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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 03 de Novembro de 2009, 09:33

Título: Pontos para Refletir 03 / 11 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 03 de Novembro de 2009, 09:33
Bom dia muita paz e harmonia em vossos corações

Pontos para Refletir


          Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar;

          Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior;

          Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante;

          Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática junto de outros amigos;

          Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdicio de tempo;

          Se contrariedades aparecerem, o ato de esbravejar afastará de você o concenso espontâneo;

          Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta para faltas maiores;

          Se você não atingiu o que desejara, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.

          Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando porque em todo problema a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço para soluções.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Pontos para Refletir 03 / 11 / 2009
Enviado por: Marccello em 04 de Novembro de 2009, 16:36
A paciência e a serenidade são os nossos maiores conselheiros nos momentos difíceis.

Grande abraço. :)
Título: Re: Pontos para Refletir 03 / 11 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 05 de Novembro de 2009, 14:40
Ola muyita paz e harmonia Amigo Marcello



O Amigo Leal

Livro: Caminhos do Amor
Maria Dolores & Francisco Cândido Xavier


                Falávamos de afeto e ligações humanas,
                Destacando uniões formosas e ideais,
                Tanto quanto anotando atitudes insanas
                Que, muita vez, transpiram
                De casos passionais,
                Quando um amigo afável e sizudo,
                Que nos seguia o estudo,
                Exclamou para nós, de modo convincente:

                - Tudo quando dizeis é verdade inconteste
                Sobre os entes queridos que lembrais,
                Entretanto, igualmente,
                Se falamos de amor, é preciso ateste
                O amor dos animais.

                E como se tivesse ali, de lado,
                O passado recente,
                Contou, emocionado:

                - Em minhas lides de engenheiro,
                Fui, certa vez, designado
                Para serviços na fronteira;
                Levei comigo a companheira,
                O pequeno filhinho, -
                - um garoto de aninho, -
                E o nosso velho cão policial
                Que recebera, em nossa companhia,
                O nome de Leal.

                No trabalho incessante em que me via,
                Fosse qual fosse o ambiente,
                Possuía em Leal o cão valente
                Que nos guardava a casa, dia-a-dia;

                Ensinei-o a velar por nosso pequenino
                E dedicou-se o cão, de tal maneira,
                Que mantinha atenção, semana inteira,
                Entre a porta do quarto e o berço do menino.

                Morávamos, então, no agreste bravo...
                Achavam-se, não longe, algumas feras;
                Era o lobo e, além dele, era o jaguar,
                A rondarem malocas e taperas...
                Necessário, porém, agir e trabalhar,
                Orientando a agrimensura.
                Tinha sempre dois homens, de vigia,
                Na defesa do lar,

                Junto de atenciosa governanta.
                Minha esposa saía
                Algumas vezes para compras justas,
                Usando o nosso jipe reforçado
                Para atingir pequeno povoado...

                O narrador fez pausa e tomou em seguida,
                Expressando-se em voz mais comovida:
                - Certo dia de ação com mais ampla demora,
                Voltei ao lar, mais tarde...Noite escura...
                Ausentara-se a esposa e a governanta
                Atendia, em conversa, um tanto lá por fora,
                A diversos parentes
                Que, por certo, lhe vinham à procura...
                Os vigias andavam pela brenha
                Buscando para nós
                Alguns feixes de lenha...

                Acompanhado de um amigo,
                Ansioso, ouvi a voz
                De meu filhinho em algazarra...
                Naquele choro de pavor,
                Pressentia perigo
                Francamente, a gelar-me...
                Em vão, tentei fazer qualquer alarme;
                O companheiro me seguia,
                Enquanto, em minha inquietação,
                Só escutava a gritaria
                Do filhinho a cortar-me o coração...

                Varei a porta aberta
                Da habitação que vi claramente deserta...
                Foi, então, que a tremer, desorientado,
                Vi o cão a correr para junto de nós;
                Leal se nos mostrava, ensangüentado...
                Mancando, ele gania,
                Não sei se de loucura ou agonia...

                O companheiro disse a mim:
                - O cão está zangado, dê-lhe o fim,
                É preciso afastá-lo, sem tardança,
                Deve ter atacado a indefesa criança.

                Tomado de terror, atirei sobre o cão,
                E, ganhando os recessos do aposento,
                Vi meu filhinho salvo, aconchegado ao leito,
                Sem qualquer sofrimento,
                Mas um jaguar jazia, ali no chão,
                Certamente abatido por Leal.
                O cão, com segurança e eficiência,
                Liquidara, afinal,
                A fera perigosa
                Que penetrara em nossa residência.

                Com meu filho nos braços
                Retornei a presença de meu cão;
                Ansiava mostrar-lhe a nossa gratidão,
                Mas Leal enviou-me um derradeiro olhar...
                Sufocado de dor, nada pude falar.
                No instante de morrer, no terrível revés,
                Leal ainda arrastou-se com cuidado
                Para beijar-me os pés!...

                Calou-se o narrador,
                Sob o peso cruel da própria dor.
                Depois, disse a chorar:
                - Neste infinito Espaço em que habitamos,
                Deve haver um lugar
                Que acolha os animais,
                Amigos quase humanos,
                Em plena evolução, à busca de outros planos...
                Sempre aceitei os cães por nossos cireneus,
                Os animais também são criaturas de Deus...

                Aquela história viva,
                Que ouvíamos, ali, de ânimo atento,
                Fez o ponto final de nosso entendimento.

                No entanto, o companheiro,
                Que nos falava de Leal,
                Fitava o Azul Imenso, a Pátria Universal,
                E, qual se transmitisse um sublime recado
                Ao próprio coração,
                Clamava, consternado:
                - Deus não me negará resposta à constante oração...
                Hei de achar o meu cão!... Hei de achar o meu cão!...




Título: Re: Pontos para Refletir 03 / 11 / 2009
Enviado por: Jorge em 05 de Novembro de 2009, 15:15
Olá amigo Victor,

Uma história comovente contada com grande mestria pelo fabuloso jogo de palavras!  :)

Excelente!

Obrigado por partilhar!
Título: Re: Pontos para Refletir 03 / 11 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 06 de Novembro de 2009, 09:56
Ola muita paz e harmonia
Amigo Jorge



Ensinamento e Surpresa


Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

          Um companheiro amargurado por desgostos do cotidiano, certa feita, através de emissora interiorana, ouviu a vos empolgante, de um professor, de otimismo que lhe cativou a atenção e a simpatia.

          De três em três dias, ei-lo postado junto ao receptor, a fim de registrar os conceitos do orientador distante.

          Tão admirado se viu com as respostas com que o prestimoso amigo reconfortava e instruía aos ouvintes, que lhe dirigiu a primeira carta, solicitando-lhe auxílio para sanar as inquietações de que reconhecia ser objeto.

          Entusiasmado com os apontamentos que obtinha pelo sem fio, confiou-se à copiosa correspondência, rogando-lhe as opiniões que chegavam sempre sinceras e sensatas.

          Aquele homem, cujas palavras de paz e compreensão se espalhavam pelo rádio, devia conhecer as mais intrincadas questões humanas.

          Para quaisquer indagações, expedia a resposta exata e tanto adentrou na faixa dos pensamentos novos, que lhe eram endereçados, que o amigo, dantes fatigado e pessimista, observou-se curado da angústia crônica que o possuía.

          Renovado e feliz, deliberou exteriorizar a gratidão que lhe vibrava nos recessos do ser, procurando abraçar o benfeitor pessoalmente.

          Combinaram dia e hora para encontro e o beneficiado despendeu oito horas, em automóvel, varando estradas difíceis, de modo a reverenciar o professor que lhe reabilitara as forças para a vida.

          Só então, depois de atingir a cidade para a qual se dirigia, entre consternação e júbilo, conseguiu avistá-lo, verificando, por fim, que o distinto radialista, que lhe devolvera a alegria de viver e trabalhar, era paralítico e cego.


Muita Paz