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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 04 de Março de 2010, 17:35

Título: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Victor Passos em 04 de Março de 2010, 17:35
Ola muita paz e harmonia

Perante o mal


A lei de talião representou um progresso nos costumes da Humanidade.

Em decorrência dela, a vingança passou a ter limites.

Antes, por conta de uma ofensa, considerava-se justo dizimar toda a família do ofensor.

Depois, passou a ser olho por olho e dente por dente.

Ou seja, o mal que se retribuía não podia ser maior do que o recebido.

Jesus Cristo veio trazer a contribuição definitiva nessa seara.

Assentou que não se deveria resistir ao mal.

Que se alguém batesse na face direita, era preciso oferecer também a esquerda.

Que se alguém tomasse a vestimenta, convinha deixar também a capa.

Que se alguém obrigasse a andar uma milha, era para andar com ele duas.

São palavras fortes e plenas de simbolismo.

Por certo não significam se deva permitir que a agressividade e a violência tomem conta da Terra.

Não constituem autorização ou incentivo a que os fracos se transformem em besta de carga dos fortes.

Seu significado profundo parece ser o de que apenas o amor é eficiente no enfrentamento com o mal e os maus.

O revide, o ressentimento e o desejo de vingança apenas prolongam os desequilíbrios humanos.

Sob a égide do Cristo, deve instalar-se uma nova ordem de paz e generosidade.

O discípulo de Jesus é pacífico e pacificador.

Ele é manso, compreensivo, ordeiro e confiante na Justiça Divina.

Perante uma ofensa, em geral três condutas são possíveis: revidar, fugir ou oferecer a outra face.

O revide implica a continuação da luta e do desequilíbrio.

A fuga transfere o clima de ódio para solução futura e denota fraqueza moral, que estimula o violento.

A última alternativa é sem dúvida a mais difícil.

Perante a ofensa, oferecer a face contrária, a do perdão.

Esse ato de grandeza, consistente na imediata compreensão do desequilíbrio que há em qualquer ato mau, desestabiliza o agressor.

De repente, ele se vê lamentável como é, perante a serenidade do ofendido.

A violência tende a morrer asfixiada no algodão da paz que envolve quem ama.

É impossível vencer alguém com grandeza moral.

Em face dele, toda vitória é aparente e com sabor de cinzas.

Alguém em paz e pronto a desapegar-se da manta e da capa.

Que tem paciência e caminha mais do que o solicitado ao lado de quem lhe impõe o esforço.

Certamente não é fácil adotar esse gênero de conduta.

Entretanto, Jesus não apenas ensinou, como exemplificou.

Soube doar-Se em holocausto e Sua proposta vitoriosa segue transformando lentamente a Humanidade.

E é Dele o convite que ressoa através dos séculos:

Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13 do livro
A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues,
 psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 04.03.2010.
Título: Re: Perante o mal - 04 / 03 /2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 04 de Março de 2010, 20:48
***Boa noite meu querido amigo,obrigado por este maravilhoso texto.
Que a luz do mestre te ilumine hoje e sempre.***


União e força


Quando duas ou mais pessoas se reunirem em meu nome... Eu aí estarei! - Jesus.
 
Jesus, o grande Pastor de todos nós, ovelhas carentes de amparo e proteção, afirmou que se nos reuníssemos em Seu nome, estaria conosco.

Não Se referiu a nenhuma religião específica, posição social ou raça. Simplesmente disse que se as pessoas se reunissem em Seu nome, Ele ali estaria.

Assegurou que tudo o que pedíssemos ao Pai, em Seu nome, Ele nos concederia. Basta que peçamos com desejo sincero no coração e com as mãos operosas na ação do bem.

É momento, pois, de unir-nos em pensamentos otimistas e fraternos, com vontade firme de mudar a paisagem da Pátria do Evangelho, chamada Brasil.

Rogar a Deus que ilumine as mentes e os corações dos governantes, para que possam tomar decisões acertadas em prol da sociedade.

Rogar a Deus pelos religiosos, para que estejam atentos à responsabilidade perante as Leis que regem a vida, para que não desperdicem a oportunidade de conduzir seus fiéis a Deus.

Rogar pelos homens que fazem as leis, para que Deus lhes mostre a justiça.

Rogar pelos enfermos do corpo e da alma, para que tenham forças e superem as dificuldades com coragem.

Pedir a Deus pelos criminosos, que eles possam cair em si e retornar ao Pai que aguarda, amoroso, a volta dos filhos pródigos.

Lembrar também de pedir pelos demais países da Terra. Pelos povos que se digladiam em nome de Deus.

Pelos que disputam o poder.

Pelos que alimentam as guerras, dizimando populações inteiras, pois todos esses se distanciaram do Criador.

Pedir que Deus envolva em Suas bênçãos as pessoas de boa vontade, para que possam continuar trabalhando no bem, seja no campo das ciências, das artes, da religião, no que for.

Já é tempo de derrubarmos os muros que nos separam uns dos outros porque discordamos da maneira que esta ou aquela religião busca adorar a Deus.

É hora de percebermos o que é bom e apoiarmo-nos.

Afinal, o bem é sempre o bem, e não deixará de sê-lo porque praticado por pessoas de religião diversa da nossa.

Quem é que, tendo o mínimo de sensibilidade, não se comoveu vendo aquele homem debilitado correndo o mundo em nome da paz?

Aqueles que realmente querem construir um mundo melhor, não ficaram indiferentes diante de João Paulo II que, visivelmente enfermo, viajava pela Terra inteira.

Esse homem que, com serenidade no olhar cansado, e esforços para vencer as próprias limitações, buscou sensibilizar seu rebanho para a valorização da vida, o fortalecimento dos laços de família, o respeito às Leis de Deus.


*   *   *


Vale a pena meditarmos sobre essas importantes questões da vida, lembrando Jesus ao afirmar que um dia haverá um só rebanho, sob a égide de um só Pastor.

E, como Ele próprio afirmou, nenhuma das Suas ovelhas se perderá.

E Suas ovelhas somos todos nós, habitantes dos dois planos da vida, desta morada do Pai, a que chamamos Terra.
 

Redação do Momento Espírita.
Em 26.08.2009.

Título: Re: Perante o mal - 04 / 03 /2010
Enviado por: macili em 05 de Março de 2010, 04:06
Amigos Victor Passos e Cravo do Poeta e demais membros do Forum

Possamos sempre seguir os ensinamentos do nosso querido Mestre Jesus, praticando diariamente nossa reforma íntima e assim alcançando a paz tão almejada.
...

-André Luiz-

Cap. XV – Item 3

Olvide o pó e o vento.
Recorde que a luz do Sol
e a pureza da água são gratuitos.

Olvide pessimismo e o mau agouro.
Recorde que a marcha do progresso é inexorável.

Olvide a palavra infeliz.
Recorde que você está sendo ouvido e observado.

Olvide a malquerença.
Recorde que o imperativo
da fraternidade atinge a todos.

Olvide a indisposição.
Recorde que a disciplina mental
é o primeiro remédio.

Olvide o próprio direito.
Recorde que o dever pessoal
é intransferível.

Olvide a censura.
Recorde que a harmonia e a cooperação
constroem sempre mais.

Olvide a discussão intempestiva.
Recorde que o respeito ao semelhante
é o alicerce da paz.

Olvide a vaidade intelectual.
Recorde o valor do procedimento correto
em todas as circunstâncias.

Olvide as vozes destrutivas.
Recorde que a extensão
da seara do bem espera por nós.

Olvide a convenção nociva.
Recorde que a naturalidade suscita
sempre a simpatia maior.

Olvide a lamentação.
Recorde que o minuto passa
sem esperar por ninguém.

Triunfar é esquecer o lado menos bom da vida,
lembrando o cumprimento das próprias obrigações que,
em verdade, sustentam a nossa alegria incessante.



da obra - O Espírito da Verdade -
- Espíritos Diversos-
Chico Xavier e Waldo Vieira
-FEB-

Título: Re: Perante o mal - 04 / 03 /2010
Enviado por: Victor Passos em 05 de Março de 2010, 10:35
Ola muita paz Amiga Macilli

bençoar e Compreender

Livro: Mãos Unidas
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

          Ressentimento não se constitui tão só do azedume que se nos introduz no espírito, quando a incomprensão nos torna intolerantes, à frente das grandes dificuldades de alguém.

          Existem igualmente os pequeninos contratenpos do cotidiano que, sem a precisa defesa da vigilância, acabam por transformar-nos o coração em vaso de fel, a expelir germes de obsessão e desequilíbrio, ambientando a enfermidade ou favorecendo a morte.


 

Muita Paz

Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 05 de Março de 2010, 21:01
Boa noite e muito amor em nossos corações.
Amigo paz e harmonia para você.


Nem tudo é fácil.


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida... Mas, com certeza, nada é impossível.

Precisamos acreditar, ter fé e lutar

para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos,

realidade!!!



(Cecília Meireles)
Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: macili em 05 de Março de 2010, 23:47
Boa noite caros amigos Victor Passos e Cravo do Poeta e todos os demais do Fórum.

O amor verdadeiro advém por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, do nosso amadurecimento.

"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""
Convivência

A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham
a experiência do cotidiano são os melhores
que a Divina Sabedoria nos concede,
a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil
em sua intimidade, essa é a criatura exata
que as leis da reencarnação lhe trazem
ao trabalho de burilamento próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos
que nos alimentam o ânimo de trabalhar;
entretanto, aquelas outras que ainda
não nos entendem são testes que a vida
igualmente nos oferece, a fim de que
aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência
é preciso saber suportar os outros
para que sejamos suportados.

Se alguém surge como sendo um enigma
em seu caminho, isso quer dizer que você
é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe;
qual nos acontece, cada amigo nosso
tem as suas limitações e se algo conseguimos
fazer em auxílio do próximo,
nem sempre logramos fazer o máximo,
de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles
que lhe compartilham a estrada,
ajude-os a ser livres para encontrarem
a si mesmos, tal qual deseja você
a independência própria para ser você,
em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia,
procura igualmente estimar.
Se você acredita que franqueza rude
pode ajudar alguém, observe o que ocorre
com a planta que você atire água fervente.
Abençoemos se quisermos ser abençoados.


André Luiz/Chico Xavier
do Livro Respostas da Vida
Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Victor Passos em 06 de Março de 2010, 11:44
Ola m uita paz
Amigas Macilli e Cravo do poeta

Caridade e Razão

          Indiscutivelmente estamos ainda muito longe da educação racional.

          Conquanto necessitados de ponderação, agimos, via de regra, sob o impulso de alavancas emotivas acionadas por sugestões exteriores.

          De modo geral, muito antes que nos decidamos a discernir, assimilamos idéias que nos são desfechadas por informações e exibições que nem sempre se vinculam à verdade e passamos a esposar opiniões que, comumente, nos induzem a desastres morais no comboio da existência.

          Habitua-te a essa realidade e não te entregues às impressões tumultuárias que porventura te visitem o coração. Com isso, não te queremos pedir para que te transformes em palmatória de corrigenda ou para que apresentes ouvidos de pedra à frente dos semelhantes. Às vezes, há muito mais caridade na atenção que no conselho. Fraternalmente, escuta o que se te diga e observa o que vês, sem escandalizar os interlocutores ou ferir os companheiros de romagem terrestre, opondo-lhes censuras ou contraditas que apenas lhes agravariam as dificuldades e os problemas. Ao invés disso, aprendamos a filtrar aquilo que nos alcance o campo íntimo, aproveitando os elementos que se façam úteis aos outros e a nós mesmos, e esquecendo tudo - mas realmente tudo - o que não nos sirva à construção do melhor.

          Conversação, na essência, é permuta de almas. Através da palavra, damos e recebemos. Isso, porém, não se refere a doações e recepções teóricas.

          Entendendo-nos uns com os outros, fornecemos e adquirimos determinados recursos de espírito, que influirão em nossa conduta e a nossa conduta forma a corrente de planos, coisas , encontros e realizações que nos determinarão o destino. Escolha de hoje no livre-arbítrio será conseqüência amanhã. Causa de agora será resultado depois.

          Cultivemos harmonia, à frente de tudo e de todos; no entanto é preciso que essa atitude de entendimento não exclua de nossa personalidade o otimismo irradiante, a sinceridade construtiva, o reconforto da intimidade e a alegria de viver. Em suma, diante de todos e de tudo, deixemos que a caridade nos ilumine o crivo da razão, a fim de que não venhamos a perder os melhores valores do tempo e da vida, por ausência de equilíbrio ou falta de amor.

 
Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: macili em 07 de Março de 2010, 23:45
Amigos Victor Passos, Cravo do Poeta e demais membros do Fórum

Lembrete de Luz
O sentimento inspira, o pensamento plasma, a palavra orienta, o ato realiza.
                 Emmanuel, em "Assim Vencerás"

Li esta msg num blog.
O vício do cigarro não só deixa as mãos sujas, como nos derruba aos poucos. 
Desejando ajudar ao próximo no combate deste vício, coloco a msg aqui para a devida reflexão.

Mãos Sujas
Minha mão está suja.
Preciso cortá-la.
Não adianta lavar.
A água está podre.
Nem ensaboar.
O sabão é ruim.
A mão está suja,
suja há muitos anos.

A princípio oculta
no bolso da calça,
quem o saberia?
Gente me chamava
na ponta do gesto.
Eu seguia, duro.
A mão escondida
no corpo espalhava
seu escuro rastro.

E vi que era igual
usá-la ou guardá-la.
O nojo era um só.

Ai, quantas noites
no fundo de casa
lavei essa mão,
poli-a, escovei-a.
Cristal ou diamante,
por maior contraste,
quisera torná-la,
ou mesmo, por fim,
uma simples mão branca,
não limpa de homem,
que se pode pegar
e levar à boca
ou prender à nossa
num desses momentos
em que dois se confessam
sem dizer palavra...
A mão incurável
abre dedos sujos.

Eu era um sujo vil,
não sujo de terra,
sujo de carvão,
casca de ferida,
suor na camisa
de quem trabalhou.
Era um triste sujo
feito de doença
e de mortal desgosto
na pele enfarada.
Não era sujo preto
- o preto tão puro
numa coisa branca.
Era sujo pardo,
pardo, tardo, cardo.

Inútil reter
a ignóbil mão suja
posta sobre a mesa.
Depressa, cortá-la,
fazê-la em pedaços
e jogá-la ao mar!
Com o tempo, a esperança
e seus maquinismos,
outra mão virá
pura - transparente -
colar-se a meu braço.

Carlos Drummond de Andrade

Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: macili em 07 de Março de 2010, 23:53
Amigos do Fórum

Desculpem-me mas a foto está seguindo agora.

Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 08 de Março de 2010, 01:12
Boa noite e muita luz em nossos corações.


Por que dói tanto?

 

Não há quem caminhe pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor. Em um mundo inconstante, onde as certezas são relativas, a dor é processo quase que inevitável.

Algumas vezes, ela vem carregando consigo a separação de quem amamos, pelo fenômeno da morte. Outras vezes é a doença que se instala, no nosso ou no corpo alheio.

Outras ainda, a dor é o revés financeiro, que nos perturba a mente e desfaz alguns planos.

Seja qual for sua origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo, provocando o questionamento das coisas da vida e dos caminhos que percorremos.

Nesse questionamento, alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem injustiçados, pois não mereciam tal desdita, que não veem utilidade nenhuma na dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento.

Outros utilizam a dor como aprendizado. São os que entendem os mecanismos de Deus como justos, e Deus como infinitamente amoroso para cada um de nós. Isso porque se Deus é a síntese maior do amor, certamente Seus desígnios são pautados pelo amor.

As perguntas: Por que comigo?, Será que eu mereço isso?, ou Para que tudo isso?, são os anseios de nossa alma a tentar entender as Leis da vida.

É necessário que repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais agiria por acaso, ou castigaria Seus filhos.

Toda dor que nos surge é convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos valores e de nosso caminhar.

Sempre que ela surge, traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra forma, caso contrário, Deus acharia outros caminhos.

Não que devamos ser apologistas da dor, e buscá-la a todo custo. De forma alguma. Deus nos oferece a inteligência, e os recursos das mais variadas ciências, para diminuir nossas dificuldades e dores.

Assim, para as dores da alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.

Porém, quando todos esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos está oferecendo.

Quando começarmos a entender que a dor sempre vem acompanhada do aprendizado, começaremos a entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a aprender a cantar.

Afinal, nada que nos aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças.

As carências de hoje é o que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora, de um plantio que se fez deliberadamente nos caminhos percorridos.

A dor é mecanismo que a vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e tomar conta do nosso coração.

A partir de então, não mais a dor será visita em nossa intimidade, pois toda ela estará tomada em plenitude pelo amor, que, como bem nos lembra o Apóstolo Pedro, é capaz de cobrir a multidão dos pecados.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 04.06.2009.
Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Victor Passos em 08 de Março de 2010, 08:55
Ola muita paz Amigas Macilli e cravo do poeta

Dependência

Livro: Lições da Vida
Irmão José & Carlos Baccelli

          Não dependamos emocionalmente de ninguém.

          Todos somos interdependentes, no entanto, cada qual tem o direito de efetuar as suas próprias escolhas.

          Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento.

          Não escravizemos ninguém às nossas idéias e ao nosso modo de ser, tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade.

          Todo excesso no campo afetivo, a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio.

          O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.

          Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus!

          Todos somos afetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais.

          Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exata do que houver cedido.

          Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.

          Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos.

Muita Paz
Título: Re: Perante o mal 04 / 03 /2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 10 de Março de 2010, 19:45
***Boa tarde e muita luz.


Valorize o bem

 

Estranhas ocorrências periodicamente chamam a atenção.

A natureza parece convulsionar-se.

Ondas imensas devastam grandes áreas habitadas.

O aquecimento global provoca devastadores fenômenos climáticos.

Chove em excesso em alguns lugares, enquanto noutros faz-se desesperadora seca.

Ao lado dos fenômenos da natureza, há também tristes espetáculos produzidos pelos homens.

Atos terroristas causam vítimas incontáveis.

Guerras surgem em vários locais do planeta.

Notícias sobre corrupção não param de eclodir.

A cada dia são divulgadas notícias sobre cruéis atos de violência.

Crianças são brutalmente assassinadas, idosos são logrados, jovens são corrompidos.

No âmbito sexual, liberdade facilmente degenera em libertinagem.

Ante esse estranho contexto, não falta quem diga que a Humanidade está perdida.

Entretanto, o bem nunca foi tão operante no mundo.

A ciência descobre sem cessar a cura para enfermidades que, por longo tempo, infelicitaram a raça humana.

A tecnologia torna o viver mais suave, sob o aspecto material.

Há inúmeras organizações voltadas para a promoção do ser humano.

Incessantemente surgem leis que asseguram direitos para as minorias.

Organizações internacionais procuram interferir em países nos quais os direitos humanos são desrespeitados.

A prática do serviço voluntário dissemina-se pelo corpo social.

Há belíssimos exemplos de devotamento e abnegação.

A rigor, vive-se uma época de transição e pujança.

Sob uma atividade febril, a grandeza e a miséria humanas tornam-se visíveis.

Os meios de comunicação trazem a público o que por muito tempo foi dissimulado.

A partir das informações disponíveis, cada qual escolhe o que deseja valorizar.

Alguns se encantam com os progressos tecnológicos e científicos.

Outros valorizam as conquistas dos atletas e a abnegação dos voluntários de diversas áreas.

Mas há quem tome gosto por notícias de violência, corrupção e tragédia.

Por certo não é possível e nem desejável ignorar o mal ainda existente no mundo.

Ele deve ser identificado e combatido, com serenidade e competência.

Mas não é viável centrar no mal toda a atenção, em detrimento do bem que também se desenvolve.

A Humanidade é hoje muito melhor do que jamais o foi.

Há pouco mais de um século, havia escravos no Brasil.

Eram seres humanos que podiam ser chicoteados, vendidos e assassinados por seus donos.

Eles eram considerados apenas coisas, bens materiais de que se dispunha livremente.

Hoje a própria idéia parece escandalosa.

Mas por muito tempo ela foi considerada absolutamente natural.

A sensibilidade humana está se sofisticando.

Algumas práticas admitidas no passado hoje causam estarrecimento e revolta.

Trata-se do progresso modelando os costumes e os sentimentos.

A Humanidade está sendo preparada para uma fase mais sublime de sua existência imortal.

Nela, a fraternidade, o mérito e a justiça devem reinar soberanos.

Apresse a depuração de seu mundo íntimo vivendo, valorizando e refletindo sobre o bem.

É uma questão de escolha.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita.

Em 30.05.2008.