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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 27 de Dezembro de 2012, 00:49

Título: Reencarnação e conflitos familiares
Enviado por: macili em 27 de Dezembro de 2012, 00:49
(http://www.batuiranet.com.br/wp-content/uploads/2012/03/reencarnacao.jpg)




Reencarnação e conflitos familiares




A sucessão das existências corporais estabelece entre os Espíritos ligações que remontam às vidas anteriores, e são justamente essas ligações as causas de simpatia ou de antipatia entre pessoas aparentemente estranhas.

A Lei da Reencarnação existe porque Deus, conhecendo a tendência que o homem possui para as más inclinações, mas, sabendo também da capacidade que ele tem de se superar e de se aperfeiçoar, oferece-lhe oportunidades para o arrependimento e para a reparação das faltas cometidas, durante sua jornada evolutiva, em novas existências corporais.

Ora, para que uma pessoa possa reparar os prejuízos causados a alguém, é necessário que volte a conviver com essa mesma pessoa, e é por isso que há tantos reencontros de almas, durante as experiências encarnatórias. Ocorre que, na maioria das vezes, o período de uma única encarnação não é suficiente para que ocorra a reconciliação. Às vezes, é necessário um tempo bem maior para que o estrago moral, causado por atitudes inconsequentes, seja consertado.

É por isso que as mesmas personagens de um drama podem se reencontrar em várias vidas sucessivas, enquanto se busca, com o auxílio dos Espíritos apaziguadores, a dissipação do ódio cultivado durante a livre semeadura.

Mas, conjuntamente à Lei da Reencarnação, existem outras que lhe completam para que tais reconciliações sejam legítimas. Uma delas é a Lei do Esquecimento; uma vez revestido de um novo corpo, o indivíduo se esquece das razões pelas quais reencarnou. Assim, todo o bem que ele fizer, ocorrerá por suas próprias conquistas morais e não pela imposição de uma consciência pesada. É a partir daí que se pode avaliar a capacidade de amar e perdoar aos inimigos, ação que Jesus apregoou como a maior prova de evolução moral do homem.

É por causa da Lei do Esquecimento que muitos sucumbem às fraquezas morais e voltam a repetir os mesmos erros do passado, deixando aflorar em si, e se submetendo às mesmas viciações que, adormecidas em sua natureza, esperam apenas o momento propício para a eclosão. A pessoa não se recorda dos erros que cometeu no passado, não se lembra dos inimigos que granjeou, nem dos sofrimentos que experimentou, mas carrega em seu íntimo as impressões deixadas por essas experiências de vida, como se fossem cicatrizes geradas na própria alma.

Para a colheita obrigatória da livre semeadura, é necessário que tais inimigos voltem a partilhar suas convivências. Daí, se explicam os conflitos familiares, as tumultuadas relações entre pessoas que nasceram no mesmo lar ou que acabaram juntas por meio de relações profissionais, convivências sociais, matrimônios, adoções, etc. São pessoas que contraíram dívidas morais, que se odeiam, que precisam se perdoar e que, muitas vezes, pediram a oportunidade dessa convivência.

A Lei da Reencarnação não é um castigo imposto às pessoas que se ofenderam, mas um presente divino oferecido, para que, por intermédio do perdão e do amor incondicional, o homem se supere e se eleve às esferas dos Espíritos felizes.

No entanto, devido às imperfeições do homem, é natural que ocorram recaídas durante os complicados processos de reconciliação. Esses deslizes atrasam sobremodo a evolução e estendem os padecimentos do Espírito devedor, que permanece na “prisão” dos endividados morais.

Mas, em se tratando de aprendizagem, nada é desperdiçado. Toda experiência de vida é aproveitável. Se não o for como adiantamento moral, será como fonte de reflexão e do despertar do arrependimento que sempre antecede a reparação.




Fonte: Centro Espírita Batuíra
Título: Re: Reencarnação e conflitos familiares
Enviado por: Antonio Renato em 28 de Dezembro de 2012, 12:37
Minha querida irmã Macili.Esse texto nos trás muito aprendizado sobre os acontecimentos
e os porquê das reencarnações.Em nossa vida material vivemos em locais e com outras
pessoas, em situações diversas,questionamos por não saber,mas em verdade há uma
rasão de ser de tudo isto,e nos foi colocado neste texto como esclarecimento,e eu aprendi.
Fique na paz,e para você um 2013 cheio realizações e aprendizados.
Título: Re: Reencarnação e conflitos familiares
Enviado por: Mourarego em 28 de Dezembro de 2012, 14:46
Amigos,
vou tomar só do último parágrafo do texto lido:
"(...)em se tratando de aprendizagem, nada é desperdiçado. Toda experiência de vida é aproveitável. Se não o for como adiantamento moral, será como fonte de reflexão e do despertar do arrependimento que sempre antecede a reparação."

Aqui está o cerne, do pensamento e em conformidade com a explicação doutrinária.
Nos tempos em que abria ainda a sala Filosofia Espírita e em muitas das minhas palestras costumo contar sobre uma troca de conversação acontecida entre o meu cumpadi Bob, (Roberto Mumme), e eu, na qual dávamos exemplos tomando um ao outro...
Quando de minha fala, pois lá á por áudio e vídeo,  contava eu que certa vez, andando pelas ruas estreias de um bairro na Bahia (estória fictícia claro), íamos o Bob e eu, caminhando para o CE quando a cera altura do caminho, nos chamou a atenção uma bahianinha "da gôta serena", um pitéu mesmo.
eu olhei, vi, gostei mas continuei prestando atenção por onde ia, mas o Bob, ficara maravilhado com o corpo lindo da morena e que se note que naquele tempo p custo ao corpo nem era ainda pensado como modismo, e assim se mantinha absorto na visão angelical daquele "monumento" hehehe.
E estava assim tão absorto que nem escutava meus gritos: Olha o buraco Bob, olha a cratera... Pronto ele não ouviu ou não deu atenção, e pimba caiu no buraco e arrebentou o calcanhar, eu, que vinha atrás dele, vi o acontecido e pude passar pelo mesmo lugar sem cair no mesmo buraco.
Resumo da ópera: tudo é válido se deste tudo possamos retirar alguma lição boa mesmo que vinda de um mau momento ou de uma ação menos arrazoada, assim é que a vida nos instrui.
Após esta estorinha contada em conjunto, ele em Sampa e eu no Rio de Janeiro, e mesmo após as muitas gozações feitas a nos dois, pelos assistentes já que nosso lema era "perdemos o amigo mas não perdemos a piada", chegamos ao contexto único que a DE nos mostra, sob seus ensinos muitos dos caminhos que tenhamos de seguir mas que a custa da pouca atenção que lhes demos, ou mesmo da pouca vontade em segui-los é que acabamos, como o cumpadi, quebrando o calcanhar e nos atrasando na marcha do progresso que poderíamos já ter conseguido.
foram tempos inesquecíveis os da Sala Filosofia Espírita onde tínhamos também a nos ajudar na condução dos Estudos pessoas como Carlos Imbassahy, Iso Jorge, o próprio Bob, Rose Ribas, o mano Paulo Neto e outros que tomaria muito tempo a identificá-los agora.
Meu infarto me alijou de estar ali mas mantenho o domínio da sala até hoje.
abraços,
Moura
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/reencarnacao-e-conflitos-familiares/#ixzz2GMCyHGRr
Título: Re: Reencarnação e conflitos familiares
Enviado por: antevazin em 28 de Dezembro de 2012, 15:02
Mano Moura, se a baianinha pelo menos veio acudir o amigo em questão ele não saiu só no preju.
Nos dias atuais tem muita baianinha disputando nossa atenção, tanto no sentido literal como figurado, aja força de vontade.
Abraços.
Título: Re: Reencarnação e conflitos familiares
Enviado por: macili em 28 de Dezembro de 2012, 17:41
Olá queridos Irmãos...


Mano Moura grata pelo oportuno e hilário exemplo da baianinha compartilhado.


Vibrações de harmonia e de paz!





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Reencarnação e Livre-Arbítrio



Deus nos criou a todos como Seus filhos, Espíritos Simples e Ignorantes – infantis, sem experiência – com oportunidades idênticas para que caminhássemos para a perfeição por nossa própria vontade, esforço e conduta. Do contrário, se nos criasse com a inteligência desenvolvida, bons e perfeitos não teríamos mérito algum. Sem a participação de nossa vontade e entendimento, se a tudo recebêssemos como presente, não seríamos mais que meros robôs. Por isto nos presenteou sim, mas com o livre arbítrio, que nos faz a cada um responsável pelo próprio crescimento.

A reencarnação faz parte e propicia a evolução espiritual dos seres, de vez que sendo múltiplas as experiências e variados os conhecimentos, uma só vida material pouco representa na eternidade do espírito que é imortal. Se tivesse uma só vida, poucas seriam as chances de aprender e evoluir com erros e acertos, e os que persistissem no erro não teriam como reaprender, ressarcir e corrigir.

As escolas espiritualistas, particularmente a espírita, têm a evolução espiritual não somente como lógica, mas como algo que a ciência já de algum tempo vem comprovando por estudos mais aprofundados. É o caso do perispírito, corpo semimaterial que reveste o Espírito, que por sua vez é um corpo sutil, laço fluídico intermediário, que une o Espírito à matéria. Para melhor entendimento vejamos a comparação que nos faz Divaldo Pereira Franco: “Tomemos como exemplo a laranja; temos a polpa, sua parte mais íntima, revestida de uma pele branca, ou perisperma – daí a palavra perispírito – que lhe serve de envoltório e que por sua vez a liga à casca, que seria o corpo, formando um todo: O Espírito seria a polpa, o Perispírito seria a pele branca e a casca seria o Corpo”.
Cientistas russos comprovam ser o perispírito – psicossoma, na linguagem deles – um órgão imortal que registra os progressos realizados pelo ser e transfere-os para a vida seguinte.

A reencarnação, ou vidas sucessivas, que também hoje começa a ser comprovada pela ciência, é uma necessidade. Em inúmeras vidas terrenas o Espírito comete erros e violações, adquirindo dívidas perante a Lei de Deus cuja justiça é infalível. Sem a reencarnação como reparar erros, aumentar conhecimentos e aprimorar qualidades? Pelo livre arbítrio somos responsáveis pelos caminhos que seguimos, ainda que influenciados pelo meio em que estivermos. E isto explica o porque de sermos tão diferentes uns dos outros, mesmo vivendo numa mesma família.

A evolução espiritual se processa pelo modo como reagimos ante as experiências que vivemos, e dos conhecimentos adquiridos. Quando deixamos o corpo e vamos para a erraticidade – mundo espiritual – levamos impressos no perispírito tudo o que somos e que fizemos de bom ou ruim. E lá, orientados pelos amigos espirituais, nos damos conta de nossos erros, nos arrependemos, e na maioria das vezes pedimos a oportunidade de uma nova encarnação onde queremos ressarcir os erros cometidos e melhorar nossa forma de agir. Daí a necessidade da Lei de Causa e Efeito, ou de Ação e Reação que os orientais denominam “Carma”. Daí que...

“O resultado do que fazemos nos espera mais adiante.”

Kardec nos ensina que a reencarnação obedece a Lei de Causa e Efeito. Recebemos na medida exata do que fazemos, não há como mudar nada. O espiritismo ensina que precisando evoluir, quando erramos teremos sempre a chance de Aprender... Corrigir...e Ressarcir. Parece igual, mas não é. Deus, em sua bondade e misericórdia infinita, nos oferece pela Reencarnação duas possibilidades, das quais, imbuídos do Livre Arbítrio, escolhemos uma: Evoluir pela Dor ou pelo Amor. É como diz o ditado: “Quem não chega pelo amor, chega pela dor”.

O que isto significa na verdade? ... Significa que podemos Ressarcir, ou “Pagar” nossos erros, agindo no amor, sempre por influencia de nosso livre arbítrio, obviamente neste caso, nos envolvendo com o próximo em dedicações e renúncias que mergulham no cálice do sacrifício: Se fizemos o mal, agora faremos o bem, seja qual for a dificuldade que tenhamos que enfrentar. Por outro lado, se recebendo a dádiva da reencarnação continuamos numa vida de inconseqüências e desajustes, então vem a dor que nos açoita até que, aprendendo, mudamos o rumo da caminhada. Como diz Divaldo, não estamos aqui para pagar, mas para aprender, da forma que consciente ou inconscientemente escolhermos.

Jesus, nosso Mestre Maior, nos deixou inúmeras provas da reencarnação, dentre outras, quando disse claramente que João Batista era a reencarnação de Elias.

A reencarnação oferece a única explicação lógica acerca das desigualdades, que, pretensiosos e querendo “achar um culpado”, que em absoluto não sejamos NÓS quase sempre consideramos injustiças de Deus!

Para cada reencarnante é preparado um roteiro, um programa de vida, que deverá vivenciar, sempre lembrando que o livre arbítrio pode mudar ou desviar parte dessa caminhada. Nada é sem um motivo justo... ninguém casa, tem filhos ou é médico por acaso ... Cônjuges, filhos, profissão, doenças, hora da morte, dentre outros, são previstos pela espiritualidade em íntimo relacionamento com suas vidas anteriores. Por exemplo: um casamento pode ser uma união expiatória ou de amor; um médico pode ter estudado por necessidade de reparar erros, ou para dar continuidade à sua vocação. E assim tantas outras coisas.

A cada um é designado um mentor espiritual – anjo da guarda – que o acompanhará ajudando-o, intuindo-o em suas decisões e nos momentos de maior perigo. Isto quer dizer que Deus não deixa nenhum de seus filhos a mercê de Sua misericórdia. Se falhamos é porque em nossas fraquezas nos entregamos a impulsos e nos ofuscamos com as ilusões terrenas, não por falta de condições ou ajuda de nossos Amigos Espirituais.

A Terra é uma Grande Escola aonde a gente vem para aprender e evoluir. Se formos bons alunos e nos esforçamos, aprendemos a lição, passamos de ano, mudamos de curso, até que... terminando os estudos nesta escola, estejamos maduros para cursar a universidade em outras moradas.

Este assunto maravilhoso é imenso e muito teríamos a discorrer, pelo que convidamos aos mais interessados que o façam através do livro que ora consultamos para elaboração deste assunto, lembrando que: No educandário da vida, a lição se repete até que o aluno aprenda a lição.




Doracy Mércia Azevedo Mota
Fonte: Centro Espírita Nosso Lar - Casas André Luiz


Bibliografia: Missionários da Luz – André Luiz