Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: *Leni* em 11 de Fevereiro de 2009, 19:31

Título: Capí XI - Amar o próximo como a si mesmo
Enviado por: *Leni* em 11 de Fevereiro de 2009, 19:31




"O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Livraria Allan Kardec Editora.
Amar o próximo como a si mesmo:

 O Maior Mandamento;
 Dai a César o que é de César;

Instruções dos Espíritos:
 A Lei de Amor;
 A Fé e a Caridade;
 O Egoísmo;
 Caridade Com os Criminosos;

O Maior Mandamento

1. Mas os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca aos saduceus, juntaram-se em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. (Mateus, XXII: 34-40).

2. E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas. (Mateus, 7:12).

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, VI:31).

3. O Reino dos Céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos. E tendo começado a tomar as contas, apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos. E como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que o vendessem a ele, e a sua mulher, e a seus filhos, e tudo o que tinha, para ficar pago da dívida. Porém o tal servo, lançando-se-lhe aos pés, fazia-lhe esta súplica:

Tem paciência comigo, que eu te pagarei tudo. Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. E tendo saído este servo, encontrou um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros; e lançando-lhe a mão à garganta o asfixiava, dizendo-lhe: Paga-me o que deves. E o companheiro, lançando-se-lhe aos pés, rogava, dizendo: Tem paciência comigo, que eu te satisfarei tudo. Porém ele não atendeu: retirou-se, e fez que o metessem na cadeia, até pagar a dívida.

Porém os outros servos, seus companheiros, vendo o que se passava, sentiram-no fortemente, e foram dar parte a seu senhor de tudo o que tinha acontecido. Então o fez vir seu senhor, e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei a dívida toda, porque me vieste rogar isso; não devias tu, logo, compadecer-te igualmente do teu companheiro, assim como também eu me compadeci de ti? E, cheio de cólera, mandou seu senhor que o entregassem aos algozes, até pagar toda a dívida. Assim também vos tratará meu Pai celestial, se não perdoardes, do íntimo de vossos corações, aquilo que vos tenha feito vosso irmão. (Mateus, XVIII: 23-35).

4. "Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem", eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro, do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que lhes damos? A prática dessas máximas leva à destruição do egoísmo. Quando os homens as tomarem como normas de conduta e como base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade, e farão reinar a paz e a justiça entre eles. Não haverá mais ódios nem dissenções, mas união, concórdia e mútua benevolência.




Título: Re: Capí XI - Amar o próximo como a si mesmo
Enviado por: hcancela em 12 de Fevereiro de 2009, 10:03
Olá amigos(as)

                                               O PRÓXIMO

Referir-se ao próximo como a um" estranho" é tão esquesito quanto referir-se a um livro como se fora um alfinete.

O próximo é a mesma substância que nós ,porque todos temos a mesma centelha divina do mesmo Deus,que é a alma de tudo.

"Um só corpo há e um só espirito"(Paulo aos Efésios 4,4).

O mesmo vinho,da mesma colheita,não deixa se ser o mesmo vinho por estar distribuido em dez barris e de lá passar a dez mil garrafas e, destas ,a trinta mil copos.

O vinho é o mesmo,quer tenha sido derramado numa taça de cristal,quer numa caneca de àgata.

Assim , a centelha divina num corpo de principe ou numa carcaça de mendigo ,adormecida numa pedra ou a vicejar numa planta,é sempre a mesma centelha divina.

Tudo é um,tudo é a mesma substância,já que a única substância com realidade objetiva é Deus.

Então,somos Deus?

-Não!

Temos a centelha divina,como o espelho tem a centelha do sol e a reflete ,se está limpo.Assim ,refletiremos o Pai tanto melhor quanto mais puros estivermos.

Mas somos todos realidades subjetivas que só existem enquanto o Pai existe,da mesma forma que o espelho só reflete quando há sol e luz.

A substância divina, sem nada perder de si mesma,emite seus raios; e nós espelhos,refletimos sua centelha,recebendo dele vida,luz,força,energia tudo.

De nós mesmos,nada somos e nada valemos,tal como um espelho num porâo escuro.Dele temos tudo.

E , no entanto ,Deus não é a soma de todos nós,da mesma forma que bilhões de espelhos jamais formariam um sol.

O sol existe ,age , opera ,independentemente de um ou de bilhões de espelhos..

Mas nenhum espelho refletirá o sol que não esteja diante dele.

E, em bilhões de espelhos,o sol refletido é o mesmo.Portanto,todos os espelhos brilham pela luz do mesmo sol: a luz de todos é a mesma luz.

Assim, nas criaturas, a luz que nelas existe é a mesma, e todos somos uma só luz,porque todos vivemos da mesma e na mesma substância divina.

PASTORINO


SAUDAÇÕES FRATERNAS
CANCELA