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CODIFICAÇÃO => O Céu e o Inferno => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 24 de Março de 2015, 10:07

Título: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Março de 2015, 10:07
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.


                     
O Céu e o Inferno: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa



Maltratar as oportunidades é tão só um claro indício de imaturidade.




Pensemos juntos: o Espiritismo tem um caráter educativo. Não apenas porque seu fundador, Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804–1869), depois Allan Kardec, tenha sido um respeitável educador francês, seguidor de Pestalozzi, mas porque o núcleo da filosofia espírita diz respeito a uma proposta de educação do Espírito.




Por esclarecer a ilógica do drama da queda e do pecado, o Espiritismo, respaldado no uso da razão, discorda da jornada humana como uma história de salvação, pois na realidade tudo corre conforme previsto pelo Criador, à medida que a humanidade continua a vivenciar (neste planeta) um processo educativo destinado à perfeição. Neste sentido, o Criador não poderia ter cometido um erro de planejamento grosseiro, não prevendo que as primeiras criaturas iriam, por uma curiosidade natural, desobedecê-Lo. O erro inicial da proibição absurda levaria ao erro final da salvação de poucos, especialmente pela prática da adulação?




Ademais, se lemos o Espiritismo com olhos reflexivos, nele reconhecemos com transparência o parâmetro da liberdade, pois fomos lançados livres no universo e Deus, entendido como Pai, por isso nos permite até mesmo vivenciar estações existenciais sombrias para aprendermos, por conta própria, o valor do bem e das virtudes. Ou seja, em palavras simples, o erro participa naturalmente do existir humano.




O principal ganho desta “autoeducação”, e continuada através de existências sucessivas, está implicado com o experimentar no campo íntimo que o pequeno “eu” por esforço próprio está a vencer o egoísmo, impregnando seu existir com o altruísmo, a principal qualidade a guiar sua prática futura aqui e em outras dimensões da Vida.




Se a caminhada é solidária, a transformação pessoal é uma experiência solitária, vivenciada no âmago de si mesmo. Um olhar para dentro de si, que começa nas sombras dos equívocos das distorções daquele que teme o encontro consigo mesmo até a descoberta que esse é o caminho para o autoconhecimento, a verdade e a libertação.




Ora. É um engodo, portanto, e mesmo para pretender apaziguar temas religiosos discordantes, querer conciliar um Deus de Amor – que zela pela liberdade de seus filhos e filhas – com dogmas que entendam a existência humana presa à tragicidade do pecado, submetendo em consequência o indivíduo ao ambiente das penas do inferno ou de um local aonde ele vá, depois da morte, purgar suas culpas e maldades. Não seria este um Deus do horror e do pavor?




Este ano o livro O Céu e o Inferno comemora 150 anos. Nesta obra Kardec aborda, entre inúmeros temas, céu, purgatório e inferno, afastando, com o uso da razão, a existência das penas eternas ou de um local “fixo” para o ser humano, após a morte, purgar as suas culpas, não aludindo, portanto, ao cenário dantesco.




Não. Kardec, esclarecido, tanto assegura a inexistência das penas eternas, como, apoiado na falange do Espírito de Verdade, substitui os conceitos pagãos e católicos, equivocados, pela ideia de evolução contínua pela reencarnação.




Graças, então, à prática realizada através das existências sucessivas, é sabido que o ser humano adentra de novo a “estação corpórea”, para pôr em prática seu processo autoeducativo e, ao mesmo tempo, se for necessário, purgar seus erros infelizes do passado.




Contudo, todo ser humano, sem exceção, sempre é genuinamente assistido pela Misericórdia, inspirado pelas boas presenças que assistem à sua passagem na Terra, local no qual lhe é dada a oportunidade de bem viver e desenvolver-se rumo à beleza e ao bem que estruturam os grandes Espíritos, tal como Jesus, o autêntico modelo de quem se percebe espírita e cristão.




O livro O Céu e o Inferno abre, sem ressalvas e por isso sem receio, as janelas do misterioso “transe da morte”. E longe de encontrar uma nova caixa de pandora o homem se depara com uma realidade muito mais simples e suportável do que aquela da visão condicionada pelas religiões necrófilas. A vida prossegue vitoriosa após a passagem.




É certo que o “morrer” como o “nascer” têm normas da vida comuns a todos os Espíritos, entretanto, a passagem de um lado para o outro pode ser mais ou menos “sofrida” na dependência da condição espiritual daquele que vem ou vai para a erraticidade. Quando o processo atingiu seu limite, ao contrário do que pensam alguns, o não nascer e o não morrer é que seriam traumáticos. Portanto, morrer, segundo pode ser inferido da leitura de Allan Kardec, tem uma semelhança com o nascer. Trata-se de um processo de passagem de um lado para o outro para experiências evolutivas que em alguns aspectos se aproximam e, em outros, se distanciam.




O livro O Céu e o Inferno é, também, um relato de pesquisa, que na atualidade receberia a denominação de “analítica descritiva”. Trata-se, sem dúvida, de um material muito rico que merece, por parte dos estudiosos, seguidas leituras.


        Almir Del Prette e Eugênia Pickina








                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O Céu e o Inferno: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa
Enviado por: lconforjr em 24 de Março de 2015, 19:02
O Céu e o Inferno: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa

      Ref msg inicial, de 240315, às 10:07, de Don Jorge

      Conf: se, como o texto inicial afirma q o Espiritismo tem um caráter educativo, pq é q não nos esclarece qto a temas básicos da doutrina, sem cuja compreensão nunca vamos entender a doutrina? Afinal, nem mesmo nos ensina pq uns são bons e outros são maus! Ou, pq os homens sofrem!

      Texto:... Por esclarecer a ilógica do drama da queda e do pecado...

      Conf: não sei foi erro a colocação da palavra “ilógica” (i-lógica) acima, mas esse termo se  enquadra com perfeição no meu entendimento pois, onde está a lógica de aquele q possui o livre arbítrio e a capacidade de raciocinar, cair e pecar, e tantas vezes, se isso o fará sofrer, talvez até por multiplicadas encarnações e por milhões de anos, e, também poderá levar sofrimentos desesperadores aos próximos?

      Texto:O Espiritismo, respaldado no uso da razão, discorda da jornada humana como uma história de salvação, pois na realidade tudo corre conforme previsto pelo Criador, à medida que a humanidade continua a vivenciar (neste planeta) um processo educativo destinado à perfeição.

      Conf: aqui está uma afirmação que, pelo meu modo de entender, discorda totalmente dos ensinamentos da DE: para esta, se tudo ocorre como está previsto pelo Criador, o espírito nada pode fazer por conta própria, por sua iniciativa; sendo assim, como haverá a liberdade de escolher como agir e como pensar (se tudo está previsto pelo Criador)?

       Texto: Neste sentido, o Criador não poderia ter cometido um erro de planejamento grosseiro, não prevendo que as primeiras criaturas iriam, por uma curiosidade natural, desobedecê-Lo. O erro inicial da proibição absurda levaria ao erro final da salvação de poucos, especialmente pela prática da adulação?

      Conf: aqui há importante pergunta a se fazer: se Deus prevê (sabe) tudo q acontece em todos os campos de atividades dos espirito/homens; se, portanto, prevê, sabe, em que monstros tantas de suas criaturas se transformarão, pq as pune qdo erram? Afinal, não é o Criador mesmo que lhes confere as possibilidades, aptidões, habilidades, desejos, total liberdade para q, com o decorrer do tempo, se tornem os monstros que são?

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Título: Re: O Céu e o Inferno: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa
Enviado por: Jean Reno em 21 de Maio de 2015, 20:55

Conf: aqui há importante pergunta a se fazer: se Deus prevê (sabe) tudo q acontece em todos os campos de atividades dos espirito/homens; se, portanto, prevê, sabe, em que monstros tantas de suas criaturas se transformarão, pq as pune qdo erram? Afinal, não é o Criador mesmo que lhes confere as possibilidades, aptidões, habilidades, desejos, total liberdade para q, com o decorrer do tempo, se tornem os monstros que são?

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"Seria erróneo acreditar que,em virtude da lei do progresso, a certeza de chegar cedo ou tarde à perfeição e à
felicidade pode ser um encorajamento a permanecer no mal, esperando arrepender-se mais tarde.
Primeiro, o Espírito inferior não vê a possibilidade de um fim para a sua situação;
Segundo, sendo ele o artífice da sua própria desgraça, acaba por compreender que dele depende fazê-la cessar e que quanto mais persistir no mal mais longa seráa sua infelicidade, pois o seu sofrimento durará sempre se ele próprio não lhe puser um termo.
Esse seria, de sua parte, um cálculo errado, com o qual se enganaria a si mesmo. Se, pelo contrário, segundo o dogma das penas irremissíveis, toda esperança lhe fosse negada, ele não teria nenhum interesse em retornar ao bem, pois isso não lhe daria nenhum proveito.
Perante esta lei cai igualmente a objeção referente à presciência. Deus, ao criar uma alma sabe realmente se em virtude do seu livre-arbítrio ela tomará o bom ou o mau caminho; sabe que ela será punida se praticar o mal; mas sabe também que esse castigo temporário é um meio de a levar a compreender o seu erro e de a fazer entrar no bom caminho, ao qual cedo ou tarde chegará."

                                                                 (O Céu e o Inferno)

Título: Re: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa
Enviado por: lconforjr em 26 de Maio de 2015, 19:53
Re: O Céu e o Inferno: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa

      Ref resp #2 em: 21 de Maio de 2015, 20:55, de Jean Reno


      Sempre buscando ter uma “fé raciocinada” para melhor entender a doutrina. Para contribuir para esse raciocínio, faço algumas perguntas acerca da resp referida acima:
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     Citação de: lconforjr em 24 de Março de 2015, 19:02:  aqui há importante pergunta a se fazer: se Deus prevê (sabe) tudo q acontece em todos os campos de atividades dos espirito/homens; se, portanto, prevê, sabe, em que monstros tantas de suas criaturas se transformarão, pq as pune qdo erram? Afinal, não é o Criador mesmo que lhes confere as possibilidades, aptidões, habilidades, desejos, total liberdade para q, com o decorrer do tempo, se tornem os monstros que são?
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      Jean respondeu citando: "... sendo ele (o espirito, nós) o artífice da sua própria desgraça,...

      Conf: e quem nos explica as questões abaixo, que são provocadas pela resposta do Jean? Vamos às questões:

      - como entender o fato de “sermos nós o artífice de nossa própria desgraça” se possuímos o livre-arbítrio?

      - se “de nós depende fazê-la cessar”, pq não a fazemos cessar? Se não compreendemos que “de nós mesmos depende fazê-la cessar”, e isso “seria, de nossa parte, um cálculo errado, com o qual nos enganaríamos a nós mesmo” e, certamente, continuaríamos sofrendo, porq teremos de sofrer por isso se compreender ou não compreender não depende de nossa vontade?   

      - se Deus já sabe ao nos criar se tomaremos o bom ou o mau caminho, e que seremos punidos se tomarmos o mau....” pq, sendo Soberano Amor e Justiça nos cria mesmo sabendo, por ser presciente, que escolheremos o mau caminho q que, por isso, estaremos destinados a passar por sofrimentos terríveis? E pq o livre-arbítrio nos fará tomar o caminho do mal e não do bem?

      E voltando à citação do início desta, feita pelo Jean, acerca de perguntas minhas, quem tem respostas para elas?!
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      Sem dúvida, a DE é muito sábia ao nos aconselhar a raciocinarmos para entender nossa fé! Senão raciocinarmos, quantos "gatos vamos comer por lebre"!!!
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Título: Re: Um Relato de Pesquisa e Visão da Vida Vitoriosa
Enviado por: Jean Reno em 01 de Junho de 2015, 07:05

 - se Deus já sabe ao nos criar se tomaremos o bom ou o mau caminho,...........




871. Desde que Deus tudo sabe, também sabe se um homem deve ou não sucumbir numa prova. Nesse caso, qual a necessidade da prova, que nada pode revelar a Deus sobre aquele homem?

– Tanto valeria perguntar por que Deus não fez o homem perfeito e realizado (item 119), por que o homem passa pela infância, antes de chegar à idade madura (item 379). A prova não tem por fim esclarecer a Deus sobre o mérito do homem, porque Deus sabe perfeitamente o que ele vale, mas deixar ao homem toda a responsabilidade da sua ação, uma vez que ele tem a liberdade de fazer ou não fazer. Podendo o homem escolher entre o bem e o mal, a prova tem por fim colocá-la ante a tentação do mal, deixando-lhe todo o mérito da resistência. Ora, não obstante Deus saiba muito bem, com antecedência, se ele vencerá ou fracassará não pode puni-lo nem recompensá-lo, na sua justiça por um ato que ele não tenha praticado.

                                                                                                  (LE)