Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Céu e o Inferno => Tópico iniciado por: Mizica em 13 de Abril de 2010, 00:53

Título: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mizica em 13 de Abril de 2010, 00:53
Prova e Expiação: Qual a diferença?

Gostaria muito de levantar discussões sobre o tema acima citado, para esclarecer muitas dúvidas minhas a respeito. Uma prova é sempre escolha minha? A expiação é sempre imposta? Por que? A expiação, sendo uma imposição, quem a determina? Os espíritos mais elevados? ...

Essas e outras dúvidas me confundem, e agradeceria ler comentários que me ajudassem (e quem sabe ajudassem outros como eu) a esclarecer tais indagações.

Obrigada!
Um terno abraço com muita paz e luz
Mizica
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marccello em 13 de Abril de 2010, 02:14
Amiga Mizica,

Os livros da Codificação são as nossas bases de orientação...

Vamos antes, entender as definições de duas palavras:

expiar
v. tr.
1. Remir (culpas ou delitos) pelo cumprimento de pena ou penitência.
2. Sofrer as consequências de.
3. Purificar.
4. Cumprir (a pena que reabilita).

provar
v. tr.
1. Estabelecer a verdade de.
2. Indicar, dar provas de.
3. Submeter a prova.
4. Padecer.
5. Comer ou beber em pequena quantidade.
6. Experimentar (uma peça de vestuário) antes de o alfaiate a concluir, para que este lhe corrija os defeitos.

Uma expiação é sempre uma prova, mas uma prova nem sempre é uma expiação.

Não deve se crer, entretanto, que todo sofrimento por que se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa de ser provado. Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a luta. Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precendente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expição as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus.

O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso.

O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap V, item 9


Quando retornamos, reencarnamos, escolhemos provas e expiações para cumprir durante a nossa vida. E os escolhemos unicamente para nossa evolução. Vimos, na mensagem, que um Espírito perfeito não precisa der submetido a nenhuma prova, no entanto, a fim da busca de um grau mais elevado, solicita uma missão, uma tarefa, uma prova. Se falhar não regridirá, pois na Doutrina Espírita não há regresso de evolução do Espírito.

Nem as provas, nem as expiações são impostas. São escolhas nossas. Nós escolhemos as expiações para nosso melhoramento, para nossa evolução.

Uma coisa é certa, sempre que o sofrimento provoca reclamações e nos leva a revoltarmos contra Deus, trata-se de uma expiação. Pois é a dor máxima de nossa alma.




 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marccello em 13 de Abril de 2010, 02:21
Um dos admiráveis personagens da história da Doutrina Espírita, Paulo de Tarso é um forte exemplo de prova e espiação.

O apóstolo Paulo de Tarso, cujo nome original era Sha'ul ("Saulo") (Tarso, c. 9 — Roma, c. 64) é considerado por muitos cristãos como o mais importante discípulo de Jesus ("Yeshua") e, depois de Jesus, a figura mais importante no desenvolvimento do Cristianismo nascente.

Paulo de Tarso foi um apóstolo diferente dos demais, por ter dado maior ênfase aos irmãos gentios, pois seu chamado era destinado a eles que estavam espalhados pelo mundo (Atos 13:47). Paulo, assim comos os outros Verdadeiros Apóstolos, também teria visto Jesus Cristo (Atos 9:17, I Coríntios 15:8, dentre outros textos). Paulo era um homem culto, pois era fariseu seguidor de rabi Gamaliel. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura, considerando-se que em sua maioria era de pescadores. A língua materna de Paulo era o grego. É provavel que também dominasse o aramaico.

Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma secção fundamental do Novo Testamento. Alguns afirmam que ele foi quem verdadeiramente transformou o cristianismo numa nova religião, e não mais uma seita do Judaísmo.
(Wikipédia)

Paulo como um dos principais difusores do criastianismo, foi também perseguido. Há uma passagem que fala justamente nessa expiação de Paulo: Atos 20: 17-36 ; Atos 21: 27-40 e Atos 22: 1-30. São passagens de grande prova e expiação desse personagem bíblico. Diferente de todos os apóstolos de Cristo, por não ter convivido com Ele.

Uma vez encarnados, nossas escolhas, nossas provas e expiações são esquecidas. Isso porque o livre arbítrio deve prevalecer. É ele nossa prova maior.

Tereza Morais

Muita paz. :)

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 13 de Abril de 2010, 02:29
Quer dizer então, Marcellão, que vocês abriram esse tópico espinhoso para perturbar a cabeça da gente???

Bendita a hora em que fiz a sugestão.... aproveitem e abram um tópico sobre Hipnotismo e Espiritismo, aí eu quero ver !!!!!!!!!  ;)

Bom, vamos então, encarar o desafio: as palavras prova e expiação são usadas quase que como sinônimos no LE.

É isso aí: "ajoelhou, tem que rezar" heheheee  :D

abçs,

Renato

 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marccello em 13 de Abril de 2010, 02:48
Grande Renatão! :D

Complementando...

Expiação:  o ato ou efeito de expiar, isto é, castigo, penitência, cumprimento de pena.

Todavia, sabemos que Deus não castiga ninguém e o sofrimento pelo qual estamos sendo infligidos é fruto dos nossos próprios erros. É bem verdade que a encarnação muitas vezes constitui um aprisionamento para o espírito e poderíamos comparar o planeta Terra, que ainda é um mundo de expiações e provas, a um grande presídio de almas, que padecem dos mais diversos problemas ligados às doenças, à miséria, à violência, etc. Porém, como podemos encontrar na apostila do Curso Básico de Espiritismo da Federação Espírita do Estado de São Paulo, tais sofrimentos, quando suportados com resignação, paciência e entendimento, apagam erros passados e purificam o espírito que assim vai, encarnação após encarnação, libertando-se das imperfeições da matéria.

Muitas pessoas ainda ficam estupefatas quando afirmamos que o sofrimento se faz necessário para a correção das falhas que possuímos. Obviamente, as almas possuem a faculdade de se melhorarem sem as dores e dificuldades infligidas na encarnação, isto quando despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da reforma íntima e amor ao próximo. Entretanto, é sabido que muitos desses espíritos ainda relutam em se despojar dos vícios e das más inclinações. Endurecidos e cegos pelo egoísmo e pela vaidade, não conseguem se libertar dos sentimentos que aviltam o homem e, por isso, carecem da expiação terrena para compreenderem melhor os desígnios de Deus.

A expiação é, assim, a alavanca que move o espírito estacionário ao caminho da perfeição.

Prova: aprendizado para o espírito. O Livro dos Espíritos nos ensina que, em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o espírito.

Prova não significa necessariamente sofrimento, como é o caso da expiação, mas sim a aquisição de novos conhecimentos em virtude de testes a que será submetido o espírito encarnado.

Exemplificando... em uma nova existência o espírito encarnado estará sujeito a provas de paciência, de tolerância, de amor, de fé, de perseverança, entre outras, para que possa se depurar e adquirir mais virtudes. É a reforma íntima operando no espírito para que este possa um dia atingir a perfeição.

Abraço Renato! ;)

Muita paz. :)

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mizica em 13 de Abril de 2010, 02:58
Oi Marccello, obrigada pelo inestimável auxílio

Quando vc fala o que se segue:
"...Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a luta. Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precendente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expição as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus..."

Então Jesus é um desses casos, Ele não precisava mas mesmo assim veio para nos ajudar...?! É assim que a DE explica a vinda de Jesus ao planeta? Se estou fugindo do assunto, me fala e desculpa, tá?

Grande abraço e obrigada por partilhar o "pão"
Mizica
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 13 de Abril de 2010, 03:50
Sei, Marcellão, li o seu post e o da Mizica...

Mas que tal esclarecer, ou melhor conceituar "prova" e "expiação"??

Você só tocou de leve na questão...

Na hora em que a gente começar citar as questões do LE, sobre esse tema você vai ver que a coisa vai complicar ....

Hoje eu já to sem saco para pesquisar isso, pois nos últimos 4 dias tive uma participação bastante ostensiva aqui no fórum, estudando e debatendo alguns temas...

Cabe a você alavancar esse estudo, já que abriu o tópico, mas outros poderão fazê-lo, é claro, não eu .... (por enquanto).

abçs,

Renato

 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Tathi_G em 01 de Maio de 2010, 01:04
Sugestão de definição:

Prova: tudo aquilo que tenha como objetivo acelerar nossa evolução.

Expiação: fruto de nossos erros erros anteriores, resgate de débito.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 01 de Maio de 2010, 02:19
Olá,

Lendo esse tópico aqui, parece que estou num sonho, pois o hakuna queria abrir um tópico sobre esse assunto e estava receioso, e eu disse "abra o tópico". E olha ele aqui!! Comecei a ver os meus posts e pensei, "meu Deus, será que os efeitos antecedem as causas"??  :D

(e antecedem algumas vezes; ver a esse respeito Camille Flammarion em Narrações do Infinito e Henry Poincarè em Ciência e Mètodo).

Bom, voltando ao tema do tópico, vai aí uma definição de Joanna de Ãngelis:

Expiação é quando o ser é talhado de maneira irreversível. Exs: loucura e idiotia, falta de um dos membros, hermafroditismo etc.

Provas: são uma espécie de "puxões de orelhas" que o Espírito leva sempre que, em se deixando arrastar pelas paixões acaba prejudicando a si e a outrem.

Até mais,

Renato

 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marccello em 01 de Maio de 2010, 03:24
Tathiana e Renato,

Parabéns! ;) belíssimas abordagens.

Muita paz. :)
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: lizbeth em 01 de Maio de 2010, 04:15
Muita Paz, Luz e Amor para vocês!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 01 de Maio de 2010, 04:57
Tathiana e Renato,

Parabéns! ;) belíssimas abordagens.

Muita paz. :)

Pois é Marcellão,

Mas, pensando bem a verdade é que a Thati nos trouxe uma definição que veio "matar a charada" hehehee

Mandou bem Thati, disse tudo com poucas palavras,

E, lizbeht, seja bem-vinda ao fórum,

abçs

Renato

 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marccello em 01 de Maio de 2010, 15:01
Concordo com você Renato...

Seja bem vinda lizbeht ;)

Não devemos nos esquecer...
Reencarnar é dor, é prova, espiação...renovação..mas principalmente é aprendizado e evolução.

Grande abraço. :D

Muita paz. :)
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Christian Paes em 01 de Maio de 2010, 15:23
Olá Mizi,
Acho que vários amigos ai já esclareceram a você, mais vejo da seguinte forma.
As expiações são realmente a correção de uma falta cometida em outra encarnação que não pode ser corrigida e você deve corrigi ela agora ou talvez são venha a conseguir corrigir em uma próxima encarnação.

Espero poder ter ajudado, e se estou equivocado no meu pensamento, por favor, me corrijam.

Grande abraço e muita paz.  :)
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mizica em 01 de Maio de 2010, 16:32
Olá Mizi,
Acho que vários amigos ai já esclareceram a você, mais vejo da seguinte forma.
As expiações são realmente a correção de uma falta cometida em outra encarnação que não pode ser corrigida e você deve corrigi ela agora ou talvez são venha a conseguir corrigir em uma próxima encarnação.

Espero poder ter ajudado, e se estou equivocado no meu pensamento, por favor, me corrijam.

Grande abraço e muita paz.  :)


Obrigada Christian!!

Agradeço à vc e a todos os outros foristas pelas respostas ao tópico. Bom a gente poder tirar dúvidas.

Fico torcendo que venham mais comentários sobre o tema, muito interessante por sinal. Gostaria de ver o assunto ser esgotado até ñ restar mais dúvidas.

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 01 de Maio de 2010, 20:13
Pois é Mizica...

Olhem só: os paraenses com força total no Movimento Espírita...

Ananindeua... acho lindo esse nome, gostaria de conhecer essa cidade, devido ao nome (que deve ser indígena é isso? )

E não é só o Christian não, está cheio de pessoas de Ananindeua aqui no fórum, que eu já vi...

Estão de parabéns todos os paraenses.


Christian, seja bem-vindo ao fórum

abçs,

Renato


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: sonho em 01 de Maio de 2010, 21:37
Olá Mizica e a todos os amigos!

Muito interessante seu tópico!

Não vou dar definições de prova e expiação, pois os nossos queridos membros já o fizeram com muita mestria, mas gostava de lhe dizer que em relação a este tema, em momentos da minha vida me questionei porque a dor se encontrava sempre tão presente no dia-a-dia do ser humano.

Acabei por entender após algum tempo nesta linda doutrina, que esta dor gira, em parte, à volta destas expiações e, claro, de nossas imperfeições. Ela acaba por ser necessária, pois como referiu o nosso amigo Marcelo, a dor é uma alavanca para que possamos evoluir. Ela acaba por ser o nosso alarme. Se estamos sofrendo, temos que mudar, não é? Acabamos por reflectir, por parar e pensar...algo que muitos se recusam a fazer, não saindo do mesmo lugar, cometendo sucessivamente os mesmos erros.

Quanto às provas, eu as vejo como algo positivo, algo necessário, um verdadeiro aprendizado, tal como um aluno que frequenta uma escola e realiza os seus exames, uma vezes corre bem, outras vezes nem tanto.

Mas sem dúvida que por vezes elas podem ter um grande peso, que nos podem trazer alguma dor, mas isso só se fugirmos delas, pois muitas vezes é o que acontece, passamos a vida a fugir de uma determinada situação, que não é mais que uma prova que temos de realizar nesta existência, e ao tentar fugir, acabamos por enveredar por situações dolorosas, que nos vão fazer reflectir, e dar oportunidade de voltarmos ao nosso caminho.

Bom amigos, acho que me alonguei... ;)

Aqui fica a minha opinião, após "algum" estudo deste tema.

Abraços carinhosos,
Sonho :)


 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mizica em 02 de Maio de 2010, 21:49
Olá à todos!

Muito obrigada Sonho, por sua postagem... antes de conhecer a DE achava que espíritas "gostavam" de sofrer... eu ñ tinha conhecmento de nada e ñ via o sofrimento por esse prisma.

Quanto ao Christian, quando da observação do Renato, vi que moramos no mesmo estado ... que bom, Ananindeua é uma cidade bem pertinho de Belém. Prazer em conhecê-lo e seja bem vindo, irmão. A DE espírita aqui no Pará tem excelente aceitação, mas ainda é preciso muito trabalho para dismistificar muitos pontos.

Agora para o Renato: Ananindeua é uma das cidades mais prósperas do Pará. Fica bem perto de Belém e com seu crescimento, em todos os setores, Ananindeua e Belém como que "misturaram-se", tudo foi sendo povoado e uma cidade se liga a outra de forma quase imperceptível, a não ser pelas placas que informam quem é quem. O nome da cidade vem da árvore chamada anani, que com certeza, (posso pesquisar) é um nome indígena. Nos ônibus que fazem linha para Ananindeua observa-se, nas laterais pintadas ou adesivadas dos mesmos, uma árvore de ANANI.

Quando vc tiver um tempo Renato, venha conhecer nossa terra. Belém do Pará é uma cidade encravada na selva amazônica...sou suspeita para falar da beleza do lugar, afinal nasci aqui. Mesmo assim venha, e tire suas próprias conclusões.

Desculpem fugir momentaneamente do tema postado.

Abraço fraterno à todos
Mizica 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Denize Moreira em 06 de Maio de 2010, 02:21


 Prova é toda e qualquer experiência que nos serve de desafio, de teste. Essa prova pode ser missionária?

                              Muita PAZ!!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 06 de Maio de 2010, 02:45
Olá à todos!


Quando vc tiver um tempo Renato, venha conhecer nossa terra. Belém do Pará é uma cidade encravada na selva amazônica...sou suspeita para falar da beleza do lugar, afinal nasci aqui. Mesmo assim venha, e tire suas próprias conclusões.


Mizica  

Olá amiga Mizica.

Bem que eu gostaria. Tempo? até tenho, o problema é que não tenho mais a minha carreta  rsrs. Acho que vai ser difícil, mas bem que eu gostaria de conhecer o Pará. Infelizmente só conheço o nordeste (todos os estados e todas as capitais), Mato-grosso  e Paraná.

Mas quem sabe  um dia dê certo?? pois "há tempo para tudo" (Eclesiastes 1: 10)

Um grande abraço,

Renato

  
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Renato_ em 06 de Maio de 2010, 02:47


 Prova é toda e qualquer experiência que nos serve de desafio, de teste. Essa prova pode ser missionária?

                              Muita PAZ!!

Pode  sim Mary. Dê uma olhada aí  para tras que o Marcello explicou essa questão em um dos seus posts. 

abçs,

Renato

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 06 de Maio de 2010, 16:12


 Prova é toda e qualquer experiência que nos serve de desafio, de teste. Essa prova pode ser missionária?

                              Muita PAZ!!

Em nosso caso não.
contudo como explica bem o LE quando se trata de Espíritos da classe dos Superiores, eles podem fazer daquilo que recebem, como uma prova,  de acordo como vejam e tomem a si o trabalho, uma missão.
prova é tudo o que você falou , e os trás sempre muito sofrer, porém quando resignadamente as tomemos, e nos felicitemos em vê-las como instrumento de nossa remodelação, já nem sofremos tanto, ou seja, passamos a encarar tal provação como uma missão não de resgate, pois não é ela nem promissória nem carne de pagamentos, mas sim um instrumento de superação e alteamento da moral.
Abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Tib em 18 de Maio de 2010, 02:34
Quer dizer então, Marcellão, que vocês abriram esse tópico espinhoso para perturbar a cabeça da gente???

Bendita a hora em que fiz a sugestão.... aproveitem e abram um tópico sobre Hipnotismo e Espiritismo, aí eu quero ver !!!!!!!!!  ;)

Bom, vamos então, encarar o desafio: as palavras prova e expiação são usadas quase que como sinônimos no LE.

É isso aí: "ajoelhou, tem que rezar" heheheee  :D

abçs,

Renato

 

Renato e amigos do fórum,

Depois das explicações ficou fácil entender o que expiação e prova. Porém no LE a coisa fica meio confusa como explicitou o Renato.

abraços,

Tibério
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Jorge Presidio em 26 de Maio de 2010, 14:28
Meus Amigos, Ficou claro que :Prova: tudo aquilo que tenha como objetivo acelerar nossa evolução.

Expiação: fruto de nossos erros erros anteriores, resgate de débito.

Por favor me explique: Uma  mãe sozinha para criar  um filho com serios problemas mentais ou  um acidente grave. De quem é a prova e a expiação?
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 26 de Maio de 2010, 15:10
Prova para o filhom expiação para a mãe.
Contudo, falo em caráter geral, pois pode acontecer que em determinados casos a coisa se inverta.
Abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Antonieta Vilchez em 27 de Maio de 2010, 17:27
Estou adorando este tópico! ;D

De fato, muitas vezes a situação pode se inverter. As provas escolhidas pelo espírito antes de reencarnar servem para seu adiantamento, mas muitas vezes, esta prova é ignorada por nós e aí, esta pode se transformar em expiação, de tantas vezes que persistimos em não melhorar.

Eu mesma já me deparei com esta situação... Fugi da raia muitas vezes, e foi então que a questão se intensificou. Pra me mostrar que eu devo enfrentar o problema, e não adiar a sua resolução.

Será que é isso mesmo? Pessoal, podem me corrigir se eu estiver errada. :-\

Paz e luz a todos!! ;)

Antonieta
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: LUDMILABSB em 02 de Agosto de 2010, 21:08
É acho que os conceitos estão bem definidos, mas na hora de aceitá-los e entendê-los no nosso dia a dia é que o bicho pega!!! Só com muita oração e fé mesmo!!!!

Abraços Fraternos!!!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: VEspiritismo em 17 de Outubro de 2011, 18:25
Prova para o filhom expiação para a mãe.
Contudo, falo em caráter geral, pois pode acontecer que em determinados casos a coisa se inverta.
Abraços,
Moura

Boa tarde dedicados amigos do forum.
Moura fiquei com uma dúvida em sua resposta...
Não seria geralmente ao contrário do que o sr disse? Pois partindo da explicação de nossa dedicada irmã do plano espiritual Joanna de Angelis

Expiação é quando o ser é talhado de maneira irreversível. Exs: loucura e idiotia, falta de um dos membros, hermafroditismo etc.

Provas: são uma espécie de "puxões de orelhas" que o Espírito leva sempre que, em se deixando arrastar pelas paixões acaba prejudicando a si e a outrem.

O caso da dedicada irmã que possui o filho com problemas mentais, seria então uma Expiação que ele deverá passar, enquanto que a mãe, é uma prova, a prova da paciência, resignação para com seu filho.

Me corrija por favor se eu estiver errado.
Abraços
Leonardo.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2011, 14:43
Mano Leonardo,
este seu amigo, pode ter certeza, apesar de respeitar a Joanna ou outro espírito qualquer, trás apenas os ensinos codificados por kardec pois que apenas estes formam o que se conhece como doutrina espírita.
Logo, a sua dúvida estará resolvida com o estudo do LE .
Quando respondi amigo, falava a respeito da pergunta feita pelo confrade Jorge presidio.
abração,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: VEspiritismo em 02 de Novembro de 2011, 17:06
Mano Leonardo,
este seu amigo, pode ter certeza, apesar de respeitar a Joanna ou outro espírito qualquer, trás apenas os ensinos codificados por kardec pois que apenas estes formam o que se conhece como doutrina espírita.
Logo, a sua dúvida estará resolvida com o estudo do LE .
Quando respondi amigo, falava a respeito da pergunta feita pelo confrade Jorge presidio.
abração,
Moura

Boa tarde aos dedicados amigos do forum, que Jesus sempre abençoe e a todos.
Dedicado Moura,
Me referi a Joanna por ter relatado anteriormente, mas ainda penso ser ao contrário, me corrija por favor se eu estiver errado:

Na introdução do LE item VI, Kardec diz assim:

- "Essa melhora dá-se pela encarnação, que é imposta a uns como expiação e a outros como missão..."
- " Mas também nos ensinam que não existem faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação. O homem encontra o meio, nas diferentes existências, que lhe permite avançar, segundo seu desejo e seus esforços, na direção do progresso e da perfeição, que é a sua meta final."


No caso do nosso dedicado irmão Jorge ele relatou o seguinte:

Uma  mãe sozinha para criar  um filho com serios problemas mentais ou  um acidente grave. De quem é a prova e a expiação?

Partindo do principio de que para todo efeito tem um causa, e que nosso mundo é governado por uma inteligencia suprema, que é Deus, e de acordo com as observações de Kardec da pergunta 13 do LE que ele diz: Deus é eterno, imutável, único, todo-poderoso e soberanamente justo bom, e se Deus é soberanamente justo e bom  e também nos apoiando no Cap V do ESE no item 6 que diz:
"Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são e estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade. Assim, exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família. Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evita revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência dos flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, a imbecilidade etc."

E se me permite ressaltar também o que o Espirito de Emmanuel, no livro O Consolador diz na pergunta 246:
–Qual a diferença entre provação e expiação?

-A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.


Poderemos refletir que: a dedicada mãe que cria sozinha um filho com sérios problemas mentais, que a medicina não pode explicar o porque aquela criança sofrer de problemas alusivos a mente (como é o caso de Marcelo no livro No Mundo Maior, de André Luiz, Cap 8 - No Santuario da Alma) passa geralmente por uma provação (e não expiação) e o dedicado filho passa por uma expiação(e não uma provação) pois no passado este Marcelo utilizou a inteligencia para um caminho errado, e nesta vida passa pela expiação, sendo "a pena imposta ao malfeitor que comete um crime" crime este, utilizar a inteligencia para o mal.

Desculpe qualquer erro, sr Moura.
Peço humildemente que se minhas considerações estiverem erradas me corrija por obséquio.
Att
Leonardo.

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 03 de Novembro de 2011, 13:19
Mano Leonardo, gostaria de dizer que gostei imensamente do "geralmente" que o amigo colocou em sua redação ao fim do post.
abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Zaquel em 03 de Novembro de 2011, 15:48
Toda resposta para essas indagações esta no cap. V do ESE itens 8, 9 e 10.
Apenas transfiro alguns trechos para nossa reflexão mais imediata:

"As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam..."

"Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado."
Muita Paz!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: DANNYLEMOS em 02 de Abril de 2012, 16:07
Oi Marccello, obrigada pelo inestimável auxílio

Quando vc fala o que se segue:
"...Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a luta. Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precendente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expição as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus..."

Então Jesus é um desses casos, Ele não precisava mas mesmo assim veio para nos ajudar...?! É assim que a DE explica a vinda de Jesus ao planeta? Se estou fugindo do assunto, me fala e desculpa, tá?

Grande abraço e obrigada por partilhar o "pão"
Mizica

OLÁ MIZI,bom vendo sua citação,compreendo que o espirito passa sim por provas para provar seu grau de depuração e expiação por suas faltas cometidas,onde quem ganha é seu grau evolutivo.No caso de jesus,veio não pra provar a ele,mas pra deixar provas dos seus conhecimentos.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: lucianapimenta em 24 de Fevereiro de 2013, 11:55
Olá amigos,

Se o nosso planeta Terra está passando de um mundo de Provas e Expiação para um mundo de Regeneração, e em um mundo de Regeneração consolidado, não haverá mais expiações dolorosas mas a humanidade deverá e desejará passar por provas que vão acelerar a sua própria evolução, ou seja, que contribuirá pra a regeneração dos espíritos que aqui ficarem.

A partir disso, podemos compreender ainda mais a diferença de expiações e provas.

Abraços

Que Jesus os abençõe.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2013, 14:10
Lamento informar amiga Luciana,
ainda não estamos a passar de provas e expiações para mundo de Regeneração, e mais, ainda nos faltará algums reencarnações para que tal possa estar mais perto de acontecer.
Mas nem por issso, deixarão de existir provas e expiações, por certo a passagem encarnada por um mundo de Regeneração nos será m,ais leve mas devo lembrar que segundo O ESE e mesmo OLE, nos mundos de Regeneração o mal ainda existirá, se bem que em menor número.
O motivo da reencarnação é o burilamento do Espíirito, e não para pagar provas, aliás as provas também existirão num mundo de Regeneração porque é através delas que o Espíito prova o seu avanço, no estado errante.
Abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: lucianapimenta em 24 de Fevereiro de 2013, 19:55
Não se lamente caro amigo Moura, estamos aqui para aprender mesmo!! :)
Quando você diz "ainda não estamos a passar de provas e expiações para mundo de Regeneração, e mais, ainda nos faltará algumas reencarnações para que tal possa estar mais perto de acontecer.", então para você, não estamos passando de um mundo de provas e expiações para o mundo de Regeneração? Creio eu,  que o processo de mudança já está acontecendo mas é um processo que para nós, humanos, é muito demorado, leva anos. Estamos passando por um período de transição planetária.


"...A época atual e de transição; confundem-se os ele- mentos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assi- nalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”
(A GENESE, de Allan Kardec. A geração nova, Cap. XVIII - Itens 27 e 28. 13. edição da FEB.)

Do trecho da parte 17 de Santo Agostinho, Paris, 1862: "O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação." Não estaria esse trecho falando que no Mundo de Regeneração, não teria mais as dolorosas expiações?

Abraços

Luciana

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: EsoEstudos em 24 de Fevereiro de 2013, 20:07
[...]
O motivo da reencarnação é o burilamento do Espíirito, e não para pagar provas, aliás as provas também existirão num mundo de Regeneração porque é através delas que o Espíito prova o seu avanço, no estado errante.
Abraços,
Moura


Davero!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2013, 14:12
Maninha Luciana,
A termos q1ue depois de haver existido a terra e nela já estarem encarnados Espíritos, podemos dizer que tal período já haveria começado, refiro-me, à transição para mundo de Regeneração.
Todavia, a afirmação não está de todo correta, já que é apenas uma extensão de pensamento, visto que este período não se dá pela existência da Terra mas sim pelo prpogresos moral adquirido pelos espíitos.
Logo, por este prisma posso afirmar que nós, mais erados hoje, não veremos estra transição.
Mais a frente, melhores aquinhoados de moral, haveremos de sentir a nossa entrada em tal mundo novo.
A terra não deixará de existir, pelo menos como mundo de provas e expíações, já que existem infinidades de mundos solidários a ela que continuarão a abrigar Espíritos tal como estamos hoje.
Se num mundo de Regeneração o mal também existe, como informa OLE e ESE, as expiações também, pois que estão aderidas a ele.
Expiar é um ato de imposição pelo Bem futuro, ou uma forma ruim de se aprender a ser resignado, estas as duas explicações para o vocábulo emtermos de doutrina.
Abraços,
Moura
Não se lamente caro amigo Moura, estamos aqui para aprender mesmo!! :)
Quando você diz "ainda não estamos a passar de provas e expiações para mundo de Regeneração, e mais, ainda nos faltará algumas reencarnações para que tal possa estar mais perto de acontecer.", então para você, não estamos passando de um mundo de provas e expiações para o mundo de Regeneração? Creio eu,  que o processo de mudança já está acontecendo mas é um processo que para nós, humanos, é muito demorado, leva anos. Estamos passando por um período de transição planetária.


"...A época atual e de transição; confundem-se os ele- mentos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assi- nalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”
(A GENESE, de Allan Kardec. A geração nova, Cap. XVIII - Itens 27 e 28. 13. edição da FEB.)

Do trecho da parte 17 de Santo Agostinho, Paris, 1862: "O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação." Não estaria esse trecho falando que no Mundo de Regeneração, não teria mais as dolorosas expiações?

Abraços

Luciana


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: lucianapimenta em 25 de Fevereiro de 2013, 15:39
Moura,

Obrigada pelas explicações...

Você poderia me informar livros que falam mais sobre esse assunto sem ser ESE e OLE?

Abraços

Maninha Luciana,
A termos q1ue depois de haver existido a terra e nela já estarem encarnados Espíritos, podemos dizer que tal período já haveria começado, refiro-me, à transição para mundo de Regeneração.
Todavia, a afirmação não está de todo correta, já que é apenas uma extensão de pensamento, visto que este período não se dá pela existência da Terra mas sim pelo prpogresos moral adquirido pelos espíitos.
Logo, por este prisma posso afirmar que nós, mais erados hoje, não veremos estra transição.
Mais a frente, melhores aquinhoados de moral, haveremos de sentir a nossa entrada em tal mundo novo.
A terra não deixará de existir, pelo menos como mundo de provas e expíações, já que existem infinidades de mundos solidários a ela que continuarão a abrigar Espíritos tal como estamos hoje.
Se num mundo de Regeneração o mal também existe, como informa OLE e ESE, as expiações também, pois que estão aderidas a ele.
Expiar é um ato de imposição pelo Bem futuro, ou uma forma ruim de se aprender a ser resignado, estas as duas explicações para o vocábulo emtermos de doutrina.
Abraços,
Moura
Não se lamente caro amigo Moura, estamos aqui para aprender mesmo!! :)
Quando você diz "ainda não estamos a passar de provas e expiações para mundo de Regeneração, e mais, ainda nos faltará algumas reencarnações para que tal possa estar mais perto de acontecer.", então para você, não estamos passando de um mundo de provas e expiações para o mundo de Regeneração? Creio eu,  que o processo de mudança já está acontecendo mas é um processo que para nós, humanos, é muito demorado, leva anos. Estamos passando por um período de transição planetária.


"...A época atual e de transição; confundem-se os ele- mentos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assi- nalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares...”
(A GENESE, de Allan Kardec. A geração nova, Cap. XVIII - Itens 27 e 28. 13. edição da FEB.)

Do trecho da parte 17 de Santo Agostinho, Paris, 1862: "O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação." Não estaria esse trecho falando que no Mundo de Regeneração, não teria mais as dolorosas expiações?

Abraços

Luciana


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2013, 14:29
pimentinha,
eu tenho como regra nãi indicar livros fora dos da codificação e o motivo é seimples:
Não sendo uma obra básioca o tal livro só vai trazer opinião pessoal do autor, seja ele Encarnado ou não.
abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Fevereiro de 2013, 18:43
Olá

Provas são experiências práticas. É como um cientista que inventa uma teoria. Para a demonstrar tem de a colocar à prova, na prática, no laboratório. O espírito, na erraticidade, aprende a teoria, na encarnação é colocado à prova, para ver se, na prática, se comporta tal como aprendeu em teoria. Isto é, se interiorizou a teoria.

Expiações são encarnações em que o espírito é colocado em situações difíceis, duras, que o façam querer mudar de ideias. É como o chicote com que se bate no cavalo que não quer seguir em frente, a carregar a mercadoria. Só que o cavalo, coitado, não ganha nada com o assunto. Já para o espírito, a expiação pode ser útil, pois se ele mudar de ideias para melhor, em principio também terá um futuro um pouco mais feliz. Senão nesta vida, noutras encarnações seguintes. As leis da natureza, de Deus, empurram-nos para uma felicidade e para uma liberdade cada vez maiores.

bem haja
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: EsoEstudos em 27 de Fevereiro de 2013, 00:09

A prova existe para que o indivíduo aprenda.

A expiação existe quando ele não aprendeu.

Eu prefiro ver da seguinte forma:

A prova é a experiência de uma relação de causa e efeito, com o fim de condicionar a conduta do evolucionário.

A expiação é a experiência do efeito doloroso (física ou moralmente) de uma causa  decorrente da conduta não devidamente condicionada.

Mas, no frigir dos ovos, dá tudo na mesma...
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Fevereiro de 2013, 00:52
De maneira bem simplista, vejo a prova como o sofrimento/dor/limitacão que pedimos para nosso adiantamento. E a expiacão como sofrimento/dor/ limitacão impostos, ainda que não os aceitemos.

Um é escolhido, no caso a prova, embora esquecamos disso facilmente quando encarnados. O outro é compulsório, obrigatório mesmo, ainda que não o queiramos, não aceitemos de jeito nenhum, mas trata-se de necessidade urgente.

Segundo OLE a grande maioria dos espíritos encarnados na terra escolhem suas provas.

Abracos.



Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Fevereiro de 2013, 08:36
Olá amigo Marcos

Citar
De maneira bem simplista, vejo a prova como o sofrimento/dor/limitacão que pedimos para nosso adiantamento. E a expiacão como sofrimento/dor/ limitacão impostos, ainda que não os aceitemos.

Um é escolhido, no caso a prova, embora esquecamos disso facilmente quando encarnados. O outro é compulsório, obrigatório mesmo, ainda que não o queiramos, não aceitemos de jeito nenhum, mas trata-se de necessidade urgente.

Segundo OLE a grande maioria dos espíritos encarnados na terra escolhem suas provas.

Abracos.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-ceu-e-o-inferno/prova-e-expiacao-qual-a-diferenca/30/#ixzz2M5NA2cqa

Concordo amigo Marcos. É essa a interpretação que podemos inferir do LE e da ideia de bondade de Deus (no sentido que Deus criou nas suas leis da natureza caminhos para alcançarmos a felicidade e a liberdade progressivamente).

E essa definição nada tem a haver com penas de encarnações passadas. Com justiça divina. Mas com a lei do progresso (voluntário ou à força). O espírito que encarnou como alguém que escravizava os outros, pode encarnar como escravo, não pela pena de Talião, mas pela necessidade de experimentar na sua pele que a escravidão é sofrimento. Se o que o escraviza foi seu escravo, noutra vida, é porque esse escravo, de outra encarnação, era igual ou pior que ele (também precisava de aprender à força). Não por uma questão de justiça.

bem haja
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: EsoEstudos em 27 de Fevereiro de 2013, 10:42
Mas cabe a seguinte ponderação, com base no LE:

764.Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada
perecerá. Estas palavras não consagram a pena de
talião e, assim, a morte dada ao assassino não consti-
tui uma aplicação dessa pena?

“Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito
dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a
justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis
essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo
em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aque-
le que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a
achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito
sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas, não vos
disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos
ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como
houverdes vós mesmos perdoado, isto é,  na mesma propor-
ção em que houverdes perdoado, compreendei-o bem?”




Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 27 de Fevereiro de 2013, 11:37
399. Sendo as vicissitudes da vida corpórea ao mesmo tempo uma expiação das faltas passadas e provas para o futuro, segue-se que, da natureza dessas vicissitudes, possa induzir-se o gênero da existência anterior?

      —Muito freqüentemente, pois cada um é punido naquilo em que pecou. Entretanto, não se deve tirar daí uma regra absoluta; as tendências instintivas são um índice mais seguro, porque as provas que um Espírito sofre, tanto se referem ao futuro quanto ao passado.



Mais claro impossível.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Mourarego em 27 de Fevereiro de 2013, 12:26
Claro está, amiga Susana,
apenas não diz respeito ao tema.
Veja, a questão que a amiga coloca, diz respeito ao gênero da existência anterior, ou seja, como foi esta experiência no tocante a moralidade e acertos de nossas atitudes e ações.
Contudo, estamos sob um título que nos pergunta: "Prova e Expiação: Qual a diferença?"
Sendo assim caberia respoder-se qual a diferença entre uma e outra.
Abraços,
Moura
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 21 de Março de 2013, 01:29
     
      Amigos,
     
      Sinceramente confesso q, mesmo com muitos anos de estudo da DE, ainda não entendo essa questão de ‘provas e expiações’, a diferença entre uma e outra. Por isso, para ter uma “fé raciocinada”, vou, novamente,  procurar raciocinar sobre o assunto; espero q os amigos contribuam com seus comentários.
............................
      Um amigo escreveu: Definições:
      - provar: dar provas de...; solicitar passar por provas; padecer provas; mostrar que pode alguma coisa....
      - expiar: remir, resgatar, sofrer as conseqüências de culpas ou delitos; cumprimento de pena, purificar-se, isto é, castigo, penitência...
     
      Cel: raciocinando: qto à ‘expiação’, é evidente q nenhuma das definições acima se relaciona com ‘a’ ou ‘as’ primeiras encarnações conscientes pois, nestas, nós ainda nada temos de ‘remir’, nem de ‘sofrer conseqüências de erros cometidos’ e, portanto, nenhuma ‘pena a cumprir’ e nenhuma necessidade de se ‘purificar’, pois q, ainda, não nos tornamos impuros, estou certo?

      Mas, novamente raciocinando: se, pela doutrina, não existe retrocesso moral, como compreender q nós, q não éramos ainda impuros, nos tornamos impuros?

      Amigo escreveu: um espírito querendo avançar mais, solicita uma missão pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso...

      Cel: qto a essa afirmação, outro raciocínio: como o amigo disse, uns desejam ‘dar provas de q estão em condições de avançar mais (pois para isso solicitam passar por provas). Mas, qual é a causa de uns desejarem avançar mais, eqto outros nada fazem para isso? Ou todos fazem a mesma coisa, pedem provas e sofrem igualmente com as provas q pedem?

       Amigo: Pode-se considerar como expiação as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus.

      Cel: aqui, raciocinando de acordo com o título do tópico: o q é q diferencia a prova da expiação, pois as provas, como o amigo disse, podem ser pedidas por nós para avançarmos mais rápido, certo? Mas, e as expiações, qual é a causa de nós as sofrermos? Sofremos as provas porq as pedimos; e porq sofremos as expiações?

      Amigo: O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso. (OESE, capV, item 9)

      Cel: isso significa q somos nós q, voluntariamente, por nossa livre vontade, escolhemos ter cânceres, membros amputados, loucura, cegueira, lepra, enfim, nascer com deformações físicas ou mentais ou doenças asquerosas, sofrer dores, frio e fome, na miséria, arrastando-nos pelo chão, vivendo dos lixões e, também, assistir a nossos queridos sofrerem todas essas coisas e outras talvez mais desesperadoras?!

      Somos nós, isto é, vc mesmo, eu mesmo, quem pede a Deus, ou a espíritos mais elevados, para passar por todos esses terríveis, torturantes, insuportáveis sofrimentos? Vc pediria passar pelo sofrimento de ver sua pequena filhinha, sua alegria e razão de viver, ser, na sua frente, violentamente estuprada e assassinada por homens cheios de drogas; seus filhos terem os pés amputados a machadadas, ou ossos e órgãos esmigalhados em acidentes, ou ser tornarem aidéticos, ou escravos das drogas, praticantes de crimes hediondos etc etc?! Ver filha, sua esposa ou sua mãe enlouquecida, ou se transformar numa reles prostituta, mergulhada em vícios degradantes, assassina de crianças para vender seus órgãos? Essas coisas fariam q vc evoluísse mais?

      Amigo: Quando reencarnamos, escolhemos provas e expiações para cumprir durante a nossa vida. E os escolhemos unicamente para nossa evolução. Vimos, na mensagem, que um Espírito perfeito não precisa der submetido a nenhuma prova, no entanto, a fim da busca de um grau mais elevado, solicita uma missão, uma tarefa, uma prova. Se falhar não regredirá, pois na Doutrina Espírita não há regresso de evolução do Espírito.

      Cel: raciocinando: pois é, meu amigo, espíritos elevados não precisam passar por provas, ou passam a pedido; não precisam passar por expiações, é evidente, concorda? Mas, será esse o plano de Deus para a evolução do espírito? Fazer sofrer, sofrer, sofrer, porq só debaixo de sofrimentos conseguimos evoluir?! Terá Deus, com toda sua infinita misericórdia, criado um processo para avançar mais, cujo método mais eficiente é nos fazer sofrer?!! Qdo leio isso me vem sempre a pergunta: onde estará a Sabedoria Infinita, q não soube (e ainda não sabe, pois ainda mantém), como as doutrinas crêem, criar um processo para evoluir senão esse recheado de dores e lágrimas? Onde estará o Amor Infinito q faz ou q permite q Suas criaturas sofram de modo tão torturante?

      Amigo escreveu: Nem as provas, nem as expiações são impostas. São escolhas nossas. Nós escolhemos as expiações para nosso melhoramento, para nossa evolução.       Uma coisa é certa, sempre que o sofrimento provoca reclamações e nos leva a revoltarmos contra Deus, trata-se de uma expiação. Pois é a dor máxima de nossa alma.

      Cel: essas palavras e questões da doutrina fazem crer q a Infinita Sabedoria só nos cria dotados de mentes tão estúpidas e curtas, já q só entendemos a linguagem dos sofrimentos, pois que só sofrendo aprendemos q temos de abandonar o caminho do mal para evoluír. Será isso uma verdade?

      Amigo: Um dos admiráveis personagens da história da Doutrina Espírita, Paulo de Tarso, é um forte exemplo de prova e expiação.

      Cel: raciocinando: como devemos entender essa afirmação se a doutrina não concorda com profundos e importantes....................
................................................................................. continua para acabar .......
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 21 de Março de 2013, 01:32
      Amigos,................... continuação e fim ............

......Cel: raciocinando: como devemos entender essa afirmação se a doutrina não concorda com profundos e importantes ensinamentos de Paulo, como estão no Novo Testamento? E ele foi o porta-voz do cristianismo sem o qual, com suas viagens e epístolas, talvez, a Boa Nova ficasse restrita por muito tempo, aos povos próximos à Judéia.

      Amigo: Todavia, sabemos que Deus não castiga ninguém e o sofrimento pelo qual estamos sendo infligidos é fruto dos nossos próprios erros.

      Cel: discordo do amigo, pois não é isso q a doutrina diz; conforme a DE faz ver, Deus castiga sim, e com sofrimentos atrozes, pois nos criou a todos de modo q, sabia (se Ele sabe mesmo o q estava criando), q seríamos monstros de perversidade e de perversão, q praticaríamos coisas hediondas, que teríamos de passar por castigos terríveis para remissão de nossos erros, tanto q, antecipadamente, criou leis punitivas e mundos ("presídios", como diz o amigo) destinados à aplicação das expiações, como também disse o amigo, para o padecimento de doenças as mais dolorosas, misérias, violência, crimes hediondos, vícios os mais degradantes e ações as mais baixas.
 
      Amigo:... tais sofrimentos, quando suportados com resignação, paciência e entendimento, apagam erros passados e purificam o espírito que assim vai, encarnação após encarnação, libertando-se das imperfeições da matéria.

      Cel: aqui é novamente necessário raciocinar: nós somos criados "sem" imperfeições; pela doutrina "não" existe retrocesso moral; contudo, tornamo-nos possuidores das mais abjetas imperfeições; como entender isso? E imperfeições tão monstruosas, das quais, para delas nos livrar, temos de, inexoravelmente, sofrer sofrimentos desesperadores e insuportáveis, certo? Como devemos entender isso?

      Amigo: Obviamente, as almas possuem a faculdade de se melhorarem sem as dores e dificuldades infligidas na encarnação, isto quando despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da reforma íntima e amor ao próximo.

      Cel: aqui é preciso perguntar: se há almas que se melhoram intimamente sem ter de passar pelos sofrimentos infligidos na reencarnação, porq é q muitos outros têm de passar por tais sofrimentos? Porq é q uns despertam para uma nova consciência de trabalho em prol da sua reforma íntima, e outros não? De onde vem essa tão grande desigualdade?

      Amigo: Entretanto, é sabido que muitos desses espíritos ainda relutam em se despojar dos vícios e das más inclinações. Endurecidos e cegos pelo egoísmo e pela vaidade, não conseguem se libertar dos sentimentos que aviltam o homem e, por isso, carecem da expiação terrena para compreenderem melhor os desígnios de Deus.

      Cel: tenho de fazer novas perguntas: muitos relutam; e os demais, porq não relutam? Porq uns são endurecidos e cegos pelo egoismo e vaidade, e outros não? Porq uns conseguem se libertar de seus vícios e sentimentos aviltantes e outros, não? Tem de haver uma explicação para isso, para essa enorme desigualdade q leva, os primeiros, ao caminho do bem e, em consequência, à felicidade, e os outros, ao caminho do mal e, em consequência, à extremas infelicidades. Quem sabe explicar qual é a causa dessa desigualdade? Se todos somos iguais, no princípio, porq nos tornamos tão profundamente desiguais?   

      Amigo: A expiação é, assim, a alavanca que move o espírito estacionário ao caminho da perfeição.

      Cel: novamente aqui se afirma q o plano criado por Deus, para a evolução dos espíritos, tem como método mais eficiente o fazer sofrer! È isso mesmo, o Infinito Amor nos faz, obrigatoriamente, sofrer?!

      Amigo: afirma Joana de Ângelis, q são expiações: a loucura, idiotice, aleijões com falta de membros, e outros defeitos físicos e morais; q essas coisas são as lições q Deus nos dá para q deixemos o caminho do mal e que reencarnarmos pela necessidade de passar por todo esse sofrimento para aprender!

      Cel: novamente, aí está a afirmação de q o processo divino para a evolução é fazer sofrer! Será mesmo?! Esse é o Deus de Infinito Amor? O Infinito Amor faz sofrerem seus filhos?!

      Amigo: Todos os nossos sofrimentos, por mais cruéis q sejam, resultam de imperfeições que adquirimos nas reencarnações.

      Cel: novas questões: se não éramos imperfeitos; o q é q faz q nos tornemos tão imperfeitos?! E isso não significa retrocesso moral? E como é q adquirimos imperfeições nas reencarnações se a finalidade das reencarnações é fazer q nos libertemos das imperfeições? É na própria escola para onde viemos aprender a nos livrar das imperfeições, q aprendemos a nos prender a elas!!

      Amigo: A dor é necessária pois é uma alavanca para que possamos evoluir. Ela acaba por ser o nosso alarme. Se estamos sofrendo, temos que mudar, não é? Acabamos por reflectir, por parar e pensar...algo que muitos se recusam a fazer, não saindo do mesmo lugar, cometendo sucessivamente os mesmos erros. dolorosas, que nos vão fazer refletir, e dar oportunidade de voltarmos ao nosso caminho. Um espirito irmão disse: "As tribulações são dadas por Deus para aquele q tem um passado delituoso para que, por elas, receba o merecido castigo..."

      Cel: qto a primeira parte do comentário acima, concordo com o amigo; a dor pode nos fazer parar e refletir; mas porq essa reflexão fará alguém concluir, ou mesmo só pensar, q está sofrendo porq fez outros sofrerem? Não entendo! E, novamente acima o amigo se refere à enorme desigualdade entre os homens: uns, se estão sofrendo, param e refletem sobre o porq de estarem sofrendo; outros, mesmo estando sofrendo, se recusam a parar e não refletem! De onde surgiram pensamentos e decisões tão diferentes se todos éramos iguais?
......................................     
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Março de 2013, 08:03
Amigo Coronel, embora o agora seja o momento mais importante, é preciso que se atenha para o passado e o futuro também.

Tudo que o amigos diz são sofrimentos reais e dolorosíssimos, porém, o desespero constante não é justificável ao espírita que sabe as razões pelas quais sofre. Entristecer-se, retrair-se, são atitudes perfeitamente normais, mas é preciso que se saiba que tudo que é material é transitório. (dores, estupros, fome, frio, privacões e etc)

E o que é o sofrimento? Qual o maior? Quem garante que uma mãe estuprada causa mais sofrimento a um homem do que a falta de um doce para uma crianca?... como medir o sofrimento alheio?... qual a pior dor física ou moral?...

Penso que a pior dor é a não aceitacão da dor, é o desespero de quem sofre sem saber por que. Mas o espírita?!... fingimos que não sabemos, mas lá no fundo a intuicão nos diz o porquê, e este, segundo os Espíritos superiores deve ser justo.

Quando se estaciona na dor perde-se a visão do todo, prendemo-nos no momento, no instante dor. Assim como o trabalhador que reclama da fadiga do suor porque só se lembra da agonia esquecendo-se da nobreza do trabalho, do exercício da inteligência e do salário no fim do mês.

A natureza íntima de Deus, assim como o início, a criacão dos Espíritos são ainda insondáveis a nós, só sabemos o famoso "simples e desprovidos de saber".

Abracos.

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Março de 2013, 08:35
Vejo que apos tres anos não foi consultado o LE na questão que trata de expiações. Para a maioria expiação é passar por algo obscuro, ligado a antigas vivencias, mas não é o que nos informa o LE na questão 132:

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

Comentario de Kardec - A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma
ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.


Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternancias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternancias da vida até alcancar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.

E isto acontece inumeras vezes ao dia com todos nós. Se alguem que se considera 'bonito' for chamado de 'feio', isto é uma expiação gerada por uma vicissitude e ele terá a oportunidade de sofrer ou não por isto... Apenas isto...

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Março de 2013, 08:50
[...]

Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternancias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternancias da vida até alcancar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.

[...]



Soa estranho... tipo, água morna, quase fria.

Abracos.






Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Março de 2013, 15:35
Olá amigo Marcos

Citar
Penso que a pior dor é a não aceitacão da dor, é o desespero de quem sofre sem saber por que. Mas o espírita?!... fingimos que não sabemos, mas lá no fundo a intuicão nos diz o porquê, e este, segundo os Espíritos superiores deve ser justo.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-ceu-e-o-inferno/prova-e-expiacao-qual-a-diferenca/45/#ixzz2OBOvvLE8

Nós não podemos deixar de aceitar a dor, por definição de dor. Quando temos dor o mais normal é tentarmos anulá-la, de qualquer forma. Não aceitá-la (só os masoquistas aceitam e gostam da dor). Na perspectiva da dor física até é normal tomar um analgésico. É esse o nosso impulso natural, animal. Podemos conformar-nos também, mas só se não podemos fazer nada é que isso faz sentido.

O ideal é descobrir as causas da dor, para a eliminar de vez. Isso é que é inteligência. Isso é que a resolução espiritual do problema. Caso contrário ficamos viciados em analgésicos em vez de resolver o problema que causa a dor.

Essa da justificação da dor, alegando que é uma pena de uma encarnação anterior é um analgésico mental. É falsa e perigosa, enganosa! Estamos a dizer à pessoa que não há problema nenhum com ela, actualmente. Apenas com o passado dela. Assim, ela não sente o orgulho ferido por estar a sofrer aquilo e haver outros que não estão (e é aí que está o consolo...Se é que isso é um consolo...[?] O facto de as pessoas que estão ao meu lado terem dores não me consola... O que me consolaria é que a minha dor passasse, não que fosse igual para todos. O ideal era ninguém ter dores, e não que todos tivessem iguais dores, não?).   

Essa da justificação da dor, alegando que é uma pena de uma encarnação anterior também é dizer que não pode fazer nada em relação às causas do problema. E é aí que está o busílis. Se a dor tem origem num mal que já vem de encarnações anteriores, é porque o problema ficou por resolver nas mesmas. Mas isso não interessa, o que interessa é que a causa da dor persiste. Se ela persiste, o problema tem de ser resolvido nesta encarnação, pois nas outras anteriores já não dá. A dor indica que há algo errado em nós, no presente. Do passado nada diz.

É a velha confusão de justiça com vingança da vitima, de justiça com castigo, que leva as pessoas a pensar nessa história da pena de Talião de encarnação para encarnação. Quando dizemos que Deus é justo queremos dizer que as leis da natureza, tanto no que se refere à natureza material como à espiritual, são iguais para todos. Ninguém é privilegiado nem ninguém é prejudicado em relação a outrem. Não há excepções, nem milagres, Deus é imparcial. As regras do jogo são iguais para todos, sem excepção.

Todos queremos que todos evoluam o melhor e o mais rápido possivel. O mal dos outros não deve ser consolação para ninguém, nem o daqueles que nos fizeram mal a nós, a não ser que não nos amemos e não nos consideremos espiritos iguais uns aos outros, mas privilegiados... E não nos amamos uns aos outros, efectivamente.  Está aqui identificada a maior causa de dor da humanidade. Se nos amassemos uns aos outros e nos considerássemos todos espiritos iguais, perante Deus, e perante os homens, o mundo tinha muito menos dor do que tem...

bem haja 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Março de 2013, 15:47
[...]
Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternancias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternancias da vida até alcancar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.
[...]

Soa estranho... tipo, água morna, quase fria.

Hehehe....

É por isto que a imagem do inferno é sempre quente, alias bem quente... Porque quem não alcança a equanimidade esta sempre 'fervendo', tanto faz para qual lado...

E é por isto que a imagem dos santos é sempre suave, 'fria', sem qualquer calor....

Abraço,
Anton


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Março de 2013, 16:00
Gente,

Não confundam 'dor' com 'sofrimento' nem 'prazer' com 'felicidade'....

Tanto a dor como o prazer todos sentem, mas sofre quem deseja sofrer e é feliz quem se liberta de todas as paixões....

Anton


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Carlos Cmz em 21 de Março de 2013, 17:22
[...]
Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternancias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternancias da vida até alcancar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.
[...]

Excelente definição!
Obrigado por compartilhar.

Edit: Um colega do fórum está fazendo um excelente trabalho, e, inclusive, postou um tópico aqui sobre isso:
http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/audio-livro-dialogo-com-os-espiritos-entrevistando-guias/

Recomendo muitíssimo a todos!
Em especial os vídeos 19/20/21 que tem muito a ver com o tema do tópico.
Mas, recomendo que assistam/ouçam todos os vídeos/aúdios, não irão se decepcionar.

Aqui é o link direto do site: http://dialogocomosespiritos.weebly.com/

abç!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Março de 2013, 23:06
[...]
Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternancias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternancias da vida até alcancar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.
[...]

Soa estranho... tipo, água morna, quase fria.

Hehehe....

É por isto que a imagem do inferno é sempre quente, alias bem quente... Porque quem não alcança a equanimidade esta sempre 'fervendo', tanto faz para qual lado...

E é por isto que a imagem dos santos é sempre suave, 'fria', sem qualquer calor....

Abraço,
Anton





Vê-se mais frieza em mosteiros onde o amor não entra. Só há lugar para a contemplacão. Nem vejo grandes homens frios, mas, ao contrário, entusiastas, sabendo o que querem. Seria frieza a sensacão que Jesus despertou ao convidar os pescadores?

Abracos.

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Março de 2013, 23:56
O amigo ainda confunde as paixões humanas com o amor verdadeiro. E são duas coisas absolutamente distintas.

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 07 de Abril de 2013, 06:53
           
      Amigos,               (ref msg #49, do Marcos W)

      Meus amigos, é evidente q temos de compreender a doutrina q professamos. Assim, temos de raciocinar. Nessa intenção de ter uma “fé raciocinada”, coloco, a seguir, algumas  considerações suscitadas pela msg do Marcos.
............................
      Cel: meu amigo Marcos, o q eu disse não é a realidade da vida?! Veja q não exagerei um grão de poeira sequer. Devemos esconder a realidade de como é o mundo?

      E veja q não há, aí, nenhum “desespero constante”; há apenas a constatação de como as coisas são, de como o Supremo Amor, conforme as doutrinas, se manifesta para suas criaturas através de padecimentos e lágrimas, doenças e aleijões, embora trazendo a consolação, não aceita por tantos, q lá, daqui a milhões de anos, nos acena a felicidade!

       Será q o supremo amor e a suprema sabedoria nos criaram tão néscios q só aprendemos q devemos evoluir, à força de chicotadas? Que Deus nos dotou de mente tão bronca pois, para caminhar, só o fazemos se empurrados pela dor?!

      Marcos: Tudo que o amigo diz são sofrimentos reais e dolorosíssimos, porém, o desespero constante não é justificável ao espírita que sabe as razões pelas quais sofre.

      Cel: jovem Marcos, e quais são as razões pelas quais, vc, eu os humanos e não humanos, todos sofrem? Se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como o efeito o fato de, obrigatoriamente, termos de sofrer? Se não há dor, não há evolução? Quem poderá dar uma explicação?!

      Marcos: Entristecer-se, retrair-se, são atitudes perfeitamente normais, mas é preciso que se saiba que tudo que é material é transitório. (dores, estupros, fome, frio, privações e etc)

      Cel: estranho o q vc disse acima, e que muitos também dizem: q, se seremos felizes, talvez daqui a milhões de anos, para que nos preocuparmos agora, porq nos nasceu um filhinho sem membros ou cego ou idiota? Ou porq a mãe ou a filha, a esposa se dedica a assassinar crianças para lucrar com a venda de órgãos? Se seus órgãos e ossos são esmigalhados agora, num acidente, vc pensará: “tudo bem! Num futuro incerto serei feliz e pronto!”? É isso mesmo? Para q nos preocuparmos com cânceres, com ver a pequena filhinha sofrer na mão de estupradores, ou porq ela é uma traficante ou escravizada pelas drogas... etc? É assim q vc pensa, meu amigo? 

      Será q essas terríveis desgraças estão mesmo listadas entre as penalidades expiatórias da lei de causa e efeito, sofrimentos desesperadores q Deus criou para nós? Deus nos preparou um processo evolutivo no qual, obrigatoriamente, temos de passar por dores e lágrimas?  Viemos à escola deste mundo, obrigatoriamente destinados a sofrer, pois o Criador, propositadamente, criou um programa de ensino no qual a evolução só acontece, se acontecerem padecimentos?! Onde estará o Amor, que criou seus filhos destinados a dores cruéis? Onde estará a Sabedoria, q criou seres dotados de mente tão estúpida, fechada, q só compreendem o q lhes ensina a linguagem de terríveis sofrimentos? É só nos trazendo tortura e desespero q Deus nos ensina a amar? O sofredor aprenderá a amar, se as desgraças da vida caírem sobre ele? Ou aprenderá a odiar, a se revoltar, a descrer de tudo?

      Marcos: E o que é o sofrimento? Qual o maior? Quem garante que uma mãe estuprada causa mais sofrimento a um homem do que a falta de um doce para uma crianca?... como medir o sofrimento alheio?... qual a pior dor física ou moral?...

      Cel: meu jovem, não estamos medindo sofrimentos, nem comparando esta dor com aquela! Estamos apenas falando de dores, q tenham o “tamanho” q tiverem, fazem sofrer! Uma simples dor-de-dente, ou uma dor de um tumor nos rins são exatamente dores, e dores obrigatórias, se queremos progredir(!!!). Estamos falando de dores quaisquer q sejam e q, conforme as doutrinas e religiões, o Criador de suprema misericórdia por elas nos força a passar.

      Marcos: Penso que a pior dor é a não aceitacão da dor, é o desespero de quem sofre sem saber por que. Mas o espírita?!... fingimos que não sabemos, mas lá no fundo a intuicão nos diz o porquê, e este, segundo os Espíritos superiores deve ser justo.

      Cel: é evidente q, não a aceitação da dor, mas a capacidade de evitá-la é melhor do que sofrê-la. Mas, porq é q vc sofre agora? O que lhe diz sua intuição a respeito? Se vc disser q sofre porq cometeu maldades no passado, porq as cometeu? Vc, por sua livre vontade, refletiu, pesou as terríveis conseqüências de cometer o mal e, depois de muito refletir, decidiu escolher enfrentar a Lei do Todo Poderoso? De caso pensado? Ou foi por ignorância? Porq usou seu livre-arbítrio para escolher praticar o mal, se podia usá-lo para escolher praticar o bem? Tente explicar, não para mim, mas para vc mesmo, porq fez tantos absurdos e agora diz q tem de pagar por eles? Porq não escolheu fazer a coisa correta, se podia escolher?! Afinal, meu jovem, será q existe alguém, um indivíduo só q seja q, estando com sua mente sã, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?!  Concorda? Só escolhe sofrer, ser infeliz o dementado, o desequilibrado mentalmente, o totalmente ignorante, certo? Mas esses são irresponsáveis e, portanto, a Lei não cairá sobre eles com suas terríveis penalidades! 

      Meu jovem, o q sua intuição lhe diz? Porq vc sofre?
.............................................




Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 07 de Abril de 2013, 23:16
      Vitor Santos   (ref #52)

      Vitor (ao Marcos):... Podemos conformar-nos também (com a dor), mas só se não podemos fazer nada é que isso faz sentido.

      Cel: amigo Vitor, discordo do “podemos nos conformar com a dor”; talvez não seja esse o sentido q vc quis dar a sua mensagem, mas quem é q se conforma com dores extremas, dessas q a própria doutrina classifica como torturantes e q, a quem as sofre, podem se assemelhar a dores eternas? Quem, pelo fato de “não poder fazer nada a respeito”, se conforma com o câncer de seu filhinho ou, mais simples ainda, com a dor de uma “simples” pulpite, ou com alguém lhe destruir todas as esperanças, ou levar tudo q amealhou, com o suor de uma vida inteira para, num futuro cheio de incertezas, alimentar seus queridos?

      Vitor: O ideal é descobrir as causas da dor, para a eliminar de vez. Isso é que é inteligência. Isso é que a resolução espiritual do problema. Caso contrário ficamos viciados em analgésicos em vez de resolver o problema que causa a dor.

      Cel: concordo com o amigo, especificamente qdo diz q “o ideal é descobrir as causas da dor”. Mas, não estamos nos referindo a dores q analgésicos curam; estamos falando de simplesmente “dores” (de expiações), q atormentam e fazem a criatura de Deus chorar; dores que, conforme as doutrinas, o remédio não é sedar para aliviá-las mas, obrigatoriamente, pagar com sofrimentos, muitas vezes insuportáveis, pelas faltas cometidas, que é o que ensinam as doutrinas.

      Vitor: Essa da justificação da dor, alegando que é uma pena de uma encarnação anterior é um analgésico mental. É falsa e perigosa, enganosa! Estamos a dizer à pessoa que não há problema nenhum com ela, actualmente. Apenas com o passado dela. Assim, ela não sente o orgulho ferido por estar a sofrer aquilo e haver outros que não estão (e é aí que está o consolo...Se é que isso é um consolo...[?]

      Cel: não entendi o “assim ela não sente o orgulho ferido”? Para as pessoas q sofrem é bom q sintam também o “orgulho ferido”?! É bom que sofram mais do q estão sofrendo? Existe alguma vantagem ou ganho em se sentir o orgulho ferido, ou isso é apenas mais "um outro castigo” a se somar ao castigo de sentir as dores?

       Vitor: O facto de as pessoas que estão ao meu lado terem dores não me consola... O que me consolaria é que a minha dor passasse, não que fosse igual para todos. O ideal era ninguém ter dores, e não que todos tivessem iguais dores, não?   

      Cel: meu amigo, todas as dores, todos os problemas se resumem num só q, solucionado, soluciona todos os outros. Dores, conflitos, crimes, enfermidades dolorosas, ignorância, interpretações equivocadas, a prática do mal, o remorso, o orgulho, o egoísmo, medos são, apenas, sintomas de uma mesma doença; sua causa é uma única causa: o não conhecer a verdade q liberta. Conhecida a verdade, tudo q consideramos coisas “negativas”, de que espécie forem, se esboroam.

      Vitor:... o que interessa é que a causa da dor persiste... A dor indica que há algo errado em nós, no presente. 

      Cel: é isso! E o q interessa ainda mais profundamente é descobrir e se conscientizar, não tanto de como resolver o problema da dor que neste presente sentimos, mas de descobrir qual é a causa da dor, para que, agindo sobre a causa, evitemos q ela se repita.

      E conhecer a causa da doença não é tão difícil como imaginamos; é trbalhoso e demorado e exige forte determinação. O q nos atrasa em descobri-la são os preconceitos, o fato de acreditarmos q a nossa crença é a única certa, q ela contém toda a verdade, ou a maior parte dela. Nossa atenção está voltada somente para ela, e deixamos de conhecer coisas de significativa importância para a emancipação do espírito. Como só confiamos em nossa crença, deixamos até mesmo de atender a um sábio conselho de todos aqueles q raciocinam um pouco, e q está na codificação (LM, cap 3, item 35), repetição mais detalhada do conselho de Paulo: “Estudai de tudo, e guardai o que for bom!”.
............................................       
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 09 de Abril de 2013, 18:33
      Anton    (ref #54)


      Olá, caro amigo, peço-lhe q seja mais claro.

      Anton disse: Não confundam 'dor' com 'sofrimento' nem 'prazer' com 'felicidade'....
     

      Cel: meu amigo, e qual será nossa vantagem de não confundir “dor” com “sofrimento" e “prazer" com "felicidade”? Deixaremos de sofrer? Pois q dor pode resultar em sofrimento e prazer em felicidade, mesmo q passageiros, ou estou enganado? O amigo pode esclarecer sobre isso para quem, como eu, não está entendendo?

      Anton: Tanto a dor como o prazer todos sentem, mas sofre quem deseja sofrer e é feliz quem se liberta de todas as paixões...

      Cel: meu jovem, isso é outra coisa q o amigo repete, mas q sempre me parece q está faltando alguma explicação: “sofre quem deseja sofrer”. O amigo considera como sendo nada mais que uma multidão de imbecis todos esses q estão sofrendo no mundo, sofrimentos de todas as naturezas, torturantes, desesperadores, insuportáveis? Quer dizer q vc considera q nada mais é do q uma idiota aquela mãe q se desespera ao ver, em seus braços, o pequeno filhinho agonizando com o corpo retorcido de dores sem fim... ? Quer dizer com isso, q vc não sofrerá se neste momento ficar cego, ou tiver órgãos e ossos esmigalhados, ou perder as pernas, num acidente?! É isso, Anton? Vc com uma simples dor de pulpite, só sofre se quiser sofrer?! Ensine-nos a como fazer isso q, embora pareça q vc saiba, não ensina a ninguém; olhe o mundo chorando e se lamentando e muitos nem mais suportando a vida, pois não sabem, ninguém lhe ensinou, como deixar de sofrer simplesmente pelo querer!   

      Então, isso que vemos no mundo é q todos esses q sofrem terrivelmente, estão sofrendo porque querem estar sofrendo? Seja mais claro, meu amigo. Todos os q lêem suas msgs devem ficar perplexos com essas suas afirmações.

      Há, é vidente, quem não sofre por nada, mas esse é doente, anormal, ou já aprendeu a não sofrer, mas aí não entra a questão de querer ou não querer.

      Essa é uma condição a q podemos chegar; não sofrer; podemos até mesmo chamar de ignorantes, aqueles q sofrem, mas nunca de q estão sofrendo porq querem sofrer.

      O amigo também várias vezes repete: “quem quiser pode se libertar de todas as paixões”. É provável q vc consiga, mas “quem quiser”!!!

      E aqueles q, injustamente, estão nas prisões, os q vivem dos restos dos lixões, ou sob aquela ponte, sujos, famintos, com frio, com dores; os que lhes faltam membros, ou os olhos, ou que tem um tumor no cérebro, ou q se julga perseguido por inimigos imaginários; a mãe q tem em seus braços o filhinho agonizando sob dores sem fim, só sofrem se quiserem sofrer! Ou sofre quem não sabe ainda como fazer para deixar de sofrer?

      E aquele q deseja punir quem lhe estuprou a pena filhinha? Aquele cujos hormonios, em grande quantidade o fazem agir impensadamente, praticando absurdos, aqueles q não suportam a perda dos entes mais queridos? Aqueles q não conseguem abandonar seus vícios, ou paixões, podem podem abandona-las toda pelo seu simples querer?
.......................................
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 01 de Maio de 2013, 18:12
      Anton    (ref #50, de )

      Amigo Anton, me permita usar sua msg para formular algumas questões.
 
     Anton trouxe texto de OLE:

     Texto: LE/132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Resp: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação”.

      Cel: isso significa que o plano criado, para nós, por quem é, como a doutrina afirma, “soberano Amor”, tem, como método mais eficiente, o fazer sofrer cruelmente aqueles q Ele mesmo criou?! Será isso mesmo? Tem de, forçosamente, nos fazer padecer as torturantes "vicissitudes" da vida, já q nos dotou de mentes tão estúpidas, q só passando por sofrimentos cruéis é que vamos entender q devemos abandonar o mal para chegar à perfeição?!

      Pois esse plano é baseado em nos fazer passar, obrigatoriamente, pelos altos e baixos da vida, do que nos resultam misérias, desgraças e dores sem fim, e q podem, para nós, resultar em multiplicadas encarnações dolorosas a se estenderem por até milhões de anos e, até mesmo, a se assemelharem a sentenças eternas, como diz a doutrina! Que somente assim, nós, os filhos daquele que é Perfeito, aprendemos: à força de chicotadas?!

      É essa a interpretação q devemos fazer do q diz OLE? Que o Supremo Amor faz suas criaturas evoluírem somente através de crueldades assustadoras? Que a Suprema Inteligência faz mentes tão imbecis (no sentido de tão ignorantes) para q, somente à força de ingentes sofrimentos, percebam o q devem fazer?! Que a Infinita Perfeição produz seres tão imperfeitos q se inclinarão às mais monstruosas Imperfeições, e que Ele desde sempre soube q os criava para esse destino repleto das mais monstruosas imperfeições?! Será essa uma interpretação correta do que seja Deus?

     Texto: Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação.

      Cel: fato q mostra que a doutrina afirma q, ou Deus não conhece o futuro, ou q elaborou um plano imperfeito para as encarnações, pois aqueles q Ele planeja, “desenha”, cria, porq deles necessita para suportarem a parte q lhes toca na obra da criação, são os q mais a desarmonizam e destroem! Deus teria, com certeza, ficado frustrado e arrependido (se suscetivel a tais sentimentos) ao perceber q aqueles q ele criou (e continua criando) para o auxiliarem para a boa marcha do universo são exatamente os q mais a perturbam, com desarmonizações sem conta. Como entender isso?

      Alguma coisa não estará equivocada nessas interpretações? Deus, sendo o Todo Poderoso, precisa de auxiliares sem os quais o universo não terá a marcha q deve ter? Será verdade q a perfeita Sabedoria cria para q, no futuro, suas criaturas, sofrendo e gozando e praticando os atos mais absurdos, o possam auxiliar, desde q já tenham deixado de ser possuidoras de mentes imbecis?

      Texto: “Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

      Cel: como também diz a doutrina, as desigualdades nos levam ao caminho da bondade, da humildade, à caridade e, conseqüentemente, à felicidade; mas também, é evidente, nos levam ao caminho da maldade, do orgulho e do egoísmo e, conseqüentemente, a expiações dolorosas q, como colocado acima, podem ser consideradas castigos eternos, por aqueles q as sofrem. Não estará aí a causa das desigualdades entre os homens? Nas desiguais missões q o Criador lhes confere?

      Pois, sem dúvida, se a espíritos iguais (como diz OLE q são no ato da criação) fossem dadas missões iguais, não haveria desigualdades; todos a elas reagiriam igualmente. Onde, então, ou o q é q dá nascimento às gigantescas desigualdades entre todos nós, desfazendo a perfeita igualdade inicial, levando uns para o bem, e conseqüente felicidade, e outros para monstruosas imperfeições e, em conseqüência, para as mais extremas infelicidades, senão nas diferentes "missões" q Deus dá a cada um de nós, como diz a doutrina?

       Anton: Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternâncias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternâncias da vida até alcançar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.

      Cel: para melhor entender pergunto: se as vicissitudes da vida são os cânceres, nossos e de nossos queridos, as deformações físicas monstruosas, deformações mentais, cometer ou sofrer crimes hediondos, ver seus filhos injustiçados e humilhados, sua filhinha vítima de estupro, ou dementada, escrava das drogas, essas coisas não são boas nem más!?!

      Se são essas as vicissitudes, devemos entender q essas misérias não são nem boas nem má?! E que Aquele q é Justiça e Misericórdia, perfeita Sabedoria, só consegue nos levar à perfeição se, por Sua lei amorosa, nos obrigar a passar por todos esses horrores q o mundo nos apresenta todos os dias? É o passar por sofrimentos que nos leva a alcançar a equanimidade? Esse é o plano de Deus para q suas crias atinjam esse objetivo? Se o espírito não passar pelas vicissitudes, q para os encarnados significam torturas insuportáveis, não chegará ao ideal de equanimidade?

      E devemos acreditar q o Psicólogo universal entende q o fazer sofrer de modo desesperador ensina alguém a amar os semelhantes? Ou ensina a odiar a vida e ao Criador da vida?
...................................


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2013, 19:06
      Anton    (ref #54)

      Olá, caro amigo, peço-lhe q seja mais claro.

      Anton disse: Não confundam 'dor' com 'sofrimento' nem 'prazer' com 'felicidade'....   

      Cel: meu amigo, e qual será nossa vantagem de não confundir “dor” com “sofrimento" e “prazer" com "felicidade”? Deixaremos de sofrer? Pois q dor pode resultar em sofrimento e prazer em felicidade, mesmo q passageiros, ou estou enganado? O amigo pode esclarecer sobre isso para quem, como eu, não está entendendo?

      Anton: Tanto a dor como o prazer todos sentem, mas sofre quem deseja sofrer e é feliz quem se liberta de todas as paixões...

      Cel: meu jovem, isso é outra coisa q o amigo repete, mas q sempre me parece q está faltando alguma explicação: “sofre quem deseja sofrer”. O amigo considera como sendo nada mais que uma multidão de imbecis todos esses q estão sofrendo no mundo, sofrimentos de todas as naturezas, torturantes, desesperadores, insuportáveis? Quer dizer q vc considera q nada mais é do q uma idiota aquela mãe q se desespera ao ver, em seus braços, o pequeno filhinho agonizando com o corpo retorcido de dores sem fim... ? Quer dizer com isso, q vc não sofrerá se neste momento ficar cego, ou tiver órgãos e ossos esmigalhados, ou perder as pernas, num acidente?! É isso, Anton? Vc com uma simples dor de pulpite, só sofre se quiser sofrer?! Ensine-nos a como fazer isso q, embora pareça q vc saiba, não ensina a ninguém; olhe o mundo chorando e se lamentando e muitos nem mais suportando a vida, pois não sabem, ninguém lhe ensinou, como deixar de sofrer simplesmente pelo querer!   

      Então, isso que vemos no mundo é q todos esses q sofrem terrivelmente, estão sofrendo porque querem estar sofrendo? Seja mais claro, meu amigo. Todos os q lêem suas msgs devem ficar perplexos com essas suas afirmações.

      Há, é vidente, quem não sofre por nada, mas esse é doente, anormal, ou já aprendeu a não sofrer, mas aí não entra a questão de querer ou não querer.

      Essa é uma condição a q podemos chegar; não sofrer; podemos até mesmo chamar de ignorantes, aqueles q sofrem, mas nunca de q estão sofrendo porq querem sofrer.

      O amigo também várias vezes repete: “quem quiser pode se libertar de todas as paixões”. É provável q vc consiga, mas “quem quiser”!!!

      E aqueles q, injustamente, estão nas prisões, os q vivem dos restos dos lixões, ou sob aquela ponte, sujos, famintos, com frio, com dores; os que lhes faltam membros, ou os olhos, ou que tem um tumor no cérebro, ou q se julga perseguido por inimigos imaginários; a mãe q tem em seus braços o filhinho agonizando sob dores sem fim, só sofrem se quiserem sofrer! Ou sofre quem não sabe ainda como fazer para deixar de sofrer?

      E aquele q deseja punir quem lhe estuprou a pena filhinha? Aquele cujos hormonios, em grande quantidade o fazem agir impensadamente, praticando absurdos, aqueles q não suportam a perda dos entes mais queridos? Aqueles q não conseguem abandonar seus vícios, ou paixões, podem podem abandona-las toda pelo seu simples querer?
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Amigo Coronel,

Sofre quem esta "apaixonado" pelo personagem que vivencia, ou se preferir, pelo ego, ou se preferir pelo "ser humano" que pensa ser. No entanto não somos "seres humanos", somos espíritos e a vivencia humana (os sentimentos humanos) serve unicamente de prova para nos, espiritos. E isto nada tem a ver com Deus ou com todos os santos, apenas nós fomos responsáveis pela escolha das provas e se Deus as concede será sempre por amor e devemos recebe-las sempre com  amor.

Portanto para não sofrer basta não apaixonar-se pelo personagem. A proposito ninguem esta 'injustamente' em situação alguma porque no universo do Pai não existem injustiças. O 'injustamente' é criação da mente humana apaixonada por si mesma, mas para o espírito é o cumprimento de algo que ele mesmo solicitou.

Anton

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Maio de 2013, 19:26
      Anton    (ref #50, de )

      Amigo Anton, me permita usar sua msg para formular algumas questões.
 
     Anton trouxe texto de OLE:

     Texto: LE/132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Resp: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação”.

      Cel: isso significa que o plano criado, para nós, por quem é, como a doutrina afirma, “soberano Amor”, tem, como método mais eficiente, o fazer sofrer cruelmente aqueles q Ele mesmo criou?! Será isso mesmo? Tem de, forçosamente, nos fazer padecer as torturantes "vicissitudes" da vida, já q nos dotou de mentes tão estúpidas, q só passando por sofrimentos cruéis é que vamos entender q devemos abandonar o mal para chegar à perfeição?!

Vicissitude nada tem de torturante ou de crueldade. Vicissitude é apenas a alternancia entre as situações. Sentir-se rico ou pobre. Saudavel ou doente. Amado ou odiado. Apenas isto. E expiação consiste em passar por estes altos e baixos sem perder a equanimidade ou equilibrio interior. Somente isto. Todos os adjetivos que voce agregou são apenas fruto de sua visão "humana" da vida.

Deus criou algum "ser humano"? Que me lembre nenhum, todos foram criados pelos espíritos para passar por provas auto-escolhidas... O "ser humano" é o ego... 

E desde o principio dos tempos, Deus não deixou um so vivinho para nos contar a historia, matou a todos de mil formas diferentes, mas jamais matou a espirito algum. O espírito é criação divina.

Pois esse plano é baseado em nos fazer passar, obrigatoriamente, pelos altos e baixos da vida, do que nos resultam misérias, desgraças e dores sem fim, e q podem, para nós, resultar em multiplicadas encarnações dolorosas a se estenderem por até milhões de anos e, até mesmo, a se assemelharem a sentenças eternas, como diz a doutrina! Que somente assim, nós, os filhos daquele que é Perfeito, aprendemos: à força de chicotadas?!

Mas se o espírito o solicitou, o que Deus vai fazer? Deus é o único espirito do universo que não possui livre arbítrio, ja que o concedeu totalmente ao espirito para que este possa estabelecer as suas provas e seu destino. Ninguem a não ser nos mesmos pode ser acusado de qualquer mal ou qualquer bem que nos faça...

Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação.

      Cel: fato q mostra que a doutrina afirma q, ou Deus não conhece o futuro, ou q elaborou um plano imperfeito para as encarnações, pois aqueles q Ele planeja, “desenha”, cria, porq deles necessita para suportarem a parte q lhes toca na obra da criação, são os q mais a desarmonizam e destroem! Deus teria, com certeza, ficado frustrado e arrependido (se suscetivel a tais sentimentos) ao perceber q aqueles q ele criou (e continua criando) para o auxiliarem para a boa marcha do universo são exatamente os q mais a perturbam, com desarmonizações sem conta. Como entender isso?

Onde a desarmonia? Cada um cumpre a sua parte na obra da criação, sob as ordens de Deus, portanto é um todo harmonico.

E voce conhece o projeto de Deus para o universo para afirmar que os espíritos o perturbam? De onde voce tirou esta pérola?

      Texto: “Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

      Cel: como também diz a doutrina, as desigualdades nos levam ao caminho da bondade, da humildade, à caridade e, conseqüentemente, à felicidade; mas também, é evidente, nos levam ao caminho da maldade, do orgulho e do egoísmo e, conseqüentemente, a expiações dolorosas q, como colocado acima, podem ser consideradas castigos eternos, por aqueles q as sofrem. Não estará aí a causa das desigualdades entre os homens? Nas desiguais missões q o Criador lhes confere?

Cada ser possui o absoluto livre arbítrio moral de criar a realidade moral e sentimental que deseja. O que em nada afeta o universo, afeta apenas a si mesmo.

      Pois, sem dúvida, se a espíritos iguais (como diz OLE q são no ato da criação) fossem dadas missões iguais, não haveria desigualdades; todos a elas reagiriam igualmente. Onde, então, ou o q é q dá nascimento às gigantescas desigualdades entre todos nós, desfazendo a perfeita igualdade inicial, levando uns para o bem, e conseqüente felicidade, e outros para monstruosas imperfeições e, em conseqüência, para as mais extremas infelicidades, senão nas diferentes "missões" q Deus dá a cada um de nós, como diz a doutrina?

A paixão maior ou menor por si mesmo. Os apegos materiais, sentimentais e morais. E como para isto o espírito sempre possui o livre arbítrio, podem variar ao infinito as combinações de sentimentos....

       Anton: Vicissitude não é algo bom ou mal. Tem a acepção de passar por alternâncias, apenas isto. E expiar consiste em passar pelas alternâncias da vida até alcançar-se a equanimidade ou seja, nem sentir prazer por algo 'bom' e nem sofrer por algo 'mau'.

      Cel: para melhor entender pergunto: se as vicissitudes da vida são os cânceres, nossos e de nossos queridos, as deformações físicas monstruosas, deformações mentais, cometer ou sofrer crimes hediondos, ver seus filhos injustiçados e humilhados, sua filhinha vítima de estupro, ou dementada, escrava das drogas, essas coisas não são boas nem más!?!

      Se são essas as vicissitudes, devemos entender q essas misérias não são nem boas nem má?! E que Aquele q é Justiça e Misericórdia, perfeita Sabedoria, só consegue nos levar à perfeição se, por Sua lei amorosa, nos obrigar a passar por todos esses horrores q o mundo nos apresenta todos os dias? É o passar por sofrimentos que nos leva a alcançar a equanimidade? Esse é o plano de Deus para q suas crias atinjam esse objetivo? Se o espírito não passar pelas vicissitudes, q para os encarnados significam torturas insuportáveis, não chegará ao ideal de equanimidade?

Vicissitude tambem é ter saude, beleza fisica, inteligencia brilhante, não sofre crimes, não tomar drogas, ser rico... O amigo somente ve o lado negativo das vicissitudes, mas existem sempre dois lados...

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Conforti em 04 de Maio de 2013, 18:47
      Anton Kiudero      (ref #)

      Antou escreveu: Sofre quem esta "apaixonado" pelo personagem que vivencia, ou se preferir, pelo ego, ou se preferir pelo "ser humano" que pensa ser. No entanto não somos "seres humanos", somos espíritos e a vivencia humana (os sentimentos humanos) serve unicamente de prova para nos, espíritos. E isto nada tem a ver com Deus ou com todos os santos, apenas nós fomos responsáveis pela escolha das provas e se Deus as concede será sempre por amor e devemos recebe-las sempre com  amor.
 
      Cel: certo, meu amigo; minha pergunta foi feita pelo fato de vc sempre dizer q "sofre quem quer sofrer", o que me deixa encafifado pois, vc há de concordar q "sofre quem não sabe como fazer para não sofrer", concorda?

      Anton: Portanto para não sofrer basta não apaixonar-se pelo personagem. A proposito ninguém esta 'injustamente' em situação alguma porque no universo do Pai não existem injustiças. O 'injustamente' é criação da mente humana apaixonada por si mesma, mas para o espírito é o cumprimento de algo que ele mesmo solicitou.

      Cel: é, não há injustiças, como não há justiças, porq não há julgamentos já que não há responsáveis nem culpados. Pois tudo está acontecendo como efeito de uma determinada causa dessa sequência talvez infinita de causas e efeitos q resultam da causa inicial, da causa de todas as causas e de todos os efeitos.
...............................
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Brenno Stoklos em 30 de Maio de 2013, 01:47

Há um trecho do ESE que explica bem essa diferença:

                                          Evangelho Segundo o Espiritismo
                             
                                                       Capítulo V

                                       Causas anteriores das aflições


10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas.

Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. Aquele que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Maio de 2013, 11:19
Olá amigo Brenno

Concordo em parte consigo, embora a frase do ESE ainda tenha um pouco o peso negativo do "pecado" no sentido católico. Os pecados são erros cometidos. Por mais horríveis que possam parecer, são fruto do facto dos espíritos serem aprendizes. Imperfeição deve ser tomada como ignorância, infância espiritual. E não como procedimento voluntária e conscientemente errado, isto é, como se o ser que erra tivesse consciência plena das consequências e opções que tinha, a nível espiritual, isto é, como se a criatura fosse um espírito puro, sábio, que tomou opções erradas deliberadas. A teoria dos anjos caídos não é espirita. Para a doutrina espirita os espíritos são criados simples e ignorantes. Não há aprendiz que não cometa erros no seu percurso para sábio.

A expiação é um remédio, o que significa que não é uma pena para aplicar a um espírito que errou, para vingar as suas vitimas. Mas uma medida destinada a corrigir o próprio. Por consequência a expiação deixa de ter razão de ser quando a correcção se dá, ou quando a "cura" se dá. Não se pode confundir expiação com reparação.

A dor é sempre um aviso de algo que está errado. É um sinal de alarme. Quando temos dores é porque há alguma coisa a corrigir, na nossa vida. Seja a nível físico, seja a nível psicológico. Sem dor a criatura não sabia que tinha um problema para resolver. Não evoluiria. Como a paz do coração é um sinal que vamos no caminho certo.

bem haja
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Maio de 2013, 02:53
Olá amigo Brenno

Concordo em parte consigo, embora a frase do ESE ainda tenha um pouco o peso negativo do "pecado" no sentido católico. Os pecados são erros cometidos. Por mais horríveis que possam parecer, são fruto do facto dos espíritos serem aprendizes. Imperfeição deve ser tomada como ignorância, infância espiritual. E não como procedimento voluntária e conscientemente errado, isto é, como se o ser que erra tivesse consciência plena das consequências e opções que tinha, a nível espiritual, isto é, como se a criatura fosse um espírito puro, sábio, que tomou opções erradas deliberadas. A teoria dos anjos caídos não é espirita. Para a doutrina espirita os espíritos são criados simples e ignorantes. Não há aprendiz que não cometa erros no seu percurso para sábio.

A expiação é um remédio, o que significa que não é uma pena para aplicar a um espírito que errou, para vingar as suas vitimas. Mas uma medida destinada a corrigir o próprio. Por consequência a expiação deixa de ter razão de ser quando a correcção se dá, ou quando a "cura" se dá. Não se pode confundir expiação com reparação.

A dor é sempre um aviso de algo que está errado. É um sinal de alarme. Quando temos dores é porque há alguma coisa a corrigir, na nossa vida. Seja a nível físico, seja a nível psicológico. Sem dor a criatura não sabia que tinha um problema para resolver. Não evoluiria. Como a paz do coração é um sinal que vamos no caminho certo.

bem haja


Nesse caso, amigo Vitor, pensamos da mesma maneira.

O que nos faz praticar o mal (agir em desacordo com as leis Divinas) é justamente o fato de sermos imperfeitos, ignorantes. Por isso não praticamos o mal de forma consciente.
O que nos dará a consciência disso é o sofrermos as consequências (Expiação) desse ato praticado.


Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Maio de 2013, 13:11
Olá amigo Brenno

É verdade, concordamos.

O que eu não acredito é em pensas retroactivas. Se um espírito já se corrigiu realmente, naquilo que errou, já não tem necessidade de suportar penas em encarnações futuras por causa disso.

Também não acredito que doenças sejam consequências ou penas de encarnações anteriores, a não ser que tenham a haver com a genética do corpo de carne que foi escolhido para reencarnar. As doenças são consequências da forma como natureza terrestre se apresenta e da forma como nos expomos a essa natureza.

Há uma certa ideia de que as pessoas que estão mal na vida, estão assim porque são  são penas de encarnações passadas. Eu não acredito nisso. Porque para acreditar nisso, teria de acreditar que os que estão bem são premiados de outras encarnações. E nem sempre as pessoas que estão bem, sobretudo nos aspectos materiais, são pessoas de boa moral.

Este muito tem muita injustiça. Não é justo. Da perspectiva da vida milenar do espírito, no computo das várias encarnações, isso sim, vamos encontrar a justiça.

bem haja 
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Brenno Stoklos em 01 de Junho de 2013, 03:44


Qual a diferença entre expiação e prova?

Expiação é o resgate imposto pela Justiça Divina a espíritos recalcitrantes.
Prova é o resgate escolhido por espíritos conscientes de seus débitos e necessidades.


Como identificar o espírito em expiação?

Geralmente é o indivíduo que não aceita seus sofrimentos, as situações difíceis que enfrenta, rebelando-se. Atravessa a existência a reclamar do peso de sua cruz.


E o espírito em provação?

Podemos identificá-lo como aquele indivíduo que enfrenta as atribulações da existência de forma equilibrada, aceitando-as sem murmúrios e imprecações. Como um aluno que se submete a exame, tenta fazer o melhor, habilitando-se a estágio superior.


É sempre assim?

Nada é definitivo no comportamento humano, já que exercitamos o livre-arbítrio. Um espírito em provação, que fez louváveis planos para a vida presente, pode refugar o que planejou. Da mesma forma, um espírito em expiação pode experimentar um despertamento da consciência, dispondo-se a enfrentar suas dores com dignidade, buscando o melhor.


Miséria é expiação?

Não é a posição social que determina a natureza das experiências vividas pelo espírito. O homem rico pode estar em processo expiatório, caracterizado por graves problemas. Por outro lado, a extrema pobreza pode ser uma opção do espírito em provação, atendendo a imperativos de sua consciência.


O que há em maior quantidade na Terra: espíritos em provação ou em expiação?

A humanidade é composta por uma maioria de espíritos imaturos, sem o necessário discernimento para planejar experiências. Situando-se nos domínios da expiação.


Dois espíritos vivem a mesma situação aflitiva. Nasceram com grave limitação física. Um  está em expiação, outro em provação. O sofrimento é igual para ambos?

Provavelmente aquele que está em provação sofrerá bem  menos. Tendo planejado a deficiência que enfrenta, tenderá a aceitá-la melhor. Isso tornará bem mais leve a sua cruz. Rebeldia, inconformação, revolta, desespero, são pesos adicionais que tornam a jornada humana bem mais sofrida.


Quando a Terra deixará de ser um planeta de expiação e provas?

Quando o homem terrestre deixar de ver no Evangelho um mero repositório de virtudes inacessíveis, elegendo-o por roteiro divino para todas as horas, com a invencível disposição de vivenciar seus princípios em plenitude.

Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Eric Tavares em 22 de Abril de 2016, 20:06
Prova e Expiação:
1- É bem certo que nossas ações no presente formam e constroem nosso futuro, isto é, se nossas ações são boas ou más, nosso futuro será bom ou ruim. Sofremos portanto no futuro as consequências das faltas cometidas no passado, pelos sofrimentos físicos ou morais, seja na vida corpórea, seja no mundo espiritual. Esses sofrimentos portanto constituem a expiação. Essa expiação pode ser buscada e escolhida pelos Espíritos arrependidos, mas também pode ser imposta aos Espíritos muito ignorantes ou relutantes demais para compreender a necessidade de resgatar seus erros.

2 - No entanto, o Espiritismo nunca alegou que todo sofrimento suportado nesse mundo seja necessariamente causa de uma determinada falta do passado, mas também podem ser simples provas facultativamente suportadas pelos Espíritos, para se adiantarem e progredirem mais rapidamente: toda expiação é uma prova, porque também serve como teste, mas nem toda prova é uma expiação. Prova portanto é facultativa e voluntariamente escolhida, e a expiação é sempre compulsória, pois uma hora ou outro o Espirito terá que expiar.

3 - Como então podemos saber se estamos passando por uma prova ou expiação? Pode-se dizer que as expiações são as que normalmente geram reclamações e impelem a revolta contra os desígnios do criador, e as provas são aquelas suportadas resignadamente, por pessoas que parecem nada de mal trazer de suas existências pretéritas, e que pedem sempre a Deus pode-las suportar com a fé e a coragem necessárias. A expiação pode sempre, sem duvida alguma, ser encarada da maneira devida por aqueles que a suportam, mas é indicio de que foi antes pedida e escolhida por um Espirito arrependido do que imposta. Aquele que quer descobrir o que foi no passado sempre o pode estudando a si mesmo, estudando suas tendencias instintivas.

4 - Para analisar portanto as causas de determinado sofrimento suportado nesse mundo devemos analisar três áreas: a existência atual, as existências pretéritas e os períodos entre vidas, que são chamados de erraticidade.
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: lconforjr em 22 de Abril de 2016, 20:59
Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?

      Ref resp #70 em: 22 04 16, às 20:06, de Eric Tavares
     
      Olá Eric, prazer em ter vc aqui conosco.

      Considerando o que vc escreveu, e que a doutrina sabiamente aconselha que sobre ela raciocinemos para entende-la melhor, me permita colocar alguns comentários que poderão servir para nosso raciocínio:

      - Se nossas ações, no presente, constroem nosso futuro, qual é a causa de cometermos tantas ações tão más? Será nosso desejo ter um futuro negro e cheio de sofrimentos para nós mesmos?!

      - e qto ao que fizemos no passado para construirmos este presente tb tão cheio de iniquidades, injustiças, humilhações, egoísmos, afinal, de sofrimentos para nós mesmos, porq o fizemos se com o livre-arbítrio que a doutrina diz que temos, podíamos escolher só fazer ações boas?

      - No seu item 2, vc diz que há tb sofrimentos decorrentes de provas suportadas facultativamente pelos espíritos. Aqui cabe a pergunta: é esse o processo evolutivo criado por Deus, a quem a doutrina confere os atributos de soberano amor, soberana justiça e infinita sabedoria? Aquele que sofre mais evolui mais?!

      - Vc diz tb que os espíritos pedem e suportam provas para se depurar e forçosamente tenho de perguntar: se a expressão “se depurar” significa “se purificar”, quais são as causas de nos termos tornado impuros se, qdo fomos criados, não éramos impuros?

      Me desculpe de, assim que vc pousou aqui, já o encho de perguntas. Isto se deve à necessidade de termos uma “fé raciocinada”.
 
      Seja bem vindo; um abraço!
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Eric Tavares em 27 de Abril de 2016, 02:20
Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?

      Ref resp #70 em: 22 04 16, às 20:06, de Eric Tavares
     
      Olá Eric, prazer em ter vc aqui conosco.

      Considerando o que vc escreveu, e que a doutrina sabiamente aconselha que sobre ela raciocinemos para entende-la melhor, me permita colocar alguns comentários que poderão servir para nosso raciocínio:

      - Se nossas ações, no presente, constroem nosso futuro, qual é a causa de cometermos tantas ações tão más? Será nosso desejo ter um futuro negro e cheio de sofrimentos para nós mesmos?!

      - e qto ao que fizemos no passado para construirmos este presente tb tão cheio de iniquidades, injustiças, humilhações, egoísmos, afinal, de sofrimentos para nós mesmos, porq o fizemos se com o livre-arbítrio que a doutrina diz que temos, podíamos escolher só fazer ações boas?

      - No seu item 2, vc diz que há tb sofrimentos decorrentes de provas suportadas facultativamente pelos espíritos. Aqui cabe a pergunta: é esse o processo evolutivo criado por Deus, a quem a doutrina confere os atributos de soberano amor, soberana justiça e infinita sabedoria? Aquele que sofre mais evolui mais?!

      - Vc diz tb que os espíritos pedem e suportam provas para se depurar e forçosamente tenho de perguntar: se a expressão “se depurar” significa “se purificar”, quais são as causas de nos termos tornado impuros se, qdo fomos criados, não éramos impuros?

      Me desculpe de, assim que vc pousou aqui, já o encho de perguntas. Isto se deve à necessidade de termos uma “fé raciocinada”.
 
      Seja bem vindo; um abraço!

Respondendo sua terceira pergunta: 3 - Não, aquele que mais sofre não é aquele que mais progride. As tribulações e os sofrimentos suportadas na vida corpórea são sem duvida meios necessários ao progresso do Espirito, mesmo por aqueles que seguiram o caminho do bem dês do principio, contudo, quanto menos se desviarem para o caminho do mal e seguirem o caminho do bem, mais rápido e menos penoso será seu trajeto rumo a perfeição espiritual. Quando passarmos para mundos mais avançados, onde não há os sofrimentos que aqui se encontram, não mais necessitaremos das tribulações que aqui se encontram. Aquele que mais progride é aquele que se esforça pra cumprir a lei de Deus (Vide Livro dos Espíritos VII – Progressão dos Espíritos - perguntas 114 - 127 e Finalidade da Encarnação - perguntas 132 - 133).
Título: Re: Prova e Expiação: Qual a diferença?
Enviado por: Eric Tavares em 27 de Abril de 2016, 05:25
Oi Marccello, obrigada pelo inestimável auxílio

Quando vc fala o que se segue:
"...Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensando, se sair vitorioso, quanto mais penosa tiver sido a luta. Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mau de sua precendente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expição as aflições que provocam reclamações e levam o homem à revolta contra Deus..."

Então Jesus é um desses casos, Ele não precisava mas mesmo assim veio para nos ajudar...?! É assim que a DE explica a vinda de Jesus ao planeta? Se estou fugindo do assunto, me fala e desculpa, tá?

Grande abraço e obrigada por partilhar o "pão"
Mizica

Olá amiga, queria responder este teu questionamento. O caso de Jesus não foi uma expiação, nem uma provação: aquele que é perfeito não precisa ser provado. Tanto a prova quanto a expiação são meios de progredir, e Jesus já era um Espirito puro, perfeito, quando encarnou aqui na terra. Jesus veio em missão, enviado diretamente por Deus, para nos auxiliar, ele realmente não precisava daquilo para ganho próprio nenhum.