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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 02 de Fevereiro de 2011, 14:47

Título: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 02 de Fevereiro de 2011, 14:47
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos e Amigas


Meditação



          A meditação oferece o ensejo superior para o desnudamento íntimo, com a resultante compreensão das ocorrências, que passam, muitas vezes, em tropel vertiginoso e infeliz. Convida ao exame de atitudes, elevando o espírito às regiões dúlcidas da Espiritualidade, onde o ser se dessedenta, se tranqüiliza, abre portas à percepção e se emociona, identificando as próprias fraquezas e descobrindo as potencialidades divinas que vem desprezando. É convite de Deus, pela inspiração angélica, interfone para conversações sem palavras... Em momentos que tais, mensageiros felizes, enviados pela sintonia automática, espontânea, do apelante mudo, acercam-se-lhe, e com poderosas energias libertam o que sofre das cordoalhas escravizadoras, ensejando-lhe aspirar psicosfera salutar, em que se desintoxica, de modo a poder, doravante, melhor discernir, e com mais segurança atuar corretamente.

Livro: Sublime Expiação
Victor Hugo &  Divaldo P. Franco


Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 03 de Fevereiro de 2011, 01:47
Boa noite a todos os nossos amigos e amigas.

Olá Amigo Victor Passos, a Meditação é um tema muito gratificante a todos nós.
Gostaria de colaborar com o texto abaixo.

Muita paz!!!

(http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/imagens/interacao/original/6/pratique-meditacao-3-13.jpg)

Meditação

A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes, floresceu no Egito (o mais antigo relato), Índia, entre o povo Maia, etc. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

Etimologia

A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.

A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:

* um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;
* prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
* uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto;
* análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)

Prática

É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.

É possível obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.

Posição de meia lótus

Uma posição possível é a posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso podem sentar a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia.

Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa, deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna. A postura deve ser reta mas não rígida. Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente. Mantenha leve sorriso. Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor.

À altura do ventre, pouse sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.

Para os principiantes, convém não ficar sentado além de vinte ou trinta minutos. Durante esse tempo você tem que ser capaz de obter descanso total. A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais. Solte cada músculo de seu corpo. Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento. Mantenha-se nessa quietude.Esta prática é dos melhores remédios para aliviar o stress.

Duração

Vinte a trinta minutos é provavelmente a duração típica de uma sessão de meditação. Praticantes experientes frequentemente observam que o tempo de suas sessões de meditação se prolongam com o tempo.

Objetivos

Os objetivos podem variar, assim como as técnicas de execução. Ela pode servir simplesmente como um meio de relaxamento da rotina diária, como uma técnica para cultivar a disciplina mental, além de ser um meio de se obter insights sobre a real natureza ou a comunicação com Deus. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

Variantes

Existem métodos que vem conquistando grande aceitação no ocidente, como a meditação feita em pé conhecida o zhan zhuang, devido a sua simplicidade e eficiência é muito praticada na China e Europa. É facilmente executada por pessoas com pouca flexibilidade e dificuldades nos joelhos e coluna, melhorando inclusive a postura. Facilmente praticada em qualquer local é um excelente método procurado por muitos praticantes de artes marciais experientes ou mesmo iniciantes. Esta prática é muito efetiva na redução do estresse.

Contexto

A divulgação das práticas de meditação no mundo contemporâneo recebeu uma grande contribuição das técnicas milenares preservadas pelas diversas culturas tradicionais do oriente.

Uma das escolas em que ela evoluiu independentemente foi o Sufismo.

Nas filosofias religiosas do oriente, como, Bramanismo, Budismo e suas variações como o Budismo Tibetano e Zen, Tantra e Jainismo, bem como nas artes marciais como I-Chuan e Tai Chi Chuan, a meditação é vista como um estado que ultrapassa o intelecto, onde a mente é posta em silêncio para dar lugar à contemplação espiritual. Esse "calar a mente" induz uma volta ao centro (meio, daí meditar), para o vazio interior.


Fonte: Wikipédia.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 03 de Fevereiro de 2011, 08:52
Ola muita paz Amiga Macilli

Reforçando a importância da meditação.

Meditação

Reserve a você alguns minutos para a meditação, antes de tomar atitudes ou de assumir compromissos sérios.

Procure um local que propicie o recolhimento, o silêncio, e feche os olhos, buscando respirar profundamente, prestando atenção nos movimentos de inspiração e, em seguida, de expiração.

Relaxe os músculos, permitindo que o corpo se mantenha o mais solto possível.

Uma música suave também é auxílio precioso, pois consegue nos transmitir vibrações de tranquilidade e de calma - elementos fundamentais para esse processo.

Busque limpar a mente de todos os pensamentos, deixando-a como um imenso salão vazio, esperando por inúmeros visitantes ilustres.

Pense em uma atitude que você pretende tomar, um compromisso que deseje assumir, ou uma dificuldade que precise resolver.

A sala enorme agora está habitada apenas por esta importante questão, e assim receberá toda sua atenção. Toda sua energia estará focalizada nesta resolução.

Analise as diversas possibilidades com calma, fazendo da razão uma grande aliada dos sentimentos.

Imagine as consequências desta ação. Serão realmente boas para você? Poderão prejudicar alguém, trazendo sofrimento? Ou serão um veículo de felicidade e paz?

Faça como que uma listagem mental de todos os prós e contras de cada caminho a ser seguido e, finalmente, pergunte ao seu coração, aos seus sentimentos, o que eles acham, como se sentem, se têm alguma intuição a respeito disso.

Assim, você terá feito a sua parte, aplicando suas forças nesta resolução, e deixando também a mente apta a ouvir os conselhos que vêm do Invisível, dos amigos espirituais que desejam seu progresso.

Virão, então, as inspirações, que irão se misturar aos seus próprios pensamentos, com novas ideias, outras opiniões e orientações preciosas para sua vida.

A decisão final será unicamente sua.

A pessoa que sabe meditar, e que procura fazer reflexões constantes em seus dias, estará sempre mais lúcida, mais conhecedora de suas potencialidades e de seus limites, e assim melhor conhecedora de si mesma.

Meditar é interiorizar-se, é entrar em contato com o verdadeiro eu.

*   *   *

Nunca estamos sozinhos. Podemos contar sempre com o auxílio espiritual em nossos dias. Nossos amigos continuam a nos amar, mesmo estando num plano diferente de existência, e por isso estão sempre dispostos a nos ajudar.

Em O Livro dos Espíritos, Kardec apresenta a seguinte questão: Como distinguir se um pensamento sugerido vem de um bom ou mau Espírito?

Os Espíritos responderam dizendo: Estudai o caso. Os bons Espíritos não aconselham senão o bem. Cabe a vós a distinção.

 

Redação do Momento Espírita com base no cap.31, do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e no item 464, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 09.12.2010.


Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 03 de Fevereiro de 2011, 15:31
Boa tarde queridos Amigos e Amigas

Olá Amigo Victor Passos

Como é bom aprendermos a meditar entrando em contato com o nosso verdadeiro eu...
Vamos aprofundar ainda mais nossos conhecimentos...

Muita paz!!!


(http://blog.opovo.com.br/conexaoespirita/files/2010/06/medit.jpg)
Jesus recolhe-se em diversos momentos por razões superiores


Meditar ajuda no autoconhecimento

Jesus recolhe-se em diversos momentos por razões superiores.

Quando se pensa em MEDITAÇÃO, se pensa em um monge ou um iogue oriental sentado com as pernas cruzadas em silêncio, de olhos fechados e concentrado em algo.

Ocorre que vários profetas judaicos – absorvidos pelo seguidores do Cristo – também meditavam. O próprio Jesus praticou a meditação quando refugiado no deserto, por quarenta dias e quarenta noites. Há citação evangélica que ele buscava o recolhimento para orar em silêncio, como fez no Monte das Oliveiras e no jardim do Getsêmani.

Há muitas idéias equivocadas sobre meditação. Muitos a vêem como entediante, obscura, ascética, improdutiva, difícil e fraca. Na verdade, os que meditam descobriram pela experiência que a meditação é interessante, familiar, extremamente produtiva, natural e poderosa.

Respondendo à Questão 772, de “O Livro dos Espíritos”, os Reveladores dizem “:
…o silêncio é útil, pois no silêncio pões em prática o recolhimento; teu espírito se torna mais livre e pode entrar em comunicação conosco.”

“Meditação é a prática e o processo de prestar atenção e focar sua consciência.

Quando você consegue focar sua consciência:

- Você ganha mais poder, se desempenha melhor em qualquer atividade a que se proponha fazer. Daí, ser importante o desenvolvimento da compaixão e da sabedoria para uso adequado deste poder elevado;

- Você aproveita seus sentidos mais intensamente, aprende a melhorá-los. Qualquer coisa que você goste – comida, sexo, música, massagem e tudo o mais – será bastante aprimorada com meditação, que aumenta a consciência e a sensibilidade do praticante;

- Sua mente se acalma e você experimenta uma sensação interna de paz, alegria e bem estar – que vem do Ser;

- Você pode, diretamente, experimentar e se tornar mais consciente da interconectividade transcende que já existe. Você pode ter uma experiência direta com o Transcendente.
Enfim, esta atitude de prestar atenção pode ajudar a transformar tudo que fazemos em uma forma de meditação. Tudo que fazemos com concentração e atenção se torna meditação.”

A este texto de Dean Ornish, prefaciador do livro “Meditação para Leigos”, Ed. Alta Books, acrescento que na meditação abrimos a possibilidade de sintonizarmos com aquele Espírito designado por Deus, para nos auxiliar na jornada terrena, também conhecido como Anjo da Guarda, na cultura cristã.

Fonte: Conexão Espírita / Janio Alcantara
Título: Re: Meditação
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 03 de Fevereiro de 2011, 15:54
A meditação abre nosso canal de comunicação com o Mais Alto.
Precisamos nos esmerar nessa prática tão salutar...
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 03 de Fevereiro de 2011, 16:26
Olá Amiga EmBuscaDaLuz

Agradecemos sua colaboração.
Possamos praticar a Meditação em nosso dia-a-dia e assim nos conectarmos com o Alto a receber sua proteção e sua paz!!!

Bjsss iluminados
Macili

(http://2.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDHvBFwSj8I/AAAAAAAADEA/qEjsz-ZGdHQ/s320/meditacao-casal-436.jpg)


Os Benefícios da Meditação


Afinal, o que é meditar, e para que serve a meditação?

Todos ouvimos falar já há muito tempo sobre meditação. Essa prática foi divulgada no ocidente a partir dos anos sessenta, junto com o movimento hippie.

Como tudo que é novo e desconhecido, e como a proposta do movimento hippie era a de rompimento com o que já não funcionava mais e a introdução de uma cultura mais livre e feminina como a oriental, a meditação foi, por muito tempo, vista como uma atividade "de loucos".

Hoje a ciência comprova: a meditação somente nos traz benefícios, pois ela nos proporciona a possibilidade de encontro com aquilo que há de mais profundo dentro de nós.

Ela equilibra as emoções, nos põe em contato com nosso subconsciente, provoca o relaxamento através do "esvaziamento" de nosso campo mental, sua prática constante desenvolve a concentração e o auto controle, equilibra a ansiedade, além de nos direcionar por um caminho espiritual mais consistente e realizador.

A meditação é, inegavelmente, uma colaboradora no processo de fundamentação de nosso desenvolvimento mental e espiritual e nosso sentido de vida. Não acredito em desenvolvimento do espírito sem a prática da meditação.

Diz Tartang Tulku: "Alcançar uma perspectiva mais ampla é como abrir uma janela num quarto abafado, toda a atmosfera se renova e a brisa fresca traz alternativas para nossas maneiras habituais de reagir. Por meio da prática da auto observação na meditação e na vida diária, mesmo as nossas questões mais profundas podem ser respondidas. Podemos descobrir o que somos e o que estamos fazendo nesta terra. Por fim, poderemos entrar em contato com um corpo de conhecimento tão vasto que toca todas as coisas".

De verdade, a prática da meditação promove a possibilidade de tudo isso, pois ela abre canais que não imaginamos possuir. Sem nos percebermos de como acontece, enxergamos a vida sob novas perspectivas, adquirimos novas maneiras de solucionar problemas, o canal de intuição e de comunicação com energias sutis é lentamente aberto.

Quando nos utilizamos de mantras, aliados à meditação e respiração, "o milagre" é ainda maior. Os mantras, ou palavras de poder, tem uma função energética curativa e transformadora.

O uso apropriado de certos mantras dissolve imediatamente energias negativas ao nosso redor, transformando nossa energia mental e espiritual e a energia do ambiente em que vivemos. "O mantra é como uma pedra encantada que desperta a energia sutil da mente iluminada", diz Tartang Tulku.

Quando praticamos a meditação diariamente, milagres acontecem em nossas vidas, milagres que para muitos de nós são inexplicáveis, mas que com o conhecimento entendemos o porquê.

(Eunice Ferrari)
*Eunice Ferrari reside em São Paulo, é psicoterapeuta, astróloga, ocultista, consultora, coordenadora de cursos e professora de ioga e meditação.




Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 03 de Fevereiro de 2011, 16:43
Passando por aqui e espalhando um pouco mais de meditação para todos...


(http://3.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDKe5ebJH-I/AAAAAAAADEI/0mRf9ygkOX8/s320/home_peace-wide.jpg)


Terapêutica Espírita

Pára, no turbilhão que te desequilibra, e medita.

Meditação é combustível precioso que mantém o vigor moral.

Emerge das areias movediças e sedutoras das atrações fáceis e medita nas responsabilidades morais que enfeixas nas mãos.

Meditação é dínamo poderoso que movimenta a máquina da ação.

Estaciona, no caminho de inquietudes por onde seguem os teus pés, e faze um exame dos teus atos, demorando-te um pouco em meditação.

Meditação é terapia que oferece paz.

Esquece sombras e pesadelos e, antes de reiniciares as tarefas que acalentas, deixa-te ficar algum tempo em meditação.

Meditação é amiga fiel que corrige com bondade e esclarece com humildade.

Se desejas, realmente, um método eficiente para ser mantido o alto índice de produtividade, evitando insucessos continuados ou erros constantes, elege a meditação como hábito salutar em tua vida.

O cristão, e em particular o espírita, tem necessidade de meditar como de orar, porquanto se a vigilância decorre da meditação, esta é conseqüência dela.

Acreditas-te em soledade e por isso sofres. Medita e verificarás outros corações mais solitários ao teu lado. Levanta-te, visita-os e apresenta-lhes a Mensagem Espírita.

Consideras-te enfermo e alquebrado, caminhando sem arrimo. Medita e encontrarás, próximos de ti, sofredores mais atormentados, contemplando em ti a felicidade que dizes não possuir. Dirige-te a eles e oferece a fraternidade que podes haurir nas Lições Espíritas.

Aceitas como fato consumado a tua falta de sorte, no que diz respeito às atividades comuns a todos os homens. Medita e enxergarás corações vencidos, que te invejam o sorriso e a fortuna que afirmas não ter. Alonga até eles a compreensão espírita.

Descobrirás, se meditares, que a Terra é um imenso hospital de almas mais sofredoras do que a tua e que, com os recursos de terapêutica espírita, poderás operar valiosas contribuições em favor delas, constatando a exatidão da máxima evangélica: "Mais se dará àquele que mais der", porque, ao ajudares, sentir-te-ás também ajudado.

Faze pequeno curso de Espiritismo em casa para ti próprio, estudando a Codificação; aplica passes; oferece água magnetizada; concede palavras de alento; freqüenta serviços de desobsessão; desperta para a vida espírita dentro de ti mesmo e, meditando para agir com acerto, desfrutarás a felicidade perfeita que ambicionas, porque meditar no bem é começar a fruir o bem desde agora mesmo.


Joanna de Angelis

Do livro Dimensões de Verdade, de Divaldo Pereira Franco.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Fevereiro de 2011, 03:40
(http://bp2.blogger.com/_yWpXs2KV-NE/R41pLTK-exI/AAAAAAAAADU/vUAJ4cL-frw/S660/meditando.jpg)

Livro: Momentos de Meditação
          Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

Recorre à meditação

O homem que busca a realização pessoal, inevitavelmente é impelido à interiorização.
Seu pensamento deve manter firmeza no ideal que o fascina, e a fé de que logrará o êxito impulsiona-o a não intimidar-se diante dos impedimentos que o assaltam na execução do programa ao qual se propõe.

A meditação torna-se-lhe o meio eficaz para disciplinar a vontade, exercitando a paciência com que vencerá cada dia as tendências inferiores nas quais se agrilhoa.
*

Meditar é uma necessidade imperiosa que se impõe antes de qualquer realização.

Com esta atitude acalma-se a emoção e aclara-se o discernimento, harmonizando-se os sentimentos.

Não se torna indispensável que haja uma alienação, em fuga dos compromissos que lhe cumpre atender, face às responsabilidades humanas e sociais. Mas, que reserve alguns espaços mentais e de tempo, a fim de lograr o cometimento.
*

Começa o teu treinamento, meditando diariamente num pensamento do Cristo, fixando-o pela repetição e aplicando-o na conduta através da ação.

Aumenta, a pouco e pouco, o tempo que lhe dediques, treinando o inquieto corcel mental e aquietando o corpo desacostumado.

Sensações e continuados comichões que surgem, atende-os com calma, a mente ligada à idéia central, até conseguires superá-los.

A meditação deve ser atenta, mas não tensa, rígida.

Concentra-te, assentado comodamente, não, porém, o suficiente para amolentar-te e conduzir-te ao sono.

Envida esforços para vencer os desejos inferiores e as más inclinações.

Escolhe um lugar asseado, agradável, se possível, que se te faça habitual, enriquecendo-lhe a psicosfera com a qualidade superior dos teus anelos.

Reserva-te uma hora calma, em que estejas repousado.

Invade o desconhecido país da tua mente, a princípio reflexionando sem censurar, nem julgar, qual observador equilibrado diante de acontecimentos que não pode evitar.

Respira, calmamente, sentindo o ar que te abençoa a vida.

Procura a companhia de pessoas moralmente sadias e sábias, que te harmonizem.

Dias haverá mais difíceis para o exercício. O treinamento, entretanto, se responsabilizará pelos resultados eficazes.

Não lutes contra os pensamentos. Conquista-os com paciência.

Tão natural se te tornará a realização que, diante de qualquer desafio ou problema, serás conduzido à idéia predominante em ti, portanto, a de tranqüilidade, de discernimento.
*

Gandhi jejuava em paz, por vários dias, sem sofrer distúrbios mentais, porque se habituara à meditação, à qual se entregava nessas oportunidades.

E Jesus, durante os quarenta dias de jejum, manteve-se em ligação com o Pai, prenunciando o testemunho no Getsémani, quando entregue, em meditação profunda, na qual orava, deixou-se arrastar pelas mãos da injustiça, para o grande testemunho que viera oferecer à Humanidade.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 04 de Fevereiro de 2011, 08:26
Ola muita paz
Amiga macilli


(http://nunoroberto69.blogs.sapo.pt/arquivo/Natureza%20-%20Ultima%20Fronteira%20da%20Humanidade.jpg)


    Quando você olhar nos olhos de outra pessoa, e de mais outra, e vir a sua própria alma retribuindo o olhar, então você saberá que atingiu outro nível de consciência.

Brian Weiss

. Apesar do grau de evolução atingido pela raça humana, causa-me decepção constatar o aparente caos em que vivemos no nosso dia-a-dia. Será que tomamos o caminho errado e estamos retrogredindo?

Uma voz interior, no entanto, me diz que não é bem assim. Estamos cumprindo um projeto divino e, por etapas, como numa escada, galgamos os degraus passo-a-passo. Não devemos generalizar o comportamento das pessoas. Há muita gente realizando coisas nobres, praticando o bem e trabalhando em benefício da Humanidade. Neste contexto, compete-nos, apenas, fazer a nossa parte.

Estamos todos no mesmo barco. Há um mar tempestuoso se anunciando no horizonte. A violência e a falta de visão parecem dominar o mundo. Precisamos navegar em harmonia, rejeitar o ódio, a raiva, o rancor, o medo e o orgulho. Precisamos ter a coragem necessária para fazer o que é certo. Precisamos amar e respeitar os outros, para enxergar e apreciar a beleza inata e a dignidade de cada ser humano. Afinal somos almas, todas feitas da mesma substância. Apenas unindo nossos esforços, agindo como uma tripulação, é que poderemos evitar as tempestades, chegar a um porto seguro e encontrar o caminho para casa.

A direção é o que importa, não a velocidade. Não adianta remar se não se sabe para onde ir. Se você está se tornando uma pessoa mais amorosa, menos passional e violenta, encontra-se na direção certa.

Assim como qualquer outro mortal, você pode ser perturbado, tomar trilhas erradas e mesmo se perder. Mas encontrará o caminho de volta. Pode parecer que esteja andando como caranguejo, dando dois passos para a frente e um para trás, mas isso é normal. É exatamente o que acontece quando estamos na forma humana. A iluminação é um processo lento e árduo que requer disciplina e dedicação. É mais do que natural que queiramos parar de vez em quando. Não significa que estejamos regredindo; estamos consolidando, descansando.

O progresso não é linear. É possível termos avançado muito no que diz respeito à caridade e à compaixão, mas seremos principiantes em relação à raiva, o rancor e à paciência. É importante não se exigir demais. Se não ficarmos nos julgando nem permitindo que outros nos julguem, não nos sentiremos frustrados. Se conseguíssemos que todo mundo realizasse alguns atos de bondade diariamente, poderíamos começar a mudar o mundo.

O padrão de comportamento bondoso e solidário em relação a nossos irmãos, seres humanos, deveria ser o legado e o principal produto de exportação de nosso e de outros países, não as práticas comerciais baseadas na ganância, na mentira, que têm o dinheiro como objetivo e a competição desleal e irresponsável, como meios para atingir o fim.

Os verdadeiros Mestres da Humanidade, desde o início dos tempos, entre eles Pitágoras, Krishna, Ergos, Hermes Trismegisto, Moisés, Rama, Orfeu, Platão, Jesus, Buda, vêm falando sobre amor e compaixão em nossos relacionamentos e em nossas comunidades. Não desperdiçaram seu tempo nos instruindo sobre como acumular riqueza material em excesso, à custa dos outros. Não nos ensinaram a ser maus, egocêntricos, rudes ou arrogantes.

O verdadeiro Mestre aponta a direção, mostrando o que é importante para nossa evolução espiritual e o que não é importante, o que pode ser um impedimento ou obstáculo. Cabe a cada um de nós procurar entender e introduzir seus ensinamentos em nossa vida quotidiana. Sendo solidários e carinhosos, praticando atos de amor.

Acredito que o maior objetivo de nossas vidas é atingir o conhecimento íntimo de que somos almas imortais, trazidas a esta grande escola chamada Terra para aprender lições sobre amor, compaixão, paciência, equilíbrio e harmonia, dedicação, obediência, não-violência, fé e esperança, relações amorosas e assim por diante. O aprendizado destas lições é a única esperança para a Humanidade. Só assim seremos capazes de trazer o paraíso para a Terra, ter um pé aqui e outro nos céus, simultaneamente.

Uma de nossas tarefas kármicas é procurar o desapego das coisas terrenas, interesses materiais, e superar o medo da separação, por meio da compreensão de que o amor é uma energia absoluta, que o amor nunca termina nem mesmo com a morte dos corpos físicos. Sempre nos reencontraremos com aqueles que amamos, neste ou no outro lado.

Ajudemos os outros a pensar e a realizar seus planos de vida e seus objetivos. A segurança nos relacionamentos começa nas atitudes amorosas de cada dia.

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Fevereiro de 2011, 11:49
Bom dia Amigos do Fórum

Olá Amigo Victor Passos

Gratificante o conteúdo da mensagem de Brian Weiss.
Obrigada por compartilhá-la.

Contribuindo com o estudo deixo mais uma mensagem...

Muita harmonia!!!


(http://lh5.google.com/_4dwYgH7y-QM/Sbh40UTDRCI/AAAAAAAAGvk/jeDGjSokOlE/s800/ac2.jpg)


Meditação - A calma - Dalai Lama


..."Se você agitar a água num lago, ela fica turva por causa do lodo, embora a própria natureza da água em si não seja suja.

Quando você permite que ela se acalme, o lodo assenta, deixando a água pura."



(Dalai Lama, in "A prática da benevolência e da compaixão", ed. Nova Era, 2002, página 107)

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Fevereiro de 2011, 11:57
Desejo a todos um dia de luz e paz!!!


(http://3.bp.blogspot.com/__DiYpo4enBE/SlPOsUIoGYI/AAAAAAAAB48/hnKTG_pggdI/s400/M%25C3%2583OS%2BCOM%2BLUZ%2BBRANCA.png)


Redemominhos emocionais.


Nos momentos de grave angústia, de perturbações, de abalo emocional, o melhor a fazer é elevar o pensamento a Deus e confiar, respirar fundo e por um tempo, ainda que pequeno segundo os parâmetros dos nossos relógios, meditar na harmonização dessas vibrações... E, em seguida, agir, com a medida mais adequada para a solução da questão.

O desespero, a pressa, uma medida impensada, intempestiva ou raivosa não apenas não resolverão a essência do problema surgido como provavelmente produzirão novas causas de perturbação e novos redemoinhos emocionais, tornando ainda mais difícil a solução de todos os problemas identificados.

Importante é perceber que deve haver uma única raiz desse determinado problema identificado e que as demais questões são periféricas: cortar o "mal" pela raiz é uma forma popular de nos dizer com muita clareza onde devemos focar nosso pensamento e nossas energias.

Também é fundamental que a questão seja resolvida e que daí vire passado e que como tal seja tratada, sem reflexos na vida presente e futura. Para tanto, PERDOAR é fundamental... perdoar os que conosco se relacionaram e perdoar a si próprio, quando necessário...


Fonte: Ordem e Escola Espiritualista Bezerra de Menezes
Título: Re: Meditação
Enviado por: Hebe M C em 04 de Fevereiro de 2011, 12:31
Bom dia ,

Para contribuir deixo aqui a meditação já aplicada nas escolas e seus resultados.

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/11/16/ult3280u42.jhtm

Um abço Hebe
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 04 de Fevereiro de 2011, 15:56
Ola muita paz e harmonia
Boas amigas


(http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/pordosol.spaceblog.com.br/images/gd/1232472002/Felicidade.jpg)

Quais os benefícios da meditação transcendental fornecer?


A experiência não é fácil de se relacionar com alguma palavra. É semelhante à paz "que excede todo o entendimento". Também é justo que cada meditação é distinguir umas das outras. Às vezes, a meditação transcendental é uma luta pelo controle da mente, enquanto outras vezes você pode obter um efeito semelhante, sem qualquer esforço.

Alguns dos benefícios da Meditação Transcendental:

1. A concentração é maior a mente clara faz alguém mais produtivo, especialmente em indústrias como a escrita criativa

2. Você será menos perturbado por pequenos detalhes da vida cotidiana são, às vezes você não perturbada por pequenas coisas? a mente pode tornar as coisas mais bonitas que nós consideramos como sérios problemas. A meditação transcendental é um suporte que nos permite esquecer a pouca preocupação. Nós aprendemos a viver no presente, ao invés de nos preocupar muito do passado e do futuro. Não se preocupe com coisas que não significam nada, não vê-los tão grande.

3. Melhor Saúde Vários estudos têm demonstrado os benefícios da meditação transcendental. Pode ser desenhada que a meditação reduz o estresse e acalma a ansiedade. Se formos capazes de reduzir o estresse, o que resultará em muitos benefícios à saúde.

4. Aumento da auto-consciência - Meditação Transcendental nos ajuda a obter uma melhor compreensão do nosso interior

Com a meditação transcendental, podemos obter uma melhor compreensão de nós mesmos.. Meditação é a consciência. Acreditar que a nossa mente se tornado comum. Nós ir tão fundo no problema para chegar a nossa alma, nossa realidade interna. Assim, a meditação pode (e é), feitos por pessoas de várias religiões e sem religião.

Meditação não significa que o mundo ou se afasta da realidade, não, ela nos oferece apenas a inspiração, o controle de nós mesmos e coragem para enfrentar os problemas cotidianos. Faça o que fizer, se você tem paz de espírito, suas atividades serão mais agradável e mais produtivo.
Como a maioria das coisas, a meditação transcendental exige prática. Para obter o melhor de meditação, você deve fazer uma prática diária. No entanto, é necessário aprender a meditar, você aprende a se concentrar em uma coisa de uma vez. Geralmente, a mente tenta atingir várias reflexões distintas de cada vez! Quando você tenta meditar, pela primeira vez, você pode ver como sua mente está saturada. É por isso que os professores estão dizendo sobre a mente meditação transcendental que é como um macaco "louco", porém, a mente pode ser treinada e forçada a se concentrar em um único pensamento.


Por : renaud janssen


Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 04 de Fevereiro de 2011, 16:52
          Macili   (ref #1)

          Amiga Macili, me permita algumas palavras; você colocou:
          “A meditação encontra-se no meio de dois pólos; a concentração e a contemplação”.
          Isso é exato, pois a meditação não é nem concentração, nem contemplação. É verdade que, para se iniciar a prática, em geral, o principiante usa a concentração, como vc disse, na luz de uma vela, num mantra, num pensamento; isso é feito para trazer certa monotonia às operações mentais; quando a meditação “chega” tudo isso ficou para trás; a mente estará totalmente vazia, não levada ao vazio pelo meditador, mas naturalmente, inclusive pela monotonia obtida na concentração; depois, se houver mesmo um vazio absoluto e tranqüilo, vem a contemplação que é a percepção do Real. 
          Geralmente, é feita em posição sentada e coluna ereta, para que a circulação do sangue e de energias, sofra a menor interferência possível, com vistas a que o corpo e o cérebro permaneçam em funcionamento harmônico, sem intromissões; para isso, a posição ideal seria deitada, barriga para cima, mas corre-se o risco de adormecer...   
          Nenhuma necessidade de posições especiais; a posição de lótus é muito usada no Oriente porque funciona como uma presilha dando estabilidade e impedindo que, se houver sono, o meditante caia para trás... O meditante deve usar a posição que lhe seja mais cômoda, numa poltrona, por exemplo, mas de modo que não o induza ao sono.
          A meditação, sabe-se, alivia o estresse e traz saúde para o corpo, mas sua finalidade no Oriente, e na introdução de técnicas meditativas no Ocidente, vai muito além disso: é conhecer o que ou quem realmente somos; conhecer a verdade que liberta, conhecer aquilo a que damos o nome de ‘eu’, aquilo a que damos o nome de Deus...
         É verdade, também, que a prática tem o objetivo citado acima, mas durante o “exercício” nenhum pensamento sobre o objetivo deve estar presente na mente; como você disse nenhuma expectativa, nenhuma lembrança... mente vazia.
          Só mais um detalhe: bramanismo, budismo, judaísmo, islamismo, como o cristianismo são religiões, filosofias religiosas; contudo, as escolas tradicionais de meditação orientais, não são religiões; derivam delas, mas num aprofundamento tão grande que vão além daquilo que designamos como religiões, cessando qualquer vínculo com elas. Por ignorância, as chamamos de religiões, mas não são nem religiões, nem teorias, nem psicologias, nem filosofias. Por isso, a prática de meditação pode, sem qualquer preconceito religioso, ser levada a todas as pessoas. São um conjunto de exercícios e experiências que podem levar o ser humano para além do espaço e do tempo, na direção de Deus.
 
          Fique em Deus.




Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 05 de Fevereiro de 2011, 02:33
Boa noite a todos.

Obrigada Coronel pela participação e pela valiosa colaboração através dos esclarecimentos enviados.

Abraço
Macili

(http://1.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TEb2h0dZZ0I/AAAAAAAADJA/utO3A4iLtzY/s200/VanPraagh_J.jpg)
(Imagem : Foto de James Van Praagh)
Livro: Em busca da espiritualidade, de James Van Praagh


O Poder do Pensamento
Os Pensamentos que Criamos

Os pensamentos são coisas! Os pensamentos são tão reais quanto os órgãos do corpo. Que tipo de pensamentos ocupam o seu dia ? São pensamentos amistosos ou agressivos ? Os pensamentos são poderosos, e por isso é importante prestar atenção naquilo que pensamos. Nossa vida cotidiana é resultado daquilo que pensamos.

A ciência credita a certos padrões de neurônios existentes no cérebro a formação de modos específicos de pensar e raciocinar. Sim, isto é verdade. Há um elemento de atividade elétrica ocorrendo em áreas particulares do cérebro e afetando nosso desempenho. Mas a verdade é que o pensamento não é, de modo algum, criado no cérebro. Nós não dizemos: algo me veio ao cérebro. Em vez disso, afirmamos: algo me veio à mente. O pensamento é uma função, e o resultado final é encontrado no cérebro.

Há basicamente três fontes de pensamento. O primeiro tipo, embora fácil para algumas pessoas, é mais difícil de conseguir para outras. Trata-se do pensamento através das orações ou da meditação. A vibração desses pensamentos energéticos é muito alta. O primeiro passo para sintonizar sua consciência nesta freqüência mais alta de energia é habituar-se a reservar algum tempo, todo dia, para orar e meditar. Tenha paciência e persistência: embora muitas vezes pareça que nada está acontecendo, com o tempo você descobrirá que a recompensa pela prática espiritual é grande. Acredito que ganhar consciência neste nível cria um sentimento de humildade, tranqüilidade, amor-próprio e alegria.

Durante os anos em que treinei para me tornar um médium, era necessário meditar diariamente. Alinhando-me com esta consciência da força de Deus, minha conexão com as dimensões espirituais aumentou e intensificou sua vibração. Entretanto, tive que sentar-me pacientemente, dia após dia, silenciosamente, para elevar meu nível de consciência da energia da Força de Deus dentro de mim. Então nas sessões com meus clientes, eu trabalhava em uma vibração amorosa muito alta. A mediunidade é, em si mesma, uma capacidade incrível e milagrosa, mas o trabalho ganha uma dimensão inteiramente nova quando o médium está se desenvolvendo também em um nível espiritual.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 05 de Fevereiro de 2011, 10:30
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos

(http://thumbs.dreamstime.com/thumb_30/113232433167lWT7.jpg)

Meditação das Rosas

A Meditação das Rosas é uma técnica específica que age directamente em todo nosso campo energético, o qual chamamos de Aura, onde estão registados nosso passado, presente e futuro. Nossas emoções, pensamentos e toda informação pelas quais localizaremos padrões de comportamento, situações e atitudes que influenciam-nos a agir de forma mais ou menos equilibradas.

 

Aprenderemos ferramentas úteis para utilizarmos em várias e qualquer situação/lugar de forma objectiva. Como limpar, proteger e regenerar a Aura de forma a libertarmos nos de condicionamentos, limitações e bloqueios, melhorando consequentemente nossas relações e nosso dia-a-dia. Permitindo nos ver de maneira mais clara, aumentando a nossa comunicação com o nosso EU interior. Aproximando nos cada vez mais de nossa própria essência e conhecendo quem verdadeiramente somos.


Praticaremos exercícios de visualizações que agem directamente no nosso campo energético:

    * Sintonização com a energia amorosa que purifica, protege e liberta.
    * Aprender a encontrar o nosso campo energético.
    * Criar nosso enraizamento e canal de liberação de energia que nos são dispensáveis.
    * Técnica de purificaço do campo energético.
    * Técnica de protecção do campo energético.
    * Desenvolver a comunicação com nossa própria energia e aprender a ler as informações que nos traz.
    * Limpeza dos canais energéticos que nos traz energias de informação e de cura.
    * Limpeza dos chacras.
    * Sintonização do corpo e toda aura com a energia Divina.
    * Regeneração da Aura.

Esta meditação permite que energias estagnadas fluam e abre nos para o PODER DIVINO “infinito e supremo“ que nos cura e nos liberta para caminharmos em direcção ao nosso SER de LUZ.

Facilitador: Paula Araújo

Victor Passos
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 05 de Fevereiro de 2011, 23:33
Boa noite Amigos e Amigas

Tenham uma noite de paz!!!

Abraços
Macili


(http://setimodia.files.wordpress.com/2011/01/ore-a-deus-por-tudo.jpg)


Livro: Momentos de Meditação
          Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis.


Ciência de bem viver

Tranqüilamente, confiante, avança, passo a passo, pelo caminho da evolução.
Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.
Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso
 não te infelicite nem o êxito te exalte.

*
Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.
Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências positivas e negativas
 com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem indiferença.

*

Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância,
adquirindo a ciência verdadeira do viver.

*
A ilusão fascina, mas se desvanece.
A posse agrada, porém se transfere de mãos.
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...

*
A dor aflige, mas passa.
A carência aturde, porém um dia se preenche.
A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.
O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.

*
Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.
A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.
Nada é definitivo na aparência.
Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.
Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades,
sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 06 de Fevereiro de 2011, 04:17


A Meditação no combate à Depressão


(http://4.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDUMzyQdMYI/AAAAAAAADEo/pGZrZwWgIzk/s400/humberto+pazian.jpg)


Entrevista com Humberto Pazian, autor do livro “Meditação, Um Caminho para a Felicidade” à Revista Cristã de Espiritismo.


Apesar das técnicas de meditação serem ensinadas pelos orientais há séculos, estão sendo descobertas e utilizadas recentemente pelos ocidentais.

Humberto Pazian, autor do livro Meditação - Um Caminho para a Felicidade, relata em sua obra como os conceitos, técnicas e experiências na prática da meditação podem auxiliar as pessoas a se sentirem mais felizes e realizadas. “Se entendermos que uma perfeita interação entre corpo, mente e espírito, nos fará atingir a verdadeira felicidade e reconhecermos a meditação como um caminho para alcançá-la, só nos faltará um pouco de determinação para criarmos em nossas vidas uma pequena porta para que adentre a Grande Luz”, diz. Existem variados tipos e técnicas para meditarmos, como a meditação zen-budista, hindu etc. A seguir, Pazian esclarece alguns pontos básicos sobre meditação.

O que é meditação e seus principais benefícios?

Existem diversas explicações e sentidos, de acordo com cada escola ou organização de estudos. No meu modo de entender, gosto de dizer que meditar é “estar” com Deus e isso traz paz e harmonia.

Quanto tempo a pessoa necessita para praticar?

Apenas como exemplo, Jesus “estava com Deus” todo o tempo e a sua vida é conhecida de todos nós pela sua grandeza.

Como estamos ainda no início de nossa caminhada evolutiva, alguns minutos pela manhã e pela noite, diariamente, são um excelente começo.

Como a meditação pode ajudar no tratamento da depressão?

A depressão não acontece de um dia para o outro, pois é um processo lento que vai se alojando e desarmonizando nosso ser. A prática da meditação vai trazendo novamente a harmonia e a eliminação do estresse que existe nesses casos, além de servir também como método preventivo.

Existem técnicas certas para meditar?

É só começar a buscar a presença Divina em todo o momento possível e sem dúvida a maneira mais apropriada chegará até você.

Ensine um exercício simples que as pessoas possam praticar se estiverem se sentindo cansadas e desanimadas.

Se possível, a pessoa deve acordar um pouquinho mais cedo do que o habitual, procurar um cantinho sossegado e sentar-se calmamente. Esquecer de tudo; horários, obrigações, tristezas e alegrias e concentre-se na respiração; inspirando e expirando com tranqüilidade. Observe seus pensamentos, mas não se fixe neles. Após um breve período pense em Deus, procurem senti-lo com todo o amor que haja em seu coração e se deixe levar por essa sensação indescritível.

Quais têm sido os benéficos relatados pelas pessoas que leram o livro e passaram a praticar?

São inúmeros casos que nos chegam de pessoas que mudaram suas vidas em vários sentidos após a prática regular da meditação. No meu caso, por exemplo, posso assegurar que para realizar o trabalho espiritual que entendo como minha tarefa, a meditação tem sido fundamental. Não sei se seria possível sem ela.

Como utilizar a prece aliada à meditação no auxílio ao combate à depressão?

Orar pedindo, acreditando na melhora, meditar com amor e fazer por merecer a cura buscando no Evangelho o caminho a seguir.

Deixe-nos uma mensagem:

Num estado crônico de depressão é sempre importante procurar o auxílio de um profissional, seja médico ou terapeuta habilitado, além da ajuda espiritual. Porque como foi dito, o quadro depressivo não surge de um momento para o outro e a meditação - que é o nosso desejo de “estarmos com Deus” - tem sido um excelente método preventivo, não só contra a depressão, mas contra todos os males que surgem ou atingem nossos espíritos.


Fonte: Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, Ed.24



Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 06 de Fevereiro de 2011, 10:46
Ola muita paz

Bons amigos

Excelentes esclarecimentos sem duvida Marcia.


(http://berbequim.files.wordpress.com/2006/12/meditation.jpg)

A Meditação

Nesta lição aprenderemos, de uma forma bem simples e objetiva, como praticar a meditação e quais os enormes benefícios que podemos ter praticando-a regularmente.

Na lição anterior vimos algo sobre o que é o despertar da consciência, e as grandes diferenças que existem entre ter a consciência desperta e adormecida.
Vimos também que os meios efetivos para o despertar da consciência são a prática da morte psicológica e da meditação.
Aqui está então o principal objetivo de praticarmos a meditação: despertar nossa consciência, o que por si só nos faz pessoas totalmente diferentes do que somos, com diferentes capacidades, objetivos e percepções.

A prática da meditação remonta a tempos antiquíssimos e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.
Também a moderna Psicologia tem estudado e atestado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação.

A prática da meditação

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.
Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.
Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.
Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos a técnica que já vimos nas primeiras lições deste curso.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.
Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.
Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.
Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.
Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.
Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.
Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.

Os Koans

Um koan é uma frase enigmática que tem como objetivo propor um problema à mente que ela não consegue resolver.
Dessa forma fazemos com que a mente se canse procurando uma resposta que ela não pode encontrar, uma vez que a resposta para um koan está além da mente, em um nível superior.
Conforme a mente vai se cansando ela vai também se aquietando até ficar em completo silêncio.

Esse é o objetivo do koan: silenciar a mente e ao mesmo tempo atrair levemente o sono.
Quando adormecemos, mesmo que por um breve instante, com a mente em silêncio, é que vivemos a experiência mística.
Pode-se escolher um dos seguintes koans para praticar a meditação:

"Quem é aquele que está só no meio de dez mil coisas?"
"Se tudo se reduz à unidade, a que se reduz a unidade?"

Também podemos usar um outro koan, nos concentrando e imaginado a seguinte situação:
Existe um profundo abismo e na beira deste uma grande árvore está plantada. Essa árvore possui um longo galho que cresceu de tal forma que sua ponta se projetou vários metros sobre o abismo.
Agora imaginamos que na ponta deste galho está amarrada uma corda e na outra ponta da corda está você, com as mãos e pés firmemente amarrados de forma que é impossível soltá-los, e apenas se segurando à corda com os dentes.
Então pergunte à mente:

"Como faço para sair vivo desta situação sem nenhuma ajuda?"

Então o que fazemos é lançar qualquer uma dessas perguntas à mente e ordenar que responda.
Depois de lançar o koan para a mente responder deve-se concentrar esperando a sua resposta, como se estivesse olhando dentro da mente à espera da resposta que ela está obrigada a trazer.
Dessa forma, mantemos a mente “pressionada” a trazer a resposta até ela ir se cansando e ficando em silêncio.

A mente é claro, tenderá a não obedecer, a trazer respostas erradas (pois ela não conhece a resposta para um koan) ou desviar para outros pensamentos.
Por isso deve-se insistir para que ela obedeça e traga a resposta para o koan.

Se a mente insiste em desviar para outros pensamentos seja imperativo com ela dizendo mentalmente: Fora! Não é isso que estou procurando!
Em seguida volta a se concentrar esperando a resposta.

Lembre-se: qualquer resposta trazida pela mente estará errada, pois ela jamais pode conhecer algo que está além dos afetos e da mente.

Cada pessoa deve praticar a meditação (ou qualquer outra prática) respeitando seus limites, ou seja, começar praticando por pouco tempo e, gradativamente, ir aumentando o tempo da prática.
Se forçar a concentração por longo tempo logo de início, pode ser que ocorram dores de cabeça ou mesmo tontura.

É importante que se pratique essas técnicas com continuidade, preferencialmente todos os dias, pois é dessa forma que se obtém resultados.

Muita paz
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 06 de Fevereiro de 2011, 15:03
Olá Amigo Victor

Muita paz e harmonia para todos!!!


A Meditação Cristã em prol da Paz

Meditar em prol da Paz

(http://2.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TEcJw9O9awI/AAAAAAAADJI/5Hr8B8AOqzc/s400/Laurence+Freeman.jpg)

O monge Laurence Freeman acredita que a disciplina espiritual conquistada com a meditação pode diluir o sentimento de violência

Por Maria Fernanda Vomero


"A meditação nos deixa conscientes das sementes de violência que estão dentro de nós"


Antes de se tornar um monge beneditino, o inglês Laurence Freeman foi jornalista, teve emprego em um banco de investimentos e passou seis meses trabalhando no escritório da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, como assistente do embaixador inglês. Em seu currículo, consta também um mestrado em Literatura Inglesa na Universidade de Oxford. Quando o monge John Main – que havia sido seu professor no colégio beneditino – criou um centro de meditação cristã para leigos em Londres, em 1975, Laurence resolveu participar da experiência. Passou seis meses no mosteiro aprendendo a meditar. "No fim daquele período, quando eu pensava em voltar para o meu trabalho como jornalista e para a vida acadêmica, já não conseguia sentir entusiasmo", diz. Ao mesmo tempo, a vida contemplativa dos monges o deixou encantado. "Levei o verão todo para decidir o que fazer. A meditação foi o começo de uma longa jornada espiritual.

Como eu era um aprendiz vagaroso e indisciplinado, resolvi me tornar monge para continuar aquela jornada." Em viagens e retiros espirituais pelo mundo, Dom Laurence divulga a prática meditativa como maneira de promover a paz. Ele é o guia espiritual da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã, que reúne 27 centros de meditação e mais de uma centena de grupos presentes em mais de 50 países, inclusive no Brasil. Numa das visitas a São Paulo, Dom Laurence conversou com a Super.

Super – Qual a importância da prática da meditação?

A meditação é importante nos dias de hoje por causa do desequilíbrio das nossas vidas. Vivemos numa velocidade muito alta, sempre lutando contra o tempo. Gradualmente, vamos perdendo o contato com o centro do nosso ser, onde experimentamos paz, alegria, amor e os sentimentos essenciais para estarmos bem. Dia desses, em Londres, eu buscava um lugar para estacionar o carro. Ao virar a esquina, achei uma vaga e fiz uma manobra. Um ciclista que estava atrás de mim teve que desviar bruscamente. Não aconteceu nada grave, mas percebi que ele me seguia para tirar satisfações. E me xingava, gritando. Voltei-me para ele, pedi desculpas e perguntei o que poderia fazer para ajudá-lo. Ele ficou tão surpreso – afinal, esperava uma reação nervosa da minha parte – que disse apenas: "Prometa que nunca mais fará isso". Foi engraçado, mas preocupante. O rapaz sentia uma raiva profunda, não somente por causa da fechada no trânsito. Era uma vontade de brigar, uma infelicidade intensa. Se falta paz dentro de cada um, imagine na sociedade como um todo.

Super - A meditação pode resgatar essa paz interior?

Certamente. Note como, na sociedade, existe uma certa obsessão pela violência, mesmo nos momentos de lazer, em filmes e jogos. Por causa das condições da vida moderna, não temos tempo de estar em contato com as fontes de paz e alegria dentro de nós mesmos. Por isso, é fundamental ter uma disciplina espiritual, como a meditação. Sem esse contato profundo consigo mesmo, o indivíduo morre como ser humano. Hoje há um grande interesse no autoconhecimento. As pessoas querem saber mais sobre si mesmas, buscam os psicólogos. Isso é útil e proveitoso, afinal precisamos nos conhecer bem para viver com qualidade. As tradições religiosas, contudo, entendem o autoconhecimento de uma maneira bem mais profunda. Não se trata somente de saber algo mais sobre a própria personalidade, mas de estar em contato com o profundo de nós mesmos, onde Deus está. A tradição cristã sempre ensinou que conhecer-se verdadeiramente é conhecer a Deus.


Super - A meditação sempre esteve presente na tradição cristã?

Sim, mas não tem sido central na vida espiritual diária dos cristãos. Durante muito tempo, a Igreja Católica ocidental envolveu-se em questões seculares e esteve preocupada com sua dimensão externa e com a conversão dos pagãos. Perdeu, aos poucos, sua vida interior e contemplativa. Nos séculos XVI e XVII, a contemplação foi marginalizada e a meditação acabou restrita a monges, padres e freiras. Nos últimos 50 anos, porém, vários monges católicos retomaram a tradição meditativa e formaram comunidades para estimular essa prática.


Super - Há diferenças entre a meditação cristã e a budista?

Tanto diferenças quanto similaridades. A meditação é uma prática espiritual presente em diversas tradições religiosas. Pode ser definida como um jornada da mente para o coração. Você sai de uma atividade consciente para uma vivência espiritual. Conseguimos isso com muita disciplina, estando tranqüilos e silenciosos. Na prática, tanto cristãos quanto budistas vivem essa mesma experiência espiritual e os frutos são iguais: paz, alegria, paciência, bondade etc. Mas o significado da experiência meditativa é diferente. Nós, cristãos, acreditamos que, ao meditar, rezamos como Jesus Cristo rezava. Ele tinha tanto os momentos de contemplação profunda quanto de compromisso com os semelhantes. A ação concreta é resultado dessa viagem interior.

O senhor é um grande defensor do diálogo inter-religioso. Um exemplo foi o programa The Way of Peace (O Caminho da Paz), com o Dalai Lama. Como o senhor avalia a experiência?

Foi um programa que durou três anos, de 1998 a 2000. Queríamos explorar o diálogo entre budistas e cristãos, por meio da meditação, em três diferentes caminhos: uma peregrinação, um retiro espiritual e um trabalho conjunto pela paz. No primeiro ano, estivemos com o Dalai Lama em Bodhgaya, na Índia, um lugar sagrado para o budismo. No ano seguinte, o diálogo foi num retiro na Itália. E, por fim, fomos a Belfast, na Irlanda do Norte, refletir sobre a amizade entre as religiões e o processo de paz. Quisemos mostrar que a amizade espiritual entre budistas e cristãos, via meditação, podia colaborar para a solução dos conflitos entre católicos e protestantes. Em outras palavras, a amizade espiritual, em profundidade, contribui de modo poderoso para a paz entre as pessoas. Acho que fomos bem-sucedidos. Tivemos encontros com políticos, líderes religiosos, jovens e vítimas da violência. O Way of Peace continua com encontros anuais, quando refletimos sobre a ligação entre a meditação e o processo de paz. Tentamos mostrar que a violência não leva a lugar algum.

Super - Como explicar os conflitos justificados pela religião?

Todas as religiões, em sua origem, pregam o amor e a paz. Se estimulam o conflito, alguma coisa está errada. Hoje há uma grande confusão entre fé e crenças. A fé é a capacidade humana para transcender, ou seja, para estabelecer um relacionamento profundo com Deus. Cada um descreve sua experiência de fé de um jeito diferente. As crenças são justamente o modo de expressar essa fé, conforme a tradição, os costumes e a cultura. Se nos apoiamos somente nas nossas crenças e esquecemos a fé, todos aqueles que têm uma crença diferente se tornam inimigos. Daí as divisões dentro da própria Igreja e entre os diversos grupos religiosos, as inimizades, os confrontos. A oração precisa ser profunda, senão a religião se torna perigosa.


Super - Como a meditação contribui para o processo de paz no mundo?

Ela nos deixa conscientes das sementes de violência que estão dentro de nós: perda ou rejeição, tristeza, raiva. Assim, podemos corrigi-las precocemente. A meditação também nos coloca em contato com um espaço interior comum a todos os homens. Quando o indivíduo se sente parte desse "espaço de humanidade", entende que é possível partilhar com os demais. Essa é a base da cooperação, da existência pacífica.



*Laurence Freeman:
• Monge beneditino do mosteiro de Cristo Rei em Cockfosters, Londres.
• Tem 51 anos e é autor de seis livros sobre meditação cristã.
• Gosta de ler romances e, quando vem ao Brasil, aprecia correr ao longo da praia de Copacabana, no Rio.


Fonte: Revista Super Interessante, Edição 182 – 11/2002.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Hebe M C em 06 de Fevereiro de 2011, 16:06
Krishnamurti:

"Nós temos que compreender o fato de que o controlador é o controlado. O pensamento criou o pensador separado do pensamento que então diz: "Eu devo controlar". Assim, quando vocês percebem que o controlador é o controlado, vocês eliminam totalmente o conflito. O conflito só existe quando há divisão. Nossa vida está em conflito porque nós vivemos com essa divisão. Mas essa divisão é falaciosa, não é real; ela tornou-se um hábito nosso, uma cultura nossa."

"Assim, quando percebemos esse fato (que o pensador é o pensamento) então todo o modelo do nosso pensamento sofre uma mudança radical e não há nenhum conflito. Essa mudança é absolutamente necessária se estamos meditando porque a meditação exige uma mente altamente compassiva e, portanto, altamente inteligente, com uma inteligência que nasce do amor, não do pensamento astucioso."

J.krishnamurti em "A Rede do Pensamento" (Editora Cultrix)
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 06 de Fevereiro de 2011, 23:07

(http://3.bp.blogspot.com/_OU2j8vqRXis/TUnMTeYSYpI/AAAAAAAAEk4/YDFUGjhtd8M/s400/luzceu.jpg)



As nuvens passam...

Quando você adentra o mundo da meditação, sua visão, sua perspectiva imediatamente muda.
Você começa a sentir que não está aqui por acaso, que está suprindo certa necessidade da existência.
A existência em si está atrás de você, mas isso só poderá ser descoberto em profundo silêncio, quando seus pensamentos, sua mente, seu ego pararem de uma vez.
Nessa claridade, quando todas as nuvens desaparecem, o sol brilha, e nessa luz a vida imediatamente se transforma.
Ela começa a ter sentido, significado, e com sentido e significado vêm a alegria e a bem-aventurança.

Paz e Luz em seu coração!


(Osho)

Fonte: No Caminho da Luz!

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 07 de Fevereiro de 2011, 12:56
Bom dia Amigos e Amigas.
Muita paz em nossos corações!



Meditação, “Uma visão Espírita”

(http://2.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TE8Nf_gxayI/AAAAAAAADKQ/bTp7D9ZAbSI/s400/caminhosyoga.jpg)


Meditação no Espiritismo


Por Breno Henrique de Sousa


A palavra meditação é vulgarmente entendida como a prática da reflexão sobre questões relevantes na vida. Neste sentido, é comum na literatura espírita o convite à meditação (reflexão) sobre nossas atitudes, sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Na questão 919, de O Livro dos Espíritos, Santo Agostinho nos convida a refletir diariamente sobre nossas atitudes, na busca do auto-conhecimento e da perfeição moral.

À época de Kardec, a meditação, enquanto prática de desenvolvimento mental pelos princípios da atenção plena, auxiliada por uma série de técnicas geralmente advindas das culturas orientais, era pouco conhecida no ocidente e estava no ciclo restrito das escolas esotéricas, mesclada com seus princípios místicos. Devido ao caráter de clareza e objetividade do Espiritismo, pelo fato da Doutrina encontrar-se em processo de formação e ao caráter místico que ainda era atribuído a esta prática, não vamos encontrar, nos primórdios da doutrina espírita, ênfase na prática da meditação, mas sim na reflexão sobre questões existenciais ou ainda a “concentração” para fins de prática e desenvolvimento mediúnicos.

No que se refere à concentração para a prática mediúnica, não está clara a relação entre esta e a meditação. No capítulo XVII, de O Livro dos Médiuns, que trata da formação dos médiuns, fala-se da postura do médium, a evocação dos espíritos, a vontade como elemento fundamental, deixando clara a importância do caráter magnético do fenômeno mediúnico, onde o espírito comunicante estabelece uma relação fluídica com o médium. Não foi pesquisado, por exemplo, como a prática da meditação, dentro dos princípios e finalidades expostos na matéria, pode repercutir sobre a qualidade da prática mediúnica, mas, a julgar pelos resultados apresentados na reportagem, resultados já amplamente divulgados pela mídia, os efeitos só poderão ser positivos.

Nos dias atuais, assim como foi afirmado na *matéria, a meditação não precisa estar necessariamente vinculada a um aspecto místico ou esotérico. Além disso, são comprovados cientificamente os resultados positivos da prática da meditação. Despojada de seu caráter místico e comprovada cientificamente a sua eficácia no equilíbrio das emoções e das faculdades psíquicas, não há nenhum obstáculo ou incompatibilidade com o Espiritismo. Tudo o que serve para o desenvolvimento do potencial humano e que esteja demonstrado pela ciência, deve ser endossado pelo Espiritismo, conforme dizia o próprio Allan Kardec.

Já é comum em muitas obras espíritas atuais, em seminários e congressos, referências às técnicas de meditação como um auxiliar terapêutico e complementar nos tratamentos espirituais. Algumas instituições até iniciam seus participantes nestas técnicas, porém, é preciso refletir sobre a forma como terapêuticas modernas e eficazes devem ou não ser introduzidas no espaço do centro espírita. Sabe-se que não é muito difícil encontrar instituições espíritas que pratiquem a homeopatia, a fitoterapia e até mesmo acumputura. Sem ter a pretensão de afirmar de maneira categórica que estas terapias devem ou não fazer parte do centro espírita, é preciso ter cuidado para que estas práticas não descaracterizem a própria terapêutica espírita. Além disso, estas terapias complementares possuem seus próprios espaços destinados à sua prática e difusão de seus princípios e nada impede que o espírita procure estes espaços para usufruir dos benefícios ali oferecidos.

O tema é amplo e abre espaço para muitas reflexões. O mais importante nesta bem elaborada reportagem é mais uma vez a comprovação de que a mente determina a saúde do corpo físico e mais um passo para a afirmação de que somos seres espirituais em uma experiência transitória na matéria.


*Os termos matéria e reportagem a que o texto faz referência , são comentários pessoais do autor a respeito da publicação da Revista IstoÉ, em 19/02/2010, sob o título “O Poder da Meditação”.



Breno Henrique de Souza é paraibano de João Pessoa, ambientalista, expositor e militante espírita há mais de 10 anos.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Hebe M C em 07 de Fevereiro de 2011, 13:10
Oi Macili, Trago um artigo interessante sobre meditação e saúde.

"O estado único de alerta em repouso adquirido durante a técnica da Meditação Transcendental promove saúde ao reduzir a ativação do sistema nervoso simpático que, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos e reduz os hormônios do estresse como a adrenalina, noradrenalina e cortisol."

"Como o estresse danifica o coração
O estresse psicológico aumenta a ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal. Esta ativação aumentada descarrega adrenalina, noradrenalina e cortisol, o que leva a um batimento cardíaco mais rápido, aumento do esforço cardíaco e estreitamento das artérias. Estas mudanças, por sua vez, criam um aumento da pressão arterial. A ativação destes sistemas também acelera o progresso da aterosclerose e pode levar a uma ruptura aguda das placas que resulta em isquemia do coração (angina), doença coronariana e derrame.

Como a técnica da Meditação Transcendental promove o coração saudável
A prática duas vezes ao dia da técnica da Meditação Transcendental reduz a ativação do sistema nervoso simpático que, por sua vez, dilata os vasos sanguíneos e reduz os hormônios do estresse, tais como adrenalina, noradrenalina e cortisol. A pesquisa publicada confirma que a técnica da MT: Reduz a pressão arterial alta • Reduz a aterosclerose • Reduz a constrição dos vasos sanguíneos • Reduz o espessamento das artérias coronárias • Reduz o uso de medicação anti-hipertensiva • Reduz as taxas de mortalidade."

Fonte: http://www.meditacaotranscendental.com.br/beneficios-saude-estresse/
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 07 de Fevereiro de 2011, 17:21
Ola muita paz


Meditação profunda aperfeiçoa funcionamento do cérebro

Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin divulgado nesta segunda-feira (08/11/2004).
Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, do Centro Waisman da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou suas conclusões na revista "Proceeding", da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
"Descobrimos que pessoas que praticam meditação budista durante longos períodos auto-induzem mudanças neurais, isto é, na função cerebral, que têm um impacto duradouro, aumentando a cognição e as emoções", indicou Antoine Lutz, que liderou o estudo.

O termo "meditação" compreende inúmeras tradições culturais e variados métodos de concentração mental, controle da respiração, disposição física centrada e, em alguns casos, visualizações - ou seu oposto, a não focalização da mente em objetos ou idéias.
Para este estudo, os pesquisadores tomaram oito praticantes de meditação budista com idade média de 49 anos, e para o grupo de controle utilizaram 10 estudantes voluntários, com idade média de 21 anos.
Os budistas receberam instrução mental nas tradições tibetanas Nyingmapa e Kagyupa de 10 mil a 50 mil horas ao longo de períodos de 15 a 40 anos.
"A duração de sua instrução foi calculada sobre a base de sua prática diária e o tempo que passaram em retiros de meditação", indicou Lutz.
Por outro lado, os sujeitos do grupo de controle não tinham experiência prévia na meditação e receberam instrução por uma semana antes da coleta de dados através de eletroencefalogramas.

Como método de meditação, os pesquisadores escolheram "a prática sem um objeto determinado durante a qual os praticantes, tanto budistas como do grupo de controle, geraram um estado de 'amabilidade e compaixão incondicional'".
Esta prática, usada por inúmeras escolas budistas da Índia até China, Japão, Coréia e sudeste asiático, não requer concentração sobre objetos, memórias ou imagens particulares, mas uma disposição para ajudar a todos os seres vivos.
"Estudos anteriores já demonstraram o papel geral da sincronia neural, em particular nas freqüências da banda gama (de 25 a 70Hz), em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem e a percepção consciente", explicou Lutz.
Acredita-se que tais sincronizações das descargas neurais oscilatórias desempenham um papel crucial na constituição de redes que integram os diferentes processos neurais em funções cognitivas e afetivas altamente ordenadas.
"Por isso, a sincronia neural parece um mecanismo promissor para o estudo dos processos cerebrais que estão por trás da instrução mental", acrescentou.

Os pesquisadores registraram eletroencefalogramas dos participantes budistas e dos sujeitos de controle antes, durante e depois da meditação, e compararam as pautas de ambos os grupos.
"Descobrimos que os praticantes budistas auto-induzem, de forma sustentada, oscilações de alta amplitude na banda gama e na sincronia de fase", disse Lutz.
"As diferenças notáveis em relação aos sujeitos de controle aumentam muito durante a meditação e se mantém no período posterior à meditação", explicou.
Um dos detalhes notados pelos pesquisadores foi a chamada "sincronia gama a longa distância".
Aparentemente, ela é vinculada a uma coordenação neural em grande escala e ocorre quando duas áreas neurais, controladas por dois eletrodos distantes, oscilam com uma relação de fase precisa que se mantém constante durante um certo número de ciclos de oscilação.
Além disso "a atividade gama de alta amplitude encontrada em alguns destes praticantes é, até onde sabemos, a mais alta da que se tem notícia na literatura científica, em um contexto não patológico", acrescenta o estudo.

Da EFE - Em Washington
Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2011, 19:36
          Amigos, boa tarde.
          A meditação é prática que nada tem a ver com qualquer religião; é fato que religiões a usam, pois aclara-nos a mente e traz facilidade de compreensão. A meditação tem a ver apenas com encontrar Deus.
          Nossa ciência mais avançada já compreendeu que, o que pode nos levar ao encontro com o Sagrado, não são as religiões e crenças populares, mas as práticas meditativas do misticismo. Como afirmou Krishnamurti, sábio contemporâneo: “As religiões impedem o acesso à Verdade”. E, ainda: “Aquele que se liga a religiões organizadas é imaturo; está ainda no jardim da infância espiritual...”.
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          Depois que a ciência concluiu que a meditação das tradições orientais podem levar a estados elevados de consciência (até há pouco tempo, não considerados pela ciência ocidental),nos quais podemos entrar numa condição de felicidade indescritível, chamada de “bem-aventurança pelos iluminados, muitos cientistas, psicólogos, religiosos e estudantes praticam técnicas de meditação. Mas, o objetivo não é mais, como, geralmente, se acredita no mundo ocidental, acabar com o estresse ou trazer saúde. É muito mais: é conhecer a verdade, o que ou quem realmente somos; conhecer aquilo a que damos o nome de “eu”, aquilo a que damos o nome de Deus.
          Vejam: o Deus das religiões populares, religiões organizadas, é o Deus dos rituais e das cerimônias; inatingível, ou só, atingido, no passado, por alguns “privilegiados”, os “santos’. É o Deus que está fora do nosso alcance; ele lá, nós aqui, não só no sentido espacial mas, e sobretudo, no sentido moral; que, eternamente registra os acertos e erros dos homens e que, num julgamento hipotético, que se realiza a todo instante da eternidade, premia os obedientes às suas ordens, e pune os  desobedientes; é o Deus que não consegue derrotar o mal, pois este, contra Sua vontade, arrasta para suas fileiras mais almas do que Ele leva para as suas, mostrando que o Todo Poderoso nem sempre tem poder sobre ele. Esta é a visão que as religiões do povo têm de Deus.     
          Contudo, não conhecemos o Deus real (há religiões que lhe dão “mais de mil” nomes, pois nenhum o representa); é o Deus que, como pensamos, criou o Universo, tudo que existe; que não elege um povo para explorá-lo (como fez o Deus do Antigo Testamento); que está em todo lugar, não longe de nós, mas “aqui”, dentro e fora de nós, como afirmaram Jesus, Paulo e outros; que opera todas as coisas; que traz vida e morte, cria e destrói incessantemente e que, como ensinam os sábios, podemos conhecer desde que nos esqueçamos de nós mesmos, nos momentos de meditação.
          Esse é o Deus que não está só nas palavras dos sacerdotes e ministros, ou nos templos; nem nos rituais e orações; e cujo percebimento nos revela, como disse Jesus, a verdade de que “eu e o Pai somos um”. É o Deus que está dentro de nós e que, por isso, não precisamos de intermediários, como “santos”, sacerdotes, gurus, pastores, mentores, médiuns, religiões para alcançá-lo. É o Deus, cujo percebimento, liberta o homem de toda ignorância e de todos os sofrimentos e o coloca numa condição de extrema felicidade, amor incondicional e sabedoria, como afirmam os místicos e Jesus.
          Fritjoff Capra, renomado físico, ouviu o místico Krishnamurti dizer que, se quisermos alcançar a auto-realização espiritual, ou encontrar Deus, que é a mesma coisa, temos de fazer cessar o pensamento e o raciocínio. Capra ficou perturbado. Estava começando a carreira de cientista e, para o cientista, pensamento e raciocínio são ferramentas essenciais.
          Capra perguntou: “Como posso ser um cientista se tenho de fazer cessar o pensamento e o raciocínio?”
          Krishnamurti respondeu: “Primeiro, você é um ser humano; depois, você é um cientista. Primeiro você tem de se libertar de todos os problemas, ignorância, dúvidas e conflitos, e essa libertação não é alcançada nem pelo pensamento, nem pelo raciocínio, mas pela meditação –  que traz a compreensão da totalidade da vida, sem qualquer forma de fragmentação. Uma vez que você tenha compreendido a totalidade da vida, pode se especializar como cientista, sem qualquer problema”.
          O que quis dizer Krishnamurti com “compreender a totalidade da vida”? Não será isso o que aconteceu com Jesus, com Gautama e com outros?
          Vejam: a história conta que Gautama (mais tarde, um Buda) só conhecia a vida do palácio: luxo, fartura, facilidades de todo tipo. Isso era a parcela de vida que ele conhecia, seu fragmento de vida. Quando, um dia, deixou o palácio, veio a conhecer as misérias do mundo: sofrimento, doença, fome, injustiça, dificuldades de todo tipo, a outra parte da vida que ele ainda não conhecia. Uma parte, a vida de riqueza e prazer; a outra, a vida dos explorados e sofredores.
          Perturbado e penalizado, e tentando compreender como Brama, o Criador, permitia contrastes tão grandes, entregou-se à meditação e se iluminou; tornou-se um Buda, isto é, despertou, abriu os olhos, a luz lhe chegou, iluminou-se, “compreendeu”.
          Com Jesus (mais tarde, o Cristo), deve ter acontecido o mesmo. Sentiu a revolta do povo sujeito a todo tipo de exploração e abuso, enquanto os romanos e a nobreza judia viviam no luxo e na fartura. Como Gautama, deve ter tentado compreender esses tremendos contrastes. Como o Deus-Pai permitia tanta desigualdade, injustiça e sofrimento? Por isso deve ter meditado e, finalmente, chegou à iluminação; tornou-se um Cristo, um Buda, isto é, um iluminado.
                         Continua...
Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2011, 19:43
          Resposta #30          Continuação...
          ... Quando a ciência entrou no mundo das subparticulas atômicas, os cientistas ocidentais se depararam com descobertas que os deixaram extremamente perturbados, e só conseguiram entender o que era tão perturbador porque alguns conheciam o misticismo Oriental.
          Um deles, Fritjoff Capra, escreveu “O Tão da Física”, livro que, passo a passo, compara as revelações da nova ciência com as revelações obtidas pelos místicos orientais, desde há milhares de anos, nas suas penetrações, pela meditação, em níveis mais elevados de consciência.
          As implicações são tão importantes que, hoje, muitos dos cientistas mais avançado do planeta consideram que a visão de mundo da ciência é igual ou semelhante à visão de mundo do misticismo milenar. Ciência e “religião”, adversárias tradicionais, pela primeira vez na história do mundo, puderam se dar as mãos.
          As conclusões da nova ciência trouxeram revelações que, para os ocidentais e outros, parecem absurdas e até blasfêmias. As crenças cristãs e outras, afirmam que somos incapazes de nos aproximar de Deus, porque estamos cheios de pecados e imperfeições. Enquanto isso, as revelações trazidas pela meditação e, agora, pelas descobertas científicas, ensinam que desde sempre somos a própria divindade (“eu e o Pai somos um”); que nosso trabalho, para nos libertarmos da ignorância e do sofrimento, é, como afirmou Jesus, conhecer essa verdade libertadora.
          Por tudo isso, hoje, a meditação oriental é praticada, aqui no Ocidente, por milhares de pessoas: cientistas, psicólogos, psiquiatras, padres, monges, freiras, estudantes. É a porta pela qual a “libertação” pode entrar. Essa é a afirmação da nova ciência que, agora, tem do universo, visão igual à dos místicos orientais e ocidentais.
          Hoje há trabalhos com relação aos quais é até difícil de saber se são obras de físicos quânticos ou de místicos, pois suas concepções sobre a vida, o lugar do homem no universo e sobre Deus, são semelhantes. Vejam o título deste livro: “Questões quânticas: Escritos místicos dos maiores físicos do mundo”. Afinal, esse livro trata de física quântica ou de misticismo? Trata das duas coisas porque, hoje, e pela primeira vez na história do mundo, a visão de mundo da ciência se confunde com a visão de mundo do misticismo milenar, o mesmo misticismo que a ciência ocidental considerava, até há pouco tempo, um amontoado de superstições, bobagens e até patologia.
          O objetivo da meditação: “abrir espaço” para Deus; aquietar a mente, cessando todas as operações mentais; trazer silêncio ao cérebro, fazer cessar o “eu/ego”, com suas lembranças e condicionamentos e, se houver perseverança, levar à percepção daquilo que os místicos perceberam: que nós não somos essas criaturas impotentes e sofredoras, envolvidas pela escuridão da ignorância; que podemos dar o vôo da águia, subir às alturas e conhecer que somos a própria divindade que em nós habita. Por isso, disse o profeta do Antigo Testamento: “Aquieta-te e sabe: Eu sou Deus!”; aquiete o ego, cesse com suas ações de pensar, imaginar, recordar, se emocionar e você poderá, se for perseverante, “ouvir” a voz de Deus, “sentir” Deus, “tocar” Deus. Como disse o iluminado: “Aquele que perseverar até o fim será salvo!”, e “Conhecereis a verdade e a verdade vos salvará”.
          Por isso, a única saída desta babel de incertezas, ignorância e sofrimentos, que é a vida, é a solução dos místicos: buscar o que eles buscaram, conhecer o que eles conheceram, a “verdade que liberta”, como disse Jesus. É o “auto-conhecimento”, o “conhece-te a ti mesmo e serás Deus” daqueles antigos filósofos. E essa busca só é possível pela meditação.
          Vemos, no mundo, centenas de religiões, cada uma se considerando a “única” certa, com suas denominações, crenças, revelações e mestres próprios. Mas, quando se chega ao “êxito” na meditação, “abrem-se os olhos” e todas as diferentes denominações cessam. Todas as “religiões” do Ocidente e do Oriente, judaísmo, cristianismo, budismo, bramanismo, todos os “ismos”, sejam religiões populares ou tradições sérias buscadoras da “re-ligação” com Deus, perdem as características que as diferenciam, e “se fundem numa única compreensão perfeita e universal” quando se tem o conhecimento da verdade de que “eu e o Pai somos um”.         
          A experiência vinda da meditação é tão extraordinária que foi exaltada por todos os que a tiveram como a experiência mais sublime que o ser humano pode ter. Jung, o psiquiatra, usou palavras semelhantes, e Jesus a considerou a pérola, o tesouro que quem encontra “vende tudo o que tem”, desiste de tudo o mais, e “compra aquele campo”. Jesus até afirmou que, “quem não abandona pai e mãe para segui-lo”, isto é, para buscar essa experiência, “não é digno dela”; o Mestre faz ver que esse tesouro é muito mais importante do que qualquer outra coisa, do que qualquer outra conquista, bem ou posse. Teresa de Ávila afirmou que “comparado com essa experiência tudo mais é lixo”; Krishnamurti, o sábio contemporâneo, “tudo o mais é fútil e infantil”; e um poema Zen diz, “se você já esteve lá”, isto é, se já teve a experiência, “como lhe parecem sem importância todas as outras coisas”. Maharish Maharesh Yogi, que trouxe, ao Ocidente, a Meditação Transcendental, afirma que, enquanto não temos essa experiência, somos, ainda, meramente subumanos, enquanto Krishnamurti diz que a vida só tem significado quando chegamos “lá”. Por isso, com razão, Jesus aconselhou a “em primeiro lugar” buscar Deus e que, conhecida a verdade, estaremos libertos. Vamos perceber, então, que a morte não existe e que não há necessidade de salvação, pois que desde sempre estamos salvos porque “Eu e o Pai somos um”.
          Assim, a única saída da escuridão em que estamos, é “aquietar”, “esquecer o eu”, penetrar numa condição “além” do eu. E é isso o que a meditação faz; nos leva para além de nosso nível comum de consciência, além das limitações de nossa mente, e faz com que penetremos em níveis mais elevados de compreensão.
           Continua para terminar...
Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2011, 19:47
          Resposta #30          Continuação e fim... 
          ... Mas, meditar não é pensar ou refletir sobre um tema elevado, no amor ao próximo, nos exemplos de Jesus, na paz mundial, imaginar ou visualizar isto ou aquilo, suplicar ou dar graças; é aquietar o eu, silenciar o eu, trabalhoso e leva tempo sobretudo para nós, ocidentais, acostumados, viciados, condicionados a tagarelar o tempo todo. Nosso cérebro não é capaz de ficar quieto; estamos sempre falando, ouvindo, raciocinando; imaginando o dia de amanhã, lembrando o dia de ontem (nunca estamos no aqui-agora); julgamos, avaliamos, classificamos, comparamos, dando nomes a tudo que vemos, tudo sem cessar nem quando estamos dormindo. Não gostamos do silêncio. Experimente assistir, na TV, a um filme com legenda e tire o som; veja como os outros vão reclamar! O dia todo estamos envolvidos por músicas ruidosas ou não, ruídos das mais variadas espécies... A dificuldade para fazer silêncio é enorme. Mas, para a percepção do sagrado é necessário esse silêncio: “Aquieta-te...” Por isso Krishnamurti disse ao físico Capra: “temos de fazer cessar o pensamento e o raciocínio”. Isso é aquietar-se.
          É difícil mas, perseverando,  conseguimos; lembrem-se “pedi, batei, teimai...”, ou “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”, ou “... de tanto incomodar, o vizinho lhe deu até mais do que três pães”. Uma técnica Zen: atenção total ao fluir dos próprios pensamentos. É como se disséssemos: “Podem falar, que estou escutando!” Depois, atenção total ao pensamento que vai “falar” ou “nascer” naquele instante. Se a atenção for total, nenhum pensamento nasce! Não há pensamentos; e quando não há pensamentos, também não há o “eu”, o ego morre; suas operações cessam e pode surgir um vazio, um nada; não há nenhuma percepção... E se perseverarmos nesse vazio, de repente, não se sabe quando, nem onde, a coisa pode explodir; a luz pode chegar e, num relâmpago, mostrar a Verdade... E, então, acabam-se todos os sofrimentos e toda ignorância!...   
          Há outras técnicas, é evidente: atenção à respiração etc. A atenção é importante porque não permite que nos percamos em pensamentos invasores. Por isso, Jesus deixou tantas parábolas sobre a atenção: a do servo fiel que aguardava o patrão; a das virgens insensatas, a do ladrão.  Se estamos distraídos por qualquer coisa: pensamento, lembrança, imaginação ou sensação (um compromisso, uma dívida que vence, uma providência a tomar, dor, medo, desejos, remorsos ou preocupações sobre dinheiro, saúde, gula, avareza, preguiça, sexo, ódio, vaidade, orgulho, aquelas coisas às quais as religiões dão o nome de pecados capitais e outros), não conseguimos meditar; não haverá silêncio mental, a mente não será aquietada.
          Deus já está em nós (“Vós sois o templo do Altíssimo”, “o Senhor habita em vossos corações”), e se a mente estiver aquietada, em silêncio, isto é, vazia do ego, a ausência dos ruídos, das “estáticas” do “ego” pode permitir a sintonização com essa Realidade.
          Como os sábios afirmam e, hoje, muitos cientistas, o mundo será melhor à medida que mais e mais pessoas meditam. Há estudos mostrando que, se 1% de uma coletividade medita, diminuem nela os índices de crimes, violência, acidentes, conflitos, hospitalizações, uso de drogas, perturbações da natureza, alcoolismo, suicídios, enfermidades etc. (“Um homem que se ilumina, dissolve o ódio de milhões”). Como afirmam pesquisadores, “se a meditação for estendida à população em geral, o sofrimento será coisa do passado”. 
          Então o único remédio para o mundo é a meditação. Sentar-se em posição confortável, na qual nada esteja perturbando ou oprimindo, e esquecer o “eu”, esquecer tudo, até que estamos meditando; esquecer até o desejo de esquecer, sempre sem qualquer esforço ou esperança, que são operações do ego. Esse esquecimento nos leva para “além do ego”, para além do tempo e do espaço. Esse é o verdadeiro “salto quântico”, um salto nosso do sistema temporal, para o atemporal, onde podemos  perceber Deus.
          E isso é o fim de toda a ignorância e seus conseqüentes sofrimentos, e o começo da felicidade, da sabedoria e do amor.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 08 de Fevereiro de 2011, 03:10
Obrigada Coronel pela sua participação e pelos comentários esclarecedores.
Obrigada a você também Ken por estar conosco.


(http://www.pontodosaber.com/gandhi.gif)

Um dia deixarei de voar em pensamentos e idéias, e terei novamente minhas próprias asas!


Livro: Momentos de Meditação
          Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis.



5. Conquistas

O Homem comum satisfaz-se com os fenômenos fisiológicos e os prazeres que exaurem os sentidos, sem qualquer benefício para a emoção.

Todos os seus planos e aspirações giram em torno de lucros que lhe propiciem as metas imediatas do gozo, da sensualidade.

Gozo alimentar e posse sensual; gozo no sono e sensualidade na ambição; gozo na comodidade e sensualismo na mente.

O seu intelecto se volta para o utilitarismo e o seu sentimento para a sensação.

O crescimento que anela é horizontal, de superfície, encontrando dificuldade para a verticalização da vida, a ascese.

*

O homem que desperta para as experiências libertárias, emerge dos sentidos opressores e ala-se.

O conhecimento torna-se-lhe uma bússola e um roteiro, enquanto o sentimento o propele à conquista das distâncias.

O prazer instala-se-lhe nas áreas profundas do ser através das sucessivas aquisições da renúncia, da abnegação, da identificação dos valores reais, em detrimento das inquietações provenientes dos desejos insatisfeitos.

Verticaliza a conduta e comanda o pensamento, sem vazios, físicos ou mentais, para os conflitos que envilecem, atormentando o coração.

Os seus, são os triunfos sobre os próprios limites.

*

O homem comum vê, ouve e vive conforme se apraz.

Os acontecimentos são enfocados de acordo com as lentes dos seus interesses pessoais.
Tudo faz para fruir sempre, desfrutando do maior quinhão.

O seu humor é instável, porque governado pela força da paixão egoísta.

A sua fé é acomodada, por supor que ganhará a Vida utilizando os métodos escusos em que tem posto a existência.

*

O homem lúcido entende a finalidade para a qual foi criado por Deus e vê, ouve e vive obedecendo aos padrões exarados pelas Leis que regem a Vida.

Proporciona os meios para que os fenômenos aconteçam — efeitos naturais das suas ações postas a serviço dos programas divinos.

É estável, porque sabe que somente lhe acontece o que se lhe torna de melhor, daí retirando a boa parte, aquela que o ajuda em qualquer ocorrência.

Crê e ama sem receio, porque a sua é uma vida fecunda.

O homem comum vive embriagado ou aturdido, ansioso ou desiludido.

O homem consciente movimenta-se em paz.

Pilatos, na horizontal do poder, lavou as mãos quanto ao destino do Justo.

Jesus, na vertical da verdade, sem nenhuma queixa submeteu-se. Erguendo-se na cruz, permanece como exemplo fecundo de união com Deus, na conquista total da Vida.
Título: Re: Meditação
Enviado por: ken em 08 de Fevereiro de 2011, 17:14
Boa tarde amigo Coronel e demais participantes

Grato por seus comentários, sempre esclarecedores e bem fundamentados.

Como contribuição ao assunto segue textos de meu arquivo:

Meditação
O caminho espiritual
“ O principal requisito para adquirir o autoconhecimento é um amor puro.
Buscai o conhecimento por puro amor, e o autoconhecimento finalmente coroará o esforço”
H.P. Blavatsky
    ****   ****   ****   ****   ****   ****   ****
A Voz do Silêncio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
livro escrito por Helena Blavatsky , publicado pela primeira vez em 1889., e em português foi traduzido por Fernando Pessoa.
 
O livro foi considerado pelo 14º Dalai Lama como sendo uma positiva influência para muitos buscadores da Senda do Bodhisattva . A "voz do silêncio" de que fala o título é uma alusão à inspiração verdadeiramente divina, à comunicação direta do devoto com sua alma imortal, condição obtida somente após um longo e árduo processo de treinamento, desenvolvimento e purificação pessoal, que pode levar diversas vidas para ser completado. Os seguintes trechos selecionados dão uma boa idéia do seu conteúdo:

"Há só uma senda até ao Caminho; só chegado bem ao fim se pode ouvir a Voz do Silêncio. A escada pela qual o candidato sobe é formada por degraus de sofrimento e de dor; estes só podem ser calados pela voz da virtude. Ai de ti, pois, discípulo, se há um único vício que não abandonaste; porque então a escada abaterá e far-te-á cair; a sua base assenta no lodo fundo dos teus pecados e defeitos, e antes que possas tentar atravessar esse largo abismo de matéria, tens de lavar os teus pés nas águas da renúncia. Acautela-te, não vás pousar um pé ainda sujo no primeiro degrau da escada. Ai daquele que ousa poluir um degrau com seus pés lamacentos. A lama vil e viscosa secará, tornar-se-á pegajosa, e acabara por colar-lhe o pé ao degrau; e, como uma ave presa no visco do caçador sutil, ele será afastado de todo o progresso ulterior. Os seus vícios tomarão forma e puxá-lo-ão para baixo. Os seus pecados erguerão a voz, como o riso e soluço do chacal depois do sol se por; os seus pensamentos tornar-se-ão um exército e levá-lo-ão consigo, como um escravo cativo."
" Lembra-te, tu que lutas pela libertação humana, que cada falência é um triunfo, e cada tentativa sincera a seu tempo recebe o seu prêmio. Os santos germes que brotam e crescem invisíveis na Alma do discípulo, dobram como juncos mas não quebram, nem podem eles perder-se. Mas quando a hora soa, desabrocham."

Paz a todos

ken

 
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 15:18
Boa tarde Amigos e Amigas

Hebe obrigada pela postagem do vídeo "O Silêncio da Alma".

Muita paz a todos...


Vídeos Meditação.


Introdução a meditação - parte 1/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZFYzVkRWNUeGU0Iw==)


Meditação parte 2/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWZSZWdOZ2ltWUtNIw==)


Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 15:37
Continuação dos Vídeos


Meditação - parte 3/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBfM040LUVSTnJvIw==)

Meditação - parte 4/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU5hUFpLNUY4R3NVIw==)
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 15:41
...  parte final


Meditação - parte 5/6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBmSXJuNHRob1JRIw==)


Aprenda a Meditar 6 6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdpVUdlRmFuUVFRI3dz)
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 10 de Fevereiro de 2011, 13:52
Ola muita paz
Bons amigos

A Arte de Meditar

(Hugo de São Vitor nasceu na Saxônia, que hoje faz parte do território da Alemanha, no ano de 1096. Ainda jovem sentiu a vocação religiosa e mudou-se para Paris com a intenção de ingressar no Mosteiro de São Vitor, no qual residiu até a sua morte em 1141. Ele viveu, portanto, na primeira metade do século dos anos 1100)
I
OS TRÊS GÊNEROS DE MEDITAÇÃO

A meditação é a cogitação freqüente, que investiga o modo, a causa e a razão de cada coisa.

No modo, investiga o que é; na causa, por que é; na razão, como é.

Os seus gêneros são três: o primeiro é sobre as criaturas, o segundo sobre as escrituras, e o último sobre os costumes.

A meditação das criaturas surge da admiração; a meditação das escrituras, da leitura; a meditação dos costumes da circunspecção, do atento exame dos afetos, pensamentos e obras humanas.
II
A MEDITAÇÃO DAS CRIATURAS
Na meditação das criaturas a admiração gera a questão, a questão gera a investigação, a investigação a descoberta.

A admiração considera a disposição, a questão busca a causa e a investigação, a razão.

Admiramos a disposição quando consideramos a diferença entre o céu, onde tudo é igual, e a terra, onde existe o alto e o baixo.

Daqui passamos a questionar a causa, que é a terra ter sido feita para a vida terrena, enquanto que o céu para a vida celeste.

A investigação, finalmente, buscará a razão, descobrindo-a ao encontrar que tal como é a terra, tal é a vida terrena; e tal como é o céu, tal é a vida celeste.
III
A MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS
Na meditação sobre as Escrituras, a consideração deve ser realizada do seguinte modo.

A meditação inicia-se com a leitura: ela é que ministra a matéria para se conhecer a verdade. Segue-se-lhe a meditação, que a une. A esta se acrescentarão a oração, que a eleva; a operação, que a compõe; e a contemplação, que nela exulta. Nossa intenção agora é tratar apenas da meditação.

Nas Escrituras a meditação versa sobre como importa conhecer. Tomemos um exemplo. Está escrito:

"Desvia-te do mal, e faze o bem".
   
Salmo 36


À leitura sobrevém a meditação. Por que disse primeiro "desvia- te do mal" e depois "faze o bem"? A causa é porque, a não ser que os males sejam primeiro removidos, os bens não podem vir. A razão, assim como primeiro se erradicam as más sementes, depois as boas são plantadas. E também, por que disse: "Desvia-te do mal"? Porque ocorrem no caminho.

Disse também "desvia-te", porque onde pela fortaleza não podemos resistir, pelo conselho e pela razão escapamos desviando-nos.

Desviamo-nos também do mal evitando a matéria do pecado, como por exempo, por causa da soberba, evitando-se as riquezas; por causa da incontinência, a abundância; por causa da concupiscência, a inclinação da carne; por causa da inveja e do litígio, o amor da posse. Isto é desviar-se.

Do mesmo modo, se nos é dado o preceito de nos desviarmos de todo o mal, também somos ordenados a que façamos todo o bem. Aquele que não se desvia de todo o mal é réu; assim é réu também aquele que não faz o bem. Mas, se é assim, quem não é réu? Somos, portanto, ordenados a que nos desviemos de todo o mal. Quanto aos bens, porém, há alguns que são necessários; outros, voluntários. São bens necessários aqueles contidos nos preceitos e no voto; quanto aos restantes, se algo for feito, recompensar-se-á; se nada, não serão imputados.

A meditação sobre uma coisa lida deve versar também sobre como são as coisas que são sabidas, por que o são e como devem ser feitas. A meditação deve ser uma reflexão do conselho sobre como se realizam as coisas que são sabidas, porque inutilmente serão sabidas se não forem realizadas.
Três considerações a serem feitas na meditação sobre as Escrituras
Na meditação acerca de uma leitura devem se fazer três considerações: segundo a história, segundo a alegoria, e segundo a tropologia.
A consideração é segundo a história quando buscamos a razão das coisas que se fizeram, ou as admiramos em sua perfeição de acordo com os tempos, os lugares ou os modos convenientes com que se realizaram. A consideração dos julgamentos divinos exercita quem medita que em nenhum tempo faltou o que foi reto e justo, em todos os quais foi feito o que importava e foi recompensado o que foi justo.
A consideração é segundo a alegoria quando a meditação se ocupa sobre as disposições dos fatos passados, considerando- lhes a significação dos futuros. Considera também a admirável razão e providência com que foram adaptados à inteligência e à forma da fé a ser edificada.
Na tropologia a meditação se ocupa do fruto que podem trazer as coisas que foram ditas, indagando o que insinuam que se deve fazer, ou o que ensinam que deva ser evitado; o que a leitura da escritura propõe para ser aprendido, o que para ser exortado, o que para consolar, o que para se temer, o que para iluminar o vigor da inteligência, o que para alimentar o afeto, e qual a forma de viver para o caminho da virtude.
IV
A MEDITAÇÃO SOBRE OS COSTUMES
A meditação sobre os costumes deve ter por objeto os afetos, os pensamentos e as obras.
Os afetos
Deve-se considerar nos afetos que sejam retos e sinceros, isto é, orientados para aquilo que devem sê-lo e segundo o modo com que devem sê-lo.

Amar aquilo que não se deve é mau, e semelhantemente amar de um modo indevido aquilo que deve ser amado também é mau: o bom afeto existe quando se dirige para aquilo que é devido e segundo o modo com que é devido.

Amnon amou a irmã, e este era um afeto a algo que era devido, mas porque amou mal, não o era segundo o modo como era devido.

O afeto pode ser dirigido àquilo a que é devido e não ser do modo devido; nunca, porém, poderá sê-lo do modo devido se não for dirigido àquilo a que é devido.

O afeto é reto segundo se dirija ao que é devido, e é sincero segundo seja do modo devido.
Os pensamentos
Nos pensamentos deve-se considerar que sejam puros e ordenados.

São puros quando nem são gerados de maus afetos, nem geram maus afetos.

São ordenados quando advém racionalmente, isto é, no seu tempo. De fato, no tempo que não é o seu, mesmo o pensar no que é bom não é sem vício; como na leitura pensar na oração, e na oração pensar na leitura.
As obras
Nas obras deve-se considerar primeiro que sejam feitas com boa intenção.

A boa intenção é a que é simples e reta.

É simples a que é sem malícia.

É reta a que é sem ignorância.

A intenção que é sem malícia possui zelo. Mas a que é por ignorância e não é segundo a ciência, só por causa disso já não possui zelo.

continua
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 10 de Fevereiro de 2011, 13:53
continuação

Assim, importa que a inteção seja reta pela discrição, e simples pela benignidade.

Ademais, além da boa intenção deve-se considerar também nas obras que sejam conduzidas desde a reta intenção concebida até ao seu fim por um perseverante fervor, de tal modo que nem a perseverança se entorpeça, nem o amor se arrefeça.
V
OUTROS REQUISITOS DA
MEDITAÇÃO SOBRE OS COSTUMES
A meditação sobre os costumes deve discorrer, ademais, por duas considerações, que são a externa e a interna. A consideração externa é a consideração quanto à forma; a consideração interna é a consideração quanto à consciência.

Na consideração externa, devemos examinar o que é decente e o que é conveniente.

A decência deve ser considerada pelo exemplo dado em relação ao próximo. A conveniência deve ser considerada pelo mérito em relação a nós.

Na consideração interna, quanto à consciência, devemos examinar se a consciência é pura e se não possa ser acusada tanto pelo torpor no bem como pela presunção no mal. A consciência é pura quando nem é acusada do passado, nem se regozija injustamento do presente.
A origem e a tendência de todos os movimentos do coração.
A meditação sobre os costumes deve exercer também sua consideração no sentido de depreender todos os movimentos que se originam no coração, de onde vêm e para onde tendem.

Deve examinar de onde vêm segundo a origem, e para onde tendem segundo o fim: todo movimento é proveniente de algo e se dirige para algo.

Os movimentos do coração, porém, às vezes têm uma origem manifesta, outras vezes oculta. Os que a têm manifesta, ainda às vezes a têm manifestamente boa, outras vezes manifestamente má.

A origem que é manifestamente boa é de Deus; a que é, porém, manifestamente má é do demônio ou da carne. Todas as sugestões e todas as aspirações que invisivelmente advêm ao coração procedem destes três autores.

As coisas ocultas às vezes são boas e ocultas, outras vezes màs e dúbias. As que são boas são de Deus; as que são más, do demônio ou da carne.

O que é manifesto, seja bom ou seja mau, é julgado pela sua primeira origem. O que, entretanto, é dúbio em sua origem, é provado pelo fim. O fim manifesta o que no princípio se encobria; por causa disto, quem não pode julgar os seus movimentos pelo princípio, investigue o fim e a consumação.

As coisas, portanto, que são dúbias ou incertas são bens ou males ocultos. As que são males, conforme foi dito, são do demônio ou da carne. Elas não se distinguem pelo fato de serem más; distinguem-se pelo fato de que as da carne freqüentemente surgem por causa de uma necessidade, enquanto as do demônio o fazem sem uma razão, pois aquilo que é sugerido pelo demônio, assim como é alheio ao homem, assim freqüentemente é alheio à razão humana. As obras do demônio se discernem, pois, por serem estranhas ao homem e alheios à razão humana, enquanto que as da carne e as suas sugestões freqüentemente têm uma necessidade precedente como causa; ultrapassando, porém, o modo e a necessidade, crescem até à superfluidade.
O discernimento entre o bem e o mal, e dos bens entre si.
A meditação dos costumes também deve exercer-se pelos três julgamentos seguintes.

O primeiro é o que julga entre o dia e a noite.

O segundo é o que julga entre o dia e o dia.

O terceiro é o que julga o dia todo.

Julgar entre o dia e a noite é dividir as coisas más das boas.

Julgar entre o dia e o dia é ter o discernimento entre o bom e o melhor.

Julgar o dia todo é avaliar cada um dos bens singulares pelo seu mérito.
O fim e a direção de todos os trabalhos.
A meditação dos costumes deve também considerar o fim e a direção de todos os trabalhos.

O fim é aquilo ao qual se tende.

A direção, aquilo através do qual mais facilmente se chega.

Tudo aquilo que tende a algum fim a ele se dirige segundo algum caminho próprio, e aquilo que prossegue do modo mais direto, mais rapidamente chega. Há alguns bens nos quais há muito para se mover e pouco para se promover. Outros, com pequeno trabalho produzem grande fruto.

Estes, portanto, que mais aproveitam, devem ser discernidos e mais escolhidos: são os melhores, e importa julgar todo trabalho segundo o seu fruto.

Muitos, não possuindo este discernimento, trabalharam muito e progrediram pouco, já que puseram seus olhos apenas externamente na beleza da obra, e não internamente no fruto da virtude. Gabaram-se mais em fazer grandes coisas do que exercitar o que é útil, e amaram mais aquilo em que pudessem ser vistos, do que aquilo em que pudessem se emendar.
O discernimento dos graus das obrigações
A meditação dos costumes deve considerar sempre em primeiro lugar as coisas que são devidas, seja pelo preceito, seja pelo voto, e julgá-las como as primeiras a serem feitas. Estas obras, se feitas, possuem mérito; se não feitas, geram reato. Devem, portanto, ser feitas em primeiro lugar, e não podem ser deixadas sem culpa.

Depois destas, se lhe são acrescentadas outras por um exercício voluntário, isto deverá ser feito de tal maneira que não seja impedido o que é devido.

Há quem queira o que não deve, não querendo o que deve; outros, ainda, querendo o que devem, todavia colocam impedimentos voluntários querendo o que não devem.
O evitar a aflição e a ocupação
A meditação dos costumes deve considerar também evitar-se na boa ação principalmente os dois males da aflição e da ocupação.

A aflição gera a amargura, a ocupação gera a dissipação. Pela aflição, amarga-se a doçura da mente; pela ocupação, dissipa-se a sua tranquilidade.

A aflição surge quando a impaciência nos queima com coisas impossíveis. A ocupação, quando a impaciência nos agita com coisas possíveis.

Para que a alma não se amargure, sustente pacientemente a sua impossibilidade; para que não se ocupe erroneamente, não estenda suas possibilidades além da sua medida.
O julgamento da forma correta de viver
A meditação dos costumes deve julgar também a forma de viver, provando não ser bom apetecer impacientemente as coisas que não se fazem, nem aborrecer-se tolamente com as que se fazem.

Quem sempre apetece o que não faz e aborrece o que faz, nem frui o que lhe é presente, nem se sacia do que lhe é futuro. Abandona o iniciado antes da consumação, e toma antes do tempo o que deve ser iniciado.

Portanto, é bom contentar-se com o seu bem e aumentar os bens presentes com os bens supervenientes, sem desprezá-los pelos futuros.

A troca dos bens pertence à leviandade; o exercício, porém, à virtude: aqueles que desprezam os velhos pelos novos e aqueles que sobem dos inferiores aos superiores correm por caminhos muito diversos. Aquele que busca a mudança é tão fastidioso como é aplicado aquele que apetece o aperfeiçoamento.

Caminha, portanto, retissimamente aquele que é de tal maneira fervoroso para o melhor que não se aborrece no bem, mas sustenta o anterior até que no devido tempo alcance o posterior.

Hugo de São Vitor
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 12 de Fevereiro de 2011, 21:32
A Meditação e a Paz

(http://3.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TD-YXPfxP7I/AAAAAAAADGw/bXN0QUiyW9M/s320/i54933.jpg)

Meditação no combate à Violência
Por Eduardo Araia

Violência é um tema tão onipresente no noticiário mundial que dificilmente se consegue ficar à margem dele. No Brasil, por exemplo, são raras as pessoas que não passaram ou não conhecem quem passou por uma experiência do gênero. Como o problema atinge proporções planetárias, talvez seja recomendável revisitar alguns conceitos propostos há cerca de 40 anos por Maharishi Mahesh Yogi. Para quem não se lembra, esse controvertido guru indiano, que morreu em fevereiro, aos 91 anos, ficou mundialmente famoso por criar a meditação transcendental e associar - interesseiramente, diria John Lennon - sua imagem à dos Beatles, de quem foi instrutor espiritual por um curto espaço de tempo.

Maharishi declarou nos anos 1960 que se 1% da população mundial praticasse sua forma de meditação, as guerras desapareceriam da face da Terra. Como naquela época não havia meditadores suficientes para testar essa afirmação, a idéia pareceu mais uma bravata. Por volta de 1974, porém, mais de 250 mil norte-americanos já praticavam a meditação transcendental, e em muitas pequenas cidades o número de adeptos atingia 1% da população local. Foi a senha para o início dos estudos.

O primeiro deles foi realizado em dezembro de 1974. Os pesquisadores mediram indicadores da qualidade de vida em quatro das cidades que se encaixavam no perfil delineado pelo guru. Foram reunidos índices como estatísticas de crimes, taxas de acidentes e admissões em hospitais, comparados em seguida com os de outras quatro cidades que serviram como controle. Os números mostraram diferenças significativas: as taxas de crimes caíram nas cidades com 1% de meditadores e subiram nas outras (a tendência observada nos Estados Unidos como um todo).

O estudo foi então ampliado para 11 cidades com 1% de meditadores e 11 cidades-controle. As primeiras tiveram índices de crime 16,6% menores do que as últimas. Nova ampliação, com 48 cidades de cada lado, mostrou resultados semelhantes, abordados no estudo "The Transcendental Meditation Program and Crime Rate Change in a Sample of Forty- Eight Cities", publicado no Journal of Crime and Justice (Vol. IV, 1981). Os números obtidos foram considerados a evidência de um "Efeito Maharishi" sobre a violência.

A partir daí, a pesquisa se diversificou, sempre procurando conservar o rigor científico. Segundo o físico quântico John Hagelin, presidente da Universidade Central Maharishi, em Fairfield (Estado de Iowa), um dos estudos mais interessantes nesse aspecto foi desenvolvido em 1983, durante o auge da guerra entre Líbano e Israel. "Descobrimos que nos dias em que o grupo de meditadores teve o máximo de participantes (e também no dia seguinte a eles), os níveis de conflito tiveram redução de cerca de 80%", afirmou Hagelin numa palestra realizada em 2007 para o Instituto de Ciências Noéticas (Ions, na sigla em inglês). "Isso se tornou um efeito estatisticamente significativo e surpreendente, porque havia apenas entre 600 e 800 pessoas meditando no meio desse conflito inteiro e da altamente estressada população circundante."

Em sua edição de dezembro de 1988, o Journal of Conflict Resolution da Universidade Yale publicou esses resultados e uma carta na qual convocava outras instituições, colaboradores e grupos a replicar o estudo. A sugestão foi aceita, e nos 821 dias seguintes sete experimentos foram conduzidos, com grupos baseados em Israel, no próprio Líbano e em países do Oriente Médio, da Europa e de outras partes do mundo. Mais uma vez, os resultados chamaram a atenção dos estudiosos: quedas de 71% no número de mortos na guerra, de 68% nos casos de feridos e de 48% no nível geral de conflito, enquanto a cooperação entre os antagonistas aumentou em 66%.

Cada um dos grupos ia agregando cada vez mais meditadores e, quando chegava ao limite previamente calculado para produzir o efeito desejado, ocorria uma sensível redução da violência. Estudos anteriores já haviam mostrado, aliás, que, para se obter um efeito repetível e demonstravelmente mensurável em relação à violência, não era necessária nem mesmo uma quantidade de meditadores correspondente a 1% da população; bastava o equivalente à raiz quadrada desse número.

Hagelin salientou um dado curioso observado: as pessoas instaladas na vizinhança geográfica dos grupos também apresentaram mudanças, tal como se elas também estivessem meditando. Esses indivíduos registraram aumento na coerência em eletroencefalograma (um sofisticado método de análise quantitativa que fornece evidências sobre a microestrutura do cérebro, sua fiação e seus circuitos), redução de cortisol no plasma e níveis mais elevados de serotonina no sangue, além de alterações bioquímicas e neurofisiológicas. "Quando juntamos todos esses estudos", afirmou Hagelin, "a possibilidade de que as reduções dos índices de violência observadas representassem simplesmente uma coincidência - um feliz acaso estatístico - foi de menos de um em 10 milhões de milhões de milhões (1019)".

Em 1993, Hagelin e os pesquisadores ligados à Universidade Maharishi tiveram a oportunidade de testar a afirmação do guru indiano numa grande cidade com índices preocupantes de violência: Washington, a capital norte-americana. Estudos anteriores mostraram que, durante um período de seis meses em que a temperatura subia na cidade, os níveis de criminalidade também se elevavam - um fenômeno explicado pelo fato de as pessoas ficarem mais tempo nas ruas, agitadas e irritadiças. Um grupo de meditadores foi criado no início do semestre observado e gradativamente ampliado, até atingir 2.500 membros - o número previsto para conseguir o efeito positivo desejado, equivalente a algo em torno de 0,17% da população da capital (no final, o grupo chegou a 4 mil praticantes). Nesse momento, registrou- se uma queda expressiva nos índices de crimes, mesmo levando-se em conta todos os fatores que poderiam interferir nisso, como a meteorologia, fins de semana e feriados.

Segundo Hagelin, o trabalho foi desenvolvido com a polícia de Washington, o FBI e 24 cientistas sociais e criminologistas ligados a instituições como as universidades Temple, do Texas e de Maryland. "Previmos uma queda de 20% no índice de crimes e conseguimos 25%", conta o físico. Entre os surpreendidos com o resultado estava o chefe de polícia de Washington, que, antes do estudo, dissera à televisão algo como 'precisam cair uns 30 centímetros de neve em junho (mês quente em Washington - N. da R.) para reduzir o índice de crimes em 20%'. No fim, seu departamento dobrou- se às evidências e assinou como co-autor uma monografia a respeito do caso ("Effects of Group Practice of the Transcendental Meditation Program on Preventing Violent Crime in Washington, D.C.: Results of the National Demonstration Project, June-July 1993", na edição de junho-julho de 1999 da revista Social Indicators Research).

- continua -
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 12 de Fevereiro de 2011, 21:33
- continuação do #48 -

Já existem mais de 60 experiências nas quais um número pequeno de pessoas, usando a meditação transcendental, conseguiu influenciar cidades e até países a reduzir sua violência. Como se explica isso? Hagelin arrisca uma resposta baseada na física quântica. Segundo ele, o fenômeno está ligado à vanguardista Teoria das Supercordas (que representaria a unificação das quatro forças fundamentais da natureza: a gravitação, o eletromagnetismo e as interações forte e fraca). Ela coloca um único e universal campo de inteligência na base de todas as formas e fenômenos conhecidos do universo.

"Experiências regulares do campo unificado relacionadas à técnica de meditação transcendental têm mostrado que dissolvem condições arraigadas de estresse no indivíduo, acarretando reduções marcantes em hipertensão, derrame cerebral, problemas do coração e outras doenças ligadas ao estresse", afirma Hagelin. "Quando praticado coletivamente em grupos, esse mesmo programa tem registrado uma redução efetiva do estresse e das tensões sociais."

Ele explica que, segundo a física, o acesso e o estímulo ao campo unificado promovido pelos grupos de meditadores da paz criam poderosas ondas de unidade e coerência que permeiam a consciência coletiva da população. O resultado imediato disso é uma sensível redução dos índices de crimes e de violência social, além do aprimoramento de tendências positivas entre a sociedade.

"Felizmente, esses benefícios do programa de meditação transcendental vêm natural e automaticamente, e não requerem crença ou compreensão intelectual de sua mecânica", ressaltou Hagelin na palestra no Ions. "É tão simples quanto acionar um interruptor e apreciar a luz. Um grupo de meditação alivia o estresse social agudo e cria calma e coerência em toda a população."

O cientista vê no fenômeno da meditação aplicada à violência uma evidência de uma nova ramificação da física, ligada ao pensamento, que propicia mecanismos adicionais para interações de longo alcance entre as pessoas. "Ela sugere que vivemos num espaço predominantemente plano, cruzado por atalhos que oferecem rotas de comunicação instantânea através de vastas distâncias, e até para o passado ou para o futuro", afirma. "Se assumimos que em nosso nível essencial de ser estamos todos intimamente conectados em um campo unificado no qual somos todos um, torna-se muito fácil entender como influenciamos uns aos outros. Quando contatamos esse campo unificado do ser, estimulamos aquela unidade, aquela harmonia e aquela coerência na consciência coletiva da sociedade. E, ao fazer isso, todo mundo parece fluir mais harmoniosamente junto."

Maharishi e seus adeptos mostraram uma trilha promissora no combate à violência. Cabe agora a outros estudiosos e voluntários alargá-la, verificando, por exemplo, se os mesmos resultados podem ser obtidos usando-se outras formas de meditação. Lugares para testar essas hipóteses não faltam - e a expectativa de retorno certamente vale o investimento.


Fonte texto e imagem: Revista Planeta, edição agosto de 2008.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 12 de Fevereiro de 2011, 21:48
Meditar é viver! Mais e melhor

(http://3.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDsrC5AGp0I/AAAAAAAADGA/Oht3RQ-Pnwo/s400/meditacao2.jpg)


Nem pense em virar a página achando que já ouviu falar de todos os benefícios da meditação para a saúde. Vamos mostrar as últimas (e surpreendentes) pesquisas sobre o assunto, publicadas em uma das principais revistas científicas do planeta, e ensinar uma técnica tão simples que até quem nunca meditou vai conseguir.

por Débora Didonê


Os números impressionam. Comparada com os efeitos produzidos apenas por medicamentos, a meditação transcendental diminuiu em 49% as mortes por câncer, em 30% as decorrentes de problemas cardiovasculares e em 23% as provocadas por doenças em geral. O estudo, publicado no prestigiadíssimo periódico American Journal of Cardiology, durou nada menos do que 18 anos e foi feito com 202 homens e mulheres idosos e hipertensos que se dedicaram a essa prática sistematicamente. Duas vezes todo santo dia, durante 20 minutos nada além disso.

Note que o estudo se refere à meditação transcendental, uma entre as cerca de 6 mil técnicas meditativas existentes no mundo. Não que as demais não sejam eficazes. São e isso já está mais do que comprovado. "Todas causam um estado de relaxamento psicofísico", explica Roberto Cardoso, professor do Curso de Especialização em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O que diferencia a transcendental das demais é, além da simplicidade, a rapidez de seus efeitos. "Ela age de forma surpreendente desde os minutos iniciais, permitindo que o corpo descanse duas vezes mais do que durante o sono", afirma Robert Schneider, diretor do Centro de Prevenção e Medicina Natural da Universidade Maharishi, em Iowa, nos Estados Unidos, e um dos principais autores da pesquisa. Relativamente nova, foi criada há cerca de 40 anos por Maharishi Mahesh Yogi, que se tornou famoso depois de virar o guru dos Beatles.

Diferentemente de outras técnicas, a meditação transcendental não tem cunho religioso nem requer rituais ou a repetição de complicadas palavras em sânscrito, língua indiana predominante em religiões como o budismo e o hinduísmo. Basta se sentar e não precisa ser na clássica posição de lótus e meditar, sem a necessidade de total isolamento. No chão ou numa cadeira, num sítio bucólico ou numa movimentadíssima avenida, não importa. O resultado é o mesmo, desde que, é claro, você se mantenha numa posição que não force os ossos nem os músculos (veja na página seguinte). Segundo especialistas, o corpo e a mente entram num estado de relaxamento profundo que ajuda a eliminar o estresse. "Ao permitir ao corpo esse descanso, a inteligência interna desperta e restaura o que estiver em desequilíbrio", explica Schneider.

Traduzindo em miúdos, a meditação faz aumentar as ondas alfa no cérebro, relacionadas ao relaxamento. Nesse estado, cai o consumo de oxigênio, desaceleram-se os batimentos cardíacos e o metabolismo inteiro diminui. Em outras palavras, o organismo gasta menos energia para funcionar. "Isso representa um tremendo repouso", diz Cardoso. Sem contar que a prática regular reduz o estado de alerta permanente aquela mania que a gente tem de estar sempre ligado em tudo e manda embora a ansiedade. "Depois de dois ou três dias, já dá para sentir maior serenidade interior", garante Markus Schuler, professor da Sociedade Internacional de Meditação Transcendental, em São Paulo.

Meditar significaria, então, a cura de todos os males? Para o acupunturista Norvan Martino Leite, de São Paulo, esse é um treinamento mental que pode ajudar a debelar muitas doenças. "Não existe técnica milagrosa", diz ele, que ensina um método meditativo chinês aos seus pacientes. "A prática regular cria condições para resolver os problemas e, assim, melhorar a saúde", afirma.

Na raiz de grande parte das doenças estaria o estresse, que, como se sabe, dá maus frutos. "Ele aumenta o desequilíbrio de hormônios, como o cortisol, que inflama as artérias. Isso causa hipertensão e pode resultar em derrames e ataques cardíacos", resume Robert Schneider. A meditação transcendental, utilizada no estudo, confirmou algo que os cientistas já suspeitavam: ela contribui até para evitar o acúmulo de placas gordurosas nas artérias do coração, a temida aterosclerose.

Para a consultora de ambiente hospitalar Célia Cristina Catenaccio, de 50 anos, a prática da meditação foi decisiva para vencer um tumor alojado no cérebro. "Só consegui enfrentar 13 cirurgias seguidas por causa dela. Um dia, depois de uma operação de 12 horas, já me levantei da maca para meditar. Graças a isso, consegui reduzir minha internação em 12 dias. Se não fosse a meditação, eu não teria suportado."


Ela só faz bem

Há mais de 30 anos a Medicina estuda os benefícios dessa prática milenar, seja para prevenir doenças, seja para tratá-las ou mesmo servir de atalho para a cura. Além de ensinar nosso organismo a gastar menos energia e dar um breque no efeito dominó do estresse, a meditação nos ajuda a raciocinar melhor.

Segundo pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a prática aumenta a atividade na região frontal do cérebro, responsável pela concentração, abstração e atenção. Outros estudos também comprovaram que a meditação retarda o envelhecimento, melhora a qualidade de vida de portadores de doenças graves e auxilia na redução do consumo de cigarro, álcool e outras drogas.


Passo-a-passo:

Aprenda a técnica básica da meditação. Inspire e expire sempre pelo nariz.

(http://4.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDsoGwh7IJI/AAAAAAAADFg/MDtxglg2APY/s320/med1.jpg)


1. Com uma roupa confortável e os pés descalços, sente-se num local onde se sinta bem acomodado. Se for numa cadeira, fique na ponta para apoiar os pés no chão. Numa almofada, cruze as pernas.

(http://1.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDsoHNx_GbI/AAAAAAAADFo/LyYwmicqBk8/s320/med2.jpg)



2. Encaixe os quadris e mantenha a coluna ereta. Solte os ombros para não forçar a musculatura. Evite mudar de posição, mesmo que sinta dor e desconforto. Isso facilita a concentração e evita os pensamentos dispersivos.

(http://3.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDsoHtHzIAI/AAAAAAAADFw/ah9yGs9fmso/s320/med3.jpg)



3. Para manter a cabeça na linha da coluna, incline levemente o queixo para baixo até que ele fique paralelo ao corpo. A língua no céu da boca facilita a passagem da saliva. Mantenha os olhos semi-abertos e fixe-os num ponto para não adormecer.

(http://2.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDsoH7_x5EI/AAAAAAAADF4/bQKbWH8sVF4/s320/med4.jpg)



4. Coloque a mão direita sobre a esquerda e una a ponta dos polegares. Repouse as mãos nesta posição em seu colo. Agora, procure esvaziar a mente, sem se concentrar em nenhum pensamento.



Texto e imagens: Revista Saúde! é vital, agosto de 2005.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 13 de Fevereiro de 2011, 01:21
Boa noite Victor Passos.

Gostei dessa mensagem e deixo-a aqui esperando que também a apreciem...

(http://1.bp.blogspot.com/_sG6GTdFqCb0/S-qJPAncHLI/AAAAAAAADqM/rFqlxPJhmm8/s320/sinfonia+do+sil%C3%AAncio1.jpg)


A linguagem do silêncio...


Você sempre permaneceu unido apenas informalmente, e quando está unido formalmente a alguém pode continuar enganando a respeito de mil e uma coisas disparatadas, porque nada importa — é só um passatempo.

Mas quando você começa a se sentir mais próximo de alguém surge uma intimidade, então até mesmo uma simples palavra que pronuncie é importante. Então você não pode brincar com as palavras com tanta facilidade, porque agora tudo tem significado.

Portanto, haverá lacunas de silêncio. A princípio você se sentirá estranho, porque não está acostumado ao silêncio. Você acha que deve dizer algo; do contrário, o que o outro irá pensar?

Sempre que você se aproxima de alguém, sempre que há algum tipo de amor, o silêncio vem e não há nada a dizer. Na verdade, não há nada a dizer — não há nada. Com um estranho, há muito a dizer; com os amigos, nada a dizer. E o silêncio se torna pesado porque você não está acostumado com ele.

Você não sabe o que é a música do silêncio. Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio.

Você não sabe como se comunicar apenas estando ali presente, por intermédio da sua presença. Você está evoluindo, e os padrões antigos de comunicação estão ficando insuficientes. Você terá de desenvolver novos padrões de comunicação não-verbal. Quanto mais alguém amadurece, mais necessária é a comunicação não-verbal.
A linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio.

Portanto, não tome uma atitude errada; do contrário, irá parar de crescer. Nada faz falta quando a linguagem começa a desaparecer; essa é uma ideia errada. Algo novo tem de aparecer, e os antigos padrões não são suficientes para contê-lo.

Você está crescendo e suas roupas estão ficando apertadas. Não é que esteja faltando algo; algo está sendo acrescentado a você a cada dia.

Quanto mais você medita, mais você ama e mais se relaciona. E, por fim, chega o momento em que apenas o silêncio convém. Assim, da próxima vez em que estiver com alguém e não estiver se comunicando com palavras, e sentir-se pouco à vontade, fique feliz.

Mantenha o silêncio e deixe que o silêncio estabeleça a comunicação.

A linguagem é necessária para aproximar pessoas com quem você não tem um relacionamento amoroso. A não-linguagem é necessária para pessoas com quem você tem um relacionamento amoroso.

É preciso tornar-se inocente outra vez como uma criança, e calado. Os gestos sairão — às vezes vocês sorriem e dão-se as mãos, ou às vezes vocês apenas ficam em silêncio, olhando um nos olhos do outro, sem fazer nada, só estando ali, presentes.

As presenças se encontram e se fundem, e algo acontece que só vocês sabem. Só vocês, com quem está acontecendo — ninguém mais vai saber, tal a profundidade em que acontece.

Aproveite esse silêncio; sinta-o, prove-o e saboreie-o. Logo você vai ver que ele tem a sua própria comunicação; que ela é maior, mais elevada, mais secreta e mais profunda. E que a comunicação é sagrada; há uma pureza em torno dela.


Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros"
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 14 de Fevereiro de 2011, 02:06
(http://3.bp.blogspot.com/_OU2j8vqRXis/TCZlITdpNvI/AAAAAAAADno/BuWvZResjO4/s400/M3.jpg)

A Busca da Paz!!!


Cada vez mais nos distanciamos de nossa essência e, conseqüentemente, entramos num turbilhão de pensamentos destrutivos, ecoamos palavras carregadas de violência e agimos sempre na defensiva, como se o mundo fosse um grande campo de batalhas.

Muitas vezes ficamos num tal desassossego, que entramos em profunda depressão, e a vida torna-se carente de encantamento. Nos identificamos com os nossos limites, carências, dúvidas, fraquezas e com o medo. Tal situação ocorre porque o nosso ser está dissociado: corpo, mente e espírito não são UM. Perdemos a auto-estima e o caminho que nos leva aos tesouros escondidos dentro de nós; o caminho que nos leva à nossa verdadeira casa.A volta à nossa casa se faz urgente e necessária. Isso somente será possível quando apaziguarmos nossa mente, diminuindo os ruídos internos e externos.

Muitas pessoas não conseguem ficar um minuto em silêncio; tem necessidade de falar, falar, numa verborragia desnecessária e poluente. Com isso, perdem a possibilidade de se relacionar de forma plena com o outro, ouvindo e falando de forma consciente, doando-se completamente naquele momento. “Antes que sua boca fale ao outro, deixe o seu espírito falar primeiro.”

E como começar a caça ao tesouro perdido? Inundando a mente com pensamentos construtivos, permeando o mundo com amor, tolerância e paciência.
Tornando-se um farol a irradiar paz ao seu redor. Ter um olhar compassivo para consigo mesmo, buscando compreender tudo aquilo que nos acontece como um degrau para a nossa evolução. O grande desafio de nossas vidas é entender que o importante não são as coisas que nos acontecem, mas como reagimos a elas.

Meditação significa medir a ação, estar presente em tudo aquilo que se está fazendo. Não me refiro a ficar sentado por horas em posição de Lótus, entoando mantras, mas sim, ser um expectador de sua própria existência.

Como se fosse uma outra pessoa a observar seus pensamentos, suas palavras, suas ações. Desta forma, nos tornamos co-criadores de uma nova realidade; passamos a ter domínio sobre nossas vidas, fazendo as escolhas acertadas. Eu posso escolher ter esse ou aquele pensamento, usar esta ou aquela palavra, agir desta forma ou daquela. Posso escolher também ser uma vítima eterna dos infortúnios e estar sempre procurando um culpado, ou então compreender que nos sintonizamos com situações, eventos e pessoas.

 Nada no universo é aleatório, e não existe “acaso”.
O ser humano possui dentro de si inúmeros talentos, riquezas e sentimentos elevados. No entanto, o processo de dissociação corpo-mente-espírito levou-o a afastar-se de tudo o que é divino em si, gerando conflitos internos e externos, culminando com violência de toda sorte.

É chegada a hora do reencontro. O rei precisa retomar o seu reinado e sentar-se no seu trono de glória.
O Planeta Terra passa por inúmeras transformações; não há mais tempo. As mudanças em nós precisam acontecer agora. Reconhecer-se como herdeiro do trono divino é essencial para efetivarmos todas as mudanças e renascer num novo tempo, em uma nova dimensão.

Chega de lamúrias e sofrimento. Pare de nadar contra a correnteza. Comece já a transformação. Mergulhe no oceano de paz e equilíbrio. Sintonize sua mente com a Luz divina e essa luz te protegerá para sempre e te fará reconhecer-se como um Ser superior, dotado de potencialidades, virtudes e possibilidades infinitas.


(por:Joviana Lopes/Sexto Sentido)
Título: Re: Meditação
Enviado por: ken em 16 de Fevereiro de 2011, 13:31
Olá amigos

Necessidade da Meditação

A Meditação é recurso valioso para uma existência sadia e tranqüila.

Através dela o homem adquire o conhecimento de si mesmo, penetrando na sua realidade íntima e descobrindo inexauríveis recursos que nele jazem inexplorados.

Meditar significa reunir os fragmentos da emoção num todo harmonioso, que elimina as fobias e as ansiedades, liberando os sentimentos que encarceram o indivíduo, impossibilitando-lhe o avanço para o progresso.

As compreensões e excitações do mundo agitado e competitivo, bem como as insatisfações e rebeldias íntimas geram um campo de conflito na personalidade que termina por enfermar o indivíduo, que se sente desagregado.

A meditação enseja-lhe a terapia de refazimento, conduzindo-o aos valores realmente legítimos pelos quais deve lutar.

Não se faz necessária uma alienação da sociedade; tampouco a busca de fórmulas ou de práticas místicas; ou a imposição de novos hábitos em substituição aos anteriores, para adquirir-se um estado de paz, decorrente da meditação.

Algumas instruções singelas são úteis para quem deseje renovar as energias, reoxigenar as células da alma e revigorar as disposições otimistas para a ação do progresso espiritual.

A respiração calma, profunda, e em ritmo tranqüilo é fator preponderante para o exercício da meditação.

Logo após, o relaxamento dos músculos, eliminando os pontos de tensão nos espaços físicos e mentais, mediante a expulsão da ansiedade e da falta de confiança.

Em seguida, manter-se sereno, imóvel quanto possível, fixando a mente em algo belo, superior e dinâmico, qual o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objetivas.

Esse esforço torna-se uma valiosa tentativa de compreender a vida, descobrir o significado da existência, da natureza humana e da própria mente.

Por esse processo, há uma identificação entre as criaturas e o Criador, compreendendo, então, quem se é, por que e para que se vive.

Não é momento de interrogação do intelecto, o da meditação; é de silêncio

Não se trata de fugir da realidade objetiva; mas de superá-la.

Não se persegue um alvo à frente; antes se harmoniza no todo.

Não se aplicam métodos complexos ou conceitos racionais; porém, anula-se a ação do pensamento para sentir, viver e tornar-se luz.

O indivíduo, na sua totalidade, medida, realiza-se, libera-se da matéria, penetrando na faixa do mundo extrafísico.

Os pensamentos e sentimentos, inicialmente, serão parte da meditação, até o momento em que já não lhe é necessário pensar ou aspirar, mas apenas ser.

Habitua-se à meditação, após as fadigas.

Poucos minutos ao dia, reserva-os à meditação, à paz que renova para outros embates.

Terminado o teu refazimento, ora e agradece a Deus a bênção da vida, permanecendo disposto para a conquista dos degraus de ascensão que deves galgar com otimismo e vigor. 

                              Joanna de Angelis

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 7-2-1986, no Centro Espírita “Caminho da Redenção”, em Salvador-BA.)

Paz a todos

ken












Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 22 de Fevereiro de 2011, 01:58
Olá Amigos,
Bênçãos de paz e luz em seus corações!!!

Obrigada Ken pela colaboração no tópico.

Dando continuidade ao tema, continuo com a mensagem 



Necessidade de Meditação

"Habitua-te à meditação, após as fadigas."
Joanna de Ângelis


(http://www.ehelpcarolina.com/wp-content/uploads/2011/01/meditacao.jpg)


Mário Frigéri


Uma existência tranquila e sadia
Exige o hábito da meditação:
Por meio dessa interiorização
O homem se conhece e autoavalia.

Meditar é reunir, na intimidade,
Os muitos fragmentos da emoção
Num todo harmonioso, com a expulsão
De fobias, conflitos e ansiedade.

Liberam-se, destarte, em tal processo,
Os sentimentos que prendem o indivíduo,
Impossibilitando-lhe o assíduo
Anseio genuíno de progresso.

As compressões e excitações da vida,
Bem como as rebeldias interiores,
Geram conflitos, amarguras, dores,
Que enfermam o Ser, nessa agitada lida.

Só a meditação é que lhe enseja
A terapia de refazimento,
Reconduzindo-o, à luz do sentimento,
Aos bons valores que sua alma almeja.

Para alcançar esse estado de paz,
Desnecessária é a alienação
Da sociedade; nem a imposição
De novos hábitos mister se faz.

São necessárias só, sem misticismo,
Singelas instruções para, com calma,
Reoxigenar as células da alma,
Vitalizando a fé e o otimismo.

Respiração tranquila é o ideal
Para o exercício da meditação,
Eliminando os pontos de tensão
No espaço físico e também mental.

Manter-se quieto, em concentrar profundo,
Fixando a mente em algo superior,
Como a felicidade, ou o amor,
Acima dos limites deste mundo.

Há identificação, assim, tecida
De luz, entre a criatura e o Pai Criador,
E se descobre o sentido e o valor
De quem se é, e do porquê da vida.

Não é momento de interrogações,
O da meditação; é de silêncio.
O Ser supera o nosso mundo e vence-o,
Se harmonizando em novas dimensões.

Nesse processo a Alma se conduz
Mais pelo coração e sentimento:
Assim se anula a ação do pensamento,
Para sentir, viver, tornar-se luz.

Reserva, pois, após teu árduo dia,
Alguns minutos à meditação;
Ora em seguida a Deus, com devoção,
Agradecendo a bênção que te envia.

Fonte: Divaldo P. Franco.
Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2011, 13:38
          Macili   (ref #52)

          Bom dia; permita algumas considerações sobre o tema. Um dos textos contém:
          “Meditação significa medir a ação, estar presente em tudo aquilo que se está fazendo. Não me refiro a ficar sentado por horas em posição de Lótus, entoando mantras, mas sim, ser um expectador de sua própria existência”.   
          Esses conceitos estão perfeitos, mas são os passos iniciais, necessários para, pela observação, ou presença consciente, de ou em tudo que se está fazendo, e de tudo que acontece no mundo perto ou longe de nós, tentar compreender a totalidade da vida; isto é, compreender não só nosso fragmento de vida, mas como a vida é com todos os seres, como também compreender a nós mesmos, compreender que temos de fazer a mente se calar ao perceber sua insanidade pela observação de suas reações a todas as ações externas. 
          Assim, na acepção mais profunda, isto é, no sentido de re-ligação com Deus, meditação nada tem que ver com ação; é, exatamente, o contrário de toda ação. Meditação é o processo de se anular, de fazer cessarem todas as operações do ego, de se apagar para que a luz do Sagrado ilumine nossa mente. Meditação é exatamente o contrário da ação; enquanto houver qualquer espécie de ação, não existe meditação. Meditação é calar-se, cessar de agir, e o Supremo falará por nós, agirá por nós.
          Meditar, na acepção da linguagem comum, tem o sentido de refletir profundamente sobre um conceito, ou palavra, sentimento ou fato; mas isso na acepção comum. Seu significado “profundo” no sentido, como vimos, de busca da re-ligação com Deus, é totalmente diferente; para se ter uma idéia, quando dizemos “vou meditar” ou “estou meditando”, não é nada disso; nós estamos, tão somente, “tentando” meditar: quando dizemos “meditação” estamos, na realidade, dizendo “tentativa de meditar”. Para os místicos e para todo o misticismo, meditação, ou estado meditativo, é o estado normal, ou Real, do universo, do Todo; isto é, quando, pela tentativa de meditar obtemos êxito, “entramos” no estado normal e real do universo e de nós mesmos, percebemos o universo e o Todo como são na realidade, afastadas as ilusões do ego. Portanto, quando estamos na tentativa de meditar, estamos “caminhando” para um encontro com o universo como ele é: sabedoria, bem-aventurança, serenidade, luz.
          Um abraço.





Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 22 de Fevereiro de 2011, 14:01
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

(http://3.bp.blogspot.com/_kUaskVyfaK8/SNqdk8TnsCI/AAAAAAAAAXQ/n19UwCof7N4/s320/eupossotesentir.JPG)

Meditação


Livro: Sublime Expiação
Victor Hugo &  Divaldo P. Franco



          A meditação oferece o ensejo superior para o desnudamento íntimo, com a resultante compreensão das ocorrências, que passam, muitas vezes, em tropel vertiginoso e infeliz. Convida ao exame de atitudes, elevando o espírito às regiões dúlcidas da Espiritualidade, onde o ser se dessedenta, se tranqüiliza, abre portas à percepção e se emociona, identificando as próprias fraquezas e descobrindo as potencialidades divinas que vem desprezando. É convite de Deus, pela inspiração angélica, interfone para conversações sem palavras... Em momentos que tais, mensageiros felizes, enviados pela sintonia automática, espontânea, do apelante mudo, acercam-se-lhe, e com poderosas energias libertam o que sofre das cordoalhas escravizadoras, ensejando-lhe aspirar psicosfera salutar, em que se desintoxica, de modo a poder, doravante, melhor discernir, e com mais segurança atuar corretamente.


 

Muita Paz
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 24 de Fevereiro de 2011, 15:26
(http://3.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TDdu2VdI40I/AAAAAAAADFA/KS5QumNmSlI/s320/75455070.jpg)
A Meditação na Medicina

Fonte: Matéria publicada no jornal “O Estadão”, 07/2006.


São Paulo - Em fevereiro, a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.

Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda a manter a saúde física.

"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo.
Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.

Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos. Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.

Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo - os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.

As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress.
Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.

Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso.
"Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais", explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica. "Levei um mês para aprender a me concentrar."

Na Trilha da Acupuntura - O obstetra Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."

No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.

Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante.
"É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável."


Ricardo Westin

Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2011, 23:12
          Macili   (ref #59)

          Amiga Macili, me permita complementar:   
          Pesquisadores sérios e independentes já afirmam que, no dia em que a meditação for pratica por toda população, o mal, as enfermidades, o sofrimento serão coisas do passado.
          Outros, da área de medicina, afirmam que, aos métodos de tratamento ortodoxos deverão ser acrescentados métodos de meditação, do que resultará grande avanço na ciência da saúde.

          Algumas notícias fundamentadas, que devem nos fazer pensar:
          - O presidente de Moçambique (?) colocou, à disposição de meditadores veteranos, ¼ do território do país, com toda população, para que, pela meditação, seja transformado numa região mais evoluída sob todos os aspectos.
          - O anterior governador do Estado do Rio de Janeiro decretou que, a partir do início do ano escolar de 2010 (já está, portanto, em vigor, há um ano), <todas> as escolas públicas do estado, cumprirão programa, da Secretaria Estadual de Educação, ensinando a todos os alunos, de qualquer grau que sejam, meditação transcendental; já foram, na época, reservada verba conveniente e realizado treinamento específico para os instrutores necessários.
          Até mais.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 25 de Fevereiro de 2011, 02:38
Boa noite Coronel,

Obrigada por ter complementado a postagem #59.
Sua participação no tópico é muito importante.

Abraços
Macili

(http://1.bp.blogspot.com/_WtLKqFC3tOo/TFI5qfDzkjI/AAAAAAAADKg/elHxKY1kMhY/s320/krishnamurti.jpg)

Os Pensamentos de Krishnamurti


“A mente meditativa é aquela que se encontra em silêncio. Não se trata do silêncio que a mente pode conceber, nem o silêncio de um entardecer calmo, mas o silêncio que sobrevêm quando o pensamento, com todas as suas imagens palavras e percepções cessa completamente. Essa mente meditativa é a mente religiosa- a mente da religião que não é tocada pela Igreja, pelos templos nem pelos cantos. A mente religiosa é a explosão do amor; esse amor não comporta qualquer separação. Para essa mente, longe é perto. Não é “um” nem “muitos”, mas sim esse estado de amor em que toda a divisão cessa. Da mesma forma que a beleza, não cabe na avaliação das palavras. Só a partir deste silêncio è que a mente meditativa pode actuar.”

“O vale mais parecia um carpete de flores e os declives achavam-se repletos de uma abundância multicolorida delas, tão abundantes quanto à vastidão da terra com todas as suas cidades, verdes prados, pastos, bosques e cidades. Lá estavam tão ricas e belas quanto o próprio vale; todavia, tanto a abundância da natureza como o homem estão destinados a morrer e a surgir de novo. A abundância da meditação não é reunida pelo pensamento nem pelo prazer que o pensamento gera, mas acha-se para além da flor e da nuvem. A partir disso a abundância torna-se tão imensurável quanto à flor e a beleza. Contudo jamais se encontram neste lado da sua manifestação.”

“Se vos preparardes deliberadamente para meditar isso deixará de ser meditação. Se fizerdes por ser bons, jamais a bondade poderá florescer. Se cultivardes a humildade, ela deixará de o ser. Meditação é a brisa que entra quando deixais a janela aberta; porém, se o fizerdes deliberadamente, e a convidardes a entrar, ela jamais surgirá.”

“Não sei se alguma vez notastes que, quando prestais completa atenção, ocorre um estado de silêncio. Nessa atenção não existe fronteira nem centro algum, como aquele que se acha atento e consciente. Essa atenção, esse silêncio, é um estado de meditação.”

“A meditação da mente que se encontra completamente silenciosa constitui a benção que o homem sempre procurou. Nesse silêncio ocorre a verdadeira diferença.”

“A meditação não é a ação da experiência. Se procurais experiências mais amplas e intensas segui e obedecei. Toda a experiência chega ao fim porém, a ânsia e a dor permanecerão. O fim do sofrimento é o começo da sabedoria- a qual não é congregada pela experiência; a experiência só fortalece e cumula o conhecimento. Onde há amor existe sabedoria.”


Jiddu Krishnamurti - (Madanapalle, 11 de maio de 1895 - Ojai, 17 de fevereiro de 1986) foi um filósofo e místico indiano. Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social.


(Wikipédia)

Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2011, 05:12
Amigos,
          Relativamente à meditação e seus efeitos, trago, abaixo, notícias e palavras de Teresa de Ávila,; os acréscimos entre parênteses se destinam a melhorar a compreensão.
          Teresa de Ávila, santa dos católicos, doutora teologal da igreja de Roma, é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O Doutor da Igreja, Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos. Teresa por pouco não foi a julgamento pelo Tribunal da Santa Inquisição por afirmar coisas como esta: “Não precisamos ir aos céus para encontrar Deus, pois Ele está aqui dentro de nós; entrai, entrai em vós filhas minhas pois que é dentro de cada uma de nós que vamos encontra-Lo e compreende-Lo”.
          Com base nas palavras de Jesus, ensinava: “Quando orardes, entrai dentro de vós mesmas (no vosso quarto) e, recolhidas as faculdades da alma (mentais; fechada a porta, cessada a ação dos sentidos e da mente) orai a vosso Pai que vos ouve no mais íntimo de vosso ser (que vos ouve em oculto)”. Orai em silêncio, a “oração de recolhimento” (ensinada por ela e pelos místicos, oração sem palavras ou pensamentos, em que todos os sentidos e a memória, esperanças são recolhidos, sem qualquer movimento da mente; essa oração pode resultar na “oração de quietude” (“Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”), na qual há completo silêncio da mente, o ego cessa (“ou eu, ou Deus”, dos místicos) e a “coisa” pode acontecer... (como um relâmpago que corre do nascente para o poente).   
          Às noviças: “é insensato quererdes entrar no reino dos céus se não entrardes primeiramente em vós mesmas, pois é dentro de cada uma de nós que Deus está, e só ali vamos encontra-lo e compreende-lo”’.
          “... comparado com a luz que percebemos em nós, tudo o mais é lixo”(...Por que é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o fazer... Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo; tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo.’ Isto é, tudo é nada, comparado à experiência da verdade, e Deus é que nos leva a essa experiência, pois ele é que realiza em nós o pensar e o fazer; Maharish: “enquanto não chegamos “lá”, somos apenas subumanos”; Krishnamurti: “enquanto não conhecemos a verdade, tudo o mais é fútil e infantil; a vida só tem significado quando chegamos lá”; Teresa: “comparado com essa luz, tudo o mais é lixo”’; do Zen: “tudo o mais é coisa prosaica”).
          “Uma benção tão feliz, tão gloriosa, que tudo o mais na vida é nada perto dela”.
          “Deus está em toda parte. Onde está Deus, está o paraíso. Compreender esta verdade é ver que, para falar com o Pai, não se tem necessidade de ir ao céu, nem de clamar em altas vozes. Ele está tão perto que sempre nos ouvirá. Basta pôr-se em solidão (oração de quietude, meditação) e vê-lo dentro de si mesma”.
          “...acostume-se a não olhar coisa alguma que a distraia... Não permaneça em lugar onde possam se distrair os sentidos exteriores...(pois a distração exterior causa distração interior); assim chegará a beber água na própria fonte. Caminha muito em pouco tempo. É viajar pelo meio mais rápido... chega-se mais depressa” (Leonardo Boff: “se podemos alçar o vôo da águia, por que voarmos rente ao chão como as galinhas”).
          Às noviças: “atenção, atenção, atenção!”
          “... durante a oração... recolhendo os sentidos para dentro de si mesmas. Quando o recolhimento é verdadeiro, sincero... produz tal efeito (a oração de quietude) que não sei como descrever. Entende a alma que tudo que há no mundo não é mais que um jogo, um divertimento (“tudo é fútil e infantil”). Eleva-se, ergue-se, de repente...”.
          “...é deixar de lado todas as coisas exteriores, delas retirando os sentidos...(para isso só a cessação do eu/ego, que a meditação torna possível); cerram-se os olhos para não mais as ver, e para mais se aguçar a vista da alma. Nelas (nas que fazem essa oração) se acende mais prontamente a labareda do amor divino. Estando mais perto do fogo, com alguns sopros do intelecto, ao saltar uma fagulhinha, logo é total o incêndio... pois não há embaraços no exterior, e estão a sós com Deus (no interior)”. (a sós com Deus, porque o ego cessou de operar; “ou eu, ou Deus”; “Aquieta-te e sabe:Eu sou Deus”).
          “...o palácio de Deus é nossa alma...” (“vós sois o templo do Altíssimo”, “O Senhor habita em vossos corações” Paulo).
          “Há, dentro de nós, um mundo mais precioso que de modo nenhum se compara com esse mundo exterior que conhecemos...”.
          “...se sempre vivêssemos com cuidado, lembrando-nos freqüentemente de que temos em nós tal hóspede (Deus)... veríamos que as coisas do mundo são mesquinhas comparadas às que temos dentro de nós”.
          “... Não imitemos os animais (nas coisas do mundo) que, ao verem isca ou presa fácil, logo se precipitam para saciar a fome... Durante muito tempo não o compreendi tão claramente. Bem entendia que tinha alma, mas quanto ela merecia e quem estava dentro dela, eis o que me escapava... As vaidades da vida nos tapam os olhos (o véu do ego) e não enxergamos o que devíamos... “, “...mas o Senhor não se dá de todo enquanto não nos damos de todo a ele. Isto que vos digo é coisa certa e de tal importância que o repito tantas vezes”. (dar-se a Deus é a entrega de si mesmo, proporcionada pela oração de quietude resultante da oração de recolhimento; meditação, pois afasta nosso próprio ego pensante, dando lugar a Deus. “Quando o eu não é, Deus é”).
          “...olhai para a intimidade de vossas almas; aí, achareis nosso Mestre, que jamais nos faltará...”, “...todos os favores humanos (os atrativos do mundo, ilusões).são mentira se desviam a alma da oração de recolhimento...”.
          “...isso, o encontro (com Deus), sucede quando a alma quer, entendei bem; não se trata de coisa sobrenatural”. (quando a alma quer e, por isso, busca).
          “...cumpre-nos desapegar-nos de tudo (desapego das coisas do mundo) para nos aproximarmos de Deus interiormente... Desejemos, sempre, retirar-nos ao mais íntimo de nós mesmas, ainda no meio das ocupações do dia-a-dia (é o que ensina o Zen). Embora dure um só instante, é de grande proveito a recordação do Senhor que nos faz companhia dentro de nós mesmas...”.
          Continua por mais um pouco...

Título: Re: Meditação
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2011, 17:08
          Teresa de Ávila   (ref #63)          Continuação...

          “...a alma sente-se penetrada de tal reverência... Interiormente e exteriormente as faculdades ficam numa espécie de desfalecimento (o eu/ego cessa e o amor e a bem-aventurança chegam)... o corpo experimenta suavíssimo deleite e a alma grande satisfação (alegria, felicidade). Tão contente está de se ver junto à fonte que se sente farta antes mesmo de beber... nada a penaliza, nada a aflige (não há mais sofrimentos, medos, pecados, culpas, remorsos)... enquanto dura esse estado de satisfação e deleite, fica de tal modo inebriada e absorta que nem pensa em desejar outra coisa...” (“... o demais vos virá por acréscimo”; “tudo o mais é lixo”).
          “Jesus disse: “Eu estou em vocês”. Valha-me Deus! Como essas palavras são verdadeiras! Como as compreende bem a alma que, estando nessa oração (de quietude), sente-as (percebe-as) realizadas em si mesma”.
          “... nossa alma é um castelo onde habita o Senhor; vejamos o que se há de fazer para penetrar no seu interior (para percebê-lo)...”.
          “Esta é a grande descoberta que Teresa divulga com seus escritos: Deus habita no íntimo da alma... (o mesmo afirmaram Jesus, Paulo e muitos mais). Contra ela, por isso, se colocaram vários de seus padres confessores, os quais admitiam a presença divina apenas através da graça, nunca em essência. Teresa, porém, é clara: Deus se encontra na alma, como se encontra no céu (quase foi entregue ao tribunal da inquisição). Por isso mesmo, a própria alma é o céu, um castelo no qual se pode entrar... O corpo é a muralha do castelo, cuja entrada é a oração (meditação). ...uma alma é tão repleta quanto um mundo vivo e cheio de gente e de grandes segredos. A gente são as faculdades que, às vezes ajudam, às vezes atrapalham. Costumam se desorientar sobretudo quando o Hóspede se faz notar, quando sai de seu aposento para se comunicar com o espírito”. (Prof. Jacyntho J.L. Brandão, UFMG).
          “...bem maior, que a dos animais irracionais, é nossa insensatez, pois desconhecemos o seu valor (da alma, que é criada à semelhança e imagem de Deus) e concentramos toda nossa atenção no corpo...; as riquezas que há na alma, quem nela habita, eis o que, raras vezes, consideramos. Todos os cuidados e atenção se consomem no grosseiro engaste, nas muralhas do castelo, que são nosso corpo, em vez de se consumirem naquele que ali habita”.
          “... assim também não nos prejudica sabermos que é possível, ainda neste desterro (ainda nesta vida, sem esperar a morte; a Mansão da morte, de Krishnamurti), tão grande Deus comunicar-se a vermezinhos asquerosos como nós... (a igreja se esquecia que “O Senhor habita em nossos corações”). Pode-se objetar que isso é impossível... mas é menor mal não o crerem alguns, do que tirar do proveito espiritual os demais... Quem se recusa a crer dificilmente terá a experiência da presença divina em si.’ (Teresa afirma que, mesmo nesta vida, podemos perceber a divindade; mostra, também, a concepção que a igreja tem do homem – ‘verme asqueroso’; como ensinam os sábios, isso se destina a manter o homem preso à igreja, pois lhe incute a idéia de que, sozinho, não pode salvar-se, de que necessita de intermediários, sacerdotes e ministros, templos, penitências e orações, confissão e comunhão, do perdão de Deus).
          “...pelo que eu entendo, a porta de entrada desse castelo é a oração, (a oração de recolhimento e de quietude, isto é, a meditação).
          “...torno a afirmar: é sumamente importante entrar primeiro no aposento do conhecimento próprio (auto-conhecimento, para sabermos quem realmente somos). Aprofundar o conhecimento sobre nós mesmas, é este o caminho... todos os danos (sofrimentos e conflitos) vêm de não nos conhecermos devidamente”. (de não sabermos quem somos; quando chegamos ao autoconhecimento, percebemos que somos a própria divindade).
          “...nossos defeitos (ignorância, distrações, suposições, crenças, ilusões) são como ciscos nos olhos que não nos deixam ver o Senhor, que está ali, bem à nossa frente...; embora a alma não esteja em mau estado e deseje sinceramente apreciar sua própria formosura (que é o próprio Deus), é quase impossível desvencilhar-se de tantos impedimentos (distrações)” (só pela meditação se pode fazê-lo).
          “... mesmo mergulhados em nossos pensamentos, negócios, prazeres e seduções do mundo, ora caindo em pecado, ora levantando-nos, apesar de tudo o Senhor não deixa de chamar-nos para que nos aproximemos dele...” (Krishnamurti: “não ouvimos essa imensidade chamando”, e lamentava-se Jesus: “Os homens não me compreenderam... “).
          “... Não vos desanimeis, portanto. Quando vos acontecer cair em pecado, não deixeis de querer ir adiante (na oração, na meditação)... peço aos que ainda não começaram, a recolher-se em si mesmos (a praticá-la). Aos que já começaram, que enfrentem todas as dificuldades para não voltar atrás... aí ela, a alma, as subjugará todas (às distrações, desatenções) e zombará de seus assaltos. Aí experimentará, mesmo nesta vida, tal abundância de bens, como jamais poderia supor (indizíveis, como disse Paulo)...” (Jesus: “Buscai primeiramente o reino de Deus, e tudo o mais vos virá por acréscimo”).
          “... quando não achamos quem nos ensine, o Senhor fará tudo redundar em nosso proveito, contanto que não deixemos a oração (meditação)”.
          “... é insensatez pensar que poderemos entrar nos céus sem primeiro entrarmos em nós mesmas...” (Jesus: “O eu é o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão pelo eu”; o caminho é para o nosso interior, na direção do ‘eu’).
          “O Senhor disse: “ninguém irá ao Pai senão por mim” e “quem vê a mim, vê o meu Pai”... Ora, se nunca pusermos os olhos nele que está dentro de nós (se não entrarmos na alma), não sei como o poderemos ver”.
          “... a alma se sente segura se não recua no caminho começado...”.
          “... Entrai, entrai em vós mesmas, filhas minhas!...” (são palavras sempre dirigidas às noviças, por Teresa; o caminho é para dentro).
          “... mas, sempre e sempre, humildade; considere-se sempre servo inútil”. (da parábola de Lu 17:10; inútil deve ter, aí, o sentido de ignorante; não se impaciente, nem perca o ânimo; com humildade, persevere nas tentativas de meditação).
          “...para que de tudo (de sucessos ou insucessos) tireis humildade, e não inquietação (impaciência, descrença etc)... pois somos mais amigos de prazeres que de cruzes...” (não deixe que os obstáculos o desanimem. Como falou Jesus: ‘Que te importa a ti; segue-me tu’).
          Continua...
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Março de 2011, 16:29
A todos os meus amigos, amigas e visitantes,

ofereço este vídeo "Momentos de Paz".

Macili




O Ser - Gangaji (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXYtZENPUnlWYS1FIw==)
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Março de 2011, 16:46
Trago mais um vídeo "Você é o Mestre".

Paz e luz!!!

Macili


Você é o Mestre ! Por Swami Naseeb (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTVWY2piQmp2ekJjIw==)

Título: Re: Meditação
Enviado por: los em 24 de Abril de 2014, 19:45
Este tópico deve continuar ante suas grandes contribuições!
Título: Re: Meditação
Enviado por: Gabri-El em 25 de Abril de 2014, 00:54
A meditação quando aliada à aspiração sincera para libertar-se das amarras mentais e emocionais, leva o praticante à Autorrealização. Não adianta apenas executar esta ou aquela técnica meditativa. A aspiração é de grande importância, muito mais importante do que qualquer técnica mecânica.

Pela falta desta aspiração é que muitos praticantes de meditação acabam ficando frustrados em seus "esforços".

É necessário a firme e constante aspiração para transcender a identidade personalista a fim de emergir a verdadeira consciência.

Nesta Época em que estamos vivendo, os aspirantes à Autorrealização não necessitam ficar horas e horas em exercícios meditativos, nem se dirigir para mosteiros e retiros espirituais para terem êxito.

Em períodos passados muitos indivíduos buscavam parcial ou total isolamento dos grandes centros da sociedade, com o objetivo de aprofundarem-se no conhecimento de si mesmos e evitar o impacto nefasto das vibrações degradantes emanadas pela maioria dos habitantes das cidades mais populosas.

No entanto, já vivemos o despontar de uma Época luminosa para a Humanidade! Poderosas Energias estão sendo investidas no planeta terrestre para impulsionar sobremaneira a evolução humana, bem como a evolução de outros seres.

Com isso, o que antes era necessário no Caminho espiritual não o é mais. Por essa razão, aqueles que sinceramente aspiram à Realização em Deus, a vivência do Reino de Deus em si mesmos, não necessitam afastarem-se das obrigações cotidianas em renúncias injustificáveis, se isolar da sociedade, da família, etc.

Nenhuma renúncia exterior deve ser alimentada, tendo como argumento a busca pela evolução espiritual. Esta, a evolução espiritual, em realidade, se efetua no enfrentamento diário nas oportunidades que se apresentam em nossa vida no mundo.

A renúncia deve ser a da personalidade em seus aspectos inferiores, nos quais o egoísmo, a ambição, os melindres, o orgulho, a vaidade, e outros tumores morais estão tão vigorosos nas atitudes humanas. Essa renúncia passa a ser a melhor "técnica" meditativa no Tempo atual.

Até mesmo os Mestres de regiões reclusas dos Himalayas estão afluindo para o Ocidente com a finalidade de se adequar e ensinar os objetivos evolutivos para a Era Nova. Então, aqueles indivíduos ocidentais que estão querendo fugir dos centros urbanos com o pretexto de buscar evolução espiritual em regiões isoladas, estão no caminho contrário do atual estágio evolutivo.

Podemos sim, em nosso dia a dia, reservar alguns minutos para nos aquietarmos fisicamente e mentalmente, focalizando mais a nossa mente no verdadeiro Eu que cada qual é, aspirando trazer à manifestação as melhores virtudes do Coração.


Porém, isso deve se estender em todas as situações do cotidiano, em atitudes práticas e darmos nossa parcela de colaboração na Obra do Eterno que ora é realizada na face da Terra pelos Excelsos Enviados, corporificados no mundo. Não falo isso como simples frase poética, mas com conhecimento de causa.

Aliás, é preciso nos familiarizar com o conceito espiritual a respeito do Coração, pois na Era Nova, o Coração é o centro-motor das mais altas realizações do Espírito. Um demasiado enfoque na mente nos séculos passados não levou a Humanidade às realizações superiores. A mente agora deve estar assentada no Coração para extrair deste centro a Sabedoria de viver.

Quando digo Coração não estou a falar sobre mera emotividade, mas sobre a Síntese de todas as virtudes sublimes exaltadas pelos Grandes Sábios que estiveram encarnados no passado e que novamente, na atualidade, alguns deles, por Compaixão, têm se encarnado.

Destarte, gradativamente a consciência divina emergirá no praticante que se ajustar a estes sagrados objetivos do Plano Superior, e ele saberá, por vivência direta, a verdade destas palavras pronunciadas por Aquele que é Mestre de Homens e de Anjos: "o Reino de Deus está dentro de vós".

Com Amor
Título: Re: Meditação
Enviado por: Victor Passos em 25 de Abril de 2014, 20:38
Ola muita paz
Prezado Gabri


A palavra meditação é vulgarmente entendida como a prática da reflexão sobre questões relevantes na vida. Neste sentido, é comum na literatura espírita o convite à meditação (reflexão) sobre nossas atitudes, sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Na questão 919, de O Livro dos Espíritos, Santo Agostinho nos convida a refletir diariamente sobre nossas atitudes, na busca do auto-conhecimento e da perfeição moral.

À época de Kardec, a meditação, enquanto prática de desenvolvimento mental pelos princípios da atenção plena, auxiliada por uma série de técnicas geralmente advindas das culturas orientais, era pouco conhecida no ocidente e estava no ciclo restrito das escolas esotéricas, mesclada com seus princípios místicos. Devido ao caráter de clareza e objetividade do Espiritismo, pelo fato da Doutrina encontrar-se em processo de formação e ao caráter místico que ainda era atribuído a esta prática, não vamos encontrar, nos primórdios da doutrina espírita, ênfase na prática da meditação, mas sim na reflexão sobre questões existenciais ou ainda a “concentração” para fins de prática e desenvolvimento mediúnicos.

No que se refere à concentração para a prática mediúnica, não está clara a relação entre esta e a meditação. No capítulo XVII, de O Livro dos Médiuns, que trata da formação dos médiuns, fala-se da postura do médium, a evocação dos espíritos, a vontade como elemento fundamental, deixando clara a importância do caráter magnético do fenômeno mediúnico, onde o espírito comunicante estabelece uma relação fluídica com o médium. Não foi pesquisado, por exemplo, como a prática da meditação, dentro dos princípios e finalidades expostos na matéria, pode repercutir sobre a qualidade da prática mediúnica, mas, a julgar pelos resultados apresentados na reportagem, resultados já amplamente divulgados pela mídia, os efeitos só poderão ser positivos.

Nos dias atuais, assim como foi afirmado na *matéria, a meditação não precisa estar necessariamente vinculada a um aspecto místico ou esotérico. Além disso, são comprovados cientificamente os resultados positivos da prática da meditação. Despojada de seu caráter místico e comprovada cientificamente a sua eficácia no equilíbrio das emoções e das faculdades psíquicas, não há nenhum obstáculo ou incompatibilidade com o Espiritismo. Tudo o que serve para o desenvolvimento do potencial humano e que esteja demonstrado pela ciência, deve ser endossado pelo Espiritismo, conforme dizia o próprio Allan Kardec.
No entanto não podemos misturar as coisas, porque a meditação, não retira os debitos de cada um. Importante também entender que não podemos nem devemos pensar que retirando tudo que seja valor espiritual resolverá os fundamentos da vida pelos sentimentos.
É verdade, que nossos sentimentos, emoções, pensamentos e acções são factor importante no nosso crescimento, e que cada um de nós xdetem uma personalidade diferente do outro, mas acharmos que a simples meditação, a aEra do coração vai superar milénios de fragilidades , de paixõe nefastas, não será irrisório?!
Se disserem que a meditação nos enquadra, para melhor reflexão, e discernimento , é otimo, que pode gerar energias positivas e trazer equilibrio ao Ser, também é verdade. mas daí a permitir que a simples meditação vai transformar o espirito ..penso ser algo irreal, porque somos almas em prospeção de elevação e na procura da ess~encia da vida que está no simples conceito do amor, sim esse será a solução para a evolução em todos os parametros da vida .
Amem , respeitem, aceitem, sigam os valores de Cristo e aí , sim, estrão a mudar a vossa trajectória.

Com muita paz , respeitosamente

Victor Passos
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 26 de Abril de 2014, 15:46
Olá Amigo Victor Passos e demais que conosco meditam...

Luz e Paz em nossos corações...




(https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/t1.0-9/p403x403/970171_549804688465461_1163730093698696528_n.jpg)



Reflexão...



"A meditação é a dissolução dos pensamentos na Sabedoria Eterna,
na Pura Consciência, sem objetificação, sabendo sem pensar,
fundindo o finito ao infinito."


~ Swami Sivananda ~
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 26 de Abril de 2014, 16:17
Queridos Irmãos,


Paz e luz!


Compartilho uma das explicações mais detalhadas da meditação, para que possamos exercitar a mente e o corpo.

Um passo a passo bem simples com trechos de meditação guiada por Lama Padma Samten.


Amigos como tudo na vida temos que dar o primeiro passo, vamos juntos nos permitir aprender essa técnica, e sentir as sensações de plenitude e tranquilidade que ela nos oferece.


Fonte: Formação de Egrégora




Para começar a meditar (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUZXV1o1MmEzZ3JnIw==)

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 29 de Maio de 2014, 02:06


Paz e luz!


Uma meditação com Karla de Araujo enfocando a felicidade




Permissão e Bênção para ser feliz



http://www.youtube.com/watch?v=S3g_2IOALJk#t=146


Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 29 de Maio de 2014, 02:12


Vibrações de harmonia...




Meditação - A Energia do Amor

(Mirna Grzich)




http://www.youtube.com/watch?v=b2I1j8--bJA#t=164
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 21 de Agosto de 2014, 00:08
(http://3.bp.blogspot.com/-R-wmVeHJTjk/UvkmAsxuzAI/AAAAAAAAGPI/-ju-3SeIIto/s600/397424_378842052216986_1212903572_n.jpg)




Meditação



Pela meditação, nós conectamos
o pequeno gozo da alma com o grande gozo do Espírito.

A meditação não deve ser confundida com a concentração comum.

A concentração consiste em retirar a atenção de distrações e focalizá-la
em qualquer pensamento em que se possa estar interessado.

A meditação é forma especial de concentração na qual a atenção
é libertada da inquietude e focalizada em Deus.

A meditação é, portanto, a concentração que se emprega
para conhecer Deus.


 
Paramahansa Yogananda, Lições da SRF
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 04 de Setembro de 2014, 00:10
Direto ao Ponto - Meditação e Prece - Programa 03 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW4wSy1TU1BvWE9zJmFtcDtsaXN0PVBMUE9JSnZpMHppWmNlZXp2NHlaRXBPVU9iX2lRakRCZkEj)
Título: Re: Meditação
Enviado por: lconforjr em 04 de Setembro de 2014, 03:05
Re: Meditação

      Referencia resp #77 em: 210814, 00:08, de Macili.

      Amigos, o pequeno trecho de Yogananda (= aquele atingiu a felicidade pelo yoga) traz apenas uma pálida, vaga ideia sobre o q seja a meditação. E, quem não estiver avisado, poderá pensar que meditação é o q fazem os q “praticam” a meditação, como se diz por aqui. Assim, podemos dizer q quem está meditando (como comumente falamos) está apenas praticando uma <tentativa> de chegar ao ponto de atingir o “estado meditativo”, q é o estado da vida e do universo reais.

      O texto do Yogananda, portanto refere-se àquele q já consegue entrar no estado meditativo, não ao q está tentando meditar.

      E se na tentativa de meditar focalizarmos a atenção num pensamento relativo a Deus, nunca atingiremos a meditação. O exercício é tentar e manter a mente vazia de qualquer pensamento, desejo, intenção, vontade, lembrança, esperança. Para a meditação a mente tem de estar “vazia” de pensamentos, sejam de q natureza forem.  A meditação é, portanto, o q resulta do fato de haver tentado e haver conseguido.

................
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 08 de Setembro de 2014, 16:36
(https://scontent-b-iad.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/t1.0-9/10514595_595502057229057_8428981702811040875_n.jpg?oh=3a4cfac08d06cfba66377acb7e2dd66e&oe=54923D07)




Esforço



Lembre-se: se você não encontra Deus é porque não está
fazendo bastante esforço na sua meditação.


Se, com um ou dois mergulhos, você não encontra a pérola,
não culpe o oceano por isso.


Culpe os seus mergulhos, pois você não está
mergulhando fundo o bastante.
Se mergulhar bem fundo, encontrará a pérola
da presença de Deus.


 
Paramahansa Yogananda, "A Eterna Busca do Homem"
Título: Re: Meditação
Enviado por: lconforjr em 08 de Setembro de 2014, 18:56
..............

      Não sei se posso responder aqui. Mas, desejo dizer aos amigos q não deve e não pode haver esforço em qualquer momento da meditação. Deve e tem de haver esforço para nos dispormos a nos preparar para ela, para procura de lugar e tempo conveniente, para lutar contra nossa inércia; para nos exercitar o mais q podemos nas tentativas de meditar.

       Mas, na meditação, se há esforço, não há meditação. Sem dúvida, deve haver esforço para procurar manter uma atenção conveniente, para repetirmos os exercícios, para não desistirmos de nos exercitar.

      Mas, eqto houver qualquer espécie de esforço, não teremos o êxito procurado na meditação.

................
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 18 de Setembro de 2014, 01:39
(http://4.bp.blogspot.com/-_lCHzy6IVjQ/U1fSV6HEQTI/AAAAAAAAHrQ/dm07-4z7VBI/s600/arte.jpg)


O artifício da Meditação não pode engessar nossas mãos

(Artigo de autoria do estudioso espírita Jorge Hessen,
publicado na Revista Online Luz na Mente)


(http://lh5.ggpht.com/_EUk_hsxZ1Vw/SZVClxJ8boI/AAAAAAAAIDk/GcOyLl77GTQ/s80/mani2anim.png)


Uma singular prática de reeducação de presos tem sido adotada na Índia. O Complexo Penitenciário de Tihar, em Nova Délhi, conquanto abrigue o dobro de sua capacidade oficial de encarcerados, conseguiu implantar o exercício do vipassana (“visão interior”), ideário adotado por Sidarta Gautama, o popular Buda. A técnica consiste em exercícios de meditação bem complexos. Os presos (voluntários) devem ficar algumas vezes por mês completamente em silêncio e meditar por 8 horas diárias – inteiramente inertes, sem mover nenhum músculo do corpo em busca de paz e “ascensão espiritual”.

Na concepção de Satya Narayan Goenka, idealizador da prática no presídio, a meditação ajuda a maior compreensão da realidade. Por essa razão, auxilia os presos a distinguir a clausura como uma etapa, uma jornada para se tornarem pessoas melhores e verdadeiramente livres. Segundo Goenka, os presos praticantes se tornaram mais “equilibrados”, motivo pelo qual a penitenciária passou a registrar menos incidentes violentos, a reincidência criminal dos praticantes que são libertados igualmente diminuiu. (1) A proposta de Satya Narayan é desafiadora sem dúvida, considerando o ambiente hostil de um presídio. Não deve ser nada simples a disciplina do corpo e da mente para introspecções (meditações) nas atmosferas de uma penitenciária.

A rigor, ao exercitarmos uma oração experimentamos alguma forma de meditação. Obviamente, com o exercício disciplinado dos pensamentos se pode chegar aos melhores resultados de uma prece. É quando se consubstanciam energias harmônicas em níveis de autoconsciência. Mas o domínio dos pensamentos, considerando a cultura ocidental, é de extraordinária dificuldade. Quase sempre nós ocidentais lançamos ideias vagas, pueris, sensuais, projetamos censuras, mantemos anseios utilitaristas, entulhamos as descargas neurológicas que geram amplo consumo de energia física e mental. Seguramente a concentração (meditação) no ambiente adequado pode aliviar a tensão emocional e patrocinar um nível de estabilização e alívio psíquico que tende a refletir no bem-estar físico e espiritual.

Obviamente, a prática meditativa aplicada por Narayan Goenka no presídio de Tihar não contém vínculos diretos com as finalidades espíritas. Não constam nos cânones das Obras Básicas as técnicas para meditação esotérica, embora não haja rigorosa incompatibilidade com os mandamentos doutrinários, até porque todo e qualquer exercício que favoreça o equilíbrio espiritual, deve ou pode ser estimulado. Entretanto, nesse caso específico, urge muita cautela; lembremos que não se deve confundir as irradiações mentais através da prece com a meditação mística, mormente aplicada pelo budismo. Em razão disso, a Doutrina dos Espíritos recomenda que não se instale nos centros espíritas salas específicas para meditações esotéricas.

Há instituições espíritas que promovem cursos para técnicas de meditação com base na cultura oriental, todavia é necessário ajuizar a inoportunidade de tais práticas. É preciso ter cuidado para que esses métodos não descaracterizem a proposta dos Benfeitores Espirituais, até porque as doutrinas vinculadas às práticas de meditações místicas têm suas próprias instituições destinadas ao exercício de meditação, e certamente nada impede que os “espíritas” ajustados com essas propostas busquem os núcleos não espíritas adequados e aí meditem quando, como e quanto desejarem.

Seja como for, é de bom alvitre que os “meditadores” não se esqueçam que qualquer exercício de meditação não deve ser inoperante, pois o ideal de concentração mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba prática improdutiva. Conservar, pois, a meditação transcendente no coração, sem nenhuma atividade nas obras de ampliação da caridade, da sabedoria e do amor, consubstanciados no emprego do amor e da fraternidade, consistirá em manter na terra viva do sentimento um ídolo morto, enterrado entre as flores agrestes nos jardins da ilusão.



Jamais olvidemos que enquanto diferentes doutrinas ensinavam a meditação (recolhimento contemplativo), o insulamento social completo, na busca do EU “profundo”, o Cristo elegeu peregrinar por entre a multidão, confortando uns, auxiliando outros, situando sua doutrina não através de vocábulos vazios ou artifícios místicos, todavia fundamentando-a no exercício da ação do amor, a exemplo da metáfora do samaritano que socorreu seu próximo na estrada de Jericó.

O Codificador, confessando Jesus, igualmente não se isolou numa atitude meditativa (contemplativa); sua meditação foi o exercício do Espiritismo através da caridade, na medida em que confortou numerosos necessitados, estimulou doações a desabrigados por meio da Revista Espírita, e junto de sua amada Amélie Gabrielle Boudet fez visitas a diversas famílias carentes. Justamente por sentir essa necessidade, Kardec lançou O Evangelho Segundo o Espiritismo, para mim a Carta Magna da Codificação, que se tornou imprescindível ao entendimento da angústia humana, assim como do desígnio da existência terrena, ensinando que a beneficência é o mais perfeito caminho a dar sentido e significado à nossa vida social. Aliás, Chico Xavier percebeu bem essa dimensão de Jesus e Kardec, uma vez que poderia ter ficado embevecido, em meditações e êxtases, deslumbrado ou arrebatado com as interligações diretas com mundo espiritual; contudo, praticando o EVANGELHO se consagrou a amar o próximo incondicionalmente.

Em suma, cremos que meditar é importante, desde que não paralise nossas mãos, nem nos faça abdicar dos convites dos Benfeitores Espirituais, uma vez que eles apontam a rota segura de uma meditação produtiva, que não nos hipnotiza com técnicas que centram atenções exclusivas em nós mesmos, até por que O Meigo Rabi nos conclamou a amar o próximo como a nós mesmos e não o oposto, ou seja, todo o amor, júbilo, contentamento que ansiamos para nós, devemos em condição de equidade aos nossos iguais.




(http://lh5.ggpht.com/_EUk_hsxZ1Vw/SZVClxJ8boI/AAAAAAAAIDk/GcOyLl77GTQ/s90/mani2anim.png)



Jorge Hessen
A Luz na Mente, revista online de artigos espíritas

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2014, 21:50
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Segue a caminho do equilíbrio para alcançar a paz interior



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Deves executar todas as tuas ações de maneira pacífica, pois a paz é a melhor medicina para o corpo, a mente e a alma. Esta é a forma mais maravilhosa de viver.

Existe uma cura para o estresse.

A calma é o estado ideal com o qual deveríamos receber todas as experiências da vida. O nervosismo é o oposto à calma e ocorre de forma tão generalizada hoje em dia que se converteu em um mal mundial.

O melhor remédio contra o nervosismo é cultivar a calma.

Quem é calmo por natureza não perde sua capacidade de raciocinar nem seu sentido de justiça ou de humor em nenhuma circunstância.

A serenidade é uma virtude formosa.

Devemos modelar nossa vida de acordo com o desenho de um triângulo: os dois lados são a calma e a doçura e o terceiro lado, a base, é a felicidade. Não importa se atuemos de forma rápida ou lenta, de forma solitária ou em meio ao burburinho, nosso centro interior deve ser equilibrado e sereno.

Cristo é um exemplo deste ideal, pois onde quer que estivesse, sempre manifestava paz. Ele passou todas as provas imagináveis sem perder a serenidade.

Vive a divina consciência de tua alma. Somos almas eternas, imutáveis, feitas à imagem da felicidade imortal de Deus. Nossa vida deve refletir continuamente esse sempre renovado gozo. Jamais permita que nada tire a felicidade interior. Deves aprender a arte de viver como uma alma intrépida, capaz de sorrir diante de qualquer problema.

O seu estado natural é o da alegria permanente. A felicidade que buscas consiste em ser tão feliz que possa desfrutar de qualquer coisa que possua. Não é muito melhor que perambular totalmente pelo mundo como um inquieto demônio, incapaz de encontrar satisfação em nada?




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Quem medita profundamente sente uma maravilhosa quietude interior. Quanto maior é a paz que sentes na meditação, mais próximo estarás de Deus. Ele se aproxima de ti cada vez mais, à medida que te aprofundas na meditação. A paz da meditação constitui a linguagem do Senhor e o seu confortante abraço. (...) Se és capaz de conservar a paz interior, lograste a vitória suprema. Qualquer que seja tua situação na vida, jamais se sinta justificado para perder a paz. Quando esta te abandona e não podes pensar com claridade, então perdeste a batalha. Se nunca malogras tua paz, perceberás que a vitória te acompanha sempre, independentemente de como se resolvem teus problemas. Essa é a forma de conquistar a vida.

Em todo momento, pratica a calma imperturbável. Converte-te no rei, no monarca absoluto, de teu próprio reino mental de calma. Não permitas que nada te perturbe esse aprazível reino de calma. Noite e dia, leva contigo o gozo da paz de Deus que supera todo entendimento.

Essa equanimidade mental preservada graças à prática regular da meditação profunda elimina o aborrecimento, a decepção e as aflições da vida diária, transformando a vida numa interessantíssima e alegre experiência da alma. (...) O mundo venera os homens poderosos, tais como Alexandre Magno e Napoleão. Agora, pense no estado mental de tais personagens! Considera agora a paz que desfrutava Cristo: uma paz que não podia ser arrebatada por nada. Tendemos a pensar que buscaremos esta paz amanhã, mas dessa forma jamais a encontrarão. Busca-a agora mesmo.

A maioria das pessoas é como a mariposa que volteia sem propósito algum. Parece nunca chegar realmente a nenhum lugar, nem deter-se mais de algum instante, antes que nova distração a atraia. A abelha, todavia, trabalha e se prepara para os tempos difíceis. A mariposa vive unicamente conforme o dia. Quando chega o inverno, a mariposa desaparece, enquanto que a abelha permanece armazenando o alimento para viver. Devemos aprender a recolher e armazenar o mel da paz e o poder de Deus.

Concentra tua atenção em teu interior. Sentirás um novo poder, uma nova força e uma nova paz, em teu corpo, mente e espírito. Você tem o privilégio e a oportunidade de construir teu próprio céu aqui mesmo, e conta com todos os meios para fazê-lo. (...) A pessoa serena identifica totalmente seus sentidos com o meio ambiente que a rodeia. A pessoa inquieta nada percebe. Consequentemente, encontra-se em dificuldades consigo mesma e com os demais, e a tudo interpreta errado. A pessoa serena, em virtude do seu autodomínio, está continuamente em paz com os demais e é sempre feliz. Jamais permita que o centro de tua serena concentração seja influenciado pela inquietude. Realiza sempre tuas atividades com concentração.

O bom juízo é uma expressão natural da sabedoria, mas depende diretamente da harmonia interior, isto é, do equilíbrio mental. Quando a mente carece de harmonia, não há paz. Sem paz, falta-lhe tanto o juízo como a sabedoria. A vida está cheia de tropeços e revezes. Nos momentos de prova, que requerem o teu juízo mais lúcido, alcançarás a vitória se preservares teu equilíbrio mental. A harmonia interior é teu maior apoio para superar o peso da vida.

Muitas pessoas pensam que suas ações podem ser somente inquietas ou lentas, mas isso é falso. Se conservares a serenidade, com intensa concentração, levarás a cabo todos os teus deveres com a rapidez apropriada. A arte da verdadeira ação consiste em ser capaz de atuar lenta ou rapidamente, mas sem perder a paz interior. O método adequado consiste em estabelecer uma atitude controlada, na qual possas desempenhar tuas atividades com paz, sem perder teu equilíbrio interior.




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Uma pessoa serena reflete tranquilidade em seus olhos, aguda inteligência em seu rosto e uma adequada receptividade mental. É uma pessoa diligente e de decidida ação, mas seus atos não estão movidos por impulsos e desejos que repentinamente chegam a sua mente.


A pessoa inquieta é semelhante a uma marionete que dança ao som dos desejos emocionais que surgem em resposta às tentações oferecidas por outros indivíduos. Trabalhando lentamente ou com rapidez, assegura-te de fazê-lo sempre a partir do centro de serenidade.

(...) O material e o espiritual são duas partes de um único Universo e uma única Verdade. Ao dar preponderância a uma parte sobre a outra, o ser humano não logra o equilíbrio necessário para um desenvolvimento harmonioso. Pratica a arte de viver neste mundo sem perder a paz mental em teu interior. Segue o caminho do equilíbrio para alcançar o maravilhoso jardim interior de realização do ser. Simplifica a vida.

O ser humano moderno baseia seu prazer em obter mais e mais posses, sem se importar com o que possa acontecer aos demais. Mas não seria melhor viver com simplicidade, isto é, sem muito luxo e com menos preocupações? Não existe prazer em trabalhar demais até o ponto em que não possa desfrutar do que possui.

A grande necessidade do ser humano consiste em encontrar mais tempo para desfrutar da natureza, simplificar sua vida e suas necessidades imaginárias, satisfazer as verdadeiras necessidades da existência e aprender a conhecer melhor os filhos e os amigos e, sobretudo, conhecer-se a si mesmo e ao Deus que o criou."




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( Paramahansa Yogananda )
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 24 de Outubro de 2014, 19:20
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Meditação da Serenidade




O Espírito Joanna de Ângelis, através da mediunidade de Divaldo Franco, propõe a seguinte meditação, na forma de autossugestão:

. A serenidade Divina invade-me após o cumprimento dos deveres.

. Compreendo a minha responsabilidade no conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos.

. Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da obra de Deus.

. Sereno e confiante, nada de mal me atinge.




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Em Serenidade


A serenidade é pedra angular das edificações morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis se tornam as realizações.

Resulta de uma conduta correta e uma consciência imparcial, que proporcionam a visão real dos acontecimentos, bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos da existência corporal.

A serenidade é o estado de consentimento entre o dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo.

Quando se adquire a consciência asserenada, enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo desestruturar.

As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem.

A pessoa serena é feliz, porque superou os apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação.

Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o “caminho do meio” como decisão firme, inquebrantável.





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A serenidade não é quietação exterior, indiferença, mas, plenitude da ação, destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de insegurança.

Jesus, no fragor de todas as batalhas, no expressivo poema das bem-aventuranças ou sendo crucificado, manteve a serenidade, embora de maneiras diferentes, destemido e seguro de si mesmo, com absoluta confiança em Deus.

Os mártires conheceram a serenidade que o ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais lutaram, e, por isso mesmo, não foram atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus.

A serenidade provém, igualmente, da certeza, da confiança no que se sabe, se faz e se é.

Assim, estudemos a nós mesmos e nos amemos, elegendo o melhor, o duradouro para os nossos dias, e nunca recuaremos.

No entanto, se errarmos, se nos comprometermos, se nos arrependermos, antes que a culpa nos perturbe, refaçamos o equívoco, recuperando-nos e reconquistando a serenidade.

Sem ela, experimentaremos sofrimentos que poderíamos evitar, e que nos impedem o avanço.

Serenidade é vida.




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A serenidade Divina invade-me após o cumprimento dos deveres.

Compreendo a minha responsabilidade no conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos.

Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da obra de Deus.

Sereno e confiante, nada de mal me atinge.

Pensemos nisso.





Redação do Momento Espírita, com base no cap.16 do livro
Momentos de saúde, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 19.4.2013.
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 20 de Novembro de 2014, 18:06
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7 Motivos para você meditar




“Meditação? Coisa de monge, não serve pra mim”, pensa o leitor. A ideia de parar, respirar fundo, acalmar a mente e afastar as distrações pode soar absurda diante das nossas rotinas diárias – quem tem tempo para isso?

Contudo, seus benefícios podem fazer cada minuto investido valer a pena. Listamos a seguir sete razões para você dar uma chance à meditação (sem ter que entrar em um mosteiro):




1 – Diminui a dor

De acordo com estudo publicado no periódico Journal of Neuroscience (edição de 6 de abril de 2011), uma sessão de 1h30 de meditação pode diminuir pela metade a sensação de dor. Os participantes da pesquisa foram submetidos a um teste de dor antes e outro depois de meditar – e o efeito analgésico foi observado por meio de ressonância magnética. Outra pesquisa, divulgada em 2010 pela revista Pain, revelou que pessoas que meditam regularmente não se incomodam tanto com dores. Aparentemente, o fato de conseguirem focar no momento presente faz com que não antecipem tanto a dor, reduzindo seu impacto emocional.




2 – Melhora sua vida sexual

Aprender a manter o foco no presente (uma das habilidades desenvolvidas pela meditação) pode tornar as experiências sexuais mais prazerosas: de acordo com estudo publicado em 2011 pela revista Psychosomatic Medicine, o foco ajuda a afastar pensamentos que distraem e, assim, leva a pessoa a aproveitar o momento.




3 – Evita armadilhas mentais

Às vezes, ficamos presos a determinados hábitos e formas de pensar que nos atrapalham na hora de resolver um problema. “Essa dificuldade de se desfazer de respostas velhas, habituais e não adaptativas e adotar soluções melhores pode estar por trás de muitas das nossas dificuldades diárias”, diz o pesquisador Jonathan Greenberg Ben-Gurion, da Universidade de Negev (Israel). Em estudo divulgado pelo site PLoS ONE em maio de 2012, Ben-Gurion e sua equipe investigaram os efeitos da meditação na resolução de problemas. Depois de poucas semanas de treinamento, os participantes desenvolveram uma “mente aberta” e tiveram mais facilidade para adotar novas (e mais eficientes) estratégias para lidar com problemas.




4 – Aumenta a resistência mental

Segundo pesquisa divulgada pelo periódico Emotion, a meditação pode tornar uma pessoa mais resistente aos efeitos de situações traumáticas, como lutar em guerras. Durante oito semanas, um grupo de soldados da Marinha dos Estados Unidos realizou duas horas semanais de meditação. Em comparação com os outros, eles demonstraram um estado mental mais equilibrado, memória mais eficiente e maior capacidade de entrar em estado de alerta sem perder o controle das emoções – uma espécie de “armadura mental”.




5 – Aumenta a empatia
 
A capacidade de se colocar no lugar do outro e demonstrar benevolência pode ser reforçada por meio da meditação, de acordo com estudo publicado no periódico PLoS ONE em março de 2008. Depois de praticar meditação compassiva (que envolve pensar em entes queridos, direcionar a eles pensamentos positivos e expandir estes pensamentos para outros seres vivos), os participantes passaram a demonstrar maior atividade nas áreas do cérebro ligadas à empatia quando ouviam determinados sons (como a voz de uma pessoa pedindo socorro ou a risada de um bebê).




6 – Melhora sua capacidade de manter o foco

 Em estudo divulgado pela revista Psychological Science em 2010, os participantes tiveram que desempenhar uma demorada e tediosa atividade em um computador. Depois de sessões de meditação budista, eles tiveram mais facilidade em perceber detalhes e manter a atenção enquanto realizavam a tarefa.




7 – Fortalece seu cérebro
 
Até aqui, falamos sobre benefícios para a mente. Será que a meditação pode provocar alterações físicas no cérebro? Em pesquisa publicada no periódico Frontiers in Human Neuroscience em março de 2012, os participantes que praticavam meditação há anos apresentavam mais “dobras” em seu córtex cerebral – e, como consequência, eram capazes de processar informações com maior facilidade.

Em outro estudo, divulgado na revista NeuroImage em julho de 2011, foi constatado que adeptos da meditação têm ligações mais fortes entre áreas do cérebro e apresentam menos efeitos de atrofia cerebral ligados ao envelhecimento.


E então, leitor? Pronto para dar uma chance à meditação?






Fonte: Hypescience
Título: Re: Meditação
Enviado por: lconforjr em 21 de Novembro de 2014, 17:24


      Amigos,

      Essa compreensão de q a meditação leva àquelas condições de mais saúde, foi por muito tempo, a compreensão dos ocidentais e a única finalidade de meditar.

      Hoje, sabe-se, por extensa literatura, tanto originada de sábios ocidentais como de orientais, que o objetivo "verdadeiro" da meditação é nos levar à percepção do real, fazer cessarem as ilusões e nossa escravidão aos erros e aos sofrimentos, nos fazer compreender quem e o que somos e, acima de tudo, nos trazer a "percepção" de Deus.

.........................
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 23 de Novembro de 2014, 16:20
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Respiração Consciente
Uma troca de energia vital com o Universo



A consciência respiratória é muito importante para a saúde e equilíbrio emocional.

Na prática de Yoga, as técnicas respiratórias são chamadas de Pranayama referindo-se ao regular a inspiração e a expiração, pelo controle da energia vital.

A respiração é a troca humana com a vida e com o universo.

A vida moderna, a poluição, as emoções desenfreadas, a alimentação artificial, tudo isso tirou a naturalidade do processo respiratório.

Praticar técnicas respiratórias atualmente tornou-se uma necessidade para resgatar a respiração natural e com isso uma harmonização interior.

Tornar-se perito na arte de respirar, potencializa esta troca energética com a natureza e favorece a condição humana na prática da meditação.

Ao mesmo tempo em que um estado profundo de quietação mental é acompanhado da ausência de respiração, a ausência da respiração pode causar um total incômodo e agitação.

Então temos o principal desafio no trabalho com as técnicas respiratórias: encontrar um ponto em que a quietação respiratória aconteça sem sentir “falta de ar”, ritmando a respiração e tornando-a progressivamente cada vez mais lenta o que proporciona um estado de concentração e lucidez, via domínio da energia vital, expansão e controle da respiração.

É importante a compreensão e o domínio respiratório, pois o ritmo da respiração está conectado com a consciência, suas funções, e os estados de consciência.

A irregularidade gera instabilidade psíquica e dispersão mental.

Respiração consciente é um instrumento de unificação da consciência, uma atenção dirigida para a vida orgânica, uma porta de entrada na própria essência da vida, uma consciência da própria grandeza. (Eliade, 1996, p. 59)

As técnicas respiratórias desenvolvem inúmeros benefícios fisiológicos, mas seu principal objetivo é interferir na respiração e no sistema nervoso como preparação para meditação.

Anote e pratique alguns exercícios de consciência respiratória:

 
Primeiro, é necessário compreender as quatro etapas da respiração: inspiração, retenção cheia, expiração, retenção vazia.

A respiração é uma troca com o cosmos, inspirando acessamos a energia vital e primordial que se manifesta em todo universo: o Prana.

Retendo cheio, direcionamos esta energia, transformamos a qualidade da energia absorvida.

Expirando, eliminamos toxinas, tensões e relaxamos e distribuímos a energia.

E retendo vazio, preparamos o interior para uma nova energia, entramos em contato com a interiorização, introversão e possibilita-se o efeito da energia no corpo.




RESPIRAÇÃO HA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU16d205N2hPWUZBIw==)


A respiração é um alimento tão importante que alguns minutos sem respirar causa a morte, enquanto que podemos ficar dias sem comer ou tomar água podendo sobreviver. Esse grau de importância é conferido pelo duplo comando: sistema nervoso autônomo e voluntário.

Assim, é interessante ter a coordenação dos músculos que participam da respiração: o diafragma, os retos abdominais, os intercostais e peitorais.

O diafragma separa para cima coração e pulmões, e para baixo órgãos abdominais. É um músculo interno que desce quando o ar entra, massageando as vísceras abdominais e deslocando-as para baixo e para frente; e sobe na expiração, ajudando os pulmões a expelirem o ar, neste momento, a cavidade abdominal fica côncava, pois o diafragma liberou o espaço para os órgãos abdominais.

Quando passamos por momentos de desconforto emocional, imediatamente a respiração se altera. Por outro lado, ao exercitar todos os músculos respiratórios criamos oportunidade de dissipar conteúdos emocionais mal resolvidos e stresse.

A respiração baixa acontece quando o ar e a energia vital são levados para a parte baixa dos pulmões, e pela ação do diafragma, os músculos retro abdominais se expandem, como um balão cheio. Quando o ar sai, o abdômen é contraído, como um balão vazio. Mas este balão não enche só para baixo, enche para os lados e para trás, na parte média dos pulmões, expandindo a musculatura intercostal quando o ar entra, e retornando as costelas quando o ar sai.

A respiração alta é a mais comum por tratar-se de uma respiração superficial, acontece na altura do peito, e fica muito nítida em momentos de ansiedade, stresse ou susto.

O interessante é respirar com toda a cavidade pulmonar para eliminar as bactérias que se reproduzem no sistema respiratório quando a respiração é curta e superficial, fazendo o movimento respiratório chegar primeiro no abdômen, depois nas costelas, e por último e discretamente no peito ou clavículas.

Para expirar, o ar pode sair na ordem inversa. As técnicas respiratórias equilibram e acalmam o sistema nervoso, os pensamentos e sentimentos, ao equilibrarem e acalmarem a respiração, seu o ritmo, intensidade, duração, amplitude e formas de passagem de ar.

Quando for necessário eliminar toxinas, solte o ar pela boca.

Caso contrário, respire sempre nasal mantendo a língua acomodada no céu da boca, isso favorece a circulação da energia vital dentro do corpo.

Além desses exercícios de consciência respiratória descritos aqui, existem inúmeras outras técnicas respiratórias mais complexas que devem ser praticas sob orientação.

Mesmo que você não tenha interesse em se preparar para a meditação, procure respirar fundo no seu dia a dia, isso oxigena seu cérebro beneficiando concentração, aprendizagem e novas ideias, procure perceber as fases da respiração, os músculos que se movimentam com o ciclo respiratório e procure observar a alteração da respiração que acompanha as alterações emocionais.

A respiração está conectada com o sistema nervoso e com as emoções.

Ao ter consciência respiratória e ao exercitar a respiração com freqüência, dissipamos conteúdos emocionais, organizamos nosso sistema nervoso e favorecemos estados mentais mais lúcidos.

Experimente, pratique, vivencie, você se sentirá muito bem!


Namaste,
Naiana.

Fonte:
http://ecoviagem.uol.com.br/BLOGS/NAIANANATUREZA
http://stelalecocq.blogspot.com/

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 18 de Dezembro de 2014, 16:37
Olá queridos Irmãos,



Que tal começarmos a fazer esta Meditação?


Relaxem, entremos em sintonia e que nossos caminhos se iluminem...






http://www.youtube.com/watch?v=8IyqbS6pHvI#t=92



Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 24 de Abril de 2015, 18:38
Meditação - Encontro com Jesus - Divaldo



Meditação - Encontro com Jesus - Divaldo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWk1UWl5Rjk5ZUVVIw==)
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 24 de Abril de 2015, 18:53
Meditação - Encontro com Jesus - Palestra Divaldo



Meditação - Encontro com Jesus 2 Palestra Divaldo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVDbjFGLW9jZ2dJIw==)
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 15 de Julho de 2015, 19:51
(http://verdademundial.com.br/wp-content/uploads/2015/06/HB_MindBodyWeek.jpg)



Neurocientista de Harvard: Meditação não apenas reduz o estresse,
ela altera fisicamente seu cérebro. | Veja como ocorre



“Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade de espírito?” -Chuang Tzu

Sara Lazar, neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi uma das primeiras cientistas a analisar os efeitos da meditação no cérebro. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:

Q: Por que você começou a pesquisar sobre meditação e os efeitos da prática no cérebro?

Lazar: Um amigo e eu estávamos treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões na corrida, então fui a um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e começar a me alongar. Então eu comecei a praticar yoga como uma forma de terapia física. Eu comecei a perceber que era algo muito poderoso, que tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como aquilo funcionava.

O professor de yoga fez todos os tipos de alegações, que a ioga iria aumentar sua compaixão e abrir seu coração. E eu pensava: ‘Yeah, yeah, yeah, eu estou aqui para alongar.” Mas eu comecei a perceber que eu estava mais calma. Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassiva e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros.

Eu pensei, talvez fosse apenas efeito placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência e vi evidências de que a meditação estava sendo associada com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida.

Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu mudei e comecei a fazer esta pesquisa como um pós-doutorado.

Q: Como você fez a pesquisa?

Lazar: O primeiro estudo analisou os meditadores experientes versus um grupo de controle. Descobrimos que os meditadores experientes têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo, e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência do momento presente, e reduzindo a cognição, seus sentidos ficam mais aguçados.

Também descobrimos que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com memória de trabalho e tomada de decisões executivas.

É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos.

Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e as colocamos em um grupo de um programa de redução de estresse baseada em práticas meditativas de atenção plena com duração de 8 semanas.
Meditadores experientes vs iniciantes.


Q: O que descobriram?

Lazar: Encontramos diferenças no volume cerebral após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros nos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:

1. A diferença principal, encontramos no cingulado posterior, que está envolvido em divagações mentais, e auto relevância.

2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.

3. A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.

4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladoras são produzidos.

A amígdala, a parte de lutar ou fugir do cérebro que é responsavel pela a ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área diminuiu de tamanho no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseado em meditação de atenção plena.

A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.

Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.

Em um programa de redução de estresse baseado na meditação de atenção plena, nossos participantes faziam uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e foi dito para que praticassem por 40 minutos por dia em casa. E é isso.

Tara Brach conduz um grupo budista que pratica meditação vipassana.

Q: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos. Alguns apenas um par de vezes por semana.

Em meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou cerca de meia hora por dia.

Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentiva os leitores a fazer?

Lazar: Meditação é como exercício. É uma forma de exercício mental, treino da mente, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, ajuda-nos a lidar com o estresse melhor e promove a longevidade, meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios.

Mas, cientificamente, ainda é cedo para tentar descobrir o que a prática pode ou não pode proporcionar.

Parece ser benéfico para a maior parte das pessoas. A coisa mais importante se você quer tentar, é: encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também complexo. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor é fundamental.

Q: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

Q: Que diferença isso fez na sua vida?

Lazar: Eu venho praticando há 20 anos, por isso teve uma influência muito profunda em minha vida. É muito fundamental. Estresse foi reduzido, me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para relações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.


“Vamos começar de onde estamos. E vamos começar com o que somos. Não adianta querer ser outra pessoa, não é bom fantasiar sobre como seria se fôssemos assim ou assado. Temos que começar do aqui e do agora, na situação em que estamos. Temos que lidar com nossa família, com os amigos e com todos que encontramos. Esse é o desafio.
Às vezes evitamos as circunstâncias atuais e achamos que seguramente encontraremos a situação perfeita em algum outro lugar. Mas isso nunca vai acontecer. Nunca haverá um momento e um lugar ideais, porque levamos conosco a mesma mente a todos os lugares. O problema não está lá fora, em geral o problema está dentro de nós. E por isso precisamos cultivar a transformação interior. Uma vez que tenhamos desenvolvido a mudança interna, podemos lidar com o que quer que aconteça.” —Jetsunma Tenzin Palmo no livro No Coração da Vida.


​“William James disse que aquilo o que prestamos atenção a cada momento é nossa realidade. Então, o que compõe o nosso mundo real é aquilo o que prestamos atenção. Na cultura ocidental principalmente, na mídia, focamos muito no negativo, as pessoas sentem mais atraídas ao negativo, tenho a impressão que esse hábito se deve a um pensamento que ao ver o negativo talvez pudéssemos evitar que isso acontecesse conosco, uma espécie de controle ” Vou descobrir como fulano morreu pra poder evitar que aconteça comigo”. Mas o que acontece é que isso vira nossa realidade. Então como podemos escolher isso? Então, deveríamos nos alegrar com as coisas da vida, focar com as alegrias. Isso pode parecer que estamos falando em colocar óculos cor de rosa. .Mas não é o caso. Estamos apenas tentando equilibrar o jogo, já que o negativo já é tão presente. Focar no positivo e nas coisas positivas, o outro lado nos puxa tanto que é preciso equilibrarmos. É possível escolher o que vamos por em nosso mundo interino, que tipo de visão queremos ter do mundo. A meditação é como estivéssemos dando um tempo entre um estimulo e nossa reação. Enquanto não tivermos um pouquinho desse treino, seguiremos responsivamente todos estímulos que chegarem para nós, como se não tivéssemos chances de ver. Respondendo apenas a urgências, nossas e dos outros. Nós podemos dar uma ‘paradinha’ antes de sermos reativos, antes de agir responsivamente, antes de responder. Essa ‘paradinha’ é fundamental para ver o que é importante.” — Jeanne Pilli​


“Três minutos de meditação afetam o campo eletromagnético.
Onze minutos mudam o sistema glandular.
Trinta e um minutos permitem aos fluídos do sistema glandular alcançar todas as células do corpo.
Sessenta e dois minutos transformam a matéria cinza do cérebro.
Duas horas e meia transformam as células e os tecidos do corpo e reconstroem todo o sistema. A pessoa se reconstitui como se tivesse estado no útero.”

Yogi Bhajan
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 29 de Julho de 2015, 18:50
(http://1.bp.blogspot.com/-PRwIZK1-gJU/VbWP43PRH4I/AAAAAAAAP0s/9BA0NUyTnXU/s500/cm.jpg)



Meditação ganha, enfim, aval científico.



“Estudos sérios estão afastando as dúvidas que costumavam pairar sobre a prática e mostram que ela é extremamente eficaz no tratamento do stress e da insônia, pode diminuir o risco de sofrer ataque cardíaco e até melhorar a reação do organismo aos tratamentos contra o câncer”.



A receita para lidar com dezenas de problemas de saúde é fechar os olhos, parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente. A ciência está descobrindo que os benefícios da meditação são muitos, e vão além do simples relaxamento. "As grandes religiões orientais já sabem disso há 2.500 anos. Mas só recentemente a medicina ocidental começou a se dedicar a entender o impacto que meditar provoca em todo o organismo. E os resultados são impressionantes", afirma Judson A. Brewer, professor de psiquiatria da Universidade Yale.

Iniciada na Índia e difundida em toda a Ásia, a prática começou a se popularizar no ocidente com o guru Maharishi Mahesh Yogi, que nos anos 1960 convenceu os Beatles a atravessar o planeta para aprender a meditar. Até a década passada, não contava com respaldo médico. Nos últimos anos, os pesquisadores ocidentais começaram a entender por que, afinal, meditar funciona tão bem, e para tantos problemas de saúde diferentes. "Com a ressonância magnética e a tomografia, percebemos que a meditação muda o funcionamento de algumas áreas do cérebro, e isso influencia o equilíbrio do organismo como um todo", diz o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon.

A meditação não se resume a apenas uma técnica: são várias, diferindo na duração e no método (em silêncio, entoando mantras etc.). Essas variações, no entanto, não influenciam no resultado final, pois o efeito produzido no cérebro é parecido. Na prática, aumenta a atividade do córtex cingulado anterior (área ligada à atenção e à concentração), do córtex pré-frontal (ligado à coordenação motora) e do hipocampo (que armazena a memória). Também estimula a amígdala, que regula as emoções e, quando acionada, acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento.

Não se trata de encarar a meditação como uma panaceia universal, os estudos mostram também que ela tem aplicações bem específicas. Mas, ao contrário de outras terapias alternativas que carecem de comprovação científica, a meditação ganha cada vez mais respaldo de pesquisas realizadas por grandes instituições.

Hoje, os estudos sobre os benefícios da meditação estão concentrados em seis áreas:



Redução do stress

Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a produção de hormônios do stress. Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de ansiedade caíram 39%. Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático. A metade que realizou duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis. Resultados parecidos foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos americanos das guerras do Vietnã e do Iraque.


Melhoria do sistema cardiovascular

A Universidade de Ciências da Saúde da Georgia conseguiu melhorar a sobrecarga cardíaca de 31 adolescentes americanos hipertensos. Os jovens apenas acrescentaram um hábito a suas rotinas: meditar duas vezes por dia, durante 15 minutos, ao longo de quatro meses. Outros 31 receberam orientações médicas, mas não meditaram. A primeira metade terminou o período de testes com a massa do ventrículo esquerdo menor – sinal de redução dos riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares. Outro levantamento, este da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mediu o acúmulo de gordura nas artérias de 30 pessoas com pressão alta. Depois de meditar 20 minutos, duas vezes por dia, ao longo de sete meses, a quantidade estava menor, enquanto que ela não havia sido alterada no grupo de controle. Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos. Foi o que concluiu a Associação Americana do Coração, depois de acompanhar um grupo de pacientes de 59 anos de idade, em média, ao longo de nove anos, de 2000 a 2009. Todos continuaram recebendo a medicação necessária, mas metade foi convidada a participar de sessões de meditação sem regularidade definida. Neste grupo, a pressão arterial caiu significativamente. "Foi como se a meditação funcionasse como um medicamento totalmente novo e muito eficiente para prevenir doenças cardíacas", afirma o fisiologista americano Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention e responsável pelo estudo.


Insônia e distúrbios mentais

Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. É o que aponta um estudo de 2008, do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois. Cinco pessoas, com 25 a 45 anos e sofrendo de insônia crônica, foram submetidas a meditação durante dois meses. Passaram a dormir duas horas a mais por dia e alcançaram níveis de sono REM mais próximos do considerado saudável. Em muitos casos, a insônia é sintoma de depressão. A meditação também funciona para atacar a causa. A Universidade da Califórnia conseguiu reduzir os casos de depressão entre 20 idosos com um simples programa de oito semanas de relaxamento, meia hora por dia. "No limite, meditar atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer. A depressão na terceira idade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença", afirma o psiquiatra Michael Irwin, professor do Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior da universidade. O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas Yi-Yuan Tang mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar. Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia. "A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais 'musculosa' e prevenir doenças", afirma o professor Posner.


- Segue -

Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 29 de Julho de 2015, 18:53

~ Continuação ~



(http://4.bp.blogspot.com/-gQv_9y-o3s4/VbLKlkpms3I/AAAAAAAAP0I/fLB4Qjgy00Q/s400/cosmics.jpg)



Alívio da dor

Quem tem a meditação como hábito sente menos dor. O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus. Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior. "As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor", diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais.


Reforço do sistema imunológico

O sistema imunológico também é favorecido. "O aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase", diz Judson A. Brewer, de Yale. As implicações desta descoberta são fundamentais para o tratamento de tumores malignos. A Associação Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata. Também ajuda a lidar com o câncer de mama. Um grupo de 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, aceitaram participar de um teste que reforça esta teoria. Ao longo de dois anos, elas foram divididas em dois grupos, um deles fazendo meditação. A situação foi monitorada pelos médicos do Saint Joseph Hospital, em Chicago. A metade que meditou teve maior resistência para lidar com as dores provocadas pela quimioterapia e experimentou uma reação física melhor à doença.


Melhoria na concentração

Na escola estadual Bernardo Valadares de Vasconsellos, em Sete Lagoas (MG), os 1.400 alunos fazem, todos os dias, o Tempo de Silêncio. Quem desejar pode aproveitar os 15 minutos para meditar. Quem não quiser, pode apenas descansar. A iniciativa foi inspirada pela Fundação David Lynch, que já orientou a criação de programas de meditação na escola estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, e na escola estadual Helio Pelegrino, no Rio de Janeiro. “Estimamos que 20% dos estudantes continuam meditando por conta própria”, diz Joan Roura, diretor da fundação no Brasil. “Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações.” A prática rende melhores notas: entre 235 crianças de colégios de Connecticut que começaram a meditar, representou um aumento de 15% nas provas e avaliações. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Foi a conclusão a que chegaram pesquisadores de Harvard, Yale e MIT, municiados por scanners de cérebro. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal. “Um estudante que medita pode ter melhores notas, uma vida mais saudável e boas condições de lutar por melhores postos no mercado de trabalho, com menor tendência para sofrer doenças cardiovasculares, stress ou distúrbios mentais”, diz Judson A. Brewer. Em resumo: “Meditar é uma boa forma de alcançar uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.



Fonte: Revista Veja, por: Tiago Cordeiro
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 29 de Julho de 2015, 18:54
A Ciência da Meditação (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVjaEtWTmlfMjR3Iw==)
Título: Re: Meditação
Enviado por: lconforjr em 30 de Julho de 2015, 20:04
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     E é ela, a meditação, que pode nos levar à percepção de Deus e à compreensão de nossa relação com Ele!

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Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 09 de Setembro de 2015, 18:31
(http://3.bp.blogspot.com/-497NXjjWV6g/UQXOoDKbUuI/AAAAAAAAqmQ/WQZAcZScWGg/s400/644713_256038757851107_880228184_n.jpg)



Meditação



(http://dl6.glitter-graphics.net/pub/729/729326moockzzfgv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



São variadas as técnicas para se meditar; o resultado, porém, é um só: bem-estar. Bastante difundida no oriente, nas últimas décadas a meditação tem conquistado numerosos adeptos pelo resto do mundo, sendo estudada por universidades de rneome, por seus benefícios. A revista "Superinteressante" listou em seu site alguns deles, com base nessas pesquisas, que confirmam que meditar acalma e preserva a saúde.

Mostra a revista, em texto da jornalista Priscila Bellini, que estudo da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, revelou que apenas 25 minutos de meditação diária contribuem para que a pessoa lide melhor com as dificuldades, pois faz o corpo liberar menos cortisol, o hormônio do estresse. Outro estudo, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, aponta que meditar reduz as chances do cérebro sofrer de Alzheimer e outros males neurodegenerativos,  os quais fazem mais de 44 milhões de vítimas no mundo. Estudo da mesma universidade também apontam que meditar evita a insônia.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia do Texas e da Universidade do Oregon verificaram que fumantes que aderiram à prática tiveram redução de 60% no vício do tabaco. A Universidade de Leiden, na Holanda, atestou que meditar favorece a criatividade.

Embora pouco difundida, ainda, entre os espíritas, a meditação já mereceu do plano espiritual apontamentos bastante positivos. Em outubro de 1986, a revista "Reformador", da Federação Espírita Brasileira, publicou a mensagem "Necessidade da meditação", de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, abordando a questão. Nela, a benfeitora ressalta que a meditação é recurso valioso para uma existência sadia e tranquila, e que través dela o homem adquire o conhecimento de si mesmo, penetrando na sua realidade íntima e descobrindo inexauríveis recursos que nele jazem inexplorados.

"As compressões e excitações do mundo agitado e competitivo, bem como as insatisfações e rebeldias íntimas geram um campo de conflito na personalidade que termina por enfermar o indivíduo, que se sente desagregado. A meditação enseja-lhe a terapia de refazimento, conduzindo-o aos valores realmente legítimos pelos quais deve lutar" - diz Joanna, que também sugere uma forma de se meditar.

"A respiração calma, profunda, e em ritmo tranquilo é fator preponderante para o exercício da meditação. Logo após, o relaxamento dos músculos, eliminando os pontos de tensão nos espaços físicos e mentais, mediante a expulsão da ansiedade e da falta de confiança. Em seguida, manter-se sereno, imóvel quanto possível, fixando a mente em algo belo, superior e dinâmico, qual o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objetivas. Esse esforço torna-se uma valiosa tentativa de compreender a vida, descobrir o significado da existência, da natureza humana e da própria mente. Por esse processo, há uma identificação entre a criatura e o Criador, compreendendo, então, quem se é, porque e para que se vive". E conclui, dizendo: "Habitua-te à meditação, após as fadigas. Poucos minutos ao dia, reserva-os à meditação, à paz que renova para outros embates. Terminado o teu refazimento, ora e agradece a Deus a bênção da vida, permanecendo disposto para a conquista dos degraus de ascensão que deves galgar com otimismo e vigor."




(http://dl6.glitter-graphics.net/pub/729/729326moockzzfgv.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)




por Boletim SEI - Edição 2252 - setembro/2015
Título: Re: Meditação
Enviado por: lconforjr em 10 de Setembro de 2015, 02:38
Re: Meditação

      Ref resp #96 em: 09 09 15, às 18:31 de Macili

      Conf: sinto ter de discordar do texto que a amiga Macili trouxe: há sim muitas técnicas para meditar, umas diferentes das outras devido a caminhos diferentes que aqueles que obtiveram o resultado que procuravam seguiram e ensinaram aos demais. Mas, o objetivo da meditação não é, como acreditamos no Ocidente, acabar com o estresse ou trazer saúde para o corpo.

      É muito mais do que isso: é conhecer a verdade; conhecer o que ou quem realmente somos; conhecer aquilo a que damos o nome de “eu”, aquilo a que damos o nome de Deus. Essa crença de que o resultado da meditação é um só, o bem estar, é coisa do passado!

      O objetivo da meditação é outro bem mais importante: é nos levar à percepção de Deus, da verdade que liberta. Por isso mesmo, entre esses milhões de pessoas que, hoje, meditam no Ocidente, há muitos que buscam Deus pela meditação. Assim, hoje, a meditação oriental é praticada, aqui no Ocidente, por milhões de pessoas: cientistas, psicólogos, psiquiatras, sacerdotes, monges, freiras, estudantes. Ela é a porta pela qual essas percepções podem entrar. E essa afirmação é confirmada pela ciência moderna que, hoje, tem do universo uma nova visão, semelhante à dos místicos.

     Hoje existem trabalhos com relação aos quais é até difícil de saber se são obras de físicos ou de místicos-buscadores de Deus, pois suas concepções sobre a vida, sobre o lugar do homem no universo e sobre Deus, são iguais.

     Vejam este título dado a um livro: “Questões quânticas: Escritos místicos dos maiores físicos do mundo”. Cientistas dizem: “Afinal, esse livro trata de física quântica ou de misticismo?... E eles mesmos respondem: Trata das duas coisas porque, hoje, e talvez pela primeira vez na história do mundo, a visão de mundo da ciência se confunde com a visão de mundo do misticismo milenar, o mesmo misticismo que a ciência ocidental considerava, até há pouco tempo, um amontoado de superstições, bobagens e mesmo patologia”.   

      Cientistas (Einstein e o célebre psicoterapeuta Jung?), chamaram a experiência de Deus, obtida pela meditação, de “experiência de concordância universal” pois, em qualquer época da história e em qualquer lugar onde tenha ocorrido, a experiência é semelhante ou igual para todos os homens que a tiveram. Qualquer diferença vem das diferenças de culturas e de interpretações.

      Essa experiência é tão extraordinária que foi exaltada por todos os que por ela passaram como a mais sublime que o ser humano pode ter. Carl G Jung usou palavras semelhantes, e Jesus a considerou a pérola, o tesouro que quem encontra “vende tudo o que tem”, isto é, desiste de tudo o mais, e “compra aquele campo”. Jesus chegou até a afirmar que, “quem não abandona pai e mãe para segui-lo”, isto é, para buscar essa experiência, “não é digno dela”, com essas palavras fazendo ver que esse tesouro é muito mais importante do que qualquer outra coisa, do que qualquer outro bem, conquista ou posse.

     Outros, como Teresa de Ávila, doutora teologal da igreja de Roma, afirmaram que “comparado com essa experiência tudo o mais é lixo”; Krishnamurti disse que “tudo o mais é fútil e infantil”; e um poema Zen assegura que, “se você já esteve lá”, isto é, se você já teve a experiência, “como lhe parecem sem importância todas as outras coisas”.                                                     

     Maharish Maharesh Yogi, que trouxe para o Ocidente a Meditação Transcendental, afirma que, enquanto não temos essa experiência, somos meramente subumanos, e Krishnamurti diz que a vida só tem significado quando passamos por ela. Por isso, com razão, Jesus aconselhou que devemos “em primeiro lugar” buscar Deus; disse que, conhecida a verdade, de nada mais necessitamos. Vamos perceber, então, que a morte não existe e que não há necessidade de salvação, pois que desde sempre estamos salvos porque “eu e o Pai somos um”.

     Pesquisadores cristãos afirmam que “o que falta, no cristianismo de hoje, é o conhecimento de que podemos ir além da teoria e da doutrina; que podemos passar para a”, vejam bem, “percepção direta”; podemos perceber, diretamente, aquilo de que a doutrina fala: perceber Deus. Esse conhecimento existia no cristianismo dos primeiros séculos, mas a igreja cristã se esqueceu de divulgar.

     Carl G Jung afirma q essa é “a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano”. E atenção a estas outras palavras de Jung:

     “O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, em meu consultório, é q a experiência de Deus é a verdadeira terapia e, na medida em q as pessoas por ela passam, se afastam da maldição da patologia”, isto é, quanto mais próximos estamos de “sentir” Deus, mais longe estamos das doenças do corpo e da mente.
..............     
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 19 de Janeiro de 2017, 00:32
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Meditação




Sabe-se que a meta do ser humano é a autorealização, ou a “iluminação” como dizem os iogues orientais. Estamos na Terra com a finalidade de evoluirmos espiritualmente, muito já foi falado a respeito, Jesus, nosso exemplo maior, nos deixou ensinamentos preciosos para atingirmos os mais altos graus evolutivos, dos quais citamos: a prática da caridade, o orai e vigiai, o perdoar para ser perdoado e a frase “Busca a verdade e a verdade te libertará.”

Em sua obra psicológica, Joanna de Angelis comenta sobre a busca da “verdade”, ou seja, o conhecimento de si. Pode parecer estranho, mas a realidade é que nós não nos conhecemos, devido ao fato de que durante as sucessivas reencarnações desenvolvemos uma infinidade de “eus”, agregados psicológicos que atrapalham nossa evolução. Eliminá-los é nossa tarefa, e necessitamos da interiorização para conquistarmos a autorealização.

No livro “O Ser Consciente”, Joanna, por intermédio da psicografia de Divaldo Franco, informa que os habitantes da Terra não conseguem encontrar o caminho da paz e vivem num ciclo vicioso de guerras devastadoras devido aos “...Apegos morais, emocionais, culturais, pessoais, a objetos, a raças, a grupos sociais...”. Afirma, ainda, que: “A única maneira de lográ-los, é viajar para dentro de si, domando a mente irrequieta – que os orientais chamam o “macaco louco que salta de galho em galho” – e induzi-la à reflexão, ao autodescobrimento”.

Na obra “Vida, desafios e soluções”, Joanna é de parecer “que a meditação [...] oferece os melhores recursos para a incursão profunda”, no ser. Comentando sobre a raiva, agregado psicológico que é movido pelo instinto, em “Autodescobrimento” Joanna ensina que “A meditação deve ser buscada também, para auxiliar na análise das origens do acontecimento...”. Diante das observações acima, questionemos: O que é meditação? Como meditar?

Dentre os vários conceitos encontrados sobre meditação, concordamos com Clovis (1982), que “...meditação são todos os momentos da vida vividos em plena consciência”. O que não é fácil de conseguir, visto que, dificilmente estamos com a atenção voltada para o presente, para o que estamos realizando neste exato momento. Dizem os estudiosos da mente que podemos meditar na ação, quando estiver comendo, coma; quando estiver lendo, leia; quando estiver lavando a louça, lave a louça.

Parece um paradoxo, como pode ser isto? Acontece que na maioria das vezes, quando estamos comendo, nossa mente está em outro local, ou no passado ou em alguma perspectiva de futuro, o que fiz ou o que terei de fazer, e quase nunca estamos presentes no exato momento da refeição. Quando lavamos uma louça, também damos asas à imaginação ou nos focamos nas lembranças do passado. Por isso meditar é estar presente, com a consciência desperta no que se está fazendo. Meditar é deixar a mente livre, é a não ação da mente, se os pensamentos surgirem, deixe-os, eles vem e vão, podemos usar a metáfora de um observador, apenas observe seus pensamentos sem interferir.

Osho (2002), ensina que “Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda a atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, isto é meditação”. Aconselha a pararmos em determinados momentos do dia para sermos, entrarmos em contato com o nosso interior e desfrutarmos do momento de relaxamento e bem estar que, com certeza, acontecerá.
Outro exercício prático voltado ao autoconhecimento é o seguinte: Sente-se com as costas retas, respire fundo, feche os olhos e relaxe. Agora, pergunte mentalmente – Quem sou eu? Deixe as respostas surgirem naturalmente, sem reprimi-las ou censurá-las, apenas observe e continue com a indagação – Quem sou eu? Sou estes pensamentos? Sou o corpo físico? Quem sou eu? Sou as sensações? Quem sou eu? Quem sou eu? Não é necessário responder às perguntas, apenas observe as respostas e reflita sobre elas.

Aprendamos a silenciar a mente tagarela, a meditação é muito simples e com sua prática poderemos encontrar a “verdade” sobre nós. Com a meditação nos tornaremos mais conscientes, mais despertos, aliada a prática da caridade e com uma certa dose de disciplina poderemos atingir a autorealização.



Referência Bibliográfica:
Ângelis, Joanna de (Espírito). Autodescobrimento – uma busca interior. 13ª ed. Psicografado por Divaldo P. Franco – Salvador, BA – Liv. Espírita alvorada, 1995.
________. O Ser Consciente. Psicografado por Divaldo P. Franco Liv. Espírita Alvorada. Salvador – BA, 1995.
________. Vida: desafios e soluções. 6ª ed. Psicografado por Divaldo P. Franco Liv. Espírita Alvorada. Salvador – BA, 1997.
________. O despertar do espírito. 4ª ed. Psicografado por Divaldo P. Franco Liv. Espírita Alvorada. Salvador – BA, 2000.
Filho, Clovis C. de Souza. Introdução à psicologia tibetana. Vozes. Petrópolis – RJ, 1982.
Osho. Aprendendo a silenciar a mente. 5ª ed. Sextante. Rio de Janeiro – RJ, 2002.
Tabone, Márcia. A psicologia transpessoal. Introdução à nova visão da consciência em psicologia e educação. Cultrix. São Paulo – SP, 1992.


autoria do texto:  Joilson José Gonçalves Mendes
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 19 de Janeiro de 2017, 01:09
(https://1.bp.blogspot.com/-0zqYJE_EcPA/WIASWOCfzeI/AAAAAAAARqg/xB4s5JsIFZYMgV35i_oeqsFFCfFMjIroACLcB/s500/medita%25C3%25A7%25C3%25A3o_yoga.jpg)



Necessidade de Meditação para o médium



A prática mediúnica exige uma preparação acurada do médium trabalhador, para que sua atuação apresente cada vez mais qualidade, no sentido de não apenas proporcionar boas comunicações dos espíritos – sejam eles sofredores ou já esclarecidos – mas com o fim de se obter progresso no próprio trabalho de aperfeiçoamento do seareiro, do ponto de vista ético-moral, dentro e fora da Casa Espírita. Não podemos esquecer, desse modo, que a tarefa do Espiritismo é iluminar consciências, promovendo a elevação espiritual dos homens.

Nesse sentido, para que a atuação dos médiuns, especificamente na sala mediúnica, se dê com proveito para a reunião de que ele participa, faz-se necessário conhecer e utilizar as quatro pontes que permitirão ao trabalhador mediúnico melhorar seu contato com a própria consciência de serviço.

Essas quatro pontes são definidas pela equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda (PMPM) como a oração, a meditação, e ação no bem e o estudo, conforme é explicitado no mais recente livro do Projeto – Consciência e Mediunidade –, apresentado ao público espírita durante seminário realizado na Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB) no dia 14 de setembro de 2003.

No seminário, a equipe do PMPM mostrou como o médium pode reconhecer seu nível de consciência, que é o pensamento identificador do Ser, através da prática da oração, da meditação, da ação e do estudo, de modo a obter a perfeita integração entre o saber e o fazer. Aqui abordaremos a ponte da meditação, uma vez reconhecida sua importância no intercâmbio mediúnico e o pouco que ela é utilizada, porque ainda incompreendida, nas hostes espíritas, embora facilite em muito a concentração do medianeiro durante as reuniões de trabalho.


Impurezas da personalidade

Segundo Divaldo Franco – conforme nos relata o PMPM –, “enquanto o sensitivo não se habituar às disciplinas da meditação, seus registros passarão pelo seu inconsciente, como uma corrente de água circulando num tubo em forma de “U” e se contaminando, ao passo que se ele estiver harmonizado pelo hábito da meditação, seus registros transitarão pelo superconsciente, apresentando-se escoimados das impurezas de sua personalidade”.

Pela meditação, pois, adquire-se a expansão da consciência e o “eu” transcende o consciente inferior além do mundo objetivo (material), até alcançar o nível superconsciente, que é a instância capaz de tirar as “cores anímicas” do exercício mediúnico.

Se a oração na prática mediúnica (antes, durante e depois) serve tanto como preparação, invocação e terapia, a meditação facilita ainda mais o intercâmbio com os Espíritos amigos e o processo de atendimento às entidades carentes, pois “quem ora fala e quem medita ouve”, conforme assegura o Espírito Joanna de Ângelis.

A meditação, assim, reflete positivamente na atuação do médium, uma vez que “no silêncio, teu espírito se torna mais livre e pode entrar em contato conosco”, salienta a Benfeitora, revelando ainda que essa prática constitui um meio valioso de autoconhecimento e “quem se conhece identifica melhor o pensamento alheio”.

A meditação, facilitadora da concentração, tanto acalma quanto permite ao médium acessar as fibras mais íntimas de si mesmo, ampliando os sentimentos elevados em direção ao Plano Superior. “A concentração nas reuniões mediúnicas deve ser dinâmica, centrada na compaixão pelos que sofrem” – informa o Projeto Manoel Philomeno de Miranda.

Isso é exigido do médium porque “somente uma lâmina d’água tranquila e límpida transmite bem as imagens nela incidentes”, posto que o médium, “abrindo-se para os ideais superiores, fecha a chave de transmissão pelo inconsciente e aciona a transmissão superconsciente”.


Noções técnicas sobre meditação


As informações que aqui apresentamos são ensinamentos da benfeitora Joanna de Ângelis, contidos nos livros “Momentos de meditação”, “Alegria de viver”, “Vida: desafios e soluções” e “O homem integral”, citados na obra de Manoel Philomeno de Miranda ora em estudo (“Consciência e mediunidade”).

Para se iniciar na arte da meditação, ao médium sem conhecimentos dessa prática é recomendado se fixar num pensamento do Cristo, repetindo-o e aplicando-o diariamente na conduta através da ação, ou seja, vivenciar uma pequena lição evangélica, aumentando a pouco e pouco o tempo de dedicação, “treinando o inquieto corcel mental e aquietando o corpo desacostumado”.

Nesse trabalho poderão surgir sensações e comichões que devem ser atendidos, com calma, mantendo-se a mente ligada à ideia central, até que os incômodos sejam superados, pois “a meditação deve ser atenta, mas não tensa, rígida”.

O praticante precisa escolher, de preferência em casa ou num local mais compatível, um lugar asseado, agradável (se possível) e torna-lo habitual, de forma que sua psicosfera seja enriquecida com a qualidade superior dos pensamentos do meditante.

Para essa tarefa importa reservar uma hora calma do dia, durante a qual o praticante esteja repousado. Caso prefira exercitar-se em grupo, é imperioso procurar a companhia de pessoas moralmente sadias e sábias, que primem pela harmonização.

Para meditar, no entanto, não é necessário fugir do contato com a sociedade, nem é preciso buscar fórmulas ou práticas místicas, impor-se novos hábitos em substituição aos anteriores, a fim de se obter um estado de paz, decorrente da meditação.

A “reoxigenação” das “células da alma”, revigorando as disposições otimistas para a ação do progresso espiritual, começa preponderantemente com a respiração calma, em ritmo tranquilo e profundo. Em seguida vem o relaxamento muscular, eliminando-se pontos de tensão física e mental, a partir do afastamento da ansiedade e da falta de confiança.

Então, resta manter-se sereno, imóvel o quanto possível, com a mente fixada “em algo belo, superior e dinâmico, qual o ideal de felicidade, além dos limites e das impressões objetivas”.

Quem medita está necessariamente num processo de silêncio mental, procurando não fugir da realidade objetiva, mas superá-la. A ideia não é perseguir um alvo à frente, mas buscar harmonizar-se no todo.

Com o passar do tempo, o praticante já mais familiarizado com essas técnicas poderá exercitar-se também fora do ambiente escolhido. Por isso é que é possível praticar a meditação enquanto se executa um trabalho rotineiro, como a faxina doméstica ou banho, por exemplo.


Fonte: Alma Espírita, por Francisco Muniz
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 21 de Janeiro de 2017, 01:03
(http://2vi0v53jm68z12i7xp24npre1aqy.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2017/01/meditacao_capa-300x300.png)



Como meditar corretamente



Meditação é “o ato ou efeito de meditar, de pensar com grande
concentração de espírito, ação ou efeito de refletir profundamente
sobre determinada coisa; resultado dessa ação”.



Pelas definições acima podemos entender que o papel de meditar corretamente na Doutrina Espírita é o trabalho de refletirmos sobre seus ensinamentos.

Os Espíritos deixaram vários assuntos para nossa reflexão e entendimento, são temas que exigem profunda meditação para aplicação no nosso cotidiano.

Por este viés a necessidade de reflexão é importantíssima para que os ensinos se convertam em prática e não fiquem simplesmente na teoria.

Primeiro o conhecimento, depois a análise deste conhecimento, e após a meditação e sua aplicação, é o trabalho que todo adepto seja iniciante ou não faz diariamente para entender a Doutrina dos Espíritos.

Não é uma atitude contemplativa, mas sim um trabalho mental e energético que propiciará em futuro próximo a mudança de pensamento e atitude.

Santo Agostinho na codificação espírita deixou um modelo de meditação, de análise, que ele fez quando encarnado na Terra, sempre ao deitar-se para descansar, ele refletia nas suas ações e nos conhecimentos que adquiriu naquele dia, e o que poderia ser mudado no dia seguinte.

Cada um de nós encontrará a melhor maneira, mas não podemos nos furtar de refletir profundamente sobre nossa vida e o atual estágio do nosso planeta.
 

Boa meditação!


Fonte: Rádio Boa Nova, escrito por Cláudio Palermo
Título: Re: Meditação
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Agosto de 2017, 15:05
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Quando chega o outono



Quando chega o outono, as folhas das árvores mudam seus tons de verde para uma variedade de cores inigualável.

Se a primavera é uma explosão de flores e perfumes, a estação outonal é a dos coloridos mais exuberantes.

A impressão que se tem é de que algumas árvores disputam entre si qual se vestirá com a cor mais exótica. Olhamos para suas folhas e difícil nos é dizer qual a cor verdadeira, pois elas se mostram em tons que variam entre o laranja, amarelo e vermelho.

Algumas apresentam uma mistura de cobre e cinza, levando-nos a um quase êxtase ao contemplá-las.

E ficarão assim, trocando os tons, nos surpreendendo a cada dia, durante os meses em que se preparam para se vestir de inverno.

Outras simplesmente vão, paulatinamente, se jogando ao chão, uma a uma, como num desmaio constante, despindo os galhos e formando arabescos e tapetes pelas calçadas, praças e ruas.

Em nossas vidas, as estações também se apresentam. E no outono da idade alguns de nós optamos por desistir de viver.

Olhamos o rosto que apresenta as linhas modeladas pelo tempo e dizemos que estamos no fim da vida.

Passou a juventude. Passou o entusiasmo. Passou a alegria de viver. Os sonhos foram armazenados para sempre.

Por vezes, um tanto dramáticos, até acrescentamos: Agora, é só esperar a morte.

E se somos incentivados a aproveitar as horas de que dispomos, com leituras, estudo, algo que nos ilustre um tanto mais, invocamos os vacilos da memória, as dificuldades de guardar informações.

Um verdadeiro declínio. No entanto, deveríamos aprender com a natureza.

A primavera é a estação das flores, dos dias amenos, da profusão de frutos se esparramando pelos pomares.

No verão, as cores quentes se apresentam com todo o vigor. Os arbustos com sua perenidade se vestem de um verde mais intenso.

Nos canteiros, as flores se revezam em cores e perfumes.

E, quando chega o inverno, ela se deixa despir pelos ventos gélidos, pelas chuvas insistentes, pela geada que se estende branca e fria.

Parece adormecer. É uma espécie de reclusão para, logo mais, despertar gloriosa aos beijos da primavera que se permite reprisar em beleza e cores.

E a quadra do outono é exatamente aquela dos dias lentos, do sol que se apresenta morno e preguiçoso, das folhas que caem.

Poderíamos viver assim. Considerando a infância a primavera. Época de aproveitar todos os folguedos, os dias de despreocupação e abastança de horas.

Depois, na maturidade do verão, mostrarmos as nossas produções, assinalando nossa passagem pelo mundo.

E no outono, nos servirmos da oportunidade de demonstrarmos todas as nossas nuances, conquistadas ao longo das primeiras estações.

Demonstrar nossa habilidade como profissional, que atravessou os anos, esmerando-se na qualificação; como ser humano que vivenciou dias conturbados, experimentou a alegria e a tristeza, presenciou o progresso chegar e precisou se adequar.

Demonstrar nossa qualidade de amante das coisas belas, que se debruça nas horas para contemplar os dias de luz.

Pensemos nisso e vivamos melhor essa quadra outonal que nos chega, às vezes, com algumas limitações, mas, com certeza, cheia de oportunidades de usufruir cada hora, em totalidade.

Utilizemos de forma sábia o tempo que tenhamos, convivendo com a família mais estreitamente, compartilhando as conquistas realizadas.

Redação do Momento Espírita








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 22 de Dezembro de 2017, 22:07
(http://3.bp.blogspot.com/-mjwJ0YttLR0/Ts2C_dR4nvI/AAAAAAAAALg/Lf7Yi3K08j4/s1600/meditar.jpg)



A importância da meditação - aspectos científicos e espirituais

por Joilson José Gonçalves Mendes


Cada vez mais a meditação é objeto de estudo dos cientistas. Conhecer os meandros da mente humana, seus mecanismos e potencialidades, sempre foi e continuará sendo fator preponderante na busca pelo saber. O que até há pouco tempo era assunto de “hippies”, hoje passou a ser de interesse da classe científica. Quais as vantagens em se praticar meditação? Será possível obter algum benefício? Quais? E do lado espiritual, como atua, em nosso ser, os efeitos da prática meditativa? De que maneira a meditação influencia em nossa evolução espiritual? Que este texto possa promover algumas reflexões em torno das questões levantadas.

Primeiramente apresentaremos alguns conceitos do que é meditação; em seguida demonstraremos alguns dados de pesquisa sobre os efeitos da prática em nosso organismo e seus benefícios; teceremos alguns comentários no que concerne a evolução espiritual; algumas reflexões baseadas no livro Mecanismos da Mediunidade, em uma tentativa de explicar o “como” atua, em nosso interior, a prática da meditação; e por fim alguns dados relativos ao tempo de prática.


Segundo Yogi Bhajan – PhD - “Meditação é um processo através do qual podem ser resolvidos conflitos e males, ao invés de vivermos com eles por toda a vida”.

Para Amit Goswami – Ph D - “A meditação é um modo de intervir em nossos padrões condicionados”.

Por sua vez, Osho explica que “Meditação é simplesmente ser, sem fazer nada – nenhuma ação, nenhum pensamento, nenhuma emoção. Você apenas é, e é puro prazer”

Joanna de Ângelis (espírito), por intermédio da mediunidade de Divaldo Pereira Franco faz a seguinte menção: “Meditar significa reunir os fragmentos da emoção num todo harmonioso, que elimina as fobias e as ansiedades, liberando os sentimentos que encarceram o indivíduo, impossibilitando-lhe o avanço para o progresso”.



O interessante de se observar é que os conceitos apresentados estão em comum acordo ao caracterizar a meditação como um processo de autocura, em que o praticante dedicado e disciplinado poderá se livrar dos bloqueios cristalizados em sua psique, tornando-se uma pessoa melhor e livre de amarras emocionais e psicológicas.

Hoje podemos observar, por meio de dados cientificamente demonstrados, que a prática constante da meditação auxilia no processo de crescimento, discernimento e lucidez do ser humano. Estudos demonstraram que durante a meditação, ocorre uma diminuição das atividades elétricas da região do lobo parietal. Segundo os estudos efetuados nesse campo, tem-se observado que esta é a região do cérebro responsável pela sensação de unidade que surge em alguns praticantes. É quando a pessoa percebe que transcendeu o plano físico e encontra-se em união com o cosmos, relato muito comum entre místicos e religiosos.



(http://1.bp.blogspot.com/-3jg61t9RgrY/Ts2Ef9Qlr1I/AAAAAAAAALo/kv97pkVQIXg/s220/parietal.jpg)


Algumas alterações fisiológicas decorrentes da prática meditativa, observadas pelos cientistas:

- redução da frequência cardíaca;
- alteração do fluxo sanguineo encefálico;
- alteração da atividade eletroencefálica;
- modificações das substâncias neurotransmissoras;
- variações hormonais;
- redução da temperatura corporal;
- aumento no volume sanguineo;
- alteração dos sentidos e das percepções; e
- quedas na produção de gás carbônico.

O Dr Dharma Singh Khalsa, pesquisador e praticante de Kundali Yoga, observou que durante a prática meditativa ocorre o estado hipometabólico, que é a diminuição do consumo de oxigênio, notou, ainda, as seguintes alterações:

- aumento da energia física;
- diminuição do lacto sanguineo, substância relacionada com a ansiedade;
- diminuição da frequência cardíaca (3 batimentos por minuto);
- aumento da melatonina; este é o hormônio do sono e também está relacionado com a glândula pineal, que é a glândula responsável pelos fenômenos mediúnicos/espirituais; e
- aumento do tempo de vida.

O Dr Khalsa realizou um experimento com tomografia computadorizada em que mostra a fotografia do cérebro de um praticante de meditação antes e depois de 11 (onze) minutos de uma técnica de meditação chamada Kirtan Kriya. Observe as imagens do cérebro do praticante, parece ter ocorrido uma mudança física na estrutura cerebral.



(http://1.bp.blogspot.com/-wnPZ5KRS6KU/Ts2E71RMKPI/AAAAAAAAALw/PyAKyNuhgds/s220/cerebro+ad.jpg)

(Após 11 minutos de meditação Kirtan Kriya)
http://www.drdharma.com/utility/showArticle/?objectID=249 – acessado em 23 Nov 2011.


Segundo o Dr Khalsa, uma pesquisa com 2.000 pessoas demonstrou que meditadores tinham 80% (-) doenças coronárias e 50% (-) câncer. Em outro estudo notou-se um aumento do hormônio esteróide DHEA (desidroepiandrosterona) - considera-se que 50% dos hormônios masculinos e 70% dos hormônios femininos são derivados da DHEA. Para termos uma pequena noção da importância deste hormônio em nosso organismo vejamos como se processa a sua declinação com o passar dos anos. É considerado que aos 40 anos, o organismo produz metade da DHEA que produzia antes. Já aos 65 anos a produção cai para 10 a 20% da quantidade considerada ideal e aos 80, cai para menos de 5% deste nível.

Um estudo realizado com meditadores que tinham mais de 45 anos revelou que:
Homens tinham 23% (+) DHEA
Mulheres tinham 47% (+) DHEA
Em relação aos que não praticavam meditação.

Outro estudo realizado com idosos residentes em casas de apoio, separaram dois grupos, um grupo meditava e outro não. Após 3 anos, ninguém entre os meditadores morreu; porém 33% do outro grupo havia morrido.

Em suas pesquisas, o Dr Dharma Singh Khalsa, ainda verificou que:

75% dos que sofrem de insônia conseguiam dormir normalmente;
34% das pessoas com dor crônica diminuíam o uso de analgésico; e
35% das mulheres com diagnóstico de infertilidade engravidavam.

Até este ponto mostramos um pouco do que os cientistas tem encontrado sobre os benefícios da prática meditativa em nossa vida. Agora, verificaremos como estes efeitos influenciam em nosso progresso espiritual. Encontramos na obra Consciência e Mediunidade do Projeto Manoel Philomeno de Miranda a frase:

“A Meditação tem sido pouco examinada em nossos arraiais espíritas e menos ainda praticada”.

Joanna de Ângelis, em O Ser Consciente, nos apresenta a seguinte assertiva:

“A meditação ajuda-o a crescer de dentro para fora, realizando-se em amplitude e abrindo-lhe a percepção para os estados alterados de consciência”.

Na obra Vida Desafios e Soluções , a autora espiritual explica que:

“Em um nível mais profundo, a meditação é-lhe o instrumento precioso para a auto-identificação, por facultar-lhe alcançar as estruturas mais estratificadas da personalidade, revolvendo os registros arcaicos que se lhe transformaram em alicerces geradores da conduta presente”.

“Esse mergulho consciente nas estruturas do eu total, faculta a liberação das imagens conflitantes do passado espiritual e do presente próximo, ensejando a harmonia de que necessita para a preservação da saúde então enriquecida de realizações superiores”.
(grifos nossos)




:: Continua ::
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 22 de Dezembro de 2017, 22:25
:: Continuação ::


Ao analisarmos os parágrafos acima algumas reflexões surgem na mente:

Considerando que ao realizarmos uma prática de meditação mexeremos em nosso “baú de coisas velhas” e que revolveremos as lembranças do passado, mesmo que não saibamos em que exatamente estaremos mexendo; e que ocorrerá a liberação dessas memórias do pretérito, que por vezes nos atrapalha o processo de evolução; o que acontece em nosso interior para que ocorra essa cura? Onde, em nossa estrutura espiritual, essas lembranças ficam registradas e que chegam a nos prejudicar física, psíquica e espiritualmente? Existem outras correntes de estudos que possam explicar esse processo?

Sem aprofundarmos muito no assunto podemos fazer relações do que Joanna de Ângelis fala com alguns ensinamentos.

Wilhelm Reich (24 de Março de 1896 – 3 de Novembro de 1957) foi um psiquiatra e psicanalista austríaco-americano, desenvolveu o conceito de Couraças. As Couraças são bloqueios energéticos criados pelo ego e que refletem em nosso corpo físico. Uma maneira de trabalhar o desbloqueio das Couraças é com a Bioenergética. Em uma visão espiritual podemos dizer que esse tipo de defesa do ego está relacionado com os problemas que criamos em existências anteriores, vindo a manifestar na existência atual.

Outro ponto que podemos associar é com o método de expansão da consciência chamado Sistema Isha. O sistema Isha foi desenvolvido por uma australiana que após passar alguns anos nos Himalaias estudando com os mestres Ishayas e vivenciar a experiência da autorealização (iluminação), desenvolveu seu próprio sistema de trabalho interior. Alguns praticantes deste sistema afirmam que durante a prática sentem leves dores pelo corpo e que estas dores parecem caminhar pelo corpo físico até que, utilizando das técnicas específicas, desaparecem; é neste momento que ocorrem as curas dos processos internos que carregamos.

Alguns mestres de meditação afirmam que aquele que pratica meditação de maneira continuada e disciplinada, chega a um ponto em que começa a sentir dores pelo corpo e que estas dores representam a eliminação dos nossos conflitos interiores.

Lembramos, ainda, que a Doutrina Espírita ensina que as nossas enfermidades encontram-se registradas no perispírito, podendo ou não vir a manifestar-se no corpo físico e que o períspírito está ligado célula a célula em nosso corpo físico. Assim, nos parece que o acima exposto está perfeitamente em acordo com os ensinamentos que o Espiritismo nos proporciona. Contudo, ainda nos resta tentar responder o “Como?” ocorre essa liberação do conteúdo psíquico, registrado em nosso períspirito talvez há séculos.

Na tentativa de procurar uma resposta a essa questão, encontramos no livro Mecanismos da Mediunidade, em seu capítulo 4, Matéria Mental, mais especificamente no item que trata da matéria mental e matéria física, a seguinte explicação de André Luiz:

“Em posição vulgar, acomodados às impressões comuns da criatura humana normal, os átomos mentais inteiros, regularmente excitados, na esfera dos pensamentos, produzirão ondas muito longas ou de simples sustentação da individualidade, correspondendo à manutenção de calor. Se forem os elétrons mentais, nas órbitas dos átomos da mesma natureza, a causa da agitação, em estados menos comuns da mente, quais seriam os de atenção ou tensão pacífica, em virtude de reflexão ou oração natural, o campo dos pensamentos exprimir-se-á em ondas de comprimento médio ou de aquisição de experiência, por parte da alma, correspondendo à produção de luz interior. E se a excitação nasce dos diminutos núcleos atômicos, em situações extraordinárias da mente, quais sejam as emoções profundas, as dores indizíveis, as laboriosas e aturadas concentrações de força mental ou as súplicas aflitivas, o domínio dos pensamentos emitirá raios muito curtos ou de imenso poder transformador do campo espiritual, teoricamente semelhantes aos que se aproximam dos raios gama.
Assim considerando, a matéria mental, embora em aspectos fundamentalmente diversos, obedece a princípios idênticos àqueles que regem as associações atômicas, na esfera física, demonstrando a divina unidade de plano do Universo”
. (grifos nossos)

Colaborando com o texto de André Luiz que foi escrito em 1959, segundo DANUCALOV (2006), pesquisadores detectaram nos monges budistas em meditação o aparecimento de ondas gama. Então vejamos:

André Luiz afirma que em “aturadas concentrações de força mental...” fazemos vibrar o núcleo do átomo mental que emitirá ondas curtas que são semelhantes aos raios gama e estes ocasionam “imenso poder transformador do campo espiritual”.

O que me pergunto é se não estaria aí a resposta para o que Joanna de Ângelis vem explicando em sua série psicológica ao esclarecer que a prática da meditação revolve os registros do inconsciente, liberando as imagens conflitantes da nossa psiquê. Fato que os monges budistas, mestres orientais e tantos outros já conhecem pela experiência prática? Outro questionamento é: Até quando negligenciaremos a prática da meditação? Entendo que posso estar equivocado nesta reflexão, contudo, me parece muito lógica a montagem deste mosaico e deixo para você leitor(a) buscar novas reflexões e compreensões em relação ao tema que é amplo, fascinante e de um horizonte infinito de possibilidades.

Abordaremos agora um fator “desmotivador” para algumas pessoas que dizem “querer” iniciar a prática da meditação, mas não encontra “tempo”. Segundo estudos em Kundalini Yoga a prática meditativa apresenta efeitos em nosso organismo a partir de três minutos.

03 minutos, afeta a circulação e a química do sangue;
11 minutos, interferimos no sistema glandular e imunológico;
22 minutos, as 03 mentes trabalham integradas;
31 minutos, interferimos nos elementos Terra, Água e Fogo, mudamos nossa estrutura;
62 minutos, interferimos no subconsciente; e
2 h e ½, interferimos no campo eletromagnético e mantemos as mudanças no subconsciente.

Acredito que todos nós, por mais ocupados que sejamos, conseguimos dispor de três minutos para realizar uma prática meditativa, você pode acordar mais cedo, dormir mais tarde, aproveitar o intervalo do almoço, se você utiliza o transporte coletivo poderá praticar durante o trajeto, enfim cabe a cada um escolher o melhor momento do seu dia e separar apenas três minutos para fazer um mergulho em seu interior e descobrir-se.
Outro ponto é em relação ao número de dias e o efeito ocasionado em nossa estrutura psicológica. Ainda, segundo a tradição de Yoga citada acima, se praticarmos por dias consecutivos obteremos os seguintes resultados:

40 dias, altera os antigos padrões psíquicos, mudança de hábitos.
90 dias estabiliza um novo patamar de funcionamento psíquico, confirma novos hábitos.
120 dias incorporam-se novos hábitos.

Curiosidade:
Segundo
Danucalov (2006), monges budistas treinados na prática de “Tum-mo yoga” conseguem controlar o metabolismo e a temperatura do corpo. No Himalaia, a uma temperatura de 4,4º C, alguns monges foram enrolados em cobertores molhados. Três a cinco minutos após iniciarem a prática meditativa era visível a evaporação da água, e em aproximadamente 45 min., a temperatura elevada de seus corpos havia secado completamente os cobertores. Os monges repetiram esta experiência por três vezes seguidas, sem ter sido presenciada qualquer sensação de frio manifestada por eles.

55. Qual o prejuízo de se não meditar?
R: Quem caminha sem meditar, perde o contato consigo mesmo. (Consciência e Mediunidade – pg 117)

Fala menos, dorme um pouco menos e medita mais. (Consciência e Mediunidade – pg 118)

“Os pensamentos e sentimentos, inicialmente, serão parte da meditação, até o momento em que já não lhe é necessário pensar ou aspirar, mas apenas ser”. Joanna de Ângelis

“A meditação, portanto, não deve ser um dever imposto, porém, um prazer conquistado”. Joanna de Ângelis


Para iniciar a sua prática meditativa de três minutos, basta você sentar, manter a coluna reta, sem manter contato com o encosto da cadeira ou poltrona, mãos apoiadas sobre as coxas, pés chapados no chão, recolher levemente o queixo e focar a sua atenção no centro da testa, entre as sobrancelhas, no ajna chakra e prestar atenção em sua respiração, perceba o ar que entra e o ar que sai, sempre mantendo a sua postura ereta, elegante e confortável. Boa prática!


Bibliografia


1.      Goleman, Daniel. A arte da meditação – Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
2.      Goswami, Amit. A janela visionária – Um guia para a iluminação por um físico quântico – 2ª ed - São Paulo, Cultrix, 2005.
3.      Danucalov, Marcello Árias Dias. Neurofisiologia da meditação: investigações científicas no yoga e nas experiências místico-religiosas: a união entre ciência e espiritualidade. São Paulo, Phorte, 2006.
4.      Khalsa, Dharma Singh e Cameron, Stauth. Longevidade do cérebro – Rio de Janeiro, Objetiva, 2005.
5.      Ângelis, Joanna de (Espírito). O Ser Consciente. Psicografado por Divaldo P. Franco. Salvador – BA, Liv. Espírita Alvorada, 1995.
6.      Ângelis, Joanna de (Espírito). Vida desafios e soluções. Psicografado por Divaldo Pereira Franco. Salvador – BA, Liv. Espírita Alvorada, 1997.
7.      Luiz, André (Espírito). Mecanismos da Mediunidade. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. 12ª Ed. SP, FEB, 1991.
8.      Projeto Manoel Philomeno de Miranda. Consciência e Mediunidade. 3ª Ed. Salvador – BA, Liv. Espírita Alvorada, 2003.
9.      Site: http://www.drdharma.com/utility/showArticle/?objectID=249 – acessado em 23 de novembro de 2011.
10.  Site: http://www.isha.com/new/contenido.php?seccion=home
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 08 de Fevereiro de 2018, 00:15
(https://1.bp.blogspot.com/-z3jd48xMAbw/WiMxr_4TIOI/AAAAAAAAlCw/9E606GdhsCkZzEqJPCBYfJEZkq9aThRFQCLcBGAs/s500/Por%2Bque%2BMeditar%2B%2B%2BDalai%2BLama%25281%2529.bmp)



O que é a Meditação?



A meditação é a prática que torna possível o cultivo e o desenvolvimento de certas qualidades positivas básicas dos seres humanos; da mesma forma que outros tipos de treinamentos nos possibilitam tocar um instrumento musical ou nos possibilitam desenvolver uma outra habilidade.

Muitas palavras asiáticas são traduzidas como “meditação”, como bhavana, do sânscrito, que significa “cultivar”; e a palavra tibetana equivalente gom, que significa “familiarizar-se”. A meditação nos ajuda a nos familiarizarmos com uma maneira clara e precisa de ver as coisas e nos ajuda a cultivar qualidades íntegras, que permanecem em estado latente em nosso interior até que façamos um esforço para desenvolvê-las.

Então, vamos começar nos fazendo as seguintes perguntas: “O que quero da vida realmente? Estou satisfeito em simplesmente continuar levando a vida desse modo improvisado dia após dia? Vou continuar ignorando essa sensação meio vaga de insatisfação que no fundo eu sempre sinto quando desejo bem-estar e realização?”. Nós nos acostumamos a pensar que nossas limitações são inevitáveis e que temos que aceitar as dificuldades que elas nos trazem ao longo de nossas vidas. Acreditamos que esses aspectos disfuncionais de nós mesmos são fatos estabelecidos, sem nos darmos conta de que é possível quebrar esse círculo vicioso de padrões cansativos de comportamento.

No contexto budista, os textos tradicionais afirmam que todo ser tem o potencial para se iluminar, da mesma forma como toda semente de gergelim contém azeite de gergelim. Apesar disso, nós ficamos vagando na confusão como – para usar outra analogia tradicional – vaga um mendigo que é simultaneamente pobre e também rico porque não sabe que existe um tesouro enterrado debaixo do chão da sua barraca. O objetivo do caminho budista é se apropriar dessa nossa riqueza que passa despercebida, a qual pode incutir nossas vidas com o mais profundo significado.




Treinando a menter


O objeto da meditação é a mente. Nesse momento, ela é simultaneamente confusa, agitada, rebelde e sujeita a inúmeros padrões condicionados e automáticos. O objetivo da meditação não é desligar a mente ou anestesiá-la, mas sim torná-la livre, lúcida e equilibrada.

De acordo com o budismo, a mente não é uma entidade; é uma corrente dinâmica de experiências; é uma sucessão de momentos de consciência. Essas experiências são frequentemente marcadas por confusão e sofrimento, mas também podemos vivê-las em um estado mais amplo de claridade e de liberdade interior.

Nós todos sabemos bem – como lembra o mestre tibetano contemporâneo Jigme Khyentse Rinpoche – que “não precisamos treinar nossas mentes para aprimorar nossa capacidade de ficarmos chateados ou com ciúmes. Não precisamos de um acelerador de raiva ou um amplificador de orgulho”. Pelo contrário, treinar a mente é crucial se quisermos refinar e aguçar nossa atenção; desenvolver equilíbrio emocional, paz interior e sabedoria; e cultivar uma dedicação ao bem-estar dos outros. Nós temos dentro de nós o potencial para desenvolver essas qualidades, mas elas não vão se desenvolver por si mesmas ou simplesmente porque queremos assim. Elas demandam treinamento. E, como já mencionei, todo treinamento requer perseverança e entusiasmo. Ninguém aprende a esquiar praticando um ou dois minutos por mês.





Refinando a atenção e a atenção plena


Galileu descobriu os anéis de Saturno depois de idealizar um telescópio suficientemente reluzente e poderoso e montá-lo sobre um suporte estável. A descoberta dele não teria sido possível se o instrumento utilizado tivesse sido inadequado ou se ele o tivesse apoiado em uma mão tremendo. Da mesma forma, se quisermos observar os mecanismos mais sutis do funcionamento da nossa mente e ter alguma influência sobre eles, sem dúvida, temos que refinar nossa capacidade de olharmos para dentro de nós mesmos. Para fazermos isso, nossa atenção deve estar bastante afiada para que ela se torne clara e estável. Assim, será possível observar como a mente funciona e percebe o mundo, e também será possível compreender a maneira como os pensamentos se multiplicam por associação. Por fim, seremos capazes de continuar refinando a percepção da mente até que alcancemos o ponto em que seja possível ver o estado mais fundamental da nossa consciência: um estado perfeitamente desperto e lúcido que está sempre presente, até mesmo na ausência da usual corrente de pensamentos.



O que não é Meditação


Às vezes, praticantes de meditação são acusados de serem muito centrados em si mesmos ou de mergulharem em uma introspecção egocêntrica e deixarem de se preocupar com os demais. Mas não podemos considerar egoísta um processo cujo objetivo é desenraizar a obsessão em relação ao nosso ego e cultivar o altruísmo. Seria como acusar um estudante de medicina de passar anos estudando antes de exercer a medicina.

Há um número razoável de clichês circulando acerca da meditação. É bom deixar claro logo que meditação não é uma tentativa de criar uma mente limpa por meio do bloqueio dos pensamentos – que, aliás, é impossível. Também não é deixar a mente em um processo infinito de elucubração, tentando analisar o passado e prever o futuro. Tampouco se trata de um simples processo de relaxamento no qual os conflitos internos são temporariamente suspensos em um estado vago e amorfo de consciência. Não há muito sentido em relaxar em um estado de tumulto interno. Há, de fato, certo relaxamento na meditação, mas isso está associado ao alívio que temos quando nos libertamos das nossas esperanças e medos, dos apegos e dos caprichos do ego que nunca deixam de alimentar nossos conflitos internos.




Maestria que nos liberta


A forma como lidamos com os pensamentos na meditação não é bloqueando-os ou alimentando-os indefinidamente; é deixando que eles surjam e se dissolvam por si mesmos no campo da Atenção Plena. Dessa maneira, eles não se apoderam da nossa mente. Além disso, a meditação consiste em cultivar um jeito de ser que não está sujeito aos padrões habituais de pensamento. Frequentemente, inicia-se com análises, continuando depois com contemplações e transformação interna. Ser livre significa ser senhor de si mesmo. Não se trata de sair fazendo a primeira coisa que surge na cabeça; trata-se de nos libertarmos das amarras e das aflições que dominam e obscurecem nossas mentes. Trata-se de assumir a responsabilidade pela nossa própria vida, em vez de deixá-la à sorte das tendências criadas pelo hábito e pela confusão mental. Em vez de largar o leme e simplesmente permitir que o barco fique à deriva, ao sabor do vento, a liberdade significa estabelecer o curso em direção a um destino escolhido – destino esse que sabemos ser o mais desejável para nós e para os outros.



- continua -


Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 08 de Fevereiro de 2018, 00:21
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- Continuação -


O coração da realidade


Meditar não é, como pensam alguns, uma maneira de fugir da realidade. Ao contrário, o objetivo da meditação é nos fazer ver a realidade como ela é – bem no meio do desenrolar da nossa experiência –, para desmascarar as causas profundas do nosso sofrimento e para dissipar a nossa confusão mental. Desenvolvemos um tipo de compreensão que surge a partir de uma visão mais clara da realidade. Para alcançar esse entendimento, meditamos, por exemplo, acerca da interdependência de todos os fenômenos; acerca do caráter transitório deles; e acerca da inexistência de um ego que seja como uma entidade sólida e interdependente.

 As meditações sobre esses temas são baseadas na experiência de gerações de praticantes de meditação que dedicaram suas vidas a observar os padrões automáticos e mecânicos de pensamento e a observar a natureza da consciência. Eles então passaram a ensinar métodos empíricos para desenvolver clareza mental, vigilância, liberdade interior, amor altruístico e compaixão. Contudo, não podemos simplesmente confiar na palavra deles para nos libertamos do sofrimento. Temos que descobrir por nós mesmos se os métodos que essas pessoas sábias ensinaram têm valor e validar por nós mesmos a conclusão a que eles chegaram. Esse não é um processo puramente intelectual. Um amplo estudo da nossa própria experiência é necessário para redescobrirmos as respostas que eles alcançaram e integrá-las em nós mesmos em um nível profundo. Esse processo requer determinação, entusiasmo e perseverança. É necessário sentir o que Shantideva chama de “alegria em formas virtuosas”.

Assim, começamos a observar e a compreender como os pensamentos se multiplicam associando-se entre si e como criam todo um mundo de emoções, de alegria e sofrimento. Dessa forma, penetramos na tela dos pensamentos e temos um vislumbre sobre o componente fundamental da consciência: a faculdade cognitiva primordial da qual surgem todos os pensamentos.




Libertando a mente de macaco


Para realizar essa tarefa, é preciso começar acalmando nossa mente turbulenta. Nossa mente se comporta como um macaco que está preso e que, devido a sua agitação, fica cada vez mais emaranhado em suas amarras.

Do turbilhão dos nossos pensamentos, primeiro surgem as emoções, e depois, comportamentos e estados de espírito, e, por fim, hábitos e características da personalidade. O que surge espontaneamente não necessariamente produz bons resultados, da mesma forma que jogar sementes ao vento não necessariamente resulta em boas safras. Portanto, temos que nos comportar como bons fazendeiros que preparam o campo antes de plantar as sementes. Para nós, isso significa que a tarefa mais importante é alcançar a liberdade por meio do domínio da mente.

Se considerarmos que o benefício potencial da meditação é nos proporcionar uma nova experiência do mundo a cada momento de nossas vidas, então não parece exagero passar pelo menos vinte minutos por dia conhecendo melhor nossa mente e treinando-a para esse tipo de abertura. O fruto da meditação pode ser descrito como uma forma ideal de ser ou como uma felicidade genuína. Essa felicidade verdadeira e duradoura tem uma sensação profunda de haver atingido ao máximo o potencial para sabedoria e realização que temos em nosso interior. Trabalhar para alcançar esse tipo de realização é uma aventura que vale a pena viver.




Fonte: http://tibethouse.org.br/por-que-meditar-matthieu-ricard-responde-a-pergunta-inicial-de-todos/
Título: Re: Meditação
Enviado por: macili em 08 de Fevereiro de 2018, 00:30
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Por que Meditar?
Matthieu Ricard responde à pergunta inicial de todos


Matthieu Ricard é um monge budista, escritor e fotógrafo
que reside no Monastério Shechen, no Nepal. Entre seus livros estão:
A Arte da Meditação e O Monge e o Filósofo, um diálogo com o pai dele,
o filósofo francês Jean François Revel.
Este artigo foi adaptado de seu novo livro:
Why Meditate: Working with Thoughts and Emotions
(Por que Meditar?: trabalhando com os pensamentos e as emoções).


Volte-se para si mesmo, com franqueza. Você está em que momento da sua vida? Até aqui, quais têm sido as suas prioridades e o que você pretende fazer com o tempo que te resta?

Somos uma mistura de luz e sombra, de qualidades boas e de defeitos. Somos realmente o melhor que podemos ser? Temos que continuar a ser do jeito que somos agora? Se não, o que podemos fazer para melhorar? Essas são questões que merecem ser levantadas, sobretudo, se acreditarmos que mudanças são possíveis e desejáveis.

No nosso mundo moderno, somos consumidos, desde a manhã até a noite, por atividades intermináveis. Não nos resta muito tempo ou energia para refletir sobre as causas básicas da nossa felicidade ou do nosso sofrimento. A gente supõe, mais ou menos conscientemente, que se fizermos mais atividades, teremos experiências mais intensas, e, consequentemente, vai diminuir nossa sensação de insatisfação. Mas a verdade é que muitos de nós continuam a se sentir decepcionados e frustrados com o nosso estilo de vida contemporâneo.


O objetivo da meditação é transformar a mente. Ela não está associada a nenhuma religião específica. Nós todos temos uma mente e todos podemos trabalhar com ela.




É possível mudar?


A pergunta adequada não é se mudar é desejável; é se mudar é ou não é possível. Algumas pessoas pensam que não conseguem mudar porque as emoções aflitivas que elas têm estão associadas tão intimamente com a mente delas que seria impossível se livrar dessas emoções sem, ao mesmo tempo, destruir uma parte de quem elas são.

É verdade que, em geral, o caráter de uma pessoa não muda muito ao longo de sua vida. Se pudéssemos estudar um determinado grupo de pessoas com uma frequência de alguns anos, dificilmente descobriríamos que aqueles que eram nervosos tornaram-se pacientes; que aqueles que eram estressados encontraram paz interior; ou que aqueles que eram arrogantes aprenderam a ser humildes. Mas, por mais raras que sejam essas mudanças, algumas pessoas mudam, o que demonstra que mudar é possível. O ponto é que nossas características negativas tendem a perdurar se não fizermos nada para mudar o status quo. Mudança alguma acontece se deixarmos nossas tendências habituais e nossos padrões automáticos de pensamentos se perpetuarem ou até mesmo se reforçarem, pensamento após pensamento, dia após dia, ano após ano. Mas podemos confrontar essas tendências e padrões.

Agressividade, cobiça, ciúme e outros venenos mentais são indiscutivelmente partes de nós, mas seriam elas partes intrínsecas e inalienáveis? Não necessariamente. Por exemplo, um copo de água pode conter cianureto, que poderia nos matar na hora. Mas essa mesma água poderia também ser misturada com um remédio. Nos dois casos, H2O, a fórmula química para água, permanece intacta; a água em si não é nem venenosa nem medicinal. Os diferentes estágios da água são temporários e dependem das circunstâncias. Do mesmo modo, nossas emoções, temperamentos e caraterísticas ruins são apenas elementos temporários e circunstanciais da nossa natureza.




Um aspecto fundamental da consciência


Essa qualidade temporária e circunstancial se torna clara para nós quando nos damos conta de que a qualidade primária da consciência é simplesmente a de conhecer. Assim como a água no exemplo anterior, conhecer ou ter consciência, em si, não é nem bom nem ruim. Se olharmos de fora para essa corrente transitória de pensamentos e emoções que passam em nossas mentes dia e noite, esse aspecto fundamental da consciência estará sempre lá. A consciência nos possibilita perceber fenômenos de todo tipo. O budismo caracteriza essa qualidade cognitiva básica da mente como luminosa porque ela ilumina tanto o mundo externo, mediante as percepções, quanto o mundo interno das sensações, emoções, raciocínio, memória, esperança e medo.

Embora essa faculdade cognitiva esteja na base de todos os eventos mentais, ela não é em si afetada por nenhum deles. Um raio de luz pode brilhar sobre uma face desfigurada pelo ódio ou sobre uma face sorridente; pode brilhar sobre uma joia ou sobre uma pilha de lixo; mas a luz, em si, não é nem má nem amorosa, nem suja nem limpa. Entender que a natureza essencial da consciência é neutra nos mostra que é possível mudar nosso universo mental. Podemos transformar o conteúdo dos nossos pensamentos e experiências. O plano de fundo neutro e luminoso da nossa consciência nos proporciona o espaço de que necessitamos para observar os eventos mentais em vez de ficar a mercê deles. Logo, temos também o espaço de que necessitamos para criar as condições necessárias para transformar esses eventos mentais.




Querer não é poder


Não temos muita escolha sobre o que já somos, mas podemos querer mudar. Esse tipo de aspiração dá um sentido de direção para a mente. Mas querer não é o bastante. Precisamos achar um jeito de concretizar esse desejo.

Ninguém acha estranho que levemos anos para aprender a andar, para ler e escrever, ou para desenvolver habilidades profissionais. Gastamos horas fazendo exercícios físicos para deixar os nossos corpos em forma. Às vezes, despendemos uma energia física tremenda pedalando em uma bicicleta estática. Para nos mantermos firmes nessas tarefas, é necessário que haja um mínimo de interesse ou de entusiasmo. E esse interesse surge porque acreditamos que o nosso esforço vai nos trazer benefícios no longo prazo.

Essa mesma lógica se aplica quando trabalhamos com a mente. Mas, quando se trata da mente, achamos que é possível mudá-la sem esforço algum. Queremos mudá-la simplesmente porque assim é a nossa vontade. E isso faz tanto sentido quanto querer aprender a tocar uma sonata de Mozart tentando improvisar alguma coisa no piano de vez em quando.

Envidamos muitos esforços para melhorar as condições externas das nossas vidas, mas no fim das contas é sempre a mente que vai criar a experiência que temos no mundo e vai traduzir essa experiência em bem-estar ou em sofrimento.

Se transformarmos o modo como percebemos as coisas, transformaremos a qualidade das nossas vidas. É esse tipo de transformação que ocorre por meio desse treinamento da mente, também conhecido por meditação.




Fonte: http://tibethouse.org.br/por-que-meditar-matthieu-ricard-responde-a-pergunta-inicial-de-todos/
Título: Re: Meditação
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Agosto de 2018, 09:22
                                                              VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Meditação



No mundo ocidental existe uma onda crescente entusiasmante acerca da meditação; as pessoas aperceberam-se dos benefícios crescentes com este saudável hábito existente há milhares de anos no Oriente.

Vemos a criação de novos espaços convidarem-nos a experimentar a meditar. Não só de forma sentada, mas também no Yoga, uma arte de origem indiana que tem como objetivo o sossego da mente.

Nos Estados Unidos da América, país que iniciou e mantém os estudos médicos acerca deste tipo de exercício, constataram enormes vantagens que advêm do hábito da meditação, criaram nomes novos acompanhando movimentos modernos tal como o mindfulness, desenvolvimento da inteligência emocional.

Neste momento, parte dos profissionais ligados ao estudo da mente humana, tal como psicologia, psiquiatria e neurociência, aconselha as pessoas a meditar para que possam reequilibrar suas emoções e estabilizar as suas vidas. As grandes empresas, como por exemplo a GOOGLE, utilizam cursos de inteligência emocional para os seus funcionários, para que possam tirar partido da estabilidade emocional no rendimento laboral.

Jesus Cristo meditava afastando-se de todos e aconselhou-nos a fazer o mesmo, quando nos indicava o recolhimento aos aposentos e em silêncio orarmos.

Existe uma frase muito bonita que nos diz que a prece é falar com Deus, a meditação é escutar Deus.

Afinal, o que é meditação?

A meditação na verdade ultrapassa o ato de estar sentado sem pensar em nada. Estes exercícios que nos aconselham são exercícios de concentração, onde desenvolvemos um silêncio forçado pela mente. Não me entendam erradamente, se me perguntarem se são importantes, responderei positivamente. Sem eles certamente não conseguiríamos atingir o estado meditativo.

A principal ação no estado meditativo é a observação ou atenção plena. Os exercícios servem como meio para desenvolver esta atenção.

O Budismo, pai da meditação, mostra-nos em sua doutrina a importância da ação correta. Na quarta nobre verdade, Buda fala-nos do Óctuplo Caminho que é descrito da seguinte forma:

“Agora, bhikkhus, esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta".

O estado meditativo sem uma mente pura ou um “coração puro”, expressão usada por Jesus, não é possível porque a mente sem as condições descritas no Óctuplo Caminho não poderá estar em serenidade suficiente para que possa meditar.

Os exercícios que fazemos sentados com atenção em algum objeto ou respiração são muito importantes para podermos serenar nossa mente e lidar de forma mais calma com a vida, mas não nos levam a uma serenidade natural suportada pela ausência da tribulação mental.

Para termos uma verdadeira mudança em nós, teremos que correr o Óctuplo Caminho ou, por outras palavras, Vigiar e Orar para que não entremos em tentação e deixemos de ter a ação correta, tal como o conselho do Mestre da Vida, Jesus Cristo.

Este caminho traz-nos a uma tarefa de autoconhecimento árdua que não poderá ser elaborada com êxito sem a ajuda do estudo.

O processo de autoconhecimento premeia-nos com a consciência das ilusões causadas pelo nosso Ego, libertando-nos das ações repetitivas mentais e os impulsos primitivos de nosso ser que nos embrutecem e prendem à ignorância.

Os exercícios de atenção plena ou chamados vulgarmente de meditação serenam nossa mente de forma a termos tempo para observar as nossas ações.

O estudo serve para aquisição de conhecimento que, quando entra em estado de consciência na prática da vida, se transformará em sabedoria.

Penso que podemos afirmar que, sem estudo, autoconhecimento e exercícios de plena atenção não poderemos chegar ao estado pleno de meditação.

É importante para nós fazermos os exercícios de atenção plena, mas será que conseguiremos chegar a paz e serenidade sem expurgarmos de nós os impulsos da Ignorância, seguindo o caminho correto?


          Bruno Abreu









                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!