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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 25 de Dezembro de 2018, 18:41

Título: Remédios Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Dezembro de 2018, 18:41
                                                              VIVA JESUS!





             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   Remédios Espirituais



             
Se você está enfermo, não deixe que o desânimo tome conta de seus pensamentos. Não se esqueça de que todo o processo de cura se inicia primeiramente na mente.

Não rejeite a medicina dos homens a pretexto de confiar exclusivamente na ajuda espiritual. O médico também é um mensageiro de Deus. Nenhum tratamento espiritual substitui o tratamento médico. Mas a cura verdadeira muitas vezes também requisitará medicação para os males do Espirito.

Tenha fé na saúde, e não na doença. Jesus atribua as curas que realizava à fé que as pessoas possuíam. Evite pronunciar palavras dramatizando as próprias dores. O homem se transforma no que pensa e naquilo que costumeiramente cultiva.

Você ajudará muita na recuperação da saúde se não se sentir um inválido. Aceite as limitações que a enfermidade lhe trouxe; todavia, procure se sentir útil em algum setor pois o trabalho é dos melhores tônicos da vida.

No mais das vezes, a dificuldade orgânica é fruto dos desarranjos do espírito. Mágoas, ódio, ciúmes, raiva, melancolia, quando cultivados com insistência, convertem-se em venenos perigosos para o corpo. Faça uma desintoxicação espiritual. No Evangelho, você encontrará remédios milagrosos para esses males. Mas de nada adiantará termos o remédio à nossa frente se não nos dispusermos a tomá-lo.

O doente não se cura olhando para a receita.

Agora mesmo está à sua disposição o mais potente remédio prescrito por todos os grandes mestres espirituais da humanidade: amor, que não tem contra-indicação, pode ser usado a qualquer hora, previne a maior parte das doenças e é capaz de curas milagrosas. A doença talvez seja apenas um grito de socorro por mais amor em sua vida.

Mensagem extraída do livro FORÇA ESPIRITUAL de José Carlos De Lucca









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Remédios Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Março de 2019, 17:08
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Curas




             
“ E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus.” — JESUS (Lucas, 10.8)*

Realmente Jesus curou muitos enfermos e recomendou-os, de modo especial, aos discípulos. Todavia, o Médico Celestial não se esqueceu de requisitar ao Reino Divino quantos se restauram nas deficiências humanas.

Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual.

Que o homem comum se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o valor da saúde. Existe, porém, tanta dificuldade para compreendermos a lição oculta da moléstia no corpo, quanta se verifica em assimilarmos o apelo ao trabalho santificante que nos é endereçado pelo equilíbrio orgânico.

Permitiria o Senhor a constituição da harmonia celular apenas para que a vontade viciada viesse golpeá-la e quebrá-la em detrimento do espírito?

O enfermo pretenderá o reajustamento das energias vitais, entretanto, cabe-lhe conhecer a prudência e o valor dos elementos colocados à sua disposição na experiência edificante da Terra.

Há criaturas doentes que lastimam a retenção no leito e choram aflitas, não porque desejem renovar concepções acerca dos sagrados fundamentos da vida, mas por se sentirem impossibilitadas de prolongar os próprios desatinos.

É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior para isto, contudo, em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável que o interessado na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor.

* Emmanuel - LIVRO PÃO NOSSO - Psicografia Chico Xavier - CAPÍTULO 44. *









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Remédios Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Abril de 2019, 20:06
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Um pouco de solidariedade

 
“O homem possuído pelo sentimento da caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3 – Allan Kardec.)


O mundo em que vivemos é de expiações e provas, onde o mal ainda é maior que o bem. Basta um olhar ao redor dos nossos passos e não teremos dificuldades em constatar esta triste realidade; os atos, atitudes e comportamentos humanos, em grande parte, refletem dor e sofrimento no seio da coletividade em que vivemos.

Constatada tal situação, caracteriza-se como dever de cada cidadão desenvolver atividades e labor no sentido de modificar tal panorama que tem causado grandes sofrimentos e infindáveis torturas às criaturas humanas.

Importa, então, descobrir, observando a nossa potencialidade, o que podemos fazer, como contribuição, para que as coisas tomem novo rumo, pois que a tarefa de erigir uma sociedade mais justa, fraterna e humana, é de todos nós. Atribuir tal responsabilidade às autoridades constituídas seria esquivar-se de prestar nossa cota de participação, pois que o progresso social interessa diretamente a todos.

O homem politizado, que já conseguiu vislumbrar além dos seus próprios interesses, não pode deixar de servir ao irmão que ainda está atolado na ignorância, ministrando-lhe lições de convivência fraterna e solidária.

Aquele que aprendeu a servir em silêncio precisa estar atento na descoberta de situações emergenciais, onde seu desprendimento possa contribuir, de alguma forma, para minorar quadros de angústia e dor.

Se conseguimos exemplificar, com amor e dedicação, um posicionamento de paz e serenidade, é imperioso que nos aproximemos dos mais violentos e agressivos para que aprendam que o caminho para a felicidade começa na domesticação dos próprios sentimentos.

Observando a fome rondando lares pobres e desorientados, não podemos perder tempo, temos obrigação de agir rápido amenizando os problemas, uma vez que a inanição, em poucos dias, poderá levar os famintos às raias do desespero e do desequilíbrio.

Percebendo a tendência viciosa de homens vulneráveis, surge diante de nós a grande e inadiável oportunidade de falar sobre os malefícios do cigarro, do álcool e de outras substâncias tóxicas ainda mais nocivas e deletérias.

Conhecendo irmãos que se prestam à infidelidade conjugal, com graves consequências para a estabilidade e a harmonia dos lares, é dever que informemos, dentro do possível, sobre a responsabilidade que pesa aos nossos ombros no tocante à condução correta e ajustada dos valores morais dentro do contexto familiar.

Notando que criaturas seguem pela vida cultivando um padrão de indignidade, desatenção para com a honradez e distante dos comportamentos sublimes, façamos esforços para que consigam conhecer o lado justo e honesto da vida, para que não se aprofundem ainda mais nos desfiladeiros das mazelas que alimentam.

O homem de bem, em circunstância alguma, poderá negligenciar, esquivando-se de servir, indistintamente, sem esperar pelo reconhecimento e gratidão de qualquer criatura. A alegria daquele que cumpre com os seus deveres sociais deve nascer da tarefa realizada e da tranquilidade de sua consciência reta.

Em momento algum olvidemos que enquanto um só homem estiver desorientado, desesperado, vivendo fora dos padrões do equilíbrio e da retidão de caráter, a sociedade em geral estará ameaçada e insegura.

Não esperemos por ninguém, façamos a nossa parte, contribuamos com os recursos que temos e podemos, quer sejam financeiros, morais, culturais, não importa, pois que sempre aprendemos algo com os que estão à nossa frente e muito podemos ensinar aos que seguem à nossa retaguarda.

Um pouco de solidariedade, em favor de quem necessita, será para todos nós uma imensa e inadiável contribuição para que possamos mudar a história dos nossos dias, substituindo a dor que maltrata tanta gente pela alegria de uma vida mais condizente com os ditames do Evangelho de Jesus.


           Waldenir A. Cuin









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Remédios Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Abril de 2019, 18:33
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Pedagogia do silêncio ou talking cure?

 

 

 

E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? ¹

 

Realmente, atingíramos um momento singular na história da sociedade contemporânea. Todos temos vozes.

 

O homem do século 21, além de portador da voz, tem pressa. Tem desejos. Tem anseios. Tem sentimentos contraditórios que o promove a um status de “ser” singular, ativo, participativo, atuante e conectado. Entretanto, é notável que falamos demais e não dizemos nada. Opinamos a respeito de tudo e não fundamentamos nossos argumentos. Damos publicidade de nossos atos, gostos e opções, como se fôssemos celebridades, porém, somos incógnitos.

 

De tanto falar, quase não nos escutamos, afinal, barulho demais incita-nos à irritabilidade. Estamos no ponto alto para um colapso no campo das relações sociais, sobejamente virtuais.

 

Na contramão desse ambíguo comportamento social contemporâneo sabemos que existem realidades e situações que precisariam ter sido denunciadas, escancaradas, divulgadas, todavia, o silêncio fez-se e, ainda se faz presente, abundante e sádico.

 

A pedagogia do silêncio é prática comum e recomendada em muitos ambientes, principalmente religiosos. O silêncio, egóico, não é, nunca foi ou será salutar. De tanto silenciar, as pessoas desistem dos sonhos, das lutas, das realizações, dos ideais e perdem-se em suas noites mudas e cruciantes. Enfraquecem-se.

 

Numa ocasião ou noutra, defende-se o pressuposto mandatório do jargão: “O silêncio é uma prece”. Urge, porém, uma reflexão:  a pedagogia do silêncio infligido interessa a quem e para quê?

 

De tanto emudecer, o homem de bem jaz sem voz, taciturno, abatido e invisível. De tanto silenciar, fatos como “O Horror de Abadiânia”, perpetuaram-se, sob inúmeras vistas e empedrados lábios. Pela prática do silêncio, muitas instituições submetem-se a dirigentes manipuladores e dirigidos mudos. De tanto silenciar, o homem adoece, somatiza traumas, cristaliza emoções, materializa a enfermidade e extenua a vida física até a morte.

 

A proposta terapêutica do Ancestral Amigo é contemporânea: “Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?”.

 

É importante, nas horas apropriadas, dispormos de ombros amigos para verbalizarmos nossas contrariedades, angústias, tristezas e insatisfações. Nós que sabemos articular a voz, precisamos aprender a expressar nossas emoções, senão adoeceremos por intoxicações afásicas. Nossas angústias precisam ser verbalizadas, caso contrário não haverá cura!

 

Jesus, nas anotações de Lucas, na passagem contida no capítulo 24, versículo 17, intitulado A caminho de Emaús, posiciona-se como o Sublime Terapeuta, aquele que extrairia da boca dos discípulos as angústias, fazendo-os falar e, posteriormente, consolando-os e libertando-os de tais sentimentos.

 

É tempo de falar, é tempo de curar, fale daquilo que te magoou, que te sufocou, que te oprimiu, visto que, quando não encontramos palavras para aparelhar nosso anseio, possivelmente, caminharemos para adoecer, pois a tristeza realimentada não é boa conselheira. É a cronificação da tristeza que extingue toda a configuração de vida e o alento que há nas criaturas. É a tristeza mórbida e continuada que nos mata. Não estamos mencionando aqui sobre as eventuais tristezas, ou seja, as temporárias, que todos experimentamos.

 

É inegável que existe em nós uma intensa, constante e vigorosa atividade inconsciente. Calar as angústias não significa que essas foram assentadas, porém, sabemos hoje que, nossas memórias são arquivos das experiências que se alojam nas estratificações da consciência, movimentando-nos fluxos e refluxos de emersões e submersões determinando nossas escolhas.

 

Que saibamos dar vozes as nossas reais percepções e optemos por construir uma consciência mais lúcida para espelhar as nossas reais necessidades ante os desafios da vida.

Jane Maiolo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!