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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Antonio Renato em 01 de Agosto de 2014, 02:30

Título: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Agosto de 2014, 02:30
Meus irmãos,bem vindos aos estudos do mês de Agosto.Foi escolhido para  debatermos os capítulos I e II do livro O Céu e O Inferno tendo como tema:O porvir e o Nada,e o Temor da Morte.Para este fim convidei o nosso irmão Norizonte da Rosa para juntos facilitamos os estudos deste mês.
O importante para que todos tenhamos proveito das discussões e, consequentemente nos leve a um aprendizado, será a forma como iremos colocar aquilo que entendemos de acordo com os nossos conhecimentos.

Estudo Mensal Temor da Morte (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVlUeFhhX1k2VV9BIw==)

Os debates serão livres e os questionamentos colocados de maneira que qualquer um possa responder de acordo com sua interpretação. Sendo um tema que nos leva a vários questionamentos, isso fará que este estudo seja muito proveitoso para todos.
As questões a serem discutidas são as seguintes:

                                           
Capítulo I

Para onde vamos?
O que seremos após a morte?
Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez?
O  Niilismo
O panteismo

                                           
                                       
Capítulo II

A individualidade da alma
Causas do temor da morte
Porque os espiritas não temem a morte.


                                                          Bons estudos  a todos.
                                                           
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2014, 16:14
Os Espíritos revelam que não há espaços circunscritos para servirem de ambientes para impor aos Espíritos um estado de personalidade que os fazem enquadrar como habitantes de um lugar chamado céu ou paraíso ou de um outro chamado inferno, purgatório, etc. Quem faz o ambiente são os seres que o habitam.

O estado de felicidade é íntimo e o ambiente pode exercer influência sobre este estado, mas não lhe dá a característica. Podemos ver em um mesmo ambiente ou, até mesmo em uma mesma situação, onde dois seres embora em convivência comum naquele ambiente, se encontram em estado íntimo de sentimento diverso que os colocam, interiormente, no céu ou no inferno.

Para compreendermos o sentido destes dois estados da Alma humana temos que voltar os olhos para nossa essência e não para o ambiente que nos rodeia. O céu e o inferno não são locais circunscritos mas, com certeza, existe dentro de cada um de nós e somos, nós mesmos, que os plasmamos em nossas vidas.

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2014, 16:27
Para onde vamos?

Somos Espíritos, e quando deixarmos a matéria voltaremos a ser o que éramos antes, ou seja, Espíritos.
Mas a experiência da vida nos devolverá à consciência espiritual de uma forma que refletirá o efeito destas experiências sobre a nossa personalidade original. As bem aventuranças da Terra, assim como as dores e sofrimentos aqui experimentados, servirá como indicativo do que nos aguarda no porvir. Não em função do quanto fomos felizes ou do quanto sofremos aqui, mas da forma como nos comportamos moralmente vivendo tanto uma como outra destas duas contingências de nossas provas.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Agosto de 2014, 16:57
Seja bem vindo meu irmão Kazaoka ao estudo deste mês.Muito bem colocado em dizer que
o Céu e o Inferno está dentro de nós mesmo e não uma morada do espírito na erraticidade.
Como sabemos os espíritos ao reencarnarem já trazemem em sua bagagem valores próprios
e outros tantos lhs são agregados durante essa nova vida na condição de encarnados,no
entanto esses valores acrescentados irão depender da forma como esses espíritos irão
trabalhar o seu progresso moral.Vivemos o agora no desenvolvimento da nossa capacidade
de buscar conhecimento da própria vida,pois esse no meu entender é o principal objetivo
para evolução.Muito embora a Doutrina Espirita venha nos esclarecer os acontecimentos da
nossa vida material,ela não nos dá a certeza para onde vamos após termos completado
essa fase de vida.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Agosto de 2014, 17:50
Sim meu irmão Kazaoka,somos todos espírito desta feita na forma de encarnados,após
passar por essa forma e retornar a sua verdadeira condição de tão sómente espírito,
terá passado por várias experiências,e essas lhes garantirão uma melhor condição de
adiantamentos para a próxima etapa,isto desde que ele tenha compreendido bem
as experiências pelas quais passou.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Agosto de 2014, 22:54
Ótimo tema Antônio, vamos aprender muito com a troca de experiências, certamente. Foste feliz com a escolha.

Somos seres inteligentes da Criação, e esta coabita conosco, fala-nos à consciência. Suas Leis estão acessíveis àquele que desperta para si, se encontra.

Alguns psiquiatras relacionam a consciência a uma capacidade específica, a capacidade de amar. Para eles as pessoas que não conseguem exercer esta potencialidade(amar), sendo insensíveis ao sofrimento seu e do próximo são portadores de uma patologia. Daí a alcunha de psicopatas aos indivíduos que não esboçam sentimentos afetivos.

Acredito que no estágio atual ainda somos oscilantes, vagando em "estados conscienciais", ora bem ora mal. Céu e inferno são estados conscienciais, e no Evng. Seg o Espiritismo no cap.XVII- mais precisamente na mensagem O Dever - Lázaro, Paris 1863., temos um excelente roteiro para nós estudantes das realizações desta capacidade íntima, a consciência.

Abraços a todos, e bom estudo.

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Agosto de 2014, 00:49
Meu caro Antonio, parabens pelo tema e pelo trabalho.
Tenho estado afastado, por força maior, mas dentro do possível quero participar.
E vou começar pelo final.
Não acho que os espíritas "não temem a morte", acho que a entendemos de uma maneira diferente, mas não significa que não haja sim, medos e receios acerca desse momento.
De qualquer forma, pelo menos no meu entendimento, a compreensão doutrinária nos auxilia muito nessa "passagem", pois nos da uma ideia, ainda que imprecisa, daquilo que nos vamos colher, da plantação feita na jornada material.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 02 de Agosto de 2014, 01:31
Olá pessoal.

Seguindo o que disse o amigo Gustavo, também não acredito que somente por alguém ser Espírita que não vá temer a morte, pois ser Espírita não significa necessariamente ter evoluído de tal forma a não mais ser apegado à vida, ou mesmo ser evoluído moralmente para já ter se desapegado de bens materiais. Essa afirmação de não temer a morte, penso, deve ser aplicada a Espíritas perfeitos.

De qualquer maneira, mesmo sendo um Espírita evoluído, será que mesmo assim não temerá a morte? Existe uma parcela de temor, como é relatado no livro 'O Céu e o Inferno' que está relacionada ao instinto de conservação que por sua vez, acredito, tem a ver com a ideia de o ser humano sempre evitar o sofrimento físico e um dos temores relacionados à morte, pode não estar relacionado simplesmente ao que se espera 'do outro lado' (até porque muitas pessoas não esperam nada e mesmo assim temem), mas ao passamento em si: o que ocorrerá nesse momento? será com dor, com algum sofrimento?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: HamLacerda em 02 de Agosto de 2014, 02:03


De qualquer maneira, mesmo sendo um Espírita evoluído, será que mesmo assim não temerá a morte? Existe uma parcela de temor, como é relatado no livro 'O Céu e o Inferno' que está relacionada ao instinto de conservação que por sua vez, acredito, tem a ver com a ideia de o ser humano sempre evitar o sofrimento físico e um dos temores relacionados à morte, pode não estar relacionado simplesmente ao que se espera 'do outro lado' (até porque muitas pessoas não esperam nada e mesmo assim temem), mas ao passamento em si: o que ocorrerá nesse momento? será com dor, com algum sofrimento?

Muito interessante esse ponto de vista sobre o instinto de conservação. Tem muito sentido isso. Mas eu acredito que deve ser considerado também que a medida que progredimos os instintos perdem a força.

E em relação ao outro ponto, eu acredito que não seja uma questão de ser um espirita perfeito para não temer a morte.

Eu conheço muitos espíritas que supostamente não temem a morte, por que são pessoas que levam uma vida muito difícil. Essa dificuldade, e um pouco de entendimento da vida futura, podem ser fatores essenciais para estas pessoas desejarem o termino dessa existência o mais breve possível, já que o suicídio é algo que está totalmente fora de questão para elas, claro. E isso pode passar uma impressão de coragem em enfrentar a morte.

Eu confesso que eu acho que eu também não temo a morte por essa razão, e está muito longe da minha pessoa ser um espirita perfeito.

O problema que essas questões são muito relativas. Cada caso é um caso. Não há como saber se realmente não teremos medo da morte quando estivermos cara a cara com ela.

As vezes muitos fatores são muito relevantes, visto que algumas pessoas recebem muita força do seu guia espiritual quando estão prestes a desencarnar ou diante de um perigo; e de forma contrária, porque os espíritos também podem aumentar os nossos medos exagerando o perigo. As fraquezas dos órgãos também diminuem o raciocínio e ajuda na perda da consciência; e algumas doenças que afetam a razão, etc. Tudo isso podem diminuir ou aumentar o medo da morte.


Ham

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Agosto de 2014, 02:19
"Muito interessante esse ponto de vista sobre o instinto de conservação. Tem muito sentido isso. Mas eu acredito que deve ser considerado também que a medida que progredimos os instintos perdem a força."
Acho que ai esta a grande chave dessa questão meu caro HamLacerda.
Para que possamos encarar a morte, sem nenhum tipo de temor, precisamos de um nível de evolução que nos permita deixar a matéria sem traumas, sejam eles físicos ou morais.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 02:26
Meu irmão Marco W.Silva,seja bem vindo aos estudos deste mês,haverá sim uma troca com
todos que participam do nosso estudo mensal,tem sido assim sempre pois é nessa troca de
idéias que nós avançamos.Muito embora os proficionais que trabalham com o comportamento
humano,no caso dos psiquiatras,indentifiquem os individuos insensiveis,aqueles que não
esboçam sentimentos afetivos como psicopatas,existem ainda os  que não são insesiveis
mas pouco importa para eles o que lhes possa acontecer ou com os outros.Eu não discordo
 de você em afirmar que no estágio atual da nossa evolução ainda somos ocilantes,isso
naturalmente pela nossa imperfeição,tememos ainda o desconhecido,e o povir com certeza
também está contido nesse temor,por não termos a certeza dos acontecimentos futuros.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 02:38
Seja bem vindo meu irmão Gustavo ao nosso estudo mensal,é sempre bom contar com a sua presença e a sua participação nos nossos debates.Muito embora você tenha se adiantado
no que iremos discutir mais adiante não invalida a sua colocação.Qualquer pessoa que estude
a Doutrina Espirita e consequentimente venha se tornar espirita,não o torna um destemido
ao ponto de não temer nem a morte nem o que lhes venha acontecer no futuro,isso veremos
mais adiante.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 02 de Agosto de 2014, 02:52
A maioria dos Espíritos, independentemente de serem espíritas ou não, não temem a morte. Na verdade, o que a maioria de nós tememos é o fato de termos que afastar de tudo e de todos que prezamos aqui na Terra. E que tudo subsistirá ao nosso desenlace e que a maior mudança em relação ao que conhecemos da vida física, será o nosso afastamento da mesma ocasionado pela morte física.
O Espiritismo, assim como o Cristianismo, visam preparar o Espírito para uma perpetuação da vida e não para o momento da morte. O problema é que não conseguimos ainda ver questões como a morte por estes prismas.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 03:04
Seja bem vindo meu irmão Norizonte da Rosa pela sua participação no nosso estudo mensal
e muito obrigado por ter aceito dividir comigo o desenvolvimento dos nossos debates.Quem
não tem mêdo da verdade?essa seria uma pergunta simples se não envolver-se sentimentos
e realidade,a morte física é uma realidade que não se pode fugir e é nisto que o sentimento
da perda, do afastamento das coisas materiais,que por sermos ainda muito imperfeitos ainda
estamos ligados a elas, vai pesar para o espírito.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 03:22
Seja bem vindo meu irmão HamLacerda ao nosso estudo mensal as suas participações tem
sido muito proveitosa para todos nós,fique conosco.É muito próprio do ser humano e todos
os animais,pois pertencemos ao mesmo reino,o instinto de preservação,muito embora já
tenhamos concluido alguns estágios da nossa evolução,e também tenhamos avançados no
conhecimento da própria vida,o instinto animal ainda está em nós e este rejeita a perda,ou
o afastamento dessa vida.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 14:38
Bom dia meus irmãos,que possamos dá continuidade aos nossos debates.Meu irmão
Kazaoka,esse apego que ainda temos com as coisas materiais é natural dado ao
nosso estágio de evolução atual,isso não deixa dúvidas,o mêdo o temor é motivado
por isto.A medida em o espírito vai atingindo um grau maior de sua evolução ele vai
se desprendendo desse apego,chegará a ponto tal que as coisas materiais lhes
serão indiferentes pois não as nescessitará para a sua evolução.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Agosto de 2014, 15:16
Meus irmão como sabemos e a nossa Doutrina nos afirma,são muitas as moradas da casa
do pai.O espírito que hoje aníma o nosso corpo ao desencarnar e venha novamente 
reencarnar seja então no nosso mundo,nada nos garante isto.Não é uma divagação ou
uma teoria,apenas um pensamento,posso está errado.O que responderiam então os
amigos?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Agosto de 2014, 18:54
A maioria dos Espíritos, independentemente de serem espíritas ou não, não temem a morte. Na verdade, o que a maioria de nós tememos é o fato de termos que afastar de tudo e de todos que prezamos aqui na Terra. E que tudo subsistirá ao nosso desenlace e que a maior mudança em relação ao que conhecemos da vida física, será o nosso afastamento da mesma ocasionado pela morte física.
O Espiritismo, assim como o Cristianismo, visam preparar o Espírito para uma perpetuação da vida e não para o momento da morte. O problema é que não conseguimos ainda ver questões como a morte por estes prismas.
Uma colocação muito precisa meu caro, esquecemos que a vida, a verdadeira vida, é a espiritual..
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Felipa em 03 de Agosto de 2014, 03:32
Olá pessoal.

Seguindo o que disse o amigo Gustavo, também não acredito que somente por alguém ser Espírita que não vá temer a morte, pois ser Espírita não significa necessariamente ter evoluído de tal forma a não mais ser apegado à vida, ou mesmo ser evoluído moralmente para já ter se desapegado de bens materiais. Essa afirmação de não temer a morte, penso, deve ser aplicada a Espíritas perfeitos.

De qualquer maneira, mesmo sendo um Espírita evoluído, será que mesmo assim não temerá a morte? Existe uma parcela de temor, como é relatado no livro 'O Céu e o Inferno' que está relacionada ao instinto de conservação que por sua vez, acredito, tem a ver com a ideia de o ser humano sempre evitar o sofrimento físico e um dos temores relacionados à morte, pode não estar relacionado simplesmente ao que se espera 'do outro lado' (até porque muitas pessoas não esperam nada e mesmo assim temem), mas ao passamento em si: o que ocorrerá nesse momento? será com dor, com algum sofrimento?
                                                                                                         Concordo com tudo que vc disse....                                                                                             
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Agosto de 2014, 12:01
O espírito após cumprir o que lhe foi determinado para a sua evolução retornará para a sua
morada,deixando para trás o que lhe serviu de vestimenta para as suas provas,se essas 
foram ou não bem cumpridas se dará um julgamento no tribunal divino.Findo essa etapa
o que restou desta vestimenta que serviu de morada para o espírito neste plano,irá se
transformar,obedecendo assim a lei natural da física.Os que ainda vão continuar a sua
caminhada neste plano,terão na lembrança os acontecimentos da vida material daquele
que partiu,e essas serão boas ou más daquilo que foi próprio do espírito que partiu.No
estagio pelo que passou o espírito na condição de encarnado no cumprimento das suas
provas.foram várias as experiências e essas ele às levará na  bagagem para a próxima
encarnação.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 03 de Agosto de 2014, 12:27
Bom dia.

Amigo Antônio, concordo com sua última postagem, só não diria que passaremos por um tribunal divino, acredito que não será Deus, ou um tribunal formado por Espíritos mais elevados que nos julgarão. Penso, já que as leis divinas estão em nossa consciência, que nós mesmos nos julgaremos.

Abraço.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Agosto de 2014, 14:02
Meu nobre(nobre na alma)irmão Norizonte da Rosa,veja bem,que não seja uma questão de
semântica mas de interpretação.É uma verdade e isso a Doutrina Espirita nos chama à
atenção de que as leis divinas o espírito já as tem gravadas em sua consciência,no entanto
pelo seu livre arbítrio se ele venha a transgredi-las quando na condiçao de encarnado,ao retornar na condição só de espírito terá que ser julgado pelo tribunal divino por essas
 transgressões.Assim eu penso e interpreto,posso está errado nesta minha posição.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 03 de Agosto de 2014, 14:53
O Espírito é um ser passível de melhoramento, ou seja, capaz de evoluir. E quando os Espíritos responderam a Kardec que o as Leis de Deus estão escritas na consciência, ele não disse que já fomos criados com elas, e sim que as vamos escrevendo em nós mesmo à medida que vamos assimilando os aprendizados que as experiências nos proporcionam.
[...]É uma verdade e isso a Doutrina Espirita nos chama à atenção de que as leis divinas o espírito já as tem gravadas em sua consciência,no entanto pelo seu livre arbítrio se ele venha a transgredi-las quando na condiçao de encarnado,ao retornar na condição só de espírito terá que ser julgado pelo tribunal divino por essas transgressões.Assim eu penso e interpreto,posso está errado nesta minha posição.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Agosto de 2014, 13:56
Meu irmão Kazaoka,muito embora à afimação de que o espírito já tenha gravado na sua
consciência as leis divinas,seja incoerente com os acontecimentos futuro desse espírito,
assim entendemos quando estudamos a Doutrina Espirita,mesmo que de outra maneira
possa se pensar diferente.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Agosto de 2014, 14:38
Meus irmãos,voltemos ao foco dos nossos debates inicial. O que seremos após a morte
física?Muito embora saibamos que o espírito que anímava esse corpo venha retornar a
sua verdadeira morada,intriga em saber a sua verdadeira condição,pois muitas são as
explicações,mas no meu entender nenhuma conclusiva.Muitos poderiam até dizer,pra
que saber mais que isto  se nada restou dessa etapa para o espírito que desencarna,
salvo o que ele aprendeu!É próprio da natureza humana evitar falar ou mesmo
discutir o seu verdadeiro destino,por preconceito ou mesmo por mêdo talvez,e esse
mêdo ainda é uma fraqueza humana.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 04 de Agosto de 2014, 14:56
Bom dia.

Amigo Antônio, se achar conveniente permita-me mais umas palavras quanto a questão levantada sobre a consciência, pois parece que não ficamos de acordo.

"consciência
cons.ci.ên.cia
sf (lat conscientia) 1 Capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações."

Penso que quando dizemos que as Leis Divinas estão em nossa consciência, temos que entender que para que isso ocorra que obviamente exista uma consciência já desperta e exercitada. Veja que capacidade de conhecer valores e mandamentos morais não é necessariamente ter esses valores morais.

Então me parece claro que as Leis Divinas não estavam escritas em nossa consciência desde o momento em que passamos à condição de Espíritos e pela razão simples de que sendo simples e ignorantes ainda não tínhamos exercitado essa capacidade, essa consciência. E isso parece ser tanto verdade quando sabemos que as responsabilidades dos Espíritos estão vinculadas à evolução. Aqueles que sabem mais são mais responsáveis.

Mas quando simplesmente se diz que as Leis Divinas estão em nossa consciência isso é apenas uma informação para seres que já são dotados de uma consciência exercitada, que já adquiriram conhecimento, ainda que uns sejam mais evoluídos que outros e não uma afirmação que já formos criados carregando essas Leis.

Abraço.

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Agosto de 2014, 17:59
Meu irmão Norizonte da Rosa,entendi perfeitamente essa sua explicação,diga-se de
passagem pernitente.Reconheço que vinha tendo essa visão pela forma errada que
eu vinha estudando a Doutrina Espirita,em um post anterior cheguei até contestar
uma resposta do nosso irmão Kazaoka semelhante a essa sua colocação.Peço
desculpas aos dois por insistir nesse erro.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Agosto de 2014, 23:44
Para onde vamos?

Somos Espíritos, e quando deixarmos a matéria voltaremos a ser o que éramos antes, ou seja, Espíritos.
Mas a experiência da vida nos devolverá à consciência espiritual de uma forma que refletirá o efeito destas experiências sobre a nossa personalidade original. As bem aventuranças da Terra, assim como as dores e sofrimentos aqui experimentados, servirá como indicativo do que nos aguarda no porvir. Não em função do quanto fomos felizes ou do quanto sofremos aqui, mas da forma como nos comportamos moralmente vivendo tanto uma como outra destas duas contingências de nossas provas.

Eu gostaria de ir a um planeta mais evoluído, mas...
Brincadeiras a parte, quando entendemos que a vida é uma só, a vida do espírito, e que cada dia, em cada plano é uma continuidade no processo evolutivo, acho que nos preocuparemos menos com "para onde ir", e mais em "como ir".
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Joao Paulo Soares em 06 de Agosto de 2014, 01:45
Bom dia.

Amigo Antônio, se achar conveniente permita-me mais umas palavras quanto a questão levantada sobre a consciência, pois parece que não ficamos de acordo.

"consciência
cons.ci.ên.cia
sf (lat conscientia) 1 Capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações."

Penso que quando dizemos que as Leis Divinas estão em nossa consciência, temos que entender que para que isso ocorra que obviamente exista uma consciência já desperta e exercitada. Veja que capacidade de conhecer valores e mandamentos morais não é necessariamente ter esses valores morais.

Então me parece claro que as Leis Divinas não estavam escritas em nossa consciência desde o momento em que passamos à condição de Espíritos e pela razão simples de que sendo simples e ignorantes ainda não tínhamos exercitado essa capacidade, essa consciência. E isso parece ser tanto verdade quando sabemos que as responsabilidades dos Espíritos estão vinculadas à evolução. Aqueles que sabem mais são mais responsáveis.

Mas quando simplesmente se diz que as Leis Divinas estão em nossa consciência isso é apenas uma informação para seres que já são dotados de uma consciência exercitada, que já adquiriram conhecimento, ainda que uns sejam mais evoluídos que outros e não uma afirmação que já formos criados carregando essas Leis.

Abraço.




Olá Norizonte,

   Do minha maneira de ver,
   Esse conhecimento, é adquirido, aquando na erraticidade, e  numa situação reencarnatória, esse sentimento "consciêncioso", é sujeito ao livre-arbitrio do espirito. O resultado desse livre-arbitrio se torna a prova da assimilação ou não, dessa informação. Quando o resultado do livre-arbitrio é o correcto e esse processo se torna automático, sempre para essa situação, temos o conhecimento adquirido, é isso que os Espiritos informam que as Leis divinas estão na Consciência. :)  É a nossa cábula (não sei como se diz no Brasil, aquilo que em crianças alguns levam escondido para exames no escola) :)

Forte abraço,
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Agosto de 2014, 12:24
Meus irmãos continuando os nossos debates.O que seremos após a morte,viveremos
eternamente ou tudo se aniquilará de vez?.A Doutrina Espirita nos ensina baseado no
que foi dito pelos espíritos a Kardec que ao desencarnar o espírito retorna a sua antiga
morada,ou seja o mundo espiritual,então o que seria esse mundo,pois aprendemos
também que são muitas as moradas na casa do pai.Muito se fala de de umbral,colônias
espirituais,essas em muitos pontos do nosso mundo,mas não nada que comprove isto
pelo que eu possa entender.Sabe-se pelo que nós aprendemos que o espírito na
erraticidade dá continuidade a sua evolução se preparando assim para próxima etapa
reencarnatória,pois é através desta que ele pode dá um passo maior para sua evolução.
Continuemos então.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Agosto de 2014, 17:58
[...]
Olá Norizonte,

   Do minha maneira de ver,
   Esse conhecimento, é adquirido, aquando na erraticidade, e  numa situação reencarnatória, esse sentimento "consciêncioso", é sujeito ao livre-arbitrio do espirito. O resultado desse livre-arbitrio se torna a prova da assimilação ou não, dessa informação. Quando o resultado do livre-arbitrio é o correcto e esse processo se torna automático, sempre para essa situação, temos o conhecimento adquirido, é isso que os Espiritos informam que as Leis divinas estão na Consciência. :)  É a nossa cábula (não sei como se diz no Brasil, aquilo que em crianças alguns levam escondido para exames no escola) :)

Forte abraço,


621. Onde está escrita a lei de Deus?

— Na consciência’.

621. a) Desde que o homem traz na consciência(1) a lei de Deus, que necessidade tem de que lha revelem?

— Ele a tinha esquecido e desprezado: Deus quis que ela lhe fosse lembrada.


É bem interessante este assunto. E, afinal, o quê faria esquecermos estas Leis que estão em nós?...por que a dificuldade de acesso a essas Leis?

Abraços



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 06 de Agosto de 2014, 18:37

É bem interessante este assunto. E, afinal, o quê faria esquecermos estas Leis que estão em nós?...por que a dificuldade de acesso a essas Leis?



Desde sua criação o Princípio Inteligente vai evoluindo pela força das coisas que, nesse caso, podemos associar essa "força das coisas"
às condições da natureza que rodeava o PI em cada momento de sua existência até que chegasse à condição hominal.

Em todo este período o PI esteve submetido às Leis naturais que rege o Universo da Criação e que exigia dele uma adaptação compulsória ao meio. Estas Leis naturais funcionaram harmoniosa e perfeita para que tudo aquilo que houvera sido criado por Deus tivesse condições de evolução.

O PI ao atingir a fase hominal, e como fruto da própria evolução, passa a ter a capacidade do raciocínio e, consequentemente, a do entendimento. Até chegar neste ponto nós fomos impulsionados por forças externas que agiam sobre nós impondo-nos reações autômatas.

Quando começamos a pensar, uma outra força passou a exercer influência sobre nossas atitudes de aprendizado. Estávamos acostumados a sermos guiados e agora estávamos aptos e obrigados a tomar as rédeas de nosso próprio destino. E isso fez com que aquelas Leis que nos guiaram até ali passasse a serem confrontadas com nossa capacidade de pensar e de agir em conformidade com o que nós mesmos consideramos como sendo o melhor para nós de acordo com o nosso pensamento.

É essa liberdade necessária de agir baseado em nosso pensamento que pode ser considerada como "causa" do esquecimento das Leis que estão em nossas consciências desde o momento da Criação.

Respeitávamos cegamente porque não estávamos dotados dos instrumentos que nos capacitava o raciocínio e o entendimento. Hoje estamos aprendendo a respeitar porque podemos compreendê-las.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 06 de Agosto de 2014, 21:52
É essa liberdade necessária de agir baseado em nosso pensamento que pode ser considerada como "causa" do esquecimento das Leis que estão em nossas consciências desde o momento da Criação.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/30/#ixzz39eAtyTuG

Kazaoka, posso estar errado no meu entendimento de que como surgimos como Espíritos sendo simples e ignorantes nossa consciência se desenvolveu e como se desenvolveu as Leis de Deus foram acrescentadas pouco a pouco com esse desenvolvimento. Mas se as Leis de Deus estiveram em nossas consciências desde o momento da criação, então como explicar as responsabilidades relativas dos Espíritos que estão em fases diferentes de evolução? 
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: HamLacerda em 07 de Agosto de 2014, 02:38
O que o Kaza disse é mais ou menos o que penso.

Eu acredito que as leis divinas estão gravadas em nossa consciência, mas como equações matemáticas, por exemplo. Ou seja, o elemento inteligente Universal é como um punhado de formulas matemáticas. Nele está escrito todas as leis de Deus. Cabe aos espíritos se ajustarem a estas fórmulas se harmonizando com elas. A medida que ele se torna melhor mais formulas absorve do elemento inteligente como progresso adquirido. Isso é o que forma a nossa consciência: a absorção do elemento inteligente, que não é outra coisa senão as leis divinas.

A teoria pitagórica dos números, por exemplo, diz mais ou menos isso, e faz todo o sentido. Ele dizia que "pode-se ver a natureza do número e sua potência em atividade, não só nas coisas sobrenaturais e divinas, mas ainda em todos os atos e palavras humanos, em qualquer parte, em todas as produções técnicas e na música."


Se estamos mergulhados no elemento inteligente universal, e se somos formados de uma porção dese elemento inteligente, logo deve existir essa lei numérica por trás de todas as coisas.

Existe também um artigo na revista espírita onde Kardec levanta uma hipótese sobre isso, e os espíritos confirmam, mas diz que essa revelação será dada num futuro bem distante.


Veja o que Kardec diz nesse artigo:

Pela mesma razão, nada haveria de absolutamente impossível que o conjunto dos fatos de ordem moral e metafísica fosse igualmente subordinado a uma lei numérica, cujos elementos e as bases, até agora, nos são totalmente desconhecidos. Em todo o caso, vê-se, pelo que precede, que essa lei, ou, se preferirem, essa fatalidade do conjunto, de modo algum eliminaria o livre-arbítrio. É o que nos tínhamos proposto demonstrar. Não se exercendo o livre-arbítrio senão sobre pontos isolados de detalhe, ele não entravaria o cumprimento da lei geral, assim como a irregularidade da saída de cada número não entravaria a repartição proporcional desses mesmos números sobre um certo número de jogadas. O homem exerce o seu livre-arbítrio na pequena esfera de sua ação individual; esta pequena esfera pode estar em desalinho, sem que isto a impeça de gravitar no conjunto segundo a lei comum, assim como os pequenos remoinhos causados nas águas de um rio, pelos peixes que se agitam, não impedem a massa das águas de seguir o curso forçado que lhes imprime a lei de gravitação.


Quem tiver interesse em ler, segue o link:

A Ciência da Concordância dos Números e a Fatalidade (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcGVhay5jb20uYnIvc2l0ZS9idXNjYV9qYW5lbGFfY29udGV1ZG8ucGhwP3NlYz1yb3RlaXJvJmFtcDtpZD02MTkwJmFtcDtpZGlvbWE9MQ==)



Essas leis numéricas talvez seja o que os espíritos chamam de leis gravadas em nossa consciência



Hamlacerda

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 07 de Agosto de 2014, 12:18
A Criação Divina não começou com a criação do princípio inteligente (PI). Aliás a Criação remonta ao infinito, isso porque aquele que é causa primária tem que anteceder a tudo que Ele mesmo criou. E Deus em sua onipotência não criaria nada sem que houvesse Leis para reger aquilo que viesse a existir. Sendo assim, a origem do espírito sucede à das Leis e dessa forma o PI surgiu e desenvolveu-se subordinado a essas Leis que, de alguma forma, foi sendo gravada na essência do ser. Uma planta busca a luz porque está gravado na fisiologia dela que a luz é necessária para sua manutenção e sobrevivência. A planta não tem órgão para exercitar um raciocínio(elas não têm cérebro) mas de alguma maneira as informações sobre as Leis que regem a sua existência vão sendo gravadas e transmitidas para suas sucessoras. Isso acontece de indivíduo para indivíduo dentro da mesma espécie e de espécie a espécie até que chegue à idade da consciência, ou seja, aos seres com constituição mais complexa e dotadas de órgão apropriado ao desenvolvimento da faculdade de pensar, compreender e discernir. As Leis continuam as mesmas de sempre, o ser vai levando consigo uma gama de conhecimento sobre a jurisdição Divina que rege sua existência. Mas quando este ser começa a pensar graças a uma concessão daquele que o Criou a forma de aplicar aquelas Leis instintivamente gravadas na vida do ser pensante sofre a influência do pensamento deste e lhe dá a faculdade da liberdade de pensar por si e de agir com responsabilidade sobre seus atos. Agora o ser pensante tem a liberdade de pensar e deixa de ser dirigido pelas potencias Divinas que guiaram os seus passos assim como os adultos guiam os primeiros passos de seus filhos.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 07 de Agosto de 2014, 14:29
Olá pessoal.

Ham interessante  sua ideia e o texto anexo. De certa forma ajuda a desconfiar, o anexo, que aquela ideia de que a fatalidade existe não só para os atos materiais, mas também para os atos humanos, não se justifica necessariamente com a alegação de que um ato humano deva ser condizente com o que outro encarnado deva passar, pois isso parece uma visão bem restrita, pontual e que - à semelhança dos eventos aleatórios que parecem obra do acaso quando vistos em um número pequeno de eventos, se revela algo mais ordenado, seguindo uma lei, quando verificamos um grande número de eventos – poderia ser vista de outra forma se pudéssemos ver o conjunto da obra. Em outras palavras, seria difícil fazer uma afirmação de que os atos humanos são fatalidades, contrariando o que é dito na Doutrina, quando não desconfiamos que, como dito, à semelhança do que parece obra do acaso nos eventos de probabilidade, uma visão mais geral, de cima, poderia dar outra explicação sem que o livre arbítrio para os atos humanos fosse eliminado.

Quanto à ideia de as leis de Deus serem como equações matemáticas que estariam por serem resolvidas pelos Espíritos, não deixa de ser uma ideia interessante, mas fariam parte da consciência e ao mesmo tempo dependeriam de serem resolvidas? Fazendo, ainda, uma comparação com as ciências físicas: todos os fenômenos físicos possuem uma lei que os regula, ou descreve, e que podem ser descritos por expressões matemáticas (‘fórmulas’), mas enquanto essas ‘fórmulas’ ainda não foram encontradas, não fazem parte do conhecimento da ciência, apenas estão para serem descobertas. Numa comparação, daria para dizer que as leis da física, por exemplo, que já foram descobertas, já fazem parte desta ‘consciência’ do mundo científico. Da mesma maneira no mundo moral essas leis de Deus, não deveriam passar a existir fazendo parte da consciência no momento em que pela experiência, ou pelo raciocínio fossem comprovadas, ou fossem solucionadas essas equações morais? Por que alguns são mais responsáveis que outros por um mesmo ato, ou até para atos diferentes e mesmo que para atos mais graves correspondam menor responsabilidade para alguns, enquanto para outros um ato menos grave é motivo de maior responsabilidade? Continuo não compreendendo a ideia de as Leis de Deus estarem desde o início gravadas em nossas consciências.

Quanto ao porquê de esquecermos essas leis de Deus gravadas em nossas consciências, pode-se pensar primeiro que para serem esquecidas, obviamente que elas já existem em nossas consciências, mas não necessariamente existem por terem sempre existido. Podemos ter algum conhecimento moral e depois esquecermos, ou ignorarmos, mas isso não significa necessariamente que o conhecimento moral sempre existiu, mas pode ter sido adquirido e depois ignorado.

Não estou discordando, apenas tentando entender.

Abraço.


Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 07 de Agosto de 2014, 16:22
A frase "escritas na consciência" usada na questão 621, a palavra consciência, neste caso, não está relacionado a valores éticos, mas no sentido de consciência significando "registros de aprendizado". Há, até ai, a noção de vida e de morte e dos eventos que preenchem os espaços entre um e outro estado, eventos estes que seguem uma metodologia de aplicação que chamamos de Leis Naturais. No período que antecede nossa fase humana, desenvolvemos faculdades em total passividade de nossa vontade, ficando à mercê daquilo que as Leis Naturais determinavam para o transcurso de nossas vidas irracionais. Para descrever este período os Espíritos da codificação usam o termo "força das coisas" para dar significação a ação destas Leis na vida da inteligência que está em progresso.
Quanto a ética, está só começa a ser formada à partir do momento que o Espírito toma consciência de si mesmo e começa a desenvolver o seu senso moral.No desenvolvimento deste senso ele tem que usar do atributo de pensar com liberdade e agir com responsabilidade, e ai ele tem que compreender aquilo que, até então, ele só conhecia. É assim que as Leis de Deus estiveram sempre presentes na vida do espírito mas que, quando começa a agir com a liberdade do pensamento estabelece-se uma espécie de esquecimento daquilo (Leis Naturais) que sempre fez com que sua existência tivesse sido de extrema perfeição. Não havia dor ou sofrimento moral porque não havia moral, não havia consciência de si mesmo.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Joao Paulo Soares em 07 de Agosto de 2014, 17:05

621. Onde está escrita a lei de Deus?

— Na consciência’.

621. a) Desde que o homem traz na consciência(1) a lei de Deus, que necessidade tem de que lha revelem?

— Ele a tinha esquecido e desprezado: Deus quis que ela lhe fosse lembrada.


É bem interessante este assunto. E, afinal, o quê faria esquecermos estas Leis que estão em nós?...por que a dificuldade de acesso a essas Leis?

Abraços
Olá Marcos,

   620. Antes da sua união com corpo, a alma compreende a lei de Deus melhor do que
após a encarnação?
“Compreende-a de acordo com o grau de aperfeiçoamento que haja atingido; e dessa compreensão conserva uma lembrança intuitiva, após a união com o corpo. Entretanto,
de ordinário os maus instintos lha fazem esquecer.”

   Mesmo com uma compreensão da lei de Deus, relativa ao seu grau de aperfeiçoamento, mesmo assim, os instintos ainda não trabalhados, nos a faz esquecer.
   Não sou da opinião, que desde sempre temos na consciência essa Lei.
   A questão 621-a, não me indica que desde sempre o Espirito já possuía esse conhecimento. Responde-me sim, que se o Espirito adquire algum conhecimento da lei, se aquando da reencarnação, tem na consciência essa lei, num estado relativo, porque a necessidade de Deus ter que a revelar, como por exemplo, através de certos Espiritos. Por causa dos nossos outros maus instintos.
   Quando nos indicam que nos esquecemos, em sentido temporal, refere-se à transição do estado desencarnado para encarnado. E não num estado temporal inicial da existência do Espirito.
   




[/quote]
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 07 de Agosto de 2014, 21:05
Olá João Paulo, desculpe-me mas acabei vendo só agora sua primeira manifestação.

Considerando que a vida e aprendizado do Espírito é ininterrupta, o conhecimento das leis de Deus pode ocorrer quando o Espírito for errante e então fará parte da consciência como intuição, mas a questão é saber se todas essas leis foram transmitidas desde o início. Considerando que existe um aprendizado contínuo, sou de opinião que essas leis, de forma paulatina também façam parte da consciência.

João Paulo:Quando nos indicam que nos esquecemos, em sentido temporal, refere-se à transição do estado desencarnado para encarnado. E não num estado temporal inicial da existência do Espirito.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/30/#ixzz39jnVYsj9

Já desse seu trecho penso diferente em relação à afirmação de que o esquecimento ocorra devido a transição do estado desencarnado para encarnado.

Na questão 621 A é dito que o homem esqueceu e desprezou a lei de Deus, mas esquecer poderia ocorrer, hipoteticamente falando, com a transição de desencarnado para encarnado, mas desprezar, só se despreza algo que se conhece, então, parece, que a informação mais importante na resposta é o desprezar e o esquecimento seria o resultado desse desprezo. Mas esquecimento no sentido de não dar importância ao que já se sabe e não no sentido de ignorância, de desconhecimento.

Por exemplo: não consigo imaginar que o mandamento não matarás era necessário como uma revelação, mas como um lembrete e se assim for, não se poderia dizer que ninguém, antes do mandamento, desconhecia que matar era errado, apenas desprezavam o que já estava nas consciências. É claro que posso estar errado.

Abraço.



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Joao Paulo Soares em 08 de Agosto de 2014, 03:30
Olá João Paulo, desculpe-me mas acabei vendo só agora sua primeira manifestação.

Considerando que a vida e aprendizado do Espírito é ininterrupta, o conhecimento das leis de Deus pode ocorrer quando o Espírito for errante e então fará parte da consciência como intuição, mas a questão é saber se todas essas leis foram transmitidas desde o início. Considerando que existe um aprendizado contínuo, sou de opinião que essas leis, de forma paulatina também façam parte da consciência.

João Paulo:Quando nos indicam que nos esquecemos, em sentido temporal, refere-se à transição do estado desencarnado para encarnado. E não num estado temporal inicial da existência do Espirito.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/30/#ixzz39jnVYsj9

Já desse seu trecho penso diferente em relação à afirmação de que o esquecimento ocorra devido a transição do estado desencarnado para encarnado.

Na questão 621 A é dito que o homem esqueceu e desprezou a lei de Deus, mas esquecer poderia ocorrer, hipoteticamente falando, com a transição de desencarnado para encarnado, mas desprezar, só se despreza algo que se conhece, então, parece, que a informação mais importante na resposta é o desprezar e o esquecimento seria o resultado desse desprezo. Mas esquecimento no sentido de não dar importância ao que já se sabe e não no sentido de ignorância, de desconhecimento.

Por exemplo: não consigo imaginar que o mandamento não matarás era necessário como uma revelação, mas como um lembrete e se assim for, não se poderia dizer que ninguém, antes do mandamento, desconhecia que matar era errado, apenas desprezavam o que já estava nas consciências. É claro que posso estar errado.

Abraço.





Olá Norizonte,

   Perfeito Norizonte, estamos na mesma linha de raciocinio.
   Nessa frase citada, apenas me esqueci do " e despreza". A ideia era dar a minha visão contrária de que o espirito como PI, ou já como Espirito, não contem desde a sua criação, a lei de Deus na consciência.

   Na própria resposta :" Ele a tinha esquecido e desprezado(...)". Lemos o "e", e não um "ou". Logo não haverá uma sem a outra.

   No entanto, acho que a consciência funciona como lembrete, como uma ferramenta, e esse pensamento intimo, quando acontece?
   Na altura do acto ou antes dele?
   O mandamento do "não matarás", quando surge na mente, do ser? Antes ou depois do acto?
   Se for antes, o ser o desprezou, mas, e se for depois? Não se esqueceu ?
   E a terceira situação, é aquando não surge, qualquer reacção, senão que, o que está a fazer é o correcto, como temos vários exemplos na nossa história. Por exemplo no Brasil, ainda até há pouco tempo, certas "tribos", enterravam todas os seus recem-nascidos deficientes, pois segundo seus conhecimentos e suas crenças, era sinal de azar,etc.. Logo esses índios não desprezavam a lei de Deus, nem se esqueceram-se agora como encarnados, mas ainda terão que aprender algures, ao ritmo do progresso espiritual, e como tal, temos que ser sinceros e ver que pode servir como prova no comportamento humano, que o conhecimento da lei de Deus, não esteja no Espirito desde a sua criação.

Abraço,
   
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 08 de Agosto de 2014, 03:54
Olá! Parabéns aos amigos Antônio Renato e Norizonte pelo ótimo tema escolhido.

Compartilho com vocês o vídeo de uma palestra, muito boa por sinal, do programa Uma Nova Visão, disponível no site http://www.kardec.tv. Com certeza enriquecerá o tema!

"Quem não quer ter uma morte tranquila? O médico geriatra, Franklin Santana Santos, aborda um tema bastante interessante: Preparação para a morte, trazendo maneiras de entender esse momento de transição entre a vivência física e a espiritual."

UNV 004 - Franklin Santana Santos - Preparação para a morte (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV9xUVlCNGQzNlZRIw==)
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: gldodl em 08 de Agosto de 2014, 10:58
Acredito que o medo nAo seja da morte, mas sim, do que se passara na hora; dor, solidão, abandono? Ao participar da experiência do trabalho mediunico e poder enchergar e ouvir os Espíritos, tive a certeza de que nAo morremos propriamente dito e sim, apenas, abandonamos as vestes ( o corpo) que nAo nos servem mais. Realmente o instinto de conservação faz com que lutemos pela vida mas 'e o apego aas coisa materiais que faz com que tenhamos medo de perde-las. Esta e a primeira vez que participo. Dou os meus parabens aa iniciativa, para que troquemos nossas experiências.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Agosto de 2014, 12:28
Meu irmão Renato,muito bem vindo ao nosso estudo deste mês,muito bom esse vídeo que
você nos trouxe,ele está dentro do que estamos debatendo pois o que o palestrante no
coloca coincide justamente com o que estamos levando adiante.Este assunto é muito
complexo e ao mesmo tempo delicado para muitos,muito embora todos saibam que essa
transição de um mundo para outro é uma certeza que todos sabem que irá acontecer.
Continue conosco.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Agosto de 2014, 12:43
Meu irmão gldodl,seja bem vindo ao nosso FE e também ao nosso estudo mensal,a sua
participação é importante para todos nós.A visão que temos da vida e da morte não é
a mesma para todos,muito embora tenhamos pontos em comum pela certeza que temos
de alguns acontecimentos.A Doutrina Espirita muito nos tem esclarecido sobre essas
questões complexas,fazendo com que tenhamos uma melhor compreensão do nosso
futuro vista que o espírito é imortal,o que cessa é a vida material.Continue conosco.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Agosto de 2014, 20:32

]...]Olá Marcos,

   620. Antes da sua união com corpo, a alma compreende a lei de Deus melhor do que
após a encarnação?
“Compreende-a de acordo com o grau de aperfeiçoamento que haja atingido; e dessa compreensão conserva uma lembrança intuitiva, após a união com o corpo. Entretanto,
de ordinário os maus instintos lha fazem esquecer.”

   Mesmo com uma compreensão da lei de Deus, relativa ao seu grau de aperfeiçoamento, mesmo assim, os instintos ainda não trabalhados, nos a faz esquecer.
   Não sou da opinião, que desde sempre temos na consciência essa Lei.
   A questão 621-a, não me indica que desde sempre o Espirito já possuía esse conhecimento. Responde-me sim, que se o Espirito adquire algum conhecimento da lei, se aquando da reencarnação, tem na consciência essa lei, num estado relativo, porque a necessidade de Deus ter que a revelar, como por exemplo, através de certos Espiritos. Por causa dos nossos outros maus instintos.
   Quando nos indicam que nos esquecemos, em sentido temporal, refere-se à transição do estado desencarnado para encarnado. E não num estado temporal inicial da existência do Espirito.
   

Legal né João Paulo. O entendimento espírita. Sua explicação confere com vários depoimentos em obras que se referem aos compromissos, por exemplo, com a mediunidade. Fazemos o planejamento lá, e quando cá chegamos... dá um branco, aí adeus tarefas... acredito que em relação à consciência este fato também se dê em virtude da nossa "intimidade" com a matéria, claro fruto da imaturidade que gera os maus pendores. Esse é um dos lados da moeda.

A Criação Divina não começou com a criação do princípio inteligente (PI). Aliás a Criação remonta ao infinito, isso porque aquele que é causa primária tem que anteceder a tudo que Ele mesmo criou. E Deus em sua onipotência não criaria nada sem que houvesse Leis para reger aquilo que viesse a existir. Sendo assim, a origem do espírito sucede à das Leis e dessa forma o PI surgiu e desenvolveu-se subordinado a essas Leis que, de alguma forma, foi sendo gravada na essência do ser. Uma planta busca a luz porque está gravado na fisiologia dela que a luz é necessária para sua manutenção e sobrevivência. A planta não tem órgão para exercitar um raciocínio(elas não têm cérebro) mas de alguma maneira as informações sobre as Leis que regem a sua existência vão sendo gravadas e transmitidas para suas sucessoras. Isso acontece de indivíduo para indivíduo dentro da mesma espécie e de espécie a espécie até que chegue à idade da consciência, ou seja, aos seres com constituição mais complexa e dotadas de órgão apropriado ao desenvolvimento da faculdade de pensar, compreender e discernir. As Leis continuam as mesmas de sempre, o ser vai levando consigo uma gama de conhecimento sobre a jurisdição Divina que rege sua existência. Mas quando este ser começa a pensar graças a uma concessão daquele que o Criou a forma de aplicar aquelas Leis instintivamente gravadas na vida do ser pensante sofre a influência do pensamento deste e lhe dá a faculdade da liberdade de pensar por si e de agir com responsabilidade sobre seus atos. Agora o ser pensante tem a liberdade de pensar e deixa de ser dirigido pelas potencias Divinas que guiaram os seus passos assim como os adultos guiam os primeiros passos de seus filhos.

Sim Kaza, e quanto mais consciência de si e do que há, maior amplidão, mais liberdade de ação. É progressivo este caminho. Será que poderíamos simplificadamente dizer que passamos pela sequência: sono quando no mineral, sensações quando vegetal, instinto quando animal, e dotado do Princípio Inteligente quando homem agora portador do sentimento e da consciência?... dá uma luz aí.

Abraços



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 09 de Agosto de 2014, 02:30


Sim Kaza, e quanto mais consciência de si e do que há, maior amplidão, mais liberdade de ação. É progressivo este caminho. Será que poderíamos simplificadamente dizer que passamos pela sequência: sono quando no mineral, sensações quando vegetal, instinto quando animal, e dotado do Princípio Inteligente quando homem agora portador do sentimento e da consciência?... dá uma luz aí.

Abraços


Creio que sim, Marcos! Só trocaria a ordem de algumas palavras que daria um sentido mais doutrinário/Espírita ao que você destacou, ficando assim;
"... e o princípio inteligente passa ser dotado de sentimento e consciência quando chega a fase hominal". E, lembrando o Moura, que por sinal anda meio sumido, é assim que ensina os Espíritos. Portanto, não é meu este re-arranjamento das palavras convenientemente usadas por pensadores de todos os tempos e reproduzidas por você aqui.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Agosto de 2014, 03:10

[...]
Creio que sim, Marcos! Só trocaria a ordem de algumas palavras e que daria um sentido mais doutrinário ao que você destacou, ficando assim;
"... e o princípio inteligente passa ser dotado de sentimento e consciência quando chega a fase hominal". E, lembrando o Moura, que por sinal anda meio sumido, é assim que ensina os Espíritos. Portanto, não é meu este re-arranjamento das palavras convenientimente usadas por pensadores de todos os tempos reproduzidas por você aqui.


Sim Kaza, de pleno acordo. Vejo que há um interessante campo de pesquisa neste tema.

Abraços

 
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Agosto de 2014, 12:57
meus irmãos."Todo homem experimenta a necessidade de viver,de gozar,de amar e ser feliz"...
Mas de serviriam essas aspirações de felicidade,se um leve sopro pudesse dissipá-las?Cap.I
do livro O Céu e o Inferno.Vejam bem,vivemos toda nossa vida material das satisfações que
ela nos propociona,muito embora em alguns momentos possamos experimentar sofrimentos
decorrentes dessas satisfações.O amor e a felicidade são os mais necessário para que então
se possa dizer que viveu bem esse estágio de vida,mas imaginar que tudo possa acabar a
qualquer momento,e essa é uma realidade que não se pode fugir,é para a maioria motivo de
preocupação.Querendo ou não no nosso atual estágio de evolução ainda estamos ligados as
coisas materiais,mesmo para aqueles que buscam através da Doutrina Espirita uma melhor
compreensão ainda é difícil aceitar.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 09 de Agosto de 2014, 14:05
Amigo Antônio, penso que o grande problema está em passar da teoria à prática, ou, ao sentimento. Todos sabemos que este mundo é transitório e que o mundo principal e para o qual todos iremos nos encaminhar é o mundo Espiritual, mas estamos tão presos ao material que apenas vemos essa ideia como uma teoria, não no sentido de que não seja verdade, mas algo difícil de entender como será.

Me parece que, para cada um, existirá um momento de despertar (nesta ou em outra encarnação futura), de percepção e entendimento de que tudo o que ocorre, ocorre apenas como oportunidade para nosso avanço e no momento que despertarmos para isso, veremos tanto os acontecimentos ruins quanto os acontecimentos bons sem sofrimento, ou felicidade, ou apenas com felicidade em ambos os casos. Penso que quando esse momento chegar, começará o verdadeiro desapego às coisas materiais, às paixões,..

Até lá, continuemos tentando entender e um dia, penso, 'cairá a ficha'.

Abraço.

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Agosto de 2014, 15:43

Uma pessoa é considerada feliz, saudável quando exerce suas capacidades intrínsecas de amar, ser justa enfim ter empatia.

Há muitos de nós, fechados em um círculo, uma redoma excessivamente preocupados em usufruir o máximo, enquanto podemos, causando assim verdadeiros tormentos a nós e aos que nos cercam. Mas, nos arrependemos depois. E isso demonstra que estes não seriam casos graves, segundo a psicologia moderna.

Mas, há outros que não medem as consequências para atingir seus objetivos. Ferindo a quem quer que seja, e pasmem sem o mínimo senso de pudor ou remorso. Neste caso, há patologia grave gerando verdadeiras catástrofes entorno de si. Esta doença, embora reconhecida no meio acadêmico, inclusive sabendo-se a respectiva região cerebral responsável pelo desempenho das atividades altruísticas(amor, entendimento, consideração e etc.), segundo alguns pesquisadores, estes indivíduos portadores de de tais anomalias carregam-nas para o túmulo.

Esta região cerebral citada é o córtex pré-frontal. Pesquisas indicam que esta área, quando afetada em acidentes cerebrais, todas as atividades que envolvem amor, alegria, sensibilidade e etc, ficam comprometidas.

Porém, há indivíduos que nunca sofreram nenhum dano cerebral em acidentes, seus exames acusaram normalidade, e suas ações confirmaram um perfil psicopata. Totalmente desprovido de consciência. Por que e onde estariam as causas destas verdadeiras anomalias que proporcionam um inferno a si e aos demais?

Abraços



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 09 de Agosto de 2014, 17:09
Seria interessante a opinião de um especialista psiquiatra que também fosse Espírita para responder a estas questões.

Esta região cerebral citada é o córtex pré-frontal. Pesquisas indicam que esta área, quando afetada em acidentes cerebrais, todas as atividades que envolvem amor, alegria, sensibilidade e etc, ficam comprometidas.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/45/#ixzz39uWVeMEY

Nesses casos, não ocorreria algo semelhante às demências que influenciariam, limitariam a ação do Espírito tornando seus atos não condenáveis?

Porém, há indivíduos que nunca sofreram nenhum dano cerebral em acidentes, seus exames acusaram normalidade, e suas ações confirmaram um perfil psicopata. Totalmente desprovido de consciência. Por que e onde estariam as causas destas verdadeiras anomalias que proporcionam um inferno a si e aos demais?


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/45/#ixzz39uXFweeF

Considerando que as predisposições acompanham o Espírito encarnado, nesses casos não poderiam ser Espíritos muito atrasados que vieram de mundos inferiores à terra, ou de povos muito atrasados, conforme a questão 272 de OLE?

Caso encarnássemos em mundos mais evoluídos que a terra, tentando dar um passo maior, sem que burilássemos nossos defeitos, também nossas atitudes, nesses mundos mais evoluídos não seriam encaradas como escandalosas pelos Espíritos já evoluídos?

Abraço.


Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: ceif em 09 de Agosto de 2014, 18:17
Não sou psiquiatra mas estudos os efeitos neurofisiológicos da meditação e talvez possa ajudar. O córtex pré frontal é apenas um modulador de atividades, ou seja, ele quem define o que pode ser feito e seleciona o que é bom ou ruim. Estudos mostram que quando prestamos atenção para aprender alguma informação externa é ele quem ativa, porém existem outras áreas importantes para o aprendizado e percepção... A área parieto-occiptal tem essa função de percepção espacial. Porém, essa atividade não é encontrada somente no córtex cerebral, pois áreas subcorticais principalmente relacionadas a memória tem atividades muito importantes, no caso do texto, essa área é a amígdala. Uma pequena região responsável pelas emoções e que tem uma grande atividade em pessoas depressivas, pois está relacionado ao medo. Para concluir, não podemos focar apenas na região préfrontal pois apesar dela ser importante para nossas tomadas de decisões, o que vai definir essa decisão está relacionada a nossa experiência aprendida sobre o que é certo e errado, portanto a importância da educação se estende por toda a vida. O engraçado e que o bebê aprende a aprender e o adulto idoso aprende a esquecer... A pergunta que fica... se isso realmente acontece, o que será de nossa próxima vida?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Agosto de 2014, 01:12
Meu irmão Norizonte da Rosa,tudo no seu devido tempo,o nível de consciência do espírito
hoje não será o mesmo na próxima encarnação,isto quando ele vem buscando o seu
progresso moral.Haverá sim um momento em que os acontecimentos da vida material
não venha mais afetar esse espírito em sua caminhada evolutiva.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Agosto de 2014, 01:59
Meu irmão Marcos,há um dito popular que de médico e louco todos nós temos um pouco,
podemos não ser nenhum nem outro.A máquina humana é perfeita na sua forma mas
imperfeita no seu conteúdo,e esse conteúdo seria então a maneira como ele se conduz
nas suas reações,pela sua visão e entendimento das coisas que estão a sua volta na
na vida material.O comportamento de de um não é o mesmo de outro para a mesma
situação,a exemplo:há pessoas que sente felizes pelo sucesso de uma outra pessoa,
há outras que esse sucesso lhes causa inveja,em outro caso há pessoa que entristece
com a partida de um parente ou membro da sua família,outros se alegram com isto.
Assim somos todos nós,com qualidades mas cheios de defeitos.Eu penso assim.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Agosto de 2014, 02:09
Meu irmão ceif,seja bem vindo ao nosso estudo mensal,a sua participação é muito importante
para todos nós,mesmo que esta venha versar um pouco diferente do tema em debate,mas
não deixa de ser importante.Continue conosco.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Kazaoka em 10 de Agosto de 2014, 02:39
Meu irmão Norizonte da Rosa,tudo no seu devido tempo,o nível de consciência do espírito
hoje não será o mesmo na próxima encarnação,isto quando ele vem buscando o seu
progresso moral.Haverá sim um momento em que os acontecimentos da vida material
não venha mais afetar esse espírito em sua caminhada evolutiva.

Estamos permanentemente evoluindo, quando as questões da vida material daqui da Terra não mais afetarmos, então não haverá mais razão para que reencarnemos por aqui.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: ceif em 10 de Agosto de 2014, 02:49
Só estava tentando esclarecer uma dúvida que foi colocada no debate. Por outro lado, essas atividades cerebrais são apenas manifestações de nosso ser e podem ser percebidos e tratados. Acredito muito na mudança das pessoas, mesmo porque pra que voltaríamos a esse mundo? A ciência tem a possibilidade de tornar essa mudança palpável e quantificável diferentemente de conceitos e teorias. É claro que isso é sem fim, mas acredito muito que se nos motivarmos a fazer tudo que deve ser feito como está em qualquer escritura, teremos uma chance. O problema é que enquanto acharmos que não somos responsáveis por nosso atos até mesmo quando "achamos" que o outro ou o ambiente é o "culpado" nunca teremos alternativa. Os orientais tendem a encarar a morte de uma forma diferente, não como um fim, mas como um novo recomeço... redundante mesmo... viver o momento presente evita a raiva do futuro e o apego do passado...
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Agosto de 2014, 05:03
Só esclarecendo, não sou psicólogo nem psiquiatra. Apenas pesquiso o assunto. Na verdade sou professor de Língua Portuguesa(não atuante em sala de aula).

Seria interessante a opinião de um especialista psiquiatra que também fosse Espírita para responder a estas questões.

Citar
Esta região cerebral citada é o córtex pré-frontal. Pesquisas indicam que esta área, quando afetada em acidentes cerebrais, todas as atividades que envolvem amor, alegria, sensibilidade e etc, ficam comprometidas.
[...]

1)Nesses casos, não ocorreria algo semelhante às demências que influenciariam, limitariam a ação do Espírito tornando seus atos não condenáveis?

Citar
Porém, há indivíduos que nunca sofreram nenhum dano cerebral em acidentes, seus exames acusaram normalidade, e suas ações confirmaram um perfil psicopata. Totalmente desprovido de consciência. Por que e onde estariam as causas destas verdadeiras anomalias que proporcionam um inferno a si e aos demais?
[...]

2)Considerando que as predisposições acompanham o Espírito encarnado, nesses casos não poderiam ser Espíritos muito atrasados que vieram de mundos inferiores à terra, ou de povos muito atrasados, conforme a questão 272 de OLE?

3)Caso encarnássemos em mundos mais evoluídos que a terra, tentando dar um passo maior, sem que burilássemos nossos defeitos, também nossas atitudes, nesses mundos mais evoluídos não seriam encaradas como escandalosas pelos Espíritos já evoluídos?

Abraço.

1)Exatamente Norizonte. Em havendo a limitação cerebral o Espírito fica "enjaulado", impossibilitado de manifestar-se plenamente. E isso também é uma prova e ou expiação para ele.

2)Em relação á questão 272 de OLE, acredito que tem a ver com alguns casos. São criaturas, embora a perfeita conformação cerebral, agem como "canibais sociais". Mas veja bem, não deve ser uma regra, pois alguns tem imenso poder intelectivo, exercem liderança hábil, são envolventes... mas, totalmente desprovidos de sentimento em relação ao próximo, ao semelhante. Não tem emoções. São moralmente ocos, entende?

3) Sem dúvida que em mundos muito evoluídos nos sentiríamos deslocados. Mas aí é que entra a importância da evolução moral. Sem dúvida, a falta desta é mais notória, chega a ser berrante. O intelecto deficitário ou insuficiente é menos chocante.

Abraços

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Agosto de 2014, 05:13
Meu irmão Marcos,há um dito popular que de médico e louco todos nós temos um pouco,
podemos não ser nenhum nem outro.A máquina humana é perfeita na sua forma mas
imperfeita no seu conteúdo,e esse conteúdo seria então a maneira como ele se conduz
nas suas reações,pela sua visão e entendimento das coisas que estão a sua volta na
na vida material.O comportamento de de um não é o mesmo de outro para a mesma
situação,a exemplo:há pessoas que sente felizes pelo sucesso de uma outra pessoa,
há outras que esse sucesso lhes causa inveja,em outro caso há pessoa que entristece
com a partida de um parente ou membro da sua família,outros se alegram com isto.
Assim somos todos nós,com qualidades mas cheios de defeitos.Eu penso assim.

Show de bola Antonio. Os limites entre a loucura e a lucidez são realmente tênues. Felicidade a uns é a tristeza de outros. E as vezes deixamos isso muito claro.

Abração

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 10 de Agosto de 2014, 12:10
2)Em relação á questão 272 de OLE, acredito que tem a ver com alguns casos. São criaturas, embora a perfeita conformação cerebral, agem como "canibais sociais". Mas veja bem, não deve ser uma regra, pois alguns tem imenso poder intelectivo, exercem liderança hábil, são envolventes... mas, totalmente desprovidos de sentimento em relação ao próximo, ao semelhante. Não tem emoções. São moralmente ocos, entende?


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudos-do-mes-de-agosto/45/#ixzz39zAnaBaa

Pois é Marcos, aí parece entrar aquela questão sobre as evoluções no intelectual e na moral não ocorrerem necessariamente ao mesmo tempo e também o fato de alguém ter imenso poder intelectivo nesta encarnação, não prova que não possa ter obtido essa evolução em mundos mais atrasados. Veja, não parece razoável esperarmos que para passarmos a encarnar em um mundo mais evoluído que a terra, tenhamos todos que adquirir a inteligência de um Albert Einstein e, de forma semelhante, não dá para imaginar que esse personagem famoso, só por ter grande intelecto, tenha tido sua próxima encarnação, se já ocorreu, em um mundo mais evoluído.

Agora deu medo :D Um professor de Língua Portuguesa?! perdoe alguns barbarismos e outras barbaridades contra a língua :D é que sou das exatas e português não perciso.

Abraço.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Agosto de 2014, 17:44
Oí pessoal,um pit stop nos nossos debates,feliz dia dos pais para todos nós,que Deus na
sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Agosto de 2014, 20:59
Citação de: Norizonte da Rosa link=topic=51042.msg362840#msg362840
[...

Pois é Marcos, aí parece entrar aquela questão sobre as evoluções no intelectual e na moral não ocorrerem necessariamente ao mesmo tempo e também o fato de alguém ter imenso poder intelectivo nesta encarnação, não prova que não possa ter obtido essa evolução em mundos mais atrasados. Veja, não parece razoável esperarmos que para passarmos a encarnar em um mundo mais evoluído que a terra, tenhamos todos que adquirir a inteligência de um Albert Einstein e, de forma semelhante, não dá para imaginar que esse personagem famoso, só por ter grande intelecto, tenha tido sua próxima encarnação, se já ocorreu, em um mundo mais evoluído.

Agora deu medo :D Um professor de Língua Portuguesa?! perdoe alguns barbarismos e outras barbaridades contra a língua :D é que sou das exatas e português não perciso.

Abraço.

Norizonte, me parece mais difícil atingir este progresso intelectual em um mundo atrasado. Mas sabemos que um Espírito adiantado em intelecto pode reencarnar em um mundo desses como expiação ou com a finalidade de alavancar o progresso daqueles, o que seria uma missão.

Como você disse, a evolução não se dá moral e intelectualmente de maneira simultânea. É gradativa ora em um aspecto ora noutro.

O que podemos destacar dos ensinos dos Espíritos a Kardec,  é que o intelectual deve vir primeiro, para fundamentar as bases para uma moral segura livre das amarras da ignorância que redundam em dolorosas quedas.

Mas não devemos confundir as coisas. Por vir primeiro o progresso no campo do intelecto, isso não importa que seja mais importante. O progresso moral é, digamos assim, preponderante, e por consequência mais difícil. Daí a necessidade de uma base sólida firmada no conhecimento para que não nos tornemos apenas espíritas "bonzinhos", de uma "bondade hipócrita", digo isso daquela falsa moral, só para aparecer bem na foto.

Uma coisa é certa. Para atingirmos evolução, conforme os desígnios de Deus, esta evolução deve acontecer nos dois aspectos citados. Até mesmo para que cheguemos na condição de merecedores da felicidade, do estado de consciência tranquila com os compromissos que nos cabem.

Quanto a minha graduação de professor, fique frio. Com as novas regras ortográficas e a falta de atividade neste campo, também me tornei neófito com uso das palavras rsrs...

Abraços

 

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Laerte A. Rodrigues em 11 de Agosto de 2014, 14:10
Caros irmãos!
 Eu ainda estou iniciando a minha jornada através das obras de Kardec. Mas, levando em conta o que absorvi até agora através da leitura espírita eu digo que a Terra, é a nossa escola na qual nós aprendemos, durante cada geração de vida e tentamos melhorar(evoluir), e quando retornamos a Pátria Espiritual, lá nós saberemos. se fomos"aprovados" ou não na escola da vida terrena, se teremos de "repetir"  o ano, por não obtermos a nota necessária para sermos "aprovados" . E quando aqueles que temem a morte, principalmente, quem já é espírita e conhece as leis do Criador, sabe que a morte é apenas uma passagem de uma dimensão para outra...... Então levando tudo isso em conta, que o Mestre Jesus também nos disse "Na Casa do meu Pai, há muitas moradas" . Eu fico tranquilo e sereno. Um grande abraço à todos! :D
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Agosto de 2014, 17:00
Meu nobre(nobre na alma)irmãoLaerte,seja bem vindo ao nosso estudo mensal a presença
é importante para todos nós,seja mais um a dividir conosco os seus conhecimentos,muito
embora você se coloca como iniciante nos estudos da Doutrina Espirita,o que já tenha
aprendido e este com certeza você aprendeu bem,pois suas respostas não são diferentes
daquelas que possamos dá.A visão que se tem da vida material não é a mesma nem
 compreendida da mesma forma,muito embora a Doutrina Espirita venha esclarecer mas
como se sabe os espíritos têm graus diferentes de evolução e nós somos esses espíritos
encarnados.A comprensão que se tem dos acontecimentos não é a mesma para todos e
quando se trata acontecimentos futuros,mais ainda difere,pois o que irá acontecer será
fruto da maneira como esse espírito tenha dado conta das provas a que ele foi submetido.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gabri-El em 11 de Agosto de 2014, 21:13
Olá irmãos! Deixo minha contribuição no estudo deste mês...

Capítulo I

Para onde vamos?

O indivíduo pensante ora encarnado continuará no mesmo campo de vibração do Espaço quando despir-se da forma mais densa. Ele não vai a lugar algum, pois "já se encontra onde estará." A identificação com a forma densa é tão forte que o indivíduo acredita que vai a algum lugar após a "morte".

O que seremos após a morte?

O que "morre" é o corpo denso. O Ser é auto-existente. Continuará sendo o mesmo, porque sempre é o mesmo em sua essência, independente das condições que a encarnação e a desencarnação impõem. O psiquismo individual modifica-se de encarnação a encarnação, então esse estado psíquico do indíviduo, com toda a carga de virtudes e vícios, estará na desencarnação da mesma maneira quando encarnado. Em alguns casos com melhor lucidez devido a desilusão que o desenlace proporciona e assim até desvencilhar-se de todas as impressões da existência humana mais densa.

Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez?

O psiquismo individual evolui, então a pessoa de hoje não estará a mesma amanhã.
O Ser essencial, o Espírito, vive e continuará vivendo a Eternidade em Deus.

O  Niilismo

Do ponto de vista psíquico de um indivíduo ainda preso a muitos preconceitos, Aquele Puro Ser, a Essência Pura, o Espírito em sua magna Essência e liberto da carga conceitual sobre a Vida, liberto de idéias sobre o existir e o não-existir, é um Nada.
O Espírito, como Chama Divina no Homem, é além do psiquismo. Contudo, o Nada como algo auto-existente, não existe. Muitos declaram que o grande Sábio Buddha-Gautama ensinou o Niilismo, isto porque analisam os Ensinamentos deste Sábio do ponto de vista psíquico preconceituoso e limitado à existência material.

O panteismo

Possui algo de verdade. Tudo é UM! Mas isso é apreendido pelo silêncio instrospectivo. Discutir a respeito pela atividade do intelecto não levará a lugar algum, embora quando apreendido pela instrospecção facilmente o raciocínio se ajustará e entenderá.
                                       

Capítulo II

A individualidade da alma

A Alma é o psiquismo individual que evolui de encarnação a encarnação.

Causas do temor da morte

Ignorância de si mesmo. Apego emocional à existência humana. Outros...

Porque os espiritas não temem a morte.

Muitos espíritas temem a morte. O ser humano de modo geral teme a morte. O espírita tem muitas condições de superar esse medo pelo imenso conhecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas esses conhecimentos precisam ser interiorizados, conscientizados, e não acumulados na mente como se acumula livros numa estante entregue à poeira.

Fraternalmente
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Agosto de 2014, 00:52
Meus irmãos,dando continuidade aos nossos estudos.  O Niilismo - Doutrina filosófica que
indica um pessimismo e ceticismo extremos perante qualquer situação ou realidade
possivel.Consiste na negação de todos os princípios religiosos,políticos e sociais A crença
do nada,foi Friedrich Heirinch Jacobi(Filosófo alemão 1743 - 1819)e Jean Paul que  o
conceituou originalmente,mas foi Nitzsche(Filosófo,poeta e compositor alemão)que melhor
descreveu como sendo a falta de convicção em que se encontrao ser humano após a
desvalorização de qualquer crença.Essa desvalorização acabapor culminar na consciência
do absurdo e do nada.
Pela crença em o nada,o homem concentra todos os seus pensamentos,forçosamente na
vida presente - Cap.I do Livro O Céu e o Inferno.Ora meus irmãos se estamos vivendo
o presente, imaginar que em um futuro nada mais existirá,vamos então aproveitar esse momento antes que ele acabe,esse seria então um pensamento egoista,se estamos neste
mundo para evoluir,que aproveitemos então todo tempo nessa tarefa,não importando
quanto tempo nos falte,seria o mais correto.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 15 de Agosto de 2014, 05:27
Meus  irmãos,o espiritismo vem opor um dique à difusão da incredulidade,não somente pelo
raciócinio,não somente pela pespctiva dos perigos que ela acarreta,mas pelos fatos
materiais,tornando visiveis e tangíveis a alma e a vida futura.
todos somos livres na escolha das nossas crenças;podemos crerem alguma coisa ou em
nada crer,mas aqueles que procuram fazer prevalecer no espírito das massas,da juventude
principalmente a negação do futuro,apoiando-se na autoridade do seu saber e no
ascendente da sua posição,semeiam na sociedade germens de pertubação e dissolução,
incorrendo em grande responsabilidade.Cap.I,ítem 4 do liv.O céu e o Inferno.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: miriam criez em 17 de Agosto de 2014, 20:14
Há anos que leio, estudo e participo de palestras espíritas com o intuito de me aperfeiçoar e, embora nunca tenha participado de reuniões mediúnicas e nunca ter comprovado por meio sensoriais as manifestações espirituais, os textos da doutrina espírita tem uma lógica irrefutável quanto a imortalidade do espírito e a continuidade da vida após a morte física. A questão que me fica é como entender que as outras religiões, e portanto seus adeptos, não consigam perceber essa lógica.
Abs
Miriam
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Agosto de 2014, 22:24
Minha querida irmã Miriam,seja bem vinda ao nosso estudo  mensal a sua participação é
importante para todos nós.Veja bem,todos nós neste FE incluindo você que nos visita
vem procurando respostas,e às encontrando,pois a Doutrina Espirita nos dá a liberdade
de questionar o que não aceitamos por imposição de dogmas e estes fazem com que as
religiões falhem nos seus própositos.O que interpretamos por aquilo que estudamos vem
nos dando a certeza de que há uma continuidade e não acaba com a morte física,e o
espírito que animava o nosso corpo irá cumprir outra etapa da sua evolução após ter se
libertado do jugo da matéria.Como sabemos,Kardec para ter certeza do que estava
escrevendo poderia ser comprovado,fez a mesma pergunta a vários espíritos em locais
diferentes,não foi só pelo seu ceticismo mas também pela credibilidade que tinha no meio
acadêmico na sua época,e essa estava em jogo,por isto podemos afirmar que a nossa
Doutrina tem muito nos esclarecido sobre os acontecimentos da vida, pelo que estudamos
nas codificações do Kardec.
Fique na paz e continue conosco.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Agosto de 2014, 23:40
O Panteísmo - O princípio universal de vida e de inteligência é a própria dinvindade.Deus é
concomitantemente espírito e matéria;todos os seres,todos os corpos da Natureza
compõem a divindade,da qual são as moléculas e os elementos constitutivos;Deus é o
conjunto de todas as inteligências reunidas;cada individuo,sendo uma parte do todo,é Deus
ele próprio;nenhum ser superior e independente rege o conjunto;o Universo é uma imensa
república sem chefe,ou antes,onde cada qual é chefe com poder absoluto.
A este sistema podem opor-se inumeráveis objeções das quais são estas as principais:não
se podendo conceber a dinvindade sem infinita perfeição,pergunta-se como um todo
perfito pode ser formado de partes tão inperfeitas,tendo necessidade de progredir? E
devendo cada parte ser submetida à lei do progresso,força é convir que o próprio Deus
deve progredir,e se Ele progride constatemente,deveria ter sido,na origem dos tempos
muito imperfeito.
E como pôde um ser imperfeito,formado de idéias tão divergente,conceber leis tão
Harmônicas,tão admiráveis de unidade,de sabedoria e previdência quais regem o
Universo? - Cap.I do livro O Céu e o Inferno,ítem 7 e 8.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Agosto de 2014, 12:41
Sob o ponto de vista moral,as consequências são igualmente ilógicas.Em primeiro lugar é para
as almas,tal como no sistema precedente,a absorção num todo e a perda da individualidade.
Dada o que se admita,consoante a opinião de alguns panteistas,que as almas conservem a
sua individualidade,Deus deixaria de ter vontade única para ser composto de miríades de
vontades divergentes.Cap.I ítem 9.Livro o Céu e o Inferno.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 20 de Agosto de 2014, 00:23
Há anos que leio, estudo e participo de palestras espíritas com o intuito de me aperfeiçoar e, embora nunca tenha participado de reuniões mediúnicas e nunca ter comprovado por meio sensoriais as manifestações espirituais, os textos da doutrina espírita tem uma lógica irrefutável quanto a imortalidade do espírito e a continuidade da vida após a morte física. A questão que me fica é como entender que as outras religiões, e portanto seus adeptos, não consigam perceber essa lógica.
Abs
Miriam
Caríssima Miriam, como nosso irmão Antônio lhe escreveu, cada um tem uma maneira de entender, de interpretar os textos bíblicos, em especial o Evangelho.
De qualquer forma, acho fundamental que tenhamos em mente que a DE apresenta uma lógica própria, assim como as igrejas.
Os conceitos defendidos pelas igrejas cristãs, ainda que em alguns pontos, pareçam "ofender a nossa inteligência", possuem uma base racional muito bem elaborada, ainda que divergente do nosso entendimento.
Alem disso, conceitos arraigados a tanto tempo só serão alterados quando houver a necessidade disso, ou seja, ninguem vai mudar seu entendimento, principalmente para "pior", se não houver uma razão muito forte para isso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Agosto de 2014, 11:39
Meus irmãos,o homem, seja qual for a escala de sua posiçãosocial,desde selvagem  tem  o
sentimento inato do futuro;diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência
e que aqueles cuja a perda lamentamos não estão irremissivelmente perdeidos.
A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada.Entretanto
a maior partedos que nele crêem aparesentam-se-nos possuidos de grande amor às coisas
terrenas e temerosas da morte!Por quê?Cap.II,ítem 1,do liv.O Céu e o Inferno.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Agosto de 2014, 14:49
[...]Entretanto
a maior parte dos que nele crêem aparesentam-se-nos possuidos de grande amor às coisas
terrenas e temerosas da morte!Por quê?Cap.II,ítem 1,do liv.O Céu e o Inferno.

Olá amigo Antonio, realmente , ao que parece, nunca se amou tanto ficar na terra... será?!... depende de quem faça a análise.

Àqueles povos em guerra talvez não seja tão evidente esse apego à existência física devido aos imensos sofrimentos. Muitos devem almejar algo melhor.

Porém, por que espíritas brasileiros a cada dia parecem mais e mais apegados à presente encarnação,com um temor, às vezes até gigantesco diante da morte?!... seria medo?!... desinformação?!...

...acho que não. Nunca tivemos tanto acesso aos bens de consumo como agora. E, ao que parece, somos extremamente consumistas. Precisamos mais... sempre.

O problema é o apego. A tudo. Não queremos perder nada, nem programas de TV. Sexo, trabalho(inclusive na casa espírita), cargos, fama, amizades(esse é por ignorância). São muitas comodidades. O corpo inebria com suas imensas possibilidades de prazeres inusitados.

Por mais que hajam "outros" prazeres, queremos este, palpável, fácil, e, por isso lutamos sofregamente nos agarrando a farrapos e migalhas. A proposta é o desapego, é o equilíbrio destas forças, mas...

Abraços

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 20 de Agosto de 2014, 23:23
 Olá, estou iniciando na doutrina, vendo lendo e assistindo a filmes e vídeos nesses últimos meses mas é claro, acumulo muitas dúvidas... Quando é dito que a pessoa por sofrer muito deseja desencarnar o mais rápido possível, essa vontade é prejudicial em algum sentido? Essa vontade ajudaria na hora do desencarne? E todos os que sofrem consideravelmente serão amparados durante ou após o desencarne? Obrigada a todos, este fórum tem feito parte dos meus estudos!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 21 de Agosto de 2014, 01:56
Olá, estou iniciando na doutrina, vendo lendo e assistindo a filmes e vídeos nesses últimos meses mas é claro, acumulo muitas dúvidas... Quando é dito que a pessoa por sofrer muito deseja desencarnar o mais rápido possível, essa vontade é prejudicial em algum sentido? Essa vontade ajudaria na hora do desencarne? E todos os que sofrem consideravelmente serão amparados durante ou após o desencarne? Obrigada a todos, este fórum tem feito parte dos meus estudos!

Olá Ana Flávia! Seja muito bem-vinda ao fórum!

Tentarei responder dentro de minhas limitações:

Quando é dito que a pessoa por sofrer muito deseja desencarnar o mais rápido possível, essa vontade é prejudicial em algum sentido?

É natural num mundo de provas e expiações e atualmente no estágio de transição, que pessoas que muito sofrem possam vir a entrar em desespero, desânimo, revolta, etc. São traços, temporários, da imperfeição do Espírito.
Somente desejar desencarnar, num lapso de grande tristeza, da boca para fora, não é algo positivo, mas, como a pessoa já se encontrava numa situação ruim, trata-se apenas de uma consequência que ela acabou permitindo, na maioria das vezes devido a própria imperfeição moral. Provavelmente ela se acalmará, podendo voltar às atividades rotineiras, o perigo existe ao alimentar o pensamento infeliz, pois quem busca algo sempre consegue, seja coisas boas ou más. Quem já está sofrendo e continua alimentando infelicidade, somente sofrerá mais. O ideal é "dar a volta por cima" e seguir em frente crendo que é capaz de superar.
Se a pessoa acaba trilhando o caminho da tentativa de suicídio, é uma falta muito mais grave, pois não existe motivo para a pessoa pensar em desistir, por mais sofrível e degradante que seja a existência. Deve suportar com toda as energias. O suicídio é o gênero de morte que o Espírito mais sofre, ou seja, é trocar um sofrimento da vida terrena por outros piores no além-túmulo. Deus nos forneceu uma ferramenta maravilhosa de trabalho que é o nosso corpo e desistir constitui um terrível desvio da Lei Divina. Para todo problema há solução, restando à pessoa procurar buscar meios de sair da escuridão.

Essa vontade ajudaria na hora do desencarne?

Não. Ajudaria somente a manter o desequilíbrio, pois, como sempre, a nossa mente é que constrói a realidade, mesmo no momento do desencarne. E, no caso de alguém que esteja desesperado para morrer, essa pessoa apenas sofrerá mais do que deveria. A calma e confiança em Deus é o ideal em todos os momentos.

E todos os que sofrem consideravelmente serão amparados durante ou após o desencarne?

Quem sofre por uma expiação (resgate de dívidas e reparação) e continua confiante e esperançoso num futuro melhor, sem se revoltar, buscando aprender e melhorar com a dor, com certeza será amparado antes, durante e após o desencarne, pois venceu e concluiu o seu planejamento.
Quem sofre por injustiça durante a existência, muitas vezes também por expiação, e não retribui através de vingança e revolta, também será amparado.
Aqueles que sofrem, na atual existência, por terem construído um reino de horror em torno de si e que continuaram assim até o momento do término da existência, será complicado serem amparados devido à colheita necessária que terão de realizar das próprias faltas. Encontrando o "amparo" somente das entidades perversas que atraiu para serem suas companhias infelizes. Mas, como ninguém fica nas trevas para sempre, surge um momento em que o Espírito sofredor será amparado por benfeitores espirituais, os quais o caminharão de volta à estrada da evolução, adentrando na oportunidade da reencarnação.
Em todos os casos, o guia espiritual do indivíduo sempre estará por perto, buscando uma oportunidade de ajudar o tutelado, seja ele justo ou desviado.

Abraço fraterno!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Agosto de 2014, 12:38
Citar
Há anos que leio, estudo e participo de palestras espíritas com o intuito de me aperfeiçoar e, embora nunca tenha participado de reuniões mediúnicas e nunca ter comprovado por meio sensoriais as manifestações espirituais, os textos da doutrina espírita tem uma lógica irrefutável quanto a imortalidade do espírito e a continuidade da vida após a morte física. A questão que me fica é como entender que as outras religiões, e portanto seus adeptos, não consigam perceber essa lógica.
Abs
Miriam

Sempre me fiz essa pergunta!

Cabe aqui ressaltar que não faço críticas a outras religiões ou religiosos, apenas tento também entender os motivos que levam ao não reconhecimento da lógica do Espiritismo, por outros religiosos. Também é importante dizer que o Espírito evoluirá sendo o encarnado Espírita ou não, acredito que não haveria razão para pensar diferente.

Tirando os casos de interesses venais que levem pessoas a outras religiões e também aqueles casos de medo do Espiritismo: existem pessoas que sequer segurariam uma obra da codificação, em especial O livro dos Espíritos, por medo do diabo, ou seja, por preconceito – certa vez uma colega de trabalho disse que não gostava da ideia de se ficar conversando com os mortos, como se Espiritismo se resumisse a isso. Dizia, tirando esses casos, caberia entender por que muitas pessoas não se dobrem à lógica do Espiritismo.

A capacidade intelectual de pessoas que professam outras religiões é, muitas vezes, patente: são religiosos que se dedicam a vida aos estudos, profissionais liberais,..

Penso que um dos motivos, principalmente em relação às religiões cristãs, se deva ao apego emocional e confortante que essas religiões proporcionam aos fieis. Normalmente  religiões cristãs tem duas figuras que confortam, uma delas é a própria igreja considerada uma mãe e outra é a figura paterna dos líderes (que normalmente são homens). O conforto, então, proporcionado por essas duas ‘figuras’ é algo, que a meu ver, faz com que muitas pessoas, mesmo as mais capazes intelectualmente falando, se apeguem; seria um apego emocional, transmitido muitas vezes de pais para filhos (e falo isso com conhecimento de causa).

Por outro lado o Espiritismo, sem essas duas figuras confortantes, ao contrário parece bastante duro. Explico: no Espiritismo não existe a ideia de passar a mão na cabeça de ninguém, ou de prometer o céu por um arrependimento momentos antes do desencarne. Quer dureza maior que saber que tudo vai depender apenas de nós e que não teremos mãos passadas em nossas cabeças nos desculpando?

Abraço.






Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Agosto de 2014, 13:00
Meu nobre(nobre na alma)amigo Marcos,muito verdadeiro esses seus pensamentos,e tudo
isto nos levam à aceitar o quanto ainda somos apegados as coisas materiais,muito embora
pelos esclarecimentos poderiamos não mais tê-los.Parece-nos um contra-senso entender
porque ainda somos assim,seria então inaceitável depois de tanto progresso material e
espiritual adquiridos termos tão pouco tempo nesta vida para usufruir de tudo isto?Dado
aos avanços tecnologicos a medicina vem propocionando a todos uma melhor qualidade de
vida,pois conseguem indentificar com mais rapidez o que poderia encurtar o tempo de vida
material,isto colocando tão sómente este fator como parametro para entendimento. A vida material é muito curta,o tempo também,talvez seja este o motivo que ainda nos leva a
temer ou mesmo não aceitar a morte,mesmo tendo sido esclarecidos através da Doutrina
Espirita sobre os acontecimentos da nossa vida.Evidentimente,e tudo nos leva a crê que
em algum tempo,dado a evolução do espírito e consequentemente o seu progresso moral,
não mais teremos esse apego.Assim eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 21 de Agosto de 2014, 15:05
Renato, simplesmente adorei suas explicações! Muito obrigada pela paciência...
E se puder, dentro do que vc falou, surgiu uma outra pergunta...
Quando vc diz que uma hora ou outra o espírito será socorrido pelos benfeitores espirituais, o que determina quanto tempo demora? Se uma pessoa foi espírita aqui na Terra ou pelo menos teve alguma noção, ela vai entender a sua situação e certamente pedirá ajuda, mas eu tenho a sensação de que muitos passam um bom tempo rogando até que sejam atendidos, não entendo isso muito bem...
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Agosto de 2014, 15:41
Bom dia.

Trago texto do livro 'a crise da morte' de Ernesto Bozzano (páginas 41 a 43) sobre as criações do pensamento quando o Espírito encontra-se desencarnado. Embora o fato de não irmos necessariamente para uma região definida, circunscrita no universo, após o desencarne, o poder criador do pensamento, conforme o texto (e o assunto é mais detalhado no livro 'pensamento e vontade' do mesmo autor - assunto que digo sobre o poder de criação do pensamento) 'cria' um mundo. (o texto está desconfigurado, mas quem quiser ler sem cansar, poderá acessar o site http://bvespirita.com, onde, obviamente o texto está formatado.

"Resta-me, por fim, assinalar a mesma amplitude de detalhes,
teoricamente instrutivos, na circunstância do muito interessante fenômeno do
pensamento e da vontade, considerados como forças que modelam e organiza
no meio espiritual. Já tive ocasião de desenvolver longamente este assunto,
que é excepcionalmente interessante, pois que permite se apreendam
nitidamente as modalidades em que se desdobra a existência espiritual, nas
esferas preparatórias, próximas do mundo dos vivos. Assim é que se chega a
eliminar as formidáveis objeções que induziam a maioria dos pesquisadores a
atribuir uma origem puramente subconsciente a todas as revelações
transcendentais, objeções que, irremovíveis na aparência, desaparecem, ao
contrário, como o nevoeiro em face do Sol, ante a grande verdade psicológica
de que se trata, verdade que é também reconhecida como experimentalmente
demonstrada no mundo dos vivos. Nestas condições, indispensáveis se torna
que me detenha, ulteriormente, sobre este tema.
No caso que nos ocupa, só muito eficaz, muito instrutiva se poderia achar
a descrição, que faz o Espírito comunicante, das modalidades pelas quais os Espíritos recém-vindos chegam gradualmente a descobrir que o meio onde se
encontram é constituído de formas do pensamento e de projeções da memória
e que tudo isto está organizado com o fim de tornar mais fácil, ao recémdesencarnados,
o período de transição da existência terrestre para a existência
espiritual propriamente dita.
Para melhor ilustrar, posteriormente, esta grande verdade, julgo útil
reproduzir longo trecho de um artigo que publiquei, há algum tempo, sobre o
mesmo assunto. Reportando-me às revelações transcendentais, em geral,
raciocinava assim:
Os informes que acabo de reproduzir concordam exatamente com o que
se lê na obra do professor Oliver Lodge, intitulada - Raymond. Toda gente se
lembra da referida ironia e das vulgares chacotas dos jornalistas, a propósito
de uma afirmação análoga às que precedem, porém mais especificas, do
Espírito Raymond, que tivera ocasião de aludir à anedota seguinte:
Outro dia, chegou um soldado que desejava fumar um charuto. Logo lhe
apresentou uma coisa cuja aparência era bem a de um charuto. O soldado a
tomou avidamente; porém, pondo-se a fumá-lo, não experimentou a satisfação
habitual; pelo que, depois de haver consumido quatro, deixou para sempre de
pedi-los. E o que se dá com todos os Espíritos recém-chegados: não
encontram a mesma satisfação que antes, nesses hábitos voluptuosos,
adquiridos no mundo dos vivos e os perdem. Entretanto, quando chegam aqui,
ainda estão influenciados pelas tendências que os dominavam na Terra.
Assim, alguns há que pedem de comer; outros desejariam beber um gole de
uísque. Não tens que te espantar, se eu te disser que há meio de serem
contentados, fornecendo-se-lhes qualquer coisa que se assemelhe ao que eles
reclamam. Somente, desde que hajam saboreado uma ou duas vezes a coisa
desejada, não mais sentem dela necessidade e a esquecem... (Raymond, págs.
197-198.)
Eis ai o que refere a personalidade mediúnica de Raymond, que,
conforme o disse eu - não faz mais do que relatar anedotas análogas a outras
narradas precedentemente por muitas personalidades mediúnicas. Mas, ao
mesmo tempo, importa notar que as personalidades em questão jamais
deixaram de advertir que se não tratava de alimentos, de bebidas, de tabaco,
porém de criações efêmeras do pensamento, não tendo por fim senão trazer,
gradualmente e sem abalos emocionais, aqueles Espíritos 8 realização das
condições em que se encontram, ainda excessivamente dominados pelos
hábitos contraídos na existência terrestre, de modo a não ficarem
consternados, como ficariam, se viessem a saber bruscamente que se achavam
na condição de Espíritos desencarnados, ou, mais exatamente, de Espíritos
desprovidos de corpo Em suma, o Espírito do defunto Raymond nunca pensou em afirmar que
no meio espiritual se fumavam charutos autênticos, nem se bebia uísque feito
de álcool. Os jornalistas, porém, não atentaram bem nisso e se serviram do
episódio em questão para provocar a hilaridade das massas, anunciando que
no paraíso dos espíritas se fumam havanas e se saboreia uísque!
Quem se disponha a considerar os fatos, de um ponto de vista sereno e
objetivo, não poderá deixar de logo reconhecer que os fenômenos anímicos da
fotografia do pensamento e da Ideoplastia, tais como se realizam
experimentalmente no mundo dos vivos, já servem para confirmar, apoiando-a
em fatos incontestáveis, a afirmação fundamental contida na revelação com
que nos ocupamos. Com efeito, se o pensamento é uma força criadora durante
a existência terrena, nada há de absurdo e de Insustentável em o fato de que,
nas esferas espirituais, ou, mais exatamente, na esfera preparatória da
existência espiritual propriamente dita, a torça criadora do pensamento se
exercite espontaneamente sobre essências etéreas - por assim dizer - para
produzir duplicatas efêmeras de todos os objetos, de toda substância terrestre,
e que essa faculdade do Espírito seja empregada com relação aos Espíritos
pouco elevados, dominados ainda pelas tendências voluptuosas trazidas da
Terra.
Esses Espíritos são assim preparados gradualmente, graças a
convenientes ilusões desta espécie, a se adaptarem à mudança radical que
sofrem subitamente e que uma oportuna condição psicológica, análoga ao
sonambulismo, lhes não permite reconhecer no primeiro momento. Parece que
os que mais necessitam deste gênero de ilusões benfazejas são os Espíritos
daqueles que entraram na existência espiritual por efeito de uma morte
violenta ou repentina, como se dá justamente com os soldados que tombam
em guerra, ou com os que sucumbem de súbito a uma apoplexia, a uma
sincope, ou a infortúnios acidentais.
Nestas condições, tem-se o direito de perguntar o que há de absurdo, de
ridículo, de inconciliável com a existência espiritual, em tudo o que
descrevem as personalidades mediúnicas. Dever-se-ia dizer, muito ao
contrário, que nada há de mais racional, do ponto de vista psicológico e
terapêutico, do que estes processos de desabituar, empregados nas esferas
espirituais, para libertar gradualmente os Espíritos desencarnados das
tendências voluptuosas adquiridas no curso da existência terrestre, processos
absolutamente análogos aos adotados na Terra para desabituar os alcoólicos e
os morfinômanos, aos quais não se interrompem bruscamente os hábitos
viciosos - pois que isso provocaria graves perturbações funcionais. O que se
faz é submeter mediante lenta graduação, a um uso cada vez mais restrito das
doses de álcool ou de morfina. Vale, portanto, a pena perguntar, ainda uma vez: Por que se haveria de considerar absurda e ridícula a Informação de que,
no mundo espiritual, se segue o mesmo racional sistema, para fazer que os
Espíritos desencarnados abandonem os hábitos viciosos que contraíram na
Terra? Não são idênticas as leis psicológicas a que se acham sujeitos o
Espírito encarnado e o desencarnado? Sendo assim, por que os processos para
desabituar, eficazes e indispensáveis num estado de existência, seriam menos
eficazes e menos indispensáveis no outro? Não haveria razão para notar-se
que as ironias ferinas dos jornalistas e a hilaridade das massas apenas
demonstram a profunda ignorância de uns e outras acerca de um assunto que
os fenômenos de fotografia do pensamento e de ideoplastia, de um lado, os
processos de análise comparada, de outro, provam, ao contrário, ser digno da
mais séria consideração? E, se os processos de análise comparada chegassem
um dia a provar definitivamente que um fundo incontestável de verdade existe
neste tema, então, longe de considerá-lo merecedor somente de desprezo,
teclamos todos que mostrar verdadeira sabedoria, examinando-o
sistematicamente, com grandíssima vantagem para a Humanidade."
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Agosto de 2014, 16:32
Minha querida irmã Ana Flavia,veja bem,embora o nosso irmão Renato posssa lhe dá uma
resposta a sua dúvida,vou colocar outra posição para você se situar:Estamos todos nós
neste mundo de provas e expiação para resgatar dívidas e essas vão sendo quitadas
por assim dizer,nos exercícios das leis divinas e no trabalho do progresso moral.No
entanto ser espirita não privilegia ninguém apenas nos faz ter uma compreensão melhor
se caso houver uma auxílio dos benfeitores espirituais,pois a carga pode ter sido maior
para o espírito do que ele possa carregar,quando escolheu as provas pelas quais iria
passar ao reencarnar.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 21 de Agosto de 2014, 18:18
Olá Antonio, primeiramente obrigada por dispor do seu tempo aqui no fórum... A questão que eu quis levantar, não sei se me fiz entender corretamente, é que eu tenho a sensação de que quando um espírito desencarnado sofre, e ele sabe que já desencarnou ( não falo dos que se ligam aos viciados, familiares e etc), digamos por exemplo um espírito no umbral que saiba que não está mais encarnado, eu acredito que ele pede ajuda...mesmo se não for espírita, naquele desespero ele vai rogar a Deus...eu tenho a sensação de que ele fica muito tempo pedindo essa ajuda até de fato ser resgastado, e eu nao entendo pq não resgasta-los assim que esse espírito "abaixa a cabeça" e se "rende". Me corrija, pois talvez eu tenha entendido tudo errado. Obrigada
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 21 de Agosto de 2014, 20:10
Olá Antonio, primeiramente obrigada por dispor do seu tempo aqui no fórum... A questão que eu quis levantar, não sei se me fiz entender corretamente, é que eu tenho a sensação de que quando um espírito desencarnado sofre, e ele sabe que já desencarnou ( não falo dos que se ligam aos viciados, familiares e etc), digamos por exemplo um espírito no umbral que saiba que não está mais encarnado, eu acredito que ele pede ajuda...mesmo se não for espírita, naquele desespero ele vai rogar a Deus...eu tenho a sensação de que ele fica muito tempo pedindo essa ajuda até de fato ser resgastado, e eu nao entendo pq não resgasta-los assim que esse espírito "abaixa a cabeça" e se "rende". Me corrija, pois talvez eu tenha entendido tudo errado. Obrigada

Oi Ana Flávia!

Geralmente um Espírito que esteja em sofrimento no Umbral (estado mental criado pelas mentes dos desencarnados em sofrimento, ou seja, não existe fisicamente), acaba sofrendo durante tempos variados de acordo com o gênero de vida que teve em sua última existência física.
Depois de algum tempo, normalmente, ele acaba se dando conta e pode vir a se arrepender e clamar por ajuda de Deus. Se esse sentimento for verdadeiro, vindo de dentro da alma, com certeza ele será atendido e ajudado por Espíritos orientadores, pois é o momento do despertar, da reabilitação e do retorno à estrada evolutiva.

Abraço fraterno!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Agosto de 2014, 23:15
Meu nobre(nobre na alma)amigo Marcos,muito verdadeiro esses seus pensamentos,e tudo
isto nos levam à aceitar o quanto ainda somos apegados as coisas materiais,muito embora
pelos esclarecimentos poderiamos não mais tê-los.Parece-nos um contra-senso entender
porque ainda somos assim,seria então inaceitável depois de tanto progresso material e
espiritual adquiridos termos tão pouco tempo nesta vida para usufruir de tudo isto?Dado
aos avanços tecnologicos a medicina vem propocionando a todos uma melhor qualidade de
vida,pois conseguem indentificar com mais rapidez o que poderia encurtar o tempo de vida
material,isto colocando tão sómente este fator como parametro para entendimento. A vida material é muito curta,o tempo também,talvez seja este o motivo que ainda nos leva a
temer ou mesmo não aceitar a morte,mesmo tendo sido esclarecidos através da Doutrina
Espirita sobre os acontecimentos da nossa vida.Evidentimente,e tudo nos leva a crê que
em algum tempo,dado a evolução do espírito e consequentemente o seu progresso moral,
não mais teremos esse apego.Assim eu penso.
Fique na paz.

Na verdade Antonio, eu não acho a existência física curta. Não sei se o entendi mal. Vejo exatamente esse pensamento como algo pernicioso, se a partir desta compreensão quiser vivê-la "toda de uma vez". Como se diz por aí curtindo ao máximo.

Vejo que o tempo, embora pareça breve, é exatamente o de que precisamos para passar pelas provas, expiações e, quem sabe, cumprir nossas missões. E, nunca se viveu tanto, em termos de estatísticas de longevidade. Nos arrastamos por aqui por 80, 90 ou mais anos, a tendência é aumentar, graças como você disse aos avanços das ciências, notadamente a medicina, mas cabem outras como a psicologia, por exemplo.

O que precisamos é aproveitar melhor o tempo de que dispomos. Dosar este querer ficar por aqui(encarnados), é o mais difícil. A tendência é nos agarrarmos ao que amamos... esquecendo-nos que isso é posse, e não amor. Por isso falei no outro post que nos agarramos a farrapos e migalhas.

Esse agarre vira um inferno na hora da partida, e se arrasta como perturbação ao Espírito. Ainda bem que podemos mudar as vibrações, mesmo no outro plano, tornando-nos felizes.

Abração.

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Agosto de 2014, 23:55
Meus irmãos,como sabemos pelo que estudamos que existem dois mundos,o espiritual e o
material,para mim um paralelo ao outro,nestes dois o espírito desencarnado tem trafégo
constante sem que haja interferência.Para nós encarnados nos é permitido habitar este
mundo em que vivemos pelas provas a cumprir para o progresso moral,e nele estamos
todos sujeitos as vicissitudes da vida material,o outro mundo que nos é desconhecido
nós só teremos conhecimento após o nosso desencarne,isto em uma explicação simples
para que se possa entender.Meus irmãos,é próprio da natureza humana o temor do que
lhe é desconhecido,seja esta talvez a base para o entendimento do mêdo que se tem da
morte,mesmo que sejamos esclarecidos e tenhamos a certeza que este é um processo
normal para evolução do espírito, continuaremos a tê-lo,muito embora ele possa ser
atenuado pelos conhecimentos que vamos adquirindo durante a nossa vida material.
Assim eu penso. 
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Agosto de 2014, 00:16
Meu irmão Marcos,talvez eu também tenha me colocado mal para que fosse interpretado o
que escrevi.O tempo espaço não seria suficiente para vivenciar todos os conhecimentos
até então adquirido pelo progresso material,e sendo este continuo o tempo vivido nesta
orbi será então curto ou insuficiente,isto na minha visão,posso está enganado.Há uma
música do saudoso Raul Seixas,em que um trecho diz assim...Há tantas coisas para se
conquistar,eu não posso ficar aqui parado...
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: JACY R SENA em 22 de Agosto de 2014, 04:01
    Parabéns Antonio Renato pelo tema escolhido.

Esse tema é bem complexo pois,aprendemos na doutrina espirita que a morte é apenas uma passagem desse plano espiritual para um outro,que viemos aqui para os grandes resgates de vidas passadas , não temos muitas certezas para onde e como vamos.porem sabemos que muitas coisas realmente acontecem segundo nossas leis espiritas.
Acredito na reencarnação,mas tambem sabemos nós espiritas, que diante da morte nós como seres humanos fraquejamos e muito ainda.

Tenho estado afastada do Forum por motivos de força maior ,espero em breve poder participar mais, pois a leitura e os debates só engrandece o nosso conhecimento espiritual.
 Fique na paz de Cristo Jesús.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Agosto de 2014, 12:21
Minha querida irmã Jacy seja bem vinda novamente ao nosso FE,é muito bom vê um bom
filho a sua casa retornar,muito embora eu saiba que pela natureza do trabalho voluntário
de ajuda aos nossos irmãos necessitados lhes toma muito tempo,isto junto a outros
deveres por você assumidos.Muito boa essa sua colocação pela visão que tem da morte
pelo aprendizado que teve da Doutrina Espírita.No entanto ainda não foi completado esse
ensinamento,talvez pela sua complexidade e pela nossa imperfeição ainda não tenhamos
a capacidade de entender o porquê desse mêdo da morte,e é isso que estamos tentando
fazer neste debate.
Fique com Deus,fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 22 de Agosto de 2014, 18:50
Obrigada pelos esclarecimentos e realmente é um tema muito rico...as vezes acho que o pior para o maioria de nós não é a morte em si, mas como nos sentiremos no dia dela,quantas coisas deixaremos inacabadas, para muitos a família, para outros o apego material... Se pudéssemos levar conosco aquilo que queremos acho que o medo seria pequeno.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 23 de Agosto de 2014, 16:40
O temor é um efeito da sabedoria da providência divina e uma consequência do instinto
de conservação comum a todos os viventes.Ele é necessário enquanto não se está
suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura,como contrapeso à tendência
que,sem esse freio,nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho
terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento.Cap.II,ítem 2 do liv.O Céu e o
Inferno.
O nosso pai criador deu a todos nós esse sentimento ao qual denominamos de instinto de
conservação,levado por ele reagimos e diversas situações da vida,é uma reação contrária
a todo tipo de agressão que venhamos sofrer,por isto estamos sempre em estado de alerta
para reagirmos.Tomando como base a conservação daquilo que construimos,rejeitamos a
perda ou o afastamento,na verdade isto porque ainda estamos  presos  as coisa materias.
O homem com a sua inteligência desenvolve o seu intelecto para então fazer face as
exigências do progresso material,aliado a isto vem trabalhar o seu progresso moral,mas de
repente pode-lhe vir o pensamento de deixar tudo isto,todas essas conquistas,dai então o
mêdo toma conta do seu pensamento causando-lhe inquietação.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 24 de Agosto de 2014, 00:37
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Ref resp #22 em: 030814, Kazaoka

      Aos amigos peço perdoem a ausência, por tanto tempo, do “advogado do diabo”, isto é, de quem (na tentativa de fazer que, para melhor entender a doutrina, se raciocine a respeito de seus ensinamentos) traz questões muitas vezes embaraçosas, cujas respostas dificilmente são encontradas nas obras básicas, pois resultarão mais do raciocínio e reflexão do q da simples leitura dos conceitos espiritas. Assim, peço aos amigos q não se aborreçam com as questões q proponho; com questões repetidas (pois não obtêm respostas adequadas) certamente por ainda não terem sido convenientemente respondidas través do raciocínio e reflexão. Quem se interessar em dar-lhes respostas corretas, só terá a ganhar.

      Assim, suscitado pela msg do amigo Kazaoka, trago uma questão, nunca respondida inteiramente:

      - Se o Espírito é um ser passível de melhoramento, ou seja, capaz de evoluir, pois é esse o proposito da vida na carne, porq terá de sofrer para atingir esse objetivo?

      - e se as leis de Deus somente serão inscritas em nossa consciência à medida q assimilamos o q aprendemos nas experiências da vida, porq sofremos devido a, ainda, errarmos tanto?

      - Já, pela colocação do amigo Renato, ao retornarmos à pátria espiritual, seremos julgados e, consequentemente, podemos ser alvo de sentenças terríveis, como as vemos no mundo pois q, se erramos, o fizemos pelo uso incorreto do livre arbítrio, fato q configura transgressões às leis divinas. Aqui, então, a questão será: qual é a causa de errarmos tanto se temos o livre arbítrio e, com isso, podemos escolher não fazer o mal, mas só o bem?

.................

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Agosto de 2014, 02:29
Meu nobre(nobre na alma)irmão Coronel,eu bem sei que o amigo sempre busca uma resposta
dentro da sua lógica e do seu raciócinio,mesmo que possamos dá uma resposta aos seus questionamentos,nunca irá satisfazê-lo plenamente.Antes de responder deixe-me colocar algo
que lembrei de um antigo professor que dizia assim:...Vamos em rápidas pinceladas colocar
uma resposta para que todos aceitem,se não levaremos muito tempo e não teremos a
resposta que queremos.Deus quer que sejamos bons,pois deixou-nos a lei do amor para ser
exercitado,ao mesmo tempo deu-nos também o livre arbitrio e através dele podemos fazer o
bem ou o mal,se escolhemos fazer o bem o julgamento será tão sómente pela ação do
exercício da lei do amor,se escolhermos fazer o mal estaremos sendo contrário a esta lei,no
julgamento estaremos sujeitos as penas por contrariar essa lei.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: 1Berto em 24 de Agosto de 2014, 18:51
Prezado Antonio Renato e demais companheiros,

Certa vez, ouvi o Divaldo usar uma expressão impressionante: “o Espiritismo matou a morte”. Contudo, para mim a morte não pode ser morta; para ela não há remédio. A morte é inexorável como a vontade das Moiras.
Por isso, eu uso uma expressão diferente da do Divaldo (com todo o respeito): “o Espiritismo explicou a morte.” Ou se quiserem,  trouxe luzes ao mistério e ao processo da morte.
Apesar do conhecimento trazido pelo advento do Espiritismo; das grandes contribuições no campo fenomênico e psicológico e dos processos que envolvem nascimento e morte, ainda não somos capazes de lidar bem com os desdobramentos comuns causados pela morte: tristeza, luto, aprofundamento do sentido de falta, da solidão, do desamparo, de fracasso, de impotência. E isso não deve ser depreciativo; faz parte da natureza humana.
Apesar da aclamada racionalidade doutrinária, razão e sentimento são departamentos estanques que fazem lembrar Pascal: “La cœur a ses raisons que la raison ne connaît pas.”
A meu ver, o que for além desse contexto me cheira arrogância, hipocrisia, patologia ou afetação.
Saudações fraternas
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 24 de Agosto de 2014, 20:19
Meu irmão Marcos,talvez eu também tenha me colocado mal para que fosse interpretado o
que escrevi.O tempo espaço não seria suficiente para vivenciar todos os conhecimentos
até então adquirido pelo progresso material,e sendo este continuo o tempo vivido nesta
orbi será então curto ou insuficiente,isto na minha visão,posso está enganado.Há uma
música do saudoso Raul Seixas,em que um trecho diz assim...Há tantas coisas para se
conquistar,eu não posso ficar aqui parado...
Fique na paz.


Antonio, realmente o tempo de uma encarnação é pouco para vivenciar tudo que se aprende, ou se sabe. Mas, a intenção é vivê-los em parte, a cada reencarnação. A cada passo nos adiantamos em um aspecto. Aquele conhecimento não vivenciado se nos apresenta, quando encarnados, na forma das ideias inatas.

Abraços

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 24 de Agosto de 2014, 20:57
Em relação ao que foi colocado pelo amigo lconforjr...
Primeiramente, quem sou eu para responder, apenas vou dar aqu a minha opinião, de uma pessoa que está engatinhando na compreensão da doutrina, mas que nessa encarnação já enfrenta muitos desafios...
Sobre a primeira pergunta, eu acho que se não sofressemos apenas teriamos a teoria, como ocorre aqui na Terra. Por exemplo, nós sabemos que devemos dar valor aos nossos pais, mas muitas vezes damos pouco ou nenhum, e só aprenderemos se passarmos pela perda, por problemas com os nossos filhos...muitas vezes se perde o pai mas anda não se dá valor a mãe, por exemplo, então quantas perdas serão necessárias até interiorizarmos tal pensamento? Será que "serviríamos" para alguma coisa se não viéssemos até Deus com nossas próprias pernas?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Agosto de 2014, 21:48
Meu nobre(nobre na alma)irmão Beto veja bem,eu não discordo das suas colocações muito
embora possa ir mais além.A morte física é uma necessidade para que haja continuidade do
processo evolutivo do espírito,o corpo que ele animava cumpriu o seu papel a que se
destinava daí então irá obdecer a lei da natureza que é a de transformação.A Doutrina
Espirita tem nos ajudado no entendimento desse acontecimento inevitável que é a morte,
mesmo assim pela nossa imperfeição e por estamos ainda muito ligados as coisas materiais,
teimamos em não aceitar com naturalidade.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Agosto de 2014, 00:13
Minha querida irmã Ana Flávia,muito bem lembrado por você a questão da perda, pois se
valoriza muito mais uma pessoa quando é sentido a sua ausência pela morte.Amar pai
e mãe,deveria ser para os filhos assim como um mandamento de Deus a ser cumprido,no
entanto nem sempre ele é cumprido pelos filhos,mas irá lamentar por não terem retribuido
com a mesma intensidade o amor que o seus pais lhes dedicaram.A  questão do sofrimento
colocado pelo nosso irmão iconforjr,já foi respondido de diversas maneiras,uma delas é que
ninguém vem buscar esse sofrimento apenas como uma prova,mas eles acontecem em uma
forma de aprendizado.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Agosto de 2014, 13:03
Bom dia meus irmãos.  - Apego às coisas materiais  - Mesmo nos que mais firmemente crêem
na vida futura,é a impressão do ensino que  relativamente a ela se lhes há dado desde a
infância.Convenhamos que o quadro pela religião esboçada,sobre o assunto,é nada sedutor
e ainda menos consolatório.
De um lado,contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros
de uma vida efemera e passageira.Os séculos sucedem-se aos séculos e não há para tais
desgraçados sequer o lenitivo de uma esperança e,o que mais atroz é,não lhes aproveita o
arrepedimento.De outro lado,as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a
intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas,sem nada fazerem de esforço
próprio para progredirem.Cap.II,ítem 6 do liv.O Céu e o Inferno.
Vejamos então:Por sermos ainda muito imperfeitos,levamos toda existência desta vida
material no gozo dos prazeres que ela propicia,muitas das vezes sem nos dá conta de
que os atos cometidos que contrariam as leis divinas serão cobrados no futuro,pois
este é para todos.Os acontecimentos futuros para o espírito serão de acordo como ele
se portou na vida material,no trabalho que fez para o progresso moral que é a principal
tarefa a cumprir para a sua evolução.Na erraticidade se dará conta que os erros por ele
cometidos lhes trarão sofrimentos eternos,ficando na dependêcia dos que possam
interceder por eles para amenizar esses sofrimentos.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 25 de Agosto de 2014, 15:47
Olá amigo Antônio e colegas.

Uma questão que me vem a mente em relação aos sofrimentos causados pelo remorso, quando o Espírito estiver errante, se refere ao fato de saber se somente por termos conhecimentos da Doutrina, se isso tirará a impressão do Espírito de se sentir condenado eternamente. Considerando que muitos de nós que somos imperfeitos e erramos, teremos nossa cota de remorso e sofrimentos; alguma coisa, na perturbação por sermos Espíritos ainda atrasados, aproveitaremos do conhecimento que temos do Espiritismo?

Abraço.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 25 de Agosto de 2014, 16:54
Olá Norizonte.

Deixo aqui a minha opinião:

Supondo que se trata de um Espírita que acabou de desencarnar. Creio que o conhecimento Espírita ajuda sim no despertar após o desencarne. Porém, se o Espírito em questão, não vivenciou o Espiritismo de fato, buscando diariamente ser o verdadeiro Espírita (o que por seus esforços luta para domar as suas más inclinações), deverá enfrentar mais decepções e dores. Com o conhecimento que possui saberá que está desencarnado, mas sofrerá um pouco mais com um forte arrependimento por não ter buscado vivenciar a Doutrina Espírita no coração. Afinal intelectualidade é somente uma "asa".

Há outra possibilidade de cenário, exemplo:

Durante seus primeiros 30 anos de existência, beltrano viveu como um mundano, somente para as paixões terrenas, enfim, nas ilusões e vícios, daí após decepções, vazio interior e outros sofrimentos, decide tornar-se Espírita, começar de novo, buscando mudar completamente.
Dedica-se então por mais 45 anos à reforma íntima e a caridade para com o próximo, sempre fiel à Doutrina Espírita. Devido à mudança de atitude, o plano espiritual poderá mudar os rumos, pois o amor cobre a multidão de pecados. Ele sofrerá testemunhos e expiação pelos seus primeiros 30 anos de vida errônea durante os 45 anos de vida correta. Digamos por fim que ele tenha suportado tudo nesses 45 anos, heroicamente. Quando ele desencarnar com 75 anos de idade, estará isento dos erros da existência atual, sendo recompensado pelos trabalhos e será tratado como vitorioso, tendo um perturbação espiritual minúscula sendo apoiado pelos guias e amigos espirituais elevados.

Portanto, somente o conhecimento Espírita atenua levemente, mas não basta. O mais importante é a mudança de cunho moral. É o que realmente ilumina o Espírito.

Abraço fraterno!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 25 de Agosto de 2014, 17:01
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Ref: resp #91 em: Ontem às 02:29, do ARenato

      Conf: olá, meu amigo Renato. É isso mesmo: busco respostas inteiras, não meias-respostas como muitos dão e como muitos se satisfazem com elas. Veja esse exemplo q vc deu do professor, como se ele dissesse: “Não vamos perder mais tempo; deem a resposta q “parece” correta e pronto!”.

      Infelizmente, é isso q muitas pessoas fazem: ficam satisfeitas com a primeira resposta q encontram e não se aprofundam no estudo e, assim, não chegam a uma resposta mais completa, mais verdadeira.

      Por isso mesmo, sábios dizem: “quem quer m,esmo conhecer o vasto oceano (o oceano q é a vida, ou qualquer outra coisa, como, por exemplo, a doutrina), não fique nadando apenas na superfície; mergulhe até o fundo (no estudo, no raciocínio, na reflexão), até onde seu fôlego alcance!”.

      Abraço.
......................
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Agosto de 2014, 18:36
Meus irmãos Norizonte e Renato,vejam assim:o conhecimento da Doutrina Espirita dá a
todo espirita um embasamento para que ele possa melhor caminhar, mas não o insenta
das penas e dos sofrimentos futuros,os que lhes aconteceu nesta vida foram provas
pelas quais tinha que passar.Por ser espirita não o torna melhor,porém mais consciente
e isto fará com que os sofrimentos sejam menos sentidos.Pela colocação do Renato,quem
teve os primeiros anos de vida material menos regrada,ou seja viveu mais para os
prazeres mundanos,e que em determinado momento venha se tornar espirita,passou a
ser uma pessoa melhor por ter uma comprensão melhor da vida apartir de então,mas não
foi esquecido o que inicialmente praticou,e isto mais adiante terá que resgatar,assim é a
lei.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 25 de Agosto de 2014, 20:09
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Ref: resp #92 em: 240814, às 18:51, de 1Berto.

      Conf: olá amigo 1Berto; é isso mesmo; concordo com vc em parte. Mas, me permita algumas palavras. Divaldo disse, com razão, q “a morte foi morta”, mas não pelo espiritismo, pois crenças espiritualistas vêm de desde séculos ou milênios a.C. Estamos, é claro, nos referindo à morte biológica, não à morte total já q, conforme mestres, sábios e a ciência moderna, o espirito é imortal, eterno.

      Sem dúvida, a morte provoca sofrimentos, tristezas, medos, e isso se deve à natureza humana, natureza q Deus nos deu.

      No entanto, não concordo com vc qdo, ao citar Pascal (O coração tem razões q a própria razão desconhece), diz q “o que for além desse contexto me cheira arrogância, hipocrisia, patologia ou afetação”.

      Não é fácil entender essas palavras de Pascal, pois diz algo q  parece um verdadeiro contrassenso: q a razão não conhece ela mesma! No entanto, o próprio Pascal foi além desse contexto, ou melhor, talvez estivesse se referindo a algo q está além do saber dos homens, o q lembra o Paulo, das epístolas do Novo Testamento, que ensinou: “A sabedoria de Deus é loucura para os homens, como a sabedoria dos homens é loucura para Deus!”.

      Pascal não estaria tentando dizer q a razão dos homens não conhece uma razão superior a ela? Não teria ele conhecido uma razão acima da dos homens? Algo que os demais nem imaginam o que seja? Não teria percebido coisas que outros não perceberam? Um conhecimento além do conhecimento do mundo?

      Observe: Pascal considerava q o homem está em Deus, e que Deus está no homem, numa visão igual, ou semelhante, à do panteísmo dos antigos estóicos; que o homem, como disse tb Paulo, tem em si, dois estados, ou duas naturezas, duas leis, a divina e a humana, e q esta perturba gravemente aquela (o q concorda com a DE q afirma q a carne, o mundo material impede a livre manifestação do espirito, e lhe dá equivocadas interpretações sobre o q ocorre ao seu derredor, fato q lhe provoca procedimentos também equivocados).

      De “simples” filósofo, a partir de certo momento de sua vida, Pascal se tornou um filósofo "profundamente moralista", afirmando, em depoimento “secreto”, haver alcançado o conhecimento de “mistérios divinos”, fato q lhe provocou radical mudança em suas concepções sobre a vida e sobre o mundo.

      Para ilustrar o q estamos dizendo, coloco a seguir, parte de texto q já colocamos anteriormente:
................................................................

     “A partir de certo dia, Pascal se afastou da sociedade e se tornou recluso em sua própria casa (como Jesus, nas chamadas tentações, no deserto; Paulo, que foi viver entre tecelões, depois de sua visão na estrada de Damasco, e outros que, depois da experiência, se retiraram para, na solidão, tentar compreender o que lhes havia ocorrido).

     Depois de certo tempo, Pascal recomeçou a escrever, mas suas obras, agora, tinham um caráter mais elevado, diferente das anteriores. Sua compreensão de vida e de mundo tinha se modificado de maneira drástica.

      Quando morreu, um criado encontrou, cuidadosamente costurado dentro da bainha de seu gibão, um pergaminho onde estavam escritas as seguintes palavras:

     “Ano da graça de 1654, segunda-feira, 23 de novembro... desde cerca das dez e meia da noite até meia-noite e meia... FOGO, FOGO... Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacob... Certeza, alegria, certeza, sentimento de alegria e paz... Deus de Jesus Cristo, meu Deus e teu Deus... Esqueci-me do mundo e de tudo, exceto de Deus. Ele só é encontrado nos caminhos dos Evangelhos... a GRANDEZA DA ALMA HUMANA... agora vejo que ela é o próprio Deus. Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheci. Alegria, alegria, alegria, lágrimas de alegria! Eu não me separarei jamais de ti... Meu Deus, esta é a vida eterna que se ganha depois de te conhecer, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste - o Cristo; com ele, tudo é Um... Renúncia total e doce... submissão total a Cristo... eternamente em alegria por um momento de aprendizado sobre a terra, como se fossem anos e anos de aprendizado com os melhores mestres... jamais esquecerei o que hoje me ensinaste... Amém”.

     Esse pergaminho existe até hoje. Com o nome de “amuleto místico de Pascal” está na Biblioteca Nacional, em Paris.

..................................................................
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 25 de Agosto de 2014, 20:13
Pela colocação do Renato,quem teve os primeiros anos de vida material menos regrada,ou seja viveu mais para os
prazeres mundanos,e que em determinado momento venha se tornar espirita,passou a
ser uma pessoa melhor por ter uma comprensão melhor da vida apartir de então,mas não
foi esquecido o que inicialmente praticou,e isto mais adiante terá que resgatar,assim é a
lei.

Olá Antonio Renato!

Infelizmente, parece que o irmão se equivocou. No exemplo que dei, não foi o fato de se tornar Espírita que fez o "beltrano", do meu exemplo, ficar melhor ou ter uma compreensão melhor da vida, levando a estar isento do que fez de errado. Não. Ninguém escapa das consequências do que fez só por se tornar Espírita.
Fica claro na hipótese, que apresentei, que a partir dos 30 anos até os 75 anos, ou seja, passou 45 anos de reforma íntima e trabalho de caridade ao próximo, que é bem diferente, por exemplo, de um mero frequentador e papa passe que diz ser Espírita.

Reforçando:

Na hipótese que apresentei, beltrano passou 45 anos de trabalho ativo em sua mudança e trabalhando em prol dos semelhantes. Mudou completamente. Conhecemos bem na Doutrina Espírita que tamanho esforço não é ignorado pela espiritualidade, como se ela, só levasse em conta os erros cometidos.

É altamente conhecido no movimento Espírita e nas demais religiões cristãs o exemplo de Paulo de Tarso, que de torturador, perseguidor, destruidor de famílias, etc. passou à Apóstolo. Mudou completamente a sua postura depois do encontro com Jesus na Estrada de Damasco. Ele sofreu muito depois que mudou, mas, teve de expiar em existências posteriores? Creio que não, pois após a sua existência como Apóstolo ele é considerado um Espírito Superior, que, como todos sabemos, fez parte da Codificação de Allan Kardec. Ele expiou durante o restante da existência, sendo preso e sofrendo apedrejamentos em várias ocasiões.

Abraço fraterno!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Agosto de 2014, 21:09
Meu irmão Renato,desculpe-me pela interpretação,esse nosso idioma pátrio é bem subjetivo
e nos dá margens para diversas interpretações,agora ficou mais claro que a água da fonte.
continuemos então.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Agosto de 2014, 21:37
Olá amigos

A morte pode ser um grande alivio, para quem morre. Ou pode não ser. Mas ninguém deve matar, com essa intenção. Pode ser um acidente. Segundo a doutrina espirita o ser espiritual que somos, o eu, nunca morre.

De qualquer modo, se os prejuízos para terceiros forem os mesmos, e bem mais grave que o suicídio.

Bem hajam
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Renato.Oliv em 25 de Agosto de 2014, 22:21
Meu irmão Renato,desculpe-me pela interpretação,esse nosso idioma pátrio é bem subjetivo
e nos dá margens para diversas interpretações,agora ficou mais claro que a água da fonte.
continuemos então.

Não precisa se desculpar meu caro. Só busquei esclarecer as coisas, saudavelmente. :)
A digitação realmente atrapalha um pouco na comunicação, pois dá margem a más interpretações, causas de muitas discussões desnecessárias, inclusive aqui no fórum.
Sempre devemos ter cautela.

Abração fraterno!
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 25 de Agosto de 2014, 23:39
Meu irmão Vitor Santos seja bem vindo ao nosso estudo mensal,bem interessante essa sua
colocação.O alivio sentido pelo espírito de quando se liberta da vestimenta que é o corpo
físico,pode ao mesmo tempo se transformar em mêdo pois os erros cometidos por ele
irão se cobrados e poderão lhes causar sofrimentos,pois os que já tenha passado durante
a vida material,faziam parte da sua escolha para o progresso moral.Quanto a questão de
de matar eu não entendi muito bem,haverá sim um julgamento mesmo que a ação não seja
intencional.A imortalidade do espírito não é só entendido pela Doutrina Espirita,outras
corrente doutrinárias também têm essa visão.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Agosto de 2014, 03:49
Olá amigo Antônio e colegas.

Uma questão que me vem a mente em relação aos sofrimentos causados pelo remorso, quando o Espírito estiver errante, se refere ao fato de saber se somente por termos conhecimentos da Doutrina, se isso tirará a impressão do Espírito de se sentir condenado eternamente. Considerando que muitos de nós que somos imperfeitos e erramos, teremos nossa cota de remorso e sofrimentos; alguma coisa, na perturbação por sermos Espíritos ainda atrasados, aproveitaremos do conhecimento que temos do Espiritismo?

Abraço.

Gosto muito dessas respostas dos Espíritos: OLE.

 
  164. Todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?

  — Não, pois isso depende da sua elevação. Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, enquanto o homem carnal, cuja consciência não é pura, conserva por muito tempo mais a impressão da matéria.

  165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração maior ou menor da perturbação?

  — Uma grande influência, pois o Espírito compreende antecipadamente a sua situação; mas a prática do bem e a pureza de consciência são o que exerce maior influência.

Um conhecimento bem fundamentado fará uma diferença capital, pois fatalmente lembrará da transitoriedade de tudo, o que é amplamente debatido(estudado) no meio espírita.

Mas, embora o conhecimento deva preceder a moral,  a vivência desta é mais importante para uma erraticidade consciente do dever cumprido e consequentemente mais feliz.

Abraços

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Ana Flávia de Oliveira em 26 de Agosto de 2014, 04:41
Renato, com a sua explicação ficou uma dúvida, nesse exemplo q vc deu o beltrano,mesmo tend mudado de vida, não vai se sentir mal caso tenha prejudicado alguém antes de sua reforma moral? Se ele apenas foi mundano, causando prejuízos somente a si acredito que o sentimento seria bom pois ele despertou ainda naquela encarnação, mas e quando por exemplo alguém muda de vida depois de ter feito algo muito ruim?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 26 de Agosto de 2014, 14:32
Bom dia.

Considerando que ao desencarnarmos, e em algum momento, passaremos em revista de nossas ações e pensamentos de quando estivemos encarnados, para avaliação pela consciência. Sabendo que nossa memória comum (digamos assim sobre aquela que conseguimos consultar enquanto estamos encarnados) não é tão potente, pois esquecemos muitas coisas; não seria nosso subconsciente a memória que revelaria ao Espírito tudo o que passamos quando encarnados?

Reproduzo abaixo parte do texto da manifestação de um Espírito do livro 'a crise da morte' de E. Bozzano.

"...Procurei conhecer qual era o estado de meu Espírito, quando me achava
aprisionado e diminuído no corpo. Eis aqui: verifiquei que o corpo se pode
comparar a uma roupa muito apertada, de que o Espírito se reveste; trata-se,
porém, de uma roupa que não contém mais do que uma seção especial do
Espírito, porquanto à parte, que é de muito a mais importante da nossa
personalidade espiritual, se conserva em estado latente, quase inconsciente,
nas profundezas da subconsciência. Mas, quando o Espírito se desembaraça do
corpo, as coisas mudam de aspecto; a parte latente desperta em plena
eficiência, realizando todos os poderes. É essa uma sensação maravilhosa e
deliciosa para os Espíritos desencarnados..

Não é este certamente o caso de nos estendermos, para fazer notar que
essa última afirmação do defunto, autor da mensagem, é perfeitamente
conforme ao que foi observada no mundo dos vivos, desde todos os tempos e
em todos os povos, isto é: que, na subconsciência humana, existem, em estado
latente, maravilhosas faculdades supranormais, capazes de devassarem o
passado, o presente e o futuro, sem nenhuma limitação de tempo, nem de
espaça. E o fato de, na existência corporal, essas faculdades só emergirem,
quais centelhas fugazes, sob a condição de estar a vivente mergulhada numa
fase qualquer de sono: natural, sonambúlico, hipnótico, mediúnico, provocado
por drogas narcóticas; ou então, numa fase qualquer de ausência psíquica,
como no êxtase, na síncope, na catalepsia, na coma e no período pré-agônico,
isto é, somente sob a condição de que o vivente se ache em estado de
desencarnação parcial do Espírito - este fato, digo, concorda muito bem com a
afirmação do defunto, transcrita acima, segundo a qual as faculdades
supranormais em questão constituem os sentidos da existência espiritual, que
se conservam em estado latente na subconsciência humana, aguardando
unicamente, para emergirem e se manifestarem com toda a eficiência, que o
estado de desencarnação do Espírito já não seja inicial e transitório, mas total
e definitivo. Numa palavra, depois da crise da morte."


Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Orpheu em 26 de Agosto de 2014, 15:40
O homem é o único animal na natureza que sabe que eventualmente irá morrer. E saber isto significa um grande poço de angústias, dores existenciais e por que não dizer, uma oportunidade de mudança, pois afinal de contas, o medo da morte norteia muitas de nossas atitudes no sentido de buscar uma renovação que dê sentido e legitime nossa a existência.

Meu principal questionamento é, o homem se preocuparia com a existência de Deus e com todos os fatos que essa afirmação implica de modo mediato ou direto, se a sua existência fosse perpétua à carne e matéria?

Acredito que passamos a buscar a Deus verdadeiramente (afirmo isso, pois essa busca pode ser meramente uma obrigação social, sem que o individuo se comprometa interiormente com a proposta doutrinária), a partir do momento que tomamos consciência que a vida é finita e arguimos a possibilidade de haver uma outra existência que transcenda a atual. Como no livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, onde John, O Selvagem, abatido por não ser aceito por sua tribo, tenta atirar-se de um abismo, mas vê-se invadido por lágrimas e sente a nítida sensação de que existe uma inteligência maior coordenando o mundo e toda a vida.

Desse modo, o medo da morte seja essencial não só do ponto de vista evolutivo, uma vez que se configura em um mecanismo que visa assegurar que a pessoa não morra precocemente, mas também como do ponto de vista espiritual, pois nos faz tentar transcender a existência atual em prol de uma, que só encontraremos depois da morte.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 26 de Agosto de 2014, 21:27
Meu irmão Orpheu,muito embora o homem pelo seu conhecimento possa saber sobre o
acontecimento da morte,o animal irracional percebe pelo seu instinto de conservação
comum a todos animais.O medo é da natueza humana, é uma reação criada pela mente
até como um mecanismo de defesa.O homem está ligado a Deus pelo  laço da criação
porque sabe que nada existiria se não ouvesse quem criar-se,e reporta-se a ele pelas
suas limitações.Fosse então infinta a matéria em uma só existência,poderia o homem
negar a existência de Deus como criador.Assim eu penso.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 26 de Agosto de 2014, 22:50
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Norizonte escreveu em 260814, às 15:47, e Marcos o citou, em msg posterior, trazendo ao tópico a questão do remorso.

      Como sou um "chato de galochas", e tento ter uma "fé raciocinada" gostaria de perguntar: se temos remorso do que fizemos, porq o fizemos? Não conseguimos evitar de fazê-lo? Se temos a liberdade de escolher o q fazer, porq escolhemos fazer o q é errado?

      Ou, se o fizemos por sermos ainda espíritos atrasados, onde está nossa responsabilidade por escolher o errado acreditando q estávamos escolhendo o certo?

      Por outro lado, se escolhemos o errado, sabendo que é errado, porq fizemos escolha tão errada? Desejamos, isto é, é nossa vontade sofrer as consequências de nossas escolhas erradas?

      Sem dúvida, somente pratica o mal, faz escolhas erradas propositadamente, e em consequencia poderá vir a sofrer as penalidades da lei de causa e efeito, aquele q é mentalmente desequilibrado ou coisa semelhante, pois quem escolhe fazer algo que o leve a sofrimentos terríveis que vemos no mundo nada mais é q um desequilibrado mental.

      Mas, sendo assim, trago uma questão: a lei de Deus responsabilizará quem faz escolhas erradas por ser desequilibrado mental, ou por ser ignorante?

      E uma segunda questão: a quem se aplicam as consequências terríveis da lei de causa e efeito se somente erram os ignorantes, os mentalmente equilibrados? Pois, quem não é nem desequilibrado mental, nem é ignorante, porq faria escolhas erradas sabendo q isso lhe trará sofrimentos q podem ser desesperadores? Se fôssemos, não ignorantes, mas sábios, com certeza nunca cometeríamos erros, nunca faríamos escolhas erradas e, consequentemente, não sofreríamos os sofrimentos q vemos no mundo.

...............
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 27 de Agosto de 2014, 00:29

     
Citar
Por outro lado, se escolhemos o errado, sabendo que é errado, porq fizemos escolha tão errada? Desejamos, isto é, é nossa vontade sofrer as consequências de nossas escolhas erradas?

Essa pergunta seria perfeita se o amigo estivesse se dirigindo ao Espírito desencarnado que sabe avaliar que o erro prejudicou sua evolução; mas não parece fazer muito sentido quando é feita para o encarnado, o qual, na maioria das vezes, apenas tem intuição da existência da 'vida após a morte' e do erros dos quais deverá se afastar para evoluir.

"393. Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas de que se não
lembra? Como pode aproveitar da experiência de vidas de que se esqueceu? Concebe-se
que as tribulações da existência lhe servissem de lição, se se recordasse do que as tenha
podido ocasionar. Desde que, porém, disso não se recorda, cada existência é, para ele,
como se fosse a primeira e eis que então está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com
justiça de Deus?

“Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode
distinguir o bem do mal. Onde o seu mérito se se lembrasse de todo o passado? Quando o
Espírito volta à vida anterior (a vida espírita), diante dos olhos se lhe estende toda a sua
vida pretérita. Vê as faltas que cometeu e que deram causa ao seu sofrer, assim como de que
modo as teria evitado. Reconhece justa a situação em que se acha e busca então uma
existência capaz de reparar a que vem de transcorrer. Escolhe provas análogas às de que não
soube aproveitar, ou as lutas que considere apropriadas ao seu adiantamento e pede a
Espíritos que lhe são superiores que o ajudem na nova empresa que sobre si toma, ciente de
que o Espírito, que lhe for dado por guia nessa outra existência, se esforçará pelo levar a
reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das em que incorreu. Tendes essa
intuição no pensamento, no desejo criminoso que freqüentemente vos assalta e a que
instintivamente resistis, atribuindo, as mais das vezes, essa resistência aos princípios que
recebestes de vossos pais, quando é a voz da consciência que vos fala. Essa voz, que é a
lembrança do passado, vos adverte para não recairdes nas faltas de que já vos fizestes
culpados. Em a nova existência, se sofre com coragem aquelas provas e resiste, o Espírito
se eleva e ascende na hierarquia dos Espíritos, ao voltar para o meio deles.”
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: 1Berto em 27 de Agosto de 2014, 02:39
Prezado Antonio Renato,
Obrigado por me “ouvir”.
Gostaria de saber o que você quis dizer com “ir mais além”. Sou curioso por natureza.
Quando você fala em ligação às coisas materiais pela nossa imperfeição, penso que é verdade, nos ligamos a essas “coisas”, mas há outra maneira de não nos ligarmos? Temos de entender que as leis do corpo obedecem a leis tão poderosas como as da alma, e não perceber e entender esses “dois” lados da vida podem trazer problemas sérios. Será o mundo material tão chinfrim assim? Se for, porque Jesus se deu ao trabalho de vir aqui para vivenciar as agruras do corpo? Não poderia ele dizer tudo o que disse fora dele? Qual a finalidade do mundo material, então?
Volto à questão: as “coisas” da matéria são tão importantes quanto às coisas da alma. Se não fosse assim, Deus não as teria criado, não acha?
Abraço fraterno
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Agosto de 2014, 03:45
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Norizonte escreveu em 260814, às 15:47, e Marcos o citou, em msg posterior, trazendo ao tópico a questão do remorso.

      Como sou um "chato de galochas", e tento ter uma "fé raciocinada" gostaria de perguntar: se temos remorso do que fizemos, porq o fizemos? Não conseguimos evitar de fazê-lo? Se temos a liberdade de escolher o q fazer, porq escolhemos fazer o q é errado?

[...]

...............

Tu não é chato lconforjr, na verdade só se esquece que toda a cobrança da Lei é em nível consciencial. Somos nós mesmos os implacáveis com as falhas tanto nossas quanto dos outros.

Oscilar entre o erro e o acerto é atitude pusilânime dos que ignoram. E porque ignoram sua moral não é assentada sobre uma base sólida... vendo o erro por toda parte, por similitude de vibrações, tudo se torna inferno e caos.

Mas, não visualizamos o conjunto, só em parte, naturalmente... oscilamos. O conjunto, o todo é bonito. Quando setorizamos a observação é que estagiamos neste ou naquele enquadramento, às vezes menos feliz. To achando que é isso.

Abraço

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Agosto de 2014, 05:19
Meu nobre(nobre na alma)irmão Beto,quando você usou a expressão "o espiritismo explicou
a morte",encerrou ali a oração,mas qual a explicação que o espiritismo deu para a morte?
Quando coloquei "ir maia além"eu dei essa explicação pela minha visão em que a morte
física era uma necessidade para que haja continuidade no processo evolutivo do espírito.
Coisas materiais diz respeito à acontecimentos da vida material,ligados,presos,ainda
estamos pela nossa imperfeição.Espero ter respondido aos seus questionamentos.
Fique na paz.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 27 de Agosto de 2014, 18:17
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Referência: resp #110 em: 260814, às 14:32, do Norizonte.

      Noriz cita Ernesto Bozano, que repete palavras de um espírito na erraticidade:

      Citação: "Procurei conhecer qual era o estado de meu Espírito quando me achava ‘aprisionado’ e ‘diminuído’ no corpo. Verifiquei, então, que o corpo se pode comparar a uma roupa muito apertada, de que o Espírito se reveste;...”

      Conf: como ensina a DE: “o corpo físico impedea livre manifestação das faculdades do espirito, pois nos prende com a um lodo viscoso e só nos permite interpretar o q acontece na vida, como se a víssemos através de um vidro muito opaco".

      É evidente q isso significa q, devido ao fato de estar na carne, nossa percepção do q acontece em torno de nós fica muito prejudicada, o q faz que interpretemos muitas coisas de modo errado e, consequentemente, não por responsabilidade nossa, mas devido a essa interpretação errada, faz que ajamos tb erradamente, pois as ações correspondem ao q foi compreendido no mundo em q vivemos (nos relacionamentos com os demais, com a natureza etc).

      Citação: “... Mas, quando o Espírito se desembaraça do corpo, as coisas mudam de aspecto; a parte latente desperta em ‘plena eficiência’, realizando  todos os poderes. É essa uma sensação maravilhosa e deliciosa para os Espíritos desencarnados”.

      Conf: gostaria q algum amigo, mais conhecedor da DE, nos esclarecesse qto ao q está citado acima: é verdadeiramente esse o estado do espírito qdo desencarnado? Sensação maravilhosa e deliciosa?! Nesse estado, a “parte latente” (as faculdades do espírito) desperta em plena eficiência, o que lhe permite realizar todos os seus poderes, suas maravilhosas faculdades supranormais, capazes de devassar o passado, o presente e o futuro, sem limitação de tempo e de espaço?!

      Sinceramente, não entendo. Não estará Bozano, embora não tenha esclarecido, se referindo apenas àqueles espíritos já elevados?

      Pois, o que consta de OLE, nos mostra que o estado de desencarnado pode levar a terríveis sofrimentos, q duram séculos, pois muitos conservam a essência das paixões das quais não se desligam e por isso sofrem; uma “atmosfera” os envolve conservando o q têm de mal, sendo mais ou menos desgraçados conforme seus méritos.

      Muitos sofrem por acreditarem q suas penas são eternas, e sentem angustias morais q os torturam dolorosamente; outros não compreendem a nova situação em q estão, guardam a impressão da matéria e se julgam ainda vivos, e se vêm confusos, perdidos e se revoltam. Outros, de início, sentem os vermes o corroerem.

      Como têm livre arbítrio, podem escolher o mal e, por isso, sofrerão; outros sofrem pelo despeito de não estarem entre os bons.

      Ainda mais: os maus são acolhidos no mundo espiritual como seres desprezíveis (!!!); são privados da felicidade (!!) ; outros continuam sofrendo por ainda alimentarem ódio por outros; ou sofrem pela saudade de gozos terrestres.

      Muitos conservam a ignorância, o que lhes causa enorme perturbação; outros sofrem por acreditarem na eternidade das penas, o q lhes é um terrível castigo (castigo dado por Deus, como diz a doutrina); guardam ressentimentos do mal q lhes fizeram, fato q lhes desperta sentimento de vingança e perseguem e se tornam obsessores de desafetos anteriores.

      O egoísmo e o orgulho continuam e todas as paixões consequentes; têm a intuição de Deus, mas não compreendem; outros sentem vergonha e remorsos pelo mal q fizeram; outros, decepção pelo q encontram na erraticidade, q não é aquilo em acreditavam; outros sentem afeição ou ódio por aqueles q encontram na erraticidade, e conservam rancor em relação a encarnados e desencarnados etc.

      Além dessa questão acima, há um outro ponto sobre o qual devemos de refletir: diz o OLE q os sofrimentos do mundo espiritual muitas vezes independem de nós.

      Está aí outra coisa difícil de entender: sofremos sem q mereçamos sofrer??!! Mas, a doutrina ensina q todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça!! E q só merecem sofrer aqueles q escolhem fazer o mal, q escolhem transgredir as leis de Deus!! Há justiça em sofrer por algo que não fizemos??!!

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Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Norizonte da Rosa em 27 de Agosto de 2014, 19:54
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      Noriz cita Ernesto Bozano, que repete palavras de um espírito na erraticidade:

      Citação: "Procurei conhecer qual era o estado de meu Espírito quando me achava ‘aprisionado’ e ‘diminuído’ no corpo. Verifiquei, então, que o corpo se pode comparar a uma roupa muito apertada, de que o Espírito se reveste;...”

      Conf: como ensina a DE: “o corpo físico impedea livre manifestação das faculdades do espirito, pois nos prende com a um lodo viscoso e só nos permite interpretar o q acontece na vida, como se a víssemos através de um vidro muito opaco".

      É evidente q isso significa q, devido ao fato de estar na carne, nossa percepção do q acontece em torno de nós fica muito prejudicada, o q faz que interpretemos muitas coisas de modo errado e, consequentemente, não por responsabilidade nossa, mas devido a essa interpretação errada, faz que ajamos tb erradamente, pois as ações correspondem ao q foi compreendido no mundo em q vivemos (nos relacionamentos com os demais, com a natureza etc).

      Citação: “... Mas, quando o Espírito se desembaraça do corpo, as coisas mudam de aspecto; a parte latente desperta em ‘plena eficiência’, realizando  todos os poderes. É essa uma sensação maravilhosa e deliciosa para os Espíritos desencarnados”.

      Conf: gostaria q algum amigo, mais conhecedor da DE, nos esclarecesse qto ao q está citado acima: é verdadeiramente esse o estado do espírito qdo desencarnado? Sensação maravilhosa e deliciosa?! Nesse estado, a “parte latente” (as faculdades do espírito) desperta em plena eficiência, o que lhe permite realizar todos os seus poderes, suas maravilhosas faculdades supranormais, capazes de devassar o passado, o presente e o futuro, sem limitação de tempo e de espaço?!

Amigo, o livro em questão, que pode ser consultado na biblioteca virtual espírita na internet, não trata de Doutrina e não tive a intenção de sugerir isso aqui, apenas trouxe o depoimento de um Espírito (coletado por E. Bozzano em suas pesquisas) que apresentou o modo como se via e se sentia após o desencarne. Se não é Doutrina, então que se analise o que foi dito, de preferência consultando a obra, para saber se aquele Espírito estaria em condições de informar o que informou e se não podia e considerando que não foi uma invenção de alguma pessoa, então que se dê a importância que tenha que ser dada a essa manifestação. O livro trata de depoimentos de Espíritos durante e logo após o desencarne. Quando li esse livro, não tomei ao pé-da-letra a declaração dos Espíritos: quantas vezes em nossas falas não exageramos no que queremos dizer apenas para valorizarmos alguma emoção? não poderia ter acontecido com o Espírito ao dar essas declarações, afinal apenas tornaram-se desencarnados e isso não os transformou em algo melhor ou pior do que eram e isso sem querer dizer que não pudessem estar sendo sinceros no que disseram, mas deveríamos, mesmo assim, penso, não levarmos ao pé-da-letra essas declarações.

Ernesto Bozzano, Charles Richet,..não fizeram doutrina, mas isso não impede que possamos lê-los e tirarmos algum proveito do que pesquisaram.


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      Além dessa questão acima, há um outro ponto sobre o qual devemos de refletir: diz o OLE q os sofrimentos do mundo espiritual muitas vezes independem de nós.

Sinceramente, onde o amigo encontrou essa informação? poderia indicar onde encontrou essa informação?

Abraço.


Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 27 de Agosto de 2014, 20:06
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Referencia: resp #116 em: 270814, às 03:45, de Marcos W.

      Marcos escreveu: Tu não é chato, na verdade só se esquece que toda a cobrança da Lei é em nível consciencial. Somos nós mesmos os implacáveis com as falhas tanto nossas quanto dos outros.

      Conf: se bem o compreendi, não é isso q a DE ensina; a DE ensina q a lei de Deus é q é “implacável”; veja o q ela diz: “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou, se não nesta, na próxima encarnação" e q esses sofrimentos serão torturantes, desesperadores, insuportáveis, podendo durar por "multiplicadas encarnações e por milhões de anos”, lembra-se?

      E a cobrança, segundo a doutrina, não é feita somente em “nível consciencial” (se estou entendendo o q vc quis dizer com “nível consciencial”). A cobrança é feita em “todos” os níveis:  moral, psicológico, físico, social, sexual, econômico etc, e, como dito na DE, pode durar por multiplicadas encarnações e por milênios.

      Afinal, nem lógica tem dizer q cobramos a nós mesmos por nossas maldades pois, se temos o livre-arbítrio, porq escolhemos fazê-las se, depois, as cobraremos de nós mesmos??!!

      Há alguma lógica em fazermos o mal e, depois, cobrar de nós mesmos pelo mal q, conscientemente, fizemos, nos aplicando os terríveis sofrimentos q vemos no mundo??!!!

      Marcos: Oscilar entre o erro e o acerto é atitude pusilânime dos que ignoram. E porque ignoram sua moral não é assentada sobre uma base sólida... vendo o erro por toda parte, por similitude de vibrações, tudo se torna inferno e caos.

      Conf: meu jovem amigo, não entendi bem o que vc quis dizer. Sem dúvida a atitude dos q ignoram pode estar errada (50% de chances d estar errada e 50% de estar certa, não?), mas isso nenhum demérito tem. E, se por isso tudo se torna inferno e caos, não se compreende que todos tenham de sofrer esse inferno e esse caos, pois, conforme a DE, não há sofrimentos sem culpas.

      Vc tb diz q oscilamos (o que deve significar q podemos errar ou acertar, certo?) pois não visualizamos o conjunto, mas só parte dele e q, por isso, podemos sofrer (estagiar neste ou naquele enquadramento, às vezes menos feliz). Mas, reflita: se todos os sofrimentos são merecidos e justos, o fato de não visualizarmos o conjunto, mas só parte dele, é transgressão à lei de Deus?

      Afinal, meu amigo, porq é q visualizamos apenas parte senão por deficiência nossa, q ainda não compreendemos q devemos visualizar o conjunto, concorda? E por sermos deficientes nesse aspecto, somos merecedores de ser infelizes?!! Tente refletir!

      Abraço.

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Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Agosto de 2014, 22:39

Olá lconforjr, as Leis Divinas são implacáveis ou são justas? À medida do equívoco, nem mais nem menos, isso é justiça.

Quem escolhe suas provas? Não é você com sua consciência na erraticidade? ...

Uai, erra como encarnado, e se cobra quando estiver na condição de Espírito, mais ou menos livre da matéria. Qual o problema? Segundo a Doutrina, há aí uma lógica.

Quis dizer que ainda não temos firmeza, por isso agimos até mesmo contra o que acreditamos, pois só acreditamos, e isso não basta. Lembra da Fé, fidelidade? Não a temos.

E só visualizamos parcialmente(o conjunto da obra Divina) porque é uma limitação natural do nosso estágio evolutivo. Que só se amplia à medida que evoluímos. O problema em questão é o enquadramento único, do tipo mono-ideia. Este é o sofrimento por estagnação.

Abraços



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 28 de Agosto de 2014, 05:15
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Referencia: resp #121 em: 270814, de Marcos W.

      Marcos perguntou: as Leis Divinas são implacáveis ou são justas?

      Conf: Marcos, não entendi a pergunta pois qual é a relação entre leis implacáveis e leis justas? Uma coisa nada tem de ver com a outra, pois a lei pode ser implacável e perfeitamente justa ao mesmo tempo.

      Implacável não quer dizer q seja injusta, mas que é inexorável, inflexível, perfeita, firme, impossível de não ser cumprida; q acontecerá de qualquer jeito; q se cumpre endereçada a quem for (doa o quem doer); sem meias palavras; dura mas real; q não se aplaca; q a penalidade será forçosamente aplicada como está cominada na lei; q é executada exatamente como está determinado; q se realizará obrigatoriamente. forçosamente. Assim, se uma lei é perfeitamente justa isso significa q é implacável pois q punirá mesmo o infrator, com o rigor necessário, q punirá todos os q merecem ser punidos...

      Marcos: Quem escolhe suas provas? Não é você com sua consciência na erraticidade?

      Conf: sim, meu jovem... conforme a doutrina, a prova é escolhida pelo espirito para constatar (provar para ele mesmo) q está pronto para avançar em certos aspectos, q está pronto para ser promovido a lições mais altas, pois já consegue resistir a determinadas tentações e desejos..., já consegue não se deixar vencer pela incúria, pelo ódio, desamor, inveja, egoísmo, orgulho etc etc, tanto q o espirito pode nelas falhar e repeti-las posteriormente.

      Mas estamos falando, não de provas, mas de expiações, e expiação nada tem a ver com a escolha ou desejo do espirito, e este nunca falhará nela, pois é simplesmente a aplicação inexorável, implacável, da lei de causa e efeito - pecou será punido!

      “O homem sempre será punido em tudo aquilo em q pecou, se não nesta encarnação, será punido numa outra", inexoravelmente, forçosamente, obrigatoriamente...”, lembra-se? E com a dureza, tb implacável, de sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis.

      Marcos: Uai, erra como encarnado, e se cobra quando estiver na condição de Espírito, mais ou menos livre da matéria. Qual o problema? Segundo a Doutrina, há aí uma lógica.

      Conf: não há aí lógica segundo a doutrina, pois não é isso q a doutrina ensina. Quem cobra é a Lei de Deus, a lei de causa e efeito q foi acionada pelo ato errado praticado... e q foi criada exatamente para "castigar" os pecadores, como tb foram criados mundos-locais de castigos.

      Marcos: Quis dizer que ainda não temos firmeza, por isso agimos até mesmo contra o que acreditamos, pois só acreditamos, e isso não basta. Lembra da Fé, fidelidade? Não a temos.

      Conf: Lembro. E lembro tb q, se não temos firmeza nas escolhas que fazemos e, consequentemente, podemos vir a escolher agir até mesmo contra o q acreditamos, isso nenhuma consequência terá com relação à lei q determina as expiações, penalidades, castigos... É a isso q vc está se  referindo?

      Marcos: E só visualizamos parcialmente (o conjunto da obra Divina) porque é uma limitação natural do nosso estágio evolutivo. Que só se amplia à medida que evoluímos. O problema em questão é o enquadramento único, do tipo mono-ideia. Este é o sofrimento por estagnação.

      Conf: exato, uma limitação natural correspondente ao estágio em q estamos!

      Não entendi o “este é o sofrimento por estagnação”; primeiro, pq todos os sofrimentos são ‘merecidos’ e ‘justos’, e estagnar não é desrespeitar a Lei; segundo, porq se estagnamos o fazemos contra nossa vontade e tb aí não há justificativa para qualquer sofrimento.

      Abraços
.........

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 28 de Agosto de 2014, 23:15
Meus irmãos  -  A Doutrina Espirita transforma completamente a pespectiva do futuro.A vida
futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade.O estado das almasdepois da morte
não é mais u sistema,porém o resultado da observação.Ergue-se o véu;o mundo espiritual
aparece-nos na plenitude de sua realidade prática;não foram os homens que o descobriram
pelo esforço de uma concepção engenhosa,são os próprios habitantes deste mundo que
nos vêm descrever a sua situação;aí os vemos em todos os graus da escala espiritual,em
todas as fazes da felicidade e da desgraça,assistindo,enfim,a todas as peripécias da vida
de além-túmulo.Eis aí porque o espiritas encaram a morte calmamente e se revestem de
serenidade nos seus últimos momentos sobre a terra. Cap.II,ítem 10 do liv.O Céu e o
Inferno.
Meus irmãos,muito embora a Doutrina Espirita nos esclareça,seja ela  um consolador
para um momento tão crucial em nossa vida material,em que a morte é inevitável para
todos nós,ainda não é o suficiente para que se possa aceitar serenamente,pelo menos
na minha pouca visão.Muitas explicações poderiam ser dadas em relação a conduta de todos,uma delas seria a imperfeição,se não a principal.O apego as coisas materiais
ainda nos deixam receiosos quanto aos acontecimentos futuros.A nossa bagagem
poderá está repleta de conhecimentos,mas não o suficiente para dizer estou pronto
para a viagem de volta,então como eu posso afirmar que como espirita eu não temo a
Morte?
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Agosto de 2014, 00:18
Re: Estudos do Mês de Agosto

    [...]
      Conf: Marcos, não entendi a pergunta pois qual é a relação entre leis implacáveis e leis justas? Uma coisa nada tem de ver com a outra, pois a lei pode ser implacável e perfeitamente justa ao mesmo tempo.

      Implacável não quer dizer q seja injusta, mas que é inexorável, inflexível, perfeita, firme, impossível de não ser cumprida; q acontecerá de qualquer jeito; q se cumpre endereçada a quem for (doa o quem doer); sem meias palavras; dura mas real; q não se aplaca; q a penalidade será forçosamente aplicada como está cominada na lei; q é executada exatamente como está determinado; q se realizará obrigatoriamente. forçosamente. Assim, se uma lei é perfeitamente justa isso significa q é implacável pois q punirá mesmo o infrator, com o rigor necessário, q punirá todos os q merecem ser punidos...
[...]

Implacável também significa incomplacente, e sem benevolência. Entendeu?! Foi assim que havia percebido sua expressão. Não se esqueça que na língua portuguesa as palavras tem vários significados que geram diferentes entendimentos.

Re: Estudos do Mês de Agosto
[...]

      Conf: não há aí lógica segundo a doutrina, pois não é isso q a doutrina ensina. Quem cobra é a Lei de Deus, a lei de causa e efeito q foi acionada pelo ato errado praticado... e q foi criada exatamente para "castigar" os pecadores, como tb foram criados mundos-locais de castigos.

     [...]

E a Lei está onde?... ela não existe, ao menos para você, fora de si mesmo. E você a visualiza como descreveu, sempre fora de si, onde nunca vai encontrá-la.


Re: Estudos do Mês de Agosto

     [...]
      Marcos: Quis dizer que ainda não temos firmeza, por isso agimos até mesmo contra o que acreditamos, pois só acreditamos, e isso não basta. Lembra da Fé, fidelidade? Não a temos.

      Conf: Lembro. E lembro tb q, se não temos firmeza nas escolhas que fazemos e, consequentemente, podemos vir a escolher agir até mesmo contra o q acreditamos, isso nenhuma consequência terá com relação à lei q determina as expiações, penalidades, castigos... É a isso q vc está se  referindo?

[...]

É sim. E tem consequência do ponto em que há a necessidade de reparação do prejuízo causado a si ou a outros. Castigo ou pena, depende de quem vê. Eu vejo reparação.

Re: Estudos do Mês de Agosto

   [...]      Não entendi o “este é o sofrimento por estagnação”; primeiro, pq todos os sofrimentos são ‘merecidos’ e ‘justos’, e estagnar não é desrespeitar a Lei; segundo, porq se estagnamos o fazemos contra nossa vontade e tb aí não há justificativa para qualquer sofrimento.

      Abraços
.........

É muito simples. Qualquer um sofre vendo os seus entes queridos se distanciando porque crescem, evoluem enquanto você fica estacionado em uma única situação que, como uma redoma, te prende. E é justo que se sofra pelo tempo perdido, que poderia ter sido melhor aproveitado.

Abraço

 
 
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 29 de Agosto de 2014, 04:11
.........

      Referencia: resp #124, de 290814, 00:18, de Marcos.

      Marcos, eu ia lhe dizer: "fique tranquilo q um dia vc compreenderá!", mas é absurdo dizer isso porq, enquanto vc não compreender, a vida, com seus sofrimentos, misérias, desgraças e tragédias de que natureza forem, poderá não deixar vc tranquilo.

      Mas, com certeza, de um modo ou de outro, todos compreenderão (e, com a compreensão virá a a tranquilidade, a salvação, embora nunca, nunca possuidora de felicidade absoluta, pois felicidade absoluta nunca poderá existir, nem no mundo material, nem no mundo espiritul) desde q aprendam como fazer para q cessem as operações do ego/mente inferior/eu inferior/mente localizada, o q  poderá ocorrer, ou pela compreensão profunda, ou pela morte do corpo cerebral.

      Lembro-me de q, num dos evangelhos, entre duas dezenas de outros que a igreja de Roma não aceitou e,  posteriormente, também não os aceitaram, nem o protestantismo, nem o espiritismo (não sei porq todas as religiões cristãs só adotaram os quatro evangelhos q Roma houve por bem adotar!!) está escrito "... e, lamentava-se Jesus: os homens não me compreenderam!".

      Mas, como dizem sábios, "se compreendermos as coisas são como são; se não compreendermos, as coisas são como são!".

      E, mais dia, menos dia; mais ano, menos ano; mais década, menos década, a compreensão virá mas, até lá, o homem muitas angústias ainda sofrerá.

      Abraço.

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Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Antonio Renato em 30 de Agosto de 2014, 17:12
Meus irmãos chegamos ao termíno de mais um estudo mensal,agradeço a participação de
todos.Muito embora o tema seja,na minha visão,muito complexo pois envolve sentimentos
de apego,perda,medo pelo afastamento das coisas materiais as quais estamos estamos
ligados,algumas lições foram aprendidas.Eu bem sei que muitos ainda não se sentem à
vontade quando se tratade um assunto desta natureza,muito embora todos saibam que
é um acontecimento inevitavel,a questão da morte física.Enfim,como eu sempre coloco:
Somos o que somos,pelas rasões que somos,imperfeitos.
Fiquem na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Setembro de 2014, 13:59

 lconforjr, conheço tragédias desde meus 9 anos de idade, quando presenciei um grave acidente aéreo com tudo que se segue de seus destroços pavorosos, e no mesmo ano, fechei a boca e os olhos de meu pai com minhas mãos de criança.

De todas as dores que sempre você relata conheço boa parte. E compreendo que há sempre dores. Só não parei no tempo, contemplando-as. Mesmo sabendo que virão outras.

E, considero o conhecimento espírita como a melhor explicação, dentre tantas, muito boas.

Grande abraço.



Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Setembro de 2014, 14:10

Antonio, excelente oportunidade pra todos nós este estudo. Parabéns pelo esforço e pela condução.

Abraços

Título: Re: Estudos do Mês de Agosto
Enviado por: lconforjr em 01 de Setembro de 2014, 20:23
Re: Estudos do Mês de Agosto

      Referencia resp #127 em: 010914, às 13:59, Marcos W

      Conf: olá Marcos, sinto pelo q vc teve de passar. Tb conheço muitas tragédias, algumas terríveis, como a explosão de minas de combate, matando e aleijando companheiros. Mas, para mim, se me valho das crenças das doutrinas cristãs, isso somente complica ou dificulta as coisas, pois torna mais difícil a compreensão da existência de um Deus, de perfeição, sabedoria, amor e justiça, q permite todos os mais desesperadores e insuportáveis sofrimentos que existem no mundo, originados de Sua, tb terrível, lei de causa e efeito.

      Marcos: E, considero o conhecimento espírita como a melhor explicação, dentre tantas, muito boas.

      Conf: vc disse bem: "Considero...". Sem dúvida vc conhece “apenas algumas”, não todas; talvez mais as vindas das doutrinas cristãs. As doutrinas cristãs não conseguem explicar o sofrimento dos homens; aliás, nenhuma das doutrinas populares do mundo consegue explicar. Essa explicação está além dos ensinamentos das doutrinas populares.

      Mas, lembre-se q a própria DE aconselha estudar outras doutrinas, compará-las com a
nossa e mesmo, pela comparação, escolher uma outra, aquela que mais se harmonize com nosso modo de ver o mundo, o que significa q, sabiamente, e “democraticamente”, aconselha a escolher uma doutrina q pode ser muito diferente da q seguimos agora.

      Tb, para vc, grande abraço.

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