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GERAL => Audiovisuais => Multimédia => Tópico iniciado por: Marccello em 19 de Abril de 2010, 23:29

Título: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 19 de Abril de 2010, 23:29

O Sudário de Turim ou o Santo Sudário é uma peça de linho que mede 4,36 m por 1,10 m, que se encontra sob a custódia da Igreja Católica Romana, em Turim. Tem sido objeto de adoração por crentes e de estudo por cientistas, estes divididos entre uns poucos que o consideram uma falsificação, e muitos – inclusive agnósticos – que lhe atestam autenticidade. A autenticidade assegurada por muitos não inclui a afirmação de que seja realmente a peça de pano que esteve em contato com o corpo de Jesus. Apenas declaram estarem convencidos de que não se trata de uma falsificação, de um pano pintado na Idade Média, como tantos outros o foram, adquirindo a condição de relíquias religiosas e passando a ser adorados por fiéis.

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O Sudário começou a ganhar notoriedade a partir do século XIV, precisamente no ano 1357, quando foi exposto por Joana de Vergy, esposa do dono da peça. Mais tarde, passou a pertencer à família Savoia, tendo sido, há pouco tempo, doado à Igreja Católica.

O Sudário começou a ganhar notoriedade a partir do século XIV, precisamente no ano 1357, quando foi exposto por Joana de Vergy, esposa do dono da peça. Mais tarde, passou a pertencer à família Savoia, tendo sido, há pouco tempo, doado à Igreja Católica.

Um teste com o carbono-14 nega que o Sudário seja um tecido do primeiro século da Era Cristã. Alguns cientistas apresentam, contra a validade desse teste, dois argumen-tos fortes: o fato de ter sido a peça de linho cozida em azeite, na Idade Média, na tentativa de se provar que se tratava de pintura recente, e de ter estado exposta a dois incêndios nos locais onde se achava depositada, tendo numa dessas ocorrências se derretido parte da caixa de prata onde ela se encontrava. O fogo, nas duas ocasiões, deixou marcas que não chegaram a afetar seriamente a figura nela impressa.

Embora a tomemos por base, não nos propomos aqui a repetir tudo o que está afirmado na obra editada nos Estados Unidos, traduzida em Português sob o título “A Verdade sobre o Sudário”, de Kenneth E. Stevenson e Gary R. Habermas, que contaram com a colaboração direta de profissionais das áreas médica, física, biofísica, química e fotográfica, além de se estribarem em conclusões de outros pesquisadores, franceses e italianos.

Os citados autores não têm a mínima dúvida de que se trata do pano sobre o qual o corpo de Jesus foi colocado, tendo sido dobrado por sobre o corpo, razão por que apresenta duas figuras, uma de frente e outra de costas. Atestam os autores que foram feitos exames de partículas de sangue e de plasma, de polem de flores do oriente, de fibras de algodão, além de terem comprovado que o corpo havia sido chicoteado, que teria recebido uma coifa de espinhos sobre a cabeça, que tivera parte da barba arrancada, que tivera os pulsos e os pés trespassados por cravos, e que fora lanceado no flanco esquerdo, depois de morto. Além disso, apresentava sinais de que duas moedas haviam sido colocadas sobre seus olhos para mantê-los fechados, consoante o costume da época. Em nada, segundo os Autores, a figura do Sudário contraria os relatos contidos no “Novo Testamento”.

Entretanto, nenhum dos pesquisadores conseguiu explicar como a figura se fixou naquela peça de linho. Atestam não se tratar de pintura, nem de tintura, nem de marca de fogo, nem de qualquer processo conhecido tanto na Idade Média, quanto na atualidade. Verificaram, todos os pesquisadores, que as fibras dos fios estão marcadas apenas na superfície, não havendo nenhum indício do uso de tinta ou corante, que, por mais cuidadosa fosse a operação, penetraria no interior das fibras. Deve ser ressaltado que a figura não apresenta distorções como seriam naturais se o pano tivesse sido calcado sobre o corpo a fim de colher-lhe as impressões.

continua...

 
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 19 de Abril de 2010, 23:32
Várias hipóteses foram levantadas para explicar a fixação da figura no linho: emprego de ácido, emprego de vapor, uma chamuscadura produzida por um calor rápido; irradiação de alta energia; radiação atômica. Além do mais, deve ser ressaltado que a imagem foi fixada no linho como num processo fotográfico e a figura se apresenta como um negativo.

Diante da dificuldade de se produzir peça semelhante, um cientista afirmou: “Preci-saríamos mais do que um milagre para apresentar o Sudário como uma farsa e não como um objeto autêntico.”

E Yves Delage, membro da Academia Francesa, agnóstico confesso, ao concluir que o Sudário é o lençol fúnebre de Jesus, declarou: “Um problema religioso foi desnecessariamente injetado num assunto que, em si, é puramente científico... Se, em vez de Cristo, se tratasse de alguma outra pessoa, como um Sargão, um Aquiles ou um dos Faraós, ninguém teria pensado em fazer nenhuma objeção... Reconheço Cristo como uma personagem histórica e não vejo razão que justifique o fato de alguém se sentir escandalizado porque ainda existem vestígios de sua vida terrena...”

Outros pesquisadores, inclusive os autores, que, por serem católicos, a partir do limite aonde a Ciência chegara, apelam para o “sobrenatural”, vez que fora constatado o fato de o corpo não ter sofrido nenhum processo de decomposição sobre o Sudário. Alegam que houve um milagre, uma intervenção direta de Deus, que propiciou a Jesus levantar-se da sepultura com o seu corpo carnal.

Não explicam, entretanto, como Jesus apareceu vestido como um homem da época – a ponto de Madalena, ao vê-lo de costas, imaginar fosse o hortelão –, se o seu corpo fora deixado nu sobre o Sudário, conforme atesta a figura nele impressa. Nem explicam por que Jesus passou a agir de maneira totalmente diferente de como agia antes do suplício: aparecia e desaparecia subitamente; atravessava portas fechadas; não mais se hospedou em casa de ninguém; não fez mais refeições habituais como fizera até então.

Será que durante esses quarenta dias que medeiam a ressurreição e a ascensão, Jesus não quis mostrar que continuava vivo, mas não estava mais encarnado? Se o corpo era o mesmo, por que não agira assim antes? Por que voltaria para o “céu”, levando um corpo que não tivera antes? E, raciocinando-se de acordo com o dogma católico-protestante, de Jesus ter sido o próprio Deus encarnado – ou pelo menos um terço da Trindade –, como pôde levar um corpo físico gerado na Terra e acrescentá-lo à Divindade? Nesse caso, Deus não estaria completo até então, pois aquilo que está completo não aceita mais acréscimo algum... Além do mais, esse raciocínio seria aceitável durante a Idade Média, quando a Terra gozava do status de ser o centro do Universo, mas hoje, diante do que se conhece a respeito do Cosmo, é inaceitável tal teoria, mesmo que o Universo fosse constituído apenas pela nossa galáxia, a Via Látea.

continua...
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 19 de Abril de 2010, 23:35
Os autores chegam à tese da ressurreição em corpo espiritual, chamando-a de tese naturalista. Negam-na. Negam-na veementemente, chegando a citar a I Carta de Paulo aos Coríntios, no seu capítulo 15, mas o fazem de modo incompleto, pois deixam de lado os versículos 35, 36, 37, 40, 42, 44 e 50, nos quais o Apóstolo pergunta com que corpo ressuscitaremos, respondendo, ele próprio, que temos dois corpos: o espiritual e o animal, dizendo: “semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.” E, para que não pairem dúvidas, ainda diz: “... que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção.”

Ao deixarem a condição de pesquisadores e assumirem a de teólogos, os autores dizem que a ressurreição de Jesus se deu por intervenção direta de Deus e que se trata de fenômeno irrepetível. Diante de tal afirmativa é lícito seja perguntado com que corpo apareceram Moisés e Elias a Jesus, no Tabor, conforme relatado no Novo Testamento (Mt, 17: 1 a 13; Mc, 9: 1 a 13; Lc, 9: 28 a 36). Como puderam aparecer, tão materializados, a ponto de Pedro propor a construção de três cabanas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, conforme o relato dos três Evangelistas? Que corpo tinham eles, se a ressurreição de Jesus foi irrepetível?

Não temos conhecimento de que existam na Codificação, nem em obras subsidiá-rias, referências ao Sudário. Entretanto, com base em experiências mediúnicas e revelações feitas por Espíritos, podem ser levantadas algumas hipóteses:

André Luiz (Obreiros da Vida Eterna, caps. 15 e 16), em duas situações, revela que trabalhadores do Bem dissipam as energias remanescentes no cadáver, antes do sepultamento, a fim de que não seja profanado por Espíritos vadios. Diante disso, é de se perguntar: quem teria condições para dissipar a energia remanescente no corpo de Jesus, se não ele próprio? E ao fazê-lo, não o teria desmaterializado completamente? Com que objetivo Jesus deixaria na sepultura o corpo físico que lhe servira de instrumento, vez que, embora não mais pudesse ser explorado por Espíritos que quisessem se apossar dos fluidos remanescentes, sê-lo-ia por certo pelos sacerdotes interessados em apagar quaisquer indícios que lembrassem o Carpinteiro? Imaginemos o que aconteceria se o túmulo não estivesse efetivamente vazio: promoveriam uma exposição do cadáver, dizendo que as aparições de Jesus eram falsas.

Jesus não procurou convencer a ninguém de que o corpo que lhe servia de instrumento para suas aparições depois da desencarnação não era mais carnal. Pretendeu, por certo, provar a vitória da vida sobre a morte.  Isso, para a época, era o suficiente. Entretanto, ao ser visto por Saulo, na Estrada de Damasco, este compreendeu perfeitamente a imaterialidade daquele corpo luminoso com que o Mestre se apresentava. Daí, suas declarações na Carta aos Coríntios, já citada.

Mas, se Jesus desmaterializara o seu corpo, como poderia deixar prova de que não havia sido retirado da cruz ainda com vida – como querem alguns fantasistas – e levado para um lugar distante, onde teria continuado a viver? Pode-se supor que tenha deixado que as radiações produzidas pela desmaterialização plasmassem no tecido do Sudário a figura do seu corpo, que tinha sido colocado sobre uma parte do tecido e coberto com a outra.

As palavras de Jesus, quando promete o Consolador, ajudam a entender por que ele decidira não falar mais sobre o assunto, deixando as explicações para mais tarde, quando a Ciência tivesse avançado e pudesse estudar e explicar aquele fenômeno. Para quando o entendimento dos homens tivesse se alargado, de molde a entender-lhe a lição sem palavras a respeito da imortalidade, quando tivessem condições de entender a condição acidental – e não essencial – do corpo físico. Analisemos suas palavras: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.” (Jo, 16: 12). E disse mais: “Aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que tenho ensinado.” (Jo, 14: 26).

continua...
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 19 de Abril de 2010, 23:39
O Espiritismo, na sua condição de o Consolador prometido por Jesus, veio lembrar a sublime lição de imortalidade deixada pelo Mestre, escoimando-a de todas as fantasias criadas por teólogos, clérigos e leigos, tirando-lhe o caráter milagroso, mágico, irreal, e trazendo-a ao campo do raciocínio claro, lógico e coerente. Apoiado na Ciência, pôde o Espiritismo, séculos mais tarde, demonstrar que as aparições de Jesus não significaram uma derrogação das leis eternas. Inúmeras experiências de materialização foram levadas a efeito por cientistas de renome, que provaram à saciedade que o espírito desencarnado pode materializar-se, tornando-se visível, audível e tangível, conforme relata Arthur Conan Doyle, em sua obra “História do Espiritismo”, em que cita o testemunho de pesquisadores da estatura e respeitabilidade de Sir William Crookes, Cesare Lombroso, Sir Oliver Lodge, Camile Flammarion, Charles Richet, entre outros.

Digna de destaque é a figura do Prof. Crookes, tanto pela sua contribuição à Ciência, quanto pelos seus títulos. Descobriu o tálio, inventou o radiômetro, os tubos eletrônicos de catódio frio para a produção dos raios-X. Recebeu o Prêmio Nobel de Química, o título de Cavaleiro da Rainha Vitória, recebeu a Gold Medal, a Davy Medal, a Sir Joseph Copley Medal, na Inglaterra. Na França, foi premiado pela Academia de Ciências, que lhe concedeu medalha de ouro e um prêmio de 3.000 francos.  Esse eminente homem de Ciência se destaca também nas pesquisas de fenômenos psíquicos. Durante quase quatro anos, promoveu sessões em que se materializava o Espírito Katie King, que lhe proporcionou oportunidade de aplicar todo o seu rigor científico em pesquisas que o convenceram, a ele e a outros cientistas, da veracidade dos fenômenos. Além disso, o Espírito Katie King proporcionou-lhe memoráveis ocasiões de convívio, não só com ele, mas com outros pes-quisadores e até com familiares, inclusive crianças, conforme se constata na obra “Fatos Espíritas”, de sua autoria.

Alguns desses cientistas aceitaram pesquisar fenômenos de materialização, desmaterialização e rematerialização, com o objetivo declarado de provar-lhes a irrealidade, mas acabaram por se convencer dos fatos, e se tornaram espíritas convictos. É o caso de William Crookes, que teve a coragem de declarar seu convencimento a respeito da autenticidade dos fenômenos à Sociedade Real de Londres, para escândalo de muitos de seus membros ilustres. Esse eminente homem de Ciência, provando que todo testemunho da Verdade é penoso para aquele que se propõe a dá-lo, amargou com a incompreensão de muitos colegas.

Nos anos que se seguiram à publicação das obras básicas do Espiritismo, houve uma verdadeira onda de pesquisas desses fenômenos, cujos resultados se acham regis-trados em vasta bibliografia que pode ser consultada por aqueles que, libertos do ranço religioso, se proponham a fazê-lo.

Concluindo, chega-se à hipótese mais plausível a respeito do Sudário: se ele é realmente a peça de linho sobre a qual foi depositado o corpo de Jesus, a explicação mais clara, mais racional e lógica – livre de qualquer idéia de derrogação das leis da Natureza e de milagre – é essa que o Espiritismo nos proporciona. É um raciocínio que vem explicar, não confundir. É um raciocínio que não agride a razão, como o faz a teoria da ressurreição em corpo carnal.

José Passini
Juiz de Fora

Muita paz. :)
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 20 de Abril de 2010, 00:57

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6)

Assista a uma transformação mágica do Sudário de Turim para o rosto de Jesus. (Tenha paciência!) ;)

http://www.youtube.com/v/YaiHV18zybM&hl=pt_BR&fs=1& (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS92L1lhaUhWMTh6eWJNJmFtcDtobD1wdF9CUiZhbXA7ZnM9MSZhbXA7)[youtube=425,350][/youtube] 

Muita paz. :) 
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: MongeShaolin em 20 de Abril de 2010, 01:09
Olá Marccello,
Eu já tinha visto o documentário, e achei
muito interessante.

Abraços.
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 20 de Abril de 2010, 01:36
Oi Thiago!

Foi um belo documentário...e nos ajuda a refletir ...diante dos conhecimentos científicos acumulados e a visão espírita.

Grande abraço! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Marccello em 20 de Abril de 2010, 03:25
Ele ressuscitou...

http://www.youtube.com/v/i2Ggxvgcx88&hl=pt_BR&fs=1& (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS92L2kyR2d4dmdjeDg4JmFtcDtobD1wdF9CUiZhbXA7ZnM9MSZhbXA7)[youtube=425,350][/youtube]

Falando poeticamente, podemos dizer que a reencarnação é um tempo de semear enquanto a ressurreição é um tempo de colheita ou então que a reencarnação é um tempo de reparar enquanto a ressurreição é um tempo de recompensa.

No LE esta distinção de conceitos também existe expressa de outra forma. Este livro nos conta que vivemos em um planeta de provas e expiações (que abriga os espíritos que demandam as reencarnações) e que em breve tempo passará a ser um planeta de regeneração (que abriga os espíritos que ressuscitaram ou em termos correntes, que não se iludem mais com as criações mentais da vida).

Resumindo, reencarnação é obrigatória e ressurreição é facultativa. Reencarnar, todos reencarnam, mas ressuscitar é opção do espírito.

 Anton Kiudero
 Set 14, 2008
Fórum Portal do Espirito


Muita paz. :)
 
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Azuramaya em 20 de Abril de 2010, 04:48
Qual o valor do Sudário?
Qual fé é bênção e qual é escândalo?
O que me importa isso?
Da mesma forma, as encarnações do Buda, a epopéia de Gilgamesh, se Moisés foi criado por Esdras, se o túmulo em Srinagar é o de Jesus, Se Leviatã e Behemoth podem ser comida, se há Céu, Parnasso e Shangri-Lá?
Levanto de manhã e meu corpo quer água, comida, necessidades físicas e a minha mente quer segurança e privisibilidade razoável para pode viver.

De que me vale a autenticidade dos Sudários, lendas, mitologias e credos se na hora de conseguir as coisas básicas da vida cotidiana eu não agir com compaixão?

As maiores mentiras são as mais críveis e Constantino, assim como Göebbells, conhecia muito bem a natureza humana, a qual se incandece por poder, lascívia e regalo.
Credos existem, assim como o sal, mas é preciso equilíbrio para poder temperar a vida com as brumas da imaginação sem chafurdar num paul chamado superstição.
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Diegas em 20 de Abril de 2010, 12:02
Olá.


O único fato a destacar nessa estória do Santo Sudário é a estupenda capacidade inventiva dos representantes da ICAR. A ociosidade e a imaginação é tamanha que tiveram tempo e habilidade suficiente para enganar o povo durante milênios. E, apesar dessa Igreja ter-se tornado uma peça de museu - admirável pela quantidade de pedófilos - ainda conseguem ludibriar os mais ingênuos, sejam eles pequenos ou grandes.

Um tecido como o linho não dura mais do que alguns anos de existencia, mas nas cabecinhas dos que tem dificuldade de pensar por si (os outros é que pensam), é sensato aceitar que o pano tenha resistido por mais de dois milênios. E, por acaso, o rosto de Jesus sangrava ? Era fácil aproximar de um prisioneiro sem que o atrevido interventor não sofresse uma punição romana ?

Pelo que sabemos, a coroa que cobria o rosto de Jesus não era de espinhos. Portanto, Jesus não sangrava, e os romanos, em virtude do enorme orgulho que os dominava, não se rebaixavam às tricas do povo escravizado. Por qual motivo os romanos chicotiariam  ou bateriam em um homem que aparentava palidez e cansaço (os dias do julgamento e prisão debilitaram-No), que se deslocava submisso e calado em direção ao monte da crucificação ?

Mas é evidente que a Igreja procuraria transformar a tragédia do Golgota em mais um espetáculo, transformando-o num filme do Mel Gibson.



Abç
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Fernando B. em 20 de Abril de 2010, 14:00
Segue uma reportagem em torno do assunto que ja havia deixado aqui em um outro tópico:

Citar
Cientistas italianos reproduzem Santo Sudário

Técnica utilizada aponta que tecido é da época medieval.
A mesma técnica já era disponível no século 14.
Do G1, com Agências Internacionais


Um grupo de cientistas italianos afirmou nesta segunda-feira (5) ter reproduzido o Sudário de Turim, o “Santo Sudário”, o que provaria que o tecido que os cristãos acreditam ter recoberto Jesus Cristo após de morto seria na verdade da época medieval.

O sudário traz a imagem de um homem crucificado, com rastros do que seria sangue escorrendo de feridas nas mãos e nos pés, e crentes afirmam que se trata da imagem de Jesus gravada nas fibras por algum meio sobrenatural, durante a ressurreição.

(http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,25067587-FMM,00.jpg)

Os cientistas reproduziram o sudário usando materiais e métodos que estavam disponíveis no século 14, diz o Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais.

O grupo afirma, em nota, que se trata de mais uma evidência de que o sudário é uma falsificação produzida na Idade Média. Em 1988, pesquisadores usaram datação por radiocarbono para determinar que a relíquia havia sido produzida no século 13 ou 14.

Mas muitas pessoas continuaram a acreditar que o sudário possui "características inexplicáveis que não podem ser reproduzidas por mãos humanas", disse o cientista Luigi Garlaschelli, em nota. "O resultado obtido indica claramente que isso poderia ser feito com o uso de materiais baratos e um procedimento simples".

Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, disse ao jornal La Repubblica que sua equipe usou linho tecido com as mesmas técnicas que as usadas no sudário, e envelhecido artificialmente por aquecimento em um forno e lavagem

O pano então foi colocado sobre um estudante que usava uma máscara para reproduzir o rosto, e esfregado com um pigmento vermelho muito usado na Idade Média. O processo consumiu uma semana, disse o jornal.

O sudário aparece pela primeira vez na história nas mãos de um cavaleiro francês, em 1360.

De propriedade do Vaticano, o sudário é mantido numa câmara especial da catedral de Turim, e raramente é exibido em público. A última apresentação foi no ano 2000, quando atraiu mais de 1 milhão de visitantes. A próxima está prevista para 2010.

Oficialmente, a Igreja Católica não afirma ou nega a autenticidade da relíquia, mas diz que se trata de um potente símbolo do sofrimento de Jesus.
 
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Fernando B. em 20 de Abril de 2010, 14:08
Mais uma reportagem:

Citar
Santo Sudário é uma farsa?

Seg, 05 Out, 06h08
Por Philip Pullella


ROMA (Reuters) - Um cientista italiano afirma ter reproduzido o Santo Sudário, um feito que, segundo ele, prova definitivamente que o linho reverenciado por alguns cristãos como a roupa de enterro de Jesus Cristo é uma farsa medieval.

A coberta carrega a imagem, estranhamente invertida como um negativo fotográfico, de um homem crucificado que alguns acreditam ser Cristo.

"Mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características do Sudário", disse nesta segunda-feira Luigi Garlaschelli, que deve ilustrar os resultados em conferência sobre o paranormal neste fim de semana no norte da Itália.

Professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Garlaschelli mostrou à Reuters o papel que ele entregará e as fotografias que acompanham a comparação.

O Santo Sudário mostra a frente e as costas de um homem barbudo com um cabelo comprido, com braços cruzados no peito, enquanto a roupa inteira é marcada pelo que parecem ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lados.

Testes de data por carbono feitos por laboratórios em Oxford, Zurique e Tucson, Arizona em 1998 causaram sensação por datarem o sudário entre 1260 e 1390. Os céticos disseram que era um trote, possivelmente para atrair o rentável negócio da peregrinação medieval.

Mas cientistas se encontram, até agora, perdidos em explicar como a imagem foi deixada na roupa. 
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: Azuramaya em 20 de Abril de 2010, 23:19
Muito provavelmente não apenas o Sudário, mas todas as provas a que pretendem corroborar as teses da ICAR com todas as interpolações, inserções e adulterações que ocorreram na bíblia e na mitologia Jesuína, pretendia disseminar a referendar uma teoria sublimiar que mostra Roma como o poder absoluto, mito que se arrastou por mais de 16 séculos. Roma tortuoru, matou e subjugou Deus, porém fez renascê-lo 3 séculos mais tarde. A famosa Roma que se pretende como "amor" de trás pra frente, não acaba na pedofilia, aliás, isso é quase nada diante de todas as maldades, sujeiras, barbaridades e ignomínias à raça humana. Roma é a expressão da Natureza humana que não se assume e se desloca por meio da mentira, demagogia, hipocrisia, lascívia, vaidade, traição e impiedade. A cidade das Sete Colinas que teve seus fundadores já mergulhados numa mitologia similar a de Moisés, onde Rômulo e Remo são resgatados de uma balsa de junco dum tal rio Tibre e criados por uma tal loba Capitolina, mostra uma identidade propensa à cachorradas em seu âmago. Morte e intriga no início, meio e fim! Há muitas coisas parecidas com a mitologia do VT, A Ficus ruminalis, árvore sagrada, ambos irmãos expulsos e filhos de um Deus (Marte), mas depois criados em outras terras de onde, a partir deles e com a morte de um pelo outro, começou a civilização.
Se Roma é amor ao contrário, o deus dos gringos é um pouco pior, God vira Dog...!
Mas sabemos quem foi de fato Jesus? Nada nos assegura absolutamente nada real. As pessoas têm fé, mas a Lei de Deus é maior do que mentiras romanas e ressureição é uma idéia primitiva e incoerente com a Natureza.
Mas cada um tem seu livre arbítrio e se as provas que estão à sua volta ainda não são suficientes para lhes mostrar a verdade incontundente, a Natureza lhes proverá de olhos do escândalo que já não mais poderão ser arremessados ao longe, atirando-os por sobre o palco depois de extinta a platéia da sua comodidade.
Título: Re: O Sudário de Turim
Enviado por: MongeShaolin em 21 de Abril de 2010, 04:11
Saudações, na minha opinião é verdadeiro, e ele só
pode ser vizualizado a longa distancia. O pintor usaria
um pincel de 6 metros? E entenderia de fotografia, alguns
séculos antes dela ser inventada?
Diegas, agora me deixou curioso, disse que a coroa de
Jesus não era de espinhos?
Pode me falar a respeito do assunto?

Abraços.