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CODIFICAÇÃO => O Céu e o Inferno => Tópico iniciado por: marcelo2100 em 23 de Outubro de 2014, 17:52

Título: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: marcelo2100 em 23 de Outubro de 2014, 17:52
Ola a todos,

Lendo o livro Céu e o Inferno me deparei no CAPITULO IX - OS DEMÔNIOS - Origem da crença nos Demônios, com o seguinte trecho que me deixou com dúvidas.
eis o trecho:
O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente
morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem
também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o corpo
humano, mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem
ela de experimentar na humanidade! Por quantas existências não deve ela
passar!


Agora minha dúvida: O trecho que grifei não seriam perguntas?
Eu não consigo ler (talvez seja ignorância) o trecho, "por quantas existências não deve ela passar" sem ser como uma interrogação, sem ser como uma pergunta!!
Alguém pode me esclarecer este trecho?

Título: Re: Exclamação ou interregação.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 23 de Outubro de 2014, 19:16
Olá Marcelo.

Pode a princípio gerar essa dúvida; mas vejo como afirmações, um exemplo:

'Para aprender o ofício, quantas vezes não errei! (que é claramente uma afirmação, apesar do 'não').

Acredito que temos que ver o contexto e tanto o exemplo que arrisquei quanto as frases do texto são afirmações. Faria sentido se fossem perguntas? principalmente quando o texto que você trouxe são de explicações e não de diálogos onde se usa perguntas para argumentar algo.

Seria um texto bom para ser analisado por alguém que conheça bem de Língua Portuguesa.

Abraço.
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: marcelo2100 em 23 de Outubro de 2014, 20:15
Ola Norizonte,

No texto parece estar claro que deveria ser uma pergunta, olha só,: mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem ela de experimentar na humanidade!  parece que é um pergunta sobre quantas evoluções a pessoa tem de experimentar para compreender o abstrato.
Norizonte o exemplo que você citou realmente é uma afirmação mesmo tendo ares de pergunta e pode ser que seja o caso deste trecho do livro!
Título: Re: Exclamação ou interregação.
Enviado por: Aimoré em 24 de Outubro de 2014, 00:04
Allan Kardec quis enfatizar as afirmações com exclamações. O Espírito para atingir sua maturidade tem que passar por muitas experiências e existências. A utilização da exclamação foi uma forma de chamar a atenção para essas necessidades. Entendi assim. Abraços fraternos.
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Kazaoka em 24 de Outubro de 2014, 01:44
Consultando várias publicações desta obra, inclusive com traduções diferentes, em todas utiliza-se a exclamação. Mas, para mim, pela entonação que naturalmente se dá ao ler estas frases, colocaria os dois, exclamação e interrogação (!?). E pronto! ;D
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 24 de Outubro de 2014, 11:47
Consultando várias publicações desta obra, inclusive com traduções diferentes, em todas utiliza-se a exclamação. Mas, para mim, pela entonação que naturalmente se dá ao ler estas frases, colocaria os dois, exclamação e interrogação (!?). E pronto! ;D

Também pensei nisso kazaoka, mas desconfio que usar esses dois sinais ao mesmo tempo não seja regular na Língua Portuguesa, apesar de muitas vezes usarmos dessa forma.
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: marcelo2100 em 24 de Outubro de 2014, 12:53
Amigos eu ja reli isto uma mil vezes tentando dá a entonação de exclamaçao, mas é complicado.
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 24 de Outubro de 2014, 13:35
Amigos eu ja reli isto uma mil vezes tentando dá a entonação de exclamaçao, mas é complicado.

Marcelo, digo que se houvesse interrogação daí é que 'daria um nó em sua cabeça' e na verdade na de muitos, inclusive na minha, veja, troquemos as exclamações por interrogações para ver como fica:

", mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem
ela de experimentar na humanidade? Por quantas existências não deve ela
passar?"

Veja que não faria o mínimo sentido:

A primeira interrogação estaria perguntando justamente quantas evoluções não teria que experimentar na humanidade. Ou seja, seria como se existisse um número fixado como máximo de evoluções e se perguntasse quantas evoluções a menos teriam que ser experimentadas. Que lógica teria isso?

Da mesma forma a segunda interrogação: existiria um número máximo de existências por que os Espíritos deveriam passar e a pergunta seria justamente quantas existências seriam desnecessárias. ;D


Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: valtervcj em 24 de Outubro de 2014, 15:15
Saudações aos amigos estudantes. O amigo Kazaoca fez o mais acertado: pesquisou em várias traduções. Todas com a mesma gramática. O amigo Norizonte complementou com uma analogia através de outra frase. Gostaria de dar minha contribuição à reflexão, embora já esteja satisfeito com as duas explicações: a formação como pedagogo de Kardec não deixa dúvidas de que ele sabe exatamente como utilizar as regras gramaticais para dar à frase o seu objetivo instrucional. Ele exclamou a frase, talvez com o objetivo de excitar nossa lógica e nossa razão.
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Diegas em 19 de Fevereiro de 2015, 15:41
'...Agora minha dúvida: O trecho que grifei não seriam perguntas?
Eu não consigo ler (talvez seja ignorância) o trecho, "por quantas existências não deve ela passar" sem ser como uma interrogação, sem ser como uma pergunta!!
Alguém pode me esclarecer este trecho?...'



Olá, marcelo2100


Por que Kardec haveria de levantar um questionamento diante da própria afirmativa ? Não há  a minima dúvida que se trata de uma exclamação, com forte interjeição emotiva, como se Kardec estivesse suspirando, admirado da grandeza/beleza do alcance das multiplas existencias. É como tivesse exclamado: - Meus Deus, quantas existencias e evoluções !


Abç
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Fevereiro de 2015, 19:29
Olá amigo Marcelo

A minha interpretação é a seguinte:

- Os espiritos antes de encarnarem como pessoas eram seres espirituais encarnados em animais.

Desde que encarnamos como pessoas agimos essencialmente como se fossemos apenas corpos de carne mortais. E todos os espiritos passam por isso. Não há espiritos que sejam criados com as potencialidades já todas desenvolvidas, nem ninguém evolui da noite para o dia. Muitas encarnações são necessárias.

Ainda na encarnação presente o peso da vida carnal é muito grande na nossa vida. E tem de ser assim, para nos sustentarmos. Mas, por isso, temos dificuldade de nos vermos como espiritos imortais quando agimos (falo em pessoas comuns como eu).

Todavia acreditamos (eu acredito e tenho esperança que assim seja, embora com dúvidas) que somos espiritos imortais proviósriamente associados a corpos de carne mortais. Contudo espiritos que já se encontram num estado de evolução grande. Para além de crer que são espiritos imortais, agem de forma coerente com isso. Esses são os espiritos que já são maduros, numa linguagem figurada.

Os outros, como eu, são ainda espiritos jovens ou adolescentes tolos. Embora acreditemos que somos espiritos imortais não temos a capacidade de viver se forma coerente com aquilo em que acreditamos porque as nossas imperfeições não deixam.

Umas vezes por que não ligamos a isso, outras porque não temos a coragem, a paciência e a fé suficientes, outras porque não aceitamos quem realmente somos, nem sequer nos conhecemos a nós mesmos, porque temos medo, por exemplo. O instinto animal, sobretudo o de sobrevivência, sobrepõem-se ao espirito imortal que somos. 

Alguns pensam-se animais autênticos, outros pensam-se máquinas de carne. São mesmo espiritos infantis, em sentido figurado. Mas, felizmente, também encarnam espiritos muito evoluidos, como Jesus, Buda, Francisco de Assis, etc., etc.       

Bem haja
Título: Re: Exclamação ou interrogação.
Enviado por: Jean Reno em 23 de Maio de 2015, 05:47
Ola a todos,

Lendo o livro Céu e o Inferno me deparei no CAPITULO IX - OS DEMÔNIOS - Origem da crença nos Demônios, com o seguinte trecho que me deixou com dúvidas.
eis o trecho:
O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente
morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem
também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o corpo
humano, mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem
ela de experimentar na humanidade! Por quantas existências não deve ela
passar!


Agora minha dúvida: O trecho que grifei não seriam perguntas?
Eu não consigo ler (talvez seja ignorância) o trecho, "por quantas existências não deve ela passar" sem ser como uma interrogação, sem ser como uma pergunta!!
Alguém pode me esclarecer este trecho?


Seja exclamação ou interrogação, não importa.

O importante é compreender-mos os ensinamentos que a Doutrina nos traz nesse Capítulo de O Céu e o Inferno, bem como em toda a Codificação.