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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 20 de Outubro de 2014, 14:29

Título: Saudade da vida livre
Enviado por: macili em 20 de Outubro de 2014, 14:29
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Saudade da vida livre




(http://lh3.ggpht.com/mjspeglich/SJd1j0YcLRI/AAAAAAAACUk/X29xZ70b9NM/s200/CG48.png)




Que saudade da vida livre
Dos dias da minha infância
Sentir, do mato, as fragrâncias
No despertar das manhãs.
A brisa pela campina
Refrescava muitas flores
Dispersando os aromas
Das flores dos laranjais.



O cuco cantando cedo
Nos dias de primavera
Nos carvalhos entre eras
O “gayo” fazia o ninho.
Ao lado das mimosas
Raposa cuida filhotes
Entre “fentos e merotes”
Na beirada do caminho.

 

Ai! Que saudades que tenho
Das amoras da Silveira
Desde minha vez primeira
Que degustei seu sabor.
Driblando seus espinhos
Junto do ninho da melra
Dentro da pequena selva
Junto ao sabugueiro em flor.

 

Livre pelos matagais
Buscando mimosos ninhos
Para ver os passarinhos
Na sua cama acolchoada.
Nas ladeiras da montanha
Junto de alegres regatos
Esgueirando pelos matos
Nos dias de trovoada.



 
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Que saudade da floresta
De carvalhos e pinheiros
Junto do rio, os salgueiros
Num mundo de fantasia.
Quando vinha o por do sol
E a noite se apresentava
O céu era minha amada
Ate raiar de um novo dia.

 

Como eram belos os campos
Andados na minha infância
Era um mundo de fragrância
De muitas vidas um lar.
Borboletas pelas matas
Grilos cantando na relva
Dentro da pequena selva
Os passarinhos a cantar.

 

Que doce que a vida era
Sentado a beira do rio
Ouvindo das aves o pio
Água passando a bailar.
No céu um manto azul
Pelo chão, campos de flor
Como um ninho de amor
Era, da vida, um sonhar.

 

Naqueles tempos difíceis
Trepava a colher as frutas
No rio a pegar as trutas
No forno a pegar o pão.
Pelos caminhos de pedra
Como andarilho perdido
Fugia bem escondido
Junto com o meu irmão.

 

As cerejas dos vizinhos
Eram manjares de Deus
Quase chegava aos céus
Subindo por tronco imenso.
Porque as cerejas divinas
Davam na ponta dos ramos
Muitas vezes as pegamos
Ficando no ar suspensos.




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Muitas vezes vi o lobo
Fazendo cara de mau
Na árvore, o pica-pau
Construindo seu cantinho.
Rolinha fazendo casa
Era uma vida campestre
Naquele mundo rupestre
Todo mato tinha ninho.

 

Quantas lembranças da casa
Dos tempos da juventude
Sempre em alegre atitude
Diante do sol e do vento.
Que Sacudia as ramagens
Como flâmula e bandeira
Chorando na carvalheira
Como trompete em lamento.

 

Bebendo de fonte fresca
Junto da poça das rãs
Seu canto pelas manhãs
Era uma orquestra divina.
Deitado em fresca relva
Junto de cardos e flores
Vendo passar os pastores
Nos caminhos da campina.


 
Nas tardes de primavera
O sol acariciando a pele
Da paisagem se despede
Das flores e castanhal.
Aos poucos chegava a lua
E as estrelas brilhando
Grilos e anuros cantando
Por dentro do milharal.

 


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ACA
Fonte: Cacef
Casa de Caridade Esperança e Fé

Título: Re: Saudade da vida livre
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Outubro de 2014, 11:26
Muito bonito minha irmã Macili,um soneto,uma poesia sempre nos faz sentir bem,é como um
canto,mesmo que não tenha tanto encanto nos traz alegria só em ouvir.Diria talvez um
apaixonado a sua amada:Eu canto meu canto pra poder te conquistar,ele foi feito no encanto
de uma noite de luar, pode não ter tanto encanto mas é o único que eu sei cantar.Eu canto
esse canto na cidade ou no campo,até mesmo nas matas verdejantes, pois assim ele me faz
sonhar.
Título: Re: Saudade da vida livre
Enviado por: macili em 26 de Outubro de 2014, 00:17
Olá querido Amigo Antonio Renato,


Realmente seja o que for,
um canto... um soneto... uma poesia...
nossas almas são tocadas docemente...
e nos sentimos felizes...
como andando sobre nuvens...

obrigada pelo seu carinho amigo e encantador...

beijo de luz
macili




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Nascente e Poente




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/1682/1682763o7bg0wr6lz.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)




Desde que o sol exiba o rubro rosto,
No indeciso espontar de rósea aurora,
Deve encontrar-te alegre e bem disposto,
Houveras noite em claro muito embora.



Para trás fique, pois, todo o desgosto,
E vive o que te enseja cada hora;
Os lampejos contempla do Sol posto,
Saudando a luz que se despede agora.



Sol que nasce é arauto de esperança;
Sol poente é vitória que se alcança,
Se o dever foi cumprido alegremente.



E o mesmo Sol quer ver-te, no outro dia,
Como ele próprio em luz, de alma sadia,
Sem ocaso, mas alto e sempre em frente!




(http://dl3.glitter-graphics.net/pub/1682/1682763o7bg0wr6lz.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)




pelo Espírito João Maria do Nascimento, médium: Porto Carreiro Neto, em 17.02.1961
Fonte: O Reformador, maio/1963.