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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Almeida em 16 de Julho de 2008, 12:19

Título: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Almeida em 16 de Julho de 2008, 12:19
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP. XVII – SEDE PERFEITOS


CARACTERES DA PERFEIÇÃO


“Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus; o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Por que se vós não amais senão os que vos amam, que recompensas haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se vós saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito.” (1)

O Espiritismo nos ensina que “a Causa Primária de todas as coisas”, (2) Deus, é a Perfeição Absoluta. Perfeição essa que é incompreensível pelo homem no seu atual estágio de evolução, por que “lhe falta o sentido” (3)

Assim sendo, as palavras de Jesus, “Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito” precisam ser entendidas em seu sentido relativo pois sendo o Criador Perfeito, ele jamais será igualado a não ser que se abandone um de seus atributos, o de ser Único, o que O descaracterizaria.

O Mestre, entretanto, ao pronunciar aquelas palavras, e consciente de que a tarefa de aperfeiçoamento é individual e intransferível, evidenciava a essência da sua revelação aos homens; o meio pelo qual o ser evolui, a revelação de que a vida se rege por amor.

Exortava aos seus discípulos e a todos nós a necessidade de adotar o comportamento que mais o aproxima da natureza Divina, o amor.
“Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam”, ou seja, busquem, sintonizem-se com o bem, com o bom, o belo e coloquem-se assim em condições de exercitar as virtudes que sublimam a emotividade e institui a paz, a fraternidade entre os homens, consubstanciando assim o amor ao próximo, a realidade das Leis Divinas, sendo, portanto, perfeitos como o Pai o é.

A perfeição, portanto, é possível ao homem; perfeição relativa ao seu cabedal, ao seu momento na escala evolutiva, toda vez que o homem age imbuído do sentimento de amor, de caridade, que é o amor em ação.

O Mestre ensinando que o aperfeiçoamento da criatura é infinito não coloca a si mesmo como modelo, embora todos nós, encarnados e desencarnados O tenhamos como o Ser mais perfeito que teve contato conosco.

“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”
“Jesus”
(4)

(1)   Mateus, V: 44-48.
(2)   O Livro dos Espíritos – perg.- 01
(3)   O Livro dos Espíritos – perg.-10
(4)   O Livro dos Espíritos – perg.- 625





Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Kito em 17 de Julho de 2008, 13:19
este capitulo do evangelho é um tanto útil
enquanto encarnados do planeta terra ainda esbarramos e varias fases da lei de amor, ainda nos flagramos criando pensamentos negativos e direcionando essa energia para pessoas com as quais não temos grande afinidade. esta atitude prejudica a nós mesmo mais doque a pessoa que recebe esta carga de energia negativa, pois a lei de ação e reação eh fisica e implacável.

se ao menos uma vez no dia conseguirmos desejar o bem para quem nos quer mau, estaremos dando um pequeno passo rumo a perfeição citada pelo mestre
Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Isis Maria em 20 de Julho de 2008, 13:00

 Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeias, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos"... "E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis?"

O Espiritismo nos ensina que amar os inimigos é uma das maiores conquistas sobre o egoísmo e o orgulho, é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos”.


Querido kito essa é a opção correta desejar o BEM seja quem for, O BEM é tudo que está confome a Lei de Deus, assim, fazer/desejar o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. ...


Que Jesus nos abençoe!

Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Julho de 2008, 13:37
Olá Kito

Estou 100% de acordo contigo. Se eliminarmos o sentimento de vingança, ganhamos muito, até fisicamente. Na minha opinião há muitas depressões (doença unipolar) que começam no ódio, no rancor, no desejo de vingança.

O ódio, o rancor, o desejo de vingança são auto-venenos. Em vez de continuarmos a nossa vidinha normalmente ficamos agarrados a maus sentimentos passados que nos roubam tempo precioso e nos fazem mal á saude.

bem hajas
Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Isis Maria em 20 de Julho de 2008, 20:27

Exatamente Vitor, amar aos inimigos segundo este ensinamento de Jesus é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança.
É perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem ...


O homem de bem


3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a demência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal..

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Almeida em 24 de Julho de 2008, 12:45


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP. XVII – SEDE PERFEITOS

O HOMEM DE BEM



Diante das dores que o homem presencia, não raro ele idealiza: “-Ah! Como seria diferente a vida entre nós se os homens fossem melhores, realmente amassem uns aos outros, vivessem, enfim, de acordo com as Leis de Deus!...

O Codificador, na certeza de que um dia esse estado de fraternidade verdadeira acontecerá, propõe um modelo de comportamento para o homem viver em paz. Assim, ele, com sua visão missionária, incute na mente de cada um de nós, o modelo adequado e já nos induz a vislumbrar a possibilidade de torná-lo realidade.

Diriam alguns: -Jesus é o nosso Mestre e modelo.
Sem dúvida, diríamos.

Porém Allan Kardec abstém-se de colocar o Divino Amigo como alvo maior a ser atingido talvez considerando a juvenilidade espiritual do homem que ainda cria mitos e ídolos.

Volta-se então o Missionário da Terceira Revelação para o próprio ser em evolução, o homem comum, e adverte-o, amorosamente, de que ele mesmo pode conquistar as virtudes que o tornarão um homem de bem.

Antevê o comportamento íntimo desse homem do futuro.

Esse novo homem tem fé em Deus, por saber que tudo se rege por Leis; Leis Perfeitas; Leis de Amor.
É desapegado aos bens materiais, porém, os não desprezam, mas procura dar a eles a utilidade adequada para a produção do bem, do progresso.
Procura ser justo, aplicando a Lei de Solidariedade e de Auxílio Mútuos fazendo aos outros o que gostaria que lhe fizessem caso estivesse na situação inversa.

Ampara os necessitados, protege os mais fracos, ensina os que ignoram.
Não tem interesse em auferir quaisquer tipos de vantagens pelos benefícios que gera.
Não é preconceituoso, nem quanto a credo, cor, sexo, nacionalidade, estado social, etc.

Tem consciência, enfim, de que a Lei de Ação e Reação – ou de Causa e Efeito – incide sobre todos e que ele colherá em forma de benesses Divinas ou de novas experiências em processo de aprendizado, tudo que fizer aos outros.

Nós, os homens do presente, seremos indubitavelmente o homem de bem, o homem do futuro, que é o mesmo.

Tal estado, como atrás dissemos, será o fruto do esforço individual em crescer intelecto e moralmente, e, hoje, temos o caminho apresentado pelo Espiritismo que nos concita a voltar o olhar para nosso próprio potencial e iniciarmos lenta, porém ininterruptamente a longa caminhada que nos reunirá aos homens de bem que já existem no Planeta Azul de Jesus, mas que permanecem obnubilados pelas fantasias que ainda a maioria alimenta.


Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Almeida em 18 de Dezembro de 2008, 18:09
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP. XVII – SEDE PERFEITOS

OS BONS ESPÍRITAS


Dando seqüência aos estudos dos capítulos desse importante livro da codificação Espírita, após o item “O Homem de bem” adentremos agora no item “Os bons Espíritas”.

Vimos no item anterior que o Homem de Bem é aquele que conquistou qualidades e virtudes que o insere entre os que estão integrados ao bem, ao bom, ao belo. Vive naturalmente sintonizado com faixas mentais mais elevadas, sublimadas e, portanto, mais apto à prática da Lei de Amor e Caridade.

Hoje sabemos que a Instituição que orienta o homem para o seu crescimento moral é a Religião.

Neste item dos estudos vamos ver que a Religião mais eficiente nesse trabalho orientador é o Espiritismo.
Tal afirmação se justifica, pois os que realmente estudam as religiões através da História da Humanidade vão constatar que o Espiritismo é a forma mais atualizada que o homem tem no Planeta Terra para receber orientações que o conduzem ao aprimoramento moral. Ele se apresenta como Religião natural. Adota o método científico para instituir os seus fundamentos, portanto, por ser Ciência de aperfeiçoamento da alma, ou seja, por adotar o método científico na sua estruturação, está isento de rituais, preceitos, dogmas, hierarquias, sacramentos e todas essas práticas que os homens criaram, ao seu tempo, para caracterizar níveis de entendimento da vida, de religiosidade, mas que, por si só, proporcionam falsas interpretações. Desse modo o Espiritismo atinge prioritariamente a razão humana, valendo-se do aprimoramento intelectual já atingido pelo homem, proporcionando-lhe o entendimento que lhe faculta elaborar a fé verdadeira, a fé raciocinada.

Ao assumir o seu papel de orientador moral do homem, nada cria de novo nesse campo, pois se vale dos ensinamentos já existentes deixados pelo Mestre Jesus. Com essa postura, cumpre o seu papel de Consolador que o Divino Amigo prometera, pois relembra todas as coisas que Ele ensinara. Faz o homem ver que o que eles entenderam como “preceitos religiosos” de Jesus eram, na verdade, revelações de Leis, Leis Morais, que o homem, insciente, não podia compreender na época da sua luminosa passagem entre os encarnados.

Recorre ainda o Espiritismo à Filosofia na sua acepção mais moderna, e embasa suas afirmações na busca de orientar o pensamento para a realidade, proporcionando assim um caminhar seguro e racional fortalecendo ainda mais a fé Espírita.

Compatibiliza Ciência, Filosofia e Religião; atinge, portanto a razão humana e amplia-lhe a sensibilidade tornando o homem portador dos “olhos de ver” e dos “ouvidos de ouvir” como dizia o Mestre Jesus.

Os bons Espíritas, portanto, são os que, pelo estudo que o conscientiza de que há uma nova revelação para a humanidade e pela prática do aprendizado recebido que o insere entre os que amam ao próximo como a si mesmos, vêem na Doutrina o meio eficiente de orientá-los para adentrarem na senda evolutiva como os Homens de Bem preconizado pelo Codificador.



São Paulo/Brasil, 17.12.2008
Título: Re: CAP. 17 - SEDE PERFEITOS
Enviado por: Almeida em 19 de Dezembro de 2008, 16:52
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP. XVII – SEDE PERFEITOS

PARÁBOLA DO SEMEADOR

Dando seqüência aos estudos dos capítulos desse importante livro da codificação Espírita, após o item “os bons espíritas” adentremos agora no item “parábola do semeador”.

Vimos no item anterior que o Espiritismo é uma nova revelação para a humanidade. No momento propício, quando o homem se aprimorou em tecnologia, em intelectualidade, amadureceu um pouco mais enfim, Jesus permitiu que o Consolador viesse para dar respaldo às conquistas do homem, orientando-o, quanto a sua realidade.

Nessa parábola trazida pelo Mestre Jesus, temos três estágios do amadurecimento mental do homem.

a) O subconsciente (1) representado pelas sementes que caíram ao longo da estrada e que foram comidas pelas aves.
b) O consciente, (1) que é representado por aquelas sementes que caíram em lugares pedregosos e não puderam frutificar e também as que foram sufocadas pelos espinhos.
c) O superconsciente, (1) representado pelas sementes que caíram em terra boa e fruteceram a cem, a sessenta e a trinta por uma.

O semeador é o próprio Mestre Jesus, que esparge seus ensinamentos como sementes sadias, boas, aptas a florescerem. Ele semeia no campo das mentes.

O subconsciente é o campo do passado do homem.
O acervo de suas conquistas, muitas delas parciais, necessitando, portanto de aprimoramento. É o campo dos hábitos e dos automatismos. Na maioria dos homens encarnados na Terra é um campo ainda inculto, árido. As sementes lançadas, ou caídas nessa terra, não conseguem penetrar nesse solo sem trato; ficam expostas, à mercê das aves e do calor solar, não prosperam.

O consciente é o campo do presente.
O dia a dia do homem, lida com suas preocupações maiores, com as necessidades de sobrevivência, seus afazeres, seus compromissos.
As pedras do imediatismo, da preponderância de seus anseios, do destaque, do ter, e os espinhos das dificuldades sociais, familiares, as limitações religiosas, as frustrações comuns da vida, determinam-lhe a qualidade e o direcionamento que dá ao seu comportamento.
Esse campo é alimentado, através do livre-arbítrio, tanto pelo subconsciente, quanto pelo superconsciente.

O superconsciente é campo das aspirações futuras sublimadas. Campo fértil que aguarda a atitude do homem para dele se servir e haurir os estímulos do progresso, da paz, da harmonia, do desejo de crescimento, que alimentam as atitudes no presente, no consciente.

O Mestre encerra a sua Parábola dizendo “que ouça aquele que tem ouvidos de ouvir” (2) ou seja; adverte o homem para que observe em qual desses campos estará ele mais fixado.

Quando o homem vive no passado, sendo o que sempre foi, automaticamente, despreocupado com o auto-aprimoramento intelectual e moral, movendo-se por atitudes e conceitos superados que, quiçá, transmigraram com ele de existências passadas, sua mente vive no subconsciente e oferece campo infértil para as sementes.

Se ele absorvido pelas preocupações do dia a dia, pensando em sobressair-se individualmente, em obter sempre mais insaciavelmente, sem tempo para si mesmo, para a sua realidade de ser espiritual destinado a felicidade, o campo mental estará pedregoso, arenoso, cheio de espinheiros. As sementes lançadas nesse campo embora encontrem meios para fixar suas raízes, não conseguem se desenvolver pois as preocupações do consciente; do presente, sufocam as melhores inspirações e o homem torna-se indiferente, sem iniciativa para cultivar a sementeira recebida. Açodado, não busca valer-se dos recursos arquivados no subconsciente e nem dos estímulos que o superconsciente oferece.

Entretanto quando o homem se dedica as pesquisas, aos estudos, ao auto-conhecimento, tem iniciativas de progresso, é moderado, equilibrado, e visa sempre descobrir seu potencial de amor e de utilidade. Ao identificar seu potencial tem humildade para colocá-los em prática. Se não se atemoriza diante do sofrimento do esforço que suplanta as próprias limitações. Dá de si mesmo para amealhar experiências e novas conquistas, então ele opera no superconsciente, e oferece campo fértil para a frutescência das sementes do bem ofertadas pelo Mestre.

A parábola do semeador é, portanto, um convite para a reflexão e identificação de qual campo mental prevalece em nossas mentes, e, consequentemente qual a qualidade da gleba que oferecemos ao Divino Semeador.


(1) No Mundo Maior – cap. 3 – André Luiz/Chico Xavier
(2) Mateus 13.9 – Bíblia - Novo Testamento


São Paulo/Brasil, 17.12.2008