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CODIFICAÇÃO => O Céu e o Inferno => Tópico iniciado por: Prayer77 em 16 de Agosto de 2011, 14:07

Título: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: Prayer77 em 16 de Agosto de 2011, 14:07
Existe alguma obra que fala da condição dos profissionais na espiritualidade, perante a lei de ação e reação? Quais as consequências cármicas do mau uso dos veículos de comunicação para os jornalistas?
Existem obras espíritas falando do assuntos? Quais?
Hoje sabemos do péssimo uso dos canais de rádio, televisão e dos sites da internet, exibindo os piores programas possíveis, "divertindo" a massa humana com programas que remetem ao primarismo. Qual seria a consequência disso para o carma das massas que são influenciadas por esses programas?
Outra questão é: qual seria uma proposta espírita para uma ética jornalística para se atingir uma programação de qualidade?
Gostaria muito de ouvir opiniões dos integrantes do Fórum Espírita. Acho esse assunto muito pouco abordado nos meios espíritas.
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: Mourarego em 16 de Agosto de 2011, 15:39
Amigo Prayer,
O que diz a doutrina sobre Ação e Reação? nada.
Diz muito, entretanto, sobre causa e efeito.
aliás, tudo oque diz pode ser inteligente resumido numa frase.
A toda causa, segue-se uma conseqüência, logo, se a causa for boa assim será a conseqüência, e se a causa for inteligente, da mesma forma será a conseqüência.
A doutrina também, não indica um til sobre carma, até porque esta palavra traduz apenas a ação.
Logo não há carmas a serem modificados ou expungidos, mas sim que das ações a que demos causa, sentiremos nesta ou em outra encarnação, os efeitos bons ou nocivos.
Isso se aplica aos jornalistas, aos advogados, médicos ou de qualquer outra lavra de trabalhadores, encarnados ou não.
Abraços,
Moura
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: MVilela em 16 de Agosto de 2011, 16:01
Uma vez em uma palestra vi algo sobre as dívidas com as profissões, assim como foi dito acima, o que fizermos de mau uso terá uma consequência e em vidas posteriores entraremos nessa profissão ou semelhantes com intuito de aprendermos uma lição que nos motivará ao bom uso da mesma. Tem um livro que fala da origem espiritual do povo brasileiro (esqueci o nome) em que são citadas as origens de grupos de profissionais encarnados no Brasil, como os metalúrgicos e os profissionais da construção civil nos anos 70.
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: san-fer7 em 16 de Agosto de 2011, 23:09
     Quanto à ultima questão levantada pelo irmão Prayer,eu pergunto: como afetaria a grande maioria das pessoas influenciadas pela midia e,qual a consequencia ao espírito.
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: HamLacerda em 16 de Agosto de 2011, 23:23
Questões tão simples e vcs complicam tanto...

Toda mídia tem dois lados: O lado bom e o lado ruim. Quem procura o lado bom é porque não tem afinidade com o lado ruim; quem procura o que tem de ruim, ainda tem afinidade com estas coisas. Houve Deus por bem que a alma, dotada de livre-arbítrio, pudesse optar entre o bem e o mal e chegasse a suas finalidades últimas resistindo ao mal.

Causa e efeito; ação e reação, carma etc. Tudo isso quer dizer uma única coisa: a "bússola" que o homem tem dentro de si e para onde ela aponta.


Deus não fez nada para o mal. Tudo foi feito para o bem da humanidade; entretanto, os homens desvirtuaram os meios de comunicação pq é uma poderosa ferramenta para ganhar dinheiro e manipular o povo. Quando a maioria dos espíritos terrestres tiverem uma bússola que aponte para o lado bom, ninguém terá mais prazer nestas coisas, e os meios de comunicação, consequentimente, terão que exibir o que a maioria gosta.

Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: Jones Leiber em 17 de Agosto de 2011, 00:30
Prayer, trabalho em rádio há vinte anos, e sei o que você diz, o problema é que na verdade a mídia é um reflexo da sociedade, ela (a sociedade) é quem dita na verdade as regras, eu pelo menos, tento promover alegria, otimismo nos meus programas, porém, se não tocar algumas músicas que infelizmente fazem sucesso, saímos do mercado, tento compensar com otimismo e fomentar em meus programas, a família e a educação. Através da educação dentro e fora da escola e que as exigências da sociedade mudarão para melhor, isso sem falar no principal, que é a nossa reforma íntima! Muita Paz pra você e sua família!
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: Eunniceel em 18 de Agosto de 2011, 13:03
Somos todos responsáveis pelo que fazemos e  independentemente do ofício que estamos exercendo no momento, devemos como cristãos pautar nossas vidas com responsabilidade, moral e ética e assim estaremos buscando dar o melhor de nós em nossa jornada terrestre.   
Título: Re: Qual a situação dos profissionais da mídia perante a lei de ação e reação?
Enviado por: filhodobino em 18 de Agosto de 2011, 18:44
Amados,

Peço vênia aos meus amados irmãos, para guiá-los aos estudos da indulgência que me parece fornecer objetos comportamentais consistentes, para nossa absorção de conhecimentos acerca de tal problemática...
Não exatamente para o apontamento das reações, mas para legarmos a cada um a colheita de sua livre sementeira...
Indulgência...
Sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, a indulgência, se vê os defeitos de outrem, evita falar deles, divulgá-los. Jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; não faz observações chocantes, não têm nos lábios censuras, apenas conselhos e, as mais das vezes, velados.
JOSÉ, Espírito protetor, em Evangelho Segundo o Espiritismo- cap.10/16 –
Evangelho Segundo o Espiritismo- cap.10/17 e 18, 13/15 e 17/3 –

Livro dos Espíritos – Questão: 903 –

903. Incorre em culpa o homem, por estudar os defeitos alheios?
“Incorrerá em grande culpa, se o fizer para criticá-los e divulgar, porque será faltar com a caridade.
Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade.
Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade.
Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo.
Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante.
Esse o meio de vos tornardes superiores a ele.
Se lhe censurais a ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações.
Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: “Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.”

904. Incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em público?
“Depende do sentimento que o mova”.
Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros que constituem antes mau do que bom exemplo.
“O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal.”

a) - Como, em tal caso, julgar da pureza das intenções e da sinceridade do escritor?
“Nem sempre há nisso utilidade. Se ele escrever boas coisas, aproveitai-as.
Se proceder mal, é uma questão de consciência que lhe diz respeito, exclusivamente. “Demais, se o escritor tem empenho em provar a sua sinceridade, apóie o que disser nos exemplos que dê.”

905. Alguns autores hão publicado belíssimas obras de grande moral, que auxiliam o progresso da Humanidade, das quais, porém, nenhuns proveitos tiraram eles.
Ser-lhes-á levado em conta, como Espíritos, o bem a que suas obras hajam dado lugar?
“A moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o trabalho.
De que vos serve a semente, se não a fazeis dar frutos que vos alimentem?
Grave é a culpa desses homens, porque dispunham de inteligência para compreender. “Não praticando as máximas que ofereciam aos outros, renunciaram a colher-lhes os frutos.”

906. Será passível de censura o homem, por ter consciência do bem que faz e por confessá-lo a si mesmo?
“Pois que pode ter consciência do mal que pratica, do bem igualmente deve tê-la, a fim de saber se andou bem ou mal. Pesando todos os seus atos na balança da lei de Deus e, sobretudo, na lei de justiça, amor e caridade, é que poderá dizer a si mesmo se suas obras são boas ou más, que as poderá aprovar ou desaprovar.
“Não se lhe pode, portanto, censurar que reconheça haver triunfado dos maus pendores e que se sinta satisfeito, desde que de tal não se envaideça, porque então cairia noutra falta.” (919)

Saúde e Paz!