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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Almeida em 13 de Maio de 2006, 23:55

Título: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 13 de Maio de 2006, 23:55


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE


Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. (1)

Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados”.(2)

À medida que o homem avança intelectual e moralmente, fruto do seu esforço, mais ele se capacita para ser misericordioso.
As injúrias, maledicências, calúnias que antes o atingiam com todo peso, hoje se lhe apresentam mais leves pela compreensão do atual estágio evolucional da natureza humana. Desse modo a mansuetude, a docilidade, a altivez, prevalecem em seus sentimentos e o perdão nasce com naturalidade promovendo a paz interior.

É a Lei de Ação e Reação vigendo no campo da moralidade.

No item em estudo o Codificador diz textualmente: “Infeliz daquele que diz: eu jamais perdoarei! Porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus”.

Jesus, de acordo com anotações do evangelista Mateus acima mencionadas, revela claramente que mesmo para as qualidades e virtudes o homem é o fautor das suas conquistas pois condiciona o recebimento da Graça Divina à sua capacitação de executá-la.
Ao revelar que o Pai não perdoa àqueles que não sabem perdoar, o Mestre, certamente não se refere a sofrimentos impostos pelo Todo Misericordioso como punição por faltas cometidas, mas sim se reporta a necessidade Legal de se refazer os caminhos mal traçados como oportunidades de reajuste e aprendizado.

Ao homem, que se recomenda que faça aos outros o que quereria que os outros fizessem a ele, cabe o mesmo procedimento, ou seja, cabe a iniciativa de não obstaculizar aos que erraram de se redimirem de suas faltas, mesmo em relação a ele mesmo.

Comumente pensa-se que o perdão incondicional pode ser interpretado como ato de fraqueza, de tibiez, facilitador da proliferação do mal, porém, na realidade trata-se de atitude corajosa e desprendida, incompreendida ainda; como semente de luz que frutificará a seu tempo.

Ninguém exemplificou esse ato melhor que o Mestre que na cruz do martírio proferiu as santas palavras: “Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem”. Atitude heróica, corajosa, sublime a tal ponto que até hoje somente Ele pode e é chamado de Filho de Deus.


(1) O Evangelho Segundo Mateus – cap. 5 vers. 7
(2) O Evangelho Segundo Mateus – cap. 6 vers. 14 e 15


São Paulo/Brasil, 13/05/06


Título: Re: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 15 de Maio de 2006, 22:56


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE


Se teu irmão pecar contra ti, vai e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás o teu irmão. Então, chegando-se Pedro a Ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”.

Esta passagem é por demais conhecida entre os estudiosos do Cristianismo e mostra a necessidade do homem em compreender o procedimento correto para executá-lo, mesmo em relação as coisas morais.
O valoroso discípulo queria aprender a perdoar. Pedro reporta-se ao pensamento místico da época, cabalístico, e quer, ingenuamente confirmar com Jesus se determinada quantidade de atitudes elevadas atingiria o efeito moral desejado.
Ainda hoje esse pensamento mágico permeia o comportamento do homem.

Entretanto a teoria do conhecimento mostra que a aquisição do saber obedece a Leis Naturais.
Nos bancos escolares, primários, as crianças, depois de dominarem as funções da motricidade, repetindo exaustivamente traços e figuras geométricas simples, são conduzidas a um novo estágio do aprendizado. Desenham as letras, entendem-nas, depois as ligam formando palavras e posteriormente frases. Assimiladas essas fases, a escrita e a leitura se dão automaticamente, sem esforço intelectivo.
O mesmo método ocorre com os números. As operações matemáticas são efetuadas mentalmente depois de passarem por esse processo de assimilação gradativa.

Essa Lei, a Lei do Aprendizado, que atua perenemente nos processos evolutivos do ser.
Nos reinos anteriores ao hominal, pela forças das Leis Materiais o princípio inteligente, que “intelectualiza a matéria”, (2) por bilhões de anos, assimila comportamentos e funções orgânicas. Forma assim seu veículo fisiopsicossomático; que tem autonomia.

No reino hominal, portadores da palavra, do pensamento contínuo, da razão e da vontade, entregues a si mesmos quanto as necessidades evolutivas, o homem haure intuitivamente os estímulos que lhe direcionam as tendências e objetivos novos de crescimento.
As primeiras execuções desses estímulos não atendem ao almejado. A dor comparece como mediadora e reparadora. Indica-lhe o melhor caminho. Paulatinamente, pela repetição, ao atender a Lei de Amor, ao produzir para o bem geral, a conquista se dá automatizando a nova aptidão e virtude.
Incorporada a conquista a mente se libera para um novo avanço, agora munida dos novos recursos que se manifestarão em forma de intuição, iniciando-se novo ciclo.

O Cristo ao revelar a todos nós através de Pedro da necessidade de perdoar infinitamente, além de ensinar o homem a se desligar das sintonias mentais mórbidas e do misticismo primitivo, faz ver que mesmo para as aquisições morais o homem se insere na Lei do Aprendizado e sente a necessidade de iniciativa e atividade de sublimação.


(1) O Evangelho Segundo Mateus – cap. 18 vers. 15, 21 e 22
(2) O Livro dos Espíritos, perg. 25

São Paulo/Brasil, 15/05/06


Título: Re: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 19 de Maio de 2006, 12:25


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos


RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS


Concerta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil”.

O homem é um ser gregário. Assim, pela sua Natureza, não consegue viver isolado. Necessita do contato entre os semelhantes como do ar para a vida física, pela permuta das energias espirituais, energias da sua natureza essencial.

Entretanto são todos diferentes evolutivamente. Alguns têm concepções acerca dos mais variados temas totalmente contrárias ao modo de pensar de outro e daí nasce as antipatias, as dissensões, os sectarismos, os atritos.

A antipatia instintiva é sempre sinal de natureza má?
Resposta: De não simpatizarem um com o outro, não se segue que os sejam necessariamente maus. A antipatia entre eles pode derivar da diversidade do modo de pensar. À proporção, porém, que se forem elevando, essa divergência irá desaparecendo e a antipatia deixará de existir
”. (2)

Desse modo, a exortação do Mestre Jesus grafada pelo Evangelista é um convite perene para a compreensão da Natureza Humana. É um alerta para que o homem pesquise em si mesmo as suas inclinações e tendências, os seus arrastamentos e convicções. Notar se ele mesmo é preconceituoso, dogmático, mitológico, idólatra. Ao detectar em si algumas dessas falhas de caráter, admitirá que os demais semelhantes também as poderão possuir, talvez em intensidade maiores ou menores. Dessa análise nasce a misericórdia que perdoa, compreende, aceita, reconcilia.

Reconciliar-se portanto, não significa propriamente conviver com o adversário sofrendo-lhe a incompreensão, a ignorância, os ataques ou desrespeitos que por ventura ocorram, mas sim, comportar-se como aquele que tem melhor consciência do momento presente e age com sabedoria de forma a que o estado de antagonismo se dissipe com naturalidade o mais breve possível.

A Lei do Esquecimento é a grande aliada, pois “sem o véu que lhe oculta certas coisas, ( o homem ) ficaria ofuscado ( ). Esquecido do seu passado ele é mais senhor de si” (3).
Integralizando-se do momento evolutivo do homem e “conhecendo a verdade que liberta” (4) ele prepara para si mesmo e para todos um futuro mais eficiente e livre dos antagonismos inerentes ao atual estágio evolutivo humano.


(1) O Evangelho Segundo Mateus – cap. 5 vers. 25 e 26
(2) O Livro dos Espíritos- perg. 390
(3) O Livro dos Espíritos- perg. 392
(4) O Evangelho Segundo João – cap. 8 vers. 32

São Paulo/Brasil, 18/05/06

Título: Re: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 01 de Junho de 2006, 02:18


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos


O SACRIFÍCIO MAIS AGRADÁVEL A DEUS



“Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, - deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la”.

Os atavismos milenares ainda perduram no psiquismo humano. Nos tempos primitivos o homem oferecia sacrifícios aos deuses, de acordo com as suas concepções inscientes, com a pretensão de agradá-los e obter privilégios. Nos tempos atuais os sacrifícios alteraram-se, deixaram de ser materiais para se tornarem ritualísticos, alegóricos. Gestos feitos com ar constrito, genuflexões, danças, ofertas pecuniárias, velas acesas, simples presenças em ambientes onde temas evangélicos são ventilados; tudo isso é feito em substituição aos holocaustos primitivos.

As religiões, em geral, admitem que o simples fato de se participar de algum evento religioso seja considerado sacrifício. Desse modo o homem o faz coberto de expressões exteriores que denotam humildade, submissão, piedade.

Essa “religiosidade” excessiva deságua no pieguismo destruidor e induz o seu praticante a considerar-se quite com as obrigações morais por ainda pensar que tal ou qual comportamento eximiu-o da ignorância em que se encontra.

Jesus, o Mestre, sabedor dessa deficiência inerente ao estágio evolutivo pelo qual passa o ser, advertiu que o que importa realmente para a evolução humana é a sua reformulação interior. É o esforço individual para desapegar-se das influências do subconsciente. Sintonizar-se com o superconsciente inspirando-se a agir de acordo com a Lei do Amor.

Para tanto é imprescindível o estudo sério e metódico das Leis Naturais, tanto as do Princípio Material quanto as do Princípio Espiritual, que lhe proporcionará o autoconhecimento e a conseqüente capacitação de agir cada vez mais para a produção do bem geral.

Esse é o maior sacrifício, como ensinara Jesus. O sacrifício de trabalhar no sentido de vencer as suas próprias limitações e apresentar-se perante o Pai como aquele que sabe e compreende as Suas Leis e As pratica. Como aquele que vence a si mesmo, pela sabedoria e pelo amor conquistado a custa de esforços e sacrifícios uma vez que o homem é o autor do seu próprio destino.

Este é o sacrifício mais agradável a Deus, o sacrifício de sublimar-se para servir e amar.


São Paulo/Brasil, 31/05/06

Título: Re: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 06 de Junho de 2006, 22:28


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos

O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO



“Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho do teu irmão”.(1)

“Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar
de resistir à atração do mal?”
“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
(2)

Diante de uma situação de fracasso, penúria ou dificuldades, é muito comum o homem transformar-se em acusador. Ele ressalta a ineficiência, a falta de iniciativa, a indolência do próximo e com isso amontoa mais obstáculos para serem superados. Fecha-lhe as portas de acesso a um ambiente melhor onde poderia desenvolver-se e sair da indigência humilhante em que se encontra.

O homem interessado no bem, aquele que procura amar ao próximo como a si mesmo, procura sempre ver as qualidades e virtudes de outrem.
Detectadas as virtudes naturalmente surgirão caminhos por onde o necessitado poderá conduzir-se. Vislumbrará oportunidades de trabalho, de atividades em que sentir-se-á útil e gerarão a aquisição da auto-estima metamorfoseante.
Tais atitudes, próprias daquele que ama, daquele que já aprendeu a ver que as dificuldades dos outros também poderiam ser as suas mesmas, e que, em outras atividades ele mesmo é inábil e carecente da ajuda e compreensão do próximo.

A caridade real produz a visão otimista naquele que a pratica; dá-lhe condição de colocar-se no lugar daquele que se encontra em condições de sofrimento e de necessidades e, ao invés de lhe ver as falhas tem a sensibilidade de incentivar o mínimo de qualidades e virtudes que o seu amor em desenvolvimento já faculta perceber.

“É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que não sejamos ludibriados pela malícia que nos é própria.
Comumente, pelo vezo de buscar bagatelas, perdemos o ensejo das grandes realizações.
Colaboradores valiosos e respeitáveis são relegados à margem por nossa irreflexão, em muitas circunstâncias simplesmente porque são
portadores de leves defeitos ou de sombras insignificantes do pretérito, que o movimento em serviço poderia sanar ou dissipar. Nódulos na madeira não impedem a obra do artífice e certos trechos
empedrados do campo não conseguem frustrar o esforço do lavrador
na produção da semente nobre.
Aproveitemos o irmão de boa-vontade. na plantação do bem, olvidando as insignificâncias que lhe cercam a vida.
Que seria de nós se Jesus não nos desculpasse os erros e as defecções de cada dia?
”(3)



(1) O Evangelho Segundo Mateus; VII:3-5
(2) O Livro dos Espíritos, perg. 919
(3) Emmanuel – Fonte Viva, 113


São Paulo/Brasil, 06/06/06

Título: Re: Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS
Enviado por: Almeida em 26 de Junho de 2006, 22:28
   
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos

NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS.
AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

Não julgueis para não serdes julgados, porque, com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós”. (1)

O Espiritismo faculta a Fé Raciocinada. Nele os ensinamentos de Jesus deixam de ser simples preceitos religiosos para se transformarem em revelações de Leis espirituais, Leis do Princípio Espiritual.

Julgar ao próximo é uma atitude espiritual que acumula energias espirituais, mentais, para formar juízo correto sobre as questões que julga anormais nos semelhantes. Questões que poderão ser censuradas ou não. Apenas as condenações são reprovadas e não as absolvições pois estas já denotam elevação de sentimentos.

Deduz-se assim que o ato em si de julgar é recomendado para que haja conscientização do fato sob questionamento.
O Mestre Jesus ao dizer que “com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós” revela uma faceta da Lei de Causa e Efeito agindo no Princípio Espiritual, ou seja, para as atitudes morais.

Vejamos o mecanismo dessa Lei.

O homem, ao pensar, absorve Fluido Cósmico Universal, num processo vitalista como o da respiração e o transmuda em Matéria-Mental, sob sua responsabilidade, com as suas características evolutivas, intelectuais e morais.
Esse processo natural do pensamento contínuo, fruto da Lei do Progresso, produz três efeitos principais:

1º-Vitaliza todo do Cosmo Fisiopsicossomático;
2º-Irradia-se em ondas com freqüência característica à personalidade que o emitiu e se sintoniza com as mentes afins;
3º-Plasma o seu “habitat” espiritual pela Lei de Sintonia.

Desse modo ao censurar o mau comportamento alheio, pelo segundo efeito, o homem sintoniza com a mente em julgamento e permuta energias afins. Essa troca fortalece os seus próprios pensamentos.
Em decorrência das imperfeições que ainda carrega essa sintonia mentoeletromagnética suscita a associação de idéias e desperta no julgador as mesmas tendências que reprova no semelhante. Assim, não raro, em pouco tempo, o censurador procederá do mesmo modo que condena nos outros, pelo fenômeno de indução mental.

Por não estarem ainda resolvidas em si mesmo, quem julga sente as questões morais e psicológicas que o afetam, nos outros.

Recomenda-se o estudo da Natureza Humana para que nasça a compreensão para os defeitos alheios. A compreensão faculta a indulgência. Esta modifica a própria freqüência mental e a conseqüente sintonia com mentes mais adiantadas, mentes indulgentes.

Tal procedimento anula a ligação magnética de baixo teor. Imuniza os efeitos da Lei de Ação e Reação que fatalmente colocaria o censor na condição de receber a mesma condenação que impingiu a outrem.

Com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós”.

(1) O Evangelho Segundo Mateus, cap. 7 vers. 1 e 2


São Paulo/Brasil, 26/06/2006