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GERAL => Mensagens de Ânimo => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 05 de Novembro de 2018, 04:38

Título: Afetividade
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Novembro de 2018, 04:38
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     AFETIVIDADE



Defluente da lei natural da Vida, a afetividade é sentimento inato ao ser humano em todos os estádios do seu processo evolutivo.

Esse conjunto de fenômenos psicológicos expressa-se de maneira variada como alegria ou dor, bem-estar ou aflição, expectativa ou paz, ternura ou compaixão, gratidão ou sofrimento....

Embora no bruto se manifeste com a predominância da posse do instinto, aprimora-se, à medida que a criatura alcança os patamares mais elevados da razão, do discernimento e do amor.

Mesmo entre os animais denominados inferiores, vige a afetividade em formas primárias que se ampliarão através do tempo, traduzindo-se em apego, fidelidade, entendimento, como automatismos que se fixaram por meio da educação e da disciplina.

Não obstante os limites impostos pelos equipamentos cerebrais, em alguns é tão aguçada a percepção, que o instinto revela pródromos de inteligência, que são também expressões de afeto.

No ser hominal, em face dos valores da mente, o sentimento desata a emoção, e a afetividade exterioriza-se com mais facilidade.

Imprescindível à existência feliz, por intermédio do tropismo do amor, desenvolve-se e enternece-se, respondendo pelas glórias da sociedade, pelo progresso das massas, pelo crescimento da consciência e pela amplitude do conhecimento.

Na raiz de todo empreendimento libertador ou de todo empenho solidário, encontra-se a afetividade ao ideal, à pessoa, à Humanidade, estimulando, e, quando os desafios fazem-se mais graves, ei-la amparando o sentimento nobre que não pode fenecer e a coragem que não deve enfraquecer-se.

No começo, é perturbadora, por falta de discernimento do indivíduo a respeito do seu significado especial. No entanto, quando se vai fixando nos refolhos da alma, torna-se abençoado refrigério para os momentos difíceis e estímulo para a continuação da luta.

Sem ela a vida perderia o seu significado, tão eloquente se apresenta na formação da personalidade e da estrutura psicológica do homem e da mulher.

A afetividade proporciona forças que se transformam em alavancas para o progresso, alterando as faces desafiadoras da existência e tornando a jornada menos áspera, porque se faz dulcificada e esperançosa.

Ninguém consegue fugir-lhe à presença, porque, ínsita no Espírito, emerge do interior ampliando-se na área externa e necessitando de campo para propagar-se.

A afetividade é o laço de união que liga os indivíduos por meio do sentimento elevado e os impulsiona na direção do Divino Amor.

Quando se pode entender e se tem olhos de ver, é possível distinguir a afetividade nos mais variados sentimentos humanos, a saber:

- o egoísmo é a afetividade a si mesmo;
- o ressentimento é a afetividade egoísta que não foi comprazida;
- a bondade é a afetividade que se expande;
- o ciúme é a afetividade insegura e possessiva;
- o trabalho é a afetividade ao dever;
- o ódio é a afetividade que enlouqueceu;
- o auxílio fraterno é a afetividade em ação;
- a vingança é a afetividade que enfermou;
- a preguiça é a afetividade adormecida;
- o amor é a afetividade que se sublima;
- a caridade é o momento máximo da afetividade ...

Em qualquer circunstância libera a tua afetividade desencarcerando-a, a fim de que se expanda e beneficie os demais.

A afetividade é portadora de especial conteúdo: quanto mais se doa, mais possui para oferecer.

É rica, infinitamente possuidora de recursos para expender.

Jamais te arrependas por haveres sido afetuoso. Não te facultes, porém, uma afetividade exigente, que cobra resposta, que se impõe, que aguarda retribuição.

Atinge o elevado patamar emocional da afetividade que se esquece de si mesma para favorecer a outrem, conforme Jesus a viveu, sem apego nem decepção, por não haver recebido compensação.

A afetividade se completa no próprio ato de expandir-se.

Joanna de Ângelis









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Afetividade
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Março de 2019, 17:02
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     
Não reprimenda, mas atitude com amor



André Luiz é um médico que tem ensinado muita coisa da vida espiritual para a Terra. Eu adoro lê-lo, com isso busco adquirir novos conhecimentos; procuro ter a mente aberta para analisar as informações. Em seu livro Sinal Verde, esclarece que não basta criticar, condenar ou reprimir o dependente de álcool ou de outras drogas; além de ter tolerância, é necessário tomar atitudes com amor.

“Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz. Toda vez que você destaca o mal, mesmo inconscientemente está procurando arrasar o bem. Não critique, auxilie.”

Esta mãe acertou com o filho: conversou, aconselhou e, antes que ele tivesse outras complicações, com o traficante ou com a polícia, tomou a atitude certa, depois de frequentar reuniões de ajuda mútua para familiares.

Fábio (nome fictício), hoje com 29 anos, começou a fumar maconha quando ainda tinha 13, em um baile de carnaval em que tinha ido com os pais. Ele conta que experimentou por curiosidade, com um amigo da escola, e sentiu um “boom” de prazer, ficou “zen”. A maconha foi um trampolim para outras drogas.

Foi então que Tereza (também nome fictício) juntou dentro de si toda a força que tinha e chamou o filho, na época com 22 anos, para uma conversa sobre tratamento. Ele disse que “sim”, que iria aceitar o que ela lhe sugeria.

No dia seguinte ela acordou o rapaz de manhã, e Fábio disse que tinha mudado de ideia e que não queria mais ir para a clínica. A mãe manteve a calma e com atitude disse ao rapaz que na casa dela não havia mais lugar para ele com a vida que estava levando. Ela abriu o portão da casa para seu filho ir embora, e ele foi.

Ela diz que o filho saiu de casa com a roupa do corpo e um travesseiro.

Coração de mãe não se engana, mas esperança não sobrevive na inatividade: ela orou com fervor a Deus. Algumas horas depois, lá estava seu filho, tocando a campainha e dizendo que aceitava o tratamento.

Ele enfim admitiu que realmente tinha perdido o senso, que precisava mudar seus valores – e ficou seis meses internado, em recuperação (meio ano de sua vida! E valeu, ele diz). Fábio precisou renascer de novo, tornar-se uma criatura com hábitos novos, recomeçando do zero, reconscientizando-se sobre seu comportamento e seu papel no mundo, reavaliando sua espiritualidade. Hoje reconhece que se seus pais não o tivessem obrigado a se tratar, por certo estaria preso ou morto.

Voltou para a sobriedade e realidade da vida, está casado há quase cinco anos, trabalha e faz planos para ter filhos. A atitude e o amor de sua mãe deram uma nova chance ao jovem, longe das drogas, útil para a sociedade e amoroso com a família.

 

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Afetividade
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Março de 2019, 08:46
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     

Vida afetiva

 

Todos os problemas da vida afetiva serão devidamente aclarados quando o conhecimento da reencarnação for concebido na base da regra áurea.

Faremos a outrem, nos domínios afetivos, aquilo que desejamos se nos faça. Isso porque de tudo o que doarmos ao coração alheio recolheremos de volta.

O amor em sua luminosa liberdade é independente em suas escolhas e manifestações; no entanto, obedece igualmente ao princípio: “Livre na sementeira e escravo na colheita”.

Ligeira recolta de observações nos fará pensar nisso.

Em muitas ocasiões, o rival que abatemos, de um modo ou de outro, induzindo-o à desencarnação, é o filho que a vida e o tempo nos colocam nos braços, a cobrar-nos em abnegação e renúncia a assistência e a proteção que lhe devemos;

o jovem ou a jovem que furtamos dos braços de nossos filhos, considerando-os indignos de nossa equipe doméstica, impondo-lhes, direta ou indiretamente, a morte do corpo físico, voltam na condição de netos, em muitas circunstâncias, compartilhando-nos o leito e a vida;

a criança nascitura que arrojamos à vala do aborto desnecessário e que deveria nascer e crescer para o desenvolvimento da afetividade pacífica, entre os nossos descendentes, costuma encontrar novo berço em nosso clima social, reaparecendo na condição do homem ou da mulher que, mais tarde, nos aborda a organização familiar exigindo-nos pesados tributos de aflição;

as criaturas que enganamos, no terreno do afeto, em outras estâncias, habitualmente retornam até nós por filhos-problema, reclamando-nos atenção e carinho constantes para o reajuste emocional que demandam.

Frustrações, conflitos, vinculações extremadas e aversões congênitas de hoje são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho e restauração.

*

É possível haja longa demora na aceitação geral da verdade por parte dos agrupamentos humanos, em nos reportando ao mundo genésico.

Dia virá, porém, no qual todas as criaturas compreenderão que o Espírito, onde estiver, conforme aquilo que plante, em matéria de afetividade, isso também colherá.


Do cap. 27 do livro Na Era do Espírito, obra de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires e Espíritos diversos.








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Afetividade
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Novembro de 2019, 16:12
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.

 

A transformação pelo amor


Não há ser humano que não mereça ser amado. Muitos se modificam para melhor, ao verem aqueles que reagem com flores, nas ocasiões em que poderiam reagir com espinhos.


"Acautelai-vos para que vossos corações não estejam pesados na ressaca, embriaguez e ansiedade da vida física, e aquele dia venha, repentino, sobre vós." (Lucas, 21:34)


A vida não é apenas um estágio passageiro na Terra. Ela tem uma finalidade maior que é a de permitir a nossa ascensão rumo à evangelização e isto requer responsabilidade constante. Todos nós somos convidados pelo Mestre para vivê-la de tal forma que, seja o que for que nos venha acontecer num futuro próximo ou remoto, encontremo-nos em paz conosco mesmo.

São várias as leis a que devemos atender e para isso faz-se necessário que estejamos atentos a cada situação, a fim de não virmos a falhar por ausência ou por negligência.

A evangelização é conquista que realizamos na convivência com os nossos companheiros de jornada. Só junto a eles é que temos a oportunidade de criar condições novas em nossa personalidade.

Não há momento que mereça ser desperdiçado. Todos têm valor, pois sempre requerem algo de nosso comportamento.  A vigilância consiste exatamente em verificarmos que reação temos frente a esta ou aquela situação.

Vivemos num mundo em que os estímulos são os mais variados. Alguns nos solicitam a compreensão, outros a paciência, e ainda há os que nos solicitam a confiança. Em vez de os temermos, devemos aproveitá-los como oportunidade de enriquecimento espiritual.

Só adquire a sabedoria quem a cada instante vivencie a Lei do Amor. Não há ser humano que não mereça ser amado. Muitos se modificam para melhor, ao verem aqueles que reagem com flores, nas ocasiões em que poderiam reagir com espinhos.

Tomemos como exemplo, para o nosso comportamento, o Mestre Jesus. Sabia das nossas falhas e, longe de nos criticar, amou-nos acima dos nossos erros e do que lhe fizemos, deixando-nos o exemplo eterno do perdão.

Tenhamos sempre em mente o seu apelo para que nos amássemos uns aos outros. Sigamo-lo hoje e sempre, como guia seguro que nos levará a remansos, por maiores que sejam as tempestades.

Se estamos inseguros ou em dúvida quanto a que atitude tomar, nesta ou naquela situação, ouçamos o Mestre e optemos pelo Amor.

Nas lutas árduas é que nos temperamos, e delas sairemos vitoriosos somente se de nada a nossa consciência nos acusar.

Estar vigilante é, portanto, estar vivendo uma vida cheia de Amor. Só assim não seremos surpreendidos negativamente, quando o momento vier.


          Altamirando Carneiro








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!