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CODIFICAÇÃO => O Evangelho Seg. Espiritismo => Tópico iniciado por: Felipa em 20 de Fevereiro de 2012, 12:29

Título: As imperfeições alheias
Enviado por: Felipa em 20 de Fevereiro de 2012, 12:29


As imperfeições alheias

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?
Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? — S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)
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É muito comum nos valermos de exemplos exteriores para evitarmos os próprios erros. Será que é certo? Se sua observação não estiver camuflando um erro teu, é válido sim, essa observação.
Agora, que erro poderia estar camuflado na observação alheia? Seria o nosso desprezo, o nosso orgulho. Observar as farpas dos olhos alheios, apenas com a intenção de desmoralizá-lo, totalmente descrente que o erro pode ensinar e, com isso, mudar de postura, ser finalmente, uma boa pessoa.
Todos os seres encarnados e desencarnados tem o direito a aprendizagem. Tem o direito a oportunidade de se tornarem seres de bem.

Diante dos fatos apresentados, questiono: Qual a intensidade de compreensão de nosso coração? Você é capaz de estender sua mão, de ceder um abraço a uma pessoa condenada pela justiça dos homens?
Ou, simplesmente, seríamos capazes de conversar naturalmente com uma pessoa que se diz liberta dos vícios de entorpecentes (drogas ilícitas)? Será que seríamos capazes de lhes dar uma chance para viver socialmente conosco, sem que sentimentos como a desconfiança os afaste de nós?
Será que seríamos capazes de não cometer o erro da discriminação?
As imperfeições alheias são, aos nossos olhos, exemplos de falta de caráter que procuramos evitar ao longo de nossos dias. Mas, não podemos fazer dessas imperfeições, muralhas que afasta os transgressores de novas oportunidades.
http://mensageiraespirita.blogspot.com
Título: Re: As imperfeições alheias
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Fevereiro de 2012, 13:44
Diante dos fatos apresentados, questiono: Qual a intensidade de compreensão de nosso coração? Você é capaz de estender sua mão, de ceder um abraço a uma pessoa condenada pela justiça dos homens?
Ou, simplesmente, seríamos capazes de conversar naturalmente com uma pessoa que se diz liberta dos vícios de entorpecentes (drogas ilícitas)? Será que seríamos capazes de lhes dar uma chance para viver socialmente conosco, sem que sentimentos como a desconfiança os afaste de nós?
Será que seríamos capazes de não cometer o erro da discriminação?
As imperfeições alheias são, aos nossos olhos, exemplos de falta de caráter que procuramos evitar ao longo de nossos dias. Mas, não podemos fazer dessas imperfeições, muralhas que afasta os transgressores de novas oportunidades.

A quem julga aos outros como transgressores é realmente muito dificil aceita-los. Mas este é um problema de facil solução: simplesmente desapegue-se de suas verdades e verá que não ha transgressores e nem culpados em lugar algum, afora na mente de quem julga.

E seja muito feliz.

Título: Re: As imperfeições alheias
Enviado por: Felipa em 03 de Abril de 2012, 01:45
Todos os seres encarnados e desencarnados tem o direito a aprendizagem. Tem o direito a oportunidade de se tornarem seres de bem.
(http://www.bosin.info/google.gif)

Com certeza...todos somos imperfeitos, precisamos dessas oportunidades para que essa que nossa passagem pela terra não seja em vão...