 de Setembro de 2010, 22:28
          SS,                       (ref #28)                    Continuação.........

          
12.   A dinâmica cerebral organiza e faz aflorar aquilo que já é propriedade intrínseca da natureza (isto é, tudo já está aí em ‘potência’, sendo a própria natureza, mas sem o cérebro e seu mecanismo clássico e quântico, nada existe).
13.   Sem a ação dos eventos quânticos do cérebro, não há percepção do mundo, como não haverá os objetos perceptíveis do mundo.
14.   No cérebro acontece a coerência quântica e o colapso das ondas de probabilidades de coisas, objetos e eventos, de todos os fenômenos. Não fosse o cérebro do observador o universo não existiria.
15.   O mecanismo quântico do cérebro, afetado pelas ondas, faz funcionar o seu mecanismo clássico (isto é, tudo acontece no domínio das operações quânticas; este é que faz operar o mecanismo do cérebro e, em conseqüência, vem-nos a percepção do mundo).
16.   Nenhum fenômeno é um fenômeno até que ele seja um fenômeno observado.
          Ao concluir o comentário que faz sobre John Wheeler, "um dos intérpretes mais influentes e inventivos da Mecânica Quântica, aluno de Bohr, autor da expressão ‘buraco negro e it do bit’, com que chamou definitivamente atenção para as relações entre a Física e a Teoria da Informação, nome-chave para a idéia de que o universo, sendo um fenômeno participativo, requer o ato de observação e, logo, a consciência, John Horgan, autor do livro O Fim da Ciência escreve:
          "[...] ele nos dá corajosamente um paradoxo adorável e desalentador: no coração de toda realidade existe uma pergunta, e não uma resposta. Quando examinamos os recessos mais profundos da matéria ou a fronteira mais remota do universo, vemos, finalmente, o nosso próprio rosto perplexo nos devolvendo o olhar”.
          Aí, se não há encontro com a Resposta, há confronto harmônico com a poesia, como esta, da prosa realisticamente perturbadora de Jorge Luiz Borges:
          "Um homem propõe-se a tarefa de desenhar o mundo. Ao longo dos anos povoa um espaço com imagens de províncias, de reinos, de montanhas, de baías, de naves, de ilhas, de peixes, de habitação, de instrumentos, de astros, de cavalos e de pessoas. Pouco antes de morrer, descobre que esse paciente labirinto de linhas traça a imagem de seu rosto”.
          Como essas conclusões obrigatoriamente exigem que se repense a posição e o papel do homem no universo, estranha-se que, até hoje, as religiões não se manifestaram a respeito. E essas descobertas já completaram um século de existência. Talvez o receio de terem de modificar suas premissas básicas, ou do impacto que isso causaria entre os seus adeptos, as tenha feito se calarem.
          Os místicos, há muito, já afirmavam, em palavras de difícil interpretação para o leigo, essa visão que a física atual nos trouxe, pois diziam: “Como a Consciência Universal é vazia, o cérebro existe no espaço e no tempo”,   
          Aqui o assunto está bastante reduzido. Para quem se interessar: visite o http://www.obuscadordedeus.blogspot.com.       



































Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Naudelino em 04 de Setembro de 2010, 01:48
O equilibro é valido no corpo físico,na alimentação,no trabalho,no lazer,em fim em tudo tem que está presente o equilibro.Tudo isso não é fascio ,temos que ir conquistando aos pouco,e muitas vez não conseguimos, por iço que estamos na terra,para irmos conquistando,se não conseguimos devemos voltar na nossa escola contas vez for preciso.     
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: neda em 04 de Setembro de 2010, 01:52
O equilibro é valido no corpo físico,na alimentação,no trabalho,no lazer,em fim em tudo tem que está presente o equilibro.Tudo isso não é fascio ,temos que ir conquistando aos pouco,e muitas vez não conseguimos, por iço que estamos na terra,para irmos conquistando,se não conseguimos devemos voltar na nossa escola contas vez for preciso.   
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 04 de Setembro de 2010, 12:48
Bom dia Naudelino!
Concordo plenamente!
Mas, não podemos aceitar nosso fracasso. Deus nos proporciona todos os meios de que necessitamos para resistir ao mal causador do desequilíbrio.
Através da inteligência e da razão podemos avaliar se o que fazemos ou desejamos fazer é bom ou mal, para mim e para os outros e, observando nossos pensamentos, escutando nossa consciência, podemos muitas vezes evitar esse desequilíbrio.
Através de nossa intuição podemos reconhecer nossas tendências que muitas vezes  trazemos de vidas passadas e também ouvir os conselhos de nossos protetores.

Orai e Vigiai "Vigiai e Orai, para não cairdes em tentação". - Jesus (Mateus, 26,41)


"Às vezes, naquele minuto de oração deixamos de tomar uma atitude precipitada, de proferir uma palavra agressiva, de permitir que a cólera nos induza a qualquer atitude infeliz." [Chico Xavier]

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." [Chico Xavier]

Fique com Deus
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 06 de Setembro de 2010, 16:14
          Olá, Diaz         (ref #30)

          Caro amigo, acho que não fui claro na pergunta que lhe fiz. Vou tentar ser mais claro e direto:
          “Nós escolhemos realmente? Ou a escola da vida, com todas as experiências que nos proporciona, é que nos leva a “decidir” por uma solução que esteja de acordo com o bem ou de acordo com o mal?”
          O que acontece, no meu modo de ver, é o seguinte: nunca escolhemos; pensamos que escolhemos mas é o que assimilamos do que aprendemos nesta escola, que nos leva a escolher o bem/o certo, ou o mal/o errado. Vou tentar explicar:                   
          Pela doutrina, “todos” os males, sofrimentos e conseqüente infelicidade do mundo (com exceção daqueles sofrimentos que correspondem às provas, e se justificam pois estas são necessárias à adaptação do homem às vicissitudes da vida) nascem das escolhas que fazemos; que temos livre-arbítrio, logo liberdade de escolher, mas que, “propositadamente” e com “más intenções”, e mesmo com conhecimento das terríveis conseqüências de nossos atos, escolhemos fazer o que não devemos fazer, concorda? E como escolhemos fazer erros/maldades/crimes/perversidades, como vemos no mundo, somos punidos com penalidades “expiatórias” que implicam sofrimento muitas vezes insuportáveis.
          No entanto, todos eram perfeitamente iguais. O que motivou, ou que fator entrou nessa primitiva perfeita igualdade que a tornou gigantescamente desigual?
          Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos  tão desiguais?
          Como tal questão, até hoje, não tem resposta nem pela doutrina, nem por ninguém e, acompanhando um sábio conselho de Paulo, para que se fuja dos preconceitos, conselho mais tarde confirmado pela própria doutrina, sempre sugiro aos amigos que abram seu leque de estudos, procurem respostas em outras correntes espiritualistas, não fiquem totalmente presos àquela em que crêem, só porque têm confiança em suas fontes. Não estudando outras doutrinas, é provável que estejamos deixando de conhecer coisas de extrema importância para nossa realização espiritual.
          Veja o conselho de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”, e o conselho semelhante, da codificação, contido no “Livro dos Médiuns”:
          "... os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso."
          Em geral, as pessoas se prendem àquela crença que conhecem e que julgam correta e descartam qualquer outra, mesmo sem conhecê-las. Chegam até a reagir quando lhes é mostrada alguma coisa que tenha qualquer diferença, por menor que seja, com a doutrina que seguem. E quanto a estudar até mesmo os “contras” e as “críticas”, então, nem pensam nisso!
          Veja a necessidade de estudar, olhar noutras direções e comparar; nossa cabeça é que vai decidir porque a crença/religião é de foro pessoal, de acordo com aquilo que compreendemos e pode ser muito diferente de tudo aquilo que lemos, escrito por quem quer que seja, daquilo que ouvimos, que aprendemos etc.
          Isso é o que todos devíamos fazer mas, infelizmente, não é o que ocorre e, assim, podemos estar deixando de conhecer coisas de extrema importância para o crescimento em direção a Deus.
          Será que me fiz entender, meu amigo?

          Fique em Deus.

 
                   

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 06 de Setembro de 2010, 21:12
Olá Coronel,
Creio que consegui agora  entender sua colocação. Se nossa experiência se estendesse à um universo além daquele que conhecemos na Terra, certamente nossas escolhas seriam outras.
Mesmo assim, a doutrina aplicada, através da comunicação com seres desta ou de  outras esferas, nos proporciona a ocasião de "estudar, olhar noutras direções e comparar" , citado pelo amigo.
Concordo quando diz,"Não estudando outras doutrinas, é provável que estejamos deixando de conhecer coisas de extrema importância para nossa realização espiritual." porém, numa busca desenfreada por novos conceitos, corremos o risco de menosprezar conceitos antigos.
Cientes de nossa ignorância, é louvável que sigamos o apelo:"Conhece-te a ti mesmo"(Sócrates) , no entanto, acredito que nem sempre encontraremos esse conhecimento fora de nós, além de nossa capacidade de sentir, e de amar.


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/30/#ixzz0ymU8rw85


"No entanto, todos eram perfeitamente iguais. O que motivou, ou que fator entrou nessa primitiva perfeita igualdade que a tornou gigantescamente desigual?
          Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos  tão desiguais?"
Tenho uma opinião à esse respeito,mas fica para a próxima, preciso sair agora.
Até breve
Um abraço!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/30/#ixzz0ymPbRLqN
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 08 de Setembro de 2010, 22:52
          Olá, Diaz      (ref #35)
          Amigo, minha questão é sempre a mesma pois que nunca obtém resposta: se o Criador nos proporciona, como vc diz,  “todos os meios necessários para resistir ao mal” porque não resistimos?  Porque uns os usam e outros não?
          Cito o amigo:
“Através da inteligência e da razão podemos avaliar se o que fazemos ou desejamos fazer é bom ou mal... e, observando nossos pensamentos, escutando nossa consciência, podemos muitas vezes evitar esse desequilíbrio”.
          Amigo, aqui levantamos várias questões que ninguém explica: porque nem todos têm inteligência e razão suficientes para essa avaliação? Nem todos são capazes de escutar a consciência e observar os pensamentos? Por que muitos podem evitar esse desequilíbrio e muitos não podem?
          Cito o amigo:
"Às vezes, naquele minuto de oração deixamos de tomar uma atitude precipitada... infeliz." [Chico Xavier]
          Perfeito o que o Chico diz mas, porque nem todos têm, nem minutos de oração (pois nem crêem que a oração “funciona”; acham-na coisa tola) e, mesmo que orem, essa capacidade de evitar atitudes erradas não é despertada em todos?
          Veja, meu amigo Diaz, todas as questões se referem à desigualdade que observamos entre os homens. Resumindo as questões numa só: porque, se todos são criados perfeitamente iguais, se tornam “gigantescamente” desiguais?
          É verdade que, conforme a doutrina, uns estão há mais tempo no processo evolutivo, passaram por experiências diferentes, estão em níveis diferentes, uns mais avançados do que outros nesta escola que é a vida. Esses diferentes itens no processo da evolução explicam diferentes atitudes, modos de pensar, etc, certo? Contudo, não explicam a imposição de penalidades expiatórias, que implicam sofrimentos tantas vezes insuportáveis, se não há, aí, culpas ou responsabilidades dos homens, pois agem de acordo com o que já aprenderam nesta escola.  A responsabilidade ou culpa caberia ao “professor”, à escola que ainda não levou o “aluno” a compreender que deve agir doutro modo, concorda? Aí devem caber as chamadas “provas” que, também, implicam sofrimentos “obrigatórios” para todos sem exceção, mas que, segundo a doutrina, se justificam pela necessidade de adaptação das criaturas às vicissitudes da vida.
          Enfim, meu amigo Diaz, a questão é: o que foi que desfez a igualdade inicial e a transformou em desigualdade total?
          E porque esta questão é de máxima importância? Porque o sofrimento afeta a todos sem exceção; é o que perturba a vida de todos pois é obstáculo ao maior anseio de todos os homens: a felicidade. Tudo que o homem faz, de certo ou de errado, seja o mais puro ou o mais pervertido homem, tem como objetivo a conquista da felicidade. Não existe outro objetivo, concorda? 
          No entanto, pela desigualdade a felicidade (ausência de sofrimentos) é maior ou menor em uns do que em outros. E há, ainda, conforme a doutrina, aqueles que, desde o início, tomam o caminho do bem/correção absoluto e, portanto, são mais felizes do que outros já desde o início de sua criação!
          Me perdoe tantas interrogações. Minha intenção é colaborar, levando outros a refletir e analisar suas crenças e “aquilo” que julgam seja a verdade.
          Fique em Deus.           
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 10 de Setembro de 2010, 18:08
          Olá Diaz               (ref #37)
          Cito o amigo:
“Se nossa experiência se estendesse à um universo além daquele que conhecemos na Terra, certamente nossas escolhas seriam outras”.
          Amigo, penso que não me fiz entender. Aqui e onde for, “nossas” escolhas sempre serão outras desde que as circunstancias e vicissitudes da vida, também sejam outras.
          Cito Diaz:
“Mesmo assim, a doutrina... nos proporciona a ocasião de "estudar, olhar noutras direções e comparar" , citado pelo amigo.
          É isso mesmo, sendo que “comparar” significa “confrontar” a espírita com outras doutrinas e linhas espiritualistas, certo? Apenas não entendi sua afirmação de que a “doutrina proporciona ocasião de olhar noutras direções e comparar”. Será que isso é um fato?
           Cito o amigo:
“Concordo quando diz,"Não estudando outras doutrinas, é provável que estejamos deixando de conhecer coisas de extrema importância para nossa realização espiritual". Porém, numa busca desenfreada por novos conceitos, corremos o risco de menosprezar conceitos antigos”.
          Porque iríamos menosprezá-los se forem mais aceitos por nós do que os novos? É exatamente esse o objetivo da comparação: escolher aquilo que consideramos ser o melhor para nós. E a busca nunca deverá ser desenfreada. Se for, não conseguiremos nem estudar, nem comparar e, portanto, a busca perderá sua finalidade, concorda?
          Cito o amigo:
“Cientes de nossa ignorância, é louvável que sigamos o apelo:"Conhece-te a ti mesmo"(Sócrates) , no entanto, acredito que nem sempre encontraremos esse conhecimento fora de nós, além de nossa capacidade de sentir, e de amar”.
          Como Sócrates, outros disseram coisas semelhantes. Complementando sua citação de Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e serás Deus”; Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (“conhecer a verdade” é o mesmo que “conhecer a ti mesmo”, de Sócrates; é conhecer o que realmente somos); o Buda: “O conhecimento da verdade é o fim de todo o sofrimento” (igual ao que Jesus disse pois, o “fim de todo o sofrimento” vem com “a verdade que liberta”). E é verdade que “sempre” todo esse conhecimento esteve e está em nós; apenas não lhe temos acesso pelo impedimento que é o “ego”.

          Pergunta minha:
          “Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos  tão desiguais?",
          Para a qual suas palavras foram:
“Tenho uma opinião à esse respeito,mas fica para a próxima, preciso sair agora”.

          Um abraço.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 11 de Setembro de 2010, 21:32
Cito o amigo: (ref #35)

"Contudo, não explicam a imposição de penalidades expiatórias, que implicam sofrimentos tantas vezes insuportáveis, se não há, aí, culpas ou responsabilidades dos homens, pois agem de acordo com o que já aprenderam nesta escola."

Amigo, segundo a doutrina, o espírito não regride, no entanto, uma vez não aprendida a lição ela deve obrigatoriamente ser recapitulada pelo aluno, até que a aprendizagem se efetue. Assim como em nosso sistema de ensino, não regredimos para as séries anteriores, mas podemos ficar muito tempo repetindo a mesma série.

Em relação a menosprezar conceitos antigos,
Cito o amigo:
"Porque iríamos menosprezá-los se forem mais aceitos por nós do que os novos?"
Menosprezá-los no sentido de termos saído em busca de novo conceito antes de termos chegado à essência do conceito anterior.

Cito o amigo:
 “Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos tão desiguais?",
R. Apesar de inicialmente iguais, fomos criados para progredir. Todos têm de início as mesmas capacidades e, portanto as mesmas possibilidades de progredir, no entanto, nossas escolhas obedecem a lei da ação e reação, fazendo com que distanciemos uns dos outros na escala evolutiva.

Cito o amigo(#ref. 35)
Amigo, aqui levantamos várias questões que ninguém explica: porque nem todos têm inteligência e razão suficientes para essa avaliação? Nem todos são capazes de escutar a consciência e observar os pensamentos? Por que muitos podem evitar esse desequilíbrio e muitos não podem?
R. Sem olharmos para o passado, não poderemos entender o presente, e muito menos o futuro. Acredito que muitos males que nos chocam hoje, pelo seu caráter hediondo no passado não nos causaria tão desagradável impressão, ou até mesmo quem sabe, comprazeríamos em participar de tal malefício.

Um abraço, Coronel!
Fique com Deus
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 12 de Setembro de 2010, 17:34
          Amigo Diaz                           (referencia sua resposta #40)
          Frente às palavras abaixo,
"Contudo, não explicam a imposição de penalidades expiatórias, que implicam sofrimentos tantas vezes insuportáveis, se não há, aí, culpas ou responsabilidades dos homens, pois agem de acordo com o que já aprenderam nesta escola.", o amigo explicou:
          Cito o Diaz:
“Amigo, segundo a doutrina, o espírito não regride, no entanto, uma vez não aprendida a lição, ela deve obrigatoriamente ser recapitulada pelo aluno, até que a aprendizagem se efetue”.
          Sim. Contudo, isso não explica justifica a imposição de penalidades expiatórias, que implicam os sofrimentos terríveis, que vemos no mundo. Aí, se explica a existência de provas, necessárias à adaptação às contingências da vida, concorda? E as “expiações”?
          Diaz citando minhas palavras:
"Porque iríamos menosprezá-los (conceitos antigos) se forem mais aceitos por nós do que os novos?" e dando sua resposta:
“Menosprezá-los no sentido de termos saído em busca de novo conceito antes de termos chegado à essência do conceito anterior”.
          Não há dúvida; no entanto quando saímos em busca de novos conceitos já devemos ter chegado à essência do anterior pois o objetivo é comparar para escolher o melhor, escolha que, desse modo, não poderemos fazer. Ficamos com dois conceitos sem poder compará-los, pois o anterior não foi entendido ainda!
          Pergunta, anterior, minha:
 “Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos tão desiguais?".
          Cito a resposta do amigo:
“Apesar de inicialmente iguais, fomos criados para progredir. Todos têm de início as mesmas capacidades e, portanto as mesmas possibilidades de progredir, no entanto, nossas escolhas obedecem a lei da ação e reação, fazendo com que distanciemos uns dos outros na escala evolutiva”.
          Também aqui concordo, em parte, com o amigo. Se tornam desiguais pois suas escolhas são desiguais, certo? E é essa a questão: “Se são iguais porque as escolhas/decisões são desiguais?
          O amigo cita palavras minhas:
“... aqui levantamos várias questões que ninguém explica: porque nem todos têm inteligência e razão suficientes para essa avaliação? Nem todos são capazes de escutar a consciência e observar os pensamentos? Por que muitos podem evitar esse desequilíbrio e muitos não podem?”
          E cito a resposta do Diaz:
“Sem olharmos para o passado, não poderemos entender o presente, e muito menos o futuro. Acredito que muitos males que nos chocam hoje, pelo seu caráter hediondo no passado não nos causaria tão desagradável impressão, ou até mesmo quem sabe, comprazeríamos em participar de tal malefício”.
          Concordo com o amigo; contudo o amigo há de concordar que essa sua colocação nenhuma resposta oferece às questões acima.
          Diaz, um abraço.
          Perceba Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 14 de Setembro de 2010, 16:36
Sim. Contudo, isso não explica justifica a imposição de penalidades expiatórias, que implicam os sofrimentos terríveis, que vemos no mundo. Aí, se explica a existência de provas, necessárias à adaptação às contingências da vida, concorda? E as “expiações”?
       

Amigo, acreditando que nossa vida em cada encarnação não passa de alguns minutos apenas em nossa longa caminhada espiritual, o que seriam essas contingências que o amigo cita  senão expiações de nossas próprias faltas?
          Amigo Diaz                           (referencia sua resposta #40)
                   Cito o Diaz:

          Diaz citando minhas palavras:
"Porque iríamos menosprezá-los (conceitos antigos) se forem mais aceitos por nós do que os novos?" e dando sua resposta:
“Menosprezá-los no sentido de termos saído em busca de novo conceito antes de termos chegado à essência do conceito anterior”.
          Não há dúvida; no entanto quando saímos em busca de novos conceitos já devemos ter chegado à essência do anterior pois o objetivo é comparar para escolher o melhor, escolha que, desse modo, não poderemos fazer. Ficamos com dois conceitos sem poder compará-los, pois o anterior não foi entendido ainda!

Amigo, aqui vejo que a questão se enquadra no tópico "Equilíbrio". O amigo notadamente mais adiantado intelectualmente que eu, embora sua humilde e modesta aceitação em debater comigo, já dever ter conhecimento das várias correntes filosóficas que tratam a questão do equilíbrio.
Penso que elas devam concordar com a busca  da verdade que se encontra dentro de nós mesmos, pelas práticas de observação do momento presente e da meditação.
Será que dando tanta ênfase a comparação não estamos entrando em desequilíbrio?

Cito o amigo:
 “Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos tão desiguais?".

Parece ser esta a  questão que mais lhe incomoda, estou certo?
Cito um trecho de A Gênese, Cap. III para nossa reflexão:
9. – Decorrendo, o mal, das imperfeições do homem e tendo sido este criado por Deus, dir-se-á, Deus não deixa de ter criado, se não o mal, pelo menos, a causa do mal; se houvesse criado perfeito o homem, o mal não existiria.
   Se fora criado perfeito, o homem fatalmente penderia para o bem. Ora, em virtude do seu livre arbítrio, ele não pende fatalmente para o bem, nem para o mal. Quis Deus que ele ficasse sujeito a lei do progresso e que o progresso resulte do seu trabalho, a fim de que lhe pertença o fruto deste, da maneira que lhe cabe a responsabilidade do mal que por sua vontade pratique. A questão, pois, consiste em saber-se qual é no homem a origem da sua propensão para o mal. (1)

(1) O erro está em pretender-se que a alma haja saído perfeita das mãos do Criador, quando este, ao contrário, quis que a perfeição resulte da depuração gradual do Espírito e seja obra sua. Houve Deus por bem que a alma, dotada de livre-arbítrio, pudesse optar entre o bem e o mal e chegasse a suas finalidades últimas de forma militante e resistindo ao mal. Se das mãos, a houvesse associado à sua beatitude eterna, Deus tê-la-ia feito, não a sua imagem, mas semelhante as si próprio. (Bonnamy, A Razão do Espiritismo, cap. VI)
 
Um abraço!
Diaz

         
         


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 15 de Setembro de 2010, 22:49
          Diaz     (ref #42)
          Cito o amigo Diaz:
“Acreditando que nossa vida em cada encarnação não passa de alguns minutos em nossa longa caminhada espiritual, o que seriam essas contingências que o amigo cita  senão expiações de nossas próprias faltas?”
          Amigo, a doutrina é bem clara: as contingências da vida se resolvem com as “provas”, sofrimento obrigatórios para todos sem exceção, mas, conforme a DE, necessários à adaptação do homem à vida em diferentes mundos. Quando a DE fala em “expiações”, se refere a sofrimentos, muitas vezes inenarráveis, que é o que vemos no mundo e em toda história do ser humano. Expiação implica castigos “gigantescos”em face da crueldade, teimosia em repetir os erros, rebeldia, corrupção, crimes os mais hediondos etc, das criaturas divinas.   
          Cito o Diaz:
“Será que dando tanta ênfase à comparação não estamos entrando em desequilíbrio?”
          Não, meu amigo Diaz. Veja, há doutrinas, religiões, crenças e filosofias que nada explicam aos seguidores; ao contrário, muitas vezes o seguidor é obrigado a acreditar naquilo que ela ensina, sem poder nem mesmo questionar pois, como, dizem elas, “são os insondáveis desígnios de Deus”! Há outras afirmações semelhantes a essa, há “dogmas”, nos quais o seguidor tem de, simplesmente, como um cordeirinho, abaixar a cabeça e acreditar. E, meu amigo, se não abrimos nossos olhos e não compararmos, ficaremos estagnados, presos aos ensinamentos dessas doutrinas que a nada levam, ficamos marcando passos e não caminhamos um pouco que seja na direção do crescimento espiritual, na direção de Deus, concorda? Daí a enorme necessidade de enfatizar a comparação. Como já lhe disse, a própria DE enfatiza a comparação.
          Às minhas palavras:
 “Como a doutrina ensina que, no momento da criação, todos somos perfeitamente iguais, a minha questão é: se no instante da criação somos todos iguais, qual o motivo de, no instante seguinte, isto é, logo em seguida à criação, nos tornamos tão desiguais?".
          O amigo respondeu:
“Parece ser esta a  questão que mais lhe incomoda, estou certo?”
          Amigo Diaz, essa questão de modo algum me incomoda. O que me incomoda, e por isso tento abrir os olhos de alguém mais, é ver quantos semelhantes nossos, não percebem certas estranhezas, e mesmo contradições e incoerências nas respostas das doutrinas que professam, fato que deveria levá-los a buscar respostas mais coerentes em outras direções. O que ocorre é que, em geral, aquele que segue uma doutrina, porque tem confiança na sua origem, nas suas fontes, não tem atenção para mais nada, julgando que a sua é a melhor, a que contem toda a verdade, ou mesmo que é a única certa.

          Amigo Diaz, esse texto que vc cita de “A Gênese”, fala da criação com igualdade para todos, que os erros vêm do uso indevido do livre-arbítrio, que cada um deve avançar por seu próprio esforço etc., certo? Então, para que o amigo reflita um pouco, pois é com a reflexão que podemos aumentar nossa compreensão, lhe trago estas questões: Se todos foram criados  perfeitamente iguais, o que transformou essa perfeita igualdade em “gigantesca” desigualdade? O que leva muitos a usarem o livre-arbítrio de forma tremendamente desigual em relação a outros? O que é que faz que uns usem de mais esforço e vontade do que outros para evoluir? E veja ainda esta: Se todos são perfeitamente iguais no momento da criação, porque nesse momento alguns já se encaminham para o bem absoluto enquanto outros se encaminham para o mal absoluto, como afirma a codificação?
          Fique em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 15 de Setembro de 2010, 23:14
Boa Noite Coronel,
Se me permite só uma observação
Não tenho acompanhado esse tópico. mas pegando sua última e eterna questão,
respondo que a DE não admite um espírito caminhar eternamente para o mal, a evolução segundo fala é constante, o espirito no máximo pára, e volta para cumprir provas e expiações.
Um abço
Hebe

PS: Não me pergunte de novo porque uns escolhem o bem outros o mal se foram criados iguais. É só uma observação quanto a DE.  :D :D
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 16 de Setembro de 2010, 00:29


   
" Como é difícil, não?
Vivemos em busca do equilíbrio, mas a nossa experiência atual exige nossa interação com a matéria. Apesar de ter conhecimento da transitoriedade de nosso corpo, e de que seja ele um veículo que permite ao nosso expírito participar das mais variadas experiências que antecedem a vida eterna, ficamos confusos algumas vezes. Será exagero cuidarmos do corpo como se prega atualmente os especialistas da área da saúde?  Atividades físicas regulares, alimentação equilibrada, controles laboratoriais periódicos, controles das medidas corporais, práticas esportivas e de lazer, outras tantas mais, dentro do tempo que nos resta após o trabalho e outras atividades corriqueiras. Quando saber se estamos em equilíbrio?"



Bom, resumindo tudo o que já foi dito aqui, procurando corresponder a acertiva do amigo acima citado, tenho a dizer que realmente existem dois tipos de equilíbrio, o orgânico, por isto precisamos cuidar da saúde, e não da vaidade, e o equilíbrio da alma, por isto precisamos nos esforçar para cuidar de nosso aprendizado no bem, procurar sermos pessoas boas, procurando aplicar todos os dias em nossas vidas os ensinamentos do Cristo, os ensinamentos do benfeitores espirituais que vem pelas obras já psicografadas, pelo pentateuco kardequiano, e pelas psicografias e psicofonias. Ambos os equilíbrios se fundem, promovendo um só equilíbrio para a pessoa, portanto, observemos os ensinamentos cristãos e procuremos praticá-las. E cuidemos da saúde do corpo, com alimentação saudável, sem exageros quanto a atos em nossa vida, e evitemos a gula, e observemos atos diários que contribuam para o bem estar de todos e de si mesmo, não nos encolerizemos.

 Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 17 de Setembro de 2010, 00:38
          Hebe     (ref #44)
          Olá, minha amiga.
          Suas palavras: “Não tenho acompanhado esse tópico. mas pegando sua última e eterna questão, respondo que a DE não admite um espírito caminhar eternamente para o mal, a evolução segundo fala é constante, o espírito no máximo pára, e volta para cumprir provas e expiações”.

          Olá amiga, eu afirmei que a DE diz diferente disso? Então fiz confusão. Talvez minha afirmação tenha sido a de que a DE afirma que há aqueles que “desde o princípio se encaminham para o mal absoluto”. Não será isso?
          Cito a amiga: “PS: Não me pergunte de novo porque uns escolhem o bem outros o mal se foram criados iguais. É só uma observação quanto a DE”. 
          A essas suas palavras lhe respondo que tenho certeza que a amiga sabe porque sempre apresento a mesma pergunta; e não é porque nunca tenho resposta.
          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 17 de Setembro de 2010, 11:37
CIto a amiga:
Bom, resumindo tudo o que já foi dito aqui, procurando corresponder a acertiva do amigo acima citado, tenho a dizer que realmente existem dois tipos de equilíbrio, o orgânico, por isto precisamos cuidar da saúde, e não da vaidade, ...

Concordo, e bem lembrado quanto a evitar-se os excessos que denotam vaidade.


e o equilíbrio da alma, por isto precisamos nos esforçar para cuidar de nosso aprendizado no bem, procurar sermos pessoas boas, procurando aplicar todos os dias em nossas vidas os ensinamentos do Cristo, os ensinamentos do benfeitores espirituais que vem pelas obras já psicografadas, pelo pentateuco kardequiano, e pelas psicografias e psicofonias.

Concordo também, mas muitas vezes isso parece não ser o suficiente. Sentimos algumas vezes uma necessidade de dedicar mais tempo a caridade, participando de grupos de ações voluntárias .   


Ambos os equilíbrios se fundem, promovendo um só equilíbrio para a pessoa, portanto, observemos os ensinamentos cristãos e procuremos praticá-las. E cuidemos da saúde do corpo, com alimentação saudável, sem exageros quanto a atos em nossa vida, e evitemos a gula, e observemos atos diários que contribuam para o bem estar de todos e de si mesmo, não nos encolerizemos.


Aqui lembro o conselho de nosso amigo Marco
« Responder #1 em: 28 de Agosto de 2010, 22:51 »


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/#ixzz0zmTP3u5X

Pois é...

Mas tem uma coisa que eu acho muito importante: se buscar o ponto de equilíbrio tornar-se um motivo de stress, certamente a finalidade já se desnaturou...

Uma sugestão: take it easy.  Não leve tudo tão a sério.

Amiga,  essa fusão parece que surge naturalmente para quem leva uma vida "normal" , mas para um atleta, que além do esporte tem obrigações com o trabalho e a família...
Mas vamos continuar refletindo!

Obrigado pela sua participação.

Um abraço

Diaz



Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/#ixzz0zmSyAZgv



 

[/quote]
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 17 de Setembro de 2010, 12:29
Olá Coronel
Bom dia!

Cito o amigo:
          Amigo, a doutrina é bem clara: as contingências da vida se resolvem com as “provas”, sofrimento obrigatórios para todos sem exceção, mas, conforme a DE, necessários à adaptação do homem à vida em diferentes mundos. Quando a DE fala em “expiações”, se refere a sofrimentos, muitas vezes inenarráveis, que é o que vemos no mundo e em toda história do ser humano. Expiação implica castigos “gigantescos”em face da crueldade, teimosia em repetir os erros, rebeldia, corrupção, crimes os mais hediondos etc, das criaturas divinas. 
Amigo, entendo que nossa limitada condição não nos permite diferenciar uma coisa de outra. O que é prova para uns, pode estar sendo expiação para outros.  
          Para minha questão,
“Será que dando tanta ênfase à comparação não estamos entrando em desequilíbrio?”
O amigo respondeu:         
Não, meu amigo Diaz. Veja, há doutrinas, religiões, crenças e filosofias que nada explicam aos seguidores; ao contrário, muitas vezes o seguidor é obrigado a acreditar naquilo que ela ensina, sem poder nem mesmo questionar pois, como, dizem elas, “são os insondáveis desígnios de Deus”! Há outras afirmações semelhantes a essa, há “dogmas”, nos quais o seguidor tem de, simplesmente, como um cordeirinho, abaixar a cabeça e acreditar. E, meu amigo, se não abrimos nossos olhos e não compararmos, ficaremos estagnados, presos aos ensinamentos dessas doutrinas que a nada levam, ficamos marcando passos e não caminhamos um pouco que seja na direção do crescimento espiritual, na direção de Deus, concorda? Daí a enorme necessidade de enfatizar a comparação. Como já lhe disse, a própria DE enfatiza a comparação.


[color=red]Amigo, eu também já passei por isso. Frequentei diversas religiões, e iniciei na DE em estado de total cepticismo.

          A minha observação,[/color
“Parece ser esta a  questão que mais lhe incomoda, estou certo?”
          O amigo respondeu:[/color]
Amigo Diaz, essa questão de modo algum me incomoda. O que me incomoda, e por isso tento abrir os olhos de alguém mais, é ver quantos semelhantes nossos, não percebem certas estranhezas, e mesmo contradições e incoerências nas respostas das doutrinas que professam, fato que deveria levá-los a buscar respostas mais coerentes em outras direções. O que ocorre é que, em geral, aquele que segue uma doutrina, porque tem confiança na sua origem, nas suas fontes, não tem atenção para mais nada, julgando que a sua é a melhor, a que contem toda a verdade, ou mesmo que é a única certa.
Amigo, parei de duvidar de muitas coisas, depois de ter participado por alguns anos de um curso de formação de médiuns. Desde o inicio, minha sensibilidade foi aflorando de maneira que pude via sentimentos vivenciar situações que dispensam provas.
Cito o amigo:
          Amigo Diaz, esse texto que vc cita de “A Gênese”, fala da criação com igualdade para todos, que os erros vêm do uso indevido do livre-arbítrio, que cada um deve avançar por seu próprio esforço etc., certo? Então, para que o amigo reflita um pouco, pois é com a reflexão que podemos aumentar nossa compreensão, lhe trago estas questões: Se todos foram criados  perfeitamente iguais, o que transformou essa perfeita igualdade em “gigantesca” desigualdade? O que leva muitos a usarem o livre-arbítrio de forma tremendamente desigual em relação a outros? O que é que faz que uns usem de mais esforço e vontade do que outros para evoluir? E veja ainda esta: Se todos são perfeitamente iguais no momento da criação, porque nesse momento alguns já se encaminham para o bem absoluto enquanto outros se encaminham para o mal absoluto, como afirma a codificação?

Amigo,com todo o respeito, que tal, à exemplo do codificador da DE, iniciar a observação prática dos fatos, e quem sabe desenvolvendo uma capacidade de sentir as respostas?
          Um abraço.
Diaz

[/quote]
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 17 de Setembro de 2010, 21:41
          Olá, Diaz, boa tarde.         (ref #48)
          Em resposta a estas minhas palavras abaixo:
          “A doutrina é bem clara: as contingências da vida se resolvem com as “provas”, sofrimento obrigatórios para todos sem exceção, mas, conforme a DE, necessários à adaptação do homem à vida em diferentes mundos. Quando a DE fala em “expiações”, se refere a sofrimentos, muitas vezes inenarráveis, que é o que vemos no mundo e em toda história do ser humano. Expiação implica castigos “gigantescos”em face da crueldade, teimosia em repetir os erros, rebeldia, corrupção, crimes os mais hediondos etc, das criaturas divinas”.
          O amigo Diaz respondeu: 
“Entendo que nossa limitada condição não nos permite diferenciar uma coisa de outra. O que é prova para uns, pode estar sendo expiação para outros”.
          Não, meu amigo Diaz, observe que não é bem assim: a doutrina espírita não deixa dúvidas quanto a isso: “provas” não se referem a “castigos” impostos pela Lei de Deus, mas às vicissitudes, altos e baixos da vida; são justificadas pois se destinam à adaptação do ser ao meio em que está. Penalidades expiatórias, porem, como já vimos, se referem a “castigos” (e quantos e tão terríveis castigos!) que, evidentemente nada têm a ver com provas; estas não são castigos, e sim necessidades, como vimos.
          Quanto à necessidade de estudar outras doutrinas, comparar seus conceitos etc, pois que a própria DE enfatiza essa comparação, o amigo Diaz respondeu:
          Cito o amigo:
“Amigo, eu também já passei por isso. Freqüentei diversas religiões, e iniciei na DE em estado de total cepticismo”.
          Meu amigo Diaz, vejo que não me fiz entender. Já não tenho qualquer traço de ceticismo, de dúvidas ou descrença. Por isso mesmo é que tento contribuir para que alguém mais deixe de ser cético, que compreenda, compare e aprenda. Muito ceticismo vem da ausência de explicações lógicas e coerentes, concorda? Então devemos procurá-las, certo?           
          Cito o amigo:
“Amigo, parei de duvidar de muitas coisas, depois de ter participado por alguns anos de um curso de formação de médiuns. Desde o inicio, minha sensibilidade foi aflorando de maneira que pude via sentimentos vivenciar situações que dispensam provas”.
          Diaz, compreendo e não tenho dúvidas quanto a isso. Também já fui médium. Por mais de sessenta anos estudo o espiritismo; todas as obras da codificação ou não; doutrinárias, científicas, romances etc; por muitos anos psicografei numerosas páginas inspiradas e elevadas; estive em todos os lugares onde me foi possível ir para usufruir de novas lições e experiências etc. Então, tinha minha atenção totalmente voltada para a DE e rejeitava tudo o mais. Contudo, seguindo recomendação da própria codificação, estudei e comparei com outras doutrinas e me convenci de quem não age assim pode estar deixando de conhecer muita coisa de extrema importância para o crescimento espiritual.

          Às minhas palavras de que há questões estranhas e mesmo não respondidas na doutrina (quem estuda com seriedade vai encontrar essas coisas), o amigo Diaz respondeu:
          Cito o amigo:
“Amigo, com todo o respeito, que tal, à exemplo do codificador da DE, iniciar a observação prática dos fatos, e quem sabe desenvolvendo uma capacidade de sentir as respostas?”
          Pois, meu novo amigo, é isso mesmo que vc está dizendo, que tenho tentado fazer que outros percebam: que devemos desenvolver a capacidade e encontrar respostas, questionando, investigando, analisando e não aceitar tudo que nossa crença nos transmite como verdade absoluta, por considerar nossa crença a melhor porque confiamos em suas fontes. E tenho conseguido êxito neste meu intento. Contudo, continuo sempre tentando fazer que outros mais compreendam que devem investigar. Para julgarmos que a nossa crença é a correta, a que mais dá respostas, devemos “comparar” suas concepções e respostas, sua coerência e lógica, com as de outras doutrinas ou correntes espiritualistas; enquanto não fizermos assim, estaremos decidindo sem conhecer, coisa que nada mais é do que um enorme preconceito, concorda?
          Um abraço.




Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 18 de Setembro de 2010, 02:34



     
"e o equilíbrio da alma, por isto precisamos nos esforçar para cuidar de nosso aprendizado no bem, procurar sermos pessoas boas, procurando aplicar todos os dias em nossas vidas os ensinamentos do Cristo, os ensinamentos do benfeitores espirituais que vem pelas obras já psicografadas, pelo pentateuco kardequiano, e pelas psicografias e psicofonias.

Concordo também, mas muitas vezes isso parece não ser o suficiente. Sentimos algumas vezes uma necessidade de dedicar mais tempo a caridade, participando de grupos de ações voluntárias .   "

Bem isto, é que o assunto é tão rico que esqueci do detalhe, às vezes estamos cansados ao redigir, a caridade é ingrediente importante do qual eu não poderia ter esquecido. A caridade, aliada ao amor, diariamente, é fortíssimo antídoto do desequilíbrio.


Com amor,


   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 18 de Setembro de 2010, 03:46



   E:


   
" Aqui lembro o conselho de nosso amigo Marco
« Responder #1 em: 28 de Agosto de 2010, 22:51 »


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/#ixzz0zmTP3u5X

Pois é...

Mas tem uma coisa que eu acho muito importante: se buscar o ponto de equilíbrio tornar-se um motivo de stress, certamente a finalidade já se desnaturou...

Uma sugestão: take it easy.  Não leve tudo tão a sério.

Amiga, essa fusão parece que surge naturalmente para quem leva uma vida "normal" , mas para um atleta, que além do esporte tem obrigações com o trabalho e a família...
Mas vamos continuar refletindo!"


    Quanto a isto,

  "ponto de equilíbrio tornar-se um motivo de stress"

acredito que não se deva levar para este lado, pois, esta idéia a mais sobre a busca do equilíbrio parece uma desculpa que se dá pessoalmente, ou seja, a si mesmo, dentro de nosso coração, para justificar a dificuldade com a qual a pessoa, ou seja, pessoas de um modo geral, tem para combater dentro de si o desequilíbrio, que é uma dificuldade que uma pessoa encontra para superar. claro é que se constitui em uma situação comum entre todos nós, e tem que se considerar também que os desequilíbrios existem os mais diversos, e também, nos mais diversos graus de dificuldades.

    O outro lado desta luta íntima é que, o apontamento da busca de um "ponto de equilíbrio" como chegando-se ao ápice de um stress é o mesmo que dizer que a pessoa procure frenéticamente, o tempo todo, o ponto de equilíbrio. O objetivo não é encontrar um ponto de equilíbrio, mas sim procurar a conhecermo-nos a nós mesmos, e com isto, com a reforma íntima, deste modo então, estaremos encontrando dentro de nós a solução da superação do desequilíbrio, mas, continuaremos, entretanto, tendo de conviver com os desequilíbrios do mundo a nossa volta, o que nos causa um certo stress.

     Apesar de todo o nosso esforço íntimo para superar o desequilíbrio, claro que é uma luta cujo fim não se vislumbra da noite para o dia, e sim durante um certo tempo em nossas vidas, e claro é que não é fácil, como num passe de mágica, não é como comer legumes. Portanto, superar o desequilíbrio é uma luta, e lutamos, lutamos, lutamos, em nosso íntimo, sempre. Se há uma ginática verdadeiramente a fazer, esta será sempre a luta íntima, do qual não podemos fugir e com relação a qual o Cristo sempre nos convidou, e com relação a qual estaremos, portanto, fadados a cumprir em nós, caso contrário, estaremos nos afrouxando com relação ao que sabemos ser nosso compromisso eterno, ou isso ou nada, esta é a lei. E sabemos que é difícil.


   Um abraço carinhoso, 

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Setembro de 2010, 19:35
Olá Coronel, boa tarde!

Cito o amigo:
Pois, meu novo amigo, é isso mesmo que vc está dizendo, que tenho tentado fazer que outros percebam: que devemos desenvolver a capacidade e encontrar respostas, questionando, investigando, analisando e não aceitar tudo que nossa crença nos transmite como verdade absoluta, por considerar nossa crença a melhor porque confiamos em suas fontes. E tenho conseguido êxito neste meu intento. Contudo, continuo sempre tentando fazer que outros mais compreendam que devem investigar. Para julgarmos que a nossa crença é a correta, a que mais dá respostas, devemos “comparar” suas concepções e respostas, sua coerência e lógica, com as de outras doutrinas ou correntes espiritualistas; enquanto não fizermos assim, estaremos decidindo sem conhecer, coisa que nada mais é do que um enorme preconceito, concorda?

R.
Concordo, porém amigo, a busca por respostas não pode ser causa de desequilíbrio, concorda? Não acha que muitas vêzes nossa inquietação  e nossa  necessidade de "comparar"  nos afasta daquilo que está bem proximo, ou quem sabe até dentro de nós?

Cito o amigo:
Diaz, compreendo e não tenho dúvidas quanto a isso. Também já fui médium. Por mais de sessenta anos estudo o espiritismo; todas as obras da codificação ou não; doutrinárias, científicas, romances etc; por muitos anos psicografei numerosas páginas inspiradas e elevadas; estive em todos os lugares onde me foi possível ir para usufruir de novas lições e experiências etc. Então, tinha minha atenção totalmente voltada para a DE e rejeitava tudo o mais. Contudo, seguindo recomendação da própria codificação, estudei e comparei com outras doutrinas e me convenci de quem não age assim pode estar deixando de conhecer muita coisa de extrema importância para o crescimento espiritual.

R. Amigo, desculpe-me pela minha intromissão, mas estimaria se pudesse me dizer algo mais sobre sua passagem como médim e a causa de sua dissidência.

Um abraço!

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Setembro de 2010, 19:51
Oi Heliana, tudo bem?

Cito a amiga:
 Apesar de todo o nosso esforço íntimo para superar o desequilíbrio, claro que é uma luta cujo fim não se vislumbra da noite para o dia, e sim durante um certo tempo em nossas vidas, e claro é que não é fácil, como num passe de mágica, não é como comer legumes. Portanto, superar o desequilíbrio é uma luta, e lutamos, lutamos, lutamos, em nosso íntimo, sempre. Se há uma ginática verdadeiramente a fazer, esta será sempre a luta íntima, do qual não podemos fugir e com relação a qual o Cristo sempre nos convidou, e com relação a qual estaremos, portanto, fadados a cumprir em nós, caso contrário, estaremos nos afrouxando com relação ao que sabemos ser nosso compromisso eterno, ou isso ou nada, esta é a lei. E sabemos que é difícil.


R. Concordo amiga, acho que a resposta ao equilíbrio que procuramos esbarra sempre na questão da reforma intima, não?
Lembremos a Oração de Francisco de Assis:

Senhor!
Fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa - que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia - que eu leve a união,
Onde houver dúvidas - que eu leve a fé,
Onde houver erro - que eu leve a verdade,
Onde houver desespero - que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza - que eu leve a alegria,
Onde houver trevas - que eu leve a luz!


Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais,
Consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido,
amar, que ser amado...
Pois:
É dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a Vida Eterna.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Setembro de 2010, 20:20
Olá amigos!
Posto aqui um texto que julgo ser pertinente a nossa reflexão sobre a busca do equilíbrio:

"É bem conhecida a lenda medieval: um dia, Agostinho andaria a passear
pela praia de Hipona, excogitando no seu pensamento o mistério da
Trindade. Segundo a lenda, Agostinho deambulava à beira-mar, encantado
talvez pelo vai-e-vem das ondas, tentando solucionar o enigma
apenas com a força da sua razão, quando observou uma criança que, por
brincadeira, tinha feito uma pequena cova na areia e se afadigava em
idas e vindas entre o mar e a cova, trazendo água num pequeno recipiente.
Arrancado da sua meditação por tal exercício repetido, Agostinho
ter-se-á aproximado e perguntado à criança: Olá, meu menino! O que
andas a fazer? Ao que a criança respondeu muito simplesmente: Ando
a transportar a água do mar para esta cova. A bonomia paciente e
maravilhada do Bispo de Hipona terá então respondido, tocada com a
inocência do petiz: Olha lá: então não vês que é impossível colocar
toda a água do mar nessa cova? O mar, estás a vê-lo?, é imenso e a
tua cova é tão pequenina! No mesmo instante, revelando ser um enviado
de Deus, a criança transformou-se em Anjo (ou, noutras versões,
no próprio Jesus-menino), e respondeu acto contínuo: Pois eu digo-te,
Agostinho: é mais fácil para mim pôr toda a água do mar nesta cova,
do que tu esgotares, só com os recursos da tua razão, as profundezas
do mistério da Trindade! E desapareceu."

Texto publicado na LUSOSOFIA.NET
com a benévola e graciosa autorização dos Tradutores
e da Irmã Eliete Duarte, da Paulinas Editora,
onde os XV livros da obra,
em edição bilingue (latim / português),
estão publicados na íntegra :
SANTO AGOSTINHO, De Trinitate / Trindade,
Paulinas Editora, Prior Velho, 2007
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Setembro de 2010, 21:13
"...advertirmos que o justo vive da fé, que a fé actua pelo amor, de forma que também as próprias virtudes, com as quais se vive com prudência, fortaleza, temperança e justiça, sejam referidas todas à mesma fé; de outro modo, não poderão ser virtudes verdadeiras. Estas, porém, não têm nesta vida tanto valor que, por vezes, não seja necessária a remissão dos pecados, sejam eles quais forem, a qual não se faz senão por meio daquele
que, pelo seu sangue, venceu o príncipe dos pecados. Todos os conhecimentos que, partindo da fé e de tal vida, existem no espírito do homem crente, quando são armazenados na memória, analisados pela recordação e aceites pela vontade, constituem uma trindade de género especial."

Texto publicado na LUSOSOFIA.NET
com a benévola e graciosa autorização dos Tradutores
e da Irmã Eliete Duarte, da Paulinas Editora,
onde os XV livros da obra,
em edição bilingue (latim / português),
estão publicados na íntegra :
SANTO AGOSTINHO, De Trinitate / Trindade,
Paulinas Editora, Prior Velho, 2007

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/45/#ixzz10CGHgCLS
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Setembro de 2010, 21:56
Na busca pelo equilíbrio, tomemos o texto abaixo como boa referência.

Desiderata

"Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.

"Fale a sua verdade, clara e mansamente.

"Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.

"Evite as pessoas agitadas e agressivas : elas afligem o nosso espírito. Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você : isso o tornaria superficial e amargo.

"Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar. Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

"Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe. Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.

"Seja você mesmo.

"Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor n'uma brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.

"Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

"Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa. Não se desespere com perigos imaginários : muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.*

"Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.

"Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

"Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der. No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.

"Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.

"Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade."

Desiderata - do Latim "Desideratu" : aquilo que se deseja, aspiração.

Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.

* Este trecho do texto foi inserido na música "Há Tempos", no álbum "As Quatro Estações" do grupo Legião Urbana.

Um grande abraço a todos!

Permaneçam em Deus!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 21 de Setembro de 2010, 22:51
          Diaz,     (ref #52)
          Cito o amigo:
“... algo sobre sua passagem como médium e a causa de sua dissidência”.
          Amigo Diaz, não há intromissão nenhuma. Minha intenção é contribuir; por isso estou aberto a todos. Como  já lhe disse: fui médium psicógrafo por muitos anos; os dirigentes de sessões, sérias em centros sérios, asseveravam que, com tudo que já recebera e com mais o que receberia, eu deveria editar um livro. Talvez, tudo que o amigo possa imaginar sobre a doutrina e sobre o espiritismo eu experimentei, pesquisei etc. Doutrinei amigos e parentes. Conheci coisas que, é possível, muitos espíritas nem conheçam; o amigo sabe que certa vez, o Vaticano, na tentativa de “desmascarar” a DE, designou um grupo de cientistas de renome, que participaram de numerosas reuniões, de todas as espécies? Se não me engano nos tempos da célebre médium italiana (?) de feitos físicos, Eusápia Paladino, conhecida em todo mundo pelos fenômenos que apresentava, considerados “maravilhosos”, ou “aberração” e até como “milagres”. Resultado do trabalho dos cientistas: todos eles, de católicos fervorosos ligados ao Vaticano, se bandearam para o espiritismo.
          Não digo que, comigo. houve dissidência; apenas, seguindo sábia recomendação da própria DE (LM, cap3, item 35), abri meus olhos para outras correntes espiritualistas. E acabei descobrindo tantas coisas aparentemente absurdas, que conflitam com as tradições, culturas, costumes, religiões ocidentais. Inicialmente, esses “absurdos” apenas traziam espanto; posteriormente, quando, pela primeira vez na história do mundo, a ciência comprovou que tudo aquilo que parecia tão absurdo estava correto, meu espanto se transformou em entusiasmo. E o resultado é que, hoje, meu modo de ver as coisas que levam a Deus, é totalmente diferente daquilo que a DE nos comunica.
          Se o amigo tiver uma boa dose de paciência, sugiro que visite o “blog" abaixo onde exponho minha concepção atual. Talvez lhe possa interessar.
             
                      http://www.obuscadordedeus.blogspot.com

          Um abraço.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Silvio Matos em 21 de Setembro de 2010, 23:33
Parabéns aos amigos pelo alto nível e abrangência das opiniões. Muito bom!

Entendo que equilibrio é uma conquista diária, podemos até organizar e fazer uma ótima programação para nossa vida, mas, fatores externos causarão desequilibrio.
Aí caberá a nós as atitudes, "tirando ou colocando pesos", para equilibrar a balança.
Problemas todos temos, equilibrio será o diferencial para melhor solução e resultados.

O meu ponto de equilibrio não é o mesmo do próximo, imaginemos uma ponte bem estreita que mal dá prá colocar um pé, vamos chamá-la de Leis de Deus, a travessia vai depender de um ótimo equilibrio, podemos cair várias vezes, mas quanto mais equilibrado estivermos mais rápido chegaremos ao destino (Mundos Superiores). ::)

Hummm, meio simplista né? Mas, é o que me ocorreu no momento! :)

Abração
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 00:51
Olá Silvio, seja bem vindo!

De maneira alguma considero simplista a sua colaboração. Acredito mesmo, que é na simplicidade que encontraremos as respostas para problemas complexos. Acredito que nossa dificuldade reside no fato de não olharmos com tranqüilidade para as simples e grandes verdades que nos acompanham há muito tempo.

Um grande abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 04:12
Amigo Coronel cito suas palavras:
...E o resultado é que, hoje, meu modo de ver as coisas que levam a Deus, é totalmente diferente daquilo que a DE nos comunica.

R. Amigo, a DE como as demais doutrinas certamente evoluem, e se adaptam de acordo com a evolução da ciência e do intelecto humano, que o torna capaz de compreender aquilo que antes parecia absurdo. Assim foi com as leis de Moisés, adaptadas para o povo daquela época, depois o advento de Jesus, que através das parábolas, revelou novas verdades.

“... Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que reduzindo-as a estas palavras: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”
Evangelho segundo o espiritismo Cap. 1 Não vim destruir a lei.

Assim, penso que a DE também ainda não revelou a verdade final, pois somos ainda um povo atrasado, incapaz de compreender certas verdades divinas.

Mas, amigo, o que não entendo é porque seu modo de ver hoje é totalmente diferente, uma vez que já foste médium psicógrafo, e certamente constatou por si próprio a capacidade que temos de comunicarmos com irmãos de esferas bem mais elevadas que a nossa, os quais nos trazem o conforto e o estímulo que necessitamos para continuar seguindo adiante.
         
Cito o amigo:
Se o amigo tiver uma boa dose de paciência, sugiro que visite o “blog" abaixo onde exponho minha concepção atual. Talvez lhe possa interessar.
       http://www.obuscadordedeus.blogspot.com

Amigo, fiz uma rápida visita ao blog sugerido. Pude ver a referência que o amigo faz de muitas personalidades que se tornaram "iluminadas", que sem dúvida foram provas vivas da capacidade que todo ser humano possui de forma latente de perceber a Deus.

Continuarei visitando o blog, mas como já disse, me interessa muito sua opinião pessoal.

Um grande abraço!

Diaz







Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 22 de Setembro de 2010, 07:27

Irmãos,
O tema equilíbrio é realmente um tema chave. Tentei ler tudo aqui exposto, mas fiquei ansioso para dar minha visão, deixando algumas leituras para depois.

Eu penso que para se conseguir o equilíbrio, devemos obter o equilíbrio do tripé: Corpo, alma e mente.

Equilíbrio da mente. Uma “profissional de exatas” tende a ter uma mente equilibrada.
Equilíbrio do corpo: Um “atleta profissional” tende a ter um corpo equilibrado.   
Equilíbrio da alma. Um “Cristão” atuante, com grande fé tende a ter uma alma equilibrada.

Uma pessoa equilibrada:
 Um “cientista”, que é “espírita atuante com muita fé” e ainda por cima tem corpo de “boxeador”. Tudo ao mesmo tempo.
É possível, mas não é fácil.
Desculpe a descontração num tema tão sério, mas esta alternativa me pareceu conveniente.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 22 de Setembro de 2010, 11:43
 :D Bom dia,

Posso colocar que o mais importante é o equilibrio emocional,
A partir dai tudo se encaixa.

Quando o emocional é imaturo ou está desiquilibrado afeta todos os fatores da vida.

A auto-observação é fundamental para agirmos com equanimidade.

Um emocional alterado provoca, ansiedade, depressão, raiva, ódio, paixões, pensamentos acelerados, não deixando o momento presente fluir .

Pega-se por exemplo um excelente aluno diante de uma prova de vestibular, se estiver nervoso pode dar branco, mesmo estando preparado.

Um atleta numa competição, seu desempenho pode ficar comprometido devido sua tensão ou ansiedade.

Nas relações pessoais, o homem pode provocar brigas por má interpretações devido suas expectativas em relação ao outro.

Na alimentação provoca gula por compulsão, ou anorexia e bulimia desiquilibrando o corpo físico.

Dessa forma posso afirmar que a serenidade da mente é fator fundamental para se obter sucesso em todas as nossas áreas de atuação.

Poderia citar um estudo sobre "Equanimidade" que coloquei no tópico Ego e Ilusão.
Mas acho que basta essa frase para compreensão.
" Bem aventurados os Mansos porque deles será o Reinos dos Céus"

Um abço
Hebe



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: fatima prado em 22 de Setembro de 2010, 14:04
Bom Dia e que a paz de Jesus esteja com todos

Li algumas mensagens desse tópico e concordo com algumas, mas quero deixar o que penso. Trabalho na área hospitalar a 10 anos, e nesse tempo posso dizer que já vi de tudo um pouco. Lidar com pessoas é muito difícil ainda mais doente, é nesse ponto que entra o equilíbrio emocional, principalmente, pois, alem de lidar com o doente em si temos a família que na maioria das vezes por razoes emocionais entram em total desequilíbrio, e nós profissionais que lidamos com essas situações todos os dias temos que ter domínio total sobre nossas forças mentais e físicas para podermos ter esse equilíbrio emocional, o que não é fácil em nenhuma ocasião, citei meu trabalho porque acredito que todos que estão como eu na luta entre a vida e a morte não recebemos curso ou preparação para se ter esse equilíbrio, às vezes aprendemos na raça e na dor. Até hoje em certas ocasiões não só no trabalho, mas no geral  respiro fundo, faço uma oração e que Deus me proteja, sempre tentando vigiar o que penso o que falo e o que faço, principalmente, pois posso pensar em algo e fazer outra. Por isso, comecei a fazer Yoga e estou adorando, pois me ajuda a controlar minha respiração e com isso treino mais o meu equilíbrio. Desde já agradeço e peço desculpas se fugi em algum momento na discussão em si.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 22 de Setembro de 2010, 14:13
Bom Dia e que a paz de Jesus esteja com todos

Li algumas mensagens desse tópico e concordo com algumas, mas quero deixar o que penso. Trabalho na área hospitalar a 10 anos, e nesse tempo posso dizer que já vi de tudo um pouco. Lidar com pessoas é muito difícil ainda mais doente, é nesse ponto que entra o equilíbrio emocional, principalmente, pois, alem de lidar com o doente em si temos a família que na maioria das vezes por razoes emocionais entram em total desequilíbrio, e nós profissionais que lidamos com essas situações todos os dias temos que ter domínio total sobre nossas forças mentais e físicas para podermos ter esse equilíbrio emocional, o que não é fácil em nenhuma ocasião, citei meu trabalho porque acredito que todos que estão como eu na luta entre a vida e a morte não recebemos curso ou preparação para se ter esse equilíbrio, às vezes aprendemos na raça e na dor. Até hoje em certas ocasiões não só no trabalho, mas no geral  respiro fundo, faço uma oração e que Deus me proteja, sempre tentando vigiar o que penso o que falo e o que faço, principalmente, pois posso pensar em algo e fazer outra. Por isso, comecei a fazer Yoga e estou adorando, pois me ajuda a controlar minha respiração e com isso treino mais o meu equilíbrio. Desde já agradeço e peço desculpas se fugi em algum momento na discussão em si.

Oi Fátima,  :D
Eu também trabalho na área Hospitalar e na parte de Hotelaria.
Faço atendimento direto ao cliente nesta parte.
Sei bem do que está falando.
Se não houver controle de nossa parte o caldo entorna, né?
Todos estão fisicamente e emocionalmente alterados.
Acredito que muito aprendi neste ambiente.
A observação das emoções é fundamental.
Compreender a dor do outro e a situação que está vivendo nos faz não absorvermos pessoalmente o problema e ajudá-los de forma serena.

Um grande Abço
Que Deus te ilumine sempre
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 18:53
Olá Tiago, seja bem vindo!

Cito o amigo:
Equilíbrio da mente. Uma “profissional de exatas” tende a ter uma mente equilibrada.
Equilíbrio do corpo: Um “atleta profissional” tende a ter um corpo equilibrado.   
Equilíbrio da alma. Um “Cristão” atuante, com grande fé tende a ter uma alma equilibrada.

R:Amigo, acredito que nem sempre as coisas seguem essas tendências. Uma “profissional de exatas” pode muitas vezes se encontrar em completo desequilíbrio emocional; Um “atleta profissional” pode sofrer de sérios desequilíbrios orgânicos, Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma.

Cito o amigo:
Um “cientista”, que é “espírita atuante com muita fé” e ainda por cima tem corpo de “boxeador”. Tudo ao mesmo tempo.
É possível, mas não é fácil.

R:Realmente, amigo, não é impossível, mas também não é fácil. Entendo que o amigo quando se referiu à "corpo de boxeador” quis referir-se a saúde e vigor físico, que por conseqüência acabam contribuindo para a juventude e beleza do corpo. Sabemos que a vaidade , assim como o orgulho e o egoísmo são algumas das ervas daninhas que atrasam nossa ascensão espiritual.
Bem, acredito que muitos tem conseguido essa façanha, mesmo professando outra crença ,no exercício desta ou de outras profissões, praticantes das mais variadas modalidades esportivas.
Quem sabe poderemos nos lembrar de alguém, para servir de base para nossos questionamentos.

Amigo, continue nos brindando com sua descontração nesta busca pelo equilíbrio!

Fique com Deus!
Um grande abraço!
Diaz

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/60/?topicseen#ixzz10HPaZSJw
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 19:31
Cito a amiga:
“...citei meu trabalho porque acredito que todos que estão como eu na luta entre a vida e a morte não recebemos curso ou preparação para se ter esse equilíbrio, às vezes aprendemos na raça e na dor.”

R: Não sei se posso ajudá-la, além do mais, parece que você tem se virado bem , se apegando à sua fé, orando e vigiando, é por aí mesmo. De qualquer forma, postei os artigos aqui pois penso que podem ajudar à todos nós que buscamos o equilíbrio. As técnicas abaixo podem ser aplicadas nesses casos, ou até noutros, onde sentimos que algo está errado mas negamos, não admitimos e então, não saímos do primeiro passo e consequentemente não atingimos o objetivo almejado.

O Modelo de Kübler-Ross propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia. Segundo esse modelo, pacientes com doenças terminais passam por esses estágios.
O modelo foi proposto por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estágios se popularizaram e são conhecidos como Os Cinco Estágios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).
Enumeração dos estágios
Os estágios são:
1.   Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
2.   Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
3.   Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
4.   Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"
5.   Aceitação: "Tudo vai acabar bem."
Aplicabilidade
Kübler-Ross originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido e até o divórcio. Também alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem são todos experimentados por todos os pacientes, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.
Outros notaram que qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Por exemplo, advogados criminalistas de defesa experientes estão cientes de que réus que estão enfrentando a possibilidade de punições severas com pouca possibilidade de evitá-las freqüentemente experimentam estes estágios, sendo desejável que atinjam o estágio de aceitação antes de se declararem culpados.

Diabetes: da negação à aceitação
Lara Ferreira Guerra [LaraFerreiraGuerra]
19/9/06

Ao receber o diagnóstico de uma doença crônica, ou seja, uma doença que irá ter longa duração e que, em alguns casos, ainda não há perspectiva de cura, o indivíduo passa por um turbilhão de emoções que necessitam serem entendidas e trabalhadas; assim acontece com a maioria das pessoas portadoras de diabetes depois da notícia da instalação da doença.

É importante apontar as emoções que surgem com mais freqüência, para uma maior identificação e superação das dificuldades que possam surgir. A maioria das pessoas portadoras de diabetes inicialmente passam por uma fase em que o comportamento mais freqüente é o de negar a doença.

É nessa fase que se ouve das mesmas expressões, como: “isto não pode estar acontecendo comigo!”, “não tenho diabetes, só estou com a taxa (glicose) alterada!”, ou ainda, “esses médicos pensam que sabem tudo, como posso ter diabetes se me sinto bem?”. No início, a negação é até necessária para que a pessoa possa dar um “tempo” a sua mente, para começar a mobilizar estratégias e enfrentar a nova realidade que se inicia. Depois de um certo momento, não é possível continuar negando a doença, então surge o sentimento de raiva e revolta, quando o indivíduo começa a se perguntar por que isso está acontecendo com ele. Essa fase é bastante difícil para a família, pois a pessoa portadora de diabetes sente como se o mundo não tivesse sido justo com ela e costuma extravasar seu sentimento de raiva em seus familiares mais próximos ou na equipe de saúde. Nesse momento, às vezes, fica difícil para os familiares entenderem que essa explosão não tem motivos pessoais, mas é conseqüência de saber que é portador de diabetes.

Quando a negação e a raiva já foram superadas, aparece a “barganha”, ou seja, o paciente utiliza de estratégias para procurar amenizar as exigências do tratamento. É nessa fase que aparecem os chás milagrosos, as receitas mágicas, na tentativa de obter uma convivência mais tranqüila com a doença. Porém, ao perceber que não terá benefícios com tal “barganha”, a pessoa poderá desenvolver um estado de depressão. Surgem então medos da doença e de suas complicações físicas, inseguranças em relação ao futuro, além da falsa crença que não terá mais qualidade de vida pelas “restrições” do tratamento. Essas emoções aparecem, geralmente, na maioria das pessoas portadoras de diabetes, porém, freqüentemente, desaparecem com o tempo. Em algumas dessas pessoas, no entanto, podem persistir durante meses e até anos, o que talvez comprometa o sucesso do tratamento e ocasione complicações, às vezes irreversíveis. Vale salientar que, a seqüência do surgimento desses sentimentos nem sempre é da maneira anteriormente descrita, geralmente, a negação vem junto com a raiva, ou a barganha pode anteceder a negação, etc.

Na realidade, essas emoções são etapas que precisam ser superadas para que a pessoa consiga alcançar a fase de aceitação da doença. O alcance e manutenção da aceitação de ter diabetes levarão a uma diminuição dos sentimentos de ansiedade e insegurança, o aumento do amor próprio e da confiança em si mesmo, uma melhor adesão ao tratamento, um melhor controle da glicose no sangue e, por conseqüência, uma melhor qualidade de vida. Algumas atitudes podem ser tomadas para amenizar a negação, a raiva, a barganha e a depressão, como:

• Informar-se sobre o diabetes e conversar com a equipe interdisciplinar para esclarecer dúvidas sobre a doença;

• Procurar identificar as situações que as desencadeiam;

• Conversar com alguém quando algo o incomodar e com outros diabéticos para trocar experiências;

• Iniciar uma atividade de lazer e praticar um esporte prazeroso;

• Não tentar mudar tudo de uma só vez, obedecer ao seu ritmo sem esquecer-se da saúde;

• Sair para passear com as pessoas que gosta;

• Participar de Associação de Diabéticos;

• Cultivar a espiritualidade e se tornar um defensor de sua saúde.

Fátima, obrigado pela sua contribuição, espero que continue conosco!

Fique com Deus!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Prof.Medina em 22 de Setembro de 2010, 22:33
Não me é fácil postar, pois estou aqui como aprendiz. Porém ao ler o texto pensei em Jesus quando encarnado junto com seus discípolos percorrendo a Galiléia..., Jerusálem...  e dei-me conta que o Mestre simplesmente caminhava, jejuava e repartia o pão.
   Paz e Bem!!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 23:18
Olá amigo Medina!
Seja bem vindo a esse grupo de aprendizes da vida!

Cito suas palavras:
Não me é fácil postar, pois estou aqui como aprendiz. Porém ao ler o texto pensei em Jesus quando encarnado junto com seus discípolos percorrendo a Galiléia..., Jerusálem...  e dei-me conta que o Mestre simplesmente caminhava, jejuava e repartia o pão.

R. Ótima colocação amigo. Com certeza uma pequena parte dos problemas que ele enfrentava naquela época seria a causa de grandes desequilíbrios e muitos transtornos para muitos de nós que ainda permanecemos mergulhados na ignorância, ainda distantes das realidades celestiais.
Seu pensamento nos remete a uma reflexão sobre a maneira como temos nos comportado nessa “oficina escola” chamada Terra.

Fique com Deus!
Um grande abraço
Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Setembro de 2010, 23:52
Olá Hebe!

Cito suas palavras:

Eu também trabalho na área Hospitalar e na parte de Hotelaria.
Faço atendimento direto ao cliente nesta parte.
Sei bem do que está falando.
Se não houver controle de nossa parte o caldo entorna, né?
Todos estão fisicamente e emocionalmente alterados.
Acredito que muito aprendi neste ambiente.
A observação das emoções é fundamental.
Compreender a dor do outro e a situação que está vivendo nos faz não absorvermos pessoalmente o problema e ajudá-los de forma serena.
Hebe
[/quote]

E porque não desenvolver a equanimidade, não amiga? A estabilidade de ânimo frente às contrariedades nos ajuda a enxergar com mais clareza e, portanto nos capacita a agir com maior justiça.
Fique a vontade em postar aqui amiga seus artigos do tópico ego x ilusão que achar pertinente ao tema equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 23 de Setembro de 2010, 00:03
          Diaz         (ref #60)
          Amigo Diaz, concordo com vc. “Aos poucos” tudo está, “aparentemente” evoluindo. Não ““as”” doutrinas, pois as vindas do cristianismo, com exceção da DE, estão paralisadas no tempo; suas revelações são tidas como pétreas, intocáveis, definitivas, às quais nada pode modificar, acrescentar ou diminuir. Por isso, é verdade que das ocidentais, a espírita é a que mais responde às nossas interrogações, a mais coerente e lógica...
          Cito o amigo:
“Assim, penso que a DE também ainda não revelou a verdade final, pois somos ainda um povo atrasado, incapaz de compreender certas verdades divinas”.
          Amigo, como qualquer outra doutrina religiosa existente, a DE não pode  revelar a verdade final pelo simples fato de que não a possui. Não considere essas afirmações de que “ainda somos atrasados para compreender certas verdades divinas”. Muitos, mais do que podemos imaginar, compreenderam e chegaram a conhecer a verdade que liberta, como afirmou Jesus. É certo que, é possível que muitas dúvidas nunca sejam esclarecidas, por exemplo: Deus, criação do universo e de seres, infinitude e eternidade, o porquê de tudo isto etc. Mas, aquelas que servem para nos achegarmos ao Criador não constituem mais mistério para muitos.
          Cito o amigo:
“Mas o que não entendo é porque seu modo de ver hoje é totalmente diferente, uma vez que já foste...”
          Amigo, compreendo sua estranheza. E lhe pergunto: o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram? Consulte seu coração e veja se já não há mais quaisquer dúvidas. Já analisou e compreendeu todas suas concepções, como livre-arbítrio, igualdade perfeita dos seres no momento da criação, evolução psicológica, a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais, o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação, a existência de penalidades expiatórias...?
          Se o amigo for um pesquisador devotado das coisas do espírito, da vida, vai ver que chegará um momento que as respostas que encontrou nas doutrinas não mais o satisfazem. Por isso, fui buscar conhecimentos em outras fontes e cheguei a entender coisas antes consideradas verdadeiros absurdos. Na resposta do parágrafo anterior vc pode ver porque me dedico a outro caminho.
          Cito o amigo:
“... fiz uma rápida visita ao blog sugerido. Pude ver a referência que o amigo faz de muitas personalidades...”
          Meu amigo Diaz, ignore aquelas personalidades citadas no “blog”; ignore depoimentos e testemunhos; servem apenas para nos despertar a curiosidade para fazer  procurar com mais afinco. Atente mais para os primeiros textos “Se você meditar...”, “Além da mente, além do ego”, “Níveis de Consciência”, “Da física quântica à espiritualidade”, “A consciência do universo”... Leia com atenção procurando entender mesmo. Não faça apenas uma rápida visita ao blog. Eu o preparei após longo tempo de pesquisa. A finalidade de meus textos é exatamente tirar as trevas que estão nos olhos de mais alguém.
          Muito do que está no blog, como já lhe disse, apenas serve para nos despertar. Ali nada há que nos leve a Deus. Ali está apenas a indicação do “caminho” para isso. A questão é que o homem criou e complicou, pela ignorância em que está mergulhado, muita coisa que estorva a caminhada. Veja, a seguir, palavras de um buscador de Deus:

          “Quando se atinge a iluminação, a visão total atingida é tão clara que o indivíduo não faz mais do que rir e até, em aparência, ser irreverente, quando vê a fantástica superestrutura de superstições, ilusões e mistérios que está erigida (pelas nossas crenças, suposições e cultura) sobre e em torno da simplicidade elementar que é a Verdade".
 
          Fique em Deus.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 23 de Setembro de 2010, 02:10


   Este aqui será um "três em um", meus amigos!:

   Tiago Brandão, você foi muito animado com o que disse, pondo humor na nossa discussão, descontraiu realmente, levando-me ao riso!

   O que a Hebe escreveu no início do seu texto, antes de dar iníco ao relato sobre sua profissão, foi extremamente sábio, profundo e preciso.

   E tudo o que Dias escreveu na página 4 deste tópico foi extremamente tocante, sábio e profundo, e também bastante preciso, me emocionou, tocou-me o âmago da alma. Em tudo o que Dias escreve ele procura mostrar a necessidade da simplicidade em nossas vidas, como também mostra simplicidade em suas palavras sábias.

   Obrigada Dis !

   Heliana. 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 23 de Setembro de 2010, 02:42


   E aí vai um texto para ajudar em nosso fortalecimento íntimo de cada dia, em rumo do nosso equilíbrio:


   
Auto   Confiança

Reconheça seus limites, mas esteja igualmente cônscio de suas reais possibilidades.
Não alimente pensamentos derrotistas a seu respeito.
Ninguém entre nós atingiu a esfera da Perfeição, entretanto, todos estamos a caminho da Luz.
Se você se convence de que é filho de Deus - o Comandante dos Universos -, basta esforçar-se no campo do estudo e do bem comum para que novos recursos lhe apareçam, descortinando as capacidades que você traz por dentro da própria alma.
Seja prudente em suas atitudes, mas avance sempre, nutrindo a certeza de que, sob o amparo de Deus, cada um de nós pouco a pouco se transforma em canal de realização e paz.



Do livro:

Minutos com Jesus. Pelo médium Ariston S. Teles, do espírito Pastorino. Sobradinho, DF, 11ª edição (Mini-formato), LIVREE, 1995, página 18.  Mini livro bolso.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 23 de Setembro de 2010, 03:02


   Vou redigitar o texto, porque do jeito que entrou não ficou fácil para ler:

Auto   Confiança

     Reconheça seus limites, mas esteja igualmente cônscio de suas reais possibilidades.
     Não alimente pensamentos derrotistas a seu respeito.
     Ninguém entre nós atingiu a esfera da Perfeição, entretanto, todos estamos a caminho da Luz.
     Se você se convence de que é filho de Deus - o Comandante dos Universos -, basta esforçar-se no campo do estudo e do bem comum para que novos recursos lhe apareçam, descortinando as capacidades que você traz por dentro da própria alma.
     Seja prudente em suas atitudes, mas avance sempre, nutrindo a certeza de que, sob o amparo de Deus, cada um de nós pouco a pouco se transforma em canal de realização e paz.



Do livro:


Minutos de Luz. Pelo médium Ariston S. Teles, do espírito Pastorino. Sobradinho, DF. 11ª edição (Mini-formato), LIVREE, 1995. Mini livro bolso.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 23 de Setembro de 2010, 12:06
          Prof Medina        (ref #67)

          Palavras do novo companheiro de jornada:
“Não me é fácil postar, pois estou aqui como aprendiz. Porém ao ler o texto pensei em Jesus quando encarnado junto com seus discípulos percorrendo a Galiléia..., Jerusalém...  e dei-me conta que o Mestre simplesmente caminhava, jejuava e repartia o pão”.
   
          Amigo Medina, se vc se refere à simplicidade, está coberto de razão ao dizer que todas estas questões e respostas parece que mais complicam do que simplificam (é isso que o amigo quer dizer?). Há um contraste enorme entre as posturas do mestre Jesus e estas colocações! Contudo, será que há outra forma de se fazer este estudo?
          Um abraço.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 23 de Setembro de 2010, 13:35
Olá Hebe!

Cito suas palavras:

Eu também trabalho na área Hospitalar e na parte de Hotelaria.
Faço atendimento direto ao cliente nesta parte.
Sei bem do que está falando.
Se não houver controle de nossa parte o caldo entorna, né?
Todos estão fisicamente e emocionalmente alterados.
Acredito que muito aprendi neste ambiente.
A observação das emoções é fundamental.
Compreender a dor do outro e a situação que está vivendo nos faz não absorvermos pessoalmente o problema e ajudá-los de forma serena.
Hebe

E porque não desenvolver a equanimidade, não amiga? A estabilidade de ânimo frente às contrariedades nos ajuda a enxergar com mais clareza e, portanto nos capacita a agir com maior justiça.
Fique a vontade em postar aqui amiga seus artigos do tópico ego x ilusão que achar pertinente ao tema equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz

[/quote]
Bom dia Diaz,

Todo " Sermão da Montanha" só se refere a equanimidade.
O texto que eu coloquei no tópico EGO e ILUSÃO são os 8 Dhammas  de Buda, não cabe num estudo localizado na seção sobre ESE.

Diaz desenvolver a equanimidade é tudo que temos que fazer.
É o amor sem apego, sem posse. É o amor puro que Jesus sempre pregou.

Colocando os 4 pares que consistem em os 8 Dhammas (fenômenos) segundo Buda.
1) louvor e censura
2)ganhos e perdas
3)prazer e a dor
4)Boa e má reputação

"Desenvolvemos a equanimidade estando atentos a nossas reações aos oito dhammas (fenômenos) mundanos.
"Como seres humanos, estamos sujeitos à mudança contínua ao longo de toda a vida. Convivemos com os opostos.
Se nos apegamos ao prazer com certeza se transformará em dor. A alegria se transforma em tristeza. A tristeza se transforma em alegria. Não há exceção. A equanimidade é uma qualidade libertadora que nos dá um coração aberto e equânime, calmo e estável, no meio das vicissitudes da vida."

Bem, esse é um pequeno resumo.
Alcançar o equilibrio entre os opostos sem perpetuar a dor ou o prazer, o bom e o ruim.

Isso é o que se chama cumprir as provas, esse é o principal aprendizado.

Um abço
Hebe

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/como-surgiu-a-ilusao/msg148177/#msg148177#ixzz10M4rkHb4




___________________________________________________Oi Heliana,
muito obrigada pelo elogio ao meu post, tenho gostado muito do que você coloca também.

Um abço
a todos
Hebe


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 23 de Setembro de 2010, 14:07
Olá amigos.
Nesta busca pelo equilíbrio tenho aprendido um pouco com cada um de vocês. Acredito estarmos aprendendo tanto com os que nos apóiam como com aqueles que respeitosamente confrontam nossos conhecimentos e nossas crenças.
Aqui deixo um auxílio recebido num momento de serenidade de minha alma o qual acredito seja de algum irmão que se interessa por nós e cultiva o respeito e o amor aqueles que ainda se encontram na retaguarda da seara bendita. 

"Nada possuímos a não ser nossa consciência. Nesta busca, forçoso é admitir-se que toda a sabedoria pertence a Deus. Julgamos algumas vezes de maneira imatura possuir a verdade conquanto seja esta patrimônio divino, fonte de equilíbrio e sabedoria que sacia os lábios sedentos de todos que a procuram sob o calor do deserto da alma.
Respeito aqueles que encontraram o oásis á serviço do bem.
Amar e servir, eis o equilíbrio. Levantar os caídos, enxugar as lágrimas, semear a esperança, cultivar o perdão.
Lembremos que em se tratando de servir e amar, as grandes realizações são meritórias e dignas do reconhecimento Divino dado a abrangência, no alcance de maior número de beneficiados, mas que não se despreze as pequeninas oportunidades, pequenos gestos de amor que estão ao alcance de todos.
Fiquem em paz! "




Para nossa reflexão:

A FELICIDADE DE COMPREENDER


Pois, a quem tem, será dado ainda mais, será dado em abundância; mas daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem.

Mt, 13:12


“Dar mais a quem já tem e tirar o pouco daquele que não tem” é um ensinamento que, freqüentemente, nos parece paradoxal e nos convida a refletir. Quem recebe é aquele que possui o sentido da palavra divina, que tentou tornar-se digno dela – porque o amor misericordioso de Deus encoraja os esforços dos que tendem ao bem.

Esforços firmes e perseverantes no bem estabelecem sintonia com as graças divinas e funcionam como ímã: chamam para a pessoa melhoras progressivas e abundantes dons espirituais que a fortalecem na caminhada evolutiva. Esse o sentido de dar mais a quem já tem.

Quanto a tirar “daquele que não tem”, trata-se, evidentemente, de uma linguagem figurada. Deus não retira das criaturas o bem que lhes concedeu. Quem vê pelo espírito e ouve pela alma percebe que isso acontece porque o próprio espírito é negligente com seu aperfeiçoamento: não sabe conservar o que tem nem aumentar o bem que recebeu no coração.

Um exemplo pode ajudar a compreender melhor. Se o lavrador herda do pai um campo que não cultiva, deixando-o improdutivo e abandonado, pode-se dizer que foi o pai quem tirou as colheitas que ele não quis preparar? Se ele deixou que se perdessem, mofadas por falta de cuidado no armazenamento, as sementes destinadas à semeadura, poderá acusar seu pai por elas não produzirem nada? Não! Quem preparou tudo para que esse indivíduo fosse bem-sucedido não merece a acusação de retomar os dons que lhe concedeu.

Que o verdadeiro autor de suas misérias reconheça a própria responsabilidade. E então, arrependido e ativo, se lance ao trabalho com coragem. Que prepare o solo estéril com o esforço da vontade; que trabalhe nele a fundo, com a ajuda do arrependimento e da esperança; que nele semeie com confiança a boa semente e a regue com o amor e a caridade. Então o Deus de amor e de caridade dará àquele que já recebeu. E ele conhecerá o êxito por seus esforços nos frutos que recolher de sua semeadura.


Fonte: Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XVIII.

Obrigado a todos, sem exceção.

Um grande abraço a todos!

Fiquem com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 23 de Setembro de 2010, 14:13
Bom dia a todos,
Diaz, complementando

Cito o ESE

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
A lei de amor

8. O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. .E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)


O grifo é meu, o que diz neste texto é exatamente se desfazer do EGO ( personalidade) encontrar o sol interior. E fala também da fusão dos seres. Dessa forma encontramos o equilibrio e o amor incondicional.
Está tudo no Espiritismo.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 23 de Setembro de 2010, 14:40
“O grifo é meu, o que diz neste texto é exatamente se desfazer do EGO (personalidade) encontrar o sol interior. E fala também da fusão dos seres. Dessa forma encontramos o equilibrio e o amor incondicional.
Está tudo no Espiritismo.”


Bem lembrado Hebe!

Um abraço!

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 24 de Setembro de 2010, 02:30



   Oi a todos:


Busquemos o Equilíbrio

     Embora devas caminhar sem medo, não te cases à imprudência, a pretexto de cultivar desassombro.
     Se nos devotamos ao Evangelho, procuremos agir segundo os padrões do Divino Mestre, que nunca apresentam lugar à temeridade.
     Jesus salienta o imperativo da edificação do Reino de Deus, mas não sacrifica os interesses dos outros em obras precipitadas.
     Aconselha a sinceridade do "sim", sim - não, não", entretanto, não se confia à rudeza contundente.
     Destaca as ruínas morais do farisaísmo dogmático, todavia, rende culto à Lei de Moisés.
     Reergue Lázaro do sepulcro, contudo, não alimenta a pretensão de furtá-lo, em definitivo, à morte do corpo.
     Consciente do poder de que se acha investido, não menospreza a autoridade poítica que deve reger as necessidades do povo e ensina que se deve dar "a César o qué de César e a Deus o que é de Deus.
     Preso e sentenciado ao suplício, não se perde em bravatas labiais, não obstante reconhecer o devotamento com que é seguido pelas entidades angélicas.
     Atendamos ao Modelo Divino que não devemos esquecer, desempenhando a nossa tarefa, com lealdade e coragem, mas evitemos o arrojo desnecessário, que vale por leviandade perigosa.
     Um coração medroso congela o trabalho.
     Um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrastando-o.
     Busquemos, pois, o equilíbrio com Jesus e fugiremos, naturalmente, ao extremismo, que é sempre o escuro sinal da desarmonia ou da violência, da perturbação ou da morte.


     FONTE VIVA. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel. 301-302.


   E ainda:


     Corpo fisico


     ...
     Padece o porpo revezes
     Se em descontrole se põe;
     Mas é a alma, muitas vezes,
     Quem a moléstia lhe impõe.

     O zelo com a saúde
     É sagrada obrigação;
     Teu corpo - teu instrumento
     De luta e renovação.

     ...

     Quanto mais bonito o corpo,
     Mais perigos na jornada,
     Porque desperta a cobiça
     De mente animalizada.


     Escola da Vida. Salvador Gentile. Araras. IDE, 1995, páginas 85 e 87.



    (http://)


     Então, mais alguma coisa para a nossa reflexão.


   Com carinho,


   Heliana.

     
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 24 de Setembro de 2010, 02:40


   No lugar de porpo é corpo, digitei errado!


   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Setembro de 2010, 07:24
Irmão Diaz,
           Primeiramente quero lhe dizer que não sou dono da verdade. Eu estou buscando a sabedoria e nessa busca estou me conscientizando de que não sei nada.
Já pensei bastante sobre esse assunto e identifiquei que a maioria dos problemas de desequilíbrios são causados ou pelo corpo ou pela alma ou pela mente ou por suas interseções.
Eu seria o homem mais sábio e inteligente do mundo se conseguisse definir esse tema tão complicado em tão poucas linhas. Mas sim, o ” tripé” é minha filosofia sobre equilíbrio, ao qual não foi criada por mim é claro.
Cito o amigo:
R:Amigo, acredito que nem sempre as coisas seguem essas tendências. Uma “profissional de exatas” pode muitas vezes se encontrar em completo desequilíbrio emocional; Um “atleta profissional” pode sofrer de sérios desequilíbrios orgânicos, Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma.
Se separarmos o corpo da alma e da mente e definirmos um equilíbrio, qual seria?  Resumidamente:

Uma boa alimentação, um bom alongamento, bom condicionamento físico, bom funcionamento dos órgãos, boa saúde.
Agora com a mente:
Bons estudos, boa capacidade dissipar estresse, níveis normais em todas as “inteligências”, boa cultura.
Agora com a alma.
 Boa capacidade de amar, boa capacidade de perdoar, níveis normais de resgates passados, boa fé, boa religião.

Principalmente nós, espíritas, acreditamos que muitos problemas físicos são causados pele desequilíbrio da alma e vice e versa, mas é obvio que um influenciará o outro, pois os três fazem parte do um, que somos nós, de tal forma que separá-los apenas acontece na esfera dos estudos.

     Suponhamos que por um milagre, essa filosofia seja verdade: Que grupo social, nos tempos atuais, teria tendência a ter um equilíbrio somente do corpo?  Os “atletas profissionais”, os professores de ioga, os professores de artes marciais e etc.
   Seguindo essa lógica com o corpo e a mente, encontraremos os mencionados grupos enquadrados no perfil.
Na prática, eu gosto muito do equilíbrio dos monges budistas, porém acredito que tudo que é de mais é erro.
A água em excesso faz mal.
O amor de mais faz mal?
Eu acredito que sim, na escala humana.
Na escala espiritual não. Confuso, mas vou tentar explicar meu pensamento.
Muitos humanos amam tanto uma pessoa, um objeto ou um Deus, que esquecem de se amar. Ou pior, ficam cegos, surdos, mudos, obcecados, ignorantes, pequenos, espíritos
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Setembro de 2010, 07:28
continuação...

Muitos humanos amam tanto uma pessoa, um objeto ou um Deus, que esquecem de se amar. Ou pior, ficam cegos, surdos, mudos, obcecados, ignorantes, pequenos, espíritos dignos de pena. Uma pessoa dessa está desequilibrada mental, espiritual e consequentemente  isso afetará seu corpo.
Na escala espiritual isso não acontece. Por quê? Primeiramente porque o básico é: Amar ao próximo como a si mesmos. Os outros motivos eu não faço idéia, mas é lógico acreditar que existam.
Se amar em excesso pode fazer mal, imagina odiar.
Pra terminar, eu gostaria de dizer mais uma vez que não sou dono da verdade, nem nada. Sou apenas um pensador, que gosta de criar, a fim de me recriar.
Agradeço de coração seu i interesse e questionamentos.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 24 de Setembro de 2010, 11:51
Oi Heliana, tudo bem?

Agora foi minha vez de ficar emocionado com suas citações!

Acredito que estamos no caminho certo!

Deus nos abençoe!

Um grande abraço
Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 24 de Setembro de 2010, 12:01
Olá Tiago, bom dia!

Concordo que você não seja dono da verdade, mas com certeza faz uso de boa parte dela. Alegro-me ao ver que meus questionamentos levaram-no a expor com maior amplitude e profundidade os argumentos antes mencionados, os quais com certeza são de grande valia não só para mim, como para todos que acompanham ou visitam este tópico.


Um grande abraço!

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 24 de Setembro de 2010, 13:20
Olá amigos.

Acredito que um estudo na área da psicologia seja de grande valia para quem busca o equilíbrio.
Sendo assim, aqui vai algo sugerido por nossa amiga Hebe.

Todos os grandes mestres recomendam aos seus discípulos que tenham duas asas para voar. Você já viu algum avião voar com uma só asa? Nenhum inseto voa com uma asa... Uma asa só, por mais bela e forte que seja, não serve. As duas asas que os grandes mestres recomendam são:


1. Orai sempre e nunca deixeis de orar.
2. Quem não renunciar a tudo que tem, não pode ser meu discípulo.


A primeira asa é muito simpática, mas a segunda, para os não iniciados, é muito antipática. Por que entendem que renunciar como uma coisa muito dolorosa. Eles logo compreendem por coisas materiais como dinheiro, casa, automóvel e outras coisas mais. Isso não é muito importante. Muito mais necessário é renunciar a si mesmo, que é muito mais importante do que renunciar a objetos.


Mas, o que vem a ser renunciar a si mesmo?


Quem não conhece a natureza humana não pode compreender estas palavras. Para esta pessoa, renunciar a si mesmo parece com suicidar-se. Mas isto não resolve nada, só piora a situação. Enquanto a pessoa se identifica com o seu ego, não renunciou a seu ego. Somente quando descobre que não é o seu ego físico-mental-emocional, o seu invólucro humano, que isto ele tem, mas que isso ele não é, que ele é o seu espírito, a sua alma, a luz do mundo, a pérola preciosa...Então, ele renunciou.


Renunciar é o descobrimento da verdade sobre si mesmo!


Quem não entrou no autoconhecimento, não renunciou! Renunciou a que?


Aqui não se trata de renunciar a objetos externos, impessoais, trata-se de renunciar a um objeto pessoal, interno, chamado ego. Dentro de nós existe uma ilusão de nos identificarmos com o nosso ego humano e é justamente a isso que devemos renunciar. Mas como renunciar a esta ilusão?


Uma ilusão só pode ser combatida pela verdade. Ilusão é escuridão, verdade é luz! É possível combater a escuridão a não ser pela luz? A ilusão de que eu sou o meu ego é uma treva, a verdade de que eu sou a minha alma é uma luz. Só podemos combater a ilusão de que somos um ego, pela ação da luz do autoconhecimento. Luz é presença, treva é ausência. Onde há 100% de presença há o de ausência.


O que os mestres recomendam é puro autoconhecimento e isto, cada um deve fazer.

Cada um precisa responder satisfatoriamente a pergunta: Quem sou eu? Quando o homem chega a conclusão de que é o espírito de Deus em forma individual, então, está liberto de toda ilusão.


Deus é Espírito Universal.


Eu sou o espírito de Deus em formal individual.
Eu sou uma emanação espiritual da Divindade Universal.


Então, a segunda asa é a renúncia. Quando se fala em renúncia, quase todo mundo se choca e pensa que se trata de uma renuncia a nível material externo. Pensam que renunciar é jogar tudo fora, perder tudo, ficar com nada... Isso não é verdade, pois a renúncia não se refere a coisas materiais, mas sim, mentais. A nossa falsa mentalidade ego é que deve ser renunciada.


Se alguém renunciar a ilusão da sua mentalidade errada, então ele é completamente livre.


Só então ele é um discípulo dos grandes mestres.


Se alguém renunciou a sua identificação com o seu ego e depois olhar para os seus bens materiais lá fora, será que ele tem dificuldades em renunciar a estes bens? Não tem nenhuma dificuldades! A dificuldade é a renuncia interna e não a renuncia externa, pois isto é uma conseqüência de um transbordamento que pode ser constatado na vida de todos os grandes homens da história. Os inexperientes pensam que seja difícil a renuncia aos bens materiais. Os iniciados sabem que a renuncia aos bens materiais é uma simples brincadeira. É coisa tão fácil como beber um copo d'água, pois o que é realmente difícil é renunciar ao seu ego mental, não ao seu ego material.


No nosso século Mahatma Gandhi e Albert Shuawaseir fizeram a grande renuncia material colocando todos os seus bens materiais a serviço da humanidade.


As coisas materiais nunca foram nossas, isso é pura ilusão. Nosso foi o nosso ego mental e esse é muito nosso, pois é um objeto pessoal. Os bens externos são bens impessoais. Renunciar as coisas impessoais não é muito difícil, agora, recusar as coisas pessoais, aí sim é difícil! Quem passou pela maior aventura da renuncia pessoal, faz brincando a renuncia material por que isto é apenas uma conseqüência!


Então, todos os grandes mestres exigem que voemos com as duas asas, que são a asa da oração e a asa da renúncia. O engraçado é que muitos estão dispostos a criar a primeira asa da oração, mas quando se deparam com a segunda asa da renúncia, então retrocedem temerosos e tentam voar apenas com uma das asas. O resultado é que não conseguem voar!


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 24 de Setembro de 2010, 13:23
continua...

Mas aquele que se habituou a oração, a consciência, não acha difícil a renuncia mental por que se ele já está convencido de que ele é a alma, de que ele é o espírito, ele também com a maior facilidade renuncia a ilusão de que ele seja o ego, por que se ele é o Eu, ele não pode ser o ego. Uma coisa é a conseqüência da outra, de maneira que propriamente não são duas coisas; parecem ser duas coisas, oração permanente e renuncia total, mas no fundo são uma coisa só. Por que aquele que já fez a oração permanente, também já fez a renuncia do seu ego, por que a oração permanente é incompatível com a identificação com o ego. O ego de fato não é o Eu.


Logo as duas asas quase se identificam... Oração permanente e renuncia total, no fundo são duas asas, mas logo chegamos a conclusão de que podemos voar com uma asa só, contanto que as duas asas sejam identificadas apenas numa. Então, tudo virá como que um "helicóptero" no final, por que o helicóptero não tem duas asas. O avião precisa de duas asas para voar, mas o helicóptero não tem nenhuma asa e por isso ele pode subir em linha vertical. O avião precisa de uma enorme linha horizontal para subir. Quem descobriu que oração é renúncia e que renuncia é oração identificou as duas asas do avião numa só e pode subir na vertical como um helicóptero.


Esta é a grande verdade descoberta pelos grandes mestres.


Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!


Quem não tem asas tem que rastejar. Então, o principal está em criarmos asas para podermos voar.


Uma minhoca não voa e se ela vê uma águia voando nas alturas, acha uma bobagem. Quem é minhoca, não pode compreender a liberdade de ser águia, prefere continuar rastejando, comendo húmus por debaixo da terra da sua ignorância. Mas, quem já não é minhoca e já tem consciência espiritual de águia, não se contenta com uma vida debaixo da terra, quer alçar vôo à luz do sol. Isso é uma questão de desenvolver a consciência. A nossa evolução vai a espaços mínimos em espaços máximos. Precisamos muito tempo para dar um passo na evolução ascensional. Rastejar na horizontal é fácil por que isso não exige esforço nenhum. Deixar-se cair para baixo ainda é mais fácil. Involução é para baixo, estagnação é na horizontal e evolução é na vertical. Temos apenas estas três possibilidades.


Involução é regresso. Estagnação, rotina. Evolução, para cima. A única difícil é a evolução. A estagnação é inércia, é ficar sempre no mesmo plano, empurrando a vida com a barriga... Meus pais viveram assim, meus avós viveram assim, eu vou viver assim e os meus filhos e netos também vão viver assim. Isso é estagnação e quase todo mundo gosta da estagnação, ou se preferir, normóse. O que os outros fizeram, eu vou fazer também! Deixa como está para ver com vai ficar isso! O ego adora uma estagnação, pois a mesma não exige esforço, é comodismo, é inércia horizontal, é ir adiante, mas nunca ir para cima! Para cima já é esforço. Mais fácil ainda é regredir, ir para baixo, involução ainda é mais fácil do que a estagnação... E muitos gostam disso!


Quem pensa está na horizontal.


Quem não pensa vai abaixo da horizontal.


Quem conscientiza vai para cima, vai para as alturas.


Quem pensa fica só na horizontal, fica sempre na mesmice de milênios atrás. Não sai da rotina. O grosso da humanidade prefere o rotineiro. Para eles, o principal é continuar na normóse da horizontalidade.


Toda evolução exige esforço e o ego não gosta de esforço, por que ele é amigo da lei da inércia e do menor esforço.


Quem nunca saiu da consciência do ego, não vai sair da horizontalidade, se satisfaz com tudo aquilo que os seus antepassados fizeram e que ele espera que os filhos também o façam. Pronto! Isto continua na horizontal.


Existem uns poucos, uma pequena elite que se animam a sair da horizontal para a vertical. Eu digo para a vertical, mas isso não é possível em pulo só. Ninguém pode dar um pulo de 0 para 90º. Entre o 0 da horizontal e o 90 da vertical está o nosso grande problema. Temos que fazer um trabalho de desenvolvimento ascensional de 0 a 90. Durante todos este processo, antes do homem chegar no 90 da verticalidade, corre ele, o perigo de recair no processo evolutivo. Somente quando o homem atinge os 90º é que está livre de qualquer recaída no terreno do desenvolvimento espiritual, por que uma linha rigorosamente vertical, a prumo, nunca pode cair. Quando se constrói um edifício, os construtores tomam o maior cuidado para que o mesmo esteja bem a prumo. Quem não está em verticalidade está em perigo de cair para o 0 da horizontalidade. Isto é uma lei da mecânica e da física. A viagem entre o 0 da horizontal e o 90 da vertical é o nosso problema. Ninguém está seguro entre o 0 e o 89, por que neste espaço, sempre podemos cair. Mas o mais interessante, é que quanto mais nos distanciamos do 0 e mais nos aproximamos do 90, menor é a tendência de recair. Quando estamos no meio da jornada, nos 45 %, não temos tanta tendência de recair. Quando chegamos ao 90, acabou-se o perigo de recair, pois isto é o que chamamos de autorealização.

Oração permanente
Huberto Rohden

Fiquem com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 24 de Setembro de 2010, 13:33
 :D Bom dia Diaz,

Esse texto é muito esclarecedor.

Fico feliz de tê-lo citado.  ;)

Um grande abço

Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Lourdilena em 24 de Setembro de 2010, 15:14
Mensagens de auto-confiança sob os esclarecimentos doutrinários sempre são oportunos. Obrigada por mais esta oportunidade!

Abraços Fraternos.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 24 de Setembro de 2010, 16:58
Olá Hebe!

Cito suas palavras:

Eu também trabalho na área Hospitalar e na parte de Hotelaria.
Faço atendimento direto ao cliente nesta parte.
Sei bem do que está falando.
Se não houver controle de nossa parte o caldo entorna, né?
Todos estão fisicamente e emocionalmente alterados.
Acredito que muito aprendi neste ambiente.
A observação das emoções é fundamental.
Compreender a dor do outro e a situação que está vivendo nos faz não absorvermos pessoalmente o problema e ajudá-los de forma serena.
Hebe

E porque não desenvolver a equanimidade, não amiga? A estabilidade de ânimo frente às contrariedades nos ajuda a enxergar com mais clareza e, portanto nos capacita a agir com maior justiça.
Fique a vontade em postar aqui amiga seus artigos do tópico ego x ilusão que achar pertinente ao tema equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz

Bom dia Diaz,

Todo " Sermão da Montanha" só se refere a equanimidade.
O texto que eu coloquei no tópico EGO e ILUSÃO são os 8 Dhammas  de Buda, não cabe num estudo localizado na seção sobre ESE.

Diaz desenvolver a equanimidade é tudo que temos que fazer.
É o amor sem apego, sem posse. É o amor puro que Jesus sempre pregou.

Colocando os 4 pares que consistem em os 8 Dhammas (fenômenos) segundo Buda.
1) louvor e censura
2)ganhos e perdas
3)prazer e a dor
4)Boa e má reputação

"Desenvolvemos a equanimidade estando atentos a nossas reações aos oito dhammas (fenômenos) mundanos.
"Como seres humanos, estamos sujeitos à mudança contínua ao longo de toda a vida. Convivemos com os opostos.
Se nos apegamos ao prazer com certeza se transformará em dor. A alegria se transforma em tristeza. A tristeza se transforma em alegria. Não há exceção. A equanimidade é uma qualidade libertadora que nos dá um coração aberto e equânime, calmo e estável, no meio das vicissitudes da vida."

Bem, esse é um pequeno resumo.
Alcançar o equilibrio entre os opostos sem perpetuar a dor ou o prazer, o bom e o ruim.

Isso é o que se chama cumprir as provas, esse é o principal aprendizado.

Um abço
Hebe

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/como-surgiu-a-ilusao/msg148177/#msg148177#ixzz10M4rkHb4




___________________________________________________Oi Heliana,
muito obrigada pelo elogio ao meu post, tenho gostado muito do que você coloca também.

Um abço
a todos
Hebe



[/quote]
Bom dia Diaz.

Por falar em "equanimidade" a amiga llua lembrou bem esse capítulo para exemplificar o que é.

Alan Kardec,



" Reforma Moral

          A questão 895 de O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata da Perfeição Moral, Allan Kardec indaga: "Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?" Ao que os Espíritos Superiores respondem: "O interesse pessoal. (...) O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro."

Dependendo do ponto de vista que tem a respeito da própria vida, o homem pode tomar atitudes diversas: se tem dúvidas com relação à sua condição de Espírito imortal, que continuará a existir e a progredir depois da morte do corpo físico, ele se apega aos valores materiais, que são temporários; se, ao contrário, está convicto da sua imortalidade, ele administrará os bens materiais como quem está com a responsabilidade de cuidar de algo por tempo determinado, findo o qual deixará na matéria o que é da matéria, prestando contas da sua administração, e conquistando valores espirituais, estes sim permanentes, que decorrem do respeito e do amor ao próximo que pratica.

O excessivo apego às coisas materiais leva o homem ao cultivo do orgulho e do egoísmo e, por conseqüência, a toda desagregação social que ambos provocam. E quando isto ocorre, esse homem busca, inquieto, soluções as mais diversas, apelando para reformas sociais, reformas econômicas ou reformas políticas, muito válidas, sem dúvida, mas que por si não são suficientes para eliminar suas angústias.

Uma única reforma, se faz necessária, que está na base de todas as demais: é a reforma moral do ser humano, a qual consiste em substituir o orgulho pela humildade e o egoísmo pela fraternidade. Esta reforma será sempre mais consistente quanto mais convicto estiver o ser humano de sua imortalidade.

Com esta transformação moral constrói-se uma paz duradoura para toda a Humanidade, evita-se a guerra entre seres e nações, elimina-se a miséria e a ignorância no mundo e distribuem-se com equanimidade os valores econômicos entre todos os seus habitantes. Isto porque não se pode pretender uma sociedade justa constituída por seres injustos, nem, tampouco, uma sociedade fraterna e solidária constituída por seres violentos.

Analisando as conseqüências decorrentes da convicção que a Doutrina Espírita nos traz – de que somos Espíritos imortais em constante processo de evolução; já existíamos antes de nascer e vamos continuar a existir depois da morte do corpo físico; temos um claro objetivo a alcançar que é o nosso aprimoramento intelectual e moral, como Espírito encarnado ou desencarnado –, Allan Kardec não teve dúvidas em afirmar: "O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza." (O Livro dos Espíritos, q. 918; O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3.)

E Jesus, depois de nos alertar para não andarmos muito cuidadosos com as coisas da matéria, já nos ensinava no seu Evangelho: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua Justiça e todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo." (Mateus, 6:33.)[/b][/b][/u]

Fonte: Revista Reformador Out/05"

Relendo esse capítulo volto a reforçar que o homem só conseguirá o verdadeiro equilíbrio quando se libertar dos apegos materiais que o faz causar conflitos e desajustes com o próximo.
A falta de Paz mental é a causa de toda a dor humana. Porque está sempre cobrando e sendo cobrado por valores ilusórios, impermanentes e esquecendo-se do principal, seu aprimoramento espiritual.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 01:49


Quanto ao que diz Tiago Brandão:

“Já pensei bastante sobre esse assunto e identifiquei que a maioria dos problemas de desequilíbrios são causados ou pelo corpo ou pela alma ou pela mente ou por suas interseções.
Eu seria o homem mais sábio e inteligente do mundo se conseguisse definir esse tema tão complicado em tão poucas linhas. Mas sim, o ” tripé” é minha filosofia sobre equilíbrio, ao qual não foi criada por mim é claro.”


Tiago, me desculpe, com todo o respeito, mas este tripé parece não estar muito certo, porque a mente não é algo a parte da alma, que na verdade é espírito, o espírito ou alma é que possui a mente e o sentimento, que mais precisamente a mente nada mais é do que o chacra frontal, que é o chacra do pensamento, e o sentimento é o produto, por sua vez, do chacra cardíaco. Com isto podemos dizer que a alma ou espírito é o ser racional que produz os sentimentos e os pensamentos (ou raciocínios). Estamos, portanto, numa situação dual, e não trial do ser.

E as noções de equilíbrio que você aponta não terem sido criadas por você para atestar como assertiva do que você falou sobre o tripé, como veracidade, estão relacionadas as teorias da conservação do corpo sempre belo, esbelto e jovial. Na verdade nada disto é condenável, podemos buscar isto, é bom para nós, nos ajuda até mesmo a queimar gorduras nocivas à saúde, como o mau colesterol, por exemplo, pode resolver vários problemas de saúde, algumas pessoas se entregam a estas atividades até mesmo por indicação médica, além das que procuram tais atividades por vaidade, apenas. Mas nós não podemos ver apenas isto, que na verdade é o costume da nossa sociedade contemporânea, temos que enxergar além disto, ou seja, a nossa saúde deve ser buscada por todos os caminhos que sabemos existir, a ginástica por indicação médica, um tratamento médico quando surge um probleminha ou problemão em nosso organismo, uma alimentação mais saudável do que a que estávamos acostumados (pois mudar o hábito alimentar não é fácil, nos exige um tempo de adaptação), largar certos hábitos nocivos, também sustentados pela nossa sociedade como o tabaco, álcool, e outros, e  etc. Por isto compreendo você, e por isto não se pode pensar na conservação do corpo apenas no aspecto atlético, e quando pensamos em buscar neste sentido temos que nos policiar para que não seja por vaidade pura e simplesmente, ou seja, que a vaidade não comande nossas vidas, mas sim, que nós dominemos a vaidade que existe dentro de nós, porque a vaidade é um ponto de desequilíbrio, se em demasia, pois é claro que todos nós queremos estar bem apresentáveis para as pessoas, com um aparência bonita, agradar a pessoa amada, agradar anos mesmo quando nos olhamos diante do espelho. Portanto, ainda, não podemos nos ater a esta noção da conservação do corpo como algo único em aspecto de conservação do corpo físico, temos que pensar mais além, rasgando o véu do aparente.

Portanto, sobra a dualidade corpo-alma, em que alma imprime no corpo as impressões e produções íntimas no corpo, isto sim, através das realizações, que nos geram os frutos a colher da vida, além dos frutos que trouxemos de outra vida, para, mais cedo ou mais tarde, se reverter nas provas difíceis pelas quais teremos que passar, através da saúde.

E Tiago:

“Principalmente nós, espíritas, acreditamos que muitos problemas físicos são causados pele desequilíbrio da alma e vice e versa, mas é obvio que um influenciará o outro, pois os três fazem parte do um, que somos nós, de tal forma que separá-los apenas acontece na esfera dos estudos."

O corpo nunca imprimirá na alma (espírito) um mal estar ou uma doença, é o espírito que imprime no corpo, portanto, um mal estar ou uma doença. No caso dos suicidas diretos e indiretos, vemos ainda que, o indivíduo, que é o próprio espírito, imprime no seu corpo a lesão fatal, e no plano espiritual o indivíduo sofre por longo tempo as dores da dilaceração que causou a si mesmo, quando voltar a roupagem física estará imprimindo nesta as marcas da lesão causada que resultarão em grave doença futura ou uma deficiência específica para o resto da vida.

E Tiago:

“Na prática, eu gosto muito do equilíbrio dos monges budistas, porém acredito que tudo que é de mais é erro.
A água em excesso faz mal.
O amor de mais faz mal?
Eu acredito que sim, na escala humana.
Na escala espiritual não. “

Eu sou uma grande admiradora dos monges budistas, no que eles acreditam e ensinam, tenho profundo respeito, mas vejamos que, realmente, no aspecto da saúde, água demais faz mal, quando o seu excesso pode levar a doenças graves, comprovadas pela medicina. E o amor, de fato como a humanidade o entende, faz mal mesmo, como você acredita, mas o amor a que os benfeitores espirituais vem nos convidando sempre, a iniciar-se pelas mensagens contidas no evangelho, o amor do desprendimento, o amor sendo manifestado pela caridade, o amor como a caridade do perdão, etc, é realmente difícil, mas possível, por isto que nós somos convidados todos os dias a fazer isto em nossas vidas, que consiste no nosso tão idealizado euquilíbrio.

E isto que você fala Tiago:

“Muitos humanos amam tanto uma pessoa, um objeto ou um Deus, que esquecem de se amar. Ou pior, ficam cegos, surdos, mudos, obcecados, ignorantes, pequenos, espíritos dignos de pena. Uma pessoa dessa está desequilibrada mental, espiritual e consequentemente  isso afetará seu corpo.”

É o chamado amor egoísta, o amor que a humanidade vive, como você mesmo afirma, é deste amor que os benfeitores querem que saiamos para entrar na sintonia de num outro amor, e na verdade, quando conseguirmos estar exercitando o amor ao próximo, esquecendo muitas vezes de nós (não que literalmente signifique que tenhamos que desprezar a nós mesmos), sentindo a felicidade interior deste exercício, estaremos, então, em perfeito equilíbrio. Portanto, não podemos buscar o equilíbrio aparente, mas o equilíbrio da alma, o equilíbrio espiritual.

Meu amigo, um grande abraço amigo e carinhoso,

Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 02:56


   Todos os textos postados pela Hebe na página 6, incluindo-se o citado pelo Dias, encerram verdades sobre a busca pelo equilíbrio. Enfim, busque o bem, o desprendimento, o não materialismo, etc. 

   Equilíbrio é amor e renúncia. E como diz Lázaro, citado no ESE:

"A Lei de Amor

    O amor resume toda a Doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.

...

    O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que aos bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.

ESE. Tradução de J. Herculano Pires. Capítulo XI - Amar o Próximo Como a Si Mesmo. 


    E por isto digo mais uma vez que aprecio muito o Budismo, e suas ramificações.

     Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 03:29


     Vejamos o que diz emmanuel:

Governo Interno

     Efetivamente, o corpo é miniatura do Universo.
     É imprescindível, portanto, saber governá-lo.
     Representação em material terrestre da personalidade espiritual, é razoável esteja cada um atento às suas disposições. Não é que a substância passiva haja adquirido poder superior ao da vontade humana, todavia, é imperioso reconhecer que as tendências inferiores procuram subtrair-nos o poder de domínio.
     É indispensável esteja cada homem em dia com o governo de si mesmo.
     A vida interior, de alguma sorte, assemelha-se à vida de um Estado. O espírito assume a autochefia, auxiliado por vários ministérios, quais os da reflexão, do conhecimento, da compreensão, do respeito e da ordem. As idéias diversas e simultâneas constituem apelos bons ou maus do parlamento íntimo. Existem, no fundo de cada mente, extensas potencialidades de progresso e sublimação, reclamando trabalho.
     O governador supremo que é o espírito, no cosmo celular, redige leis benfeitoras, mas nem sempre mobiliza os órgãos fiscalizadores da própria vontade. E as zonas inferiores continuam em antigas desordens, não lhes importando os decretos renovadores que não hostilizam, nem executam. Em se verificando semelhante anomalia, passa o homem a ser um enigma vivo, quando se não converte num cego ou num celerado.
     Quem espera vida sã, sem autodisciplina, não se distancia muito do desequilíbrio ruidoso ou total.
     É necessário instalar o governo de nós mesmos em qualquer posição da vida. O problema fundamental é de vontade forte para conosco, e de boa-vontade para com os nossos irmãos.

Livro: Pão Nosso. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel. 16ª edição, páginas 329-330.



   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 25 de Setembro de 2010, 12:42
Olá pessoal, bom dia a todos!
Nossa abordagem está cada vez mais ampla e profunda, porém, não nos esqueçamos de incluir o bem mais precioso que possuímos: O TEMPO.
A má administração de nosso tempo, também pode gerar desequilíbrio.
A falta de tempo que nos incomoda, na realidade é a falta de foco.
Cito aqui, algumas sugestões da especialista Cristian Barbosa, para lidarmos com esse problema e, em anexo o pensamento de Galileu Galilei.

A falta de foco é um dos maiores inimigos do trabalhador do século XXI. Em todo o universo abrangente da gestão do tempo, o item mais difícil de ser combatido é a falta de foco. Esse problema é sutil, sorrateiro e precisa de uma grande força de vontade para ser vencido.

Uma recente pesquisa americana mostrou que um profissional só consegue permanecer focado em uma tarefa por, no máximo, 11 minutos até que o telefone toque. Uma vez que ele pára um trabalho, custa, em média, 25 minutos até que a atenção se volte àquela primeira tarefa. Isso pode levar a uma perda de até suas horas diárias, devido à falta de foco e, conseqüentemente, acabada gerando uma desorganização no trabalho.

Algumas pessoas têm uma tendência natural a serem mais organizadas e a seguirem processos. Outras pessoas, por sua vez, são tão desorganizadas e avessas às regras que têm mais dificuldade para adquirir novos hábitos de produtividade. A explicação se dá ao fato de que o cérebro humano possui dois hemisférios, ligados entre si pelo corpo caloso. O hemisfério esquerdo, conhecido como consciente, é o responsável pelo raciocínio lógico. O hemisfério direito, conhecido como inconsciente, é o responsável pelo raciocínio criativo.

O hemisfério esquerdo é organizado, racional, lógico, analítico e se baseia no uso das palavras. Ele emite ordens e combina conceitos. O hemisfério direito é completamente diferente. É intuitivo, imaginoso e criativo. Ele usa a linguagem do visual, do auditivo e do sensitivo.

Pessoas com o hemisfério esquerdo predominante têm tendência a serem mais organizadas, analíticas e gostam de seguir processos. Conseguem facilmente seguir uma ordem para executar suas tarefas, são mais previsíveis, são pontuais e adorariam que o mundo fosse pontual.

Pessoas com hemisfério direito predominante possuem tendência a serem mais espontâneas, têm mais dificuldades com processos, são mais desorganizadas. São fãs de pilhas de papéis, e caixas de e-mail cheias, gostam de atender diversos projetos simultaneamente e têm uma facilidade enorme de se distraírem.

Não existe um hemisfério melhor que o outro. Ambos são igualmente importantes. O segredo é saber utilizar os dois a seu favor na hora de ganhar mais tempo no seu dia.

O cérebro é facilmente atraído por acontecimentos ao seu redor. Basta alguém no escritório iniciar uma música, um falatório ou alguma novidade e pronto, era essa a desculpa que você precisava para fugir da atividade por algo mais interessante. Veja algumas estratégias que podem ser adotadas para combater a falta de foco:

1) Priorize suas atividades.

Todos os conceitos de administração de tempo levam você a ter um dia mais focado. Quando você se organiza, você define objetivos, se planeja e consegue saber o que precisa realmente fazer no seu dia. Liste todas as atividades e priorize numericamente. Siga essa ordem na execução das tarefas.

2) Operação Shutdown

Quando precisar se focar em alguma atividade, desligue completamente seu celular e telefone, televisão, msn, e-mail, feche a porta e peça para ninguém incomodá-lo até terminar. Quanto mais você se afastar das possíveis interrupções mais sucesso terá na sua concentração.

3) Para focar crie um padrão

Você pode ritualizar a sua concentração. Escolha uma música tranqüila que você goste e o ajude a relaxar. Alguns estudos de superlearning comprovam que a música barroca aumenta em 3 ou 4 vezes a concentração e a capacidade de absorção do cérebro. Toda vez que precisar se focar ouça sempre a música que o ajuda a se concentrar. Isso criará uma "ancora auditiva" e o colocará em estado de concentração muito mais rápido.

4) Respire

Antes de iniciar seu trabalho, relaxe por alguns minutos. Comece a respirar profundamente algumas vezes. Concentre-se apenas na sua respiração e no seu corpo. Deixe sua mente fluir naturalmente. A pressão diária acaba aumentando nossa adrenalina e deixando nosso ritmo mais ansioso e agitado, o que propicia a falta de foco. Quando você respira e relaxa, você diminui sua ansiedade e aumenta sua capacidade de concentração.

5) Desligue seu e-mail.

Deixar o e-mail ligado diretamente é um vício perigoso e hoje posso afirmar que é um dos maiores causadores da falta de foco em seu ambiente. Estabeleça horários durante o dia para essa atividade, não deixe que a cada e-mail sua atenção seja desligada.

Pare um pouco e analise o momento anterior à leitura deste artigo, como você tem se concentrado? Que tal ganhar alguns minutos preciosos no seu dia, sendo mais focado? Quando você vai começar a focar no que é realmente importante na sua vida?

Cristian Barbosa é especialista em produtividade pessoal e empresarial. Sócio da POPCOM Blue Eagle, diretor executivo da Tríade do Tempo, facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/Onu - Empretec e facilitador da FranklinCovey Brasil.

Fiquem com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 14:36


   Bom dia a todos também, meus queridos amigos,

   É mesmo Dias, o tempo é um outro fator importante para aprender a admistrarmos e nossas vidas.
   Temos que ser amigos do tempo, considerando que o tempo vai e não volta. O tempo vai, e caminhamos junto com ele, ou ele nos deixa para trás, ou seja, melhor dizendo, nós é que ficamos atrás dele, por que ele não pára para nos esperar a boa vontade de caminharmos com ele. Excelente texto sobre o tempo relacionado a atividade mental.

   Hebe, seu texto, como eu já havia dito antes é perfeito, encerra com precisão o assunto do tópico, não no sentido de encerrar o tópico propriamente, mas encerrar no sentido de que este é mesmo o alvo da discussão proposta no mesmo, criado pelo Dias.  Eu gostaria de copiar este seu texto sobre as duas asas, você permite? 

   Um trechinho de Emmanuel sobre o tempo:

"Nossa Parcela

Talvez não percebas. Entretanto, cada dia, acrescentas algo de ti ao campo da vida.

As áreas dos deveres que assumiste são aquelas em que deixas a tua marca, obrigatoriamente, mas possues distritos outros de trabalho e de tempo, nos quais o Senhor te permite agir livremente, de modo a impregná-los com os sinais de tua passagem."

Livro: Mãos Unidas, psicografia do Chico, pelo espírito Emmanuel, 18ª edição, p.43.

Um carinhoso abraço,

Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Setembro de 2010, 15:21


   Bom dia a todos também, meus queridos amigos,

   É mesmo Dias, o tempo é um outro fator importante para aprender a admistrarmos e nossas vidas.
   Temos que ser amigos do tempo, considerando que o tempo vai e não volta. O tempo vai, e caminhamos junto com ele, ou ele nos deixa para trás, ou seja, melhor dizendo, nós é que ficamos atrás dele, por que ele não pára para nos esperar a boa vontade de caminharmos com ele. Excelente texto sobre o tempo relacionado a atividade mental.

   Hebe, seu texto, como eu já havia dito antes é perfeito, encerra com precisão o assunto do tópico, não no sentido de encerrar o tópico propriamente, mas encerrar no sentido de que este é mesmo o alvo da discussão proposta no mesmo, criado pelo Dias.  Eu gostaria de copiar este seu texto sobre as duas asas, você permite? 


Um carinhoso abraço,

Heliana.


Oi Heliana,
Pode pegar o texto sim, estamos aqui pra isso.
Desta mesma forma, farei com um texto do Coronel, que me deu uma explicação muito boa sobre " ATENÇÃO" no tópico EGO E ILUSÃO , o que neste momento peço licença.

" Cito Corornel:
  "É necessário que, em todos os momentos da vida diária, estejamos atentos a tudo: ao que vemos, ouvimos, sentimos; a todos os eventos interiores ou exteriores, enfim, a todas as coisas que nos produzem sensações de qualquer espécie   
          Temos de usar a atenção. Por isso, Jesus nos deixou tantas parábolas sobre estarmos atentos. Assim, a parábola do servo fiel que aguardava (atento) a chegada do patrão (a verdade); a parábola das virgens insensatas que, desatentas, se esqueceram de colocar azeite em suas lâmpadas e, assim, não perceberam a chegada do noivo (a verdade); a parábola do ladrão; temos de estar atentos, pois o ladrão (a verdade) pode chegar quando menos esperamos (pois ela está em todo lugar) e, se não estivermos atentos, não vamos percebê-lo. E, conforme mostraram pesquisas sérias, no cristianismo primitivo, a maior virtude era a atenção, e o maior pecado era a desatenção, provavelmente porque a desatenção nos distrai e perturba a tranquilidade mental.
          Se estamos distraídos por qualquer coisa: pensamento, lembrança imaginação ou sensação (um compromisso, uma dívida que vence, uma providência importante a tomar, uma dor, medo, desejos, remorsos ou preocupações sobre dinheiro, saúde, gula, avareza, preguiça, sexo, ódio, vaidade, orgulho, aquelas coisas às quais as doutrinas dão o nome de pecados capitais e outros), não vamos conseguir  tranqüilidade; não podemos aquietar a mente.

                  Um bom abraço"

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/ego-e-ilusao/705/#ixzz10Y8CgBwv

Resolvi citar este reposta que ele me deu porque está bem de acordo como que o Diaz colocou sobre mantermos o FOCO .
Esse foco no momento presente é o que  os Mestres falam sobre  o estado meditativo, sem passado e sem futuro, ou seja, sem arrastar mágoas e expectativas.
A melhor coisa é a atenção, a pior é a distração. Por que?
Quando estamos atentos ,a nossa emoção não trabalha, ela não cria fantasia, a mente está serena e focada no que temos que fazer. Tudo flui naturalmente e muito melhor.
Isso é o que fala a Oração Permanente “ de Rohden .
http://www.eurooscar.com/elev1/rohden13.htm
Rohden fala  o seguinte.
Os mestres e iluminados não pediram para que orássemos de vez em quando, mas permanentemente, em cada  atividade, em cada gesto, essa é a verdadeira ligação com Deus.
Leiam o link vale a pena.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Setembro de 2010, 16:00
Vejam que beleza essa poesia.

Desculpe a insistencia de citar Rohden, mas ele é mais fácil de compreender do que OSHO ou Krishnamurti.

ENCONTRO CONTIGO MESMO

Quantas vezes te encontras com teus amigos?
E nunca te encontras contigo mesmo?
Não com o teu ego externo - sim com o teu Eu interno...
O encontro com o teu centro resolveria
os problemas das tuas periferias.

O encontro com tua alma resolveria
os problemas da tua mente e do teu corpo.
Marca, cada manhã cedo, um encontro com tua alma.
Longe de todos os ruídos da tua mente e do teu corpo.
Isola-te em profundo silêncio e solidão.
Esvazia-te de tudo que tens
- e serás plenificado pelo que és.

Faze do teu ego uma total vacuidade
- e serás plenificado pelo Eu divino.
Onde há uma vacuidade acontece uma plenitude
- é esta a maravilhosa matemática do Universo.

Entra, cada manhã, num grande silêncio
- num silêncio pleniconsciente.
No silêncio da presença.
No silêncio da plenitude.

Abre os teus canais rumo à fonte cósmica
- e as águas vivas do Universo fluirão
através de teus canais.
E nunca mais te sentirás
frustrado, angustiado, infeliz.

Esse encontro com o teu centro de energia
beneficiará todas as periferias da tua vida diária.
Até os trabalhos mais prosaicos te parecerão poéticos.
E as pessoas antipáticas te serão simpáticas. 
 
Nenhuma injustiça te fará injusto.
Nenhuma maldade te fará mau.
Nenhuma ingratidão te fará ingrato.
Nenhuma amargura te fará amargo.
Nenhuma ofensa te fará ofensor nem ofendido.

E estenderás o arco-íris da paz
sobre todos os dilúvios das tuas lágrimas.
Se te encontrares contigo mesmo...

Isola-te, numa hora de profundo silêncio e solidão.

Mais tarde, serás capaz de estar a sós contigo
em plena sociedade,
no meio da tua atividade profissional. 

E então terás resolvido definitivamente
o problema da tua vida terrestre.

O mundo de Deus
não te afastará mais do Deus do mundo.   


(Do livro “De Alma para Alma”, de Huberto Rohden)


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/como-surgiu-a-ilusao/255/#ixzz10YNXoRxf
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 16:08


   Obrigada Hebe, por permitir que eu copie o seu texto,

   As palavras do Coronel encaixa-se mesmo na discussão deste tópico. E se ele estivesse aqui discutindo conosco enriqueceria muito nossa discussão.

  Espero que o Tiago não desista de discutir conosco também, dando todos nós as mãos, para caminharmos de mãos unidas em compreensões e aprensizados a que todos nós aqui estamos contribuindo. Afinal, eu também estou aprendendo com o Dias e com você!

  Um grande abraço,

  Heliana.





   
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 25 de Setembro de 2010, 20:33
Oi pessoal, boa tarde.

Algo mais para refletirmos...

"A maior parte da dor humana é desnecessária. Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a vida. A dor que tu criares agora será sempre uma certa forma de não aceitação, uma certa forma de resistência inconsciente àquilo que é. Ao nível emocional, é uma certa forma de negatividade. A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente, e esta por seu lado depende de quão fortemente estiveres identificado com a tua mente. A mente procura sempre recusar o Agora e escapar dele. Por outras palavras, quando mais identificado estiveres com a tua mente, mais sofrerás. Ou poderás colocar a questão deste modo: quando mais honrares e aceitares o Agora, mais livre estarás da dor, do sofrimento - e livre da mente egoica.

Porque é que a mente recusa ou resiste habitualmente ao Agora? Porque ela não consegue nem funcionar nem ficar no comando sem tempo, que é passado e futuro, e por conseguinte para ela o Agora representa uma ameaça. De facto, o tempo e a mente são inseparáveis. (...) A mente para garantir que continua no comando, procura constantemente a encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar pelo tempo, também a tua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.

Um fardo de tempo, cada vez mais pesado, tem vindo a acumular-se na mente humana. Todos os indivíduos sofrem sob esse fardo, mas também continuam a somar-lhe todos os momentos, sempre que ignoram ou recusam esse precioso Agora ou o reduzem a um meio para alcançarem um determinado momento futuro, o qual só existe na mente e nunca na actualidade. A acumulação de tempo na mente humana, colectiva e individual, contém igualmente uma enorme quantidade de dor residual que vem do passado."

Tolle, Eckhart, "O Poder do Agora", Editora Pergaminho


Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 25 de Setembro de 2010, 22:52



   Oi a todos!


   Eu tenho este livro, "O Poder do Agora", me foi emprestado pelo meu irmão, mas só li meio parágrafo até agora.  e pela leitura de pincelada pude ver que tenho que lê-lo por inteiro.

   Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 26 de Setembro de 2010, 08:55
Irmãos,
Primeiramente queria me desculpar por demorar em responder. Eu tenho apenas 32 anos e estou muito atarefado com minhas ocupações terrestres, mas estou fazendo o possível para participar desse grande foco de sabedoria. Também queria me desculpar por estar copiando desde o início cada palavra sábia aqui postada sem pedir permissão, pois acreditava que estas eram colocadas de coração, sem cobrança de direitos autorais. Eu ainda acredito nisso, mas fiquem tranqüilos, pois não usarei suas palavras em meus livros sem consultá-los.
Querida Heliane,
Cito:
Tiago, me desculpe, com todo o respeito, mas este tripé parece não estar muito certo, porque a mente não é algo a parte da alma, que na verdade é espírito, o espírito ou alma é que possui a mente e o sentimento, que mais precisamente a mente nada mais é do que o chacra frontal, que é o chacra do pensamento, e o sentimento é o produto, por sua vez, do chacra cardíaco.

Agora cito eu:
Agora com a mente:
Bons estudos, boa capacidade dissipar estresse, níveis normais em todas as “inteligências”, boa cultura.

Acredito que os sentimentos fazem parte da “perna” Alma, porém:
A Evolução do Conceito de Inteligência
Durante grande parte dos séculos 19 e 20, acreditou-se que a inteligência era algo podia ser facilmente medida, determinada e comparada através de testes, como o famoso teste de QI por exemplo, que dava a inteligência da pessoa em números. No entanto, com o tempo, o teste de QI foi caindo em descrédito pois pouco a pouco foi se notando que nem sempre as pessoas mais inteligentes e bem sucedidas obtiam os melhores resultados.
Os psicólogos e pesquisadores começaram a notar que havia alguns casos de pessoas que obtinham resultados mediocres nos testes de QI, mas que se davam bem na vida pois eram pessoas determinadas, disciplinadas, persistentes e carismáticas. Mas como pessoas consideradas “burras” pelo teste de QI poderiam ter tanto sucesso ?
A resposta é simples: existem vários tipos de inteligência !!
Segundo Howard Gardner, psicólogo autor desta teoria, existem ao todo 7 tipos de inteligência e todas as pessoas tem um pouco das 7 combinados dentro de sí. No entanto cada pessoa tem um deles desenvolvido de modo mais forte e que se sobrepõe sobre os outros.
Os 7 Tipos de Inteligência
Os 7 tipos de inteligência identificados no trabalho de Howard Gardner são:
 
Inteligência Linguistica
As pessoas que possuem este tipo de inteligência tem grande facilidade de se expressar tanto oralmente quanto na forma escrita. Elas além de terem uma grande expressividade, também tem um alto grau de atenção e uma alta sensibilidade para entender pontos de vista alheios. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado esquerdo do cérebro é uma das inteligências mais comuns.
 
Inteligência Lógica
Pessoas com esse perfil de inteligência tem uma alta capacidade de memória e um grande talento para lidar com matemática e lógica em geral. Elas tem facilidade para encontrar solução de problemas complexos, tendo a capacidade de dividir estes problemas em problemas menores e ir os resolvendo até chegar a resposta final. São pessoas organizadas e disciplinadas. É uma inteligência fortemente relacionada ao lado direito do cérebro.
 
Inteligência Motora
Pessoas com este tipo de inteligência possuem um grande talento em expressão corporal e tem uma noção espantosa de espaço, distancia e profundidade. Tem um controle sobre o corpo maior que o normal, sendo capazes de realizar movimentos complexos, graciosos ou então fortes com enorme precisão e facilidade. É uma inteligência relacionada ao cerebelo que é a porção do cérebro que controla os movimentos voluntários do corpo. Presente em esportistas olímpicos e de alta performance. É um dos tipos de inteligência diretamente relacionado a coordenação e capacidade motora.
 
Inteligência Espacial
Pessoas com este perfil de inteligência, tem uma enorme facilidade para criar, imaginar e desenhar imagens 2D e 3D. Elas tem uma grande capacidade de criação em geral mas principalmente tem um enorme talento para a arte gráfica. Pessoas com este perfil de inteligência tem como principais características a criatividade e a sensibilidade, sendo capazes de imaginar, criar e enxergar coisas que quem não tem este tipo de inteligência desenvolvido, em geral, não consegue.
 
Inteligência Musical
É um dos tipo raros de inteligência. Pessoas com este perfil tem uma grande facilidade para escutar músicas ou sons em geral e identificar diferentes padrões e notas músicais. Eles conseguem ouvir e processar sons além do que a maioria das pessoas consegue, sendo capazes também de criar novas músicas e harmonias inéditas. Pessoas com este perfil é como se conseguissem “enxergar” através dos sons. Algumas pessoas tem esta inteligência tão evoluida que são capazes de aprender a tocar instrumentos musicais sozinhas. Assim como a inteligência espacial, este é um dos tipos de inteligência fortemente relacionados a criatividade.
 
Inteligência Interpessoal
Inteligência interpessoal é um tipo de inteligência ligada a capacidade natural de liderança. Pessoas com este perfil de inteligência são extemamente ativas e em geral causam uma grande adimiração nas outras pessoas. São os lideres práticos, aqueles que chamam a responsabilidade para sí. Eles são calmos, diretos e tem uma enorme capacidade para convencer as pessoas a fazer tudo o que ele achar conveniente. São capazes também de identificar as qualidades das pessoas e extrair o melhor delas organizando equipes e coordenando trabalho em conjunto.
 
Inteligência Intrapessoal
É um tipo raro de inteligência, também relacionado a liderança. Quem desenvolve a inteligência interpessoal tem uma enorme facilidade em entender o que as pessoas pensam, sentem e desejam. Ao contrário dos lideres interpessoais que são ativos, os lideres intrapessoais são mais reservados, exercendo a liderança de um modo mais indireto, através do carisma e influenciando as pessoas através de idéias e não de ações. Entre os tipos de inteligência, este é considerado o mais raro.
Além disso, não percebo que cultura tem nada haver com a alma, que pra mim é sinônimo de espírito.
Cito você:
O corpo nunca imprimirá na alma (espírito) um mal estar ou uma doença, é o espírito que imprime no corpo, portanto, um mal estar ou uma doença. No caso dos suicidas diretos e indiretos, vemos ainda que, o indivíduo, que é o próprio espírito, imprime no seu corpo a lesão fatal, e no plano espiritual o indivíduo sofre por longo tempo as dores da dilaceração que causou a si mesmo, quando voltar a roupagem física estará imprimindo nesta as marcas da lesão causada que resultarão em grave doença futura ou uma deficiência específica para o resto da vida.


Eu sou estudioso de religiões desde os meus 18 anos, aos quais me tornei espírita atuante aos 20.
Por quê?
Lógica.

Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado.  Ou não?
Se pisarmos num buraco e torcermos o tornozelo? O que acontecerá com nosso espírito?
Se pegarmos AIDS porque o amor da nossa vida nos traiu?

Cito:
Eu sou uma grande admiradora dos monges budistas, no que eles acreditam e ensinam, tenho profundo respeito, mas vejamos que, realmente, no aspecto da saúde, água demais faz mal, quando o seu excesso pode levar a doenças graves, comprovadas pela medicina. E o amor, de fato como a humanidade o entende, faz mal mesmo, como você acredita, mas o amor a que os benfeitores espirituais vem nos convidando sempre, a iniciar-se pelas mensagens contidas no evangelho, o amor do desprendimento, o amor sendo manifestado pela caridade, o amor como a caridade do perdão, etc, é realmente difícil, mas possível, por isto que nós somos convidados todos os dias a fazer isto em nossas vidas, que consiste no nosso tão idealizado euquilíbrio.


Cito eu:

“Na prática, eu gosto muito do equilíbrio dos monges budistas, porém acredito que tudo que é de mais é erro.

O que eu estava pensando é que, os monges budistas fazem votos: Fogem do mundo material, pois é a forma mais fácil de alcançar a “iluminação”, mas eu acredito que o mais puro não é o que não peca por ser prudente, mas sim o que entra na lama e não se suja.

Quanto ao amor:
Pra mim tudo que é amor é Deus se comunicando com nosso espírito, tudo que é medo também é Deus, mas não é ele se comunicando.

Pra terminar, tenho a seguinte pergunta. Se não fosse tão bom amar, para o nosso crescimento espiritual, nossas futuras reencarnações, nossa caminhada espírita, nós amaríamos ao próximo? Por quê?

Esqueça a fé um segundo e use a lógica que Deus nos deu.

Enfim, acredito que nossa consciência é o mais próximo que conhecemos de Deus. Por ela nos encontramos com ele e chegamos a felicidade.

Irmã Heliane,

Mesmo eu não parecendo ser humilde, eu sou e agradeço sua boa vontade de me questionar, assim como agradeci pelo Dias não o fazer, mesmo torcendo para que o fizesse, afim de esclarecer pontos aos quais mesmo eu não entenderia da minha própria cresça.Mas feliz fiquei por ele estar satisfeito com minha resposta.

Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 26 de Setembro de 2010, 09:07
Diaz,
Desculpe por escrever seu nome errado,
Abraço fraterno
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 26 de Setembro de 2010, 16:24


   Tiago:


”Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado.  Ou não?
Se pisarmos num buraco e torcermos o tornozelo? O que acontecerá com nosso espírito?
Se pegarmos AIDS porque o amor da nossa vida nos traiu?”


1° - quando machucamos nosso corpo fisicamente por acidente, ou por maus hábitos, provocado por outrem ou por nós mesmos pode ser pelo fato de que, de alguma maneira, estava programado para acontecer. Tudo o que acontece conosco fica impresso em nós, que somos a alma ou corpo, nós não temos a alma, não temos o espírito, somos a alma, somos o espírito. São situações fortuitas que fogem de nosso controle, mas necessárias para nosso crescimento espiritual, de qualquer modo o corpo jamais será o agente causador de nossas vicissitudes espirituais, ele é apenas o veículo possibilitador de nossos aprendizados.

O corpo é o veículo material de nós mesmos, através do qual podemos viver materialmente no mundo, o corpo sem espírito, que somos nós, nada pode fazer, pois fica inerte, por isto o corpo nada tem haver com isto, se, por exemplo, conversando com alguém no meio fio da rua, ou de uma praça, ou de um parque, ao movimentarmo-nos pisamos por acidente na beira da calçada de mau jeito, poderemos torcer muito o pé, e conforme o modo como torceu, teremos que ir imediatamente a um pronto socorro, pois estaremos com dor, o pé inchado, e não conseguiremos andar, nem dirigir, alguém terá que nos levar para casa.

2° - Se sofrermos um atropelamento, também será um acidente, uma vicissitude da qual não temos responsabilidade, desde que realmente não tivemos participação irresponsável no fato, como na situação do pé torcido, que exemplifiquei, talvez tivesse sido uma situação programada, e talvez tivesse sido uma situação facilitada por nós mesmos, e seja como for, este acidente imprimirá uma impressão em nós espiritualmente, mas não deixará marcas visíveis se não tivermos dívidas (karmas) relacionadas a este tipo de coisa (por exemplo: que na Antiguidade possamos ter sido ou não um soldado romano a judiar dos escravos ou pessoas simples do povo, da época, com aqueles carros romanos, e outros exemplos mais.), se já tivermos evoluído bastante as marcas do atropelamento, mesmo que permaneçam no corpo físico, não permanecerão no corpo espiritual.

3° - Se dermos cabeçada na parede com certeza que nossa cabeça estará seriamente afetada, mas não nos afetará espiritualmente, a não ser pelo forte susto que levaremos, e registrado ficará em nossa memória.

4° - Se pegarmos AIDS por que nosso amor nos traiu não será responsabilidade nossa, mas sim do companheiro (a) que contraiu e não quis ser uma pessoa responsável em seu relacionamento afetivo (e em outros casos, como sabemos por relatos: quiseram conscientemente transmitir a doença, revoltados por saber que irão morrer, e querem levar mais pessoas com eles para a morte). De forma alguma ficará impresso em nosso corpo espiritual (nós somos o corpo espiritual), a menos que sejamos um espírito tão atrasado em nossa evolução, apegados à experiências e coisas materiais, que com certeza carregaremos este mal impresso até a próxima encarnação, por outro lado, sendo pessoas mais evoluídas, já apegadas aos ensinamentos esclarecedores da alma, desapegados da matéria, sofreremos com isto, e partiremos para o plano espiritual com as marcas, mas que logo sumirão com a assistência dos bons espíritos que cuidarão de nossa saúde em um hospital do além, cuidarão da saúde emotiva-mental, e da saúde do corpo espiritual.

O corpo físico, por ser material, sabemos bem que é perecível, qualquer coisa que nos aconteça fisicamente nos levará a fortes impressões psicológicas e sofrimento que terá uma certa duração em nossa vida, por uma hora, por um dia, por uma ano ou mais, por toda a vida, dependendo do acidente que tivermos sofrido. Para isto que nosso corpo é o santificado veículo de nós, espíritos, concedido primeiramente por Deus, Nosso Pai, e segundamente, por Jesus, Nosso Mestre Amigo, a quem temos que agradecer todos os dias por nos permitir ter este precioso veículo. Eu particularmente agradeço todos os dias em minhas horações matinais e na hora de dormir por me permitir viver um dia mais, pois não sabemos quanto tempo nos foi concedido nesta roupagem atual que utilizamos.

E:

“Cito eu:

“Na prática, eu gosto muito do equilíbrio dos monges budistas, porém acredito que tudo que é de mais é erro.

O que eu estava pensando é que, os monges budistas fazem votos: Fogem do mundo material, pois é a forma mais fácil de alcançar a “iluminação”, mas eu acredito que o mais puro não é o que não peca por ser prudente, mas sim o que entra na lama e não se suja. “

Concordo com você a respeito dos monges budistas. Mas talvez eles já tenham alcançado elevado grau evolutivo em existências passadas, já não tivessem mais que viver em meio a turbilhões devido a evolução alcançada. Por este motivo, não precisando mais sofrer (embora ainda sofrem as opressões governamentais como os tibetanos) estão contribuindo com a fortificação de energias superiores para o nosso orbe terrestre. Por que precisar ser um operário de uma grande transmultinacional em um país do oriente, trabalhando como escravo, quando podem contribuir para a paz mundial da forma como escolheram. Contribuir para o reequilíbrio da humanidade. Mas apesar disto tudo, concordo com você, buscam a iluminação sem se sujarem na lama e conseguirem saírem limpos de lá.

E por fim Tiago:

“Quanto ao amor:
Pra mim tudo que é amor é Deus se comunicando com nosso espírito, tudo que é medo também é Deus, mas não é ele se comunicando.

Pra terminar, tenho a seguinte pergunta. Se não fosse tão bom amar, para o nosso crescimento espiritual, nossas futuras reencarnações, nossa caminhada espírita, nós amaríamos ao próximo? Por quê?

Esqueça a fé um segundo e use a lógica que Deus nos deu.

Enfim, acredito que nossa consciência é o mais próximo que conhecemos de Deus. Por ela nos encontramos com ele e chegamos a felicidade.”

Concordo com você quanto ao amor, em gênero, número, e grau. O Universo é a sinfonia de Deus. E de fato, o medo não é Deus, por isto que Jesus disse ao apóstolo Pedro que não tivesse medo, pois não era manifestação do bem, influenciada por uma entidade espiritual, neste momento de diálogo entre Pedro e o Cristo:

- O Filho do Homem tem de sofre muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto, e ao terceiro dia ressuscitar ...
- Deus te livre de tal mal ,senhor,Isso não há de acontecer!
- Afasta-te Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.
(...)
Pedro assustou-se e recuperou a serenidade.
... Ele se dera conta do medo que o havia tomado e da força estranha que o induzira à atitude infeliz, ... “

Livro: Até o Fim dos Tempos. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Amélia Rodrigues, Livraria Espírita Alvorada, 2000, p. 24 e 28-29. 

E aproveitando a lição sobre o medo, ensinada pelo Mestre Jesus, quando caímos no medo entramos em desequilíbrio.

Com muito carinho meu amigo,

Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 26 de Setembro de 2010, 20:43
Boa tarde irmãos, boa tarde Heliana,

Eu aprendi que ao filosofarmos devemos esquecer um pouco nossa fé e focarmos no ponto em questão.

Ex: Os evangélicos acreditam que não existam espíritos, mas sim anjos e demônios se fazendo passar por estes.
Quando analisarmos esse ponto, não podemos deixar que nossa fé espírita atrapalhe a nossa razão, pois o debate ficaria muito prejudicado. Claro que devemos nos embasar em textos espíritas para argumentar, mas deixar a fé de lado por alguns estantes.

Então cito a Heliana:
° - quando machucamos nosso corpo fisicamente por acidente, ou por maus hábitos, provocado por outrem ou por nós mesmos pode ser pelo fato de que, de alguma maneira, estava programado para acontecer. Tudo o que acontece conosco fica impresso em nós, que somos a alma ou corpo, nós não temos a alma, não temos o espírito, somos a alma, somos o espírito. São situações fortuitas que fogem de nosso controle, mas necessárias para nosso crescimento espiritual, de qualquer modo o corpo jamais será o agente causador de nossas vicissitudes espirituais, ele é apenas o veículo possibilitador de nossos aprendizados.

Agora cito eu:
Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado. 
Eu acredito que o corpo influencia o espírito e que não necessariamente seja diretamente proporcional. Quando torcemos o tornozelo, causando dor, causando impedimento em locomoção, causando “marcas impressas em nosso espírito”, este está influenciando o espírito, prejudicando-o, colocando uma pedra no seu caminho, porém, ao superar essa pedra o espírito estará evoluindo, mas pode não superar nessa vida.
Quando pensamos em corpo, pensamos em uma casca que se quebrará para nosso espírito sair, mas o corpo é mais. Ele esta para o espírito assim como a internet que faz com que acessemos esse fórum está para as informações aqui obtidas. Se a internet estiver lenta, ou intermitente, as informações serão demoradamente absorvidas, talvez nós não estaríamos tendo essa conversa. As oportunidades passam, se você não tiver com seu corpo apto.
Além do que, ele pode ser responsável pelas nossas derrotas espirituais, pois o ódio é muito prejudicial e nos leva a revolta, desespero. Ex: A pior coisa que pode acontecer para águem odiar e se revoltar contra Deus e todos os seres vivos é: nascer uma espinha pequenininha no meio, das nossas costas.
Muita gente já matou por esse motivo. Já houve casos de suicídios. Muitos ficaram deprimidos e se entregaram a solidão. Outros gastaram todo o seu dinheiro a fim de solucionar esse problema e mesmo assim não conseguiram.
Parece que estou falando a mesma coisa que você falou, mas é o meu ponto de vista.

Cito:
“quando machucamos nosso corpo fisicamente por acidente, ou por maus hábitos, provocado por outrem ou por nós mesmos pode ser pelo fato de que, de alguma maneira, estava programado para acontecer.”
Realmente, de alguma maneira aconteceu, mas eu acredito que apenas fatos importantes em nossas vidas são previamente estudados e analisados por nós ou Deus, ou um órgão responsável. Imagina que: o que você comeu hoje já havia de alguma maneira ter sido programado. Milhões de pessoas usaram do seu direito de fazer escolhas para que você escolhesse comer o que comeu. Seria logicamente um caos, administrar tantas incógnitas ao mesmo tempo em que influenciariam uma coisa tão sem importância para o todo. Se essa minha hipótese tiver cabimento, então o que seria de importância significativa em relação ao o todo?
Em relação a mente: Ela pode ser estudada como uma perna diferente do espírito?
Pensamento:
“O tempo pode ser nosso pior inimigo, mas também pode ser nosso melhor amigo.”
Abraços fraternais
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 26 de Setembro de 2010, 23:05




      Boa noite Tiago,


Vamos, inicialmente, nos reportar ao “Livro dos Espíritos”, então:

Questão 24:

“É o espírito sinônimo de inteligência?
A inteligência é um atributo essencial do espírito, Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

Portanto, se a inteligência (propiciada pelo chacra frontal) é um atributo do espírito, não existe à parte deste. O corpo é apenas seu veículo.

Em resposta a sua afirmativa, espero estar correspondendo a você de acordo com seu pensamento, há uma parte no texto de Joanna de Ângelis, mentora de Divaldo Pereira Franco, que fala exatamente do reflexo do corpo na alma (ou espírito).

Questão 25:

“O espírito independe da matéria, ou é  apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?
São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.”

Livro: Autodescobrimento: uma busca interior. De Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, páginas 16; 17; 18;  19;  20;  21 e 56.

O Ser Real

...

Essa energia inteligente, na sua expressão original, como Espírito, passa por condensação de moléculas, assim constituindo o corpo intermediário (perispírito), que se encarrega de concentrar e congelar as partículas, que se manifestam como o corpo somático.

(...)

As doenças, portanto, resultam do uso inadequado das energias, da inconsciência do ser em relação à vida e à sua finalidade.

Por outro lado, os núcleos vitais (chackras) abaixo do diafragma, que não tem as energias transmutadas para a região superior a fim  de serem sublimadas, especialmente na zona sacral, produzem doenças do aparelho urinário e genésico, com agravantes no que diz respeito aos relacionamentos sexuais ...

Nada se deve perder no organismo. Todas as energias poderão ser canalizadas sob o comando da mente desperta – o eu superior – para a sua responsabilidade, criatividade e expressão divina, que demosntram sua origem.

(...)

Considere-se um corte que dilacere um membro. Pode ser deixado de lado para auto-refazer-se ou receber curativo imediato para a reparação dos tecidos e capilares.

(...)

A doença resulta do choque entre a mente e o comportamento, o psíquico e o físico, que interagem somatizando as intereferências.

Diante de ocorrências viciosas, de acidentes morais e emocionais, cumpre se lhes faça um exame circunstanciado, passando-se à conservação com o departamento afetado, despertando-lhe as potências e liberando-as para o preenchimento das finalidades da vida a que todas as coisas estão submetidas e se destinam.

Conversar, terna e bondosamente, com as imperfeições morais, alterando-lhes o curso; buscar penetrar no intricado meandro dos conjuntos celulares e envolvê-los em vibrações de amor; estimular os órgãos com deficiência de funcionamento, ou perturbação enfermiça, a que voltem à normalidade, são métodos de comando da energia espiritual do eu superior, interferindo nas complexidades da força mantenedora do perispírito e da matéria, alterando-lhes para melhor a movimentação.

No sentido inverso, a conduta desregrada, os pensamentos violentos, as forças descompensadas do instinto, produzindo congestão e inibição das energias, dão curso aos atestados de violência, de depressão, de obsessão compulsiva, de degeneração dos tecidos e órgãos que lhes sofrem a corrente contínua deletéria.

(...)

O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora [era isto que você queria dizer o tempo todo Tiago!], distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificados, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.

Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo, causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celucar.

Determinadas emoções fortes – medo, cólera, agressividade, ciúme – provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às glândulas supra-renais. Por sua vez, essa ação emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.

(...)

A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito, (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do se espiritual, na reencarnação.

(...)

O corpo é veículo dúctil ao pensamento, sujeito aos sentimentos e vítima das emoções. De acordo com a qualidade deles passa a ter a sua organização condicionada, e o sofrimento é-lhe sempre a conseqüência das expressões errôneas.”

                                                                   Joanna de Angelis

Um grande abraço carinhoso, querido amigo Tiago,

Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 26 de Setembro de 2010, 23:39
Amiga Helina,

Estamos aqui.

Fique en Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Giuliano.z em 27 de Setembro de 2010, 00:17
Em outro topico disseram que so atingimos o equilibrio quando controlamos a mente. Dessa forma evitarmos alimentar ideias q por menor q pareça acaba dominando nossa mente e nossa vontade.

Como qualquer sentimento de superioridade ou mesmo inferioridade,  que quando surgem devem ser eliminados.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 27 de Setembro de 2010, 01:09



   Oi Coronel, que bom que está aqui neste tópico!

    Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 27 de Setembro de 2010, 01:20



   Pois é, Giuliano, é isto mesmo!
 
   Mas não podemos esquecer que a mente somos nós mesmos, é, uma questão de modo de uso das palavras, é como normalmente nós nos expressamos!

   Nós temos que nos controlar, controlar nossos pensamentos, nos policiarmos, é isto mesmo! Aí já começa a busca pelo nosso equilíbrio, o auto-controle, uma auto-ajuda de nós para nós mesmos, é o início da reforma íntima! E é aquilo que a Hebe e o Diaz também falaram!

   Um abraço carinhoso,

   Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 03:29
Boa noite Heliana!

Muito oportuna sua referência a Emanuel e Joanna de Angelis, mantendo sempre o foco na reforma íntima, que é a base para conquista do equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 04:42
Olá Giuliano, seja bem vindo!
Em outro topico disseram que so atingimos o equilibrio quando controlamos a mente. Dessa forma evitarmos alimentar ideias q por menor q pareça acaba dominando nossa mente e nossa vontade.

Como qualquer sentimento de superioridade ou mesmo inferioridade,  que quando surgem devem ser eliminados.

Pois é amigo, aqui encontrarás muitas dicas que lhes serão úteis, se aplicadas com vontade e disciplina. Temos no entanto que considerar que o controle da mente não seja tarefa tão simples. Devemos aprender a silenciar nossos pensamentos para escutar o que se passa no íntimo do nosso ser, iniciando assim um autoconhecimento. Consideremos que todos somos iguais perante Deus, que nos ampara sempre, mesmo quando dele nos afastamos.
A reforma íntima com base no evangelho segundo o espiritismo acredito seja o caminho para a conquista do equilíbrio.

Vejamos alguma referência a esta reforma íntima no Cap. XVII

O HOMEM DE BEM
3 O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de
justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Questiona sua
consciência sobre seus próprios atos, perguntará se não violou essa
lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se negligenciou
voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem queixa dele,
enfim, se fez aos outros tudo o que gostaria que lhe fizessem.
Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua
sabedoria divina. Sabe que nada acontece sem a sua permissão e
submete-se, em todas as coisas, à sua vontade.
Tem fé no futuro; por isso coloca os bens espirituais acima dos
bens temporais.
Sabe que todas as alternativas da vida, todas as dores, todas as
decepções são provas ou expiações, e as aceita sem lamentações.
O homem de bem que tem o sentimento de caridade e de amor
ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar retorno, retribui o mal
com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sempre sacrifica
seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que
presta, nas alegrias que proporciona aos seus semelhantes, nas
lágrimas que seca, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro
impulso é o de pensar nos outros antes de si, acudir aos interesses
dos outros antes de procurar os seus. O egoísta, ao contrário, calcula
os ganhos e as perdas de toda ação generosa.
É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de
raças nem de crenças, pois vê irmãos em todos os homens.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não
amaldiçoa quem não pensa como ele.
Em todos os momentos, a caridade é o seu guia; tendo como
certo que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas,
que agride os sentimentos de alguém com seu orgulho e seu desdém,
que não recua perante a idéia de causar um sofrimento, uma
contrariedade, ainda que ligeira, quando poderia evitá-la, falta ao dever
do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não tem nem ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; a
exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e apenas se recorda
dos benefícios, pois sabe que será perdoado conforme perdoou.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 06:45
Olá Tiago, bom dia!

Minhas palavras: Amigo, acredito que nem sempre as coisas seguem essas tendências. Uma “profissional de exatas” pode muitas vezes se encontrar em completo desequilíbrio emocional; Um “atleta profissional” pode sofrer de sérios desequilíbrios orgânicos, Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma.

Palavras do amigo:
Se separarmos o corpo da alma e da mente e definirmos um equilíbrio, qual seria?  Resumidamente:

Uma boa alimentação, um bom alongamento, bom condicionamento físico, bom funcionamento dos órgãos, boa saúde.
Agora com a mente:
Bons estudos, boa capacidade dissipar estresse, níveis normais em todas as “inteligências”, boa cultura.
Agora com a alma.
 Boa capacidade de amar, boa capacidade de perdoar, níveis normais de resgates passados, boa fé, boa religião.

Principalmente nós, espíritas, acreditamos que muitos problemas físicos são causados pele desequilíbrio da alma e vice e versa, mas é obvio que um influenciará o outro, pois os três fazem parte do um, que somos nós, de tal forma que separá-los apenas acontece na esfera dos estudos.
Digo:
Amigo a DE é clara ao afirmar que a mente nada mais é que a sede do espírito encarnado. Quando preso ao corpo chamamo-lo de alma, e quando liberto de espírito. Vejamos as questões contidas no LE à respeito disso: 134. O que é alma? - Um espírito encarnado.  134.a. O que era a alma, antes de unir-se ao corpo? - Espírito.

Cito o amigo:
   Suponhamos que por um milagre, essa filosofia seja verdade: Que grupo social, nos tempos atuais, teria tendência a ter um equilíbrio somente do corpo?  Os “atletas profissionais”, os professores de ioga, os professores de artes marciais e etc.
   Seguindo essa lógica com o corpo e a mente, encontraremos os mencionados grupos enquadrados no perfil.

 Amigo, eu entendo que nenhum dos grupos citados poderia atingir isoladamente o equilíbrio dada a intrínseca ligação entre corpo e alma. O menosprezo de um acarretaria prejuízo ao outro e vice-versa.

Sua palavra:
Na prática, eu gosto muito do equilíbrio dos monges budistas, porém acredito que tudo que é de mais é erro.
 Desculpe-me mas vejo o equilíbrio como algo imponderável, simplesmente existe ou não existe.

Cito o amigo:
O amor de mais faz mal?
Eu acredito que sim, na escala humana.
Na escala espiritual não. Confuso, mas vou tentar explicar meu pensamento.
Muitos humanos amam tanto uma pessoa, um objeto ou um Deus, que esquecem de se amar. Ou pior, ficam cegos, surdos, mudos, obcecados, ignorantes, pequenos, espíritos
 Acredito que amar nunca é demais. Lembremos do exemplo do mestre Jesus e de outros tantos que se fizeram exemplos vivos do amor incondicional.
 
O amigo:
Eu sou estudioso de religiões desde os meus 18 anos, aos quais me tornei espírita atuante aos 20.
Por quê?
Lógica.
Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado.  Ou não?
Se pisarmos num buraco e torcermos o tornozelo? O que acontecerá com nosso espírito?
Se pegarmos AIDS porque o amor da nossa vida nos traiu?
] Entendo pela DE que toda ação é submetida a Lei da ação e reação, porém nem sempre esta acarreta danos ao espírito. Há que se avaliar o contexto e a intenção daquele que a pratica


Um abraço!
 
Fique com Deus

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 07:28
          Diaz         (ref #60)
   
Olá Coronel, bom dia!

Continuando nossa conversa:
          Minha palavra:
“Assim, penso que a DE também ainda não revelou a verdade final, pois somos ainda um povo atrasado, incapaz de compreender certas verdades divinas”.
Sua resposta:         
Amigo, como qualquer outra doutrina religiosa existente, a DE não pode  revelar a verdade final pelo simples fato de que não a possui. Não considere essas afirmações de que “ainda somos atrasados para compreender certas verdades divinas”. Muitos, mais do que podemos imaginar, compreenderam e chegaram a conhecer a verdade que liberta, como afirmou Jesus. É certo que, é possível que muitas dúvidas nunca sejam esclarecidas, por exemplo: Deus, criação do universo e de seres, infinitude e eternidade, o porquê de tudo isto etc. Mas, aquelas que servem para nos achegarmos ao Criador não constituem mais mistério para muitos.
Justamente à essas que eu me referia.
          Minhas palavras:
“Mas o que não entendo é porque seu modo de ver hoje é totalmente diferente, uma vez que já foste médium atuante..”
O amigo respondeu:
          Amigo, compreendo sua estranheza. E lhe pergunto: o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram? Consulte seu coração e veja se já não há mais quaisquer dúvidas.
Amigo, como já lhe disse, tenho procurado seguir o exemplo do codificador da DE, e tudo o que creio é com base na experimentação prática dos conhecimentos adquiridos no âmbito pessoal ou no contato mediúnico com amigos do plano espiritual.
Sua pergunta:
Já analisou e compreendeu todas suas concepções, como livre-arbítrio, igualdade perfeita dos seres no momento da criação, evolução psicológica, a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais, o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação, a existência de penalidades expiatórias...?
Como já haviamos concordado, é certo que, é possível que muitas dúvidas nunca sejam esclarecidas,
     Cito o amigo:     
Por isso, fui buscar conhecimentos em outras fontes e cheguei a entender coisas antes consideradas verdadeiros absurdos.
Amigo, continuo refletindo sobre suas mensagens no referido blog, mas ainda não encontrei tais absurdos.
         Quero que saiba que estimo muito sua participação neste tópico.

Um grande abraço

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 07:55
Bom dia a todos!

Para nossa reflexão

CUIDAR DO CORPO E DO ESPÍRITO
Georges, Espírito Protetor - Paris, 1863
11 Será que a perfeição moral consiste na martirização do corpo?
Para resolver essa questão apóio-me nos princípios elementares
e começo por demonstrar a necessidade de cuidar do corpo que,
conforme esteja sadio ou doente, influi de uma maneira muito importante
sobre a alma, que é considerada prisioneira da carne. Para que ela vibre, se movimente e até mesmo conceba as ilusões de liberdade,
o corpo deve estar são, disposto e vigoroso. Estabeleçamos uma
situação: eis que ambos se encontram em perfeito estado; o que devem
fazer para manter o equilíbrio entre suas aptidões e suas
necessidades tão diferentes? Dessa confrontação torna-se inevitável
buscar seu ajuste equilibrado entre ambos, sendo que o segredo está
em achar esse equilíbrio.
Aqui, dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que querem
aniquilar o corpo, e o dos materialistas, que negam a alma. Dois sistemas
igualmente constrangedores, tão insensatos, tanto um quanto o
outro. Ao lado destas grandes correntes de pensamento, há um grande
número de indiferentes que, sem convicção e sem afeições, amam
com frieza e não sabem se divertir. Onde, pois, está a sabedoria? E a
ciência de viver? Em nenhum lugar. Este problema ficaria inteiramente
sem ser resolvido se o Espiritismo não viesse em ajuda dos
pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o
corpo e a alma, comprovando que são necessários um ao outro e é
preciso cuidar de ambos. Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também
do corpo, instrumento da alma. Desconhecer as necessidades que a
própria Natureza indica é desconhecer a Lei de Deus. Não castigueis
vosso corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer,
e das quais é tão responsável quanto um cavalo mal guiado o é
pelos acidentes que causa. Sereis, por acaso, mais perfeitos se, ao
martirizar o vosso corpo, continuardes egoístas, orgulhosos e sem
caridade para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso.
Ela se encontra nas reformas a que submeterdes o vosso Espírito:
dobrai-o, subjugai-o, humilhai-o, dominai-o, este é o meio de torná-lo
dócil à vontade de Deus e o único que conduz à perfeição*.
Evangelho segundo o espiritismo.

Até logo.

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 27 de Setembro de 2010, 13:31
Bom dia Irmãos, bom dia Heliana,

Eu gostaria de agradecer por suas palavras.
Cito:
“Eu aprendi que ao filosofarmos devemos esquecer um pouco nossa fé e focarmos no ponto em questão.”

Eu coloquei o meu pensamento apenas para mostrar uma ferramenta que tento usar, afim de otimizar o processo. Nenhum momento você nem ninguém desse fórum deixaram de corresponder aos meus pensamentos. Realmente tenho e estou aprendendo muito a cada leitura feita através deste.
Agora cito:
A inteligência é um atributo essencial do espírito, Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

Traduzindo atributo essencial:  Propriedade importante. Virtude importante. Capacidade importante. Sinal distintivo importante.
Se a inteligência faz parte da perna espírito, hoje podemos ser um gênio na matemática, com a Inteligência Lógica altamente desenvolvida e se o espírito não regride, logicamente o seremos na próxima reencarnação. Se formos um gênio musical, em outra reencarnação também o seremos, ou nossas inteligências serâo apenas ferramentas importantes usadas pelo nosso espírito, para atingirmos nosso objetivo nessa vida e não em todas?
Podemos considerar uma hipótese: A inteligência pode ser como a consciência. Como a cultura. Tudo pode fazer parte do espírito, mas somos obrigados a esquecê-los, para podermos passar por certas experiências.
Outra hipótese: Nosso corpo limita nossa inteligência por não ter as ferramentas para suportar certos graus.
Além disso, existe a genética, onde se duas pessoas com qualidades em comum tiverem um filho, este terá grande probabilidade de herdar tal qualidade. Isso pode acontecer com a inteligência.
Para fins de estudo, continuo acreditando que devemos dividir em três os setores de equilíbrio. Porém, parece estar ficando claro que:
O espírito é o usuário, o corpo é a maquina, a mente é software que o faz funcionar.

Cito:
O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora [era isto que você queria dizer o tempo todo Tiago!], distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificados, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.

Cito eu:
Principalmente nós, espíritas, acreditamos que muitos problemas físicos são causados pele desequilíbrio da alma e vice e versa, mas é obvio que um influenciará o outro, pois os três fazem parte do um, que somos nós, de tal forma que separá-los apenas acontece na esfera dos estudos.

Sim, era isso que queria dizer.
Conheço algumas religiões orientais, ao qual ainda pretendo me aprofundar, sejam elas o Johrei, Mahikari. Taoísmo e o Budismo. Todas são extremamente interessantes e falam muito sobre Chakras e fluxo de energia. Também conheço um pouco da Ioga.
O livro: O segredo, aquele que fizeram um filme ao qual eu assisti, fala muito sobre o pensamento.
Obrigado Heliana, pela paciência, humildade e amizade.
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 27 de Setembro de 2010, 13:58



   Oi a todos,


   Olha, meus amigos, o que já foi postado aqui já é um roteiro de estudo, claro é que continuaremos contribuindo para nossas reflexões.

   Toda vez que eu leio as postagens aqui feitas, bebo as palavras, porque eu preciso aprender a olhar para mim mesma à luz do Evangelho.

   As leituras deste tópico estão me fazendo muito bem, inclusive, estou conseguindo operar um despertamento em mim, e estou mais alegre, quando pesquiso e acho um texto espírita que se encaixa na nossa discussão, bebo também as palavras, estou crescendo, e me sinto feliz com a presente discussão. É um importante exercício mental.

  Este livro de Joanna de Ângelis, agora que achei de novo no meu acervo, tenho que lê-lo novamente.  Se vocês quiserem, vou postanto de pedaço em pedaço, os capítulos deste livro durante a sequência de nossas discussões.

   É bom que busquemos ler obras afins com a discussão deste tópico, pois assim, estaremos crescendo mais, e estabelecendo um laço mental de discussão aqui, que muito nos ajudará. Literaturas que já conhecemos, e literaturas novas para nós, busquemos na biblioteca da casa espírita que frequentamos, na livraria espírita, e em nosso acervo pessoal. Outras literaturas afins, conexas com o assunto aqui discutido também é de grande valia.

   Heliana.



 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 27 de Setembro de 2010, 14:10



   Obrigada Diaz!

   Espero continuar sendo feliz neste roteiro!


   Um grande abraço,


   Heliana.


 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 27 de Setembro de 2010, 14:12
Bom dia Diaz,
Cito o amigo:
Amigo, eu entendo que nenhum dos grupos citados poderia atingir isoladamente o equilíbrio dada a intrínseca ligação entre corpo e alma. O menosprezo de um acarretaria prejuízo ao outro e vice-versa.
Desculpe-me mas vejo o equilíbrio como algo imponderável, simplesmente existe ou não existe.

O equilíbrio é uma meta. Acredito que para crescermos na maioria das ciosas na vida precisamos de conhecimento e pratica. Porém tem que existir uma escala, pois como vamos saber se estamos mais ou menos equilibrados em relação a ontem.
Nos grupos citados, eles estão na nossa frente em conhecimento e prática. Se existir uma escala, eles tendem a estar mais equilibrados na perna em questão, porém individualmente isso não ocorre, pois uma coisa é a média de um grupo, outra é um individuo aleatório. Nenhum individuo é apenas corpo, então, ele como espírito, também terá as mesmas oportunidades que nós, mas terá uma profissão diferente, que o ajudará em determinado momento.
Cito o amigo:
Acredito que amar nunca é demais. Lembremos do exemplo do mestre Jesus e de outros tantos que se fizeram exemplos vivos do amor incondicional.
Com certeza o Mestre dos mestres não amava na escala humana.
Cito o amigo:
] Entendo pela DE que toda ação é submetida a Lei da ação e reação, porém nem sempre esta acarreta danos ao espírito. Há que se avaliar o contexto e a intenção daquele que a pratica
O dano é uma forma inadequada de analisar. Que tal oportunidade para nosso crescimento?
Amigo Diaz, você levantou essa bola, tão complicada e indispensável, porém pouco acrescentei além de tentar motivar nossos pensamentos. Porém, acredito que o equilíbrio é mais fácil que pensamos. Quanto mais sábios nos tornamos, menos importância damos as leis, pois aquele que tem a consciência tranqüila não precisa de lei. Mas quem tem a consciência tranqüila?
O que podemos fazer é cuidar do nosso templo, corpo.
Cuidar da nossa energia, alma.
Cuidar dos nossos pensamentos, mente.
Se fizermos isso a cada instante, seremos pessoas melhores que ontem.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 27 de Setembro de 2010, 14:31



     Oi Tiago,


    Que bom que nos entendemos agora,

    Obrigada!


    Com carinho,


    Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 15:56
          Tiago Brandão e Diaz, meus amigos.   
          Cito:
“Já pensei bastante sobre esse assunto e identifiquei que a maioria dos problemas de desequilíbrios são causados ou pelo corpo ou pela alma ou pela mente ou por suas intersecções”.
          Resp.: Amigos, me permitam: nunca pela alma, "centelha divina", ligada eternamente ao Criador. Nem do corpo que "age" de acordo com as circunstancias da vida, da genética etc; o desequilíbrio pode estar no corpo, mas não é ele a causa; todos os problemas vêm do ego/mente condicionada. É por isso que, afastado o ego, vem a bem-aventurança... Infelizmente, em respeito às regras do Fórum, não posso estender-me mais sobre o assunto. Talvez no tópico “Carta ao buscador de Deus”.
          Cito:
”Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma”.
          Não é bem assim, meu amigo Tiago, a alma não tem conflitos... só o ego os tem...
          Cito
”Se separarmos o corpo da alma e da mente e definirmos um equilíbrio, qual seria?”
          Na realidade profunda, todos os desequilíbrios se originam no ego/mente; dentro dessa afirmação, a definição de equilíbrio seria que ele é, simplesmente, a cessação do ego.

          Fiquem em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Setembro de 2010, 17:39
Olá Tiago.

Cito o amigo.
O equilíbrio é uma meta. Acredito que para crescermos na maioria das ciosas na vida precisamos de conhecimento e pratica. Porém tem que existir uma escala, pois como vamos saber se estamos mais ou menos equilibrados em relação à ontem.

Amigo Talvez esteja falando a mesma coisa, de maneiras diferentes. Quando falo em equilíbrio, penso no malabarista que tenta andar pela corda bamba. Existem apenas duas alternativas, manter o equilíbrio ou cair.
Vejo a escala que o amigo se refere como uma maneira de medir nossos conhecimentos e estabelecermos metas.
Minhas palavras:
Acredito que amar nunca é demais. Lembremos do exemplo do mestre Jesus e de outros tantos que se fizeram exemplos vivos do amor incondicional.
E a citação do amigo:
Com certeza o Mestre dos mestres não amava na escala humana.

Amigo, poderia citar aqui dezenas de outros, como disse além de Jesus que se fizeram exemplos vivos do amor incondicional, e todos humanos como nós.

O amido cita:
Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado.  Ou não?
Se pisarmos num buraco e torcermos o tornozelo? O que acontecerá com nosso espírito?

E respondo:
Entendo pela DE que toda ação é submetida à Lei da ação e reação, porém nem sempre esta acarreta danos ao espírito. Há que se avaliar o contexto e a intenção daquele que a pratica.

Então o amigo responde:
O dano é uma forma inadequada de analisar. Que tal oportunidade para nosso crescimento?

Digo então, quem estava referindo-se a acidentes e por sua vez "danos”? Procurei seguir sua linha de pensamento.


O amigo diz:
Amigo Diaz, você levantou essa bola, tão complicada e indispensável, porém pouco acrescentei além de tentar motivar nossos pensamentos. Porém, acredito que o equilíbrio é mais fácil que pensamos.

Tiago é uma pena que pouco tenha acrescentado. Este tópico tem levantado questões fundamentais para todos os que buscam o equilíbrio. A colaboração de estudiosos nas diversas áreas do conhecimento humano tem enriquecido o tema. As sugestões de leitura da Hebe, do Coronel e dos demais amigos demandam uma boa dose de reflexão.
Sem uma reflexão profunda não podemos alçar vôos mais altos. A base do equilíbrio como já disse, acredito estar na reforma íntima, na eliminação do orgulho e do egoísmo e na prática da caridade e do amor ao próximo.
Se levantei essa bola como você diz, foi porque sinto que ainda me falta equilíbrio embora tenha por muitos anos cuidado do corpo, da alma e dos pensamentos, como você diz.
Somos espíritos em evolução, internados nesse hospital escola, como dizia o amigo Chico.
Ajudemo-nos uns aos outros nesta caminhada evolutiva

Um abraço.

Fique em paz.

Diaz





 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 18:22
          Heliana     (ref #115)

          Cito a amiga:
”É bom que busquemos ler obras afins com a discussão deste tópico, pois assim, estaremos crescendo mais, e estabelecendo um laço mental de discussão aqui, que muito nos ajudará. Literaturas que já conhecemos, e literaturas novas para nós, busquemos na biblioteca da casa espírita que freqüentamos, na livraria espírita, e em nosso acervo pessoal. Outras literaturas afins, conexas com o assunto aqui discutido também é de grande valia”.
          Amiga Heliana, vc está coberta de razão. Temos todos de ler, estudar, analisar, questionar, comparar. Nunca aceitar passivamente o que a doutrina, ou as doutrinas, nos dão como verdades. Em geral nos satisfaz recebermos aquilo que as doutrinas ensinam já interpretado, “mastigado”, em respostas prontas como numa bandeja, só nos faltando apenas ler. E procedemos assim pelo fato de termos plena confiança nas fontes de origem das lições que nos chegam. Esse procedimento está equivocado, pois há muitos pontos que devem ser questionados para uma melhor compreensão. Portanto, vemos que devemos sim analisar tudo, mas não só aquilo que as doutrinas nos dão. Temos de ir além. Veja o que a DE sabiamente aconselha no Livro dos Médiuns, cap3, item 35:
Que devemos, para uma maior compreensão das coisas da vida e de Deus, estudar “todas” as outras doutrinas, todas as outras correntes espiritualistas; estudar até mesmo o que afirmam “contra” a nossa doutrina, as “críticas” que se fazem contra ela, analisar e “comparar”. Só assim, vamos saber qual aquela que devemos escolher, de acordo com nossa compreensão particular, pois religião/crença é assunto de foro íntimo, pessoal, e pode ser muito diferente de tudo aquilo que já aprendemos, que nos disseram, que ensinaram, que já lemos etc.

          Um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 20:34
         

          Heliana        (ref sua mensagem #108)

          Cito palavras da amiga:
”Nós temos que nos controlar, controlar nossos pensamentos, nos policiarmos, é isto mesmo! Aí já começa a busca pelo nosso equilíbrio, o auto-controle, uma auto-ajuda de nós para nós mesmos, é o início da reforma íntima!...”
          Amiga Heliana, quem é capaz de controlar a mente? Nós não somos capazes nem mesmo de controlar nossos pensamentos e desejos. A todo instante temos pensamentos diversos nascendo em nossa mente/ego: pensamentos de amor, de ira, de sexo, ciúme, inveja, carinho, de recordações boas e felizes, de recordações más e infelizes, de apegos, afetos, de preocupações, de cuidados a dinheiro, saúde etc. Não controlamos a mente; ela é que nos controla, e o tempo todo. Por isso, Arjuna, o representante do homem no Bagavad Gita (a sublime canção da imortalidade), diz a Krishna, o representante de Deus: “Como controlar a mente? Ela é como um cavalo selvagem e indomável!”. E Krishna responde: “Sim, é difícil, mas não é impossível”. E porque é difícil? Porque quando queremos controlar nossa mente, é a própria mente que está querendo controlar a mente. Como a mente/ego indisciplinada, egoísta, orgulhosa, poderá controlar a mente indisciplinada, egoísta, orgulhosa que é ela mesma? É como contratar um “professor” que é ignorante para ensinar um “aluno” que é ignorante!
          Contudo, Krishna diz: “... mas não é impossível!” E porque Krishna diz isso? É porque a mente pode perder totalmente seu comando sobre nós se a fizermos se calar, se enfraquecer, morrer. Lembro as palavras do profeta do Antigo Testamento que disse: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”. Isto é, aquiete definitivamente sua mente/ego que ela se calará, se afastará, dando lugar à manifestação da verdade em nós.

          Um abraço.

   

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 20:39
          Diaz            (ref sua mensagem #109)
          Cito o amigo Diaz:
“... mantendo sempre o foco na reforma íntima, que é a base para conquista do equilíbrio”.
          Amigo Diaz, é exato que a reforma íntima nos dará o tão procurado equilíbrio, mas como realizar a reforma íntima? Quem tem competência de eliminar ou substituir o desamor, por amor; as más inclinações por boas inclinações; as características más, nocivas, defeitos, por virtudes? Como dizem os mestres, enquanto não temos o conhecimento da verdade, todas as virtudes serão falsas, incompletas, imitação. Agimos virtuosamente porque a religião, a crença, nos ensinaram que deve ser assim; que assim conseguiremos méritos, ficamos satisfeitos porque estaremos seguindo os conselhos dos mestres, os mandamentos da religião. Mas, como colocar amor num coração cheio de desamor? À força? Será que nos esforçando seremos amorosos? Veja: perdoamos (da boca para fora) quem nos magoou, quem ofendeu um nosso ente querido, quem estuprou a filhinha do coração, e o fazemos só porque as doutrinas dizem que é assim que devemos fazer, concorda? Será que perdoar, quando dentro de nós inexiste o perdão, é perdoar? Pelo esforço de vontade podemos trocar ódio por amor? É fato que podemos, agindo amorosamente, caridosamente, mesmo através de esforço, beneficiar o próximo, que só está vendo nosso exterior. Ele nos julgará como se fôssemos pessoa bondosa, caridosa. Mas, pelo fato de agirmos caridosamente seremos efetivamente caridosos? Mesmo que a caridade/amor seja produzida com esforço? Não. Seremos apenas esforçados praticantes do amor, mas não amorosos enquanto nosso coração não estiver pleno de amor.

          Até mais

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 20:50
          Giuliano     (ref sua mensag #106)

          Cito o novo amigo:
“Em outro tópico disseram que só atingimos o equilíbrio quando controlamos a mente. Dessa forma evitarmos alimentar idéias que por menor que pareça acaba dominando nossa mente e nossa vontade.
Como qualquer sentimento de superioridade ou mesmo inferioridade,  que quando surgem devem ser eliminados”.

          Amigo, Giuliano, temos como controlar a mente? Ou é ela que nos controla? 

          Fique em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 21:10
         Diaz          (ref sua mensag #110)
         
         Se o amigo me permite vou lhe endereçar duas perguntas relacionadas às palavras de sua mensagem citada acima:
         Porque nos afastamos de Deus se sabemos que com isso seremos infelizes?
         E qual a razão pela qual uns homens agem de modo a serem considerados “homens de bem”, com todas as virtudes, características e práticas boas que o amigo citou, e outros não agem assim e, portanto, não serão tidos como “homens de bem”?

         Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 27 de Setembro de 2010, 21:49
          Diaz             (ref sua #112)
         
          Amigo Diaz, respeito muito suas convicções e de modo nenhum gostaria de perturbá-las; no entanto, considero ate mesmo um dever de irmão tentar contribuir com os demais. Por isso mesmo repito a pergunta, que o amigo não respondeu: “o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram? Consulte seu coração e veja se já não há mais quaisquer dúvidas”.

          O amigo Diaz também não deu respostas às questões apresentadas no parágrafo que lhe repito a seguir:
          ”Já analisou e compreendeu todas suas concepções (da doutrina), como livre-arbítrio; igualdade perfeita dos seres no momento da criação; evolução psicológica; a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais; o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação; a existência de penalidades expiatórias...?”

          É mais do que evidente que só responderá se desejar, mas com suas respostas é possível que tenhamos mais elementos com que continuar nossa conversa.

          Cito o amigo:     
”Amigo, continuo refletindo sobre suas mensagens no referido blog, mas ainda não encontrei tais absurdos”.
          Amigo Diaz, vou lhe mostrar só uma coisa (há outras) que é considerada absurda para as concepções da doutrina espírita, e coisa que não está no blog, mas na própria base do espiritismo: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”, evidentemente significando que não podemos nem mesmo reivindicar  a paternidade de nossos pensamentos, pois que eles não são nossos.

         Fique com Deus!



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 28 de Setembro de 2010, 00:42




Em resposta ao Coronel quanto a sua mensagem 122 deste tópico, inicio primeiramente com citação de minha própria fala:

“ Pois é, Giuliano, é isto mesmo!
 
   Mas não podemos esquecer que a mente somos nós mesmos, é, uma questão de modo de uso das palavras, é como normalmente nós nos expressamos!

   Nós temos que nos controlar, controlar nossos pensamentos, nos policiarmos, é isto mesmo! Aí já começa a busca pelo nosso equilíbrio, o auto-controle, uma auto-ajuda de nós para nós mesmos, é o início da reforma íntima! E é aquilo que a Hebe e o Diaz também falaram! ”


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/105/#ixzz10lvdkts6





Bom, Coronel, esta resposta que eu dei ao Giuliano não foi no sentido de concordar com ele que nós podemos controlar a mente, pois nós somos a própria mente. Por este motivo que escrevi tanto sobre isto neste tópico, e que foi coroado com uma transcrição que eu fiz de um texto de Joanna de Ângelis.

O senhor poderá observar neste tópico que eu falo, até mesmo, em chacras!

Portanto, o que eu quis dizer no parágrafo que eu direcionei ao Giuliano é a necessidade do “auto controle”, mas que fique claro também que a expressão “auto controle” vem acompanhada de diversas definições dentro do campo da Psicologia, Psicanálise, Empresarial, Ciências Sociais, e Político, e assim, se observarmos esta expressão deste modo ela passará a ser digna de ser elevada a tema de discussão, como o é o termo equilíbrio, mas na visão espírita.

Com isso, a visão do “auto controle” já está bem situada dentro do tema ora proposto por Diaz, que é Equilíbrio. Por isto que, ao vermos este e outros termos aqui utilizados em nossa discussão possa gerar em nós um leque tão amplo de interpretações a ponto de provocar o desvio da rota a que nos propomos para nos auto esclarecermos com o que é postado aqui.

Podemos usar textos espíritas, ou budistas, ou gnósticos, e até mesmo de psicologia empresarial, mas o que importa é que consigamos perceber os elos de esclarecimentos e vieses de auto ajuda para visualizarmos por nós mesmos o caminho do equilíbrio.

A resposta que eu dei ao Giuliano foi para ajudá-lo em seu raciocínio, para que ele consiga adequar os termos que ele foi habituado a utilizar em seu dia a dia, o que muito lhe ajudará a perceber por si o sentido mais exato do que vem a ser o que ele disse sobre a mente. Isto serve também para nós, uma vez que estamos com nossa mente muito recheada de tantos e tantos conceitos e teorias não espíritas. Realmente, saber separar as coisas neste sentido uma vez que passamos pelos bancos universitários vendo exatamente estes tais conceitos por quatro, cinco anos para nos formarmos em uma profissão, e quando vamos fazer uma pós-graduação (latu ou istritu sensu) nos deparamos novamente com estes conceitos, de modo mais aprofundado. Esta tarefa de separas as coisas na hora do estudo doutrinário, mesmo querendo nos aproveitar de alguns destes conhecimentos sem gerar visões dúbias que podem gerar, por vez, confusão de entendimento, é um desafio. O mesmo se aplica a determinados conceitos não espíritas e não teóricos científicos.

Por outro lado, ainda, eu entendo que a mente enquanto fonte poderosa, propriamente no seu aspecto funcional, não seja o caso aqui para discussão, quando o tema equilíbrio está sendo discutido no sentido evangélico, apesar de que as religiões orientais muito estudam sobre este ínterim da mente. O exemplo mais simples, neste sentido, é quando pensamos na mente como fonte geradora do pensamento que percorrerá um longo ou curto trajeto a um lugar, entendendo, assim, o pensamento como ação mental, e como ação mental, repercutirá de alguma forma neste tal lugar em que chegou. Como não é este o sentido sobre pensamento e mente, do tema ora proposto por Diaz, parece ser descabido aqui ser tratado, para tratar neste sentido melhor é abrir outro tópico, talvez dentro do estudo do Livro dos Médiuns, ou Livro dos Espíritos.

Também não estou querendo dizer que acho que se deva limitar a discussão deste tópico gerando prejuízo quanto ao seu debate, mas saber direcionar os vários sentidos sobre um mesmo tema de acordo com os sentido a que somos convidados a discutir aqui.


Diaz, peço que me corrija onde eu estiver errada.

Um abraço carinhoso,

Heliana.


     
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 28 de Setembro de 2010, 01:35


     Coronel, ainda sobre sua postagem, a de número 122, quero agora discutir alguns significados quanto a relação mente-pensamento cito-o, agora:


“Amiga Heliana, quem é capaz de controlar a mente? Nós não somos capazes nem mesmo de controlar nossos pensamentos e desejos. A todo instante temos pensamentos diversos nascendo em nossa mente/ego: pensamentos de amor, de ira, de sexo, ciúme, inveja, carinho, de recordações boas e felizes, de recordações más e infelizes, de apegos, afetos, de preocupações, de cuidados a dinheiro, saúde etc. Não controlamos a mente; ela é que nos controla, e o tempo todo. Por isso, Arjuna, o representante do homem no Bagavad Gita (a sublime canção da imortalidade), diz a Krishna, o representante de Deus: “Como controlar a mente? Ela é como um cavalo selvagem e indomável!”. E Krishna responde: “Sim, é difícil, mas não é impossível”. E porque é difícil? Porque quando queremos controlar nossa mente, é a própria mente que está querendo controlar a mente. Como a mente/ego indisciplinada, egoísta, orgulhosa, poderá controlar a mente indisciplinada, egoísta, orgulhosa que é ela mesma? É como contratar um “professor” que é ignorante para ensinar um “aluno” que é ignorante!
          Contudo, Krishna diz: “... mas não é impossível!” E porque Krishna diz isso? É porque a mente pode perder totalmente seu comando sobre nós se a fizermos se calar, se enfraquecer, morrer. Lembro as palavras do profeta do Antigo Testamento que disse: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”. Isto é, aquiete definitivamente sua mente/ego que ela se calará, se afastará, dando lugar à manifestação da verdade em nós.


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/new/#new#ixzz10mGE0Dwr    “






Vamos ver por partes:

“é capaz de controlar a mente? Nós não somos capazes nem mesmo de controlar nossos pensamentos e desejos. A todo instante temos pensamentos diversos nascendo em nossa mente/ego:”

Bom, se a mente é a produtora do pensamento, logo somos nós mesmos que o produzimos. Para isto que Jesus veio a estar junto de nós, para nos ensinar a pensar as coisas da vida de modo diferente, para nos ensinar a nos auto corrigirmos, para nos ensinar a nos policiarmos, Ele mesmo disse:

                                      Orai e vigiai!
E se os pensamentos nascem em nossa mente só pode ser por dois motivos: nós mesmos, e sugestões de irmãozinhos espirituais que nos acompanham, acho que só pode brotar na segunda situação.

“Não controlamos a mente; ela é que nos controla, e o tempo todo. “

Mas a mente somos nós mesmos. A mente não é algo autônomo, um ser à parte, a mente somos nós!  Nós, portanto, somos responsáveis por nossa conduta, apenas nós, a mente não é um bichinho!

 E sobre a idéia do bichinho ainda acrescento esta sua fala:

“E Krishna responde: “Sim, é difícil, mas não é impossível”. E porque é difícil? Porque quando queremos controlar nossa mente, é a própria mente que está querendo controlar a mente.”

Com todo o respeito a Krishna, mas, nossa mente não é um bichinho habitando em nós, pois se for, então estamos bichados como uma fruta no pé! É, na verdade difícil, nos controlarmos enquanto continuarmos egoístas, querendo sustentar nossos atavismos, nossos hábitos errados, tanto no campo da mente, quanto no campo da ação concreta junto a outras pessoas, no qual, é claro, agimos conforme mentalizamos, pensamos. Neste sentido também parece caber a afirmativa de que pensamento é ação.

“É porque a mente pode perder totalmente seu comando sobre nós se a fizermos se calar, se enfraquecer, morrer.”

Nós quem, o corpo? Se for o corpo, ele é apenas nosso veículo material que nos possibilita viver junto com outras pessoas, para que, na escola da vida, possamos realmente disciplinarmos, disciplinar nossa mente-coração. Não podemos tratar a mente como um ser grudado a nós, como se fosse um bichinho da maçã, ou um carrapatinho grudentinho.

Um grande abraço macieiro,

Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 28 de Setembro de 2010, 02:19



      Oi Coronel, querido amigo,


Para maior esclarecimento e definição sobre o que vem a ser a mente e sua função em nossa existência eterna, enquanto espíritos eternos e indestrutíveis vejamos o que diz nosso amigo do além, Aristides Spínola:


Forças  Mentais



(...)

A mente encarnada é detentora de forças que, necessariamente canalizadas, se transformam em eficientes recursos de que o homem se deve utilizar a benefício do próximo e de si mesmo.

A indevida aplicação das energias mentais pelo uso exacerbado das frivolidades e dissipações produz dependências ultrizes, facetas que se transformam em auto-obsessões de resultados fatais. Outrossim, facultam a vinculação com outras mentes, as desencarnadas irresponsáveis, que se utilizam da hospedagem psíquica para alienações de largo porte, nefastas.

O hábito salutar do exercício mental no cultivo das idéias superiores, das leituras edificantes, das conversações instrutivas, das reflexões, produz aumento das potencialidades mentais que dinamizam as forças psíquicas, que se desdobram sob rigoroso comando, graças à disciplina que se lhes imponha, com a finalidade de uma utilização nobre e responsável em função co-criadora, em nome de Deus, ou vitalizadora, em função do amor que vige em toda parte, expressando Sua infinita misericórdia.

A prece, por sintetizar todas as necessidades evolutivas da alma, gera comunhão com as Potências que regem a Vida, faculta equilíbrio em face do seu conteúdo otimista e de alta expressão emocional, sendo por isso mesmo o mais valioso método para o desdobramento das forças mentais do homem, de que o corpo é simples instrumento, já que procedente da alma, que é o ser real, preexistente e sobrevivente a ele, transitório, plasmado por aquela, conforme as necessidades para o mister da evolução.

Mediante sutil mecanismo de afinidade, a mente que ora sintoniza com as forças superiores que movimentam a vida, produzindo intercâmbio vigoroso que produz harmonia interior, calma e equilíbrio comportamental, logrando criar uma psicosfera positiva que nutre quem a elabora e revigora quem a absorve pelos mesmos processos de conformidade espiritual.

A mente são as diretrizes que se lhe dêem.

Fadado à felicidade e à perfeita paz, o Espírito é instrumento da vida, colocado na Terra para a aquisição de experiências, a iniciação da sabedoria, o exercício da solidariedade e do bem comum, de que resultará o seu próprio bem.

A mente é departamento divino de que cada qual se deve utilizar na construção da liberdade real e do progresso sem limites.

À medida que as experiências paranormais conscientizem o homem sobre os recursos de que pode dispor, melhor entenderá o conceito evangélico, quando o Senhor assinala “que todos somos deuses, podendo fazer o que Ele fez, se quisermos”, transformando o nosso querer em poder, mediante os investimentos do esforço pessoal bem conduzido e do sacrifício das vaidades sob o comando da vontade correta.

(...)

Em face das demonstrações parapsicológicas, a atualidade da Doutrina 
Espírita sobre as forças mentais contribui com valiosa psicoterapia de natureza fluídica a beneficiar a Humanidade sofredora, nesta alvorada dos tempos novos com Jesus Cristo, moldando com segurança o mundo melhor para amanhã, mediante o homem equilibrado e feliz desde hoje em programação.

               
                                                      Aristides  Spínola

Livro: Terapêutica de Emergência (espíritos diversos). Psicografia de Divaldo Pereira Franco, Salvador, Livraria Espírita Alvorada, 1983, p. 46 – 48.


Com carinho,

Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 28 de Setembro de 2010, 04:21
Irmão Coronel,
Obrigado por se dirigir a mim com seus pensamentos profundos. Eu estou acompanhando esse tema desde o início e venho copiando inúmeras postagens suas, pois achei muito interessante.
Agora cito o amigo:
Resp.: Amigos, me permitam: nunca pela alma, "centelha divina", ligada eternamente ao Criador. Nem do corpo que "age" de acordo com as circunstancias da vida, da genética etc; o desequilíbrio pode estar no corpo, mas não é ele a causa; todos os problemas vêm do ego/mente condicionada. É por isso que, afastado o ego, vem a bem-aventurança... Infelizmente, em respeito às regras do Fórum, não posso estender-me mais sobre o assunto. Talvez no tópico “Carta ao buscador de Deus”.

Isso parece lógico, pois se sofrermos um acidente e perdermos a perna, mesmo assim se tivermos uma mente equilibrada, onde existe compreensão e a analise dos pontos positivos da vida, além de muita sabedoria e desapego com a matéria, conseguiremos continuar equilibrados.
São Francisco de Assis morreu com várias doenças ao mesmo tempo, mas continuou equilibrado.
Porém, como fazer para chegar a esse ponto.
Temos que usar ferramentas, teorias, práticas.
Cito eu:
Quando pensamos em corpo, pensamos em uma casca que se quebrará para nosso espírito sair, mas o corpo é mais. Ele esta para o espírito assim como a internet, que faz com que acessemos esse fórum, está para as informações aqui obtidas. Se a internet estiver lenta, ou intermitente, as informações serão demoradamente absorvidas, talvez nós não estaríamos tendo essa conversa. As oportunidades passam, se você não tiver com seu corpo apto.

Se tivermos equilibrados mais cheios de doenças, morreremos e não poderemos crescer ainda mais. Imagina se São Francisco de Assis vivesse até 100 anos de idade?
O corpo tem que estar equilibrado, para servir de ferramenta útil para nossa mente.
A alma. Acredito que nossa energia é como uma senoíde. Sobe e desce, mas tem uma média que é nosso padrão. Principalmente quando nossa energia desce, estaremos sujeitos a interferências do mundo espiritual, obsessores, cobradores, brincalhões, etc...
Por isso é muito importante estarmos com nossa alma equilibrada, pois já é difícil lutar puro, imagina mal acompanhado.
Cito o amigo:
          Cito:
”Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma”.
          Não é bem assim, meu amigo Tiago, a alma não tem conflitos... só o ego os tem...

Cito eu:
Equilíbrio da mente. Uma “profissional de exatas” tende a ter uma mente equilibrada.
Equilíbrio do corpo: Um “atleta profissional” tende a ter um corpo equilibrado.   
Equilíbrio da alma. Um “Cristão” atuante, com grande fé tende a ter uma alma equilibrada.

Cito o Diaz:
Re:Amigo, acredito que nem sempre as coisas seguem essas tendências. Uma “profissional de exatas” pode muitas vezes se encontrar em completo desequilíbrio emocional; Um “atleta profissional” pode sofrer de sérios desequilíbrios orgânicos, Um “Cristão” atuante pode estar enfrentando sérios conflitos da alma.

Apesar de não ter sido meu esta crença eu concordo. Os conflitos da alma são conflitos energéticos, ao qual podem ocorrer. É bem difícil entrar num ambiente carregado e não ter um conflito energético, ou entrar num ambiente de luz estando carregado e não haver trocas de energias.
Quanto a mente. Eu acredito que a teoria de sermos todos partes de Deus e quando conseguirmos afastar nosso ego, nos encontraremos com ele, ou seremos Ele, uma teoria bem lógica. O livro conversando com Deus é bem interessante. Já leu?  Porem, muitas teorias tem lógica. Eu não acredito em nenhuma mais do que a outra, pois todas podem estar erradas. Porém, eu sou espírita, por que? Lógica. É simples. Eu tenho muita fé em Deus, seus santos e seus anjos. Sou Cristão, Budista, simpatizante do bem. Qual religião mais mente aberta, voltada para a razão, humilde, pregadora das uniões com outras religiões, praticante do bem, sem fins lucrativos, além de todo o resto, não menos importante.
Cito o amigo:
Na realidade profunda, todos os desequilíbrios se originam no ego/mente; dentro dessa afirmação, a definição de equilíbrio seria que ele é, simplesmente, a cessação do ego.

Concordo, mas como chegar a isso? Apenas meditar?
É necessário ferramentas. Conhecimento, prática. Como fazê-lo?
Dividir em corpo, alma e mente.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 28 de Setembro de 2010, 05:48
Amigo Diaz,
Infelizmente estou fazendo o possível para colaborar, mas me esforçarei mais um pouco afim de não decepcionar o amigo.
Cito o amigo:
Amigo Talvez esteja falando a mesma coisa, de maneiras diferentes. Quando falo em equilíbrio, penso no malabarista que tenta andar pela corda bamba. Existem apenas duas alternativas, manter o equilíbrio ou cair.
Tudo tem seu inverso, viver e morrer, dia e noite, equilibrar e cair. Acredito que o importante não é estar equilibrado para não cair e sim como está equilibrado? E se cair, como caiu?
Para mim o equilíbrio é muito importante, pois hoje vemos pessoas criticando outras. Dizendo que estas são fracas, viciadas, ou pequenas espiritualmente, ou mente fraca.
Somos ousados em falar de equilíbrio, pois duvido que alguém aqui seja totalmente equilibrado. Uma pessoa perto do equilíbrio seria Dalai Lama. Mas não tem esposa e filho. Por que não tem? Não consegue ser equilibrado pra ter isso.
Chico Xavier foi equilibrado, mas não pode ser mais, pois ele quase nunca estava sozinho. Já é difícil sozinho, quanto mais acompanhado.
Por que não poder beber uma vez ou outra, fumar 2 cigarros uma vez ou outra, comer carne de porco, fazer sexo uma vez ou outra, amar uma mulher uma vez ou outra.Podemos fazer muitas coisas sem nos afetar, desde que não seja por vício.
O vício é o erro. Somos viciados em odiar, em comer gordura, pensar besteira, ver televisão, julgar os outros, nos olhar no espelho, etc...Aquele que não tem vício nenhum é uma pessoa equilibrada. Experimentem ficar sem fazer algo que goste durante uma semana. Imaginem ficar sem entrar nesse fórum por uma semana. Provavelmente já estamos viciados.
Cito o amigo:
Vejo a escala que o amigo se refere como uma maneira de medir nossos conhecimentos e estabelecermos metas.
Sim. Exatamente.
Existem muitas formas de dizermos a mesma coisa, mas só diremos a mesma coisa quando concordarmos que é a mesma coisa.

Cito o amigo:
Amigo, poderia citar aqui dezenas de outros, como disse além de Jesus que se fizeram exemplos vivos do amor incondicional, e todos humanos como nós.

Cito eu:

“Muitos humanos amam tanto uma pessoa, um objeto ou um Deus, que esquecem de se amar. Ou pior, ficam cegos, surdos, mudos, obcecados, ignorantes, pequenos, espíritos dignos de pena. Uma pessoa dessa está desequilibrada mental, espiritual e consequentemente  isso afetará seu corpo.”

Cito a Heliana.
É o chamado amor egoísta, o amor que a humanidade vive, como você mesmo afirma, é deste amor que os benfeitores querem que saiamos para entrar na sintonia de num outro amor, e na verdade, quando conseguirmos estar exercitando o amor ao próximo, esquecendo muitas vezes de nós (não que literalmente signifique que tenhamos que desprezar a nós mesmos), sentindo a felicidade interior deste exercício, estaremos, então, em perfeito equilíbrio. Portanto, não podemos buscar o equilíbrio aparente, mas o equilíbrio da alma, o equilíbrio espiritual.

Esse outro amor é na verdade o:
Na escala espiritual isso não acontece. Por quê? Primeiramente porque o básico é: Amar ao próximo como a si mesmos. Os outros motivos eu não faço idéia, mas é lógico acreditar que existam.
Os outros motivos logicamente existem, só que ninguém se aventurou a dizê-los.  Eu direi mais um: Amamos incondicionalmente na escala espiritual, porque é através do amor que sentimos Deus.
Enfim, existem no mínimo duas escalas diferentes de amor. Uma dos espiritualizados, outra dos humanos normais.
Jesus e os outros inúmeros Mestres eram extremamente espiritualizados e utilizavam a escala espiritual.
Cito o amigo:
Digo então, quem estava referindo-se a acidentes e por sua vez "danos”? Procurei seguir sua linha de pensamento.
Sim, mas:
Cito eu:
Principalmente nós, espíritas, acreditamos que muitos problemas físicos são causados pele desequilíbrio da alma e vice e versa, mas é obvio que um influenciará o outro, pois os três fazem parte do um, que somos nós, de tal forma que separá-los apenas acontece na esfera dos estudos.

Cito eu:

Pelo meu conhecimento, quando machucamos fisicamente nosso corpo, seja por acidente, ou por maus hábitos, prejudicamos nosso espírito. Se sofrermos um atropelamento, nosso espírito será afetado. Se dermos cabeçadas na parede, nosso espírito será afetado.  Ou não?
Se pisarmos num buraco e torcermos o tornozelo? O que acontecerá com nosso espírito?
Se pegarmos AIDS porque o amor da nossa vida nos traiu?

Cito Heliana:
O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora [era isto que você queria dizer o tempo todo Tiago!], distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificados, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.
Eu já havia esclarecido esse tema no fórum, por isso coloquei daquele jeito. Achei que você estava acompanhando...
Cito o amigo:
Tiago é uma pena que pouco tenha acrescentado.

Aprendi certa vez que: às vezes é melhor escutar coisas novas do que bater cabeça nas antigas.
Em coisas novas eu sou bom, em uteis, nem tanto.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 28 de Setembro de 2010, 06:10
Irmãos,
Vejam como é simples lutar contra a própria mente.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 28 de Setembro de 2010, 16:11
          Heliana    (ref sua #127)

          Heliana      (ref sua #127)         

          Minha amiga Heliana, acho que não entendi bem sua mensagem. Peço me perdoe se eu disse alguma coisa indevida em sua conversa com o Giuliano (é isso que vc quis dizer?). Somente o fiz na tentativa de contribuir, ou de fazer refletir. É o que tento fazer sempre. Como as mensagens aqui não são pessoais, coloquei a colher torta.
          De qualquer modo, minha amiga, continuo afirmando que, em nenhum sentido, existe auto-controle. Há esforço, há treinamento para isso, e o resultado pode ser percebido  externamente, pelos demais, como se possuíssemos auto-controle; contudo, dentro de nós, continuamos os mesmos: sem auto-controle.
          Fique em Deus.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 28 de Setembro de 2010, 17:27
Olá Heliana, tudo bem?

Amiga, como já deu para perceber, temos muito em comum relacionado às nossas crenças, aí a questão da sintonia.
É difícil às vezes encarar idéias tão opostas as nossas, no entanto, não precisamos aceitá-las, e sim respeitá-las e refletir sobre os ensinamentos que elas encerram. Dessa maneira aproveitamos a oportunidade para reforçar algumas de nossas crenças e para abandonar outras que podem estar atrapalhando o nosso progresso.
Esse confronto muitas vezes nos tira do equilíbrio em que imaginávamos nos encontrar, pois temos uma tendência a nos acomodar, satisfeitos com o que estamos recebendo da vida, sendo que poderíamos receber muito mais.
Algumas páginas antes, o Coronel sugeriu uma visita a um blog onde ele expõe mais a fundo os seus pensamentos e as suas crenças. Estou acompanhando, acho que vale a pena.

Continuemos com essa sintonia no bem!

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 28 de Setembro de 2010, 19:04
          Cito o amigo:          Amigo Diaz, é exato que a reforma íntima nos dará o tão procurado equilíbrio, mas como realizar a reforma íntima? Quem tem competência de eliminar ou substituir o desamor, por amor; as más inclinações por boas inclinações; as características más, nocivas, defeitos, por virtudes? Como dizem os mestres, enquanto não temos o conhecimento da verdade, todas as virtudes serão falsas, incompletas, imitação.

A DE é clara no sentido que devemos usar o filtro da caridade para nortear nossas ações.
“Deixai que a caridade governe todas as vossas ações, e vossa consciência res-
ponderá; ela não somente evitará a vós de fazer o mal, mas levar-vos
a fazer o bem, porque não basta uma virtude passiva, é preciso uma
virtude ativa. Para fazer o bem, é preciso sempre a ação da vontade;
para não fazer o mal, basta freqüentemente o não fazer nada e a indi-
ferença.” Cap. XV Evangelho Segundo o Espiritismo.

Cito:
Agimos virtuosamente porque a religião, a crença, nos ensinaram que deve ser assim; que assim conseguiremos méritos, ficamos satisfeitos porque estaremos seguindo os conselhos dos mestres, os mandamentos da religião. Mas, como colocar amor num coração cheio de desamor? À força? Será que nos esforçando seremos amorosos? Veja: perdoamos (da boca para fora) quem nos magoou, quem ofendeu um nosso ente querido, quem estuprou a filhinha do coração, e o fazemos só porque as doutrinas dizem que é assim que devemos fazer, concorda?

Digo:
Nem sempre, não generalizemos. Quanto mais evoluímos, mais desenvolvemos a capacidade de perdoar. Apesar de não termos atingido patamares elevados da evolução, muitas vezes perdoamos , de coração, e não apenas da boca para fora.

Cito:
Será que perdoar, quando dentro de nós inexiste o perdão, é perdoar? Pelo esforço de vontade podemos trocar ódio por amor?
Digo:
Melhor que isso, quando abrigamos o perdão em nosso coração, nem chegamos a desenvolver o ódio.

Cito:
Quem age de acordo
É fato que podemos, agindo amorosamente, caridosamente, mesmo através de esforço, beneficiar o próximo, que só está vendo nosso exterior. Ele nos julgará como se fôssemos pessoa bondosa, caridosa. Mas, pelo fato de agirmos caridosamente seremos efetivamente caridosos? Mesmo que a caridade/amor seja produzida com esforço? Não. Seremos apenas esforçados praticantes do amor, mas não amorosos enquanto nosso coração não estiver pleno de amor.

Digo:
Esforçando-nos na prática do amor desenvolvemos a capacidade de se amorosos em todas as nossas ações e pensamentos.


Cito:
Se o amigo me permite vou lhe endereçar duas perguntas relacionadas às palavras de sua mensagem citada acima:
         Porque nos afastamos de Deus se sabemos que com isso seremos infelizes?
         E qual a razão pela qual uns homens agem de modo a serem considerados “homens de bem”, com todas as virtudes, características e práticas boas que o amigo citou, e outros não agem assim e, portanto, não serão tidos como “homens de bem”?

Digo:
Ser tido como “homem de bem” penso estar relacionado à maneira como se é visto pelos outros, e não necessariamente como realmente o é.
          Cito:
          Amigo Diaz, respeito muito suas convicções e de modo nenhum gostaria de perturbá-las; no entanto, considero ate mesmo um dever de irmão tentar contribuir com os demais. Por isso mesmo repito a pergunta, que o amigo não respondeu: “o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram? Consulte seu coração e veja se já não há mais quaisquer dúvidas”.

Digo:
Amigo não quero ser repetitivo, pois creio já ter respondido esta questão, páginas antes, mas vamos lá. Neste exato momento, não, não tenho dúvidas pois procuro alicerçar minhas crenças não apenas confiando nas fontes de onde vieram, mas sobretudo através da experimentação prática, a exemplo do codificador da DE. Apesar disso, procuro manter a mente aberta em relação a outras crenças pois julgo que a verdade não é patrimônio exclusivo da DE.

Cito:
          O amigo Diaz também não deu respostas às questões apresentadas no parágrafo que lhe repito a seguir:
          ”Já analisou e compreendeu todas suas concepções (da doutrina), como livre-arbítrio; igualdade perfeita dos seres no momento da criação; evolução psicológica; a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais; o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação; a existência de penalidades expiatórias...?”

          É mais do que evidente que só responderá se desejar, mas com suas respostas é possível que tenhamos mais elementos com que continuar nossa conversa.

Digo:
Amigo, paginas anteriores tanto eu como o amigo afirmamos que algumas questões estão fora do nosso alcance. Por acaso o amigo teria estas respostas? Me desculpe talvez tenha, não consegui ler tudo o que está postado em seu blog.

Cito:
          Amigo Diaz, vou lhe mostrar só uma coisa (há outras) que é considerada absurda para as concepções da doutrina espírita, e coisa que não está no blog, mas na própria base do espiritismo: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer”, evidentemente significando que não podemos nem mesmo reivindicar  a paternidade de nossos pensamentos, pois que eles não são nossos.

Digo:
Apesar disso concorda que na categoria usuários podemos dar a direção que quisermos a esses pensamentos?

Amigo, devagar, dentro da minha limitação intelectual acredito que começo a entendê-lo.
Concordo tanto com você como com a Hebe, que vivemos na ilusão e que só através do encontro do nosso eu é que seja possível encontrar a verdade.
Além de espírita, esportista, também pratico a meditação, e recentemente tenho tido aulas de Yoga que tem me ajudado muito a manter a serenidade e o equilíbrio.       

Fique com Deus!

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 28 de Setembro de 2010, 21:50
          Heliana   (ref sua #128)
          Cito a amiga:
”Bom, se a mente é a produtora do pensamento, logo somos nós mesmos que o produzimos”.
          Não é bem assim, amiga; os pensamentos “surgem”, independentemente de nossa vontade, de acordo com as circunstâncias em que nos envolvemos, ou associação de idéias etc. A mente apenas os aceita e alimenta, ou tenta rejeitá-los, conforme os considere agradáveis ou desagradáveis. E veja que, se ela os produzisse, essa produção seria incorreta, pois a mente é “incorreta”, contaminada, poluída, repleta de ilusões (crenças e suposições tolas etc). Então podemos dizer sim que a mente não os produz; apenas os recebe... (Faça um teste: sente-se tranqüila e observe quantos variados pensamentos lhe aflorarão à mente).
          Lembre-se de Paulo: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois eles vêm de Deus”. 
          Também essa é a visão da ciência atual.
          Cito a amiga:
“Para isto que Jesus veio a estar junto de nós, para nos ensinar a pensar as coisas da vida de modo diferente, para nos ensinar a nos auto corrigirmos, para nos ensinar a nos policiarmos. Ele mesmo disse: “Orai e vigiai!”
          Veja, amiga, tudo, todos os fenômenos, eventos, pensamentos etc ocorrem dentro dessa “engrenagem” perfeita e infinita, que é a consciência una, universal a que damos o nome de Deus; e tudo está interligado, interconectado; nada existe por si só, nada é independente. Assim as palavras dos mestres, as nossas etc, o que fazemos, o que eles fazem, tudo está interligado, interrelacionado. Se o mestre diz isto ou aquilo, talvez seja porque espera que alguém tenha ouvidos de ouvir e possa compreendê-lo. E quando um homem “ouve” e “abre os olhos”, tenta, mesmo com risco da própria vida, mostrar o caminho aos semelhantes. Por isso Jesus veio e falou: podia encontrar quem o compreendesse, e que, consequentemente, tentasse por em prática o que ensinou. E mais uma vez verificamos que o pensamento de pôr em prática o que o Mestre ensinou não nasceu da mente, mas veio de todo conjunto de circunstâncias que trouxeram a compreensão que deve ser assim que devemos/temos de fazer...
         Cito vc:
”E se os pensamentos nascem em nossa mente só pode ser por dois motivos: nós mesmos, e sugestões de irmãozinhos espirituais que nos acompanham, acho que só pode  brotar na segunda situação”.
          Amiga, analise bem o que estamos dizendo e vc vai perceber que os pensamentos são resultantes das experiências que já tivemos, do que já aprendemos nesta escola que é a vida, do conjunto de todas essas coisas e nascem repentinamente, espontaneamente, sem esforço nosso, queiramos ou não queiramos. Nunca é produto nosso.
          Cito a amiga:
”Mas a mente somos nós mesmos. A mente não é algo autônomo, um ser à parte, a mente somos nós!  Nós, portanto, somos responsáveis por nossa conduta, apenas nós, a mente não é um bichinho!”
          Exatamente, a mente somos nós mesmos: ego/eu/mente localizada; porém somos nós mesmos agindo, pensando, escolhendo, decidindo, vendo e interpretando o mundo e a vida através do véu opaco que criamos, desde que viemos, à existência, primeiro como defesa às ameaças do mundo ao derredor, depois pelas concepções e ilusões que as crenças, tradições, culturas, costumes, religiões, suposições nos impõem desde que viemos à existência.
          Porquê a vida é essa coisa incompreensível e confusa que vemos no dia-a-dia no mundo e em nós mesmos? Porquê a vida é repleta de sofrimentos? É porque vemos com os olhos desse “bichinho” e nunca com os olhos de quem conhece a verdade que liberta...
          Quando eu disse:
“É porque a mente pode perder totalmente seu comando sobre nós se a fizermos se calar, se enfraquecer, morrer.”
           A amiga perguntou:
”Nós quem, o corpo? Se for o corpo... Não podemos tratar a mente como um ser grudado a nós, como se fosse um bichinho da maçã, ou um carrapatinho grudentinho”.
          Não, minha amiga! Somos “nós”, você, eu, eles, todos que ainda temos os olhos cobertos de trevas, como disse Jesus... E é mesmo um “carrapato” que só desgruda se nós o matarmos.
          Fique em Deus.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 29 de Setembro de 2010, 00:34
Diaz     (ref sua #135)
          Cito o amigo Diaz:         (Com.: = meu comentário)
”A DE... : “Deixai que a caridade governe todas as ações, e vossa consciência responderá;...”
          Com.: Sim, meu amigo, mas a questão é se podemos, “à força”, nos tornar caridosos? Se um coração ainda egoísta, orgulhoso, maldoso pode ser, à força, transformado num coração amoroso? O que estou dizendo é que, enquanto não temos amor no coração, qualquer exteriorização dessa virtude é ou falsa, ou por interesse, ou imitação.
          Cito palavras minhas:
“Agimos virtuosamente porque a religião, a crença, nos ensinaram que deve ser assim;... Mas, como colocar amor num coração cheio de desamor? À força? Será que nos esforçando seremos amorosos? Veja: perdoamos...  porque doutrinas, mestres, Jesus, dizem que é assim que devemos fazer, concorda?”
          Cito o amigo Diaz, respondendo:
”Nem sempre, não generalizemos. Quanto mais evoluímos, mais desenvolvemos a capacidade de perdoar. Apesar de não termos atingido patamares elevados da evolução, muitas vezes perdoamos, de coração, e não apenas da boca para fora”.
          Com.: Concordo, meu amigo, e ninguém pode afirmar o contrário. Mas o que digo é que se não temos amor no coração a prática de ações de amor será por interesse. Podemos mesmo beneficiar o próximo, mostrar a ele que praticamos a caridade, mas nosso coração continuará sendo não caridoso.
          Palavras minhas:
”Será que perdoar, quando dentro de nós inexiste o perdão, é perdoar? Pelo esforço de vontade podemos trocar ódio por amor?”
          O amigo Diaz respondeu:
”Melhor que isso, quando abrigamos o perdão em nosso coração, nem chegamos a desenvolver o ódio”.
          Com.: Exato, meu amigo. Porém, percebo que não estou me fazendo entender. Veja, por favor, minha pergunta: “... perdoar, quando em nós <não> existe o perdão...?”, “... trocar ódio por amor pelo <esforço> da vontade?”. Quando existe, quando o amor já nasceu, é evidente que não existirá ódio.
          Palavras minhas:
”É fato que podemos, agindo com amor, caridosamente, mesmo através de esforço, beneficiar o próximo. Ele nos julgará como se fôssemos pessoa bondosa, caridosa. Mas, pelo fato de agirmos caridosamente seremos efetivamente caridosos? Mesmo que a caridade/amor seja produzida com esforço? Não! Seremos apenas esforçados praticantes do amor, mas não amorosos enquanto nosso coração não estiver pleno de amor”.
          Resposta do Diaz:
”Esforçando-nos na prática do amor desenvolvemos a capacidade de se amorosos em todas as nossas ações e pensamentos”.
          Com.: Veja, meu amigo, vc está dizendo o que as doutrinas dizem. Mas já analisou profundamente isso que elas dizem: que pelo esforço, pelo desejo, treinamento, podemos substituir o ódio, o ciúme, a mágoa, o desejo de vingança, os desejos “negativos”, a raiva, a luxúria, a desonestidade, as más tendências, pelas virtudes ou pensamentos contrários? Se alguém é maldoso pode, pelo esforço, portanto pelo treinamento, ser bondoso? Ou será bondoso apenas na aparência?
          Alguém é bom (interiormente, não na aparência) porque quer ser bom? Alguém é mau porque quer ser mau?
          Minhas palavras:
”Se o amigo me permite vou lhe endereçar duas perguntas:
         Porque nos afastamos de Deus se sabemos que com isso seremos infelizes? E porque uns são “homens de bem”, com todas as virtudes, características e práticas boas que o amigo citou, e outros não são assim?
          Resposta do amigo Diaz:
”Ser tido como “homem de bem” penso estar relacionado à maneira como se é visto pelos outros, e não necessariamente como realmente o é”.
          Com.: Amigo, me expressei mal, tanto que corrigi minha pergunta acima, pois neste estudo é evidente que estamos focalizando a criatura, com todos seus problemas, e não o que os demais pensam dela, concorda?
          Continua....
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 29 de Setembro de 2010, 00:36
          Diaz          (ref sua #135)                          Continuação e fim...   

          Com.: Amigo, me expressei mal, tanto que corrigi minha pergunta acima, pois neste estudo é evidente que estamos focalizando a criatura, com todos seus problemas, e não o que os demais pensam dela, concorda?
          Minhas palavras:
          Amigo Diaz, repito pergunta anterior: “o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram?”.
          Resposta do amigo Diaz:
”Neste exato momento, não, não tenho dúvidas pois procuro alicerçar minhas crenças não apenas confiando nas fontes de onde vieram, mas sobretudo através da experimentação prática, a exemplo do codificador da DE. Apesar disso, procuro manter a mente aberta em relação a outras crenças pois julgo que a verdade não é patrimônio exclusivo da DE”.
          Com.: Observe que vc mesmo está dizendo que não está totalmente convencido, tanto que “procura” alicerçar suas crenças... e julga que a verdade não é patrimônio da DE. Pois, se não tivesse dúvida alguma, qual a razão de manter a mente aberta a outras doutrinas? Se estivesse totalmente convencido das verdades de sua crença, para que procurar também a verdade fora da DE?
          Minhas palavras:
          O amigo Diaz também não deu respostas ao abaixo:
          ”Já analisou e compreendeu todas suas concepções (da doutrina), como livre-arbítrio; igualdade perfeita dos seres no momento da criação; evolução psicológica; a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais; o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação; a existência de penalidades expiatórias...?”
         Resposta do amigo Diaz:
”Amigo, paginas anteriores eu como o amigo afirmamos que algumas questões estão fora do nosso alcance”.
          Com.: Exato, meu amigo, mas para as perguntas, para aqueles itens que lhe apresentei, a DE tem as respostas, de acordo com sua visão. Por isso lhe perguntei se já analisou e compreendeu efetivamente o que a DE expõe.
         
          Amigo Diaz, vou lhe mostrar só uma coisa (há outras) que é considerada absurda para as concepções da doutrina espírita, e coisa está na própria base da doutrina: “É o Senhor que opera em nós o pensar e o fazer” (Paulo), evidentemente significando que não podemos nem mesmo reivindicar  a paternidade de nossos pensamentos, pois que eles não são nossos.
          Resposta do amigo Diaz:
“Apesar disso concorda que na categoria usuários podemos dar a direção que quisermos a esses pensamentos?”
          Com.: De modo algum, meu amigo; os pensamentos que “temos” estão sendo influenciados, modificados, atenuados ou acentuados por outros pensamentos que continuamente nos vêm. Pode mesmo parecer que lhes damos a direção que quisermos, mas isso é um equívoco, pois outros pensamentos estão nos “bombardeando” o  tempo todo. Apenas “parece”. Observe seus pensamentos e teste. Não somos donos de nossos pensamentos e, em conseqüência, nem de nossos “quereres”, nem de nossas escolhas, nem do que fazemos, isto é, nem de nossas obras, sejam boas ou más. Lembre-se de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.
          Cito o amigo Diaz:
”Amigo, devagar, dentro da minha limitação intelectual acredito que começo a entendê-lo. Concordo tanto com você como com a Hebe, que vivemos na ilusão e que só através do encontro do nosso eu é que seja possível encontrar a verdade”.
          Com.: Ótimo, meu amigo, assim teremos muito mais para conversar. Me desculpe eu escrever demais, perguntar demais, mas sinto que é meu dever fazer assim.       
          Fique em Deus!



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 29 de Setembro de 2010, 04:09
Irmãos Coronel e Diaz,
Gostaria de esclarecer alguns tópicos da minha postagem.
Cito eu:
Para mim o equilíbrio é muito importante, pois hoje vemos pessoas criticando outras. Dizendo que estas são fracas, viciadas, ou pequenas espiritualmente, ou mente fraca.
Somos ousados em falar de equilíbrio, pois duvido que alguém aqui seja totalmente equilibrado.
Para mim a definição de equilíbrio é: O encontro de um ponto que nos torne feliz. A felicidade citada por Dalai Lama no livro Arte da Felicidade. Essa felicidade pode ser mensurada, então pode haver uma escala para ela.
Desculpe se pareceu arrogância de minha parte, mas eu não sou assim, mas vocês ainda não me conhecem.
Traduzindo para felicidade:
Somos ousados em falar de felicidade, pois duvido que alguém aqui seja totalmente feliz.
Mesmo assim, não ficou legal!
Cito eu:
Os outros motivos logicamente existem só que ninguém se aventurou a dizê-los.  Eu direi mais um: Amamos incondicionalmente na escala espiritual, porque é através do amor que sentimos Deus.
O que mais foi dito foi motivos. Não foi dito para mim, porém nem precisava. Eu fui escrevendo e saiu essa abobrinha. As vezes, eu cometo esses deslizes, pois começo a pensar sem parar e acaba passando algum pensamento errôneo.
Me desculpem.
Quanto ao equilíbrio, eu acredito que vocês já são bem equilibrados a ponto de acharem isso normal. Porém, não é fácil ser feliz.
O equilíbrio ou felicidade é um caminho para encontrarmos Deus.
 
Desculpe eu colocar mais um pensamento. Percebo que vocês estão bem além de mim, mas eu me aventuro, pois sei que um pensamento errado pode nos direcionar para o caminho certo. Isso já aconteceu comigo várias vezes.
Não sou hipócrita, nem tento parecer humilde, só sou eu, nem melhor nem pior que ninguém, tentando apenas crescer, para um dia poder ser inteiramente equilibrado.
Um abraço para todos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 29 de Setembro de 2010, 05:58
          Tiago Brandão, meu amigo    (ref sua msg #139)
          Amigo Brandão, essas críticas não são de hoje, como vc sabe, e continuarão por muito tempo, pois indivíduos assim, com certeza, sempre existirão. E é evidente que, quando são alvo de críticas, há pessoas mais sensíveis do que outras e por isso mesmo poderão até sofrer mais.
          Contudo o que devemos aconselhar aos que são criticados indevidamente é que procurem não se importar, que se coloquem acima das críticas que lhe são endereçadas. Sempre haverá críticas, sobretudo contra aqueles que são mais humildes, mais frágeis, mais acomodados e que não se enraivecem facilmente. Veja o conselho de um sábio de nosso tempo:
          “Frente aos eventos da vida que lhe são contrários ou desagradáveis, procure ter uma boa dose de bom humor e uma grande dose de indiferença”.
          Os animais, humanos ou não humanos, são o que são, de acordo com sua natureza, resultante da herança genética e das circunstancias em que vivem; quanto aos humanos, só eles mesmos podem se modificar, e isso através de muito esforço e determinação. São, mal comparando, como aquele inseto cuja natureza é ferroar. Se é sua natureza, o que podemos fazer, senão compreender que cada um é o que a natureza e a vida fazem dele? 
          Cito o amigo:
”Somos ousados em falar de equilíbrio, pois duvido que alguém aqui seja totalmente equilibrado. Para mim a definição de equilíbrio é: O encontro de um ponto que nos torne feliz”.
          Meu amigo Brandão, onde, entre homens comuns, encontraremos aquele que tenha uma conjunção de área psicológica e área fisiológica ambas equilibradas? 
          Entretanto, há aqueles que são perfeitamente equilibrados, que nada os abala, mesmo nas condições ou situações mais adversas. Mas, esses já deixaram de ser homens comuns, pois “nasceram de novo”. Esses são aqueles que compreenderam a verdade, que conheceram a verdade e, por isso, se libertaram de todos os aspectos desequilibrantes. É como Jesus falou, afirmando: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E esses são também perfeitamente felizes, bem-aventurados. 
          Cito o amigo:
“O equilíbrio ou felicidade é um caminho para encontrarmos Deus”.
          Amigo, é verdade que se o homem está desiquilibrado ou muito infeliz, nem mesmo tem condições de buscar Deus. Mas são, observe bem, as situações de desequilíbrio e de infelicidade que despertam no homem o desejo de fazer essa busca. A busca é provocada pela ânsia de felicidade do homem e de sua procura de um meio de escapar da armadilha que é a vida. De início ele supõe que a solução para a sua profunda insatisfação reside numa vida sensual ou nas realizações profissionais ou do mundo social, ou numa vida de experiências excitantes. O homem é impelido a essa busca do sentido da vida pela desilusão com as coisas mundanas que o fascinam e das quais não consegue afastar o pensamento. Empenha-se o quanto pode em alcançar os prazeres dos sentidos e em evitar todos os tipos de sofrimento. Mas, enquanto ele atravessa dias, meses e anos das mais variadas experiências, surge, com freqüência, uma ocasião em que ele começa a questionar: “Qual a finalidade de tudo isso?” E, não se contentando mais com as coisas transitórias da vida, questionando, nasce nele um desencanto em relação aos valores habituais que até então aceitava sem hesitação. E, nesse desencanto, ele toma a decisão de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que ele principia a verdadeira busca, a busca dos prazeres duradouros.
          Fique em Deus.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Rimi em 29 de Setembro de 2010, 11:09
                        Ao caro amigo.
                        Em meu  pensar, a reforma íntima ou seja mudança de formas, estão dentro da capacidade de cada um. Creio nos ensinamentos cristãos não somente como forma de elevação aos seios do Pai, mas como um sentimento de harmonia, que trazem saudáveis sensações no agir, fazendo assim uma comunhão com o próximo e com todo o Universo.
                        O fato de ser feliz dentro dos padrões disponíveis no mundo em que nos encontramos, vendo a nossa volta tanta tristeza, miséria, violência e desamor, em momento algum inspira-me procedimentos virtuosos, como se houvéssemos ter que lutar pelo que não encontraríamos, a não ser dentro de nós mesmos, pois essa conquista se faz através de nobres sentimentos. Deduzo como nos ensinamentos cristãos que a força maior não está naquele que bate, ofende e prejudica, mas naquele que tem discernimento para entender situações adversas. Não ensinamos virtudes através de maus exemplos e sim através do equilíbrio e de ações que façam acontecer um sorriso em nosso rosto.
                        Jesus com toda Sua Sabedoria e Força espiritual poderia dentro dos princípios que dispunha; mudar o mal, através do mal, se achasses conveniente.  Pois não fez, sua missão era nos ensinar um caminho transparente mente a  Caminho da Paz. Entendo, que se através da guerra conseguíssemos nossa evolução, só restaria o mais forte e, sendo assim este também morreria por ter que viver sozinho, aniquilaria uns aos outros, até não haver mais combates.     
                        Existem alguns processos da natureza que as vezes podemos elucidá-los, basicamente uma árvore de frutos, se não dedicar atenção, trabalho e carinho à sua evolução, não terá os melhores frutos para se alimentar. Penso então que a reforma íntima se faz dentro de seus padrões intelectuais e morais, e quando não achar que está no caminho certo, ainda terá tempo através de seu livre-arbítrio de mudar e seguir por outros caminhos. Todo desequilíbrio físico, orgânico, mental e espiritual, trazem grandes seqüelas ao estado natural, fazendo-nos aparecer distúrbios afins.
                        Saudações fraternas !!!!!!!!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 29 de Setembro de 2010, 19:21
Amigos,
Boa tarde!
À primeira vista os assuntos aqui tratados poderiam suscitar um desvio de rota em relação ao objetivo que se propõe alcançar, que é a conquista do equilíbrio.
Este equilíbrio visto superficialmente pode parecer algo demasiadamente simples, principalmente ao homem de bem. No entanto, o equilíbrio á que se propõe, é aquele a ser conquistado meio às vicissitudes da vida e no enfrentamento de nossas próprias imperfeições. A discussão em curso pretende nos levar a uma análise mais profunda das causa do desequilíbrio, que muitas vezes habita as profundezas de nosso ser.
Assim como não pode a árvore com raízes superficiais se manter em pé frente à ventania, não poderemos garantir que nos manteremos equilibrados se não estivermos profundamente alicerçados em nosso ser.
Tal qual acontece com o bambu japonês, nos manteremos equilibrados frente às ventanias se pacientemente buscarmos o desenvolvimento de nossas raízes.

Para nossa reflexão:
Há algo muito curioso que sucede com o bambu japonês e que o transforma em não apto para impacientes: você faz a semeadura, cuida e o rega constantemente. Durante os primeiros meses não acontece absolutamente nada. Na realidade nada acontece durante os primeiros sete anos, a tal ponto, que um cultivador inexperiente ficaria convencido de ter comprado sementes ruins. No entanto, durante o sétimo ano, num período de somente seis semanas... o bambu cresce mais de 30 metros.

Demorou só seis semanas para crescer? Não, a verdade é que se tomou sete anos e mais seis semanas para se desenvolver. Durante os primeiros sete anos de aparente inatividade, este bambu estava gerando um complexo sistema de raízes que lhe permitiriam sustentar o seu crescimento.

No entanto, na vida quotidiana, muitas vezes queremos encontrar soluções rápidas, triunfos apressados, sem entender que o sucesso é simplesmente resultado do crescimento interno e que este requer tempo. Talvez pela mesma impaciência, muitos daqueles que aspiram resultados em curto prazo, abandonam subitamente quando já estavam a ponto de conquistar a meta. É tarefa difícil convencer o impaciente que só chegam ao sucesso aqueles que se mantêm em forma perseverante e coerente e sabem esperar o momento adequado.

Do mesmo modo é necessário entender que em muitas ocasiões estaremos em frente a situações nas quais acreditamos que nada está acontecendo. E isto pode ser extremamente frustrante. Nesses momentos (que todos temos), é importante recordar o ciclo de amadurecimento do bambu japonês, e aceitar que - sem que baixemos os braços - algo esta sucedendo dentro de nós: estamos crescendo, madurando.

Quem não se dá por vencido, vai gradual e imperceptivelmente criando os hábitos que lhe permitirá sustentar o sucesso quando este ao fim se materializar. O triunfo não é nada mais que um processo que leva tempo e dedicação. Um processo que exige aprender novos hábitos e nos obriga a descartar outros. Um processo que exige mudanças, ação e formidáveis doses de paciência.

Tempo... Como nos custam as esperas. Que pouco exercitamos a paciência neste mundo agitado no qual vivemos... Apressamos nossos filhos em seu crescimento, apressamos o motorista do táxi... nós mesmos fazemos as coisas de forma apressada sem saber bem por que... Perdemos a fé quando os resultados não aparecem no prazo que esperávamos, abandonamos nossos sonhos, geramos patologias que provêm da ansiedade, do estress... Para que?

O melhor que temos a fazer é recuperarmos a perseverança, a espera, a aceitação. Controlar a toxina chamada impaciência, que nos envenena a alma. Senão estaremos por aí somente jogando sementes ao vento.
Por Adminha em Textos em 16-11-2007 

Um grande abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 29 de Setembro de 2010, 19:31
Coronel,

Boa tarde!

Peço que me perdoe mas achei necessário , dentro do tempo que disponho postar este esclarecimento antes de retomar nossa conversa.

Retornarei assim que possível,

Um abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 30 de Setembro de 2010, 00:36
          Brandão  (ref #130)
          O amigo lembrou grandes homens que chegaram a um ponto de equilíbrio desconhecido por nós e, é evidente,  quer saber como fazer para chegar lá. Todos nós, se estivermos atentos à vida, também desejamos esse equilíbrio. Para consegui-lo enquanto estamos neste mundo, como aqui já disseram vários amigos, temos de ser incansáveis, pois é tarefa das mais difíceis. Sem dúvida, temos de cuidar do corpo e da mente, pois deles depende nossa sobrevivência. Como vc mesmo diz, o corpo deve ser ferramenta útil para nossa mente. Mas, como vemos, nem sempre é assim.   
          Não se importe muito com essa questão de energias. Não existem energias melhores ou piores; a energia é uma só. Os pensamentos é que são diferentes. Veja, Brandão, quando alguém entra num local “carregado”, como vc diz, porque dizer que está “carregado” de energia negativa? Essa percepção deve ser resultado de sensibilidades que uns têm maiores do que outros. A telepatia é uma realidade comprovada; porque não dizer então que quem é mais sensível está captando sensações produzidas por pensamentos menos nobres das pessoas que estão naquele ambiente? Energia negativa é apenas um nome que dão àquela sensação de sentimentos menos nobres.
          Cito o amigo Brandão:
“... e quando conseguirmos afastar nosso ego, nos encontraremos com Ele, ou seremos Ele, uma teoria bem lógica”.
          Meu amigo, isso não é mais uma simples teoria; é a conclusão de muitas experimentações no laboratório da mente, experimentações que vêm de séculos antes de Jesus e continuam em nossos dias. Lembre-se de que o próprio Jesus afirmou: “Eu o Pai somos um”. E ele não disse: eu sou “parte” de Deus, mas que ele e Deus são uma só coisa.
          Cito o amigo:
Já leu o livro Conversando com Deus...”
          Não conheço esse livro, Brandão. Deve ser bom, mesmo.   
          E é fato que, como vc disse, muitas teorias, doutrinas, afirmações tidas como verdades, não estão corretas. É por isso que todos nós devemos, se desejamos crescer na compreensão que nos aproxime de Deus, não ficar atentos só a uma crença, mas estudar as outras, compará-las para eleger qual é a melhor para nós.
          Cito o amigo:
“Porém, eu sou espírita, por quê? Lógica. É simples...”
          Companheiro, vc começou a explicar, mas não continuou...
          Às palavras a seguir:
”Na realidade profunda, todos os desequilíbrios se originam no ego/mente; dentro dessa afirmação, a definição de equilíbrio seria que ele é, simplesmente, a cessação do ego”.
          O amigo respondeu:
”Concordo, mas como chegar a isso? Apenas meditar?
É necessário ferramentas. Conhecimento, prática”.
          Sim, muito estudo, muita leitura ou então muita compreensão do que é a vida. Quando se compreende que a vida é mais sofrimento do que alegria, chega um momento em que o homem começa a questionar, a querer saber porque existe, porque a vida é assim, porque estamos aqui, porque sofremos, e começa a pesquisar, a buscar respostas. Os encantos da vida deixam de atraí-lo e, então, para ele, as respostas que procura exercem atração maior.
          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 30 de Setembro de 2010, 02:32
          Rimi, visitante     (ref sua msg #141)
          Seja bem-vindo(a). Não se incomode com muitas perguntas que sempre faço; a intenção é contribuir, levar a refletir, pois a reflexão nos pode levar a uma maior compreensão daquilo que estamos estudando.
          Amigo, vc diz que pensa que a reforma íntima está dentro da capacidade de cada um. Então, qual será a razão de muitos, talvez muitos demais, não serem capazes de realizá-la, pois o que mais vemos no mundo é sofrimento, maldade, exploração dos mais humildes, crimes dos menores aos mais hediondos, conflitos etc?
          Cito o amigo Rimi:
“O fato de ser feliz dentro dos padrões disponíveis no mundo em que nos encontramos, vendo a nossa volta tanta tristeza, miséria, violência e desamor, em momento algum me inspira procedimentos virtuosos, como se houvéssemos ter que lutar pelo que não encontraríamos, a não ser dentro de nós mesmos, pois essa conquista se faz através de nobres sentimentos”.
          Não se canse, meu amigo, pois lhe faço nova pergunta: “porque uns têm sentimentos nobres e outros não?”.
          Cito novamente o Rimi:
“Deduzo como nos ensinamentos cristãos que a força maior não está naquele que bate, ofende e prejudica, mas naquele que tem discernimento para entender situações adversas”.
          Da mesma maneira, e semelhante, é a questão aqui: “qual o motivo que leva uns a serem dotados de mais, ou melhor, capacidade de discernimento do que outros?”
         Cito o amigo:                       
“Penso então que a reforma íntima se faz dentro de seus padrões intelectuais e morais, e quando não achar que está no caminho certo, ainda terá tempo através de seu livre-arbítrio de mudar e seguir por outros caminhos”.
          É a mesma pergunta aqui. Porque uns usarão o livre-arbítrio para esse fim e outros não?

          Veja, meu amigo, qual o motivo das perguntas. Acontece que muitos aceitam passivamente os ensinamentos de suas doutrinas, já interpretados por outros, “mastigados”, como oferecidos numa bandeja, e nada questionam, não analisam, aceitam tudo porque têm total confiança nas fontes de onde os ensinamentos vêm. 
          No entanto, como podemos ver, analisando as doutrinas, todas elas têm pontos obscuros, afirmações estranhas, incoerências e mesmo contradições, coisas que nos deixam cheios de dúvidas. Por isso devemos analisar, questionar, comparar.

          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 30 de Setembro de 2010, 02:54
Irmão Diaz,
Adorei o texto, não conhecia o bambu japonês.
Esse texto remete a algo muito importante além da paciência e do crescimento sustentável. A esperança. Muitas vezes é ela que faz a humanidade seguir em frente. Até nós, humanos espiritualistas, recorremos a ela com freqüência, afim de continuarmos nossa caminhada. Ela é mais um ponto importante para ser estudado afim que alcancemos o tão buscado equilíbrio.
Só quem tem fé em algo, consegue ter esperança.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 30 de Setembro de 2010, 04:45
Irmão Coronel,
Cito o amigo:
Frente aos eventos da vida que lhe são contrários ou desagradáveis, procure ter uma boa dose de bom humor e uma grande dose de indiferença”.
Adorei.
Viu o arquivo que mandei.  Eu me escangalhei de rir quando ele falou que era alérgico a bala.

Cito o amigo:
Meu amigo Brandão, onde, entre homens comuns, encontraremos aquele que tenha uma conjunção de área psicológica e área fisiológica ambas equilibradas?
Que tal os monges Shaolin.
Eu considero varias artes marciais como religiões. Vale a pena estuda-las.
 Cito o amigo:
Entretanto, há aqueles que são perfeitamente equilibrados, que nada os abala, mesmo nas condições ou situações mais adversas. Mas, esses já deixaram de ser homens comuns, pois “nasceram de novo”. Esses são aqueles que compreenderam a verdade, que conheceram a verdade e, por isso, se libertaram de todos os aspectos desequilibrantes. É como Jesus falou, afirmando: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E esses são também perfeitamente felizes, bem-aventurados. 
Chegou ao meu conhecimento que o homem mais feliz do mundo é um monge budista de 21 anos.
Pelo menos era. Não lembro a fonte, mas eu acreditei, pois acredito em tudo e não acredito em nada.
Cito a amigo:
Não se importe muito com essa questão de energias.
Acredito que a energia pode ser apenas um sinônimo para vibração ou pensamentos.
Independente do nome que for considerado, a forma de atingir o equilíbrio será a mesma. O importante é estarmos atentos a essas influencias negativas.
Já leu algum livro do Lobsang Rampa. Ele afirma que vários monges se comunicam por telepatia assim como nós por telefone. Ele é muito figura.
Cito o amigo:
Não conheço esse livro, Brandão. Deve ser bom, mesmo.

“O título resume bem o que será encontrado neste livro, uma conversa entre um Homem e Deus, não um santo ou profeta, mas um homem comum como você e eu. Você pode estar pensando neste momento – impossível – e eu te pergunto – por que não?”
Eu acredito na intercessão entre as religiões. Estas têm mais probabilidade de ser o certo do que o que não é intercessão. Já tentou pensar sobre a intercessão entre suas religiões preferidas e perceber que é o que realmente importa?
Companheiro, vc começou a explicar, mas não continuou...
Meu método de estudo não é muito convencional. Enquanto muitos saiam para beber e  falar sobre futebol e mulheres, eu conversava sobre como melhorar cada vez mais em sabedoria e atitudes. Eu e amigos, as vezes apenas um, íamos para um bar onde filosofávamos  até ficarmos bêbados. Hoje filosofo em “qualquer lugar”, de “qualquer maneira”. Em alguns ambientes é mais perceptível o peso dos pensamentos de baixa vibração dos encarnados e desencarnados. Porém, em todo lugar é necessário seguir o mesmo principio. Orai e vigiai.
Nasci de uma família Católica onde tive meu segundo grau Cristão. Quando tinha 15 anos tive um amigo que o pai dele raspou a cabeça dele para um santo. Um exu. Eu tive minha resposta quanto a existência de espíritos através dele. Depois de um tempo ele cantou minha namorada, ela me contou e nos paramos de ser amigos.
Quando tinha 18 anos eu li um livro que me tocou:
São Francisco de Assis, escrito por João Nunes Maia, psicografado pelo espírito Miramez.
Logo depois li Jesus no Lar. Percebi que o espiritismo seria o terceiro grau da espiritualidade. Lidar com outro plano não é para qualquer um, tem que ser que nem o bambu japonês.
Comecei a estudar outras religiões, ao qual também me apaixonei, mas estou  bem satisfeito, com o que sou, onde estou e o que pretendo me tornar.

Cito o amigo:
Sim, muito estudo, muita leitura ou então muita compreensão do que é a vida.
Eu coloquei alguns passos que acho básico para iniciantes:
Cito o amigo:
”Concordo, mas como chegar a isso? Apenas meditar?
É necessário ferramentas. Conhecimento, prática”.
          Sim, muito estudo, muita leitura ou então muita compreensão do que é a vida. Quando se compreende que a vida é mais sofrimento do que alegria, chega um momento em que o homem começa a questionar, a querer saber porque existe, porque a vida é assim, porque estamos aqui, porque sofremos, e começa a pesquisar, a buscar respostas. Os encantos da vida deixam de atraí-lo e, então, para ele, as respostas que procura exercem atração maior.

Cito eu:
Cuidar do corpo:
Uma boa alimentação. Assim preveniremos doenças.
Um bom alongamento. Preveniremos lesões musculares.
 Bom condicionamento físico. Preveniremos a inércia por falta dela.
 Bom funcionamento dos órgãos.
 Boa saúde. 
Agora com a mente:
Esse tópico foi mega debatido. Então analiso que é válido estudar a mente separada do corpo e da alma.
Bons estudos. Prevenidos a ignorância.
Boa capacidade dissipar estresse. Prevenimos morrer de infarto. HEHE .Tá claro que dissipar estresse é  ter bons pensamentos. Foi o mais falado nesse debate. Inclusive, meditar, deixar de ser o que se é, etc...
Níveis normais em todas as “inteligências”. Existem ferramentas para aumentar as inteligências e ao melhorá-las, melhoramos nossa capacidade de pensar e entender as coisas.
Boa cultura. Prevenimos a ignorância também.
Agora com a alma.
 Boa capacidade de amar. Prevenimos sermos pequenos.
Boa capacidade de perdoar. Prevenimos odiar.
 Níveis normais de resgates passados. Tem haver com nossas missões, carmas, etc...
 Boa fé. Prevenimos não ter esperança. A Fé citada é em algo maior. Para muitos, Deus.
Boa religião. Prevenidos a ignorância.
Está muito incompleto, mas já é um bom começo para uma pessoa iniciar sua busca.
O que estava acontecendo é que não tem iniciantes debatendo então o básico já não era o ponto. Entendi, mas é sempre bom lembrar o começo, pois podemos ter esquecido algo básico no processo.
Irmão Coronel,
Obrigado por suas sábias palavras que muito me ajudaram, eu tenho um pensamento sobre suas perguntas não respondidas. Eu a chamo de Lei do Equilíbrio e não a encontrará em nenhum livro, pois essa foi eu que criei observando os homens, suas qualidades e seus defeitos.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 30 de Setembro de 2010, 05:10
Irmão Rimi.
Adorei seus comentários, mas você leu tudo que foi escrito nesse debate? Estou perguntando, porque eu reli e demorei um tempão. Muito foi debatido e suas palavras só corroboram para a esperança de que conseguiremos chegar a tão sonhada “felicidade”. Obrigado pelo carinho, atenção e compaixão para comigo e os outros irmão.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 30 de Setembro de 2010, 06:50
Lei do Equilíbrio.
Acredito que se reencarnamos é porque merecemos e precisamos. Merecemos porque acredito que para fazê-lo precisamos ter absorvido a vida passada, seus ensinamentos e enquanto não o fizermos não reencarnamos. Sendo assim acredito que escolhemos quais qualidades e quais defeitos teremos. Dessa forma não acredito que possamos escolher ilimitadamente, deve haver um critério. Eu creio que esse critério seja pontos, ao qual: todos temos o mesmo número de pontos quando nascemos. Não quando Deus nos criou e sim em todas as vidas. A diferença são as escolhas. Os mais sábios fazem melhores escolhas, propiciando uma vida mais fácil para seu objetivo. Ao escolher defeitos, nós ganhamos pontos para obter mais qualidades. Apenas alguns reencarnam sem precisas reencarnar, somente para cumprir uma missão divina.
Dessa forma acredito que praticamente todos nasçam iguais em pontuação. Cabe a nós nos conhecermos, principalmente nossos defeitos, ao qual devemos diminuí-los ao máximo. Nossas qualidades, sendo bem utilizadas, nos facilitarão a vida.
Acredito na mudança, no arrependimento, na alteração que as pessoas pedem sofrer quando são bem guiadas.
Sempre que tento medir alguém, mesmo sabendo que é errado, eu me coloco no lugar dela. Só meço porque criei minha escala de medida.
Se você pudesse escolher, o que preferiria.
Ser corno por uma mulher que te ama, ou ter a fidelidade de uma mulher que não te ama?
Só postei, porque muito dessa teoria é justificada pelo espiritismo. Só não sei onde.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 01 de Outubro de 2010, 22:21
          Brandão           (ref #147

          Não, não li o arquivo que vc mandou; como faço para acessá-lo?

          Quanto aos monges “Shaolin”, lhe digo que eles, com todos aqueles exercícios e lutas, estão buscando o equilíbrio que ainda não têm.
          Cito o amigo:
”Eu considero varias artes marciais como religiões. Vale a pena estuda-las”.
          Não amigo, não são religiões... são exercícios cuja finalidade é desenvolver a atenção; por isso, a exigência de precisão em todos os gestos, de atenção total ao mais simples movimentos do adversário, procurando até mesmo perceber seus intentos ainda ocultos.
          Cito o amigo:
”... que o homem mais feliz do mundo é um monge budista de 21 anos”.
          Sim, pode ser, mas se ele ainda não conheceu a verdade que liberta, como disse Jesus, essa felicidade não é completa...

          O amigo pergunta sobre Lobsang Rampa, e o que ele diz sobre telepatia. Isso é possível, Brandão, pois há pessoas mais sensíveis a esses fenômenos.
          Cito o amigo:   
“Eu acredito na intercessão entre as religiões. Estas têm mais probabilidade de ser o certo do que o que não é intercessão. Já tentou pensar sobre a intercessão entre suas religiões preferidas e perceber que é o que realmente importa?”
          Amigo, muitas religiões, como as nascidas do cristianismo, tem muitos pontos de comum e muitos que se contradizem. Isso porque religiões são criações convencionadas pelos homens, para preservar as palavras de alguém que julgam sábio e merecedor de confiança. Por isso, também, tanta discordância entre elas.
          Cito o amigo:
”Meu método de estudo não é muito convencional...”
          Amigo, continue estudando e diversificando os estudos; não fique numa coisa só. Estude outras linhas espiritualistas e escolha aquela que melhor se harmoniza com sua maneira de sentir a vida.
          Cito o amigo:
”Concordo, mas como chegar a isso? Apenas meditar?
É necessário ferramentas. Conhecimento, prática”.
          Sim, muito estudo, muita leitura ou então muita compreensão do que é a vida. Quando se compreende que a vida é mais sofrimento do que alegria, chega um momento em que o homem começa a questionar, a querer saber porque existe, porque a vida é assim, porque estamos aqui, porque sofremos, e começa a pesquisar, a buscar respostas. Os encantos da vida deixam de atrai-lo e, então, para ele, as respostas que procura exercem atração maior.
          E veja mais uma coisa: o que é meditar? Como meditar? Para vc ter uma noção das respostas a estas perguntas sugiro que leia, neste fórum, o tópico “Carta ao buscador de Deus”
          Cito o amigo:
“... é válido estudar a mente separada do corpo e da alma”.
          Não separe nada, Brandão; nada é separado, embora digam que é. Observe o que acontece no mundo, com todos os seres, humanos e não-humanos; observe, principalmente, as reações que acontecem “dentro” de vc mesmo, em relação às ações que acontecem “fora” de vc.
          Cito o Brandão:
’Bons estudos... Boa capacidade de dissipar estresse... bons pensamentos... meditar... Boa cultura...boa capacidade de amar... de perdoar...  fé... religião...”
          É isso mesmo, meu amigo. A gente começa assim e, aos poucos nossa compreensão vai aumentando e trabalhando a nosso favor.
          Cito o amigo:
”O que estava acontecendo é que não tem iniciantes debatendo, então o básico já não era o ponto. Entendi, mas é sempre bom lembrar o começo, pois podemos ter esquecido algo básico no processo”.
          O amigo Brandão está certo. E, muitas vezes é mesmo bom ser iniciante pois que sua cabeça estará mais livre de ilusões e poderá assimilar melhor o que estudar. Vou lhe dar uma dica que talvez o interesse: visite o “blog” abaixo:
               http://www.obuscadordedeus.blogspot.com

          Um abraço.
 

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 03:18
Olá Coronel, boa noite!

 
Diaz     (ref sua #135)
         
          Cito o amigo: Sim, meu amigo, mas a questão é se podemos, “à força”, nos tornar caridosos? Se um coração ainda egoísta, orgulhoso, maldoso pode ser, à força, transformado num coração amoroso? O que estou dizendo é que, enquanto não temos amor no coração, qualquer exteriorização dessa virtude é ou falsa, ou por interesse, ou imitação.

Digo: Amigo, apesar de ainda não sermos seres iluminados, apesar de ainda não abrigarmos o verdadeiro amor em nossos corações, enfim, apesar de não sermos caridosos, nada impede a meu ver que pratiquemos a caridade, seja por interesse ou imitação. A caridade que me refiro, não é aquela que exige um local e horário determinado para ser praticada. Refiro-me a todas as ações e pensamentos que abrigam a paciência, a tolerância, o respeito, a benevolência , a indulgência , para conosco e para com nossos semelhantes.
Todas essas virtudes quando praticadas , mesmo sem o devido brilho e poder inerente a um espírito iluminado também é agradável a Deus, que na sua infinita bondade e justiça, leva em conta a boa vontade de quem as pratica, seja este um homem de bem ou um criminoso. Com certeza Deus também leva em conta o benefício proporcionado a outrem, seja no alívio de seu sofrimento ou na fé e na esperança infundidas em seu coração.
Com atitudes assim,como o amigo diz, “na condição de praticantes do amor”, colocaremos pouco a pouco um pouco de amor nesse nosso coração cheio de desamor, que com o tempo poderá se tornar real e naturalmente caridoso.
     Creio assim ter respondido o que penso também ao seu questionamento sobre o perdão.     
         
  Cito o amigo: Veja, meu amigo, vc está dizendo o que as doutrinas dizem. Mas já analisou profundamente isso que elas dizem: que pelo esforço, pelo desejo, treinamento, podemos substituir o ódio, o ciúme, a mágoa, o desejo de vingança, os desejos “negativos”, a raiva, a luxúria, a desonestidade, as más tendências, pelas virtudes ou pensamentos contrários? Se alguém é maldoso pode, pelo esforço, portanto pelo treinamento, ser bondoso? Ou será bondoso apenas na aparência?

Digo:O amigo certamente sabe que, a DE explica que sofremos em nós mesmos ou em nossas mais caras afeiçoes o efeito de nossas más ações. A consciência não é privilégio apenas dos bondosos ou mais esclarecidos. Seja como praticante do amor, seja na condição de sofredor, aos poucos inevitavelmente evoluímos, alguns mais depressa do que outros.

            Cito o amigo: Alguém é bom (interiormente, não na aparência) porque quer ser bom? Alguém é mau porque quer ser mau?

Digo:O amigo deve conhecer aquela famosa frase, “Em um a obra está pronta e no outro está por fazer”.

Quanto suas duas perguntas:
         Porque nos afastamos de Deus se sabemos que com isso seremos infelizes? E porque uns são “homens de bem”, com todas as virtudes, características e práticas boas que o amigo citou, e outros não são assim?
         
Creio que os comentários tecidos acima respondem ambas .
          Continua....
          Diaz          (ref sua #135)                          Continuação e fim...   
          Quanto a sua pergunta:
          Amigo Diaz, repito pergunta anterior: “o amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram?”.
         
 Em alicerçando quis dizer aprofundando as raízes já existentes de minha crença. Em manter a mente aberta, refiro-me não a busca de outras crenças, mas ao estudo e a atenção as novas verdade que vão sendo nos revelada à medida que temos condições de compreender. Estas até agora não desmentiram a crença que professo, só vieram torná-la mais forte.

            Cito o amigo:
                    ”Já analisou e compreendeu todas suas concepções (da doutrina), como livre-arbítrio; igualdade perfeita dos seres no momento da criação; evolução psicológica; a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais; o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação; a existência de penalidades expiatórias...?”
         Minha resposta:
”Amigo, paginas anteriores eu como o amigo afirmamos que algumas questões estão fora do nosso alcance”.
            Cito o amigo: Exato, meu amigo, mas para as perguntas, para aqueles itens que lhe apresentei, a DE tem as respostas, de acordo com sua visão. Por isso lhe perguntei se já analisou e compreendeu efetivamente o que a DE expõe.

Digo:
Amigo, continuo estudando a DE e portanto não posso afirmar que já analisei e compreendi todo ensinamento que ela encerra. A compreensão que tenho desses assuntos já foi abordada nas páginas anteriores . Algumas questões que parecem incomodar o amigo, a mim não causa nenhum desconforto, pois confio na providência divina . O que nos parece absurdo não representa a realidade aos olhos de Deus. A harmonia nunca é destruída e os seres monstruosos um dia voltarão a ser o que eram no momento da criação.
  Cito o amigo:
Não somos donos de nossos pensamentos e, em conseqüência, nem de nossos “quereres”, nem de nossas escolhas, nem do que fazemos, isto é, nem de nossas obras, sejam boas ou más. Lembre-se de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.
Digo: Para que daria Ele a sua criação a capacidade de pensar, de escolher e de realizar se fosse tudo inútil, se não fosse para o seu próprio adiantamento?
          Concordo que estamos constantemente interferindo e sofrendo interferência de pensamentos diversos, e por isso não podemos reclamar com exclusividade a sua posse. Mas, tanto boas como nas más ações temos a nossa participação. Negar isso seria negar a infinita inteligência Divina supondo esta tendo criado “brinquedinhos” despossuídos de vontade própria agindo como que por controle remoto.


Abraço!

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 18:15
Olá Tiago, tudo bem?

Não tenho conseguido encontrar entre o trabalho e outras atividades afins, mais tempo para me dedicar a reflexões tão importantes como estas abordadas não somente aqui, mas nos demais tópicos desse fórum.
Sempre que posso, pelo menos dou uma olhadinha rápida para me manter atualizado.
Estou contente por saber que está acrescentando algo mais ao seu conhecimento. A exposição de seus questionamentos e crenças também são muito importantes, pois no confronto das idéias muitas vezes encontramos o tão almejado equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 19:51
Boa tarde amigos!

Lembremos:

“Mas os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler, necessariamente, tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Neste particular, não indicamos nem criticamos nenhuma obra, pois não queremos influir em nada na opinião que se possa formar”. (Livro dos médiuns, Cap. III, item 35)

Abraços fraternos!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 19:53
E mais...

Há aqueles que crêem, unicamente, no trabalho de assistência social para ser considerado um respeitável espírita e um bom médium. Porém, vale refletir o seguinte trecho da obra “Paulo e Estêvão”: Há dois mil anos Paulo diz: “É justo não esquecer os grandes serviços da igreja de Jerusalém aos pobres e aos necessitados, e creio mesmo que a assistência piedosa dos seus trabalhos tem sido, muitas vezes, sua tábua de salvação. Existem, porém, outros setores de atividade, outros horizontes essenciais. Poderemos atender a muitos pobres, ofertar um leito de repouso aos mais infelizes; mas sempre houve e haverá corpos enfermos e cansados, na Terra. Na tarefa cristã, semelhante esforço não poderá ser esquecido, mas a iluminação do espírito deve estar em primeiro lugar. Se o homem trouxesse o Cristo no íntimo, o quadro das necessidades seria completamente modificado”.( Xavier, Francisco Cândido. Paulo e Estêvão,  Ditado pelo Espirito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1978,  pág 326)


continua...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 19:57
Os Benfeitores reenfatizam o impositivo do estudo, a fim de que a luz do entendimento nos ensine a caminhar com segurança e a viver proveitosamente. Eles estabelecem o confronto entre a fome e a ignorância – dois dos grandes flagelos da Humanidade. Qualquer pessoa pode atender à fome. Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a ignorância. Para sanar a fome, basta estender o pão. Para extinguir a ignorância é indispensável fazer luz. 

http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2009/11/importancia-dos-estudos-doutrinarios-no.html#ixzz11EFMyVTk

e para finalizar...


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Outubro de 2010, 20:13
O que tem tudo isso à ver como o tema " Equilíbrio"?

É certamente fácil cuidar de um dos lados – fácil, porque você não tem de ficar continuamente se equilibrando entre dois pólos opostos. Mas a vida consiste em pólos opostos. A vida é como uma corda bamba: o equilibrista tem de se equilibrar a cada momento – nem por um único momento ele pode parar de se equilibrar. No momento em que ele pára de se equilibrar, ele cai da corda. Sim, às vezes ele se inclina para a esquerda, de modo a não cair para a esquerda; mas quando ele se inclina demasiadamente para a esquerda, novamente surge o perigo de cair... Ele imediatamente tem de se equilibrar, inclinando-se para a direita, mas não muito. Um constante estado de alerta é necessário, somente então, a pessoa permanece total, inteira. E ser inteiro (whole) é ser santo (holy).

OSHO. Philosophia Ultima (A Derradeira Filosofia). # 14.

Andando na corda bamba

A estória de dois criminosos e seu rei.
Sobre crença e confiança, e as diferenças entre elas.
Uma vez, quando os habitantes estavam sentados juntos em total irmandade, cachimbo na mão, o rabino de Israel se juntou a eles.
Como parecia tão amistoso, eles lhe perguntaram:
- Diga-nos, caro rabino, como devemos servir a Deus?
Surpreso com a pergunta replicou:
- Como eu vou saber?
Mas então resolveu lhes contar uma estória: “Um rei tinha dois amigos, e ambos foram condenados por um crime. Como o rei os amava, queria lhes mostrar misericórdia, mas não podia absolvê-los, porque nem a palavra de um rei pode prevalecer contra a lei. Então ele deu este veredicto: uma corda seria estendida sobre um abismo profundo e, um após outro, os dois deveriam andar nela.
Quem conseguisse chegar ao outro lado salvaria a sua vida. Foi feito como o rei ordenara, e o primeiro dos amigos atravessou em segurança. O outro, ainda de pé no mesmo lugar, gritou para ele: ‘Diga-me, amigo, como conseguiu atravessar? E o primeiro respondeu: Só sei isto: quando eu sentia que ia cair para um lado, inclinava-me para outro”


A existência é paradoxal; há um paradoxo bem em seu centro. Ela existe através de opostos, é um equilíbrio entre opostos. Quem aprende a se equilibrar, torna-se capaz de saber o que é a vida, o que é a existência e o que é Deus. A chave secreta é o equilíbrio.

   Algumas considerações antes de entrar-mos nessa estória... Nós fomos treinados na lógica aristotélica, que é linear, unidimensional. A vida não é aristotélica de jeito nenhum, ela é hegeliana. A lógica não é linear, ela é dialética. O próprio processo da vida é dialético, um encontro de opostos. E a vida passa por esse processo dialético: de tese para antítese, de antítese para síntese, e depois, novamente, de síntese para tese. E assim todo o processo recomeça.
   Se Aristóteles estivesse certo, só existiriam homens e nenhuma mulher, ou só mulheres e nenhum homem. Se o mundo fosse feito de acordo com Aristóteles, só haveria luz e nada de escuridão, ou só escuridão e nada de luz. Isso seria lógico. Haveria ou vida ou morte, mas não ambas. E a vida só é possível por causa de ambas, por causa dos opostos: homem e mulher, yin e yang, dia e noite, nascimento e morte, amor e ódio. A vida consiste em ambas as coisas.
   Deixe que isso penetre fundo no seu coração porque Aristóteles está na cabeça de todos. Todo sistema educacional do mundo acredita em Aristóteles, embora, para mente científica avançada, Aristóteles esteja ultrapassado. Ele não serve mais. A ciência ultrapassou Aristóteles porque a ciência se aproximou mais da existência. E agora a ciência compreende que a vida é dialética, não lógica.

OSHO. O homem que amava as gaivotas.

Fiquem com Deus!

Um ótimo final de semana a todos!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 02 de Outubro de 2010, 23:13
Irmão Coronel,
Para ver a mensagem é só clicar no arquivo .pps da mensagem 132.
Abraços fraternais
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 03 de Outubro de 2010, 00:33
  Diaz  (ref #151)                                                   
          Pergunta minha ao amigo Diaz:
“... a questão é se podemos, “à força”, nos tornar caridosos? Se um coração ainda egoísta, orgulhoso, maldoso pode ser, à força, transformado num coração amoroso?...”.
          Resposta do amigo Diaz:
”..., nada impede a meu ver que pratiquemos a caridade, seja por interesse ou imitação”.
          Palavras ao Diaz:
“É verdade, meu amigo; ainda que não tenha sido essa a pergunta, é fato que nada impede que a pratiquemos  mesmo sem sermos caridosos; contudo, isso é apenas caridade “da boca para fora”. É certo que o próximo será beneficiado. Mas, essa caridade forçada, em nada modifica o coração de quem a faz, em nada contribui para a reforma íntima. O íntimo continua o mesmo pois, quem a pratica, continua sendo o que era antes de praticá-la, concorda? Quem pratica caridade desse tipo, em nada avançou rumo ao aperfeiçoamento espiritual, que é, evidentemente, o que todos nós estamos buscando. É a isso que me refiro.
          O Diaz cita uma minha pergunta anterior:         
”... já analisou profundamente isso que elas (doutrinas) dizem: que pelo esforço, pelo desejo, treinamento, podemos substituir o ódio, o ciúme, a mágoa, o desejo de vingança, os desejos “negativos”, a raiva, a luxúria, a desonestidade, as más tendências, pelas virtudes ou pensamentos contrários? Se alguém é mau pode pelo esforço, portanto pelo treinamento, se tornar bom?”
          E Diaz responde:
”... a DE explica que sofremos em nós mesmos ou em nossas mais caras afeiçoes o efeito de nossas más ações. A consciência não é privilégio dos mais bondosos ou mais esclarecidos. Seja como praticante do amor, seja na condição de sofredor, aos poucos evoluímos, inevitavelmente, alguns mais depressa do que outros”.
          Resposta minha:
“Meu amigo, é evidente que vc só responde as questões se desejar. A intenção, como lhe disse, é fazer refletir. Sou sincero em lhe dizer que não entendi sua resposta acima.
Mas, aproveitando que vc tenha dito “evoluímos, alguns mais depressa do que outros”, lhe pergunto qual é a razão dessa diferença? E porque uns são mais bondosos e esclarecidos, como vc diz acima? Porque o homem pratica más ações, como vc disse? É porque quer? Alguém é bom porque quer ser bom, é mau porque quer ser mau?”
          Resposta do Diaz:
”O amigo deve conhecer aquela famosa frase, “Em um a obra está pronta e no outro está por fazer”.
          Pergunta ao Diaz:         
“Novamente lhe afirmo que entendo seu ponto de vista: então vou tentar ser mais claro: se todos fomos criados em igualdade de condições, sob todos os aspectos, porque em uns a obra estaria mais pronta do que em outros? Porque nos afastamos de Deus se sabemos que com isso seremos infelizes?”
          Resposta do Diaz:
”Creio que os comentários tecidos acima respondem...”
          Minha resposta ao Diaz:
”Amigo, me perdoe, mas sou sincero de lhe dizer que fiquei na mesma...”
          Pergunta que fiz ao Diaz: 
”O amigo está livre totalmente de toda e qualquer dúvida a respeito de suas crenças? Ou só as guarda porque confia plenamente nas fontes de onde vieram?”.
          Resposta do Diaz:
”Em alicerçando quis dizer aprofundando as raízes já existentes de minha crença. Em manter a mente aberta, refiro-me, não a busca de outras crenças, mas ao estudo e a atenção as novas verdade que vão sendo nos revelada à medida que temos condições de compreender. Estas até agora não desmentiram a crença que professo, só vieram torná-la mais forte”.
          Respondo ao Diaz:
“O amigo conhece as “novas verdades” (novas de cerca de um século) da ciência moderna?”           Continua para terminar...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 03 de Outubro de 2010, 00:35
          Diaz             (ref #151)                         Continuação e fim...

“O amigo conhece as “novas verdades” (novas de cerca de um século) da ciência moderna?”
          Pergunta que fiz ao Diaz:
”Já analisou e compreendeu todas suas concepções (da doutrina), como livre-arbítrio; igualdade perfeita dos seres no momento da criação; evolução psicológica; a causa de seres iguais se tornarem gigantescamente desiguais; o fato de procederem de Deus criaturas divinas que se transformam nos mais perversos e monstruosos seres que até mesmo destroem a harmonia da criação; a existência de penalidades expiatórias...?”
          Resposta do Diaz:
”Amigo, paginas anteriores eu como o amigo afirmamos que algumas questões estão fora do nosso alcance”.
          Minha resposta:
“Exato, meu amigo, mas para as perguntas que apresentei a DE tem as respostas, de acordo com sua visão. Por isso lhe perguntei se já analisou e compreendeu efetivamente o que a DE expõe”.
          Resposta do Diaz:
”... continuo estudando a DE e portanto não posso afirmar que já analisei e compreendi todo ensinamento que ela encerra... Algumas questões que parecem incomodar o amigo, a mim não causa nenhum desconforto, pois confio na providência divina”.
          Resposta minha ao Diaz:
“Não me incomodam de modo algum; como já lhe disse, a idéia é fazer refletir. Mas, aproveitando sua colocação acima, lhe pergunto: “porque o amigo afirma que confia na providência divina? Porque muitos não confiam?” 
          Colocação do Diaz:
“O que nos parece absurdo não representa a realidade aos olhos de Deus”.
          Resposta minha:
“Não é bem assim, amigo: muitas coisas absurdas para nós podem “ou não” representar a realidade aos olhos de Deus; lembre-se que Paulo afirmou: “A sabedoria de Deus é loucura para os homens, e a sabedoria dos homens é estultícia para Deus”.
          Colocação do Diaz:
“A harmonia nunca é destruída e os seres monstruosos um dia voltarão a ser o que eram no momento da criação”.
          Minha resposta ao Diaz: 
“Veja, meu amigo, isso não está parecendo uma regressão? Pela DE, passamos por inumeráveis encarnações, provas e expiações, sofrimentos atrozes etc, para, ao final, voltarmos a ser o que éramos lá atrás, num passado longínquo, talvez há milênios?”
          Palavras ao Diaz:
”Não somos donos de nossos pensamentos e, em conseqüência, nem de nossos “quereres”, nem de nossas escolhas, nem do que fazemos, isto é, nem de nossas obras, sejam boas ou más. Lembre-se de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.
          Resposta do Diaz:
“Para que daria Ele a sua criação a capacidade de pensar, de escolher e de realizar se fosse tudo inútil, se não fosse para o seu próprio adiantamento?”
          Resposta ao Diaz:
“Amigo, temos mesmo a capacidade de pensar por nós mesmos? Por isso que lhe perguntei se já havia analisado a questão do livre-arbítrio...; como ainda não o fez, infelizmente não teremos como continuar neste assunto”.
          Palavras do Diaz:
“Concordo que estamos constantemente interferindo e sofrendo interferência de pensamentos diversos, e por isso não podemos reclamar com exclusividade a sua posse. Mas, tanto nas boas como nas más ações temos a nossa participação. Negar isso seria negar a infinita inteligência Divina supondo está tendo criado “brinquedinhos” despossuídos de vontade própria, agindo como que por controle remoto”.
          Minha colocação:
”Veja, amigo Diaz, tudo isso é apenas a concepção da doutrina. E, todos os sofrimentos e males do mundo, como diz a DE, vêm de nossas ações, certo? E, se sabemos disso, porque as praticamos?”
          Meu amigo, me perdoe as perguntas; é evidente que se quiser, não as responda. Como já falei, a intenção é fazer refletir.
          Um grande abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 03 de Outubro de 2010, 05:54
Olá Coronel, boa noite!

Cito minhas palavras:
“A harmonia nunca é destruída e os seres monstruosos um dia voltarão a ser o que eram no momento da criação”.
          Sua resposta: 
“Veja, meu amigo, isso não está parecendo uma regressão?

Amigo, não foi isso que eu quis dizer; entendo que os seres não saíram monstruosos das mãos do criador pois senão seria Este também monstruoso, não?

Amigo, apesar da sua boa vontade, parece claro que não estamos avançando nestes questionamentos.
Suponho que o motivo seja o fato de eu estar defasado em relação às “novas verdades” da ciência moderna,como o amigo diz, além do mais o amigo tendo sido médium psicógrafo e doutrinador por muitos anos, com certeza saberia que respostas eu poderia lhe oferecer baseado na DE.
Sei que a intenção do amigo é provocar uma reflexão, mas talvez eu e tantos que acompanham este tópico estejamos tão atrasados que não conseguiremos imediatamente reconhecer estas “novas verdades” da ciência moderna com a mesma lucidez que o amigo parece reconhecê-las.
Quero que saiba, de coração, que aprecio sua valorosa colaboração, mas em se tratando de equilíbrio, creio que não seja prudente permanecermos neste desequilíbrio de idéias por muito tempo.
Talvez o amigo pudesse nos oferecer algum material de estudo que abordasse estas novas verdades, e se não fosse pedir muito, nos brindasse com relatos de sua experiência como médium.
Insisto que não continuemos com os questionamentos anteriores, pois afinal de contas, não me considero portador de todo o conhecimento da DE a ponto de representá-la com o respeito e lealdade que ela merece.

Um grande abraço!

Fique com Deus.

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 03 de Outubro de 2010, 15:23
Olá amigos, bom dia!

Como podem perceber, os mesmos questionamentos que causam dúvidas, desequilíbrio, e até desconforto algumas vezes, também é o responsável por nos fazer sair da posição confortável em que nos encontramos e nos remeter a busca de novos conhecimentos, que com certeza proporcionarão um equilíbrio mais harmônico e duradouro.
Particularmente sou muito grato ao amigo Coronel, a Hebe e aos demais amigos que tem me incentivado a busca desses conhecimentos.

Aqui vai algo que ando estudando além da DE, e que de certa forma está relacionado com o tema equilíbrio:

TÉCNICAS DE MEDITAÇÃO

Deepak Chopra

"Através da meditação podemos retirar a consciência do caos interno e externo...
e transportá-la para o estado de tranqüilidade e silêncio característicos da alma
e do espírito."

 

TÉCNICAS DE MEDITAÇÃO

Dentro de você existe um silêncio e um santuário aos quais pode se retirar a qualquer momento e ser você mesmo.
- Hermann Hesse, Sidarta

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus.
- Salmo 46:10

Para a maioria das pessoas a meditação está relacionada a coisas como relaxamento físico, redução de estresse e paz de espírito. Embora esses sejam objetivos válidos, o verdadeiro propósito da meditação é algo superior e mais espiritual. Afinal, os iogues e os profetas que primeiro reconheceram e aperfeiçoaram os princípios da meditação já viviam bem relaxados nas montanhas nas quais se retiravam. Eles começaram a praticar a meditação para encontrar o self. Seu objetivo não era o descanso, mas a iluminação.

A viagem pelo self é a experiência mais importante e transformadora que você pode ter. Deixe-me explicar o que essa experiência impõe. Para começar, direi que o corpo é apenas a manifestação objetiva de nossas idéias, enquanto a mente é a manifestação subjetiva. O corpo está sempre mudando, e a mente, com os pensamentos, desejos e sentimentos também vai e vem. Tanto o corpo quanto a mente são fenômenos presos ao tempo e ao espaço, mas não são eles que experimentam as coisas. Mas, afinal, alguém passa pelas experiências - alguém que está além do tempo e do espaço - e esse alguém é o verdadeiro você. Esse "você" é a essência atemporal de todas as experiências relacionadas ao tempo, a entidade que existe por trás do sentimento, do pensamento. Esse "você" é nada mais nada menos que a alma.

A ciência moderna consegue isolar um pensamento ou uma intenção uma fração de segundo depois de eles nascerem. Mas nenhuma máquina criada pelo homem é capaz de revelar a verdadeira origem desse pensamento.
É inútil procurar essa fonte no corpo ou na mente, porque ela simplesmente não está lá. É como desmontar o rádio na expectativa de encontrar lá dentro o intérprete da música que se está ouvindo. O cantor não estará dentro do rádio, que não passa de um conjunto de plástico e metal projetado para captar um campo de informações e convertê-las numa ocorrência no espaço e no tempo.

Da mesma maneira, o verdadeiro "você" é um campo não-localizado que o corpo e a mente captam no espaço e no tempo. A alma se expressa através do corpo e da mente, mas mesmo que essas duas entidades fossem destruídas, nada aconteceria ao verdadeiro "você" - porque o que eu decidi chamar de "espírito incondicional" não se encontra em forma de matéria ou energia.

Na verdade, ele existe nos momentos de silêncio entre um pensamento e outro.

Há um intervalo entre cada pensamento em que você faz as escolhas. Esse intervalo é a porta de entrada do self superior- o self cósmico. O verdadeiro "você" não está limitado pelas fronteiras físicas do corpo nem pela quantidade de anos que já viveu, mais pode ser encontrado no espaço infinitamente pequeno e ao mesmo tempo imenso que existe entre seus pensamentos.

Apesar de silencioso, esse espaço é cheio de possibilidades, um campo de potencialidade pura e ilimitada. Todas as diferenças entre mim e você resultam das diferentes escolhas que fazemos nesse espaço, e essas possibilidades são sempre renovadas. As ações geram lembranças... as lembranças geram desejos... e os desejos criam novas ações e assim por diante, num círculo que não tem fim. As sementes das lembranças e dos desejos continuamente buscam se expressar através de mecanismos mentais e corporais, criando assim o mundo que experimentamos a cada momento.

Vamos analisar melhor esse processo. Num sentido amplo, nossa existência pode ser entendida em três níveis distintos.

O primeiro nível, composto de matéria e energia, é o corpo físico.

O segundo, que é chamado de corpo sutil, inclui a mente, o raciocínio e o ego.

E o espírito e a alma existem no terceiro nível, que é chamado de corpo causal.

Através da meditação podemos retirar a consciência do caos interno e externo do primeiro nível - o mundo de objetos físicos e pensamentos cotidianos - e transportá-la para o estado de tranqüilidade e silêncio característicos da alma e do espírito. Com prática e dedicação, é possível alcançar o imenso conhecimento e desvendar as verdades definitivas da natureza.

A meditação pode assumir várias formas. As mais avançadas usam mantras. Os mantras são sons primordiais - sons básicos da natureza - que a mente pode usar como veículo para elevar a consciência. Geralmente, os mantras são selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. É assim que ensinamos a meditação dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental/Corporal de San Diego. Mas há também outras formas de meditação, menos específicas mas ainda assim muito eficazes. A meditação atenciosa, o método que apresento aqui, é uma excelente maneira de começar.

MEDITAÇÃO ATENCIOSA

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta - e permanece desperta - você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser perturbado.

2. Sente-se e feche os olhos.

3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia. de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai passar por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas".

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso indica que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias a meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada, seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confirmar na sabedoria interior.

Texto do livro
Conexão Saúde
Autor: Deepak Chopra

Um forte abraço!

Diaz

 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: fernandes adalberto em 03 de Outubro de 2010, 15:59
Basta usar a simplicidade, amor para termos paz em tudo que praticamos.
se não usamos a simplicidade e a humildade, jamais teremos o equilibrio das coisas, e sim.
uma depressão desfreada no egoismo e no orgulho.
Fernandes Adalberto
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 03 de Outubro de 2010, 22:22
Olá Fernandes, seja bem vindo ao nosso grupo de estudos.

Concordo quando o amigo diz que o amor, a simplicidade e a humildade são ingredientes indispensáveis para quem deseja manter-se equilibrado.

Um abraço,

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 03 de Outubro de 2010, 23:43
          Diaz    (ref #160)
          O amigo Diaz disse:
”... os seres não saíram monstruosos das mãos do criador pois senão seria Este também monstruoso, não?”
          Não, meu amigo, os seres não saíram monstruosos das mãos do criador: criados, procedentes de Deus, tornaram-se tremendamente monstruosos. Mas não era essa questão...
          Mas, vamos lá: como diz a codificação, quase com estas mesmas palavras, sendo Deus inteligência, sabedoria, justiça e bondade, “nada” que dele “procede” pode ser não inteligente, estúpido, injusto ou mau. Então, perguntamos: de onde procedem as criaturas divinas? De onde procedem os espíritos? Existe alguma coisa que procede de Deus que seja inteligência, sabedoria, justiça e amor? Se existe, não sabemos; contudo, não deve existir porque, então, seriam seres de uma criação privilegiada, coisa incompatível com a visão de justiça e de amor.
          “Nada que procede de Deus pode ser injusto e mau”.   
          Então, de onde procedem esses verdadeiros monstros de perversidade, estupradores, violentadores, destruidores dos semelhantes, da natureza e da harmonia da criação,  praticantes dos crimes mais hediondos, egoístas, vingativos, exploradores dos mais fracos, orgulhosos etc?!!           
          Cito o amigo Diaz:
”... em se tratando de equilíbrio, creio que não seja prudente permanecermos neste desequilíbrio de idéias...”
          Ao contrário, Diaz, estamos tratando de equilíbrio, e nossas idéias aos poucos se equilibrarão, sim; e tudo que pode nos levar ao crescimento espiritual tem de estar alicerçado em equilíbrio.
          Cito o Diaz:
”Talvez o amigo pudesse nos oferecer algum material de estudo que abordasse estas novas verdades e nos brindasse com relatos de sua experiência como médium”.
          Amigo, a minha é a mesma experiência de outros companheiros; nenhuma novidade. Quanto às experiências que se refiram às novas verdades, lhe sugiro ir ao tópico “Carta ao buscador de Deus”, que algumas coloquei lá. 
          Sugiro, também, que o amigo visite o blog:
          http://www.obuscadordedeus.blogspot.com
no qual deverá entrar livre de qualquer preconceito, pois estes, talvez até impeçam a compreensão dos textos.
          Podemos conversar quando o amigo quiser.
          Um abraço! Perceba que Deus está em você.





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 03 de Outubro de 2010, 23:53
Boa noite Diaz,
Percebo que esse debate sobre equilíbrio fez você pensar ainda mais sobre o assunto.
Eu gostaria, se possível for, saber o motivo real de você escolher esse tema e abrir esse assunto?
Desculpe a pergunta. Você respondeu lá trás no debate, mas ficou bem vago.
Meu motivo em participar é que estou escrevendo um livro, que resumidamente, tenta ensinar como controlar um vício. A resposta é simples. Equilíbrio, Hehe.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 03 de Outubro de 2010, 23:55
Irmão Coronel,
Conseguiu acessar o arq: Escolhas.pps?
Cito o amigo:
          Quanto aos monges “Shaolin”, lhe digo que eles, com todos aqueles exercícios e lutas, estão buscando o equilíbrio que ainda não têm.
Irmão Coronel. Os monges Shaolin passam uma vida buscando o equilíbrio. O Kung Fu é uma arte marcial complexa, onde se busca a energia interior. Eles dominam como ninguém essa arte marcial, mas também são monges que oram e meditam. São muito espiritualizados e caridosos. Podem não ter encontrado o equilíbrio pleno, mas são extremamente equilibrados.
Cito minhas palavras:
”Eu considero varias artes marciais como religiões. Vale a pena estudá-las”.

Cito o amigo:
  Não amigo, não são religiões... são exercícios cuja finalidade é desenvolver a atenção; por isso, a exigência de precisão em todos os gestos, de atenção total ao mais simples movimentos do adversário, procurando até mesmo perceber seus intentos ainda ocultos.

Irmão Coronel,
Acredito que existam muitas definições para religião, mas vale apena dar uma olhada nesses links.
http://www.caiwenyu.com.br/07_taoismo_arte_marcial.htm
http://bushido-aton.blogspot.com/2010/02/shorinji-kempo-revista-black-belt.html

Cito o amigo:
O amigo pergunta sobre Lobsang Rampa, e o que ele diz sobre telepatia. Isso é possível, Brandão, pois há pessoas mais sensíveis a esses fenômenos.

Cito minhas palavras:
Já leu algum livro do Lobsang Rampa. Ele afirma que vários monges se comunicam por telepatia assim como nós por telefone. Ele é muito figura.
Esqueci o a interrogação, porém eu queria saber se você já leu, pois eu li. O achei muito figura. Traduzindo figura: Alguém digno de colocar num álbum por ser diferente do normal.
Sei que pode ser verdade, como pode ser verdade que já desenvolveram um rádio que sintoniza espíritos. Foi comentado no meu centro espírita.
Cito o amigo:
Amigo, muitas religiões, como as nascidas do cristianismo, tem muitos pontos de comum e muitos que se contradizem. Isso porque religiões são criações convencionadas pelos homens, para preservar as palavras de alguém que julgam sábio e merecedor de confiança. Por isso, também, tanta discordância entre elas.
   Se elas tem muitos pontos que se contradizem é porque esses pontos necessariamente estão errados em pelo menos uma delas. Como saber qual delas está errada? Pela razão e pela fé. Já a intercessão entre elas só estará errada se todas estiverem. Ou seja, todas as religiões que pregam o amor, a caridade, o perdão, a fé, etc... estão erradas ao mesmo tempo por pregarem tais fundamentos afim que atinjamos o equilíbrio. É muito mais difícil estar errado a intercessão. Concorda?
Irmão Coronel,
A tal “Lei do Equilíbrio” é só uma teoria, mas ela tem um ponto fundamental que acho muito válido se refletido. Prega que todos nós nascemos iguais, ou seja, Deus é justo e ninguém deve reclamar da vida que possui.
Quanto a pergunta:
Nossas escolhas muitas vezes são limitadas entre duas escolhas aparentemente ruins, porém se uma mulher que nos ama nos trair, basta perdoá-la e se uma mulher que não nos ama for fiel, basta dar valor a isso e conquistá-la.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 03 de Outubro de 2010, 23:59
Boa noite Diaz,
Percebo que esse debate sobre equilíbrio fez você pensar ainda mais sobre o assunto.
Eu gostaria, se possível for, saber o motivo real de você escolher esse tema e abrir esse assunto?
Desculpe a pergunta. Você respondeu lá trás no debate, mas ficou bem vago.
Meu motivo em participar é que estou escrevendo um livro, que resumidamente, tenta ensinar como controlar um vício. A resposta é simples. Equilíbrio, Hehe.
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 00:14
          Fernandes Adalberto    (ref #162)
          (Seu nome me recordou um grande amigo: Fernando de Fernandes).
          Novo companheiro de jornada, cito vc:
“Basta usar a simplicidade, amor para termos paz em tudo que praticamos. Se não usamos a simplicidade e a humildade, jamais teremos o equilíbrio das coisas, e sim.
uma depressão desenfreada no egoísmo e no orgulho”.
          Meu amigo Fernandes, parece que é fácil, não? Quem é que tem essa simplicidade, esse amor, essa humildade? Isso é dificílimo de conseguir. É só olhar o mundo, que vemos como ter essas virtudes é difícil! E, conforme os grandes sábios e mestres, enquanto não conhecemos a verdade que liberta, como afirmou Jesus, qualquer virtude é prematura, forçada, falsa ou imitação.
Virtude praticada com esforço nenhum valor tem; é certo que beneficia o próximo, mas o coração de quem a pratica, se não tinha amor, continuará sem amor.
 
          Fique em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 00:43
Boa Noite,
Gostaria de fazer algumas considerações sobre o tema.
O Equilíbrio que se fala aqui é o equilíbrio mental.
Se nos reportarmos a DE vemos que todos os nossos pensamentos recebem influências de acordo com as emoções que emitimos.
Neste caso é simples compreender, que quando estamos emocionalmente alterados a nossa energia é ruim, o nosso pensamento acelera e se prende a um determinado foco nos tirando a atenção do momento.
Quando Diaz citou em seu post a meditação para serenar a mente é muito sábio, por que ela faz com que nossas mentes relaxem , encontre paz para analisarmos melhor e ver as coisas com outros olhos.
O ser humano não percebe o quanto os seus conceitos adquiridos como certo e errado, classificam tudo e todos sob uma ótica que não é a verdadeira.
De acordo com as experiências de vida  (prazeres e dores )de cada um essa ótica muda.
Não se tem  então um julgamento  de acordo com as Leis Universais e sim o julgamento já preconceituoso. Pode-se ver chifre em cabeça de cavalo quando não existe, simplesmente porque a situação pode  remeter à alguma situação ruim que já se tenha passado considerada inaceitável.
Exemplo: Um homem que já foi traído e se sentiu lesado, se ele não perdoar e arrastar essa mágoa, num próximo relacionamento por qualquer motivo pode pensar estar sendo traído de novo, fazendo da vida dele a da atual mulher um inferno. Ele está julgando de acordo com suas emoções e não de acordo com o momento que está vivendo.
Quando os Iluminados falam em viver o momento e não o passado e o futuro, é para não arrastarmos mágoas e não projetarmos expectativas que nos frustram.
Jesus: “ Bem aventurados os mansos porque deles é o Reino dos Céus”.
E é porque encontrando essa paz interior nada externo influi. Existe o desapego às coisas que nos faz sofrer e aos prazeres que nos viciam.
Esse pensamento intermitente é o que causa todas as dores e frustrações.
De posse dessa compreensão podemos entender o porquê que a meditação nos leva à Paz
Um abço
Hebe

 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 01:34
Boa noite irmã Hebe
Seus comentários são sempre dignos de elogios, porém:
Cito:
O Equilíbrio que se fala aqui é o equilíbrio mental.
Na verdade muitos equilíbrios foram citados. “Aqui” quer dizer o que?
Cito:
Pode-se ver chifre em cabeça de cavalo quando não existe.
O fato do homem tentar julgar, também é um ponto importante para o equilíbrio. O homem deixa de julgar, quando passa a compreender que não tem conhecimento suficiente para fazê-lo. Então ele se conscientiza de que não sabe nada e se torna mais sábio por isso. 
Cito:
E é porque encontrando essa paz interior nada externo influi. Existe o desapego às coisas que nos faz sofrer e aos prazeres que nos viciam.

Infelizmente, essa paz interior é bem difícil de se encontrar, mas estou procurando.
Já fiz Ioga por seis meses e percebi que meditar é muito difícil, porém um monge disse certa vez: Viagem astral é que nem andar. É só aprender e logo estará correndo.
Um abraço fraternal,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 01:54
Oi Thiago,
O "Aqui" é no tópico.
Varios equilibrios foram cidados.
Mas veja bem.
Um atleta perde uma prova senão houver concentração, se sua mente estiver pertubada.
O mesmo com um excelente estudante. Não passa, tem branco se suas emoções estiverem alteradas.
Num relacionamento a mesma coisa, só dá certo se não tiver expectativa de retorno, ou seja, se um não esperar do outro o que  gostaria que fosse  e sim o que ele pode te dar.
E assim por diante.
Fora os sofrimentos causados por apegos a posses materiais.

A Ioga e a meditação ajudam muito, mas não se dá de uma hora para outra.
Não adianta meditar por algumas horas e novamente cair nos mesmos processos mentais e apegos de antes.
Não falo diretamente ao seu caso, por favor, falo de um modo geral.

Isso é uma mudança de foco para o que é verdadeiramente importante, ou seja, o crescimento espiritual.

Tudo que passamos são provas e tem que ser vistas como tal.
Aprender a lidar com o bom ou ruim e compreender que é apenas uma prova e que não devemos nos apegar a dor ou ao prazer, para não arrastarmos isso ao mundo Espiritual.
Desta maneira o que se chama de meditação e oração, nos ajuda muito para essa serenidade.

Desculpe se me repeti.
Um abço
Hebe



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: dim-dim em 04 de Outubro de 2010, 02:05
Paz na Terra
Paz na Terra (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThtMnkzZ2kwd3ZVJmFtcDtmZWF0dXJlPVBsYXlMaXN0JmFtcDtwPTM1RDg5QUY0NzlEMjQwREImYW1wO2luZGV4PTAmYW1wO3BsYXluZXh0PTEj)

É o Equilibrio!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 02:13
Irmã Hebe,
Estou acompanhando esse tópico desde o início e li suas mensagens ao qual muito simpatizei. Só que nesse tópico, Equilíbrio, o que muito foi debatido foi sobre alcançar o Equilíbrio pleno, ou Iluminação, ou Felicidade, ou Grandeza espiritual. Por isso foi tratado em demasia o equilíbrio mental. Eu mesmo, falei muito sobre os outros equilíbrios, ao qual percebo não serem menos importantes do que este, pois só podemos chegar  ao fim se tivermos  um começo.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 02:25
          Diaz    (ref #154)
          Amigo Diaz, cito palavras suas:
“... Existem, porém, outros setores de atividade, outros horizontes essenciais. Poderemos atender a muitos pobres, ofertar um leito de repouso aos mais infelizes... Na tarefa cristã, semelhante esforço não poderá ser esquecido, mas a iluminação do espírito deve estar em primeiro lugar. Se o homem trouxesse o Cristo no íntimo, o quadro das necessidades seria completamente modificado”.
          Diaz, muito interessante esse trecho que você citou. Como dizem sábios e mestres, antes da percepção da verdade todas as virtudes são prematuras, forçadas, imitações e até falsas. O homem, no desejo de seguir e cumprir os ensinamentos e exemplos dos mestres, a ética de sua religião, ou mesmo de conseguir méritos, pode se esforçar para ser caridoso, mas essa caridade será apenas superficial, da “boca para fora”, e pode, muitas vezes, ser falha e até mesmo trazer danos ao semelhante. Porque isso? Porque não temos sabedoria para a ação; ainda não chegamos à “iluminação” do espírito que, como diz o texto, é mais importante. É bom lembrar aqui que o que liberta não é o amor, mas o conhecer a verdade, como afirmou Jesus.
          Para ilustrar o que o amigo disse, coloco a seguir palavras de um místico cristão. Ele mostra o que, realmente, é mais importante, o que Deus, na sua concepção, prefere de nós:
          “Deus prefere, de ti, o menor grau de pureza de consciência (isto é, prefere em ti uma mente não poluída por pensamentos, associações, emoções, imaginações, que são obstáculos ao percebimento da verdade), do que quantas boas obras fizeres (“não é pelas vossas obras que sereis salvos...”). Deus quer, de ti, o menor grau de obediência e sujeição (aos ensinamentos, mandamentos e regras religiosas), do que todos esses serviços que “pensas” prestar-lhe”.
(analise com cuidado!).
          Esse místico cristão era João da Cruz, hoje “santo” da igreja de Roma, mas que passou quase toda sua vida monástica preso nos cárceres dos conventos por dizer palavras como estas:
          “Ninguém pode entrar no reino dos céus, sem primeiro entrar dentro de si mesmo, pois é dentro de cada um de nós que Deus está”.

          Fique em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 02:27
 :D :D :D Oi tiago,
Meu amigo, já tivemos milhares de começos.  :D :D :D
Muitas vidas, mas se não percebermos que todas essa vidas foram só para  nos desapegarmos da matéria e nos concientizarmos que somos espíritos cumprindo prova, não adianta.
Ninguem tem que abandonar nada para isso.
É só encontrar essa serenidade. Eu sei que é dificil, mas veja bem, muitos já chegaram lá e não eram diferentes de nós.
Tiago, acho que esse é o único motivo de estarmos encarnados novamente, para parar de sofrer e causar sofrimento.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 02:49
Irmã Hebe,
Adorei,
Mas acredito que mesmo que alcancemos o Equilíbrio, ainda assim reencarnaremos. Sabe por quê? Porque a vida é uma obra de arte: Só passaremos para outro planeta quando nos experimentamos equilibrados em várias situações diferentes.
Abraços fraternos
Tiago
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 02:55
 :D Oi Tiago,
Respeito a sua opinião.
Vamos em frente, esse assunto vale muito para todos nós.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 03:03
Peguei esse vídeo que o nosso amigo Dim Dim colocou em um outro tópico.
Considero muito bom
Um abço
a Todos

http://www.youtube.com/watch?v=7NZmzz0ULFk&feature=player_embedded#!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 03:19
Irmã Hebe,
Gostei muito, mas já conhecia essa teoria.
Já viu o filme: O segredo. Fala bastante sobre isso.
O Livro: Conversando com Deus. Fala sobre uma teoria semelhante.
Eu acredito nessas teorias, mas é que são tantas!
Abraço fraternal,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 03:29
Oi Tiago,
Será que são teorias ou um outro modo de ver a mesma coisa que todos os iluminados falaram?
Como fala na Codificação, o espírito preso a matéria tem a visão turva da realidade. Sua percepção é limitada aos seus sentidos. Ao desencarnar cai o véu das ilusões.

Mas temos que fazer um estudo comparativo grande para entendermos realmente.
Como eu disse antes respeito a sua opinião.

Um abço
Hebe


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 03:35
OI Hebe,
Já viu o filme?
O segredo.
Não é a mesma teoria.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 03:51
Não vi o filme.

Li o Livro de Rhodan Byme

É uma ficção.
Prefiro me basear na DE ou nas palavras de Jesus e Buda e outros. Deste modo ficamos um pouco mais fora da fantasia.
Porque às vezes pode parecer que estamos criando contos.

Para falar a verdade, tudo vem para estudo mas a percepção é individual.

Um abço Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 03:55
Gente,
Vou dar boa noite por hoje.
Chegou a minha hora.
Um grande abço
Muito obrigada pela atenção
Fiquem com Deus.
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 04:07
Boa noite Hebe.
Vou deixar uma mensagem hoje para você  responder quando quiser.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Outubro de 2010, 04:31
Oi irmã Hebe,
Infelizmente você está cometendo um erro que acabamos de comentar. Você está julgando. É claro, que é mais provável, que uma teoria milenar esteja certa do que uma teoria recente. Porém, muitas coisas do livro ou filme, foram ditas neste tópico. Por exemplo: Nós sermos parte de Deus ou o Universo, ou Energia Divina e podermos nos comunicar com Ele assim como Ele se comunica com a gente. Além de quando morrermos, voltarmos a origem de tudo, ou origem Dele, Energia Divina, ou Universo, ou Não Ego, ou Tudo que é e não é. Não acho sábio descartarmos os ensinamentos contidos no livro, pois só saberemos a verdade se e quando a soubermos. Concordo que muitas teorias são criadas para angariar dinheiro, mas se pelo menos um ensinamento for válido e o aprendermos, já estamos no lucro. Além do que, eu sou Espírita por fé e lógica, por isso tenho a humildade de dizer que:
Tudo que vem para o bem e é nos falado com amor, é digno de ser ouvido e analisado com carinho por um Espírita atuante.
Obs. O Nosso Lar também está enquadrado como ficção para o público.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 08:51
Oi irmã Hebe,
Infelizmente você está cometendo um erro que acabamos de comentar. Você está julgando. É claro, que é mais provável, que uma teoria milenar esteja certa do que uma teoria recente. Porém, muitas coisas do livro ou filme, foram ditas neste tópico. Por exemplo: Nós sermos parte de Deus ou o Universo, ou Energia Divina e podermos nos comunicar com Ele assim como Ele se comunica com a gente. Além de quando morrermos, voltarmos a origem de tudo, ou origem Dele, Energia Divina, ou Universo, ou Não Ego, ou Tudo que é e não é. Não acho sábio descartarmos os ensinamentos contidos no livro, pois só saberemos a verdade se e quando a soubermos. Concordo que muitas teorias são criadas para angariar dinheiro, mas se pelo menos um ensinamento for válido e o aprendermos, já estamos no lucro. Além do que, eu sou Espírita por fé e lógica, por isso tenho a humildade de dizer que:
Tudo que vem para o bem e é nos falado com amor, é digno de ser ouvido e analisado com carinho por um Espírita atuante.
Obs. O Nosso Lar também está enquadrado como ficção para o público.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão

Oi Tiago,
Bom dia,

Amigo, não estou julgando, escrevi que na verdade tudo vem para o nosso estudo.
Você tem razão quanto ao conteudo.
Apenas quis ir para a fonte, só isso.
Todo livro espirita ou não  me remeto a fonte e comparo.
Foi só isso que quis dizer.
Desculpe-me a má redação.

Um abço Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 15:02
          Amigo Tiago  (ref #166)
          Logo que tiver tempo, vou acessar o arquivo que vc indicou.
          Tiago, esses monges podem estar muito equilibrados, espiritualizados, mas ainda não chegaram “lá”. Quando alguém chega ao “alvo” abandona tudo para se dedicar ao próximo, sobretudo para lhe indicar o caminho, como fez Jesus. Como disse um homem que compreendeu a verdade: “Àquele que “desperta”, nasce-lhe um amor “quase insuportável” pelos semelhantes” que, enquanto viver, não cassará de tentar mostrar o caminho.
          Quanto a Lobsang Rampa, quando jovem, li todos os  livros que me caiam nas mãos.
          Cito o amigo Tiago:
“Se as religiões têm pontos que se contradizem é porque esses pontos necessariamente estão errados em pelo menos uma delas. Como saber qual delas está errada? Pela razão e pela fé”.
          Não, meu amigo, a razão e a fé são inseguras, e não merecedoras de confiança; a razão está na área do eu/mente/ego condicionado pelas coisas do mundo, cheio de ilusões, portanto. A fé é apenas suposição, nada mais. Temos que ir além da fé e da razão para saber a verdade, ir além do ego.
          Cito o amigo:
“Já a intercessão só estará errada se todas estiverem. Ou seja, todas as religiões que pregam o amor, a caridade, o perdão, a fé, etc... É muito mais difícil estar errado na intercessão. Concorda?”
          Concordo com o amigo; as interceções são as concordâncias entre elas, certo? Mas, quem pode assegurar que, pelo fato de concordarem em alguns pontos, esses pontos estão corretos?
          Para conhecer a verdade, temos de ir além das religiões/crenças/suposições/tradições; temos deixar tudo isso para trás; essas coisas nada mais são que convenções humanas, resultantes de egos/mentes condicionados. Temos de ir além da mente condicionada e limitada, finita; somente aquilo que é ilimitado e infinito pode compreender e chegar ao que é ilimitado e infinito: Deus.

          Um abraço, meu amigo.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 15:23
          Hebe   (ref #174)
          Olá, minha amiga Hebe, me desculpe a intromissão.
          Cito você:
”... se não percebermos que todas essa vidas foram só para  nos desapegarmos da matéria e nos conscientizaremos que somos espíritos cumprindo prova, não adianta”.
          Hebe, vc está dizendo que já tivemos muitas vidas, evidentemente, em mundos materiais, para nos desapegarmos da matéria..., certo? Nada de estranho aí? Viemos à matéria para nos desapegarmos da matéria?! Isso quer dizer que antes de virmos à matéria já estávamos apegados a ela?!
         Cito novamente a amiga:
”... acho que esse é o único motivo de estarmos encarnados novamente, para parar de sofrer e causar sofrimento”.
          Essa sua afirmação significa que viemos à matéria para aprendermos a parar de sofrer e de causar sofrimento. Com isso podemos, então, deduzir que, antes de virmos ao mundo material já sofríamos e já causávamos sofrimento a alguém? Onde? No mundo espiritual?
          De novo, interrogações; me perdoe.
          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Outubro de 2010, 17:09
Oi Coronel, me pegou de novo  :D :D :D

Como diz o Dim Dim, estamos aqui para abrir as pestanas.
Onde o que Coronel? é obvio que tivemos outras vidas e lógico que não entendemos plenamente os ditames de Deus, senão não encarnariamos de novo.
E se nos apergarmos de novo ao mundo material provalvelmente ao desencarnar e cair o veu das ilusões veremos que rodamos no mesmo lugar e não chegamos aonde queriamos.
Vários textos seus falam isso . Assista o vídeo do Dim Dim ai em cima. Exemplifica o que eu quis dizer.

 :D :D PS: Não me  pergunte, explique -me  , você é melhor explicando, livre-se do espírito de  Sócrates. hahaha!!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 20:26
          Olá Tiago   (ref # 185)
          Cito o caro amigo:
“... É claro, que é mais provável, que uma teoria milenar esteja certa do que uma teoria recente”.
          Amigo Tiago, será que por ser mais antiga, ou por ter sido considerada por muito tempo, por séculos ou milênios, como sendo verdade, alguma coisa se torna mesmo verdade? Veja muitos exemplos na própria Bíblia e na ciência: quantas coisas que eram consideradas verdades, por tempo imenso, foram desmentidas radicalmente; quantos conceitos considerados irrefutáveis, foram substituídos por outros. Recentemente, vimos se desfazer o conceito, aceito pela ciência e por todos, de um “éter universal”; a igreja se desfez do geocentrismo.
          Cito o amigo:
 “... pois só saberemos a verdade se e quando a soubermos”.
          Isso que você diz é uma verdade: só saberemos a verdade por nossa experiência individual, pessoal; nunca por livros, religiões, filosofia, por ouvir, por estudar, ou por ler etc. 
          Indo para o assunto de “O Segredo”, analise e veja quanta incoerência: se o que nos falta para conquistar o que desejamos (amores, patrimônio, saúde, força, amizades, enfim felicidade) é apenas forte desejo, forte determinação, forte visualização etc, porque não o conquistamos ainda? É o que o ser humano, que muito deseja algo, tem feito sempre! Veja os hospitais e prisões; será que esses que perderam a saúde e sofrem dores, muitas vezes terríveis, não fazem de tudo para se livrar delas? Que os presos, não fazem de tudo para conquistar a liberdade? Que os miseráveis e famintos, não desejam se saciar? E com que empenho!     

           Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Outubro de 2010, 23:14

          Amiga Hebe     (ref #189)
          Veja, Hebe, cito novamente palavras suas da mensagem anterior:
”... acho que esse é o único motivo de estarmos encarnados novamente, para parar de sofrer e causar sofrimento”.
          Amiga, dentro desse raciocínio, viemos à matéria, que nem mesmo conhecíamos, para nos desapegarmos da matéria! E você acha que viemos à matéria também para aprendermos a parar de sofrer e de causar sofrimento, certo? Com isso podemos, então, deduzir que, antes de virmos ao mundo material (logo, estaríamos num mundo não material) já sofríamos e já causávamos sofrimento a alguém (É isso que vc quis dizer, ou entendi mal?). E isso só poderia ser no mundo espiritual, concorda?
          Mas, veja: qual é a causa de todos os sofrimentos, senão o ego, que interpreta mal o mundo? E como nasce o ego? Do primeiro contato que temos com o mundo material ao nosso redor, e que percebemos ameaçador. O ego pertence, portanto, à defesa contra o mundo material, pertence às ilusões do mundo material. Logo, além do mundo material, no mundo espiritual, domínio de Deus, essas ilusões não existem, e não existe o ego, pois que este só existe como defesa contra o mundo material; não existindo ego, não há sofrimentos. Se não há sofrimentos, porque vir ao mundo material para aprender aqui a não sofrer e não causar sofrimentos? Onde é que tínhamos aprendido a sofrer e a fazer outros sofrerem?
          Me parece que a explicação está confusa. O problema é que há algumas coisas mais a se compreender antes de entrar neste assunto do ego e da personalidade no âmbito do Espírito.
          Cito a amiga:
“... é obvio que tivemos outras vidas e lógico que não entendemos plenamente os ditames de Deus, senão não encarnaríamos de novo. E se nos apegarmos de novo ao mundo material provavelmente ao desencarnar e cair o véu das ilusões veremos que rodamos no mesmo lugar e não chegamos aonde queríamos”.
          Veja, Hebe, quando cai o “véu das ilusões”, você não é mais você; você chegou aonde queria, sim; conhece a verdade, nasceu de novo, é a ressurreição, o “novo homem” dos evangelhos. E esse está libertado porque a “... a verdade vos libertará”.
          Amiga, estamos sempre retornando e retornando, mas não como você ou eu; o que retorna é a consciência universal, que se confunde conosco; o eu, a individualidade, a personalidade pertence à área do ego. Cessado o ego, cessa o eu. O que ocorre é que, quando da união de dois seres cerebrados, vêm outros cerebrados, e a consciência una, que está e é tudo, estará neles também e o cérebro destes percebe o mundo ameaçador ao derredor e tudo começa de novo.
          Deu para compreender, ou fiz uma “baita” confusão?
          Fique em Deus.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 04 de Outubro de 2010, 23:42


     Oi a todos,


    Peço desculpas por não ter postado mais nada aqui, mas eu não consegui mais dar uma continuidade a uma participação regular.

    Segue abaixo, mediante discussão sobre a relação entre a mente, que é um centro de força vital espiritual, e o equilíbrio, um trecho de um texto espírita sobre o assunto, que eu dividi em duas partes, mas quem tiver interesse poderá entrar no site, cuja referência está no final.



     Classificação dos Centros Vitais


O nosso corpo de matéria rarefeita é intimamente regido por sete centros de força, que são: centro coronário, centro cerebral, centro laríngeo, centro cardíaco, centro esplênico, centro gástrico e centro genésico. Cada centro vital está associado a uma freqüência vibracional diferente. As energias fluem para dentro do corpo através do centro coronário e como os centros estão intimamente ligados à medula espinhal e aos gânglios nervosos existentes ao longo do eixo central do corpo, a energia flui para baixo, passando do centro coronário para os outros centros de força inferiores, os quais distribuem as correntes sutis para partes do corpo e órgãos apropriados. Esses centros se conjugam nas ramificações dos plexos que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas que podemos definir como um campo eletromagnético no qual o pensamento vibra em circuito fechado. “Pode-se imaginar uma luz branca penetrando num prisma e sendo decomposta nas sete cores do arco-íris. Todas as sete cores são inerentes à luz branca”.


Funções dos Centros Vitais


Está instalado na região central do cérebro, sede da mente. Supervisiona e comanda os outros centros que lhe obedecem ao impulso procedente do espírito, vibrando, todavia, com eles em justo regime de interdependência. Podemos dizer que do centro coronário emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. E, por isso, o grande assimilador das energias da espiritualidade superior capazes de favorecer a sublimação da alma e assim orientar a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada e desencarnada.


Esse centro é considerado um dos mais elevados centros de vibração do corpo sutil e está associado a uma profunda busca espiritual. Justamente por isso, ele é considerado pela filosofia hindu como a lótus de mil pétalas, sendo o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, uma vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Temos no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante, formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta. A mente elaborou as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que o circundam, e o centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhe diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua modificação consciencial no campo do destino. No nível físico, ele está ligado à atividade do córtex cerebral e ao funcionamento geral do sistema nervoso. A correta ativação do centro coronário influencia a sincronização entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, e para que ele esteja em perfeito funcionamento, é preciso que a mente, o corpo e o espírito estejam equilibrados. Caso ocorra uma desarmonia nesse centro de força, seu fluxo de energia será alterado, podendo se manifestar através de vários tipos de disfunções.



Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/uma-visao.html

Grupo Espírita Socorrista Euripedes Barsanulfo
Parte integrante do texto: Uma Visão Integral do Homem



Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 04 de Outubro de 2010, 23:53






      Continuando:






Exemplos: disfunções cerebrais, incluindo psicoses.


Está instalado na região frontal e tem influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, ordenando as percepções de variada espécie, percepções estas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos de inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber, marcando também a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras. O centro cerebral está associado à glândula pineal, à hipófise, à medula espinhal e também aos órgãos dos sentidos e aos seios paranasais. Ocorrendo o bloqueio de energia nesse nível, encontraremos disfunção nesse centro vital e, conseqüentemente, algumas doenças serão manifestadas fisicamente.


Reforma íntima: o remédio


Quando é desarticulado o trabalho sinergético das células nesse ou naquele tecido, intervêm as unidades mórbidas, quais o câncer, que nessa doença imprime acelerado ritmo de crescimento a certos agrupamentos celulares, entre as células sãs do órgão em que se instalam, causando tumorações invasoras e metastáticas, compreendendo-se, porém, que a mutação no início obedeceu à determinada distonia, originária da mente, cujas vibrações sobre as células desorganizadas tiveram o efeito das projeções de raios-x ou de irradiações ultravioletas, em aplicações impróprias. Quando o doente adquire um comportamento favorável a si mesmo, num crescente de humildade, paciência, devotamento ao bem, num profundo processo de renovação moral, as forças físicas encontram sólido apoio nas radiações de solidariedade e reconhecimento que absorve de quantos lhe recolhem o auxílio direto ou indireto, conseguindo conter a disfunção nos neoplasmas benignos que ainda respondem à influência organizadora dos tecidos adjacentes. Devemos, portanto, reconhecer o quanto é importante o equilíbrio de nossa mente, pois com as aquisições e observações da psicopatologia, podemos observar a intervenção dos fatores internos ou psicogênitos em todas as atividades do organismo físico.


O corpo é um reflexo da mente


Podemos então concluir que, diante de tudo quanto já abordamos, é compreensível dizer que a quebra da harmonia cerebral, em conseqüência de compulsoriamente se arredarem das aglutinações celulares do campo fisiológico os princípios do corpo espiritual, essas aglutinações ficam, então, desordenadas em sua estrutura e atividades normais, podendo surgir tumores e hemorragias conseqüentes de fenômenos mórbidos assediando a mente, porque o cérebro é o instrumento que traduz essa mente, manancial de nossos pensamentos, e é por isso que a dor do remorso não permite fácil acesso à esfera superior do organismo perispírito, onde se erguem as manifestações da consciência divina. O cérebro real é aparelho dos mais complexos, em que nosso “eu” reflete a vida. Examinando o organismo que modela as manifestações do campo físico, reconheceremos que a célula nervosa é entidade de natureza elétrica que, diariamente, se nutre de combustível adequado. Há neurônios sensitivos, motores, intermediários e reflexos. Existem os que recebem as sensações exteriores e os que recolhem as impressões da consciência. Em todo o cosmo celular agitam-se interruptores e condutores, elementos de emissão e de recepção. A mente é a orientadora desse universo microscópico, em que bilhões de corpúsculos e energias multiformes se consagram a seu serviço. Dela emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores. Colocada entre objetivo e subjetivo, é obrigada, pela lei divina, a aprender, verificar, escolher, repelir, aceitar, recolher, guardar, enriquecer-¬se, iluminar-se, progredir sempre. Ainda que permaneça aparentemente estacionária, a mente prossegue seu caminho, sem recuos, sob atuação das forças visíveis ou invisíveis.


Lembremos que toda a energia gerada tem que manter-se de forma bem equilibrada, porque tanto o bloqueio do fluxo de energia quanto o excesso desse fluxo podem produzir desequilíbrios e, conseqüentemente, uma doença física.
Hoje, ainda não encontramos na medicina tradicional os recursos necessários para esse entendimento,mas felizmente, surgem na atualidade novas opções terapêuticas, tanto no campo da psicologia como na chamada medicina alternativa, com estudos que comprovam a cura de determinadas patologias através dessas novas abordagens, como é o caso das técnicas de regressão de memória.


Assim sendo, observemos a necessidade de nos reunir cada vez mais para estudar sob esta nova visão, pois somente quando os homens da ciência se permitirem, com mais flexibilidade, atravessar a porta do entendimento do amor, como homens comuns e de fé, é que conseguiremos chegar mais rapidamente à solução de enfermidades que até os dias atuais a ciência não consegue equacionar.


Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/uma-visao.html

Grupo Espírita Socorrista Euripedes Barsanulfo
Parte integrante do texto: Uma Visão Integral do Homem
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 05 de Outubro de 2010, 01:48



   Oi  Diaz,

   referente a sua resposta de número 134,

   quero pedir desculpas a todos, Diaz, Coronel e Tiago, por eu ter dado a entender como uma falta de respeito minha com vocês, mas não foi minha intenção, se foi por causa da expressão bichinho para o chacra mental não era essa a minha intenção, foi apenas uma forma de interpretação do mesmo mediante a discussão aqui corrente entre nós quatro  (pois até então estávamos em quatro no tópico).

  Uma abraço,

   Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Outubro de 2010, 02:45
Coronel,

Você fez uma baita confusão ou eu fiz.

Vamos lá novamente.

O que são espiritos obsessores. São espiritos ainda apegados a matéria e ao personagem que viveram na terra certo? Por isso arrastam o odio e a mágoa por anos.
Estão ainda apegados ao EGO, não se enxergam como centelha divina.
Ou vamos negar isso tudo? :o

Negar isso tudo é negar toda comunicação espiritual que temos aqui.
O Sr. disse que trabalhou como medium muitos anos.
Explique de forma mais clara então.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 05 de Outubro de 2010, 06:19
Irmã Hebe,
Cito a amiga:
É uma ficção.
Prefiro me basear na DE ou nas palavras de Jesus e Buda e outros. Deste modo ficamos um pouco mais fora da fantasia.
Porque às vezes pode parecer que estamos criando contos.

Para falar a verdade, tudo vem para estudo mas a percepção é individual.

Quando escrevi acreditava que não estava julgando, porém:
Cito a amiga:
Não se tem então um julgamento  de acordo com as Leis Universais e sim o julgamento já preconceituoso.
Por ler suas palavras, eu resolvi te dar essa alfinetadinha, afim que percebamos a diferença entre a teoria e a prática, pois se você julgou, não tem problema nenhum, desde que reflita e perceba que nós humanos ainda temos muita estrada pela frente antes de nos encontrarmos Equilibrados.
Agora cito:
Amigo, não estou julgando, escrevi que na verdade tudo vem para o nosso estudo.
Você tem razão quanto ao conteudo.
Apenas quis ir para a fonte, só isso.
Todo livro espirita ou não  me remeto a fonte e comparo.
Foi só isso que quis dizer.
Desculpe-me a má redação.

Você foi humilde e admitiu um erro, porém eu te pergunto:
O que achou do livro?
Gostaria que o julga-se para eu poder comparar com o que eu julguei.
Te digo o que julguei.
Achei o filme bem interessante, de forma que acredito ser possível que nossas mentes se comuniquem com Deus ou no caso o Universo, pois acredito na possibilidade de que todos sejamos parte de Deus e sendo assim, você e eu somos Deus, de forma que você quer inconscientemente o melhor pra mim já que você sou eu e você quer o melhor para você, porque se ama, então, quando me escuta pedindo, me atende, pois estará atendendo a seu próprio desejo de ser feliz, dessa forma, se tudo é Deus e tudo somos nós, então tudo atenderá nossos pedidos, pois estará atendendo ao seu próprio pedido.
Também não acredito em nada disso, pois pode ser apenas mais uma maneira de eles ganharem dinheiro.
Eu sou assim...
Abraços fraternais,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 05 de Outubro de 2010, 06:46
Irmão Coronel,
Cito o amigo:
Quando alguém chega ao “alvo” abandona tudo para se dedicar ao próximo, sobretudo para lhe indicar o caminho, como fez Jesus.

Pergunto ao amigo:
Você acredita que Jesus chegou ao “alvo” ou com ele foi diferente?
Por que alguns daqueles que chegam ao “alvo” continuam reencarnando?
Cito o amigo:
  Não, meu amigo, a razão e a fé são inseguras, e não merecedoras de confiança; a razão está na área do eu/mente/ego condicionado pelas coisas do mundo, cheio de ilusões, portanto. A fé é apenas suposição, nada mais. Temos que ir além da fé e da razão para saber a verdade, ir além do ego.

Concordo, porém ainda me vejo muito longe de alcançar o equilíbrio, de forma que tenho que continuar batalhando, estudando, servindo ao bem, afim de que eu possa achar os meios necessários para alcançá-la. Quando não se tem a verdade absoluta devesse usar a razão e a fé, pois a fé sem razão é fanatismo.
Mas chegará o dia em que eu tentarei deixar de ser eu. Só que antes tenho que estar preparado, conhecendo o que deve ser, para conhecer o que eu não devo ser, afim de mais nada conhecer e tudo esquecer, para tudo reconhecer...
Veja muitos exemplos na própria Bíblia e na ciência: quantas coisas que eram consideradas verdades, por tempo imenso, foram desmentidas radicalmente; quantos conceitos considerados irrefutáveis, foram substituídos por outros. Recentemente, vimos se desfazer o conceito, aceito pela ciência e por todos, de um “éter universal”; a igreja se desfez do geocentrismo.

Bem, você me garante com certeza absoluta que a terra não é o Centro do Universo?
Eu não...
Cito o amigo:
  Indo para o assunto de “O Segredo”, analise e veja quanta incoerência: se o que nos falta para conquistar o que desejamos (amores, patrimônio, saúde, força, amizades, enfim felicidade) é apenas forte desejo, forte determinação, forte visualização etc, porque não o conquistamos ainda?

Você usou as técnicas e tentou aplicá-las?
Eu tentei. Funcionou, mas o motivo pode ter sido infinitos e não o livro.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 05 de Outubro de 2010, 07:02
Irmã Heliana,
Adorei sua mensagem. É muito bom ter você nos auxiliando com mais informações.
Em relação à minhoca, você estava fazendo referencia a um texto exposto por alguém. Eu li, só não me lembro aonde. Achei que ficou legal, não interpretei como ofensa e sim uma brincadeira inteligente de sua parte. Posso estar totalmente errado e estar cheio de motivos para nunca mais falar com você, mas minha fé e minha lógica dizem que não.Hehe.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 05 de Outubro de 2010, 12:16
Olá Tiago, bom dia!

Amigo, o motivo é que eu lido com uma limitação que me causa certa perturbação, um sentimento de frustração que advém da incapacidade de enxergar a solução, que a meu entender seria encontrar o ponto de equilíbrio.
Para ficar claro, tenho que falar um pouco de mim: Como um ser humano normal, trabalho para sustentar o meu lar, tenho esposa e filhos, pratico esportes, sou médium e trabalho em um CE, participo de grupos de voluntários, etc.
A questão é, estou tendo que deixar algumas atividades de voluntariado porque tenho me preparado fisicamente para o esporte que pratico, e isto está me causando um mal estar, pois penso que não estamos aqui encarnados para nos divertir.

A limitação: Para você ter uma idéia, estou chegando do trabalho agora. Saí de casa ontem às 16:30hs e agora são 07:00 hs. Tenho dificuldade para encontrar o tempo que preciso para estudos como estes que estamos vendo aqui.
Se me dedico mais a esses estudos a esposa, os filhos reclamam a atenção, com razão, pois passo pouco tempo junto deles.

Como a Hebe diz, a questão em foco é o equilíbrio mental. Se não tivermos serenidade mental o desequilíbrio poderá ocorrer, seja no social, no espiritual, no emocional ou até mesmo no físico.

As discussões em curso neste tópico tem me proporcionado fazer uma reflexão a respeito daquilo que sempre tomei como padrão de conduta espírita. Talvez aí esteja aí a causa do desequilíbrio, pois me cobro muito neste ponto.

Veja bem, os grandes mestres ascensionados não tinham esposa e filhos, não trabalhavam longas jornadas diárias, principalmente no período noturno, e outras coisas mais, que nos colocam em situações naturalmente limitadas.

Bom Tiago teria muito mais para falar, mas preciso dormir. Espero ter te ajudado.

A gente se fala,

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Outubro de 2010, 12:23
Bom dia Tiago,

O problema de "O Segredo" é que ele calca o encontro da felicidade aos valores terrenos, quando não é isso. Quando se alcança a iluminação, valores como riqueza, poder, beleza e todos esses conceitos caem por terra, isso não tem a menor importância.
Até a questão da conquista do amor, da amizade do ser querido é abordado como um sentimento de posse.

Falando do conceito de Deus que o livro aborda , não é o conceito dualista onde Deus é um ser externo a nós. O livro parte para o Monismo.

Quanto a todo Universo interagindo o tempo todo considero verdade.
Nós interagimos o tempo todo.
Se voltarmos para a DE vemos que o nosso pensamento de acordo com a emoção passada atraí  o lado negativo ou positivo da vida.
É o que fala a frase " Vigiai e orai".

Então volto de novo para tentarmos alcançar a serenidade da mente. Parar de sermos arrastados por nossas paixões e expectativas que nos frustam.

Um abço
Hebe


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Outubro de 2010, 13:31

Post  Diaz
Olá Tiago, bom dia!

Amigo, o motivo é que eu lido com uma limitação que me causa certa perturbação, um sentimento de frustração que advém da incapacidade de enxergar a solução, que a meu entender seria encontrar o ponto de equilíbrio.
Para ficar claro, tenho que falar um pouco de mim: Como um ser humano normal, trabalho para sustentar o meu lar, tenho esposa e filhos, pratico esportes, sou médium e trabalho em um CE, participo de grupos de voluntários, etc.
A questão é, estou tendo que deixar algumas atividades de voluntariado porque tenho me preparado fisicamente para o esporte que pratico, e isto está me causando um mal estar, pois penso que não estamos aqui encarnados para nos divertir.

A limitação: Para você ter uma idéia, estou chegando do trabalho agora. Saí de casa ontem às 16:30hs e agora são 07:00 hs. Tenho dificuldade para encontrar o tempo que preciso para estudos como estes que estamos vendo aqui.
Se me dedico mais a esses estudos a esposa, os filhos reclamam a atenção, com razão, pois passo pouco tempo junto deles.

Como a Hebe diz, a questão em foco é o equilíbrio mental. Se não tivermos serenidade mental o desequilíbrio poderá ocorrer, seja no social, no espiritual, no emocional ou até mesmo no físico.

As discussões em curso neste tópico tem me proporcionado fazer uma reflexão a respeito daquilo que sempre tomei como padrão de conduta espírita. Talvez aí esteja aí a causa do desequilíbrio, pois me cobro muito neste ponto.

Veja bem, os grandes mestres ascensionados não tinham esposa e filhos, não trabalhavam longas jornadas diárias, principalmente no período noturno, e outras coisas mais, que nos colocam em situações naturalmente limitadas.

Bom Tiago teria muito mais para falar, mas preciso dormir. Espero ter te ajudado.

A gente se fala,

Um abraço

Diaz

[/quote]
Diaz meu amigo,
Esse sufoco todos nós passamos.
Puxa, quando me reporto ao passado não sei como dei conta de tudo. Se eu soubesse o que sei hoje, muita ansiedade e angustia teria sido evitado.
Essa cobrança excessiva para fazer tudo perfeito é o grande problema.
Esse é o pensamento intermitente que eu tenho colocado aqui.
Quando se está trabalhando está pensando no esporte, quando está fazendo esporte está se pensando na familia, quando se está com a familia está se pensando no CE, quando está no CE está se pensando no esporte. UFA!!!!!
Que cobrança amigo!!!! Compreendo você perfeitamente.

Então vamos voltar  o que os mestre falam.

Focar no agora, sem passado e nem futuro. Viver com total atenção o momento. Esse é o estado meditativo (oração) permanente.

Em um outro estudo que abordou mais ou menos o mesmo tema, eu coloquei o seguinte, que eu havia percebido em mim.

Quando eu fazia natação eu ganhava quando só focava nos meus movimentos e no deslize da água. Eu não me importava se o adversário estava atrás ou na frente, se tinha familiares esperando que eu ganhasse, se eu tinha que conseguir bater meu tempo de qualquer maneira. A única coisa que eu tinha em  mente era o prazer de estar na água , a observação dos azulejos passando cada vez mais rápido e os meus movimentos.

Perdia quando, estava pensando em ganhar de qualquer forma, se tinha alguem me observando, se eu ia frustrar alguém que esperasse que eu ganhasse, se o adversário era mais forte que eu, aonde ele estava bla bla bla na minha cabeça sem parar causando uma ansiedade louca, ou se tinha algum problema que eu tinha que resolver e tinha que acabar a competição logo para ir aonde quer que seja.

Isso é só um exemplo no focar no agora sem expectativa nenhuma e não deixando a interferência externa atingir causando toda essa aflição.

Difícil? Muuuuito !!!! Mas quantos momentos passamos assim sem perceber? Também muitos, só que não nos damos conta porque o pensamento não para um segundo.

Não sei se me fiz entender, só dei um exemplo pequeno pessoal que hoje me dei conta do que acontecia comigo.

Um abço Hebe





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 05 de Outubro de 2010, 17:52
          Hebe   (ref #195)

          Eu fiz a confusão, Hebe. Para mim, essas são coisas difíceis de explicar e de entender. Lembro-me de Paulo: “... e lá viu e ouviu coisas inefáveis”, e do Buda: “Não pergunte! Venha e veja você mesmo”.
          Veja, amiga Hebe, o cérebro e a área psicológica individual, localizada, constituem ainda um tremendo mistério. A ciência atual é que está tentando colocar a consciência no lugar de máximo destaque que lhe cabe no universo. Você sabe de quantas restrições, até há pouco tempo, era alvo a psiquiatria, como a psicologia. Além disso, há a telepatia, paranormalidade, aberturas maiores ou sensibilidades maiores nos chamados médiuns; há apenas uma consciência e não bilhões de consciências (nosso planeta); todas as “consciências” individuais são “interligadas”, pois só existe “a” consciência; o tempo é uma ilusão; tudo está acontecendo neste “agora” eterno (o presente é a eternidade). Analise o fenômeno mediúnico, à luz destes itens... e você poderá entender.
          Um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Outubro de 2010, 18:22
 :D :D Boa tarde Coronel
Compreendo o que disse.

Segue uma colaboração.
Neste texto Krishnamurti coloca suas considerações sobre os valores sociais que nos absorve.

Texto Representativo da Obra de Krishnamurti | Instituição Cultural Krishnamurti

http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/2

Um abço
Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 05 de Outubro de 2010, 19:34
          Amigo Tiago    (ref #197)
          Cito suas palavras:
”Você acredita que Jesus chegou ao “alvo” ou com ele foi diferente? Por que alguns que chegam ao alvo continuam reencarnando?”
          Amigo Tiago, Jesus foi um homem como os demais; a diferença (e que gigantesca diferença!) é que, num certo momento de sua vida, ele chegou ao “alvo”.
          Quanto à questão de porque continuam reencarnando, talvez, a doutrina espírita, ou companheiros nossos lhe expliquem. Mas, o amigo sabe de alguém que chegou ao alvo e continuou reencarnando?
          Quanto à questão de que a razão e a fé não são merecedoras de confiança, e de que, portanto, devemos ir além delas para chegarmos ao alvo, o amigo Tiago respondeu:
”Concordo, porém ainda me vejo muito longe de alcançar o equilíbrio, de forma que tenho que continuar batalhando, estudando, servindo ao bem, afim de que eu possa achar os meios necessários para alcançá-la. Quando não se tem a verdade absoluta devesse usar a razão e a fé, pois a fé sem razão é fanatismo”.
          Amigo, o que é a razão senão avaliação, cálculo, julgamento das coisas que percebemos? Tudo inseguro! A razão, como o processo de raciocínio, é falível, embora possa melhorar com o tempo, com o que vamos aprendendo pela observação da vida. Seus resultados, portanto, são incertos. Por isso, vemos avaliações tão diferentes acerca de um mesmo evento.
          Cito o amigo:
”... com certeza absoluta que a terra não é o Centro do Universo?”
          Veja, meu jovem, nosso planeta não passa de um grãozinho de poeira frente a outros trilhões (???) (ninguém sabe quantos) de corpos celestes. E não há dúvidas que neste universo há um número indefinido de galáxias, com seus inumeráveis sóis e planetas; mais ainda, sendo o universo infinito ele não tem um centro; pode ter, como tem, galáxias, estrelas maiores, mais belas, mais fulgurantes, de mais poder de energias, com maior quantidade de estrelas e, talvez, de mundos habitados, do que outras; mas não existe centro naquilo que é infinito.
          Quanto ao “O segredo”, o amigo pergunta:
”... usou as técnicas e tentou aplicá-las?... Funcionou, mas o motivo pode ter sido infinitos e não o livro”.
          Meu amigo, mesmo sem o saber, muitos usam essas técnicas. Como vc diz, não há confiança absoluta. O que pode nos trazer felicidade total é aquilo que chamam de bem-aventurança, que se atinge com o conhecimento da verdade que liberta.
          Um abraço.
         
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 05 de Outubro de 2010, 20:25
Olá Hebe, boa tarde!

Realmente, realmente como diz o Coronel, estamos todos interligados pela consciência. ou seja nada é por acaso, nem nossos encontros que muitas vezes classificamos como casuais.
Digo isso porque percebo que nossa sintonia é muito grande. Só faltava aqui você, além de tudo me dar dicas também sobre a natação!

Obrigado amiga, obrigado ao Coronel e aos demais amigos do FE.

Fiquem com Deus!

Diaz



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Outubro de 2010, 20:47
Oi Diaz,

 :D A sintonia existe mesmo.
Mas veja bem, a natação foi só um exemplo.
Esse foco tem que ser constante em tudo o que faz.
Essa é a observação em si mesmo, a não distração e total atenção lembra?

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 06 de Outubro de 2010, 16:07



   Realmente Lineu, você tem razão em tudo o que disse, são aspectos do nosso existir que devem caminhar juntas, pois são a lei imutável e eterna do Divino Deus:

   Questão n° 17:

   "É dado ao homem conhecer o princípio das coisas?

   Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo."

  Interessante notar o conteúdo da resposta, pois o benfeitor espiritual disse neste mundo, já que estamos em um planeta com uma Humanidade a inda atrazada moralmente, não lhe dando a condição de conhecer tudo, só conhece um pouco mais a fração da Humanidade que se encontra em mundos mais adiantados que o nosso, dando-lhes a conhecer aquilo de que fizeram-se merecedores.

  Complementando este raciocínio vem a questão seguinte:


  Questão 18:


  "Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

   "O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhes precisas faculdades que ainda não possui."


   Questão 919:


   "Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?


     Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistira. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo pocedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: 'Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?"

   Aí está o princípio de nossa busca de nosso equilíbrio: o bem, honestidade conosco mesmo, caridade, auto-ajuda.


  Um abraço,


Com carinho,


   Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 06 de Outubro de 2010, 17:04



   Oi  Diaz,

   referente a sua resposta de número 134,

   quero pedir desculpas a todos, Diaz, Coronel e Tiago, por eu ter dado a entender como uma falta de respeito minha com vocês, mas não foi minha intenção, se foi por causa da expressão bichinho para o chacra mental não era essa a minha intenção, foi apenas uma forma de interpretação do mesmo mediante a discussão aqui corrente entre nós quatro  (pois até então estávamos em quatro no tópico).

  Uma abraço,

   Heliana.




Oi Heliana, que bom que está aqui!

Eu não havia entendido como ofensa da sua parte mesmo, Heliana, aquele comentário que fiz foi um alerta para todos nós, principalmente para mim. Temos uma tendência natural em se apegar ao velho e resistir ao novo. Quando somos questionados a respeito de nossas crenças nos sentimos inseguros e por vezes não tratamos com o devido respeito àqueles que se fazem portadores de pensamentos e crenças tão opostas.
Nesta busca pelo equilíbrio, temos que ir fundo, reexaminar nossas crenças com a mente aberta, percebendo como reagimos diante das contrariedades, percebendo o que é real e o que é ilusão.
Quanto ao bichinho... gostei da expressão, muito meiguinha... :)
Continue questionando, assim você se ajuda e também nos ajuda enxergar com mais clareza as opiniões diversas.


Um grande abraço!

Fique com Deus!


Diaz ;D
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 01:47




     Desculpem-me a respeito da minha postagem 207, esqueci de por a referência:

     é referente a postagem 10, do Lineu, e as transcrições que eu fiz são do Livro dos Espíritos.


    Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 01:54




     Oi Diaz,,

    que bom que você me respondeu.

    Você tem razão no que você disse, e, precisamos cuidar das palavras que usamos!

   Vigiemo-nos, vigiemo-nos!

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 01:58



    Oi a todos,


    pode ser que eu dê uma sumida de novo, pois logo terei que preencher os pareceres dos meus alunos, e também o diário de classe.

    Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 03:51
Boa noite, Coronel!

Cito o amigo:
       
 “... já analisou profundamente isso que elas (doutrinas) dizem: que pelo esforço, pelo desejo, treinamento, podemos substituir o ódio, o ciúme, a mágoa, o desejo de vingança, os desejos “negativos”, a raiva, a luxúria, a desonestidade, as más tendências, pelas virtudes ou pensamentos contrários? Se alguém é mau pode pelo esforço, portanto pelo treinamento, se tornar bom?”
          E a minha resposta:
”... a DE explica que sofremos em nós mesmos ou em nossas mais caras afeiçoes o efeito de nossas más ações. A consciência não é privilégio dos mais bondosos ou mais esclarecidos. Seja como praticante do amor, seja na condição de sofredor, aos poucos evoluímos, inevitavelmente, alguns mais depressa do que outros”.
          Cito o amigo:
“Meu amigo, é evidente que vc só responde as questões se desejar. A intenção, como lhe disse, é fazer refletir. Sou sincero em lhe dizer que não entendi sua resposta acima.


Amigo, quis dizer que o esforço que pregam as doutrinas está relacionado à força que fazemos para seguir aquilo que nossa consciência ordena e em não ceder aos impulsos animalescos e sensuais inerentes a nossa condição humana. Também está relacionado com o suportar em nós os sofrimentos provocados por nós mesmos. Ao sentir em nós o mal que infringimos a outrem, este sentimento nos transforma aos poucos em seres mais conscientes. Aos poucos, cansados de sofrer, começamos substituir o mal pelo bem.

Cito o amigo:
“Amigo, temos mesmo a capacidade de pensar por nós mesmos? Por isso que lhe perguntei se já havia analisado a questão do livre-arbítrio...; como ainda não o fez, infelizmente não teremos como continuar neste assunto”.

Amigo será que tudo que fizéssemos  para o nosso adiantamento seria inútil, uma vez que nem mesmo pensamos por conta própria?
Deveríamos à exemplo dos mestres ascensionados, abandonar tudo para numa vida monástica encontrar o que realmente precisamos, ou seria possível dentro do contexto em que vivemos alcançar certo progresso?

Um abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 14:20

     Oi a todos,

    como forma de pegar o fio da meada vou retomar a discussão da página onde parei, e vamos continuar discutindo o assunto.

   Um abraço carinhoso,


   Heliana.





   
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 14:51
Bom dia a todos!

Algo mais para refletirmos nesta busca pelo equilíbrio.

Percebo, logo existo

Através da nossa capacidade de perceber o mundo e a nós mesmos nós moldamos, ativamos, atualizamos ou deixamos de lado nossos modelos mentais ou parte deles. Quanto mais rica, fiel e flexível estiver nossa percepção, melhores as opções que teremos para avançarmos rumo ao que queremos e para reconhecermos quando já chegamos lá.
http://www.possibilidades.com.br/percepcao/indice_percepcao.asp

Um abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Outubro de 2010, 15:33
Oi Diaz,
Oi pra todo mundo !!!!!!

Tenho acompanhado o estudo.
Mas esses dias estou no Rio, vim matar a saudade dos filhos.
Dividir computador com eles é fogo  :D :D :D

Entrei para deixar um abço para todos.

Assim que puder retorno ao tópico.

Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 16:05
Olá amiga Hebe!

Não adianta, quando você não vem nós vamos à sua procura lá no seu tópico ego x ilusão. As reflexões em andamento por lá são importantíssimas para todos nós que buscamos um equilíbrio suave e duradouro.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Outubro de 2010, 17:56
         Diaz   (ref #212) Equilíbrio
          Cito o amigo Diaz:
”... o esforço... está relacionado à força que fazemos para seguir aquilo que nossa consciência ordena...”.
          Diaz, pois é exatamente isso que eu perguntava: se temos um coração com ódio, ciúme, orgulho, egoísmo, tendências animalescas naturais da condição humana (como vc mesmo as designou) etc, podemos, como vc está dizendo, “à força”, substituir esses “defeitos” (que não são defeitos, mas normais à condição humana) pelas virtudes opostas, enfim, pelo amor? Uma pessoas que não tem amor pode, “à força”, forçar seu coração a ter amor? .
          Cito o Diaz:
“... o esforço está relacionado com o suportar em nós os sofrimentos... nos transforma em seres mais conscientes...  cansados de sofrer, começamos substituir o mal pelo bem”.
          Agora, amigo Diaz, começamos a nos entender: não é, portanto, pela “força” que substituímos desamor/mal por amor/bem; é pelo “cansaço”, como vc disse, pelo não mais suportar sofrer que faz, aos poucos, que nossos olhos se abram e procurem encontrar solução para a insatisfação e o sofrimento; é, perceber que, por mais que façamos o bem, o sofrimento continua; é perceber que o mundo não oferece nenhuma solução, e isso desperta em nós o desejo de ir além; vamos perceber que nós, seres limitados e cheio de ilusões não conseguimos chegar aonde não há sofrimentos; é perceber que temos de ir além da mente, além do ego se desejamos uma felicidade duradoura, pois é a mente a causadora de todos os sofrimentos. Para o amigo refletir, cito palavras de alguém que chegou onde não há sofrimento nem ignorância:
          “A busca é provocada pela ânsia de felicidade do homem e de sua procura de um meio de escapar da insatisfação que é a vida. Não é sua culpa se ele supõe que a solução para a sua profunda insatisfação reside numa vida sensual ou nas realizações profissionais ou do mundo social, ou em experiências excitantes. Tampouco é culpa sua se a vida, em geral, não é bastante longa para ensinar-lhe, concretamente, que ele encontraria uma desilusão ainda maior e mais profunda se esses objetivos fossem satisfeitos por completo. O homem é levado a essa busca pelo “cansaço” que lhe provocam as desilusões com as coisas da vida que, antes o fascinavam e das quais não conseguia afastar o pensamento. Empenhou-se, sempre, o mais que pode em alcançar os prazeres dos sentidos e em evitar todos os tipos de sofrimento, mas nunca o conseguiu plenamente. Porém, enquanto ele atravessa dias, meses e anos das mais variadas experiências, surge, com freqüência, uma ocasião em que ele começa a questionar: “Qual a finalidade de tudo isso?”. E, incapaz de se livrar dos sofrimentos que, de uma forma ou de outra, sempre o alcançam, insatisfeito e desencantado com as coisas transitórias da vida, questionando, ele se torna totalmente cético em relação aos valores habituais que até então aceitava sem hesitação. E, nesse “desespero”, o homem toma a decisão de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que ele principia a verdadeira busca, a busca dos prazeres duradouros, a busca de Deus”.
          Nem o mundo, nem nossa consciência limitada... 
          Continua...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Outubro de 2010, 17:59
          Diaz   (ref #212)    Continuação e fim...

Nem o mundo, nem nossa consciência limitada,  iludida, nos permite acessar os “prazeres duradouros”; eles estão fora do alcance de nossa mente, pois pertencem somente àqueles que conhecem a Verdade. Como disse Jesus: “... a Verdade vos libertará”
          Cito o amigo:
”... será que tudo que fizéssemos  para o adiantamento seria inútil, já que nem pensamos por conta própria?”
          Diaz, reflita e perceba, vc mesmo, se o que fazemos “à força” pode ser ou não útil para nosso adiantamento.
          E, embora pareça absurdo, não somos donos de nossos pensamentos e, em conseqüência, de nossos desejos e escolhas. É pena que as regras do fórum imponham limite ao tamanho das respostas. E, assim, fica difícil explicar certas coisas. Mas, veja, a base das doutrinas ocidentais é o cristianismo, certo? Uma religião regional, e baseada, principalmente nas palavras de Jesus e de Paulo, concorda? E Paulo foi categórico ao afirmar que nem “nossos” pensamentos, nem “nossos” desejos, decisões e, portanto, nossas ações e obras são nossos; nada disso é responsabilidade nossa.
          Tudo que fizemos para nosso adiantamento é inútil se não vier do fundo do coração. Se fazemos (“forçando” nossa natureza), aquilo que as doutrinas ensinam, os exemplos deixados pelos mestres, não estamos fazendo nada para nossa elevação. Estaremos forçando e toda virtude realizada com esforço, ou é incompleta, imitação, por interesse ou falsa. É evidente que o próximo será beneficiado, mas aquele que pratica a caridade/amor por esforço, “à força”, em nada se beneficia. O amor verdadeiro é espontâneo, não procura nem reconhecimento (nem do próximo, nem de Deus), nem reciprocidade, e só vem com o “conhecer a verdade que liberta”, como disse o Mestre; antes disso é, apenas, aparência, simulação, imitação.
          Cito o Diaz:
“...abandonar tudo para... encontrar o que precisamos, ou seria possível dentro do contexto em que vivemos?”
          Não há necessidade disso. O necessário é pôr de lado o único obstáculo que impede a percepção da verdade. Esse obstáculo é o ego/eu/mente cheia de ilusões.
          Um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Outubro de 2010, 18:40
          Diaz  (ref #214)

          Cito o amigo:
“Percebo, logo existo”
”Através da nossa capacidade de perceber o mundo e a nós mesmos, nós moldamos, ativamos, atualizamos ou deixamos de lado nossos modelos mentais ou parte deles. Quanto mais rica, fiel e flexível estiver nossa percepção, melhores as opções que teremos para avançar rumo ao que queremos e para reconhecermos quando já chegamos lá”.
          Veja só, Diaz, aí vc condiciona nossa capacidade de perceber o mundo e, em conseqüência, de nos modificarmos para melhor, a uma “mais rica, fiel e flexível percepção”, certo? E, sabemos perfeitamente que não é por “esforço” que conseguimos esse tipo de percepção, concorda? Então como consegui-la? Como é que um ego/eu/mente que ainda não possui essa percepção, vai consegui-la? Como é que um ego/eu/mente sem esse tipo de percepção poderá colocar nesse ego/eu/mente esse tipo de percepção? Mais uma vez vc percebe que, para conseguir isso, temos de deixar o ego/eu/mente, cheia de defeitos, para trás (ela é “o” obstáculo), e ir além dela.
          Quanto à sua abertura, citando um filósofo grego, “Percebo, logo existo” que vc adaptou de “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum), só para sua informação, lhe digo que a filosofia e a ciência já transformaram em “Escolho, logo existo” (Opto, ergo sum). E porque fizeram essa modificação? Primeiro, pelo fato de que nós não somos donos dos pensamentos. Os pensamentos, como já vimos, não são nossos; eles vêm para nós, das circunstancias da vida (ou de Deus). Faça um teste: tente comandar seus pensamentos e veja se consegue.
          Depois, se concluiu que a capacidade de escolher é que mais nos mostra que estamos vivendo, pois que, em todos os instantes de nossa vida, escolhemos isto ou aquilo. No entanto, até mesmo essa expressão “Opto, ergo sum”, mais dias, menos dias, através de uma maior compreensão, deverá ser repensada porque, não sendo nossos os pensamentos, o poder de escolher também não nos pertence, embora pareça que sim. O único que pensa, que escolhe etc, é o Sujeito Universal, Deus, que está em todos nós.         

Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 22:31
         Diaz   (ref #212) Equilíbrio
         
          Cito o Diaz:
“... o esforço está relacionado com o suportar em nós os sofrimentos... nos transforma em seres mais conscientes...  cansados de sofrer, começamos substituir o mal pelo bem”.
          Agora, amigo Diaz, começamos a nos entender: não é, portanto, pela “força” que substituímos desamor/mal por amor/bem; é pelo “cansaço”, como vc disse, pelo não mais suportar sofrer que faz, aos poucos, que nossos olhos se abram e procurem encontrar solução para a insatisfação e o sofrimento; é, perceber que, por mais que façamos o bem, o sofrimento continua; é perceber que o mundo não oferece nenhuma solução, e isso desperta em nós o desejo de ir além; vamos perceber que nós, seres limitados e cheio de ilusões não conseguimos chegar aonde não há sofrimentos; é perceber que temos de ir além da mente, além do ego se desejamos uma felicidade duradoura, pois é a mente a causadora de todos os sofrimentos.

Ufa!
Até que enfim começamos a nos entender!

Um abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 22:37




   Oi Hebe,

    vou visitar seu tópico Ego e Ilusão.

    Um abraço,


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 07 de Outubro de 2010, 22:38



   Oi Diaz,

   vou fazer a mesma pergunta que um dia fiz para a Hebe,

   posso copiar seus textos aqui postados?

  Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 22:47
Bom dia a todos!

Algo mais para refletirmos nesta busca pelo equilíbrio.

Percebo, logo existo

Através da nossa capacidade de perceber o mundo e a nós mesmos nós moldamos, ativamos, atualizamos ou deixamos de lado nossos modelos mentais ou parte deles. Quanto mais rica, fiel e flexível estiver nossa percepção, melhores as opções que teremos para avançarmos rumo ao que queremos e para reconhecermos quando já chegamos lá.
http://www.possibilidades.com.br/percepcao/indice_percepcao.asp

Um abraço!

Diaz


Olá Coronel.

A citação postada por mim é de Virgílio Vasconcelos Vilela e está inserida no referido site acima.
Concordo com o amigo quando diz que só com a retirada obstáculo ego/eu/mente é que perceberemos a relidade, cheia de ilusões, porém o texto trata de um nível superficial daquilo que é objeto da nossa atenção, dos nossos processos mentais e portanto está relacionado com o equilíbrio.

Um abraço!

Diaz





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Outubro de 2010, 22:59
Oi Heliana, tudo bem?


   Oi Diaz,

   vou fazer a mesma pergunta que um dia fiz para a Hebe,

   posso copiar seus textos aqui postados?

  Heliana.




Fique a vontade amiga!
Tudo aqui postado tem o propósito único de ser útil, de promover uma reflexão e nos apoiar nessa busca pelo equilíbrio.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Outubro de 2010, 23:06
          Amigo Diaz,

          Sinto haver interferido. Sempre penso que o assunto é mais profundo, que se refere ao aperfeiçoamento espiritual ou à busca de Deus. É que estou sempre ligado nestes assuntos.

          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Outubro de 2010, 23:19

          Diaz   (ref #220)
          Amigo Diaz
          Cito vc::
"Ufa! Até que enfim começamos a nos entender!"
          Amigo, o mais importante a compreender é o conteúdo, as informações dos textos.
          Abraço
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 02:22

Oi Coronel !  Como vai ?!

Do coronel              #  mensagem  136:


Coronel, cito-lhe junto com a seqüência das citações que fez de mim:


       “   Heliana   (ref sua #128)

          Cito a amiga:
”Bom, se a mente é a produtora do pensamento, logo somos nós mesmos que o produzimos”.
          Não é bem assim, amiga; os pensamentos “surgem”, independentemente de nossa vontade, de acordo com as circunstâncias em que nos envolvemos, ou associação de idéias etc.” (grifos meus, neste e nos próximos).

Quando os pensamentos surgem independentemente de nossa vontade é porque, ou viciamos em um tipo de pensamento que nós criamos e que se repete em nossa mente como se fosse uma gravação de toque contínuo, o que poderíamos chamar de uma certa auto-obsessão,  ou porque irmãozinhos infelizes da erraticidade que nos acompanham por serem nossos credores colocam em nossa mente um dispositivo para realizar esta repetição mental. Nestas duas situações não podemos no eximir de nossa responsabilidade em buscar a força interior e a vigilância, é o “Orar e vigiar.” dito pelo Cristo! Se nós existimos enquanto criações de Deus com o poder da racionalidade Deus nos conferiu também a responsabilidade!

“A mente apenas os aceita e alimenta, ou tenta rejeitá-los, conforme os considere agradáveis ou desagradáveis.”

Coronel, a mente que aceita e alimenta pensamentos somos nós mesmos, correto é que se trata do chacra frontal, aquele que, como tantos outros chacras, foi colocado por Deus em nosso corpo espiritual para que pudéssemos ter o poder de discernimento, por isto nos diferenciamos dos animais inferiores (que possuem sua inteligência própria para o estágio evolutivo em que se encontram), certo é que há algum ingrediente a mais neste nosso chacra com relação ao chacra frontal dos animais inferiores, o que, por mais isto, justifica-se a responsabilidade com nossos atos mentais e materiais. Sobre a auto-responsabilidade de nossas vidas o Cristo ainda disse com relação ao adultério (que deve ser entendido como o adulteramento da verdade e do correto, e podemos estender até mesmo ao adulteramento do que é puro):

“Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mateus 5:27-28)

Quando Jesus disse isto ele estava passando em revista os dez mandamentos, na Bíblia este trecho encontra-se no item III – Sermão da Montanha: a nova lei comparada a antiga.

Por isto devemos entender esta frase do Cristo não somente com relação a mulher, mas com relação a tudo em nossa vida.

“E veja que, se ela os produzisse, essa produção seria incorreta, pois a mente é “incorreta”, contaminada, poluída, repleta de ilusões (crenças e suposições tolas etc). Então podemos dizer sim que a mente não os produz; apenas os recebe... (Faça um teste: sente-se tranqüila e observe quantos variados pensamentos lhe aflorarão à mente).”

Não tem sentido pensar que “se ela os produzisse, essa produção seria incorreta, ...”, porque a mente como o senhor a concebe também traz como conteúdo pensamentos e crenças erradas que o senhor mesmo afirma quando diz que é a mente que absorve as ilusões da realidade humana, e que são imperfeições. Digamos, portanto, que, a nossa mente, que somos nós, elabora as imperfeições, pois imperfeitos somos nós, por isto nos encontramos no mundo que merecemos e precisamos, por enquanto, é o nosso mundo-escola a Terra de hoje, amanhã, será o nosso mundo-escola-regenerador, pois quem merecer este novo mundo Terra no futuro, ainda estará aprendendo!

        “  Lembre-se de Paulo: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois eles vêm de Deus”.”


Quando Paulo de Tarso disse isto ele quis dizer que é o momento em que somos inspirados pelos benfeitores espirituais, e a inspiração é necessária para que possamos, a partir desta inspiração, conseguirmos elaborar pensamentos mais puros, alcançar compreensões melhores sobre a realidade em que estamos inseridos e que ao mesmo tempo estamos também construindo.

         “ Também essa é a visão da ciência atual.”

Na Ciência atual existem diversas linhas de pensamento, inclusive, dentro das várias ramificações científicas, Deus nem é considerado, é desprezado! Coronel, eu gostaria que o senhor elencasse os ramos da Ciência para que possa ficar mais clara a nossa discussão sobre este “por menor’.


          Cito a amiga:
“Para isto que Jesus veio a estar junto de nós, para nos ensinar a pensar as coisas da vida de modo diferente, para nos ensinar a nos auto corrigirmos, para nos ensinar a nos policiarmos. Ele mesmo disse: “Orai e vigiai!”


         “ Veja, amiga, tudo, todos os fenômenos, eventos, pensamentos etc ocorrem dentro dessa “engrenagem” perfeita e infinita, que é a consciência una, universal a que damos o nome de Deus; e tudo está interligado, interconectado; nada existe por si só, nada é independente. Assim as palavras dos mestres, as nossas etc, o que fazemos, o que eles fazem, tudo está interligado, interrelacionado. Se o mestre diz isto ou aquilo, talvez seja porque espera que alguém tenha ouvidos de ouvir e possa compreendê-lo. E quando um homem “ouve” e “abre os olhos”, tenta, mesmo com risco da própria vida, mostrar o caminho aos semelhantes. Por isso Jesus veio e falou: podia encontrar quem o compreendesse, e que, consequentemente, tentasse por em prática o que ensinou. E mais uma vez verificamos que o pensamento de pôr em prática o que o Mestre ensinou não nasceu da mente, mas veio de todo conjunto de circunstâncias que trouxeram a compreensão que deve ser assim que devemos/temos de fazer...”

Concordo com você quando diz que tudo está conectado, de fato está mesmo, todos somos criações de Deus, assim como o Universo, e tudo está engrenado, é impossível pensar na existência da independência entre tudo o que existe compondo o Universo, e nós fazemos parte dele. Isto é claramente explicado nos capítulos I, II, III e IV, do Livro dos Espíritos: “De Deus”, “Dos Elementos Gerais do Universo”, e “Da Criação”, e “Do Princípio Vital”  

         Cito vc:
”E se os pensamentos nascem em nossa mente só pode ser por dois motivos: nós mesmos, e sugestões de irmãozinhos espirituais que nos acompanham, acho que só pode  brotar na segunda situação”.


          “Amiga, analise bem o que estamos dizendo e vc vai perceber que os pensamentos são resultantes das experiências que já tivemos, do que já aprendemos nesta escola que é a vida, do conjunto de todas essas coisas e nascem repentinamente, espontaneamente, sem esforço nosso, queiramos ou não queiramos. Nunca é produto nosso.”

Não discordo de você quando diz que os pensamentos são resultantes das experiências já vividas por nós, pois elaboramos os pensamentos conforme o que vivemos e realizamos, entretanto, as coisas não nascem repentinamente, e nem espontaneamente, sem o nosso esforço, pois o que não vem de nós vem de outras pessoas, é o que chamamos de herança cultural acumulada pela Humanidade, as coisas não estão aí prontinhas, acabadinhas, sejam os atavismos sociais, sejam recursos materiais, elas foram geradas pelo esforço do próprio homem, na ância de dar uma qualidade a sua vida, ao longo de milhares de anos terráqueos. E se não é produto meu, e nem seu, é de outras pessoas, e nós, como estamos inseridos nesta sociedade, nós acabamos entrando em contato com estas coisas, as imperfeitas, e as perfeitas. Tudo isto se chama livre-arbítrio do homem, o homem cria, o homem colhe. A semeadura é livre, a colheita é obrigatória!


         Continua na próxima postagem, pois aqui não coube tudo ...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 02:36



   Cito a amiga:
”Mas a mente somos nós mesmos. A mente não é algo autônomo, um ser à parte, a mente somos nós!  Nós, portanto, somos responsáveis por nossa conduta, apenas nós, a mente não é um bichinho!”

         “ Exatamente, a mente somos nós mesmos: ego/eu/mente localizada; porém somos nós mesmos agindo, pensando, escolhendo, decidindo, vendo e interpretando o mundo e a vida através do véu opaco que criamos, desde que viemos, à existência, primeiro como defesa às ameaças do mundo ao derredor,  depois pelas concepções e ilusões que as crenças, tradições, culturas, costumes, religiões, suposições nos impõem desde que viemos à existência.
          Porquê a vida é essa coisa incompreensível e confusa que vemos no dia-a-dia no mundo e em nós mesmos? Porquê a vida é repleta de sofrimentos? É porque vemos com os olhos desse “bichinho” e nunca com os olhos de quem conhece a verdade que liberta...”



Concordo que nós somos o Ego/eu/mente, o próprio Sigmund Freud afirma brilhantemente sobre isto, em seus exaustivos estudos científicos. Entretanto, vale perceber que não podemos entender o EU como o corpo somático físico e o corpo espiritual apenas, Ego localiza-se exatamente na mente, e foi a mente que Freud estudou, graças a mente é que podemos viver conscientemente a nossa realidade cotidiana, e que podemos armazenar de forma mais ou menos intuitiva experiências vividas em existências carnais anteriores, que Freud também estudou e deu um nome científico para isto. E o “ ... do véu opaco que criamos, ...” são nossas representações mentais, nossa forma de compreender as coisas com nosso próprio egoísmo e orgulho.


E isto:


“depois pelas concepções e ilusões que as crenças, tradições, culturas, costumes, religiões, suposições nos impõem desde que viemos à existência.”

É a troca existente entre a sociedade e nós como já referenciei nesta minha postagem presente, mas com outras palavras. E aí está a prova de como somos também agentes, e não apenas receptores dos atavismos sociais. Ou nos acomodamos, ou procuramos nos libertar das coisas que sabemos que não são boas.


          “Quando eu disse:
“É porque a mente pode perder totalmente seu comando sobre nós se a fizermos se calar, se enfraquecer, morrer.”


A mente não é um ser à parte, e nós, que somos o espírito, temos a mente. Não é que a mente exerça um comando sobre nós, veja bem, se nós não tivéssemos a mente seríamos um corpo com vida sem autonomia de ação, totalmente dependentes do mundo  exterior, que pensemos, pois, a mente como uma caixinha de surpresas, se assim fosse, nem nós saberíamos o que está guardada nela, ora, a mente nos é a nossa individualidade, é o nosso EU, é a nossa intimidade, sabemos o que se passa dentro dela, ninguém mais sabe o que se passa dentro de nossa mente, somente nós, mesmo que possa chegar ao ponto de termos que procurar um analisa um dia para nos ajudarmos a nos conhecermos melhor, e para nos ajudarmos a achar uma solução para nossas dificuldades do EU.


          “ A amiga perguntou:
”Nós quem, o corpo? Se for o corpo... Não podemos tratar a mente como um ser grudado a nós, como se fosse um bichinho da maçã, ou um carrapatinho grudentinho”.


         “ Não, minha amiga! Somos “nós”, você, eu, eles, todos que ainda temos os olhos cobertos de trevas, como disse Jesus... E é mesmo um “carrapato” que só desgruda se nós o matarmos.”       


Os nossos olhos cobertos de trevas são nossos olhos espirituais, são eles que ficam vendados ou não, conforme nossa escolha de caminho de vida a viver, e o que mais frequentemente nos cega, nos cobre as vistas são o orgulho, o egoísmo, e a vaidade,  estes véus, além de outros véus, que nos cobrem as vistas são realmente carrapatos, bichinhos grudentinhos mesmo, melequinhas, aliás, a bem dizer em linguagem espírita, estas melecas são miasmas negativos que vão se formando e se acumulando, gerando a cegueira espiritual, são os véus da obscuridade, e com isto, dificultando-nos  a enxergar as verdades, que não são as nossas verdades, e nem as verdades dos outros, mas são aquilo que realmente são, sem as maquiagens da nossa imperfeita interpretação, para nos livrarmos destes miasmas, nada como nos dobrarmos diante de nossas fraquezas, reconhecendo-as, e procurando lixá-las de pouco a pouco, até que um dia possamos estar com a mente mais limpa, só que para este feito temos também que dar umas lixadas no coração, pois coração e mente caminham juntas, pois pensamentos e sentimentos se associam mutuamente. Mas os nossos olhos materiais enxergam apenas as coisas materiais, e o que enxergamos através deles de abstrato, ou seja, o que interpretarmos da realidade material que nos cerca e da qual fazemos parte é o enxergar dos olhos espirituais, maqueamos tudo o que vemos e todas as experiências que vivemos com os olhos espirituais.  

Um grande abraço carinhoso,

Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 02:53



   Referente a mensagem n° 220 do Diaz ao Coronel tenho a dizer que estou muito contente!


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 03:23



   Para nós, de Pastorino, psicografado por Ariston S. Teles:


[b
]“Deveis ser perfeitos como Vosso Pai celestial é perfeito”.
                                                                 Mat,5:48
[/b]

Este convite do Mestre atinge as profundezas da alma humana.
A perfeição é o fim de tudo que existe.
O Universo move-se na luz do pensamento de Deus, expandindo-se e transformando-se constantemente.
Deus é a perfeição do Absoluto.
Você é filho dessa Potência, dessa grande luz.
Pense nisso.
Mentalize beleza, poesia e claridade mesmo nas noites mais escuras ...
Exija o melhor de você mesmo.
Cristo é o modelo.
Aprimore seus gestos, sua maneira de agir e de ser.
Caminhe sereno e resoluto para a Perfeição.




Livro: 1 Minuto com Jesus, psicografia de Ariston S. Teles, espírito Pastorino, 5ª edição, Sobradinho, DF: LIVREE, 1995, páginas 23 – 24.


Com carinho,


   Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Outubro de 2010, 11:53
Bom dia 

Está cedo ainda consegui uma horinha  :D :D

Heliana,
Muita coisa que você respondeu ao Corornel eu concordo  e veja explicação que eu dei em outro tópico para analisar o que há em comum com a maneira que estamos interpretando o encontro do nosso verdadeiro EU.
Destaquei em azul para não modificar a redação.

Deixa eu colocar uma coisa que eu li, e agora estando no trabalho ( hora de almoço) não tenho acesso aos meus livros nem arquivo.
Por isso não cito autor porque li muitos sobre o mesmo assunto e posso me confundir.

Bom, foi dito o seguinte na questão de despir o EGO e o medo que se tem ao fazer isso.
Imagine-se como uma semente , você tem a vida dentro de você , pode brotar se quiser romper a casca, mas você tem medo, porque ao brotar vai ficar exposta, mesmo sabendo que você se tornará uma árvore, o medo de ser uma frágil muda te faz ficar dentro da casca protegida e se acomoda nesta condição, porque é a sua defesa.
Obs:
As palavras não são exatamente estas estou colocando de memória, não repare.


Agora é a minha interpretação.

A casca na verdade é o EGO que criamos, ele é que cria as defesas, ele é que tem medo, ele é que diz que é necessário como escudo.
É estranho entender a principio, mas se o homem pensar em quantas vezes se armou e não se entregou  de forma incondicional por medo de sofrer ou de ser traído ou por ter vivido situação semelhante, não se deixou  ser vito sem máscaras do "eu tenho" ou "eu posso", ou "eu sou forte" ou "eu sei" , gerando com isso muito conflito, inveja, raiva, disputas, mágoa e etc.para ele mesmos e para o outro.
Coloque ai todo o inverso também, levando para "eu não sou capaz" , "eu não posso" etc causando sofrimento intenso a si mesmo e  a não ação diante da vida.
Quando na verdade se viver apenas sendo, tudo se torna natural e flui porque não há preocupação em se mostrar dessa ou daquela maneira.

Bem, não sei se fui clara.

Um abço Hebe


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/evolucao-do-espirito-existe-mesmo/30/#ixzz11lLweohR
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Outubro de 2010, 12:22
Continuando só mais um pouquinho.  :D :D

A casca é a matéria densa onde a essência divina está escondida.

Lembra de Jesus, " Eu venci o mundo", porque abriu mão do poder apesar de tê-lo, não fraquejou por medo apesar das torturas que sabia que iria passar, ele era essencialmente Espírito mesmo estando encarnado e nada o abalaria em seu intimo.
Um abço
Hebe

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/evolucao-do-espirito-existe-mesmo/30/#ixzz11lVzQCdN
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 08 de Outubro de 2010, 12:59
Nossa Heliana, que legal hein?

Adorei sua interpretação. Vai de encontro com o que eu vinha tentando dizer desde o começo a respeito do livre arbitrio.

Cito o texto abaixo, para fundamentar o que penso sobre a nossa capacidade de escolha e de ação como seres pensantes que somos, mesmo estando envoltos por toda a ilusão do mundo e do Ego.



Vencendo medos perceptivos

Lições de uma montanha-russa

A situação era peculiar: do lado de fora de um parque de diversões, eu olhava a montanha-russa: um carrinho estava subindo, lentamente. Ele fez a curva ao final da subida e, ainda bem lentamente, foi se movendo em direção à próxima curva. Ao fazer esta, o carrinho despencou, as pessoas gritaram e foi então que senti o maior frio na barriga. Estranhei, porque eu estava com os pés firmes no chão, como é que podia estar reagindo ao que estava acontecendo a 50 metros com outras pessoas? Investigando meus processos mentais e minha percepção, achei uma possibilidade de explicação para o fato, bolei uma solução, testei-a e na mesma hora passou o efeito. Essa solução, que testei em outras situações semelhantes, é o que descrevo aqui.

Fundamentos

Entender o que fiz requer saber duas coisas sobre o funcionamento da nossa inteligência: os modelos mentais e a dinãmica da atenção.

O primeiro fato é que não operamos diretamente no mundo, e sim a partir das percepções que temos do mundo e o que fazemos com essas percepções, que compõem os nossos modelos mentais. Sem modelos mentais não poderíamos fazer nada; tente por exemplo tomar uma decisão qualquer só com o que você percebe no presente. Mesmo se for saciar uma simples sede, você precisa ter um modelo mental da sua casa ou do ambiente em que está e das opções potáveis que existem. Quando não tem, sai procurando (talvez e somente se a sede for suficientemente intensa!). Se é uma decisão de maior impacto, como casar-se, você precisa ter um modelo mental atraente da futura vida, ou certamente não se casará, a menos que obrigado, seja por si mesmo ou por outras pessoas.

O outro aspecto da inteligência é a dinâmica da atenção e da percepção. Agora o foco de sua atenção está neste escrito, mais especificamente nesta palavra, agora nesta, agora nesta, e neste exato momento nesta... Ou seja, sua atenção segue um fluxo no tempo. Esse fluxo pode ser mais ou menos estruturado. Quando lê, por exemplo, sua atenção é conduzida pelo nosso padrão de escrever de cima para baixo e da esquerda para a direita e é estruturada. Quem está dirigindo um automóvel pode ter a atenção estruturada ou reativa. Se o motorista segue um padrão de olhar para a frente e de vez em quando olhar os retrovisores, seu fluxo de atenção é estruturado. Quando vê um pedestre em situação perigosa, a tendência é concentrar a atenção nele e esquecê-lo assim que não for mais importante, o que caracteriza direcionamento reativo da atenção. Dirigir é uma combinação de direcionamento estruturado e reativo, como você pode notar. Outra possibilidade para o direcionamento da atenção é a escolha pura e simples. Por exemplo, você pode prestar atenção em qualquer parte deste texto, a qualquer momento, nada lhe prende ou limita exceto sua decisão de fazê-lo ou não.

A realidade via de regra proporciona muitos estímulos visíveis, audíveis e sensíveis, alguns dos quais podemos ignorar e outros não. A percepção de um ser inteligente, portanto, deve se alternar um bocado no dia-a-dia. Se você ao ler isto ouvir um barulho, sua atenção naturalmente vai se desviar por um momento para interpretar o estímulo e avaliá-lo, porque pode ser uma explosão ou outra ameaça ou simplesmente por curiosidade. O processamento dos estímulos que nos chegam pode ser inconsciente, isto é, nossa mente pode filtrar os estímulos que chegam ao consciente, só deixando chegar a nós os importantes. Isso tem características de habilidade, é aprendida e amadurecida, podendo ser treinada intencionalmente.

A característica dinâmica da atenção tem várias implicações. Por exemplo, pessoas que reagem a qualquer estímulo em geral, sem filtros de importância treinados, podem ter dificuldades de concentração em ambientes ruidosos. Já fiz e já vi outras pessoas saírem do foco e não perceberem: você está falando com ela e de repente ela vê algo e faz um comentário estranho à conversa, como se nada mais estivesse acontecendo. O nosso próprio nome é um estímulo ao qual dificilmente deixamos de responder desviando a atenção; também já vi um educador usar o nome da pessoa com freqüência ao falar com ela, o que suponho que seja uma forma de prender a atenção da pessoa. 

O fluxo de atenção por si também é muito, muito importante, porque há um bocado de coisas que acontecem no nível inconsciente, como por exemplo sentir os pés no chão e perceber tensões no corpo, entre outras. Para verificar isso, dê uma geral no seu corpo procurando por alguma parte tensa. Muitas pessoas não incluem, por exemplo, a testa no seu fluxo de atenção, e nem percebem que a franzem quando falam ou cantam. Esse fluxo da atenção é extremamente rápido, e às vezes só notamos quando ele não acontece, como quando estamos tão ligados em algo interessante que esquecemos todo o resto.

Ambos, modelos mentais e atenção são processos, e por isso não são ruins, bons nem algo entre esses extremos; são como ferramentas cuja utilidade depende da forma como são usadas. Os dois trabalham juntos para formar nossa percepção, como os pólos de um imâ, e isso tem várias utilidades. É por meio deles que conseguimos, por exemplo, nos colocar no lugar do outro e ver do ponto de vista dele, o que é chamado na PNL de posição perceptiva. Note a combinação desses dois recursos ao assistirmos um bom filme. “Entramos” no filme e passamos a viver dentro do modelo mental do filme. Para conseguirmos isso, temos que deixar de prestar atenção no nosso próprio corpo e no ambiente. Experimente assistir a um filme notando de vez em quando onde está. Acredito que foi por isso que um filme do Arnold Schwarzenegger fracassou, um que seu personagem saía de uma tela de cinema e ia para a “realidade”: os espectadores eram lembrados de que estavam em um cinema, “desligando” o modelo mental do filme.

O problema compreendido e solucionado

Foi com base nessas compreensões que eu pude entender como conseguia sentir frio na barriga apenas olhando a montanha-russa, e o sucesso da minha intervenção sustenta sua validade. Descrevendo passo a passo, eu percebi que tinha feito o seguinte:

- Olhei a montanha-russa, com foco no carrinho.

- Quando ele começou a descida, eu me coloquei na posição perceptiva de estar dentro do carrinho. Ao fazer isso, mesmo que por um segundo, o fluxo de minha atenção deixou de passar pelo meu corpo e qualquer outra coisa, e o modelo mental pareceu real naquele momento

- Reagi à "realidade" do meu cenário interno do momento com uma reação semelhante à que teria se estivesse realmente acontecendo.

Devo fazer isso muito bem, porque comecei a ver o que eu veria, ouvir o que ouviria e sentir o que eu realmente sentiria se estivesse lá, apenas com menor intensidade. Uma habilidade desenvolvida, creio eu, daquelas que não se sabe quando foi aprendida.

Pensei então: se enquanto eu olho o carrinho eu mantiver minha referência de realidade direcionando a atenção para o contato dos pés com o chão, o frio não vai acontecer. Fiz isso e foi um sucesso imediato, não tive mais qualquer sensação incômoda.

Posteriormente teste novamente essa estratégia em um lugar alto, com o mesmo bom resultados. Para mim foi muito útil: imagine o que senti, com essa habilidade antes inconsciente de entrar em uma posição perceptiva, ao assistir um documentário de meia hora sobre escaladores de prédios!

Caminhos

Caso você tenha medos e frios na barriga ou em outros lugares e quiser experimentar o que fiz, há pelo menos dois caminhos. Um é esperar acontecer e conscientemente direcionar a atenção de vez em quando para as sensações nos pés ou alguma outra do momento presente. Outra é praticar essa estratégia em um contexto de treinamento e transformá-la em habilidade ou até reflexo. Para isso basta você simular situações variadas. Como você viu, com a nossa capacidade de simular realidades alternativas, você pode fazer de conta que está no Everest e treinar lá – sem sair de casa.

Eu só não recomendo você transformar isso em reflexo condicionado, porque vai ter momentos em que você talvez queira ter a opção de poder entrar em uma realidade paralela, como ao assistir um filme ou ler um bom romance. Afinal, queremos não reduzir nossas possibilidades, e sim expandi-las.

Virgílio Vasconcelos Vilela
http://www.possibilidades.com.br/intelig_emocional/medos_perceptivos.asp


Um grande abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Outubro de 2010, 13:49
Bom dia Diaz,
Esse texto que você apresentou pode ser comparado ao que BUDA fala.
Escolher o caminho do meio entre os dois oposto e o foco total no agora para ver a realidade como ela é.

No caso citado sobre a Montanha Russa, na verdade a sensação do frio na barriga era ilusória, o real era os pés no chão fora do carrinho.

Para os orientais o pior pecado é a distração e a maior virtude é a atenção.

Não sei se interpretei certo, o que acha?

Um abço
Hebe



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 14:18



   Oi Hebe,


   obrigada por dar a sua colaboração para o enriquecimento de meu raciocínio.

   É mesmo Hebe, concordo com você em tudo. É isto mesmo, assim que puder, esta semana, entrarei em seu tópico.

   Um grande abraço,


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Outubro de 2010, 14:33
 :D :D Oi Heliana,

Aquele tópico chegou à 86 pags  :o
É um desfile de EGO que só vendo hahaha!!!
É um verdadeiro laboratório.

Mas tem muita coisa boa ali.

Um bjo
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 14:35



   Muito bom sua explicação sobre a percepção da realidade, é isto mesmo Diaz!

  Vou procurar fazer este exercício!


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 08 de Outubro de 2010, 14:41


   Oi Hebe,


   referente a sua postagem 236, compreendo o que você diz,

  vou ler preparada para o encontro disto que você fala sobre o seu tópico enquanto eu estiver lendo, para não me assustar!


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 08 de Outubro de 2010, 15:24
          Heliana   (ref #227)
          Pois é isso, mesmo, minha amiga. Os pensamentos surgem independentemente de nossa vontade, ou pelo nosso condicionamento ou pelas circunstâncias da vida.
          (Um místico afirma que nossa preocupação em evoluir é um trabalho “contra” Deus, pois que Ele nos criou ignorantes, e consequentemente imperfeitos e, logo sofredores, e passamos a vida tentando fugir dessas condições)...
          Qual será a razão de se chamar certos espíritos de “infelizes irmãozinhos”, se o Criador os faz assim?
          E, veja, os espíritos são criados para auxiliar o Criador na obra da criação (e a criação é criada, para auxiliar os espíritos na obra da evolução!!?? Nada estranho??). No entanto, o Criador (teria o todo poderoso, criador de todas as coisas, necessidade de auxiliares?!), o Criador cria “auxiliares” extraordinariamente incompetentes para “auxiliá-lo” nessa finalidade, pois nem se entendem entre si e mais destroem do que constroem na obra da criação...
          Heliana:
“... não podemos nos eximir de nossa responsabilidade em buscar a força interior e a vigilância, é o “Orar e vigiar”...”
          Coronel: Qual seria também a razão de o Criador, conhecedor de suas criaturas, conferir responsabilidades a quem não tem competência para assumi-las, pela ignorância e imperfeição com que as cria? E, depois, as pune por serem irresponsáveis, ignorantes e imperfeitas? E porque uns se eximem dessa responsabilidade, e outros não? Uns buscam, ou têm força interior e vigilância e outros não?...
          Heliana:
“... a mente que aceita e alimenta pensamentos somos nós mesmos,...”
          Cel: É isso mesmo; nós mesmos enquanto “egos”... Se vc chama de “nós mesmos” o ego/defesa, criado a partir do momento que surge a divisão “eu-não eu”, “eu-mundo”, “eu-universo”, tudo bem. Contudo, esse ego não é o espírito/alma; é apenas uma sua “armadura” protetora contra o mundo ameaçador ao derredor...
          Heliana:
“ Sobre a auto-responsabilidade de nossas vidas o Cristo ainda disse com relação ao adultério (que deve ser...)...”
          Cel: Veja, amiga, todos criados perfeitamente iguais sob todos os aspectos; contudo, se transformam em seres gigantescamente desiguais: evidentemente essa desigualdade se estende também a nossa “auto-responsabilidade”, como vc lembrou, certo? Porque seria que uns são mais responsáveis do que outros? Que “ingrediente” desfez a perfeita igualdade primordial?...         
          Heliana:
“Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mateus 5:27-28)
          Cel: Amiga, observe que todas as religiões têm seus mandamentos ou regras que objetivam um melhor relacionamento entre os homens; verifique que os dez mandamentos têm esse objetivo; talvez nenhuma religião traga/tem qualquer regra para a consecução espiritual. Os itens que se referem a Deus: “amá-lo sobre todas as coisas...não pronunciar seu santo nome em vão...” são inócuos, sem efeito, pois como amar algo que não conhecemos? Podemos “temê-lo” pelo poder que se subentende em toda a criação, mas amá-lo!?... E como amar quem é responsável por todos os nossos sofrimentos e males do mundo, quem nos colocou aqui (e nem fomos consultados a respeito, pois não existíamos ainda) e nos impõe sofrimentos terríveis e obrigatórios, pois que deles ninguém escapa?           Continua....
          (Heliana, como é que consegue postar textos tão longos?)

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 08 de Outubro de 2010, 15:54
Bom dia Diaz,
Esse texto que você apresentou pode ser comparado ao que BUDA fala.
Escolher o caminho do meio entre os dois oposto e o foco total no agora para ver a realidade como ela é.

No caso citado sobre a Montanha Russa, na verdade a sensação do frio na barriga era ilusória, o real era os pés no chão fora do carrinho.

Para os orientais o pior pecado é a distração e a maior virtude é a atenção.

Não sei se interpretei certo, o que acha?

Um abço
Hebe





Oi Hebe, eu entendo a sensação de frio na barriga como sendo real mesmo.
No mesmo artigo ele expõe o frio na barriga que sentimos quando nos deparamos à beira de um local muito alto.
Vejo aí o psíquico provocando uma manifestação no somático.


Abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 08 de Outubro de 2010, 16:02
          Heliana   (ref #227)    Continuação...
“... obrigatórios, pois que deles ninguém escapa?”
          Cel: Nunca o mestre afirmou que o cumprimento dessas regras é que “salva” os homens. Mais uma vez lhe peço que observe: nos dez mandamentos, os 3 ou 4 primeiros se referem ao respeito e mesmo temor com que deve ser encarada a divindade, para que as leis sejam cumpridas (observe que a base de quase todas, ou mesmo todas as religiões é o medo; todas ameaçam com inferno, umbral, encarnações multiplicadas ou dolorosas, perseguições dos “credores”, juízo final). Veja que aí, também, o que se busca é um relacionamento mais harmonioso entre os já tão sofridos seres humanos; nada de que dependa a “salvação”...
          Heliana:
”Não tem sentido pensar que “se ela (a mente) os produzisse (os pensamentos), essa produção seria incorreta, ...”, porque a mente como o senhor a concebe também traz como conteúdo pensamentos e crenças erradas que o senhor mesmo afirma quando diz que é a mente que absorve as ilusões da realidade humana, e que são imperfeições”.
          Cel: Mas, é isso mesmo; por isso digo que os pensamentos não são nossos; são fruto, entre outras coisas, da “absorção” das ilusões do mundo, que são nossas também...
          Heliana:
“Digamos... que, a nossa mente, que somos nós,...”
          Cel: Não somos nós como espíritos; somos nós no sentido de que, em tudo que obramos, certo ou errado, é ela que nos comanda...
          Heliana:
“... elabora as imperfeições, pois imperfeitos somos nós, por isto nos encontramos no mundo que merecemos...”
          Cel: O que significa aí a palavra “merecer”? Estamos num mundo “inferior”, porque a ele fazemos jus por nossos “méritos/deméritos”, é isso? E nossos deméritos vêm de nossa conduta imperfeita pois “ainda” somos imperfeitos, pois fomos criados imperfeitos, certo? Se fomos criados imperfeitos, porque se admitir que temos deméritos por sermos imperfeitos?...
          Cel: Minha amiga Heliana, estudo o espiritismo há mais de 60 anos; já estou na minha oitava década. Fiz todas minhas anotações para consumo próprio; não adicionei as fontes; apenas guardei na memória o que tenho dito. Por isso, pediria à amiga que, se tiver tempo e paciência, me indique, por favor, se se recordar, onde estão essas palavras de Paulo: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos...”... como também, se não for abusar de sua paciência, estas: “É o Senhor que opera em vós o pensar e o fazer” e “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.
          Heliana:
”Na Ciência atual (há) diversas linhas de pensamento...”,             
          Cel: Concordo; no entanto, meu entusiasmo com relação à “religião” veio sobretudo de verificar que ciência e religião, tradicionais adversárias, pela primeira vez na história do mundo puderam se dar as mãos; a nova ciência (fica quântica) veio comprovar que as revelações, quase não compreensíveis para nós, do misticismo milenar, estavam corretas...
          Heliana:
”Não discordo quando diz que os pensamentos são resultantes das experiências já vividas por nós, pois elaboramos os pensamentos conforme o que vivemos e realizamos, entretanto, as coisas não nascem repentinamente, e nem espontaneamente, sem o nosso esforço, pois o que não vem de nós vem de outras pessoas, é o que chamamos de herança cultural acumulada pela Humanidade, as coisas não estão aí prontinhas, acabadinhas, sejam os atavismos sociais, sejam recursos materiais, elas foram geradas pelo esforço do próprio homem, na ânsia de dar uma qualidade a sua vida, ao longo de milhares de anos terráqueos. E se não é produto meu, e nem seu, é de outras pessoas, e nós, como estamos inseridos nesta sociedade, nós acabamos entrando em contato com estas coisas, as imperfeitas, e as perfeitas.
          Cel: Mas é isso mesmo que estamos dizendo: não somos donos dos pensamentos; não pensamos o que queremos pensar.
          Continua...

 

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 08 de Outubro de 2010, 16:39
          Heliana  (ref #227) Continuação...         
          Heliana:
“... se chama livre-arbítrio, o homem cria, o homem colhe. A semeadura é livre, a colheita é obrigatória!”
          Cel: A amiga já fez uma análise profunda do livre-arbítrio? Existe mesmo? Veja, Heliana, sempre se tentou encontrar uma explicação para os problemas do mundo. Dentro da visão, das doutrinas cristãs, de um Deus soberanamente bom e justo, e tendo Satanás perdido seu crédito, a responsabilidade de todos os males só poderia recair sobre os ombros das pobres criaturas, pelo mau uso de seu livre-arbítrio. Que Deus lhes deu liberdade para pensar e fazer e, dentro dessa liberdade, mesmo conhecendo “perfeitamente” as conseqüências terríveis de transgredir as leis divinas, impressas desde sempre em sua mente, não as obedecem e, assim, agem erradamente. Do mesmo modo limbo, céu, inferno, pecados e castigos nasceram dessa tentativa de explicar aquilo que ainda é inexplicável.
          Porque o homem sofre? Como não poderia ser Deus o causador do sofrimento, chegou-se à conclusão “lógica”(?) de que, se o homem sofre, sofre porque agiu erradamente; se é feliz, é porque agiu acertadamente. Sem dúvida, se o homem erra, “pode” prejudicar a si próprio e a outros. Mas o homem sofre porque age de modo a que resultados de sua ação, o atingem, e não porque, como ensinam as doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que lhe impõe punição, mesmo que educativa, por seu procedimento incorreto. É a lei de causa e efeito: se causou um dano, pode sofrer “se” esse dano o atingir. Qualquer tentativa de explicar que  o sofrimento vem de sua responsabilidade ou culpa, isto é, que sofre como “penalidade expiatória”, mesmo que penas educativo-instrutivas, também não cabe dentro da idéia de um Criador onisciente, onipotente e amoroso que, por sua onisciência, saberia desde sempre o que cada uma de suas criaturas, uma a uma, faria de errado e de certo, de conformidade com suas leis e, de antemão, também sabia o que, cada uma, uma a uma, sofreria devido aos seus desacertos. E até preparou, com antecedência, locais para “curtirem” esses sofrimentos. Seria como o fabricante de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que “este” brinquedo, por não estar perfeito, depois de distribuído vai destruir, matar, será perigoso, produzirá tantas dores, assim mesmo o faz e o entrega às crianças. Quem é o responsável pelas dores daí advindas? O brinquedo, as crianças, o fabricante?
          Analise bem e talvez vc veja que temos de repensar as concepções religiosas. Ou vamos permanecer cheios de ilusões, esperanças, remorsos e, sobretudo, culpas e medos. Vivemos dentro dessa tremenda ilusão de que a criatura é responsável pelo seu próprio sofrimento. Em certo sentido, esta é uma verdade; contudo, no sentido de que sofre porque fez outros sofrerem é um enorme absurdo. Não há punições infringidas por ninguém, nem por Deus, senão as penas relativas às leis humanas. O que acontece é que o ser humano está fechado na escuridão de sua enorme ignorância e nada vê, nada percebe, nada interpreta corretamente. Ele está com os olhos “cheios de terra”, como disse Teresa de Ávila; com os olhos “cheios de espessas trevas”, como disse Jesus. Essa é toda a causa do sofrimento que existe no mundo: os olhos “tapados”, a ignorância que só pode ser dissipada com o conhecimento da verdade que liberta, como afirmou Jesus”.
          É evidente que nós, a sociedade deve tomar suas precauções. É como o escorpião que pica e envenena. É de sua natureza agir assim. O mesmo ocorre com o homem: é de sua natureza, ser, ainda, aquilo que ele é; é de sua natureza agir como age. Evidentemente, se temos por perto um animal perigoso, nos afastamos dele ou o afastamos de nós e dos nossos para que nenhum mal nos cause. Do mesmo modo, um homem perigoso, perverso, criminoso, ou dementado, deve ser afastado do convívio social para que a ninguém prejudique. Mas ninguém tem culpas de como pensa e de como age; cada um, apenas, é o que é. Cada um age de conformidade com aquilo, que em sua compreensão, mais ou menos deficiente, acha que deve agir. O problema é que estamos fechados nesta casca espessa de ignorância e imaginamos e criamos e inventamos um sem numero de explicações, respostas para nossas interrogações acerca da vida. Só isso. Essas respostas, por mais que nos esforcemos, que imaginemos, que raciocinemos, nunca vamos atingir. Enquanto o homem não afastar esse espesso véu de ilusões, enquanto não romper essa ignorância, que não o deixa conhecer a verdade, continuará sofrendo e fazendo outros sofrerem. Essa é a vida e o sofrimento. Não há como fugir disso. A única solução é buscar o conhecimento da verdade citada por tantos sábios. É afastar o obstáculo que não nos deixa conhecer a verdade. E, isso é difícil, porque esse obstáculo é o próprio “ego”, a própria mente onde estão armazenadas as ilusões e suposições recebidas, desde que viemos à existência, daquilo que a cultura, as tradições, costumes, crenças e religiões nos transmitiram. E como afastar esse obstáculo, se ele é nossa mente e, por conseqüência, ele é nós mesmos? Como ensinou o profeta do Antigo Testamento, “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”; como ensinou Jesus, “Quando quiseres falar com teu Pai, fecha-te em teu quarto e, em “silencio”, em oculto fala a teu Pai que em oculto te ouve”...                      Continua com sua #228... 

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Outubro de 2010, 17:37
 :D Bem
Acabou meu tempo  :D :D :D
Volto quando der, estava esperando o Coronel continuar.
Diaz depois te respondo

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 08 de Outubro de 2010, 17:52
   
          Heliana,        (ref #228)        Continuação...
          Heliana:
”Os nossos olhos cobertos de trevas são nossos olhos espirituais, são eles que ficam vendados ou não, conforme nossa escolha de caminho de vida a viver...”
          Cel: Exato, Heliana; são nossos olhos espirituais que estão cobertos de trevas, pois o véu do ego os obscurece. Retire o ego, e sua visão será perfeita. E, já falamos sobre isso: escolhemos mesmo nosso caminho? Se escolhemos porque é que tantos escolhem caminhos errados? Se pelo livre-arbítrio vc pode escolher entre fazer o bem/certo e, em conseqüência, o ser feliz, e escolher o mal/errado e, em conseqüência, o ser infeliz, porque escolhe o mal/errado e, conseqüentemente, o ser infeliz?
          Heliana:
“..., e o que mais frequentemente nos cega, nos cobre as vistas são o orgulho, o egoísmo, e a vaidade,...”
          Cel: Então repito aquela pergunta: porque uns são vaidosos, egoístas, orgulhosos e outros não? Será que é porque querem ser? Alguém é bom porque quer ser bom? Alguém é mau porque quer ser mau?
          Heliana:
“...  estes véus, além de outros véus... carrapatos...”
          Cel: É isso, o véu que é o ego. E não nos deixa ver, como vc disse, não as verdades, mas “a” Verdade. O ego é (são?) nossas fraquezas, nossas forças, nossas misérias e nossas “virtudes”
          Heliana:
“... vemos e todas as experiências que vivemos com os olhos espirituais”.
          Cel: Sim, mas, como já vimos, através das trevas que o ego é.

          Um abraço.         


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 00:04
Boa noite irmãos,
Não tive tempo durante a semana, mas o que é o tempo?
Nosso pior inimigo, pois está sempre nos chicoteando em direção ao dinamismo desse mundo apressado. 
Também é nosso melhor amigo, pois está sempre ali, para que possamos nos perdoar  e tentar de novo.
Dessa forma vou colocar 3 textos do livro: Jesus no Lar, ao qual eu sou apaixonado.
19
A receita da felicidade

       Tadeu, que era dos comentaristas mais in¬flamados, no culto da Boa Nova, em casa de Pedro, entusiasmara-se na reunião, relacionando os imperativos da felicidade humana e clamando contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.
       Tocado de indisfarçável revolta, dissertou largamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo, situando-lhes a causa nas defi¬ciências políticas da época, e, depois que expen¬deu várias considerações preciosas, em torno do assunto, Jesus perguntou-lhe:
—   Tadeu, como interpreta você a felici¬dade?
—   Senhor, a felicidade é a paz de todos.
O   Cristo estampou significativa expressão fisionômica e ponderou:
—   Sim, Tadeu, isto não desconheço; entre¬tanto, estimaria saber como se sentiria você realmente feliz.
O   discípulo, com algum acanhamento, enun¬ciou:
—   Mestre, suponho que atingiria a suprema tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros.
Desejo, para esse fim, que o próximo me não despreze as intenções nobres e puras.
Sei que erro, muitas vezes, porque sou hu¬mano; entretanto, ficaria contente se aqueles que convivem comigo me reconhecessem o sincero propósito de acertar.
Respiraria abençoado júbilo se pudesse con¬fiar em meus semelhantes, deles recebendo a justa consideração de que me sinta credor, em face da elevação de meu ideal.
Suspiro pelo respeito de todos, para que eu possa trabalhar sem impedimentos.
Regozijar-me-ia se a maledicência me es¬quecesse.
Vivo na expectativa da cordialidade alheia e julgo que o mundo seria um paraíso se as pessoas da estrada comum se tratassem de acor¬do com o meu anseio honesto de ser acatado pelos demais.
A indiferença e a calúnia doem-me no co¬ração.
Creio que o sarcasmo e a suspeita foram organizados pelos Espíritos das trevas, para tor¬mento das criaturas.
A impiedade é um fel quando dirigida con¬tra mim, a maldade é um fantasma de dor quan¬do se põe ao meu encontro.
Em razão de tudo isso, sentir-me-ia ventu¬roso se os meus parentes, afeiçoados e conter¬râneos me buscassem, não pelo que aparento ser nas imperfeições do corpo, mas pelo conteúdo de boa-vontade que presumo conservar em mi¬nhalma.
Acima de tudo. Senhor, estaria sumamente satisfeito se quantos peregrinam comigo me con¬cedessem direito de experimentar livremente o meu gênero de felicidade pessoal, desde que me sinta aprovado pelo código do bem, no campo de minha consciência, sem ironias e críticas descabidas.
Resumindo, Mestre, eu queria ser compreen¬dido, respeitado e estimado por todos, embora não seja, ainda, o modelo de perfeição que o Céu espera de mim, com o abençoado concurso da dor e do tempo.
Calou-se o apóstolo e esboçou-se, na sala singela, incontido movimento de curiosidade ante a opinião que o Cristo adotaria.
Alguns dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com franqueza e doçura:
— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros pro¬cedam para com você. E caminhando cada ho¬mem nessa mesma norma, muito breve estende¬remos na Terra as glórias do Paraíso.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 00:07
Continuando...
25
A visita da Verdade

       Certa feita, disse o Mestre que só a Verdade fará livre o homem; e, talvez porque lhe não pudesse apreender, de imediato, a vastíssima exten¬são da afirmativa, perguntou-lhe Pedro, no culto doméstico:
       — Senhor, que é a Verdade?
       Jesus fixou no rosto enigmática expressão e respondeu:
       — A Verdade total é a Luz Divina total; entretanto, o homem ainda está longe de supor¬tar-lhe a sublime fulguração.
Reparando, porém, que o pescador conti¬nuava faminto de esclarecimentos novos, o Ami¬go Celeste meditou alguns minutos e falou:
— Numa caverna escura, onde a claridade nunca surgira, demorava-se certo devoto, implorando o socorro divino. Declarava-se o mais infeliz dos homens, não obstante, em sua cegueira, sentir-se o melhor de todos. Reclamava con¬tra o ambiente fétido em que se achava, O ar empestado sufocava-o — dizia ele em gritos co¬moventes. Pedia uma porta libertadora que o conduzisse ao convívio do dia claro. Afirmava-se robusto, apto, aproveitável. Por que motivo era conservado ali, naquele insulamento doloroso? Chorava e bradava, não ocultando aflições e exigências. Que razões o obrigavam a viver na¬quela atmosfera insuportável?
Notando Nosso Pai que aquele filho formu¬lava súplicas incessantes, entre a revolta e a amargura, profundamente compadecido enviou-lhe a Fé.
A sublime virtude exortou-o a confiar no futuro e a persistir na oração.
O infeliz consolou-se, de algum modo, mas, a breve tempo, voltou a lamuriar.
Queria fugir ao monturo e, como se lhe aumentassem as lágrimas, o Todo-Poderoso man¬dou-lhe a Esperança.
A emissária afagou-lhe a fronte suarenta e falou-lhe da eternidade da vida, buscando secar-lhe o pranto desesperado. Para isso, ro¬gou-lhe calma, resignação, fortaleza.
O pobre pareceu melhorar, mas, decorridas algumas horas, retomou a lamentação.
Não podia respirar — clamava, em desa¬lento.
Condoí do, determinou o Senhor que a Cari¬dade o procurasse.
A nova mensageira acariciou-o e alimen¬tou-o, endereçando-Lhe palavras de carinho, qual se lhe fora abnegada mãe.
Todavia, porque o mísero prosseguisse gri¬tando, revoltado, o Pai Compassivo enviou-lhe a Verdade.
Quando a portadora de esclarecimento se fêz sentir na forma de uma grande luz, o infortu¬nado, então, viu-se tal qual era e apavorou-se. Seu corpo era um conjunto monstruoso de chagas pustulentas da cabeça aos pés e, agora, percebia, espantado, que ele mesmo era o autor da atmos¬fera intolerável em que vivia, O pobre tremeu cambaleante, e, notando que a Verdade serena lhe abria a porta da Libertação, horrorizou-se de si mesmo; sem coragem de cogitar da própria cura, longe de encarar a visitadora, frente a frente, para aprender a limpar-se e a purificar-se, fugiu, espavorido, em busca de outra furna onde conseguisse esconder a própria miséria que só então reconhecia.
O Mestre fêz longa pausa e terminou:
— Assim ocorre com a maioria dos homens, perante a realidade. Sentem-se com direito à recepção de todas as bênçãos do Eterno e gri¬tam fortemente, implorando a ajuda celestial. Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desconsolam-se, crêem e descrêem, tímidos, irritadiços e hesitan¬tes; todavia, quando a Verdade brilha diante deles, revelando-lhes a condição em que se en¬contram, costumam fugir, apressados, em busca de esconderijos tenebrosos, dentro dos quais pos¬sam Cultivar a ilusão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 00:08
Continuando...
43
A glória do esforço

       Relacionava Tiago, filho de Alfeu, as difi¬culdades naturais na preparação do discípulo, quando várias opiniões se fizeram ouvir quanto aos percalços do aprimoramento.
       É quase impossível praticar as lições da Boa Nova, no mundo avesso à bondade, à renún¬cia e ao perdão — concluíam os aprendizes de maneira geral. A maioria das criaturas com¬prazem-se na avareza ou no endurecimento.
       Registrava o Mestre a conceituação expen¬dida pelos companheiros, em significativa quie¬tude, quando Pedro O convocou diretamente ao assunto.
Jesus refletiu alguns instantes e ponderou:
— Entre ensino e aproveitamento, tudo de¬pende do aprendiz.
E a seguir, falou com brandura:
— Existiu no tempo de David um grande artista que se especializara na harpa com tama¬nha perfeição que várias pessoas importantes vinham de muito longe, a fim de ouvi-lo. Gran¬des senhores com as suas comitivas descansa¬vam, de quando em quando, junto à moradia dele, cercada de arvoredo, para escutar-lhe as subli-mes improvisações. O admirável mestre fêz re¬nome e fortuna, parecendo a todos que ninguém o igualaria na Terra na expressão musical a que se consagrara.
Em seus saraus e exibições, possuía em seu serviço pessoal um escravo aparentemente inábil
e atoleimado, que servia água, doce e frutas aos convivas e que jamais conversava, fixando toda
a atenção no instrumento divino, como se vivesse fascinado pelas mãos que o tangiam.
Muitos anos correram quando, certa noite, o artista volta, de inesperado, ao domicílio, findo
o   banquete de um amigo nas vizinhanças e, com indizível espanto, assinala celeste melodia no ar.
       Alguém tocava magistralmente em sua casa solitária, qual se fora um anjo exilado no mundo.
       Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar?
Em lágrimas de emoção por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao dele, avança devagar para não ser percebido e, sob intraduzível assombro, verificou que o harpista maravilhoso era o seu velho es¬cravo tolo que, usando os minutos que lhe per¬tenciam por direito e sem incomodar a ninguém, exercitava as lições do senhor, às quais empres¬tava, desde muito tempo, todo o seu vigilante amor em comovido silêncio.
Foi então que o artista magnânimo e famoso libertou-o e conferiu-lhe a posição que por jus¬tiça merecia.
Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:
— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade. Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveita¬mento das largas concessões de horas que a Di¬vina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 04:54
Irmão Diaz,
Percebi um dia que o conhecimento pode ser uma maldição.
É simples, quanto mais conhecemos, mais nos cobramos. Se um dia você ficou com a consciência tranqüila por estar fazendo a coisa certa, percebo que agora não mais o está, por conhecer demais as teorias. Tente sempre ver a vida com um olhar otimista, onde você tem que enxergar as suas melhoras em relação ao seu passado e não se comparar com os outros, sejam quem for. O equilíbrio é uma estrada e não um local.
Coloquei esses 3 textos para nós refletirmos nas palavras do mestres aos seus discípulo, segundo Chico.
Em relação a teoria da iluminação, não esquenta, pois o tempo pode ser nosso melhor amigo.
No livro Arte da Felicidade, Dalai Lama diz que: todo mundo sente raiva, mas através do treino conseguimos dissípá-la. Ele afirma que sente raiva, mas em questões mínimas de tempo consegue absorve-las e eliminá-las. Na vida as coisas são assim. Treino, foco, conhecimento e uma conversa diária com sua própria consciência, Deus.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 05:11
Irmã Hebe,
Cito você:
Quanto a todo Universo interagindo o tempo todo considero verdade.

Se isso for verdade, quer dizer que o livro é muito, mais muito bom, pois é uma teoria nova que se encaixa perfeitamente na DE.
Além do que, as pessoas do livro são materialistas, porém, imagine uma que não seja, por exemplo você, conversando com o universo, o que desejaria: a paz em um lugar em guerra?
A tranquilidade para meditar?
Saúde para as pessoas boas?
Também tenho minhas críticas, aliás, aprendi a ser extremamente crítico ao ponto de não acreditar em nada, absolutamente nada 100%.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 06:14
Irmão Coronel,
Cito o amigo: Jesus foi um homem como os demais...
Coronel, por isso eu uso a razão. Perceba que existem milhões de teorias sobre Jesus, existe uma que muito simpatizo que prega: Jesus é a reencarnação de Buda.
Bem, se Jesus é um homem como os demais, isso quer dizer que minha Lei do Equilíbrio pode estar certa no ponto da igualdade dos nossos defeitos e qualidades, porém, se isso for verdade e Jesus não for o enviado de Deus para ensinar o caminho e sim um irmão nosso que achou o caminho e quis ensiná-lo, isso quer dizer que a DE está sendo indevidamente interpretada.
Agora uso a fé. Jesus é o cara, independente se teve esposa, filhos, se foi um humano normal, ou se nem existiu. Ele é um símbolo do que é, ou deveria ser, o certo para Deus.
Cito o amigo:
...sabe de alguém que chegou ao alvo e continuou reencarnando?

Posso estar errado, mas pelo que sei o Buda reencarna e em mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Pelo que estudei, ele costuma chegar lá em todas as vidas.
Cito o amigo:
mas não existe centro naquilo que é infinito.
Você tem certeza disso. 100%. Eu não acredito em nada, absolutamente nada 100%. Um dia vou acreditar, mas não hoje.
Cito o amigo:
O que pode nos trazer felicidade total é aquilo que chamam de bem-aventurança, que se atinge com o conhecimento da verdade que liberta.

Coronel, juro que acredito nisso, cerca de 90%, mas para fazê-lo, tenho que voltar a estudar as religiões e praticar as técnicas. Voltamos ao início. Precisamos do conhecimento, da prática e da esperança. Só assim conseguiremos alcançar algo. Nesse caso o “Equilíbrio”.
Um abraço fraterno,
Tiago Brandão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:35
Irmãos, bom dia a todos,
Após ler todos os comentários, me atreverei a postar mais uns pensamentos:
1-Vamos considerar que uma pessoa com um grau normal de inteligência queira o que a maioria das pessoas querem:  A Felicidade.
É nisso que a sociedade esbarra. Na definição de felicidade. As pessoas acreditam que felicidade é igual à alegria, mas não é, então saem por aí sendo alegres, se drogando, curtindo tudo ao máximo, sendo extremamente alegres. Então quando são ensinadas, que não será dessa jeito que conseguirão a felicidade, elas perdem o rumo, ficam com a consciência pesada e preferem, as vezes, negar ao invés de mudar. Porém o tempo mostra a verdade e chega o dia que será necessário se perdoar, para poder recomeçar.
2-Se uma pessoa é egoísta e vaidosa, ela só pensa nela e quer o bem pra ela. Não quer dizer que seja burra, pois pessoas assim têm maiores chances de serem bem sucedidas profissionalmente. Então ela conhece a DE e o que ela fará? Vai seguir os ensinamentos dos mestres, pois ela quer o bem pra ela. Ela quer evoluir. Ela quer ser mais bondosas que os outros. Ela quer status de grande, iluminada. Ela quer ser bajulada por sua grandeza. Mas com o conhecimento vem a reflexão e ela percebe que está no caminho certo pelos motivos errados, então ela cresce.
      Quando não o faz é por falta de fé. Por quê? Porque as religiões são incompletas e para ouvidos astutos e desconfiados, isso é um prato cheio.
 
3- Na época das cruzadas, era de grande honra ser cavaleiro. “Salvar os inocentes”. Só que para salvar os inocentes era necessário matar os vilões.
Porém, nenhum cavaleiro tinha a consciência pesada em matar vilões. Eles eram maus? Não. Apenas não interpretavam Jesus como nós interpretamos.
Hoje, o policial mata o bandido. Ele é mau? Ou apenas não interpreta Jesus como nós interpretamos?
Muito do que somos depende do que conhecemos e como interpretamos.
Eu acredito que não tenho a mesma interpretação que vocês, mas estamos próximos se nos compararmos com o restante do mundo.
4- “Não existem maus alunos, apenas maus professores...”
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:38
Para continuarmos refletindo:
"...Nossa zona mental é campo de batalha incessante. É preciso aniquilar o mal e a treva dentro de nós mesmos, surpreende-los no reduto a que se recolhem, sem lhes dar a importância que exigem..."

                                                                                André Luiz –
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:41
" Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim a lua toda brilha, porque alta vive.

                                                ( Fernando Pessoa )
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:44
" Toda ascensão exige sacrifícios. O tombo no rumo do abismo é quase normal, em face da lei de gravidade moral, enquanto que a elevação interior, a coragem de descer ao íntimo para subir ao entendimento, constitui um dos desafios existenciais mais complexos, em face do hábito resultante da acomodação em torno do já experienciado, do já conhecido, sem a aspiração impulsionadora para romper com a rotina e superar o estado de modorra em que se demora. "

                                         ( Joanna de Ângelis )
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:45
  " Vencer-se a si mesmo, controlar sua paixões, devolver a seu coração a honestidade que ele herdou da Natureza, eis a virtude perfeita. Que vossos olhos, vossos ouvidos, vossa língua, tudo em vós seja mantido nas regras da honestidade. "
                                                       ( Confúcio )
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:47
Somos como as folhas de uma grande árvore. Quando o vento passa, nos leva para onde a força da vida indicar.
Todos são espíritos.
Todos são imortais.
Nós não temos cor, não temos raça nem bandeira que limite a nossa ação.
Ás vezes é preciso que o vento nos leve até determinado lugar para aí desempenharmos uma tarefa. A gente se esconde num corpo quente, num coração amoroso e então renasce vestido de carne, com roupa branca ou preta, ou amarela; bonita ou feia.
Quando chega a hora e o vento sopra novamente, partimos, deixamos a roupa usada e rumamos para onde a vida nos conduzir, para viver outra experiência.
Por isso é que devemos nos desapegar das coisas do mundo, mesmo daquelas que são boas. Estamos de passagem. Somos todos peregrinos, romeiros da vida.
Em nossa viagem pelo mundo só possuímos, na verdade, aquilo que doamos que oferecemos á vida: o amor, as virtudes, o bom caráter. As outras coisas são muletas que usamos para ajudar na caminhada; assim que aprendemos a andar direito, com a cabeça erguida diante da vida, deixaremos tudo de lado para partir rumo a novo aprendizado. Ficará para trás tudo aquilo que nos prende ao chão, á retaguarda.
É preciso se desapegar do mundo. Usar as coisas que estão no mundo sem se submeter a elas. Essa, a verdadeira essência da sabedoria.
Somos todos imortais, espíritos, filhos da vida, de Deus. Coisas passageiras não fazem parte do que é eterno, e o que é eterno não pode ficar preso àquilo que é passageiro.
Pense nisso, meu filho.
(livro sabedoria de um preto velho – Robson Pinheiro – Desapego – Pai João de Arruanda)
" É necessário cantar a alegria de viver em comunhão com os demais membros da Humanidade, num concerto de vibrações que harmonizam e revigoram.
  Ninguém poderá atingir  o êxito pessoal e a tranquilidade espiritual evitando o convívio do próximo. O aparente logro não passa de engano grave que logo cede lugar ao conflito pessoal.
 A vida existe em todas as expressões para a harmonia cósmica.
 As diferenças aparentes fazem parte do processo de equidade. "
                               ( do livro: Iluminação Interior
                                              Joanna de Ângelis )
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:48
" Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim a lua toda brilha, porque alta vive.

                                                ( Fernando Pessoa )
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:49
Os que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aos que sonham apenas à noite.
Allan Kardec
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 09 de Outubro de 2010, 10:51
A OPÇÃO DA SIMPLICIDADE

Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.
Acham que têm compromisso demais e culpam a complexidade do mundo moderno.
Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.
Viver com simplicidade é uma opção que se faz.
Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.
A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.
Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.
Olvidam o que gostam, não pensam no que lhes trás paz, enquanto se sufocam em buscas vãs.
De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?
Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.
Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.
É possível reduzir a agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.
O simples é aquele que não simula o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.
A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas ou segundas intenções. Ela experiência a alegria de ser, apenas.
Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância. Mas uma infância com virtude, não como estágio da vida. Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.
A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial. Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, andar de mãos dadas, tomar sorvete...
Tudo isso compõe a simplicidade do existir.
Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz. Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.
Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso. É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se. Progredir sempre é uma necessidade humana.
Mas isso não significa viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.
Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.
As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.
Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam. As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.
Preste atenção em como você gasta o seu tempo.
Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.
Experimente desapegar-se dos excessos.
Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.
Pense nisso!

Fonte:
Redação do Momento Espírita
(Agosto de 2009)

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Outubro de 2010, 11:11
Bom dia Tiago,

Entrei rapidinho , vou ler tudo que você colocou.
Nós falavamos do equilíbrio mental  e esse seu ultimo post ilustra muito bem os apegos que eu tenho falado que nos descompensa inteiramente.

Procuro simplificar dando exemplos reais de vida.

Fui compreendendo devagar conforme fui lendo os autores e os outros mestres que pregam a mesma coisa. Para depois formar um pensamento meu a respeito.
Na propria Codificação encontramos muita coisa afim.

E parto do principio que se nos comunicamos mentalmente, de acordo com os nossos medos ou paixões nos cegamos e classificamos tudo de acordo com a nossa ótica.
Quando se fala em serenar a mente para enxergarmos com os olhos de Deus, é simplesmente não nos deixar levar por esta paixões medos e ódios criados na vida terrena.
Tem sentido!!!!.
Temos uma compreensão maior de nós mesmos do nosso papel e do outro. Não criamos defesa. Simplesmente somos o que somos sem máscara.
Esse é o desapego do EGO.

Os orientais falam. Cessem a mente, vida cada momento como se fosse único sem passado e sem futuro.

Coloque amor em tudo que faz, sem espera de retorno, simplesmente foque no agora. Não trabalhe por dever e sim por prazer. Não ame por posse e sim porque sente o amor sem dependencia.

Todos os iluminados atuaram muito no mundo.
Até o proprio OSHO que é polêmico, classificou os monges em isolamento de verdadeiros idiotas.
Diz ele que é facil encontrar a serenidade no silêncio da montanha, mas o silêncio da Montanha é dela e não seu.
Serenar a mente significa saber interagir sem perder a sua paz.
E diz mais. Triste do ser humano que se isola e não sabe lidar com seu semelhante. Esse é um perfeito idiota.
Esses são os termos que ele usa para descrever os eremitas que não atuam socialmente.

Veja o que a DE fala sobre o isolamento.
Que os isolados são egoistas, encontram a paz mas de nada adianta. Nada fazem para contribuir na melhora do mundo.

É o mesmo em outra linguagem.

Dessa forma fui peneirando cada autor e chegando as minhas conclusões e não a de outros.
Não defendo nenhuma corrente apenas as compreendo.
Atingir a iluminação e chegar a Deus é o objetivo de todo espírito. E o motivo de estarmos encarnados para vencer as vicissitudes do mundo. Só se consegue com o desapego.
Nossa, repito muito isso. Mas foi a forma que eu compreendi.

Através da meditação conseguimos ir serenando a mente, mas é obvio que não adianta meditar 1 hora e acelerar a mente 23 horas, se apegando de novo. Por isso falam que a percepção de Deus  nenhum livro nem mestre ensina, isso é individual.

Um abço
Hebe


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/ego-e-ilusao/1245/#ixzz11r2tB2wt
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Outubro de 2010, 11:50
Oi Tiago,
Um pouquinho de Osho sobre isolamento.


A única barreira para o autoconhecimento

OSHO – The Perfect Master – vol. II – Capítulo 1
                                             Tradução: Sw. Bodhi Champak


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/ego-e-ilusao/720/#ixzz11rEzxADg


 " O outro extremo é a tentativa de agir como se o indivíduo não fosse um membro da sociedade, tornando-se um monge, entrando na solitude. Você é parte da sociedade, você nasceu na sociedade, você vive em sociedade. A consciência social é como um oceano para você – você é um peixe neste oceano. Você não consegue viver sem ele. E aqueles que tentam viver sem a sociedade quase sempre se tornam pervertidos. Sim, de vez em quando é bom descansar por uns dias num retiro nas montanhas, só para um descanso, mas você tem que voltar para o mundo. Sim, é bom meditar por algumas horas, mas depois você tem que voltar para o mundo. Não se torne um monge. Não comece a pensar que você está separado, porque o autoconhecimento não pode ser alcançado na separação. Ele é alcançado na união. ".

Segue o link  se quiser ler todo o texto, senão vai aumentar muito esse tópico como aumentou o outro e fica difícil de acompanhar.

Um abço
Hebe





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Outubro de 2010, 13:21
Bom dia Diaz,
Esse texto que você apresentou pode ser comparado ao que BUDA fala.
Escolher o caminho do meio entre os dois oposto e o foco total no agora para ver a realidade como ela é.

No caso citado sobre a Montanha Russa, na verdade a sensação do frio na barriga era ilusória, o real era os pés no chão fora do carrinho.

Para os orientais o pior pecado é a distração e a maior virtude é a atenção.

Não sei se interpretei certo, o que acha?

Um abço
Hebe





Oi Hebe, eu entendo a sensação de frio na barriga como sendo real mesmo.
No mesmo artigo ele expõe o frio na barriga que sentimos quando nos deparamos à beira de um local muito alto.
Vejo aí o psíquico provocando uma manifestação no somático.


Abraço!

Diaz
Oi Diaz,
Pois é,no caso da Montanha Russa o sofrimento  e desconforto físico está sendo causado porque a mente criou essa sensação, de fato a pessoa não está vivendo aquela situação e sentiu tudo como se estivesse. Ela estava fora do carrinho só observando.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 14:49



   Oi a todos,


    estou correndo com a minha bicicleta imaginária, pedalando, agora, a partir da página 12 deste tópico, para alcançar a todos. só que quando penso em chegar rápido até a última página as páginas avançam a galope, mas eu a alcançarei!

    Logo responderei ao Coronel, e ,  Tiago, gostei de seus textos, logo colocarei minha opinião.  Hebe, concordo  com você em tudo, você adquiriu muita sabedoria. 

   Temos ainda muito a discutir sobre este assunto tão vital para nós!


   Um abraço carinhoso,

   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 14:56



   

Rimi       postagem  #  141 :


Muito correto e sábio  Rimi!

Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 15:04



   

Oi   Tiago !

Referente a sua resposta 165:




Você disse que está escrevendo um livro, sobre qual assunto, sobre quê vício, por quê, e, você é escritor?

Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Outubro de 2010, 15:12
Bom dia Heliana,

Muito obrigada pelo elogio, mas tenho muito que aprender ainda  :D :D :D

Puxei um pedaço do post 141 que você citou porque este tópico está ficando grande, dessa forma todos podem ver.
Eu não tinha visto esse post. Está pedalando mesmo hein hahaha!!!!foi lá trás.
Bem, segue o post
Um abço Hebe

Cito RIMI,

Existem alguns processos da natureza que as vezes podemos elucidá-los, basicamente uma árvore de frutos, se não dedicar atenção, trabalho e carinho à sua evolução, não terá os melhores frutos para se alimentar. Penso então que a reforma íntima se faz dentro de seus padrões intelectuais e morais, e quando não achar que está no caminho certo, ainda terá tempo através de seu livre-arbítrio de mudar e seguir por outros caminhos. Todo desequilíbrio físico, orgânico, mental e espiritual, trazem grandes seqüelas ao estado natural, fazendo-nos aparecer distúrbios afins.
                        Saudações fraternas !!!!!!!!!
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/135/#ixzz11s2W8UpI
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 16:18



   Postagem 169, da Hebe:

Concordo com tudo o que a Hebe disse abaixo.


Citar
“Gostaria de fazer algumas considerações sobre o tema.
O Equilíbrio que se fala aqui é o equilíbrio mental.
Se nos reportarmos a DE vemos que todos os nossos pensamentos recebem influências de acordo com as emoções que emitimos.
Neste caso é simples compreender, que quando estamos emocionalmente alterados a nossa energia é ruim, o nosso pensamento acelera e se prende a um determinado foco nos tirando a atenção do momento.


(...)


O ser humano não percebe o quanto os seus conceitos adquiridos como certo e errado, classificam tudo e todos sob uma ótica que não é a verdadeira.
De acordo com as experiências de vida  (prazeres e dores )de cada um essa ótica muda.
Não se tem  então um julgamento  de acordo com as Leis Universais e sim o julgamento já preconceituoso. Pode-se ver chifre em cabeça de cavalo quando não existe, simplesmente porque a situação pode  remeter à alguma situação ruim que já se tenha passado considerada inaceitável.


(...)


Quando os Iluminados falam em viver o momento e não o passado e o futuro, é para não arrastarmos mágoas e não projetarmos expectativas que nos frustram.
Jesus: “ Bem aventurados os mansos porque deles é o Reino dos Céus”.
E é porque encontrando essa paz interior nada externo influi. Existe o desapego às coisas que nos faz sofrer e aos prazeres que nos viciam.
Esse pensamento intermitente é o que causa todas as dores e frustrações.
De posse dessa compreensão podemos entender o porquê que a meditação nos leva à Paz."

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/165/#ixzz11sBuFpVw


Nós costumamos fazer uma leitura não real, cheia de pré-conceitos (conceitos pré concebidos) sobre a realidade que nos cerca, usando como ferramenta, a bagagem mental que temos, é a leitura dos olhos espirituais através dos olhos materiais.

E, quando olhamos para o nosso passado doloroso, que nos causou raiva ou mágoa, caímos, pois recordamos e revivemos estes sentimentos.


Muito sábio Hebe!

Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 09 de Outubro de 2010, 20:45
Olá como estão todos?

Tenho apenas poucos minutos antes de sair para o trabalho. Desculpem-me, mas só depois de amanhã terei mais tempo para ver todas as mensagens.

Aproveito esse tempinho para colocar aqui algo que acho muito importante.
Creio que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer afetas outras pessoas em qualquer lugar que se encontre no plano físico ou espiritual.
Como diz o psiquiatra e escritor Augusto Cury, ninguém vive numa ilha por mais que acredite nisso.
Neste tema equilíbrio a proposta é de fazer reflexões que permitam o encontro do tão sonhado equilíbrio.
Este tema chama a atenção de muitos, principalmente daqueles que por uma razão ou outra se encontram em total desequilíbrio.
Como eu já disse, uma pessoa aparente tranquila pode estar passando por sérios conflitos interiores, por mais esclarecida que pareça ser.
Sabemos pela DE a gravidade das questões que abordam o suicídio.
Procuremos sempre que possível encontrar caminhos para um equilíbrio em todas as questões de nível moral e intelectual.

Um grande abraço a todos.

Fiquem com Deus

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 22:19



   Considero de fundamental importância a discussão sobre este tema, pois este tema exige que passamos em revista em nossa consciência tudo o que estudamos dentro da Doutrina Espírita, e dentro de alguma religião oriental que apreciamos e também bebemos os ensinamentos.

    Nada nos adiantará estarmos discutindo o assunto se não quisermos acrescentar nada em nossas vidas por comodismo, ou por acharmos que o assunto não tem importância.

   Desde que entrei neste tópico para a discussão sobre este assunto tenho refletido bastante, e lido com mais vigor as literaturas espíritas. O assunto está relacionado com a reforma íntima, a auto-ajuda, e a caridade.


   Um abraço a todos,


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 22:28



   
    Da querida  Hebe,            mensagem     #171:

Citar
“A Ioga e a meditação ajudam muito, mas não se dá de uma hora para outra.
Não adianta meditar por algumas horas e novamente cair nos mesmos processos mentais e apegos de antes.
Não falo diretamente ao seu caso, por favor, falo de um modo geral.

Isso é uma mudança de foco para o que é verdadeiramente importante, ou seja, o crescimento espiritual.

Tudo que passamos são provas e tem que ser vistas como tal.
Aprender a lidar com o bom ou ruim e compreender que é apenas uma prova e que não devemos nos apegar a dor ou ao prazer, para não arrastarmos isso ao mundo Espiritual.
Desta maneira o que se chama de meditação e oração, nos ajuda muito para essa serenidade.”



Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/165/#ixzz11g4Hx87V


Também penso como a Hebe, o mesmo se aplica quando a pessoa opta por seguir uma religião oriental, seja budista, seja Seicho No Ie, por exemplo, e seja mesmo a própria Doutrina Espírita, que é ocidental, seja qualquer uma delas, ou outra da mesma linha de pensamentos, se a pessoa não se decidir em operar uma mudança, ou transformação, interna, e que leva tempo, e que é de pouco em pouco, à partir dos ensinamentos obtidos por estes caminhos, não atingirá o objetivo.


Heliana.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 22:58




   


Do amigo Tiago,   mensagem   179:

Citar
“Irmã Hebe,
Gostei muito, mas já conhecia essa teoria.
Já viu o filme: O segredo. Fala bastante sobre isso.
O Livro: Conversando com Deus. Fala sobre uma teoria semelhante.
Eu acredito nessas teorias, mas é que são tantas!”


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/165/#ixzz11g58Piid


Já quanto a mim, eu também assisti o filme, tem também o livro, mas não li. O filme é longo, e quando você pensa que já acabou o filme é aí que vem a segunda parte, não lembro se tem a terceira parte.

É interessantíssimo, é muito fácil um espírita, ou bidista, compreender o conteúdo do filme, pois o espírita sabe que, por exemplo, pensamento é ação. Mas quando, no filme, falam de se conseguir coisas materiais por meio do que eles explicam fico triste, pois a humanidade corre atrás do consumismo de tudo, bem como do enriquecimento, e se o enriquecimento for por via fácil então, aí é que as pessoas vão querer por em prática o que explicam no filme, fora este detalhe, todo o resto é válido. É fácil conseguir o filme no Youtube, eu tinha copiado o filme depois de assistir e enviei a duas pessoas, pois é muito importante o seu conteúdo, mas perdi o arquivo, quando perdi todos os arquivos que eu tinha em meu computador.
Na minha vida prática tenho tido experiências semelhantes aos explicados no filme, mas como já gosto muito de olhar para o céu buscando a energia cósmica e sentir Deus e Jesus, venho pensando em  algo mais neste sentido.

Um abraço,  com carinho,
Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Outubro de 2010, 23:35
Oi Heliana,

Essa visão materialista do livro que eu também acho ruim.
Na verdade esse poder mental tem que ser usado para outro fim.
Dessa forma considero que a visão de felicidade  pode ser interpretada na conquista de bens sociais e não espirituais.

Você explicou melhor do que eu.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 09 de Outubro de 2010, 23:43


   Hebe, referente a sua mensagem 200:

   Sobre "O Segredo", concordo com você, foi o que eu também percebi quando vi o filme, o materialismo evidente na abordagem, e a questão do amor, mas fica como conhecimento toda a abordagem a respeito de nossa comunicação com o cosmos, faz sentido, e alguma experiência com relação ao cosmos eu já tenho, eu apenas não tinha pensado na forma de comunicação com o cosmos como foi sugerida nesta obra.


   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 10 de Outubro de 2010, 00:07
Oi Heliana,

Durante todo estudo do Ego e Ilusão fui comparando com as outras correntes com a DE.
Tem o cap da Emancipação da Alma que o Dim Dim citava exaustivamente.  Nós até brincamos com ele dizendo que já tinhamos decorado.  :D :D
Vou colocá-lo aqui porque acho que tem a ver com o que você falou acima.

" Allan Kardec "

Enquanto o homem se perde nas sutilezas de uma metafísica abstrata e incompreensível para pesquisar as causas de nossa existência moral, Deus coloca diariamente ao alcance de nossos olhos e nossas mãos os meios mais simples e evidentes para o estudo da psicologia experimental.

O êxtase é o estado em que a independência da alma e do corpo se manifesta de maneira mais sensível e torna-se de certo modo palpável.

No sonho e no sonambulismo, a alma percorre os mundos terrestres. No êxtase, penetra num mundo desconhecido, dos Espíritos etéreos, com os quais entra em comunicação, sem, entretanto, ultrapassar certos limites que não teria como transpor sem romper totalmente os laços que a ligam ao corpo. Sente-se num estado resplandecente completamente novo que a circunda, harmonias desconhecidas na Terra a arrebatam, um bem-estar indefinível a envolve. A alma desfruta por antecipação da beatitude celeste e pode-se dizer que põe um pé sobre o limiar da eternidade.

No estado de êxtase o aniquilamento do corpo é quase completo; tem apenas, por assim dizer, a vida orgânica e sente que a alma está a ele ligado apenas por um fio que um pequeno esforço extra faria romper para sempre.

Nesse estado, todos os pensamentos terrestres desaparecem para dar lugar ao sentimento puro, que é a própria essência de nosso ser imaterial. Inteiramente envolto nessa contemplação sublime, o extático encara a vida apenas como uma paragem momentânea. Para ele tanto o bem quanto o mal, as alegrias grosseiras e misérias aqui da Terra são apenas incidentes fúteis de uma viagem cujo término que avista o deixa feliz.

O destaque é meu.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 10 de Outubro de 2010, 00:17
Se nos reportarmos a este cap inteiro, Alan Kardec descreve que através da meditação podemos provocar  esse estado de extase que nos leva ao mundo dos espíritos etereos.
Mas ao mesmo tempo adverte sobre nossa consciência.

Voltando a Rohden fala a mesma coisa, não adianta querer este estado se ainda estamos apegados, só o alcance moral verdadeiro vai nos conduzir a esta plenitude.

Quanto mais compreendermos o desapego de forma não imposta mas sentida mais proximos estaremos de Deus.

Um abço Hebe

PS: Estão reivindicando o computador, amanhã se der eu volto

Um bjo para todos e uma Boa Noite.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 10 de Outubro de 2010, 00:44


Oi Hebe,


Oi Heliana,

Durante todo estudo do Ego e Ilusão fui comparando com as outras correntes com a DE.
Tem o cap da Emancipação da Alma que o Dim Dim citava exaustivamente.  Nós até brincamos com ele dizendo que já tinhamos decorado.  :D :D
Vou colocá-lo aqui porque acho que tem a ver com o que você falou acima.

" Allan Kardec "

Enquanto o homem se perde nas sutilezas de uma metafísica abstrata e incompreensível para pesquisar as causas de nossa existência moral, Deus coloca diariamente ao alcance de nossos olhos e nossas mãos os meios mais simples e evidentes para o estudo da psicologia experimental.

O êxtase é o estado em que a independência da alma e do corpo se manifesta de maneira mais sensível e torna-se de certo modo palpável.

No sonho e no sonambulismo, a alma percorre os mundos terrestres. No êxtase, penetra num mundo desconhecido, dos Espíritos etéreos, com os quais entra em comunicação, sem, entretanto, ultrapassar certos limites que não teria como transpor sem romper totalmente os laços que a ligam ao corpo. Sente-se num estado resplandecente completamente novo que a circunda, harmonias desconhecidas na Terra a arrebatam, um bem-estar indefinível a envolve. A alma desfruta por antecipação da beatitude celeste e pode-se dizer que põe um pé sobre o limiar da eternidade.

No estado de êxtase o aniquilamento do corpo é quase completo; tem apenas, por assim dizer, a vida orgânica e sente que a alma está a ele ligado apenas por um fio que um pequeno esforço extra faria romper para sempre.

Nesse estado, todos os pensamentos terrestres desaparecem para dar lugar ao sentimento puro, que é a própria essência de nosso ser imaterial. Inteiramente envolto nessa contemplação sublime, o extático encara a vida apenas como uma paragem momentânea. Para ele tanto o bem quanto o mal, as alegrias grosseiras e misérias aqui da Terra são apenas incidentes fúteis de uma viagem cujo término que avista o deixa feliz.

O destaque é meu.
Um abço
Hebe


Deve ser isto que se passa comigo, mas não é sempre, minhas raras experiências foram interessantes, coisas que são explicadas no Livro dos Espíritos, com relação ao bom e puro já experimentei gratuitamente nesta condição de interação, tenho esta facilidade, mas sei que me é oportunizado pelos benfeitores espirituais, se eu não reconhecesse isto com certeza eles desligariam esta faculdade de mim. Tem coisas que são difíceis de explicar por palavras, eu procuraria explicar de modo simples, sem referências, pois para o bom entendedor espírita tudo ficaria claro.  Acredito que tentar conversar com o cosmos, e procurando absorver a energia cósmica, adquirimos um certo equilíbrio, portanto, não o equilíbrio total, e esta experiência nos faz nos sentir melhor, e vitalizados.


Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 10 de Outubro de 2010, 00:47

Oi  Hebe,

Se nos reportarmos a este cap inteiro, Alan Kardec descreve que através da meditação podemos provocar  esse estado de extase que nos leva ao mundo dos espíritos etereos.
Mas ao mesmo tempo adverte sobre nossa consciência.

Voltando a Rohden fala a mesma coisa, não adianta querer este estado se ainda estamos apegados, só o alcance moral verdadeiro vai nos conduzir a esta plenitude.

Quanto mais compreendermos o desapego de forma não imposta mas sentida mais proximos estaremos de Deus.

Um abço Hebe

PS: Estão reivindicando o computador, amanhã se der eu volto

Um bjo para todos e uma Boa Noite.


Compreendo com profundidade em meu coração isto que você disse, e que de fato está na DE.


Um abraço,


Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 10 de Outubro de 2010, 00:51



   Gente, consegui concluir minha pedalada pelas páginas anteriores.

   Só estou devendo agora a resposta ao Coronel, e umas palavrinhas ao Tiago.

   Um abraço a todos,


  Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 10 de Outubro de 2010, 12:44
Bom dia
Um pouco mais de Alan Kardec para pensarmos no que nos faz sofrer e perder o equilibrio.


" Allan Kardec "

863 Os costumes sociais não obrigam o homem a seguir determinado caminho em vez de outro, e ele não está submetido ao controle da opinião geral na escolha de suas ocupações? O que se chama de respeito humano não é um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?

– São os homens que fazem os costumes sociais e não Deus. Se a eles se submetem, é porque lhes convêm, e isso é ainda um ato de seu livre-arbítrio, uma vez que, se quisessem, poderiam libertar-se deles; então, por que se lamentar? Não são os costumes sociais que devem acusar, mas seu tolo amor-próprio, que os leva a preferir morrer de fome a abandoná-lo.Ninguém levará em conta esse sacrifício feito à opinião pública, enquanto Deus levará em conta o sacrifício que fizerem à sua vaidade. (...) [/u] [/b]

O grifo é meu.

Para completar segue  um anexo
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: kalexandre em 10 de Outubro de 2010, 14:09
19 páginas depois.........

Vou dar palpite também.
Questão 919a. Livro dos Espíritos. Não vou colar aqui porque fica muito grande.
Santo Agostinho é o cara!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 10 de Outubro de 2010, 16:16
Oi Kalexandre,


" Conhece-te a ti mesmo"

Segue o link com a questão comentada pelo Espírito Miramez.

http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/fev19q919.html

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 10 de Outubro de 2010, 19:23
Boa tarde amigos!


Uma pessoa equilibrada também tem seus altos e baixos, como podemos notar nesta passagem da vida de nosso querido amigo Chico Xavier.

   


“Emanuel era implacável. Numa noite, ou melhor, já à 1h da madrugada, Chico voltava exausto de mais uma sessão no Centro Luiz Gonzaga quando abriu a porta de casa e deu de cara com uma cena nada agradável. Os dois gatos tinham sofrido uma indigestão. A sala parecia um chiqueiro. O mau cheiro estava insuportável. Chico sacudiu os ombros. Pediria a uma das irmãs que fizesse a limpeza na manhã seguinte.
Quando estava a caminho do quarto, escutou a voz do guia:
- Você que vem de uma reunião espírita, está fugindo da sua obrigação? Está exigindo que uma pobre menina, cansada de trabalhar nas panelas e no tanque para que não lhe falte comida nem roupa lavada, limpe esta sujeira? Você vai pegar um pano, vai trazer água, sabão e vamos lavar.
Chico acatou. Só ele lavou. Emanuel, de braços cruzados, se limitou a “passar o sabão” no coitado:
- No espiritismo, a pessoa tem que começar estudando nos grandes livros e também lavando as privadas, trabalhando, ajudando os que estão com fome, lavando as feridas de nossos irmãos. Se não tivermos coragem de ajudar na limpeza de um banheiro, de uma privada, nós estaremos estudando os grandes livros de nossa doutrina em vão.
Durante toda a sua vida, ele conservaria o hábito de varrer o seu próprio quarto e limpar o seu banheiro.

De vez em quando, Chico desanimava. Numa tarde, ele voltava da Fazenda Modelo, a pé e cabisbaixo, rumo a sua casa. Imaginava quando toda aquela trabalheira, cercada de desconfiança, iria terminar. Emanuel apareceu com mais uma lição. Apontou um lavrador, que capinava, e usou a metáfora:
- Reparou?  Enxada, guiada pelo cultivador, apenas procura servir. Não pergunta se o terreno é seco ou pantanoso, se vai tocar o lodo ou ferir-se entre as pedras. Nós somos a enxada na mão de Jesus. E a enxada que foge ao trabalho cai na tragédia da ferrugem.”




Quanto ao trabalho e a caridade Chico dizia sempre:
   
Cabeça vazia, oficina do diabo. Ele apostava no ditado. E, muitas vezes, receitava o trabalho como cura para a ansiedade, anestesia para a solidão, antídoto contra os obscessores e até como forma de adiar a morte.    -O trabalho engrossa o fio da vida - repetiria.
O trabalho em favor dos outros é um remédio quase milagroso.
   Quem alivia é aliviado.


As vidas de Chico Xavier P. 86



Fiquem com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 00:07



   

Oi   Tiago !

Referente a sua resposta 165:




Você disse que está escrevendo um livro, sobre qual assunto, sobre quê vício, por quê, e, você é escritor?

Heliana



Oi Heliana,
Estou desenvolvendo e escrevendo um livro chamado: Como parar de fumar sem parar de fumar?
É bem complexo, mas o meu objetivo é desenvolver o equilíbrio nas pessoas, para que elas evoluam e lutem contra suas mentes.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 00:14
Oi novamente Heliana,
Eu não  sou escritor, sou Administrador, mas como me considero um pensador, eu sou obrigado pela minha conciência em tentar fazer algo para ajudar.
Não vou mentir. Tenho interesses financeiros também, pois gostaria muito de não ter que pensar em dinheiro nessa vida e poder me dedicar em encontar o equilíbrio.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 11 de Outubro de 2010, 02:40


   Oi Tiago, referente a sua resposta 283:

   Agora compreendo o seu raciocíno, desde que iniciou neste tópico! Quem sabe agora possamos melhor ajudá-lo!

   Um abraço carinhoso,

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 11 de Outubro de 2010, 18:24


    Oi   Hebe!  Tudo bem?!

    Andei procurando o seu tópico, mas estou com dificuldade de achar, em qual secção está?!

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 11 de Outubro de 2010, 18:52
Oi Heliana, tudo bem?

Vá lá, você vai gostar!


Um abraço,
Diaz

Ego e Ilusão 
Iniciado por hemcogliatti em Psicologia & Espiritismo « 1 2 ... 85




Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 19:40
Oi Heliana,



http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/ego-e-ilusao/msg155238/#msg155238



Um abço
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 11 de Outubro de 2010, 20:24


  Obrigada  Diaz  e  Hebe!

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 20:47
Oi Helianan,
Eu pensei muito nesse assunto e vocês muito me ajudaram, pois muitos pensamentos que eu tinha foram exemplificados com textos. Mas eu continuo com o mesmo pensamento inicial.
O tripé. Quanto a mente, ainda tenho minhas dúvidas se ela é a chave.
Afinal, quem é o chefão, a mente ou o espírito?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 21:24
Osho - Corpo e mente em equilíbrio. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTlBSC1lbERJQVJFIw==)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 21:35
Osho - The Perfect Way (O Caminho Perfeito) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUprdnJ5cTY4UVNVJmFtcDtmZWF0dXJlPWZ2dyM=)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 21:37
Osho, O Livro dos segredos. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUU3NVN0cG5CeUJZJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Oi Coloquei esses tres vídeos só para reflexão.

Depois comentamos.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 11 de Outubro de 2010, 21:51

Olá Coronel, como vai?

          Diaz   (ref #212)    Continuação e fim...
Cito o amigo:
Nem o mundo, nem nossa consciência limitada,  iludida, nos permite acessar os “prazeres duradouros”; eles estão fora do alcance de nossa mente, pois pertencem somente àqueles que conhecem a Verdade. Como disse Jesus: “... a Verdade vos libertará”

DIgo:
Por esse raciocínio, o equilíbrio duradouro também estaria fora de nossso alcance, correto?

Cito suas palavras:       
          E, embora pareça absurdo, não somos donos de nossos pensamentos e, em conseqüência, de nossos desejos e escolhas. É pena que as regras do fórum imponham limite ao tamanho das respostas. E, assim, fica difícil explicar certas coisas. Mas, veja, a base das doutrinas ocidentais é o cristianismo, certo? Uma religião regional, e baseada, principalmente nas palavras de Jesus e de Paulo, concorda? E Paulo foi categórico ao afirmar que nem “nossos” pensamentos, nem “nossos” desejos, decisões e, portanto, nossas ações e obras são nossos; nada disso é responsabilidade nossa.

Digo:
Peço ao amigo a gentileza de citar a origem dessa referência para que eu possa entender suas colcações à respeito.

Cito o amigo:
O amor verdadeiro é espontâneo, não procura nem reconhecimento (nem do próximo, nem de Deus), nem reciprocidade, e só vem com o “conhecer a verdade que liberta”, como disse o Mestre

Digo:
Esse pensamento sem dúvida encerra grande sabedoria.
         
Cito o amigo:
          O necessário é pôr de lado o único obstáculo que impede a percepção da verdade. Esse obstáculo é o ego/eu/mente cheia de ilusões.

Pergunto:
E como isso é possível dentro do contexto em que estamos inseridos, sem que necessitemos recorrer ao isolamento?
         
Um grande abraço.

Diaz



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 22:28
Irmã Hebe,
Adorei os vídeos.
Você leu o texto que postei: #246
 25
A visita da Verdade
Lá Jesus nos avisa dos perigos de tentarmos encontrar a verdade.
Ou não?
São muitas as teorias. Todos os caminhos nos levam a Deus. Não temos escolha em relação a isso.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 22:35
Bem,
No primeiro vídeo Osho simplesmente fala que não podemos trair a nossa natureza.
Não adianta querer ser do jeito que o outro é, cada ser é individual, os modelos não tem que ser seguidos a não ser que faça parte de você. Para isso você tem que se conhecer.
No segundo vídeo ele mostra a necessidade do isolamento, mas não é possível  hoje esse isolamento total, o isolamento é mental para que possa ter um encontro consigo mesmo sem influência externa.
Por isso recomenda a meditação que já está sendo adotada nas escolas estaduais do Rio e já deram resultado nas escolas experimentais.
Segue o link
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/educacao-noticia-detalhe.asp?EditeCodigoDaPagina=2320
São 15 minutos pela amanhã e 15 min no final do dia.

No terceiro vídeo, quando ele fala que a sociedade é um engano, é porque sempre estamos seguindo os padrões impostos e não estamos nos percebendo inteiramente, às vezes até forçando a nossa natureza para atender expectativas externas.
Anteriormente foi colocada uma questão 919 do LE onde Santo Agostinho se reporta a auto- avaliação e ao autoconhecimento.
Reparem que antes eu coloquei um texto de OSHO que ele condena o isolamento total e diz que o nosso crescimento é na sociedade, parece contraditório, mas não é, segundo ele, encontrar a paz interior estando isolado é fácil, mas temos que encontrá-la no convívio e essa paz no convívio só pode ser encontrada quando serenamos a mente fora dos padrões de cobrança para nos observarmos em cada atividade e papel que exercemos seja ele como profissional, pai, mãe, amigo etc.
Essa auto-observação nos permite avaliar sem cobrança alguma cada ação da nossa vida e  não se misturar com as emoções do outro, ou seja , observar o outro em toda a sua extensão.
Só estando plenos e seguros poderemos ter uma avaliação certa da realidade.
Posso citar depois alguns exemplos práticos  de como nos embolamos em julgamentos nossos e dos outros, não raro nos indignamos ou ofendemos porque não conseguimos enxergar os limites  de cada um. Mas como podemos enxergar? Nós ainda não nos enxergamos?
Um abço
Hebe
 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 22:43
Irmã Hebe,
Adorei os vídeos.
Você leu o texto que postei: #246
 25
A visita da Verdade
Lá Jesus nos avisa dos perigos de tentarmos encontrar a verdade.
Ou não?
São muitas as teorias. Todos os caminhos nos levam a Deus. Não temos escolha em relação a isso.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão

Estamos falando de equilibrio, quanto a encontrar a Deus é outro assunto, segundo o Espíritismo evoluimos  até a total purificação, quando estamos na terra estamos sob a influência da matéria e o véu das ilusões nos encobre a vista, viemos para cumprir provas e vencer exatamente essa influencia, que são os prazeres e as paixões terrenas que nos apegamos.
Tiago eu não adotei nenhuma religião oriental, eu sou Cristã é só um lembrete.

Algumas técnicas orientais nos ajudam a nos perceber e muita coisa está na codifcação no LE.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 11 de Outubro de 2010, 22:52

Olá Hebe!
Muito bom esse vídeo!
É simples, mas é tudo que preciso no momento.

“...Se uma pessoa pertencente ao primeiro grupo não puder correr e fazer tudo rapidamente, ficará estressada.
Ela precisa obedecer ao seu ritmo.”

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 23:11
Oi Tiago,

Eu fui ler a questão que você falou.
Contexto a sua interpretação.
Não adianta pedir ajuda se não nos queremos transformar, temos que enxergar as nossas sombras para iluminá-las , acredito que essa foi a lição que Jesus quis passar.
É muito claro pra mim que devemos nos ver por inteiro, qualquer ajuda externa não cura nossas chagas se não queremos fazer.
Pode ser que eu esteja enganada e você certo.
Mas admitir nossos erros aceitá-los e perdoá-los é o primeiro passo para nos iluminarmos.
Ninguem pode fazer isso por nós. Esse texto mostra também a ilusão de nos considerarmos perfeitos.
Vamos continuar pensando no assunto.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 23:32
Irmã Hebe,
Cito a amiga:
Estamos falando de equilibrio, quanto a encontrar a Deus é outro assunto, segundo o Espíritismo evoluimos  até a total purificação, quando estamos na terra estamos sobre a influência da matéria e o véu das ilusões nos encobre a vista, viemos para cumprir provas e vencer exatamente essa influencia, que são os prazeres e as paixões terrenas que nos apegamos.
Tiago eu não adotei nenhuma religião oriental, eu sou Cristã é só um lembrete.

Algumas técnicas orientais nos ajudam a nos perceber e muita coisa está na codifcação no LE.
Agora cito:
Lá Jesus nos avisa dos perigos de tentarmos encontrar a verdade.
Ou não?
São muitas as teorias. Todos os caminhos nos levam a Deus. Não temos escolha em relação a isso.
...
Desculpe se pareço ser o senhor da verdade, sei que não sou. Apenas me esforço ao máximo para que as pessoas reflitam.
...
Eu quis dizer que segundo o livro, Jesus considera incorreta uma pessoa despreparada conhecer a verdade.
Em relação as teorias, sim são milhares. Só conhecemos algumas.
Vou dar um exemplo de teorias que influenciariam nossos modos de ver o equilíbrio se acreditássemos com toda nossa fé.
 Exemplos:
O Livro: Código da Vinci.
O livro: O Mundo de Sofia.
As teorias pregadas pela Igreja Assembléia de Deus.
Em relação a DEUS, eu penso que muito foi falado aqui em ele ser, ou melhor, muito provavelmente ele é a nossa consciência, ou o Universo, ou o que é e não é, ou energia divina, ao qual chegaremos através do equilíbrio, ou iluminação, ou felicidade, ou evolução espiritual, etc.
Cito a amiga:
Tiago eu não adotei nenhuma religião oriental, eu sou Cristã é só um lembrete.
...
Entendo você. Também me considero assim. Mas só me considero desse modo, pois não encontrei um nome para o que realmente sou:
Talvez Espiritualista. Existe essa religião?  Parece-me um nome mais adequado para meu perfil.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 11 de Outubro de 2010, 23:34
Heliana,
Agora que me compreende, pode me dizer o que pensa sobre:
O equilíbrio em relação aos prazeres materiais. O corpo.
Sei que muito foi falado, mas digo em relação ao o que é benéfico espiritualmente e o que não é, ou seja.
1-   Encher a cara em alguns domingos da vida?
2-   Ficar doido com alguma droga ilícita uma vez na vida?
3-   Fazer amor com mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

Etc..

Não me intérprete mau, mas eu sou um pensador...
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 11 de Outubro de 2010, 23:46
Tiago,

O que eu estou mostrando não são teorias.
São práticas já adotadas.

Repare bem no final do texto, ele diz, assim é o homem, pede ajuda, se revolta, pede de novo e quando mostramos a verdade se refugia de novo em sua ilusão.
Fica claro que na verdade o homem pede ajuda mas não quer se ver tal como é para melhorar, se esconde na ilusão novamente.

Quanto a ser espiritualista. Quem é espirita é espiritualista, qualquer religião ou fiosofia que acredita no espirito ou na alma é espiritualista, Kardec diferenciou o termo para designar que seria espírita quem seguisse a codificação e seus ensinamentos morais.

E veja bem, o espiritismo não discrimina qualquer religião, raça ou povo e não se considera o único caminho para chegar a Deus. Essas são palavras que estão na introdução do Livro dos Espíritos.

Tem uma questão não me lembro o número agora que os Espiritos superiores falam isso claramente.
Para Deus não importa a forma ou o culto que se adote.

Um abço
Hebe

PS: Oi Tiago achei esse site muito interessante. Coloquei uma parte para não encher o tópico.
Para ajudar-nos a responder a estas questões, vamos focalizar nossa atenção em um versículo do ensinamento de Jesus. Em João 8:32, ele disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Considere as implicações desta afirmação.

"A Verdade"
Os humanos podem andar em dúvida e incerteza, mas Jesus é inequívoco. Ele fala sobre a verdade como algo exato e objetivo. Em outra parte ele nos fala que a verdade é a palavra de Deus revelada. Quando ele falou com seu Pai (João 17:17), ele disse: "tua palavra é a verdade". Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre uma vaga abstração resultante de um intenso pensamento humano, meditação, lógica ou de um debate. Ele não definiu a verdade em termos subjetivos como uma coisa qualquer que as pessoas escolheriam acreditar. Jesus definiu a verdade como um fato revelado e eterno! A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar com isso, de eu aceitar e obedecer, ou rejeitar e contestar."
http://www.estudosdabiblia.net/d2.htm

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 01:20
Irmã Hebe,

Cito a amiga:
O que eu estou mostrando não são teorias.
São práticas já adotadas.

Penso que uma teoria pode ser praticada.
Ex: As teorias pregadas pela Igreja Assembléia de Deus.
...
Cito a amiga:
Fica claro que na verdade o homem pede ajuda mas não quer se ver tal como é para melhorar, se esconde na ilusão novamente.

Cito o texto:
       — A Verdade total é a Luz Divina total; entretanto, o homem ainda está longe de suportar-lhe a sublime fulguração. (Perturbação produzida no organismo vivo por descarga elétricaelétrica ou raio).

Ex:
...quando a Verdade brilha diante deles, revelando-lhes a condição em que se encontram, costumam fugir, apressados, em busca de esconderijos tenebrosos, dentro dos quais possam Cultivar a ilusão.

Penso que...Jesus deu um exemplo do que pode acontecer. Não tudo o que pode acontecer. Penso que é um alerta para nos prepararmos para a verdade. Só os preparados a “suportarão”.

Cito a amiga:
E veja bem, o espiritismo não discrimina qualquer religião, raça ou povo e não se considera o único caminho para chegar a Deus. Essas são palavras que estão na introdução do Livro dos Espíritos.
...
Sim, também está no início do evangélico a importância de aprendermos a usar a razão, por isso sou espírita por fé e lógica, mas também sou budista, católico, evangélico, exotérico, taoista, etc...
Então sou o que? Polireligioso.
Talvez apenas espírita traduza o que sou. Mas apenas para aqueles que conheçam a fundo a DE.
Obs...Eu pouco acredito na Bíblia. Foi um livro muito manipulado durante o tempo. Mas uso alguns de seus ensinamentos em minha vida.
Cito amiga:
Pode ser que eu esteja enganada e você certo.
Mas admitir nossos erros aceitá-los e perdoá-los é o primeiro passo para nos iluminarmos.
Ninguem pode fazer isso por nós. Esse texto mostra também a ilusão de nos considerarmos perfeitos.
Vamos continuar pensando no assunto.
...
Hehe. Me deu uma alfinetadinha para eu crescer...
...
Felizmente existe uma terceira opção. Nós dois estarmos certos.
Já analisou essa terceira...E a quarta: Nós dois estarmos errados...
Pra mim o Jesus no Lar é um livrão. Debater sobre ele, pra mim é uma honra. Errar em sua interpretação por orgulho é ignorância, então tenho a dizer que sua interpretação completou ainda mais minha compreensão, mas não considero estar errado, pois eu já escutei esse aviso em outros textos.
Abraço fraterno,
Tiago Bandão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 12 de Outubro de 2010, 01:36
 :D :D :D Oi Tiago,
Não dei alfinetadinha não, quem sou eu hahaha.

Só interpretei dessa forma.
Desculpe-me.
Vamos continuando, um aprende com o outro.

Um abço
Hebe

PS; Somos Universalistas pronto  ;)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 01:45
Irmã Hebe,

Quanto ao amor, eu conheci uma teoria muito legal. Prega que existe o amor e o medo. Ou é um ou o outro.
Tudo que vem através do amor é Deus se comunicando, tudo que vem através do medo não é Deus se comunicando. Deus está se comunicando continuamente com a gente.
O medo é a origem do mau e o amor é a origem do bem.

Abraço fraterno,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 12 de Outubro de 2010, 01:54
Oi Tiago,

Essa definição de amor e medo é legal. Podemos definir da seguinte forma.

No amor incondicional não existe o medo da perda, porque não há o apego. Ama-se independente do retorno.
No amor possessivo existe o medo da perda portanto a perda é considerada um mal.

Embolei ? ??? ???

Agora eu já ouvi dizer que o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença.

Voltemos ao equilibrio  :D

Um abço
Hebe
PS: Você modificou a resposta ou eu li atravessado?
Não vi referência a Deus.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 02:05
Oi Hebe,
Não alterei,
Essa teoria vei do livro: Conversando co Deus. Livrão.
Abraços
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 02:08
Hebe,
A indiferênça é o medo de se apegar e sofrer.
Algumas pessoas se tornam frias depois de sofrerem desilusões.
Abraço Tiago
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 12 de Outubro de 2010, 02:11
 :D :D Oi Tiago
Desculpe-me então.

Acho que está batendo sono hahaha!!
Não li esse livro, é muito elogiado.

Amanhã viajo cedo.

Um abço
Fique com Deus.

Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 02:15
Boa viagem,
Fique em paz com sua consciência.
Abraço fraterno,
Tiago
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 02:17
Amigos de busca,
Percebi que estou desequilibrado quanto ao fórum, pois tenho muita vontade de entrar, acompanhar, filosofar. Fico ansioso por respostas. Resumidamente. Estou ficando viciado nesse fórum, de forma que o primeiro passo é deixar de entrar por alguns dias a fim de controlar essa vontade. Nós mandamos nas nossas vontades. Desculpe por eu ainda ser pequeno e materialista, mas eu sou assim.
Quando me sentir apto, eu volto.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 12 de Outubro de 2010, 02:19
Olá Tiago, boa noite!

Esta sua citação reforça a idéia de que podemos sim através do esforço melhorar a nossa natureza.

Continuando...
43
A glória do esforço

       Relacionava Tiago, filho de Alfeu, as difi¬culdades naturais na preparação do discípulo, quando várias opiniões se fizeram ouvir quanto aos percalços do aprimoramento.
       É quase impossível praticar as lições da Boa Nova, no mundo avesso à bondade, à renún¬cia e ao perdão — concluíam os aprendizes de maneira geral. A maioria das criaturas com¬prazem-se na avareza ou no endurecimento.
       Registrava o Mestre a conceituação expen¬dida pelos companheiros, em significativa quie¬tude, quando Pedro O convocou diretamente ao assunto.
Jesus refletiu alguns instantes e ponderou:
— Entre ensino e aproveitamento, tudo de¬pende do aprendiz.
E a seguir, falou com brandura:
— Existiu no tempo de David um grande artista que se especializara na harpa com tama¬nha perfeição que várias pessoas importantes vinham de muito longe, a fim de ouvi-lo. Gran¬des senhores com as suas comitivas descansa¬vam, de quando em quando, junto à moradia dele, cercada de arvoredo, para escutar-lhe as subli-mes improvisações. O admirável mestre fêz re¬nome e fortuna, parecendo a todos que ninguém o igualaria na Terra na expressão musical a que se consagrara.
Em seus saraus e exibições, possuía em seu serviço pessoal um escravo aparentemente inábil
e atoleimado, que servia água, doce e frutas aos convivas e que jamais conversava, fixando toda
a atenção no instrumento divino, como se vivesse fascinado pelas mãos que o tangiam.
Muitos anos correram quando, certa noite, o artista volta, de inesperado, ao domicílio, findo
o   banquete de um amigo nas vizinhanças e, com indizível espanto, assinala celeste melodia no ar.
       Alguém tocava magistralmente em sua casa solitária, qual se fora um anjo exilado no mundo.
       Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar?
Em lágrimas de emoção por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao dele, avança devagar para não ser percebido e, sob intraduzível assombro, verificou que o harpista maravilhoso era o seu velho es¬cravo tolo que, usando os minutos que lhe per¬tenciam por direito e sem incomodar a ninguém, exercitava as lições do senhor, às quais empres¬tava, desde muito tempo, todo o seu vigilante amor em comovido silêncio.
Foi então que o artista magnânimo e famoso libertou-o e conferiu-lhe a posição que por jus¬tiça merecia.
Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:
— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade. Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveita¬mento das largas concessões de horas que a Di¬vina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão



 
Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 12 de Outubro de 2010, 02:29
Diaz,
Como havia falado,vou me retirar por uns Diaz, hehe.
Pode postar o que quiser para mim, que quando voltar eu respondo.
Um Abraço,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 12 de Outubro de 2010, 02:34
Olá amigos, boa noite!
O crer fortifica a fé e a esperança, aumenta a força de vontade e predispõe a prática da caridade permitindo assim se alcance do tão almejado equilíbrio.
Concordam?

Vejamos o texto abaixo:

Tudo é possível àquele que crê
 
Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança?

Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê. Será mesmo?

Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso. Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade. Uma mulher fora brutalmente assassinada.

O autor era uma pessoa influente do reino. Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.

O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento. Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar. Seu destino seria a forca. Tudo conspirava contra ele.

Sabia que o desejavam culpar. O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar.

Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.

Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino.

Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”. Você sorteará um dos papéis. O que você escolher, será o seu veredito. Deus decidirá a sua sorte.

O pobre homem suou frio. De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada. Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.

Como ele  poderia se salvar? Não havia alternativa. Nenhuma saída.

O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles. Um enorme silêncio se fez na sala.

Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado. Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha. Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos. Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis. Rapidamente o colocou na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele.

Como saber agora qual o seu veredito?

Simples, respondeu ele. Basta olhar o outro pedaço de papel. O que sobrou em cima da mesa. Naturalmente, aquele que eu escolhi e engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.

http://malarranha.net/2009/02/19/tudo-e-possivel-aquele-que-cre/

Um abraço.

Fiquem com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 05:55

Oi  Coronel!

Coronel, o senhor tem o conhecimento dos ensinamentos da Doutrina Espírita, vamos rever estes ensinamentos:


        “  Heliana   (ref #227)
          Pois é isso, mesmo, minha amiga. Os pensamentos surgem independentemente de nossa vontade, ou pelo nosso condicionamento ou pelas circunstâncias da vida.”


O mundo a nossa volta nos sugere o que pensar, e por meio do objeto psicológico-visual elaboramos o pensamento que queremos, pois a todo o  momento usamos nossa bagagem moral e intelectual para julgar a nosso modo, como eu já havia dito anteriormente. Somos agente do nosso próprio pensamento.

E ainda:

Do Livro dos Espíritos:

Questão 833:
“Haverá o homem alguma coisa que escape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?
No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquila-lo.”

Questão 834:
“É responsável o homem pelo seu pensamento?
Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, ele o condena ou absolve, segundo a sua justiça.”

Questão 835:
“Será a liberdade de consciência uma conseqüência da de pensar?
A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.”

Questão 843:
“Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”

Questão 844:
“Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. (...)”



         “(Um místico afirma que nossa preocupação em evoluir é um trabalho “contra” Deus, pois que Ele nos criou ignorantes, e consequentemente imperfeitos e, logo sofredores, e passamos a vida tentando fugir dessas condições)...”

Cada místico pensa a seu modo de acordo com sua crença religiosa-filosófica, com relação ao pensamento deste místico eu acredito que a direção da preocupação do homem em evoluir é exatamente o contrário do que este místico pensa, pois a preocupação em evoluir é uma necessidade da pessoa que tem consciência de que precisa se tornar melhor à partir de determinadas situações por ela vivida, e à partir de determinadas noções adquiridas no convívio com outras pessoas, e também adquiridas por uma religiosidade sua. Sobre este místico em questão a preocupação em evoluir parte do pressuposto de que esta pessoa já traz uma noção da necessidade de que ele tem que evoluir, necessidade adquirida pelo conhecimento místico de que ele é portador.

Do Livro dos Espíritos:

Questão 779:
“A força para progredir, haure-a o homem em si mesmo, ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?
O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.”

Questão 117:
“Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?”

Questão 119:
“Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à primeira ordem?
Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teria para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Demais, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a harmonia do Universo.”



Continuando na próxima ...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 06:10


Continuando  Coronel:

         “ Qual será a razão de se chamar certos espíritos de “infelizes irmãozinhos”, se o Criador os faz assim?
          E, veja, os espíritos são criados para auxiliar o Criador na obra da criação (e a criação é criada, para auxiliar os espíritos na obra da evolução!!?? Nada estranho??). No entanto, o Criador (teria o todo poderoso, criador de todas as coisas, necessidade de auxiliares?!), ...”


Primeiramente as entidades que serviram a causa da codificação da doutrina dos espíritos são espíritos evoluídos a altura de poderem orientar os homens quanto as verdades eternas e quanto a natureza do homem. Já tomando isto por princípio não se poderia pensar que exista incoerência nos ensinos que eles trazem, nós é que, com nossa limitada condição de ainda compreender todas as verdades eternas é que torcemos seus ensinamentos com nossa visão interpretativa das coisas sempre tomando como referência nossas pré-concepções.

Deus cria incessantemente seus filhos e tudo o que existe no Universo, dada ainda a nossa exagerada pequenez e a condição de vida em que nos encontramos (ou seja, a realidade terráquea material-espiritual) não podemos ter condições de conhecer pessoalmente Deus, de saber como ele é concretamente, mas sabemos, entretanto, que nós existimos, neste sentido é que podemos dizer que não pedimos para existir, mas somos criação Dele. Por isto os espíritos superiores não são “coisas’ à parte da criação, eles fazem parte da Criação, mas como são seres superiores a nós é que estão adiante da lide Universal conduzindo o “comboio (outros espíritos e todas as coisas do Universo)” da Criação conforme a vontade de Deus, assim como o faz Cristo.

O Nosso Deus Criador precisa ter os espíritos superiores como seus auxiliares, pois, estando estes espíritos a gozar de plena superioridade moral e intelectual precisam ser úteis nas obras da Criação, auxiliando os demais espíritos que se encontram na retaguarda do comboio que também evoluam e alcancem o mesmo grau de evolução que estes tais. Espíritos perfeitos ociosos faz perder o sentido de existirem, para que se mova todo o Universo e os outros espíritos.

Os “irmãozinhos infelizes” são os espíritos que ainda caem em muitos erros, incorrendo-se que colhem o fruto do que semeiam, por isto sofrem.

Do Livro dos Espíritos:

Questão 114:
“Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?
São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.”

Questão 115:
“Dos Espíritos, uns terão si8do criados bons e outros maus?
Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas de Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinalada. Outros, só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.”

Questão 116:
“Haverá espíritos que se conservem eternamente nas ordens inferiores?
Não; todos se tornarão perfeitos. Mudam de ordem, mas demoradamente, porquanto, como já doutra vez dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?”


“... o Criador cria “auxiliares” extraordinariamente incompetentes para “auxiliá-lo” nessa finalidade, pois nem se entendem entre si e mais destroem do que constroem na obra da criação...”

          Heliana:
“... não podemos nos eximir de nossa responsabilidade em buscar a força interior e a vigilância, é o “Orar e vigiar”...”
          “Coronel: Qual seria também a razão de o Criador, conhecedor de suas criaturas, conferir responsabilidades a quem não tem competência para assumi-las, pela ignorância e imperfeição com que as cria? E, depois, as pune por serem irresponsáveis, ignorantes e imperfeitas? E porque uns se eximem dessa responsabilidade, e outros não? Uns buscam, ou têm força interior e vigilância e outros não?...”



Os espíritos perfeitos são espíritos de escol, estes sim auxiliam sem por nada a perder no sentido do progresso, e nada perdem para os atrasados de toda sorte, mas os espíritos menos evoluídos não tem discernimento como os acima citados, e por isto, deixam que tudo se deixe levar pelas paixões da vida cotidiana, estes nada  acrescentam, mas sim, atrasam a evolução de toda a Humanidade, mesmo que estejam à frente de comandos na Terra, em grandes como em pequenos cargos de poder (d o Presidente da República até o chefe de uma grande oficina, por exemplo) não exercem o poder com o discernimento correto do valor em se ter tal cargo, utilizando-o para sustentar o orgulho e o amor próprio, representado pelas formas de opressão que pratica aos que lhe se subordinam, ou são subordinados, bem como de ambições, que os levam as mais absurdas formas de atrocidades, sejam elas econômicas, bélicas, psicológicas, etc., são estes últimos que, por terem que passar pelas mesmas provas que outros, e não sendo evoluídos, corrompem um dever que aos olhos de Deus, é para conduzir com amor, respeito e humildade a função tão alta abraçada, são valores invertidos pela sociedade, e perpetuados por pessoas de baixo calão que estão com o poder.  

          Heliana:
“... a mente que aceita e alimenta pensamentos somos nós mesmos,...”
          “Cel: É isso mesmo; nós mesmos enquanto “egos”... Se vc chama de “nós mesmos” o ego/defesa, criado a partir do momento que surge a divisão “eu-não eu”, “eu-mundo”, “eu-universo”, tudo bem. Contudo, esse ego não é o espírito/alma; é apenas uma sua “armadura” protetora contra o mundo ameaçador ao derredor...”


Eu disse isto mesmo que eu quis dizer Coronel, mas com minhas próprias palavras.

Continuando ...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 06:24

Continuando:

          Heliana:
“ Sobre a auto-responsabilidade de nossas vidas o Cristo ainda disse com relação ao adultério (que deve ser...)...”
          “Cel: Veja, amiga, todos criados perfeitamente iguais sob todos os aspectos; contudo, se transformam em seres gigantescamente desiguais: evidentemente essa desigualdade se estende também a nossa “auto-responsabilidade”, como vc lembrou, certo? Porque seria que uns são mais responsáveis do que outros? Que “ingrediente” desfez a perfeita igualdade primordial?...”


Da seguinte forma que vou expor através do Livro dos Espíritos, novamente:

Questão 120:
“Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?
Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância.”

Questão 121:
“Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?
Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanta para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria.”

Questão 122:
“Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência e si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra?
O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.”

Questão 124:
“Pois que há Espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem absoluto e outros o do mal absoluto, deve haver, sem dúvida, gradações entre esses dois extremos. Não?
Sim, certamente, e os que se acham nos graus intermédios constituem a maioria.”


          Heliana:
“Ouviste o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mateus 5:27-28)
          “Cel: Amiga, observe que todas as religiões têm seus mandamentos ou regras que objetivam um melhor relacionamento entre os homens; verifique que os dez mandamentos têm esse objetivo; talvez nenhuma religião traga/tem qualquer regra para a consecução espiritual. Os itens que se referem a Deus: “amá-lo sobre todas as coisas...não pronunciar seu santo nome em vão...” são inócuos, sem efeito, pois como amar algo que não conhecemos? Podemos “temê-lo” pelo poder que se subentende em toda a criação, mas amá-lo!?... E como amar quem é responsável por todos os nossos sofrimentos e males do mundo, quem nos colocou aqui (e nem fomos consultados a respeito, pois não existíamos ainda) e nos impõe sofrimentos terríveis e obrigatórios, pois que deles ninguém escapa?”


Só consegue amar a Deus quem já conseguiu alcançar uma certa evolução que o permita entender o amor, esta evolução a que me refiro é a adquirida a custas de muitas reencarnações ao longo de milhares de anos. Quando a pessoa chega a esta etapa de encarnações, pelas quais foi bom, ou foi ruim e depois passou a ser bom, por meio de terríveis sofrimentos já consegue compreender o amor, uns alcançam uma compreensão muito grande, outros muito limitada, mas todas estas pessoas já vivem o amor dentro de si, não importa a intensidade. Alcançado este entendimento o ser humano já consegue entender Deus e a amá-lo. Se o amor ainda não chegou no coração de muitos homens, pelo menos entendem que existe um Ser Supremo que rege todas as coisas, e movidos pela ignorância em que ainda se encontram, vão sentir medo, e não amor, e este medo parte do princípio de que, ainda, já possuem a noção do bem e do mal. Agora, responsável por todos os sofrimentos e males do mundo são as próprias pessoas que as promovem, e, infelizmente, estas pessoas são em grande quantidade, encarnadas e desencarnadas.

           Continua....

          (Heliana, como é que consegue postar textos tão longos?)


Longos nada, é que fiz as citações sem reduzir o tamanho da letra! Está sendo longo agora, pois os pensamentos tem que ir ao papel virtual!


Continuando ...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 06:44

Terminando:

          Heliana   (ref #227)    Continuação...
“... obrigatórios, pois que deles ninguém escapa?”
          “Cel: Nunca o mestre afirmou que o cumprimento dessas regras é que “salva” os homens. Mais uma vez lhe peço que observe: nos dez mandamentos, os 3 ou 4 primeiros se referem ao respeito e mesmo temor com que deve ser encarada a divindade, para que as leis sejam cumpridas (observe que a base de quase todas, ou mesmo todas as religiões é o medo; todas ameaçam com inferno, umbral, encarnações multiplicadas ou dolorosas, perseguições dos “credores”, juízo final). Veja que aí, também, o que se busca é um relacionamento mais harmonioso entre os já tão sofridos seres humanos; nada de que dependa a “salvação”...”


Coronel, procurei este trecho que o senhor citou de mim, na minha postagem 227, mas não encontrei, gosteria que o senhor transcrevesse por inteiro a frase, para que eu consiga encontrar e responder-lhe. Mas acredito que tudo o que eu disse, etudo o que eu transcrevi do Livro dos Espíritos já responde a este seu parágrafo. Só lembrando que vivemos num mundo muito atrasado moralmente, condizente com a condição de vivermos na matéria bruta e frágil, por este motivo é que, sofrimento e maldade, sofrimento e crescimento moral são situações que estarão sempre presentes nesta fração da Humanidade, estamos num mundo em que as contradições são muitas, e que vai do mais intenso ao mais suave.

          Heliana:
”Não tem sentido pensar que “se ela (a mente) os produzisse (os pensamentos), essa produção seria incorreta, ...”, porque a mente como o senhor a concebe também traz como conteúdo pensamentos e crenças erradas que o senhor mesmo afirma quando diz que é a mente que absorve as ilusões da realidade humana, e que são imperfeições”.
          “Cel: Mas, é isso mesmo; por isso digo que os pensamentos não são nossos; são fruto, entre outras coisas, da “absorção” das ilusões do mundo, que são nossas também...”


Nós primeiro as absorvemos, ou seja, absorvemos as coisas incorretas, e as avaliamos como boas ou ruins, aí já está o princípio de discernimento do ser humano, o do bem e do mal, mas, pois, precisamos absorver o mundo do qual fazemos parte, isto é regra importante para que o ser humano poder se desenvolver e exercitar o livre-arbítrio, com este exercício é que o homem poderá escolher, e ao escolher estará escolhendo também os raciocínios que melhor lhe convir, e as ações estão reacionadas ao que o homem pensa e sente. Por isto, embora o homem absorva os pensamentos do mundo, ele também os cria, exemplos concretos de pensamentos contrários a realidade cheia de adulterações, de corrupções de toda sorte são os pensadores Cornélius Castoriadis, e Antônio Gramsci, por exemplo, não aceitavam a sociedade como estava instituída, se todo o homem fosse regido como uma máquina pelas instituições sociais então o que seria do homem, estamos falando do quê, da massa ou dos que não se enquadram à massa, estamos falando de pessoas, cada qual dona de seus pensamentos, mesmo pertencentes a massa, ou de máquinas humanas, não pensantes, pertencentes a massa? O que tenho percebido é a possível dualidade no modo de abordar esta situação do homem absorver o mundo que o cerca, temos que ver bem em que campo estamos entrando.


          Heliana:
“Digamos... que, a nossa mente, que somos nós,...”
          “Cel: Não somos nós como espíritos; somos nós no sentido de que, em tudo que obramos, certo ou errado, é ela que nos comanda...”


Nos comanda até certo ponto, pois existem as ideologias da sociedade, e existem nossas próprias ideologias, dos quais fala tanto Catoriadis. Apesar de todo o controle da sociedade nós continuamos tendo a capacidade de pensar, de escolher, de decidir, de julgar, mesmo com as ideologias nos influenciando.

          Heliana:
“... elabora as imperfeições, pois imperfeitos somos nós, por isto nos encontramos no mundo que merecemos...”
          Cel: O que significa aí a palavra “merecer”? Estamos num mundo “inferior”, porque a ele fazemos jus por nossos “méritos/deméritos”, é isso? E nossos deméritos vêm de nossa conduta imperfeita pois “ainda” somos imperfeitos, pois fomos criados imperfeitos, certo? Se fomos criados imperfeitos, porque se admitir que temos deméritos por sermos imperfeitos?...
          Cel: Minha amiga Heliana, estudo o espiritismo há mais de 60 anos; já estou na minha oitava década. Fiz todas minhas anotações para consumo próprio; não adicionei as fontes; apenas guardei na memória o que tenho dito. Por isso, pediria à amiga que, se tiver tempo e paciência, me indique, por favor, se se recordar, onde estão essas palavras de Paulo: “... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos...”... como também, se não for abusar de sua paciência, estas: “É o Senhor que opera em vós o pensar e o fazer” e “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”.



Coronel, me desculpe, mas não tive condições de procurar estas palavras de Paulo embora eu já tenha lido o Novo Testamento, mas pelos trechos que o senhor transcreveu fica claro que Paulo quis dizer que quando Deus opera o pensamento em nós é quando somos inspirados pelos bons espíritos, que para os evangélicos e católicos é a inspiração do Espírito Santo, ora, somos inspirados por nosso anjo guardião, e por nossos mentores espirituais, mas isto não acontece sempre, acredito que o que pode explicar bem isto, a exemplo, são os muitos livros que contam a história da vida de nosso querido Chico Xavier, e até tem um trecho que ilustra muito bem o que eu quero dizer, postado pelo Diaz sobre a vida do Chico, na página ___ deste tópico de discussão.  

          Heliana:
”Na Ciência atual (há) diversas linhas de pensamento...”,             
          “Cel: Concordo; no entanto, meu entusiasmo com relação à “religião” veio sobretudo de verificar que ciência e religião, tradicionais adversárias, pela primeira vez na história do mundo puderam se dar as mãos; a nova ciência (fica quântica) veio comprovar que as revelações, quase não compreensíveis para nós, do misticismo milenar, estavam corretas...”


E é exatamente isto que dizem os espíritos nas obras básicas kardequianas.

          Heliana:
”Não discordo quando diz que os pensamentos são resultantes das experiências já vividas por nós, pois elaboramos os pensamentos conforme o que vivemos e realizamos, entretanto, as coisas não nascem repentinamente, e nem espontaneamente, sem o nosso esforço, pois o que não vem de nós vem de outras pessoas, é o que chamamos de herança cultural acumulada pela Humanidade, as coisas não estão aí prontinhas, acabadinhas, sejam os atavismos sociais, sejam recursos materiais, elas foram geradas pelo esforço do próprio homem, na ânsia de dar uma qualidade a sua vida, ao longo de milhares de anos terráqueos. E se não é produto meu, e nem seu, é de outras pessoas, e nós, como estamos inseridos nesta sociedade, nós acabamos entrando em contato com estas coisas, as imperfeitas, e as perfeitas.
          “Cel: Mas é isso mesmo que estamos dizendo: não somos donos dos pensamentos; não pensamos o que queremos pensar.”


Mas então, Coronel, é o que eu disse nos parágrafos anteriores, o senhor está relacionando ideologias sociais com escolhas pessoais, que são coisas diferentes. Por mais que sejamos influenciados pela cultura da sociedade continuaremos sendo nós mesmos, escolhendo este ou aquele caminho de vida, um caminho mais curto, ou um caminho mais longo.A sociedade nos oferece tudo, está tudo a nossa disposição, nós é que escolhemos!Aí está o livre arbítrio.

                 
          Heliana:
“... se chama livre-arbítrio, o homem cria, o homem colhe. A semeadura é livre, a colheita é obrigatória!”
“Cel: A amiga já fez uma análise (...)que em oculto te ouve”...”
Coronel, considere esta minha breve transcrição todo o seu texto com relação ao qual direi: os homens colhem as coisas que plantam, se plantam o bem, colhem o bem, se plantam o mal, colhem o mal, é necessário que seja assim para toda a Humanidade, caso contrário não existirá evolução individual e coletiva, e nunca existirão espíritos puros, e nós conhecemos apenas esta nossa realidade planetária. Deus não é injusto, apenas faz cumprir a lei da perfeição em todas as suas criaturas. Acredito que tudo o que escrevei anteriormente, e que está dentro dos estudos doutrinários, responde ao que o senhor escreveu aqui. Agora, cabe a nós querermos nos libertar dos atavismos sociais, ou permanecermos ligados a eles, mas libertarmo-nos deles não significa ficarmos reclusos em nossos lares, impedindo-nos de vivermos o mundo lá fora, nós podemos, sim, fazer a diferença. Os sofrimentos, as maldades, as injustiças não significam que existe um Deus injusto, mas que vivemos num estágio de evolução planetária, apenas, não enxergamos, pois, além do horizonte que faz parte da eternidade.
         


Coronel, a sua postagem 244 está contemplada pela minha longa resposta dada. Que bom que concordamos com muitas coisas, ego ou véu da obscuridade, é a mesma coisa.

Um abraço, com muito carinho,


Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 06:49


  Oi a todos!

  Peço desculpas pelo texto longo!

  Um abraço com carinho,

  Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 18:15


   Oi Tiago!

   Referente a sua mensagem 245:

   Esta história de Jesus e o seu apóstolo é muito bonita, e encerra muito ensinamento:

   "
Alguns dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com franqueza e doçura:
— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros pro¬cedam para com você. E caminhando cada ho¬mem nessa mesma norma, muito breve estende¬remos na Terra as glórias do Paraíso."


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/240/#ixzz12AJlcIIF


Façamos aos outros o que queremos que os outros nos façam!

Palvras de Jesus que nos leva a lembrar que este é o princípio do equilíbrio. Quando tudo foge deste equilíbrio começam as desavenças.

Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 19:04


  Tiago, referente a sua mensagem 246:

  "
O Mestre fêz longa pausa e terminou:
— Assim ocorre com a maioria dos homens, perante a realidade. Sentem-se com direito à recepção de todas as bênçãos do Eterno e gri¬tam fortemente, implorando a ajuda celestial. Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desconsolam-se, crêem e descrêem, tímidos, irritadiços e hesitan¬tes; todavia, quando a Verdade brilha diante deles, revelando-lhes a condição em que se en¬contram, costumam fugir, apressados, em busca de esconderijos tenebrosos, dentro dos quais pos¬sam Cultivar a ilusão."


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/240/#ixzz12APEQdsE


     Este texto evangélio nos leva aperceber a necessidade de olharmos primeiro para dentro de nós, para vermos o que for possível de nossos defeitos morais, o que é difícil, mas com o exercício frequente a pessoa vai se treinando para conseguir trabalhar a humildade dentro de si, somente a pessoa encontrando os próprios defeitos é que poderá avaliar se merece ou não tantos benefícios, é melhor se preocupar em levar benefícios a quem precisa, do que pensar somente em benefícios apenas para si e seus amados da intimidade. Este é um jeito de se chegar a alguma verdade sem abandonar os barcos da vida, e também, de buscar o equilíbrio.

Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 19:31


   Referente a postagem 247 de Tiago:

  "
Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:
— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade. Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveita¬mento das largas concessões de horas que a Di¬vina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/240/#ixzz12AcWpKm5


  Este ensinamento do Cristo nos deixa claro que temos que seguir os Seus ensinamentos, que são através dos exemplos e de suas palavras ricas de sabedoria, é o que Ele espera de nós.

Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 20:42


   Oi Tiago!

   Referente as suas postagens 258 e 259:

   Os negros que vieram como escravos, mesmo os emancipados na época da escravidão, são espíritos que alcançaram grande evolução por causa dos sofrimentos que passaram e conseguiram suportar com dignidade. Levaram grandes aprendizados da alma para o plano espiritual. Com eles podemos aprender muitas coisas, beber-lhes as palavras de ensinamento.

Conheço dois livros muito bonitos que contam a história de nosos irmãos ex-escravos, um deles é contado pelo espírito Ângelo Ignácio, que sempre se diz o repórter do além, não lembro o título inteiro, que é "... de Aruanda", o outro é "Nas Luzes do Canjerê", romance contado pelo espírito Euzébio, psicografado por Álvaro Basile Portughesi.


Sobre o texto do Momento Espírita, ele retrata o que é a nossa vida social e o autor do texto nos faz um alerta para que busquemos os verdadeiros valores da vida.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 21:00

   Oi amigo Diaz!


Boa tarde amigos!


Uma pessoa equilibrada também tem seus altos e baixos, como podemos notar nesta passagem da vida de nosso querido amigo Chico Xavier.

   


“Emanuel era implacável. Numa noite, ou melhor, já à 1h da madrugada, Chico voltava exausto de mais uma sessão no Centro Luiz Gonzaga quando abriu a porta de casa e deu de cara com uma cena nada agradável. Os dois gatos tinham sofrido uma indigestão. A sala parecia um chiqueiro. O mau cheiro estava insuportável. Chico sacudiu os ombros. Pediria a uma das irmãs que fizesse a limpeza na manhã seguinte.
Quando estava a caminho do quarto, escutou a voz do guia:
- Você que vem de uma reunião espírita, está fugindo da sua obrigação? Está exigindo que uma pobre menina, cansada de trabalhar nas panelas e no tanque para que não lhe falte comida nem roupa lavada, limpe esta sujeira? Você vai pegar um pano, vai trazer água, sabão e vamos lavar.
Chico acatou. Só ele lavou. Emanuel, de braços cruzados, se limitou a “passar o sabão” no coitado:
- No espiritismo, a pessoa tem que começar estudando nos grandes livros e também lavando as privadas, trabalhando, ajudando os que estão com fome, lavando as feridas de nossos irmãos. Se não tivermos coragem de ajudar na limpeza de um banheiro, de uma privada, nós estaremos estudando os grandes livros de nossa doutrina em vão.
Durante toda a sua vida, ele conservaria o hábito de varrer o seu próprio quarto e limpar o seu banheiro.

De vez em quando, Chico desanimava. Numa tarde, ele voltava da Fazenda Modelo, a pé e cabisbaixo, rumo a sua casa. Imaginava quando toda aquela trabalheira, cercada de desconfiança, iria terminar. Emanuel apareceu com mais uma lição. Apontou um lavrador, que capinava, e usou a metáfora:
- Reparou?  Enxada, guiada pelo cultivador, apenas procura servir. Não pergunta se o terreno é seco ou pantanoso, se vai tocar o lodo ou ferir-se entre as pedras. Nós somos a enxada na mão de Jesus. E a enxada que foge ao trabalho cai na tragédia da ferrugem.”




Quanto ao trabalho e a caridade Chico dizia sempre:
   
Cabeça vazia, oficina do diabo. Ele apostava no ditado. E, muitas vezes, receitava o trabalho como cura para a ansiedade, anestesia para a solidão, antídoto contra os obscessores e até como forma de adiar a morte.    -O trabalho engrossa o fio da vida - repetiria.
O trabalho em favor dos outros é um remédio quase milagroso.
   Quem alivia é aliviado.


As vidas de Chico Xavier P. 86



Fiquem com Deus!

Diaz


É uma grande lição esta que nos é passada com o conto desta história de Chico que nos ensina que não podemos pensar em nós primeiro sempre, e que não podemos ser egoístas!

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 21:25

   Oi Tiago, meu amigo!

Oi Helianan,
Eu pensei muito nesse assunto e vocês muito me ajudaram, pois muitos pensamentos que eu tinha foram exemplificados com textos. Mas eu continuo com o mesmo pensamento inicial.
O tripé. Quanto a mente, ainda tenho minhas dúvidas se ela é a chave.
Afinal, quem é o chefão, a mente ou o espírito?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão


   Veja bem, nós temos a tentência de complicar tudo para efeitos de entendimento íntimo, é o que se passa com o que vem a ser a mente e o espírito, a maneira como a vemos sem o devido conhecimento. Os textos da Hebe são por demais elucidativos neste sentido, eu mesma, para efeitos de dissipar dúvidas postei um texto que peguei em um site espírita sobre a relação entre o espírito e os principais chacras nele fixados, eu poderia ter pego de materiais meus que tenho em casa, mas preferi pegar na internet. Na verdade existem centenas de chacras epalhados pelo corpo espiritual, todos eles de importância vital para a vida humana, sem os quais não seríamos autônomos nem mesmo para dobrarmos os dedos das mãos. Em Acupuntura os pontos vitais são perfeitamente mapeados, e o acupunturista sabe bem onde espetar as agulhas, é o que nós poderíamos chamar de regiões de plexos, que vão atingir os chacras, tratando-os, e devolvendo a saúde ao corpo físico. Digamos que os chacras são os acessórios da alma-copo físico. Existem bons livros esotéricos e de Acupuntura que falam sobre os chacras, muito bons para estudo.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 21:48


  Oi  Hebe!

Citar
Oi Tiago,

Eu fui ler a questão que você falou.
Contexto a sua interpretação.
Não adianta pedir ajuda se não nos queremos transformar, temos que enxergar as nossas sombras para iluminá-las , acredito que essa foi a lição que Jesus quis passar.
É muito claro pra mim que devemos nos ver por inteiro, qualquer ajuda externa não cura nossas chagas se não queremos fazer.
Pode ser que eu esteja enganada e você certo.
Mas admitir nossos erros aceitá-los e perdoá-los é o primeiro passo para nos iluminarmos.
Ninguem pode fazer isso por nós. Esse texto mostra também a ilusão de nos considerarmos perfeitos.
Vamos continuar pensando no assunto.

Um abço
Hebe


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/285/#quickreply#ixzz12BAnsKGk


   É isto meso Hebe, perfeito, é o que eu quis dizer com outras palavas.

   Heliana.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 22:46

    Oi  Tiago!


Heliana,
Agora que me compreende, pode me dizer o que pensa sobre:
O equilíbrio em relação aos prazeres materiais. O corpo.
Sei que muito foi falado, mas digo em relação ao o que é benéfico espiritualmente e o que não é, ou seja.
1-   Encher a cara em alguns domingos da vida?
2-   Ficar doido com alguma droga ilícita uma vez na vida?
3-   Fazer amor com mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

Etc..

Não me intérprete mau, mas eu sou um pensador...
Abraços fraternos,
Tiago Brandão



    Vamos ver o que eu penso sobre tudo isto:

    1° - O equilíbrio sobre os prazeres materiais: o corpo. - bom, é a moral da pessoa que a dirigirá sobre estes focos.  Se a pessoa for moralmente mais evoluída entenderá de modo mais profundo estas questões, relacionando interesse específico no material-orgânico/visual com o amor e o respeito a individualidade do outro. Entretanto se a pessoa não manifesta em seus atos diários a dita moral, o mesmo ocorrerá com os prazeres materiais, estando totalmente mergulhado, como que totalmente absorvido e envolvido, pelas ilusões dos prazes que a vida material proporciona, esta pessoa é por demais materialista, e, a possibilidade do não ter poderá lhe causar desespero, ele precisa ter para ser feliz, mas uma fala felicidade, verdade esta que ele desconhce, isto me faz lembrar algumas questões do Livro dos Espíritos sobre este assunto.

    2° - "Encher a cara em alguns domingos da vida" está relacionado a fraqueza que a pessoa manifesta através da bebida, como uma das formas de fraqueza é tentar, por exemplo, equilibrar-se com a bebida depois de uma desilusão amorosa, outra forma de fraqueza é tentar mostrar ser uma pessoa que não é, ou manifestar alegria, felicidade, bebendo com os amigos, quando o bem estar íntimo pode ser manifestado de modo diferente perante os amigos. O mesmo se aplica ao cigarro, e outras drogas psicoativas. Ou várias pessoas ao mesmo tempo fazendo amor.


   Tudo isto é prova evidente de mais um ingrediente que está faltando na vida destas pessoas, além da questão moral, é a religiosidade, o não terem acançado durante suas idades cronológicas a possibilidade de viverem experiências de religiosidade os afastaram de Deus, e de Jesus, e com isto, entregam-se livres em consciência, aos enganos da vida.


   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: ca em 12 de Outubro de 2010, 23:12
grande texto!Li quase tudo e concordo com tudo kkkkk
parabéns Heliana!!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 12 de Outubro de 2010, 23:18

   Oi  Diaz,


Citar
   
Olá amigos, boa noite!
O crer fortifica a fé e a esperança, aumenta a força de vontade e predispõe a prática da caridade permitindo assim se alcance do tão almejado equilíbrio.
Concordam?

Vejamos o texto abaixo:

Tudo é possível àquele que crê
 
Você é uma pessoa otimista? Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança?

Ou você já desacredita de muitas coisas? Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê. Será mesmo?

Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso. Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade. Uma mulher fora brutalmente assassinada.

O autor era uma pessoa influente do reino. Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.

O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento. Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar. Seu destino seria a forca. Tudo conspirava contra ele.

Sabia que o desejavam culpar. O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar.

Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.

Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino.

Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”. Você sorteará um dos papéis. O que você escolher, será o seu veredito. Deus decidirá a sua sorte.

O pobre homem suou frio. De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada. Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.

Como ele  poderia se salvar? Não havia alternativa. Nenhuma saída.

O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles. Um enorme silêncio se fez na sala.

Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado. Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha. Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos. Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis. Rapidamente o colocou na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele.

Como saber agora qual o seu veredito?

Simples, respondeu ele. Basta olhar o outro pedaço de papel. O que sobrou em cima da mesa. Naturalmente, aquele que eu escolhi e engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.

http://malarranha.net/2009/02/19/tudo-e-possivel-aquele-que-cre/

Um abraço.

Fiquem com Deus!

Diaz

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/300/#quickreply#ixzz12BWYsK8A


Crer e  fé estão relacionados!

   Heliana.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 12 de Outubro de 2010, 23:47
Ufa!!!! Heliana,
Agora quem pedalou fui eu  :D :D :D

Já tinha separado esse texto do Professor Hermógenes, achei interessante e bem coerente a sua interpretação sobre as palavras de Jesus.

Orai e Vigiai
"Este trecho de carta do Prof. Hermógenes a um de seus alunos nos traz, de forma direta, a aplicação do ensinamento de Jesus, Orai e Vigiai, com especial ênfase em Vigiai. O evitar da autocompaixão, como apresentado no texto, nos traz o alerta da meditação e observação dos padrões mentais negativos que ocupam nosso espaço mental. A disciplina de evitá-los e substituí-los por outros padrões, em que a vida, a positividade e a fé são valorizados repercute em poder de ação e curativo. A conexão desta busca e movimento, com a fé cristã, alinha a carta do Prof. Hermógenes aos ensinamentos da terapia transpessoal, integral e da filosofia perene."

"Você tem motivos para ter muita pena de si mesmo. Não se pode negar. Desde sua origem, tem sido um desafiado pela adversidade. Mas ter motivos não significa que seja conveniente alimentar autocompaixão.
Igual ao ressentimento, a autocompaixão arruína a alma. Agrava o mal que já existe e engendra outros. Fique alerta contra qualquer tendência a autocondoer-se. Reaja, tendo compreensão contra esta sua tendência de querer que lhe confiram a medalha de campeão de sofrimento. Acostume-se a evitar que tenham "peninha" de você, principalmente se for você aquele que se compadece. Pelo que tenho constatado, posso pensar que uma enorme parte de seu drama está correndo por conta do devastador sentimento de autocomiseração, que ressalta de suas cartas queixosas. Não é verdade que você diz para si mesmo - "coitado de mim, que sofri tais e tais problemas...!"? Não estou certo? Não é verdade que você gasta tempo a comparar-se mentalmente com outros rapazes que são atletas vitoriosos com as moças...?
Se não faz assim é porque é anormal. Se faz é normal. Mas chegou a hora de deixar esta normalidade estúpida, que só lhe tem feito mal.
Convido-o para ver as coisas de frente, mas sem cometer o erro de botar fermento na dor, sem invejar quem parece estar sem dor, sem recriminar o destino, sem rancor para a vida, sem ódio para aqueles que parecem responsáveis pelo que você sofre. Entende o que quero dizer? Quero você de mente pura, mente capaz de ter clareza e poder de ver.
Quando quero que assim seja, estou convidando você para uma faixa de anormalidade, diferente da normalidade insana, isto é, da vulgaridade, da mesmificada massa de pessoas medíocres, adormecidas e incapazes de perceber as coisas como as coisas são. Quero você numa abençoada faixa de sabedoria, numa corajosa anormalidade, que os homens normais não compreendem e da qual talvez nunca ouviram falar. Convido-o para manter-se tranquilo, para serenamente situar-se, e poder ver em cada adversidade um estímulo para amadurecer. Que suas dores sejam o que as esporar são para um cavalo de montaria. o estímulo para avançar, para romper caminho, para cehgar seguro à meta.
Resumindo e continuando a falar franco, amigo, acho que sua mente tem sido mais eficiente em atrmentá-o do que todos os agentes de seu destino, de seu karma. O ódio a.. .tem lhe prejudicado mais do que a ele. Sua auto-piedade o tem enfraquecido mais do que qualquer doença, podendo mesmo ser a causa principal de sua enfermidade.
Analise sua mente. Procure percebe o mal que, assim desgovernada, lhe tem feito. Limpe-a de seus nefastos conteúdos (ódio, dúvida, autocompaixão). Vigie sua mente. Não deixe sua imaginação assim, desastrosamente solta.Não se entregue inconscientemente à amargura autocultivada. Não permita a entrada de pensamentos deprimentes. Não se esqueça de que todas as vidas são tremendos dramas, e, assim, desista de ser campeão. Renuncie ao pódio de padecentes.
Não seja ingrato com Deus. Quantas coisas positivas em sua existência! Quanta coisa boa em você! A insisTência em ver apenas o negativo impede ver o que há de positivo, isto é, aquilo que o faria perder o "emprego de coitadinho", que você, tolamente, vem mantendo. Se continua insistindo em arrolar somente os aspectos sombrios de seu destino e em esquecer os luminosos tenha paciência filho - não haverá salvação para você, pois você não quer mesmo ser salvo.
Seja vigilante! "Orai e vigiai", recomenda o Cristo.

Prof. Hermógenes, Yoga Paz Com a Vida, p.145

Segue o link para quem quiser saber mais sobre o autor.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Herm%C3%B3genes_de_Andrade_Filho
 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 13 de Outubro de 2010, 00:06
Oi,
Hoje não vou participar muito mas deixei o texto para contribuir mais um pouco na busca do equilibrio.
Gostaria de dizer que o Prof Hermógenes trabalhou e divulgou a hatha Yoga no Brasil. Seu pensamento é Universalista.

Um abço Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 00:18
Olá amigos.

Gostaria de fazer um paralelo entre equilíbrio e a definição de saúde pela OMS.
O objetivo é entender se seria realmente do equilibrio mental que estariamos tratando aqui.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social.
Seria esta a definição de equilíbrio?
Essa definição, até avançada para a época em que foi realizada, é, no momento, irreal, ultrapassada e unilateral.*
E se fosse estaria também ultrapassada? Com certeza ela peca por deixar de lado a questão espiritual, não?
Procurar-se-á, no presente artigo, fundamentar objeções à definição de Saúde da OMS. Trata-se de definição irreal por que, aludindo ao "perfeito bem-estar", coloca uma utopia. O que é "perfeito bem-estar?" É por acaso possível caracterizar-se a "perfeição"?
Entendamos para estudo daqui para frente a palvra saúde como sendo equilibrio.
Não se deseja, enfocar o subjetivismo que tanto a expressão "perfeição", como "bem-estar" trazem em seu bojo. Mas, ainda que se recorra a conceitos "externos" de avaliação (é assim que se trabalha em Saúde Coletiva), a "perfeição" não é definível. Se se trabalhar com um referencial "objetivista", isto é, com uma avaliação do grau de perfeição, bem-estar ou felicidade de um sujeito externa a ele próprio, estar-se-á automaticamente elevando os termos perfeição, bem-estar ou felecidade a categorias que existem por si mesmas e não estão sujeitas a uma descrição dentro de um contexto que lhes empreste sentido, a partir da linguagem e da experiência íntima do sujeito. Só poder-se-ia, assim falar de bem-estar, felicidade ou perfeição para um sujeito que, dentro de suas crenças e valores, desse sentido de tal uso semântico e, portanto, o legitimasse.

Por outro lado, a angústia (com oscilações), tendo essa angústia repercussão somática maior ou menor (por exemplo, um cólon irritativo ou uma gastrite), configura situação habitual, inerente às próprias condições do ser humano. Divergir de posturas da sociedade, e até marginalizar-se ou de ser marginalizado frente a essa mesma sociedade, não obstante o sofrimento que essas situações trazem, é comum e até desejável para o homem sintonizado com o ambiente em que vive. O filósofo Bergson1 (1932) contrapôs duas formas de moral possíveis: a estática e a dinâmica. A primeira fixou-se nos costumes, nas idéias e nas instituições, reduzindo-se, na verdade, a hábitos coletivos de caráter conservador; já a segunda resulta de um impulso criador que se liga à vida em geral, sendo uma ética da ruptura e da criação de novos valores.

Com relação a esse aspecto, Freud7,8 (1908 e 1930), em mais de uma oportunidade, procurou mostrar como a perfeita felicidade de um indivíduo dentro da civilização constitui algo impossível. Para ele, a civilização passou a existir quando os homens fizeram um pacto entre si, pelo qual trocaram uma parcela de sua liberdade pulsional por um pouco de segurança. Desta forma, a própria organização social e a condição mesma da existência do homem em grupos baseiam-se em uma renúncia que, ainda que assegure ao indivíduo certos benefícios, gera um constante sentimento de "mal-estar". Desta condição não se pode fugir, donde resulta que entre indivíduo e civilização sempre haverá uma zona de tensão. Pode-se, inclusive, situar o mal-estar em um momento anterior ao da constituição dessa "civilização" de que se fala Freud. Afinal, o homem a construiu exatamente para escapar ao incômodo da insegurança em que vivia, decorrente de sua exposição a um estado de coisas não exatamente sem leis, mas ditado pela lei do mais forte, que não deixa de ser uma espécie de lei, ainda que selvagem e injusta. O filósofo Castoriadis (1975) apontou para esse engano de Freud, afirmando que Freud não conseguiu provar que social tinha origem na sexualidade ou no assassinato do pai primevo. Portanto, onde ele pensava que havia natureza, já havia cultura, ou seja, nessa suposta "pré-civilização" já havia o instituído (p. 203).

Nessas condições, não se poderá certamente falar em "perfeito bem-estar social". Entende-se que, para fins de estatísticas de saúde, as formas de "avaliação externa" sejam necessárias; não seria exeqüível "qualitativar-se" esse tipo de mensuração. Essas reflexões e as que se seguirão são cabíveis para que o estudioso de ciências de saúde possa "pensar" melhor sua matéria.

Recentemente, médicos dos EUA criaram uma entidade nosológica e até lhe deram um C.I.D.: é a "síndrome da felicidade", incompatível com a situação do homem, com suas dificuldades, dúvidas, medos e incertezas. Seria dessa "felicidade" que a OMS tiraria seus parâmetros para caracterizar o "perfeito bem-estar mental"?

...continua
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 00:20
E portanto  o equilíbrio sujeito a essa felicidade, seria algo utópico?[/b]
O que se pode observar, quando aparentemente se encontra em alguém um estado de hiper-adaptação mental, é que a vida psíquica desse sujeito, por um outro lado - o lado oculto - encontra-se severamente empobrecida no plano fantasmático. Sua vida onírica e de fantasia parece amortecida, do que resulta um rebaixamento da criatividade e do potencial de intervenção sobre a realidade, no sentido de transformá-la. Esta síndrome dos "normóticos" ou "normopatas" começa a ser percebida por alguns psicanalistas mais atentos e sensíveis, como, por exemplo, por McDougall11 (1978) e Bollas3 (1992). Esses sujeitos, exatamente por não contarem com proteção de uma vida psíquica que lhes dê sustentação para enfrentar os acontecimentos traumáticos da vida, são, segundo tais psicanalistas, os mais propensos à somatização.

A definição de saúde da OMS está ultrapassada por que ainda faz destaque entre o físico, o mental e o social. Mesmo a expressão "medicina psicossomática", encontra-se superada, eis que, graças à vivência psicanalítica, percebe-se a inexistência de uma clivagem entre mente e soma, sendo o social também inter-agente, de forma nem sempre muito clara, com os dois aspectos mencionados.

A continuidade entre o psíquico e somático tem sido objeto de uma série de investigações. Se o psíquico responde ao corporal e vice-versa, fala-se, então, de um sistema onde não se delineia uma nítida divisão entre ambos.
A pesquisa em psicossomática mostra que, para um bebê, não faz sentido a divisão entre mente e soma. A psicossomática de inspiração psicanalítica tem colocado questões para a noção cartesiana da dicotomia mente-corpo. Marty10 (1980), por exemplo, viu em certas doenças, verdadeiras expressões do inconsciente manifestadas de forma primitiva, isto é, decorrentes da insuficiência fantasmática do sujeito. Assim, ao invés do sujeito produzir um sintoma psíquico e simbólico, como ocorre no caso da neurose, ele tende a responder ao excesso de excitação que não pode elaborar utilizando o corpo real.

Caberia aqui acrescentar que as injunções sociais atuam sobre este aparato complexo que é o sujeito. O estilo e o ritmo de vida impostos pela cultura, a modalidade da organização do trabalho, a vida nas metrópoles, entre tantos outros fatores, poderiam fazer pensar, até mesmo, em uma suposta unidade "socio-psicossomática". No que diz respeito especificamente ao impacto da natureza do trabalho na sociedade contemporânea sobre o sujeito, Déjours5 (1980) tem nos trazido grandes contribuições, analisando as formas de organização do trabalho que impedem o trabalhador de manter seu funcionamento mental pleno, tendo assim de lançar mão de um processo de repressão da vida fantasmática que o induz a responder à excitacão através da somatização.

Quando se fala em "bem-estar" já se englobam todos os fatores que sobre ele influem: ou não está já suficientemente "sentido" pessoalmente, e descrito em outras pessoas, que o infarto, a úlcera péptica, a colite irritativa, a asma brônquica, e até mesmo o câncer guardam profundos vínculos com os estados afetivos dos sujeitos? (a escolha do termo "sujeitos" e não "objetos" ou "vítimas", dessas situações é propositada, no sentido de introduzir a idéia de ser a "doença somática" apenas uma "via a mais" para externar a turbulência afetiva, tendo sido essa via inconscientemente buscada pelo sujeito, incapaz de harmonizar os seus conflitos interiores).

Freud9 (1938) já supunha que, entre as possibilidades de defesa disponíveis para o sujeito assolado pelo "mal-estar na civilização", estava a fuga para a doença somática (junto à fuga para a neurose ou para a psicose ou, ainda, para o comportamento anti-social). Embora ele não tenha desenvolvido a abordagem dessa via, a psicanálise tomou esta tarefa para si ulteriormente. O fato é que uma série de doenças somáticas encontram sua etiologia na problemática afetiva que não pode ser vivenciada no plano propriamente psíquico. Muitas vezes, a repressão da agressividade _ que não encontra uma outra via de escape _ redunda na opção final de explosão no plano somático, isto é, no corpo real.

Suponha-se que decorra da percepção dessa "não clivagem" da pessoa a conhecida expressão "deve-se tratar o doente e não a doença", dando margem, a inobservância dessa proposta, ao sucesso das assim chamadas "formas não tradicionais de medicina" (muitas vezes maior do que o da medicina), por visarem, essas técnicas, muito mais a afetividade do "sujeito", do que a mera expressão somática de sua turbulência emocional.

Percebe-se a extrema dificuldade de aceitação, por muitos profissionais de saúde, do fato de fincar-se o êxito terapêutico no relacionamento afetivo com o cliente (o termo paciente não foi, propositadamente, usado para tornar mais distante a idéia de exclusiva aceitação, paciente, submissa, com relação ao profissional de saúde). O vínculo afetivo, embutido de confiança recíproca, na dupla que empreende uma ação de saúde (profissional-cliente), a par dos aspectos cognitivos, técnicos e científicos, é decisivo para que se possa esperar a melhora do estado do cliente.

continua...
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 00:22
...continua e conclui.
Dir-se-á que no mundo atual, com a medicina em grande parte socializada (pré-paga), estatal ou não, com o profissional de saúde habitualmente mal ressarcido (não dispondo de tempo e espaço afetivo para dedicar-se seriamente a cada um de seus pacientes), a criação e preservação dessa ligação afetiva entre o profissional de saúde e o cliente é tão irreal quanto a expectativa de "perfeito" bem-estar da OMS. Admite-se que assim seja, pelo menos em parte, cabendo a contrapartida à própria estrutura de personalidade do profissional, despreparado muitas vezes para o estabelecimento daquele tipo de vínculo. As restrições mencionadas absolutamente não desvalorizam as reflexões apresentadas.

O relacionamento profissional de saúde-paciente é, sabidamente, uma parceria entre duas pessoas, das quais uma delas detém o conhecimento técnico-científico, que põe à disposição da outra, que o aceitará, ou não, contrariamente ao que pensam muitos médicos que percebem esse relacionamento como uma subjugação, suspendendo-o diante de dúvidas, críticas ou "desobediências" do paciente; também aqui, a escolha do termo foi proposital, visando à ênfase na forma de percepção desses profissionais. É nessas condições, de pleno exercício da autonomia de duas pessoas, que o tratamento sói ter sucesso, a menos que uma delas - o "paciente" - renuncie à sua própria autonomia, optando pela sujeição a uma postura mais paternalista do profissional de saúde, o que é freqüente, dada a condição de "regressão" que o mal-estar habitualmente produz no cliente.

Este fenômeno, em psicanálise denominado transferência, pode levar o paciente a conceder ao médico um lugar de poder absoluto
, em uma verdadeira substituição da figura onipotente do pai imaginário de uma criança pequena. Reconhecer-se no lugar transferencial pressupõe certa sensibilidade do profissional. Usar tal lugar para o exercício do poder, no entanto, já implica uma ação a ser pensada e discutida no plano da ética.
( Este cuidados devemos ter em relação procedência dos conhecimentos que formam a nossa crença, concordam?)

Acredita-se ter esclarecido, na óptica do presente artigo, a inadequação de ainda se fazer distinção, mormente num conceito da OMS, entre o físico, o mental e o social.

Finalmente, para tecer considerações sobre a mencionada "unilateralidade" da definição da OMS, há que se discutir o conceito de "qualidade de vida". O que é "qualidade de vida"? Dentro da Bioética, do conceito de autonomia, entende-se que "qualidade de vida" seja algo intrínseco, só possível de ser avaliado pelo próprio sujeito. Prioriza-se a subjetividade, uma vez que, de acordo inclusive com o conceito de Bion2 (1967), a realidade é a de cada um. Não há rótulos de "boa" ou "má" qualidade de vida, embora, conforme já se disse anteriormente, a saúde pública, para a elaboração de suas políticas, necessite de "indicadores". Assim, por exemplo, é óbvio que são imprescindíveis, dentro de uma sociedade, as estatísticas de mortalidade pelas várias doenças. Mas, o que é doença? Não é ela, liminarmente, apenas um conceito estatístico, considerando-se doentes (físicos, mentais ou sociais) todos os que se situarem fora da assim chamada "normalidade"?

Principalmente em psiquiatria (embora isso ocorra, sem excessões, em todas as expecialidades médicas), onde, na maioria das vezes nem mesmo alterações morfológicas dão chancela à diversidade dos indivíduos (e, ainda que dessem, não seria, o raciocínio, o mesmo? - não valerá a pena ser repensado o valor dessa diversidade (individualidade), a fim de preservá-la? Do fato de, cientificamente, serem conhecidos muitos "determinantes" genéticos, culturais e até físicos, químicos e biológicos de muitas patologias, decorrerá o direito ou não de intervir sobre essas diferenças quando o sujeito, manifestando sua vontade, não desejar essa intervenção? O que é o doente? Um ser humano diferente, que talvez tenha sua vida encurtada. O que é o sofrimento? É dor, inteiramente subjetiva, qualquer que seja a sua origem. O tratamento de uma doença, qualquer que seja, ela apenas será legítimo (e, conseqüentemente, ético), se o "doente" manifestar vontade de ser ajudado. Caso contrário, o "tratamento" poderá tratar-se de "defesa social" (situação freqüente, em psiquiatria) transvestida de benemerência. Retornando a considerar os condicionamentos, dos genéticos aos sociais, não existem todos eles, tanto nos "sãos" como nos "doentes"? A autonomia é uma condição que não se autorga a quem quer que seja: ou se reconhece, ou se nega.

Este problema com relação à psiquiatria, na verdade, já se cronificou entre nós. A própria noção da doença mental, como bem demonstrou Foucalt6 (1972) foi constituída historicamente. Por um hábito positivista _ uma exigência metodológica _ procurou-se no corpo anátomo-fisiológico do "louco" o substrato último para explicar sua "doença". Ocorre que, como denunciou o movimento antipsiquiátrico, a noção de "desvio" pendia mais para um juízo de valor que servia, na verdade, ao controle e à normalização sociais.

Logo, volta-se a enfatizar a prioridade do subjetivismo em toda reflexão sobre qualidade de vida. Poderá alguém afirmar que um portador de colostomia, conseqüente a uma cirurgia de cancêr intestinal, tem qualidade de vida pior do que um seguidor obsessivo de regras religiosas, intimidado perenemente por um Deus que lhe foi inculcado, independentemente de sua vontade? Nesta óptica, vai ficando claro que "realidade" nada mais é do que uma convergência de subjetivismos. Haverá outra forma de conceituá-la, essa realidade, que só pode ser vista e pensada por pessoas?

Será que alguém, pelo simples fato de não ter recursos para se alimentar de acordo com nossos padrões, poderá aprioristicamente ser considerado com qualidade pior de vida do que uma pessoa bem alimentada?

Não restam dúvidas de que essas considerações, aparentemente radicalizantes, visam apenas a atenuar a tendência positivista dos conceitos de saúde que aí estão.

O presente enfoque é importante para uma visão ampliada de saúde pública. Necessariamente ela observa, descreve, avalia e administra indicadores: a política de saúde louva-se nesses elementos.

Assim sendo a abordagem "de dentro para fora" do ser humano, onde o que mais conta é o subjetivismo do indivíduo, recorrendo-se inclusive à teoria e à vivência psicanalítica para a sua fundamentação, pode parecer despropositada e fora do contexto de saúde pública.

Não é nisto que se pensa. O destaque à autonomia do ser humano, em que supostamente existe uma "vontade", fazendo parte de uma "psyche" (alma) que transcende ao próprio ambiente sociocultural e mesmo à sua babagem genética, talvez dê uma condição melhor de entender a virtual ineficácia de políticas de saúde em determinados casos e circunstâncias.

Esta visão anti-positivista e mais humana das atividades dos profissionais de saúde, pode contribuir para um contato mais sintônico, mais empático e, conseqüentemente, mais ético, entre eles e a população assistida.

E, concluindo, dentro desse enfoque, não se poderá dizer que saúde é um estado de razoável harmonia entre o sujeito e a sua própria realidade?
Seria isso também o equilíbrio?
Revista de Saúde Pública
Print version ISSN 0034-8910
Rev. Saúde Pública vol. 31 no. 5 São Paulo Oct. 1997

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 00:41
Boa noite Hebe!

Sua citação:
Quanta coisa boa em você! A insisTência em ver apenas o negativo impede ver o que há de positivo, isto é, aquilo que o faria perder o "emprego de coitadinho", que você, tolamente, vem mantendo. Se continua insistindo em arrolar somente os aspectos sombrios de seu destino e em esquecer os luminosos tenha paciência filho - não haverá salvação para você, pois você não quer mesmo ser salvo.
Seja vigilante! "Orai e vigiai", recomenda o Cristo.

Prof. Hermógenes, Yoga Paz Com a Vida, p.145


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/330/#ixzz12Bts1Y9o

Esse Prof. Hermógenes é demais mesmo!

Muito boa sua citação.

Um abraço.

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 13 de Outubro de 2010, 00:54
Boa Noite Diaz,

Tem uma citação do Dalai Lama que já virou quase um diatado popular de tão repetida.

"Os homens ... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
E morrem como se nunca tivessem vivido."

Dalai Lama

Acho que essas palavras podem ser levadas para tudo na nossa vida, não só o dinheiro.

Pensa só.  :o

Um abço
Hebe

PS: Vou desfazer malas agora, estava só descansando um pouquinho das 5 horas de Serra que eu tive que dirigir.
Amanhã eu volto com calma  ;)

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 13 de Outubro de 2010, 01:07


   Oi  Hebe!


     Muito sábio este professor Hermógenes. Traz um exmplo concreto do que vem a ser viver as ilusões da vida material, e que quando vivemos afastados dos ensinamentos cristãos torna-se tão fácil cair nas armadilhas da vida.

  Com carinho,

  Heliana.
 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 13 de Outubro de 2010, 01:36


   Oi Diaz!

   Muito bom seu texto sobre saúde! No qual você apontou dois aspectos sobre equilíbrio, eu acredito que são também aminhos para o equilíbrio: o social e a saúde entendida de modo amplo, ou seja, espiritual-físico-mental-social.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 13 de Outubro de 2010, 01:38


    Oi  Hebe!


    Este raciocínio de Dalai  Lama é de fato  corretíssimo!

    Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 10:24
Olá amigos, bom dia!

O texto abaixo representa ao meu ver aquilo que o Coronel sempre diz à respeito do pensamento. Não postei tudo porque é muito longo. Se puder, visitem o site indicado no final, para juntos refletirmos à respeito.

Texto avançado
Conversa entre J. Krishnamurti e o Prof. David Bohm
Enviado por ick em seg, 14/03/2005 - 10:56
DA INTELIGÊNCIA

Tradução: Daniel Guimarães

Pensamento é da ordem do tempo; inteligência é de uma ordem, de uma qualidade diferente; Está a inteligência ligada ao pensamento? Cérebro, o instrumento da inteligência; pensamento como um ponteiro. O pensamento, e não a inteligência, domina o mundo. O problema do pensamento e do despertar da inteligência. Inteligência operando num contexto limitado pode servir a propósitos altamente não-inteligentes. Matéria, pensamento, inteligência têm uma fonte comum, são uma energia; por que se dividiram? Segurança e sobrevivência: o pensamento não pode considerar a morte de modo apropriado. “Pode a mente manter a pureza de sua fonte original?” O problema do aquietar do pensamento. Insight, a percepção do todo, é necessário. Comunicação sem a interferência da mente consciente.
Professor Bohm:1 Com relação à inteligência, eu sempre gosto de pesquisar a origem da palavra, bem como seu significado. É muito interessante; Inteligência vem de inter e legere, o que significa “ler entre”. Então me parece que se poderia dizer que o pensamento é como a informação num livro e que a inteligência tem que lê-la, ler seu significado. Acho que isso dá uma noção melhor do que seja inteligência.

Krishnamurti: Ler nas entrelinhas.

Bohm: Sim, depreender o significado. Há também um sentido relevante dado no dicionário, que é: estado de alerta mental.

Krishnamurti: Sim, alerta mental.

Bohm: Bem, isso é bastante diferente daquilo que as pessoas têm em mente quando medem inteligência. Agora, considerando muitas das coisas que você tem dito, você diria que inteligência não é pensamento. Você diz que o pensamento tem seu lugar no cérebro antigo, que é um processo físico, eletromecânico; tem sido amplamente provado pela ciência que todo pensamento é essencialmente um processo físico, químico. Então talvez pudéssemos dizer que a inteligência não é da mesma ordem, que ela não é da ordem do tempo, de todo.

Krishnamurti: Inteligência.

Bohm: Sim, a inteligência lê “nas entrelinhas” do pensamento, vê o significado dele. Há um outro ponto antes de começarmos essa questão: se você diz que o pensamento é físico, então a mente, ou a inteligência, ou como quer que queira chamar isso, parece diferente, é de uma ordem diferente. Você diria que há uma diferença real entre o físico e a inteligência?

Krishnamurti: Sim. Estamos dizendo que o pensamento é matéria? Coloquemos isto de forma diferente.

Bohm: Matéria? Em vez disso, eu diria processo material.

Krishnamurti: Tudo bem; o pensamento é um processo material, e qual é a relação entre ele e a inteligência? É a inteligência um produto do pensamento?

Bohm: Acho que podemos estar certos de que não é.

Krishnamurti: Por que estamos certos?

Bohm: Simplesmente porque o pensamento é mecânico.

Krishnamurti: O pensamento é mecânico, isso está correto.

Bohm: A inteligência, não.

Krishnamurti: Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?

Bohm: Isso levanta muitas questões difíceis.

Krishnamurti: Eu sei.

Bohm: Eu gostaria de dispor essa questão numa estrutura de pensamento que se pudesse conectar a quaisquer pontos de vista científicos que possam existir.

Krishnamurti: Sim.

Bohm: Até para mostrar que ela é cabível ou que não é. Então você diz que a inteligência pode ter existido eternamente.

Krishnamurti: Eu estou perguntando – ela existe eternamente?

Bohm: Pode ser que sim e pode ser que não. Ou é possível que algo interfira com a inteligência?

Krishnamurti: Veja, os Hindus têm a teoria de que a inteligência, ou Brahman, existe eternamente e que é coberta pela ilusão, pela matéria, pela estupidez, por todos os tipos de coisas errôneas criadas pelo pensamento. Eu não sei se você iria tão longe assim.

Bohm: Bem, sim; nós não percebemos, de fato, a existência eterna da inteligência.

Krishnamurti: Eles dizem deixe tudo isso de lado, aquela coisa existe. Então, seu pressuposto é de que ela tenha existido eternamente.

Bohm: Há uma dificuldade nisso, na palavra “eternamente”.

Krishnamurti: Sim.

Bohm: Porque “eternamente” implica tempo.

Krishnamurti: Correto.

http://www.krishnamurti.org.br

Abraços

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 13 de Outubro de 2010, 14:13
Bom dia Diaz,

É sobre isso sim que o Coronel fala.
Volto mais tarde para continuar.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Heliana Staut em 13 de Outubro de 2010, 15:21

Oi  Diaz,

Olá amigos, bom dia!

O texto abaixo representa ao meu ver aquilo que o Coronel sempre diz à respeito do pensamento. Não postei tudo porque é muito longo. Se puder, visitem o site indicado no final, para juntos refletirmos à respeito.

Texto avançado
Conversa entre J. Krishnamurti e o Prof. David Bohm
Enviado por ick em seg, 14/03/2005 - 10:56
DA INTELIGÊNCIA

Tradução: Daniel Guimarães

Pensamento é da ordem do tempo; inteligência é de uma ordem, de uma qualidade diferente; Está a inteligência ligada ao pensamento? Cérebro, o instrumento da inteligência; pensamento como um ponteiro. O pensamento, e não a inteligência, domina o mundo. O problema do pensamento e do despertar da inteligência. Inteligência operando num contexto limitado pode servir a propósitos altamente não-inteligentes. Matéria, pensamento, inteligência têm uma fonte comum, são uma energia; por que se dividiram? Segurança e sobrevivência: o pensamento não pode considerar a morte de modo apropriado. “Pode a mente manter a pureza de sua fonte original?” O problema do aquietar do pensamento. Insight, a percepção do todo, é necessário. Comunicação sem a interferência da mente consciente.
Professor Bohm:1 Com relação à inteligência, eu sempre gosto de pesquisar a origem da palavra, bem como seu significado. É muito interessante; Inteligência vem de inter e legere, o que significa “ler entre”. Então me parece que se poderia dizer que o pensamento é como a informação num livro e que a inteligência tem que lê-la, ler seu significado. Acho que isso dá uma noção melhor do que seja inteligência.

Krishnamurti: Ler nas entrelinhas.

Bohm: Sim, depreender o significado. Há também um sentido relevante dado no dicionário, que é: estado de alerta mental.

Krishnamurti: Sim, alerta mental.

Bohm: Bem, isso é bastante diferente daquilo que as pessoas têm em mente quando medem inteligência. Agora, considerando muitas das coisas que você tem dito, você diria que inteligência não é pensamento. Você diz que o pensamento tem seu lugar no cérebro antigo, que é um processo físico, eletromecânico; tem sido amplamente provado pela ciência que todo pensamento é essencialmente um processo físico, químico. Então talvez pudéssemos dizer que a inteligência não é da mesma ordem, que ela não é da ordem do tempo, de todo.

Krishnamurti: Inteligência.

Bohm: Sim, a inteligência lê “nas entrelinhas” do pensamento, vê o significado dele. Há um outro ponto antes de começarmos essa questão: se você diz que o pensamento é físico, então a mente, ou a inteligência, ou como quer que queira chamar isso, parece diferente, é de uma ordem diferente. Você diria que há uma diferença real entre o físico e a inteligência?

Krishnamurti: Sim. Estamos dizendo que o pensamento é matéria? Coloquemos isto de forma diferente.

Bohm: Matéria? Em vez disso, eu diria processo material.

Krishnamurti: Tudo bem; o pensamento é um processo material, e qual é a relação entre ele e a inteligência? É a inteligência um produto do pensamento?

Bohm: Acho que podemos estar certos de que não é.

Krishnamurti: Por que estamos certos?

Bohm: Simplesmente porque o pensamento é mecânico.

Krishnamurti: O pensamento é mecânico, isso está correto.

Bohm: A inteligência, não.

Krishnamurti: Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?

Bohm: Isso levanta muitas questões difíceis.

Krishnamurti: Eu sei.

Bohm: Eu gostaria de dispor essa questão numa estrutura de pensamento que se pudesse conectar a quaisquer pontos de vista científicos que possam existir.

Krishnamurti: Sim.

Bohm: Até para mostrar que ela é cabível ou que não é. Então você diz que a inteligência pode ter existido eternamente.

Krishnamurti: Eu estou perguntando – ela existe eternamente?

Bohm: Pode ser que sim e pode ser que não. Ou é possível que algo interfira com a inteligência?

Krishnamurti: Veja, os Hindus têm a teoria de que a inteligência, ou Brahman, existe eternamente e que é coberta pela ilusão, pela matéria, pela estupidez, por todos os tipos de coisas errôneas criadas pelo pensamento. Eu não sei se você iria tão longe assim.

Bohm: Bem, sim; nós não percebemos, de fato, a existência eterna da inteligência.

Krishnamurti: Eles dizem deixe tudo isso de lado, aquela coisa existe. Então, seu pressuposto é de que ela tenha existido eternamente.

Bohm: Há uma dificuldade nisso, na palavra “eternamente”.

Krishnamurti: Sim.

Bohm: Porque “eternamente” implica tempo.

Krishnamurti: Correto.

http://www.krishnamurti.org.br

Abraços

Diaz


 


    Poderia dar o link completo, pois não consegui localizar a página. É só copiar da barra de endereços.

   Heliana.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 13 de Outubro de 2010, 16:30
          Amigos, bom dia,
          Aproveitando a oportunidade de citações feitas pela Hebe, sobre Hermógenes, da ioga, e pelo Diaz, sobre Bhom, da física quântica, coloco abaixo algumas palavras desses dois:
          Hermógenes fala sobre nosso universo “interior”:
          “... quando mais aprendo é quando, sentado, sentidos desligados, corpo relaxado, mente silente, em meditação, mergulho dentro do eterno aprendiz que eu mesmo sou, tento compreender-me, tento auto-conhecer-me, buscando entender a linguagem silenciosa, mas infinitamente expressiva e sábia, do universo interno e profundo que eu sou”.
          E Hermógenes explica porque não temos condições de manifestar Deus em nós:
          “As potencialidades infinitas do Ser Supremo, que nós somos, não chegam a se manifestar, porque nos encontramos condicionados por vícios, hábitos, posses, afazeres, doutrinas, ideologias, partidos, culturas, preconceitos, crenças, religiões, dogmas, medos e estúpidas vaidades que, embora nos empobreçam, limitem a vida, a mente e a liberdade e façam sofrer, são por nós defendidos como fatores de nossa total segurança, nos quais depositamos ilimitada confiança”.

          (Devido aos nossos condicionamentos, temos medo de tudo que não conhecemos e, assim, nos apegamos e defendemos, a todo custo, e erradamente, aquilo que já é nosso velho conhecido, isto é, dependemos das "coisas de sempre" como se aí estivesse toda nossa segurança. “A porta larga, conhecida: a porta estreita”, desconhecida).

          Schrodinger e Bohm, dois dos mais notáveis cientistas da física quântica, sobre a mente infinita e imortal:
          É notável a semelhança de concepções entre Bohm e Schröndiger, pois este afirma, em perfeito acordo com aquele, que, “por mais inconcebível que pareça para os seres humanos, nós e todos os seres sencientes somos tudo em tudo. Daí que a vida, que estamos vivendo, não seja apenas uma parte da vida total, mas, é a própria vida total... Podemos atirar-nos ao chão, estender-nos sobre a mãe Terra, com a convicção absoluta de que estamos em comunhão com ela e ela conosco... Tão certo que ela nos engolirá amanhã, nos trará, outras vezes, novas lutas e novos sofrimentos. E não somente “algum dia”. Agora, hoje, todos os dias, ela nos traz à vida, não uma só vez, mas milhares e milhares de vezes, exatamente como nos engole, todos os dias, milhares e milhares de vezes”.

          Vejam bem, amigos: “nós somos a própria vida total”. E, observem que estas palavras não vêm da cabeça de um “místico confuso”, mas da clareza da mente do cientista que formulou a física quântica, a ciência mais avançada de nosso planeta. E isso que ele afirma é a mesma coisa que os místicos e os iluminados sempre afirmaram: "nós somos o próprio Todo, o próprio universo; mais ainda do que isso: nós somos a própria Divindade, a Divindade que buscamos mesmo inconscientemente". O que nos falta é “abrir os olhos”, é perceber que já somos “isso”, é “conhecer essa verdade”.

           E Schrodinger complementa;
          “... todos os dias, a mãe terra nos faz nascer, não uma vez, mas milhares e milhares de vezes. Pois, eternamente e sempre, há apenas o agora, pois o presente é a única coisa que não tem fim”.
          O presente já é a eternidade. As teorias destes físicos sobre a unicidade da consciência fazem parte de uma tradição dentro da física moderna que inclui, como vimos, alguns dos mais aclamados cientistas de nosso tempo. Suas teorias dão apoio à idéia de uma mente “não-localizada”, uma mente que está em todos e em tudo, universal, portanto, não confinada em cérebros e corpos, infinita e imortal, aquilo a que as religiões dão o nome de Deus.   

          Abraços.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 16:53
Oi Heliana,

Na pág. principal, à esquerda abaixo de texto introdutório.

o endereço: http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/20

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 13 de Outubro de 2010, 18:30
          Amigos, boa tarde,

          Àqueles que desejam saber mais acerca da "Busca de Deus", informo que, nesta data,  coloquei no blog:

                            http://www.obuscadordedeus.blogspot.com

o texto "Física e Misticismo" que, pelas regras do Fórum. não pode ser colocado aqui. Vale a pena lê-lo.

          Abraços.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2010, 23:36
Olá Coronel, boa noite!

Cito um trecho retirado do referido blog: http://www.obuscadordedeus.blogspot.com

- A meditação cria um hiato entre o despertar das respostas condicionadas mentais e a ânsia física de agir de acordo com elas e, desse modo, pode reforçar a capacidade de nosso livre-arbítrio, de decidir contrariamente às respostas e aos atos condicionados, com isso enfraquecendo nosso condicionamento que, com a persistência na prática de meditação, poderá ser superado, e podemos perceber o “Eu”.


Coronel, realmente não há como discordar dos fatos evidenciados e provados pela ciência, no entanto, também não há como discordar do papel importante que exercem as religiões no atual nível de desenvolvimento do ser humano e do próprio mundo.
Mesmo como respostas condicionadas e não "puras" no sentido de sua origem, tudo o que fazemos ou deixamos de fazer afeta a todos, a tudo e a nós mesmos.
Se alguém tem sede e nos pede água, temos muitas opções de escolhas mesmo sendo estas "não puras”: podemos ignorá-lo; podemos apenas observá-lo; podemos meditar sobre a nossa realidade relacionada ao fato, ou podemos saciar-lhe a sede, mesmo sabendo que esta ação não implicará numa mudança imediata da sua realidade, pois ele dalí algum tempo voltará à sentir sede.
Tenho tido várias experiências positivas com moradores de rua, com crianças e adolescentes em situações de risco, com crianças com câncer e outras mais. Positivas no sentido de provocarem sempre uma transformação para melhor em mim e muitas vezes nos outros também, despertando neles outra maneira de encarar suas realidades, de lidar com seus conflitos.
Não seria isso caridade, uma virtude ao alcance de todos, até de seres não iluminados como eu?
Concordo que temos que buscar a nossa iluminação, e se assim todos o fizessem todas as misérias e todos os males deixariam de existir. Mas, devemos ignorar aqueles que sofrem, deixando de saciar a sua sede de fé e de esperança dentro da escuridão em que se encontram? 

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 14 de Outubro de 2010, 00:01
Boa Noite Diaz,

Não é uma questão de ignorar e sim de não se envolver emocionalmente com a questão.
Isso não é frieza e sim lucidez diante do fato.

Os médicos não operam parentes porque seu emocional pode interferir na sua atuação. Isso é só um exemplo.
Não sei se coloquei bem.

Mas quando se atinge essa serenidade não tem como  recusar a ajuda, isso acontece naturalmente. Portanto não é ficar indiferente a dor alheia e sim observá-la e compreende-la e atuar sem espera de retorno algum.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 14 de Outubro de 2010, 00:51
Olá Hebe, boa noite!

Cito suas palavras:

Mas quando se atinge essa serenidade não tem como  recusar a ajuda, isso acontece naturalmente. Portanto não é ficar indiferente a dor alheia e sim observá-la e compreende-la e atuar sem espera de retorno algum.

Concordo com você.
O que não concordo é quando se diz que não temos a capacidade de escolha, ou que seja nula toda caridade praticada pelo esforço próprio. Temos a escolha de ficar em casa no aconchego do lar junto aos entes queridos ao invés de levar um pouco de alívio as dores alheias. O afastamento, mesmo que por pouco tempo exige esforço de nossa parte.
Temos a opção de ficar meditando horas ao invés de dispensarmos alguns minutos em socorro do próximo. Tenho que esforçar-me para conter por algum tempo a minha sede de sabedoria que me conduzirá a iluminação.

Cito:
"A ausência de ponderação, o desequilíbrio entre o progresso moral e o intelectual, produzem as tão freqüentes anomalias nas épocas de materialismo e transição."
“... o mal é oriundo da negligência do bem. Ficai bem certos de que não basta abster-vos de faltas: é preciso praticar as virtudes que lhes são opostas.
O céu e o inferno 2ºparte- Cap. VII P. 386 e P. 369

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 14 de Outubro de 2010, 12:00
Oi Diaz,

Já foi dito aqui que a vida social é necessária, o isolamento total foi combatido por todos os iluminados.
Aliás, todos eles trabalharam muito pela humanidade, não pode ser de outra forma, mas todos tinham momentos de isolamento.

O isolamento total tanto na DE quanto nas outras áreas Espiritualistas não é bem visto.
Vide  Jesus, Sidarta, Dalai Lama, Krishnamurti, Gandhi e outros.

Um abço
Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 14 de Outubro de 2010, 14:17
          Diaz      (ref  #346)           
          Meu amigo, as religiões mais nos enchem de ilusões, dúvidas e, sobretudo, esperanças em coisas que nem temos certeza de que, um dia, vão acontecer. Dão-nos esperanças de recompensas, nos dão medos e remorsos pelos erros, sentimentos de culpa, sofrimentos, cuidados... É certo que suas regras objetivam trazer um melhor relacionamento entre as já tão sofridas criaturas divinas. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que aí nada tem que signifique regra de “salvação”. Quanto aos quatro primeiros são inócuos, pois apenas visam a que se respeite aquele ser poderoso que o homem tão somente “imagina” o que possa ser. E não só que se respeite, mas até que se tema, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que as religiões, não só as ocidentais, apregoam ... (“sou temente a Deus...”). Veja que todos os líderes, depois tidos por líderes religiosos, tiveram que fazer inicialmente: colocar ordem e tranqüilidade ao povo. Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto de, fora as crianças, 600 mil pessoas, rebeldes, sofridas, desorganizadas, indisciplinadas, prontas para matar, roubar, cobiçar etc. Como esse povo o obedeceria, quando não tinha recurso algum a não ser a vontade de se livrar do cativeiro de muitos anos no Egito? Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel”, com ordens que, se negligenciadas pelo povo pagão, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes. O mesmo fez Maomé, com seu povo nômade. Observe e verá que, ainda hoje, aquele medo persiste. Essa a razão de confissões e comunhões, promessas, sacrifícios, a auto-flagelação, o forçar a própria natureza para perdoar, para agir com amor ao próximo, penitências, orações etc. Como não podemos deixar de perceber, é o medo que está por trás de tudo isso; medo de não estar protegido, de não agradar ou de ofender a divindade; de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, em conseqüência, sentenciado a penalidades torturantes e cruéis ditas educativas.
       O medo dos ancestrais ainda está em nós. E a crença de que agradando os “deuses” seremos favorecidos, também. Quanta coisa o homem faz para agradar e, assim, conseguir o favor de Deus? O sacrifício nas diferentes promessas de fazer ou não fazer isto ou aquilo; o sacrifício do próprio corpo no jejum, subindo escadarias, caminhando longos percursos de joelhos; a auto-flagelação, rezas e orações, serviços/caridade forçados ao próximo etc.
       Quantas vezes a natureza do indivíduo ainda não tem condições de amar, mas ele a força, pois que acredita que deve seguir os conselhos de sua crença particular e, assim, também, poderá conseguir méritos. Por isso os sábios dizem que, enquanto não se “conhecer a verdade que liberta”, como disse Jesus, todas as virtudes são ou prematuras, imitações, forçadas ou falsas. O homem, muito do que faz quando parece virtuoso, o faz por receio da desaprovação de Deus. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa. 
        As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida pelo fato de todos se respeitarem naqueles aspectos citados; quando o Mestre disse “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... será atirado ao fogo da geena...”, “... o seu credor o levará ao juiz...”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas desditas. 
          Isso é a religião, sobretudo a religião popular, organizada: leva os homens a melhor se conduzirem e se respeitarem, sobretudo por temerem as conseqüências, tantas vezes inenarráveis, de seus “erros”. Por isso, sérios pesquisadores do cristianismo primitivo afirmaram que “‘pelo cristianismo de hoje, ninguém chega ao Pai”, que “a igreja cristã falhou, por estar fazendo a humanidade ocidental caminhar contra um muro, sem conseguir dar um passo na direção de Deus”. 
          Por isso, também, os mestres chegam a afirmar que “as religiões impedem o acesso à verdade”, que “aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo”. As religiões visam trazer ordem e tranqüilidade, mas não levam a Deus.
          Cito o amigo Diaz:
”Mesmo como respostas condicionadas e não "puras"..., tudo o que fazemos... afeta a todos... e a nós mesmos”.
          Cel: Sim, amigo, afeta nesse sentido exposto acima: no sentido de trazer maior harmonia; não nos aproxima de Deus.
          Cito o Diaz:
”Não seria isso caridade, uma virtude ao alcance de todos?”
          Cel: É espontâneo esse ato caridoso, ou é feito por interesse ou porque os mestres recomendaram que se faça assim? Ou é feito para se sentir bem com a consciência? O homem virtuoso nem sabe que é virtuoso.
          Diaz:
”... temos que buscar a nossa iluminação... Mas, devemos ignorar aqueles que sofrem...?”
          Cel: É evidente que não, amigo. Pois o Mestre ensinou isso: amar o próximo... O amor está no caminho que leva à iluminação. E você ignoraria o sofredor? É sua natureza ou sua religião que o leva a amar o sofredor?



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 15 de Outubro de 2010, 12:01
Olá Coronel, bom dia!

Creio que agora entendi melhor a sua colocação.
Se colaboro de alguma maneira para a harmonia entre os homens, se pratico a caridade  sem interesse algum, sem cobranças, sem medo e com alegria, estou caminhando em direção à Deus, certo?
Quanto a tudo mais, tenho que refletir mais um pouco antes de manifestar minha opinião.

Um abraço!

Fique com Deus!

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 15 de Outubro de 2010, 12:14
Olá Hebe, bom dia!

CIto suas palavras:
Oi Diaz,

Já foi dito aqui que a vida social é necessária, o isolamento total foi combatido por todos os iluminados.
Aliás, todos eles trabalharam muito pela humanidade, não pode ser de outra forma, mas todos tinham momentos de isolamento.

O isolamento total tanto na DE quanto nas outras áreas Espiritualistas não é bem visto.
Vide  Jesus, Sidarta, Dalai Lama, Krishnamurti, Gandhi e outros.

Um abço
Hebe



Concordo com você, a questão toda é achar o equilíbrio, de maneira que possamos caminhar em direção a nossa iluminação, sem que fiquemos indiferentes as dores daqueles que sofrem na escuridão.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 15 de Outubro de 2010, 13:25
  :D Oi Diaz,

A serenidade não é indiferença, ao contrário, é amor incondicional.

Veja como Jesus agia diante do sofrimento do mundo, físico ou moral ele passava amor sem se deixar levar por emoções descontroladas.
Ele agia com equanimidade.

Essa foi a lição que ele nos passou, amar ao próximo como a ti mesmo.
Amar aos nossos inimigos.

Bem aventurados os mansos porque dele será o reino dos Céus.

Bem aventurados os humildes enfim, toda a Bem Aventurança do Sermão da Montanha nos mostra o caminho.
Porque ele não selecionava e nem classificava ninguem nem nada.
Por isso pregava o perdão no alcance total do que essa palavra significa.

Sem essa classificação social que estamos acostumados a fazer, essa caridade se torna incondicional. Não importa a quem nos doamos, todos passam a ser iguais e também não importa se teremos retorno disto, simplesmente a caridade tem que ser feita.

O grande objetivo a ser alcançado espiritualmente é este.
E temos isso dentro de nós mas não enxergamos, porque estamos envolto na nossa concepção do que seria certo ou errado, bom ou mal de acordo com a sociedade que vivemos.

Todos os homens são iguais perante a Deus e nós nos diferenciamos devido a cultura que adquirimos.

Por isso tantas religões, tantos conflitos, tanta percepção diferente do que foi dito por Jesus, Buda,  e outros que estiveram aqui para mostrar o caminho ao homem.

A DE é completa, ela nos mostra tudo e mesmo assim é interpretada de forma diferente por uns e outros.

A própria concepção do Cristianismo é diferente de acordo com a religião que o adotou como Norte.

Um abço
Hebe

PS: Voltemos ao equilibrio  ;)
Espírito - Mente e Corpo.









Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 15 de Outubro de 2010, 15:13
          Diaz, bom dia.  (ref #351)

          Cito o amigo Diaz:
”Creio que agora entendi melhor a sua colocação. Se colaboro de alguma maneira para a harmonia entre os homens, se pratico a caridade  sem interesse algum, sem cobranças, sem medo e com alegria, estou caminhando em direção à Deus, certo?”
          Cel: Isso é certo. Mas, meu amigo, quem é que já tem condições de proceder assim? Não podemos afirmar que este ou aquele é assim, pois não lhes conhecemos o íntimo. Mas, conhecemos, ao menos um pouco de nós mesmos, certo? E você, já obra assim? Sem qualquer interesse, mesmo o interesse de se sentir bem ou em paz com sua consciência? Como já lhe perguntei, é sua natureza ou sua crença que o leva a agir com amor pelo semelhante? Ou é o fato de se sentir contente, aliviado por ter, de algum modo, ajudado alguém?
          Observe que, em geral, normalmente não temos absoluta certeza de qual a resposta a essas perguntas. Como, também, já vimos, o homem bom nem sabe que é bom, pois é de sua natureza agir com bondade. O homem mau, também é de sua natureza ainda ser mau.
          Um abraço, amigo.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 16 de Outubro de 2010, 20:33
Olá Hebe, boa tarde!

Amiga, desculpe-me pela confusão. Se seres elevados na escala espiritual não encontram em nossa linguagem, palavras para transmitir muitos de seus ensinamentos imaginem eu, ignorante que ainda sou utilizando dessa mesma linguagem, só pode dar confusão.
Mas, a busca pelo equilíbrio a meu ver anda junto com a busca pelo conhecimento que nos liberta das amarras do passado e da falta de foco no presente que é responsável pelo nosso futuro e, portanto temos que nos abrir e rever todas as nossas crenças e conceitos adquiridos ao longo do tempo e assim aumentar a nossa base de sustentação que nos permitirá um maior equilíbrio.
Os meus questionamentos foram em relação a alguns pontos de vista contrários entre o Coronel e eu.
Quero novamente tentar esclarecer que não sou contra seu ponto de vista, sou a favor da meditação e da busca pela serenidade, virtude indispensável para alcançar o tão desejado equilíbrio.

 
  : Oi Diaz,

A serenidade não é indiferença, ao contrário, é amor incondicional.

Veja como Jesus agia diante do sofrimento do mundo, físico ou moral ele passava amor sem se deixar levar por emoções descontroladas.
Ele agia com equanimidade.

Bem apropriado o termo equanimidade para o nosso tópico: Ânimo inalterável, sempre igual, tanto na adversidade como nos bons momentos. Espírito sereno, equilibrado.




Bem aventurados os humildes enfim, toda a Bem Aventurança do Sermão da Montanha nos mostra o caminho.
Porque ele não selecionava e nem classificava ninguém nem nada.
Por isso pregava o perdão no alcance total do que essa palavra significa.

Sem essa classificação social que estamos acostumados a fazer, essa caridade se torna incondicional. Não importa a quem nos doamos, todos passam a ser iguais e também não importa se teremos retorno disto, simplesmente a caridade tem que ser feita.

Amiga, como dito acima, saiba que identifiquei os grupos da maneira como a sociedade organizada os classifica, para efeito de estudo, como sendo instituições ou locais onde encontram-se agrupados, como famílias, irmãos com semelhantes necessidades. É claro que na prática da caridade devemos velos como nossos semelhantes, pois ao contrário não seria caridade e sim assistencialismo. O porquê dessa minha referência é o fato de que se não sairmos de nossa zona de conforto, pode ser que nunca venhamos a nos deparar com certas situações, comuns às locais como esses.
É necessário lembrar que não precisamos sair de casa para praticar a caridade, pois o ambiente doméstico nos oferece divinas e múltiplas oportunidades, mas nem sempre encontraremos neste as dificuldades que nos fazem crescer.

 

Um abço
Hebe

PS: Voltemos ao equilibrio  ;)
Espírito - Mente e Corpo.

Creio que estamos progredindo nesta direção.
Você foi muito feliz na definição de serenidade e no exemplo.


Um grande abraço!

Fique com Deus!

Diaz






Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 17 de Outubro de 2010, 03:19
Boa noite Coronel.

Minhas considerações em negrito.
          Diaz, bom dia.  (ref #351)

          Cito o amigo Diaz:
”Creio que agora entendi melhor a sua colocação. Se colaboro de alguma maneira para a harmonia entre os homens, se pratico a caridade sem interesse algum, sem cobranças, sem medo e com alegria, estou caminhando em direção à Deus, certo?”
          Cel: Isso é certo. Mas, meu amigo, quem é que já tem condições de proceder assim? Não podemos afirmar que este ou aquele é assim, pois não lhes conhecemos o íntimo. Mas, conhecemos, ao menos um pouco de nós mesmos, certo? E você, já obra assim? Sem qualquer interesse, mesmo o interesse de se sentir bem ou em paz com sua consciência?

Se respondo que sim, mas admito a possibilidade de estar enganado, dado o fato de não conhecer nem a mim mesmo, qual seria o caminho, além de ouvir a minha consciência, para se chegar a verdade isenta de dúvidas?

Como já lhe perguntei, é sua natureza ou sua crença que o leva a agir com amor pelo semelhante? Ou é o fato de se sentir contente, aliviado por ter, de algum modo, ajudado alguém?

Se é a minha natureza, ou se é a minha crença que me leva a agir com amor pelo semelhante, ambas seriam então benéficas conduzindo-me a Deus, certo?

       
  Observe que, em geral, normalmente não temos absoluta certeza de qual a resposta a essas perguntas.

As mesmas perguntas que o amigo tem endereçado a mim eu respeitosamente lhe devolvo, na certeza de que se o amigo já tenha obtido as respostas não se importará em dividi-las conosco.


O amigo já fora médium, é conhecedor da DE deve portanto admitir que haja pessoas dotadas de maior sensibilidade. Esta característica e mais o ensino que a doutrina proporciona pode não ser o suficiente, como já fora dito, e disso não discordo.
  Mais uma vez amigo,lhe pergunto, qual o caminho? Desculpe a insistência, mas o amigo já demonstrou possuir grande experiência e sabedoria, e certamente, embora já colha os frutos de seu trabalho, creio que deva sentir prazer em ajudar à todos que ainda preparam a terra.
         


Quero que saiba que estimo muito a sua colaboração, e que sem esta não seria possível estarmos investigando tão profundamente as bases do nosso equilíbrio.

Um abraço.

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 17 de Outubro de 2010, 16:36
Mais uns vídeos para reflexão

Dalai Lama in Brasil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTdOdVhLeW1IWEl3JmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCM=)

Dalai Lama in Brasil - 02 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU51clUyR2l1N3hNJmFtcDtOUj0xIw==)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 18 de Outubro de 2010, 03:12
          Diaz
          Cito o amigo Diaz:
”Se é a minha natureza, ou se é a minha crença que me leva a agir com amor pelo semelhante, ambas seriam então benéficas conduzindo-me a Deus, certo?”
          Cel:       
Amigo Diaz, serão, como vc diz, benéficas, mas, só na primeira hipótese mostra que estamos nos aproximando de Deus. Se esse amor é de sua natureza, é genuíno, pois é espontâneo; se age com amor/caridade porque sua crença lhe diz que deve agir assim, não é espontando e, se não é espontâneo, é forçado, concorda? No amor espontâneo, está claro que vc tem esse amor; no forçado, está claro que vc não o tem ainda. Se ainda temos desamor no coração, podemos, pelo esforço, pelo treinamento, substituí-lo por amor? É certo que com ato de amor beneficiamos o próximo, mas só isso.
          Como dizem os mestres: “Somente à experiência de Deus nos dá virtudes genuínas; antes dessa experiência, toda virtude é forçada, imitação ou por interesse”.
          Diaz:
”... qual o caminho?”
          Cel:
 Meu amigo, o único obstáculo entre nós, criaturas divinas, e o Divino Criador é o “ego”, condicionado pelo medo do mundo e pelas ilusões que tradições, costumes, crenças, religiões, culturas, sociedade nos impõem desde que viemos à existência. Esse ego é como uma capa protetora com que enfrentamos as vicissitudes da vida mas, devido às ilusões de que está repleto, não nos deixa interpretar corretamente, nem a vida, nem o mundo. É como um véu através do qual vemos, imperfeitamente, o mundo. Por isso, para que tenhamos a visão limpa, para que tenhamos uma interpretação correta do mundo, esse véu deve ser afastado. Então, podemos ter a visão do que é Real, vamos conhecer a verdade que liberta, como afirmou Jesus, a verdade de quem nós somos na realidade.
          Como disse o profeta do Antigo Testamento: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”, significando que, quando nossa mente/ego/eu se aquieta, quem está presente não somos mais nós, mas Deus. Por isso, também, dizem sábios: “Ou eu, ou Deus”; quando o eu/ego está ativo, operando, Deus não está “presente”; quando o eu/ego se afasta, abre “espaço” para a manifestação de Deus.
          Um abraço.
           



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 18 de Outubro de 2010, 13:02
Olá Hebe. Bom dia!

Nada melhor que Dalai Lama para falar de equilíbrio e felicidade.

Retirei alguns trechos da palestra para facilitar a nossa compreensão.

Vídeo 1:
Acredito que o propósito básico da vida é alcançar a felicidade. è claro que nenhum de nós pode ter certeza de como será o futuro. Mas, se esperamos algo de bom, essa atitude nos ajuda a sobreviver.
Quando perdemos a esperança, isso abrevia a nossa vida podendo levar até ao suicídio. Portanto podemos dizer que o propósito básico de nossa existência é a felicidade, a alegria.
E todos os seres, não só os seres humanos, mas todos os seres sencientes querem a felicidade, não o sofrimento. Todos têm o direito de atingir a felicidade.
Há dois tipos ou dois níveis de sofrimento e prazer: um está relacionado principalmente com as sensações, com os sentidos. O outro, com o nível mental A experiência, no nível dos sentidos é comum aos seres humanos e aos animais. Nesse nível, a dor e o prazer aparecem como uma reação, seu raciocínio ou seu pensamento analítico. Em outro nível, o nível mental, está presente o pensamento, análise, o raciocínio.
Diante dos acontecimentos negativos podemos no primeiro momento constatar que eles seriam prejudiciais o nosso futuro. Isso pode causar medo, preocupação e sofrimento. Por outro lado, ao refletir sobre esses acontecimentos poderemos enxergar benefícios a longo prazo, algo válido. Então, por meio desse processo, conseguimos chegar a outro tipo de satisfação. Esse é o nível mental, que envolve o raciocínio. Alguns animais podem manifestar isso até certo ponto. Mas basicamente esse é um traço único do homem por causa da nossa inteligência, do nosso cérebro. Isso nos permite analisar as coisas.
Independente das circunstâncias da sua vida material, através do nível mental ou analítico, você pode encontrar coisas benéficas ou proveitosas, mesmo em situações fisicamente difíceis. E se no nível mental houver prazer, felicidade ou satisfação, pode inclusive dominar o sofrimento físico.

Vídeo 2:
Podemos chamar isso de treinamento da mente, que nos permite desenvolver certo tipo de atitude mental.
Desenvolver certa atitude mental pode trazer enormes benefícios para a nossa vida.  O que estou querendo salientar é que o desenvolvimento material (entendo que ele quis dizer mental) é muito necessário, muito útil, mas sozinho pode não ser capaz de resolver todos os nossos problemas. Portanto, não há razão para deixar de lado o desenvolvimento espiritual. Quando falo em espiritualidade não me refiro necessariamente ao credo religioso. Há dois níveis de espiritualidade: um que passa pela fé religiosa, e o outro que não.
Nós seres humanos temos uma qualidade única: A capacidade de investigar e analisar. È nesse contexto que o treinamento da mente ganha importância. Para o treinamento da mente a primeira coisa, a saber, é que a “mente” não é uma entidade única e sólida. È como se ela tivesse o seu próprio mundo com muitos pensamentos diferentes, emoções e uma infinidade de coisas. Então é muito importante analisar que tipo de pensamento é benéfico e positivo e que tipo é nocivo ou negativo.
Porque temos esse cérebro tão brilhante o treinamento da mente é muito útil e perfeitamente possível. Temos essa capacidade e, portanto vale à pena fazer uso dela.
Fica muito claro que claro, analisando bem, que as emoções negativas não servem para nada realmente. Só causam dano, só trazem infelicidade. As emoções positivas, como a compaixão e a paciência, essas nos trazem força interna, criam tranqüilidade em nosso interior.
Por causa desse tipo de análise e treinamento posso dizer, pelo menos espero que meu estado mental hoje em dia seja mais calmo. Tenho a mente menos agitada. Posso assegurar que através do treinamento da mente você pode mudar.
Todos vocês tem o mesmo potencial de tornarem-se pessoas de bom coração, felizes. Todos temos esse mesmo potencial.               


Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 18 de Outubro de 2010, 13:14
"querendo salientar é que o desenvolvimento material (entendo que ele quis dizer mental) é muito necessário, muito útil, mas sozinho pode não ser capaz de resolver todos os nossos problemas."

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/345/#ixzz12iAxRMFC

Oi Diaz,
Destaquei um comentário seu.
A meu ver Dalai Lama quis dizer material mesmo.
O crescimento material deve existir para sobrevivência e conforto do homem, mas não é o mais importante e não impede o crescimento espiritual que é aonde alcançará a paz e a felicidade.

O problema maior é que o homem foca o crescimento material como forma de alcançar a felicidade e esquece do lado espiritual.

Um abço
Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 18 de Outubro de 2010, 13:20
A visão de OSHO sobre meditação

Planeta Meditação 41 - O Que é Meditação? Osho (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXc3VlE0SFVOVEdrI3dz)

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 18 de Outubro de 2010, 17:50
Segue um texto para reflexão

" Fale apenas quando for necessário.
Pense no que vai dizer antes de abrir a boca.
Seja breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palabra,
deixas sair ao mesmo tempo uma parte de seu Chi (energia).
Desta maneira, aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faças promessas que não possas cumprir.
Não te queixes, nem utilizes em seu vocabulário,
palavras que projetem imagens negativas
porque se produzirão ao redor de ti,
tudo o que tenhas fabricado com tuas palavras carregadas de Chi.
 
Se não tens nada de bom, verdadeiro e útil a dizer,
é melhor se calar e não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.
O próprio Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu,
Porque o universo aceita, sem condições, nossos pensamentos, nossas emoções,
nossas palavras, nossas ações, e nos envia o reflexo de nossa própria energia
através das diferentes circunstâncias que se apresentam em nossas vidas.

Se te identificas com o êxito, terás êxito.
Se te identificas com o fracasso, terás fracasso.

Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente
manifestações externas do conteudo de nossa conversa interna.

Aprende a ser como o universo, escutando e refletindo a energia
sem emoções densas e sem prejuizos.

Porque sendo como um espelho sem emoções aprendemos a falar de outra maneira.
Com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor
com suas opiniões pessoais e evitando que tenha reações emocionais excessivas,
simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.

Não te dês muita importância, e sejas humilde, pois quanto mais te mostras superior,
inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro de tua própria imagem
e vives em um mundo de tensão e ilusões.

Sê discreto, preserva tua vida íntima, desta forma te libertas da opinião dos outros
e terás uma vida tranquila e benevolente invisivel, misteriosa, indefinivel,
insondável como o TAO.

Não entres em competição com os demais, torna-te como a terra que nos nutre,
que nos dá o necessário.

Ajuda ao próximo a perceber suas qualidades, a perceber suas virtudes, a brilhar.
O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos .

Tem confiança em ti mesmo. preserva tua paz interior evitando entrar na provação
e nas trapaças dos outros.
 
Não te comprometas facilmente, se agires de maneira precipitada sem ter consciência
profunda da situação, vais criar complicações.

As pessoas não tem confiança naqueles que muito facilmente dizem “sim”
porque sabem que esse famoso “sim”não é sólido e lhe falta valor.

Toma um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti
e só então tome uma decisão.
Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a Sabedoria.

Se realmente há algo que não sabes, ou não tenhas a resposta a uma pergunta
que tenham feito, aceite o fato.
O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo,
sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal.
Na realidade, o ego nada sabe simplesmente faz acreditar que sabe.
 
Evite julgar ou criticar, o TAO é imparcial em seus juizos não critica a ninguem,
tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.
Cada vez que julgas alguem a única coisa que fazes é expressar tua opinião pessoal,
e isso é uma perda de energia, é puro ruido.

Julgar, é uma maneira de esconder tuas próprias fraquezas.
O Sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra.

Recorda que tudo que te incomoda nos outros
é uma projeção de tudo que não venceu em ti mesmo.

Deixa que cada um resolva seus problemas e concentra tua energia em tua própria vida.
Ocupa-te de ti mesmo, não te defendas.
Quando tentas defender-te na realidade estás dando demasiada importância às
palavras dos outros, dando mais força à agressão deles.

Se aceitas não defender-te estarás mostrando que as opiniões dos demais não te afetam,
que são simplesmente opiniões, e que não necessitas convencer aos outros para ser feliz.

Teu silêncio interno o torna impassível.
Faz uso regular do silêncio para educar teu ego que tem o mal costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte do não falar.
Toma um dia da semana para abster-se de falar.
Ou pelo menos algumas horas no dia, segundo permita tua organização pessoal.

Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado,
ao invés de tentar explicar com palavras o que é o TAO.
Progressivamente, desenvolverás a arte de falar sem falar, e tua verdadeira natureza
interna substituirá tua personalidade artificial, deixando aparecer a luz de teu coração
e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a esssa força, atrairás para ti tudo que necessitas para tua própria realização
e completa liberação.

Porem tens que ter cuidado para que o ego não se infiltre…
O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.
Se teu ego se impõe e abusa desse Poder o mesmo Poder se converterá
em um veneno, e todo teu ser se envenenará rapidamente.

Fica em silêncio, cultiva teu próprio poder interno.
Respeita a vida dos demais e de tudo que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-te em teu próprio Mestre e deixa os demais serem o que são,

ou o que têm a capacidade de ser.

Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO".


Texto taoísta traduzido para o Portugues por Stela Lecocq.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 19 de Outubro de 2010, 04:46
Oi irmãos,
Eu já estou apto para continuar essa caminhada, mas antes tenho que pedalar. Hehe.
Quinta feira estou de volta, pois quarta é meu niver e estou com a agenda cheia.
Até lá quero parabenizar vocês por trilharem esse caminho de forma sabia e serena.
Obs: Acredito que o Dalai Lama é muito sábio! Quem concordar com está afirmação, deveria ler o livro: Arte da Felicidade. O que ele falou na palestra é só uma pequena parte do livro.
Abraços Fraternos.
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 19 de Outubro de 2010, 05:13
Irmãos,
Realmente eu estava ficando viciado nesse tópico, pois senti muita falta. Tanto que não resisti e entrei 1 vez para dar uma olhadinha,  mas resisti bravamente e desconectei sem responder nem comentar. Agora que estou com minha mente mais treinada, pretendo não me ausentar tão cedo. Ainda tenho alguns pensamentos que pretendo compartilhar.
Heliana e Hebe, eu irei responder vocês em breve.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 19 de Outubro de 2010, 10:08
Bom dia Tiago,

  :D :D :D Esse vício também estou tendo, praticamente é o unico tópico que eu entro.

Senti mesmo a sua falta, vamos continuar porque estamos caminhando em harmonia.

Eu tenho esse livro de Dalai Lama, vou olhar e selecionar alguma coisa para postar aqui.

Um abço
Hebe

PS; Há pouco tempo abri um tópico sobre vício na internet, sei que não é o seu caso nem meu mas vale a pena dar uma olhadinha, tem uns artigos bons sobre o assunto.
http://www.forumespirita.net/fe/eventos-noticias/vicio-em-internet-ja-e-considerado-problema-psiquiatrico/msg156317/#msg156317
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 20 de Outubro de 2010, 11:55
Oi Hebe,
Realmente você tem razão. Revi o vídeo e entendi melhor. No trecho abaixo fica bem claro o que Dalai Lama diz:

“Vamos falar de desenvolvimento material. Ele é muito benéfico para nós, nos traz prazer, basicamente no nível sensorial ou físico.
Por exemplo: uma determinada situação material pode lhe trazer alguma satisfação e contentamento no nível físico, dos sentidos; como ver uma forma agradável, ouvir um som agradável e assim por diante. Mas se você estiver perturbado talvez essa satisfação não baste para acalmar a sua mente ou lhe dar controle sobre ela"

Um abraço

Diaz

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 20 de Outubro de 2010, 12:11
Olá Coronel,
Peço-lhe desculpas pela insistência, pois o amigo já havia dado a resposta a muitos de meus questionamentos, porém eu ainda não havia enxergado. Creio que a resposta a minha pergunta "qual o caminho?" está neste trecho de sua fala que eu mesmo busquei no seu blog e postei aqui páginas atrás.

- A meditação cria um hiato entre o despertar das respostas condicionadas mentais e a ânsia física de agir de acordo com elas e, desse modo, pode reforçar a capacidade de nosso livre-arbítrio, de decidir contrariamente às respostas e aos atos condicionados, com isso enfraquecendo nosso condicionamento que, com a persistência na prática de meditação, poderá ser superado, e podemos perceber o “Eu”.

A Meditação

Um abraço

Diaz




Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/345/#ixzz12taGtYGr
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 20 de Outubro de 2010, 12:31
Vou aproveitar o espaço e desejar
Muita paz e equilíbrio para o Tiago hoje e sempre.
Feliz Aniversário

Hebe


ftp://<center>(http://www.recadodeorkut.com/650/010.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zYW1vci5jb20=)

 RecadosOnline (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zYW1vci5jb20=)
</center>
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 20 de Outubro de 2010, 12:33
Olá Tiago,
 
Vou procurar esse livro. Estou percebendo que os ensinamentos que ele passa, ampliam as nossas possibilidades de ação e de equilíbrio dentro dos limites possíveis a nossa  condição de espíritos encarnados.

Um abraço!

Diaz
 

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 20 de Outubro de 2010, 12:57
Oi Heliana,

Conseguiu localizar a página?

Creio que texto é útil no sentido de possibilitar uma maior amplitude de nossos conhecimentos acerca de outras crenças e das descobertas científicas recentes, porém acho que a DE já nos fornece os ensinamentos de que necessitamos para a nossa evolução. Isso não significa que não podemos acrescentar algo de bom, como a meditação e outas coisas mais, não?

Um abraço

Diaz


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 21 de Outubro de 2010, 20:41
Olá amigos

O texto abaixo retirado do livro As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto a meu ver, alem de contribuir para a nesta busca pelo equilíbrio vem também reforçar as idéias já anteriormente expostas.

Ilusão

É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.

   As ilusões que criamos servem-nos, de certa forma, de defesas contra nossas realidades amargas. Embora possam, por um lado, nos poupar das dores momentaneamente, por outro, nos tornam prisioneiros da irrealidade. Para possuir uma mente sã, é preciso que tenhamos uma capacidade de aceitação da realidade, jamais fugindo dela.
   Muitos de nós conservam a ilusão de que a posse material proporciona a felicidade; de que o poder e a fama garantem o amor; de que a força bruta lhes protegerá de uma possível agressão; de que a prática sexual lhes daria uma integral gratificação na vida. Quase sempre, desenvolvemos essas ilusões na infância com nossos pais, professores, outros parentes, como sendo reais ensinamentos, quando, em verdade, não passam de crenças distorcidas de indivíduos que tinham o dinheiro e o sexo como divindades supremas.
   Mesmo quando crescidos e maduros, sentimos medo de abandoná-las. Não será fácil renunciarmos a essas ilusões, se não nos conscientizarmos de que a alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a mente os percebe. Enquanto usarmos nossa mente, sem que ela esteja ligada a nossos sentidos mais profundos, ficaremos agarrados a esses valores ilusórios.

As dores da alma de Francisco do Espírito Santo Neto; Ilusão, pág. 58.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 21 de Outubro de 2010, 20:51
Oi Diaz,

Perfeito este texto.
É tudo que estamos falando sobre os falsos valores que nos fazem sofrer.
Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Outubro de 2010, 13:02
O autoconhecimento é a base do equilíbrio, concordam?

Vejamos o que o escritor Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes pensa à respeito:

“Vivemos sob o domínio de leis sociais, necessárias ao desenvolvimento espiritual, pois elas promovem o equilíbrio e a harmonia na convivência cotidiana.
Essas leis traduzem em menor escala, ou tentam traduzir, as leis espirituais de Deus. Estabelecem os limites e disciplinam a conduta do ser humano. Precisamos dessas normas externas até conseguirmos internalizar as leis espirituais, quando então, aquelas se tornarão desnecessárias. A partir daí o ser humano conseguirá viver de acordo com as leis externas, face a existência de uma lei interna moralmente elevada.
Quando a lei interna é moralmente inferior à lei externa, ocorre o embate, cujas conseqüências exigirão processos educativos, aparentes sanções, para o desenvolvimento espiritual.
Quando a lei interna é moralmente superior à externa, o ser humano vive em perfeita harmonia, conseguindo influenciar seu meio social, favorecendo o aperfeiçoamento das normas de convivência coletiva. Ele não só se melhora, como concorre para o progresso social, pelo exemplo que vivencia.
Um sentido que pode se perceber nas entrelinhas da citação do Cristo é aquele que nos leva a entender que os caminhos existentes, pertencentes as mais diversas religiões, se seguidos com coerência, podem levar o ser humano ao progresso moral, isto é, obedecer antigos princípios que assinalavam a necessidade do ser humano buscar o crescimento espiritual, sem inventar “verdades novas”.
Destruir o antigo pode ser uma forma de fugir a entrar em contato com as dificuldades que temos de enfrentar e com nossos próprios conflitos. Não há necessidade de destruir a lei interna que nos convida ao Bem e ao Amor. Essa lei também nos leva à necessária  individuação, ao encontro com o Si mesmo.
A  individuação é um processo que se fundamenta no alcançar de certos estados de espírito, que colocam o ser humano na condição de se sentir centrado e em sintonia com princípios éticos superiores. É um processo contínuo e, geralmente, se inicia com uma crise do  ego. Diferencia-se da chamada  perfeição, por não seguir, necessariamente, as exigências religiosas, nem se limitar à obrigatoriedade de seguir normas externas.
...
Esses conflitos se encontram na consciência, quando lembrados, e no inconsciente,oriundos de eventos esquecidos da presente encarnação ou de encarnações
passadas. Eles se agrupam por semelhança e se estruturam em redes denominadas psicologicamente de  complexos. São núcleos afetivos que envolvem situações adversas similares, ocorridas nas várias vidas do Espírito. São desejos, intenções, motivações não realizados, reprimidos por motivos diversos, que necessitam ser exteriorizados de
alguma maneira. Inevitável, como se pode analisar, a formação de complexos, face à complexidade da Vida. Muitas vezes criamos situações de fuga diante dos problemas a fim de não entrarmos em contato com nossos complexos.
Não aceitamos antigos princípios e adotamos mecanismos de defesa para evitar o sofrimento de ter que lidar com a necessidade de encarar de frente o que tem sido constantemente evitado. Na realidade costumamos fugir de nós mesmos.
Essa viagem ao encontro do si mesmo é,muitas vezes, evitada face aos inconvenientes que provoca, pois nos faz entrar em contato com nossas imperfeições.
Não destruir a lei, mas cumpri -la é um convite a que observemos nosso mundo interior e não fujamos do necessário embate com nossos  complexos.
Destruí-los sem perceber-lhes a influência que exercem sobre nós é um equívoco grave. Conhecer-lhes a natureza é o mesmo que penetrar em nosso mundo interior e descobrir como nos enredamos nas teias psíquicas que engendram novos conflitos.
Deixar que eles atuem inconscientemente sobre a nossa vida ou simplesmente destruí-los sem lhes conhecer a origem, é permanecer na ignorância sobre nós mesmos.
Não destruir a lei, pois sabemos que a mensagem superior do amor está presente na essência das diversas religiões e filosofias da humanidade.
Não é preciso destruir a crença do outro, mas fazer com que ele compreenda o sentido superior que nela existe. A mensagem do Cristo está presente na essência das diversas religiões.
Com o coração poderemos enxergá-la em sua inteireza. E com ele conseguiremos viver de tal forma que o outro a perceba.
O Cristo cumpriu a lei, pois tornou-se o exemplo vivo de alguém que realizou sua  individuação, tornando-se único, singular. Mudou a história da humanidade, por ter realizado, com o máximo de integridade, a sua lei interna. Viveu-a e assumiu todas as conseqüências de seus atos.
Esse é o caminho da  individuação de todo ser humano. Não destruir a lei interna, mas conhecê-la e cumpri -la é o único caminho que o conduzirá a felicidade, que é sua fatalidade.
A tolerância às crenças alheias é um princípio que denota bom relacionamento interpessoal. É um dos sinais da inteligência emocional que necessita desabrochar no
Espírito. Reflete a consciência de si mesmo, além da percepção do estágio evolutivo do outro.
Quando internalizarmos a mensagem, certamente não nos
importaremos com o rótulo religioso do outro, mas sim, em como estamos lidando com a nossa própria crença.
Todo indivíduo realizado e saudável, em paz consigo mesmo, respeita o outro, mesmo quando ele se encontra equivocado. Com suas observações sobre o comportamento
alheio, não procura tomar o lugar da norma externa do outro, mas sim com a melhoria de sua norma interna. Ao mesmo tempo, procura melhorar sua própria norma interna
e a externa.”

Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz de
Psicologia do Evangelho

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 22 de Outubro de 2010, 14:47
Uau! Se tinha dúvidas à respeito da meditação, já não tenho mais.
Muito bom este vídeo sobre a meditação na visão de OSHO.

Um abraço, Hebe!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 04:07
Amigo Diaz, estou lendo um livro: Maria de Nazaré. Nele tem um capítulo explicando a importância da esperança.
Quando Maria nasceu, foi sugerido pelos espíritos evoluídos que fosse contado as pessoas que sofriam em Nazaré, que a mãe do mestre havia nascido e que a vina cerda dele estaria próximo. Essa informação encheria as pessoas de esperança.
Quando a esperança virar certeza é porque conhecemos a verdade. Aí, não mais teremos dúvidas. Estaremos equilibrados. Iluminados. Encontraremos Deus. Enquanto isso temos que nos guiar pela esperança, que estamos no caminho certo.
Abraço fraterno,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 04:32
Bom dia irmãos, bom dia Heliana.
Em resposta ao comentárario: 320
— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso."

Esse ensinamento de Jesus é o mandamento: Amar ao próximo como a si mesmo.
Esse ensinamento e muito profundo:
Amar ao próximo como você si ama.
Eu acredito que muitas pessoas seguem esse ensinamento, mas se elas não sabem si amar, como vão amar ao próximo?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 04:55
Irmãos, Heliana,
Respondendo a mensagem 322

   Referente a postagem 247 de Tiago:

  "
Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:
— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço. Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade. Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveitamento das largas concessões de horas que a Divina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.

Cito a amiga:
Este ensinamento do Cristo nos deixa claro que temos que seguir os Seus ensinamentos, que são através dos exemplos e de suas palavras ricas de sabedoria, é o que Ele espera de nós.

Esse ensinamento também deixa claro que podemos através de uma observação apurada, esforço, sabedoria, perceverança, etc, superar obstáculos como: falta de um professor, falta de dinheiro, etc e mesmo assim aprender lições complicadíssimas da vida.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 05:03
Irmãos, Hebe e Heliana,
Referente a mensagem 326.
Estou colocando um texto postado pelo Coronel:
AS DROGAS E A BUSCA DE DEUS

ALDOUS HUXLEY e outros:
       O perigo do uso de drogas para provocar experiências espirituais:
       “Contudo, o encontro inesperado com a realidade não-localizada, (com aquilo que chamamos de Deus) pode ser chocante e avassalador. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o uso de drogas que alteram a consciência. Dependendo de fatores inúmeros, essa experiência pode ser descrita como êxtase, iluminação ou puro terror. Houve mesmo quem recorresse ao suicídio ao realizar repentino contato com a realidade não-localizada em experiências com drogas. Como disse Campbell, “Aqueles que não resistem à experiência se afogam nas águas onde os místicos nadam com deleite. Para atravessar esse oceano, é preciso estar preparado”.
       (Pietro Ubaldi, místicos, sábios e outros afirmam o mesmo).
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 05:56
Irmãos, irmã Heliana,
Minhas perguntas:
1-   Encher a cara em alguns domingos da vida?
2-   Ficar doido com alguma droga ilícita uma vez na vida?
3-   Fazer amor com mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

Cito a amiga: mensagem 327
    1° - O equilíbrio sobre os prazeres materiais: o corpo. - bom, é a moral da pessoa que a dirigirá sobre estes focos.  Se a pessoa for moralmente mais evoluída entenderá de modo mais profundo estas questões, relacionando interesse específico no material-orgânico/visual com o amor e o respeito a individualidade do outro. Entretanto se a pessoa não manifesta em seus atos diários a dita moral, o mesmo ocorrerá com os prazeres materiais, estando totalmente mergulhado, como que totalmente absorvido e envolvido, pelas ilusões dos prazes que a vida material proporciona, esta pessoa é por demais materialista, e, a possibilidade do não ter poderá lhe causar desespero, ele precisa ter para ser feliz, mas uma fala felicidade, verdade esta que ele desconhce, isto me faz lembrar algumas questões do Livro dos Espíritos sobre este assunto.
2° - "Encher a cara em alguns domingos da vida" está relacionado a fraqueza que a pessoa manifesta através da bebida, como uma das formas de fraqueza é tentar, por exemplo, equilibrar-se com a bebida depois de uma desilusão amorosa, outra forma de fraqueza é tentar mostrar ser uma pessoa que não é, ou manifestar alegria, felicidade, bebendo com os amigos, quando o bem estar íntimo pode ser manifestado de modo diferente perante os amigos. O mesmo se aplica ao cigarro, e outras drogas psicoativas. Ou várias pessoas ao mesmo tempo fazendo amor.

Agora eu:
Concordo, parabéns pela explicação.
Porém não concordo, HeHe.
Acredito que muito depende da moral, mas nada adianta se não houver conhecimento.
A moral se confunde com bons costumes. Isso depende do conhecimento que é muito limitado e muito influenciado pela sociedade.
Precisamos pensar cada vez mais.
1-   Ficar bêbado. Quem fica bêbado, não conhece seu limite, ou não o tem.
2-   Beber não é errado, se fosse Jesus não transformaria água em vinho e sim em Fanta Uva. HEHE. Recebi um e mail com esses dizeres. Encaixou. HeHE.
3-   O motivo correto para fazer qualquer ato material é a vontade. O motivo errado para fazer qualquer ato material é o desequilíbrio desta vontade.
4-   Agora chegamos no equilíbrio. O equilíbrio de uma vontade é a alma mandando na mente que manda no corpo. E não o corpo, mandando na menta que manda na alma. Um espírito evoluído não tem vontade de ficar doidão com álcool, mas sim com amor. Como evoluir um espírito? Através do seu alto conhecimento. Como ele se conhecerá? Vivendo, escutando e sendo guiado por espíritos mais evoluídos.
5-   É fato que os jovens usam, cada vez mais, inúmeras drogas. Por isso, é muito importante que eles cresçam espiritualmente, pois quem não tem medo de morrer, não tem medo dos dogmas das religiões, então não vai ser através do medo que eles não o farão e sim através da falta de vontade em fazê-lo por terem crescido espiritualmente.
6-   O álcool tem seus benefícios, como qualquer droga. Você se conhece mais um pouco. Agora os malefícios são inúmeros.
7-   Fazer amor? O sexo é um tema complexo. Comprei um livro para minha noiva, crente que tava abafando: Ioga Tântrica. O livro prega o desapego aos parceiros, ou seja, amar o máximo de possoas possíveis. Ainda bem, que depois dessa parte, ela me contou e parou de ler. Hehe.
8-   Hoje eu acredito que fazer sexo não é errado, desde que não traga maguas nem sofrimento para nenhum dos participantes.
9-   Materialmente é bom: é um exercício, uma atividade desestressante, que aumenta sua autoconfiança e traz muita alegria e um enorme prazer.
10-   Espiritualmente, quando feito de maneira errado, ou seja, quando nos prejudica ou prejudica o parceiro, pode causar até resgates em vidas futuras.
11-   Eu fala para os meus amigos que: quem tem um relacionamento, onde há diálogo e mente aberta para as informações, além de uma busca conjunta de Deus, não é necessário a busca do prazer fora do lar. Existem inúmeras formas de fazer sexo com a pessoa que se ama.
12-   Temos que ter conhecimento e sabedoria em muitos ramos da vida. Só assim seremos equilibrados.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 24 de Outubro de 2010, 06:11
Bom dia irmã Hebe,
Eu fico grato pelo carinho,
Abraço fraterno,
Tiago Brandão.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 24 de Outubro de 2010, 15:35
          Amigo Tiago Brandão   (ref #375)
          Transcrevo citação sua de um livro:
“Quando a esperança virar certeza é porque conhecemos a verdade. Aí, não mais teremos dúvidas. Estaremos equilibrados. Iluminados. Encontraremos Deus. Enquanto isso temos que nos guiar pela esperança, que estamos no caminho certo”.
          Cel: são palavras, pensamentos bonitos que nos embalam, que podem nos dar mais coragem para enfrentar os problemas da vida. Mas como fazer para que a esperança vire certeza? Sabemos como fazer isso? As experiências da vida nos levam a essa certeza? E como saber se estamos, como o amigo Brandão diz, no caminho certo? Se nos guiarmos pela esperança (que significa nada mais do que expectativa, possibilidade) podemos estar tanto no caminho certo quanto no errado, concorda? Infelizmente as crenças, as doutrinas procuram nos dar essas esperanças, mas nada mais do que isso; nada mais conseguem fazer. Temos que buscar a solução além delas, além de tudo que elas nos ensinam, além mesmo de nossa mente/ego, pois esta é restrita, limitada, condicionada pelos que culturas, costumes, religiões, sociedade nos impõem desde que chegamos à existência. Todas as ilusões às quais o condicionamento nos sujeita, devem ser afastadas. E onde estão o condicionamento e as ilusões, que não permitem um interpretação correta do mundo e da  vida? Exatamente na mente/ego/eu, que é onde está a memória de todos as experiências da vida; logo, para se afastar as ilusões, o ego deve ser afastado. E restará, então, o espírito com sua perfeita visão do que é Real.
          Um bom domingo.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 26 de Outubro de 2010, 21:02
Irmãos, irmã Heliana,
Minhas perguntas:
1-   Encher a cara em alguns domingos da vida?
2-   Ficar doido com alguma droga ilícita uma vez na vida?
3-   Fazer amor com mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

Cito a amiga: mensagem 327
    1° - O equilíbrio sobre os prazeres materiais: o corpo. - bom, é a moral da pessoa que a dirigirá sobre estes focos.  Se a pessoa for moralmente mais evoluída entenderá de modo mais profundo estas questões, relacionando interesse específico no material-orgânico/visual com o amor e o respeito a individualidade do outro. Entretanto se a pessoa não manifesta em seus atos diários a dita moral, o mesmo ocorrerá com os prazeres materiais, estando totalmente mergulhado, como que totalmente absorvido e envolvido, pelas ilusões dos prazes que a vida material proporciona, esta pessoa é por demais materialista, e, a possibilidade do não ter poderá lhe causar desespero, ele precisa ter para ser feliz, mas uma fala felicidade, verdade esta que ele desconhce, isto me faz lembrar algumas questões do Livro dos Espíritos sobre este assunto.
2° - "Encher a cara em alguns domingos da vida" está relacionado a fraqueza que a pessoa manifesta através da bebida, como uma das formas de fraqueza é tentar, por exemplo, equilibrar-se com a bebida depois de uma desilusão amorosa, outra forma de fraqueza é tentar mostrar ser uma pessoa que não é, ou manifestar alegria, felicidade, bebendo com os amigos, quando o bem estar íntimo pode ser manifestado de modo diferente perante os amigos. O mesmo se aplica ao cigarro, e outras drogas psicoativas. Ou várias pessoas ao mesmo tempo fazendo amor.

Agora eu:
Concordo, parabéns pela explicação.
Porém não concordo, HeHe.
Acredito que muito depende da moral, mas nada adianta se não houver conhecimento.
A moral se confunde com bons costumes. Isso depende do conhecimento que é muito limitado e muito influenciado pela sociedade.
Precisamos pensar cada vez mais.
1-   Ficar bêbado. Quem fica bêbado, não conhece seu limite, ou não o tem.
2-   Beber não é errado, se fosse Jesus não transformaria água em vinho e sim em Fanta Uva. HEHE. Recebi um e mail com esses dizeres. Encaixou. HeHE.
3-   O motivo correto para fazer qualquer ato material é a vontade. O motivo errado para fazer qualquer ato material é o desequilíbrio desta vontade.
4-   Agora chegamos no equilíbrio. O equilíbrio de uma vontade é a alma mandando na mente que manda no corpo. E não o corpo, mandando na menta que manda na alma. Um espírito evoluído não tem vontade de ficar doidão com álcool, mas sim com amor. Como evoluir um espírito? Através do seu alto conhecimento. Como ele se conhecerá? Vivendo, escutando e sendo guiado por espíritos mais evoluídos.
5-   É fato que os jovens usam, cada vez mais, inúmeras drogas. Por isso, é muito importante que eles cresçam espiritualmente, pois quem não tem medo de morrer, não tem medo dos dogmas das religiões, então não vai ser através do medo que eles não o farão e sim através da falta de vontade em fazê-lo por terem crescido espiritualmente.
6-   O álcool tem seus benefícios, como qualquer droga. Você se conhece mais um pouco. Agora os malefícios são inúmeros.
7-   Fazer amor? O sexo é um tema complexo. Comprei um livro para minha noiva, crente que tava abafando: Ioga Tântrica. O livro prega o desapego aos parceiros, ou seja, amar o máximo de possoas possíveis. Ainda bem, que depois dessa parte, ela me contou e parou de ler. Hehe.
8-   Hoje eu acredito que fazer sexo não é errado, desde que não traga maguas nem sofrimento para nenhum dos participantes.
9-   Materialmente é bom: é um exercício, uma atividade desestressante, que aumenta sua autoconfiança e traz muita alegria e um enorme prazer.
10-   Espiritualmente, quando feito de maneira errado, ou seja, quando nos prejudica ou prejudica o parceiro, pode causar até resgates em vidas futuras.
11-   Eu fala para os meus amigos que: quem tem um relacionamento, onde há diálogo e mente aberta para as informações, além de uma busca conjunta de Deus, não é necessário a busca do prazer fora do lar. Existem inúmeras formas de fazer sexo com a pessoa que se ama.
12-   Temos que ter conhecimento e sabedoria em muitos ramos da vida. Só assim seremos equilibrados.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão

Amigo, penso que não necessitamos experimentar de tudo para adquirirmos sabedoria. É certo que, conhecimento não é sinônimo de sabedoria, e que o conhecimento necessita de vivência, de aplicação prática para se tornar sabedoria. Porém, a grande sabedoria está em admitir que nada se sabe.
Se buscarmos conhecer a nós mesmos, reservando-nos momentos de silêncio e meditação e exercitar-mos o desapego as ilusões do nosso ego, o equilíbrio começará surgir, de uma forma mais harmônica e segura.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 27 de Outubro de 2010, 03:41
Irmão Coronel,
Continuemos nossa caminhada. Eu pouco sei, tenho consciência desse fato, porém muito reflito sobre qualquer assunto.
Desculpe não responder antes, mas o site não enviou para o meu email, que havia um novo comentário no tópico. Achei esquisito e entrei.
Primeiramente queria lhe dizer que essa conclusão foi minha e não do livro. Ele apenas comenta a importância de se ter esperança e seus benefícios. Eu concluí o restante.
Irmão Coronel, eu,tenho vivido um problema clássico. O de conhecer as teorias, mas não conseguir aplicá-la com eficácia. Muito me esforço, mas sinto que não posso ser egoísta estando nessa minha faixa etária, pois me sinto na obrigação de ajudar, não só a mim, mas como também as pessoas mais próximas, como minha mãe, meu irmão mais novo, minha noiva. Todos nós temos nossas dificuldades, mas minha pequena sabedoria já faz alguma diferença ao tentar resolve-las.
Quando leio que o senhor não tem esperança ou não se guia por ela, penso que já tem a certeza, logo já alcançou algo maior que ainda estou longe, mas caminhando. Se ainda não alcançou é porque tem a esperança de estar no caminho, se não o fosse, não teria tanta convicção em suas mensagens. Percebo que sua fé é enorme, logo ou já alcançou ou está repleto de esperança em alcançá-la.
A terceira opção seria: O senhor está repleto de esperança que achou o caminho, mas tarde demais para praticá-la e por esta razão se esforça em mostrá-la a quem, teoricamente, terá um minutinho a mais nessa pequena passagem que é a vida, para colocar essas teorias em prática.
Logicamente existe outras explicações...
Eu estou passando um momento complicado de saúde, pois tenho uma hérnia de disco, ao qual me causa limitações que nunca tive, impossibilitando até de jogar minha tão saudável pelada. Tenho pensado muito nos meus erros que ocasionaram tal infortúnio. Percebo que poderia ter evitado esse problema, mas só agora sei a teoria, porém pra mim já é tarde. Só me resta curá-la e conscientizar as pessoas que essa doença existe e dói. Fisicamente estou limitado. Meu equilíbrio está comprometido? Não. Por quê? Porque tenho a esperança que vou melhorar e se não o fizer vou aprender a lidar ainda mais com minhas limitações, aceitando e criando novas maneiras de fazer exercício e me sentir saudável.
Tem uma frase que descreve um pouco o que eu sou: Perturbador de mente.
Eu perturbo a mente alheia. Gosto de fazer as pessoas pensarem, pois se ela enxergar todos os ângulos de um ponto de vista e o seguir, não vão ser por ignorância e sim por escolha.
Percebo que o senhor também gosta de perturbar a mente alheia.
Talvez, por tal motivo, nosso debate não teve continuidade.
Também sou teimoso, pelo menos aparentemente. Não mudo de ponto de vista fácil, até porque costumo questionar ao máximo o que é me passado, a fim de assimilar mais profundamente. O certo é o certo. Mas existe o certo?
Abraços fraternos, do seu humilde aprendiz,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 27 de Outubro de 2010, 04:01
Irmão Diaz,
Acredito que: O que eu postei é polêmico. Perceba que estou comentando com a Heliana sobre como ajudar os adolescentes a terem equilíbrio.
Imagine um rapaz, com seus 22 anos, recém casado, cheio de compromissos profissionais, chegando em casa sexta a noite e falando com a esposa:
Amor da minha vida. Você poderia não me incomodar, por cerca de 20 minutos, porque vou dar uma meditada básica. Depois a gente vai dar um role, valeu?
Quanto mais evoluído, mais evoluídas são as vontades. No nosso caso, aí eu consigo visualizar:
Amor, vamos passear no parque e dar uma meditada para relaxar?
A resposta dos nossos amores: Eu adoraria, mas eu estou com dor de cabeça, deixa pra outro dia. HEHE.
Existe um provérbio que é parecido com isso:
Quem é inteligente aprende com seus erros!
Quem é sábio aprende com os erros dos outros!
Conheça os outros e será sábio!
Conheça a ti mesmo e será iluminado!
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 27 de Outubro de 2010, 12:37
Olá Tiago.

Amigo, já trabalhei com crianças e adolescentes em situação de risco e por isso posso lhe dizer algo, que espero que lhe seja útil.
Não consegui notar nenhuma diferença para melhor no comportamento da maioria dos jovens, inclusive não consegui evitar que alguns continuassem no mundo do crime e das drogas, embora tenha me empenhado muito nesse sentido.
Algumas crianças, hoje adultos me reconhecem e relembram com carinho do período em que trabalhamos juntos. Estes talvez tenham aproveitado algumas de nossas instruções, alguns de nossos ensinamentos, mas não se pode ter certeza disto. Podem eles simplesmente terem tido um melhor acompanhamento da família ou não terem uma propensão para as drogas e para o crime.
Cheguei à conclusão que não temos por mais que nos esforcemos, a capacidade de mudar as pessoas, pois a mudança é um processo individual que ocorre de dentro para fora.
Não adianta procurarmos ajudar a outros se não buscarmos antes nos conhecermos. Nossas palavras serão vazias, destituídas de força moral. Ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras.
A meditação, como já foi dito algumas páginas atrás, não deve ser algo isolado, mas sim uma atitude continua voltada a atenção ao nosso mundo interno e a maneira como percebemos o mundo externo e como reagimos a ele.
Lembremos de Jesus, ele pouco falava, mas suas palavras eram carregadas de enorme força moral, que até hoje consegue provocar grande transformação nas pessoas.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 28 de Outubro de 2010, 03:10
          Amigo Tiago Brandão   (ref #383)
          Cito o amigo Brandão:
”... problema...de conhecer as teorias, mas não conseguir aplicá-las com eficácia”.
          Cel: amigo, isso deve ser muito mais freqüente do que pensamos. Mas, quais teorias que vc conhece e não sabe aplicar? E teorias que visam quais finalidades? A prática do amor ao próximo, da caridade, é isso? E porque não tem conseguido aplicar? Se deseja aplicá-las porque a religião, ou os mestres recomendam, ou qualquer interesse como o de se sentir bem pois está fazendo o que acha que deve fazer, ou para conquistar méritos, que valor isso terá? É certo que o próximo será beneficiado mas, e o praticante, se foi “caridoso” por esses motivos apontados, terá algum benefício? Essa prática, que evidentemente exigirá (se sua natureza ainda não é amar, perdoar) algum esforço, trará algum beneficio ao praticante? Pelo esforço, que significa treinamento, pode-se substituir o desamor que ainda existe num coração, por amor? Se há esforço, ou se se sente obrigação de ajudar, isso é amor genuíno, ou apenas imitação, encenação, obediência à ética religiosa...?
       Para sua reflexão, abaixo palavras de um sábio:
       “Deus prefere, de ti, um grau de pureza de consciência o menor que seja (isto é, prefere em ti uma mente não poluída por pensamentos, associações, emoções, imaginações, que são obstáculos ao percebimento), do que quantas boas obras fizeres (“não é pelas vossas obras que sereis salvos...”). Deus quer, de ti, o menor grau de obediência e sujeição (aos ensinamentos, mandamentos), do que todos esses serviços que “pensas” prestar-lhe”.

       Se seu íntimo lhe diz que deve ajudar, tudo bem; mas se ajuda por obrigação, nenhum mérito terá... É evidente que, mesmo assim deve ajudar, pois isso concorre para um relacionamento mais harmonioso entre as pessoas. Por isso os mestres aconselham que se auxilie e seja honesto com o próximo, a família, a sociedade. Aí estão os mandamentos das religiões: “não faça isso”, “não faça aquilo”.., todos visando a um vida mais pacífica entre as já tão sofredoras criaturas... Nenhuma regra ou condição há, nos mandamentos, que nos aproxime da realização espiritual. Contudo, se vai ajudar, não encare isso como obrigação, mas como amor; envolva os beneficiados com uma aura de amor e alegria.
       Brandão:     
“... achou o caminho, mas tarde...”.
       Cel: veja, Brandão: a “coisa” já está aqui, desde sempre, na nossa frente; só nos falta “preencher” certos requisitos para percebê-la. E isso de eu estar tentando passar alguma coisa aos outros é porque estaremos voltando, sempre e sempre, e podemos, assim, encontrar o mundo melhor nas nossas voltas.
       Amigo Brandão, já recorreu a um bom massagista, que conheça a estrutura da coluna e suas ramificações nervosas? Já me vi incapaz de dar um passo, de me mexer, de dormir senão sentado, no meio de cadeiras; nenhuma medicina resolvia, e um humilde massagista autodidata me pôs novo em folha; e ele já havia “tirado”, da mesa de operação, várias pessoas que, por diagnósticos, talvez incorretos, seriam submetidas à cirurgia da coluna. Pode ser seu caso.
      O amigo pergunta se o certo existe; na minha concepção, só aquilo que o “conhecereis a verdade...” nos mostra.
       Um abraço a mais um perturbador de mentes.

       Sugiro conhecer aqui no forum o tópico "Carta ao buscador de Deus" e, fora do forum, o blog
                                          http://www.obuscadordedeus.blogspot.com





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 28 de Outubro de 2010, 03:55
       Olá, Diaz   (ref #385)

       Amigo Diaz, isso que vc diz é uma verdade: nós não mudamos ninguém. No entanto, somos “parte” desse imenso mecanismo que pode estar se expressando por nós, e que pode ser “ouvido” e resultar em mudança... por isso Jesus disse “a tua fé é que te curou”, “... é o Pai que está em mim quem faz as obras...” (palavras semelhantes). Também disse: “Ninguém vem a mim se o Pai que me enviou não o mandar”. Sempre o Pai, a imensidade, agindo através de nós.
       Cito o amigo Diaz:
”... crianças, hoje adultos... mas não se pode ter certeza disto...”
       Cel: É verdade. Nunca podemos ter certeza de nada. Nem sabemos se vamos estar em casa, esta noite, nem o que acontecerá no próximo minuto. Lembre-se do tsunami e de seus milhares de vítimas, pegas de surpresa. A única certeza que podemos ter é está: mais dia, menos dia, o findar da vida biológica chega. No universo manifestado, tudo é incerto e tudo é impermanente; a própria ciência mais avançada do planeta concorda com isso.
       Diaz:
”Cheguei à conclusão que não temos, por mais que nos esforcemos, a capacidade de mudar as pessoas, pois a mudança é um processo individual que ocorre de dentro para fora”.
       Cel: Contudo, amigo, se sentir dentro de vc o desejo, não a obrigação, de ajudar, aconselhar, ensinar, o faça ... é o Todo se expressando por vc... Vc, eu, todos somos parte desse infinito e eterno e perfeito “mecanismo” universal...
          Diaz:
”Não adianta procurarmos ajudar a outros se não buscarmos antes nos conhecermos. Nossas palavras serão vazias, destituídas de força moral. Ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras”.
       Cel: nossas palavras podem sempre ajudar; lembre-se de Jesus: “... ponha sua luz sobre o velador, para que ilumine a todos”. Jesus não falou isso só aos profetas e sábios, mas para o povo em geral, para o homem comum.
       Um abraço









Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 28 de Outubro de 2010, 15:02
Boa tarde Irmãos, boa tarde Diaz,
Cito o amigo:
Não consegui notar nenhuma diferença para melhor no comportamento da maioria dos jovens, inclusive não consegui evitar que alguns continuassem no mundo do crime e das drogas, embora tenha me empenhado muito nesse sentido.
...
Eu penso que realmente é muito difícil mudar uma pessoa. Mas não é impossível. Na minha breve vida, tive oportunidade de mudar algumas pessoas e fracassar com muitas, mas essas pessoas que mudaram fazem diferença. Perceba que na verdade não mudei ninguém, mas consegui encaixar mais uma pecinha no quebra cabeça dessa pessoa e ela conseguiu encaixar outras por causa desta pequena peça. Ás vezes, essas pequenas peças fazem muita diferença. Eu penso muito nisso. Esse pensamento foi criado porque isso já cansou de acontecer comigo. É se eu tivesse num quarto escuro e alguém colocasse uma porta lá e me desse a chave. Quando eu entrava, via um outro ambiente totalmente diferente. EX: Uma praia.

Cito o amigo:
Cheguei à conclusão que não temos por mais que nos esforcemos, a capacidade de mudar as pessoas, pois a mudança é um processo individual que ocorre de dentro para fora.
...
Penso que temos sim. Criei uma hierarquia de dificuldade para que possamos nos guiar. A primeira pessoa que temos que mudar é nós mesmos. Depois mudemos as pessoas que mais amamos, seja pai, mãe, papagaio ou o periquito. É importante que essas pessoas tenham um tempo disponível para que possamos passar as mensagens. Depois mudaremos aquelas que convivemos diariamente. Depois, aquelas que nem conhecemos mais necessitam de mudança. Aí sim, poderemos pensar em mudar o mundo.
Quando você me diz que não conseguiu mudar um adolescente que você pouco conhece é que pouco ama, eu realmente acredito.
Agora, sem querer ofende-lo nem nada, apenas como ilustração: Se fosse seu filho, não seria mais fácil mudá-lo? E se fosse você, não seria ainda mais fácil?

Cito o amigo:
Não adianta procurarmos ajudar a outros se não buscarmos antes nos conhecermos. Nossas palavras serão vazias, destituídas de força moral. Ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras.
...
Penso que o exemplo é importante, mas não é o mais importante. Quando você pensa numa ficção, imaginando como seria, ou vendo um filme, isso vale como exemplo. Na verdade, muitos exemplos são falsos, é apenas o seu cérebro interpretando o que te é passado pelo mundo. Ex: Se Jesus, não tiver existido, for apenas uma criação de algum poderoso da época. Os ensinamentos dele serão menos sábios e lindos? Ele não mais será um exemplo?
Além disso, cada vida é uma vida diferente. O que é fácil para uma pessoa pode não ser fácil pra outra, então como seguir um exemplo?

Cito o amigo:
A meditação, como já foi dito algumas páginas atrás, não deve ser algo isolado, mas sim uma atitude continua voltada a atenção ao nosso mundo interno e a maneira como percebemos o mundo externo e como reagimos a ele.
...
A meditação é uma pecinha no quebra cabeça. Uma porta num quarto escuro.

Cito o amigo:
Lembremos de Jesus, ele pouco falava, mas suas palavras eram carregadas de enorme força moral, que até hoje consegue provocar grande transformação nas pessoas.
...
Você tem certeza disso?

Abraços fraternos,
Tiago Brandão



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 28 de Outubro de 2010, 21:10
Boa tarde irmãos, boa tarde Coronel,
Na verdade eu sei aplicar, não tenho tempo, saúde ou força de vontade suficiente para fazê-las com eficácia.
Ex: A teoria que devemos cuidar do nosso corpo, pois ele é nosso templo. Estou me policiando em relação à alimentação, mas percebo que não resisto muito tempo as tentações da carne, especificamente a da picanha, que adoro. Sempre fiz esporte, mas agora estou meio que ocioso e estou engordando. Fiz natação durante 15 anos da minha vida, mas estou sem tempo para nadar, ou talvez, eu não esteja com força de vontade suficiente para me sacrificar mais um pouco para trocar minhas prioridades.
Ex2: A teoria que devemos estudar os ensinamentos dos sábios, afim de otimizarmos nossa caminhada. Estou lendo e estudando cada vez mais, porém minha consciência pesa em saber que poderia fazer muito mais. Sinto isso apesar de ser uma pessoa melhor que ontem. Não estou conseguindo dar tudo de mim. Talvez 80%.
Ex3:A teoria que devemos meditar para acalmarmos a mente, serenar o pensamento e nos alto conhecermos. Nesta então. Quando tento meditar, logo durmo, mas vou continuar tentando até conseguir.
Cito o amigo:
Se deseja aplicá-las porque a religião, ou os mestres recomendam, ou qualquer interesse como o de se sentir bem pois está fazendo o que acha que deve fazer, ou para conquistar méritos, que valor isso terá? É certo que o próximo será beneficiado mas, e o praticante, se foi “caridoso” por esses motivos apontados, terá algum benefício?
...
Penso que a maioria das pessoas são robotizadas mentalmente. Elas fazem o que tiver que fazer porque alguém mandou, ou porque vão se beneficiar por isso. Até o espiritismo prega a recompensa. Quem de sã inteligência, não vai querer evoluir e ser um espírito melhor, não ter que passar pelo umbral, etc.
Penso também que, isso se faz necessário, pois precisamos ter metas. Porém chega o tempo que é percebido que: Deus não deve querer nos punir, nem nos recompensar. Ele apenas quer que os humanos vivam, e sejamos felizes. Assim como quer que os peixes vivam e sejam felizes. Que Deus seria esse se beneficiasse os bons e prejudicasse os ruins, um Deus justo. Penso que Deus não é justo nem sábio nem nenhuma palavra que conheçamos. Pensamos em Deus tentando entende-lo. Quem somos nós?
Até aqui no fórum existe recompensas. Você passa de nível se mandar bem. Pode até deixar de ser Coronel e passar a ser general-de-brigada ou brigadeiro.
Porém, isso é importante, pois por motivos errados as pessoas fazem o bem. É melhor que fazer o mal pelos motivos certos, não concorda?
Adoro a igreja evangélica por esse motivo.
Cito o amigo:
Essa prática, que evidentemente exigirá (se sua natureza ainda não é amar, perdoar) algum esforço, trará algum beneficio ao praticante?
...
Sim. É “impossível” comer um prato que inventei, Muqueca ao catupiry e não sentir prazer. Logicamente, quem prova o que é bom, quando volta a comer o que estava acostumado, passa a saber que existe algo mais gostoso. Esse conhecimento, adquirido da forma errada, aumenta o conhecimento e diminui a ignorância. Quem já fez uma caridade de verdade, sabe o que é. Não é um obrigado que desejamos e sim um motivo para estarmos vivos. Isso me faz pensar em como as pessoas definem amor. Será que definem que nem eu? Só da pra saber perguntando. Eu defino assim. Amai ao próximo como a si mesmo, nem mais nem menos. Então, amor pra mim é como eu me amo. E você?
Cito o amigo:
 Amigo Brandão, já recorreu a um bom massagista, que conheça a estrutura da coluna e suas ramificações nervosas?
Ainda não, apenas Aculputura, RPG e operação espiritual. Estava quase melhor, aí relaxei. Mas estou bem melhor do que no início, cerca de um ano.
Quando fazia Ioga, sempre um participante tinha que fazer massagem no outro. Profissionalmente, só a cadeira de massagem que minha noiva comprou pra mim de aniversário.Hehe.
Vou procurar um massagista, se possível Coreana. Hehe.
Obrigado pelo conhecimento, espero que ele me ajude a melhorar.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão.




Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 30 de Outubro de 2010, 12:12
Olá Tiago, bom dia!


Minhas palavras:
Não consegui notar nenhuma diferença para melhor no comportamento da maioria dos jovens, inclusive não consegui evitar que alguns continuassem no mundo do crime e das drogas, embora tenha me empenhado muito nesse sentido.

As do amigo:
Eu penso que realmente é muito difícil mudar uma pessoa. Mas não é impossível. Na minha breve vida, tive oportunidade de mudar algumas pessoas e fracassar com muitas, mas essas pessoas que mudaram fazem diferença. Perceba que na verdade não mudei ninguém, mas consegui encaixar mais uma pecinha no quebra cabeça dessa pessoa e ela conseguiu encaixar outras por causa desta pequena peça. Ás vezes, essas pequenas peças fazem muita diferença.

Digo:
Perceba amigo, que foi exatamente o que eu disse acima. Eu tanto concordo que atitudes caridosas fazem diferença, que até hoje participo de alguns programas nesse sentido. O que eu quero salientar é a necessidade que todos temos do conhecimento das leis que regem o nosso mundo interior para que possamos interagir de forma mais equilibrada e eficiente com as leis do mundo exterior.

As minhas palavras:
Cheguei à conclusão que não temos por mais que nos esforcemos, a capacidade de mudar as pessoas, pois a mudança é um processo individual que ocorre de dentro para fora.

E os comentários do amigo:
Penso que temos sim. Criei uma hierarquia de dificuldade para que possamos nos guiar. A primeira pessoa que temos que mudar é nós mesmos. Depois mudemos as pessoas que mais amamos, seja pai, mãe, papagaio ou o periquito. É importante que essas pessoas tenham um tempo disponível para que possamos passar as mensagens. Depois mudaremos aquelas que convivemos diariamente. Depois, aquelas que nem conhecemos mais necessitam de mudança. Aí sim, poderemos pensar em mudar o mundo.

Digo:
Veja amigo, que esse é um caminho perigoso. Veja quantos massacres já ocorreram e ocorrem até hoje liderados pela idéia de ter que mudar o outro.
Se o amigo crê que tem que mudar as pessoas, é porque julga que elas não são tão boas, ou não estão tão bem segundo a sua concepção. Mas como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?
 
Suas palavras:
Quando você me diz que não conseguiu mudar um adolescente que você pouco conhece é que pouco ama, eu realmente acredito.
Agora, sem querer ofende-lo nem nada, apenas como ilustração: Se fosse seu filho, não seria mais fácil mudá-lo? E se fosse você, não seria ainda mais fácil?

Digo:
Entendo que a questão não seja a falta de amor, pois qualquer atitude caridosa de livre vontade, sem espera de reconhecimento de quem quer que seja  é a prova maior de amor que se pode dar.
Não se preocupe, não me sinto ofendido, porém lhe digo;ainda que fosse meu filho eu seria apenas um facilitador, a mudança dependeria exclusivamente da disposição dele em querer mudar. Não digo com isso que devemos deixar de orientar, de apontar o caminho, mas sim, que não devemos esperar ou exigir uma mudança que depende exclusivamente do outro.

Minhas palavras:
Não adianta procurarmos ajudar a outros se não buscarmos antes nos conhecermos. Nossas palavras serão vazias, destituídas de força moral. Ensinamos mais pelo exemplo do que pelas palavras.

Seus comentários:
Penso que o exemplo é importante, mas não é o mais importante. Quando você pensa numa ficção, imaginando como seria, ou vendo um filme, isso vale como exemplo. Na verdade, muitos exemplos são falsos, é apenas o seu cérebro interpretando o que te é passado pelo mundo. Ex: Se Jesus, não tiver existido, for apenas uma criação de algum poderoso da época. Os ensinamentos dele serão menos sábios e lindos? Ele não mais será um exemplo?

Digo:
Amigo, o exemplo a que me refiro, não está relacionado com a imagem de um ídolo ou qualquer outro personagem real ou fictício. Está sim relacionado com a integridade do ser e a coerência em relação aquilo que diz e aquilo que faz e sente. Se Jesus não fosse portador de tal coerência, suas palavras não seriam tão belas e tão sábias, e nem teriam a capacidade e a força para por mais de dois milênios continuarem guiando multidões.

Cito:
Além disso, cada vida é uma vida diferente. O que é fácil para uma pessoa pode não ser fácil pra outra, então como seguir um exemplo?

Digo:
Com certeza amigo cada indivíduo é um ser único, portador de diferentes necessidades e diferentes dificuldades. Um bom exemplo apenas contribui no sentido de dar mais força e sentido às palavras, aumentando as chances de elas chegarem ao coração daquele que as ouve.   


Cito o amigo:
Lembremos de Jesus, ele pouco falava, mas suas palavras eram carregadas de enorme força moral, que até hoje consegue provocar grande transformação nas pessoas.
...
Você tem certeza disso?

Digo:
E como! E o amigo tem dúvidas?
Se o mundo está assim hoje, apenas imagine como estaria se este e outros seres iluminados não tivessem amorosamente nos presenteado com a sua presença e seus ensinamentos...


Abraços!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 30 de Outubro de 2010, 12:19
Olá Coronel, bom dia!

Por favor veja minha resposta ao Tiago, para que eu não seja repetitivo, e para que o amigo possa entender melhor meus apontamentos em relação aos assuntos em questão.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 31 de Outubro de 2010, 00:58
Boa noite irmãos, boa noite Diaz,
Adorei suas respostas, mas vamos continuar essa caminhada.
Cito o amigo:
O que eu quero salientar é a necessidade que todos temos do conhecimento das leis que regem o nosso mundo interior para que possamos interagir de forma mais equilibrada e eficiente com as leis do mundo exterior.
...
Amigo de estudo, muitas vezes parece o senhor da verdade, porém tento deixar claro que não sou.
Eu concordo com muitos pensamentos seus, mas não estamos aqui para medir vaidade nem nada. Pra mim, você é um exemplo a ser seguido. Mas existe uma diferença grande em pensar uma coisa e aprofundar o pensamento sobre esse pensamento.
O que estamos fazendo é exatamente isso: aprofundando nossas convicções, então, esqueça todas as teorias e analise apenas as hipóteses separadamentes. Depois, sim, junte tudo e volte ao seu pensamento normal. Perceba que isso é um método de estudo, não uma certeza, nem uma lição.
Cito o amigo:
Veja amigo, que esse é um caminho perigoso. Veja quantos massacres já ocorreram e ocorrem até hoje liderados pela idéia de ter que mudar o outro.
Se o amigo crê que tem que mudar as pessoas, é porque julga que elas não são tão boas, ou não estão tão bem segundo a sua concepção. Mas como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?
...
Simples, amor. Eu quero para os outros o que quero pra mim. Dessa forma, quando eu penso que uma teoria é boa pra mim, também penso que é boa para meu semelhante. Por essa razão, tenho a responsabilidade de saber o que é bom pra mim, afim de não me prejudicar e não prejudicar meus irmãos em nome do amor.
A historia humana tá cheia de pessoas que se diziam sábias e conheciam a verdade e amavam seus semelhantes como a si mesmos, que é bom, mas por terem pouca sabedoria, prejudicaram espiritualmente a si mesmos e seus semelhantes. Essas pessoas eram orgulhosas e ignorantes, pois Deus nos dá uma lição por segundo, só não percebe quem ignora os fatos, tais como a história humana nos conta. Quantos já não erraram em nome do amor?
Para evitarmos isso, vejo que é necessário a há humildade e uma mente aberta aos ensinamentos, sejam de onde vierem.
Cito o amigo:
Entendo que a questão não seja a falta de amor, pois qualquer atitude caridosa de livre vontade, sem espera de reconhecimento de quem quer que seja  é a prova maior de amor que se pode dar.
Não se preocupe, não me sinto ofendido, porém lhe digo;ainda que fosse meu filho eu seria apenas um facilitador, a mudança dependeria exclusivamente da disposição dele em querer mudar. Não digo com isso que devemos deixar de orientar, de apontar o caminho, mas sim, que não devemos esperar ou exigir uma mudança que depende exclusivamente do outro.
...
Não sei se é o seu caso, porém é normal amarmos ao próximo como amamos ao próximo. Ou seja, amamos cada individuo como ele nos faz amá-lo.
Dessa forma, supus que você é normal, dessa forma, não amaria uma pessoa que conheceu a pouco tempo da mesma forma que si ama, nem da mesma forma que ama seus filhos. Penso que o amor tem escalas. Não concorda?
Se eu quizesse que meu filho ficasse forte fisicamente, eu o colocarei na cademia e exigiria dele 3 horas de malhação por dia. Eu sugeri o caminho, mas quem ficaria forte seria ele. Penso que não existe aluno ruim apenas professores ruins. Ou pior, aluno sem professor...
Cito o amigo:
Amigo, o exemplo a que me refiro, não está relacionado com a imagem de um ídolo ou qualquer outro personagem real ou fictício. Está sim relacionado com a integridade do ser e a coerência em relação aquilo que diz e aquilo que faz e sente. Se Jesus não fosse portador de tal coerência, suas palavras não seriam tão belas e tão sábias, e nem teriam a capacidade e a força para por mais de dois milênios continuarem guiando multidões.
...
Corcordo que o exemplo é importante. Porém o Rei Salomão não era lá um exemplo e suas palavras são lembadas por séculos. Além disso, como já expus antes, não acedito 100% na Bíblia, alterada no século 3 e manipulada por muitos Reis, além de ter tido inúmeras traduções e interpretações ao longo dos séculos. O importante da Bíblia para mim é minha interpretação de seus insanamentos, não o dos outros. Perceba que a mesma parábola é interpretada de forma diferente pelas igrejas cristãs.
Cito o amigo:
Com certeza amigo cada indivíduo é um ser único, portador de diferentes necessidades e diferentes dificuldades. Um bom exemplo apenas contribui no sentido de dar mais força e sentido às palavras, aumentando as chances de elas chegarem ao coração daquele que as ouve.   
...
Pra mim, o exemplo aumenta a esperança. Muitas vezes, sabemos do fundo do nosso coração que uma teoria é correta, mas impossível de ser feita. Utópica. Então, aparece alguém próximo a nós, que a executa com perfeição. Nossas esperanças aumentam, de forma que passamos a acreditar que também consiguiremos. A fé. A esperança. A crença. Tem gente que tem que ver pra crer.
E como! E o amigo tem dúvidas?
Se o mundo está assim hoje, apenas imagine como estaria se este e outros seres iluminados não tivessem amorosamente nos presenteado com a sua presença e seus ensinamentos...
...
Uma coisa eu posso afirmar com 90% de certeza . O Jesus que conhecemos, não chega nem perto daquele que existiu. Se Jesus foi mesmo aquele que pregam que foi, ele foi muito maior, mais sábio e tudo de tudo, não tendo o homem, sabedoria nem capacidade de interpretar nem reproduzir seus ensinamentos. O que chega a nós é apenas a ponta do icebergue.
Um exemplo:
Jesus falou quando tava na cruz:
Pai, por que me abandonaste?
Depois falou:
Pais perdoem-os, porque eles não sabem o que fazem.
O Jesus que eu creio, nunca diria essas palavras.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 31 de Outubro de 2010, 01:01

Diaz,
Correeção,
Amigo de estudo, muitas vezes eu pareço o senhor da verdade, porém tento deixar claro que não sou.
Abraço
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 31 de Outubro de 2010, 21:46
          Amigos   (ref #390)
          Em relação à resposta do Diaz ao Tiago, algumas considerações.         
          Amigos, alguém consegue mudar o íntimo de outra pessoa? Quando muito, aconselhará, ensinará, mas cada um muda por si mesmo. Jesus mesmo, pelo que está nos evangelhos, fez a reforma íntima de alguém? Não. Ele ensinou e aqueles que já tinham “olhos de ver” compreenderam a profundidade (não a letra) de suas palavras, e mudaram intimamente. Ninguém muda ninguém; a reforma íntima é provocada por aquele que “compreende” que tem de se reformar. A pessoa muda por si, quando sua compreensão lhe mostra que deve fazer a mudança.   Por isso parece que conseguimos mudar uns e que fracassamos com outros; o fato é que aqueles compreenderam e os outros não. Assim, diz bem o amigo que, na verdade, apenas conseguiu encaixar mais uma pecinha na compreensão de outrem.
          Foi também dito que massacres já ocorreram pela tentativa de mudar os outros. Mas, se analisarmos em profundamente o ser humano, vamos ver que isso não é verdade. Massacres ocorreram, não porque puseram idéias na cabeça de alguém. Se esse alguém tivesse uma suficiente compreensão da vida, das conseqüências de seus atos errados, não se prestaria a massacre nenhum. Ninguém muda alguém, nem para o bem, nem para o mal.
          Foi feita a seguinte pergunta: “Se fosse seu filho, não seria mais fácil mudá-lo? E se fosse você, não seria ainda mais fácil?”
          E pergunto: seria mesmo mais fácil? Ou é apenas “aparentemente” mais fácil? Não são todos os pais que desejam mudar seus filhos que conseguem fazê-lo, é evidente.  Os filhos que mudam, é que  compreenderam que devem mudar; e os outros não mudam, não porque o pai não conseguiu, mas porque não tinham ainda compreensão que lhes fizesse mudar. Como disse um amigo, nessa mensagem: “a mudança depende exclusivamente do outro”. Mas não depende de sua vontade, do chamado livre-arbítrio, e, sim, de sua compreensão. Pois que ninguém é bom, porque quer ser bom; nem é mau porque quer ser mau. Do mesmo modo, ninguém faz sua reforma íntima porque quer fazer, mas porque compreende que deve fazer.
          Abraços.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Aimoré em 31 de Outubro de 2010, 22:44
Cuidar o máximo possível do corpo é essencial para que o espírito possa cumprir as suas tarefas em cada encarnação e evoluir-o principal objetivo.Cuidemos do corpo,sem nos apegarmos muito a ele,pois nosso destino final é o plano espiritual,de onde viemos.Para mim equilíbrio é isso.Muita paz!
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 01 de Novembro de 2010, 20:29
Olá Tiago, Boa tarde!
Vamos tentar caminhar um pouco mais.
D=Diaz, T=Tiago

D: O que eu quero salientar é a necessidade que todos temos do conhecimento das leis que regem o nosso mundo interior para que possamos interagir de forma mais equilibrada e eficiente com as leis do mundo exterior.
T: Eu concordo com muitos pensamentos seus, mas não estamos aqui para medir vaidade nem nada. Pra mim, você é um exemplo a ser seguido.

D: Amigo, o único exemplo que me considero é de uma pessoa que persegue incansavelmente a busca por si mesmo, que busca o equilíbrio entre seu interior e seu exterior e a interação com o mundo com vistas à vida futura, ciente da responsabilidade que me cabe como pequeno grão de areia nessa grandiosa obra divina.

T: Mas existe uma diferença grande em pensar uma coisa e aprofundar o pensamento sobre esse pensamento.

D: Amigo, Até quando precisaremos aprofundar nossos pensamentos para enxergarmos a verdade?
Creio que o que muitas vezes nos falta é a devida atenção, que nos impede de sentir e de perceber a verdade. A maior parte do tempo nossa atenção está voltada para o exterior de nós mesmos (ego) e para o mundo. Desprezamos o nosso interior (Self), o inconsciente, o centro de gravidade da vida psíquica, onde carregamos nossos conflitos gerados nesta e noutras vidas.
É através das experiências que poderemos concretizar ou mudar as nossas convicções. Se assim não o fosse, a sabedoria estaria restrita apenas aos intelectuais, no entanto Deus, na sua infinita bondade, da mesma maneira que faz o sol brilhar e aquecer a todos sem distinção faz também com que a sabedoria esteja ao alcance de todos, assim, que todos tenham a mesma oportunidade de progredir, de elevar-se.

D: Veja amigo, que esse é um caminho perigoso. Veja quantos massacres já ocorreram e ocorrem até hoje liderados pela idéia de ter que mudar o outro.
Se o amigo crê que tem que mudar as pessoas, é porque julga que elas não são tão boas, ou não estão tão bem segundo a sua concepção. Mas como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?
T: Simples, amor. Eu quero para os outros o que quero pra mim. Dessa forma, quando eu penso que uma teoria é boa pra mim, também penso que é boa para meu semelhante. Por essa razão, tenho a responsabilidade de saber o que é bom pra mim, afim de não me prejudicar e não prejudicar meus irmãos em nome do amor.
Quantos já não erraram em nome do amor?
Para evitarmos isso, vejo que é necessário a há humildade e uma mente aberta aos ensinamentos, sejam de onde vierem.

D: Correto amigo, por isso defendo que devemos antes buscar o conhecimento de nós mesmos. O egoísmo e o orgulho impedem o nosso crescimento por impedirem que enxerguemos a verdade em nós.. Somos alimentados constantemente por diferentes pensamentos e emoções que chegam por diferentes estímulos e que são captados e reproduzidos pelo nosso ego. Muitas vezes agimos de acordo com esses estímulos que nem sempre encontram concordância com o nosso Eu interior.

T: Não sei se é o seu caso, porém é normal amarmos ao próximo como amamos ao próximo. Ou seja, amamos cada individuo como ele nos faz amá-lo.
Dessa forma, supus que você é normal, dessa forma, não amaria uma pessoa que conheceu a pouco tempo da mesma forma que si ama, nem da mesma forma que ama seus filhos. Penso que o amor tem escalas. Não concorda?

D: Amigo, o amor verdadeiro amor não pode ser condicionado, não está sujeito a interpretações, apenas se manifesta em toda e qualquer direção na mesma intensidade.
Quanto à ser normal, a medida que nos distanciamos do pensamento coletivo passamos a ser considerados anormais, mas o que é ser normal?

T: Se eu quisesse que meu filho ficasse forte fisicamente, eu o colocarei na cademia e exigiria dele 3 horas de malhação por dia. Eu sugeri o caminho, mas quem ficaria forte seria ele. Penso que não existe aluno ruim apenas professores ruins. Ou pior, aluno sem professor...

D: Amigo, usando seu exemplo: Neste caso não se trataria de uma opção, de uma necessidade dele e sim sua. Na minha concepção, o verdadeiro professor é aquele que procurando conhecer a necessidade do outro atua como um facilitador no processo de autoconhecimento e auto-realização deste, sem impor suas verdades.
.
T: Perceba que a mesma parábola é interpretada de forma diferente pelas igrejas cristãs.
D: Correto amigo, até mesmo o espiritismo, o qual julgamos ser o Consolador prometido também pode ser questionado em algumas passagens de acordo com a interpretação que se dê a ela. Por exemplo, nesta passagem:

“Se me amais guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” João, 14:15 a 17.

Podemos entender que o Espírito da verdade esteja dentro de nós, na forma de conhecimento das leis de Deus, independente da religião que seguimos.

“Ter conosco o Espírito de Verdade é conseguir melhor perceber-se, pois a mensagem levanta os véus da ignorância, permitindo uma visão clara sobre nós mesmos.
A mensagem espírita devidamente assimilada, pela razão e pelo sentimento, implica na capacidade de verdadeiramente nos conhecermos. Devemos considerar, também, que o Cristo consolador está dentro de nós, constituindo-se numa consciência plena da nossa capacidade de renovação e modificação das circunstâncias que nos afligem.”
Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes - Psicologia do Evangelho

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 01 de Novembro de 2010, 20:36
Olá Aimoré, Boa tarde!

Seja bem vindo!

Concordo plenamente com você amigo.

Cuidar o máximo possível do corpo é essencial para que o espírito possa cumprir as suas tarefas em cada encarnação e evoluir-o principal objetivo.Cuidemos do corpo,sem nos apegarmos muito a ele,pois nosso destino final é o plano espiritual,de onde viemos.Para mim equilíbrio é isso.Muita paz!


Um abraço.

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 01 de Novembro de 2010, 20:55
Olá Coronel, Boa tarde!

Cito suas palavras:
          Amigos   (ref #390)
          Foi também dito que massacres já ocorreram pela tentativa de mudar os outros. Mas, se analisarmos em profundamente o ser humano, vamos ver que isso não é verdade. Massacres ocorreram, não porque puseram idéias na cabeça de alguém. Se esse alguém tivesse uma suficiente compreensão da vida, das conseqüências de seus atos errados, não se prestaria a massacre nenhum. Ninguém muda alguém, nem para o bem, nem para o mal.
       

Amigo, apesar de concordar com a afirmação de que ninguém muda ninguém, temos que admitir que somos influenciados pelas sugestões externas que nos chegam através das nossas percepções. É certo que estas não são capazes de promover uma mudança integral do ser, mas pode sim, influenciar no comportamento do ser por determinado tempo.
Há tempos assisti a um vídeo que mostrava o método de ensino infantil na Alemanha nazista, que contribuiu para o massacre de milhares de Judeus.

Um abraço.

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 02 de Novembro de 2010, 13:00
Olá Tiago, Boa tarde!
Vamos tentar caminhar um pouco mais.
D=Diaz, T=Tiago

D: O que eu quero salientar é a necessidade que todos temos do conhecimento das leis que regem o nosso mundo interior para que possamos interagir de forma mais equilibrada e eficiente com as leis do mundo exterior.
T: Eu concordo com muitos pensamentos seus, mas não estamos aqui para medir vaidade nem nada. Pra mim, você é um exemplo a ser seguido.

D: Amigo, o único exemplo que me considero é de uma pessoa que persegue incansavelmente a busca por si mesmo, que busca o equilíbrio entre seu interior e seu exterior e a interação com o mundo com vistas à vida futura, ciente da responsabilidade que me cabe como pequeno grão de areia nessa grandiosa obra divina.

T: Mas existe uma diferença grande em pensar uma coisa e aprofundar o pensamento sobre esse pensamento.

D: Amigo, Até quando precisaremos aprofundar nossos pensamentos para enxergarmos a verdade?
Creio que o que muitas vezes nos falta é a devida atenção, que nos impede de sentir e de perceber a verdade. A maior parte do tempo nossa atenção está voltada para o exterior de nós mesmos (ego) e para o mundo. Desprezamos o nosso interior (Self), o inconsciente, o centro de gravidade da vida psíquica, onde carregamos nossos conflitos gerados nesta e noutras vidas.
É através das experiências que poderemos concretizar ou mudar as nossas convicções. Se assim não o fosse, a sabedoria estaria restrita apenas aos intelectuais, no entanto Deus, na sua infinita bondade, da mesma maneira que faz o sol brilhar e aquecer a todos sem distinção faz também com que a sabedoria esteja ao alcance de todos, assim, que todos tenham a mesma oportunidade de progredir, de elevar-se.

D: Veja amigo, que esse é um caminho perigoso. Veja quantos massacres já ocorreram e ocorrem até hoje liderados pela idéia de ter que mudar o outro.
Se o amigo crê que tem que mudar as pessoas, é porque julga que elas não são tão boas, ou não estão tão bem segundo a sua concepção. Mas como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?
T: Simples, amor. Eu quero para os outros o que quero pra mim. Dessa forma, quando eu penso que uma teoria é boa pra mim, também penso que é boa para meu semelhante. Por essa razão, tenho a responsabilidade de saber o que é bom pra mim, afim de não me prejudicar e não prejudicar meus irmãos em nome do amor.
Quantos já não erraram em nome do amor?
Para evitarmos isso, vejo que é necessário a há humildade e uma mente aberta aos ensinamentos, sejam de onde vierem.

D: Correto amigo, por isso defendo que devemos antes buscar o conhecimento de nós mesmos. O egoísmo e o orgulho impedem o nosso crescimento por impedirem que enxerguemos a verdade em nós.. Somos alimentados constantemente por diferentes pensamentos e emoções que chegam por diferentes estímulos e que são captados e reproduzidos pelo nosso ego. Muitas vezes agimos de acordo com esses estímulos que nem sempre encontram concordância com o nosso Eu interior.

T: Não sei se é o seu caso, porém é normal amarmos ao próximo como amamos ao próximo. Ou seja, amamos cada individuo como ele nos faz amá-lo.
Dessa forma, supus que você é normal, dessa forma, não amaria uma pessoa que conheceu a pouco tempo da mesma forma que si ama, nem da mesma forma que ama seus filhos. Penso que o amor tem escalas. Não concorda?

D: Amigo, o amor verdadeiro amor não pode ser condicionado, não está sujeito a interpretações, apenas se manifesta em toda e qualquer direção na mesma intensidade.
Quanto à ser normal, a medida que nos distanciamos do pensamento coletivo passamos a ser considerados anormais, mas o que é ser normal?

T: Se eu quisesse que meu filho ficasse forte fisicamente, eu o colocarei na cademia e exigiria dele 3 horas de malhação por dia. Eu sugeri o caminho, mas quem ficaria forte seria ele. Penso que não existe aluno ruim apenas professores ruins. Ou pior, aluno sem professor...

D: Amigo, usando seu exemplo: Neste caso não se trataria de uma opção, de uma necessidade dele e sim sua. Na minha concepção, o verdadeiro professor é aquele que procurando conhecer a necessidade do outro atua como um facilitador no processo de autoconhecimento e auto-realização deste, sem impor suas verdades.
.
T: Perceba que a mesma parábola é interpretada de forma diferente pelas igrejas cristãs.
D: Correto amigo, até mesmo o espiritismo, o qual julgamos ser o Consolador prometido também pode ser questionado em algumas passagens de acordo com a interpretação que se dê a ela. Por exemplo, nesta passagem:

“Se me amais guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” João, 14:15 a 17.

Podemos entender que o Espírito da verdade esteja dentro de nós, na forma de conhecimento das leis de Deus, independente da religião que seguimos.

“Ter conosco o Espírito de Verdade é conseguir melhor perceber-se, pois a mensagem levanta os véus da ignorância, permitindo uma visão clara sobre nós mesmos.
A mensagem espírita devidamente assimilada, pela razão e pelo sentimento, implica na capacidade de verdadeiramente nos conhecermos. Devemos considerar, também, que o Cristo consolador está dentro de nós, constituindo-se numa consciência plena da nossa capacidade de renovação e modificação das circunstâncias que nos afligem.”
Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes - Psicologia do Evangelho

Um abraço

Diaz

Bom dia Diaz,
Muito boa as suas considerações para o Tiago,

Ainda não fui liberada totalmente para ler e escrever por muito tempo, li apenas os ultimos post.

Essa sua explicação sobre o Espírito da verdade bate bem com o que eu penso.

Esses dias de isolamento me fez pensar muito sobre tudo isso.

Em breve retorno para continuarmos o estudo, ainda estou com uma vista coberta. haha!!! Pareço um pirata com tapa olha, faz parte, nem tudo corre as mil maravilhas, de repente de um passeio fui obrigada a sair da vida e aí  realmente vi quantos apegos eu tenho  sem perceber.

Volto para falar sobre isso quando estiver 100%.

Um abço
Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 02 de Novembro de 2010, 22:20
Olá Hebe! Que alegria saber que está se recuperando! ;D

[/quote]Bom dia Diaz,
Muito boa as suas considerações para o Tiago,

Ainda não fui liberada totalmente para ler e escrever por muito tempo, li apenas os ultimos post.

Essa sua explicação sobre o Espírito da verdade bate bem com o que eu penso.

Esses dias de isolamento me fez pensar muito sobre tudo isso.

Em breve retorno para continuarmos o estudo, ainda estou com uma vista coberta. haha!!! Pareço um pirata com tapa olha, faz parte, nem tudo corre as mil maravilhas, de repente de um passeio fui obrigada a sair da vida e aí  realmente vi quantos apegos eu tenho  sem perceber.

Volto para falar sobre isso quando estiver 100%.

Um abço
Hebe


[/quote]

Amiga, saiba que sua presença neste tópico é de grande importância. Muitas vezes somos traídos pela ilusão do nosso ego e não nos apercebemos disto. Neste aspecto você, com uma vista só com certeza consegue enxergar muito mais do que eu com as duas, mas não se anime não!  ;) . Queremos você 100%!

Um grande abraço!

Fique com Deus!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 03 de Novembro de 2010, 12:41
Bom dia a todos,
Oi Diaz, voltou tudo ao normal, graças.

Vou ler o tópico e ver o que eu perdi, como diz a Heliana, vou pedalar por aqui.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 03 de Novembro de 2010, 22:42
Andei lendo as respostas ao Tiago e gostaria de dar minha opinião sobre algumas coisas citadas.

Concordo que ninguém muda ninguém a não ser que a pessoa que está sendo auxiliada queira receber o auxilio. Tem um provérbio Chinês que fala mais ou menos o seguinte.
" Posso ensinar alguém a construir uma canoa, posso ensiná-lo a remar, posso ensiná-lo sobre as correntes do Rio, mas ele só vai remar se quiser"
Bem , esse foi de memória, está perdido lá pelo tópico Ego e Ilusão, mas dá para entender o sentido.
Muitas vezes recebemos ajuda, é claro, mas se não percebemos vai tudo por terra, o esforço é individual. Isso vale também para educação dos filhos.
Cabe aos pais orientá-los, mas não forçar a natureza dos mesmos. O principal é percebê-los e estimulá-los em  toda a sua potencialidade para que construa uma auto estima elevada.
Nem sempre o que achamos conveniente ou o que esperamos deles é o que eles querem para si mesmo. Considero uma grande  causa de conflito entre pais e filhos essa expectativa depositada sobre a criança para atender os desejos dos pais.
Quanto aos movimentos de massa ( turba) o indivíduo perde o seu comportamento e passa a seguir o que todos fazem, vide as torcidas de futebol, ninguém sai gritando ou cantando hinos pela rua quando está sozinho, faz no Maracanã porque é o comportamento do grupo. A massa influencia sim. Levando isso para sociedade que o indivíduo foi criado, obvio que  vai considerar correto os hábitos de seu país ou religião, esse que é o grande perigo e o fator decisivo para todos os conflitos no mundo.
O homem bomba está convicto que ganhará o paraíso por se suicidar em nome de seu ideal, ele foi criado desta forma, não conhece outra realidade, está obscurecido em sua essência pelos condicionamentos impostos pelo meio em que vive.
Com isso quero chegar no seguinte, existe uma única verdade, dita e ensinada por todos os avatares em todos os cantos do mundo segundo a DE.  Essa verdade não é relativa como os condicionamentos sociais que são impostos às crianças assim que começam a crescer e perceber o mundo. Está  aí origem da formação do famoso EGO ( persona) que obscurece a essência  ou centelha divina que temos dentro de nós. Por isso, os iluminados que conseguem serenar a mente tem essa visão clara da Verdade, coloquei em letra maiúscula propositalmente porque é única e divina. Pregam o amor incondicional, ou seja, puro, e conseguem agir  no mundo com equanimidade.

Ufa!!! Acabei  :o . Desculpem-me pelo post longo.  :D :D :D
Um abraço
Hebe 
 
 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 03 de Novembro de 2010, 23:20
Oi mais unzinho. Esse é copy cole do Dim Dim no tópico Ego e Ilusão.

"Que pode, então, fazer a mente religiosa? Provavelmente muito pouco. Porque o mundo, a sociedade é constituída de indivíduos ambiciosos, ávidos, “aquisitivos”, facilmente influenciáveis e que desejam pertencer a alguma coisa, crer em alguma coisa, filiando-se a certas correntes de pensamento e padrões de ação. Essas pessoas não podem ser modificadas senão pela influência, a propaganda, o oferecimento de novas formas de condicionamento. Mas a mente religiosa lhes diz que se despojem, interiormente, de tudo. Porque é só em liberdade que se pode descobrir o que é verdadeiro e se existe a Verdade, Deus. A mente que crê nunca descobrirá o que é verdadeiro ou se existe Deus; só a mente livre pode descobri-lo. E para sermos livres, temos de penetrar todas as servidões que a mente a si mesma impôs. Isto é dificílimo, pois requer muita penetração, exterior e interiormente." (Krishnamurti)

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/liberdade-18415/30/#ixzz13hcVDX8R

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/profile/?area=showposts;u=18012#ixzz14GRnDkmG

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Novembro de 2010, 05:07
Oi irmãos, oi Diaz.
D=Diaz, T=Tiago

D: Amigo, o único exemplo que me considero é de uma pessoa que persegue incansavelmente a busca por si mesmo, que busca o equilíbrio entre seu interior e seu exterior e a interação com o mundo com vistas à vida futura, ciente da responsabilidade que me cabe como pequeno grão de areia nessa grandiosa obra divina.
T: Então você é um exemplo e tanto.
...
D: Amigo, Até quando precisaremos aprofundar nossos pensamentos para enxergarmos a verdade?
Creio que o que muitas vezes nos falta é a devida atenção, que nos impede de sentir e de perceber a verdade. A maior parte do tempo nossa atenção está voltada para o exterior de nós mesmos (ego) e para o mundo. Desprezamos o nosso interior (Self), o inconsciente, o centro de gravidade da vida psíquica, onde carregamos nossos conflitos gerados nesta e noutras vidas.
É através das experiências que poderemos concretizar ou mudar as nossas convicções. Se assim não o fosse, a sabedoria estaria restrita apenas aos intelectuais, no entanto Deus, na sua infinita bondade, da mesma maneira que faz o sol brilhar e aquecer a todos sem distinção faz também com que a sabedoria esteja ao alcance de todos, assim, que todos tenham a mesma oportunidade de progredir, de elevar-se.

T: Penso que quando procuramos a verdade só encontramos a não verdade. Por isso é muito importante aprofundarmos o pensamento. Dessa forma, nos tornamos mais sábios, sabendo que cada vez sabemos menos.
...
D: Veja amigo, que esse é um caminho perigoso. Veja quantos massacres já ocorreram e ocorrem até hoje liderados pela idéia de ter que mudar o outro.
Se o amigo crê que tem que mudar as pessoas, é porque julga que elas não são tão boas, ou não estão tão bem segundo a sua concepção. Mas como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?
T: Simples, amor. Eu quero para os outros o que quero pra mim. Dessa forma, quando eu penso que uma teoria é boa pra mim, também penso que é boa para meu semelhante. Por essa razão, tenho a responsabilidade de saber o que é bom pra mim, afim de não me prejudicar e não prejudicar meus irmãos em nome do amor.
Quantos já não erraram em nome do amor?
Para evitarmos isso, vejo que é necessário a há humildade e uma mente aberta aos ensinamentos, sejam de onde vierem.
D: Correto amigo, por isso defendo que devemos antes buscar o conhecimento de nós mesmos. O egoísmo e o orgulho impedem o nosso crescimento por impedirem que enxerguemos a verdade em nós.. Somos alimentados constantemente por diferentes pensamentos e emoções que chegam por diferentes estímulos e que são captados e reproduzidos pelo nosso ego. Muitas vezes agimos de acordo com esses estímulos que nem sempre encontram concordância com o nosso Eu interior.

T: Temos um problema grave: O de julgar. Julgamos tudo na vida, até Deus. Ainda por cima, rezamos o Pai nosso: “...Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido...”, quando rezamos essa oração estamos pedindo que Deus seja pequeno que nem nós. Julgue que nem nós e perdoe que nem nós. Eu adoro essa oração e a uso quase todo dia, mas não consigo entender como as pessoas pedem para Deus uma coisa que vai prejudicá-las. Eu estou sempre perdoando aos meus ofensores, por isso rezo essa oração. Quanto ao julgar, só tenho a dizer que esse assunto é bem complexo, sendo necessária uma boa reflexão sobre, então, caso tenha o interesse em aprofundar esse pensamento, nós o faremos.
...
D: Amigo, o amor verdadeiro amor não pode ser condicionado, não está sujeito a interpretações, apenas se manifesta em toda e qualquer direção na mesma intensidade.
Quanto à ser normal, a medida que nos distanciamos do pensamento coletivo passamos a ser considerados anormais, mas o que é ser normal?

T: Concordo, porém acredito ser mais fácil termos esse amor por nós do que pelos outros. Por nossos entes queridos do que pelos desconhecidos. Porém, não há regras no amor.
Penso que uma atitude se torna normal quando a maioria das pessoas a fazem. Eu sei que não sou normal, graças a Deus.
...
D: Amigo, usando seu exemplo: Neste caso não se trataria de uma opção, de uma necessidade dele e sim sua. Na minha concepção, o verdadeiro professor é aquele que procurando conhecer a necessidade do outro atua como um facilitador no processo de autoconhecimento e auto-realização deste, sem impor suas verdades.

T: O verdadeiro professor ama seu aluno. Dessa forma, ele pode fazer o mal querendo fazer o bem. Quanto mais sábio for o professor, menor vai ser a probabilidade de ele cometer esse erro tão comum.
...
D: Correto amigo, até mesmo o espiritismo, o qual julgamos ser o Consolador prometido também pode ser questionado em algumas passagens de acordo com a interpretação que se dê a ela. Por exemplo, nesta passagem:

“Se me amais guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” João, 14:15 a 17.

Podemos entender que o Espírito da verdade esteja dentro de nós, na forma de conhecimento das leis de Deus, independente da religião que seguimos.

“Ter conosco o Espírito de Verdade é conseguir melhor perceber-se, pois a mensagem levanta os véus da ignorância, permitindo uma visão clara sobre nós mesmos.
A mensagem espírita devidamente assimilada, pela razão e pelo sentimento, implica na capacidade de verdadeiramente nos conhecermos. Devemos considerar, também, que o Cristo consolador está dentro de nós, constituindo-se numa consciência plena da nossa capacidade de renovação e modificação das circunstâncias que nos afligem.”
Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes - Psicologia do Evangelho

T: O que você quis dizer? Que o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade? 
Que em certos textos espíritas podemos interpretar isso?
Não ficou claro pra mim, me desculpe.
Abraço fraterno,
Tiago

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 04 de Novembro de 2010, 05:44
Oi irmãos, oi Hebe.
O que aconteceu com seu olho?
...
Em breve retorno para continuarmos o estudo, ainda estou com uma vista coberta. haha!!! Pareço um pirata com tapa olha, faz parte, nem tudo corre as mil maravilhas, de repente de um passeio fui obrigada a sair da vida e aí  realmente vi quantos apegos eu tenho  sem perceber.
...
Agora você se conhece um pouquinho mais. Você pode nos dar um exemplo desse seu apego?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 04 de Novembro de 2010, 10:40
Olá Tiago, Bom dia!

T: O que você quis dizer? Que o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade? 
Que em certos textos espíritas podemos interpretar isso?
Não ficou claro pra mim, me desculpe.
Abraço fraterno,
Tiago

Amigo, quis dizer que acredito seja o autoconhecimento o caminho para percebermos a verdade, que está em nós e não vinculada a uma ou outra religião. Entendi que não podemos perceber esta verdade pelo uso apenas da razão, do conhecimento. Penso que seja necessário a interiorização desses conhecimentos para que eles possam transformar o nosso íntimo de maneira que a verdade possa ser sentida, percebida e vivenciada por nós.
Cito abaixo mais um trecho do livro Psicologia do Evangelho do autor Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes para nossa reflexão.


“Ao dizer que nos mandaria outro consolador além dele, quis afirmar, face à nossa tendência a encarar a vida de forma pesada e sofrida, que sua mensagem necessariamente era de consolo e que ela estaria sempre conosco.
Suas palavras nos levam a entender que o consolador, que ficará eternamente conosco, deve ser algo que permanecerá internalizado, a ponto de não mais afastar-se de nós. Isso nos sugere, além da clássica interpretação de que o Espiritismo é esse consolador, que se trata de algo que venha a ser integrado à personalidade, adquirido na vivência
da mensagem.
O Espírito da verdade (ou de verdade) pode ser também considerado o conhecimento das leis de Deus, isto é, a verdade em nós.
Novamente chamo a atenção para que não se pense que pretendo sobrepor a interpretação de que o consolador prometido é a mensagem espírita. Penso que ambas não se excluem.
O Espiritismo é a lente com a qual se pode melhor perceber a mensagem cristã, bem como melhor entender o mundo.
Ter conosco o Espírito de Verdade é conseguir melhor perceber-se, pois a mensagem levanta os véus da ignorância, permitindo uma visão clara sobre nós mesmos.
“A mensagem espírita devidamente assimilada, pela razão e pelo sentimento, implica na capacidade de verdadeiramente nos conhecermos.”

...O Espiritismo, se verdadeiramente conhecido e, mais importante, sentido e internalizado em sua essência, é uma das expressões do consolador prometido, sem qualquer exclusão a outras doutrinas, religiosas ou não, que promovem a mesma função de preparar o ser humano para as necessárias provas da vida.”

Um abraço

Fique com Deus

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 11:38
Bom dia,

Oi Diaz, pegou bem o sentido, esse seu último post remete-se a tudo que eu penso.

Oi Tiago, sofri um acidente de carro e tive que ficar 10 dias de molho, em repouso sem poder ler escrever, falar muito, mas graças a Deus deu tudo certo, fora uma pequena cicatriz no rosto que deve ficar quase imperceptível segundo o médico, tudo voltou ao normal.

Quando falei dos apegos é que me vi dependente de uma enfermeira para fazer tudo que eu fazia em casa,  aí que vi quanto esse estado me incomoda.
Todo mundo me julgava acelerada e dona do meu nariz, mas eu nunca tinha me visto dessa forma. Por tres dias tudo me incomodava, desde da dor em si ,até a forma como as coisas estavam sendo conduzidas, sem que eu pudesse tomar a frente do que estava sendo feito.

Não sei se é porque há muitos anos tive que assumir sózinha desde a educação dos filhos até o sustento da casa, quando me vi dependente pude observar a coisa de outra maneira.
Lembrei-me muito das palavras do Dim Dim que dizia, quando estiver doente, se observe dessa forma não se deixe levar pela situação em si e após tres dias nessa, consegui deixar o barco correr do jeito que tinha que ser.

Fique tranquilo, não reclamei de nada, isso tudo passou só pela minha cabeça, pois afinal de contas, ninguem tem nada a ver com os meu hábitos ou manias hahaha!!!.

Mas as coisas acontecem sempre para aprendermos e darmos o real valor ao que importa.

Uma coisa é certa, no banco do lado do motorista, se eu puder evito. Fui a única nessa história que saiu machucada.  :D :D :D.
Outra coisa, tirar o cinto de segurança para pegar rapidamente qualquer coisa jamais, foi nessa que me estabaquei.

Bem, com essa situação pude perceber o quanto de equilíbrio ainda me falta e o quanto de apego tenho pelas minhas coisas e pela minha vida. Gostei também de me perceber desta forma e dominar a situação entrando num estado de calma absoluta para minha recuperação.

E assim meu amigo vamos caminhando na certeza de que não temos dominio de nada que acontece conosco. Hoje estamos bem daqui há 5 minhutos não se sabe, então aproveite o momento. Volto a falar o sábio ensinamento dos orientais, viva o agora, ontem já passou não tem como mudar e pensar no amanhã é sofrer por antecedência. Serenar a mente é que nos dá o comando da situação.

Um grande abraço
Hebe


 
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 04 de Novembro de 2010, 17:44
       Amigos   (ref # 404)     A = Amigos
          Pegando a conversa entre os amigos Diaz e Tiago:
A:”... aprofundar os pensamentos para enxergar a verdade?
          Cel: nenhum pensamento, nenhum conhecimento trará a verdade... pensamento e conhecimento estão na área da mente e, esta, condicionada pelas ilusões do mundo, não permite a visão da verdade; ao contrário, a impede; é como uma vidraça suja q não permite visão perfeita.
          A verdade está aqui, sempre esteve, dentro e fora de nós, à nossa frente, e não a conhecemos porq olhamos o mundo através dessa janela embaçada do ego, que tudo interpreta em termos de defesas para nós, classificando o que pode nos ser agradável/vantajoso/bom ou desagradável/ruim...
A: “... falta é a devida atenção, que nos impede de sentir e de perceber a verdade...”
          Cel: Atentem para as várias parábolas de Jesus sobre a atenção. Porq lhe teria dado tanta ênfase? Para que possamos compreender a totalidade da vida e não apenas nosso fragmento... Qdo estamos atentos só ao nosso fragmento de vida, dificil/ percebemos que a vida não é só de alegrias, belezas, felicidade, tranqüilidade; mas, se virmos o outro lado, tristezas, feiúras, infelicidade, conflitos sem fim... então, seremos levados a tentar compreender...
A:”É através das experiências que poderemos concretizar nossas convicções... a sabedoria estaria restrita apenas aos intelectuais”.
          Cel: as experiências nos mostram q a vida e o mundo nunca  trarão aquilo que todos, sem exceção, desejam, tanto o homem mais impoluto quanto o mais perverso... e, é fato, sabedoria nada tem a ver com os intelectuais; sabedoria está além do conhecimento e, para chegarmos a ela, este tem de ser abandonado... (“...a sabedoria dos homens é estultícia para Deus”).
A: “Deus... faz a sabedoria ao alcance de todos... que todos tenham a mesma oportunidade... de elevar-se”.
          Cel: sabedoria está ao alcance de todos desde que vejam q, para se chegar a ela, o ego têm de ser afastado. E como “elevar-se” se o ego está repleto de ilusões enganosas, que lhe são “impostas”, desde o início, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedade, e é ele, ego, que nos comanda...?
A:”... procuramos a verdade só encontramos a não verdade... é muito importante aprofundar o pensamento. Dessa forma, nos tornamos mais sábios, sabendo que cada vez sabemos menos”.
          Cel: de q adianta aprofundar o pensamento? Como a mente, ele é finito e limitado e só o que é ilimitado e infinito pode compreender a verdade, q é ilimitada e infinita...  Esse aprofundar o pensamento só terá algum valor se nos fizer compreender a totalidade da vida e que, afinal, o mundo nunca nos dará o que desejamos... e que, por isso, temos de abandonar todos os caminhos do mundo, e procurar a solução em outros caminhos... E não esquecer q o pensamento pertence à área da mente, logo é sempre imperfeito, limitado; pode ser útil para as coisas da sobrevivência mas, para as coisas de Deus, é obstáculo... Esse é o imenso benefício de aprofundar o pensamento: saber que nada sabemos, como disse o amigo.
A: “... massacres... idéia de ter que mudar o outro”.
          Cel: como nós, imperfeitos, vamos mudar os imperfeitos? É como contratar um professor que nada sabe de matemática para ensinar um aluno q nada sabe de matemática...
A: “... como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?”
          Cel: nunca!... a mente,  obscurecida pelo ego, interpreta tudo erradamente...
A:”Simples, amor. Eu quero para os outros o que quero pra mim...” 
          Cel: e o q é o amor? Quem o conhece? Só conhecemos o amor-afeto, interesse, pena, respeito, admiração, atração, desejo; só conhecemos o amor imitação, forçado, falso... O amor genuíno só brota com a dissolução do ego, q nos dá o conhecimento da verdade.
A:”... saber... afim de não prejudicar meus irmãos em nome do amor. Quantos já não erraram...?”
          Cel: só sabemos coisas com relação ao que interessa à sobrevivência, (e olhe lá!). .. só existe um modo de saber, com certeza, o q é bom para o próximo, o q é o amor: conhecer a verdade q nos liberta e nos permite tentar indicar o caminho da libertação...
A:”... necessário humildade e mente aberta aos ensinamentos, sejam de onde vierem”.
          Cel: e como se adquire humildade? Pelo simples desejo de querer ser humilde? Enquanto não se conhece a verdade, a humildade é forçada, imitação, obediência aos preceitos. E dizer: “conhecer ensinamentos sejam de onde vierem”, aí está um conselho de rara sabedoria, mas que quase ninguém segue.
A:“... egoísmo e o orgulho impedem o nosso crescimento por impedirem que enxerguemos a verdade em nós...”
          Cel: e como se substitui orgulho por humildade, egoísmo por solidariedade?...
A:” Quanto a ser normal, à medida que nos distanciamos do pensamento coletivo passamos a ser considerados anormais...”
          Cel: Exato. E, tb, para q buscar ser normal, ser igual aos outros? Porq a humanidade sofre? É pelo fato de que todos querem seguir o caminho da normalidade, certo? E essa normalidade é q conduz o homem à loucura da sociedade! Temos de ser anormais, seguir caminhos diferentes. Observe o caminho da normalidade: é sofrimento e ignorância. O caminho normal não leva a Deus. 
A: “... o verdadeiro professor é aquele... sem impor suas verdades”.
          Cel: se “impor”, aí, significa “forçar”, até mesmo assim o verdadeiro professor “deveria” agir. Quem é que não deseja que seus filhos/alunos aprendam o que é correto fazer para não sofrer; e se puder impor, imporá, embora isso possa trazer reações indesejáveis. (“...ponha sobre o velador para que ilumine a todos”)

A: Devemos considerar que o Cristo consolador está dentro de nós, constituindo-se numa consciência plena da nossa capacidade de renovação e modificação das circunstâncias que nos afligem.”
          Cel: sempre está em nós, no mais puro, qto no mais perverso e corrupto... Mas, o q significa o “constitui consciência plena de nossa capacidade...”? Em todos o Cristo está; mas todos têm essa consciência de suas capacidades?
A: “... que o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade?”
          Cel: Perguntou-se, com estranheza, se o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade, e acrescento: qual é essa pregação q a doutrina faz?
          Fiquem em Deus.
 


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 19:24
Oi Coronel,
Opa!!! Começou de novo. :D :D :D

Reporte-se ao último texto do Diaz.

Já sabemos que nossas mentes são finitas, obscurecidas pelo EGo condicionado socialmente. Já sabemos que qualquer que seja a nossa análise , passará sempre pelo filtro do EGO qualificando tudo de certo ou errado, por tanto não teremos uma visão clara.

Quanto ao que é ser humilde ou o que é amor, basta compreender Cristo em toda a sua trajetória e falas. Já sei, vai dizer que cada religião torceu para seu lado. Mas veja o Sermão da Montanha, é irretocável.

Quanto a comandar a massa pacificamente temos Gandhi, que se afastava em meditação cada vez que pensava que seu povo não o estava compreendendo para depois voltar fortalecido e poder se comunicar claramente, isso nada mais era do que se livrar das influências externas para ter clareza no seu pensar.

Quanto ao esforço para mergulharmos em nós mesmo, é esforço sim, muito dificil serenar esta mente, veja o que diz Krishnamurti

"A mente que crê nunca descobrirá o que é verdadeiro ou se existe Deus; só a mente livre pode descobri-lo. E para sermos livres, temos de penetrar todas as servidões que a mente a si mesma impôs. Isto é dificílimo, pois requer muita penetração, exterior e interiormente." (Krishnamurti)

Pois é, ficar perguntando ao infinito não adianta, por mais que tenhamos palavras para explicar esse processo nunca alcançaremos, até pela falta de vocabulário adequado.

E tem mais, não é só o exercício da meditação que nos levará a verdade. A meditação tem que se tornar um estado de espírito permanente  e para isso exige uma reforma intima completa.

Basta compreender esta parte já é o primeiro passo para ir em direção a luz.

Quanto a imposição na educação, sou contra, não sou a favor do liberou geral de forma alguma, mas temos que orientar e não sufocar e impor a nossa vontade pela a goela abaixo de nosos filhos. Assim nós os sufocamos e os criamos inseguros e dependentes ou no mínimo revoltados.

O que a DE prega? Ela não veio para pregar, ela veio para esclarecer e desmistificar o que as religiões deturparam nas palavras de Cristo, que aliás não fundou nenhuma Igreja, isso é coisa do homem. O problema é a interpretação que fazem dela, cada um ve a seu modo, como o Sr. mesmo disse visão embassada através de um EGO moldado e condcionado socialmente.

Um abço
Hebe








Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 20:11
Oi,
Vou colocar uma explicação completa sobre meditação.

Gostaria se possivel que entrassem pelo youtube e vissem todos os videos em sequencia.

Introdução a meditação - parte 1/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZFYzVkRWNUeGU0JmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCM=)

Eu consegui no maximo diminuir bastante a respiração, alem disse não fui.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 22:57
Continuação..

Meditação parte 2/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWZSZWdOZ2ltWUtNJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 22:59
Mais um pouco

Meditação - parte 3/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBfM040LUVSTnJvJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 04 de Novembro de 2010, 23:02
A parte 5 e 6 é melhor pegar no youtube para não sobrecarregar aqui.
Seque a parte 4

Meditação - parte 4/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU5hUFpLNUY4R3NVJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 05 de Novembro de 2010, 16:17

          Amigos,   (ref #409)
          Amiga Hebe
          Ao contrário, minha amiga, não é a meditação que exige reforma íntima completa; a reforma íntima completa é que exige a meditação. Para aquela é imprescindível que a meditação tenha obtido êxito.
            Você tem filhos. Se seu filho estivesse doente de uma doença dolorosa ou grave, você, se pudesse, não lhe imporia saúde fisiológica? Qtas vezes tentamos fazer isso, tapando-lhes o nariz, abrindo a boca e fazendo engolir remédios? Quantas vezes os levamos, mesmo à força, ao médico? E quais são as doenças mais sérias e mais infelicitantes senão as enfermidades psicológicas e morais, essa espécie de doença que nos afasta da felicidade, da bem-aventurança de conhecer a verdade, de conhecer Deus? Porq não fazermos, no caso de males morais, o mesmo que fizemos e que queremos ainda fazer com relação às doenças fisiológicas? E porque não impomos aos filhos, e sendo mais solidários ou altruístas, também ao próximo, nossos filhos que não nasceram de nós, porq não lhes impomos saúde psicológica ou moral? Somente pelo fato de q os homens criaram a idéia tola de que isso é uma invasão à liberdade de pensamento ou de decisão própria? Ou estaremos invadindo a privacidade, ou cerceando seus crescimento, de alguma maneira? Porq não impomos a um filho sofredor e infeliz o remédio que o salve? Se pudéssemos o faríamos; e o mundo seria muito melhor. Só não o fazemos porq, primeiramente, não temos competência para isso; em segundo lugar, porq não temos o convencimento de o q faríamos seria, com certeza, o melhor para ele. Porq Jesus falou às multidões, sempre que pode? Porq o tempo todo tentou ensinar, o que nada mais é do que tentar mudar a cabeça das pessoas, a maneira de pensar, de ver as coisas, de compreender? É bem provável que, se ele conseguisse incutir no povo a idéia do amor, da honestidade etc, ele o teria feito. Qtos não morreram nessa tentativa de mudar a cabeça do próximo? Mesmo sabendo dos riscos que corriam, de mesmo ir parar numa fogueira, continuaram nessas tentativas?! E Jesus disse: “Não vim para os sãos, mas para os doentes”.

          Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Novembro de 2010, 17:22
Oi Coronel,

O que eu quero dizer com meditação é que, não adianta praticá-la todas as manhãs e cair em pensamento intermitente o resto do dia, lógico que ela nos ajuda, mas mesmo Rohden citou desta forma. O estado meditativo permanente é dificílimo de alcançar, vai aos poucos exercitando, mas se guardamos mágoa, ódio, ansiedade e caímos de novo classificação do EGO  tudo perde o efeito.

Quanto aos filhos, ai filhos!!!
Coronel, ninguém tem a fórmula, mas levo para o caso extremo de pais que anulam a personalidade do filho.
Não estou falando de forçar a tomar remédio, estou falando de coisas graves que afetam  a auto-estima dos filhos. Tem pais extremamente exigentes, que não admitem uma falha sequer, uma escolha, tudo é imposto, desde o esporte que vai praticar até a roupa, a religião, as amizades, a escolha dos namorados, você sabe o que eu quero falar, isso é mais que comum acontecer.
Pais que querem se realizar através dos filhos, pensam que os filhos são posse deles ou bonecos, nossa, quantas pessoas que tiveram uma educação rigorosa e acabam dependentes ou revoltados. Como eu disse, também não sou a favor dos pais  que permitem  tudo, mas tem que sentir as aptidões e vontade dos filhos, eles não tem que ser nosso reflexo, eles tem que ser íntegros, se tornarem adultos que sabem decidir sobre suas vidas, se tornarem independentes.  É isso.

Um abço
Hebe
PS ; Não enrola vai , você entendeu. :D :D :D
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 06 de Novembro de 2010, 10:23
Olá Hebe,bom dia!

Muito boa a iniciativa de postar aqui esse mateial sobre meditação, técnica de fundamental importância para todos que buscam o equilíbrio.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 06 de Novembro de 2010, 10:28
Oi Diaz,

Peguei esse material do tópico " Dúvidas sobre meditação".
Achei muito bom também.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 06 de Novembro de 2010, 12:30
Olá Coronel, bom dia!

Cito abaixo alguns comentários seus para que possamos dar continuidade à nossa reflexão.

1.Cel: como nós, imperfeitos, vamos mudar os imperfeitos? É como contratar um professor que nada sabe de matemática para ensinar um aluno q nada sabe de matemática...


A: “... como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?”

2.Cel: nunca!... a mente,  obscurecida pelo ego, interpreta tudo erradamente...

3.Porq não impomos a um filho sofredor e infeliz o remédio que o salve? Se pudéssemos o faríamos; e o mundo seria muito melhor. Só não o fazemos porq, primeiramente, não temos competência para isso; em segundo lugar, porq não temos o convencimento de o q faríamos seria, com certeza, o melhor para ele.


4.Cel: se “impor”, aí, significa “forçar”, até mesmo assim o verdadeiro professor “deveria” agir. Quem é que não deseja que seus filhos/alunos aprendam o que é correto fazer para não sofrer; e se puder impor, imporá, embora isso possa trazer reações indesejáveis.



Amigo, suas afirmações traçadas em 1, 2 e 3  não contrapõe ou pelo menos coloca em risco  a eficácia destas últimas traçadas em 4?

5.Cel: Perguntou-se, com estranheza, se o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade, e acrescento: qual é essa pregação q a doutrina faz?

Para mim é claro, a certeza da reencarnação presente em toda a DE e as leis de causa e efeito suscitam a reforma íntima através autoconhecimento.


6.Porq Jesus falou às multidões, sempre que pode? Porq o tempo todo tentou ensinar, o que nada mais é do que tentar mudar a cabeça das pessoas, a maneira de pensar, de ver as coisas, de compreender? É bem provável que, se ele conseguisse incutir no povo a idéia do amor, da honestidade etc, ele o teria feito

Amigo, ensinar para mim é algo muito diferente e maior que isso. Se os comentários de 1 a 4 são certos, veja o perigo em querer mudar a cabeça das pessoas.
Ensinar assim como aprender são processos inacabáveis que requerem a criação de um espaço de convivência e de percepção mútua onde o mesmo que ensina aprende e o que aprende também ensina.
Creio que Jesus não tinha o que aprender conosco, dotado de grande poder poderia sim ter incutido à força as idéias citadas, mas porque não o fez?
Creio que seja pelo mesmo motivo que Deus não o fez, para que nós tenhamos o mérito pelas conquistas sobre nós mesmos. 

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 06 de Novembro de 2010, 15:23
          Olá, meu amigo Diaz    (ref #418) Equilíbrio
          Comentários nossos, desta e de mensagem anterior:
          1. Cel:... É como contratar um professor que nada sabe de matemática para ensinar um aluno q nada sabe de matemática...
          Diaz: “... como podemos ter a certeza de que nosso julgamento é justo, livre de qualquer interpretação errônea?”
          2. Cel: nunca!... a mente/ego interpreta tudo erradamente...
          3. Cel: Porq não impomos a um filho... o remédio que o salve? Se pudéssemos o faríamos; e o mundo seria muito melhor. Só não o fazemos porq, primeiramente, não temos competência para isso; em segundo lugar, porq não temos o convencimento de o q faríamos seria, com certeza, o melhor para ele.
          4.Cel: Quem é que não deseja que seus filhos/alunos aprendam o que é correto fazer para não sofrer; e se puder impor, imporá, embora isso possa trazer reações indesejáveis.
          Diaz: “... suas afirmações 1, 2 e 3  não contrapõem ou pelo menos colocam em risco a eficácia destas últimas traçadas em 4?”
          Cel: Compreendo vc, mas veja meu amigo, ali  em 3 está: “se” tivéssemos competência para isso, coisa que nos falta; e “se” tivéssemos convencimento, coisa que tb nos falta. Logo, pelo meu modo de ver, não há contraposição aí.
          5. Cel: Perguntou-se, com estranheza, se o espiritismo não prega o autoconhecimento a fim de encontrarmos a verdade, e acrescento: qual é essa pregação q a doutrina faz?
          Diaz: “Para mim é claro, a certeza da reencarnação presente em toda a DE e as leis de causa e efeito suscitam a reforma íntima através autoconhecimento”.
          Cel: dei outro significado a “autoconhecimento”; referi-me ao conhecimento que pode transformar ou levar o homem a Deus, como diziam os filósofos: “Conhece-te a ti mesmo e serás Deus”; referi-me tb à afirmação de Jesus; “Conhecereis... e a verdade vos libertará”; para mim, só esse tipo de autoconhecimento pode levar à libertação e a Deus. O autoconhecimento, pregado pelas doutrinas, é apenas um processo lento e gradual que visa a um melhor relacionamento entre as tão sofridas criaturas. É o mesmo que ensinam os mandamentos de, talvez, todas as religiões do mundo. Veja que os líderes, de cujas palavras os homens convencionaram religiões, tiveram (trabalho inicial) de organizar seu povo, como Moisés, com o decálogo (Maomé, com preceitos do Alcorão). As ordens/preceitos não matar, não roubar, não cobiçar...  se dirigiam a homens desorganizados, cansados, rebeldes, nervosos, prontos para tudo, como matar, roubar, deitar-se com mulher alheia, mentir...       
          Como ensinaram Jesus, Buda e outros, é o conhecimento da verdade, resultante do autoconhecimento a que me refiro, que traz sabedoria e felicidade, porque elimina toda ignorância e conseqüentes sofrimentos. Observe as afirmações abaixo, na ordem, do Cristo, do Buda e de antigos filósofos gregos:
          “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”
          “A iluminação é o fim de todo o sofrimento”
          “Conhecei-vos a vós mesmos e sereis deuses”,
todas concordando que é o conhecimento mais profundo de si próprio que leva àquilo que denominamos “salvação”; o “conhecer a verdade”, a “iluminação”, o “conhecei”-vos, tem o mesmo significado de se ter autoconhecimento. Esses sábios, homens que exerceram enorme influência na historia das civilizações do mundo, nos ensinaram a mesma lição!
           6. Cel: Jesus... o tempo todo tentou ensinar, o que nada mais é do que tentar mudar a cabeça das pessoas... É bem provável que, se ele conseguisse incutir no povo a idéia do amor, da honestidade etc, ele o teria feito.
          Diaz: “Ensinar para mim é algo muito diferente e maior que isso. Se os comentários de 1 a 4 são certos, veja o perigo em querer mudar a cabeça das pessoas”.
          Cel: Veja, meu amigo, mas não é isso mesmo que os bons ou maus líderes ainda hoje fazem? Por isso, acrescentei: se tivermos competência, se estivermos convencidos... E pelo fato de trazer aqui essa questão de “impor”, o perigo de querer mudar a cabeça das pessoas se modificará, se tornará pior?
          Diaz: “... Creio que Jesus não tinha o que aprender conosco, dotado de grande poder poderia sim ter incutido à força as idéias citadas, mas porque não o fez? Creio que seja pelo mesmo motivo que Deus não o fez, para que nós tenhamos o mérito pelas conquistas sobre nós mesmos”. 
          Cel: É fato q Ele nada tinha a aprender: conheceu a verdade, e toda sua ignorância se foi; tanto que ele compreendeu que estava liberto e que era um com Deus. E porq o amigo diz que Ele tinha poder para “impor”? Segundo a história, refletida nas doutrinas, Jesus, como outros, se sacrificaram para ensinar; tentaram mostrar o caminho e só cessaram qdo a morte os deteve; tantos sofreram penas terríveis... Se é tão importante esse ensino e se tinham poder, porq não impuseram se o objetivo final é a felicidade advinda da realização espiritual? E qual é o significado de se “ter o mérito pela conquista de nós mesmos”? Isso não será apenas um pensamento humano?   
          Um abraço.










Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 06 de Novembro de 2010, 16:20
Cel: É fato q Ele nada tinha a aprender: conheceu a verdade, e toda sua ignorância se foi; tanto que ele compreendeu que estava liberto e que era um com Deus. E porq o amigo diz que Ele tinha poder para “impor”? Segundo a história, refletida nas doutrinas, Jesus, como outros, se sacrificaram para ensinar; tentaram mostrar o caminho e só cessaram qdo a morte os deteve; tantos sofreram penas terríveis... Se é tão importante esse ensino e se tinham poder, porq não impuseram se o objetivo final é a felicidade advinda da realização espiritual? E qual é o significado de se “ter o mérito pela conquista de nós mesmos”? Isso não será apenas um pensamento humano?   
          Um abraço.

Coronel,
O maior ensinamento que Jesus deixou, foi que ele venceu todas as humilhações, todas as dores físicas, todas as injustiças dos homens, não se rendeu a nada, nada humano o detinha, pois ele era completo em amor, não precisava do Mundo por isso seguiu até o fim em seu objetivo, memo sabendo o que ia lhe acontecer.
A verdade que ele trazia nenhum homem conseguiu derrubar.

Um abço
Hebe


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/msg163589/?topicseen#msg163589#ixzz14WGvAlkQ
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 06 de Novembro de 2010, 17:54
Olá Coronel,

Dando continuidade a nosso estudo cito:
                   Diaz: “... suas afirmações 1, 2 e 3  não contrapõem ou pelo menos colocam em risco a eficácia destas últimas traçadas em 4?”
          Cel: Compreendo vc, mas veja meu amigo, ali  em 3 está: “se” tivéssemos competência para isso, coisa que nos falta; e “se” tivéssemos convencimento, coisa que tb nos falta. Logo, pelo meu modo de ver, não há contraposição aí.

Vejamos um pouco mais de seu comentário 3:

Porq não fazermos, no caso de males morais, o mesmo que fizemos e que queremos ainda fazer com relação às doenças fisiológicas? E porque não impomos aos filhos, e sendo mais solidários ou altruístas, também ao próximo, nossos filhos que não nasceram de nós, porq não lhes impomos saúde psicológica ou moral? Somente pelo fato de q os homens criaram a idéia tola de que isso é uma invasão à liberdade de pensamento ou de decisão própria? Ou estaremos invadindo a privacidade, ou cerceando seus crescimento, de alguma maneira? Porq não impomos a um filho sofredor e infeliz o remédio que o salve? Se pudéssemos o faríamos; e o mundo seria muito melhor. Só não o fazemos porq, primeiramente, não temos competência para isso; em segundo lugar, porq não temos o convencimento de o q faríamos seria, com certeza, o melhor para ele.


A: “... o verdadeiro professor é aquele... sem impor suas verdades”.
4.Cel: se “impor”, aí, significa “forçar”, até mesmo assim o verdadeiro professor “deveria” agir. Quem é que não deseja que seus filhos/alunos aprendam o que é correto fazer para não sofrer; e se puder impor, imporá, embora isso possa trazer reações indesejáveis.

Veja, amigo o que eu dizia ao Tiago era justamente isso, que nós pais, professores que ainda não temos essa competência não deveríamos impor algo a alguém. Dentro desse contexto eu havia excluído a minoria dos que já encontraram a verdade, dos iluminados.
           
6. Cel: Jesus... o tempo todo tentou ensinar, o que nada mais é do que tentar mudar a cabeça das pessoas... É bem provável que, se ele conseguisse incutir no povo a idéia do amor, da honestidade etc, ele o teria feito.
         
Diaz: “Ensinar para mim é algo muito diferente e maior que isso. Se os comentários de 1 a 4 são certos, veja o perigo em querer mudar a cabeça das pessoas”.
         
Cel: Veja, meu amigo, mas não é isso mesmo que os bons ou maus líderes ainda hoje fazem? Por isso, acrescentei: se tivermos competência, se estivermos convencidos... E pelo fato de trazer aqui essa questão de “impor”, o perigo de querer mudar a cabeça das pessoas se modificará, se tornará pior?

O próprio Jesus não impunha nada a ninguém, veja esta passagem:
8. Jesus enviou seus doze apóstolos, após lhes ter dado as seguintes
instruções: Não procureis os gentios*, e não entreis nas cidades dos
samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e nos
lugares onde fordes, pregai dizendo que o reino dos Céus está próximo.
(Mateus, 10:5 a 7)
Gentio: pagão, idólatra; (neste caso) que não aceitava a crença em um único deus.
Amigo, o fato de trazer aqui essas questões, julgo dentro de minha limitada visão que seja apenas impróprio, pois na tentativa de elucidação poderia favorecer a alienação de alguns ou pelo menos promover a confusão em muitos, em um tópico que deveria promover a busca pelo equilíbrio. O real perigo penso que está em querermos impor nossas verdades em detrimento à verdade dos outros.
         

Diaz: “... Creio que Jesus não tinha o que aprender conosco, dotado de grande poder poderia sim ter incutido à força as idéias citadas, mas porque não o fez? Creio que seja pelo mesmo motivo que Deus não o fez, para que nós tenhamos o mérito pelas conquistas sobre nós mesmos”. 
         
Cel: É fato q Ele nada tinha a aprender: conheceu a verdade, e toda sua ignorância se foi; tanto que ele compreendeu que estava liberto e que era um com Deus. E porq o amigo diz que Ele tinha poder para “impor”? Segundo a história, refletida nas doutrinas, Jesus, como outros, se sacrificaram para ensinar; tentaram mostrar o caminho e só cessaram qdo a morte os deteve; tantos sofreram penas terríveis... Se é tão importante esse ensino e se tinham poder, porq não impuseram se o objetivo final é a felicidade advinda da realização espiritual? E qual é o significado de se “ter o mérito pela conquista de nós mesmos”? Isso não será apenas um pensamento humano?   

Amigo penso que não impuseram porque eles sabiam que algo imposto é algo que vem de fora e portanto não é resultado de um esforço íntimo pela  própria transformação. Sendo assim, porque presentear alguém que nada fez por merecer?
Desculpe-me, ainda não consigo pensar de forma adversa a um ser humano.
         

Um abraço.

Diaz









Título: Re: Equilibrio
Enviado por: dim-dim em 06 de Novembro de 2010, 18:17
" Allan Kardec " - citações do ESE e do LE.

Enquanto o homem se perde nas sutilezas de uma metafísica abstrata e incompreensível para pesquisar as causas de nossa existência moral, Deus coloca diariamente ao alcance de nossos olhos e nossas mãos os meios mais simples e evidentes para o estudo da psicologia experimental.

O êxtase é o estado em que a independência da alma e do corpo se manifesta de maneira mais sensível e torna-se de certo modo palpável.

Nesse estado, todos os pensamentos terrestres desaparecem para dar lugar ao sentimento puro, que é a própria essência de nosso ser imaterial. Inteiramente envolto nessa contemplação sublime, o extático encara a vida apenas como uma paragem momentânea. Para ele tanto o bem quanto o mal, as alegrias grosseiras e misérias aqui da Terra são apenas incidentes fúteis de uma viagem cujo término que avista o deixa feliz.

445 Que conseqüências se pode tirar dos fenômenos do sonambulismo e do êxtase? Não seriam uma espécie de iniciação à vida futura?

– É, verdadeiramente, a vida passada e a vida futura que o homem entrevê. Se estudar esses fenômenos, aí encontrará a solução de mais de um mistério que sua RAZÃO procura inutilmente penetrar.


Entretanto, posso alinhar o caminho que vos mostro, com alguns princípio fundamentais;
escutai, pois, estas coisas:

1- A alma tem o poder de se esquivar à matéria;

2- De se elevar bem acima da inteligência;

3- Esse estado é superior à razão;

4- Ele pode colocar o homem em relação com o que escapa às suas faculdades;

5- O homem pode provocá-lo pela prece a Deus, por um esforço constante da vontade, reduzindo, por assim dizer, a alma ao estado de pura essência, privada de atividade sensível e exterior; pela abstração, em uma palavra, de tudo o que há de diverso, de múltiplo, de indeciso, de turbilhonante, de exterioridade na alma;

6-Existe no eu concreto e complexo do homem uma força completamente ignorada até aqui: procurai-a, pois.

II.A alma se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela desta natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto passa. Cessam então os seus transviamentos, pois que está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.

Assim, ilude-se a si mesmo o homem que considera as coisas de modo terra-a-terra, do ponto de vista material. Para as apreciar com justeza, tem de as ver do alto, isto é, do ponto de vista espiritual. Aquele, pois, que está de posse da verdadeira sabedoria, tem de isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito. É o que ensina o Espiritismo.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 06 de Novembro de 2010, 21:09
          Olá, amigo Diaz     (ref. 421)
          Cito o Diaz: O próprio Jesus não impunha nada a ninguém, veja esta passagem: “8. Jesus enviou seus doze apóstolos, após lhes ter dado as seguintes instruções: Não procureis os gentios*, e não entreis nas cidades dos samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e nos lugares onde fordes, pregai dizendo que o reino dos Céus está próximo”. (Mateus, 10:5 a 7) Gentio = pagão, idólatra; (neste caso) que não aceitava a crença em um único deus.
          Cel: Sob meu ponto de vista, essas palavras contrariam totalmente a visão de um ser iluminado e dotado de amor incondicional; e contrariam estas outras, nas quais o amor está mais perceptível: “Eu não vim para os sãos, mas para os doentes”; (como tb está escrito: “Deus não faz acepção de pessoas...o pio como o ímpio...”). Mas,mesmo não sendo “sãos” os da casa de Israel, ainda assim Mateus (me parece) mostra alguma preferência evidenciada pelo Mestre, fato q de modo algum se harmoniza com um ser dotado de amor incondicional (pois nessa passagem, é evidente, está revelada uma condição). A não ser q o Mestre se referia àqueles q, talvez, já se tivessem mostrado, não indignos de conhecer, mas “recalcitrantes” em relação a conhecer o caminho que leva à verdade. Em relação a esses, Jesus alertava: “não atireis pérolas aos porcos, que as amassarão com as patadas”. Não esquecer tb Paulo que disse (não recordo as palavras): “Todos são iguais perante Deus, homem e mulher, negros e brancos, senhores e escravos, judeus e gentios” (?), e ainda: “O mistério da salvação dos gentios: eles são co-herdeiros conosco, que somos judeus; são membros do mesmo corpo e participantes da promessa de Jesus Cristo”, (Efe 3:1,6), mostrando claramente que não há um povo eleito ou pessoas privilegiadas; perante Deus, todos somos iguais.
          Diaz: Amigo, o fato de trazer aqui essas questões, julgo dentro de minha limitada visão, que seja apenas impróprio, pois na tentativa de elucidação poderia favorecer a alienação de alguns ou pelo menos promover a confusão em muitos, em um tópico que deveria promover a busca pelo equilíbrio. O real perigo penso que está em querermos impor nossas verdades em detrimento à verdade dos outros.
          Cel: Veja, meu amigo, como se concretizaria esse perigo? E, aqui, estamos nos comunicando com companheiros que, ao menos, têm um pouco de religião. Mesmo se não fosse assim, onde estaria o perigo? E “nada sucede sem o beneplácito do Pai”.
          Diaz: Amigo, penso que não impuseram porque eles sabiam que algo imposto é algo que vem de fora e portanto não é resultado de um esforço íntimo pela  própria transformação. Sendo assim, porque presentear alguém que nada fez por merecer? Desculpe-me, ainda não consigo pensar de forma adversa a um ser humano.
          Cel: porq poderíamos impor (de fora) sanidade fisiológica e não aquela que é muito mais importante e q leva a um resultado definitivo? Qual é a busca de todas as criaturas de Deus, da mais pura à mais impura, sem exceção, e para a qual empenham todos os seus esforços? A felicidade, certo? Qual é o objetivo final de toda cura dos males fisiológicos? A felicidade! Qual é o objetivo final da buscada realização espiritual? A felicidade, também; chegar à felicidade maior, que dura eternamente, que é o próprio Deus, concorda? Porq nós estamos dialogando aqui, neste fórum, as pessoas estão indo a suas igrejas, estão procurando de qualquer modo que seja, algo mais? Que é que nos está faltando? Felicidade! Porq muitos se sacrificam pelo próximo, senão porq os vêem infeliz e desejam q sua infelicidade cesse? Observe que, lá bem no fundo, numa análise livre de qualquer preconceito, aquele q ajuda alguém a ser feliz, está tb se tornando mais feliz pelo fato de ajudar... A não ser que já lhe houvesse despertado o amor verdadeiro em seu coração... mesmo assim, estariam se tornando mais felizes pois estariam obedecendo aos imperativos desse amor q possuem.
          E, meu amigo, o que significa “merecer” ser feliz? O homem, criatura procedente de Deus, pode "merecer" ser infeliz?
          Um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 07 de Novembro de 2010, 01:49
Irmãos,
Estou acompanhando, só não estou comentando, ainda.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 07 de Novembro de 2010, 02:10
Irmãos, irmão Coronel,
Vamos continuar, você leu essa mensagem?
Estou anexando novamente, ve se consegue ver.
Boa tarde irmãos, boa tarde Coronel,
Na verdade eu sei aplicar, não tenho tempo, saúde ou força de vontade suficiente para fazê-las com eficácia.
Ex: A teoria que devemos cuidar do nosso corpo, pois ele é nosso templo. Estou me policiando em relação à alimentação, mas percebo que não resisto muito tempo as tentações da carne, especificamente a da picanha, que adoro. Sempre fiz esporte, mas agora estou meio que ocioso e estou engordando. Fiz natação durante 15 anos da minha vida, mas estou sem tempo para nadar, ou talvez, eu não esteja com força de vontade suficiente para me sacrificar mais um pouco para trocar minhas prioridades.
Ex2: A teoria que devemos estudar os ensinamentos dos sábios, afim de otimizarmos nossa caminhada. Estou lendo e estudando cada vez mais, porém minha consciência pesa em saber que poderia fazer muito mais. Sinto isso apesar de ser uma pessoa melhor que ontem. Não estou conseguindo dar tudo de mim. Talvez 80%.
Ex3:A teoria que devemos meditar para acalmarmos a mente, serenar o pensamento e nos alto conhecermos. Nesta então. Quando tento meditar, logo durmo, mas vou continuar tentando até conseguir.
Cito o amigo:
Se deseja aplicá-las porque a religião, ou os mestres recomendam, ou qualquer interesse como o de se sentir bem pois está fazendo o que acha que deve fazer, ou para conquistar méritos, que valor isso terá? É certo que o próximo será beneficiado mas, e o praticante, se foi “caridoso” por esses motivos apontados, terá algum benefício?
...
Penso que a maioria das pessoas são robotizadas mentalmente. Elas fazem o que tiver que fazer porque alguém mandou, ou porque vão se beneficiar por isso. Até o espiritismo prega a recompensa. Quem de sã inteligência, não vai querer evoluir e ser um espírito melhor, não ter que passar pelo umbral, etc.
Penso também que, isso se faz necessário, pois precisamos ter metas. Porém chega o tempo que é percebido que: Deus não deve querer nos punir, nem nos recompensar. Ele apenas quer que os humanos vivam, e sejamos felizes. Assim como quer que os peixes vivam e sejam felizes. Que Deus seria esse se beneficiasse os bons e prejudicasse os ruins, um Deus justo. Penso que Deus não é justo nem sábio nem nenhuma palavra que conheçamos. Pensamos em Deus tentando entende-lo. Quem somos nós?
Até aqui no fórum existe recompensas. Você passa de nível se mandar bem. Pode até deixar de ser Coronel e passar a ser general-de-brigada ou brigadeiro.
Porém, isso é importante, pois por motivos errados as pessoas fazem o bem. É melhor que fazer o mal pelos motivos certos, não concorda?
Adoro a igreja evangélica por esse motivo.
Cito o amigo:
Essa prática, que evidentemente exigirá (se sua natureza ainda não é amar, perdoar) algum esforço, trará algum beneficio ao praticante?
...
Sim. É “impossível” comer um prato que inventei, Muqueca ao catupiry e não sentir prazer. Logicamente, quem prova o que é bom, quando volta a comer o que estava acostumado, passa a saber que existe algo mais gostoso. Esse conhecimento, adquirido da forma errada, aumenta o conhecimento e diminui a ignorância. Quem já fez uma caridade de verdade, sabe o que é. Não é um obrigado que desejamos e sim um motivo para estarmos vivos. Isso me faz pensar em como as pessoas definem amor. Será que definem que nem eu? Só da pra saber perguntando. Eu defino assim. Amai ao próximo como a si mesmo, nem mais nem menos. Então, amor pra mim é como eu me amo. E você?
Cito o amigo:
 Amigo Brandão, já recorreu a um bom massagista, que conheça a estrutura da coluna e suas ramificações nervosas?
Ainda não, apenas Aculputura, RPG e operação espiritual. Estava quase melhor, aí relaxei. Mas estou bem melhor do que no início, cerca de um ano.
Quando fazia Ioga, sempre um participante tinha que fazer massagem no outro. Profissionalmente, só a cadeira de massagem que minha noiva comprou pra mim de aniversário.Hehe.
Vou procurar um massagista, se possível Coreana. Hehe.
Obrigado pelo conhecimento, espero que ele me ajude a melhorar.
Abraços fraternos,
Tiago Brandão.





Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 07 de Novembro de 2010, 02:14
Irmãos, irmão Diaz,
Obrigado pelo esclarecimente. Eu só estava com dúvida do que você estava pensando.
Belos pensamentos.
Abraços Fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Mastomisto em 07 de Novembro de 2010, 02:17
Irmãos, irmã Hebe.
Obrigado pela lição de vida.
O que acha da lei do cinto de segurança traseiro?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Rose FRA em 07 de Novembro de 2010, 08:29
Bom Dia amigos e companheiros de jornada,

aqui vai mais uma pérola para nossos colares, que juntamos com tanto carinho e amor, para a eternidade!!!

Somos instrumentos do Criador, para que o trabalho se faca por nossas maos.   O que esperar, se Deus já fez a Sua parte, roporcionando-nos os meios de ajudar a nós mesmos, naquilo que vevemos fazer??

Verdadeiramente, preparamos o solo, lancamos nele a semente, mas a vida e o crescimento das frutas, somente Deus opera com o amor.   Mesmo assim, recebemos o nosso galardao pelos pequenos esforcos feitos na Sua vinha.

Partindo do dever do trabalho para manter o próprio equilíbrio, o Cristo nos ensinou a ir mais além.  Se algumas horas nos sobrarem, que as dediquemos ao dever social fazendo algo em beneficio das viúvas sem recursos, dos órfaos, dos idosos, dos tribulados sem teto.

Em todas as visitas que fizeres aos enfermos, leva ou ensina-os a fezer alguma coisa, porque o trabalho nao é  somente para quem está sao: é melhor ainda para o enfermo, pois ele é distracao e saúde.  a terapia ocupacional, de que a  ciencia já está falando com ênfase, é a antiga em nosso meio espiritual, facamo-la crescer,  levando-a às dimensoes que o doente entenda e onde encontre alegria de viver, mesmo estando doente, e se torne útil. 

Lembrem-se que dar peixes aos outros, nao é tao agradável à conciência, como ensinar-lhes a pescar.

Formemos assim, uma legiao de operários do Cristo, ofertando à harmonia universal a nossa cota de cooperacao, com alegria e amor, para  que no porvir nao haja mais necessitados desse esforco e no  esforco conjento, a luz de Deus nos banhará, na forca do amor e esse, como sendo a verdade, nos libertará.

É laborando que seremos felizes e a felicidade é maior quando trabalhamos para o bem comum de todos os povos.


do Livro "Apelo aos Espíritos" - Joao Nunes Maia - pelo espírito Miramez

Abraco fraterno a todos os Amigos de semeadura e esforcos para o trabalho dignificante, em nome do nosso Cristo!!!

Orai e Vigiai.....
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Novembro de 2010, 09:33
Olá Rose, Bom dia!

Seja bem vinda ao nosso grupo de estudos.

Obrigado por brindar-nos com essas lindas citações.

Fique com Deus

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Rose FRA em 07 de Novembro de 2010, 12:03
Companheiros de Jornada,

Todos nós temos que procurar o nosso equilibrio, seja com preces ou textos.
Emcontrei essa matéria e foi muito gratificante para mim le-la.... espero que seja para voces também.

Bom Domingo...... com muito carinho


"Existe uma piadinha sobre um sujeito que entrou no elevador de um edifício e, ao ser questionado pelo ascensorista sobre para qual andar ele desejava ir, respondeu: - Para qualquer um, senhor. Já estou no prédio errado mesmo...

Ou seja, quando não sabemos onde estamos e nem para onde estamos indo, qualquer lugar serve! E por mais absurda que possa parecer essa analogia com o quanto algumas pessoas estão perdidas quando se trata de seus próprios desejos, pode acreditar que não é! Muitas vezes, o desejo é tão amplo e genérico que a pessoa não consegue fazer escolhas, não consegue se sentir satisfeita com nada do que vive e a impressão que tem, na maior parte do tempo, é a de que existe um buraco dentro dela que se torna cada dia maior e mais difícil de ser preenchido. Até faz novos contatos, conhece pessoas legais, inicia relacionamentos interessantes, experimenta momentos que lhe parecem bastante reais, mas... logo depois a sensação de que nada daquilo faz sentido retorna de forma ainda mais avassaladora.

Algumas vezes também acontece de estar vivenciando um encontro realmente especial, no qual ela se sente, enfim, parte de um todo que se encaixa, que finalmente lhe devolve aquela certeza de que depois da tempestade vem mesmo a bonança. No entanto, sem mais nem menos, de repente, é o outro que simplesmente se desencanta e vai embora. Ou pior do que isso: sem sequer dizer o motivo ou dar qualquer explicação a que todo ser humano pensante teria direito, desaparece feito nuvem. E de novo, mais uma vez, a pessoa é remetida àquele lugar infernal onde a única resposta é que tudo se escafedeu! Assim, ridiculamente assim.

Se você já passou por isso, sabe o quanto é péssimo esse período da existência em que a gente passa a ter medo de falar, de se expressar, de respirar errado, de ir rápido ou devagar demais. Enfim, passa a acreditar que não sabe o que fazer para não estragar tudo, ou não deixar as coisas piores do que já estão... Só que o problema é justamente esse: falta de posicionamento, de clareza, de percepção de seus recursos internos. Muito provavelmente, está faltando planejamento, uma rota detalhada que aponte o caminho pelo qual você realmente deseja seguir. E assim, perdido, você passa a entrar de prédio em prédio, de elevador em elevador, descendo em diversos andares, sem nunca encontrar a porta, a sua porta!

Para viver o amor que você deseja, as experiências que sempre quis e conseguir aproveitar o melhor da vida, você precisa, antes de mais nada, saber o que quer. Refletir, questionar-se, perceber-se, aprender a diferenciar o que são seus verdadeiros sentimentos e o que não passa de ecos gritantes de sua ansiedade é fundamental para desenhar o mapa que o levará até o seu tesouro mais precioso. Em vez de desperdiçar seus dias e suas flechas atirando para todos os lados, pare! Aquiete-se! Ouça seu coração, sua intuição. Olhe para os lados e vá descobrindo o que realmente faz sentido para você, o que realmente te faz feliz. O resto são apenas armadilhas. Mantenha-se atento e focado naquilo que quer e desvie dos perigos que, na maioria das vezes, são nossos próprios medos transformados em dificuldades.

E assim, sem se distrair, da próxima vez que for questionado sobre para qual andar deseja ir, você saberá exatamente o que responder. Daí pra frente, a surpresa fica por conta somente de tudo de bom que poderá experimentar...

Dra. Rosana Braga

Abracos fraternos,
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 12:54
Oi Rose,
Bem vinda ao estudo.

Gosto muito dos Textos de Rosana Braga.

Na minha interpretação este texto se remete aos sonhos não realizados, ou seja, na verdade a pessoa idealiza aquilo  quer ,mas não se dá conta do que realmente está à sua frente,  projeta a sua expectativa no outro e quer ser correspondida em tudo que anseia.
Dessa forma vem a famosa frase " Não era bem isso o que eu queria". É a visão míope do que é a realidade, é ficar correndo eternamente atrás de um ideal de felicidade, que só existe em sua mente. Essa é a razão de cair no vazio ou se sentir revoltado com o mundo e com todos.

Falamos muito sobre isso aqui neste estudo, muito bem colocado esse texto.

Essa eterna busca da felicidade é falsa e irreal. Digo isso porque não se  pode focar a própria realização no outro ou em coisas externas. Nenhuma religião, condição financeira, profissão, relacionamento satisfaz a quem quer que seja.
São realizações ilusórias, por isso a necessidade urgente do auto-conhecimento.

O Coronel coloca isso com muita propriedade, essas são as armadilhas do EGO que  turva a visão.
Compra-se um carro, sonhando com um melhor.
Compra-se uma casa sonhando com outra,
Namora uma pessoa e quer que ela corresponda a tudo que se considera ideal,
Tem um filho e quer que ele seja o maximo.
Nada flui naturalmente, tudo fica condicionado ao que deveria ser e ter e  não ao que é.

Um abço
Hebe 


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 13:11
Irmãos, irmã Hebe.
Obrigado pela lição de vida.
O que acha da lei do cinto de segurança traseiro?
Abraços fraternos,
Tiago Brandão

 :D :D :D Oi Tiago,
Essa foi boa!!!!
Tiago, eu dei lição de vida do que não se deve fazer hahaha!!!!

Meu amigo se eu puder andar de armadura dentro de um carro, nessa altura do campeonato eu ando hahaha!!!

Agora falando muito sério, tem que se usar o cinto traseiro. O impacto de um corpo da pessoa do banco de trás projetado pra frente é violento. Tem estudo sobre isso. Ninguem usa eu sei, mas acho que se deve pensar sobre isso sim.
Bem, o cinto de segurança se tornou obrigatório, mas só passou a ser usado por causa da multa violenta. Parece que ninguem acredita que vai acontecer algum acidente até que aconteça.

Um abço
\Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Novembro de 2010, 13:47
Olá Coronel, Bom dia!
          Olá, amigo Diaz     (ref. 421)
          Cito o Diaz: O próprio Jesus não impunha nada a ninguém, veja esta passagem: “8. Jesus enviou seus doze apóstolos, após lhes ter dado as seguintes instruções: Não procureis os gentios*, e não entreis nas cidades dos samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e nos lugares onde fordes, pregai dizendo que o reino dos Céus está próximo”. (Mateus, 10:5 a 7) Gentio = pagão, idólatra; (neste caso) que não aceitava a crença em um único deus.
          Cel: Sob meu ponto de vista, essas palavras contrariam totalmente a visão de um ser iluminado e dotado de amor incondicional
Não vejo que contrariam, mas denotam a qualidade de um ser possuidor de uma visão privilegiada, que percebia o momento ideal para revelar certos conhecimentos a cada um, de acordo com a sua capacidade de entendimento. Vejamos alguns comentários contidos no ESE.
9 Jesus prova, em muitas circunstâncias, que os seus ensina-mentos não estão voltados somente ao povo judeu, mas abrangem toda a Humanidade. Se Ele disse aos apóstolos para não irem aos pagãos, não foi por desprezar a conversão deles, o que seria pouco caridoso. É que os judeus já acreditavam num único deus e esperavam um messias, estando preparados, pela lei de Moisés e pelos profetas, para receber essas promessas. Entre os pagãos, como não houvesse base, tudo estava por fazer, e os apóstolos ainda não estavam suficientemente esclarecidos para uma tarefa tão difícil; é por isso que lhes diz: Ide às ovelhas desgarradas de Israel, ou seja, ide semear em terreno já desbravado, sabendo que a conversão dos gentios viria a seu tempo. De fato, mais tarde, foi no próprio centro do paganismo que os apóstolos foram plantar a cruz.
CAPÍTULO 24 - NÃO COLOQUEIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE
; e contrariam estas outras, nas quais o amor está mais perceptível: “Eu não vim para os sãos, mas para os doentes”; (como tb está escrito: “Deus não faz acepção de pessoas...o pio como o ímpio...”). Mas,mesmo não sendo “sãos” os da casa de Israel, ainda assim Mateus (me parece) mostra alguma preferência evidenciada pelo Mestre, fato q de modo algum se harmoniza com um ser dotado de amor incondicional (pois nessa passagem, é evidente, está revelada uma condição).
Amigo, não creio não se tratar de preferência, vejamos:
11. Jesus, estando à mesa na casa deste homem (Mateus), vieram muitos publicanos e pessoas de má vida que se colocaram à mesa com Jesus e seus discípulos; e vendo isso, os fariseus disseram a seus discípulos: Por que vosso Mestre come com os publicanos e pessoas de má vida? Mas Jesus, os tendo escutado, lhes disse: Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os enfermos. (Mateus, 9:10 a 12) 12 Jesus dirigia-se, principalmente, aos pobres e aos deserdados, pois são eles os que têm maior necessidade de consolação; aos cegos dóceis e de boa-fé, porque pedem para ver, e não aos orgulhosos, que acreditam possuir toda luz e não ter necessidade de nada.  (Veja na Introdução desta obra: Publicanos, Peageiros.)
CAPÍTULO 24 - NÃO COLOQUEIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE
       
Diaz: Amigo, o fato de trazer aqui essas questões, julgo dentro de minha limitada visão, que seja apenas impróprio, pois na tentativa de elucidação poderia favorecer a alienação de alguns ou pelo menos promover a confusão em muitos, em um tópico que deveria promover a busca pelo equilíbrio. O real perigo penso que está em querermos impor nossas verdades em detrimento à verdade dos outros.
          Cel: Veja, meu amigo, como se concretizaria esse perigo? E, aqui, estamos nos comunicando com companheiros que, ao menos, têm um pouco de religião. Mesmo se não fosse assim, onde estaria o perigo? E “nada sucede sem o beneplácito do Pai”.
Amigo realmente não haveria perigo algum para aqueles que se encontram equilibrados, porém o mesmo pode não suceder àqueles que encontram-se em desequilíbrio.
Sei que o amigo trilha no bom caminho, como dito na passagem abaixo, só me preocupa a cautela que devemos ter com aqueles que vagueiam sem direção. A esses creio que deveríamos  oferecer algo mais do que perguntas, algo que pudesse ajudá-los a encontrar as respostas, a verdade que procuramos e talvez o amigo já tenha encontrado.
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que vos confiou. Mas, cuidado: entre os chamados para o Espiritismo, muitos se desviaram do caminho! Alerta, pois, no vosso caminho, buscai a verdade.  Perguntareis: Se entre os chamados para o Espiritismo, muitos se desviaram, como reconhecer os que se acham no bom caminho?  Responderemos: Podeis reconhecê-los pelo ensino e pela prática dos princípios verdadeiros da caridade; pela consolação que distribuírem aos aflitos; pelo amor que dedicarem ao próximo; pela sua renúncia, pela dedicação ao próximo. Podeis reconhecê-los, finalmente, pela vitória dos seus princípios divinos, porque Deus quer que a sua lei triunfe; os que a seguem são os escolhidos que vencerão. Os que, porém, falseiam o espírito dessa lei, para satisfazer à sua vaidade e à sua ambição, esses serão destruídos**. CAPÍTULO 20 - OS TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA
         
Diaz: Amigo, penso que não impuseram porque eles sabiam que algo imposto é algo que vem de fora e portanto não é resultado de um esforço íntimo pela  própria transformação. Sendo assim, porque presentear alguém que nada fez por merecer? Desculpe-me, ainda não consigo pensar de forma adversa a um ser humano.
          Cel: porq poderíamos impor (de fora) sanidade fisiológica e não aquela que é muito mais importante e q leva a um resultado definitivo?
Amigo, penso que não impomos a cura a ninguém. O máximo que conseguimos é aliviar o seu sofrimento, a sua dor. Concordo com o amigo quando diz ser aquela (moral/psíquica) a mais importante, por conduzir as raízes, a causa do sofrimento. Mesmo assim, creio que não devemos impor.
Qual é a busca de todas as criaturas de Deus, da mais pura a mais impura, sem exceção, e para a qual empenham todos os seus esforços? A felicidade, certo? Qual é o objetivo final de toda cura dos males fisiológicos? A felicidade! Qual é o objetivo final da buscada realização espiritual? A felicidade, também; chegar à felicidade maior, que dura eternamente, que é o próprio Deus, concorda?
A citação abaixo reflete aquilo que penso sobre isso:
No sentido geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia•, uma ilusão, na busca da qual gerações se lançam sucessivamente, sem poder jamais alcançá-la, pois, se o homem sábio é uma raridade na Terra, o homem totalmente feliz não se encontra nunca.  Aquilo em que consiste a felicidade na Terra é algo de tal modo passageiro para quem não é guiado pela sabedoria que, por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da vida se esgota numa sucessão de amarguras e decepções. Notai, meus que-ridos filhos, que falo aqui dos felizes da Terra, dos que são invejados pelas multidões. CAPÍTULO 5 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
Porq nós estamos dialogando aqui, neste fórum, as pessoas estão indo a suas igrejas, estão procurando de qualquer modo que seja, algo mais? Que é que nos está faltando? Felicidade!
Talvez muitas delas já tenham encontrado aquilo que procuravam, não?
Porq muitos se sacrificam pelo próximo, senão porq os vêem infeliz e desejam q sua infelicidade cesse? Observe que, lá bem no fundo, numa análise livre de qualquer preconceito, aquele q ajuda alguém a ser feliz, está tb se tornando mais feliz pelo fato de ajudar... A não ser que já lhe houvesse despertado o amor verdadeiro em seu coração... mesmo assim, estariam se tornando mais felizes pois estariam obedecendo aos imperativos desse amor q possuem.
Aqui o amigo parece concordar com aquilo que venho defendendo desde o início  a respeito da caridade,não?
E, meu amigo, o que significa “merecer” ser feliz? O homem, criatura procedente de Deus, pode "merecer" ser infeliz?
         
Amigo, não se trata de merecer ser infeliz, e sim de ainda, repito, ainda não merecer ser feliz. Tudo à seu tempo, concorda?

Um grande abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Rose FRA em 07 de Novembro de 2010, 13:52
Ola Diaz,

obrigada pelo carinho e por ter lido o texto que postei aqui.  Esse tópico me interessa e muito!!!
Equilibrio.... essa é uma das coisas que me faz escrever em meu caderninho de anotacoes, como um dos vários objetivos que tento atingir, sempre que me surgem situacoes "críticas".   Gracas a Deus, temos muitos livros, muita coisa que podemos ler e assim vou anotando minhas faltas e falhas no meu caderninho, que levo comigo desde 2006!!!  E olha que já reconheco muitas das minhas falhas, com ele.   Esse caderninho eu anoto o ocorrido, minha reacao e a minha proposta de melhoria para comigo misma.  Isto é, nao anotar minunciosamente o ocorrido, porém a minha "reacao", para mais tarde nao reagir mais como antigamente e assim vou buscando em mim mesma, material para minha "reforma íntima".

Voces sao e serao para mim Uma Super forma de ajuda, com tantos textos, estudos e dicas sobre o ser humano e suas "gafes" e procuras.....

Obrigada por estarem por aqui e nos ajudarem com tanto carinho e dedicacao....

Fiquem com Deus sempre e que a Luz Divina repouse sobre nós....

Abracos Fraternos,
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Rose FRA em 07 de Novembro de 2010, 13:57
Oi Hebe,

Obrigada pela mensagem e carinho com que me escreveu.   Gosto muito de ler e vivenciar o que leio, é a minha meta.  Por isso me juntei ao Forum, que me estao sendo tao carinhosos e me levam a refletir sobre minhas próprias insatisfacoes e defeitos.... que todos nós temos, nao é verdade??  Assim podemos sempre buscar leituras que encaixem em nosso dia-a-dia que encontraremos formas diversas de vivermos dias melhores, com melhor aproveitamento para nosso evolucao ou vivencia diária.

Voces do Forum, estao sendo de grande ajuda para mim.

Obrigada e um forte abraco fraterno....
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 14:17




[/quote]
[/quote]Oi Tiago,

Vou dar um pitaco neste teu post para o Coronel, se me permite.

Irmãos, irmão Coronel,
Vamos continuar, você leu essa mensagem?
Estou anexando novamente, ve se consegue ver.
Boa tarde irmãos, boa tarde Coronel,
Na verdade eu sei aplicar, não tenho tempo, saúde ou força de vontade suficiente para fazê-las com eficácia.
Ex: A teoria que devemos cuidar do nosso corpo, pois ele é nosso templo. Estou me policiando em relação à alimentação, mas percebo que não resisto muito tempo as tentações da carne, especificamente a da picanha, que adoro. Sempre fiz esporte, mas agora estou meio que ocioso e estou engordando. Fiz natação durante 15 anos da minha vida, mas estou sem tempo para nadar, ou talvez, eu não esteja com força de vontade suficiente para me sacrificar mais um pouco para trocar minhas prioridades.
Citar
Hebe - Tiago, nunca fui gorda, até que numa fase muito difícil  da minha vida, engordei  30k em 1 ano e meio, fiquei compulsiva, estava compensando um luto que não aceitava. Parei de nadar também e passei a trabalhar que nem louca. Graças a Deus consegui recuperar meu físico com dieta equilibrada, sem remédio algum. O que eu quero dizer é que veja se você não está compensando alguma coisa na alimentação. Eu  sou super gulosa e adoro e sei cozinhar muito bem, mas parei com isso.
Tiago - Ex2: A teoria que devemos estudar os ensinamentos dos sábios, afim de otimizarmos nossa caminhada. Estou lendo e estudando cada vez mais, porém minha consciência pesa em saber que poderia fazer muito mais. Sinto isso apesar de ser uma pessoa melhor que ontem. Não estou conseguindo dar tudo de mim. Talvez 80%.
Citar
Hebe - Estude mas não se cobre, deixe esses ensinamentos fluírem, o importante é compreendê-los, mas só você pode colocá-los em prática sem ansiedade senão não adianta. Será apenas outra transferência. Por isso que eles dizem que esse aprendizado não se aprende com nenhum Guru e em nenhum livro. Isso tem brotar de dentro de você.
Ex3:A teoria que devemos meditar para acalmarmos a mente, serenar o pensamento e nos alto conhecermos. Nesta então. Quando tento meditar, logo durmo, mas vou continuar tentando até conseguir.
Citar

Hebe - Também dormia no inicio, agora não mais, vale a pena continuar e não é só teoria.
Tiago - Penso que a maioria das pessoas são robotizadas mentalmente. Elas fazem o que tiver que fazer porque alguém mandou, ou porque vão se beneficiar por isso. Até o espiritismo prega a recompensa. Quem de sã inteligência, não vai querer evoluir e ser um espírito melhor, não ter que passar pelo umbral, etc.
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Hebe - Esse é o grande problema que estamos apontando aqui, fazer e esperar retorno. Simplesmente faça, o retorno é natural, e senão vier não dê importância , pois você fez sem espera.

 Tiago - Penso também que, isso se faz necessário, pois precisamos ter metas. Porém chega o tempo que é percebido que: Deus não deve querer nos punir, nem nos recompensar. Ele apenas quer que os humanos vivam, e sejamos felizes. Assim como quer que os peixes vivam e sejam felizes. Que Deus seria esse se beneficiasse os bons e prejudicasse os ruins, um Deus justo. Penso que Deus não é justo nem sábio nem nenhuma palavra que conheçamos. Pensamos em Deus tentando entende-lo. Quem somos nós?
Meu amigo é isso mesmo,  Deus só quer que você seja, quem impõe perdas e ganhos é o homem condicionado socialmente.  Quando se reali iza internamente os ganhos e as perdas externas perdem o valor, porque está em estado de paz assim pode interagir com o mundo incondicionalmente e aceitar e vencer as suas vicissitudes.
Até aqui no fórum existe recompensas. Você passa de nível se mandar bem. Pode até deixar de ser Coronel e passar a ser general-de-brigada ou brigadeiro.
Citar
Hebe - Tiago a recompensa é natural, não espere por ela, a expectativa é que mata e frusta.

Adoro a igreja evangélica por esse motivo.
Citar
OPS!!!!
...
Sim. É “impossível” comer um prato que inventei, Muqueca ao catupiry e não sentir prazer. Logicamente, quem prova o que é bom, quando volta a comer o que estava acostumado, passa a saber que existe algo mais gostoso. Esse conhecimento, adquirido da forma errada, aumenta o conhecimento e diminui a ignorância. Quem já fez uma caridade de verdade, sabe o que é. Não é um obrigado que desejamos e sim um motivo para estarmos vivos. Isso me faz pensar em como as pessoas definem amor. Será que definem que nem eu? Só da pra saber perguntando. Eu defino assim. Amai ao próximo como a si mesmo, nem mais nem menos. Então, amor pra mim é como eu me amo. E você?
Citar
Hebe - Veja o tópico. “ Vamos aprender a amar ?” abri há pouco tempo, tem um vídeo do Flávio muito interessante. http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/vamos-aprender-a-amar/msg159009/#msg159009
Ainda não, apenas Aculputura, RPG e operação espiritual. Estava quase melhor, aí relaxei. Mas estou bem melhor do que no início, cerca de um ano.
Quando fazia Ioga, sempre um participante tinha que fazer massagem no outro. Profissionalmente, só a cadeira de massagem que minha noiva comprou pra mim de aniversário.Hehe.
Vou procurar um massagista, se possível Coreana. Hehe.
Citar
Hebe - Mandei por MP e vou conseguir o endereço pra você de uma profissional fantástica aí no Rio.
Mas é Chinesa serve?
Um abço
Hebe



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 14:32
Oi Tiago,
Fiz uma confusão nesse meu último post, se não entender avise.  :D :D :D
Acho melhor usar o cito você do Coronel  :D :D

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Novembro de 2010, 15:23
          Tiago Brandão ref #424     
          Amigos, amigo Tiago
          Cel: li e, agora, reli sua mensagem (#389). Se não lhe dei resposta é porq supus que, na realidade, nada tinha a responder... vamos rever alguma coisa:
          Tiago: Na verdade eu sei aplicar, não tenho tempo, saúde ou força de vontade suficiente para fazê-las com eficácia.
          Cel: amigo, vc não tem conseguido dar tudo de si, como desejaria, ou não tem querido dar tudo de si?... entre “conseguir” e “querer” há uma enorme distância, concorda?
          Tiago:... quando tento meditar, logo durmo...
          Cel: essa questão de dormir é tão comum q muitos usam artifícios, como apoiar o cotovelo, no braço da cadeira, num equilíbrio meio instável; se vem sono, o braço afrouxa e cai e o individuo desperta; outros tomam banho frio antes da prática etc... e o sono não depende de nossa vontade...
          Tiago:... a recompensa. Quem de sã inteligência, não vai querer evoluir e ser um espírito melhor, não ter que passar pelo umbral etc?
          Cel: é evidente q esse, talvez, para todos, seja, no início, o objetivo principal: uma recompensa de um pouco mais felicidade... ou busca de um sentido para a vida...
          Tiago: Deus não deve querer nos punir, nem  recompensar. Ele apenas quer que os humanos vivam, e sejamos felizes...
          Cel: são opiniões nossas advindas daquilo q as doutrinas dizem q Deus é. Damos-lhe atributos, sem o conhecer de modo algum; e imaginamos q esses atributos, q seriam o infinito das virtudes humanas, Lhe caibam com perfeição. Porquê, se não O conhecemos, só Lhe conferimos qualidades q consideramos, afinal, esperançosas para o futuro das sofridas criaturas? No universo infinito, tb não estão ocorrendo os opostos das qualidades que damos a Deus? O ser humano é q tudo qualifica: o q é agradável para nossos desejos e modo de entender a vida, designamos como bom/correto/o bem; o q é desagradável, qualificamos de mau/incorreto/o mal. De Deus só vem o agradável? E o desagradável vem de quem?... Dizemos q, o que é bom, vem de Deus; o q é mau, já q Satanás saiu de cena, vem das criaturas divinas, pelo mau uso da faculdade de livre escolha (DE)... Isso será uma verdade?
          Tiago: Penso que Deus não é justo nem sábio nem nenhuma palavra que conheçamos. Pensamos em Deus tentando entende-lo.
          Cel: é verdade. Nenhum rótulo identifica a divindade; se não me engano, o Sufismo Lhe dá “mil” nomes, pois nenhum o pode representar; tudo não passa de elucubração de nossas mentes condicionadas pelas ilusões do mundo.
          Tiago:... É melhor que fazer o mal pelos motivos certos, não concorda?
          Cel: sim, pois o bem, mesmo q por motivos errados, ajuda, de algum modo, o próximo; mas, para quem o faz, pode trazer satisfação, até um momento de felicidade, mas nenhum passo o leva no sentido da realização espiritual, não o aproxima de Deus. O amor, a caridade, não depende de motivos, a não ser o amor...
          Cel:Essa prática, que evidentemente exigirá (se sua natureza ainda não é amar, perdoar) algum esforço, trará algum beneficio ao praticante?
          Tiago: Sim. É “impossível” comer um prato que inventei,... e não sentir prazer. Logicamente, quem prova o que é bom, quando volta a comer o que estava acostumado, passa a saber que existe algo mais gostoso. Esse conhecimento, adquirido da forma errada, aumenta o conhecimento e diminui a ignorância. Quem já fez uma caridade de verdade, sabe o que é. Não é um obrigado que desejamos e sim um motivo para estarmos vivos.
          Cel: será essa uma verdade em relação a todos os homens? Será q a prática do amor/caridade, mesmo forçada ou imitação, é boa para todos,? E se a prática é feita por ser boa, não é amor, em sim feita por um motivo: porque é boa para nós (como sua muqueca). Em q é q essa prática, de forma errada, aumenta o conhecimento e diminui a ignorância? Depois da prática, por melhor q o homem se sinta, sua ignorância, e conseqüentes sofrimentos (conflitos, problemas), continuarão os mesmos...
          Tiago: Será que (as pessoas) definem (o amor) que nem eu? Eu defino assim. Amai ao próximo como a si mesmo, nem mais nem menos. Então, amor pra mim é como eu me amo.
          Cel: como lhe falei, não conhecemos o amor; conhecemos afeto, aflição, dó, admiração, lógica das doutrinas sobre a caridade, sentimo-nos melhor qdo ajudamos (um resquício de alívio, de felicidade) etc. Mas o amor genuíno é incondicional; se achamos q devemos amar a outrem como nos amamos, já estamos condicionando o amor. O verdadeiro amor nada exige, nem reciprocidade, nem reconhecimento, nem retribuição do próximo, da vida, nem de Deus. Não tem motivo, nem condição...
...
          Cel: como é, meu amigo Tiago... espero q já tenha encontrado um bom massagista e resolvido seu problema. Vi q a Hebe lhe indicou.
          Um abraço.



Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 16:02
Oi Coronel,
Perfeitas as colocações para o Tiago, com uma ressalvinha  :D

Coronel, as interpretações dadas às Doutrinas é que são erradas, não elas.

Veja bem, tudo que Jesus e os outros avatares disseram foi manipulado para exercer o poder.
Alguns conceitos vem sendo arrastados até hoje.

O Budismo tem várias correntes.
O Cristianismo idem

A  DE até entre os espíritas é complicada, veja quantos debates tem aqui com os mesmos temas e as mesmas discussões sem fim.

Não coloque erro nessa ou naquela e sim em quem as segue de forma errada.

O conceito de Deus é extremamente falho, acho que é impossível alcançar a sua dimensão. Existe a  insistência em querer antropoformizar Deus.

Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 16:15
Coronel,
Perdoe-me o atrevimento, mas tive que trazer pra cá esse seu post. Não entrei neste tópico pois participo de outro do mesmo tema e depois do que você postou não há mais o que acrescentar.

Cito você: :D :D :D

  Amigos,     
          Amigo Monstrinho
          Coloco, abaixo, algumas palavras sobre meditação:
          A meditação só é possível qdo a mente se aquieta. Aqueles que tiveram a experiência de Deus ensinam que, quando a mente se aquieta, o ego também se aquieta e cessa de operar. Afirmam que quando o “eu não é, Deus é”; isto é, quando o nosso eu/mente se afasta, “abre espaço” que pode ser preenchido pela divindade absoluta.
          E é exatamente esse o objetivo da meditação: calar, aquietar a mente, isto é, cessar com todas as operações mentais; trazer silêncio ao cérebro, fazer cessar o “eu”, com suas lembranças e condicionamentos e, se houver perseverança nessa condição, podemos vir a perceber aquilo que os místicos perceberam: que nós não somos essas criaturas impotentes e sofredoras, ignorantes e cheias de defeitos morais; que podemos dar o vôo da águia, subir às alturas e conhecer que somos a própria divindade que em nós habita. Por isso, disse o profeta do Antigo Testamento: “Aquieta-te e sabe: Eu sou Deus!”, isto é, aquiete o ego, cesse suas ações de pensar, imaginar, recordar, se emocionar e você poderá, se for perseverante, “ouvir” a voz de Deus, “sentir” Deus, “tocar” Deus. Como disse o iluminado: “Aquele que perseverar até o fim será salvo!”
          A única saída desta babel de incertezas, ignorância e sofrimentos em que estamos todos mergulhados, é a solução dos místicos: é buscar a percepção que eles buscaram, conhecer a verdade que eles conheceram, a “verdade que liberta”, como disse Jesus. É o “conhece-te a ti mesmo”, o “auto-conhecimento”, dos antigos filósofos gregos. E essa única saída é a meditação.
          A única coisa a ser feita para sair da escuridão em que estamos, é “aquietar o eu, esquecer o eu”, penetrar numa condição além do eu. E é isso o que a meditação pode fazer. Ela nos leva para além de nosso nível comum de consciência, além das limitações de nossa mente, e faz com que penetremos em níveis mais elevados de compreensão.
          Mas, o que é meditação? Meditar não é pensar ou refletir sobre um tema elevado, no amor ao próximo, nos exemplos que Jesus deixou, na paz mundial, imaginar ou visualizar isto ou aquilo; não é nada disso. Como já vimos, é aquietar o eu, silenciar o eu. Isso é trabalhoso e leva tempo, sobretudo para nós, ocidentais. Nós          estamos acostumados, viciados, condicionados a tagarelar o tempo todo. Nosso cérebro não é capaz de ficar quieto; estamos sempre falando, ouvindo, raciocinando; imaginando o dia de amanhã, lembrando o dia de ontem (nunca estamos no presente, no aqui-agora); julgamos, avaliamos, classificamos, comparamos, dando nomes a tudo que vemos, tudo isso sem cessar nem quando estamos dormindo.
          Não gostamos do silêncio. Experimente assistir, na TV, a um filme com legenda e tire o som; veja como os outros vão reclamar, mesmo que não precisem do som! E os pequenos rádios que muitos sempre levam consigo enquanto caminham! Agora, imaginem fazer silêncio mental! A dificuldade será enorme. Mas, para a percepção do sagrado é necessário esse silêncio: “Aquieta-te...”. Foi isso que Krishnamurti ensinou: “temos de fazer cessar o pensamento e o raciocínio”. Isso é aquietar-se.
          É difícil, mas não impossível. Depois de tentativas e tentativas, podemos ter certos instantes de silêncio. Uma técnica do Zen Budismo é ficar atento ao fluir dos próprios pensamentos. É como se disséssemos aos pensamentos: “Podem falar, que eu estou escutando!” Depois, fiquemos totalmente atentos para o pensamento que vai “falar”, para o pensamento que vai nascer naquele instante. Se estivermos atentos, “totalmente” atentos, veremos que nenhum pensamento nasce! Quando estamos totalmente atentos não há pensamentos; e quando não há pensamentos, também não há o “eu”, o ego deixa de existir; as operações do ego cessam e pode surgir um vazio, um nada; não há nenhuma percepção... E se perseverarmos nesse vazio, de repente, não se sabe quando, nem onde, a coisa pode explodir; a luz pode chegar e, num relâmpago, mostrar a Verdade... E, então, acabam-se todos os sofrimentos e toda ignorância!...   
          Outra técnica é ficarmos totalmente atentos à respiração normal, sem qualquer esforço. Mas, não fiquemos imaginando o ar entrando e saindo; devemos apenas “sentir” a entrada e a saída do ar pelas narinas. A imaginação é ação do “ego” e exercitar a imaginação é exercitar o “ego” tornando-o mais forte, quando o que temos de fazer é aquietar o ego. Só deixando o “ego” para trás, isto é, indo além do ego é que podemos encontrar nosso caminho!
          Outra técnica é deixar tudo isso de lado; livrar a mente de qualquer esforço, pois qualquer esforço reforça o ego; nada de atenção ao pensamento, ou à respiração ou a um mantra. Apenas sentar-se (do Zen: “o mais importante é sentar-se”) e permanecer sentado, em completa passividade, sentado sem atenção para nada, sempre sem qualquer esforço, sem qualquer expectativa ou esperança. Sentar-se e deixar que venham os pensamentos, mas não lhes dar qualquer atenção. Deixar que venham e que passem simplesmente, como se fossem nuvens flutuando pelo céu. Apenas isso; não se prender a nenhum; que eles venham, passem e que vão embora.
          Há uma outra técnica; esta ainda exige a presença do ego: colocar a atenção ou, preferentemente, os olhos na direção da ponta do nariz ou do umbigo ou uns palmos à frente dos pés. Esse movimento dos olhos, para baixo, teria a faculdade de levar a um relaxamento maior do corpo, o que facilita a meditação.
          Abraços.


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/profile/?area=showposts;u=26313#ixzz14c6uyO91
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 07 de Novembro de 2010, 17:35
Olá amiga, que bom que já esteja 100%! ;D

Gostei das colocações para o Tiago, e essas dicas do Coronel realmente tem que ser repassadas, pois muitos imaginam ser impossível alcançar um estado meditativo, e mais impossível ainda alcançar um estado meditativo permanente, como almejamos.

Um grande abraço!

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 07 de Novembro de 2010, 21:32
Oi Diaz,
Já estou bem sim, ontem até dei uma saidinha à Noite com amigos para me distrair.

Oi meu amigo Dim Dim, agora que vi seu post.
É bom repetir sempre, já havia postado esse cap. aqui.

Um abço Hebe

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Novembro de 2010, 21:49
          Diaz    (ref #432)                 
          Olá, amigo; vamos recapitular alguma coisa:
          Cel:... essas palavras contrariam totalmente a visão de um ser iluminado e dotado de amor incondicional.
          Diaz:Não..., mas denotam a qualidade de um ser possuidor de uma visão privilegiada, que percebia o momento ideal para revelar certos conhecimentos a cada um, de acordo com a sua capacidade de entendimento.
          Cel: meu amigo, com sua lembrança da “percepção” privilegiada de Jesus, é evidente que, se o conselho fosse porq os gentios e samaritanos não estavam ainda preparados, que as palavras de Paulo estão corretas. Mas é q falávamos de “impor” conhecimentos, e interpretei como se vc estivesse mostrando, de algum modo, que Jesus nunca impôs ou nunca imporia.
          Diaz: Amigo, não creio se tratar de preferência,...
          Cel: é verdade; é impossível um iluminado ter “preferências”. É provável q o apóstolo não tenha sido claro, ou q a tradução de suas palavras, não tenha sido correta...
          Diaz:...  julgo... seja apenas impróprio, pois na tentativa de elucidação poderia favorecer a alienação de alguns ou pelo menos promover a confusão em muitos... O real perigo penso que está em querermos impor nossas verdades em detrimento à verdade dos outros.
          Cel: Veja, meu amigo, como se concretizaria esse perigo? E, aqui, estamos nos comunicando com companheiros que, ao menos, têm um pouco de religião. Mesmo se não fosse assim, onde estaria o perigo? E “nada sucede sem o beneplácito do Pai”.
          Diaz: Amigo, realmente não haveria perigo algum para aqueles que se encontram equilibrados, porém o mesmo pode não suceder àqueles que se encontram em desequilíbrio... me preocupa a cautela que devemos ter com aqueles que vagueiam sem direção.
          Cel: meu amigo, tudo que vc ou eu fizermos ou deixarmos de fazer, seja, por nós, considerado bom/certo/o bem, ou mau/errado/o mal, está dentro do domínio da divindade... Embora não nos pareça, tudo está perfeito, mesmo q o consideremos imperfeito. Para aquele q se ilumina, lhe chega a percepção de que tudo é perfeito (coisa que não compreendemos, pois nem mesmo temos uma visão do que seja perfeição). Nada está errado; somos nós q classificamos, por nossa mente condicionada e limitada, que é imperfeito ou mau tudo aquilo que nos é desagradável ou que julgamos, de algum modo, empecilho à conquista da realização espiritual. Só para sua reflexão, um trecho de um cântico do hinduísmo, “perfeitamente” correto, mas incompreensível para muitos: “...do perfeito, tirando o perfeito, o que resta é perfeito...” 
          Diaz, citando: “... muitos se desviaram... como reconhecer os que se acham no bom caminho?...  pelo ensino e pela prática dos princípios verdadeiros da caridade; pela consolação que distribuírem aos aflitos; pelo amor que dedicarem ao próximo; pela sua renúncia, pela dedicação ao próximo... finalmente, pela vitória dos seus princípios divinos, porque Deus quer que a sua lei triunfe; os que a seguem são os escolhidos que vencerão. Os que, porém, falseiam o espírito dessa lei, para satisfazer à sua vaidade e à sua ambição, esses serão destruídos”.
          Cel: é certo q muitos se desviam do “aparentemente” bom caminho; é o que vemos no mundo. Mas porq o fazem? Quais as razões q levam alguém a se desviar? Ou a não praticar as virtudes como vc  focalizou acima, como renuncia, consolação aos aflitos, amor e dedicação ao próximo; e. até mesmo, chegando à vitória de seus princípios divinos, coisas q poderão concorrer para q seja escolhido para vencer? Porq os demais não fazem o mesmo? É certo q não o fazem mas, porquê? Têm culpa ou são responsáveis por não possuírem essas virtudes? Não merecerão ser escolhidos pois, para satisfazer sua ambição e vaidade, falseiam a Lei? E serão “destruídos” (palavra q deve significar “sujeitos a penalidades”)? (Não entendi o “porque Deus quer que sua lei triunfe”).
          Diaz: Amigo, penso que não impomos a cura a ninguém. O máximo que conseguimos é aliviar o seu sofrimento, a sua dor. Concordo com o amigo quando diz ser aquela (moral/psíquica) a mais importante, por conduzir as raízes, a causa do sofrimento. Mesmo assim, creio que não devemos impor.
          Cel: concordo com o amigo na questão de q não impomos a cura de ninguém; contudo, nos referíamos à cura de males fisiológicos, quase sempre fora de nosso alcance, e, tantas vezes fora do alcance da medicina; o único q podemos impor é o medicamento; é o mesmo no caso de doenças psico/morais: somente podemos, se competentes, indicar o caminho; cada um tem de caminhar por suas próprias pernas.
          Cel:Porq nós estamos dialogando aqui, neste fórum, as pessoas estão indo às igrejas, estão procurando, de qualquer modo que seja, algo mais? Que é que nos está faltando? Felicidade!
          Diaz: Talvez muitas delas já tenham encontrado aquilo que procuravam, não?
          Cel: se chegaram “lá”, ao conhecimento da verdade,  encontraram...
          Cel: Porq muitos se sacrificam pelo próximo...? Observe que, lá bem no fundo, numa análise livre de qualquer preconceito, aquele q ajuda alguém a ser feliz, está tb se tornando mais feliz pelo fato de ajudar... A não ser que já lhe houvesse despertado o amor verdadeiro em seu coração... mesmo assim, estariam se tornando mais felizes pois estariam obedecendo aos imperativos desse amor q possuem.
          Diaz: Aqui o amigo parece concordar com aquilo que venho defendendo desde o início  a respeito da caridade,não?
          Cel: é bem provável que sim; não me recordo de suas colocações, mas o vejo como disposto a auxiliar e interessado em fazê-lo bem feito...
          Cel: O homem, criatura procedente de Deus, pode "merecer" ser infeliz?
          Diaz: Amigo, não se trata de merecer ser infeliz, e sim de ainda, repito, ainda não merecer ser feliz. Tudo à seu tempo...
          Cel: amigo, não é a mesma coisa? Ainda não merecer ser feliz, não significa que ainda continua merecendo ser  infeliz?
          Um abraço, ao amigo.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Novembro de 2010, 21:52
Amiga Hebe (ref sua #440)

A idéia é essa mesmo; divulgar. Essa é minha razão de estar no fórum.

Um abraço.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 07 de Novembro de 2010, 22:09
          Hebe    (ref #438)
          Minha querida amiga Hebe, cito você:
          Hebe: as interpretações dadas às Doutrinas é que são erradas, não elas.
          Cel: minha amiga Hebe: onde estão as doutrinas? Nas cabeças das pessoas, dos líderes religiosos ou nas palavras no papel? Onde está a doutrina correta? Seja por interpretação ou tradução incorreta, ou por manipulação indevida, as doutrinas, ou os doutrinadores, não se fizeram compreender (em determinados aspectos, é claro).
          Um abraço.


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Novembro de 2010, 00:06
          Hebe    (ref #438)
          Minha querida amiga Hebe, cito você:
          Hebe: as interpretações dadas às Doutrinas é que são erradas, não elas.
          Cel: minha amiga Hebe: onde estão as doutrinas? Nas cabeças das pessoas, dos líderes religiosos ou nas palavras no papel? Onde está a doutrina correta? Seja por interpretação ou tradução incorreta, ou por manipulação indevida, as doutrinas, ou os doutrinadores, não se fizeram compreender (em determinados aspectos, é claro).
          Um abraço.



Oi Coronel,

Os avatares vieram para elucidar, se não fosse para isso não teria sentido passarem por aqui, as religiões não foram criadas por nenhum deles. Caso não seja feito um estudo comparativo entre o que todos falaram não se sai do lugar, pois cai em fé cega e começa a criar alegorias ou manipular para se tornar dono da verdade.

Penso que o ideal seria não existir religião alguma para não dividir a humanidade em brigas e disputas pela palavra de Deus.
Nunca considerei a DE religião e isso me atraiu bastante para ela.

Remeta-se ao cap. que o Dim Dim exaustivamente cita sobre a emancipação da alma.

Está lá o conteúdo, o problema é ignorar ou não entender essa parte.
Tem tambem a manipulação do FCU explicado, o véu das ilusões também é citado.

O que o Buda falou não é muito diferente do que Jesus falou.

Krishnamurti se ressentia por ser considerado um Mestre e terem lhe atribuido uma a criação de uma Escola, ele dizia que ainda tinha que conviver com o EGO Krishnamurti.

Enfim, as pessoas precisam de um Norte, ou de um guia porque ainda são dependentes do externo.
Quanto que você mesmo rodou para chegar na compreensão da Física Quantica?
Muito pelo o que mesmo relata. Se não tivesse estudado acreditaria no que fala? Lógico que não, assim precisou se nortear também.

Osho faz uma dura crítica há sociedade condicionada, veja o que Kardec fala na citação do Dim Dim neste mesmo estudo na pag.28 é o mesmo. No entanto Osho foi duramente criticado aqui neste Forum. E tem mais tanto Osho, quanto Rohden, Krishnamurti, dizem que o convivio social é necessário para o crescimento do homem.

Chego a conclusão que é uma questão de interpretação.
Uma coisa é fato, enquanto classificarmos tudo pelo ponto de vista da sociedade que fomos inseridos e não ficarmos atento que o nosso sofrimento ou prazer tem que ser observado de forma equanime , vmos rodar no mesmo lugar.


Um abço
Hebe


Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Novembro de 2010, 18:02
Trouxe aqui o comentario do Espirito Miramez sobre a questão 155 do Livro dos Espíritos sobre o desprendimento do corpo físico após a morte e a necessidade do desapego ainda na Terra.

"   FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME IV

 

Questão 155 comentada

CAPÍTULO 02

0155/LE

DESATANDO LAÇOS

 

Não existe violência em nenhum campo da vida. Quando o Espírito abandona o corpo que lhe serviu de instrumento na área física, o mais acertado é dizer que esse desligamento é gradativo, visto na vida, resplandecer a harmonia pura, ordem essa que vibra em todo universo de Deus. No entanto, há casos que modificam essa ordem, por não ser ela rígida ao ponto de fazer desaparecer a misericórdia.

O Espírito apegado às coisas materiais, o usuário, o sensual, enfim, o ignorante, fica junto ao corpo o tempo que a natureza animal achar conveniente. O seu afastamento é feito gradativamente,enquanto permanecer alimentando idéias de posse, de medo, de orgulho e de egoísmo. “O Livro dos Espíritos” nos ensina que a alma pode ficar apegada ao corpo, às vezes, por dias e meses, mas, na verdade, há casos em que se verifica que a alma fica ligada aos seus restos mortais por anos a fio, até mesmo envolvida nos próprios ossos, até que desperte em seu coração alguma luz que faça reconhecer que já não pertence mais ao mundo dos homens, tocada pelos sentimentos superiores oriundos do coração. Algumas, por vezes, sofrem com a desintegração do próprio corpo.

Os laços não se quebram: eles se desatam, tal como foram atados na concepção. Há entre a formação do corpo e o perispírito, uma certa sintonia de modo a se fazer a junção de um ao outro. Os laços são ligados no centro de forças de maneira sutil harmoniosa, capaz de, por seu intermédio, dominar todo o complexo fisiológico.

Podemos dizer que o século vinte é o século do Espírito, fase essa que começou no século dezenove, para que a humanidade pudesse entender melhor a vida divina dentro da vida humana. Deves, se ainda não o fazes, passar a meditar na vida espiritual e aprender a orar todos os dias, assim como te alimentas várias vezes, porque o alimento da alma vem pelas vias da oração e da renovação dos sentimentos.

Há nuances em todos os aspectos da vida. Não existe determinismo na ação das leis de Deus, como no caso do Espírito superior que esteja animando um corpo. Ao despertar-se deste, ele sai livremente, sem nenhum sofrimento. È mesmo se como estivesse preso e as grades se abrissem. A morte para ele significa liberdade, e sente-se feliz porque cumpriu seus deveres ante a vida. Mas, sempre ocorre isto desatando laços. E é nesse caso que deves preparar o teu próprio desenlace todos os dias, pela leitura espiritual, pelas orações, e, acima de tudo, pela reforma dos costumes em todos os momentos da tua existência. Quem prepara o próprio coração para essa hora inesperada, recebe o prêmio do bem-estar e a tranqüilidade fornecida pela esperança.

A oração tem uma força poderosa no momento da desencarnação; ela é capaz de atrair almas iluminadas e, nesse ambiente, poder-se-á ajudar o desencarnante a se livrar do velho fardo e, por vezes, ser levado para lugares de recuperação espiritual. Não esperes, meu irmão, a morte chegar, para compreenderes o sentido da vida espiritual; começa hoje mesmo a te educares, a educar o teus impulsos inferiores, para que eles não sirvam de espinhos nos teus caminhos além do tumulo."

Entendam oração por meditação.

Um abço Hebe

PS: Segue o link com a questão completa


http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/fev4q155.html
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 08 de Novembro de 2010, 18:47
Olá Coronel, boa tarde!
Percebo que a dificuldade que muitas vezes encontro ao tentar entendê-lo provenha da dificuldade que encontro ao tentar entender as coisas sob a ótica da física quântica, muito presente em suas considerações.
Sugiro que tentemos simplificar as considerações de modo a permitir uma visão mais apurada de toda a abordagem de modo a não se perder o foco e possibilitar o equilíbrio entre as diferentes realidades.

          Cel    (ref #432)                 
                     Mas é q falávamos de “impor” conhecimentos, e interpretei como se vc estivesse mostrando, de algum modo, que Jesus nunca impôs ou nunca imporia.
E de algum modo impôs, ou imporia?
Nada está errado; somos nós q classificamos, por nossa mente condicionada e limitada, que é imperfeito ou mau tudo aquilo que nos é desagradável ou que julgamos, de algum modo, empecilho à conquista da realização espiritual.
Entendo, nossa visão obscurecida à partir do EGO.   
       Não entendi o “porque Deus quer que sua lei triunfe”.
Por querer ver sua obra acabada, talvez?
somente podemos, se competentes, indicar o caminho; cada um tem de caminhar por suas próprias pernas.

Concordo.
          Diaz: Amigo, não se trata de merecer ser infeliz, e sim de ainda, repito, ainda não merecer ser feliz. Tudo à seu tempo...
          Cel: amigo, não é a mesma coisa? Ainda não merecer ser feliz, não significa que ainda continua merecendo ser  infeliz?
Depende da maneira como se vê. Vejo que não se trata de merecer ser infeliz, e sim ainda não merecer ser totalmente feliz, atingir a verdadeira felicidade.

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: dim-dim em 08 de Novembro de 2010, 20:18
A felicidade não tem nem necessita de merecimentos. O único impedimento à felicidade somos nós, porque não somos reais. Apenas pensamos que somos porque nos ensinaram assim. Somos ilusórios tal como a restante sociedade que nos ensina.

Os únicos reais e normais foram e são todos aqueles que se libertam das ilusões. Todos aqueles que descobrem que podem viver sem pensar, simplesmente observando e sabendo instantaneamente. Todos esses chegam ou chegaram à felicidade.
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 08 de Novembro de 2010, 20:19
Coronel,
Só uma correção.
O post do Dim Dim que eu citei é o 422 da pg 29 deste estudo e não pg 28
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Novembro de 2010, 09:49
A felicidade não tem nem necessita de merecimentos. O único impedimento à felicidade somos nós, porque não somos reais. Apenas pensamos que somos porque nos ensinaram assim. Somos ilusórios tal como a restante sociedade que nos ensina.

Os únicos reais e normais foram e são todos aqueles que se libertam das ilusões. Todos aqueles que descobrem que podem viver sem pensar, simplesmente observando e sabendo instantaneamente. Todos esses chegam ou chegaram à felicidade.

O grande fator que desencadeia o sofrimento é a classificação que o homem faz sobre o que é bom e ruim baseado em verdades relativas e condicionadas.

A verdade por si só é única, não pode ter variável.

O sofrimento dura enquanto a mente trabalha e o perpetua.
A necessidade de parar o pensamento consiste em viver o agora tendo clareza absoluta do momento que está vivendo, sem julgá-lo de acordo com emoções enraizadas e condicionadas na dor ou no prazer. Este estado de paz que vai nos trazer a felicidade.
Portanto não acho que seja merecimento ou não e sim alcançar a serenidade diante da vida.
Um abço
Hebe

Penso que é o que  Dim Dim está falando e já colocamos isso aqui.

Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Diaz em 09 de Novembro de 2010, 09:54
Olá dim-dim, bom dia!

A felicidade não tem nem necessita de merecimentos.
Entendo, seria então consequência, resultado alcançado, certo?

O único impedimento à felicidade somos nós, porque não somos reais.
OK, não somos o ser real que habita dentro de nós...

Apenas pensamos que somos porque nos ensinaram assim. Somos ilusórios tal como a restante sociedade que nos ensina.
...e que não se manifesta livremente enquanto permanecemos iludidos pelo EGO.

Os únicos reais e normais foram e são todos aqueles que se libertam das ilusões.
Entendo, seriam todos aqueles que conheceram a verdade que liberta.

Todos aqueles que descobrem que podem viver sem pensar, simplesmente observando e sabendo instantaneamente.
Acredito nisso também

Todos esses chegam ou chegaram à felicidade.
Mas antes, passaram por diferentes provas, onde se submeteram a situações adversas onde algumas vezes fracassaram outras vezes triunfaram, até que conquistaram o total desprendimento,e a consequente felicidade . Assim não seriam merecedores da felicidade em que se encontram?

Cito um trecho da DE onde me baseei quanto ao termo merecimento:
5 Os Espíritos encarnados em um mundo não estão ligados indefinidamente a ele e não cumprem nele todas as fases progressivas que devem percorrer para chegar à perfeição. Quando atingem o grau máximo de adiantamento no mundo em que vivem, passam para um outro mais avançado e, assim, sucessivamente, até que cheguem ao estado de Espíritos puros. São de igual modo estágios, em cada um dos quais encontram elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. Para eles, é uma recompensa passar para um mundo de uma ordem. DIFERENTES CATEGORIAS
DE MUNDOS HABITADOS CAPÍTULO3 HÁ MUITAS MORADAS NACASA DE MEU PAI

Um abraço

Diaz
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Novembro de 2010, 12:35
Oi Diaz,
Não sei se já conhece esse texto de Deepak Chopra,
Veja o slide é muito interessante.

"Se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente"


http://www.slideshare.net/Diramar/mutantes-deepak-chopra-266297

Um abço Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Novembro de 2010, 12:46


As Sete Leis Espirituais do Sucesso - Deepak Chopra (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWtnbzBCWHByQW13JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Hebe M C em 09 de Novembro de 2010, 13:17
Deepak Chopra, (Hindi: दीपक चोपड़ा; 22 de Outubro de 1946) um médico americano nascido na Índia, formado em medicina pela universidade de Nova Deli, é também um autor e professor de Ayurveda, espiritualidade e medicina corpo-mente.

Deepak Chopra (subtitles in Portuguese) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWI0bllhZEhRUkR3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Um abço
Hebe
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: dim-dim em 09 de Novembro de 2010, 18:23
Olá dim-dim, bom dia!

Todos aqueles que descobrem que podem viver sem pensar, simplesmente observando e sabendo instantaneamente.
Acredito nisso também

Todos esses chegam ou chegaram à felicidade.
Mas antes, passaram por diferentes provas, onde se submeteram a situações adversas onde algumas vezes fracassaram outras vezes triunfaram, até que conquistaram o total desprendimento,e a consequente felicidade . Assim não seriam merecedores da felicidade em que se encontram?
Um abraço
Diaz

As provas, ou situações adversas onde se fracassa ou triunfa, bem como a conquista do total desprendimento e a consequente felicidade são simples palavras que tentam exprimir o que não se pode exprimir. São palavras que fazem parte da ilusão, enquanto seres irreais que somos, incapazes de mostrar a essência da vida, a consciência. E a consciência só é livre quando não se prende a nada, nem a palavras nem a fórmulas nem a métodos, e aí, de repente, pode surgir profunda compreensão, sem palavras ou pensamentos. É a felicidade da compreensão de todo o pensamento, que com todas as teorias ou ideologias criam mundos irreais, ilusórios nas cabeças de todos nós.

Adeus, Diaz e Amigos
Título: Re: Equilibrio
Enviado por: Conforti em 09 de Novembro de 2010, 18:25
          Amigo Diaz   (ref #448)
          Cito o amigo Diaz: Percebo que a dificuldade que muitas vezes encontro ao tentar entendê-lo provenha da dificuldade que encontro ao t