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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 29 de Setembro de 2009, 10:07

Título: Missão Espírita 29-09-2009
Enviado por: Victor Passos em 29 de Setembro de 2009, 10:07
Ola bom dia companheiros e muita paz

Missão Espírita



          Ruge na Terra tormenta renovadora.

          O mundo social assemelha-se a grande cidade hesitando nos fundamentos.

          O colapso de valores seculares da civilização, embora exprima ansiedade pelo que é novo, lembra a destruição de antigo cais, efetuada imprudentemente, sem construções que o substituam.

          A licença desafia o conceito de liberdade.

          A indisciplina procura nomear-se como sendo revisão de conduta.

          É a tempestade de transição englobando lutas gigantescas e necessárias.

          No entrechoque das paixões e das sombras, a missão espírita há de ser equilíbrio que sane a perturbação e luz que vença as trevas.

          * * *

          Para isso, se trazes o coração alerta na obra criativa e restauradora, recorda que não se te pedem exibições de grandeza na ribalta da experiência.

          Sê a frase calmante que diminui a aflição ou o copo de água simples que alivie o tormento da sede.

          Inumeráveis são as lágrimas, não as aumentes.

          Enormes são os males, não os agraves.

          Problemas enxameiam em toda parte, não os compliques.

          Sofrimentos abarrotam caminhos, não lhes alargues a extensão.

          Conflitos obscurecem a vida, em todos os setores, não os estendas.

          * * *

          Muita vez, perante as dificuldades dos tempos novos, solicitas aviso e rumo do Plano Superior para o seguro desdobramento dos deveres que te cumpre desempenhar. E, sem dúvida, os poderes da Vida Maior não te recusarão esclarecimento e roteiro. Entretanto, é justo ponderar que, se esperamos pelas Forças Divinas, as Forças Divinas igualmente esperam por nós. Saibamos, conseqüentemente, prestigiá-las e acolhê-las, em nossa área de trabalho e de ideal, estimulando a sementeira da paz e fortalecendo o serviço de elevação.

Livro: Mãos Unidas
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


      Muita Paz
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Mensageiro da LUZ DIVINA em 12 de Janeiro de 2010, 15:51

***Boa tarde Companheiro da Luz.





““ À semelhança de Jesus, utiliza a verdade, a severidade, a honradez

docilmente, com amor, porquanto só o amor em qualquer circunstância consegue o milagre

da renovação, da esperança e da legítima saúde espiritual”.” 


Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco







FALTA DE FORMAÇÃO DOUTRINÁRIA




Sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente.


E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo.


Essa a razão por que os Espíritos Superiores confiaram às mãos de Kardec o pesado trabalho da Codificação. Kardec teve de arcar, sozinho, com a execução dessa obra gigantesca.



Porque só ele estava em condições de realizá-la. Depois de Kardec, o que vimos?



Léon Denis foi o único dos seus discípulos que conseguiu manter-se à altura do mestre, contribuindo vigorosamente para a consolidação da Doutrina.



Era, aparentemente, o menos indicado.



Não tinha a formação cultural de Kardec, residia na província, não convivera com ele, mas soubera compreender a posição metodológica do Espiritismo e não a confundia com os desvarios espiritualistas da época.



Depois de Denis, foi o dilúvio. A Revista Espírita virou um saco de gatos. A sociedade



Parisiense naufragou em águas turvas.



A Ciência e a Filosofia Espíritas ficaram esquecidas.



O aspecto religioso da Doutrina transviou-se na ignorância e no fanatismo.




Os sucessores de Kardec fracassaram inteiramente na manutenção da chama espírita, na França.



E, quando a Arvore do Evangelho foi transplantada para o Brasil, segundo a expressão de Humberto de Campos, veio carregada de parasitas mortais que, ao invés de extirpar, tratamos de cultivar e aumentar com as pragas da terra.



Tudo isso por quê? Por falta pura e simples de formação doutrinária. A prova está aí, bem

visível, no fluidismo e no obscurantismo que dominam o nosso movimento no Brasil e no

Mundo.



Os poucos estudiosos, que se aprofudaram no estudo de Kardec, vivem como

náufragos num mar tempestuoso, lutando, sem cessar, com os mesmos destroços de

sempre.



Não há estudo sistemático e sério da Doutrina.



E o que é mais grave, há evidente sintoma de fascinação das trevas, em vastos setores representativos que, por incrível que pareça, combatem por todos os meios o desenvolvimento da cultura espírita.




Enquanto não compreendermos que Espiritismo é cultura, as tentativas de unificação do

nosso movimento não darão resultados reais.




Darão aproximações arrepiadas de conflitos,

aumento quantitativo de adeptos ineptos, estimulação perigosa de messianismos individuais

e de grupos.





Flamarion, que nunca entendeu realmente a posição de Kardec, e chegou a

dizer que ele fez obra um tanto pessoal, como se vê no seu famoso discurso ao pé do

túmulo, teve, entretanto, uma intuição feliz quando o chamou de bom senso encarnado.





Esse bom senso é que nos falta.



Parece haver se desencarnado com Kardec, e volatizado com Denis.



Hoje, estamos na era do contra-senso.



Os mesmos órgãos de divulgação doutrinária que pregam o obscurantismo, exibem

pavoneios de erudição personalista, em nome de uma cultura inexistente.



Porque cultura não é erudição, livros empilhados nas

estantes, fichário em ordem para consultas ocasionais.



Cultura è assimilação de conhecimentos e bom senso em ação.


Continua.
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Mensageiro da LUZ DIVINA em 12 de Janeiro de 2010, 15:57
Continuação.



O que fazer diante dessa situação? Cuidar da formação espírita das novas gerações, sem

esquecer a alfabetização de adultos. Mobral: esse o recurso.



Temos de organizar o Mobral do Espírito.



E começar tudo de novo, pelas primeiras letras. Mas, isso em conjunto,

agrupando elementos capazes, de mente arejada e coração aberto.



Foi por isso que propus a criação das Escolas de Espiritismo, em nível universitário, dotadas

de amplos currículos de formação cultural espírita.




Podem dizer que há contradições entre Mobral e nível universitário.



Mas, nota-se, que falamos de Mobral do Espírito.



A Cultura Espírita é o desenvolvimento da cultura acadêmica, é o seguimento natural da cultura atual, em que se misturam elementos cristãos, pagãos e ateus.



Para iniciar-se na cultura espírita, o estudante deve possuir as bases da cultura anterior. “Tudo se encadeia no Universo”, como ensina, repetidamente, O Livro dos Espíritos.



Quem não compreende esse encadeamento, tem de iniciar pelo Mobral.


Não há outra forma de adaptá-lo às novas exigências da nova cultura.


A verdade nua e crua é que ninguém conhece Espiritismo.


Ninguém, mesmo, no Brasil e no Mundo.


Estamos todos aprendendo, ainda, de maneira canhestra.


E se me permito escrever isto, é porque aprendi, a duras penas, a conhecer a minha própria indigência.


No Espiritismo, como já se dava no Cristianismo e na própria filosofia grega, o que vale é o método socrático.


Temos, antes de tudo, de compreender que nada sabemos.


Então, estaremos, pelo menos, conscientes de nossa ignorância e capazes de aprender.
Mas, aprender com quem?


Sozinhos, como autodidatas, tirando nossas próprias lições dos textos, confiantes nas luzes da nossa ignorância?


Recebendo lições de outros que tateiam como nós, mas que estufam o peito de auto-suficiência e pretensão?


Claro que não.


Ao menos isso devemos saber.


Temos de trabalhar em conjunto, reunindo companheiros sensatos, bem intencionados, não fascinados por mistificações grosseiras e evidentes, capazes de humildade real, provada por atos e atitudes.


Assim conjugados, poderemos aprender de Kardec, estudando suas obras, mergulhando em seus textos, lembrando-nos de que foi ele e só ele o incumbido de nos transmitir o legado do Espírito da Verdade.



Kardec é a nossa pedra de toque. Não por ser Kardec, mas por ser o intérprete humilde que foi, o homem sincero e puro a serviço dos Espíritos Instrutores.


É o que devemos ter nas Escolas de Espiritismo.



Não Faculdades, nem Academias, mas, simplesmente, Escolas.


O sistema universitário implica pesquisas, colaboração entre professores e alunos, trabalho conjugado e sem presunção de superioridade de parte de ninguém.


O simpósio e o seminário, o livre-debate, enfim, é que resolvem, e não o magister do passado.


O espírito universitário, por isso mesmo, é o que melhor corresponde à escola espírita.


Num ambiente assim, os Espíritos Instrutores disporão de meios para auxiliar os estudantes sinceros e despretensiosos.


Continua.
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Mensageiro da LUZ DIVINA em 12 de Janeiro de 2010, 16:03
Continuação.


A formação espírita exige ensino metódico mas, ao mesmo tempo, livre.


Foi o que os Espíritos deram a Kardec:


um ensino de que ele mesmo participava, interrogando os mestres e discutindo com eles.



Por isso, não houve infiltração de mistificadores na obra inteiriça, nesse bloco de lógica e

bom senso, que abrange os cinco livros fundamentais de Codificação, os volumes

introdutórios e os volumes da Revista Espírita, redigidos por ele durante quase doze anos

de trabalho incessante.



Essa obra gigantesca é a plataforma do futuro, o alicerce e o plano de um novo mundo, de uma nova civilização.


Seria absurdo pensar que podemos dominar esse vasto acervo de conhecimentos novos, de conceitos revolucionários, através de simples leituras individuais, sem método e sem pesquisa.


Nosso papel, no Espiritismo, tem sido o de macacos em loja de louças.


E incrível a leviandade com que oradores e articulistas espíritas tratam de certos temas, com uma falsa suficiência de arrepiar, lançando confusões ridículas no meio doutrinário.



Temos de compreender que isso não pode continuar.



Chega de arengas melífluas nos Centros, de oratória descabelada, de auditórios basbaques,


batendo palmas e palavreado pomposo.



Nada disso é Espiritismo.


Os conferencistas espíritas precisam ensinar Espiritismo – que ninguém conhece – mas para isso precisam, primeiro aprendê-lo.


Precisamos de expositores didáticos, servidos por bom conhecimento doutrinário,

arduamente adquirido em estudos e pesquisas. Expor os temas fundamentais da Doutrina,

não é falar bonito, com tropos pretensamente literários, que só servem para estufar

vaidade, à maneira da oratória bacharelesca do século passado.



Esse palavrório vazio e presunçoso não constrói nada e só serve para ridicularizar o


Espiritismo ante a mentalidade positiva e analítica do nosso tempo.


Estamos numa fase avançada da evolução terrena.



Nossa cultura cresceu espantosamente nos últimos anos e já está chegando à confluência

dos princípios espíritas em todos os campos.



A nossa falta de formação cultural espírita não

nos permite enfrentar a barreira dos preconceitos para demonstrar ao mundo que

Espiritismo, como escreveu Humberto Mariotti, é uma estrela de amor que espera no

horizonte do mundo o avanço das ciências. E curiosa e ridícula a nossa situação.



Temos o futuro nas mãos e ficamos encravados no passado mitológico e nas querelas medievais.


Mas, para superar essa situação, temos de aprender com Kardec. Os que pretendem superar Kardec, não o conhecem.


Se o conhecessem, não assumiriam a posição ridícula de críticos e inovadores do que, na verdade, ignoram. Chegamos a uma hora de definições.


Precisamos definir a posição cultural espírita perante a nova cultura dos tempos novos.


E só faremos isso através de organismos culturais bem estruturados, funcionais, dotados de recursos escolares capazes de fornecer, aos mais aptos e mais sinceros, a formação cultural de que todos necessitamos, com urgência.



J. Herculano Pires

(Texto retirado do livro O Mistério do Bem e do Mal).

Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 13 de Janeiro de 2010, 14:45
***Boa tarde querido amigo, Victor Passos.



Divulgação espírita.



…efetivamente , as vossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam a trabalho árduo no que se refere à implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita a que fomos traduzidos a servir.


…em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos nos companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas, enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação.


…compreendamos que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca, de que não vos será licito desertar.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição eqüitativa e plena dos valores espirituais, tanto quanto possível, em benefício de todos.


…devotemo-nos à cúpula, de vez que em qualquer edificação o teto é a garantia da obra, no entanto, é forçoso recordar que a estrutura e o piso são de serventia preciosa, cabendo-lhes atender à vivência de quantos integram no lar a composição doméstica.



Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de nossas realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das idéias é conclamada e benéfica, em auxílio da coletividade.



…não vos isoleis em qualquer pontos de vista, sejam eles quais forem.



…estudai todos os temas da Humanidade e ajustai-vos ao progresso cujo carro prossegue em marcha irreversível.


…observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários ao bem geral.



Nem segregação sistemática na cultura acadêmica, nem reclusão absoluta nas afirmativas

do sentimento.



…vivemos um grande minuto na existência planetária no qual a civilização para sobreviver

há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o cérebro, de tal modo, que o

coração não seja sufocado pelas aventuras da inteligência.



Equilíbrio e justiça.



Harmonia e compreensão.



Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita, no rumo do entendimento fraternal.

…todos necessitamos de luz renovadora.



Imperioso saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo de hoje, em

todos os distritos da opinião.



…congreguemo-nos todos na mesma formação de trabalho, conquanto se faça

imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete.



Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e nenhum endosso à

violência sob a desculpa de progresso.



Continua.
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 13 de Janeiro de 2010, 14:50
Continuação.



…todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir, pensar e fazer.




…os melhores necessitam do Espiritismo para não perder o seu próprio gabarito nos domínios da elevação.



Os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dele para se alterarem de condição.



Os felizes reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas facilidades que transitoriamente lhes enfeitam as horas.



Os menos felizes pedem-lhe o socorro, a fim de se apoiarem na certeza do futuro melhor.



Os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem perante a experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física esperam-lhe o auxílio para suportarem com denodo e proveito as lições que o mundo lhes reserva na hora crepuscular.



…tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar, levantar, construir.


…não nos iludamos.



Hoje dispondes da ação, do corpo que envergais; amanhã seremos nós, os amigos desencarnados, que vos substituiremos na arena do serviço.




A nossa interdependência é total.



…ante a imortalidade, estejamos convencidos de que voltaremos sempre à retaguarda para corrigir-nos, retificando os erros que tenhamos, acaso, perpetrado.



Mantenhamo-nos vigilantes.



…Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos numerosos de orientação e conduta.



Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e de outro, porque,

realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação do Espiritismo exigem

ainda muito esforço de nossa parte para serem, por fim, atingidos.



…reflitamos: sem comunicação não teremos caminho.



…estudemos e revisemos todos os ensinos da Verdade, aprendendo a criar estradas

espirituais de uns para os outros.



Estradas que se pavimentem na compreensão de nossas necessidades e problemas em

comum, a fim de que todas as nossas indagações e questões sejam solucionadas com

eficiência e segurança.



…sem intercâmbio não evoluiremos: sem debate, a lição estanque no poço da inexperiência,


até que o tempo lhe imponha a renovação.



…trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. E guardemos a convicção de


que, na Bênção do Senhor, estamos e estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje


quanto amanhã, agora e sempre.
Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Bezerra, Chico e Você

Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 14 de Janeiro de 2010, 13:54
Ola Amiga Cravo do Poeta
Muita paz

 Em que o Espírita acredita



          A resposta completa a esta pergunta seria muito extensa. Tentaremos resumi-la em poucas linhas, abrangendo os pontos necessários a uma noção geral, porém correta.

          Espiritismo vem de espírito. Allan Kardec constatou experimentalmente que os espíritos são seres inteligentes que vivem fora da matéria, isto é, têm uma vida independente de corpos como os nossos. Eles povoam o Universo (não estão num céu, num inferno, ou numa região circunscrita qualquer).

          Além disso, os Espíritos não são apenas observadores passivos do mundo material, sem possibilidade de nele interferir. Convivem conosco, influenciam nossos pensamentos e nossa vida e agem nos fenômenos da Natureza.

          Os Espíritos são as almas daqueles que viveram na Terra ou em outros planetas. Nós, seres humanos, somos Espíritos encarnados.

          Há Espíritos em todos os graus de evolução intelectual e moral. Deus os criou simples e ignorantes e, por terem livre-arbítrio, uns progridem mais depressa que outros, de acordo com seus esforços e sua vontade. Este progresso é possível mediante inúmeras reencarnações e, mais cedo ou mais tarde, todos alcançarão a perfeição e a felicidade dos Espíritos puros.

          Sua felicidade ou infelicidade, na vida espiritual, depende do bem ou do mal que praticaram durante a existência corpórea e do seu grau de adiantamento.

          Os Espíritos podem comunicar-se com os homens através da mediunidade (uma faculdade humana que permite sentir a influência dos Espíritos e transmitir os pensamentos deles).

          A filosofia espírita está explicada, clara e objetivamente, em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Livro: Um pouco por dia
Rita Foelker

      Muita Paz
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 14 de Janeiro de 2010, 17:39
***Boa tarde amigo.



A Necessidade do Esforço



Conta-se que, no princípio da vida terrestre, o alimento das criaturas era encontrado como oferta da Divina Providência, em toda parte.


Em troca de tanta bondade, o Pai Celeste rogava aos corações mais esforço no aperfeiçoamento da vida.


O povo, no entanto, observando que tudo lhe vinha de graça, começou a menosprezar o serviço.


O mato inútil cresceu tanto, que invadia as casas, onde toda a gente se punha a comer e dormir.


Ninguém desejava aprender a ler.


A ferrugem, o lixo e o mofo apareciam em todos os lugares.


Animais, como os cães que colaboram na vigilância, e aves, como os urubus que auxiliam nas obras de limpeza, eram mais prestativos que os homens.


Vendo que ninguém queria corresponder à confiança divina, o Pai Celestial mandou retirar as facilidades existentes, determinando que os habitantes da Terra se esforçassem na conquista da própria manutenção.


Desde esse tempo, o ar e a água, o Sol e as flores, a claridade das estrelas e o luar continuaram gratuitos para o povo, mas o trabalho forçado da alimentação passou a vigorar como sendo uma lei para todos, porque, lutando para sustentar-se, o homem melhora a terra, limpa a habitação, aprende a ser sábio e garante o progresso.


Deus dá tudo.


O solo, a chuva, o calor, o vento, o adubo e a orientação constituem dádivas dEle à Terra que povoamos e que devemos aprimorar, mas o preparo do pão de cada dia, através do nosso próprio suor e da nossa própria diligência, é obrigação comum a todos nós, a fim de que não olvidemos o nosso divino dever de servir, incessantemente, em busca da Perfeição.


* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 15 de Janeiro de 2010, 20:00
Ola Cravo do Poeta

Muita paz

Em Favor Dele

Livro: Quem tem medo da Morte
Richard Simonetti


                Se cultivas um princípio religioso, sabes que a morte não é o fim. O Espírito eterno, com os potenciais de inteligência e sentimento que lhe definem a individualidade, simplesmente deixa o cárcere da carne, qual borboleta livre do casulo, rumo à amplidão.

                Raros, entretanto, estão preparados para a grandiosa jornada. Poucos exercitam asas de virtude e desprendimento.

                Natural, portanto, que o ?morto? experimente dificuldades de adaptação à realidade espiritual, principalmente quando não conta com a cooperação daqueles que comparecem ao velório, no arrastar das horas que precedem o sepultamento.

                O burburinho das conversas vazias e dos comentários menos edificantes, bem como os desvarios da inconformação e o desequilíbrio da emoção, repercutem em sua consciência, impondo-lhe penosas impressões.

                Se é alguém muito querido ao teu coração, considera que ele precisa de tua coragem e de tua confiança em Deus. Se não aceitas a separação, questionando os Desígnios Divinos, teu desespero o atinge, inclemente, qual devastador vendaval de angústias...

                Se é o amigo que admiras, por quem nutres especial consideração, rende-lhe a homenagem do silêncio, respeitando a solene transição que lhe define novos rumos...

                Se a tua presença inspira-se em deveres de solidariedade, oferece-lhe, na intimidade do coração, a caridade da prece singela e espontânea, sustentando-lhe o ânimo.

                Lembra-te de que um dia também estarás de pés juntos, deitado numa urna mortuária e, ainda preso às impressões da vida física, desejarás, ardentemente, que te respeitem a memória e não conturbem teu desligamento, amparando-te com os valores do silêncio e da oração, da serenidade e da compreensão, a fim de que atravesses com segurança os umbrais da Vida Eterna...




Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 16 de Janeiro de 2010, 14:36
***Boa tarde amigo.



PADRÃO



"Porque era homem de bem e cheio do Espirito Santo e de fé. E muita gente se
uniu ao Senhor." - (ATOS, 11:24.)



Alcançar o título de sacerdote, em obediência a meros preceitos do mundo, não
representa esforço essencialmente difícil. Bastará a ilustração da inteligência na
ordenação convencional.



Ser teólogo ou exegeta não relaciona obstáculos de vulto. Requere-se apenas a
cultura intelectual com o estudo acurado dos números e das letras.



Pregar a doutrina não apresenta óbices de relevo. Pede-se tão-só a ênfase ligada à
correta expressão verbalista.



Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem pode ser a cópia do serviço
postal do mundo.



Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação
constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.



Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da
curiosidade humana.



Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do
apóstolo.



Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas
fundamentais do padrão justo.



Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.



Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a
fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus-Cristo é indispensável sejamos fiéis
servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração
inflamado na fé viva.



Barnabé iluminou a muitos companheiros "porque era homem de bem, cheio

do Espírito Santo e de fé".




Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. Trata-se de padrão que não

poderemos esquecer.



Livro: Vinha de Luz
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito: Emmanuel

Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 18 de Janeiro de 2010, 16:19
***Boa tarde amigo.


CUIDADOS



"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã, cuidará de si mesmo". - Jesus. (MATEUS, 6:34.)


Os preguiçosos de todos os tempos nunca perderam o ensejo de interpretar falsamente as afirmativas evangélicas.


A recomendação de Jesus, referente à inquietude, é daquelas que mais se prestaram aos argumentos dos discutidores ociosos.


Depois de reportar-se o Cristo aos lírios do campo, não foram poucos os que reconheceram a si mesmos na condição de flores, quando não passam, ainda, de plantas espinhosas.


Decididamente, o lírio não fia, nem tece, consoante o ensinamento do Senhor, mas cumpre a vontade de Deus. Não solicita a admiração alheia, floresce no jardim ou na terra inculta, dá seu perfume ao vento que passa, enfeita a alegria ou conforta a tristeza, é útil à doença e à saúde, não se revolta quando fenece o brilho que lhe é próprio ou quando mãos egoístas o separam do berço em que nasceu.


Aceitaria o homem inerte o padrão do lírio, em relação à existência na comunidade?


Recomendou Jesus não guarde a alma qualquer ânsia nociva, relativamente à comida, ao vestuário ou às questões acessórias do campo material; asseverou que o dia, constituindo a resultante de leis gerais do Universo, atenderia a si próprio.


Para o discípulo fiel, agasalhar-se e alimentar-se são verbos de fácil conjugação e o dia representa oportunidade sublime de colaboração na obra do bem. Mas basear-se nessas realidades simples para afirmar que o homem deva marchar, sem cuidado consigo, seria menoscabar o esforço do Cristo, convertendo-lhe a plataforma salvadora em campanha de irresponsabilidade.


O homem não pode nutrir a pretensão de retificar o mundo ou os seus semelhantes de um dia para outro, atormentando-se em aflições descabidas, mas deve ter cuidado de si, melhorando-se, educando-se e iluminando-se, sempre mais.


Realmente, a ave canta, feliz, mas edifica a própria casa.


A flor adorna-se, tranqüila; entretanto, obedece aos desígnios do Eterno.


O homem deve viver confiante, sempre atento, todavia, em engrandecer-se na sabedoria e no amor para a obra divina da perfeição.



Livro: Vinha de Luz

Emmanuel - Francisco Cândico Xavier
 
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 19 de Janeiro de 2010, 19:50
Ola Amiga Cravo do Poeta

ado de Luz

Livro: Busca e Acharás
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

          As provas na Terra apresentam sempre o lado de luz de que são mensageiras.

          Entretanto, para observá-lo, urge reconhecer os sinônimos espirituais de que essas mesmas provas se revestem, como sejam:

                encargos difíceis - privilégio;
                dever cumprido - senda libertadora;
                rotina - conquista de competência;
                solidão - tempo de pensar;
                contratempo - aviso benéfico;
                contrariedades no cotidiano - treino de paciência;
                tribulação de improviso - socorro específico;
                moléstia súbita - apoio de emergência;
                lesão congênita - corrigenda no espírito;
                adversários - fiscais proveitosos;
                crítica - apelo a burilamento;
                censura - convite a reajuste;
                ofensa - invocação à tolerância;
                menosprezo - teste de amor;
                tentação - curso de resistência;
                fracasso - necessidade de revisão;
                lar em discórdia - área de resgate;
                parente complexo - dívida cobrada;
                obstáculo social - ensino de humildade;
                deserção de afetos - renovação compulsória;
                golpes - aulas para discernimento;
                desilusão - visita da verdade;
                prejuízo - identificação de pessoa;
                decepções - informes claros;
                renúncia - rumo certo;
                crise - aferição de valor;
                sacrifício - crescimento espiritual.

          Meditemos na significação oculta dos problemas com que somos defrontados no mundo e saibamos aproveitar, enquanto no Plano Físico, a nossa abençoada escola de elevação.


Muita Paz
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 20 de Janeiro de 2010, 16:45
***Boa tarde.


EXORTADOS A BATALHAR




"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação


comum, tive por necessidade dirigir-vos esta carta, exortando-vos a batalhar pela fé que


urna vez foi dada aos santos." - (JUDAS, 3.)




O Cristianismo é campo imenso de vida espiritual, a que o trabalhador é chamado

para a sublime renovação.




O sedento encontra nele as fontes da "água viva", o faminto, os celeiros do "eterno

pão". Os cegos de entendimento nele recebem a visão do caminho; os leprosos da alma, o

alívio e a cura.



Todos os viajores da vida, porém, são felicitados pelos recursos indispensáveis à

jornada terrestre, com a finalidade de se erguerem, de fato, nAquele que é a Luz dos

Séculos.



Desde então, restaurados em suas energias espirituais, são exortados a batalhar

na grande causa do bem.




Ninguém se engane, pois, na oficina generosa e ativa da fé.



No serviço cristão, lembre-se cada aprendiz de que não foi chamado a repousar,

mas à peleja árdua, em que a demonstração do esforço individual é imperativo divino.



Jesus iniciou, no círculo das inteligências encarnadas, o maior movimento de

libertação do espírito humano, no primeiro dia da Manjedoura.



Não se equivoquem, pois, os que buscam o Mestre dos mestres... Receberão,

certamente, a esperada iluminação, o consolo edificante e o ensinamento eficaz, mas

penetrarão a linha de batalha, em que lhes constitui obrigação o combate permanente pela

vitória do amor e da verdade, na Terra, através de ásperos testemunhos, porque todos

nós, encarnados e desencarnados, oscilantes ainda entre a animalidade e a

espiritualidade, entre o vale do homem e a culminância do Cristo, estamos constrangidos

a batalhar até o definitivo triunfo sobre nós mesmos pela posse da Vida Imortal.




Livro: Vinha de Luz
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito: Emmanuel
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 23 de Janeiro de 2010, 15:30
***Bom dia


AINDA EMMANUEL -


TODA CRENÇA


Toda crença é respeitável


No entanto se buscaste a Doutrina Espírita,


Não lhe negues fidelidade.


Toda religião é sublime


No entanto,só a Doutrina Espírita consegue,


Explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia


Toda religião é santa nas intenções


No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te, na solução


Dos problemas do destino e da dor


Toda religião auxilia


No entanto só a Doutrina Espírita, é capaz de exonerar-te do pavor;


Ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.


Toda religião é conforto na morte,


No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar;


A continuidade da vida além do túmulo.


Toda religião exorciza os espíritos infelizes;


No entanto, só a Doutrina Espírita, se dispõe a abraça-los


Como a irmãos doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas


Humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.


Toda religião apregoa o bem, como preço;


No paraíso aos seus profitentes,


No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece


A caridade incondicional como simples dever.


Portanto- sê espírita o nome de tua casa de assistência as crianças, aos velhos, aos doentes.


Sê espírita a tua conduta perante a sociedade.


Sê espírita a tua conduta junto a natureza.


Sê espírita o tratamento dispensado as tuas atividades assistenciais, aos freqüentadores

do Templo, sem acepção de pessoas.

EMMANUEL

Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 23 de Janeiro de 2010, 17:36
Ola muita paz Amiga Cravo do poeta

CARACTERÍSTICAS DO
MOÇO CRISTÃO
André Luiz
 
Usa a bênção do poder -
Garantindo o direito e a paz.
 
 
*
 
Procura nos mais velhos –
A bússola da experiência.
 
*
 
Ouve o bom conselho –
A fim de cumpri-lo.
 
*
 
Marcha para frente –
Honrando os predecessores.
 
*
 
Ama a liberdade –
Na disciplina de si mesmo.
 
*
 
Guarda a alegria –
Que não escarnece.
 
*
 
Submete-se à natureza –
Sem abuso.
 
*
 
Emprega a força –
Para melhorar-se.
 
*
 
Aprende a ceder –
A bem de todos.
 
*
 
Reconhece na forma física – Um acidente no tempo.
 
*
 
Concentra-se nos interesses –
Do espírito imorredouro.
 
*
 
Busca em todas as coisas –
A melhor parte.
 
*
 
Aceita na existência humana –
Constante aprendizado.
 
*
 
Estuda sempre –
Para ser mais útil.
 
*
 
Ensina o caminho reto –
Seguindo-o por sua vez.
 
*
 
Estima o trabalho digno –
A oportunidade de elevação.
 
*
 
Crê na vitória da bondade –
Sem temer o mal.
 
*
 
Cultiva o respeito e a afabilidade –
Sem acepção de pessoas.
 
*
 
Movimenta a razão –
Para exaltar sentimentos nobilitantes.
 
*
 
Defende os fracos e humildes –
Suprimindo as causas da fraqueza e da servidão.
 

Expande entusiasmo –
No progresso comum.
 
*
 
Descobre a felicidade –
No serviço aos semelhantes.
 
*
 
Sabe ser forte –
Sem humilhar a ninguém.
 
*
 
Orienta o próprio destino –
Num propósito sábio e edificante.
 
*
 
Não desiste de aplicar o Evangelho –
Em tempo algum.
 
*
 
 
Da Obra “A VERDADE RESPONDE” – ESPÍRITOS: EMMANUEL e ANDRÉ LUIZ –
MÉDIUM: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Digitado por: Lúcia Aydir
 
 
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 24 de Janeiro de 2010, 00:23
***Boa noite


O Guia real


Na procura de orientação para a conquista da felicidade suprema, com base na alegria

santificante, lembra-te de que não podes encontrar a diretriz integral entre aqueles que te

comungam a experiência terrestre.


Nem na tribuna dos grandes filósofos.


Nem no suor dos pioneiros da evolução.


Nem na retorta dos cientistas eméritos.


Nem no trabalho dos pesquisadores ilustres.


Nem na cátedra dos professores distintos.


Nem na veste dos sacerdotes abnegados.


Nem no bastão dos pastores experientes.


Nem no apelo dos porta-vozes de reivindicações coletivas.


Nem nas orientações dos administradores mais dignos.


Nem nos decretos dos legisladores mais nobres.


Nem no verbo flamejante dos advogados do povo.


Nem na palavra dos juizes corretos.


Nem na pena dos escritores enobrecidos.


Nem na força dos condutores da multidão.


Nem no grito contagioso dos revolucionários sublimes.


Nem nas arcas dos filantropos generosos.


Nem na frase incisiva dos pregadores ardentes.


Nem na mensagem reconfortante dos benfeitores desencarnados.


Em todos, surpreenderás, em maior ou menor porção, defeito e virtude, fealdade e beleza,

acertos e desacertos, sombras e luzes.


Cada um deles algo te ensina, beneficiando-te de algum modo; contudo, igualmente

caminham, vencendo com dificuldade a si mesmos... Cada um é credor de nossa gratidão e

de nosso respeito pelo amor e pela cultura que espalha, mas no campo da Humanidade só

existe um orientador completo e irrepreensível.


Tendo nascido na palha, para doar-nos a glória da vida simples, expirou numa cruz pelo

bem de todos, a fim de mostrar-nos o trilho da eterna ressurreição.


Sendo anjo, fez-se homem para ajudar e, sem cofres dourados, viveu para os outros,

descerrando os tesouros do coração.


É por isso que Allan Kardec, desejando indicar-nos o guia real da ascensão humana,

formulou a pergunta 625, em “O Livro dos Espíritos”, indagando qual o Espírito mais perfeito

que Deus concedeu ao mundo para servir de modelo aos homens, e os mensageiros divinos

responderam, na síntese inolvidável: – “Jesus” –, como a dizer-nos que só Jesus é

bastante grande e bastante puro para ser integralmente seguido na Terra, como sendo o

nosso Mestre e Senhor.
 

Religião dos Espíritos
Francisco Cândido Xavier

Ditado pelo Espírito
Emmanuel


Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 24 de Janeiro de 2010, 12:52
Ola muita paz e harmonia
Amiga Cravo do poeta


Jesus e Kardec

Livro: Irmãos Unidos
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


          Porque se visse questionado por um de nossos colegas, quanto à necessidade do sofrimento, o Instrutor esclareceu:

          Disse o Cristo: "Há muitas moradas na casa do Pai".

          Sem Allan Kardec não perceberíamos que o Mestre relaciona os mundos que enxameiam na imensidade cósmica, a valerem por escolas de experiência, nos objetivos da ascensão espiritual.

          Disse o Cristo: "Necessário é nascer de novo".

          Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação.

          Disse o Cristo: "Se a tua mão te escandalizar, corta-a; ser-te-á melhor entrar na vida aleijado que, tendo duas mãos, ires para o inferno".

          Sem Allan Kardec, não concluiríamos que o Excelso Orientador se reporta às grandes resoluções da alma culpada, antes do renascimento no berço humano, com vistas à regeneração necessária, de modo a não tombar no sofrimento maior, em regiões inferiores ao planeta terrestre.

          Disse o Cristo: "Quem vier a mim e não deixar pai e mãe, filhos e irmãos, não pode ser meu discípulo".

          Sem Allan Kardec, não reconheceríamos que o Divino Benfeitor não nos solicita a deserção dos compromissos para com os entes amados e sim nos convida a renunciar ao prazer de sermos entendidos e seguidos por eles, de imediato, sustentando, ainda, a obrigação de compreendê-los e servi-los por nossa vez.

          Disse o Cristo: "Perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes".

          Sem Allan Kardec, não aprenderíamos que o Mestre não nos inclina à falsa superioridade daqueles que anelam o reino dos céus tão-somente para si próprios, e sim nos faz sentir que o perdão é dever puro e simples, a fim de não cairmos indefinidamente nas grilhetas do mal.

          Disse o Cristo: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres".

          Sem Allan Kardec, desconheceríamos que o raciocínio não pode ser alienado em assuntos da fé e que a religião deve ser sentida e praticada, estudada e pesquisada, para que não venhamos a converter o Evangelho em museu de fanatismo e superstição.

          Cristo revela.

          Kardec descortina.

          Diante, assim, do Três de Outubro que nos recorda o natalício do Codificador, enderecemos a ele, onde estiver, o nosso preito de reconhecimento e de amor, porquanto todos encontramos em Allan Kardec o inolvidável paladino de nossa libertação.


Muita Paz
Título: Re: Missão Espírita 29 / 09 / 2009
Enviado por: Cravo do Poeta em 24 de Janeiro de 2010, 23:03
***Boa noite


NO ERGUIMENTO DA PAZ


"Bem-aventurados os pacificadores porque
serão chamados filhos de Deus”.


- JESUS. (Mateus, 5:9.).


Efetivamente, precisamos dos artífices da inteligência, habilitados a orientar o progresso

das ciências no planeta. Necessitamos, porém, e talvez mais ainda, dos obreiros do bem,

capazes de assegurar a paz no mundo.


Não somente daqueles que asseguram o equilíbrio

coletivo na cúpula das nações, mas de quantos se consagram ao cultivo da paz no

cotidiano:


- dos que saibam ouvir assuntos graves, substituindo-lhe os ingredientes vinagrosos pelo
bálsamo do entendimento fraterno;


- dos que percebem a existência do erro e se dispõem a saná-lo, sem alargar-lhe a extensão com críticas destrutivas;


- dos que enxergam problemas, procurando solucioná-los, em silêncio, sem conturbar o
ânimo alheio;


- dos que recolhem confidências aflitivas, sem passá-la adiante;


- dos que identificam que identificam os conflitos dos outros, ajudando-os sem referências
amargas;


- dos que desculpam ofensas, lançando-as no esquecimento;


- dos que pronunciam palavras de consolo e esperança, edificando fortaleza e tranqüilidade
onde estejam;


- dos que apagam o fogo da rebeldia ou da crueldade, com exemplos de tolerância;


- dos que socorrem os vencidos da existência, sem acusar os chamados vencedores;


- dos que trabalham sem criar dificuldades para os irmãos do caminho;


- dos que servem sem queixa;


- dos que tomam sobre os próprios ombros toda a carga de trabalho que podem suportar no
levantamento do bem de todos, sem exigir a cooperação do próximo para que o bem de
todos prevaleça.


Paz no coração e paz no caminho.


Bem-aventurados os pacificadores - disse-nos Jesus -, de vez que todos eles agem na vida,

reconhecendo-se na condição de fiéis e valorosos filhos de Deus.



CEIFA DE LUZ
FRANCISCO CANDIDO XAVIER

( Pelo Espírito Emmanuel)