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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: katiatog em 21 de Março de 2012, 05:12

Título: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 21 de Março de 2012, 05:12
(http://img141.imageshack.us/img141/2659/7f8eb7efa96a963e361380a.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2ltYWdlc2hhY2sudXMvcGhvdG8vbXktaW1hZ2VzLzE0MS83ZjhlYjdlZmE5NmE5NjNlMzYxMzgwYS5qcGcv)

Queridos amigos sejam todos muito bem-vindos!

Que os bons espíritos os acompanhem

Abraços da Katia
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 21 de Março de 2012, 05:31
                             (http://i1092.photobucket.com/albums/i407/Raquel_Fragoso/Facebook/LEIA%20O%20LIVRO%20DE%20GENESIS/294354_173666796054450_100002333929409_362165_665154601_n.jpg)


A Lenda do Esconderijo Seguro



Aconteceu em tempos já distantes...

Observando o comportamento irregular das criaturas humanas, a sua ingratidão e contínua rebeldia, Deus resolveu reunir a Corte Celeste, a fim de apresentar sua opinião pouco favorável aos seres inteligentes que, invariavelmente utilizavam do conhecimento e da razão para protestar, exigir, reclamar contra tudo e todos, demonstrando irritabilidade e desconsideração para com a Paternidade Divina.

Ante a expectação geral dos anjos, arcanjos, querubins e potestades, o Senhor explicou que desejava ensinar aos homens e mulheres terrestres uma forma condigna para O buscarem.

Todos sabiam que Ele residia no Paraíso, cujo endereço era muito conhecido, e para onde se dirigiam suas queixas e desgostos, raramente a gratidão e o amor. Assim, Ele estava pensando, pelo menos por um período, transferir-se da sua morada, para um lugar onde fosse difícil de ser encontrado. Isso seria uma espécie de férias que Ele desejava experimentar e uma advertência para os filhos ingratos.

Concedera-lhes os predicados do pensamento e da lógica, a fim de que pudessem examinar as belezas existentes no Cosmo, presentes em mil expressões terrenas e, não obstante, na maioria das vezes, esses atributos eram utilizados para o desregramento, a agressividade e a insensatez.

Todos os membros da Corte Celeste concordaram plenamente com a proposta divina e ficaram mais surpresos ainda, quando o Senhor lhes pediu sugestão sobre um lugar na Terra ou próximo dela onde pudesse ocultar-se temporariamente.

Após larga reflexão, um serafim muito honrado pediu vênia para falar, e propôs:

- Acredito que a Lua seria um excelente lugar para repouso. O silêncio que paira na sua superfície é grandioso, e dali a observação do planeta terrestre faz-se tão bela quanto emocionante. Sugiro, portanto, que o Criador a eleja como Vossa próxima residência.

Todos os membros da excelsa assembleia concordaram com a sugestão tomada com sorrisos de júbilo.

Mas, o Supremo Senhor, após meditar, redarguiu, preocupado:

- Eu posso prever o futuro, e graças a essa capacidade, vejo o ser humano chegando ao satélite terrestre e colocando ali os seus símbolos. Se lá eu estiver, nessa oportunidade, será muito mais difícil ter que suportar o atrevimento desses visitantes, que certamente não me deixarão em paz.

Um grande silêncio se abateu sobre todos, ante a desolação estampada na face do Excelso Pai.

Um arcanjo, que era tido como um dos mais sábios, pediu licença, e expôs:

- Os oceanos são ainda grande mistério para os humanos, e o Triângulo das Bermudas apresenta uma fossa muito profunda, inalcançável. Sugiro que ali seja estabelecida a Vossa residência.

Parecia estar resolvida a questão, quando o Supremo Chefe respondeu com tristeza:

- O ser humano é capaz de tudo. Posso prever um futuro não muito distante, no qual, se utilizando de equipamentos sofisticados e valiosos, ele descerá às maiores profundezas oceânicas, e, encontrando-me lá, tentará perturbar-me com a sua petulância e imprudência.

Estava-se num grande impasse, quando um anjo modesto, quase desconsiderado, pediu licença para opinar.

Ele dizia pertencer ao Terceiro Mundo, onde havia muitos pobres, os quais, sempre se ajudavam, procurando diminuir as dificuldades que enfrentavam reciprocamente.

As Entidades mais elevadas, ante o inusitado acontecimento, olharam-no quase com piedade, pensando no que poderia sugerir um modesto anjo encarregado da limpeza do Paraíso!

Mas Deus, por misericórdia, olhou na direção do interlocutor e, com muita ternura, interrogou-lhe:

- Se tens alguma ideia, dize-nos. Em que lugar pensas que me poderei ocultar, a fim de não ser afligido pelos seres humanos?!

Eu sugiro, Senhor - redarguiu o anjo humilde, que vos oculteis no coração da própria criatura humana, porque ali somente chegarão aqueles que muito se esforçarem para alcançar a própria evolução, e esses, quando a conseguirem, respeitar-vos-ão, entoando hinos de louvor à Vossa Majestade.

Houve uma comoção que tomou conta de todos, que passaram a aplaudir o modesto servidor angelical.

E, a partir daquele momento, Deus passou a residir no coração do ser humano, somente sendo encontrado por aqueles que realizam a viagem interior, auto-iluminando-se e amando profundamente ao seu próximo. Até hoje esse é o lugar preferido por Ele...



Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Selma Lagerlöf.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 21 de Março de 2012, 23:05
Querida Amiga Katiatog,


Você mora em meu coração...





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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 21 de Março de 2012, 23:13
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Lenda da rosa encantada



Toda a riqueza e o conforto de que dispunha não faziam daquela jovem princesa uma pessoa plenamente feliz. Faltava-lhe algo!

Havia um imenso e angustiante vazio em sua vida.

Aflita, a herdeira do trono mandou chamar um ancião, conhecido por sua sapiência. Confessou-lhe a sua inquietação e rogou-lhe ajuda.

O velho sábio, afagando os cabelos da jovem, sorriu e lhe falou:

Está bem, Alteza, daqui a três luas nascerá no jardim, ao amanhecer, a mais bela flor que os seus verdes olhos já viram...

Será uma rosa encantada que trará em si a beleza, o perfume e o encantamento que lhe darão a alegria de que sentis tanta falta.

A jovem sorriu, agradecida.

Mas o velho advertiu: Tende cuidado! A flor é sua e cabe-lhe o dever de cuidar dela... Caso contrário, perder-se-á a flor... Perder-se-á o encanto!

A jovem aguardava, ansiosa, o momento de conhecer a flor encantada...

Todos os dias ela ia até o jardim, para ver se já não teria nascido a sua rosa... Entretanto, encontrava apenas as flores comuns.

Mas, na data prevista, aos primeiros raios do amanhecer, fez-se um burburinho no jardim, bem sob a janela da jovem princesa.

Ela, irritada, levantou-se e foi à sacada para pedir silêncio. Mas, ao abrir a janela, viu, em meio à grama, o motivo do falatório: uma flor como jamais houvera antes naquelas paisagens!

Era realmente uma flor sem igual! Não se assemelhava às outras, em nada: nem no tamanho, nem na cor, nem no aveludado de suas pétalas, nem em seu perfume...

A jovem vestiu-se às pressas e desceu as escadarias a passos rápidos.

Atirou-se de joelhos na grama, maravilhada com a beleza da flor... Beijou-lhe as pétalas suavemente, inalou seu perfume inefável.

Ordenou ao jardineiro que lhe desse tratamento especial: o melhor adubo, a água mais fresca.

Quase todo o reino foi chamado a conhecer a flor encantada, desde os súditos até Sua Majestade, o grande rei. Todos queriam ver a rosa de que se falavam tão grandes coisas.

Por isso, a jovem mandou chamar a guarda, para que houvesse sempre um soldado ao lado da flor, evitando que alguém a maltratasse ou roubasse.

Mesmo assim, muitos curiosos se amontoavam em torno da flor, observando-a, inalando o seu perfume, apreciando a sua beleza.

Um dia, aborrecida com tantos visitantes, a princesa dispensou o soldado e aguardou o anoitecer.

Quando a noite estendeu seu manto negro por sobre o castelo, ela voltou ao jardim e arrancou dali a sua rosa encantada.

Levou-a para seu quarto e plantou-a num vaso de ouro cravado de gemas de valor, trabalhado pelo mais competente ourives de todo o reino.

 Enfim - pensou a princesa, sorrindo - agora a rosa é só minha! E passou toda a madrugada acarinhando a flor.

Não recebia criados, amigos, nem mesmo seus pais...

Estava feliz! Finalmente, a rosa era sua!

Todavia, logo ao cair da tarde daquele dia a flor começou a apresentar mudanças... Seu perfume alterou-se. Sua cor escureceu. Suas pétalas enrugaram.

Todas as tentativas para reavivá-la foram em vão. Na manhã seguinte, a rosa estava morta!

Infeliz, a jovem princesa chorou, tardiamente arrependida.


*   *   *

Diante da flor amada, fonte de alegrias de nossas vidas, o ciúme é sempre mau companheiro.

Encantamo-nos com sua beleza, com seu perfume, com seu sorriso, com seu olhar, mas tentamos policiar-lhe os gestos, os pensamentos, as atenções.

A beleza das nuvens, o encanto das borboletas, a perfeição da águia, a graça das estrelas, a formosura das ondas, devem-se à sua liberdade.

Podemos capturar o pássaro, mas não a alegria do voo. Podemos armazenar a água, jamais as ondas!

A borboleta, aprisionada, morre!

Aquele que ama o sorriso não exige semblante fechado.

Vale sempre lembrar a máxima: Quem ama, liberta!


 


Redação do Momento Espírita, a partir de adaptação do texto Lenda da rosa encantada, de autoria de Fábio Azamor.
Disponível no livro Momento Espírita v.4, ed. Fep
Em 6.2.2012.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 24 de Março de 2012, 18:40
                                  (http://img1.recadosonline.com/120/143.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY3JhcGFuaXZlcnNhcmlvLmNvbQ==)

 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zY3JhcGFuaXZlcnNhcmlvLmNvbQ==)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 24 de Março de 2012, 18:56
                                       Querida amiga Macili
                                       (http://img1.recadosonline.com/177/107.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zb25saW5lb3JrdXQuY29t)




 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zb25saW5lb3JrdXQuY29t)

Agradeço a presença carinhosa e a amizade verdadeira que nos une.

Que os bons espíritos te inspirem e amparem sempre!

Abraços carinhosos da amiga que muito te estima


Katia

Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 24 de Março de 2012, 19:03
(http://i198.photobucket.com/albums/aa319/sasuke3yaoi3forever3/anime/blossom.jpg)



A Lenda da Árvore




No princípio do mundo, quando os vários reinos da Natureza já se achavam apaziguados e enquanto o ouro e o ferro repousavam no subsolo, o homem, os animais de grande porte, os passarinhos, as borboletas, as ervas e as águas viviam na superfície da Terra... E o Supremo Senhor, notando que os serviços planetários se desdobravam regularmente, chamou-os ao seu Trono de Luz, a fim de ouvi-los.

A importância audiência do Todo-Poderoso começou pelo Homem, que se aproximou do Altíssimo e informou:

— Meu Pai, o globo terrestre é nossa gloriosa oficina. Minha esposa, tanto quanto eu, se sente muito feliz; entretanto, experimentamos falta de alguém que nos faça companhia, em torno do lar, e nos auxilie a criar os filhinhos.

O Todo-Misericordioso mandou anotar a referência do Homem e continuou a ouvir as outras criaturas.

Veio o Boi e falou:

— Senhor, estou muito bem; contudo, vagueio sem descanso durante as horas do sol. Grande é a minha fadiga e a resistência cada vez menor...

Veio o Cavalo e reclamou:

— Eu também, Grande Rei, sinto aflitivo calor cada dia...

Aproximou-se a Corça e rogou:

— Poderoso, estou exposta à perseguição de toda gente. Não terei a graça de um ser amigo que me proteja e defenda?

Logo após, surgiu gracioso passarinho e suplicou:

— Celeste Monarca, recebi a bênção da vida, mas não tenho recursos para fazer meu ninho. Nas pastagens rasteiras, não posso construir a casa...

Adiantou-se a Borboleta e implorou:

— Meu Deus, tudo é belo no muno; todavia, onde repousarei?

Em último lugar, chegou o Rio e disse:

— Grande Senhor, venho cumprindo os meus deveres na Terra, escrupulosamente, mas preciso de alguém que me ajude a conservar as águas...

O Supremo Soberano ficou pensativo e prometeu providenciar.

No dia imediato, toda a Terra apareceu diferente.

As árvores robustas e acolhedoras haviam surgido, representando a sublime resposta de Deus.



Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier .
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 26 de Março de 2012, 04:41
                             (http://www.recado-virtual.com/recados/boanoite/00047.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG8tZG9jZS5jb20=)


                              (http://i148.photobucket.com/albums/s23/donna_mhay/anime%20girls/flower1.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG8tZG9jZS5jb20=)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 26 de Março de 2012, 04:56
                              (http://i226.photobucket.com/albums/dd263/pucca995/286958.jpg)

A lenda das estrelas



Sob o dúlcido olhar paterno do Supremo,
O Cristo concluiu da terra a arquitetura,
E na Escola do Mundo pôs, em miniatura,
Os encantos do Céu, com seu amor extremo.


Fulgores de áureo Sol, depois de invernos frios,
Alvoradas de alvor, após noites escuras...
Crepúsculos de calma, plenos de doçuras,
Verbenas a sorrir, engrinaldando estios...


Colinas a dormir dos vales no regaço,
Riachos a cantar sonatas murmurosas...
Espumas cor de neve em ondas caprichosas,
E lírios a dançar das brisas ao compasso...


De belezas gracis, esplêndidas, suaves,
Povoou o Senhor a Grande Casa Humana,
Onde o Homem devia, em luta enorme e insana,
Atingir do Infinito as majestosas naves!


Mas, os povos do Globo, ingratos e maldosos,
Na Divina mansão fundaram, tresloucados,
Os impérios sombrios, duros e malvados,
Dos pecados cruéis, dos crimes tenebrosos!


A perfídia medrou no solo onde a bonança,
Em promessas de amor, se abria generosa...
E, de Éden de Paz, em vala torturosa,
A Terra se transfez, em tétrica mutança!


Foi então que, na dor de angústias lacerantes,
Soluçou, no silêncio, o peito de Jesus...
E dos olhos do Mestre, em rios borbulhantes,
Saltaram no Infinito lágrimas de luz!

***

Foi assim que surgiram, pálidas e tristes,
A brilhar pelo céu, serenas e trementes,
As estrelas sem fim, que pelas noites vistes,
Quais lágrimas silentes!



Livro: Canções do alvorecer.
Autor: Hernani T SantAnna
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 29 de Março de 2012, 03:21
Querida Amiga Katiatog,


Que Deus abençoe seu dia!!!



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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 29 de Março de 2012, 03:26
Lenda das Lágrimas


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Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos Anjos. Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da sua criação e convocou os servidores para uma reunião.


O primeiro a falar foi o Anjo das luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo:


“Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da sua misericórdia. O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia.”


Deus abençoou o Anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.


Depois foi a vez do Anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:


“Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da sua obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias.”


O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos.


Em seguida, falou radiante, o Anjo das árvores e das flores.


“Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta.”


Logo após falou o Anjo dos animais, apresentando a Deus seu relato sincero.


“Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as suas leis e acatar a sua vontade. Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador.”


Deus, jubiloso, abençoou seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.


Foi quando, então, chegou a vez do Anjo dos homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:


“Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens... Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade. Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que Lhe pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e a ambição pelo domínio e pela posse. Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando.”


Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente: “Essa situação será remediada.”


Alçou as mãos generosas e fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:


“Volta à Terra e derrama no coração de meus filhos este líquido celeste a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal. Se eles sofrem e se desesperam pela posse passageira das coisas da Terra, é porque me esqueceram, esquecendo sua origem divina.”


... E desde esse dia o Anjo dos homens derrama na alma atormentada e aflita da humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.



* * *


A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual.



Fonte: Livro “Crônicas de além túmulo” (Cap, 22 - Lenda das Lágrimas) - Pelo Espírito de Humberto de Campos / Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 04 de Abril de 2012, 06:08
                                       (http://perolascraps.p.e.pic.centerblog.net/pwgdupyl.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovLyZxdW90O2h0dHA6Ly9wZXJvbGFzY3JhcHMuY2VudGVyYmxvZy5uZXQmcXVvdDs=)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 04 de Abril de 2012, 06:13
                                     
                                              Querida amiga Macili
                                      (http://perolascraps.p.e.pic.centerblog.net/so8kqk18.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovLyZxdW90O2h0dHA6Ly9wZXJvbGFzY3JhcHMuY2VudGVyYmxvZy5uZXQmcXVvdDs=)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 04 de Abril de 2012, 06:21
                                  (http://i600.photobucket.com/albums/tt86/si_wasabi/dinheiro-300x295.jpg)



A Lenda do Dinheiro




Conta-se que, no princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvimento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso.

Ninguém se animava a trabalhar. Terra solta amontoava-se aqui e ali. Minerais variados estendiam-se ao léu. Águas estagnadas apareciam em toda parte.

O Divino Organizador pretendia erguer lares e templos, educandários e abrigos diversos, mas... com que braços?

Os homens e as mulheres da Terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: - "para quê ?" E comiam frutos silvestres, perseguiam animais para devorá-los e dormiam sob as grandes árvores.

Após refletir muito, o Celeste Governador criou o dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição.

E assim aconteceu.

Tão logo surgiu o dinheiro, a comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos.

Apareceram candidatos a toda espécie de serviços.

O primeiro deles pediu ao Senhor permissão para fundar uma grande olaria. Outro requereu meios de pesquisar os minérios pesados, de maneira a transformá-los em utensílios. Certo trabalhador suplicou recursos para aproveitamento de grandes áreas na exploração de cereais.

Outro, ainda, implorou empréstimo para produzir fios, de modo a colaborar no aperfeiçoamento do vestuário.

Servidores de várias procedências vieram e solicitaram auxílio financeiro destinado à criação de remédios.

O Senhor a todos atendeu com alegria.

Em breve, olarias e lavouras, teares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e acolá, desenvolvendo progresso amplo na inteligência e nas coisas.

Os homens, ansiosamente procurando o dinheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, trabalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimento abundante, agasalho, calçados e inúmeras invenções de conforto, e, assim, a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para a irrigação; os frutos foram guardados em conserva preciosa; estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste e as águas receberam as primeiras embarcações.

Toda gente perseguia o dinheiro e guerreava pela posse dele.

Vendo, então, o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou, satisfeito:

- Meus filhos da Terra não puderam servir por amor, em vista da deficiência que, por enquanto, lhes assinala a posição; todavia, o dinheiro estabelera benéficas competições entre eles, em benefício da obra geral. Reterão provisoriamente os recursos que me pertencem e, com a sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos e materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha Lei de Empréstimo que permanecerá assentada no Céu. Cederei possibilidades a quantos mo pedirem, de acordo com as exigências do aproveitamento comum; todavia, cada beneficiário apresentar-me-á contas do que houver despendido, porque a Morte conduzi-los-á, um a um, à minha presença. Este decreto divino funcionará para cada pessoa, em particular, até que meus filhos, individualmente, aprendam a servir por amor à felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui.

Desde então, a maioria das criaturas passou a trabalhar por dedicação ao dinheiro, que é de propriedade exclusiva do Senhor, da aplicação do qual cada homem e cada mulher prestarão contas a Ele mais tarde.



Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 04 de Abril de 2012, 06:29
                           
                                                  Queridos amigos visitantes
                                (http://perolascraps.p.e.pic.centerblog.net/16638e2f.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovLyZxdW90O2h0dHA6Ly9wZXJvbGFzY3JhcHMuY2VudGVyYmxvZy5uZXQmcXVvdDs=)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: 15in em 04 de Abril de 2012, 23:37
Reza a lenda que o Cartola escreveu essa música para sua filha, que decidiu – segundo ele muito jovem – sair de casa para viver com um namorado. É uma obra prima da música popular brasileira.


     O MUNDO É UM MOINHO

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés.

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abraços fraternos
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: 15in em 04 de Abril de 2012, 23:45
 Há alguns anos, surgiu uma história que explicaria a música Flor de Lis, de Djavan. E-mails diziam que Djavan havia sido casado com uma Maria, e que eles teriam uma filha, a qual dariam o nome de Margarida. Teriam acontecido complicações na hora do parto e Djavan teria que escolher entre a mulher e a filha. Porém, por uma infelicidade do destino, as duas acabaram morrendo.


Valei-me Deus
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.

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abraços fraternos
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 05 de Abril de 2012, 00:36
Olá queridos Amigos Katiatog, 15in e demais que nos acompanham...


A colaboração de todos com a postagem de interessantes lendas enriquece o tópico e agradecemos o carinho recebido...


Paz e luz!!!



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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 05 de Abril de 2012, 01:00
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A Lenda do Amor


Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.

A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era o Amor.

Quem nada produzia, quem não possuia coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu Amor. O Amor era simbolizado por um floquinho de algodão.

Muitas vezes era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu Amor, pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou em outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia convenceu um pequeno garoto à não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar Amor e, em pouquíssimo tempo, sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, às pessoas começaram a guardar o pouco Amor que tinham e toda a harmonia da cidade desapareceu. Surgiram a ganância, a desconfiança, o primeiro roubo, o ódio, a discórdia, as pessoas se ofenderam pela primeira vez e passaram a ignorar-se pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a se sentir-se triste e sózinho, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu amor.

A todos que dava Amor, apenas dizia:
- Obrigado por receber meu Amor.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último Amor, sem receber um só de volta.

Sem que tivesse tempo de sentir-se sózinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu Amor. Um outro fez o mesmo... Mais outro... E outro...

Até que, definitivamente, a aldeia voltou ao normal e o Amor voltou a ser distribuído.

Não devemos fazer as coisas pensando em receber algo em troca. Mas devemos, sempre, lembrar que os outros existem. O sentimento sincero nos é oferecido espontaneamente. Aqueles que te quiserem bem se lembrarão de você. Receber sem cobrar é mais verdadeiro...

Receber Amor é muito bom. E o simples gesto de lembrar que alguém existe é a forma mais simples de fazê-lo.

Este é o meu floquinho para você !!!

Não acumule seus floquinhos... Distribua-os a todos... Eles podem ser na forma de um abraço, um beijo, um aperto de mão, um telefonema, uma oração, uma carta e também um e-mail ! Distribua...

E lembre-se: Nunca guarde o Amor que você tem! É dando Amor, que se recebe Amor!!!






- autoria desconhecida -
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2012, 03:55
             
                             (http://i1192.photobucket.com/albums/aa340/elliefan3/holidays/MotherEllie.png)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2012, 04:00
                               
                            (http://img1.recadosonline.com/617/001.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jbGlja3JlY2Fkb3MuY29t)




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Agradeço o carinho e as contribuições de 15in e da amiga Macili

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2012, 04:06
                                 (http://img1.recadosonline.com/744/099.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zb25saW5lLmNvbQ==)




Perto de Deus



Entre a alma, prestes a reencarnar na Terra, e o Mensageiro Divino travou-se expressivo diálogo:

– Anjo bom – disse ela –, já fiz numerosas romagens no mundo. Cansei-me de prazeres envenenados e posses inúteis... Se posso pedir algo, desejaria agora colocar-me em serviço, perto de Deus, embora deva achar-me entre os homens...

– Sabes efetivamente a que aspiras? que responsabilidade procuras? – replicou o interpelado. – Quando falham aqueles que servem à vida, perto de Deus, a obra da vida, em torno deles, é perturbada nos mais íntimos mecanismos.

– Por misericórdia, anjo amigo! Dar-me-ás instruções...

– Conseguirás aceitá-las?

– Assim espero, com o amparo do Senhor.

– O Céu, então, conceder-te-á o que solicitas.

– Posso informar-me quanto ao trabalho que me aguarda?

– Porque estarás mais perto de Deus, conquanto entre os homens, recolherás dos homens o tratamento que eles habitualmente dão a Deus...

– Como assim?

– Amarás com todas as fibras de teu espírito, mas ninguém conhecerá, nem te avaliará as reservas de ternura!... Viverás abençoando e servindo, qual se carregasses no próprio peito a suprema felicidade e o desespero supremo. Nunca te fartarás de dar e os que te cercarem jamais se fartarão de exigir...

– Que mais?

– Dar-te-ão no mundo um nome bendito, como se faz com o Pai Celestial; contudo, qual se faz igualmente até hoje na Terra com o Todo-Misericordioso, reclamar-se-á tudo de ti, sem que se te dê coisa alguma. Embora detendo o direito de fulgir à luz do primeiro lugar nas assembléias humanas, estarás na sombra do último... Nutrirás as criaturas queridas com a essência do próprio sangue; no entanto, serás apartada geralmente de todas elas, como se o mundo esmerasse em te apunhalar o coração.Muitas vezes, serás obrigada a sorrir, engolindo as próprias lágrimas, e conhecerás a verdade com a obrigação de respeitar a mentira... Conquanto venhas a residir no regozijo oculto da vizinhança de Deus, respirarás no fogo invisível do sofrimento!...

– Que mais?

– Adornarás as outras criaturas para que brilhem nos salões da beleza ou nos torneios da inteligência; entretanto, raras te guardarão na memória, quando erguidas ao fausto do poder ou ao delírio da fama. Produzirás o encanto da paz; todavia, quando os homens se inclinem à guerra, serás impotente para afastar-lhes o impulso homicida... Por isso mesmo, debalde chorarás quando se decidirem ao extermínio uns dos outros, de vez que te acharás perto do Todo-Sábio e, por enquanto, o Todo-Sábio é o Grande Anônimo entre os povos da Terra...

– Que mais?

– Todas as profissões no Planeta são honorificadas com salários correspondentes às tarefas executadas, mas o teu ofício, porque estejas em mais íntima associação com o Eterno e para que não comprometas a Obra da Divina Providência, não terá compensações amoedadas. Outros seareiros da Vinha Terrestre serão beneficiados com a determinação de horários especiais; contudo, já que o Supremo Pai serve dia e noite, não disporás de ocasiões para descanso certo, porquanto o amor te colocará em permanente vigília!... Não medirás sacrifícios para auxiliar, com absoluto esquecimento de ti; no entanto, verás teu carinho e abnegação apelidados, quase sempre, por fanatismo e loucura... Zelarás pelos outros, mas os outros muito dificilmente se lembrarão de zelar por ti... Farás o pão dos entes amados...Na maioria das circunstâncias, porém, serás a última pessoa a servir-se dos restos da mesa, e, quando o repouso felicite aqueles que te consumirem as horas, velarás, noite adentro, sozinha e esquecida, entre a prece e a aflição... Espiritualmente, viverás mais perto de Deus, e, em razão disso, terás por dever agir com o ilimitado amor com que Deus ama...

– Anjo bom – disse a Alma, em pranto de emoção e esperança –, que missão será essa?

O Emissário Divino endereçou-lhe profundo olhar e respondeu num gesto de bênção:

– Serás mãe!...


Livro: Estante da vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Irmão X. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zb25saW5lLmNvbQ==)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2012, 05:07
                           (http://i339.photobucket.com/albums/n446/171921anjos/anjoiluminado.gif)



O Servo Feliz



Certo dia, chegaram ao Céu um Marechal, um Filósofo, um Político e um Lavrador.

Um Emissário Divino recebeu-os, em elevada esfera, a fim de ouvi-los.

O Marechal aproximou-se, reverente, e falou:

- Mensageiro do Comando Supremo, venho da Terra distante. Conquistei muitas medalhas de mérito, venci numerosos inimigos, recebi várias homenagens em monumentos que me honram o nome.

- Que deseja em troca de seus grandes serviços? - indagou o Enviado.

- Quero entrar no Céu.

O Anjo respondeu sem vacilar:

- Por enquanto, não pode receber a dádiva. Soldados e adversários, mulheres e crianças chamam-no insistentemente da Terra. Verifique o que alegam de sua passagem pelo mundo e volte mais tarde.

O Filósofo acercou-se do preposto divino e pediu:

- Anjo do Criador Eterno, venho do acanhado círculo dos homens. Dei às criaturas muita matéria de pensamento. Fui laureado por academias diversas. Meu retrato figura na galeria dos dicionários terrestres.

- Que pretende pelo que fez? - perguntou o Emissário.

- Quero entrar no Céu.

- Por agora, porém - respondeu o mensageiro sem titubear -, não lhe cabe a concessão. Muitas mentes estão trabalhando com as idéias que você deixou no mundo e reclamam-lhe a presença, de modo a saberem separar-lhe os caprichos pessoais da inspiração sublime. Regresse ao velho posto, solucione seus problemas e torne oportunamente.

O Político tomou a palavra e acentuou:

- Ministro do Todo-Poderoso, fui administrador dos interesses públicos. Assinei várias leis que influenciaram meu tempo. Meu nome figura em muitos documentos oficiais.

- Que pede em compensação? - perguntou o Missionário do Alto.

- Quero entrar no Céu.

O Enviado, no entanto, respondeu, firme:

- Por enquanto, não pode ser atendido. O povo mantém opiniões divergentes a seu respeito. Inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura e esses clamores chegam até aqui.

Retorne ao seu gabinete, atenda às questões que lhe interessam a paz Íntima e volte depois.

Aproximou-se, então, o Lavrador e falou, humilde:

- Mensageiro de Nosso Pai, fui cultivador da terra... plantei o milho, o arroz, a batata e o feijão. Ninguém me conhece, mas eu tive a glória de conhecer as bênçãos de Deus e recebê-las, nos raios do Sol, na chuva benfeitora, no chão abençoado, nas sementes, nas flores, nos frutos, no amor e na ternura de meus filhinhos...

O Anjo sorriu e disse:

- Que prêmio deseja?

O Lavrador pediu, chorando de emoção:

- Se Nosso Pai permitir, desejaria voltar ao campo e continuar trabalhando. Tenho saudades da contemplação dos milagres de cada dia... A luz surgindo no firmamento em horas certas, a flor desabrochando por si mesma, o pão a multiplicar-se!... Se puder, plantarei o solo novamente para ver a grandeza divina a revelar-se no grão, transformado em dadivosa espiga... Não aspiro a outra felicidade senão a de prosseguir aprendendo, semeando, louvando e servindo!...

O Mensageiro Espiritual abraçou-o e exclamou, chorando igualmente, de júbilo:

- Venha comigo! O Senhor deseja vê-lo e ouvi-lo, porque diante do Trono Celestial apenas comparece quem procura trabalhar e servir sem recompensa.



Psicografia de Francisco Cândido Xavier.  Pelo Espírito Neio Lúcio.
Livro: Alvorada Cristã.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2012, 00:25
Querida Amiga Katiatog,


Possamos aproveitar os momentos preciosos de exercitar o amor ao próximo,
envolvendo-nos nessa energia maravilhosa.

Paz e luz!!!




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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2012, 00:30
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A lenda das duas tílias



Conta-se que, no pórtico da cidade de Listra, na Velha Grécia, havia duas tílias plantadas.

Os ramos das imensas árvores se enroscavam uns aos outros, parecendo uma única copa dotada de dois troncos.

Um dia, um ilustre visitante passou por ali e quis saber sobre as árvores de galhos entrelaçados.

Viu, perto dali, uma mulher da região, que recolhia água de um velho poço, e lhe perguntou sobre as árvores singulares.

A mulher, sentindo-se homenageada pela curiosidade do estrangeiro, deteve-se e começou a contar:

Dizem, senhor, que nos idos tempos da Licaônia, depois que os deuses a construíram, resolveram vir visitá-la para saber se as coisas aqui estavam correndo bem.

Dois desses deuses: o pai dos deuses, Júpiter e o seu auxiliar direto, Mercúrio, se transformaram em pessoas humanas comuns.

Vistoriaram toda a região e, ao entardecer daquele dia, os dois deuses começaram a bater nas portas das casas, mas nenhum dos habitantes de Listra lhes oferecia pousada.

Então eles foram se afastando. E, nos confins da Licaônia chegaram a um casebre em ruínas. Era uma casa muito velha, muito tosca.

Bateram na porta e uma mulher idosa, muito idosa, veio atender. Era Balsis, uma pastora da região, esposa de um lavrador que ainda se encontrava no campo.

Ao ouvir os dois homens lhe pedirem guarida, Balsis foi tocada em seu sentimento e abriu-lhes as portas, fê-los entrar e serviu-lhes água fresca, enquanto dialogavam.

Logo depois, seu esposo Fílemon chegou dos campos e se somou à alegria da esposa em poder hospedar aqueles homens que andaram pelas estradas durante todo o dia.

Não tinham muito para ofertar, mas Balsis pediu ao esposo que fosse até a horta e colhesse algumas verduras para preparar um caldo e oferecer aos hóspedes.

Balsis puxou, de junto da parede, a única mesa que tinha no casebre. Uma mesa velha, de tampo esburacado.

Recobriu-a com a única toalha que tinha, guardada para ocasiões muito especiais, enquanto Fílemon retirou do armário alguns frutos secos, que Balsis mesma preparara e uma bilha de vinho.

Após, sentaram-se junto com os dois visitantes para o rico banquete da família pobre.

Começaram a tomar o caldo, a se alimentar com os frutos secos e perceberam, os dois velhos que, quando Júpiter e Mercúrio se serviam do vinho, quanto mais vinho retiravam da bilha, mais vinho aparecia nela.

Entreolharam-se e se deram conta de que essa era uma prerrogativa dos deuses. Aquilo em que eles tocassem se multiplicava.

Júpiter percebeu e deu-se a conhecer. Apresentou Mercúrio, que era considerado deus dos oradores e pediu aos velhos que não contassem a ninguém sobre suas estadas ali.

No dia imediato, antes de se despedirem, Júpiter abraçou os dois velhos e lhes fez uma proposta:

"Pela gentileza da hospedagem, pela boa vontade que nos apresentaram, eu gostaria de deixá-los à vontade para pedir o que quiserem e eu lhes garanto realizar."  Era o deus dos deuses que estava oferecendo o que eles quisessem.

Fílemon olhou a esposa e essa lhe retribuiu o olhar. Eram velhos, tinham vivido na pobreza desde a juventude, quando se casaram.

Aquela idade não lhes pedia mais nada. Fílemon disse a Júpiter que não necessitavam de coisa alguma.

Mas Balsis lembrou-se de um detalhe. Segurou o braço do marido, voltou-se para Júpiter e disse-lhe:

"Senhor, já que nós podemos pedir-lhe alguma coisa, eu gostaria de rogar que não permitisse que um de nós chore a morte do outro. Gostaríamos de pedir-lhe que quando um de nós tombe nas mãos da morte, o outro possa acompanhar imediatamente, para que não chore um pelo outro."

Lágrimas escorreram pelas faces de Júpiter. O pai dos deuses emocionou-se e garantiu-lhe que o seu pedido seria atendido.

No dia em que Fílemon tombou, arrastado pelas mãos da morte, Balsis tombou sobre seu corpo.

E Júpiter, para homenagear o amor de ambos, plantou-os no pórtico da cidade de Listra, na entrada da Licaônia, e os converteu em duas tílias, que estão floridas quase o ano inteiro.

 

Isso tudo para dizer que o amor é assim, é capaz de estar sempre florido, é capaz de doar-se perpetuamente.

 

Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Raul Teixeira, no Teatro da FEP, em 14 de dezembro de 2002.
Em 06.02.2012.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 29 de Maio de 2012, 23:12
                                     (http://i216.photobucket.com/albums/cc22/rhythmtap2007/good-night.jpg)
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 29 de Maio de 2012, 23:16
                                                       Querida amiga Macili

                                     (http://img1.recadosonline.com/116/043.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zZ2xpdHRlci5jb20=)

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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 29 de Maio de 2012, 23:23
                                                     
                                                  (http://i374.photobucket.com/albums/oo183/hikari_miyako/Immy/boywithbook.jpg)



A História do Livro
 


O mundo vivia em grandes perturbações.

As criaturas andavam empenhadas em conflitos constantes, assemelhando-se aos animais ferozes, quando em luta violenta.

Os ensinamentos dos homens bons, prudentes e sábios eram rapidamente esquecidos, porque, depois da morte deles, ninguém mais lhes lembrava a palavra orientadora e conselheira.

A Ciência começava com o esforço de algumas pessoas dedicadas à inteligência; entretanto, rapidamente desaparecia porque lhe faltava continuidade. Era impraticável o prosseguimento das pesquisas louváveis, sem a presença dos iniciadores.

Por isso, o povo, como que sem luz, recaía sempre nos grandes erros, dominado pela ignorância e pela miséria.

Foi então que o Senhor, compadecendo-se dos homens, lhes enviou um tesouro de inapreciável importância, com o qual se dirigissem para o verdadeiro progresso.

Esse tesouro é o livro. Com ele, apareceu a escola, com a escola, a educação foi consolidada na Terra e, com a educação, o povo começou a livrar-se do mal, conscientemente.

Muitos homens de cérebro transviado escrevem maus livros, inclinando a alma do mundo ao desespero e à ironia, ao desânimo e à crueldade, mas, as páginas dessa natureza são apressadamente esquecidas, porque o livro é realmente uma dádiva de Deus à Humanidade para que os grandes instrutores possam clarear o nosso caminho, conversando conosco, acima dos séculos e das civilizações.

É pelo livro que recebemos o ensinamento e a orientação, o reajuste mental e a renovação interior.

Dificilmente poderíamos conquistar a felicidade sem a boa leitura. O próprio Jesus, a fim de permanecer conosco, legou-nos o Evangelho de Amor, que é, sem dúvida, o Livro Divino em cujas lições podemos encontrar a libertação de todo o mal.


Livro: Pai Nosso.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Meimei.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 30 de Maio de 2012, 14:16
Querida Amiga Katiatog,


É muito bom ter a sua presença ao meu lado...




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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 30 de Maio de 2012, 14:41
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A Lenda da Guerra



Quando o primeiro pastor de almas se elevou da Terra, no carro da morte, o Senhor esperou-o no Trono de Justiça e Misericórdia, de modo a ouvir-lhe o relatótio alusivo às ovelhas do mundo.

Nos céus, aves felizes entoavam cânticos à paz, enquanto serafins tangiam harmoniosas citaras ao longe...

Tudo era esperança e júbilo no paraíso; no entanto, o pastor, que fora também no Planeta Terrestre o primeiro homem bom, trazia consigo dolorosa expressão de amargura. Os cabelos brancos caíam-lhe em desalinho, seus pés e mãos tinham marcas sangrentas e de seus olhos fluíam lágrimas abundantes.

O Todo-Poderoso recebeu-o, surpreendido.

O ancião inclinou-se, reverente; saudou-o, respeitoso, e manteve-se em profundo silêncio.

As interrogações paternais, todavia, explodiram afetuosas.

Como seguia o rebanho da Terra? observa-se o regulamento da Natureza? atendia-se ao caminho traçado? havia suficiente respeito na vida de todos? bastante compreensão no serviço individual? – Conforme o desdobramento dos negócios terrestres, abriria novos horizontes ao progresso dos homens. O dever bem vivido conferiria mais extenso direito às criaturas.

O velhinho, contudo, ouvia e chorava.

Mais austeramente inquirido, respondeu, soluçando:

- Ai de mim, Senhor! As ovelhas que me confiastes, segundo me parece, trazem corações de animais cruéis. A maioria tem gestos de lobos, algumas revelam a dureza do tigre e outros a peçonha de víboras ingratas...

- Oh!... Oh!...

Gritos de admiração partiam de todos os lados.

De fisionomia severa, embora serena, o Senhor perguntou:

- Não têm a ovelhas a dádiva do corpo para o sublime aprendizado na escola terrestre?

- Sim – suspirou o ancião -, mas desprezam-no e insultam-no, todos os dias, através do relaxamento e da viciação.

- Não possuem a casa, o ninho doce que lhes dei?

- Mas fazem do campo doméstico verdadeiro reduto de hostilidades cordiais, no qual se combatem mutuamente, a distância do entendimento e do perdão.

- Não guardam a bênção do parentesco entre si?

- Transformam os elos consanguíneos em telas grossas de egoísmo, dentro das quais se encarneceram.

- E os filhinhos? não conservam o sorriso das crianças?

- Convertem as ovelhinhas em pequenos demônios de vaidade, que perturbam todo o rebanho no curso do tempo.

- A pátria? não lhes concedi o grande lar para a expansão coletiva?

- Cristalizam a idéia de pátria em absurdo propósito de dominação, espalhando em seu nome a miséria e a morte.

- E o amor? determinei que o amor lhes constituísse sagrada lâmpada no caminho da vida...

- Perfeitamente – prosseguiu o pastor, desalentado -; entretanto, o amor para eles representa máquina de gozar na esfera física; quando levemente contrariados em seus jogos de ilusão, odeiam e ferem...

- A verdade? – tornou o Senhor, compassivo.

- Somente acreditam nela e aceitam-na, se os seus interesses imediatos, mesmo quando criminosos, não são prejudicados.

- E não te ouvem os ensinos, inspirados por meu coração?

O velhinho sorriu pela primeira vez, em meio da infinita amargura a lhe transparecer do rosto, e acentuou:

- De modo algum. Recebem-me com indisfarçável sarcasmo. Preferem aprender em queda espetacular no despenhadeiro, que ouvir minha voz.

- Mas, não combinam entre si, quanto aos interesses de todos?

- Não. Muita vez se mordem uns aos outros.

- Não estabelecem acordos pacíficos com os vizinhos?

- Intensificam as discórdias, atiram pedras ao próximo e o crime costuma ser o juiz de suas disputas.

- Todavia – continuou o Misericordioso -, e a Natureza que os cerca? Porventura, não lhes falam ao coração a claridade do Sol, a bênçao do ar, a bondade da água, a carícia do vento, a cooperação dos animais, a proteção do arvoredo, o perfume da flores, a sabedoia da semente e a dádiva dos frutos?!...

- Infelizmente – esclareceu o ancião -, vagueiam como cegos e surdos, ante o concerto harmonioso de vossas graças, e oprimem a Natureza simbolizando gênios do mal, destruidores e despóticos.

- E a morte? – indagou o Altíssimo – não temem a justiça do fim?

- Parecem ignorá-la; peregrinam na Crosta do Planeta como duendes loucos, embriagados de ilusão, indiferentes ao vosso amor, endurecidos para com vossa orientação, despreocupados de vossa justiça...

Nesse momento, o Senhor Todo-Poderoso mostrou-se igualmente entristecido. Após meditar alguns minutos, falou ao pastor em pranto:

- Não chores, nem te desespere. Volta à Terra e retoma o teu trabalho. Outros companheiros contribuirão em teu ministério, encaminhando, corrigindo, refazendo e amando em meu nome... Alguém, contudo, estará presente no mundo, colaborando contigo e com os demais para que as minhas ovelhas infelizes compreendam a estrada do aprisco pela dor.

Em seguida, cumprindo ordens divinas, alguns anjos desceram aos infernos e libertaram perigoso monstro sem olhos e sem ouvidos, mas com milhões de garras e bocas.

Foi então que, desde esse dia, o monstro cego e surdo da guerra acompanha os pastores do bem, a fim de exterminar, em tormentas de suor e lágrimas, tudo o que, na Terra, constitua obra de vaidade e orgulho, egoísmo e tirania dos homens, contrários aos sublimes desígnios de Deus.




Irmão X   
Psicografia de Chico Xavier
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 14 de Junho de 2012, 05:44
                              (http://static.maniadescraps.com/imagens/turboscraps/quinta/quinta051.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tYW5pYWRlc2NyYXBzLmNvbQ==)

Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 14 de Junho de 2012, 05:50
                                                         Querida amiga Macili

                                       (http://static.maniadescraps.com/imagens/po111/carinho/carinho038.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tYW5pYWRlc2NyYXBzLmNvbQ==)

Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 14 de Junho de 2012, 06:05
                             (http://i108.photobucket.com/albums/n26/horse-youkai/Animals/Huntesmall.jpg)


O burro de carga



No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento.

Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentorde muitos prêmios, e disse, orgulhoso:

— Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!

—Pudera! exclamou um potro de fina origem inglesa — como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?

O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.

Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e
comentou:

—Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.

Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem
piedade:

—Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.

As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o
recinto, em companhia do chefe das cavalariças.

—Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade —informou o monarca —, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.

O empregado perguntou:

—Não prefere o árabe, Majestade?

Não, não — falou o soberano — é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.

—Não quer o potro inglês?

—De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.

—Não deseja o húngaro?

—Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.

—O jumento serviria? — insistiu o servidor atencioso.

—De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.

Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:

—Onde está o meu burro de carga?

O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.

O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.

Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.


Livro: Alvorada Cristã. Espírito: Néio Lúcio.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 14 de Junho de 2012, 15:20
Querida Amiga Katiatog e demais Irmãos e Irmãs
deste espaço de amor...


Meu carinho a todos vocês...




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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 14 de Junho de 2012, 15:27
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A Lenda da Caridade




Diz interessante lenda do Plano Espiritual que, a princípio, no mundo se espalham milhares de grupos humanos, nas extensas povoações da Terra.

O Senhor endereçava incessantes mensagens de paz e bondade às criaturas, entretanto, a maioria de desgarrou no egoísmo e no orgulho.

A crueldade agravava-se, o ódio explodia...

Diligenciando solução ao problema, o Celeste Amigo chamou o Anjo Justiça que entrou, em campo e, de imediato, inventou o sofrimento.

Os culpados passaram a resgatar, os próprios delitos, a preço de enormes padecimentos.

O Senhor aprovou os métodos da Justiça que reconheceu indispensáveis ao equilíbrio da Lei, no entanto, desejava encontrar um caminho menos espinhoso para a transformação dos espíritos sediados na Terra, já que a dor deixava comumente um rescaldo de angústia a gerar novos e pesados conflitos.

O Divino Companheiro solicitou concurso ao Anjo Verdade que estabeleceu, para logo, os princípios da advertência.

Tribunas foram erguidas, por toda parte, e os estudiosos do relacionamento humano começaram a pregar sobre os efeitos doma ledo bem, compelindo os ouvintes à aceitação da realidade.

Ainda assim, conquanto a excelência das lições propagadas repontavam dúvidas em torno dos ensinamentos de virtude, suscitando atrasos altamente prejudiciais aos mecanismos da elevação espiritual.

O Senhor apoiou a execução dos planos ideados pelo Anjo da Verdade, observando que as multidões terrestres não deveriam viver ignorando o próprio destino.

No entanto, a compadecer-se dos homens que necessitavam reforma íntima sem saberem disso, solicitou cooperação do Anjo do Amor, à busca de algum recurso que facilitasse a jornada dos seus tutelados para os Cimos da Vida.

O novo emissário criou a caridade e iniciou-se profunda transubstanciação de valores.

Nem todas as criaturas lhe admitiam o convite e permaneciam, na retaguarda, matriculados ns tarefas da Justiça e da Verdade, das quais hauriam a mudança benemérita, em mais longo prazo, mas todas aquelas criaturas que lhe atenderam as petições, passaram a ver e auxiliar doentes p obsessos, paralíticos e mutilados, cegos e infelizes, os largados à rua e os sem ninguém.

O contato recíproco gerou precioso câmbio espiritual.

Quantos conduziam alimento e agasalho, carinho e remédio para os companheiros infortunados recebiam deles, em troca, os dons da paciência e da compreensão, da tolerância e da humildade e, sem maiores obstáculos, descobriram a estrada para a convivência com os Céus.

O Senhor louvou a caridade, nela reconhecendo o mais importante processo de orientação e sublimação, a benefício de quantos usufruem a escola da Terra.

Desde então, funcionam, no mundo, o sofrimento, podando as arestas dos companheiros revoltados: a doutrinação informando aos espíritos indecisos quanto às melhores sendas de ascensão às Bênçãos Divinas; e a caridade iluminando a quantos consagram ao amor pelos semelhantes, redimindo sentimentos e elevando almas, porque, acima de todas as forças que renovam os rumos da criatura, nos caminhos, humanos, a caridade é a mais vigorosa, perante Deus, porque é a única que atravessa as barreiras da inteligência e alcança os domínios do coração.




- Meimei  &  Chico Xavier -
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 17 de Junho de 2012, 02:56
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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 17 de Junho de 2012, 03:03
                                                   Querida amiga Macili                           

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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 17 de Junho de 2012, 03:23
                           (http://i243.photobucket.com/albums/ff281/DancingLeafLotus/kaguya-hyme.jpg)


"Kaguya Hime" - A lenda da princesa Kaguya



Há muito tempo atrás, vivia um pobre lenhador que cortava bambus para vender na cidade.

Certo dia, no meio do bambuzal, ele avistou um bambu que brilhava como o ouro, tão radiante como sol!!! Achando aquilo um mistério, aproximou-se e cortou um pedaço do bambu...

Para seu espanto, no interior havia uma pequena e adorável menina!!! Até então, o velho homem e sua esposa ainda não haviam tido filhos, então ele decidiu levar a menina para sua casa e o casal com muito Amor e Carinho, criariam a linda menina, que foi adotada com o nome de Kaguya Hime.

Desse momento em diante, algo mágico começou a acontecer... Sempre que o lenhador voltava ao trabalho, encontrava em cada bambu, muitas moedas de ouro e logo tornou-se um homem rico.

Três meses depois, para espanto do casal, Kaguya Hime cresceu e tornou-se uma linda donzela.

Em pouco tempo o país inteiro tomou conhecimento da beleza inigualável de Kaguya Hime.

Assim, os pretendentes começaram a aparecer para pedir a mão de Kaguya Hime, mas ela recusou a todos.

Só que haviam cinco nobres rapazes que não desistiram de conquistar Kaguya Hime, então para livrar-se deles ela pediu um presente para cada um e prometeu casar-se com o primeiro que lhe trouxesse o que ela havia pedido...

Para o primeiro, ela pediu um vaso feito de pedras na qual seria encontrado num templo, bem no alto de uma montanha...

O rapaz foi em busca do vaso, mas não conseguiu subir a íngreme montanha... Então, para não perder a moça, resolveu levar uma falsificação do vaso. Kaguya Hime, logo percebeu o malogro e assim, recusou-se casar com o rapaz.

Para o segundo foi pedido um Ramo de Ouro que dava frutos de pérola, na qual seria encontrado na montanha Horai...

O rapaz, por ser rico, poupou seus esforços e mandou que um ouríves fizesse uma réplica perfeita do ramo. Kaguya Hime, impressionada, resolveu dar seu consentimento, mas na hora de dizer sim, apareceu o joalheiro cobrando pelo serviço feito e assim, a jovem descobriu que fora enganada e desistiu do noivado.

Para o terceiro rapaz, foi pedido o Manto Invisível de Tengo... O Tengo é uma planta mágica que habita a floresta... Mas o rapaz fracassou também.

Para o quarto rapaz, foi pedido a Moeda que brilha no pescoço do dragão... Para chegar até o dragão, o rapaz enfrentou uma violenta tempestade e acabou desistindo também.

Finalmente para o quinto rapaz, foi pedido um ninho de pássaro de espécie rara, mas o rapaz não conseguiu realizar a tarefa.

Kaguya Hime chorou muito e pediu perdão aos pais por não ter encontrado seu futuro marido ...

Os pais, muito compreensivos, consolaram a filha, dizendo que o mais importante era tê-la como filha e que um dia ela arrumaria alguém que a Amasse de verdade.

Passaram-se três anos e Kaguya Hime ainda continuava cada vez mais bela...

Numa noite de primavera, Kaguya Hime estava triste olhando fixamente para a lua cheia... Ela abaixou a cabeça e lágrimas caíram de sua face. Os pais, preocupados, perguntaram o que havia de errado com ela. Kaguya Hime olhou novamente para o céu e respondeu:

"Eu Amo Muito Vocês e sou muito grata pelo grande Amor que dedicaram à mim... Mas já está na hora de vocês saberem a verdade... Eu pertenço a um mundo diferente... Sou a Princesa da Lua. Fui enviada pelo meu rei para viver aqui na Terra e dar uma vida mais digna à vocês... Mas agora fui comunicada que devo partir, pois minha Missão está cumprida..."

Os pais choraram desesperadamente e pediram para que a filha não os abandonassem, mas foi em vão...

Kaguya Hime agradeceu aos velhinhos e despediu-se...

Em seguida, a Lua começou a brilhar...

Mensageiros vestidos com roupas brilhantes desceram sobre as nuvens... Kaguya Hime vestiu um Manto de plumas, olhou para os pais adotivos, deixou uma lágrima rolar em seu rosto... e subiu aos céus...

Assim, desse dia em diante, em todas as noites de Lua Cheia o casal olha para o céu e vê o rosto de sua adorada filha, sorrindo e deixando a Lua cada vez mais bela!!!



Fonte: P-dacinho do Japão
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: katiatog em 17 de Junho de 2012, 05:29
                                  (http://i394.photobucket.com/albums/pp28/MihaelJeevas/Anime%20Pictures/King1.jpg)


A Decisão Sábia



Em tempos recuados, existiu um rei pode­roso e bom, que se fizera notado pela sabedoria.

Convidado a verificar, solenemente, a inven­ção de um súdito, cuja cabeça era um prodígio na matemática, compareceu em trajes de honra à festa em que o novo aparelho seria apresen­tado.

O calculista, orgulhoso, mostrou a obra que havia criado pacientemente. Tratava-se de largo tabuleiro forrado de veludo negro, cercado de pequenas cavidades, sustentando regular coleção de bolas de madeira colorida. Acionadas por longos tacos de marfim, essas bolas rolavam na direção das cavidades naturais, dando ensejo a um jogo de grande interesse pela expectação que provocava.

Revestiu-se a festa de brilho indisfarçável.

Contendores variados disputaram partidas de vulto.

Dia inteiro, grande massa popular rodeou o invento, comendo e bebericando.

O próprio monarca seguiu a alegria geral, dando mostras de evidente satisfação. Serviu-se, ao almoço, junto às grandes bandejas de carne, pão e frutos, em companhia dos amigos, e aplau­dia, contente, quando esse ou aquele participante do novo e inocente jogo conseguia posição inve­jável perante os companheiros.

À tardinha, encerrada a curiosidade geral, o inventor aguardou o parecer do soberano, com inexcedível orgulho. Aglomerou-se o povo, igual­mente, a fim de ouvi-lo.

Não se cansava o público de admirar o jogo efetuado, através de cálculos divertidos.

Despedindo-se, o rei levantou-se, fêz-se visto de todos e falou ao vassalo inteligente:

— Genial matemático: a autoridade de mi­nha coroa determina que sua obra de raciocínio seja premiada com cem peças de ouro que os cofres reais levarão ao seu crédito, ainda hoje, em homenagem à sua paciência e habilidade. Essa remuneração, todavia, não lhe visa sômente o valor pessoal, mas também certos benefícios que a sua máquina vem trazer a muitos homens e mulheres de meu reino, menos afeitos às vir­tudes construtivas que todos devemos respeitar neste mundo. Enquanto jogarem suas bolas de madeira, possivelmente muitos indivíduos, cujos instintos criminosos ainda se acham adormeci­dos, se desviarão do delito provável e muitos caçadores ociosos deixarão em paz os animais amigos de nossas florestas.

O monarca fêz comprida pausa e a multidão prorrompeu em aplausos delirantes.

Via-se o inventor cercado de abraços, quan­do o soberano recomeçou:

- Devo acrescentar, porém, que a sabedoria de meu cetro ordena que o senhor seja punido com cinquenta dias de prisão forçada, a fim de que aprenda a utilizar sua capacidade intelectual em benefício de todos. A inteligência humana éuma luz cuja claridade deve ser consagrada à cooperação com o Supremo Senhor, na Terra. Sua invenção não melhora o campo, nem cria trabalho sério; não ajuda as sementes, nem ampara os animais; não protege fontes, nem conserva estradas; não colabora com a educação, nem serve aos ideais do bem. Além disto, arrasta centenas de pessoas, qual se verificou neste dia, conosco, a perderem valioso tempo na expecta­tiva inútil. Volte aos seus abençoados afazeres mentais, mesmo no cárcere, e dedique sua inte­ligência a criação de serviço e utilidades em proveito de todos, porque, se o meu poder o recompensa, a minha experiência o corrige.

Quando o rei concluiu e desceu da tribuna, o inventor se fizera muito pálido, o povo não bateu palmas; entretanto, toda gente aprendeu, na decisão sábia do grande soberano, que nin­guém deve menosprezar os tesouros da inteli­gência e do tempo sobre a Terra.



Livro: Alvorada Cristã.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.  Pelo Espírito Neio Lúcio.
Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 17 de Junho de 2012, 20:02
Querida Amiga e Irmã Katiatog,


Na estrada da vida, lentamente semeamos as nossas amizades,
e a colheita abençoada se dá através do amor mutuamente compartilhado.

Amo a nossa amizade...   




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Título: Re: Lendas e estórias encantadas
Enviado por: macili em 17 de Junho de 2012, 20:17
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Saindo do Poço



Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo.

O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto.

Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço.

Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. - Convidou o sapo lá embaixo.

O que tem aí? - perguntou o de cima.

Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu.

O sapo da terra suspirou.

Amigo, você não sabe nada. Você não tem idéia do que é o mundo.

O sapo do poço não gostou daquela observação.

Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo.

Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme.

O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo era verdade.

Haveria um mundo maior lá em cima?

O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo.

Por que nunca me disse? - perguntou o sapinho, desapontado.

Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair.

Eu posso! Eu consigo sair! - falou o sapinho.

E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando.

Não adianta, filho. - tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz.

Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! - chorava o filhote.

E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho.



*   *   *


Um pobre camponês de apenas 8 anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai.

Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações.

Pai, estamos em um poço? - perguntava.

Depende do ponto de vista. - respondia o pai.

Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída.

Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe.

Pedia pela saúde de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo.

Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família.

Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos.

Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação levá-lo para bem longe.

Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida.

Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do Mundo.

Um dia, ele se tornaria amigo do Presidente e da Primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos.

Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung.

Li Cunxin saiu do poço.



*   *   *


Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e vivas as suas esperanças.

O amanhã é sempre um dia a ser conquistado!

Pense nisso!




Redação do Momento Espírita com base no
 cap. 3 do livro Adeus, China – O último
bailarino de Mao, de Li Cunxin.