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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 18 de Fevereiro de 2012, 10:13

Título: O outro lado da festa
Enviado por: macili em 18 de Fevereiro de 2012, 10:13
Queridos Irmãos,


Possamos refletir, orar e vigiar.
Que nestes dias de festa irradiemos boas vibrações,
sintonizando-nos com os bons espíritos e espalhando amor...


Harmonia e Luz!!!



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O outro lado da Festa


(http://dl.glitter-graphics.net/pub/1362/1362121y1t7rhxkx1.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


Os preparativos para a grande festa estão sendo providenciados há meses.

As escolas de samba preparam, ao longo do ano, as fantasias com que os integrantes irão desfilar nas largas avenidas, em meio às arquibancadas abarrotadas de espectadores.

Os foliões surgem de diversos pontos do planeta, trazendo na bagagem um sonho em comum: “cair na folia”.

Pessoas respeitáveis, cidadãos dignos, pessoas famosas, se permitem “sair do sério”, nesses dias de carnaval.

Trabalhadores anônimos, que andam as voltas com dificuldades financeiras o ano todo, gastam o que não têm para sentir o prazer efêmero de curtir dias de completa insanidade.

Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos com a massa humana que pula freneticamente.

Jovens e adultos se deixam cair nas armadilhas viscosas das drogas alucinantes.

Esse é o lado da festa que podemos observar deste lado da vida. Mas há outro lado dessa festa tão disputada: o lado espiritual.

Narram os Espíritos superiores que a realidade do carnaval, observada do além, é muito diferente e lamentavelmente mais triste. Multidões de Espíritos infelizes também invadem as avenidas num triste espetáculo de grandes proporções. Malfeitores das trevas se vinculam aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no mundo íntimo.

A sintonia, no Universo, como a gravitação, é lei da vida. Vive-se no lugar e com quem se deseja psiquicamente. Há um intercâmbio vibratório em todos e em tudo. E essa sintonia se dá pelos desejos e tendências acalentados na intimidade do ser e não de acordo com a embalagem exterior.

E é graças a essa lei de afinidade que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas de lamentáveis conseqüências.

Espíritos infelizes se aproveitam da onda de loucura que toma conta das mentes, para concretizar vinganças cruéis planejadas há muito tempo.

Tramas macabras são arquitetadas no além túmulo e levadas a efeito nesses dias em que momo reina soberano sobre as criaturas que se permitem cair na folia.

Nem mesmo as crianças são poupadas ao triste espetáculo, quando esses foliões das sombras surgem para festejar momo.

Quantos crimes acontecem nesses dias...quantos acidentes, quanta loucura...

Enquanto nossos olhos percebem o brilho dos refletores e das lantejoulas nas avenidas iluminadas, a visão dos espíritos contempla o ambiente espiritual envolto em densas e escuras nuvens criadas pelas vibrações de baixo teor.

E as conseqüências desse grotesco espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos abortos realizados alguns meses depois, fruto de envolvimentos levianos, nas separações de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa, no desespero de muitos, depois que cai a máscara...

Por todas essas razões vale a pena pensar se tudo isso é válido. Se vale a pena pagar o alto preço exigido por alguns dias de loucura.

Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de horrores, e esperamos que você não faça parte dela.

Você sabia?

Você sabia que muitas das fantasias de expressões grotescas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões inferiores do além?

É mais comum do que se pensa, que os homens visitem esses sítios de desespero e loucura durante o sono do corpo físico, através do que chamamos sonho.

Enquanto o corpo repousa o espírito fica semiliberto e faz suas incursões no mundo espiritual, buscando sempre os seres com os quais se afina pelas vibrações que emite.

Assim, é importante que busquemos sintonizar com as esferas mais altas, onde vivem espíritos benfeitores que têm por objetivo nos ajudar a vencer a difícil jornada no corpo físico.



(http://dl.glitter-graphics.net/pub/1362/1362121y1t7rhxkx1.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


Equipe de redação do Momento Espírita, baseado nos capítulos 6 e 23 do livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ed. Leal.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2012, 11:58
Permitam-me algumas questões pertinentes...
1. Será necessário que haja um período como o do carnaval para que :
Malfeitores se ajuntem para fazer o mal?
Para que os jovens caiam nas armadilhas dos tantos vícios?
Para que pessoas sérias possa sair do sério?
Ah meus manos, quantas bobagens bem escritas se prescreve entre o movimento espírita, para afastar o aluno da doutrina do seu ensino maior...
Melhor não seria que ao invés de gastarmos, uma folha sequer de papel para escrevermos sofismas, escrevêssemos apenas aquilo que enalteça o aprendizado e que viesse a trazer mais luz aos que pretendem ao progresso moral?
Vale a pena que pensemos nisso...
Um sofisma bem escrito, é tal como certos metais amarelos que também reluzem, mas que não são o ouro que se procura.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 18 de Fevereiro de 2012, 20:18
Moura, segue considerações abaixo, nas partes sublinhadas e com ênfase em Negrito;

Permitam-me algumas questões pertinentes...
1. Será necessário que haja um período como o do carnaval para que :
Malfeitores se ajuntem para fazer o mal? - Com certeza que não, isso é fato. Porém, segue situação/exemplo abaixo.

Para que os jovens caiam nas armadilhas dos tantos vícios? - Com certeza que não, isso é fato. Porém, segue situação/exemplo abaixo.

Para que pessoas sérias possa sair do sério? - Com certeza que não, isso é fato.

EXEMPLO -  Como só posso dar testemunho daquilo que vi ou realmente aprendi, eu estava com uma amiga em um ponto de ônibus e um trio de rapazes, ao se aproximar de nós, apertou a nádega dela. Óbvio que ela reclamou. Sabe o que ouvimos de resposta? Oooo Gata, relaxa. É carnaval. Se ele era sério, não sei, mas é um exemplo prático que determinados(as) pessoas se aproveitam do Carnaval.

Ah meus manos, quantas bobagens bem escritas se prescreve entre o movimento espírita, para afastar o aluno da doutrina do seu ensino maior... - "Bobagens" ? Não é discussão de campo Pessoal, pois diria a mesma coisa para qualquer um dos moderadores do FE, só que neste sentido, você é o único que se expressa "sem papas na língua", se assim posso dizer.

Melhor não seria que ao invés de gastarmos, uma folha sequer de papel para escrevermos sofismas, escrevêssemos apenas aquilo que enalteça o aprendizado e que viesse a trazer mais luz aos que pretendem ao progresso moral?
- “Sofisma”, segundo o Aurélio, é um “argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta”; “argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro”; “engano, logro, burla, tapeação”

Logo, quem escreveu o artigo se enquadra nessa definição?

Vale a pena que pensemos nisso... - Realmente, vale a pena mesmo.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: pretoriano em 18 de Fevereiro de 2012, 20:34
Concordo com o Moura!
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2012, 21:31
O outro lado da festa, vale a pena ler
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u764.shtml
Vale a pena assistir
http://www.rioecultura.com.br/video.asp?video_cod=121
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 19 de Fevereiro de 2012, 15:20
Mano Carlos, primeiro me diga se és o Cunha que participava do Paltalk, Este era uma amigo muito querido meu.
Voltando ao tema:
quem apertou a nádega da menina, o fez só porque era carnaval?
amigo a ação demonstra uma deselegância, tremenda, e mostra bem a classe de pessoa que o fez, isso acontece nos trens todos os dias, a última da moda triste é o estupro nos ônibus e não em bairros de subúrbio, mas no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro.
Vou lhe dizer uma coisa, mesmo sendo Espírita, e velho, se eu presenciasse uma cena destas por certo arrumaria uma confusão pois iria me manifestar.
Eu sou assim,  aos sessenta e três anos ainda "compro" brigas por outros que nem conheço.
Tal como acudo em casos como o que me aconteceu no metro quando um homem caiu desfalecendo por infarto. O único que se acercou dele e lhe mediu a pressão, e desabotoou o camisa e afrouxou a gravata fui eu e um amigo ainda me dizia "Cara, larga dele ele pode te passar alguma doença."
Eu porém não me preocupo com essas bobagens, quando vejo já agi.
E não tem turma  que me pare mano, faço de maneira automática.

SMalfeitores se ajuntem para fazer o mal? - Com certeza que não, isso é fato. Porém, segue situação/exemplo abaixo.

Para que os jovens caiam nas armadilhas dos tantos vícios? - Com certeza que não, isso é fato. Porém, segue situação/exemplo abaixo.

Para que pessoas sérias possa sair do sério? - Com certeza que não, isso é fato.

EXEMPLO -  Como só posso dar testemunho daquilo que vi ou realmente aprendi, eu estava com uma amiga em um ponto de ônibus e um trio de rapazes, ao se aproximar de nós, apertou a nádega dela. Óbvio que ela reclamou. Sabe o que ouvimos de resposta? Oooo Gata, relaxa. É carnaval. Se ele era sério, não sei, mas é um exemplo prático que determinados(as) pessoas se aproveitam do Carnaval.

Ah meus manos, quantas bobagens bem escritas se prescreve entre o movimento espírita, para afastar o aluno da doutrina do seu ensino maior... - "Bobagens" ? Não é discussão de campo Pessoal, pois diria a mesma coisa para qualquer um dos moderadores do FE, só que neste sentido, você é o único que se expressa "sem papas na língua", se assim posso dizer.

Melhor não seria que ao invés de gastarmos, uma folha sequer de papel para escrevermos sofismas, escrevêssemos apenas aquilo que enalteça o aprendizado e que viesse a trazer mais luz aos que pretendem ao progresso moral?
- “Sofisma”, segundo o Aurélio, é um “argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta”; “argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro”; “engano, logro, burla, tapeação”

Logo, quem escreveu o artigo se enquadra nessa definição?

Vale a pena que pensemos nisso... - Realmente, vale a pena mesmo.
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Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: João Marcelo em 21 de Fevereiro de 2012, 03:33
Querido amigo Mourarego,

Você iniciou uma pergunta interessante: " Será necessário que haja um período como o do carnaval para que:"

Eu tenho 17 anos, nunca fui em festa alguma mais segundos conhecimentos consedidos a mim acho que posso responder sua pergunta.

"Será necessário que haja um período como o do carnaval para que:"

Eu penso seriamente sobre isso também, mais acredito que tudo tenha um propósito. Questionar é a forma humana de ver as coisas. Afinal até onde vai as melindragens terrenas, as doenças, as dificuldades...
Mas tambem acredito que possa ser uma forma de avaliar se podemos ou não evoluir para um mundo superior sem receio
.

"Para que os jovens caiam nas armadilhas dos tantos vícios?"

 Os jovens são sempre os mais afetados, pois estão em uma fase onde o instinto humano e suas necessidades falam mais alto, ou seja a forma de pensar, raciocinada físicamente dizendo irá progredir somente alguns anos depois, e por esse motivo são alvos faceis de malfeitores, pois ainda estão formando a sua opnião sobre o mundo...

Para finalizar,
Como disse anteriormente questionar é a forma humana de fazer, evoluir e a forma espiritual de dizer estou pronto para a próxima etapa. Talvez outras pessoas como eu podem estar pensando, então o que vamos fazer? Deixar eles se matarem? Até quando? E as outras vidas?

Infelizmente é triste, mais orar e tentar melhorar o mundo com o estudo para mim é a forma mais conveniente à se fazer. Como fazer isso? Apenas o tempo e as oportunidades Divinas podem responder...

OBS: As respostas estão em negrito na cor vermelha

Espero que me compreendem.
Excelente Dia/Tarde/Noite

Que os Guias e os Bons Espiritos estejam conosco! ;)
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Zé Ninguém em 21 de Fevereiro de 2012, 11:18
Olá Macili!
Muito obrigada pelo texto.
Importante reflexão..
Já o tinha lido mas é sempre bom relembrar.
Por trás das belas fantasias, das cores e existe todo um universo muito triste.
Mas poucos conseguem ver, eu mesma já pulei muito carnaval,Rio, Salvador, Sul da Bahia, Micaretas pelo Brasil afora, mas hoje, tenho uma outra visão da festa.
Hoje evito a todo custo participar de festas de carnaval, prefiro passar estes dias em ambientes mais amenos, menos densos.
Como seria bom que conseguíssemos reunir tanta gente quando o objetivo fosse uma causa nobre..
Um carnaval em Salvador custa na ordem de 5000 a 10000 reais, imagine se todo este dinheiro em vez de direcionado á bebidas e pomiscuidade fosse dirigido ao próximo?
Infelizmente, para a grande maioria o carnaval é apenas uma justificativa para liberar os instintos primitivos que guardamos escondidos lá no íntimo do ser..
Executivos, médicos, advogados, toda sorte de trabalhadores se comportando de forma degradante, muito semelhante aos nossos antepassados nas lamentáveis festas de Baco da antiguidade..
Os resquícios da animailidade eclodem de forma gritante neste período do calendário humano.
Nosso planeta fica envolvido por uma névoa escura, situação bem diversa do período do Natal, onde os pensamentos elevados das pessoas envolvem a Terra em uma vibração de luz..
O carnaval não torna ninguém "mau", de certo o que acontece neste período acontece em qualquer circunstância, mas é como se no carnaval tudo fosse permitido e não houvesse a mesma censura que haveria se fosse em outra situação.
É a bebederia exagerada e o sensualismo exacerbado que marcam o carnaval por trás do colorido da festa.
Houve um tempo em que o carnaval tinha um "quê" de lúdico, onde o que se via eram brincadeiras sem maldade, numa ingenuidade quase que infantil, mas este tempo passou e o que observamos hoje é uma triste festa que certamente mais nos aproxima da animalidade que da angelitude.
Um grande abraço
Susana
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 21 de Fevereiro de 2012, 13:20
Mano João Marcelo, obrigado pelas repostas.
Mas, note uma coisa, não existem outras vidas, pois quem desce ao túmulo, morrendo, é o corpo mas o Espírito continua vivo e obrando. por isso o termo é RE- encarnar.
A questão das festividades  podem conter algo de avaliação, mas não por parte de Deus, mas sim nossa mesmo.
Asim, se vamos a uma festa, qualquer uma, e não nos excedamos, qual o mal que isso nos pode trazer? Nenhum.
Do contrário, se mesmo sem estarmos na avenida ou em qualquer clube , nos portemos mal, nos excedamos, mesmo sós, por certo haverá grande mal nisso.
A responsabilidade é sempre nossa meu mano, não de outrem ou de uma data.
As questões de datas são apenas heranças de priscas eras, como mesmo a do natal que apareceu ao tempo do solstício que era uma festa onde se celebrava a grande colheita etc, logo uma festa mundana.
Não se tem, até hoje, uma datação correta ou comprovada para o nascimento e mesmo para o local de nascimento de Jesus.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Zé Ninguém em 21 de Fevereiro de 2012, 13:43
texto interessante que complementa o assunto.
Abraços
Susana

“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso
“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”.
Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval.
O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.
Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.
 
No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval.
 
Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.
 
No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”.
 
Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.
 
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo.
 
O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: - “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.
A carne nada vale:
 
O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra.
 
Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
 
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.
 
Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento.
 
Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.
 
Processo de loucura e obsessão:
As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”.
 
Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
 
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura.
 
 
Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.
 
Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apóstolo da caridade no Brasil”.
Fonte: Revista Visão Espírita
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Zé Ninguém em 21 de Fevereiro de 2012, 13:45
Programa Transição, 15 fev. - Carnaval - Parte 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUZ5cTlfcFJ5a3IwJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCM=)

Programa Transição - Carnaval - Divaldo Franco 2ª Parte (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVRURnVxbjZHazVnJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCN3cw==)
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 21 de Fevereiro de 2012, 13:57
Novamente, chovem as considerações exaradas das mentes humanas enquanto a doutrina ensina que estas são as exceções.
Gente, uma consideração há de ser buscada na doutrina e não em outras fontes, mormente quando estas estejam em dissonância para com elas.
dissonância sim, posto que representam as exceções, que mesmo sendo muitas, não passam disso. Exceções.

A qualquer um, dotou a Providencia de razão e intelecto, deixando o Espírito sempre a cavaleiro da ação a ser perpetrada.
Se há erros ou excessos ou mesmo os dois, é sempre responsabilidade do Espírito, encarnado ou não.
Quando um orador, aponta apenas para i]um dos lados, cai no terreno da "maquiagem" ideal,  este sim um grave erro já que a notoriedade que alguns desfrutam torna-os para o vulgo como cultores da idéia doutrinaria e que, exatamente por só apontarem para um dos lados da mensagem tornam-se falsos  para o todo desta mensagem.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 22 de Fevereiro de 2012, 20:25
Concordo com o Divaldo.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: macili em 22 de Fevereiro de 2012, 23:28

Olá queridos Amigos


Agradeço a valiosa participação e colaboração no tópico.

Muita paz e harmonia!!!


Macili




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A Doutrina Espírita nada proíbe ou obriga. Apenas mostra o caminho, esclarecendo quais são as conseqüências dos nossos atos, mostrando aos homens o que o mal acarreta, mas respeitando o nosso livre-arbítrio.

O Espiritismo esclarece que o pensamento altera o meio, atrai pensamentos semelhantes.

Aos que gostam do Carnaval, busquem a diversão de forma sadia, sem abusos, tentando manter sempre a integridade psico-espiritual.

Lembremos que a desonestidade, a falsidade, a inveja, o perjúrio, a vingança, a perversidade, o crime, a cólera, o egoísmo, sempre serão nocivos, pois conduzem o homem a grandes sofrimentos, independente da época em que sejam praticados.


Fonte: Espírita na NET.





Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: macili em 22 de Fevereiro de 2012, 23:41
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No Carnaval...


Era fevereiro. Um bloco carnavalesco avançava pelas ruas da cidade. Cerca de cem integrantes fantasiados cantavam, dançavam, sorriam. O bloco de desencarnados, porém, era muito maior. Aproximadamente quinhentos espíritos acompanhavam o grupo, numa perfeita simbiose.

Em comum entre encarnados e desencarnados, havia o desconhecimento sobre onde acaba a alegria e começa o abuso. Contagiante, o bloco de “vivos” e “mortos” prosseguia.

Um jovem, na casa dos dezesseis anos, observa a folia sentado na sarjeta. Embora nascido em berço de ouro, era desnudo de afeto e subnutrido de educação. Atendendo a ordem de espíritos zombeteiros, um dos integrantes do bloco convida o adolescente a dançar. Oferece-lhe um cigarro recheado com erva alucinógena.

Dança, canta e ri. Não sabe que, mais tarde, seu vício sustentará traficantes, enquanto aproveitadores desencarnados o atirarão em perturbações de consequências imprevisíveis.

Mais adiante, outra jovem assiste a turba. Na véspera, havia sofrido terrível desilusão amorosa, que Ihe destruíra os mais singelos planos de felicidade. Abatida, atira-se ao bloco, numa atitude mais de desespero do que de alegria. Dança, canta e ri. Retorna ao lar e, embriagada e deprimida, põe fim à vida cortando os pulsos.

Num bar de esquina, mais um transeunte se interessa pela algazarra. Depois de alguns goles, atende ao chamado de entidades fanfarronas e junta-se ao bloco. Dança, canta e ri. De volta para casa, encontra a esposa chorando seu abandono. Mantém breve discussão com a companheira para, logo depois, deixar o lar, levado pelo efeito do álcool.

O bloco passa. Todos dançam, cantam e riem. Ninguém sabia, porém, que naquele dia, em menos de uma hora, a cidade ganhara uma suicida, um viciado e um lar destruído.




Do livro 'Vida e Renovação' - Clayton Levy (ditado por Espíritos diversos)
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 23 de Fevereiro de 2012, 14:49
O texto tenta transmitir um ensino mas esbarra na falsa moral.
na verdade o pior mesmo é este parágrafo:
"O bloco passa. Todos dançam, cantam e riem. Ninguém sabia, porém, que naquele dia, em menos de uma hora, a cidade ganhara uma suicida, um viciado e um lar destruído."

Eu lhes pergunto: O que qualquer doutrina ou qualquer um de nós tem a ver com quem, se suicida ou se vicia e por isso vem a morrer?
Nada. Não somos salvadores do mundo, somos seres que estão aprendendo a se modificar, mas qual, já queremos sair profetizando uma evolução da qual nem ainda participemos.
por favor, o ideal da doutrina, seu foco principal, é a transformação de cada um de nós por nossos próprios meios, logo, se outro se vicia, é que não cumpriu direito sua missão para consigo mesmo e culpar a quem estivesse  apenas a se divertir é no mínimo mentiroso.
Abraços,
Moura

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Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 23 de Fevereiro de 2012, 15:48
Peço que o irmão Moura me explique o seguinte, de uma de suas respostas anteriores, pois afirmou que nossos irmãos da Equipe de redação do Momento Espírita estão escrevendo Sofismas.

“Sofisma”, segundo o Aurélio, é um “argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta”; “argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro”; “engano, logro, burla, tapeação”

O Irmão crê realmente que os mesmos estão realmente agindo de má-fé? A ponto de tapearem a Moderadora, criadora do tópico?
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 23 de Fevereiro de 2012, 16:53
Mano Carlos Cunha,
não conhecendo intimamente a maninha Macilli, dela nada posso afirmar.
mas conheço muito e bem a tônica que alguns dos escritores presentes na redação do Momento Espírita e sim, alguns tentam a todo custo, solidificar a idéias roustainguista que acredito oque o amigo não conheça mas que está presente e insuflando uns contra outros desde o início da divulgação espírita em nosso país.
Outrossim e agora em caráter geral, digo sem medo de erro, que alguns de nós ainda não se aperceberam do modo como devem tomar para estudo qualquer página.
Prova disso é que alguns só se exprimem por um "adorei"ou ainda, "Excelente texto", mas não se arremetem a dizer o porque, segundo o pensamento espírita ou seja, das proposições ensinadas pelas obras básicas, e é assim que se deva proceder, diz kardec.
na verdade meu mano, o debate não está dizendo respeito ou a moderadora, criadora do tópico, e nem mesmo À redação do Movimento Espírita, mas sim ao meio espírita brasileiro, conhecido também com o movimento espírita.
A Existência dos sofistas em nosso meio é declara já de há tempos por muitos e consagrados autores espíritas como Herculano Pires, Deolindo, etc...
Se alguns da redação agem de má fé, ou por simples ligação ao roustainguismo, outros na mesma redação não agem assim vale lembrar.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 23 de Fevereiro de 2012, 20:31
Outra coisa, que parece passar desapercebida e nunca respondida.

Tenho posto comentários dizendo que não é apenas no Carnaval que determinadas coisas acontecem, agora dizer que o mesmo não facilita que as mesmas aconteçam é querer tapar o sol com a peneira.

Cai no mesmo erro dos que dizem que SÓ no carnaval que acontece.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Hebe M C em 23 de Fevereiro de 2012, 21:09
É bom sair cunho  pessoal e ir para o debate de idéias.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 23 de Fevereiro de 2012, 21:15
Hebe, sobre debate de idéias, ler a última mensagem, por favor.

Sobre mensagens de cunho pessoal não pode! OK! Ponto para a moderação! Mas acusar outros irmãos espíritas de estarem agindo de ma-fé pode?

Seria então melhor colocar de forma clara pois nem todos tem o conhecimento do real significado de várias palavras, como é o exemplo da palavra Sofisma.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Hebe M C em 23 de Fevereiro de 2012, 21:16
Carlos o topico fala sobre Carnaval, cada um analisa o texto e coloca o que acha a respeito 
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 23 de Fevereiro de 2012, 23:52
Mana Hebe, já entendi o que realmente pode colocado aqui.

Obrigado pelo esclarecimento.

Fica com Deus,

Carlos.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2012, 13:30
Mano Carlos, responda por si mesmo:
O carnaval lhe facilita atitudes menos louváveis?
Abraços,
Moura
Outra coisa, que parece passar desapercebida e nunca respondida.

Tenho posto comentários dizendo que não é apenas no Carnaval que determinadas coisas acontecem, agora dizer que o mesmo não facilita que as mesmas aconteçam é querer tapar o sol com a peneira.

Cai no mesmo erro dos que dizem que SÓ no carnaval que acontece.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 24 de Fevereiro de 2012, 14:52
Se eu as quisesse ter, facilitaria.

O clima é outro e quem tem certas dificuldades, cai no tentação que tem dentro de si mesmo.

O argumento continua válido;

Tenho posto comentários dizendo que não é apenas no Carnaval que determinadas coisas acontecem, isso é fato agora dizer que o mesmo não facilita que as mesmas aconteçam é querer tapar o sol com a peneira.

Cai no mesmo erro dos que dizem que SÓ no carnaval que acontece.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2012, 15:01
Pronto mano, você respondeu bem já na primeira frase.
Afinal, temos o que queremos logo a coisa está toda na Vontade e não no perigo de se cair ou não na tentação.
Até porque em termos de doutrina, podemos sempre fugir e com muita facilidade deste tipo de assédio.
Entendeu o ponto? A questão está em que falamos pelos outros, mas o que nos interessa é sabermos de nós mesmos.
Afinal que nos acontece, não necessariamente há de acontecer obrigatoriamente aos outros.
Somos Universos finitos em nós mesmos.
abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 24 de Fevereiro de 2012, 15:15
Respondido na primeira não, e sim no comentário pois estamos falando de carnaval e não de outra época.

O Carnaval facilita, sim.

Se você acha que não, é outra história.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2012, 15:21
Mano Carlos,
antes de responder, avalie bem o enfoque dado à questão.
Você disse:
"Se eu as quisesse ter, facilitaria."

Aqui está toda a doutrina meu amigo, posto que nada acontece sem o matiz da vontade.
Isso, não s[ó para o Carnaval, mas em tudo o que se acerque de nossas atitudes e atos durante o plano encarnado e mais ainda sob o manto da desencarnação.
meu mano, eu não me afasto do ensino doutrinário, e não respondo apenas sob a minha idéia ou conhecimento, não faço doutrina apenas a sigo.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 24 de Fevereiro de 2012, 15:57
A idéia a ser analisada é;

""Tenho posto comentários dizendo que não é apenas no Carnaval que determinadas coisas acontecem, agora dizer que o mesmo não facilita que as mesmas aconteçam é querer tapar o sol com a peneira.

Cai no mesmo erro dos que dizem que SÓ no carnaval que acontece.""

O problema é de ordem Moral, é lógico. Porém, quantas pessoas não precisam de uma situação comum, contando com o apoio da "massa", em determinadas festas, para dar vazão aos seus desvios morais? E o Carnaval é uma delas.

Logo, quando eu digo que facilita acontecer em momento algum estou dizendo que só acontece no Carnaval. Mais claro que isso, impossível. Não adianta escrever Y e ser interpretado como Z.

E sobre;
""meu mano, eu não me afasto do ensino doutrinário, e não respondo apenas sob a minha idéia ou conhecimento, não faço doutrina apenas a sigo.""?

Ta bom então.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2012, 16:20
Amigo Carlos, insisto,
o Tópico trata APENAS do tema Carnaval, e para que não se perca o foco central, seria de melhor alvitre que se abrisse, para falar em outras minudências um tópico para este fim.
Questão de arregimentação de idéias e de formatação do fórum mano, apenas isso.
Quanto ao seu "Tá bom", este não me assiste uma resposta pois veio fora de foco...
abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 24 de Fevereiro de 2012, 16:30
Respondi pelo Carnaval. Não citei outras festas nominalmente.

Vamos manter o foco, como você mesmo disse.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2012, 16:55
Desculpe-me mano Carlos mas não foi isso que o amigo escreveu no comentário #28 deste tópico onde aparece a começo:
"A idéia a ser analisada é;

"Tenho posto comentários dizendo que não é apenas no Carnaval que determinadas coisas acontecem, agora dizer que o mesmo não facilita que as mesmas aconteçam é querer tapar o sol com a peneira."

Ou terei me enganado?
abraços,
Moura

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Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 24 de Fevereiro de 2012, 17:12
Para variar, enganado na interpretação.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2012, 13:20
A verdade está nos fatos e estes são corroborados por sua escrita amigo Carlos.
abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 25 de Fevereiro de 2012, 14:02
A parte grifada em vermelho por você só afirma o que eu tenho dito. O Tópico é sobre Carnaval. É necessário citar outra festividade, por acaso? Claro que não.

Se em outras festividades/datas acontecem os excessos, deixa para outro tópico, como você mesmo disse, só que o meu foco tem sido o Carnaval.

Será possível voltar a falar do Carnaval, já que que eu escrevi pedra e você esta entendendo tijolo?

Como você mesmo diz, vamos sair do cunho pessoal e voltar ao debate de idéias.

Carlos.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2012, 14:05
De fundo, mano Carlos, concordamos que não é apenas o carnaval que facilita a decaída.
Sabemos todos que sendo da vontade o maior apelo, é esta que, contaminada, faz a sugestão mais forte.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 25 de Fevereiro de 2012, 14:10
Exato.

E o que estou dizendo insistentemente;

Que o Carnaval facilita sim essa decaída, assim como outras festividades. O problema é que determinadas pessoas acham que é unicamente no Carnaval que acontece. Engano puro.

Carlos.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 14:46
Eu coloquei lá atrás algo sobre o beneficio social que o Carnaval traz para comunidades carentes que dele participam.

A visão as vezes fica tão restrita só ao mal, que até duvidam, sem ir loco verificar, que tais auxílios existam, chegam a dizer sem testemunhar que isso é apenas para mascarar.

Não me refiro especificamente a ninguém, mas quem já viu esse trabalho de perto , sabe que a reportagem que eu trouxe é verídica e se esquecem que Deus , transforma o mal no bem, ou seja, falta de Fé no que Deus permite ou deixa de permitir.

Se não fosse pela força da arte e da musica, esse povo não apareceria e estaria mergulhado  no esquecimento social como vemos quase sempre.

Só uma correção para que não entendam mal as minhas palavras, festa, música, talento, ritmo , identidade de um povo , não é um mal e deve se manisfestar, o mal vem do uso que se faz nessas ocasiões.

Um Abç

Hebe
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2012, 14:54
Exatamente maninha Hebe,
e o pior é que sem a presença social do Poder Público nesses locais o convite ao crime seria mais fácil de ser aceito.
Nesse ponto, as diversas agremiações que nasceram nas comunidades carentes, e que em sua maioria pertencem as escolas de sambam, estão fazendo o papel do Estado.
Quem não vê a isso ou ignora os fatos, ou não lê aos jornais, ou apenas repete o ditado que provém daquilo que seu coração está cheio como disse Jesus.
Simples assim.
Abraços,
Moura
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Carlos Cunha em 25 de Fevereiro de 2012, 14:59
Para quem mora no Rio de Janeiro é fácil de constatar isso. Ainda mais para quem mora perto da Mocidade, como é o meu caso.

Jesus, com sua sabedoria que estamos longe de entender, disse bem que só falamos do que esta cheio o nosso coração, logo, isso vale para todos, sem exceções, tanto para os que criticam apenas o Carnaval como para aqueles que criticam quem só vê o lado ruim do mesmo, repetindo o ditado, como exposto acima.

Carlos.
Título: Re: O outro lado da festa
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2012, 15:18
Exatamente mano Carlos, mas veja: ao afirmar aquilo que o amigo afirma o próprio Jesus só nos disse aquilo que refletia o algo que seu coração estivesse cheio, e é isso que denota a diferença entre os que alertam e para os que apenas fazem um alarme do falso.
Como há esta concordância entre nós, de que não só o Carnaval possa (eu usei o verbo poder), facilitar a que certos Espíritos atendam ao convite da ignorância (por sua vontade própria e não por obsessão), creio que falamos a mesma língua.
Disso promana, que cada um só fala daquilo que lhe está repleto o coração, mas há uma diferença qualitativa e moralmente diferenciada entre um e outro.
Aquele que alerta, há de responsavelmente, mostrar os dois lados, diferentemente faz o alarmista, que só mostra um dos lados para robustecer uma tese francamente inexata.
abração,
Moura