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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 08 de Maio de 2011, 17:59

Título: Percepção da Felicidade
Enviado por: macili em 08 de Maio de 2011, 17:59
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Percepção da Felicidade



Certamente que a felicidade é uma das palavras que comportam interpretações diversas e de acordo com a situação em que cada pessoa se encontre.

 Pode referir-se tanto a um estado interno quanto externo.

Como alcançá-la ficando-se em paz e satisfeito?

Pense que você tem direito a ela, porém não tem sabido como percebê-la.

Seus valores, sua forma de pensar, suas atitudes, seus pensamentos, não têm conseguido lhe trazer o que você mais deseja.

 Comece pensando que é preciso estar só, pelo menos por alguns momentos, para rever sua própria vida.

 Nenhum problema pode ser maior que você mesmo.

Eles têm a dimensão que você mesmo lhes dá.

Alterne suas rotinas com outras que há muito você não tem executado.

 Volte a velhos hábitos que cabem no atual momento em que você vive.

Eles podem ser antigos, mas continuam válidos.

Por outro lado, abandone alguns antigos hábitos que não cabem mais em sua realidade presente.

Lembre-se sempre de que mudanças são constantes em nossas vidas e que o que foi bom antes pode não o ser hoje e vice-versa.

Será que você é feliz o bastante?

 Será que você é feliz o quanto pode ser?

Você só saberá quando estipular os parâmetros que indicam sua felicidade.

 Estipule alguns que sejam provisórios, isto é, que contenham sinais concretos de realização.

 Mesmo que sejam a partir de valores materiais, eles são o início de uma caminhada.
 
Mais adiante, quandovocê estiver mais autoconfiante, certamente terá outros de valor emocional e espiritual mais elevados.

Verifique qual o sistema de valores a que está vinculado, isto é, a que limites você costuma obedecer.

O que é em verdade que lhe contém.

Ampliar seus limites é fundamental para alcançar a felicidade.

 Porém eles só devem ser ampliados quando satisfizerem exigências mínimas de convivência.

 Submeta-os ao crivo daqueles que convivem com você.

Quando as pessoas de quem você gosta adotarem-nos como seus, é sinal de que podem começar a ser superados por outros melhores.

 Essa superação não implica em perda, mas em agregar outros aos antigos, que tragam maior felicidade.

As ciências, o conhecimento cultural em geral, nos auxiliam a compreender o sentido de ser humano, de ser pessoa.

Todas as ciências devem concorrer para levar o ser humano à felicidade.

Qualquer delas nos deve permitir o encontro com nossa íntima essência.

 Cuide para que a religião, a filosofia de vida ou seu sistema de valores concorra para esse firme propósito. Caso você note que em algum ponto sua ideologia adotada concorre para o contrário disso, mude sua maneira de entendê-lo.

 Tudo deve concorrer para sua felicidade.

Não se esqueça de que o mundo existe dentro de você e é aí que tudo deve estar resolvido.

Do lado de fora as coisas podem estar desorganizadas, mas em você, internamente, deve haver equilíbrio e harmonia.

O que as coisas são e o que representam são faces distintas da realidade.

 Em você, elas devem significar algo que lhe traga paz e proporcione harmonia no ambiente no qual você vive.

Sua psicologia deve ser aquela que lhe permita viver em paz e trazer a paz por onde você vive.

Dívidas financeiras, dificuldades de relacionamento, problemas de saúde, e os medos e ansiedades por causa disso, são questões menores diante da grandeza da Vida e de sua própria vida.

 Viva o bastante para entender a própria existência sem ter medo do que lhe possa acontecer no futuro.

Sua forma de viver lhe trará sofrimento ou paz.

Suas escolhas devem ser no sentido de conseguir paz e felicidade.

Veja a realidade sem o recorte que a consciência proporciona.

A vida social, os meios de comunicação de massa, notadamente a mídia, nos mostram apenas um recorte da realidade a partir de um viés particular.

Tente enxergar a Vida como algo muito maior do que aquilo que lhe é mostrado e que seus olhos podem ver. Sua felicidade depende de uma visão mais ampla da Vida.

Veja-a como um presente de Deus e como algo maior que você, mas que cabe em você.

O ser humano é muito maior que o recorte que se faz de sua alma.

 Ele é puro amor como o é o amor de Deus.

Nada é maior que a relação doce e misteriosa entre o ser humano e seu Criador.

Uma pessoa que busca a felicidade deve aprender a se ver como representante de Deus, sem tornar isso algo maior do que sua relação com outra pessoa.

Portanto, valorizar a relação com as pessoas, com qualquer pessoa, significa compreender que Deus está presente naquele momento.

Os atos humanos são recortes da alma humana, são formas de manifestação dela.
 
 Devem ser tidos como simples faces do ser que deseja expressar-se plenamente sem o conseguir.

A felicidade passa pela compreensão desses atos, quaisquer que sejam, como manifestações do amor que ainda não sabe mostrar-se.

O sentido da felicidade é também compreender cada ato humano como uma parcela do amor que nele reside.

Ser feliz não é ato isolado de uma pessoa nem uma situação particular de um indivíduo.
Dela fazem parte outras pessoas e seus processos.

 Dizer-se feliz é também compreender os atos humanos e enxergá-los como possibilidades de entendimento da natureza de Deus.

É natural que se busque a felicidade externamente.

 O ser humano nasce de olhos fechados em busca da luz e tentando se acostumar a ela.
Ele nasce querendo conhecer o mundo externo.

Sua ânsia em conhecê-lo o faz esquecer de olhar-se interiormente.

 Nascer é abrir os olhos para a consciência esquecendo-se do que é inconsciente.

A felicidade consiste também em atender aos anseios inconscientes.

 É uma viagem solitária ao mundo inconsciente e ao passado pessoal.

Para a compreensão precisa da felicidade é necessária a aceitação da própria mortalidade.

 Essa aceitação permitirá a abertura da mente para a espiritualidade.

Aceitar que um dia o indivíduo experimentará a própria morte é fundamental para que se percam os medos e a ansiedade em relação ao futuro.

Não há felicidade sem uma clara percepção do sentido da Vida.

 Nesse particular deve-se ter uma concepção pessoal de Deus.

Toda felicidade passa pela consciência da existência, presença e atuação de Deus naquele que a busca.


Texto do Livro Felicidade sem Culpa de Adenáuer Novaes
Título: Re: Percepção da Felicidade
Enviado por: Carmen.gbi em 11 de Novembro de 2011, 23:18


Boa noite! amigos


Em Torno da Felicidade

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abra-çando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

( Sinal Verde   -  Francisco Cândido Xavier - Pelo Espírito André Luiz )
Título: Re: Percepção da Felicidade
Enviado por: macili em 16 de Novembro de 2011, 18:12
Olá queridos Irmãos.


Agradeço a Amiga Carmem a preciosa contribuição.



Muita luz em nossos corações!!!




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Felicidade - agora ou depois?



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Você costuma afirmar que a felicidade foge de você? Que sempre que você está para conquistá-la, ela se vai, como fumaça ao vento?

Você não será porventura daqueles, como muitos de nós, que coloca a sua felicidade no futuro? Algo que é projetado e que um dia, quem sabe, poderá ser alcançado?

Talvez justamente aí resida a grande dificuldade de ser feliz. Não sabemos apreciar o momento que passa, o que temos, o que somos, onde estamos.




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Vejamos. Quando andamos a pé, nossa felicidade está em comprar um carrinho. Não importa o tamanho, a cor, o ano. Importante que rode, que nos leve de um lado a outro, sem longas esperas em terminais de ônibus.

Quando, afinal, conseguimos adquirir o carro e começamos a utilizar, passamos a desejar ter um maior, mais confortável, mais econômico, melhor, enfim. E nisso passa a residir a nossa felicidade.

Sequer nos damos tempo de ficar felizes por termos o primeiro carro. Termos alcançado uma meta.

Quando não temos casa própria, sonhamos com ela. Ficar livres do fantasma do aluguel, podermos, em nossa propriedade, fazer o que desejamos, sem precisar pedir autorização ao proprietário.

Um dia, então, alcançamos o nosso desejo. Eis-nos na casa própria. Em vez de ficarmos felizes, plantarmos um jardim, e ir colocando os pequenos mimos cá e lá, enfeitando nosso cantinho particular, começamos a sonhar com uma casa maior.

Ou, então, em um bairro melhor, com mais comodidades. Afinal, seria interessante que cada membro da família tivesse seu próprio quarto e seu banheiro.

E sonhamos, e sonhamos.




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Ora, desejar progredir é próprio do ser humano. Desejar melhorar as condições de vida é natural. Contudo, o que não nos permite sermos felizes, em momento algum, é não valorizarmos a conquista realizada.

E aprendermos que a felicidade não está especialmente em ter coisas, mas em saber dar a elas o seu devido valor.

Mais precioso que o carro, é a possibilidade de andar com as próprias pernas. É ter braços para estreitar, apertar contra o peito quem se ama.

Melhor que a casa onde se reside é gozar da felicidade de um lar, que quer dizer família, lugar de morar, de se expandir, de crescer, de amar e ser feliz.

Eis o segredo da felicidade. Eis porque encontramos seres que nada ou quase nada possuem e sabem sorrir.

Eis porque as crianças, que ainda não entraram no esquema do consumismo, ficam felizes por poder brincar, correr com os amigos.

Elas esquecem se está frio ou calor, se é hora de comer ou de dormir. O importante é gozar até o último momento da brincadeira com os amigos. Por isso, todos os dias, elas nos dizem com seus sorrisos: É possível ser feliz na Terra.




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Saúde o seu dia com a oração da gratidão a Deus.

Você está vivo.

Enquanto a vida se expressa, se multiplicam as oportunidades de crescer e ser feliz.

Cada dia é uma bênção nova que Deus lhe concede, dando-lhe prova de amor.

Acompanhe a sucessão das horas, cultivando otimismo e bem-estar.



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Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do cap. 1, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 20.05.2011.