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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 13 de Fevereiro de 2013, 17:00

Título: O poder das trevas
Enviado por: macili em 13 de Fevereiro de 2013, 17:00
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O poder das trevas



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Centralizando-se a palestra no estudo das tentações, contou Jesus, sorridente:

- Um valoroso servidor do Pai movimentava-se, galhardamente, em populosa cidade de pecadores, com tamanho devotamento à fé e à caridade, que os Espíritos do Mal se impacientaram em contemplando tanta abnegação e desprendimento. Depois de lhe armarem os mais perigosos laços, sem resultado, enviaram um representante ao Gênio das Trevas, a fim de ouvi-lo a respeito.

Um companheiro de consciência enegrecida recebeu a incumbência e partiu.




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O Grande Adversário escutou o caso, atenciosamente, e recomendou ao Diabo Menor que apresentasse sugestões.

O subordinado falou, com ênfase:

- Não poderíamos despojá-lo de todos os bens?

- Isto, não - disse o perverso orientador -; para um servo dessa têmpera a perda dos recursos materiais é libertação. Encontraria, assim, mil meios diferentes para aumentar suas contribuições à Humanidade.

- Então, castigar-lhe-emos a família, dispersando-a e constrangendo-lhe os filhos a enche-lo de opróbrio e ingratidão... - aventou o pequeno perturbador, reticencioso.

O perseguidor maior, no entanto, emitiu gargalhada franca e objetou:

- Não vês que, desse modo, se integraria facilmente com a família total que é a multidão?

O embaixador, desapontado, acentuou:

- Será talvez conveniente lhe flagelemos o corpo; crivá-lo-emos de feridas e aflições.

- Nada disto - acrescentou o gênio satânico -, ele acharia meios de afervorar-se na confiança e aproveitaria o ensejo para provocar a renovação íntima de muita gente, pelo exercicio da paciência e da serenidade na dor.

- Movimentaremos a calúnia, a suspeita e o ódio gratuito dos outros contra ele! - clamou o emissário.

- Para quê? tomou o Espírito das Sombras. Transformar-se-ia num mártir, redentor de muitos. Valer-se-ia de toda perseguição para melhor engrandecer-se, diante do Céu.

Exasperado, agora, o demônio menor aduziu:

- Será, enfim, mais aconselhável que o assassinemos sem piedade...

- Que dizes? - redargüiu a Inteligência perversa - a mote ser-lhe-ia a mais doce bênção por reconduzi-lo às claridades do Paraíso.

E vendo que o aprendiz vencido se calava, humilde, o Adversário Maior fez expressivo movimento de olhos e aconselhou, loquaz:

- Não sejas tolo. Volta e dize a esse homem que ele é um zero na Criação, que não passa de mesquinho verme desconhecido... Impõe-lhe o conhecimento da própria pequenez, a fim de que jamais se engrandeça, e verás...




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O enviado regressou satisfeito e pôs em prática o método recebido.

Rodeou o valente servidor com pensamentos de desvalia, acerca de sua pretendida insignificância e desfechou-lhe perguntas mentais como estas: "como te atreves a admitir algum valor em tuas obras destinadas ao pó? não te sentes simples joguete de paixões inferiores da carne? não te envergonhas da animalidade que trazes no ser? que pode um grão de areia perdido no deserto? não te reconheces na posição de obscuro fragmento de lama?"

O valoroso colaborador interrompeu as atividades que lhe diziam respeito e, depois de escutar longamente as perigosas insinuações, olvidou que a oliveira frondosa começa no grelo frágil e deitou-se, desalentado, no leito do desânimo e da humilhação, para despertar somente na hora em que a morte lhe descortinava o infinito da vida.




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Silenciou Jesus, contemplando a noite calma...

Simão Pedro pronunciou uma prece sentida e os apóstolos, em companhia dos demais, se despediram, nessa noite, cismarentos e espantadiços.




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Neio Lúcio  &  Chico Xavier
Livro: Jesus no Lar
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Alcione Tardin em 13 de Fevereiro de 2013, 20:05
Querida Macili, obrigada por mais essa reflexão! Que Deus te abençoe sempre! Abraços fraternos, Alcione.
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 14 de Fevereiro de 2013, 00:05
Queridos Irmãos, boa noite...



Olá Alcione, que as bênçãos de Deus recaiam sempre sobre todos nós, seus filhos...
Grata pela vibração de carinho...



Paz e luz!






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Deu carona a um espírito



(http://dl.glitter-graphics.net/pub/989/989321gyey13hzit.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



Um fato extraordinário ocorrido na região do mar Adriático, na Itália, entre as cidades de Ancona e Senigallia, movimentou a opinião pública italiana, chamando a atenção especificamente dos interessados na fenomenologia espírita.
 
O caso foi minuciosamente relatado pelo pesquisador Giuseppe Lenzi em artigo publicado no jornal italiano "L'Aurora". Dr. Lenzi, que também é autor de vários livros sobre fenômenos mediúnicos ocorridos dentro e fora da Itália, conta no texto que um jovem de nome Carlo regressava para casa de carro às altas horas da madrugada, quando avistou à beira da estrada uma jovem acenando. Gentilmente, o rapaz encostou o veículo e deu carona à moça e, como ela reclamara do intenso frio, emprestou-lhe sua jaqueta de couro.
 
Ao saltar em sua casa, no vilarejo de Ostra, próximo ao local do encontro, disse-lhe a moça que não se preocupasse pois iria devolver o agasalho quando ele passasse por ali novamente, já que eram da mesma província. Dois dias depois, acompanhado de sua mãe, o jovem dirigiu-se à casa da moça, como ficara combinado. Foi então que um cavalheiro sisudo os recebeu à porta e, ao ouvir o relato, disse ser impossível que o fato tivesse ocorrido. Omotivo é que sua filha, de nome Serena, tinha morrido há quatro meses. Para provar, apresentou-lhes um retrato da moça, que foi imediatamente reconhecida pelo jovem. Sem qualquer dúvida, Carlo insistiu na história.
 
Buscando clarear o assunto, o senhor Mário - o rapaz sabia seu nome, pois a jovem o havia informado - convidou-os a ir até o cemitério. Chegando lá, abriu, com a chave que só ele possuía, a capela mortuária da família, onde repousavam os restos mortais da filha. Para surpresa dos três, lá estava também, sobre a campa, a jaqueta de couro do rapaz.
 
Como ocorre em localidades pequenas, o fato logo tornou-se público, ganhando as páginas dos jornais provinciais, indo parar também na TV local, que fez detalhada reportagem à respeito, chamando a atenção dos espiritistas italianos.
 
Ao relatar o acontecido, o Dr. Giuseppe Lenzi revelou também o resultado de algumas investigações que fez a respeito. Constatou que o jovem Carlo, protagonista do episódio, é um excelente filho e respeitado cidadão onde reside; que  Serena, a jovem, quando encarnada, possuía faculdeades mediúnicas de audição e vidência, chegando, em certas oportunidades, a dialogar com sua mãe falecida. Esta revelara-lhe algo muito forte: que ela desencarnaria, ainda jovem, em morte violenta, o que, de fato aconteceu, nas proximidades de sua casa, ocasião em que, junto com o irmão, foi vitimada por um acidente automobilístico.
 
Casos como este, de fatos mediúnicos comprovado, vividos por pessoas alheias ao Espiritismo, enriquecem as fontes informativas da Doutrina Espírita. Serena, desligada da matéria há quatro meses, encontra recursos que lhe possibilitam não só tornar-se visível ao jovem Carlo como também transportar o seu agasalho, o que vem afirmar a continuidade da vida, contribuindo, assim, para diminuir a descrença e o ceticismo de alguns, que, diante desses fatos, haverão de refletir sobre a pujança da alma imortal.
 
A matéria escrita pelo Dr. Lenzi é intitulada "Gli chiese un passaggio fino a casa, poi lui seppe che era defunta" (E lhe foi pedida uma carona até a casa, depois ele soube que ela era falecida). Pode ser lida na íntegra na edição de número 517 do jornal 'L'Aurora", que atende a pedidos de assinatura no endereço: Largo Pietà, 9 - 62032 Camerino - Macerata - Itália - telefone 0737-632401.




(http://dl.glitter-graphics.net/pub/989/989321gyey13hzit.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)

 

Fonte: SEI - Serviço Espírita de Informações
Bletim nº 1929 - 19/março/2005.

Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Celuz em 14 de Fevereiro de 2013, 13:18
Linda lição , nossa invigilância combinada com a nossa imperfeição nos deixa muito vulneráveis ao mal , a máxima orai e vigiai é a condição para mantermos nossa faixa vibracional  voltada para o bem sempre, coisa muito difícil para nós ainda, cheios de imperfeições, mas o caminho nós já achamos, e com fé no Evangelho de Jesus, chegaremos lá...Paz e luz...
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Ísis Margalho em 14 de Fevereiro de 2013, 13:27
Olá, bom dia, perdoe-me a ignorância, mas não compreendi a mensagem. Ultimamente, tenho pensado muito nessa questão da modéstia e da humildade. No entanto, percebo também graves distorções em relação ao real significado de modéstia e humildade.

Sempre considerei que humildade era a mais importante das virtudes, mas ser humilde não significa apatia ou resignação doentia. A exemplo da personagem, à "insignificância diante da Criação", aprendemos todos que a Criação é algo muito maior e que realmente somos grãos de areia que compõem a maravilhosa magnitude do Amor Divino.

Gostaria de mais esclarecimentos.

Abs a todos!
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 14 de Fevereiro de 2013, 17:07
Boa tarde a todos...

Ísis... no texto, o personagem, valoroso servidor do Pai, invigilante deixou que os pensamentos do Irmão Trevoso se instalassem em seu coração e caiu em profundo desânimo. Não havia aprendido a lição da humildade...  A despeito de nossas falhas e imperfeições, se quisermos servir com Amor no coração, o nosso trabalho será sempre abençoado...


[...]"A humildade legítima não se deixa atingir pela vaidade dos elogios, nem se permite humilhar pela zombaria dos que não a entendem.
Por isso mesmo é inatingível pelo mal, de qualquer forma que este se apresente."
(trecho do livro Lendas do Céu e da Terra, cap. Humildade).


Esperando ajudar um pouco mais a eliminar suas dúvidas quanto a Modéstia e a Humildade, compartilho um texto a esse respeito.

Seja sempre muito bem-vinda em Meditação...

Que Jesus nos abençoe...




(http://2.bp.blogspot.com/--FTgVh1z8SM/URzEC9p-WdI/AAAAAAAAECM/2_D94Don5Ck/s400/564057_437476562950216_1196690738_n.jpg)



A Modéstia e a Humildade



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As pessoas têm um receio enorme em reconhecer as próprias qualidades.

Envergonham-se diante da perspectiva de demonstrar suas habilidades, assumir os próprios talentos.

É a confusão entre humildade e modéstia.

Alguns acham que modéstia é virtude.

Culturalmente, aprendem não ser nobre assumir as próprias qualidades.

O adequado é ser discreto, negar, não se envolver com elogios.

Se alguém questiona sobre o sucesso de algum empreendimento, o ideal é desconversar.

Afinal, para ser bem visto, o importante é não chamar a atenção.

Mas fazer questão de não ser notado é uma forma sutil de querer ser notado.

É se valorizar, se desvalorizando.

É chamar a atenção não chamando a atenção.

É demonstrar superioridade não assumindo ar de superior.

A vaidade cria a modéstia que é a própria auto-estima disfarçada.




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A não-vaidade é melhor definida com o termo humildade.

A verdadeira nobreza consiste em ser humilde.

Ser humilde é ser natural.

Você nem faz questão de elevar as próprias qualidades, como também não deseja escondê-las.

Ser humilde é ser sincero, lidar com os fatos da forma como eles são.

É ser autêntico.

Ser humilde é não se preocupar em chamar a atenção para si, mas também não evitá-la.

Afinal, ambas as situações buscam reconhecimento e notoriedade.

Ser humilde é reconhecer os próprios limites e não se iludir quanto a eles.

É assumir as incapacidades mas procurar superá-las.




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Muitos enfatizam os próprios defeitos apenas para chamar a atenção.

Tornam-se as próprias vítimas, exigindo reconhecimento, consideração e até piedade.

Mas ser humilde não é enfatizar pontos fracos.

Ser humilde é possuir a capacidade de reconhecê-los e procurar melhorar.

No entanto, ser humilde é também valorizar as próprias virtudes e competências.

Da mesma forma que é importante reconhecer os limites, é vital assumir e valorizar as próprias capacidades.

Afinal, não é pecado algum desenvolver habilidades.

Pelo contrário, cultivar os próprios dons e talentos é na verdade uma obrigação pessoal.

Não podemos desprezar nossa vocação quando possuímos mérito para realizá-la.

Afinal, quem não se sente orgulhoso em ser reconhecido por algo que lhe é verdadeiro?

Não vale a pena ser tímido diante do que somos naturalmente capazes.

Perderemos oportunidades valiosas que poderiam ajudar o próprio crescimento sendo retraídos demais.

É necessário acreditar em si mesmo, aprendendo a receber, ser amado, aceitar elogios quando merecidos.




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Só podemos contribuir genuinamente para o crescimento dos outros com autoconsciência e valorização da nossa própria maneira de ser.

Devemos ser humildes, sem falsidade ou modéstia.

Ser natural, reconhecendo nossas fraquezas, mas assumindo de forma sincera as  próprias qualidades são essenciais rumo a um processo de crescimento e amadurecimento autêntico.

Afinal, dizem que é dando que recebemos, mas devemos dar a nós mesmos para ter o que dar aos outros.




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Moacir Castellani
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: wender100%espirita em 14 de Fevereiro de 2013, 20:09
sim excelente mensagem de JESUS, pra nós se formos sermos perfeitos pra começa a trabalhar na seara, nunca iremos começar todos nós temos defeitos, e isso deveria nos dar animo de continuar lutando e corrigindo nossas imperfeições façamos nosso melhor,JESUS tem o controle de tudo! paz e luz a todos!!
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 15 de Fevereiro de 2013, 02:00
Boa noite queridos Irmãos...


Olá Wender, possamos refletir e exercitar esta lição do nosso querido Mestre Jesus.
Obrigada pela participação no tópico.


Que o amor seja sempre a nossa bandeira de luz!





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O Valor do Serviço



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Filipe, velho pescador de Cafarnaum, enlevado com as explanações de Jesus sobre um texto de Isaías, passou a comentar a diferença entre os justos e injustos, de maneira a destacar o valor da santidade na Terra.

O Mestre ouviu calmamente, e, talvez para prevenir os excessos de opinião, narrou, com bondade:

- Certo fariseu, de vida irrepreensível, atingiu posição de imenso respeito público. Passava dias inteiros no Templo, entre orações e jejuns incessantes. Conhecia a Lei como ninguém. Desde Moisés aos últimos Profetas, decorara os mais importantes textos da Revelação. Se passava nas ruas, era tão grande a estima de que se fizera credor, que as próprias crianças se curvavam, reverentes. Consagrara-se ao Santo dos Santos e fazia vida perfeita entre os pecadores da época. Alimentava-se frugalmente, vestia túnica sem mancha e abstinha-se de falar com toda pessoa considerada impura.

Acontece, todavia, que, havendo grande peste em cidade próxima de Jerusalém, um Anjo do Senhor desceu, prestimoso, a socorrer necessitados e doentes, em nome da Divina Providência.

Necessitava, porém, das mãos diligentes de um homem, através das quais pudesse trabalhar, apressado, em benefício de enfermos e sofredores.




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Lembrou-se de recorrer ao santo fariseu, conhecido na Corte Celeste por seus reiterados votos de perfeição espiritual, mas o devoto se achava tão produndamente mergulhado em suas contemplações de pureza que não lhe sobrava o mínimo espaço interior para entender qualquer pensamento de socorro às vítimas da epidemia.

Como cooperar com o emissário divino, nesse setor, se evitava o menor contato com o mundo vulgar, classificado, em sua mente, como vale da imundície?

O Anjo insistia no chamamento; contudo, a peste era exigente e não admitia delongas.O mensageiro afastou-se e recorreu a outras pessoas amantes da Lei. Nenhuma, entretanto se julgava habilitada a contribuir.

Ninguém desejava arriscar-se.

Instado pelas reclamações do serviço, o Enviado de Cima encontrou antigo criminoso que mantinha o propósito de regenerar-se. Através dos fios invisíveis do pensamento, convidou-o a segui-lo; e o velho ladrão, sinceramente transformado, não hesitou. Obedeceu ao doce constrangimento e votou-se sem demora, com a espontaneidade da cooperação robusta e legítima, ao ministério do socorro e da salvação.

Enterrou cadáveres insepultos, improvisou remédios adequados à situação, semeou o bom ânimo, aliviou os aflitos, renovou a coragem dos enfermos, libertou inúmeras criancinhas ameaçadas pelo mal, criou serviços de consolação e esperança e, com isso, conquistou sólidas amizades no Céu, adiantando-se de surpreendente maneira, no caminho do Paraíso.




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Os presentes registraram a pequena história, entre a admiração e o desapontamento e, porque ninguém interferisse, o Senhor comentou, em seguida a longo intervalo:

- A virtude é sempre grande e venerável, mas não há de cristalizar-se à maneira de jóia rara sem proveito. Se o amor cobre a multidão dos pecados, o serviço santificante que nele se inspira pode dar aos pecadores convertidos ao bem a companhia dos anjos, antes que os justos ociosos possam desfrutar o celeste convívio.

E reparando que os ouvintes se retraíam no grande silêncio, o Senhor encerrou o culto doméstico da Boa Nova, a fim de que o repouso trouxesse aos companheiros multiplicadas bênçãos de paz e meditação, sob o firmamento pontilhado de luz.




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Neio Lúcio  &  Chico Xavier
Livro: Jesus no Lar

Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Léo Toledo em 16 de Fevereiro de 2013, 12:41
Olá Sra. Macili,

     Os textos apresentados são belíssimos e também muito esclarecedores. Aprendi o verdadeiro significado da palavra humildade. Palavra essa, que aos olhos de muitos, confunde-se com modéstia. Compreendi que em um simples pecador pode haver um coração tão grande capaz de auxiliar com devotamento aos trabalhos da Caridade. Por vezes, entendi que não devemos nos deixar levar pelas palavras desmotivadoras dos outros, pois, todo trabalho, por mais simples que seja, realizado com o pensamento elevado a Deus sempre será glorioso. Infelizmente esse tipo de situação acontece a cada passo que uma pessoa dá; sempre haverá alguém para nos desmotivar. Más, não devemos nos deixar abalar, pois, a fé em Deus nos impulsionará; "tudo posso naquele que me fortalece".

Um grande abraço e que Deus siga iluminando os seus caminhos!!
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Mourarego em 16 de Fevereiro de 2013, 14:08
Amigos,
venho lendo as postagens até agora mas ninguém ainda esclareceu oue vem a ser o termo "treva". Isso sob o condão do que a DE esclarece.
Gostaria que me esclarecessem sobre isso...
Abraços,
Moura
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 16 de Fevereiro de 2013, 16:23
Boa tarde a todos...

Olá Mano Mourarego...

Agradecidos estamos pela sua participação e pelo seu comentário aqui citado e que nos faz refletir sobre o ensino da DE...


Amigos,
venho lendo as postagens até agora mas ninguém ainda esclareceu oue vem a ser o termo "treva". Isso sob o condão do que a DE esclarece.
Gostaria que me esclarecessem sobre isso...
Abraços,
Moura


Sob o condão do que a Doutrina Espírita esclarece, o termo treva é citado neste texto, retirado da SEF - Sociedade Espírita Fraternidade - Estudo Teórico-prático da Doutrina Espírita...


"Prefácio do Livro – O Evangelho Segundo o Espiritismo

Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, qual imenso exército que se
movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se pôr toda a superfície da
terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vem iluminar os caminhos e abrir os olhos aos
cegos.

Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão
de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As grandes vozes dos céus ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos
anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto.
Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam
e repercutam de um extremo a outro do Universo.

Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos também,
uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus.

O Espírito da Verdade"


Ou seja, é a ignorância do conhecimento ... 

Jesus falou:  "Conhecereis a Verdade e ela te libertará", libertará da nossa ignorância das Leis de Deus...


Abraços fraternos,
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2013, 19:45
Ola muita paz e harmonia
Mano Moura e Amigas

 Amigo entendo a sua assertiva em relação a "TREVA" nou " Trevas", mas podemos asseverar de varias formas o contexto que lhe se quer dar;

Pela mão do espirito da Verdade;

Sintetizando, nada melhor do que essas belas palavras do Espírito de Verdade (curiosamente sempre na 1ª pessoa do singular), confirmando tudo o que temos dito nesse despretensioso artigo:
"Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: Vinde a mim, todos vós que sofreis."
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instrui-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece, Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade". (Espírito de Verdade, ESE, Cap. VI, item 5)


Aqui demonstra que poderemos contextualizar, tanto pela negativa de posição, como por termo sintologico com ignorância espiritual.
Mas existe também Bom Amigo, quem entenda a Treva como termos comparativo de contraste com o "bem", como os demónios de antigamente e outra apelação , pode estar a refir-se como alguns livros fora da Codificação dizem, como a Biblia e outros psicografados por Irmãos ,na sua opinião generosa, mas simplesmente, pessoal que será um local onde se encontram espiritos oriundos de necessidade de crescimento, enfim espiritos do mal.


Na Biblia vejamos;o contexto

Primeira epístola de João
Capítulo 1
1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida
2 (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada);
3 sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
4 Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo.
5 E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas.
6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade;
7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.
8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Percebe-se aqui a intenção e o direcionamento das trevas...

A questão que o Amigo espera com toda a certeza, é a da comparação com a Colonia das Trevas sitada nas oBras de Ande Luiz;

TREVAS – Região Espiritual desprovida de qualquer luminosidade, constituindo morada de Espíritos ainda envolvidos pelas mais diversas vibrações do mal e que tenham tido comportamento moral condenável em suas oportunidades reencarnatórias.
No livro "Libertação" A Luiz nos conta de uma expedição a uma "colônia espiritual", sustentada por vibrações espirituais negativas.
"vizinha a região dos homens, começa um vasto império espiritual. Aí se agitam milhões de espíritos imperfeitos, que partilham com as criaturas terrenas, as condições de habitabilidade da crosta do Mundo."

Não vejo invasão aos valores da Codificação no termo, até porque mesmo o Espirito da Verdade o sita, quanto à Colonia , se existe ou não, é opinião de indole pessoal , logo, não faz Doutrina e não fere a Doutrina e não ofusca a mesma.
Nós temos que ter em conta que seja qual Obra for,mesmo que não seja da Codificação merece nosso respeito, porque quem somos nós para dizer que é ou não real o que se afirma, quem é a voz da razão?!, Façamos Doutrina pela tolerância, pela grandeza de valores e proximidade pelo amor que ela nos dá , para colocarmos em pratica, o que nos ensina, mas não mitiguemos opiniões, porque quem é dono da verdade?!

Os valores passam, apenas transitam... Não nos fascinemos com eles nem os persigamos.    Nossas são a taça de fel, a pedrada, a difamação, quiçá a cruz... Depois de tudo consumado, porém, conforme acentua o Mestre: os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus.

Não será fácil. Nada é fácil. O fácil de hoje foi o difícil de ontem, será o complexo de amanhã. Quanto adiemos, agora, aparecerá, depois, complicado, sob o acúmulo dos juros que se capitalizam ao valor não resgatado.

Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença e, unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos!...

Joana de Angelis

Jesus espera: Avancemos!...”                                 

Abraço fraterno do coração deste Irmão Amigo

Victor Passos
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Mourarego em 17 de Fevereiro de 2013, 14:56
Parabéns maninha Macili,
o termo "trevas" tem exatamente esta significação. "Ignorância".
Logo, não deve ser entendido com ocoisa má, ou ajuntado a ação de Espírito algum.
Abraços,
Moura
Boa tarde a todos...

Olá Mano Mourarego...

Agradecidos estamos pela sua participação e pelo seu comentário aqui citado e que nos faz refletir sobre o ensino da DE...


Amigos,
venho lendo as postagens até agora mas ninguém ainda esclareceu oue vem a ser o termo "treva". Isso sob o condão do que a DE esclarece.
Gostaria que me esclarecessem sobre isso...
Abraços,
Moura


Sob o condão do que a Doutrina Espírita esclarece, o termo treva é citado neste texto, retirado da SEF - Sociedade Espírita Fraternidade - Estudo Teórico-prático da Doutrina Espírita...


"Prefácio do Livro – O Evangelho Segundo o Espiritismo

Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, qual imenso exército que se
movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se pôr toda a superfície da
terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vem iluminar os caminhos e abrir os olhos aos
cegos.

Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão
de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As grandes vozes dos céus ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos
anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto.
Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam
e repercutam de um extremo a outro do Universo.

Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos também,
uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus.

O Espírito da Verdade"


Ou seja, é a ignorância do conhecimento ... 

Jesus falou:  "Conhecereis a Verdade e ela te libertará", libertará da nossa ignorância das Leis de Deus...


Abraços fraternos,

Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: Mourarego em 17 de Fevereiro de 2013, 15:01
Mano Victor,
na verdade eu, com já havia em outrops pósts, explicado o que a De entende por "trevas", só quis ver se lembravam, como a maninha Macili o fez, o que é muito bom.
O Catolicismo trás, para o mesmo termo, no conjunto de seus ensinos, uma idéias bem diferente,  à qual se Junta o bem lembrado André Luiz.
Fiquei mesmo feliz em ver que já entenderam e aditaram ás suas idéias aquilo que a DE ensina, e deste ponto em diante fico mais tranquilo para o futuro.
Abraços,
Moura
Ola muita paz e harmonia
Mano Moura e Amigas

 Amigo entendo a sua assertiva em relação a "TREVA" nou " Trevas", mas podemos asseverar de varias formas o contexto que lhe se quer dar;

Pela mão do espirito da Verdade;

Sintetizando, nada melhor do que essas belas palavras do Espírito de Verdade (curiosamente sempre na 1ª pessoa do singular), confirmando tudo o que temos dito nesse despretensioso artigo:
"Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: Vinde a mim, todos vós que sofreis."
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instrui-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece, Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade". (Espírito de Verdade, ESE, Cap. VI, item 5)


Aqui demonstra que poderemos contextualizar, tanto pela negativa de posição, como por termo sintologico com ignorância espiritual.
Mas existe também Bom Amigo, quem entenda a Treva como termos comparativo de contraste com o "bem", como os demónios de antigamente e outra apelação , pode estar a refir-se como alguns livros fora da Codificação dizem, como a Biblia e outros psicografados por Irmãos ,na sua opinião generosa, mas simplesmente, pessoal que será um local onde se encontram espiritos oriundos de necessidade de crescimento, enfim espiritos do mal.


Na Biblia vejamos;o contexto

Primeira epístola de João
Capítulo 1
1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida
2 (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada);
3 sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
4 Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo.
5 E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas.
6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade;
7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.
8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Percebe-se aqui a intenção e o direcionamento das trevas...

A questão que o Amigo espera com toda a certeza, é a da comparação com a Colonia das Trevas sitada nas oBras de Ande Luiz;

TREVAS – Região Espiritual desprovida de qualquer luminosidade, constituindo morada de Espíritos ainda envolvidos pelas mais diversas vibrações do mal e que tenham tido comportamento moral condenável em suas oportunidades reencarnatórias.
No livro "Libertação" A Luiz nos conta de uma expedição a uma "colônia espiritual", sustentada por vibrações espirituais negativas.
"vizinha a região dos homens, começa um vasto império espiritual. Aí se agitam milhões de espíritos imperfeitos, que partilham com as criaturas terrenas, as condições de habitabilidade da crosta do Mundo."

Não vejo invasão aos valores da Codificação no termo, até porque mesmo o Espirito da Verdade o sita, quanto à Colonia , se existe ou não, é opinião de indole pessoal , logo, não faz Doutrina e não fere a Doutrina e não ofusca a mesma.
Nós temos que ter em conta que seja qual Obra for,mesmo que não seja da Codificação merece nosso respeito, porque quem somos nós para dizer que é ou não real o que se afirma, quem é a voz da razão?!, Façamos Doutrina pela tolerância, pela grandeza de valores e proximidade pelo amor que ela nos dá , para colocarmos em pratica, o que nos ensina, mas não mitiguemos opiniões, porque quem é dono da verdade?!

Os valores passam, apenas transitam... Não nos fascinemos com eles nem os persigamos.    Nossas são a taça de fel, a pedrada, a difamação, quiçá a cruz... Depois de tudo consumado, porém, conforme acentua o Mestre: os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus.

Não será fácil. Nada é fácil. O fácil de hoje foi o difícil de ontem, será o complexo de amanhã. Quanto adiemos, agora, aparecerá, depois, complicado, sob o acúmulo dos juros que se capitalizam ao valor não resgatado.

Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença e, unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos!...

Joana de Angelis

Jesus espera: Avancemos!...”                                 

Abraço fraterno do coração deste Irmão Amigo

Victor Passos
Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 17 de Fevereiro de 2013, 16:52
Boa tarde queridos Irmãos...

Olá Amigo Victor Passos, como é bom sentir novamente a sua presença em Meditação.
Grata pela participação no tópico, reforçando o tema perante a DE.

Mano Mourarego agradeço de coração o Parabéns a mim dirigido. É muito bom termos um Amigo ao nosso lado nos orientando com vistas ao nosso crescimento espiritual através do conhecimento desta doutrina maravilhosa.

Que a luz se faça sobre nossas almas...





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O outro lado do trabalho mediúnico de Chico Xavier


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“Entre os dias 27 a 30 de julho de 1984 fui a Uberaba (MG), em companhia de um casal amigo. Já havia contatado, através de cartas, com o nosso querido irmão Chico Xavier e com ele marcamos uma entrevista, a fim de tratarmos do meu novo livro (Testemunhos de Chico Xavier), então em andamento.

As reuniões do Grupo Espírita da Prece transcorreram com os habituais trabalhos, mas a cada semana revestem-se de especial emoção sob as injunções dos dramas que envolvem muitos dos presentes.

No sábado, a presença do orador e médium Divaldo Franco, também um amigo muito querido, e a da Federação Espírita Brasileira (que juntamente com Divaldo regressavam do Curso Internacional de Preparação de Evangelizadores Espíritas da Infância e da Juventude, realizado em Brasília nos dias 22 a 26 de julho), entre os quais o nosso estimado amigo Nestor João Masotti (Vice-Presidente da USE-SP), trouxeram à reunião um clima de verdadeira festa espiritual.

Chico Xavier psicografou por mais de três horas e recebeu oito cartas de espíritos recém-desencarnados para os familiares presentes. Psicografou também cerca de doze trovas de poetas diferentes. Entre essas, uma assinada por antigo militante espírita de Salvador, conhecido por Tio Juca, e dedicada a Divaldo. O médium baiano psicografou duas cartas de jovens e uma mensagem de Amélia Rodrigues.

Após a entrevista com Chico Xavier, realizada no domingo, retornamos a Juiz de Fora, plenamente felizes pelos resultados alcançados, acima de nossas expectativas.

Dois dias depois, comparecemos à nossa habi­tual sessão mediúnica no C. E. Ivon Costa. Já quase ao final da reunião notamos a aproximação de uma entidade cuja presença captamos por diversas vezes antes de nossa ida a Uberaba. É preciso esclarecer que por quase três meses estivemos preparando o material que levaríamos para a apreciação de Chico Xavier. Durante esse tempo, vez por outra, nos sen­timos assediados por alguns espíritos, que tentavam de todas as maneiras afastar-nos dos objetivos programados. Nas últimas semanas o assédio intensificou-se e várias foram as situações difíceis que tivemos de contornar e superar. Alertados pelos Benfeitores espirituais, esforçamo-nos por nos man­ter vigilantes e equilibrados, escorando-nos princi­palmente no trabalho da Doutrina e na oração.



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Identificamos o espírito como o líder da equipe que nos vigiava atentamente. Mas o notamos trans­formado. Já não era o mesmo. Ele e seus quatro com­panheiros nos rodeavam, denotando, porém, que algo inusitado acontecera.

- Estou aqui, disse ele, com voz emocionada, para narrar-lhes o que nos sucedeu. Fomos designados para impedir a viagem destes três (com um gesto designou-me e ao casal). A ordem era: “Eles não devem viajar. Pretendem levar com eles alguma coisa que não deve chegar ao seu destino. Pertur­bem. Atrapalhem. Impeçam.” Foi o que tentamos fa­zer, preparando ciladas e ocasionando confusões. Contudo, o nosso aborrecimento era grande, pois, apesar das tentativas, alguma coisa mais forte os ajudava a vencer os obstáculos que criávamos... Contrariados e até revoltados éramos obrigados a acompanhá-los a reuniões durante toda a semana, parecendo-nos que não faziam outra coisa senão cuidar “desse tal” de Espiritismo. Hoje, digo isto envergonhado. Temos vergonha do mal que desejamos a todos os que estão nesta sala. Não fossem aqueles que os protegem - que reconhecemos mais fortes que nós - e muita coisa poderia ter acontecido.

Chegou finalmente o dia da viagem. Fomos com eles. Ficaram num lugar que nos pareceu muito esquisito. Era reunião, preces e as tais leituras todo o dia. Também escreviam muito; entretanto só os víamos de longe, na maioria das vezes, porque cercas elétricas nos impediam a aproximação. As coisas começaram a mudar para nós. Estávamos desanimados e não víamos mais finalidade alguma no nosso trabalho. Forças estranhas nos imantavam às preces que faziam e a eles próprios. No dia marcado, eles foram à cidade e nós os acompanhamos ansiosos por saber, afinal de contas, o que é que eles tanto esperavam.

- Para eles o trânsito por lá estava livre. Para nós houve sérias dificuldades. Ao chegarmos ao local ha­via grande multidão de “vivos”, mas uma outra bem maior de “mortos”. No nosso plano, muitos guardas cercavam a casa que irradiava uma luz muito for­te. Tudo era profusamente iluminado. A claridade era tanta que o alarido entre os nossos cessou por completo. O ambiente transmitia-nos uma sensação de grandiosidade que não sei explicar, embora o local humilde e simples na esfera física, o que nos tornou respeitosos. Em meio à multidão espiritual que se acotovelava, em largo trecho nas cercanias da casa, numa distância equivalente à da claridade projetada, aos poucos sentimos que havia um lugar para nós, para onde fomos conduzidos.



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- continua -

Título: Re: O poder das trevas
Enviado por: macili em 17 de Fevereiro de 2013, 17:03
- continuação -


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Eu me esquecera de tudo: dos chefes e dos obje­tivos. Outras preocupações me dominavam. Nos últimos dias, inexplicavelmente, passei a me lembrar de casa, principalmente do meu filho, que havia morrido há quase 40 anos, quando contava apenas nove anos de idade. Foi um desastre de caminhão. Eu dirigia, e meu filho quis ir comigo. Fiz-lhe a von­tade, sem saber que seria a última. Em certo trecho da estrada o caminhão desgovernado caiu numa ri­banceira. Eu me salvei, mas meu menino morreu na hora. O desespero tomou conta de mim. Julgava-me culpado. Revoltado, passei a odiar o mundo, no qual me perdi. Nunca soube dele do lado de cá. Tornei-me descrente de Deus e da vida.

O movimento no plano físico cresceu - prosse­guiu ele - e me interessei em acompanhar os fatos. Coisas estranhas estavam acontecendo. Vi um homem sentado, escrevendo. Escrevia, escrevia muito. Repa­rei que em torno dele as luzes eram bem mais fortes e que atrás de sua cadeira havia uma espécie de fila, formada em sua maioria por jovens. Fui compreen­dendo que eles escreviam cartas para os parentes da Terra, pelas mãos daquele homem que vocês chamam de médium, que eram recebidas pelos parentes emocionados.

- Meu Deus, pensei, o que e isto? E o nome de Deus surgiu em meus lábios como um grito brotado do coração. Eu também perdi meu filho e não sei onde ele está, embora eu esteja no mesmo plano que ele. Por quê? Por que ele morreu assim?

Olhei meus companheiros. Como eu, observavam emocionados as cenas. Cada um de nós havia per­dido alguém muito amado. Um deles me falara da filha, doente desde pequena e que morreu na primeira infância. O tempo passava. Sei que amanheceu e anoiteceu de novo. Já era outro dia e aquele homem escrevia ainda. Eu também queria uma carta. Uma notícia. Sem saber como, me vi igualmente numa fila, formada ao lado. Fui atendido por um dos que protegem aquele homem. Contei a minha historia. Pedi notícias do filho querido. Para minha surpresa recebi uma folha de papel. Era uma carta dele! In­descritível foi a minha emoção. Falava de nós, de nossa casa e da nossa vida. E me disse em certo trecho: - “Papai, eu estou ao seu lado. O senhor não me vê porque escolheu o lado errado. Mude de vida, papai, e o senhor me encontrará!”. E havia tal ter­nura em suas palavras que ao lê-las tive a impressão de ouvir a sua voz e de que ele estava perto de mim. Não pensei em mais nada. Segurei a folha junto ao coração e ela era como um pedaço de luz em minhas mãos. Juntei-me aos companheiros que, como eu, foram contemplados com notícias e orientações sobre como proceder dali em diante.



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Compreendemos então a imperiosa necessidade de vir até aqui narrar-lhes essas ocorrências. E dizer-lhes que estamos enfraquecidos agora, mas felizes e desejosos de encontrar esse novo caminho que nos leve mais depressa para junto dos entes queridos.

Calou-se a entidade. Sua emoção contagiara a todos. O doutrinador, comovido, dirigiu-lhe palavras de estímulo e conforto. Antes de se retirar, o espíri­to ainda disse:

- Hoje eu agradeço a vocês por nos terem levado até aquele homem - aquele homem-luz - que todos chamam por Chico. Era este o nome repetido por quantos estavam ali, num plano e no outro, e lhe pediam vez para escrever. Graças a ele, ao trabalho dele, nós cinco recebemos essas notícias e compreendemos o erro em que vivemos até agora.

Ainda não sei da minha vida daqui pra frente, mas meu filho disse que eu rogasse a Jesus, para recebermos ajuda. Peço-lhes que façam isso por nós, que nos ensinem a orar.

O doutrinador fez sentida prece e a entidade retirou-se.

A comunicação deixou-nos pensativos. Ela nos desvendou uma pequena parte do imenso labor espiritual que se desenvolve tendo como figura central o nosso querido Chico Xavier. Ficamos imaginando a grandeza e complexidade dessas atividades, que na nossa acanhada percepção mal conseguimos entre ver ou adivinhar.

Pensamos em Chico Xavier e nos seus mais de 50 anos de trabalho constante no campo da mediunidade com Jesus, a serviço da Doutrina Espírita. Quantas almas, quantos corações foram tocados pela sua bondade e abnegação? Quantas criaturas foram orientadas e se renovaram interiormente graças ao seu exemplo, aos livros e páginas por ele psicografadas? Quantos espíritos desorientados, sofredores, cristalizados no erro, receberam amparo, ajuda, consolo e esclarecimento em função de sua atividade constante?

A grandeza desse trabalho é imensurável. No silêncio da reunião que se findava, agradeci a Jesus por termos entre nós alguém como Chico Xavier e roguei ao Mestre que o envolva em bênçãos e o sus­tente na sua edificante caminhada.”



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(Reformador, Novembro 1984.)


(Texto extraído do livro “Dimensões Espirituais do Centro Espírita”
da autora Suely Caldas Schubert, Editora FEB.)