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GERAL => Mensagens de Ânimo => Tópico iniciado por: Atma em 18 de Agosto de 2008, 22:43

Título: PERANTE O PREPARO
Enviado por: Atma em 18 de Agosto de 2008, 22:43
PERANTE O PREPARO

Disse-vos isto por parábolas; chega, porém a hora em que vos não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do pai. (João, 16:25)

Argumenta o Cristo, diante dos seus discípulos, quanto à necessidade de um consolador que deveria vir , no tempo oportuno, a dizer mais claramente as coisas acerca de Deus e ds suas leis.

Jesus, algumas vezes, empregava figugras, fazia comparações, por ser o meio mais fácil de o povo não entender o que Seus Discípulos deviam saber a respeito de Sua doutrina. Falava por parábolas o Divino Amigo e, em muitos casos, com os companheiros a sós, desatava o Espírito da letra para que isso pudesse vivifivar.

A humanidade, em toda as épocas, nunca foi nem será formada por criaturas do mesmo quilate evolutivo. Cada ser se encontra em uma dimenção diferente, tanto quanto as suas necessidades de aprender. É por isso que encontramos diversidades de interpretações das escrituras; por este motivo é que Paulo escreveu: Não frustreis o espírito, não desprezeis as escrituras; analisai tudo e retende o  que for bom.

Sabia Cristo que as leis ditadas por Moisés aos judeus eram respeitadas como patrimônio sagrado do coração, e sendo o Cristo quem as enviou, necessário se fazia dar cumprimento a tais escritos. E o fez com finura de conhecimentos. O Cristianismo só poderia sobreviver se estivesse interligado com as profecias do Velho Monumento religioso da Palestina. Também a  Doutrina dos Espíritos, o consolador prometido, somente poderá viver se ficar em completa conexão com o Evangelho. As três revelações estão ligadas por necessidades da própria vida, sendo oriundas da mesma fonte: o Cristo.

Não há no mundo quem não precise de preparo, em quaisquer ramos de conhecimentos, quanto mais em se falando do Espírito. Todos os que vieram antes do Mestre, como os profetas ou com anjos anunciadores da verdade, motivaram seus trabalhos no preparo das criaturas. Não fora assim, o Evangelho não teria ressonância conformre teve. A preocupação do Novo testamento, de dar cumprimento às profecias, era sinal de garantia para ambos os valores espirituais: do antigo , por ter dito a verdade; do novo, por ser a verdade anunciada. A perseguição aos ideais do novo entendimento de Deus e Suas Leis não fazia mais nem menos do que difundí-los e, já antes da perseguição, os Céus eram conhecedores. Nada de perde, o próprio mal, se é que existe, é transformado em bem por ser Ele Deus.

Muitos escritores espiritualistas têm a infelicidade de dizer que a Terra será aquilo que os homens fizerem dela. Nós contrariamos esses nossos irmãos, dizendo que a Terra e os próprios  homens serão somente aquilo que Deus determina, na Sua inalterável onisciência . Quaisquer atitudes tomadas pelos seres viventes, perante as coisas e as leis naturais, nunca saem do limite traçado pela Sabedoria Divina. Somos pássaros presos em gaiolas, umas menores, outras maiores,com liberdade de transitarmos somente dentro dela. Quanto mais crescemos espiritualmente, mais aumenta a nossa liberdade de direitos e deveres perante a vida. O livre arbítrio para os homens e anjos não é fácil de ser entendido, portanto, para sermos felizes, a liberdade existe somente no bem. Todavia, mesmo nele, há muitos limites.

Qual o Cristão que fez o bem que desejava? As oportunidades aparecem somente para o bem que deve ser feito. A nossa vontade vale muito, no entanto, a vontade de Deus prevalece. Poderemos dizer que o livre arbítrio dos homens palpita em pequenos acidentes da vida, sendo que o Criador, de antemão, já era ciente das nosss escolhas.

A inteligência Superior é rica em criações. A variedade é apanágio da sua beleza, e os caminhos que devemos trilhar são variadíssimos, porém correspondendo aos mesmos esforços, às mesmas lutas, dentro dos mesmos tempos. Parecem escpar aos nossos raciocínios as leis de Deus, e escapam mesmo. Elas nunca aparecem para nós na totalidade da sua verdade, dada a carência de perfeição das nossas almas.

Disse Jesus: Conhecereis a verdade, e ela vos tornará livres. E quem conhece a verdade, senão os puros de espíritos? O problema não é só conhecer a verdade, mas acima de tudo, ter preparo para que ela comece a fulgurar em nossos corações. De um certo modo, nunca vão acabar as parábolas, nunca irão desaparecer as comparações, pois elas equilibram os Espíritos, deixando passar as verdades, ao modo pelo qual possamos entendê-las.
 
Jesus, conhecendo o preparo que haveria de surgir nos corações com Sua doutrina, propõe esta profecia, digo vos por parábolas, porém, chega a hora em que não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. Essa profecia se cumpre gradativamente, devido a natureza não dar saltos. Na hora em que nos for conferido o estado de espíritos puros, ouviremos claramente o Mestre nos falar de Deus e de suas Leis. Antes disso, temos por lei subir a escada de jacó, onde em cada degrau a claridade é mais intensa, em se falando de verdade.

Este texto de João é denominado como despedida. E nós poderemos igualmente despedirmo-nos das nossas inferioridades, para inicirmos o ingresso no reino da luz.

O Reino de Deus. (Miramez) - João Nunes Maia.

Fátima