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CODIFICAÇÃO => O Céu e o Inferno => Tópico iniciado por: *Leni* em 03 de Janeiro de 2009, 03:56

Título: Capítulo IV - Quadro do inferno cristão
Enviado por: *Leni* em 03 de Janeiro de 2009, 03:56



O céu e o Inferno
Capítulo IV - Quadro do inferno cristão

Quadro do inferno cristão:

11 — Resumimos nas citações seguintes a opinião dos teólogos sobre o inferno. Essa descrição, tendo sido tirada dos próprios autores sacros e da vida dos santos, pode ser considerada, tanto melhor, como a expressão da fé ortodoxa nesse assunto, quanto é a todo instante reproduzido, com algumas pequenas variantes, nos sermões e nas instruções pastorais.

12 — Os demônios são espíritos puros, pois os condenados presentemente no inferno podem também ser considerados como espíritos puros, desde que somente a sua alma desceu até lá e os seus restos mortais, devolvidos à Terra, se transformam incessantemente em relva, plantas, frutos, minerais ou líquidos, passando inconscientemente pelas metamorfoses da matéria. Mas os condenados, como os santos, devem ressuscitar no último dia e retomar, para não mais os perder, corpos carnais, os mesmos corpos com que foram conhecidos quando vivos. O que distinguirá uns dos outros é que os eleitos ressuscitarão em corpos purificados e radiosos, enquanto os condenados em corpos imundos e deformados pelo pecado.

Assim, não haverá mais no inferno somente Espíritos puros, mas homens semelhantes a nós. O inferno é, portanto, uma região física, geográfica, material, desde que será povoado por criaturas terrenas com pés, mãos, boca, língua, dentes, orelhas, olhos semelhantes aos nossos, com sangue nas veias e nervos sensíveis à dor.

Onde está situado o inferno? Alguns doutores o colocaram nas próprias entranhas da Terra. Outros, em não sabemos que planeta. A questão não foi resolvida por nenhum concílio. Ficamos, nesse caso, reduzido às conjeturas. A única coisa que se afirma é que o inferno, onde quer que esteja situado, é um mundo constituído de elementos materiais, mas um mundo sem sol, sem lua, sem estrelas, mais triste, mais inóspito, mais desprovido de todo princípio e toda aparência de bem, como não acontece mesmo nas regiões mais inabitáveis deste mundo em que pecamos.

Os teólogos mais sérios não se atrevem a figurar, como faziam os Egípcios, os Indianos e os Gregos, todos os horrores desta região. Limitam-se a nos indicar, como uma amostra, o pouco que as Escrituras revelam: o lago de fogo e enxofre do Apocalipse e os vermes de Isaías, esses vermes que devoram eternamente os cadáveres do Tofel e os demônios atormentando os homens que conseguiram levar à perdição, e os homens chorando e rangendo os dentes, segundo a expressão dos Evangelistas.

Santo Agostinho não concorda que essas penas físicas sejam simples imagens das penas morais. Ele vê num lago realmente de enxofre, vermes e serpentes verdadeiras apegando-se a todas as partes dos corpos dos condenados e juntando as suas mordidas às queimaduras do fogo. Ele pretende segundo um versículo de São Marcos que esse fogo estranho, embora material como o nosso, agindo sobre corpos materiais os conservará como o sal conserva a carne de animais sacrificados. Mas os condenados sentirão esse fogo que queima sem destruir e que penetrará sob a sua pele. Eles ficarão encharcados e saturados em todos os seus membros, na medula dos ossos e na pupila dos olhos, bem como nas fibras mais ocultas e mais sensíveis do ser. A cratera de um vulcão, se nela pudessem atirar-se, seria para eles um lugar de refrigério e descanso.

Assim falam, com toda segurança, os teólogos mais tímidos, mais discretos e reservados. Não negam, aliás, a existência no inferno de outros suplícios corporais. Dizem apenas que não possuem conhecimentos suficientes para deles falar de maneira positiva, pelo menos como podem fazer sobre o horrível suplício do fogo e dos vermes. Mas há teólogos mais espertos ou mais esclarecidos que descrevem o inferno com mais detalhes, mais variados e mais precisos. Embora não saibam em que lugar do espaço está situado o inferno, há santos que o viram. Não foram até lá com a lira nas mãos como Orfeu, ou de espada em punho como Ulisses, mas transportados em espírito. Santa Teresa pertence a esse número.

Tem-se a impressão, pelo relato da santa, que há cidades no inferno. Ela viu ali, pelo menos, uma espécie de rua comprida e estreita, como tantas que existem nas velhas cidades. Entrou na rua, andando com horror sobre um terreno pantanoso e fétido, cheio de répteis monstruosos, mas teve a sua marcha sustada por um muro que fechava a saída. Nesse muro havia um nicho ao qual Teresa se recolheu, sem saber como isso aconteceu. Era, diz ela o lugar que lhe estava destinado se abusasse, durante a vida, das graças que Deus lhe concedia em sua cela de Ávila. Logo que foi introduzida, com espantosa facilidade, nesse nicho de pedra, viu que não podia sentar-se nem deitar-se, e nem mesmo se manter de pé. Menos ainda poderia sair dali. Esse horrível mundo começou a fechar-se sobre ela, envolvendo-a, prendendo-a como se as faces do nicho fossem animadas. Parecia-lhe que a asfixiavam, estrangulavam e ao mesmo tempo que a esfolavam viva e a retalhavam em fatias. Sentia-se queimar e experimentava simultaneamente todas as formas de angústia. Nenhuma esperança de socorro. Tudo ao seu redor era trevas, mas através dessas trevas ela ainda percebia, com assombro, a horrorosa rua em que estava alojada, com toda a sua imundície, o que também lhe era intolerável como o aperto da sua prisão.

Esse, não há dúvida apenas um cantinho do inferno. Outros viajores espirituais foram mais favorecidos. Viram no inferno grandes cidades inteiramente incendiadas: Babilônia e Nínive, a própria Roma com seus palácios e seus templos abrasados e todos os habitantes acorrentados. Os traficantes presos aos seus balcões, os padres reunidos com as cortesãs nos salões de festas, urrando nas suas cadeiras das quais não podiam Ievantar-se e levando aos lábios para matar a sede, taças de que saíam chamas. Criados de joelhos em cloacas ferventes, de braços estendidos ante príncipes de cujas mãos escorria sobre eles, em forma de lavas devoradoras, ouro derretido. Outros viram no inferno planícies ilimitadas, onde camponeses famintos, nada colhendo das suas estéreis plantações nessas planícies regadas pelos seus suores fumegantes, e como nada podiam encontrar, se entredevoravam. Depois, tão numerosos como antes, magros e famintos da mesma maneira, eles se dispersavam em bandos no horizonte procurando inutilmente um lugar de terras mais felizes, e sendo imediatamente substituídos, nos campos que abandonavam, por outras colônias errantes de condenados. Há os que viram no inferno montanhas cercadas de precipícios, e florestas soluçantes, de poços sem água, de fontes de lágrimas, de rios de sangue, de turbilhões de neve em desertos de gelo, de barcos cheios de desesperados vagando sobre mares sem praias. Viram-se, enfim, todas as coisas que os pagãos haviam visto: um reflexo tenebroso da terra, uma projeção desmesuradamente aumentada das suas misérias, dos seus sofrimentos naturais eternizados, e até calabouços, forcas e outros instrumentos de tortura criados por nós mesmos.

Existem lá, com efeito, demônios que para atormentarem os homens nos seus corpos, também se revestem de corpos. Esses corpos têm asas de morcegos, chifres, pele coberta de escamas, patas com garras e dentes aguçados. São mostrados armados de espadas, de tenazes, de pinças, de serras em fogo, de grelhas, de garfos, de foles, de martelos ardentes e trabalhando pela eternidade na carne dos condenados como açougueiros e cozinheiros. Às vezes, transformados em leões ou em enormes serpentes, arrastam suas vítimas para cavernas solitárias. Alguns se transformam em corvos para arrancar os olhos a certos culpados, e outros em dragões voadores para os carregar no seu dorso, aterrorizados e sangrentos, através de tenebrosos espaços e os lançar num lago de enxofre. Ali, há nuvens de gafanhotos, de escorpiões gigantescos cuja vista produz calafrios e cujo odor provoca náuseas, que o simples tocar com os dedos produz convulsões. Lá, monstros de muitas cabeças abrem para todos os lados güelas vorazes, sacudindo as disformes cabeças de crinas de serpentes, esmagam os condenados em suas mandíbulas sangrentas e os vomitam mastigados, mas vivos porque eles são imortais.

Esses demônios em forma humana, que lembram tão claramente os deuses do Amenti e do Tártaro, os ídolos adorados pelos Fenícios e pelos Moabitas e outros povos pagãos ao redor da Judéia, esses demônios não agem ao acaso: todos têm a sua função e o seu objetivo. O mal que fazem no inferno está em relação com o mal que inspiraram e levaram aos homens a praticar na Terra.

Os condenados são punidos em todos os seus sentidos e em todos os seus órgãos, porque ofenderam a Deus através desses sentidos e desses órgãos. São punidos da seguinte maneira: os gulosos pelos demônios da gulodice, os preguiçosos pelos demônios da preguiça, os sensuais pelos demônios da sensualidade e assim por diante, segundo a variedade dos pecados. Sentirão frio ao se queimarem e calor ao se enregelarem. Desejarão ao mesmo tempo o repouso e o movimento. E sempre famintos, sempre sedentos, mais fatigados que os escravos no fim da jornada, mais doentes do que agonizantes, mais maltratados e cobertos de chagas do que os mártires. E tudo isso sem que nunca se acabe.

Nenhum demônio se recusa nem se recusará jamais a executar a sua espantosa tarefa. São todos, nesse sentido, bem disciplinados e fiéis no cumprimento das ordens de vingança que recebem. Sem isso, no que se tornaria o inferno? Os pacientes ficariam em descanso se os carrascos andassem a discutir ou a se enfadarem. Mas nada de repouso para os primeiros, nem de discussões para os segundos. Por piores que sejam e por maior que seja o seu número, os demônios se estendem de um extremo ao outro do abismo e jamais se viu sobre a Terra uma organização de súditos mais dóceis aos seus príncipes, de exércitos mais obedientes aos seus comandantes, de ordens monásticas mais humildemente submissa aos seus superiores.(18)

(18) Esses mesmos demônios, rebeldes a Deus no tocante ao bem, são de exemplar docilidade para a prática do mal. Nenhum deles se recusa ou se mostra de má vontade através de toda a eternidade. Que estranha metamorfose operou-se neles, que haviam sido criados puros e perfeitos como os anjos! É realmente estranho vê-los dar exemplos de perfeito entendimento, de plena harmonia, de inalterável concórdia, quando os homens não sabem viver em paz e se estraçalham na Terra. Vendo o requinte dos castigos reservados aos condenados e comparando a sua situação com a dos demônios, pergunta-se quais são os mais dignos de lástima: Os algozes ou as vítimas?(N. de Kardec)

Quase nada se conhece dos demônios que formam a população do inferno, esses espíritos vis que constituem as legiões de vampiros e sapos, de escorpiões, de corvos, de hidras, de salamandras e outros animais sem nomes da fauna das regiões infernais. Mas se conhecem e sabem-se de muitos dos príncipes que comandam essas regiões, entre outros Belfegor, o demônio dos desejos impuros ou o senhor das moscas que produzem a corrupção; Mamum, o demônio da avareza; Moloque, Belial, Balgad e Astarote e muitos outros. E acima deles o seu chefe universal, o sombrio arcanjo que tinha no céu o nome de Lúcifer e que tem no inferno o nome de Satanás.

Eis em resumo a idéia que nos dão do inferno considerado em sua natureza física e quanto às penas físicas que nele existem. Consultai os Pais da Igreja e os antigos Doutores. Interrogai as legendas piedosas. Olhai as esculturas e as pinturas das nossas igrejas. Ouvi com atenção o que dizem nos nossos púlpitos e aprendereis ainda mais.

13 — O autor acrescenta a essas descrições as reflexões seguintes, cujo alcance todos compreenderão:

A ressurreição dos corpos é um milagre, mas Deus faz ainda outro milagre ao dar a esses corpos mortais, já usados nas passageiras provas da vida e já uma vez aniquilados, a virtude de subsistir, sem se dissolverem, numa fornalha em que até os metais se evaporariam. Que se diga que a alma é o seu próprio carrasco, que Deus não a castiga, mas apenas a abandona no estado de infelicidade que ela mesma escolheu, isso a rigor se pode compreender, embora o eterno abandono de um ser extraviado e sofredor pareça pouco de acordo com a bondade do Criador. Mas o que se diz da alma e das penas espirituais, não se pode dizer de maneira alguma dos corpos e das penas corporais. Para perpetuar essas penas corporais não é suficiente que Deus afaste a sua mão, mas é necessário, pelo contrário, que ele a mostre, que intervenha, que haja, sem o que os corpos sucumbiriam.

Os teólogos supõem então que Deus opera, com efeito, após a ressurreição, esse segundo milagre de que falamos. Primeiro, ele retira do sepulcro, que os havia devorado, os nossos corpos de argila é os retira tal como foram enterrados, com suas antigas enfermidades e as deformações produzidas pela idade, pela doença e pelos vícios. Ele nos devolve a esse estado: decrépitos, gulosos, gotosos, cheios de necessidades, sensíveis a uma picada de insetos, cobertos pelas feridas que a vida e a morte nos impuseram, e é esse o primeiro milagre. Depois, nesses corpos miseráveis, prestes a voltarem à poeira de que saíram, ele insufla uma propriedade que eles nunca possuíram, dando-lhes a imortalidade, esse mesmo dom que na sua cólera, ou antes na sua misericórdia, ele havia retirado à Adão ao expulsá-lo do Éden, e eis o segundo milagre. Quando Adão era imortal, e portanto invulnerável, deixou de o ser, tornando-se mortal: a morte seguiu-se imediatamente à dor.

A ressurreição não nos devolve, pois, nem às condições físicas do homem inocente nem às condições físicas do homem culpado. É uma ressurreição apenas das nossas misérias, mas com a sobrecarga de novas misérias, infinitamente mais horríveis. É em parte, uma verdadeira criação e a mais maliciosa que a imaginação já se atreveu a conceber. Deus reconsidera, e para acrescentar aos tormentos espirituais dos pecadores os tormentos carnais que devem durar para sempre, muda imediatamente, por um efeito do seu poder, as leis e as propriedades por ele mesmo estabelecidas, desde o começo, para os organismos materiais. Ressuscita as carnes doentes e corrompidas, e reunindo por um nó indestrutível esses elementos que tendem por si mesmos a separar-se, os mantém e perpetua contra a ordem natural, nessa podridão viva, e a lança no fogo, não para a purificar, mas para a conservar tal qual é, sensível, sofredora, sempre queimando, horrível, exatamente como quer que ela se mantenha imortal.

Por esse milagre se transforma Deus num dos carrascos do inferno, pois se os condenados só podem atribuir a si mesmos os seus males espirituais, não podem fazer o mesmo com os outros, só atribuíveis a Deus. Era aparentemente muito pouco abandoná-los depois da morte à tristeza, ao arrependimento e a todas as angústias de uma alma que sente haver perdido o bem supremo. Deus, segundo os teólogos, irá buscá-las nessa noite no fundo desse abismo, trazendo-as por um momento à luz, não para as consolar, mas para as revestir de um corpo horrendo, queimante, imperecível, mais empestado que a túnica de Janira, e só então as abandona para sempre.

Mas a verdade é que não as abandonará, pois que o inferno subsiste, como a terra e o céu, por um ato permanente da sua vontade sempre ativa e tudo se desvaneceria se ele cessasse de os sustentar. Ele manterá, portanto, sem cessar, sua mão sobre os condenados para impedir que o fogo se extinga e seus corpos se dissolvam, querendo que esses infelizes imortais contribuam com o seu perene suplício para a edificação dos eleitos.

14 — Dissemos com razão que o inferno dos cristãos havia superado o dos pagãos. No Tártaro, com efeito, viam-se os culpados serem torturados pelos remorsos, sempre em face dos seus crimes e das suas vítimas, acabrunhados por aqueles mesmos que eles haviam prejudicado em vida. Viam-se os culpados fugindo à luz e procurando em vão escapar aos olhos que os perseguiam. O orgulho era ali abatido e humilhado. Todos carregavam os estigmas do seu passado, todos eram punidos pelas suas próprias faltas, a tal ponto que, para alguns, era bastante entregá-los a si mesmos, sendo inútil acrescentar-lhes outros castigos. Além disso eles eram sombras, quer dizer: almas com seus corpos fluídicos, imagens da sua existência terrena. Não se viam os homens retomarem seus corpos carnais para sofrerem materialmente, nem o fogo penetrar-lhes sob a pele e os saturar até a medula dos ossos, nem o requinte e o refinamento dos suplícios que constituem a base do inferno cristão. Havia juízes inflexíveis, mas justos, que proporcionavam a pena na medida da falta, enquanto no império de Satanás todos se confundem nas mesmas torturas e tudo se funda na materialidade, de maneira que a própria equidade não existe.

Há hoje, sem dúvida, na própria Igreja, muitos homens de bom senso que não mais admitem essas coisas ao pé da letra e as consideram como simples alegorias das quais é necessário apreender o sentido. Mas essa opinião é apenas individual e não constitue lei. A crença no inferno material, com todas as suas conseqüências, ainda permanece como artigo de fé.

15 — Pergunta-se como os homens puderam ver essas coisas em estado de êxtase, se elas não existem. Não é este o lugar de explicar a fonte dessas imagens fantásticas, que as vezes se produzem com a aparência de realidade. Diremos somente que devemos ver nisso uma prova do princípio de que o êxtase é a menos segura de todas as formas de revelação, porque esse estado de superexcitação nem sempre resulta de um desprendimento completo da alma, como se poderia crer, e nele encontramos muito freqüentemente o reflexo das preocupações do estado de vigília. As idéias de que a mente se nutre e que o cérebro, ou melhor o invólucro perispiritual correspondente ao cérebro, conserva, se reproduzem e amplificam como numa miragem, sob as formas vaporosas que se desenvolvem e se misturam, compondo esse conjuntos estranhos.

Os extáticos de todos os cultos sempre viram as coisas em relação com a fé a que se apegam. Não é pois de surpreender que os que, como Santa Teresa se acham fortemente convencidos das idéias do inferno, segundo as apresentam as descrições verbais ou escritas e as pinturas, tenham visões que nada mais são, propriamente falando, do que a reprodução dessas idéias, produzindo o efeito de um pesadelo. Um pagão cheio de fé teria visto o Tártaro e as Fúrias, como teria visto no Olimpo o próprio Júpiter tendo um raio na mão.(19)

(19) Kardec antecipa, nesta maravilhosa explicação, a teoria do condicionalismo à crença que Charles Richet formularia mais tarde na Metapsíquica e hoje revivida na Parapsicologia. Como se vê, as chamadas novidades parapsicológicas nada mais fazem do que confirmar teses espíritas de há mais de um século, e às vezes de maneira incoerente, contrastando com a explicação espírita, que é sempre clara e precisa. Veja-se este assunto no livro En los limites de la Psicologia, do prof. Ricardo Musso, Buenos Aires, 1960, no Tratado de Metapsíquica, de Richet, e em Parapsicologia Hoje e Amanhã, de J. Herculano Pires. (N. do T.)

Livraria Allan Kardec Editora.