Forum Espirita

GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 21:58

Título: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 21:58
(http://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/80/0e/84/800e84658c3e6933e4253c40336a241d.jpg)


No campo do mundo



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"Comparações de Emmanuel sobre a vida humana e o campo do mundo;
psicografadas em reunião pública do Centro Espírita Luiz Gonzaga,
na cidade de Pedro Leopoldo/MG, em 1950".



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




A vida humana é semelhante ao campo comum.

Ao longo de seus vales e montes, encontramos variada flora espiritual.

Nas existências afortunadas e inúteis, vemos frondosas árvores infrutíferas.

Nas almas em sofrimentos, sentimos a poda que melhora a colheita.

Nos corações enrijecidos pelo desencanto, reconhecemos galhos secos ao sopro frio do inverno.

Nos preconceitos e melindres pessoais que impedem a visão da realidade, anotamos a tiririca invasora que habitualmente destrói lavouras e jardins.

Na tristeza e no desânimo, observamos o cupim e o charco prejudiciais, adiando a produção enobrecedora do solo.

Nas recordações enfermiças, identificamos a hera asfixiante.

Nas palavras primorosas, sem atos que as materializem, a benefício das criaturas, catalogamos as belas plantas parasitárias, que exibem flores extravagantes sem proveito.

Nos oportunistas sem mérito, surpreendemos o cipó viridente e florido na copa da palmeira, de onde será apeado, a qualquer momento, sem altura própria.

Nos sonhos mortos, registramos as raízes cadaverizadas do chão.

O espírito juvenil - chama que independe da forma, do tempo e do espaço, - é a claridade de hoje, expandindo-se na direção de amanhã.

Conservemos, inalteráveis, a atividade, a esperança e o entusiasmo na extensão da Boa Nova.

Aqueles que não desistem de aprender e servir com Jesus, em quaisquer circunstâncias, são os ramos da vida eterna, florindo e frutificando, sem cessar, na seara do bem infinito.

Discípulos de um Mestre, cujo amor jamais envelhece, permaneçamos em sua vanguarda de trabalho e abnegação pelo aperfeiçoamento da Humanidade inteira.

Cristo ontem, hoje e amanhã...

Incorporados, todos nós, ao vigor imperecível do Evangelho, que o privilégio de segui-lo, no campo ilimitado da vida, à plena luz da verdade, seja nossa constante alegria, na grandeza do Sempre.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Emmanuel
(* Ao tempo da psicografia, a imprensa de Belo Horizonte,
por equívoco, publicou a presente mensagem sob o título
"No Campo da Vida" - Nota do médium)



Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 22:08
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/a5/7a/62/a57a621f6a494f5fa0c2b15f9c2cfc52.jpg)



Jesus



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra. Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se nova torrente de esperanças e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o mestre entre os homens a sua Boa-Nova. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade infinita.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier
livro: Antologia Mediúnica do Natal
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 22:18
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/2d/80/90/2d8090b5b892a44ab825488fae65cfcc.jpg)




Jesus veio



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,
fazendo-se semelhante aos homens." - Paulo (Filipenses, 2:7.)



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra.

Entretanto, tais reclamações não são justas.

Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens."

Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.

O exemplo de Jesus, nesse particular, representa a lição demasiado profunda.

Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.

Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.

Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.

Recorda a demonstração do Mestre Divino.

Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Emmanuel (Espírito) e Francisco Cândido Xavier (Médium)
livro: Caminho, Verdade e Vida
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 22:38
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/e8/a9/01/e8a901695520181c6e5495acc31ec0bd.jpg)



Hegemonia de Jesus



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que,
antes que Abraão existisse, eu sou." - (João, 8:58.)



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



É impossível localizar o Cristo na História, à maneira de qualquer personalidade humana.

A divina revelação de que foi Emissário Excelso e o harmonioso conjunto de seus exemplos e ensinos falam mais alto que a mensagem instável dos mais elevados filósofos que visitaram o mundo.

Antes de Abraão, ou precedendo os grandes vultos da sabedoria e do amor na História mundial, o Cristo já era o luminoso centro das realizações humanas. De sua misericórdia partiram os missionários da luz que, lançados ao movimento da evolução terrestre, cumpriram, mais ou menos bem, a tarefa redentora que lhes competia entre as criaturas, antecedendo as eternas edificações do Evangelho.

A localização histórica de Jesus recorda a presença pessoal do Senhor da Vida. O Enviado de Deus, o Tutor Amoroso e Sábio, veio abrir caminhos novos e estabelecer a luta salvadora para que os homens reconheçam a condição de eternidade que lhes é própria.

Os filósofos e amigos ilustres da Humanidade falaram às criaturas, revelando em si uma luz refratada, como a do satélite que ilumina as noites terrenas; os apelos desses embaixadores dignos e esclarecidos são formosos e edificantes; todavia, nunca se furtam à mescla de sombras.

A vinda do Cristo, porém, é diversa. Em sua Presença Divina temos a fonte da verdade positiva, o sol que resplandece.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Emmanuel (Espírito) e Chico Xavier (médium)
obra: Caminho, Verdade e Vida
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 22:56
(http://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/69/7a/cf/697acfe5e7b7d506e4ccd86262fc89cb.jpg)




Vencedor Incomparável



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O cadáver das nações vencidas encontrava-se exposto em decomposição moral, devorado pelos abutres do poder transitório, sucedidos sempre pelos momentaneamente mais fortes.

Naqueles dias, as legiões romanas esmagavam o mundo conhecido, enquanto a decadência moral tomava conta da capital do Império e se espalhava por toda parte.

A degradação humana atingira o clímax da sua degenerescência.

A sombra do terror diminuía a claridade do sol do discernimento e a crueldade reinava soberana em todo luar, devorando aqueles que se lhe faziam vítimas, sendo substituída pelas mais terríveis manifestações de selvageria.

As musas haviam-se refugiado no Parnaso e os deuses do bem e da justiça, da harmonia e da ética, que sempre eram cantados nas expressões da beleza, foram expurgados da sociedade, que agora cultivava as paixões bélicas e as transitórias forças do poder exaustivo.

Deus silenciara a sua mensagem de amor nos penetrais do infinito, e mesmo Israel, que afirmava cultuá-lo, sentia-lhe a ausência, dominado pelas ambições desmedidas e orgulhosas das suas tradições.

O crime campeava à solta e os mais vis conciliábulos eram firmados entre os triunfadores de um dia.

Nesse clima de hediondez veio, então, Jesus, confirmando a promessa apresentada pelos profetas do passado, a fim de inaugurar a Era do amor, visando modificar a estrutura moral da sociedade para sempre.

Um pouco antes, enviados especiais nas artes e na cultura enriqueceram o Império romano com beleza, diminuindo a arbitrariedade dominante e, ao mesmo tempo, preparando o advento do Evangelho de luz e de misericórdia.

De um lado, a barbárie em predomínio, enquanto, de outro, o raiar de glorioso amanhecer de bênçãos.

Desprezando as honrarias do mundo e as ilusões vigentes, Jesus nasceu na pobreza e dignificou a simplicidade, demonstrando que o maior poder existente, o que perdura para sempre, é aquele que se origina nos sentimento de ternura e de compaixão, renovando as ressequidas searas do coração desolado...

A partir de então, nunca mais a Humanidade seria a mesma.

Por mais teimassem os destruidores da esperança e os zombadores do bem, a sua mensagem penetraria o âmago das criaturas que, mesmo destituídas, no momento, da capacidade de entendê-la para modificar-se, ficariam ensementadas para o futuro por todo o sempre.

Tocados por esse fluxo divino, renasceriam nas páginas sombrias da História do futuro, deixando as imorredouras lições da fraternidade e do sacrifício como normativas felizes para o triunfo sobre todas as paixões asselvajadas.

Por essa razão, nos dias atuais, quando as paisagens humanas encontram-se devoradas pelo fogo da insensatez e do orgulho, da violência e dos descalabros morais, ressurgem do silêncio dos túmulos as vozes da imortalidade, entoando o hino de compaixão e de caridade para com todas as criaturas terrestres.

Repontam, em toda parte, aqueles mesmos Espíritos que ouviram a mensagem no passado e não a souberam vivenciar, agora habilitados para transmiti-la aos ouvidos e aos corações dos sofredores de todo jaez.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Jamais a sociedade recebera no seu seio alguém semelhante a Jesus.

A sua presença incomum dividiu os períodos históricos, tornando-se imorredoura na memória e no comportamento de todos os tempos.

Adulterada, a fim de atender às conveniências de alguns daqueles que se lhe diziam vinculados, utilizada como arma de vingança e de destruição pelos insensatos mistificadores que não acreditavam na sobrevivência ao túmulo, permaneceu incorruptível na memória dos tempos, a fim de ser reapresentada pelos imortais, por Ele enviados, para inaugurar a Era do Consolador que prometera, antes da partida...

... E ao retornar a sinfonia de incomparável beleza, que o mundo parecia haver esquecido, aqueles que o ouviram e não seguiram ou o acompanharam, segundo os próprios interesses, levantaram-se para apresentá-la ao mundo contemporâneo, rico de inteligência e saber, mas sofrido e desgastado nas emoções superiores, asfixiadas pelos vícios e comprometimentos infelizes.

Sendo o Espiritismo, que a desvela, a Doutrina dos que vivem além da sepultura, ninguém o pode deter, nem o conspurcar, conforme o fizeram com a mensagem inicial.

É certo que tentarão reverter a ordem dos ensinamentos, adaptando-os aos infiéis conteúdos do passado, que procurarão apresentar desvios de condutas próprias às alucinações da época, porém, sem o êxito a que se propõem, porque os Espíritos, que sopram em toda parte, demonstrarão os equívocos hediondos e manterão puros os paradigmas e as lições de inconfundível beleza do Evangelho.

Embora estes dias se apresentem com muitas das características daqueles em que Ele viveu com as criaturas humanas, as circunstâncias são diferentes, por causa da grande transição que o planeta experiencia, deixando as sombras densas em que se encontra mergulhado para flutuar nas divinas claridades da regeneração que se aproxima.

Força alguma, de qualquer procedência, poderá impedir o processo irreversível da evolução comandada por esse Vencedor Incomparável, que transformou os braços de uma cruz de vergonha em asas luminosas de libertação perene.

O Espiritismo é a sublime realidade da volta de Jesus a todos quantos padecem injunções penosas e caminham pelas estradas difíceis da ignorância, aguardando o guia e seguro mentor.

Não havendo alternativa para que seja conseguido o significado psicológico da existência física, senão o alvo da imortalidade, é inevitável que as propostas incomparáveis do amor de Jesus encontrem ressonância no íntimo de todos e permaneçam como diretrizes de segurança emocional, para a jornada feliz.

As conquistas da Ciência, as admiráveis realizações da Tecnologia, os altos índices de conhecimento do mundo exterior, na atualidade, inevitavelmente conduzem, também, o ser humano à viagem interna, a fim de que decifre as incógnitas do sentimento e equacione os desafios existenciais, abraçando as causas do bem e da fraternidade como as mais dignas de serem vivenciadas.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Ante as dúlcidas melodias evocativas do Natal, que recorda o momento em que Jesus mergulhou nas sombras do planeta para viver com os seus discípulos, mantém-te vigilante, procurando descobrir se já o sentes nos recessos do ser e se te entregas, realmente, à sua programação.

O Natal é mais do que uma data elegida aleatoriamente no calendário, para assinalar o dia do nascimento de Jesus.

É, também, o momento em que Ele, nascendo no teu coração, passa a comandar a tua existência, nela edificando o reino de Deus que se espalhará por toda a Terra, tornando todas as criaturas melhores e mais felizes.

Felicidades, pois, no Natal e em todos os Anos Novos da tua jornada terrestre!




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Joanna de Ângelis
(página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de
11 de agosto de 2012. na residência do Dr. Epaminondas Corrêa e Silva,
em Paramirim, Bahia.)



Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 23:35
(http://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/b6/43/5d/b6435d8cd9860c9f8aa38ab083b1e4bb.jpg)




A presença de Jesus



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Somente um profundo estudo psicológico pode permitir o entendimento real, em torno do significado extraordinário da presença de Jesus, nos diferentes lugares, durante o Seu messianato.

O Ser transcendente que é, exteriorizava-se com uma força inexcedível, penetrando tudo e todos, de forma que, ao senti-lO, de imediato dava-se uma incomum transformação naqueles que O encontravam.

Ninguém, que tivesse qualquer tipo de contato com Ele, permanecia como antes. Poderia até mesmo detestá-lO, normalmente amá-lO, jamais, porém, permanecer-Lhe indiferente.

Os Espíritos infelizes sentiam-nO a distância e gritavam estentóricos: - Eu sei quem Tu és - conforme explodiu, na sinagoga, por Ele visitada, uma entidade perversa que Ele silenciou, porque ainda não era chegado o momento de desvelar-se.

Noutro ensejo, ao atravessar um antigo cemitério em Gadara, de uma das sepulturas levantou-se um obsesso e, fazendo-o estertorar, o ser que nele se agitava interrogou: - Jesus de Nazaré, que tens Tu contra nós?

Ninguém O conhecia naquelas paragens, nem mesmo sabia que lá se encontrava. Penetrando o ser hediondo. Ele o expulsou da sua vítima com acendrada misericórdia, restituindo ao enfermo o bem-estar e a paz.

Nada havia que Lhe constituísse obstáculo ao ministério do amor.

Com autoridade, enfrentou a fúria dos ventos e a agitação das ondas do mar da Galiléia, lecionando confiança irrestrita em Deus, em todas e quaisquer situações.

Multiplicou os pães e os peixes, utilizando-se dos recursos transcendentais da Natureza, ocultos ao conhecimento da época, sem alarde, com naturalidade.

Enfrentou a bazófia e a hipocrisia dos sacerdotes, dos saduceus, dos fariseus e de todos aqueles que O invejavam e O perseguiam, corajosamente, sem descer-lhes aos níveis de miserabilidade humana...

Abraçou a causa dos infelizes e dos excluídos com elevação, sem pieguismo nem receio de qualquer expressão, erguendo a voz para demonstrar que todos são filhos do mesmo Pai, embora as infelizes convenções humanas.

Sempre se manteve ativo, jamais escusando-se ao trabalho e à vivência do amor, dinamizando o serviço em favor do bem como única e exclusiva técnica para a felicidade.

Ímpar conhecedor da psique humana, nunca se utilizou da Sua elevação para criar qualquer tipo de embaraço para os amigos que O buscavam.

Absolutamente consciente da Sua missão, aceitou somente o título de Mestre, porque em verdade o é.

As criancinhas eram atraídas ao Seu regaço com encantamento, enquanto os velhinhos, enfermos e atormentados nEle encontravam amparo, ternura, renovação, entusiasmo e forças para o prosseguimento da existência.

Nunca mais, na Terra, se encontrará alguém que Lhe seja equiparado!




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



A Sua presença fez-se mais significativa, no momento em que se levantou no monte, defronte do mar gentil, de águas como um espelho refletindo o céu azul turquesa, e entoou o incomparável hino das Bem-aventuranças...

A voz, com modulação especial, cantou a sinfonia de bênçãos que modificaria todos os conceitos éticos vigentes, diante da meridiana luz do amor, conclamando à justiça, à misericórdia, à verdade...

Os pobres, os esquecidos, os vencidos, os desrespeitados e todos aqueles que eram considerados como sendo a borra da sociedade hipócrita poderiam respirar com alegria e ser felizes, a partir de então, se se resolvessem por tornar-se herdeiros do reino de Deus, cujas dimensões se encontram no coração.

Não mais se ouviria nada igual nos dias do futuro, como dantes nunca se escutara algo parecido.

A Sua majestade esplendorosa, ante a turbamulta, destacava-se emoldurada de luz, esparzindo a Sua presença por todo lado, alcançando mesmo aqueles que se encontravam fisicamente mais distantes, no cenário extraordinário da Natureza.

Não foi necessário gritar, gesticular nervosamente, impor silêncio, para fazer-se ouvido.

Enquanto os ventos suaves carreavam os doces perfumes da hora crepuscular, Sua voz macia e quente, aveludada e compassiva alcançava todas as mentes e corações, impregnando-os com a Mensagem que ficaria imortalizada nos tempos do futuro.

Nunca te afastes de Jesus!

Mesmo que te distancies por capricho, desequilíbrio e aflição, a Sua irradiação estará em torno de ti, envolvendo-te, até que te conscientizes da necessidade de absorvê-la.

Nessa sublime energia encontrarás reforço para as lutas, paz para as tribulações, esperança para os momentos difíceis, amor para repartires com todos, inclusive com aqueles que se te inimizaram e tentam criar embaraços para o teu avanço na conquista da luz.

Abre-te, portanto, às Suas lições, empenhando-te por insculpi-las no imo, vinculando-te por definitivo a Ele.

Já foste chamado para o Seu ministério, mais de uma vez, e preferiste a loucura do prazer, afastando-te do caminho renovador, sem que Ele jamais se distanciasse de ti.

Agora, encontras-te novamente convidado para o serviço de auto-iluminação. Não postergues a decisão de ser feliz. O tempo urge e, enganado pelas utopias existenciais, quando te deres conta, no crepúsculo do corpo, já não disporás de recursos para a reconquista das horas perdidas...

Pensa em Jesus, sempre que te encontres indeciso ou em sofrimento.

Liga-te a Jesus, quando experimentares solidão e abandono, recordando-te que Ele é o Amigo daqueles que não têm amigos.

Refugia-te em Jesus, toda vez que necessitares de um abrigo, de um regaço para reflexão e prece. Ele é o recanto seguro para todas as circunstâncias, especialmente as graves e angustiantes.

A presença de Jesus é a luz do mundo, que o mundo não tem sabido aproveitar, recusando-a em favor da sombra que permanece dominadora.

- Eu estarei convosco até o fim dos tempos... Ele afirmou, e as suas palavras não passam.

Recorda os conquistadores de um dia na Terra, de que a morte interrompeu o curso das vitórias mentirosas e que permanecem esquecidos, quando não detestados e vencidos.

Observa os dominadores destes dias e pensa que também eles não serão poupados pelas enfermidades, pelos ódios e pela morte que os arrebatará a todos, conduzindo somente o que realizaram e não o que acumularam na alucinação da posse.

A irradiação que deles se exterioriza provoca temor, ressentimento, ódio ou interesses imediatistas e subalternos.

Com Jesus é diferente!

Ama-O, pois, e deixa-O conduzir-te pelo caminho da liberdade no rumo de Deus.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Joanna de Ângelis
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia
21 de julho de 2007, na residência do Dr. Epaminondas Corrêa e Silva,
em Paramirim, Bahia.)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Agosto de 2015, 23:58
(http://www.rudecruz.com/imagens/sermao-da-montanha.jpeg)





Diante da Multidão




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte..." - (Mateus, 5:1.)



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.

Infelizmente, até agora, raramente a multidão tem encontrado, por parte das grandes personalidades humanas, o tratamento a que faz jus.

Muitos sobem ao monte da autoridade e da fortuna, da inteligência e do poder, mas simplesmente para humilhá-la ou esquecê-la depois.

Sacerdotes inúmeros enriquecem-se de saber e buscam subjugá-la a seu talante.

Políticos astuciosos exploram-lhe as paixões em proveito próprio.

Tiranos disfarçados em condutores envenenam-lhe a alma e arrojam-na ao despenhadeiro da destruição, à maneira dos algozes de rebanho que apartam as reses para o matadouro.

Juízes menos preparados para a dignidade das funções que exercem, confundem-lhe o raciocínio.

Administradores menos escrupulosos arregimentam-lhe as expressões numéricas para a criação de efeitos contrários ao progresso.

Em todos os tempos, vemos o trabalho dos legítimos missionários do bem prejudicado pela ignorância que estabelece perturbações e espantalhos para a massa popular.

Entretanto, para a comunidade dos aprendizes do Evangelho, em qualquer clima de fé, o padrão de Jesus brilha soberano.

Vendo a multidão, o Mestre sobe a um monte e começa a ensinar...

É imprescindível empenhar as nossas energias, a serviço da educação.

Ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar-se.

Auxiliar a todos para que todos se beneficiem e se elevem, tanto quanto nós desejamos melhoria e prosperidade para nós mesmos, constitui para nós a felicidade real e indiscutível.

Ao leste e ao oeste, ao norte e ao sul da nossa individualidade, movimentam-se milhares de criaturas, em posição inferior à nossa.

Estendamos os braços, alonguemos o coração e irradiemos entendimento, fraternidade e simpatia, ajudando-as sem condições.

Quando o cristão pronuncia as sagradas palavras "Pai Nosso", está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Emmanuel e Francisco C. Xavier
livro: Fonte Viva
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 29 de Agosto de 2015, 00:07
(https://sol2611.files.wordpress.com/2012/12/jesus-e-a-multidc3a3o.jpg?w=500&h=248)




Bem-Aventuranças



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"Bem-aventurados sereis quando os homens vos aborrecerem,
e quando vos separarem, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como mau,
por causa do Filho do homem."- Jesus. (Lucas, 6:22.)



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O problema das bem-aventuranças exige sérias reflexões, antes de interpretado por questão líquida, nos bastidores do conhecimento.

Confere Jesus a credencial de bem-aventurados aos seguidores que lhe partilham as aflições e trabalhos; todavia, cabe-nos salientar que o Mestre categoriza sacrifícios e sofrimentos à conta de bênçãos educativas e redentoras.

Surge, então, o imperativo de saber aceitá-los.

Esse ou aquele homem serão bem-aventurados por haverem edificado o bem, na pobreza material, por encontrarem alegria na simplicidade e na paz, por saberem guardar no coração longa e divina esperança.

Mas... e a adesão sincera às sagradas obrigações do título?

O Mestre, na supervisão que lhe assinala os ensinamentos, reporta-se às bem-aventuranças eternas; entretanto, são raros os que se aproximam delas, com a perfeita compreensão de quem se avizinha de tesouro imenso. A maioria dos menos favorecidos no plano terrestre, se visitados pela dor, preferem a lamentação e o desespero; se convidados ao testemunho da renúncia, resvalam para a exigência descabida e, quase sempre, ao invés de trabalharem pacificamente, lançam-se às aventuras indignas de quantos se perdem na desmesurada ambição.

Ofereceu Jesus muitas bem-aventuranças. Raros, porém, desejam-nas. É por isto que existem muitos pobres e muitos aflitos que podem ser grandes necessitados no mundo, mas que ainda não são benditos no Céu.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel e Francisco C. Xavier
livro: Pão Nosso
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 29 de Agosto de 2015, 14:42
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/0e/fd/7c/0efd7c4f84f7bfd0ce00d529399bf6f4.jpg)




Fidelidade à Deus



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Depois das primeiras prédicas de Jesus, respeito aos trabalhos ingentes que a edificação do reino de Deus exigia dos seus discípulos, esboçou-se na fraterna comunidade um leve movimento de incompreensão. Quê? pois a Boa Nova reclamaria tamanhos sacrifícios? Então o Senhor, que sondava o íntimo de seus companheiros diletos, os reuniu, uma noite, quando a turba os deixara a sós e já algumas horas haviam passado sobre o pôr do Sol.

Interrogando-os vivamente, provocou a manifestação dos seus pensamentos e dúvidas mais íntimas. Após escutar-lhes as confidências simples e sinceras, o Mestre ponderou:
- Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes. Onde o filho e o pai que não desejam estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca? Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco. Sua dedicação nos cerca os espíritos, desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e já ele nos amava. E, acaso, poderemos desdenhar a possibilidade da retribuição? Não seria repudiarmos o título de filhos amorosos, o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?

Como os discípulos o escutassem atentos, bebendo-lhe os ensinos, o Mestre acrescentou:

- Tudo na vida tem o preço que lhe corresponde. Se vacilais receosos ante as bênçãos do sacrifício e as alegrias do trabalho, meditai nos tributos que a fidelidade ao mundo exige.
Quanto pagarão, em flagelações íntimas, o vaidoso e o avarento? Qual o preço que o mundo reclama ao gozador e ao mentiroso?

Ao clarão alvacento da Lua, como pai bondoso rodeado de seus filhinhos, Jesus reconheceu que os discípulos, diante das suas cariciosas perguntas, haviam transformado a atitude mental, como que iluminados por súbito clarão.

Timidamente, Tiago, filho de Alfeu, contou a história de um amigo que arruinara a saúde, por excessos nos prazeres condenáveis.

Tadeu falou de um conhecido que, depois de ganhar grande fortuna, se havia tornado avarento e mesquinho a ponto de privar-se do necessário, para multiplicar o número de suas moedas, acabando assassinado pelos ladrões.

Pedro recordou o caso de um pescador de sua intimidade, que sucumbira tragicamente, por efeito de sua desmedida ambição.

Jesus, depois de ouvi-los, satisfeito, perguntou:

- Não achais enorme o tributo que o mundo exige dos que se apegam aos seus gozos e riquezas? Se o mundo pede tanto, por que não poderia Deus pedir-nos lealdade ao coração? Trabalhamos agora pela instituição divina do seu reino na Terra; mas, desde quando estará o Pai trabalhando por nós?

As interrogativas pairavam no espaço sem resposta dos discípulos, porque, acima de tudo, eles ouviam a que lhes dava o próprio coração. Do firmamento infinito os reflexos do luar se projetavam no lençol tranquilo do lago, dando a impressão de encantador caminho para o horizonte, aberto sobre as águas, por entre deslumbramentos de luz.

Enquanto os companheiros meditavam no que dissera Jesus, Tiago se lhe dirigiu, nestes termos:

- Mestre, tenho um amigo, de Corazim, que vos ouviu a palavra santificante e desejava seguir-vos; porém, asseverou-me que o reino pregado pela vossa bondade está cheio de numerosos obstáculos, acrescentando que Deus deve mostrar-se a nós outros somente na vitória e na ventura. Devo confessar que hesitei ante as suas observações, mas, agora, esclarecido pelos vossos ensinamentos, melhor vos compreendo e afirmo-vos que nunca esquecerei minha fidelidade ao reino!...

A voz do apóstolo, na sua confissão espontânea, se revelava tocada de entusiasmo doce e amigo e o Senhor, aproveitando a hora para a semeadura divina, exclamou, bondoso:

- Tiago, nem todos podem compreender a verdade de uma só vez. Devemos considerar que o mundo está cheio de crentes que não entendem a proteção do céu, senão nos dias de tranquilidade e de triunfo. Nós, porém, que conhecemos a vontade suprema, temos que lhe seguir o roteiro. Não devemos pensar no Deus que concede, mas no Pai que educa; não no Deus que recompensa, sim no Pai que aperfeiçoa. Daí se segue que a nossa batalha pela redenção tem de ser perseverante e sem trégua...

Nesse ínterim, todos os companheiros de apostolado, manifestando o interesse que os esclarecimentos da noite lhes causavam, se puseram a perguntar, com respeito e carinho:

- Mestre exclamou um deles - , não seria melhor fugirmos do mundo para viver na incessante contemplação do reino?...

- Que diríamos do filho que se conservasse em perpétuo repouso, junto de seu pai que trabalha sem cessar, no labor da grande família? - respondeu Jesus.

- Mas, de que modo se há de viver como homem e como apóstolo do reino de Deus na face deste mundo? - inquiriu Tadeu.

Em verdade esclareceu o Messias -, ninguém pode servir simultaneamente, a dois senhores. Fora absurdo viver ao mesmo tempo para os prazeres condenáveis da Terra e para as virtudes sublimes do céu. O discípulo da Boa Nova tem de servir a Deus, servindo à sua obra neste mundo. Ele sabe que se acha a laborar com muito esforço num grande campo, propriedade de seu Pai, que o observa com carinho e atenta com amor nos seus trabalhos. Imaginemos que esse campo estivesse cheio de inimigos: por toda parte, vermes asquerosos, víboras peçonhentas, tratos de terra improdutiva . E certo que as forças destruidoras reclamarão a indiferença e a submissão do filho de Deus; mas, o filho de coração fiel a seu Pai se lança ao trabalho com perseverança e boa-vontade. Entrará em luta silenciosa com o meio, sofrer-lhe-á os tormentos com heroísmo espiritual, por amor do reino que traz no coração, plantará uma flor onde haja um espinho; abrirá uma senda, embora estreita, onde estejam em confusão os parasitas da Terra; cavará pacientemente, buscando as entranhas do solo, para que surja uma gota d'água onde queime um deserto. Do íntimo desse trabalhador brotará sempre um cântico de alegria, porque Deus o ama e segue com atenção.

- Qual a primeira qualidade a cultivar no coração perguntou um dos filhos de Zebedeu -, para que nos sintamos plenamente identificados com a grandeza espiritual da tarefa?

- Acima de todas as coisas - respondeu o Mestre - é preciso ser fiel a Deus.

A pequena assembleia parecia altamente enlevada e satisfeita; mas, André inquiriu:

- Mestre, nestes últimos dias, tenho-me sentido doente e receio não poder trabalhar como os demais companheiros. Como poderei ser fiel a Deus, estando enfermo?

- Ouve, replicou o Senhor com certa ênfase. Nos dias de calma, é fácil provar-se fidelidade e confiança. Não se prova, porém, dedicação, verdadeiramente, senão nas horas tormentosas, em que tudo parece contrariar e perecer. O enfermo tem consigo diversas possibilidades de trabalhar para Nosso Pai, com mais altas probabilidades de êxito no serviço. Tateando ou rastejando, busquemos servir ao Pai que está nos céus, porque nas suas mãos divinas vive o Universo inteiro!...

André, se algum dia teus olhos se fecharem para luz da Terra, serve a Deus com a tua palavra e com os ouvidos; se ficares mudo, toma, assim mesmo, a charrua, valendo-te das tuas mãos. Ainda que ficasses privado dos olhos e da palavra, das mãos e dos pés, poderias servir a Deus com a paciência e a coragem, porque a virtude é o verbo dessa fidelidade que nos conduzirá ao amor dos amores!

O grupo dos apóstolos calara-se, impressionado, ante aquelas recomendações. O luar esplendia sobre as águas silenciosas. O mais leve ruído não traía o silêncio augusto da hora.

André chorava de emoção, enquanto os outros observavam a figura do Cristo, iluminada pelos clarões da Lua, deixando entrever um amoroso sorriso. Então, todos, impulsionados por soberana força interior, disseram, quase a um só tempo:

Senhor, seremos fiéis!...

Jesus continuou a sorrir, como quem sabia a intensidade da luta a ser travada e conhecia a fragilidade das promessas humanas. Entretanto, do coração dos apóstolos jamais se apagou a lembrança daquela noite luminosa de Cafarnaum, aureolada pelo ensinamento divino. Humilhados e perseguidos, crucificados na dor e esfolados vivos, souberam ser fiéis, através de todas as vicissitudes da Natureza, e, transformando suas angústias e seus trabalhos num cântico de glorificação, sob a eterna inspiração do Mestre, renovaram a face do mundo.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Humberto de Campos (Irmão X) e Francisco C. Xavier
livro: Boa Nova, cap. 6.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 29 de Agosto de 2015, 14:49
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/70/2e/db/702edb696af52e0a88c801a42068449e.jpg)




Diante de Deus



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



"Pai nosso..." - Jesus. (Mateus, 6:9.)



(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.

Não indaga em torno da natureza do Eterno.
Não pergunta onde mora.
NEle não vê a causa obscura e impessoal do Universo.
Chama-Lhe simplesmente "nosso Pai".

Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao Supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.

O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe, perante Deus.

Nem pesquisa indébita.
Nem inquirição precipitada.
Nem exigência descabida.
Nem definição desrespeitosa.

Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.

Sê sincero e fiel.

Na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente.

Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.

Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-Lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-Lhe o amor.

Procuremos, assim, nosso Pai, acima de tudo, e Deus, nosso Pai, nos escutará.




(https://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel e Francisco C. Xavier
livro: Fonte Viva
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Agosto de 2015, 02:46
Maravilhoso penetrar nos ensinamentos do livro Boa Nova,
do Espírito Humberto de Campos, Irmão X, psicografia do Médium Chico Xavier,
falando sobre o Reino de Deus...
recordemos um trecho do início do trabalho de pregação de Jesus
ao difundir à humanidade a Boa Nova.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/e7/c1/c0/e7c1c0abe8dba8e14ca793281f7ad68a.jpg)



Primeiras Pregações



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Nos primeiros dias do ano 30, antes de suas gloriosas manifestações, avistou-se Jesus com o Batista, no deserto triste da Judeia, não muito longe das areias ardentes da Arábia. Ambos estiveram juntos, por alguns dias, em plena Natureza, no campo ríspido do jejum e da penitência do grande precursor, até que o Mestre Divino, despedindo-se do companheiro, demandou o oásis de Jericó, uma bênção de verdura e águas entre as inclemências da estrada agreste. De Jericó dirigiu-se então a Jerusalém, onde repousou, ao cair da noite.

Sentado como um peregrino, nas adjacências do Templo, Jesus foi notado por um grupo de sacerdotes e pensadores ociosos, que se sentiram atraídos pelos seus traços de formosa originalidade e pelo seu olhar lúcido e profundo. Alguns deles se afastaram, sem maior interesse, mas Hanã, que seria, mais tarde, o juiz inclemente de sua causa, aproximou-se do desconhecido e dirigiu-se-lhe com orgulho:

- Galileu, que fazes na cidade?

- Passo por Jerusalém, buscando a fundação do Reino de Deus! - exclamou o Cristo, com modesta nobreza.

- Reino de Deus? - tornou o sacerdote com acentuada ironia. - E que pensas tu venha a ser isso?

- Esse Reino é a obra divina no coração dos homens! - esclareceu Jesus, com grande serenidade.

- Obra divina em tuas mãos? - revidou Hanã, com uma gargalhada de desprezo.

E, continuando as suas observações irônicas, perguntou:

- Com que contas para levar avante essa difícil empresa? Quais são os teus seguidores e companheiros?...

Acaso terás conquistado o apoio de algum príncipe desconhecido e ilustre, para auxiliar-te na execução de teus planos?

- Meus companheiros hão de chegar de todos os lugares respondeu o Mestre com humildade.

- Sim - observou Hanã -, os ignorantes e os tolos estão em toda parte na Terra. Certamente que esse representará o material de tua edificação. Entretanto, propões-te realizar uma obra divina e já viste alguma estátua perfeita modelada em fragmentos de lama?

- Sacerdote replicou-lhe Jesus, com energia serena -, nenhum mármore existe mais puro e mais formoso do que o do sentimento, e nenhum cinzel é superior ao da boa-vontade.

Impressionado com a resposta firme e inteligente, o famoso juiz ainda interrogou:

- Conheces Roma ou Atenas?

- Coheço o amor e a verdade - disse Jesus convictamente.

- Tens ciência dos códigos da Corte Provincial e das leis do Templo? - inquiriu Hanã, inquieto.

Sei qual é a vontade de meu Pai que está nos céus respondeu o Mestre, brandamente.

O sacerdote o contemplou irritado e, dirigindo-lhe um sorriso de profundo desprezo, demandou a Torre Antônia, em atitude de orgulhosa superioridade.

No dia seguinte, pela manhã, o mesmo formoso peregrino foi ainda visto a contemplar as maravilhas do santuário, alguns minutos antes de internar-se pelas estradas banhadas de sol, a caminho de sua Galiléia distante.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Daí a algum tempo, depois de haver passado por Nazaré, descansando igualmente em Caná, Jesus se encontrava nas circunvizinhanças da cidadezinha de Cafarnaum, como se procurasse, com viva atenção, algum amigo que estivesse à sua espera.

Em breves instantes, ganhou as margens do Tiberíades e se dirigiu, resolutamente, a um grupo alegre de pescadores, como se, de antemão, os conhecesse a todos.

A manhã era bela, no seu manto diáfano de radiosas neblinas. As águas transparentes vinham beijar os eloendros da praia, como se brincassem ao sopro das virações perfumadas da Natureza. Os pescadores entoavam uma cantiga rude e, dispondo inteligentemente as barcaças móveis, deitavam as redes, em meio de profunda alegria.

Jesus aproximou-se do grupo e, assim que dois deles desembarcaram em terra, falou-lhes com amizade:

- Simão e André, filhos de Jonas, venho da parte de Deus e vos convido a trabalhar pela instituição de seu reino na Terra!

André lembrou-se de já o ter visto, nas cercanias de Betsaida, e do que lhe haviam dito a seu respeito, enquanto que Simão, embora agradavelmente surpreendido, o contemplava, enleado. Mas, quase a um só tempo, dando expansão aos seus temperamentos acolhedores e sinceros, exclamaram respeitosamente:

- Sede bem-vindo!...

Jesus então lhes falou docemente do Evangelho, com o olhar incendido de júbilos divinos.

Estando muitos outros companheiros do lago a observar de longe os três, André, manifestando a sua tocante ingenuidade, exclamou comovido:

- Um rei? Mas em Cafarnaum existem tão poucas casas!...

Ao que Pedro obtemperou, como se a boa-vontade devesse suprir todas as deficiências:

- O lago é muito grande e há várias aldeias circundando estas águas. O reino poderá abrangê-las todas!

Isso dizendo, fixou em Jesus o olhar perquiridor, como se fora uma grande criança meiga e sincera, desejosa de demonstrar compreensão e bondade. O Senhor esboçou um sorriso sereno e, como se adiasse com prazer as suas explicações para mais tarde, inquiriu generosamente:

- Quereis ser meus discípulos?

André e Simão se interrogaram a si mesmos, permutando sentimentos de admiração embevecida. Refletia Pedro: que homem seria aquele? onde já lhe escutara o timbre carinhoso da voz íntima e familiar? Ambos os pescadores se esforçavam por dilatar o domínio de suas lembranças, de modo a encontrá-lo nas recordações mais queridas. Não sabiam, porém, como explicar aquela fonte de confiança e de amor que lhes brotava no âmago do espírito e, sem hesitarem, sem uma sombra de dúvida, responderam simultaneamente:

- Senhor, seguiremos os teus passos.

Jesus os abraçou com imensa ternura e, como os demais companheiros se mostrassem admirados e trocassem entre si ditérios ridicularizadores, o Mestre, acompanhado de ambos e de grande grupo de curiosos, se encaminhou para o centro de Cafarnaum, onde se erguia a Intendência de Ântipas. Entrou calmamente na coletoria e, avistando um funcionário culto, conhecido publicano da cidade, perguntou-lhe:

- Que fazes tu, Levi?

O interpelado fixou-o com surpresa; mas, seduzido pelo suave magnetismo de seu olhar, respondeu sem demora:

- Recolho os impostos do povo, devidos a Herodes.

- Queres vir comigo para recolher os bens do céu? - perguntou-lhe Jesus, com firmeza e doçura.

Levi, que seria mais tarde o apóstolo Mateus, sem que pudesse definir as santas emoções que lhe dominaram a alma, atendeu, comovido:

- Senhor, estou pronto!...

- Então, vamos - disse Jesus, abraçando-o.

Em seguida, o numeroso grupo se dirigiu para a casa de Simão Pedro, que oferecera ao Messias acolhida sincera em sua residência humilde, onde o Cristo fez a primeira exposição de sua consoladora doutrina, esclarecendo que a adesão desejada era a do coração sincero e puro, para sempre, às claridades do seu reino. Iniciou-se naquele instante a eterna união dos inseparáveis companheiros.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Na tarde desse mesmo dia, o Mestre fez a primeira pregação da Boa Nova na praça ampla, cercada de verdura e situada naturalmente junto às águas.

No céu, vibravam harmonias verpertinas, como se a tarde possuísse também uma alma sensível. As árvores vizinhas acenavam os ramos verdes ao vento do crepúsculo, como mãos da Natureza que convidassem os homens à celebração daquele primeiro ágape. As aves ariscas pousavam de leve nas alcaparreiras mais próximas, como se também desejassem senti-lo, e na praia extensa se acotovelava a grande multidão de pescadores rústicos, de mulheres aflitas por continuadas flagelações, de crianças sujas e abandonadas, misturados publicanos pecadores com homens analfabetos e simples, que haviam acorrido, ansiosos por ouvi-lo.

Jesus contemplou a multidão e enviou-lhe um sorriso de satisfação. Contrariamente às ironias de Hanã, ele aproveitaria o sentimento como mármore precioso e a boa-vontade como cinzel divino. Os ignorantes do mundo, os fracos, os sofredores, os desalentados, os doentes e os pecadores seriam em suas mãos o material de base para a sua construção eterna e sublime. Converteria toda miséria e toda dor num cântico de alegria e, tomado pelas inspirações sagradas de Deus, começou a falar da maravilhosa beleza do seu reino. Magnetizado pelo seu amor, o povo o escutava num grande transporte de ventura. No céu havia uma vibração de claridade desconhecida.

Ao longe, no firmamento de Cafarnaum, o horizonte se tornara um deslumbramento de luz e, bem no alto, na cúpula dourada e silenciosa, as nuvens delicadas e alvas tomavam a forma suave das flores e dos arcanjos do Paraíso.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Agosto de 2015, 03:06
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/83/f0/9c/83f09c41259aba856ff5ed11ab17816f.jpg)




No reino do coração



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Em verdade, asseverou Jesus que o Reino de Deus ainda não é deste mundo, no entanto, várias vezes, afirma que esse Reino permanece dentro de nós.

Muitos aguardam a vinda espetacular do Céu à Terra, ignorando que a construção do Céu há de começar em nós, se nos propomos alcançar a Vida Perfeita.

Não olvides o reino do coração, se anelas trabalhar pelo Reino do Cristo.

Não podes sustar a perturbação que ruge em derredor de teus passos, entretanto, é possível apaziguar a própria alma e encontrar dentro dela um abrigo de serenidade e esperança.

Não podes paralisar o verbo que fere e vergasta, mas, é fácil guardar o próprio espírito em silêncio para somente movimentá-lo na bondade que ajuda, compreende e perdoa.

Não podes, sem dúvida, inventar, de repente, hospitais e escolas, lares e templos em que a coletividade enferma e sofredora encontre, de imediato, remédio e ensinamento, aconchego e fé viva, contudo, ainda hoje, é possível socorrer o parente desarvorado, amparar a criança infeliz, consolar o velhinho anônimo, auxiliar ao ignorante com uma frase amiga ou encorajar o irmão doente.

Não podes, de improviso, impedir a carreira do mal, no entanto, é justo te consagres ao bem, como ponto de apoio ao amor puro que se derrama da Esfera Divina, em benefício da Humanidade em crescimento para a Luz.

Para isso, porém, é preciso te escudes, hoje e amanhã, na boa vontade.

Lembremo-nos de que o valor de nossa existência está em função do valor que a nossa vida represente para as vidas que nos rodeiam.

Ainda mesmo que todas as circunstâncias te hostilizem, ajuda sempre.

A Eterna Sabedoria, a seu tempo, se manifestará, abençoando-te o sacrifício.

Realmente, não podes aguardar o Reino de Deus na Terra de agora, mas, desde agora, podes iluminar o Reino de Deus que está em ti.

Avalia as bênçãos que te marcam os dias e as vitórias íntimas que entesouraste no campo das próprias experiências e nunca te acomodes com o desespero.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel e Francisco C. Xavier
Livro: Irmão
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: WRossetti em 31 de Agosto de 2015, 13:55
Bom dia!

Amigos(as), vi recentemente um vídeo que parecia um documentário. Este vídeo falava de diversas pessoas que tiveram, exatamente, a mesma história de Jesus: Nasceram de uma Virgem, tinham inteligência acima da média, iniciaram seus principais trabalhos de ensinamento na casa dos 30 anos, morreram na cruz, foram sepultados e ressuscitaram 3 dias depois.

Gostaria de saber a opinião dos Irmãos e Irmãs do FE sobre este assunto, e também de nossos Irmãos Espirituais que, eventualmente, mencionam Jesus em suas mensagens.

Um grande abraço fraterno!

Wagner
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Agosto de 2015, 15:07
Olá Amigo WRossetti,

Não sei o que dizer quanto ao que está contido neste vídeo, ao qual não visualizei.

Na minha humilde opinião, reflito sempre na orientação de Paulo de Tarso... 
"Examinai tudo, retende o que for bom".

Abraços fraternos,


Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Agosto de 2015, 15:31
(http://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/96/5a/ac/965aac266ea6eda6473b61b29328074c.jpg)




Caridade e Tolerância



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Milhares de criaturas esperavam-no coroado de louros, numa carruagem de glória.

Ele, o Grande Renovador, deveria surgir numa apoteose de exaltação individual.

O trono dourado.
O cetro imponente.
O laurel dos triunfadores.
A túnica solar.
Os olhos injetados de orgulho.
O verbo supremo.
A exibição de riquezas.
Os espetáculos de poder.
A escolta angélica.
As sentenças inapeláveis.

Jesus, porém, caminha entre os homens, à maneira de servidor vulgar, de vilarejo em vilarejo.

Veste-se conforme as usanças dos que o cercam.
Apostoliza em lares e barcos emprestados.
Ouve atenciosamente mulheres consideradas desprezíveis.
Atende a homens conhecidos por malfeitores.
Serve-se à mesa de pessoas classificadas como indignas.
Abraça crianças desamparadas.
Socorre doentes anônimos.
Acolhe a todos por amigos, a ponto de aceitar como discípulo aquele que desertaria, dominado pela ambição.
Recebe remoques e injúrias de quantos lhe exigem sinais do espírito.

E parte do mundo, banido, entre ladrões, sob violência e sarcasmo; no entanto, em circunstância alguma condena ou amaldiçoa, mas sim suporta e ajuda sempre, respeitando nos seus ofensores filhos de Deus que o tempo renovará.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Também na Doutrina Espírita, indene de todo cárcere dogmático, a indagação campeia livremente.

Cristianismo redivivo, qual acontecia na época da presença direta do Senhor, junto dela hoje enxameiam, de mistura com os corações generosos que amam e auxiliam, as antigas legiões dos desesperados, dos escarnecedores, dos indecisos, dos investigadores contumazes, dos inquisidores da opinião, dos perseguidores gratuitos, dos gênios estéreis, dos céticos frios e dos ignorantes sequiosos de privilégios, por doentes da alma...

Entretanto, se Jesus, que foi o Embaixador Divino, para manter-se ligado à Esfera Superior exerceu a caridade e a tolerância em todos os graus, como fugir delas, nós, espíritos endividados perante a Lei, necessitados do perdão e do amparo uns dos outros?

É por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigação cumprida e atitude exata, humildade vigilante e fé operosa, com a caridade e a tolerância infatigáveis para com todos, sem desprezar a ninguém.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




pelo Espírito Emmanuel e Chico Xavier, do livro Seara dos Médiuns.




Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 01 de Setembro de 2015, 15:38
(http://1.bp.blogspot.com/-qSkysYmogiw/UI2DCfnrUVI/AAAAAAAAHAg/rCy-JxmvUI4/s1600/jesusmanluz.jpg)




No Caminho do Amor



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólico sorriso, e fixou-o estranhamente.

Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva; colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que a possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:

- Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...

Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:

- Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. É que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel de meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...

Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:

- Jovem, porque não respondes? Descobri em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! atende!...

Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou um tanto agastada:

- Não virás?

Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:

- Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?!...

A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paralítico, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento.

O Mestre seguiu-a, sem hesitar.

Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemido angustioso.

A disputada marcadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ninguém ousava aproximar.

Fitou o Mestre e reconheceu-o.

Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.

O Cristo estendeu-lhe os braços, tocados de intraduzível ternura e convidou:

- Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.

A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor.

O Meste, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso...

iA infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticensiosa e dorida.

- Tu?... o Messias nazareno?... o Profeta que cura, reanima e alivia?!... Que viste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?

Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:

- Agora, venho satisfazer-te os apelos.

E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo:

- Descubro em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




pelo Espírito Irmão X e Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 02 de Setembro de 2015, 19:33
(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Caminho do Mestre -Cantores do Caminho (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW9uZ0pNQmpRZjJnIw==)



Homenageando Jesus, o Mestre dos mestres...



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



De um punhado de discípulos, humildes pescadores e alguns outros que se agregam ao primeiro grupo de Jesus, expandiu-se o movimento cristão que impregnou com suas marcas a civilização ocidental e ainda prossegue conquistando corações.

Assim, de pequenos grupos idealistas e fiéis a uma ideia regeneradora – a da educação pelo Amor há de desabrochar um movimento que vai iluminar o mundo nos próximos séculos!

Não dizemos isto porque sejais privilegiados como obreiros desta construção – a Seara é do Mestre e todos, encarnados e desencarnados, permutamos o mesmo propósito de servir a esta causa, sob a inspiração de Jesus – o pedagogo maior!

Mas dizemos-vos estas palavras, para que vossa esperança não se turbe ante as dificuldades naturais de tal empreendimento!

Deixai que vosso coração arda na chama da Educação, para que contagieis vosso ambiente, abrais espaço em outros corações e arrasteis outras mentes neste propósito sublime!

Educar o Espírito pelo Amor é talvez a mais simples e justa definição de Educação. É a renúncia à violência, ao autoritarismo, à indiferença. Impregnando-se de amor e reverência pelo outro – o educador desta Pedagogia é capaz de se tornar um agente de evolução alheia, proporcionando ao mesmo tempo ao seu próprio espírito a oportunidade de crescer em virtude, paciência e compreensão.

Para atingir este estágio de educador pleno, basta que o Espírito se descubra ele próprio como portador do germe divino, como criatura herdeira de Deus!

Confiança no ser humano, alegria existencial contagiante e entusiástica, firmeza de convicção –são consequências naturais dessa conversão íntima, porque deve passar quem desejar ser educador de fato!

Caminhai firmes por essas trilhas e anunciais a Pedagogia do Amor.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


(Maria Montessori)

Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 02 de Setembro de 2015, 20:16
(http://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/ec/04/a4/ec04a4f8e7d536d77104bf9fb41edbf6.jpg)


A Pedagogia de Jesus



Pedagogo da Humanidade, o Cristo nos trouxe os princípios eternos da educação com amor.


(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


   
(http://s14.postimg.org/ap3tjrj0t/coracao_06.gif) Princípios de aprendizagem:

1.   Deve se alicerçar no valor da pessoa humana.
“Vós sois a luz do mundo.” (Mt. 5:14)

2.   Toda aprendizagem se dá no tempo e é cumulativa.
“Primeiro a erva, depois a espiga e por último o grão cheio na espiga.”
(Mc. 4:28)

3.   O processo ensino aprendizagem tem como fonte o indivíduo e sua situação histórico-cultural.
“A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?” (Mc. 4:30)

4.   A aprendizagem deve se basear na descoberta pessoal, concreta, a partir da reflexão em profundidade.
“Quem foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” (Lc. 10:36)

5.   A aprendizagem se evidencia na vivência, na demonstração, no comportamento que denota a transformação interior.
“Porquanto cada árvore é reconhecida pelos seus frutos.” (Lc. 6:44)

6.   Toda aprendizagem conduz o homem à harmonia consigo próprio, com o próximo e com Deus.
“Quem pratica a verdade aproxima-se da Luz.” (Jo. 3:21)

7.   É no próprio aprendizado que encontramos o “feedback” sobre sua aprendizagem.
Diálogo de Jesus com o moço rico. (Lc. 18:18-23)

8.   Toda aprendizagem necessariamente possui momentos de avaliação.
“Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” (Jo. 8:7)

9.   O erro é uma parte do processo de aprendizagem e deve ser transformado em estímulo de crescimento.
“Vai e não tornes a pecar.” (Jo. 8:11)

10.   O ambiente de confiança e respeito é fundamental para a aprendizagem.
Por que lhes falas por parábolas?
“Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é dado.” (Mt. 13:10,11)

11.   A aprendizagem verdadeira conduz à liberdade e à autonomia.
“Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” (Jo. 8:32)

12.   A coerência e o modo de ser do Mestre são igualmente elementos favorecedores da aprendizagem.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz: eu as conheço e elas me seguem.” (Jo. 10:27)

13.   O mestre é um aprendiz completo e o aprendiz é um Mestre em potencial.
“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for perfeito será como o seu mestre.” (Lc. 6:40)

14.   Toda aprendizagem significativa é aquisição para o espírito imortal.
(...) “e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” (Mt. 16:27)




(http://s14.postimg.org/ap3tjrj0t/coracao_06.gif)   Recursos didáticos utilizados por Jesus

Técnicas Exemplos na prática Crística


Preleções   Sermões > Sermão do Monte (Mt. 5)
Explicações Parábola do Semeador (Mt. 13:10-23)
Narrativas   As incontáveis parábolas. Do Joio (Mt. 13:24-30)
Convers. Didática   Diálogo de Jesus com a mulher Samaritana (Jo. 4:6-26)
Observação No caso do óbulo da viúva (Lc. 21:1-4)
Ilustração   Olhai os lírios do campo... (Lc. 12:27)
Perguntas   “Que é que está escrito na Lei? Como interpretas?” (Lc.10:26)
Debate   “Quem diz o povo ser o filho do homem?” (Mt. 16:13)
Exemplificação   “Mulher ninguém te condenou? Eu também não te condeno.” (Jo. 8:11)



(http://s14.postimg.org/ap3tjrj0t/coracao_06.gif) Princípios norteadores da Pedagogia de Jesus


. O crescimento pessoal: Jesus identificou e estimulou em cada criatura a oportunidade de encontrar seus próprios valores de crescimento no rumo da perfeição.

. Valorização do contato pessoal: Jesus é o mestre que convive, que participa, que se preocupa com a aprendizagem de seus aprendizes.

. Relação teoria e prática: “Nisso todos reconhecerão que vós sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (Jo. 13:35)

. Sentido imanente e transcendente da experiência humana: Todos os nossos atos do cotidiano são contabilizados perante a Justiça Divina. “Em verdade vos afirmo que tudo que o fizestes a um destes pequeninos a mim o fizestes.” (Mt. 25:40)

. A construção da felicidade na vida eterna inicia-se na construção do Reino de Deus na vida terrena, através do cumprimento da Lei de Amor, Justiça e Caridade: “Se queres, porém entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mt. 19:17)




(http://s14.postimg.org/ap3tjrj0t/coracao_06.gif) A ação pedagógica de Jesus é uma proposta de educação


a) Comprometida com a transformação: o reino de Deus deverá ser construído entre os homens com os homens, pelos homens e apesar dos homens.

b) Baseada na participação de cada um: cada pessoa é um sol, é luz, é sal, é herdeiro de Deus e está fadado a perfeição e a felicidade.

c) Alicerçada na visão do homem integral: Aliando razão e emoção a serviço da busca da perfeição.

d) Dialógica: centrada na inter-relação pessoal, na construção coletiva dos ideais de fraternidade.

e) Libertadora: pela grande finalidade de auxiliar os homens a deflagrarem o grande voo da descoberta de sua condição de co-criadores: “Vós sois deuses.” (Jo. 10:34)



“Que a luz racional de Kardec, somada à luz do amor de Jesus, sejam as forças fundamentais de nossos trabalhos espíritas – cristãos.” (Livro Aprendendo, Amando e Servindo – Walter Barcelos)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


(http://s14.postimg.org/ap3tjrj0t/coracao_06.gif)   Fontes de Pesquisa:

Revista “A Reencarnação” nº 427, ano LXX, A Educação Moral, publicada pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS). Matéria: “Uma introdução à proposta pedagógica de Jesus, seus princípios norteadores e práticas de ensino”, por Sandra Borba Pereira – Pedagoga e Filósofa.


Bibliografia citada na matéria:

1. A Pedagogia de Jesus, de J.M.Price, 4ª edição, RJ, JUERP, 1983.
2. Roger Gal, História da Educação, Martins Fontes, SP. 1989, p.39
3. L. Riboulet, História da Pedagogia, Ed. FTD, SP. Vol.1, p. 161
4. P. Monroe, História da Educação, 14ª Ed. Nacional, SP. 1979
5. F. Larroyo, História Geral da Pedagogia, 2ª Ed. Mestre Jou, SP. 1964, Vol.1, p. 252.

Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 09 de Setembro de 2015, 19:47
(http://1.bp.blogspot.com/-yhKlxY5ppLE/VCXpz1RQfuI/AAAAAAAATKs/P7JzmYJjoC8/s300/10646915_644005522381470_4521517747294009620_n.jpg)




O Olhar de Jesus



"Busquemos algo do olhar de Jesus para os nossos olhos (...)"  Emmanuel




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Recordemos o olhar pleno de amor
E compreensão de Nosso Salvador,
A fim de não nos preocupar o rgueiro
Que às vezes turva o olhar de um companheiro



No cego Bartimeu, de Jericó,
Jesus não vê densas trevas, tão-só,
Mas sim o amigo que anseia enxergar
Para as riquezas de Deus vivenciar.



Em Madalena vê a mulher sofrida,
Pelos demônios da sombra possuída,
E lhes restaura o coração dileto,
Para anunciá-Lo, um dia, ressurreto.



Não vê em Zaqueu o expoente da usura,
Mas o emissário que os bens enclausurfa,
E lhe devolve o trabalho e a razão
A sábia e justa administração.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Pedro não é, na negativa instante,
O amigo fraco, e sim invigilante,
A Lhe exigir compreensão permanente,
Até ser luz no Evangelho nascente.



Não vê o ingrato em Judas, mas o irmão
Que se traiu pela própria ilusão,
E ao perdoá-lo, estende à Humanidade
O Seu Amor-Perdão, de idade a idade.



Busquemos algo do olhar de Jesus
Para banhar nossos olhos de luz,
E toda crítica ou maledicência
Será banida de nossa consciência.



Porque teremos, então, atingido
O Grande entendimento prometido,
Que nos fará sentir em cada irmão
Alguém credor de auxílio e compaixão.



E, assim, no olhar, em branda semiluz,
Teremos algo do olhar de Jeus...




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Mário Frigéri
Extraído na revista Reformador, fevereiro/1999
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 11 de Setembro de 2015, 19:54
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/08/7e/cb/087ecbeb3c41c7f1c3950229e05d26e0.jpg)




Jesus para o Homem



"E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo,
sendo obediente até à morte, e morte de cruz."
- Paulo.
(Filipenses, 2:8.)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Mestre desceu para servir,

Do esplendor à escuridão...
Da alvorada eterna à noite plena...
Das estrelas à manjedoura...
Do infinito à limitação...
Da glória à carpintaria...
Da grandeza à abnegação...
Da divindade dos anjos à miséria dos homens...
Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...
De governador do mundo a servo de todos...
De credor magnânimo a escravo...
De benfeitor a perseguido...
De salvador a desamparado...
De emissário do amor a vítima do ódio...
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
De celeste pastor à ovelha oprimida...
De poderoso trono à cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
De advogado das criaturas a réu sem defesa...
Dos braços dos amigos ao contato de ladrões...
De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...

Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel e Francisco Cândido Xavier
livro: Pão Nosso
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 11 de Setembro de 2015, 20:08
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/15/92/d6/1592d69f5b3419cffd6b567c010ec68e.jpg)




O homem com Jesus



"Regozijai-vos sempre no Senhor;
outra vez digo, regozijai-vos."
- Paulo.
(Filipenses, 4:4.)




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Com Jesus, ergue-se o Homem

Da treva à luz...
Da inércia ao serviço...
Da ignorância à sabedoria...
Do instinto à razão...
Da força ao direito...
Do egoísmo à fraternidade...
Da tirania à compaixão...
Da violência ao entendimento...
Do ódio ao amor....
Da posse mentirosa à procura dos bens imperecíveis...
Da conquista sanguinolenta à renúncia edificante...
Da extorsão à justiça...
Da dureza à piedade...
Da palavra vazia o verbo criador...
Da monstruosidade à beleza...
Do vício à virtude...
Do desequilíbrio à harmonia...
Da aflição ao contentamento...
Do pântano ao monte...
Do lodo à glória...

Homem, meu irmão, regozijemo-nos em plena luta redentora!

Que píncaros de angelitude poderemos alcançar se nos consagrarmos realmente ao Divino Amigo que desceu e se humilhou por nós?




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel e Francisco C. Xavier
livro: Pão Nosso
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 11 de Setembro de 2015, 20:48
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/ab/1d/15/ab1d15aba0a88649b6c1f566336eb916.jpg)



Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Divino Senhor - fez-se humilde servo da Humanidade.

Pastor Supremo - nasceu na manjedoura singela.

Ungido da Providência - preferiu chegar ao planeta, ao espesso manto da noite, para que o mundo lhe não visse a corte celestial.

Orientador nas Esferas Resplandecentes - rejubilou-se na casinha rústica de Nazaré.

Construtor do Orbe Terrestre - manejou serrotes anônimos de uma carpintaria desconhecida.

Prometido dos Profetas - escolheu a simplicidade para instituir o Reino de Deus.

Enviado às Nações - preferiu conversar com os doutores na condição de criança.

Luzeiro das Almas - consagrou longos anos à preparação e à meditação, a fim de ensinar às criaturas o caminho da redenção.

Verbo Sagrado do Princípio - submeteu-se à limitação da palavra humana para iluminar o mundo.

Sábio dos sábios - valeu-se de pescadores pobres e simples para transmitir aos homens a divina mensagem.

Mestre dos mestres - utilizou-se de cátedra da natureza, entre árvores acolhedoras e barcos rudes, disseminando as primeiras lições do Evangelho Renovador.

Majestade Celeste - conviveu com infelizes e desalentados da sorte.

Príncipe do Bem - não desdenhou as vítimas do mal, amparando mulheres desventuradas e sentando-se à mesa de pecadores envilecidos.

Instrutor de Entidades Angélicas - andou com a multidão de leprosos, estropiados e cegos de todos os matizes.

Administrador da Terra - ensinou o respeito a César, consagrando a ordem e santificação à hierarquia.

Benfeitor das Criaturas - recebeu a calúnia, o ridículo, a ironia, o desprezo público, a prisão dolorosa e o inquérito descabido.

Amigo Fiel - viu-se sozinho, no extremo testemunho.

Juiz Incorruptível - não reclamou contra os falsos julgamentos de sua obra.

Advogado do Mundo - acolheu a cruz injuriosa.

Ministro Divino da Palavra - adotou o silêncio, ante a ignorância de seus perseguidores.

Dono do Poder - rogou perdão para os próprios algozes.

Médico Sublime - suportou chagas sanguinolentas.

Jardineiro de Flores Eternas - foi coroado de espinhos cruéis.

Companheiro Generoso - recebeu açoites e bofetadas.

Condutor da Vida - aceitou o crucifixo entre ladrões.

Emissário do Pai - manteve-se fiel a Deus até o fim.

Mensageiro da Luz Imortal - escolheu o coração amoroso e renovado de Madalena para espalhar na Terra as primeiras alegrias da ressurreição.

Mordomo dos Bens Eternos - em precisando de alguém para colaborar com os seus seguidores sinceros, busca Saulo de Tarso, o perseguidor, e transforma-o no amigo incondicional.

Coordenador da Evolução Terrestre - necessitando de trabalhadores para as missões especializadas, procura os Ananias da fé, os Estevãos do trabalho e os Barnabés anônimos da cooperação.

Missionário Infatigável da Redenção Humana - foi sempre e ainda é o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra.



Recordando o Mestre Divino, convertamo-nos ao seu Evangelho de Amor, para que a sua luz nasça na manjedoura de nossos corações pobres e humildes! E, edificados no seu exemplo, abracemos a cruz de nossos preciosos testemunhos, marchando ao encontro do Senhor, no iluminado País da Ressurreição Eterna!




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito André Luiz e Francisco C. Xavier
livro: Antologia Mediúnica do Natal
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2015, 03:57
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/e1/37/61/e1376149bf39339b470e4eea07dd8c1c.jpg)



Jesus e a Barca



Narra Mateus:
- "E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia." (Mateus: 13, 2),
passando a ensinar.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Narra Mateus: - "E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia." (Mateus: 13, 2), passando a ensinar.

A lição sugere várias reflexões, em convites oportunos para o equilíbrio do homem.

A multidão, em todos os tempos, sempre se tem apresentado esfaimada de pão, de amor, de bens diversos.

Na sua necessidade, perturba e perturba-se, tornando-se, não raro, agressiva e destruidora.

Jesus compreendia a massa humana e sabia como conduzi-la.

Atendeu-a sempre conforme as circunstâncias e de acordo com as suas aflições.

Deu-lhe as palavras de vida, concedeu-lhe pão e peixe, propiciou-lhe refazimento orgânico e equilíbrio emocional, restituindo a saúde sob diversos matizes.

Ao Seu lado, todavia, sucediam-se as multidões ávidas, exigentes.

Com frequência, após atendê-las, Ele se refugiava na solidão com Deus, orando e silenciando...

Na referida passagem evangélica, afirma-se que Ele entrou na barca, perto-longe da multidão e, após convívio elucidativo pela palavra luminosa, Ele passou para outro lugar...

Considera estes símbolos: a barca ? o destino; a multidão ? as tuas necessidades; o mar ? a tua jornada.

O teu encontro com Jesus não é casual, porém, um compromisso adredemente estabelecido.

Ele tem conhecimento da tua rota e é o comandante da barca, que sabe conduzir com proficiência e sabedoria.

Acalma as tuas necessidades e submete-as à Sua orientação, a fim de que sigas em paz.

Há convites perturbadores em toda parte, conclamando-te ao desequilíbrio, e te apresentas quase ilhado no tumulto das paixões asselvajadas.

Se já consegues percebê-lO, escuta-O nos refolhos da alma, deixando que Suas mãos te conduzam a barca.

Não recalcitres, nem reclames.

Intenta aproximar-se dEle pela doçura e ação, vencendo o espaço que medeia entre ambos.

Impregna-te da vibração que Ele irradia e plenifica-te, de modo a dispensares outros alimentos que te pareçam imprescindíveis.

Quem veja Jesus não O esquecerá. Todavia, quem se deixe tocar por Ele, nunca mais viverá bem sem a Sua presença.

Uma mulher equivocada, sentiu-O; um jovem rico viu-O e seus destinos se assinalaram de forma diversa.

Todos os demais que Lhe sentiram a alma dúlcida, jamais foram os mesmos, tornando-se Suas cartas de luz e vida para a Humanidade.

Assim, entra com Ele na barca e não O deixes seguir a sós.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco
Livro: Momentos de Felicidade
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2015, 16:09
(http://2.bp.blogspot.com/-LPOGFjWa_Hs/TxL3qEWfZ6I/AAAAAAAAAKQ/01at7VnNViw/s1600/Jesus+lava+os+p%25C3%25A9s+aos+disc%25C3%25ADpulos-Tintoreto.jpg)




Jesus e Humildade



"Reunião pública de 9-3-1959
Questão nº 937



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Estudando a humildade, vejamos como se comportava Jesus no exercício da sublime virtude.

Decerto, no tempo em que ao mundo deveria surgir a mensagem da Boa Nova, poderia permanecer na glória celeste e fazer-se representar entre os homens pela pessoa de mensageiros angélicos, mas preferiu descer, Ele mesmo, ao chão da Terra, e experimentar-lhe as vicissitudes.

Indubitavelmente, contava com poder bastante para anular a sentença de Herodes, que mandava decepar a cabeça dos recém-natos de sua condição, com o fim de impedir-lhe a presença; entretanto, afastou-se prudentemente para longínquo rincão, até que a descabida exigência fosse necessariamente proscrita.

Dispunha de vastos recursos para se impor em Jerusalém, ao pé dos doutores que lhe negavam autoridade no ensino das novas revelações; contudo, retirou-se sem mágoa em demanda de remota província, a valer-se dos homens rudes que lhe acolhiam a palavra consoladora.

Possuía suficiente virtude para humilhar a filha de Magdala, dominada pela força das sombras; no entanto, silenciou a própria grandeza moral para chamá-la docemente ao reajuste da vida.

Atendo à própria dignidade, era justo que mandasse os discípulos ao encontro dos sofredores para consolá-los na angústia e sarar-lhes a ulceração; todavia, não renunciou ao privilégio de seguir, Ele mesmo, em cada canto da estrada, a fim de ofertar-lhes alívio e esperança, fortaleza e renovação.

Certo, detinha elementos para desfazer-se de Judas, o aprendiz insensato; porém, apesar de tudo, conservou-o até o último dia da luta, entre aqueles que mais amava.

Com uma simples palavra, poderia confundir os juízes que o rebaixavam perante Barrabás, autor de crimes confessos; contudo, abraçou a cruz da morte, rogando perdão para os próprios carrascos.

Por fim, poderia condenar Saulo de Tarso, o implacável perseguidor, a penas soezes, pela intransigência perversa com que aniquilava a plantação do Evangelho nascente; mas buscou-o, em pessoa, às portas de Damasco, visitando-lhe o coração, por sabê-lo enganado na direção em que se movia.

Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade, que tantas vezes somente significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas e que procura sacrificar a si própria, nos carreiros empedrados do mundo, para que os outros aprendam, sem constrangimento ou barulho, a encontrar o caminho para as bênçãos do Céu.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier
livro: Religião dos Espíritos.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 26 de Setembro de 2015, 01:34
(https://c1.staticflickr.com/5/4030/4662465755_850d80f70c.jpg)




O grande restaurador



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




As palavras que Ele pronunciava, emolduravam-se com os atos que Ele realizava. Identificado com Deus, Suas mãos produziam as curas mais diversas, e que nunca haviam acontecido antes.


De todo lugar, portanto, particularmente da Síria, traziam doentes: paralíticos, cegos, surdos, lunáticos, infelizes de todo porte, que chegavam exibindo suas dores mais cruéis e padecimentos sem conforto.


Jesus, tomado de compaixão, atendia-os, ministrando-lhes o bálsamo da misericórdia que escorria pelas mãos e alterava a tecedura orgânica desorganizada, restaurando-lhes a saúde.


Era natural que, à medida que libertava os enfermos das suas mazelas, que eles próprios haviam buscado através da insensatez, da perversidade e do crime, mais necessitados O buscassem com avidez e tormentos. Ele porém, não atendia a todos quantos se Lhe apresentassem procurando a recuperação orgânica, emocional ou mental. A Sua era uma terapia de profundidade, que sempre convocava o paciente a não voltar a pecar, evitando-se novos comprometimentos tormentosos, para que não acontecesse nada pior. Essa sim, seria a cura real, a de natureza interior, mediante a transformação moral, em razão de se encontrar no imo do ser a causa do seu padecimento.


Conhecendo que todos os seres procedem de outros caminhos, os mais variados, que foram percorridos pelos multifários renascimentos carnais, cada qual imprime nos tecidos delicados do Espírito os atos que praticaram, fazendo jus às ocorrências de dor e sombra em que se encontravam, assim como das alegrias e da saúde que os visitavam. A criatura é a semeadora, mas também a ceifeira dos próprios atos, que se insculpem nos refolhos do ser, desenhando as futuras experiências humanas no corpo.


Eis porque, nem todos os doentes Lhe recebiam a atenção que esperavam encontrar. Não estavam em condições de ser libertados das aflições que engendraram antes para eles próprios, correndo o risco de, logo que se encontrassem menos penalizados, corressem na busca de novas inquietações.


A sabedoria de Jesus é inigualável, porque penetra no âmago dos acontecimentos, de onde retira o conhecimento que faculta entender o que sucede com cada qual que O procura.


Aqueles homens e mulheres alienados, de membros paralisados, sem audição, nem claridade ocular, procediam de abismos morais em que se atiraram espontaneamente, desde que luz em toda criatura a noção da verdade, do dever e se encontram ínsitos os impulsos do amor e da paz. Não obstante, a teimosia rebelde despreza os sinais de perigo e impõe os caprichos da personalidade inquieta, desejando alterar os impositivos das Leis universais a seu benefício e em detrimento das demais pessoas, no que resultam os dramas imediatos e futuros que sempre alcançam os infratores.


Jesus não se permitiria alterar os Soberanos Códigos, beneficiando aqueles que se encontravam incursos nos resgates não concluídos, deixando outros ao abandono. A Sua é a justiça ideal, que não privilegia, nem esquece.


Temos a real demonstração no atendimento ao nado-cego. Aquele homem nascera cego e sofria, mas não reclamava. Quando Jesus passou próximo a ele, os amigos interrogaram: - Senhor, quem pecou, ele ou seus pais, para que nascesse cego?


Como ele era cego de nascença, não poderia ter pecado na atual existência, e igualmente não poderia resgatar dívidas de seus pais, caso fossem pecadores.


Jesus, que lhe penetrara a causalidade da cegueira, redarguiu, sereno:


- Nem ele, nem seus pais pecaram, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (1)


Tratava-se de um voluntário, que se apresentava no ministério de Jesus, a fim de que se pudessem manifestar as obras de Deus, o poder de que se encontrava possuidor o Mestre. E, ato contínuo, curou o homem, utilizando-se de um processo especial, que pudesse impressionar os circunstantes.


A Sua autoridade moral produzia vibrações que afastavam os Espíritos perversos, para os quais, o verbo franco e gentil não lograva o êxito que se fazia necessário. Perdidos em si mesmo, conheciam da vida apenas o temor que experimentavam e que infligiam nas suas vítimas. Outros enfermos, no entanto, ao leve contato das Suas mãos recebiam a energia vitalizadora, que restaurava o campo vibratório onde se encontravam as matrizes geradoras das aflições, modificando-lhe as estruturas e reabilitando o equilíbrio.


Dessa forma, era facultado ao endividado recuperar-se moralmente pelo bem que pudesse fazer, pela utilidade de que se tornava portador, auxiliando outras pessoas que dele se acercassem.


A humanidade ainda padece essas conjunturas aflitivas que merece.


Existem muitos seres humanos que andam, porém, são paralíticos para o bem, encontrando-se mutilados morais, dessa maneira, sem interesse por movimentarem a máquina orgânica de que se utilizam para a própria como a edificação do seu próximo. Caminham, e seus passos os dirigem para as sombras, a que se atiram com entusiasmo e expectativas de prazer, imobilizando-se nas paixões dissolventes, que terão de vencer...


Há outros que pensam, mas a alucinação faz parte da sua agenda mental: devaneando no gozo, asfixiando-se nos vapores entorpecentes, longe de qualquer realização enobrecedora. Intoxicados pela ilusão dos sentidos, não conseguem liberar-se das fixações perniciosas, que os atraem e os dominam.


... E quantos que têm olhos e ouvidos, mas apenas se utilizam para os interesses servis a que se entregam, raramente direcionando a visão para o Alto e a audição para a mensagem de eterna beleza da vida?


Ainda buscam Jesus nos templos de fé, a que ocorrem, uma que outra vez, mantendo a fantasia de merecer privilégios, de desfrutar regalias, sem qualquer compromisso com a realidade, ou expectativa ditosa para o amanhã, sem a mórbida inclinação para o vício, para a perversão.


Alguns conseguem encontrá-lO e se fascinam por breves momentos, logo O abandonando, porque não tiveram a sede de gozo atendida, nem se fizeram capazes de sacrificar a dependência tormentosa, a fim de serem livres.


Não são poucos aqueles que se encontram escravizados à infelicidade por simples prazer, a que se acostumaram, disputando a alegria de permanecer no pantanal das viciações morais.


Estão na luz do dia e deambulam nas sombras da noite. Possuem razão e discernimento, no entanto, os direcionam exclusivamente para os apetites apimentados do insaciável gozo.


Vivem iludidos e se exibem, extravagantes, no palco terrestre, até quando as enfermidades dilaceradoras _ de que ninguém se pode evadir _ ou a morte os dominam e consomem. Despertam, mais tarde, desiludidos e sem glórias, sem poder, empobrecidos de valores morais, que nunca os acumularam.


Jesus, é, portanto, o grande restaurador, mas cada Espírito tem o dever de permitir-se o trabalho de auto-renovação, em favor da própria felicidade.


A Sua voz continua ecoando na acústica das almas:


- Vinde a mim... Eu vos aliviarei!


É necessário porém, ir a Ele...




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



(*) Mateus: 4: 24 e 25. João: 9: 2 e 3. Nota da Autora espiritual.

Autor: Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Franco



Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 26 de Setembro de 2015, 01:57
(http://img.hdwallpaperpc.com/cover/138/Abstract_Other_jesus_christ_and_the_woman_bible_christianity_god_Jesus_Christ_religion_137268_detail_thumb.jpg)




Vivendo com Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




A Sua voz despertara-lhes a dignidade ultrajada, que fora esmagada pelos poderosos do mundo de tal forma que desaparecera completamente, anulando-lhes o sentido existencial, a sua realidade humana. Haviam-nO ouvido na montanha fronteiriça ao mar da Galileia, e o Seu verbo penetrara-lhes os refolhos do ser, como jamais alguma coisa houvesse logrado um resultado semelhante. A Sua mensagem impregnara-os de doçura, e o Seu porte altivo e nobre deslumbrara-os, porquanto permitia que todos com Ele se identificassem, pois, o que Ele falava ultrapassava tudo quanto antes pensavam, e nunca mais seriam os mesmos.


Nas tardes formosas em Cafarnaum, quando a Natureza suspirava o hálito gentil do crepúsculo, na barca de Simão ou na praça do mercado, Ele aparecia e enunciava ditos que nunca foram pronunciados anteriormente. A Sua voz era calma e doce, porém penetrante como um bálsamo delicado, não permitindo que pessoa alguma permanecesse indiferente. As lições, sempre profundas, iam ao encontro direto da Realidade Imortal, sendo que as recomendações psicoterapêuticas de Jesus tinham procedência, porque todas as aflições procedem do ser interior, dos seus atos, devendo-se recompor as paisagens morais a fim de que os males não voltem a povoar o mundo íntimo, dando lugar a danos maiores do que os anteriores.


A palavra do incomparável Rabi permanece como o único roteiro de segurança para os caminhantes terrestres que se perderam no orgulho, no egoísmo, na insensatez, nas estradas do prazer utópico e alucinante, gerando os tormentos.


A necessidade de não voltar aos comportamentos anteriores é o primeiro passo para a recuperação do bem-estar, e quando ainda se encontre sob as chuvas das consequências dos erros anteriores, a mudança de pensamento e de atitude para o Bem logo proporciona alteração emocional que irá contribuir eficazmente para a alegria de viver e a paz.


Lamentavelmente vive-se o primado da ilusão, da busca das sensações em clima de renovação incessante, dos prazeres que levam à exaustão, embora o conhecimento que se encontra em abundância em toda parte, convidando a reflexões profundas a respeito do significado existencial, dos objetivos terrestres.


A ilusão campeia assustadoramente, o seu ópio, que fascina, entorpece os sentimentos e anestesia o discernimento, mantendo as suas vítimas em estado de confusão e ansiedade.


Embora haja o progresso da Ciência e da Tecnologia, tal avanço está distante dos sentimentos morais e dos compromissos espirituais.


Ainda hoje, vinte séculos transcorridos da vinda de Jesus, da mesma maneira que naquela época, vários habitantes da Terra exigem fenômenos espetaculares, curas fantásticas, surpreendentes acontecimentos, sem a consequente responsabilidade de aplicar os seus ensinamentos na conduta real, de maneira a integrar-se nos elevados postulados da Verdade e do Bem. Esquece-se, portanto, que Ele não veio para curas físicas e fenômenos impactantes, mas sim promover a transformação moral do indivíduo, convidando-o para a ética e o estudo da Vida, para o amor e o conhecimento, para o autoaperfeiçoamento e a prática da caridade.


As modernas Betsaidas, assinaladas pelos paralíticos da alma, ao mesmo tempo que fornecem ao Planeta apóstolos como Pedro, André e Filipe, também promovem templos ao paganismo do prazer, olvidando-se da mensagem dEle.


Aquele Homem especial rompia todos os limites impostos pela prepotência e abuso do poder.


A Sua presença agitava as massas ansiosas e inquietava os governantes injustos e exploradores.


A Sua voz cantava o hino das bem-aventuranças, convocando as vidas à abnegação, ao dever, à pureza dos sentimentos. Ele era uma aragem perfumada e balsâmica na ardência dos desesperos que dominavam as existências a se estiolarem nas enfermidades, nas provações inomináveis que cada um daqueles indivíduos provocou para si mesmo.


Com a palavra sublime, Ele renovava o solo dos corações e tocava a todos nas fibras mais íntimas, e todos fascinavam-se com o Seu comando, deixando-se arrastar pelo seu verbo flamívomo e incorruptível.


O Seu verbo quente e gentil traçava normativas de vida e de renovação, proporcionando dignidade de recuperação dos valores morais perdidos.


Não eram as aquisições externas que importavam, mas as incomparáveis aquisições do Espírito, que o acompanhariam indefinidamente, o que proporcionava um sentido existencial de alta significação.


Usando o valioso recurso das parábolas, ensinava a multidão a ver na escuridão, a escutar na balbúrdia, a viver no opróbrio, porém, dele saindo de imediato.


Aqueles dias, de alguma forma assemelham-se a estes dias da sociedade iluminada pelo conhecimento e atormentada nos sentimentos, cambaleante e exausta do prazer ilusório, anelando pela paz e pela real significação existencial.


Tomando da palavra e iluminando-a com a Verdade, respondeu ao ouvinte que Lhe perguntara porque são poucos os que se salvam. (Lucas, 13: 22 a 27)


"Porfiai por entrar pela porta estreita; porque vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão."


O Mestre jamais desdenhou desafios e dificuldades, demonstrando que toda ascensão exige sacrifício e que a libertação das heranças infelizes é trabalho contínuo de longo curso, dependendo o resultado do esforço pessoal de cada um.


(...) Jesus seguia a Jerusalém e narrou inúmeras parábolas, de tal forma que as Suas lições permaneceram envoltas no tecido da palavra, porém, com todo o vigor da Sua personalidade invulgar, convidando à plenitude.



Ele oferecia a cura da alma para sempre, e todos optavam pela recuperação do corpo, mesmo que sofrendo o retorno das enfermidades dilaceradoras cujas causas encontravam-se no ser profundo.


Ele amava e sacrificava-se, ensinando a libertação do mal através da transformação moral; no entanto, os que O buscavam prosseguiam na luta para manter-se na ilusão tormentosa do cotidiano.


Ele era a luz que podia anular a treva interior da ignorância, porém, as massas infelizes sedentas de prazer, beneficiavam-se um pouco e logo atiravam-se nos calabouços da demorada prisão em que se compraziam, povoada de crimes.


Ele propunha a paz, e quase todos esperavam a guerra contra os outros, olvidando os inimigos reais que se encontram no seu mundo íntimo.


Apesar disso, Ele prosseguiu estoico e perseverante até o momento da morte infamante, procurando aplacar as tempestades dos corações...


(...) E voltou, aureolado de ternura e carinho, confirmando o Seu amor por todos aqueles que são colhidos pelas tormentas internas, no mar proceloso das reencarnações purificadoras.





(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo P. Franco
Livro: Vivendo com Jesus




Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 30 de Setembro de 2015, 17:52
(http://2.bp.blogspot.com/-1gEQ4NxvdEk/TlV85-fH5zI/AAAAAAAABUQ/hJnkWWx__jU/s1600/asas%2Bda%2Bliberdade.jpg)



Liberdade em Jesus



"Para a liberdade Cristo nos libertou, permanecei, pois,
firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão."

- Paulo.  (Gálatas, 5:1.)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Disse o apóstolo Paulo, com indiscutível acerto, que "para a liberdade Cristo nos libertou".

E não são poucos aqueles que na opinião terrestre definem o Senhor como sendo um revolucionário comum.

Não raro, pintam-no à feição de petroleiro vulgar, ferindo instituições e derrubando princípios.

Entretanto, ninguém no mundo foi mais fiel cultor do respeito e da ordem.

Através de todas as circunstâncias, vemo-lo interessado, acima de tudo, na lealdade a Deus e no serviço aos homens.

Não exige berço dourado para ingressar no mundo.

Aceita de bom grado a infância humilde e laboriosa.

Abraça os companheiros de ministério, quais se mostram, sem deles reclamar certidão de heroísmo e de santidade.

Nunca se volta contra a autoridade estabelecida.

Trabalha na extinção da crueldade e da hipocrisia, do simonismo e da delinquência, mas em momento algum persegue ou golpeia os homens que lhes sofrem o aviltante domínio.

Vai ao encontro dos enfermos e dos aflitos para ofertar-lhes o coração.

Serve indistintamente.

Sofre a incompreensão alheia, procurando compreender para ajudar com mais segurança.

Não espera recompensa, nem mesmo aquela que surge em forma de simpatia e entendimento nos círculos afetivos.

Padece a ingratidão de beneficiados e seguidores, sem qualquer ideia de revide.

Recebe a condenação indébita e submete-se aos tormentos da cruz, sem recorrer à justiça.

E ninguém se fez mais livre que Ele - livre para continuar servindo e amando, através dos séculos renascentes.

Ensinou-nos, assim, não a liberdade que explode de nossas paixões indomesticadas, mas a que verte, sublime, do cativeiro consciente às nossas obrigações, diante do Pai Excelso.

Nas sombras do "eu", a liberdade do "faço o que quero" frequentemente cria a desordem e favorece a loucura.

Na luz do Cristo, a liberdade do "devo servir" gera o progresso e a sublimação.

Assimilemos do Mestre o senso da disciplina.

Se quisermos ser livres, aprendamos a obedecer.

Apenas através do dever retamente cumprido, permaneceremos firmes, sem nos dobrarmos diante da escravidão a que, muitas vezes, somos constrangidos pela inconsequência de nossos próprios desejos.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Emmanuel e Chico Xavier
livro: Palavras de Vida Eterna
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Outubro de 2015, 00:32
(http://3.bp.blogspot.com/_2YYzVqPT4Ow/TS2xD_PsjMI/AAAAAAAAAZ4/15zB0WoiDxM/s400/Ultima-ceia2.jpg)



Explicações do Mestre



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Em plena conversação edificante, Sara, a esposa de Benjamim, o criador de cabras, ouvindo comentários do Mestre, nos doces entendimentos do lar de Cafarnaum, perguntou, de olhos fascinados pelas revelações novas:

- A ideia do Reino de Deus, em nossas vidas, é realmente sublime; todavia, como iniciar-me nela? Temos ouvido as pregações à beira do lago e sabemos que a Boa Nova aconselha, acima de tudo, o amor e o perdão... Eu desejaria ser fiel a semelhantes princípios, mas sinto-me presa a velhas normas. Não consigo desculpar os que me ofendem, não entendo uma vida em que troquemos nossas vantagens pelos interesses dos outros, sou apegada aos meus bens e ciumenta de tudo o que aceito como sendo propriedade minha.


A dama confessava-se com simplicidade, não obstante o sorriso desapontado de quem encontra obstáculos quase invencíveis.

- Para isso - comentou Pedro -, é indispensável a boa vontade.

- Com a fé em Nosso Pai Celestial - aventurou a esposa de Simão -, atravessaremos os tropeços mais duros.


Em todos os presentes transparecia ansiosa expectativa quanto ao pronunciamento do Senhor, que falou, em seguida a longo silêncio:


- Sara, qual é o servido fundamental de tua casa?

- É a criação de cabras - redarguiu a interpelada, curiosa.

- Como procedes para conservar o leite inalterado e puro no benefício doméstico?

- Senhor, antes de qualquer providência, é imprescindível lavar, cautelosamente, o vaso em que ele será depositado. Se qualquer detrito ficar na ânfora, em breve todo o leite se toca de franco azedume e já não servirá para os serviços mais delicados.


Jesus sorriu e explanou:


- Assim é a revelação celeste no coração humano. Se não purificamos o vaso da alma, o conhecimento, não obstante superior, se confunde com as sujidades de nosso íntimo, como que se degenerando, reduzindo a proporção dos bens que poderíamos recolher. Em verdade, Moisés e os Profetas foram valorosos portadores de mensagens divinas, mas os descendentes do Povo Escolhido não purificaram suficientemente o receptáculo vivo do espírito para recebê-las. É por isto que os nossos contemporâneos são justos e injustos, crentes e incrédulos, bons e maus ao mesmo tempo. O leite puro dos esclarecimentos elevados penetra o coração como alimento novo, mas aí se mistura com a ferrugem do egoísmo velho. Do serviço renovador da alma restará, então, o vinagre da incompreensão, adiando o trabalho efetivo do Reino de Deus.


A pequena assembleia, na sala de Pedro, recebia a lição sublime e singela, comovidamente, sem qualquer interferência verbal.

O Mestre, porém, levantando-se com discrição e humildade, afagou os cabelos da senhora que o interpelara e concluiu, generoso:


- O orvalho num lírio alvo é diamante celeste, mas, na poeira da estrada, é gota lamacenta. Não te esqueças desta verdade simples e clara da Natureza.





(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Chico Xavier.
livro: Jesus no Lar
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Outubro de 2015, 01:08
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/da/1d/28/da1d28a1f4c5b980c82057b2c44b9c93.jpg)




Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Jesus foi na Terra
a mais perfeita encarnação do Amor Divino,
e ainda hoje,
nos dias amargurados que transcorrem,
é para a Humanidade
a promessa de PAZ,
o manto protetor
que abriga os aflitos e os infelizes,
o pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,
a fonte que desaltera todos os sofredores.

Apegai-vos a Ele, cheios de confiança!
Ele é misericórdia personificada,
o Jardineiro Bendito,
que jorra, no coração
dos transviados no caminho do bem,
as sementes do arrependimento
que hão de florir na Regeneração
e frutificar na perfeita felicidade espiritual.

Ouvi a sua voz
no silêncio da consciência que vos fala
do cumprimento austero
de todos os deveres cristãos,
e um dia
descansareis reunidos,
ligados pelos liames inquebrantáveis
da fraternidade além da morte,
à sombra da árvore luminosa
das boas ações que praticastes,
longe das lágrimas
do orbe obscuro,
dos prantos e das provações remissoras!...



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Marta, psicografia de Francisco Cândido Xavier,
do livro Antologia Mediúnica do Natal.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Outubro de 2015, 17:54
(http://4.bp.blogspot.com/_UKqpvkpbf2M/S9Sl0aFQwiI/AAAAAAAAAXY/EMRj7fHQZhQ/s400/jesuscomascriancas.jpg)



Evangelho e Alegria



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Grande injustiça comete quem afirma encontrar no Evangelho a religião da tristeza e da amargura.
Indubitavelmente, o sacerdócio muita vez impregnou o horizonte cristão de nuvens sombrias, com certas etiquetas do culto exterior, mas o Cristianismo, em sua essência, é a revelação da profunda alegria do Céu entre as sombras da Terra.
A vinda do Mestre é precedida pela visitação do anjos.
Maria, jubilosa, conversa com um mensageiro divino que a esclarece sobre a chegada do Embaixador Celestial.
Nasce Jesus na manjedoura humilde, que se deslumbra ao clarão de inesperada estrela.
Tratadores rústicos são chamados por um emissário espiritual, repentinamente materialiizado à frente deles, declarando-se portador das “notícias de grande alegria” para todos o povo. No mesmo instante, vozes cristalinas entoam cânticos na Altura, glorificando o Criador e exaltando a paz e a boa-vontade entre os homens.
Começam a reinar o contentamento e a esperança...
Mais tarde, o Mestre inicia o seu apostolado numa festa nupcial, assinalando os júbilos da família.
Como que percebendo limitação e estreiteza em qualquer templo de pedra para a sua palavra no mundo, o Senhor principia as suas pregações à beira do lago, em pleno santuário da natureza. Flores e pássaros, luz e perfume representam a moldura de sua doutrinação.
Multidões ouvem-lhe a voz balsamizante.
Doentes e aleijados tocam-se de infinitas consolações.
Pobres e aflitos entrevêem novos horizontes no futuro.
Mulheres e crianças acompanham-no, alegremente.
O Sermão da Montanha é o hino das bem-aventuranças, suprimindo a aflição e o desespero.
Por onde passa o Divino Amigo, estabelece-se o contentamento contagiante.
Em pleno campo, multiplica-se o pão destinado aos famintos.
O tratamento dispensado pelo Mestre aos sofredores, considerados inúteis ou desprezíveis, cria novos padrões de confiança no mundo.
Desdobra-se o apostolado da Boa Nova, no clima da alegria perfeita.
Cada criatura que registra as notas consoladoras do Evangelho começa a contemplar o mundo e a vida, através de prisma diferente.
Surge-lhe a Terra por bendita escola de preparação espiritual, com serviço santificante para todos.
Cada enfermo que se refaz para a saúde é veículo de bom ânimo para a comunidade inteira.
Cada sofredor que se reconforta constitui edificação moral para a turba imensa.
Madalena, que se engrandece no amor, é a beleza que renasce eterna, e Lázaro, que se ergue do sepulcro, é a vida triunfante que ressurge imortal.
E, ainda, do suor sangrento das lágrimas da cruz, o Senhor faz que flua o manancial da vida vitoriosa pra o mundo inteiro, com o sol da ressurreição a irradiar-se para a Humanidade, sustentando-lhe o crescimento espiritual na direção dos séculos sem-fim.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Emmanuel / Chico Xavier
Livro: Roteiro
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Outubro de 2015, 17:59
(http://mediablogs.arautos.org/juizdefora/files/2013/03/Can%C3%A1-300x208.jpg)




As Bodas de Caná




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Maria fora convidada junto com seus familiares a participar das bodas de pessoas que lhes dedicavam profundo afeto. Reunindo a família, foram celebrar o acontecimento. Jesus também fora, acompanhado de seus discípulos, que por essa época já colaboravam com Jesus, afeiçoados a Ele e aprendendo o verdadeiro sentido da vida.

Porém, embora os festejos se prenunciassem alegres e descontraídos entre os convidados, Maria fora chamada com urgência pelos pais da noiva. Apreensiva ela ouviu deles a notícia de que o vinho terminara. Aflitos buscavam-na para ajudá-los.

Imediatamente, Maria foi à procura de Jesus. Este acatou o pedido de Maria e indo de encontro ao dono da casa pediu-lhe que mandasse encher as talhas de água. Essas talhas de pedras eram usadas pelos judeus para os festejos de purificação, desenvolvidos em rituais, cujas cerimônias eram realizadas em suas igrejas.

Maria a tudo observava e lembrava-se que ao pedir ajuda a Jesus, este lhe respondera que a sua hora ainda não era chegada. Compreendia agora o sentido dessas palavras usadas por Jesus.

Esse seu gesto era o de colocá-lo a serviço dos homens, sem que estes se esforçassem para alcançar as Esferas Superiores. Maria corou por não ter ainda entendido a que veio Jesus. Mas voltando para as talhas que já estavam cheias de água, ouviu seu filho dizer: - Agora levem-nas ao responsável da festa.

Este ao experimentar da água que fora transformada em vinho, disse: - Como isto pôde acontecer, pois é hábito servir em primeiro lugar o vinho superior. Após beberem fartamente é que se serve o pior vinho. Porém guardou-se o bom vinho até agora, disse admirado.

Jesus sorriu afastando-se e Maria alegrou-se mais uma vez por ter entendido a mensagem de seu amado para o mundo.

O bom vinho era a esperança, puro renovador dos ânimos enfraquecidos, que chegava com a presença do filho amado de Deus, que ali estava.

Os vasos de purificação erguiam-se acima de condições tradicionalistas e seculares. Jesus, porém, renovava a alegria entre os povos oferecendo o licor puro do Bem aos perturbados e esgotados de energias, perdidas pelas paixões e instintos contraditórios.





(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Revista Seareiro, maio/2006
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2015, 14:09
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/2d/26/0f/2d260f1e945f546ba4c25a23ccd5dcab.jpg)



A Palavra de Jesus

Meimei



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Meus irmãos.

Deus nos abençoe.

A palavra do Cristo é a luz acesa pra encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.

Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.

Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia a nosso favor.

Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.

Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...

Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.

E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.

Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar os que choram e auxiliar os que padecem.

O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.

Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.

Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e de sacrificarmo-nos pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.

Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.

Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só uma certeza prevalece - a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males que semeamos nas almas dos outros.

Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - "Pai Nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos Céus."




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



* XAVIER, Francisco Cândido. Vozes do grande além.
Por diversos Espíritos. 5 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. Cap. 17
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Outubro de 2015, 23:00
(http://4.bp.blogspot.com/-AZLLIzdi4W0/U_FR5JxA96I/AAAAAAAAFjs/dZm7v-0z2hc/s350/Biblia%2BEvangelho.png)




Jesus e seu comportamento amoroso no Evangelho



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Jesus, em todos os episódios da Sua gloriosa missão, espalhou o perfume da amorosidade.

Orientou a mulher adúltera a não mais pecar e a incentivou para o caminho da redenção.

Encaminhou a bondade de Ananias para dissipar a cegueira de Saulo, para que ele visse o mundo com outros olhos.

Com Zaqueu, abonou seu esforço de subir na árvore e convidou-lhe à sublime tarefa de trabalhar em Seu nome.

Com Mateus, vendo-o na recebedoria de impostos, chamou-o para uma nova vida perante a multidão.

Percebendo seu apego maternal incentivou Maria a abraçar uma missão maior,  de ser a mãe da Humanidade.

Com Nicodemos, diante de sua mente confusa, acolheu sua imaturidade de compreender as leis celestes.

Com a mulher que tinha um fluxo de sangue contínuo, identificou seu sentimento de amor em meio à multidão; ao tocá-lo, estava pronta para a cura.

Com Pilatos, convocou-o a cumprir seu dever sem titubear.

Com Madalena, usou a mais incondicional forma de amar, chamando-a ao trabalho após Sua crucificação.

Em toda a caminhada do Cristo, a presença da misericórdia é um traço marcante do Seu ministério luminoso.

Para todos Ele tinha a bondade. Deu a todos o incentivo para buscarem a luz. Para qualquer pessoa, Sua leveza conduzia a estados interiores incomuns aos costumes sociais.

Sua conduta expressava o amor perdoando pecados, esquecendo o passado e abrindo a percepção de todos para um futuro melhor e mais lúcido.

Onde todos viam trevas, o Mestre destacava a esperança.

Onde todos percebiam erro, Ele o concitava ao acolhimento.

E, por fim, delegou a todos aqueles que O amam, a missão de guardar seus mandamentos, oferecendo uma prova extrema da Sua confiança em nós.

Jesus, Senhor da amorosidade, envolve-nos nas Suas energias reconfortantes e faça-nos, cada dia mais, discípulos fiéis da força libertadora do Seu amor incondicional, para que cumpramos a divina meta a nós confiada pela Sua sábia e benfazeja amorosidade.

Assim seja!





(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Frase terapêutica - Você já disse "eu te amo" hoje?




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Ermance Dufaux e Wanderley Oliveira
do livro Jesus - A inspiração das Relações Luminosas
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 18 de Outubro de 2015, 03:59
Natività, de Carlo Maratta


(http://3.bp.blogspot.com/-9I_ycx94vII/VhcK_ud69KI/AAAAAAAAXjQ/JskUPozQ0l8/s500/12049147_845172995598054_3176850818597096587_n.jpg)



O Holy Jesus - Mormon Tabernacle Choir - Choir Music - Choir Songs - Live Performance - Harp Solo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUVuUXA4TGhjTXVZIw==)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 18 de Outubro de 2015, 04:05
(http://4.bp.blogspot.com/-m6m56s-ZVJg/VhcPHGgqdJI/AAAAAAAAXkU/DERfSA2zTB4/s400/12033245_845542938894393_4520713757111567321_n.jpg)

St.Peter. Pompeo Batoni. Italian. 1708-1787.



"Perdão e Paz"



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




O refúgio de amor da Boa Nova, denominado Casa do Caminho, albergava um montão de pessoas em prova, entremostrando, fartamente, doença, Inquietação, cansaço, desalinho...


O Sol se despedia no poente.


Tudo, em Jerusalém, no entardecer, requeria parada de lazer depois do dia quente.

Entretanto, na Casa do Senhor, intensa, prosseguia, a tarefa de paz, de compreensão e amor...

Enfermos sem família que os quisesse, débeis mentais em desvalia, mulheres desoladas, crianças de ninguém, colhidas nas calçadas, junto dos companheiros de Jesus, alinhavam-se em prece, rogando aos Céus socorro, amparo e luz...

No transcurso do dia, simão Pedro suara e trabalhara tanto, que se acolhera, a sós, em singelo recanto, tentando se esquivar à estafa que sentia...

Mas, um dos assessores, veio apressado pelos corredores, e disse-lhe, através da voz tremente:

– "Irmão Pedro, chegou à nossa porta um velhinho em feridas... Geme e grita com dores incontidas.
É o rabino Joaz que conheceis, antigo fazedor de nossas leis".

Pedro aprumou-se e respondeu como quem se arrojara a intenso asco:

– "Joaz, filho de Aquim, o terrível carrasco, que odeia o mundo galileu"?

Em seguida indagou do jovem emissário:

– "Não conheces a trama do Calvário?
Pois não sabes, nos textos em que estudas, que foi ele um dos vários matadores que aconselharam Judas a complicar o Mestre Inesquecível"?

E, dando um murro à mesa, ajuntou: "É impossível!...

Aqui não entrará semelhante traidor...
Que ele sofra, por lei da Natureza, remorso e enfermidade, entre gritos de dor...
Cumpro o que penso e falo, eu mesmo irei à porta, a fim de despachá-lo"...

Descia a noite devagar, a penumbra invadia o grande lar.

Pedro avançava para a entrada, mostrando na expressão a alma rude e agitada mas, quase rente à porta, um homem sereno nele cravou o olhar calmo e profundo...

O apóstolo excitado o reconheceria fosse onde fosse, em todo o mundo...

Era Jesus, o Mestre Nazareno...

Empolgado de pranto e de alegria, Simão interrompeu, atarantado, "A que vindes, Senhor?
Ordenai o que for de vosso agrado"...

O Cristo replicou, carregando de amor as palavras sublimes que trazia:

– "Compreendo, Simão, a repulsa que sentes, não pudeste esquecer as horas de agonia dos nossos dias diferentes...

Mas escuta, Simão:

É preciso abrandar o coração...
Olvidar toda ofensa é prosseguir em paz.

Pedro, venho pedir-te por Joaz, ele já não é mais o duro algoz de outrora, é um pobre penitente que se escora nas chagas que carrega, um enfermo infeliz de alma cansada e cega que a si mesmo se acusa e se maldiz...
Recorda a nossa fala de outras vezes, se Joaz te feriu a alma fraterna e boa, Pedro, escuta!...
Perdoa Setenta vezes sete vezes...
Não te detenhas, vai, lembra o Infinito Amor de Nosso Pai...
Cada qual pagará pelas culpas que tem na justiça que vela sem cessar, quanto a nós cabe sempre a tarefa do bem:
Aprender e servir, compreender e amar...
Auxilia-me, enfim, faze o bem a Joaz, qual o fazes por mim"!...

Dissolveu-se na sombra a divina figura; O apóstolo chorou, tocado de amargura...

Depois, ganhou a porta em ritmo apressado.

Um homem seminu jazia esfarrapado, estirado na pedra à sua própria frente.

O antigo pescador contemplou o doente e inquiriu sobre ele ao tristonho rapaz que se punha a assistí-la.

O moço esclareceu:

– "Amigo, este é Joaz, que pede proteção ao teta deste asilo, está mudo, febrento, desprezado...
Recebei-o, por Deus, ao vosso lado por tutelado e amigo, o rabino de outrora hoje é um triste mendigo"...

Transformado, Simão, alçou Joaz ao nível de seu próprio coração.

Depois falou para o interlocutor:

– "Ide em paz, deixai Joaz conosco, é nosso irmão, ele pertence agora ao nosso amor, tal qual se fez e tal qual se apresenta"...

E enquanto o jovem sai como quem não se atrasa a fim de obedecer aos seus chefes hebreus, Pedro ainda aditou em voz tranqüila e atenta:

– "Ele será mais nosso em nossa casa, que esta casa é de Deus"!...




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Livro: A Vida Conta
Maria Dolores & Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 18 de Outubro de 2015, 04:16
(http://3.bp.blogspot.com/-sJHZfikjxHg/VhcPX0ZYQzI/AAAAAAAAXkc/nZRdA-gh1bw/s350/12039727_845545682227452_5778274800159748071_n.jpg)




"Amor e Paz"



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O desânimo é pântano venenoso onde se asfixiam as mais belas aspirações da vida.

A precipitação torna-se fogaréu a arder sem finalidade, muitas vezes prejudicando a lavoura do bem.

O receio sistemático constitui campo onde medram as plantas daninhas que destroem a sementeira da esperança.

A maledicência é geratriz de males incontáveis.

A preguiça urde a destruição do trabalho, tanto quanto a má vontade inspira a insensatez.

* * *

Comenta-se sobre a violência com exagerada cooperação dos veículos da moderna Informática, estimulando mentes enfermas e personalidades psicopatas a se entregarem à alucinação.

A terapia para a terrível epidemia que toma conta do mundo é o amor em todas as suas expressões.

Amor fraternal que sustenta a amizade e dissemina a confiança.

Amor espiritual que generaliza o interesse de todos pelo bem comum.

Amor cristão em serviço ativo, que desenvolve o trabalho e espraia a solidariedade.

O amor que compreende o erro è êmulo do amor que reeduca, da mesma forma que o amor que perdoa promove o amor que salva.

São formas de violência cruel: o torpe desânimo e a rude precipitação, o infeliz receio, a cruel maledicência e a maléfica preguiça, filhos espúrios do egoísmo que é, em si mesmo, o gerador dos males que desgovernam o mundo.

Contribui para a ordem e a paz mediante a utilização do verbo feliz, falando para ajudar - distendendo o conforto moral e as diretrizes de equilíbrio; mediante o pensamento - resguardando-te do pessimismo, irradiando ondas mentais de simpatia, orando em silêncio; através da ação produzindo no bem, mesmo que seja com a dádiva modesta de uma luz acesa na escuridão, de um vaso de água fria na ardência da sede, de uma côdea de pão distendida ao esfaimado, de um grão rico de vida na vala fértil com olhos postos no futuro...

Cada um pode oferecer a sua melhor parte, doar a mais importante quota que, em palavras simples e plenas, é o amor.

Jesus, em todas as circunstâncias, não obstante pudesse modificar as estruturas do seu tempo e solucionar os problemas daqueles que O buscavam, por amor ajudou cada criatura que a ele recorria, influenciando-a a mudar de atitude perante a vida e a crescer no bem, avançando em paz na direção de Deus, o amor Total.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Livro: Receitas de Paz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 06 de Novembro de 2015, 21:22
(http://1.bp.blogspot.com/-EvDWrhaghNM/Vi1xzC6Mm7I/AAAAAAAAXqc/KkwfftUV76Y/s400/12141723_851892104926143_4345606723012971490_n.jpg)



O Homem Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



No atual estágio da Psicologia profunda, um estudo da personalidade de Jesus não se torna conclusivo, por ausência de agudeza, recursos técnicos e profundidade de entendimento da Sua respeitável Doutrina, que vem abrindo expressivos espaços em torno da compreensão da criatura humana integral.

O Homem de Nazaré transcende as dimensões da análise convencional, pelo menos nos termos do pensamento que se deriva das belas, mas não concluídas, por enquanto, contribuições freudianas.

Examinada a criatura apenas do ponto de vista da libido, as raízes da observação encontram-se fixadas nas heranças animais, nos impulsos reprodutores, perdendo-se no primitivismo...

Por outro lado, as propostas que se derivam dos arquétipos junguianos vão apenas até as origens do inconsciente coletivo nos primórdios da evolução animal...

Ambos os conceitos, portanto, são insuficientes para penetrar na essência da causalidade do ser, na sua realidade espiritual, precedente às manifestações no plano físico terrestre.

Jesus transcende, desse modo, os estágios do processo de evolução na Terra, porquanto Ele já era o Construtor do Planeta, quando sequer a vida nele se apresentara.

Limitá-lO nas estreitas linhas psicológicas do ânima como do ânimus, ou simultaneamente, seria cingi-lO a limites do entendimento analítico em forma definitiva, aprisionadora.

Numa visão de Psicanálise perfunctória, poder-se-ia situá-lO como sendo uma síntese de ambas as polaridades em harmonia emocional, resultando em equilíbrio fisiológico, retratado no homem em que se superou, tornando-se Modelo e Guia para toda a Humanidade.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



As fontes disponíveis para a coleta de dados e análise profunda são as narrações evangélicas, insuficientes, pelo referir-se aos Seus ditos e ações mediante linguagem especial, às vezes vitimada por interpolações, deturpações, enxertos perniciosos, que lhes descaracterizam a exatidão.

Não se encontram relatos históricos, dados precisos, porém informações, algumas delas fragmentárias.

De todo o acervo, no entanto, se depreende haver sido Ele incomum.

Sua energia expressava-se com brandura.

Sua bondade manifestava-se sem pieguismo.

Sua coragem exteriorizava-se como valor moral que nada temia.

Seu amor abrangia todos os seres, sem deixar-se arrastar pelos sentimentalismos banais e desequilibrados.

Sua sabedoria irradiava-se, sem constranger os ignorantes.

Sua gentileza cativava, sem deixar distúrbios na emoção do próximo.

Era severo, não brutal; afável, não conivente; nobre, não orgulhoso; humilde, não verbal.

NEle coexistem as naturezas psicológicas ânima e ânimus em perfeita sintonia.

No Sermão da Montanha, Sua natureza ânima consolou e espraiou esperança; no Gólgota, Sua expressão ânimus alcançou o máximo, após as rudes e profundas experiências daquelas horas, que se iniciaram na solidão do Horto e se prolongaram até o momento da morte.

Faltam, portanto, parâmetros, paradigmas para penetrar o pensamento de Jesus e entender-Lhe a vida, rica e enriquecedora, complexa e desafiadora.

De uma forma geral, talvez mais simples, quiçá profunda, a Psicologia poderá mergulhar no Seu pensamento para entendê-lO através das Suas próprias palavras, caso logre compreendê-las:

- Eu sou o pão da vida...
- Eu sou a porta...
- Eu sou o caminho...
- Eu sou o bom pastor...



Somente indo até Ele e deixando-se penetrar pela Sua Realidade, poderá a Psicologia profunda entendê-lO sem O definir, estudá-lO sem O limitar.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Por instinto a criatura é agressiva, e quando não consegue exteriorizar essa violência, tomba em mecanismos de fuga, de depressão, de amargura. Herança dos estágios inferiores da evolução, deve ser canalizada para a aquisição dos valores morais, intelectuais, artísticos, profissionais.

A conquista da razão proporciona a transmutação da agressividade, fazendo que haja predominância da natureza espiritual em detrimento da animal, no ser humano.

Quando o indivíduo não consegue ou não deseja modificar-se, alterando o comportamento para o equilíbrio e o progresso, elege o litígio como forma de autossatisfação, de exaltação do ego. Torna-se contundente, invejoso, ciumento, trabalhando contra o processo natural da evolução.

Há momentos para aclaramentos e dissensões, em níveis elevados de discordância. Não a qualquer hora e por qualquer motivo.

Tem cuidado contigo! Deixa que perpasse em ti e te encharque a Energia Divina a fim de que superes a tentação de contender ou de te abateres ante os perseguidores contumazes, os litigantes da inutilidade.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



do livro Desperte e Seja Feliz
por Joanna de Ângelis e Divaldo Pereira Franco
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 08 de Novembro de 2015, 00:04
(http://3.bp.blogspot.com/-9QX0mJXu-vY/ViP9e5ywezI/AAAAAAAAQOA/LQNsd76sNvc/s350/j.jpg)




A Filosofia de Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Espiritismo tem na pessoa de Jesus o ideal e exemplo de desenvolvimento máximo do Espírito. As demais denominações cristãs o têm como Deus-Filho, pessoa da Trindade Divina. Os estudiosos dedicados a uma análise histórico-crítica do Novo Testamento, nem sempre movidos por compromissos de fé, tomam-no por seu papel social, não ignorando, porém, os seus dotes e capacidades singulares. Islâmicos consideram-no um dos mais importantes profetas; budistas e hinduístas diversos já se pronunciaram sobre Ele como um grande iluminado, guru e mesmo um ser divino. Qualquer que seja a perspectiva adotada, seria preciso desconsiderar completamente o relato dos Evangelhos para desprezar ou mesmo reduzir ao plano de pensador comum a figura de Jesus. Faz sentido, portanto, supor que um ser tão universalmente admirado e respeitado pelo seu ensino, a ponto de influenciar sobremaneira a cultura ocidental, com reflexos sobre outras, tenha uma filosofia própria.

Tratar da filosofia de Jesus, no entanto, continua a ser um trabalho extremamente ingrato, porque paradoxalmente este complexo e inesgotável pensador é tido pela maior parte da tradição filosófica como revelador religioso apenas, ao qual não se aplicariam as categorias do discurso filosófico. Ainda que esta conclusão absurda tenha sido contestada por inúmeros nomes ilustres, a concepção vulgar, incluindo a cultura acadêmica, repete os papéis estereotipados atribuídos pelos teólogos mais ortodoxos, sejam os católicos ou protestantes, de Cristo e dos apóstolos em seus papéis dogmáticos.

Estranhamente, o pensador que orienta toda a ética, metafísica e psicologia do Ocidente, especialmente querido pelos racionalistas de todos os tempos, teve a sua profundidade filosófica pervertida pelas disputas clericais iniciadas pouco após a sua morte. E com isso não quero me referir aos pontos em que evidentemente Jesus possui ascendência absoluta sobre o pensamento humano, tais como a questão da imortalidade, da ética, da dignidade humana, da Teologia, do autoconhecimento etc. Prefiro levantar um dos problemas mais graves da Metafísica e da Ontologia, em que suas ideias tão frutíferas continuam a oferecer ilimitados contributos, sem que sejam ainda reconhecidas.

Um daqueles pontos nos quais a razão parece estar em conflito consigo mesma, para reproduzir a feliz expressão de Kant, é o conflito entre livre-arbítrio e determinismo. Questão que deve a sua formatação moderna, senão a sua essência, aos problemas e soluções levantados pelo pensamento de Jesus. Em nenhum outro pensador os dois elementos se achavam tão presentes, tão harmoniosamente unificados, de modo que se qualquer outra influência tivesse sido determinante nesta questão, a filosofia deveria ter pendido para um dos dois. Se estoicos ou epicuristas tivessem prevalecido na orientação da tradição europeia, tenderíamos para o determinismo.

Se o platonismo ou o aristotelismo tivessem prevalecido, seríamos excessivamente confiantes no nosso poder. A síntese de Jesus equilibrou de tal modo esta questão que o conflito passou a ser insolúvel ou marcado pela igualdade complementar das duas forças, correspondendo esta última variante ao que se produziu de mais elevado na Filosofia e Teologia humanas.

A defesa que Jesus faz do livre-arbítrio transcende todas as categorias segundo as quais se havia julgado o poder do homem, elevando-o às alturas da divindade, fazendo dele até então visto como animal ou, na melhor das hipóteses, cidadão, o herdeiro do Deus único e absoluto. É tão grande a liberdade, na concepção de Jesus, que a fé do homem pode transportar montanhas, e todas as forças de sua alma estão sob o seu controle.

A fé, aliás, é exaltada sem qualquer restrição, pois “tudo o que for pedido com fé, será obtido”, e o rabi galileu atribuía as curas e milagres à fé dos requerentes, lembrando-lhes que “fora feito segundo a sua fé”. Em nenhum momento Jesus diz aos discípulos que eles são incapazes de repetir os seus feitos por ausência de talento ou habilidade, mas garante-lhes, ao contrário, que nada lhes é impossível e os repreende sempre por não terem a fé suficiente para tal ensejo.

Quanto ao patrimônio íntimo, Jesus inovava colocando todos os sentimentos e pensamentos sob a tutela da consciência. Enquanto a ética lidava até então com atos, Jesus ressalta a liberdade de consciência, estendendo a nossa responsabilidade aos “pecados cometidos em pensamento”. Recomendando a vigilância, estava Ele afirmando a necessidade de regrar as emoções e ideias. Transformando o amor em mandamento, contrariou completamente a ideia de um amor passional ou fruto de inclinação, gosto, tendência, e lançou as bases ainda incompreendidas da reforma emocional. Ao ensinar o amor a Deus e ao próximo, como mandamento maior, assegura-nos de que qualquer pessoa tem o governo de seus sentimentos, sendo responsável pela amargura, aridez ou floração interior. Pregou a verdade que liberta e afirmou que os homens andavam até então como escravos de seus pecados, estando libertos a partir daquele momento pela revelação de que o Espírito é senhor de seu destino, a par de todos os hábitos, costumes, instintos, atavismos e compromissos sociais.

Ao mesmo tempo e sem diminuir em nada esta prerrogativa de liberdade, Jesus apresentou uma visão da Providência tão absoluta, onipotente e imanente a todos os fenômenos da Criação que mesmo os judeus se espantavam com a sua convicção de que todas as coisas são determinadas por Deus. Recomendou a resignação incondicional às agruras da vida e às provações enviadas pela divindade. Apontou Deus como o Pai e Senhor da vida, em cujas mãos devemos nos depositar com desassombro, sem preocuparmo-nos com o dia de amanhã. Reuniu no sublime Sermão da Montanha as condições da iluminação com destaque para a entrega, abnegação e confiança na direção que Deus oferece ao mundo, dando a entender que o futuro está em suas mãos. Orou sempre a Deus para que tudo transcorresse conforme a sua vontade. Baseou a própria grandeza na destruição da vontade pessoal e na submissão à vontade do Pai, apresentando-se assim como revelação máxima de Deus, na exata medida em que não reconhecia ser nada fora dele.

Essa doutrina de implicações oceânicas gera, há dois mil anos, um estarrecimento da razão. Os que a aceitaram de modo humilde encontraram nela a serenidade e a consolação do determinismo divino e a responsabilidade e grandeza da liberdade individual. Os muitos que tentaram entendê-la reduziram-na às próprias limitações e enfatizaram os polos correspondentes às suas preferências.

Santo Agostinho concentrou-se na ideia de Deus, depositando nele, causa de tudo, a decisão sobre a salvação humana, e deixando ao livre-arbítrio apenas a decisão entre aceitar ou não a eleição. Pelágio, enfocando a divindade e responsabilidade do indivíduo, colocou nas mãos do homem a salvação ou queda, confrontando a ideia de Agostinho sobre a eleição pela graça de Deus e estabelecendo a necessidade de obras para a elevação do Espírito. Graças ao poder político do bispo de Hipona, Pelágio foi fortemente perseguido e julgado como herege, pesando sobre os ombros do santo africano a responsabilidade pelo desequilíbrio filosófico e doutrinário do Cristianismo.

Lutero e Erasmo, o reformista protestante e o católico, respectivamente, repetiram a mesma disputa mais de mil anos depois, dando sinais de que a Humanidade pouco evoluiu na interpretação da filosofia de Jesus. Enquanto Lutero condenou o livre-arbítrio em seu livro De servo arbítrio (Sobre o arbítrio escravo), Erasmo o exaltou em seu livro-resposta De libero arbítrio (Sobre o livre-arbítrio). Lutero acreditava que a única coisa em poder do homem é a sua entrega à fé. Se o fizesse, o homem converter-se-ia por força do poder de Cristo, e a fé revelada o transformaria. As boas obras seriam mera consequência dessa conversão. Erasmo, racionalista e liberal, rebatia que havia muitas interpretações conflitantes sobre as Escrituras, e que era impossível distinguir com certeza a fé correta da equivocada, a aparente da sincera, e que por isso a razão deveria fiscalizar a fé, e o homem deveria manter o seu livre-arbítrio e juízo crítico, embora aceitando a orientação das Escrituras. Erasmo também enxergava passagens em que Jesus sugere o livre-arbítrio, e por isso concluía que, na dúvida, o homem deveria agir como se a salvação dependesse de suas obras, esforçando-se por si mesmo como se não estivesse salvo, ao invés de entregar-se à ideia dogmática de estar garantido pela fé.

Ainda outras vezes a história da Teologia e da Filosofia polarizou-se numa dicotomia do pensamento de Jesus, em detrimento da completude magnífica que a sua síntese harmônica oferecia. Mas conquanto essas diástoles do pensamento tenham provocado contendas, foi também importante para o exercício do raciocínio que essas divisões didáticas e simplificadoras da dialética cristã ocorressem. Se ao menos conseguirmos aprender com este processo de evolução histórica, poderemos evitar a continuidade dessa cisão, e reconstituir a metafísica de Jesus em sua potência integradora original, onde livre-arbítrio e Providência implicam-se mutuamente, ao invés de se contradizerem.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Humberto Schubert Coelho
Fonte: Manancial de Luz
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 14 de Novembro de 2015, 17:31
(http://4.bp.blogspot.com/-uLH-y8WlZ7w/VkCGupJKmKI/AAAAAAAAX68/_0BhLzOmfkE/s400/12191684_862831273832226_205586362157535076_n.jpg)
Pintura: A Savior is Born by Joseph Brickey




Saudades de Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




No tumulto que assola em toda parte no planeta terrestre, desequilibrando o comportamento humano, parece não haver espaço para a harmonia, tampouco segurança para a vivência espiritual que dignifica e tranquiliza o Espírito.

As distrações confraternizam com as tragédias e os sorrisos misturam-se às lágrimas, numa paisagem de ilusão e dor, que empurram suas vítimas para o desencanto, a saturação, empobrecimento moral, o vazio existencial.

Multiplicam-se, assustadoramente, os agentes da hipnose do consumismo, em fuga espetacular da realidade, transformando-se em mecanismos impotentes para preencher as lacunas da alma sedenta de paz.

Ignorando-se como adquirir a harmonia íntima, a avalanche dos prazeres apresenta-se como a melhor maneira de desfrutar-se das horas que se vive, não conseguindo, porém, proporcionar bem-estar, por causa da sua fugacidade.

O número incontável de pessoas que não possui, porque desconhece, o sentido profundo da reencarnação, encanta-se com essas fantasias que logo são substituídas por outras, ansiosas e instáveis, que desaparecem na voragem dos conflitos em que sucumbem, sem consciência do que lhes acontece.

Os espetáculos de gozo imediato e fugidio apresentam-se, sempre, multiplicados, atraindo aficcionados, que se tornam vítimas do seu fascínio, logo transformado em solidão e mentira.

Os deuses da economia alertam e aprisionam os apaixonados pelo ter e pelo poder nos seus cofres e máquinas de ações e de títulos, entusiasmando-os a ponto de se escravizarem aos jogos das bolsas e negócios variáveis que propõem, segundo eles, a felicidade.

Firmam o conceito de que aqueles que são aquinhoados com a fortuna desfrutam da plenitude porque podem adquirir tudo quanto emociona.

Paraísos de indescritível beleza são-lhes oferecidos para os períodos de férias ou as permanentes férias com a ausência dos sentimentos elevados.

Olvidam que dinheiro nenhum consegue apagar a culpa no imo, oferecer afeto real e de profundidade.

Somente quando a razão abraça a emoção, em perfeita identidade de propósitos, é que o ser pode experimentar plenitude que não tem as aparências das satisfações fisiológicas e das apresentações exteriores em que o orgulho e a presunção destacam-se na sociedade.

O homem e a mulher necessitam de ideais engrandecedores para nutrir-se e crescer interiormente.

As aspirações meramente materiais, as que promovem o exterior, assim que conseguidas perdem o sentido e os abandonam sem consideração.

É nesse sentido que o Evangelho faz falta à sociedade moderna.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Quanta saudade de Jesus!

A Sua mensagem de ternura e amor, repassada de misericórdia, possui o condão mágico de alterar o significado de todas as existências.

A ingenuidade inserta na sabedoria dos Seus ensinamentos é um poema de atualidade em todos os tempos, que comove, propicia equilíbrio e restaura a compreensão em torno dos deveres que a todos cabe desempenhar.

Porque elegeu os infelizes, ergueu-os do caos em que se encontravam ao planalto da dignidade libertadora, fez-se o mais desafiador exemplo de bondade que o mundo conheceu, e tornou-se modelo para incontáveis discípulos fascinados pelo Seu exemplo, que tentaram repetir a incomparável façanha da compaixão e da caridade.

Revolucionou as convicções, nas quais predominavam o ódio e a vingança, e estabeleceu que o amor e o perdão constituem os elementos, únicos, aliás, para a completude individual e coletiva.

Utilizou-se de palavras simples para explicar os dramas complexos, assim como de imagens do cotidiano para elucidar os enigmas dos comportamentos em desvalor, que predominavam, e ninguém jamais falou conforme Ele o fez, emoldurando as palavras com as ações candentes da compreensão do sofrimento humano.

Ninguém valorizou a pobreza e os testemunhos de dor como instrumentos de elevação moral, como Ele o fez.

Nestes dias de complexas angústias, não são diferentes as aflições que necessitam da presença e do socorro de Jesus.

Pode-se afirmar que são mais afligentes, em razão das circunstâncias culturais e comportamentos alienantes, dos desafios e dos impositivos enfrentados, dos interesses em jogo, sob o domínio do ego.

Todos esses fatores, porém, têm as suas raízes no cerne do Espírito, resultado do seu atraso moral dos atos reprocháveis, do descaso pelos valores dignificantes que devem servir de roteiro seguro para a evolução.

Ante a ausência dos afetos que lenificam as aflições morais, dos desastres resultantes dos vícios e prisões emocionais, a figura inolvidável do Rabi faz muita falta aos deambulantes carnais.

Incontáveis mulheres equivocadas e criaturas endemoniadas encontram-se necessitadas do Seu amparo, cuja grandeza enfrentou a hipocrisia vigente em imorredouros testemunhos de afetividade.

Ricos, como Zaqueu, e miseráveis como todos aqueles que Lhe buscaram o auxílio enxameiam e movimentam-se sem norte ante a indiferença dos poderosos, não menos atormentados.

Quanta saudade de Jesus!




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Refugia-te no Amigo que não teve amigos e deixa que Ele te conduza.

Nada te perturbe ou confunda a tua mente, face à corrosão do materialismo dominador.

Medita na Sua vida de dedicação a todos os infelizes, que somos quase todos nós, e propaga-a porquanto, jamais, como na atualidade, Jesus necessitou tanto ser conhecido, para que a existência humana passe a ter sentido na sua imortalidade.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica
de 25.5.2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Em 27.8.2015.

   
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Novembro de 2015, 12:21
(http://2.bp.blogspot.com/-YIq3YUrxUAc/VkiMD-BZqII/AAAAAAAAX9U/x5rW0P2Po_4/s300/12241243_864517493663604_3041701594450177801_n.jpg)



Diante do Amor




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Um rápido olhar do homem, através do plano em que evolui, revelar-lhe-á o Amor Divino, que lhe assegura a existência.

***

A gota d’água, aparentemente esquecida nas entranhas do solo, alimenta manancial.

O manancial preserva a fonte.

A fonte adere ao grande rio.

O grande rio coopera no equilíbrio do mar.

O mar produz a nuvem.

A nuvem garante a chuva.

A chuva nutre o verme.

O verme aduba a terra.

A terra protege a semente.

A semente mantém a floresta.

A floresta, com a sua riqueza, desdobra-se em utilidades, para a vida.

***

Para o Homem todas as forças da Natureza trabalham espontaneamente, reconhecendo-o por senhor da inteligência que lhes cabe reverenciar e servir.

***

O homem, no entanto, em laborioso processo de adaptação às Leis Divinas, ainda não soube aprender com as forças mais simples que o cercam a felicidade de se doar em serviço ao mundo para retomar a si mesmo em nível mais alto, algemado qual se encontra ainda às cristalizações do egoísmo, que dele fazem um rei mendigo, prisioneiro no cárcere das próprias limitações.

***

Atingindo a razão, o espírito humano, em milênios de luta, sofre a hipertrofia da intelectualidade mal conduzida, e, desequilibrado em si próprio, pela carência de sentimento e pelo excesso de raciocínios transviados, mais se lhe acentua agora, com os eventos da nova civilização, a forma esfingética em que se confundem nele as fulgurações do anjo e os instintos da besta.

***

Urge aceitar com Jesus a tarefa de convocar as criaturas ao Amor, sentido, criado, e profundamente vivido, ao preço de nossa própria renunciação, para que os novos tempos nos encontrem sob feições novas.

***

Outros mundos nos acenam a mais amplos recursos evolutivos e outras humanidades nos convidam à exaltação da consciência cósmica...

***

A Terra de hoje marcha para a Terra de Amanhã...

***

Ajustemos-nos à Lei que nos recomenda o Amor a Deus, através do nosso devotamento à todos os seres da Criação e, aprendendo com a Natureza que nos sustenta e socorre, sob os ditames desse mesmo Amor, em nome do próprio Deus, atingiremos o ponto de junção com os nossos irmãos mais evoluídos que já se sublimaram nas esferas da angelitude.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Livro Viajor - pelo Espírito Emmanuel, psicografia Chico Xavier
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 06 de Dezembro de 2015, 00:25
(http://1.bp.blogspot.com/-xHRrIvRixqk/VmDQKFbGm0I/AAAAAAAAQhE/aRB6H9vGhRQ/s400/nj.jpg)



O Natal de Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.

Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.

A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.

Não mais o estábulo simples, nosso próprio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...

Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico.

Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.

E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.

E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.

È o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.

Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.

O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.

Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.

Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.

O primeiro renova a alegria.

O segundo reforma a responsabilidade.

Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.

Não nos esqueçamos.

Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Emmanuel e Chico Xavier
do livro Fonte de Paz
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Dezembro de 2015, 00:34
All Hail The Power Of Jesus Name - London Philharmonic Orchestra [Hymns Triumphant] (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD90aW1lX2NvbnRpbnVlPTIzNyZhbXA7dj1fUG1heVFubnNHZyM=)



Um dia



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


Um dia, verás a ti mesmo em plano diferente.

Parecer-te-á, então, haver acordado de um sono profundo e, por isso mesmo, tudo te surpreenderá. Amigos que não vias, há muito tempo, se aproximarão de ti, estendendo-te as mãos. Perguntarás a vários deles: onde estavas que não mais te encontrei? Por que te distanciaste de mim? Todos te abraçarão, com a alegria a lhes fulgurar nos olhos, Fitarás as árvores carinhosamente podadas, formando corações que palpitarão de vida, plantas outras, mostrando as frondes entrelaçadas, lembrando mãos que se tocam afetuosamente. Respirarás profundamente, reconhecendo, assim, as qualidades nutrientes do no ambiente em que te virás...

Naquela festa de almas, porém, um homem de olhar manso desce de um torreão brilhante e caminha na direção dele.

Em vão, o recém-chegado tenta retirar dele os olhos magnetizados pelo amor que o desconhecido irradia. Ele caminha serenamente a fixá-lo com bondade, com a familiaridade de quem o conhecia.

- “Ah! – pensou o recém-vindo decerto que este amigo me conhece, de longo tempo”.

A custo, venceu a própria indecisão, e indagou do companheiro mais próximo:

- “Quem é este homem que está chegando até nós”?.

- “É o Mensageiro da Vida”.

Não houve tempo para outras inquirições.

Efetivamente, aquela simpática e estranha personagem lhe endereçou saudações fraternas e segurando-lhe a destra, qual se nela conseguisse ler todas as minudências da sua vida, não lhe perguntou pelo próprio nome, nada arguiu quanto à família a que pertencera ou à posição que exercera... Apenas pousou nele demoradamente os olhos azuis e perguntou-lhe:

-“Amigo, o que fizeste?”





(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




(Obra: A Semente de Mostarda - Chico Xavier/Emmanuel)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 04 de Fevereiro de 2016, 22:02
(http://4.bp.blogspot.com/-YZznd5cs3Bk/VqqsuubMkYI/AAAAAAAAYf0/Du3lrt127wk/s350/12522926_898634873585199_7038550340360626055_n.jpg)



"Amor" Real Face de Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Devemos aprender a amar qualquer um dos filhos de Deus como se fosse o mais querido de nossos irmãos !

Eu agradeço muito a consideração que os irmãos espíritas sempre demonstraram por mim, mas eu não sou propriedade do Espiritismo !

Eu pertenço a Jesus, e a vontade Dele deve ser a minha vontade !
Estarei onde Ele desejar que eu esteja - fazendo o que Ele queira que eu faça ! E, como sei que Ele sempre está mais perto de quem mais sofre, é justamente com os que choram que também devo estar !

O Espiritismo praticado, Doutor - e não estou me referindo a nenhuma prática de natureza mediúnica ! -, é a revivescência do Evangelho !

Imaginemos se o Divino Senhor tivesse se envolvido em intérminas discussões teológicas com os doutores da lei - o que haveria de ser da Boa Nova ? As suas passagens pelas sinagogas eram sempre muito rápidas, porque a multidão O esperava lá fora - os famintos, os nus, os doentes, os perturbados de toda espécie...
Era o pai de um menino lunático, que um espírito, com a intenção de matá-lo, ora o lançava sobre o fogo, ora sobre a água; o paralítico de Cafarnaum, que se arrastava pelas ruas, ante a indiferença dos homens; o homem da mão ressequida que, contrariando o dogmatismo dos fariseus.

Ele curou num dia de sábado; a filhinha da mulher cananeia, que O procurou e, em lágrimas, suplicou-lhe compaixão; o pobre cego de Betsaida, a cujos olhos mortos Ele devolveu a possibilidade de ver...

Jesus, sendo judeu de nascimento, não nasceu apenas para os judeus, porque, em realidade, a Judeia é o mundo inteiro !
O sectarismo religioso é de funestas consequências para o Amor a Deus e ao Próximo !

Não, Doutor - continuava o médium quase transfigurado em luz -, eu fui ao Espiritismo, mas para que o Espiritismo vá ao povo ! A nossa Doutrina encerra a essência da Verdade, mas a Verdade sem o Amor é um anjo desprovido de asas !

A Terra ainda é o meu lugar - estarei ao lado dos que sofrem, porque todos já fomos o escriba e o fariseu que passaram ao largo, ignorando o homem caído na estrada... O samaritano da Parábola não era espírita e nem médium - era simplesmente um homem que se compadeceu !




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Chico Xavier

(Obra: Trabalhadores da Última Hora - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 15 de Fevereiro de 2016, 21:29
(https://4.bp.blogspot.com/-isdoFE-hfWc/VsDBNzItcKI/AAAAAAAAYns/StgXDyUmew4/s400/12744213_911428042305882_241839199991690914_n%2B%25282%2529.jpg)




Livre-Arbítrio




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34

Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira responsabilidade da opção efetuada.
O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.

O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz !
Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as inevitáveis consequências da ousadia...

Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.
O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.

Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que
decide percorrer...

E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos
testemunhos !

- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !

Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive,tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,esteja recebendo pedradas.



(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Cristo nos ensinou que, para ascender a maior altura, o espírito necessita de maior renúncia.



(Obra: Liceu da Mediunidade - Carlos A.Baccelli/Paulino Garcia)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: lconforjr em 17 de Fevereiro de 2016, 03:12
Re: Jesus, Mestre de nossos corações...

      Ref resp #43 em: 15 02 16, às 21:29, de Macili

      A jovem amiga Macili, trouxe-nos texto psicografado sobre o livre-arbítrio. Vou comentá-lo para que possamos raciocinar acerca dos comentários pois, como manda a doutrina, devemos ter uma “fé raciocinada”.   

      Aliás, para não aborrecer os amigos por tantas perguntas q faço, aqui farei apenas duas:

      - Se a faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, qual é a causa de usarmos tão mal essa faculdade que, só neste pequeno planeta, são cerca de 7 bilhões de irmãos nossos que, no passado o usaram mal, e continuam a usá-lo mal, no presente?

     - se o problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, isto é, que de nós depende o segui-lo ou não, porq Jesus disse que não somos nós que escolhemos segui-lo: “Ninguém vem a mim, se o Pai que me enviou, não o mandar a mim!”.

.................
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 20 de Fevereiro de 2016, 16:12
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/b0/1c/48/b01c48be24698bc4404af7e52f2f2dab.jpg)




Corpo de Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



        Certa feita assistimos uma película bastante interessante. Com a denominação de A investigação, o filme nos remete aos anos seguintes à morte do Cristo.

        A intenção parece clara, a princípio: tentar provar que verdadeiramente o Mestre não ressuscitou.

        É que os homens, por não entenderem das questões, acreditam que Jesus ressuscitou e apareceu com Seu corpo de carne.

        De fato surge a pergunta: O que aconteceu com o corpo de carne de Jesus?

        Pois se o corpo com que se apresenta à Madalena, aos discípulos e ascende aos céus, na Galiléia, é um corpo espiritual, diferente - onde está o de carne,  que foi sepultado nos jardins de José de Arimatéia?

        Teriam os discípulos furtado o corpo?

        Possivelmente, não. Os quatro Evangelistas nos dizem que os discípulos se espantaram ao receberem a notícia da ressurreição do Cristo.

        À época, eles não entendiam as questões mais profundas que dizem respeito ao corpo espiritual.

        Eles estavam amedrontados, temiam as perseguições. Seriam incapazes de uma ação que requeria coragem, desde que os sacerdotes haviam tomado todas as providências para que o corpo não caísse nas mãos dos Apóstolos.

        Teriam os sacerdotes furtado o corpo?

        Também não. Eles, em especial, tinham o máximo interesse em conservar o corpo de Jesus no túmulo.

        Seria muito oportuno apresentar o corpo, quando os discípulos começassem a pregar o Evangelho do Senhor e falassem da ressurreição. O que eles desejavam mesmo era mostrar o corpo sepultado de Jesus, para provar que Ele não tinha a capacidade de ressurgir, como afirmara antes da Sua morte.

        Mas por que o corpo deveria desaparecer?

        É bom levar em consideração que até então, tanto os sacerdotes como os discípulos de Jesus levavam Suas palavras ao pé da letra. Não tinham idéia exata de como o Espírito sobrevivia à matéria.

        Se, portanto, os discípulos vissem o corpo de Jesus se dissolvendo no túmulo, pelo processo natural pós-morte e O vissem, ao mesmo tempo, vivo, ressuscitado, tomariam o Mestre por uma visão. Não acreditariam no que tinham visto.

        Dessa forma, o desaparecimento do corpo de Jesus trouxe duas vantagens ao movimento nascente.

        Primeira, fortificou a fé dos discípulos que, vendo o Mestre materializado perante eles, não mais duvidaram da Sua missão e saíram a pregar o Evangelho.

        Segunda, deixou os sacerdotes sem nenhuma arma para contradizer os ensinos de Jesus. Não puderam semear a confusão, como pretendiam, no seio do Cristianismo.

        Como desapareceu o corpo de Jesus? Possivelmente, Ele mesmo, o Senhor dos Espíritos, com todo o Seu poder, o terá desmaterializado. Já de outra feita, ainda em vida terrena, isso realizara, para escapar da sanha assassina dos que O pretendiam matar, lançando-O de cima de um grande monte.

        Ou então, amigos de Jesus transportaram o Seu corpo para algum túmulo distante e desconhecido. Ali se desfez, retornando a matéria ao  reservatório da natureza, em processamento natural.

        De uma ou de outra forma, foi uma medida muito acertada para se evitar conseqüências danosas ao futuro do Evangelho. Com certeza, também para evitar que o Seu corpo se tornasse fruto de veneração, idolatria, em detrimento dos Seus ensinos imperecíveis.

        Afinal não foi o próprio Cristo que ensinou que se deveria adorar ao Pai em Espírito e Verdade? Como poderia Ele não providenciar para que o Seu corpo não se tornasse objeto de disputa ou adoração indevida?

        Mesmo na morte, percebe-se a grandeza desse Espírito excelso que é o Senhor Jesus, nosso Irmão e Mestre.

* * *

        O túmulo onde foi encerrado o corpo de Jesus jamais fora utilizado anteriormente. Se ninguém reclamasse o corpo, ele seria atirado à vala comum. Ou como normalmente acontecia, apodreceria na cruz.

        José de Arimatéia era um dos muitos admiradores de Jesus. Pertencia à classe culta da Judéia e gozava de grande influência junto ao Governo.

        Sem medo, ele interfere e reclama o corpo de Jesus para Lhe dar sepultura decente. Gratidão do amigo a quem lhe trouxera os ensinamentos da vida eterna.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




Redação do Momento Espírita, com base no filme A investigação, produção italiana, ed. Paulinas.
Em 06.02.2008.




Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 18 de Março de 2016, 23:22
(https://2.bp.blogspot.com/-qyE94G08o5g/Vz5NVoOI5WI/AAAAAAAAZRo/MtsRXPfhTaoy01csyw0yj1qgPK3FuOP1QCLcB/s350/13095744_961132354002117_4410870866080791234_n.jpg)




Mulheres



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Jesus, em sua vida pública, percorria as diversas cidades da Galileia, a fim de pregar o Reino de Deus, que iniciava naqueles dias a sua implantação na Terra.

Realizando curas notáveis e expulsando os Espíritos malignos (Mateus, 4:23-25), era alvo de atenção em todos os vilarejos e cidades que percorria.

Seguido, especialmente, por doze homens escolhidos, chamados discípulos, Jesus fazia seus percursos acompanhado por outras pessoas.

Os Evangelhos são unânimes ao afirmar que mulheres os acompanhavam (Marcos, 15:40-41; Lucas, 23:49; João, 19:25). Citam nomes como Maria Madalena, Joana de Cuza, Susana e vários outros.

Há, porém, uma distinção entre as mulheres e os discípulos.

Todos ali estavam para servi-Lo (Mateus, 27:55), no entanto, os homens foram chamados por Jesus em convites claros e firmes. Elas acreditaram na mensagem por iniciativa pessoal, o que demonstra a busca espiritual que já realizavam.

O judaísmo era muito severo com as mulheres. Por classificá-las, desde a Criação (Genesis, 1:27), inferiorizadas e dependentes do homem, nunca podiam assumir uma posição de destaque na religião. A poligamia masculina era grande, também, tudo possibilitando ao sexo masculino e negando ao feminino.

Jesus rompe com estas práticas judaicas que afastam as mulheres dos assuntos religiosos. Há, no Novo Testamento, 201 verbetes do substantivo "mulher".

Algumas serviam a Jesus com as suas riquezas, como Joana de Cuza e Susana, o que equivale dizer que conseguiram romper com o status social que possuíam, não se intimidando com os preconceitos da sociedade e acompanhando Jesus em suas viagens.

As mulheres não guardavam dúvidas sobre aquele Reino anunciado por Jesus. Conquistaram certezas que a pregação evangélica ia dar certo e, por isso, confiaram plenamente, e conseguiram forças para enfrentar todas as diversidades.

No episódio da crucificação, quando o abandono ao Cristo é máximo e seus adeptos escassos, eis que a solidão do Messias é quebrada por mulheres corajosas que, não longe, acompanham a morte do Cordeiro de Deus.

Elas creram que Ele era o Mensageiro Divino, justo em todos os tempos. O Rei que guarda todo um reino para seus súditos. O Messias libertador das consciências oprimidas. O Grandioso Filho de Deus que vem representa-Lo na Terra.

O valor moral das piedosas mulheres garantiu para elas a primeira aparição de Jesus após a crucificação, na ressurreição (João, 20:14-17). Embora os discípulos escolhidos neguem esta alvissareira notícia que elas levavam para eles, as mulheres, com fé inabalável, continuavam a crer que o Mestre era realmente o Pão Verdadeiro (Lucas, 24:10-11).

Jesus era o mesmo no auge das pregações, na cruz e na ressurreição. E dignou-se a aparecer para elas, dando notícia da imortalidade gloriosa.

As seguidoras, inigualáveis, tornaram-se testemunhas e, embora algumas vezes, à distância, continuaram o que Jesus começou. Testificaram a todos o que uma sociedade injusta faz com o inocente.

É por isso que Paulo, o apóstolo, vivendo em uma sociedade machista, em algumas de suas epístolas, expressando a cultura da época, bem consciente do valor da mulher na nova ordem que surgia com o Cristianismo, afirmou: "Diante do Senhor, a mulher não existe sem o homem e o homem não existem sem a mulher. Pois, como a mulher provém do homem, assim também o homem nasce pela mulher e tudo vem de Deus" (I Coríntios, 11:11-12).




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Fonte: boletim SEI, edição março/2016
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 17 de Abril de 2016, 23:32
(http://2.bp.blogspot.com/-zI2EIE785uU/TbHo7o7AKZI/AAAAAAAACMU/XAHUo0jZ1OA/s500/ATgAAABiTsnFxiHTB44r7NoQtwTEtUziZ-FJkNvcH4Lnaw3nB-2vQj5_aVA_A186-sA3hyVYAlkJJoT035yJZoQm5I9jAJtU9VBPsRY8wrpEwV-Te31b21GVyzinMQ.jpg)



Amor e Renúncia



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




O manto da noite caía de leve sobre a paisagem de Cafarnaum e Jesus, depois de uma das grandes assembléias populares do lago, se recolhia à casa de Pedro em companhia do apóstolo. Com a sua palavra divina havia tecido luminosos comentários em torno dos mandamentos de Moisés; Simão, no entanto, ia pensativo como se guardasse uma dúvida no coração.

Inquirido com bondade pelo Mestre, o apóstolo esclareceu:

- Senhor, em face dos vossos ensinamentos, como deveremos interpretar a vossa primeira manifestação, transformando a água em vinho, nas bodas de Caná? Não se tratava de uma festa mundana? O vinho não iria cooperar para o desenvolvimento da embriaguez e da gula?

Jesus compreendeu o alcance da interpelação e sorriu.

- Simão - disse Ele -, conheces a alegria de servir a um amigo?

Pedro não respondeu, pelo que o Mestre continuou:

- As bodas de Caná foram um símbolo da nossa união na Terra. O vinho, ali, foi bem o da alegria com que desejo selar a existência do Reino de Deus nos corações. Estou com os meus amigos e amo-os a todos. Os afetos dalma, Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria; seja o nosso coração uma sala iluminada onde eles se sintam tranquilos e ditosos. Tenhamos sempre júbilos novos que os reconfortem, nunca contaminemos a fonte de sua simpatia com a sombra dos pesares! As mais belas horas da vida são as que empregamos em amá-los, enriquecendo-lhes as satisfações íntimas.

Contudo, Simão Pedro, manifestando a estranheza que aquelas advertências lhe causavam, interpelou ainda o Mestre, com certa timidez:

- E como deveremos proceder quando os amigos não nos entendam, ou quando nos retribuam com ingratidão? Jesus pôs nele o olhar lúcido e respondeu:

- Pedro, o amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensas. A renúncia é o seu ponto de apoio, como o ato de dar é a essência de sua vida. A capacidade de sentir grandes afeições já é em si mesma um tesouro. A compreensão de um amigo deve ser para nós a maior recompensa. Todavia, quando a luz do entendimento tardar no espírito daqueles a quem amamos, deveremos lembrar-nos de que temos a sagrada compreensão de Deus, que nos conhece os propósitos mais puros. Ainda que todos os nossos amigos do mundo se convertessem, um dia, em nossos adversários, ou mesmo em nossos algozes, jamais nos poderiam privar da alegria infinita de lhes haver dado alguma coisa!...

E com o olhar absorto na paisagem crepuscular, onde vibravam sutis harmonias, Jesus ponderou profeticamente:

O vinho de Caná poderá, um dia, transformar-se no vinagre de amargura; contudo, sentirei, mesmo assim, júbilo em absorvê-lo, por minha dedicação aos que vim buscar para o amor do Todo-Poderoso.

Simão Pedro, ante a argumentação consoladora e amiga do Mestre, dissipou as suas derradeiras dúvidas, enquanto a noite se apoderava do ambiente, ocultando o conjunto das coisas no seu leque imenso de sombras.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



do livro Boa Nova, na Escola do Evangelho,
pelo Irmão X - Humberto de Campos, psicografia de Francisco C. Xavier
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 02 de Julho de 2016, 21:06
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/72/de/b3/72deb34d80bd117f6259404167f6854d.jpg)


Jesus e a Afetividade



    A mensagem do Mestre Jesus baseia-se no afeto.

    Jesus sempre foi, é e será o exemplo claro do que é ser afetivo, pois essa expressão envolve a capacidade de nos relacionar emocional e sentimentalmente às criaturas.

    Portanto, devemos transcender as dificuldades encontradas com relação à afetividade e nos espelhar na vivência crítica Daquele que é "o caminho, a verdade e a vida"

    Comentário de Ivete Tietz Granato


(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Quando se propõe a falar de afetividade relacionada à figura do Mestre Jesus, nos deparamos na precariedade dos relatos evangélicos acerca dos mínimos gestos do Cristo em relação às criaturas que o abordavam. Precariedade provavelmente relacionada com a objetividade escolhida por Jerônimo, ao ser indicado, pelo Imperador Focas, para a montagem da Vulgata Latina, ou seja, a versão que se tornaria aceita pela Igreja Oficial sobre os textos até então reunidos sobre a vida de Jesus e seus principais seguidores. Ocupado com a necessidade de transmitir informações que compusessem o corpo doutrinário do Cristianismo, de forma clara e concisa, certamente abriu mão de relatos mais poéticos e, provavelmente, mais ricos no sentido da expressividade de Jesus em seus relacionamentos.

Nossa crítica, porém, não pretende denegrir ou negar os propósitos verdadeiros daquele sábio e mesmo querer negar que alguns fatos foram mantidos, registrando lições profundas da capacidade de Jesus para demonstrar os seus sentimentos para os que compartilhavam da sua presença.

Certamente os que conviveram com ele em sua intimidade tiveram a oportunidade de acompanhá-lo e com ele aprender as mais sublimes e sutis manifestações de afeto, não só no sentido de expressá-los, mas também de como recebê-los.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Jesus e Afetividade


Em sua trajetória na Terra, em especial nos anos de seu messianato, o Mestre conviveu com homens das mais diversas classes sociais e culturais, aproveitando cada momento para oferecer-lhes um novo ensinamento que enfatizasse a supremacia da experiência amorosa como remédio para que as relações humanas fossem mais harmoniosas e felizes, levando a todos, por consequência, a um encontro íntimo com o seu Criador.

Embora desprezado e desonrado pelos seus contemporâneos, o Cristo Jesus, advindo de uma região de pouca importância (Nazaré) e de uma família socialmente desvalorizada, com um papel aparentemente apagado em seu momento histórico, transformou-se na figura mais importante do contexto da história, transformando a contagem cronológica em antes e após a sua vinda.

Certamente, seus ensinamentos foram o grande feito de sua pessoa, mas eles só permaneceram registrados na história pela força dos seus exemplos, que dignificavam a sua posição diante de toda a Humanidade.

O Evangelho não apresenta relatos de que Jesus tenha sorrido (dando a impressão a muitos de que ele desvalorizasse a alegria) ou mesmo informa-nos de gestos simples e afetuosos de sua pessoa, gerados na intimidade do seu lar ou nas residências em que se hospedou; no entanto, informa-nos, a todo momento, do seu cuidado com a pessoa humana, com a valorização da criatura independentemente do sexo, raça, cor ou estado social e enfatiza-nos a importância da disponibilidade íntima e do exercício de servir como regras para o bem viver.

Suas posturas diante das crianças, seus contatos com as mulheres, em especial, com aquelas consideradas de má conduta e de condição social inferior, os diálogos desenvolvidos com indivíduos de outras raças (atitude condenada entre os judeus), aos quais ajudava prontamente, demonstram a sua envergadura espiritual e apontam para a urgência da transformação moral de nossa humanidade, postando-nos afetuosamente diante de qualquer criatura.

Todos seus posicionamentos são lições vivas para o aprendizado do Amor, sem contudo significarem abandono de regras morais divinas e imutáveis. Seus gestos gentis e doces eram substituídos por posicionamentos firmes e incisivos, quando estes se faziam necessários. Seus sentimentos eram coadjuvados pela razão, mas, acima de tudo, seus atos eram a expressão mais pura da Vontade divina, vivência plena da Lei de Deus.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Alguns exemplos, retirados do Novo Testamento, que retratam os seus ensinamentos para o atendimento das criaturas em diferentes condições, fornece o remédio para uma vida mais sadia:


 >   Para um bom relacionamento: “Fazei aos homens tudo o que queiras que eles vos façam, pois é nisto que consistem a Lei e os Profetas.” (Mt., 7:12)
 >   Para quem se sente magoado: “Então Pedro, se aproximando, lhe disse: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão, quando ele houver pecado contra mim? Será até sete vezes? Jesus lhe respondeu: Eu não vos digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt., 18:21-22)
 >   Para quem não sabe perdoar: “Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar, e ali lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta. Assume logo uma atitude conciliadora com o teu adversário enquanto estás com ele no caminho...” (Mt., 5: 23-25)
 >   Para aquele que não sabe como utilizar-se das palavras: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; por que o que passa disto é de procedência maligna.”(Mt. 5:37)
 >   “Eu vos digo que toda palavra inútil que os homens disserem darão contas no dia do Juízo. Pois por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” (Mt., 12: 36-37)
 >   Para os sequiosos pela riqueza: “Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai celestial os alimenta; não sois muito mais do que eles? (Mt., 6:26)
 >   Para os coléricos: “Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encolerizar contra o seu irmão, terá de responder em juízo; aquele que chamar ao seu irmão: Cretino! Estará sujeito ao julgamento do Sinédrio;” (Mt., 5:22)
 >   Para os ansiosos: “Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem com vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa?”   (Mt., 6:25)
 >   Para os que vivem em plena juventude: “Que ninguém o despreze por ser jovem. Quanto a você mesmo, seja para os fiéis um modelo na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza.” ( I Tim., 4: 12)
 >   Para os temerosos: “E não temais os que matam o corpo, e que não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.” (Mt., 10: 28)
 >   Para os que vivem atormentados pelos apelos sexuais: “Mas, se não são capazes de dominar os seus desejos, então se casem , pois é melhor casar-se do que abrasar-se” (I Cor., 7: 9)
 >   “Fujam da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem comete, é exterior ao seu corpo; mas quem se entrega à imoralidade peca contra o seu próprio corpo.” (I Cor., 6: 18)
 >   Para os que se encontram tristes: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.” (Mt., 11: 28)
 >   Para os orgulhosos: “Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.” (Mt., 18 : 4)
 >   Diante dos sofredores: “E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.” (Mt., 10: 42)
 >   Diante do pecador: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João, 8: 11)
 >   Diante das convenções sociais: “Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem aos sábados.” (Mt., 12 : 11 e 12)
 >   “Dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mc., 12 : 17).




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Postado por Roberto Lúcio Vieira de Souza, na RIE-Revista Internacional de Espiritismo, em Julho/2004. O autor é médico, vice-presidente da AME-Brasil, escritor e conferencista conhecido em todo Brasil.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Julho de 2016, 03:05
(http://1.bp.blogspot.com/-44WPLGfA9gQ/VXXaoPkVlhI/AAAAAAAAQ5c/oyoYfkJtV3M/s400/jesuscaminhandorenteaomar.jpg)



As Parábolas e sua Interpretação



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Na acepção geral do termo, parábola é uma narrativa que tem por fim transmitir verdades indispensáveis de serem compreendidas.

As Parábolas dos Evangelhos são alegorias que contêm preceitos de moral.

O emprego contínuo, que durante o seu ministério Jesus fez das parábolas, tinha por fim esclarecer melhor seus ensinos, mediante comparações do que pretendia dizer com o que ocorre na vida comum e com os interesses terrenos. Sugeria, assim, o Mestre, figuras e quadros das ocorrências cotidianas, para facilitar mais aos seus discípulos, por esse método comparativo, a compreensão das coisas espirituais.

Aos que o ouviam ansiosamente, procurando compreender seus discursos, a parábola tornava-se-lhes excelente meio elucidativo dos temas e das dissertações do Grande Pregador.

Mas os que não buscavam na parábola a figura que compara, a alegoria que representa a idéia espiritual, e se prendiam à forma, desprezando o fundo, para estes a Doutrina nem sequer aparecia, mas conservava-se oculta, como a noz dentro da casca.

Daí a resposta de Jesus aos discípulos que lhe inquiriram a razão de Ele falar por parábolas: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é isso dado. Pois ao que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem; até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”

“Por isso lhes falo por parábolas, porque vendo não vêem; e ouvindo não ouvem, nem entendem. E neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz: Certamente ouvireis, e de nenhum modo entendereis. Porque o coração deste povo se fez pesado, e os seus ouvidos se fizeram tardos, e eles fecharam os olhos; para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos, entendam no coração e se convertam e eu os cure.”
Pelo trecho se observa claramente que os fariseus e a maioria dos judeus, em ouvindo a exposição da parábola, só viam a figura alegórica que lhes era mostrada, assim como, quem não quebra a noz, só lhe vê a casca.

Ao passo que com seus discípulos não acontecia à mesma coisa; eles viam e ouviam o ensino, o sentido espiritual que permanece para sempre; não se prendiam à figura ou a palavra sonora, que se extingue desvanece.

De modo que os fariseus ouviam, mas não ouviam; viam, mas não viam( ); porque uma coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do corpo, outra coisa é ver e ouvir com os olhos e ouvidos do Espírito.

A condição que Jesus expõe, como sendo indispensável “para nos ser dado e possuirmos em abundância” é como diz o texto, de “nós termos” — Mas “termos” o quê? Certamente algum princípio doutrinário unido à boa vontade para recebermos a Verdade — “Aquele que tem ser-lhe-á dado e terá em abundância.”

E o obstáculo à recepção da sua Doutrina é o indivíduo “não ter” — não ter a mais ligeira iniciação espiritual e não ter boa vontade para receber a Nova da Salvação.

De modo que a Parábola Evangélica é uma instrução alegórica, exposta sempre com um fim moral, como um meio fácil de fazer compreender uma lição espiritual, pelo menos, a opinião do evangelista Mateus quando diz: “Todas estas coisas falou Jesus ao povo em parábolas, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em Parábolas a minha boca, e publicarei coisas escondidas desde a criação.” (Mateus, XIII, 34-35).

Finalmente, as Parábolas têm pouca importância para os que as tomam como foram escritas; demais, o sentido nunca deve ser desnaturado ou transviado, sob pena de prejudicar a Ideia Cristã. Por exemplo, ao que vê na parábola do “tesouro escondido” um meio de enriquecer materialmente, ou na parábola do “administrador infiel” uma lição de infidelidade, lhe será preferível fechar os Evangelhos e continuar a tratar de seus negócios materiais.

A inteligência dos Evangelhos explica perfeitamente a interpretação espiritual que Jesus dá aos seus ensinos. Se os Evangelhos fossem um amontoado de alegorias sem significação espiritual, nenhum valor teriam.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Cairbar Schutel, em Parábolas e Ensinos de Jesus


Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Julho de 2016, 20:49
(https://1.bp.blogspot.com/-ZIbbvRgY3iY/V2yaxUU3PMI/AAAAAAAARNM/kxAZ73JaHSUaFKTs7-P6k5Z21IxH93MpwCLcB/s1600/j1.gif)



Médium com Jesus



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Mediunidade é o dom que nos delega
O Criador para o nosso progresso,
Pois cada psiquismo se encontra imerso
Na torrente mental que tudo agrega.


Mediunidade é base do altruísmo
E do socorro àquele que estorcega;
Da escuridão a consciência desapega
Com paciência, longe do imediatismo.


Bendito é quem, pela mediunidade,
Valoriza o bem e a fraternidade,
E se renova, alcançando mais luz,
Por ter tornado o estudo continuado
O caminho seguro e alcandorado
Para ser um bom médium com Jesus.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Sebastião Lasneau

Mensagem psicografada por José Raul Teixeira, em 06/11/2010,
durante a Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da
 FEB, em Brasília, DF.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 18 de Julho de 2016, 20:27
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/b6/17/9e/b6179e70b7572f999aefc99b53084e6d.jpg)



Jesus e Desafios



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O processo de evolução constitui para o Espírito um grande desafio.

Acostumado às vibrações mais fortes no campo dos sentidos fisicos, somente quando a dor o visita é que ele começa a aspirar por impressões mais elevadas, nas quais encontre lenitivo, anelando por conquistas mais importantes.

Vivendo em luta constante contra os fatores constringentes do estágio em que se demora, vez por outra experimenta paz, que passa a querer em forma duradoura.

No começo, são as dores com intervalos de bem-estar que o assinalam, até conseguir a tranquilidade com breves presenças do sofrimento, culminando com a plenitude sem aflição.

De degrau em degrau ascende, caindo para levantar-se, atraído pelo sublime tropismo do Amor.

Conseguir o estágio mais alto, significa-lhe triunfar.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Aturdido e inseguro, descobre uma conspiração quase geral contra o seu fatalismo. São as suas heranças passadas que agora ressurgem, procurando retê-lo na área estreita do imediatismo, em nível inferior de consciência, onde apenas se nutre, dorme e se reproduz, com indiferença pelas emoções do belo, do nobre, do sadio.

Anestesiado pelas necessidades vegetativas, busca apenas o gozo, que termina por causar-lhe saturação, passando a um estado de tédio que antecipa a necessidade premente de outros valores.

Lentamente desperta para realidades que antes não o sensibilizavam e, de repente, passam a significar-lhe meta a conseguir, sentindo-se estimulado a abandonar a inoperância.

O psiquismo divino, nele latente, responde ao apelo das forças superiores e desatrela-se do cárcere celular, qual antena que capta a emissão de mensagem alcançadas somente nas ondas em que sintoniza.

O primeiro desafio, o de penetrar emoções novas, o atrai, impelindo-o a t4entames cada vez mais complexos, portanto, mais audaciosos.

Experimentando este prazer ético e estético, diferente da brutalidade do primarismo, acostuma-se com ele e esforça-se para novos cometimentos que, a partir de então, já não cessam, desde que, encerrado um ciclo, qual espiral infinita, outro prazer se abre atraente, parecendo-lhe cada vez mais fácil.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Tudo na vida são desafios às resistências.

A "lei de entropia" degrada a energia que tende à consumpção, para manter o equilíbrio térmico de todas as coisas.

O envelhecimento e a morte são fenômenos inevitáveis no cosmo biológico e no universo.

Os batimentos cardíacos são desafios à resistência do músculo que os experimenta; os peristálticos são teste constante para as fibras que os sofrem; a circulação do sangue é quesito essencial para a irrigação das células; a respiração constitui fator básico, sem o qual a vida perece. Tudo isso e muito mais, na área dos automatismos fisiológicos, a interferir aos de natureza psicológica.

É natural que o mesmo suceda no campo moral do ser, que nunca retrocede e não deve estacionar sob pretexto algum.

No progresso, a evolução é inevitável.

A felicidade é o ponto final.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


Não cabe ao homem retroceder na luta, senão para reabastecer-se de forças e prosseguir nos embates.

O crescimento de qualquer ideal é resultado dos estágios inferiores vencidos, das etapas superadas, dos desafios enfrentados.

A sequóia culmina a altura e o volume máximos, célula a célula.

O universo se renova e prossegue, molécula a molécula.

Facilidade é perda de estímulo com prejuízo para a ação.

Toda a vida do Mestre foi um suceder incessante de desafios.

Embates no Seu meio social e familial constituíram-lhe os primeiros impedimentos, que foram ultrapassados, em razão da superior finalidade para  qual viera.

Ele não aceitou carregar o fardo do mundo em caráter de redenção dos outros, mas ensinou a cada um a conduzir o seu próprio compromisso em paz de consciência; não assumiu as tarefas alheias, nem deixou de demonstrar como fazê-las; no entanto, altaneiro, sem presunção, tampouco sem submissão covarde.

Os desafios da sociedade injusta e arbitrária chegaram-Lhe provocadores, mediante situações, pessoas e circunstâncias; apesar disso, sem deter-se, Ele continuou íntegro, enfrentando-os sem ira ou medo.

Passou aquele tempo; todavia, permanecem os resíduos doentios.

Alterou-se a paisagem, não os valores, que prosseguem relativamente os mesmos, gerando obstáculos e insatisfações.

Enfrenta os desafios da tua vida, serenamente.

Não aguardes comodidades que não mereces. Realiza a tua marcha, indômito, preservando os teus valores íntimos e aumentando-os na ação diária.

Quem teme a escuridão, perde-se na noite.

Sê tu aquele que acende a lâmpada e clareia as sombras.

Desafiado, Jesus venceu. Segue-O e nunca te detenhas ante os desafios para o teu crescimento espiritual.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)




por Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco
em Jesus e Atualidade
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 25 de Julho de 2016, 19:20
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/0c/55/4f/0c554f68d494f7c74d64df41255b654b.jpg)




O Filho do Homem



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



No seio excelso do Criador Incriado, nos cimos da evolução, pontificam os Cristos Divinos, os Devas Arcangélicos, cuja sublime glória e soberano poder superam tudo quanto de magnificente e formidável possa imaginar, por enquanto, a mente humana. São eles que, sob a inspiração do Grande Arquiteto do Universo, presidem, no Infinito, à construção, ao desenvolvimento e à desintegração dos orbes, fixando-lhes as rotas, as leis fisioquímicas e bio-matemáticas e gerindo seus destinos e os seus habitantes.

Os Cristos, Espíritos Puríssimos, não encarnam. Não têm mais nenhuma afinidade essencial com qualquer tipo de matéria, que é o mais baixo estágio da energia universal. Para eles, matéria é lama fecunda, que não desprezam, sobre a qual indiretamente trabalham através dos seus prepostos, na sublime mordomia da Vida, mas coisa com que não podem associar-se contextualmente, muito menos em íntimas ligações genéticas. Eles podem ir a qualquer parte dos Universos e atuar onde lhes ordene a Vontade Todo-Poderosa de Deus Pai; podem mesmo mostrar-se visualmente, por imenso sacrifício de amor, a seres inferiores e materializados, indo até ao extremo de submeter-se ao quase aniquilamento de tangibilizar-se à vista e ao tato de habitantes de mundos inferiores, como a Terra; mas não podem encarnar, ligar-se biologicamente a um ovo de organismo animal, em processo absolutamente incompatível com a sua natureza e tecnicamente irrealizável.

A possibilidade de violentação das leis naturais é relativa e não chega até o ponto de permitir que um organismo celular de matéria densa resista, sem desintegrar-se instantaneamente, à mais abrandada vibração bioeletromagnética de um Espírito Crístico. Se é impraticável a um Espírito humano, inteligente e dotado de consciência, encarnar em corpo de irracional, por completa impossibilidade biológica de assimilação mútua entre a matriz perispirítica e o óvulo animal de outra espécie, para não falarmos também das impossibilidades psíquicas de semelhante absurdo de retrogradação evolutiva, muito menos poderia um Cristo encarnar em corpo humano terrícola. A distância evolucionária que separa um orangotango de um homem terrestre é bem menor que aquela que medeia entre um ser humano terrestre e um Cristo Divino.

Para apresentar-se visível e tangível na superfície da crosta terráquea, teve o Cristo Planetário de aceitar voluntariamente intraduzível tortura cósmica, indizível e imensa, ainda que quase de todo inabordável ao entendimento humano. Primeiro, obrigou-se à necessidade de abdicar, por espaço de tempo que para nós seria longuíssimo, da sua normal ilimitação de Espírito Cósmico e ao seu trono no Sol, sede do Sistema, transferindo-se do centro estelar para a fotosfera, onde lhe foi possível o primeiro e doloroso mergulho na matéria, através do revestimento consciente do seu mentespírito com um tecido energético de fótons. Depois, teve de imergir no próprio bojo do planeta Terra, em cuja ionosfera utilizou vastos potenciais eletromagnéticos para transformar seu manto fotônico em léptons e em quarks formadores de mésons e de bárions, estruturando átomos ionizados. Finalmente, concluindo a doloríssima operação de tangibilidade, revestiu esse corpo iônico com delicadíssima túnica molecular, estruturada à base de ectoplasma, combinado com células vegetais, recolhidas principalmente (como já captou a intuição humana) de vinhedos e trigais.

Não é tecnicamente de espantar o que dizemos, bastando lembrar as experiências de materialização da energia radiante, realizadas por Irene Curie e Frédéric Joliot, os quais verificaram que as radiações gama, de elevadíssima frequência, conduzindo fótons de energia superior a um milhão de elétrons-volts, podem desaparecer ou transformar-se em fótons de menor energia, dando surgimento simultaneamente a um elétron positivo e a outro negativo, ao colidirem com o núcleo de um átomo pesado. Tudo absolutamente coerente com o previsto nas teorias da relatividade, no que respeita à inércia da energia. E o oposto também é verdadeiro, como demonstraram as experiências de Jean Thibaut e Frédéric Joliot, pois quando a matéria absorve elétrons positivos, emite fótons de energia praticamente igual ao dobro do número de elétrons positivos incidentes. Certo é que, em razão da inércia da energia, a semelhança entre um fóton e um grão de matéria torna-se evidente, pois os elétrons, os prótons e os nêutrons transportam concentrações de energia de volume perfeitamente definido. A massa de um fóton iguala o quociente de sua energia (constante Planck multiplicada pela frequência) pelo quadrado da velocidade da luz.

Louis De Broglie provou, em seus estudos de mecânica ondulatória, que grãos de matéria, em seu movimento, são acompanhados de ondas. Assim, acabou ficando claro e assente não só que a energia radiante se constitui de ondas e corpúsculos, associados de modo indissolúvel, mas, por igual, que essa associação também se verifica na matéria. Conhecesse Dirac os dados faltantes ao seu raciocínio, isto é, as realidades do mundo espiritual, e já não lhe pareceria tão misterioso o laço que une corpúsculos e ondas. Muito bem se expressou De Broglie, quando escreveu estas palavras dignas de meditação:

Para o ignorante, um raio de luz é algo bem simples e bem banal, mas o cientista pode dizer a si mesmo o contrário: saberíamos muitas coisas se soubéssemos apenas o que é um raio de luz."

Embora nossas toscas palavras e rudes considerações não possam, de nenhum modo, dar a mais pálida ideia do imensurável sacrifício do Cristo Divino para materializar-se entre os homens, convém aqui refletirmos um pouco sobr3e o que sabe a experiência humana, no campo dos tormentos a que está exposta no mundo a sensibilidade apurada. Já nem queremos insistir no que representa uma redução de radiações gama, de 0,0001 milimicrons de comprimento de onda e frequência da ordem 10²¹ por segundo, a radiações percebíveis pelo olho humano, de 0,8 microns a 0,4 microns de comprimento de onda e frequência de cerca de 5.10¹4 por segundo. O que avulta de pronto à nossa assustada percepção é o superlativo massacre de sensibilidade que se evidencia no fato de um Ser, não apenas de super-requintada, mas de divina delicadeza sensorial, expor-se ao inferno de baixas, odientas e agressivas vibrações terrestres, para respirar e agir, por inexcedível amor, no clima superlativamente asfixiante de nossas humanas iniquidades.

Em face do muito de sublime já escrito na vasta literatura espírita-cristã, sobre a dor moral, em suas variadíssimas expressões, não examinaremos aqui esse primordial e nobilíssimo aspecto do sacrifício messiânico, mas insistiremos em chamar a atenção para a terrível realidade psicofísica do maior de todos os dramas de dor, que foi a materialização crística neste mundo de trevas e maldade; dor real inimaginável, jamais sofrida, na Terra, por qualquer Ser vivente, nem antes nem depois do Filho de Maria.



:: Continua ::
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 25 de Julho de 2016, 20:22
:: Continuação ::



(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/3a/8f/bf/3a8fbfecf6e178cc47b39cf62ea5718d.jpg)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


O espectro da dor é temido pelos homens até os limites do pânico. Quem saberá, porém, formar ideia do que possa ser a dor de algum Arcanjo? Muitos esquecem que a evolução é, por natureza, aguçadora da sensibilidade; que não só os poderes da percepção, mas igualmente os da sensação, se ampliam e apuram, à medida que o Ser ascende na escala evolutiva. O simples paramécio, mero protozoário ciliado, sente e reage a diferenças de temperatura e de concentração de substâncias químicas. O estigma, orgânulo flagelado, é sensível às variações da luz ambiente. Os metazoários, já possuidores de sistema nervoso, respondem ao calor e ao frio, à pressão e ao tato, a substâncias químicas, à luz e ao som. Todos os animais reagem a estímulos externos, como modificações de umidade, gravidade ou disponibilidade de oxigênio. Para alguns, como determinados répteis, mudanças de temperatura podem ser de consequências vitais. A própria minhoca, que não tem olhos, acusa a presença de uma fonte luminosa. Na escala evolutiva, a capacidade sensorial não cessa de aperfeiçoar-se. Das medusas aos platelmintos, dos nematelmintos aos moluscos, dos protocordados aos vertebrados, o sistema nervoso evolui sempre, até atingir a complexidade que apresenta no organismo humano. Neste, muito além das sensações captadas e transmitidas pelos doze pares de nervos cranianos, bem sabem os estudiosos do sistema nervoso autônomo quantas e quão importantes são as manifestações psicossomáticas provocadas por transtornos emocionais.

À proporção que a densidade decresce, a sensibilidade se intensifica. No perispírito dos desencarnados, ela é muito maior do que no dos encarnados comuns, porque aqueles lidam com matéria mais rarefeita, mais plástica e, por isso, mais obediente às modelagens mentais. Sendo a literatura espírita riquíssima em esclarecimentos e exemplificações a esse respeito, não se justificaria entrássemos agora em considerações repetitivas, salvo para acrescentar novas anotações. Limitar-nos-emos, portanto, a considerar que o plano espiritual imediatamente ligado ao crostal planetário não é senão a outra face deste último e sua continuação natural, em termos de sinalética invertida, ou seja, de antimatéria. Essa conscientização é importante para que se entenda melhor os problemas de ressonância entre os dois planos.

Ao menos afeitos a estudos de Física, informamos que ressonância é, na bem elaborada definição de Horácio Macedo, "o fenômeno que ocorre quando um sistema oscilante (mecânico, elétrico, acústico, etc.) é excitado por um agente externo periódico com uma frequência idêntica a uma das suas frequências próprias. Nestas circunstâncias, há uma transferência fácil de energia da fonte externa para o sistema, cujas oscilações podem ter amplitude muito grande. Se não houver amortecimento, a amplitude pode atingir, em princípio, qualquer valor, por maior que seja; nos casos práticos, o amortecimento a limita." E há também a ressonância magnética, muito mais importante, para cuja definição, em linguagem humana corrente, valemo-nos da redação clara e simples do mesmo autor: "A transferência de energia de um campo eletromagnético para um sistema atômico ou subatômico, em presença de um campo magnético, pode ocorrer com núcleos ou com elétrons orbitais. (...) Fornecendo-se ao núcleo radiação com certa frequência, na presença do campo magnético, ocorre uma absorção ressonante. Esta absorção ou, como se faz corrente-mente, a emissão que se lhe segue, pode ser detectada num circuito apropriado e é o que constitui a ressonância magnética nuclear."

Fato é que a interação entre os dois planos é tão grande que na realidade são um plano só. A Humanidade, em seu conjunto, constitui uma só grande família e se compõe de encarnados e desencarnados, em proporções que variam conforme as circunstâncias de cada época, todas essas circunstâncias devidamente controladas pela Vontade Sábia do Cristo Planetário, Governador Espiritual da Terra. Em razão disso, bens e males, progressos e problemas são partilhados entre encarnados e desencarnados, em processo de íntimo e ininterrupto intercâmbio. O campo da cooperação e da inspiração, tanto quanto o das obsessões e do vampirismo, vem a ser, na verdade, um só campo de comunhão vital entre criaturas irmanadas pela natureza e pelo destino. O que realmente varia é sobretudo a conscientização das sensações e a sua essência moral. Encerremos, porém, esta rápida digressão, pois o que nos propomos sublinhar aqui é que a condição de desencarnado outorga ao Espírito maiores poderes de sensibilidade consciente, na exata proporção da menor densidade do seu veículo psicossomático e do seu grau evolutivo. todas essas considerações valem também para os Espíritos encarnados quando em desdobramento sonambúlico e para os desencarnados em processo de materialização na Crosta.

Impõe-se-nos a referência a tais situações, por serem tais eventos imensamente mais frequentes do que os homens terrestres costumam supor. Extremamente desatentos a tudo quanto não sejam os seus interesses imediatos e o seu "ego" personalístico, simplesmente não se apercebem de que lidam constantemente com pessoas, imagens e coisas de outro plano, momentaneamente percebidas, muita vez com a ajuda de seus próprios recursos ectoplasmáticos, sem que anotem a realidade e a natureza desses fenômenos, exceto quando, algumas raras vezes, a "estranheza" de certos acontecimentos lhes causa calafrios. Assim é que verdadeiros agêneres são tachados de demônios ou assombrações. Entretanto, os "íncubos" e os "súcubos" da lenda nem sempre são seres imaginários e sim personagens muito reais do grande drama humano.

Há, porém, agêneres e agêneres. Tais seres são, por definição, criaturas fisiologicamente não geradas como o normal dos encarnados. Noutras palavras, seres que se mostram materializados aos olhos humanos, às vezes por longos períodos, que são sempre interrompidos, necessariamente, por variáveis interregnos de tempo. Em casos especiais, a frequência com que aparecem dá uma poderosa impressão de continuidade.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Existem, contudo, outros seres, muito peculiares, que não são propriamente agêneres, mas que pertencem muito mais ao plano extrafísico do que ao plano que chamamos físico. Trata-se de criaturas sem dúvida humanas, mas cuja ligação biopsicofisiológica com a matéria densa a que chamamos "carne" é a mínima possível. São Espíritos sublimes, de imensa superioridade evolutiva, que só encarnam na Terra em raras e altíssimas missões, de singularíssima importância para a evolução da Humanidade. O maior desses Espíritos foi a Mãe Maria de Nazaré, a Virgem Excelsa, Rainha dos Anjos, cuja presença material, na Crosta Terráquea, foi indispensável para a materialização do Messias Divino entre os homens. Coube a ela fornecer ao Mestre a base ectoplasmática necessária à sua tangibilização, servindo ainda de ponto de referência e de equilíbrio de todos os processos espirituais, eletromagnéticos e quimio-físicos que possibilitaram, neste orbe, a Presença Crística. Tudo o que o Senhor Jesus sentiu, na sua jornada messiânica, repercutiu diretamente nela, na Santa das Santas, na Augusta Senhora do Mundo. Estrela Divina do Universo das Grandes Almas, também ela teve de peregrinar do paraíso excelso de sua felicidade para o nosso vale de lágrimas, a fim de ajudar e servir a uma Humanidade paupérrima de espiritualidade, da qual se fez, para sempre, a Grande Mãe, a Grande Advogada...

Consideremos agora um fato de magna importância. Materializações se verificam nos mais diversos níveis e nos mais variados graus. E são normalmente parciais, em maior ou menor escala. Há materializações de luzes, de sons, de formas, de objetos, de partes de corpos perispirituais. Materializações integrais de psicossomas dificilmente ocorrem, exceto nos níveis mais baixos da evolução. Mesmo nestes últimos casos, não são também integrais, no sentido mais rigoroso do termo, porque as entidades que nesse nível se tangibilizam têm sempre deformados e até necrosados importantes centros de sensibilidade, especialmente no tocante à consciência. São mutilados do espírito e, quase sempre, aleijados da mente e da forma, longe da completidão mentofísica de si mesmos.




:: Continua ::

Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 25 de Julho de 2016, 20:28
:: Continuação ::



(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/90/92/68/9092687db440c287f0c82cb8be742cd9.jpg)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Cristo-Jesus, Senhor da Verdade e da Inteireza, foi o único Espírito absolutamente completo, com todas as suas faculdades plenamente desenvolvidas e em perfeito funcionamento, que se materializou totalmente na Terra, assumindo por inteiro a biologia e a morfologia de um Homem, com tudo o que compõe um organismo humano, sem faltar absolutamente nada, personificando o modelo físico e espiritual, perfeito por excelência, do Homo sapiens, na futura e mais elevada conformação biomentofísica que atingirá quando chegar ao seu mais alto grau de evolução terrestre. O Filho do Homem. Não o fez por mera força de expressão; disse uma soleníssima verdade, da mais extraordinária significação, pois como Homem Ideal, perfeito e íntegro, ninguém teve, como ele, neste mundo, todos os sentidos funcionando em grau máximo. Sua percepção, mesmo que quiséssemos vê-la do exclusivo ponto de vista da organização psicossomática humana, atingiu o mais alto nível, que outro ser humano; ou de aparência humana, jamais conseguiu.

Teve, portanto, sobradas razões para exclamar, como registrou o evangelista Marcos ( 9:19 ): "ó geração incrédula e perversa, até quando me fareis sofrer?" O sofrimento experimentado por Jesus, na preparação e no decurso de seu messianato, não teve, não tem e não terá similar, de qualquer ângulo que seja analisado, inclusive no que concerne à dor física, tal como a entendemos, em vista da sua inigualável sensibilidade orgânica.

Completamente irreal e terrivelmente injusto é, pois, o argumento de embuste, largamente usado pelos que não compreendem a absoluta impossibilidade da encarnação comum de um Ser Crístico e só conseguem ver uma grosseira pantomima na capacidade de sofrer de um agênere. A verdade, como vemos, é bem outra, incomparavelmente bela, justa, santa, lógica e real; a realidade do sublime amor daquele que é, de fato, o Caminho, a Verdade e a Vida.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



pelo Espírito Áureo, psicografia de Hernane T. SantAnna
obra: Universo e Vida
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Setembro de 2016, 04:12
(http://2.bp.blogspot.com/-QfV0Mzml-uU/WhYH2TOrQQI/AAAAAAAATI8/XPQGklWa09U2vx2yZoWWrARHuVRRLZy-QCLcBGAs/s320/jc.jpg)



Cura Interior

"Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados."
Mateus, 5:4.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



As Bem-aventuranças são mensagens de consolação para nós, Espíritos ainda pequenos na evolução. São poemas de esperança a todos, para que compreendam as verdades eternas. São recados do emissário de Deus para as criaturas na Terra.

Bem-aventurados os que choram, pois estão resolvendo seu carma negativo. Estão concluindo seu processo de expiação, capacitando-se a uma nova vida de oportunidades renovadoras.

O Cristo costumava perguntar àqueles que o procuravam:  Queres ser curado? (10)  Tal pergunta demonstrava sua preocupação em que o indivíduo entendesse que o desejo pessoal de quem busca é importante e fundamental fator de cura. O desejo consciente e interno de ser curado responde pela maior possibilidade de alcance do objetivo. O desejo sincero obtém resposta positiva da Vida. Nesse ponto, vemos que o Cristo tinha consciência do chamado efeito  placebo,  no qual o que cura é um certo fator psicológico ou outro desconhecido, contido no desejo ou na consciência da eficácia do remédio, mas não nele em si, pela sua condição inócua. O desejo de ser curado deve corresponder à compreensão do porquê se está doente. Desejar ser curado sem consciência de que a doença está sendo um grande veículo de aprendizado, pode significar a perda da oportunidade de crescer, bem como a possibilidade do retorno de nova forma dolorosa de aprender.

Ser curado por alguém deve se constituir numa possibilidade do estabelecimento de um marco para o início de um novo ciclo de vida. A pergunta levaria o indivíduo a refletir sobre a força de sua vontade e a importância do desejo interno de curar-se.

O desejo de cura não era tão somente do Cristo, mas, principalmente do necessitado. A iniciativa pessoal constitui-se no princípio da cura. Entregar-se à doença, sem procurar os meios de curar-se, significa contribuir para que ela continue seu ciclo de inércia da Vida. Quem tem seus males deve buscar resolvê-los com determinação e consciência de que estar doente ou sadio são estados orgânicos a ser administrados pelo Espírito.

Querer ficar curado é não atribuir ao outro a responsabilidade pelo processo de cura. O  salvador  de mim mesmo sou eu. O Cristo mostrava que o remédio procurado estava no próprio indivíduo e não fora dele. O remédio é mais interno que externo.

A pergunta do Cristo obriga-nos a voltar nossa atenção à nossa vida íntima, aos nossos processos internos de crescimento. Costumamos focar o olhar para os outros, não para ajudá-los, mas para desviar nossa atenção sobre o que nos incomoda. Fugimos de nós, focando os outros.

Ele poderia simplesmente dizer: levanta-te e anda. Mas preferiu falar:  "Levanta-te, toma o teu leito e anda". (11)  Acrescentava o  "toma o teu leito", isto é, teu chão, tua estrada, tua vida, teu passado, teu mundo interior. Curar o outro não deveria eximi-lo de enfrentar sua realidade. Curar o corpo não é o mesmo que curar a alma. Temos que ter a consciência de que o corpo sadio não garante a felicidade de ninguém, tampouco ser curado significa estar livre de suas provas, necessárias à evolução.

Tomar o seu leito é estimular a força de vontade que se espera dos que desejam a cura. É estimular a utilização da energia psíquica, mobilizando-a a serviço do próprio progresso. É entender que evoluir é compromisso pessoal e intransferível. Não se evolui pelo outro, mas com o outro. Ter sido curado pelo Cristo não outorgou aos que receberam sua energia amorosa o título de salvos ou evoluídos. Viver ao lado de mestres, gurus,  santos,  missionários verdadeiros, não isentará ninguém de vencer suas próprias limitações e trilhar seu próprio caminho.

Na realidade o Cristo fez um convite a que o ajudado vencesse suas próprias resistências internas. Muitas vezes o que impede a cura de nossos problemas, sejam físicos ou sejam psicológicos, é uma certa inércia inicial que se apresenta na forma de resistência à mudança. Os que se encontram em aflição se situam num estado psíquico que possibilita a busca de soluções para a saída do mal que atravessam. A aflição é uma espécie de crise, e crise significa momento de mudança. É a oportunidade de se rever valores, motivações, desejos e objetivos de vida. É o ponto de referência que o Espírito poderá utilizar-se para iniciar uma nova forma de viver.

A tendência do  ego  em afirmar-se e submeter as circunstâncias da vida aos seus desejos exclusivos, precisa ser transformada. Ele deverá reconhecer que além dele há um centro organizador no psiquismo, que não só o direciona como também o contém. Esse centro diretor, o Self, impulsiona o desenvolvimento psíquico no sentido da realização da sua totalidade espiritual. Por mais elaborada que seja a visão de mundo do  ego, pela sua parcialidade e limitação, ela é sempre unilateral, por faltar-lhe a contraparte inconsciente.

Quando a crise se instala é o  ego  quem sofre, pois ela decorre, geralmente, como resultante das frustrações de seus desejos. Bem-aventurado, portanto, é o  ego  que chora por ter seus desejos ilusórios destruídos. Nesse momento poderá tornar-se apto a perceber os reais desejos de sua alma, alcançando o consolo de estar vivendo a serviço do  Self.

É o ponto em que se deve mudar para uma vida melhor. É a mudança interior que deve ser buscada, muito mais que a exterior. Há pessoas que, diante da crise, resolvem mudar de lugar, de ares, de trabalho, de casa, viajar, como se a crise dependesse exclusivamente do mundo externo. A mudança deverá ser interior, a partir de uma nova concepção de mundo e da própria Vida.

Ele nos convidava a essa percepção diferente do mundo, quando declarava  "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." (12)  Arrepender-se é convidar a não fazer mais o que se fazia; é não entender a vida com os mesmos valores que se tinha; é, ainda, não se culpar pelo que fez no passado, mas encarar uma nova realidade que se avizinha.

Arrepender-se é autoconhecer-se. É fazer um mergulho no próprio mundo consciente e no inconsciente, a fim de modificar suas disposições internas e passar a vibrar numa faixa psíquica mais elevada. Este estágio mais adiantado é aquele que nos permite viver com a disposição de enfrentar com equilíbrio e humildade os revezes que a Vida nos apresenta.

A proximidade do reino dos céus é a certeza de que ele se encontra no nosso interior. Não é um estado externo, mas interno. É possível alcançá-lo pela sua íntima condição. Não é necessário viajar, nem buscá-lo longe. Não está em nenhum lugar mágico ou nas alturas dos montes, nem nas florestas virgens, nem em caminhadas intermináveis. Não se encontra no espaço infinito, mas tão somente no infinito de nossas moradas interiores.

Os aflitos poderão vivenciar inúmeras crises, desde as da infância até aquelas que exigem muita maturidade para enfrentá-las, muitas vezes oriundas de encarnações passadas. Nem todas provocam mudanças, pois a maioria das vezes não lhes aproveitamos o auge para reflexões profundas e para transformações verdadeiras. As crises que provocam mudanças são aquelas que nos exigem investimento emocional numa nova atitude. Decorrem geralmente do relacionamento com um outro, da escolha profissional, da necessidade do equilíbrio financeiro, das relações parentais. São crises que geralmente ocorrem na  meia idade,  e que exigem renúncia, centração, a partir de soluções duradouras.

A aflição não deve constituir o motivo único de preocupação na vida de uma pessoa. Devemos sempre pensar que nela está uma oportunidade de crescimento. A aflição é bem-aventurada por representar a oportunidade de vitória sobre as forças contrárias à evolução da vida. Quando percebermos que estamos num estado que pode chegar ao desequilíbrio, é conveniente que façamos uma parada para meditar, orar, e desfocar o problema, a fim de melhor captar a influência espiritual salutar, para o encontro de soluções dos conflitos e para a harmonia das ideias.

O Cristo nos convida à esperança em nós mesmos a partir do estado de espírito que nos predispõe a viver confiantes na certeza de que um mundo interior em paz produz uma sociedade em harmonia.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



por Adenauer Novaes, em Psicologia do Evangelho
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 17 de Setembro de 2016, 02:38
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/a1/c3/e0/a1c3e08ec17c8e470661ced74fa8bb34.jpg)


Jesus e sua mãe



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


Nazaré, cidade linda da Galiléia, era pequena, porém, bem posta para a sua época: construções de pedras em cuidadas, região de rebanhos de ovelhas e lavoura, onde o trigo se salientava com abundância. Eram cultivados pessegueiros, oliveiras e figueiras. Ficava meio distante do Mar da Galiléia, mas tinha sempre peixes dessa região.

Maria, Mãe de Jesus, viveu em Nazaré, onde sentiu a felicidade de ouvir os Anjos do Senhor sobre o nascimento do maior espírito que já pisou no solo terreno. E ela, como espírito altamente evoluído, também viveu nesta pequena aldeia que consideramos de luz, porque nela recebeu a incumbência de estagiar uma plêiade de espíritos de esferas superiores, para trabalharem e servirem ao Divino Mestre, o Mestre dos mestres!

Maria é uma alma singular. Ela, quando na Terra, carregou em seus ombros a responsabilidade de dar exemplos vivos, para toda a família humana. Porém, muitos desconhecem o esforço gigantesco desse espírito, que desceu de planos elevados, sacrificando aquilo a que tinha direito, no sentido de nos ajudar a conquistar direitos para a nossa paz.

Deus é tão bom, que de vez em quando envia, para viver junto aos homens, seres altamente elevados, de modo a darem exemplos de serenidade, de tolerância, de amor e capacidade de trabalho em benefício coletivo. Devemos dar graças ao Senhor, por tanta ajuda dos Céus. E esses espíritos descem em variados lugares do mundo, e se sacrificam por amor aos seus irmãos menores. Não é preciso mencionar os seus nomes, pois que a própria história universal já os menciona e os aponta como tais. Com Jesus, a posição é diferente, pois Ele é o maior de todos, em se falando do planeta Terra. Ele é quem orientou a vinda de todos, liberando essa falange de luz, para acender nos corações dos homens a esperança, motivando o trabalho para estabelecer a paz.

Tivemos a época dos profetas. Foi uma corrida urgente de espíritos iluminados, anunciando mudanças, e mostrando as leis de Deus como leis naturais, sem o que não poderíamos viver em paz, e nos fugiria a alegria da própria vida.

As lições vêm gradativamente, de acordo com a evolução das criaturas, porque a verdade é sempre relativa, tendo a grande função de educar, senão de instruir os espíritos. E os espíritas, principalmente, estão sendo chamados para compreenderem melhor essas leis naturais. Para esse mister estão sendo despertados os homens de melhor entendimento, de conhecimento de si mesmo, porque é disto que vem a libertação espiritual. O homem de bem é aquele que se esforça para sua melhoria moral, e isso pode ocorrer em qualquer filosofia ou religião, como tem acontecido; no entanto, o espírita não pode ter desculpas, por conhecer a senda da sua própria perfeição. O Evangelho de Jesus, em suas mãos, está apresentado em Espírito e Verdade. O entendimento da Boa Nova, poderíamos dizer, está em cima da mesa, para que todos possam compreender.

Jesus ficou instruindo Seus discípulos por três anos apenas. O Evangelho está seguro dentro das leis naturais da vida e nos possibilita com isso um fácil conhecimento, mas de difícil vivência, posto que precisamos de muitas alterações no nosso modo de viver. As mudanças são difíceis, principalmente as mudanças morais. O próprio corpo se acomoda com falsas ideias, e rejeita a paz, quando se acostumou à guerra.

Estamos dando graças a Deus, pela facilidade que as ideias do Cristo têm nos proporcionado na Terra, para ficarmos mais presentes junto aos homens. A inspiração do céu, com o ambiente da Boa Nova no coração e na vida das criaturas, traz um melhor desempenho e desperta a alma para vida de melhor aprumo moral e espiritual. Claro que quem se entregar à difusão do Evangelho de Nosso Senhor, encontrará dificuldades inúmeras por onde passar; é o Bem que deve crescer e se organizar, esse mesmo Evangelho, é da lei, que deva se estender no mundo, pelas mãos dos homens.

Nazaré estava em silêncio, as estrelas brilhavam no céu como chuveiro de luzes, convidando os homens à meditação nos segredos da vida. Maria, mãe de Jesus, encontrava-se sem descanso, sem lugar que pudesse lhe dar tranquilidade, pelos recentes acontecimentos. Como mãe do Divino Mestre, não poderia estar sorrindo ante o drama do Calvário, e as perseguições aos discípulos do seu Amado Filho. Não tinha mais lágrimas, mas também não poderia se entregar ao desânimo, pelo que Jesus tinha ensinado, vivido e profetizado, sobre tudo o que ocorreu na Sua vida de Messias Prometido.

Maria, em estado de depressão, mas sustentada pela luz da fé, no ambiente doméstico, onde as paredes foram testemunhas dos mais altos segredos dos Céus, ajoelhou-se na simples sala onde seu Filho Amado a acariciara muitas vezes, e falou com toda a força d'alma:

- Senhor! Eis aqui a Tua escrava! Faça em mim a Tua vontade e não a minha, pois não devo saber o que pedir. Os acontecimentos correm mundo; os sacerdotes tramam contra as vidas dos que ficaram; não estamos de posse da defesa, dentro dos postulados que ensinaste; faltou-nos tempo para assimilar a Verdade, do modo que entendes as leis da Divindade; temos limitações incontáveis, mas, ao Teu lado, somos fortes e venceremos todos os perseguidores, que por vezes queiram nos atacar.

Sei que estás me ouvindo, pelos poderes que possuis. Não Te peço milagres, não Te peço conforto, não Te peço ouro, não Te peço nada, a não ser coragem para as lutas, pois sei que estão chegando nos nossos caminhos. Eu Te peço serenidade em todos os testemunhos, que, tenho certeza, deverão vir ao nosso encontro. Sinto no meu coração aproximarem-se muitas tristezas; no entanto, confio no Teu poder. Assim como transformaste a água em vinho nas Bodas de Caná, ajuda-me a transformar a minha vida em vinho de esperança para todas as criaturas que possam ter me conhecido, e ouvido falar de mim. O meu destino está entregue em Tuas mãos, e deixa, Jesus, cumprir o que a lei determinar para o bem da humanidade!

Desejo consolar os tristes, vestir os nus e dar pão a quem tem fome como é Teu desejo. Compreendo que os Teus discípulos estão consolados, mas acho que lhes falta a disposição de entregar as vidas, se forem pedidas, em favor da Tua Doutrina de Amor. Ajunta os Teus filhos do coração e fala a todos eles, pelo modo que já começaste a dizer... Há momentos de felicidade em meu íntimo, pelo que já foi feito pela Tua presença; entretanto, sinto o muito que ainda há por fazer, para se realizar. Espero que a Tua fala continue a ressoar em nossos ouvidos, a nos indicar as diretrizes que deveremos trilhar nos caminhos da Terra.

Sei que fui a Tua mãe, mas não me sinto em condições de Te chamar de Filho. Talvez me sentisse mais à vontade e mais segura, em Te chamar de Pai. Peço-Te para nos abençoar a todos os que Te seguem, porque de ora em diante nos entregamos à luta, com toda fé na vitória do Bem, que o Amor nos mostrou como sendo o mais acertado para a Vida. Que Tua Paz seja a nossa paz, que o Teu Amor seja o nosso Amor!

Lágrimas molharam as faces da mulher agraciada por Deus para ser a mãe do Príncipe do Amor. Levantou-se daquela posição de respeito e gratidão, sentou-se em um arranjo de madeira, à guisa de cadeira, e sentiu no coração as emoções dos primeiros dias em que teve contato com seu filho.

Maria de Nazaré, em profunda meditação, depois da súplica, regride no tempo, lembrando-se da sua vida, desde pequenina, até o anúncio do Anjo de Deus sobre o nascimento de Jesus. Todos os acontecimentos se passavam na sua tela mental, inclusive o do Calvário. Daí a instantes, recendeu na sala conhecido perfume:  Jesus!  Maria deixou o coração sentir o ambiente, cerrou os olhos, e as lágrimas escorreram em suas lindas faces, como que brotando diretamente do centro da alma. E ela falou mentalmente:

- Jesus!  Estou sentindo a Tua presença. Não demores, que desejo Te ver, mais do que propriamente viver!  Sei que vives e que deixaste para nós uma grande esperança, a da Ressurreição, e o que corre pelos ouvidos de todos os Teus discípulos é que já cumpriste a Tua promessa, em vários lugares da Palestina, e esse fato confortou o meu coração, como nunca, em toda a minha vida. Nós temos essa ciência gravada em nossa alma, mas o povo, dificilmente acredita na continuação da vida depois do túmulo, e com a Tua presença em nosso meio, depois do drama do Calvário, confirmar-se-á tudo aquilo que nos disseste sobre a imortalidade do espírito.



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



:: C o n t i n u a  ::



Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 17 de Setembro de 2016, 03:26
:: C o n t i n u a ç ã o ::



(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/63/b9/dd/63b9dd767d1047297e9078d5e7dd9e06.jpg)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



As criaturas se encongtram no mundo das indecisões, acreditam e desacreditam, crêem e descrêem, alegram-se e se entristecem, perdoam e ofendem, amam e têm ódio...  Falta-lhes no coração, algo que harmonize a consciência, como a educação e a disciplina. E a persistência do Bem, em quaisquer circunstâncias, e a Tua volta. Senhor, em Espírito e Verdade, confortar-nos-á divinamente, nos doando todas as modalidades de esperanças, e toda a força da alegria, nos ensinando novamente a amar, na mesma sequência que amaste.

Como aprendi com o Teu convívio!  Como cresceu em meu coração a esperança em Ti!  Passei a ver o mundo, as coisas e as pessoas em outra dimensão como se fossem a minha própria continuação. Depois da Tua presença, compreendi Deus de outra maneira, de maneira mais justa, mais digna, mais universal. E Contigo comecei a me lembrar de inúmeras vidas, e as recordações me fizeram educar mais e sentir maior amor pela humanidade.

Tenho saudades de Ti, como das melhores oportunidades que tive de Te ouvir, de ver a Tua figura esbelta e linda, irradiando energia tão sublimada que eu desconhecia, mesmo como mãe. Queria, e a pretensão minha é muito grande, transferir essa saudade para todas as criaturas do mundo - a ventura é sobremodo singular e quem a sente nunca deixa de acreditar na existência do Céu, e na presença de Deus na consciência.

Se posso Te chamar de Filho, meu Filho do coração, desejo mais do que nunca ver-Te agora, a sós, nesta casa que Tu conheces, porque viveste nela!

Que Deus nos abençoe, e que os Céus nos ajudem a guardar as Tuas lições, para sempre.

O ambiente mudou, de modo que a matéria pôde obedecer a mente do Divino Amigo. Parecia que as próprias moléculas de ar irradiavam uma fragância embriagadora, mostrando somente a luz, e dela despertava a esperança em uma vida de eterna bem-aventurança. E uma voz bem conhecida daquela casa de Deus se fez ouvir desta forma:

- A paz seja contigo!...

Trago a minha paz, e ela te dará a luz do mais puro entendimento. Sei que sofres a minha ausência, por teres te acostumado com a minha presença no mundo, por veres e tocares para creres e te sentires segura. Porém, na verdade te digo, que bem-aventurados os que não vêem e crêem, os que não tocam e acreditam, os que amam sem desejar amor, os que se alegram sem intenção de que alguém faça o mesmo com eles.

Desejo falar-te ao coração, por estares sendo procurada por muitos para falares a meu respeito, e ainda serás procurada até os últimos dias da tua vida na Terra. Para esses ouvidos que vêm em busca do socorro da tua palavra, fala e não te cales, desde que a Verdade seja o assunto, pois que ela te libertará. No entanto, não deves atribuir a ninguém o que ocorreu no Calvário. Era, pois, uma lição que deveria ficar no esquema evolutivo das criaturas. Isso era necessário, como aconteceu. Incriminar as pessoas, quando deve se cumprir uma profecia, é desarticular o Bem que se processa através do próprio escândalo, e quando nos defendemos de um ataque, que a ignorância maneja, regredimos, e passamos a viver como o ignorante, respirando com ele o mesmo clima do ódio, da inveja e do orgulho, é bom que te lembres do que te falei muitas vezes, sobre o perdão das ofensas, do esquecimento das faltas, do amor aos próprios malfeitores. Esse procedimento isola o ofendido do ofensor, e o ajuda a compreender as leis de Deus, que vibram em tudo e orientam a todos.

A justiça é uma realidade, desde que não se processe pelas mãos dos homens. Se Deus a fez, Ele sabe como manejá-la, para nos defender quando estivermos verdadeiramente inocentes. Eu sinto muita alegria em te falar, por ver em teu coração um ideal, cuja grandeza educa e fala na mais alta expressão, a do exemplo. As formas são passageiras, assim como os bens materiais. O espírito é vida e vivifica sempre, e a nossa família é universal, é por isso que temos um só Deus, um só pensamento, um só ideal.

Em todos os mundos, o sentimento de Amor é o mesmo, e ele é força e alimento para todos nós, atingindo todas as frequências que a vida pedir. Por enquanto, as criaturas são cegas e surdas, no que concerne a Verdade, mas o tempo as despertará e elas passarão a ver e a ouvir a verdade, dando início à verdadeira Vida.

Quem te fala é aquele que ajudou o Pai a fazer o mundo em que moras, porque antes que eu fosse, Ele era. E meu Pai que está nos Céus me entregou todo esse rebanho da Terra, para que eu o pastoreasse e o despertasse para a Vida. E é o que estou fazendo. A minha descida ao planeta foi com o objetivo de, com a presença, fazer-me conhecido como aquele que vive por todos, e que nunca deixa suas ovelhas perdidas.

Se sentes desejo de me chamar de Pai, eu te falo como tal. Adianto a ti que tens um fardo leve e um jugo tranquilo; no entanto, deves cortar o que tens de arestas, livrando-te de vez do que incomoda a alma, para maiores subidas aos planos que te esperam.

Todo orgulho é espinho na carne e no espírito, que impede as grandes realizações. Estás na Terra como uma fonte, onde muitos deverão tomar a água da vida. Quanto mais pura a ofereceres, mais paz receberás na consciência. A tua vida será atribulada, no que se pensa e se fala do mundo; porém, nunca te faltará assistência espiritual, como jamais faltou, desde a tua descida aonde te encontras, para o cumprimento das profecias. Sobre o meu nascimento, velaram por ti quantidades de anjos que fizeram tudo para que a ordem se estabelecesse e não faltasse harmonia em teu coração e em teus caminhos. Até as plantas foram beneficiadas, os animais e as coisas e, certamente, todas as criaturas. Foram acrescentados elementos divinos na composição dos elementos humanos e materiais, no sentido de que a vida crescesse em todas as direções. O que quero e posso te dizer, é que o verdadeiro mundo, que o verdadeiro céu, é aquele que conquistamos dentro de nós. Faze com que, minha filha, não exista o ódio, desconhece o orgulho e o egoísmo, nunca percas a paciência, aumenta a alegria no coração, e nunca reclames de nada. Se conseguires viver no Amor, pensando e sentindo, trabalhando e compreendendo esta virtude, serás livre de todos os ataques, e sempre estarás com Deus no coração e vivendo comigo na consciência.

Eu te afirmo novamente, que sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem quiser ir ao Pai, haverá de passar por mim. Não culpes a ninguém pelas agressões, pelos problemas, nem pelas investidas dos lobos na Terra, pois todo contrário é força que desperta em nós a realidade. Ajuda a todos, o tanto que puderes, e nunca esmoreças no bem comum, porque todos são filhos de Deus, com um só mestre verdadeiro para os guiar. Nunca deixarei órfãs as minhas ovelhas, e ainda tenho outras que não são deste aprisco. A verdade somente é conhecida na sequência do tempo, dentro do trabalho de aperfeiçoamento individual.

Eu cheguei ao mundo no momento exato, porque a terra estava pronta nos corações. Eu vim semear. Eu sou o semeador divino, e tudo que plantei nascerá, pela luz do sol de Deus. A todos os meus discípulos compete cuidar do plantio que fiz, e fazer conhecida a minha palavra, aquela que não se escreveu mas que ainda será escrita e levada por processos modernos, a todas as criaturas, onde quer que seja, para que o céu domine a Terra, e esta se transforme em mundo de verdadeira Fraternidade.

Eu venho te agradecer pela acolhida, pelo que fizeste em meu favor, e pelas lutas que travaste para sustentar uma maternidade valorosa, dando exemplo a todas as mães do mundo.

Ainda tens muito a fazer, e nunca te esqueças de vigiar. O ladrão, como não tem nada que fazer ante as leis do dever, está sempre espreitando a vítima; qualquer descuido e ele se apresentará como conselheiro, sem condições de o ser, e poderá desviar o discípulo do mestre. Entrega a tua vida, cada vez mais, à ordem divina de amar sempre, que pelo Amor descobrirás todos os caminhos estreitos, mas firmes, por onde chegarás ao Senhor.

Fez-se silêncio... A atmosfera parecia viva, e estava. A luz era encantadora, desprendendo perfumes de elevado teor. Maria chorava, mas chorava em outra instãncia que os seres terrenos, por vezes, não compreendem. A alegria em seu coração amoroso e sensível tomava todo o seu ser. Os seus cabelos pareciam fios de luz, como antenas por onde se filtravam os segredos da Verdade.

As portas estavam todas fechadas, e ninguém ousava chamá-la naquele momento de conversa do Filho com a Mãe. O vento soprava brandamente, sendo portador de valores espirituais, que a ignorância impede de descobrir e desfrutar.

O Mestre, na eloquência característica do Seu ser, renovou a conversa, buscando na profundidade dos Seus interesses, no que se referia ao procedimento dos Seus discípulos:

- Creio que todos os meus discípulos já conhecem os caminhos que devem trilhar, para que a Boa Nova do Reino de Deus seja conhecida por toda parte. O mundo precisa dos homens decididos no cumprimento dos deveres. A honestidade deve ser mostrada, não com argumentos - como faziam a Grécia e Roma, hábeis nessa arte de falar convencendo - mas vivendo, porque aquele que ama como eu vos ensinei a amar, vive, para depois falar. A honestidade na criatura é a presença da confiança no coração.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



:: C o n t i n u a ::
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 17 de Setembro de 2016, 04:28
:: C o n t i n u a ç ã o ::



(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/95/96/03/9596032ee5e295acb0463db2757e4baa.jpg)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Compreendo o esforço que cada um tem de fazer, e sei que a aquisição dos valores imortais do espírito é demorado. Para tanto, escolhi criaturas velhas nas diretrizes do Amor. Eu não iria jogar pérolas a ignorantes, que as desconheceriam como tesouros. Aquele que já me conhece não deve perder tempo, no próprio tempo que passa. Deve conjugar os esforços todos os dias, na pauta dos empreendimentos, que Deus não Se esquece de mandar Seus anjos para o ajudar nas fronteiras difíceis, onde o Bem tem de se solidificar, dando raízes à Caridade.

Eu desejo traçar os roteiros de uma vida nova para aqueles que me amam, mostrando os meios de cada um conquistar seus próprios valores, educando a si mesmo, e se instruindo com os próprios esforços. Quem deseja crescer, não pode deixar de se esforçar para subir. O Calvário ficou como símbolo de auto-realização. Os caminhos por onde passei foram espinhosos, para mostrar aos que me seguem, que os deles não são diferentes. Mostrarei como todos haverão de sofrer por mim, para entender os valores do espírito. Quem se exercita para melhorar espiritualmente, encontrará coragem em todas as lutas, principalmente nas guerra internas, que são as piores, as mais difíceis, de onde se sai vencedor.

Creio que fiz o que deveria fazer em favor da humanidade; agora ela deve fazer a sua parte, nas bênçãos de Deus. Eu conheço os corações das mulheres renovadas no Bem. Elas podem muito e fazem coisas extraordinárias, quando aprendem a amar. Maria de Magdala é o exemplo vivo do que falo. Ela mudou a feição do Amor que alimentava, e encontrou quem reconheceu seus ingentes esforços. A tua posição é diferente de todas as criaturas que seguem; a tua pureza de sentimentos não dá lugar para dúvidas, e não cede ambiente para incompreensão; a tua fé cresceu de maneira a tomar todo o teu coração, e isso muito me agrada, pela beleza que expressas na consciência. Eu te abençoo, pelas bênçãos do Nosso Pai que está nos Céus.

Tenho muito que falar com todos os que me seguem, e tenho mais a dizer àqueles que irão entregar a vida, com toda a sorte de sacrifícios, por minha causa, que é a mesma causa de Deus. Os judeus esperavam um salvador diferente, que chegasse destruindo os invasores, que chegasse se apoderando dos tronos, que desse força aos sacerdotes para maiores maldições, que enchesse de ouro as urnas já abarrotadas dos tesouros da Terra, que escravizasse os estrangeiros e que fizesse coisas estranhas, para impressionar todos os povos. Mas como Deus não ouve os homens, por ser maior de que todos os homens, nada disso aconteceu como eles esperavam. E foi por ser ao contrário, que fui expulso desse paraíso que é a Terra em que habitas.

Verdadeiramente fui um rei, e continuo a ser, imperando no mundo e dominando as consciências, para que elas compreendam as leis naturais que as podem fazer felizes. Eu devo dizer que iniciei a destruição, mas, do mal que se encontrava organizado, e recebi a revolta dos malfeitores. Porém, a semente ficou por onde passei, e ela deve germinar, bastando esperar o tempo. Verdadeiramente, apoderei-me dos tronos, mas onde encontrava os sentimentos, e ali deixei o perfume da Verdade recendendo em todo o ambiente dos corações. E dei forças aos espíritos que me compreenderam, sobremodo a iluminar seus próprios caminhos, na própria aquisição da Paz, pela força da Caridade e do Amor.

Facilitei grandes riquezas e ajudei a todos que me ouviram a conquistar tesouros imortais e imperecíveis, formando assim imenso celeiro dentro d'alma, para nunca mais nada faltar nas suas grandes viagens ante a eternidade. Ajudei todos a perdoarem ofensas, quase sem argumentos, pela vida que levei diante de todos que me acompanhavam e viviam comigo. Curei muitos enfermos e pedi que eles fossem e não pecassem mais.

Matei a fome do corpo, sem me esquecer do alimento da alma. Vesti nus e dei roupas para o espírito. Visitei os encarcerados e os ajudei a se livrarem dos cárceres. Conversei com os espíritos imundos e os entreguei aos anjos da natureza, para prepará-los, a fim de viverem melhor. Não me esqueci de consolar os tristes e de tranquilizar os desesperados. E desejo que faças o mesmo, porque a vida melhor pertence àqueles que melhor compreendem, que melhor ajudam, que melhor amam.

Luzes riscavam todo o ambiente da casinha simples de Nazaré. Maria se encontrava sentada, na postura de Rainha dos Anjos e sentindo-se como criança diante do seu Filho do coração. As suas mãos demonstravam o valor do trabalho. Alguns fios de cabelos brancos denunciavam as experiências firmadas na consciência. A sua firmeza de ânimo ultrapassou o tempo, que não contava mais e eternizava seus sentimentos nas fibras mais íntimas do sentir espiritual. E o seu Filho Amado parecia vivo em seu mundo interno, a lhe falar constantemente. Queria muito vê-Lo, depois do drama do Calvário, somente por saudades, não para confirmar a fé, que nunca foi abalada pelos acontecimentos. Sentia na profundidade da consciência a certeza de que Ele vivia, e que a alma nunca morre. Jamais duvidara da palavra de Jesus. Sempre que podia, O acompanhava nas Suas andanças, e obedecia às diretrizes traçadas pelo Divino Mestre, compreendendo que era a vontade de Deus.

Maria fixou o olhar em Nosso Senhor. Quis ajoelhar-se por gratidão a Deus, de estar junto a Ele em espírito, naquela casa, onde fora visitada pelos Anjos de Deus, Ele não permitiu, renovando a Sua conversa cheia de esperança, em um tom paternal, dizendo:

- Conheço as minhas ovelhas já despertas, por muito se amarem. O Amor é o sinal divino nos caminhos da Caridade. Eu vim atear fogo no joio que já cresceu e pode perturbar o trigo que cresce igualmente. Espero que todos que me acompanham, a fidelidade no trabalho a realizar. Não podemos nos furtar à justiça, que dá nascimento à harmonia e seleciona os merecimentos; não obstante, a misericórdia é uma verdade que sempre chega aos sofredores, para que o ânimo se levante e a alma caminhe, sentindo a presença da Esperança. Espero que todos tenham Fé, porque se conhecerem a Fé, essa chama divina que pode morar no coração, farão grandes coisas, pois ela lembra o Amor em atividade no coração da vida.

Ainda tenho muito a lhes falar. Porém, não é tempo de dizer muitas coisas. a verdade fora de hora pode desequilibrar os sentimentos. De vez em quando Deus enviará Seus Anjos para os guiar ante a sabedoria, na gradação do porte espiritual de cada um. As criaturas que vivem na Terra não suportariam, por enquanto, viver somente num dia, a luz da vida; por isso é que existem dias e noites. O descanso para os homens é necessário, na fermentação das experiências e na solidificação da Verdade.

A humanidade já esteve mais longe da libertação. Cada pessoa é uma árvore no jardim de Deus. Eu sou o jardineiro que cuida delas, e não me esqueço de tocá-las no momento certo, para que elas frutifiquem. Compreendo todas as necessidades humanas, e sou a fonte de todas as aspirações do Bem na Terra. Eu sou o tronco, meus discípulos os galhos e Deus, a vida. Eles não podem viver sem mim. Eu os tenho todos no coração, e nós vivemos em Deus. A vida é um manancial de Amor, e quem vive na eternidade esquece todas as apreensões e nunca se perturba com simples arranhões, nem blasfema. Quando visitado pelo infortúnio, ele é figuração das marcas do aprendizado.

Deves adorar a Deus em Espírito e Verdade, e quem adora a Deus da maneir que ensino, não mata, não deseja o que não lhe pertence, não blasfema, não injuria, mas respeita os direitos dos outros; alimenta-se com o suor do rosto, não ofende e não calunia, não critica os atos alheios, perdoa sempre, ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, sem interferir de modo direto nos erros dos outros. É neste sentido que convido a todos para pregarem a Boa Nova de Deus pelo exemplo, e somente usarem a palavra quando o fruto estiver maduro, na árvore do coração.

Eu e meu Pai, que Se encontra em toda a criação, amamos a todos na mesma dinâmica que o Amor se expressa, mas cada criatura sente e vive esse Amor de acordo com o seu gabarito espiritual. Desejamos a mudança de comportamento dos povos, salientando todos os esforços todos os dias, no aprimoramento próprio, porque, sem conhecer a si mesmo, a criatura não alcançará a libertação espiritual.

Eu compreendo as dificuldades de todas as pessoas e reafirmo que ninguém sobe sem esforço, pois a vida feliz pede sacrifícios e a dor é, pois, o seu produto. Quem me acompanha deve perder o hábito de ferir, de criticar e de perder tempo com atos incômodos, criando ambiente para alegrias constantes, juntamente com o Bem que sempre vive. Eu te falo como espírito sem raça e sem pátria, porque a minha raça é a humanidade e a minha pátria, o mundo, senão humanidades e mundos.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



:: C o n t i n u a ::
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 17 de Setembro de 2016, 04:56
:: C o n t i n u a ç ã o ::




(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/a9/68/c1/a968c1ee54cb3c79beb430690eae955b.jpg)



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


Eu uso as forças ambientes para acelerar as forças espirituais; uso dos argumentos dos homens, para educar os homens; e uso da oportunidade que a Terra oferece, para transformar a própria Terra. A ignorância da maioria dos homens não me atinge, por ser eu a sabedoria; a tristeza do mundo não tolhe a minha alegria, porque sou limpo de coração; as trevas das criaturas que me perseguem não me atingem, porque sou a luz do mundo; desconheço o ódio, porque sou o Amor. Aquele que começar a me conhecer, na pauta dos meus valores, conserva a serenidade no coração e tem paz na consciência. Não deves procurar o céu fora da consciência e Deus no exterior; a senda divina se estende nos corredores dos sentimentos e o conforto de fora somente se apresenta, se ele existir por dentro da própria vida.


Somente falo nesta profundidade, para os que estão se despertando para a vida espiritual e já sentem Deus em todos os seus passos, comungando comigo e vivendo com Ele. Podes e tens consciência disto; és a Mãe do mundo, exemplo de Amor para todas as mães da Terra' como serás guia das mães dos planos espirituais da casa terrena Brilha a tua luz e deve brilhar mais, quando sentires todos como teus filhos do coração. Esquece o egoísmo e lembra-te de que a tua família está onde o teu amor atinge e teus olhos alcançam. Quanto mais cresceres espiritualmente, mais a tua família crescerá, na amplitude da vida. Quando sentires que estás dentro da eternidade, no seio do nosso Pai que está nos Céus a felicidade brotará em todo o teu destino.

Não desprezes os meus perseguidores; ama-os como filhos, porque eles não souberam o que fizeram comigo. Eles desconheciam a quem estavam maltratando. Expulsavam da Terra quem representava o Caminho, a Verdade e a Vida, quem era a paz para todos. Estavam querendo apagar o sol que lhe dava a vida e sustentava as suas próprias consciências.

Devo te chamar de mãe, por reconhecer o que fizeste por mim, renunciando a própria vida, para que eu vivesse e cumprisse a minha missão. Não alardeaste a tarefa que o Céu te deu; suprimiste a vaidade, por teres sido escolhida entre as mulheres, e afastaste do teu coração generoso o apego - clima permanente das mães - por saberes que teu filho, antes, era filho de Deus, a Quem obedecia na totalidade das Suas determinações. Abençoo o teu coração, e te digo como guia e como mestre: não percas tempo no tempo que passa. Os minutos na ociosidade dos anos, é reprovado pela consciência, e o prazer da alma elevada é o exercício permanente no Amor que se transforma em Caridade e que compreende sem exigência.

Maria deu um profundo suspiro, colhendo energias novas no ambiente. Sentiu uma renovação nas suas forças. Quis agradecer em voz alta, mas a voz não saiu. Quis chorar, mas as lágrimas não lhe obedeceram; somente o pensamento era livre, e dele fez uso na dignidade de seu Amor, dizendo:

- Jesus!... No princípio da Tua vida na Terra, eu conhecia a Tua grandeza, pelo anúncio dos Anjos do Senhor; mas, verdadeiramente Te digo, que não conhecia tudo quanto és, como agora sinto e vejo o que representas para a humanidade. Se tivesses falado comigo que eras o Deus Todo Poderoso, acreditaria, tanto quanto pelo que fizeste na Terra, como pelo que vejo no Teu esplendor; a Tua grandeza confunde os meus sentimentos...

Não sei o nome que Te posso dar, reconhecendo o que és e analisando o que falas. Sei que existe o Deus verdadeiro, mas para mim o Filho Se confunde com o Pai. A gratidão que tenho por Ti, o que falo não pode expressar, por faltarem argumentos à linguagem que uso; contudo poderás entende-la, pelo amor que sinto por Ti, na profundeza da alma. Faze de mim a Tua escrava, que serei feliz por toda a eternidade.

A Mãe de Jesus, quando sentiu o amor mais intenso por Ele, que Se encontrava diante dela, com um brando sorriso, iluminou-se toda. A luz saía de dentro do seu coração, que se tornou um sol dentro do seu peito de paz. Sentiu em seu ser uma emoção diferente, que somente os anjos conhecem e vivem, sentimento que Maria nunca pôde explicar, por lhe faltarem palavras que retratassem esse estado d'alma pura, na pureza da sua própria vida.

Jesus no alcance que Lhe é próprio, consubstanciando todos os valores das leis espirituais que nos comandam a todos, disse com propriedade:

- Desejo que anuncies a todos que te podem ouvir, que não vim à Terra destruir a lei, nem alterar os princípios dos sentimentos elevados, que não desejo violentar a quem quer que seja, porque sou a Paz. Mas vim dar cumprimento a tudo que meu Pai mandou anunciar, pela boca dos profetas. Ele sabe o que fazer de mim, e eu sei compreende-Lo nas Suas aspirações de Amor por toda a humanidade.

Isto, que sentiste neste momento, é fruto da tua condição espiritual, que conquistaste passo a passo, em variadas casas de Deus. A luz que desprendes é tua, é tua vida, teu alimento, sai da fonte do teu Amor. Sei que sentes vontade urgente de vir para o meu reino, por achares que já cumpriste o teu dever, mas, na verdade te digo, que deveras esperar mais um pouco, que virei te buscar no momento exato. Não te aflijas em deixar  Terra, que muitos precisam de ti, no convívio de cada dia. Quem já conquistou o céu no coração, vive nele em qualquer lugar.

Eu nunca abandonarei as minhas ovelhas, sejam quais forem as circunstâncias. Eu sou eu na vida de todos, como um sol a clarear todos os caminhos dos que me seguem e ouvem. Muitos e muitos virão à tua procura, para saber algo de minha vida, até mesmo os meus discípulos. O teu dever é falar a verdade com eles, para que tenham mais ânimo nas lutas, pela implantação do Evangelho em todas as criaturas e em toda a parte. Eles deverão atravessar os mares, buscando outras pátrias, conversando com estrangeiros e compreendendo suas necessidades, para mostrar a todos que existe a esperança sem restrições, que todos têm direito à luz e à felicidade, desde que aprendam a conquistá-la, pela vida que podem levar, ajudando, servindo, amando, perdoando, trabalhando e entendendo. Se queres saber mais ainda de mim, eu sou o amor de Deus, em forma de Cristo. Abençoo-te hoje, e pela eternidade afora.

Foi desaparecendo, na sequência em que a luz se foi apagando, mas o perfume recendeu com mais intensidade, e a casa toda ficou imantada com o Seu aroma divino, por muito tempo.

Maria de Nazaré teve forças para chorar e chorou intensamente, de saudades e de alegria, chorou de vida em abundância, chorou de gratidão a Deus. Dois Anjos que a assistiam desde o seu nascimento, lado a lado, sustentando a sua missão como mãe do Mestre, choraram também.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



do livro Jesus Voltando, João Nunes Maia, pelo Espírito Shaolin
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 02 de Outubro de 2016, 03:41
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/2f/31/41/2f31411a6fa4f7a5e0d862893a54eafa.jpg)



Lâmpadas Morais



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



O Amor, em sua expressão legítima, sentimento sublime que modela o ser humano ao longo de sua trajetória evolutiva, aumenta gradualmente, à proporção em que o servidor do Evangelho o coloca em prática.

Por esta razão, o Espírito em evolução necessita da aquisição de muitas experiências para consolidá-lo na intimidade, reencarnando em diferentes épocas, em diversificados Orbes, para despertar a caridade no cerne da alma.

A vivência do Amor produz alegria, felicidade, paz, porque o Amor é sentimento sublime, centelha de luz, que impulsiona os seres humanos para as conquistas morais, que lhes exornarão no futuro promissor o caráter diamantino, a pureza da Sabedoria e a luminosidade do Conhecimento.

Afeito às orientações seguras dos nobres Mentores da Humanidade, as criaturas humanas despertam, aos poucos, para as Verdades Eternas e à proporção em que se vão adestrando na vivência desses sentimentos gratificantes, como o perdão, a beneficência, a compreensão, a caridade, cada vez mais conscientizam-se da bondade do Pai Criador, Inteligência Suprema de todo o Universo.

A melodia que verte dos Elevados Planos Dimensionais, sob a forma de brisas morais suaves que envolvem as criaturas humanas, é a presença do Amor que traz aos Filhos do Calvário, o lenitivo, o bálsamo, para lenir as feridas das almas aturdidas pela má utilização do livre-arbítrio e dos infelizes pensamentos, palavras, atos e emoções.

Condecorados pelas exemplificações do Amor, os Mártires do Evangelho estão retornando aos campos da carne, para soerguerem os irmãos que ainda se permitem o envolvimento pelas ilusões, gozos e alegrias mundanas, despertando-os para os valores enobrecedores da alma.

Filhos queridos, Jesus é luz, Amor Sublimado, Conhecimento Superior, portanto, Sabedoria.

Termos o Mestre Galileu por bússola, neste mar encapelado por ondas de violência, egoísmo, prepotência, autoritarismo, é o maior tesouro a que os seres humanos podem aspirar; é possuir um luzeiro fulgurante a iluminar a caminhada na jornada humana; é luarizar o Espírito com esperanças e sublimar a fé raciocinada com as blandícias da benevolência, piedade, irmãs e precursoras da caridade.

Filhos da alma, trazer Jesus no coração é felicidade indescritível, tê-lo na mente é conquista elevada para ajudar-nos a compreender a essência da vida, portanto, amparando-nos para alcançarmos conquistas éticas outras, que nos reerguerão perante a Consciência Cósmica.

Vivenciar o Amor, em um Planeta de Provas e Expiações, ajudando e servindo, amparando e socorrendo, é tarefa para Espíritos que já entenderam a finalidade e a essência da vida, pois, a alegria de servir é bênção que desperta profunda gratitude ao Pai Amantíssimo, a todos os Prepostos de Luz que, em nome do amor-não-Amado, servem sem impor condições para que a Humanidade cresça espiritualmente.

O Planeta Terra, neste início do século XXI, atravessa período de “grande instabilidade moral”, face ao recrudescimento da odiosidade, pois, liberados das regiões infelizes onde se encontravam, Espíritos inteligentes, porém renitentes no mal, receberam mais uma abençoada oportunidade reencarnatória de retornarem aos campos da carne, uma redentora oportunidade para vencerem as imperfeições morais que os marcaram profundamente em outras etapas vivenciais.

Ajudá-los a aproveitarem esta ensancha para libertarem-se do mal que neles reside, é compromisso firmado pelos Servidores do Amor com a própria consciência e com a Consciência Cósmica, portanto, com o Amor.

Aprender a respeitar os direitos humanos, vivenciar os deveres, o perdão às ofensas recebidas, trilhar os campos da abnegação e devotamento, servir incondicionalmente à toda a Humanidade, é ter consciência do sentido da vida, é trabalhar intensamente para adquirir méritos que lhes aformosearão o Espírito com Humildade e Sabedoria.

As condições terrenas relacionadas com as dificuldades existenciais, são desafios para que os Espíritos demonstrem a si mesmos, através da Vontade, que possuem potencial para revestirem-se da luz imperecível que os credenciarão, no amanhã, a habitar Páramos Celestiais, onde residem aqueles que já conquistaram valores morais elevados, atestados pelas exemplificações registradas nas brumas do tempo.

Servidores incansáveis do Amor descem ao Orbe Terra, diariamente, em nome do Mestre dos mestres, para exercitar a caridade, aliviar os sofrimentos, perfumar os vales de angústias e os precipícios da desventura, diluir as nuvens penumbrosas da desesperança e iluminar as fendas escuras dos despenhadeiros onde residem aqueles que se entregaram à crueldade.

Neste incansável trabalho à Humanidade, legiões de abnegados Espíritos observam os comportamentos daqueles que se aprisionaram ao materialismo, ajudando-os a se reerguerem, convidando-os pelos sublimes laços invisíveis do Amor a retornarem ao abrigo aconchegante das blandícias da angelitude.

Por estas razões, irmãos em Cristo, sempre nos fazemos presentes onde encontramos receptividade aos nossos esforços de trazer à Terra – momentaneamente emoldurada em sombras -, a luz iridescente da “Palavra Crística”, convidando a todos os Filhos do Calvário a repensarem atitudes e a colocar em prática o verdadeiro Amor – exemplificações inquestionáveis que nosso Mestre Jesus deixou para a Humanidade.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


 
Emerenciano
(Mensagem recebida, psicograficamente, por Renato Mautoni,
no entardecer de 28 de abril de 2016,
no Instituto Espírita Léon Denis, em Juiz de Fora, Minas Gerais.)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 04 de Outubro de 2016, 00:43
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/e7/f8/a3/e7f8a37179b16101c3c79243963b1c4f.jpg)



O Discípulo de Perto



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Efraim, filho de Atad, tão logo soube que Jesus se rodeava de pequeno colégio de aprendizes diretos para a enunciação das Boas Novas, veio apressado em busca de informes precisos.

Divulgava-se, com respeito ao Messias, toda sorte de comentários.

O povo se mantinha oprimido. Respirava-se, em toda parte, o clima de dominação. E Jesus curava, consolava, bendizia... Chegara a transformar água em vinho numa festa de casamento...

Não seria ele o príncipe esperado, com suficiente poder para redimir o Povo de Deus?

Certamente, ao fim do ministério público, dividiria cargos e prebendas, vantagens e despojos de subido valor.

Aconselhável, portanto, disputar-lhe a presença. Ser-lhe-ia discípulo chegado ao coração.

De cabeça inflamada em sonhos de grandeza terrestre, procurou o Senhor que o recebeu com a bondade de sempre, embora tisnada de indefinível melancolia.

O Cristo havia entrado vitorioso em Jerusalém, mas achava-se possuído de imanifesta angústia.

Profunda tristeza transbordava-lhe do olhar, adivinhando a flagelação e a cruz que se avizinhavam.

Sereno e afável, pediu a Efraim lhe abrisse o coração.

– Senhor! – disse o rapaz, ardendo de idealismo – aceita-me por discípulo, quero seguir-te, igualmente, mas desejo um lugar mais próximo de teu peito compassivo!... Venho disputar-te o afeto, a companhia permanente!... Pretendo pertencer-te, de alma e coração...

Jesus sorriu e falou, calmo:

– Tenho muitos seguidores de longe; aspirarás, porventura, à posição do discípulo de perto?

– Sim, Mestre! – exclamou o candidato, embriagado de esperança no poder humano – que fazer para conquistar semelhante glória?

O Divino Amigo, que lhe sondava os recônditos escaninhos da consciência, esclareceu, pausadamente:

– O aprendiz de longe pode crer e descrer, abordando a verdade e esquecendo-a, periodicamente, mas o discípulo de perto empenhará a própria vida na execução da Divina Vontade, permanecendo, dia e noite, no monte da decisão.

O seguidor de longe provavelmente entreter-se-á com muitos obstáculos a lhe roubarem a atenção, mas o companheiro de perto viverá em suprema vigilância.

O de longe sente-se com liberdade para buscar honrarias e prazeres, misturando-os com as suas vagas esperanças no Reino de Deus, mas o de perto sofrerá as angústias do serviço sacrificial e incessante.

O de longe dispõe de recursos para encolerizar-se e ferir; o de perto armar-se-á, através dos anos, de inalterável paciência para compreender e ajudar.

O de longe alegará dificuldades para concentrar-se na oração, experimentando sono e fadiga; o de perto, contudo, inquietar-se-á pela solução dos trabalhos e caminhará sem cansaço, em constante vigília.

O de longe respirará em estradas floridas, demorando-se na jornada quanto deseje; o de perto, porém, muita vez seguirá comigo pelo atalho espinhoso.

O de longe dar-se-á pressa em possuir; o de perto, no entanto, encontrará o prazer de dar sem recompensa.

O de longe somente encontra alegria na prosperidade material; o de perto descobre a divina lição do sofrimento.

O de longe padecerá muitos melindres; o de perto encher-se-á de fortaleza para perdoar sempre e recomeçar o esforço do bem, quantas vezes se fizerem necessárias.

O de longe não cooperará sem honras; o de perto servirá com humildade, obscuro e feliz.

O de longe adiará os seus testemunhos de fé e amor perante o Pai; o de perto, entretanto, estará pronto a aceitar o martírio, em obediência aos Celestes Desígnios, a qualquer momento.

Após longa pausa, fixou em Efraim os olhos doces e indagou :

– Aceitarás, mesmo assim?

O candidato, algo confundido, refletiu, refletiu e exclamou:

– Senhor, os teus ensinos me deslumbram!...

Vou à Casa de Deus agradecer ao Santo dos Santos e volto, dentro de uma hora, a fim de abraçar-te o sublime apostolado, sob juramento!...

Jesus aceitou-lhe o amplexo efusivo e ruidoso, despediu-se dele, sorrindo, mas Efraim, filho de Atad, nunca mais voltou.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Irmão X

Essa é uma das mensagens ditadas a Chico Xavier pelo espírito Humberto de Campos,
 que está na obra “Pontos e Contos”, livro que reúne contos e crônicas do Irmão X
( pseudônimo usado nessa época pelo médium, nas mensagens do autor espiritual )
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 27 de Novembro de 2016, 15:37
(http://api.ning.com/files/p3pylZKvEc7b7YNcn1hC5NYjxmAVvdijoTaHGUeiokE39L*S8WObyikZiXxbBReG6vgrJubKB7ekNSxGxtPvBZn226LDECVb/DomingodeRamos.jpg)



Na companhia do Mestre



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Meus amigos, muita paz aos corações para que o mundo alcance harmonia e progresso efetivo!

Tão-somente o Evangelho sentido e aplicado aos acontecimentos comuns da existência humana, poderá responder pela felicidade como a almejamos.

Essa conquista não se dará no plano social da Terra, a não ser pela adesão pessoal de cada um de nós aos padrões do Mestre, por fundamento da grande mudança...

Quando iludidos pelo fenômeno de massa, julgamos ser possível ver a luz do amor fulgindo por determinações de fora para dentro. Mas, a experiência demonstra que, como Jesus diante de um império, seremos apenas nós, no plano pessoal de adesão à luz, resistindo em humildade e paciência diante das sombras de vaidade e orgulho acalentadas por muitos. É que a subida vibracional pelo Evangelho passa pelo sacrifício de nós mesmos, entre a solidão e o silêncio do coração, perante provas e incompreensões.

Todavia, o salário do fiel seguidor do Mestre é a glória do amor dilatado no próprio peito, rasgando horizontes de belezas e júbilos para a alma então inserida no Reino Celestial.

Por reconhecermos semelhante verdade, nosso trabalho, nesta seara espírita-cristã, deve atender prioritariamente à nossa sede de verdade, e à nossa fome de amor divino, sem muita preocupação com o que os semelhantes fazem ou deixam de fazer.

Semear a luz e avançar no domínio dos temas abordados pelo Cristo, em Espírito e Verdade...

O maior prêmio dos que aceitam a cruz da própria redenção espiritual, é o seu encontro pessoal com a vibração excelsa do Senhor.

Que perseveremos no melhor e que exercitemos, a todo tempo a indulgência e o perdão, pois a Obra pede testemunho, e a iluminação pessoal nos solicita o coração inflamado de Amor!


por Honório Onofre de Abreu
(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão, em reunião pública do dia 02 de agosto de 2014, no Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG)




Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 15 de Dezembro de 2016, 18:23
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8b/Almeida_J%C3%BAnior_-_Ap%C3%B3stolo_S%C3%A3o_Paulo%2C_1869.jpg)



Nas pegadas do Apóstolo Paulo


(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



No ano de 1980, acompanhado pelos amigos Nilson de Souza Pereira e Juan Antônio Durante, dileto confrade argentino, visitei a Grécia pela primeira vez.

Em Atenas, após o entusiasmo natural, caminhando pelas ruínas históricas que nos conduziam às glórias do passado, detivemo-nos sobre os escombros do Areópago, onde o Apóstolo Paulo pela primeira vez apresentou Jesus aos  curiosos que acorreram ao nobre recinto.

Recordamo-nos das suas primeiras palavras, que encantaram o público até o momento em que ele se referiu à imortalidade, fazendo um panegírico à Ressurreição.

As mentes aturdidas pelas várias correntes da filosofia utilitarista e pessimista, pelos velhos atomistas, permitiram-se fortes gargalhadas de escárnio e abandonaram o local, deixando o intimorato divulgador do Evangelho profundamente abatido. Ali, quase dois mil anos após, psicografamos, ao ar livre, separadamente Juan e nós, mensagens pertinentes ao acontecimento.

A verdade é que o glorioso pregador retornou a Atenas posteriormente e a conquistou para Jesus, após haver passado por algumas das suas ilhas, que ficariam imortalizadas em suas cartas memoráveis.

Recentemente, no mês de julho passado, conduzido por amigos espíritas devotados e gentis, voltamos à Grécia, mantendo na memória as imagens  que nos impressionaram por ocasião da primeira visita.

Estivemos em algumas das suas ilhas famosas e procuramos encontrar na poeira do tempo as pegadas ao Apóstolo das gentes.

Não faltam templos de diferentes credos cristãos, para celebrações mais profanas que religiosas, nem as ondas turísticas, a invadir todos os recantos, como aeroportos, hotéis e estradas superlotados, não deixando perceber a presença de Jesus nos comportamentos. Prazeres multiplicados, de qualidades variadas para todos os paladares, que atraem os caçadores de divertimentos, especialmente sexuais, transformaram-se num dos mais valiosos recursos para atrair multidões esfaimadas.

Aguardávamos que o retorno a Atenas, a veneranda cidade multimilenar, pudesse ensejar-nos visão diferente, o que, infelizmente, não aconteceu.

A volúpia do prazer em todo lugar é uma constante.

Estes são dias bem parecidos com aqueles em que o apóstolo, fascinado por Jesus, saiu cantando- lhe os poemas libertadores e as canções de imortalidade.

A sua voz e as suas cartas permaneceram como clarins ressoando ao passar dos séculos, a fim de que não nos esquecêssemos da mensagem que o felicitava.

Nenhum sofrimento diminuiu-lhe o entusiasmo e o amor pelas criaturas humanas, às quais se oferecia como exemplo de plenitude.

As ilhas e terras queridas, como Corinto, Galácia, Colosso, Tessalônica, Filipos e Éfeso o receberam e, embora algumas inicialmente o rejeitassem, foram honradas, todas, com as missivas iluminativas que ainda hoje servem de roteiro e de segurança para os seus discípulos, os quais, acima de tudo amam Jesus, ainda guardam vestígios históricos das suas jornadas sublimes. No entanto, os monumentos que as embelezavam, hoje em destroços e ameaçados pelo fanatismo religioso, são símbolos da grandeza do herói da verdade.

Não tivemos a oportunidade de visitar essas cidades e regiões que foram privilegiadas pelo seu verbo, com exceção de Éfeso, que conhecemos em outra oportunidade, mas que não guardam a mensagem do mártir nas comunidades que as habitam.

Existem templos de pedras, em ruínas uns, mais recentes outros; entretanto, e a despeito da ganância, dos ódios multiplicados e das lutas de classe, os “filhos do Calvário” avolumam- se em toda parte, sem permitir-se a iluminação ou a transformação moral, ficando conscientes do Reino dos Céus.

A poeira inexorável dos tempos asfixiou a mensagem do apóstolo.

Mesmo em Atenas, onde ele triunfou como mensageiro da esperança e da alegria de uma existência feliz, não encontramos as suas pegadas, agora cobertas pelo asfalto da modernidade ou sob as colunas arrebentadas do Areópago, do Parthenon e dos bairros periféricos mais pobres onde ele conviveu com os desafortunados, aos quais ofereceu a certeza da imortalidade.

Examinando a situação do mundo atual, dos conflitos e dores que tomam conta das criaturas, da fragilidade das religiões que, comprometidas com o século, não têm muito a oferecer, recordo-me do apóstolo dedicado, suplicando-lhe que a todos os cristãos nos inspire viver conforme as diretrizes austeras e amorosas do Evangelho, dando a existência, se necessário, para a construção da sociedade feliz do amanhã.

Neste momento de transição planetária, quando as crises de toda ordem se abatem sobre o ser humano, quase vencido pelas paixões tormentosas, que possamos, os espíritas, os cristãos novos, restaurar o pensamento de Jesus conforme o fez Paulo de Tarso, orientando as vidas para a plenitude, única maneira de preencher o vazio existencial que a muitos infelicita neste mundo.



Fonte: FEB - Revista Reformador




Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 23 de Dezembro de 2016, 00:51
(http://4.bp.blogspot.com/-fzialcasHL8/UNXyt2sumXI/AAAAAAAAMrs/4fQoPboHsHk/s400/jesus-2-mary-ducharme.jpg)

Pintura de Mary DuCharme



Jesus, o Incomparável



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Vencendo os milênios que nos separam do Seu berço, ninguém que se Lhe equipare ou sequer apresente as características que O assinalaram.

Havendo nascido em um recinto modesto e quase desprezível, transformou-o num esplêndido reduto de luzes e de harmonias gloriosas.

Residindo mais tarde em uma aldeia desconhecida, tornou-a imortal da História, na literatura e na memória dos tempos.

Convivendo com as pessoas do Seu pequeno burgo, evitou destacar-se, mantendo-se simples e de relacionamento afável, de forma a não os perturbar ou provocar celeuma antes do momento.

Fiel servidor das Divinas Leis, trabalhou na pequena carpintaria do pai sem alarde ou demonstração inoportuna de superioridade.

Conhecendo a tarefa para a qual viera, não se precipitou, tampouco postergou a hora em que se deveria desvelar. E o fez de maneira natural, sem alarde nem provocação, quando tomou do texto de Isaías, inserto no Testamento Antigo e, em plena sinagoga, interpretou-o com inusitada acuidade, deixando-se identificar como o Messias.

Compreendeu a reação de surpresa dos Seus coevos e familiares que, tomados de espanto e ira, atiraram-se contra Ele, ameaçando-O de morte. Mas não reagiu, nem os agrediu com palavras ou ações que desmentissem as sombras da ignorância e da perversidade.

Sem qualquer acusação, deixou aqueles sítios e partiu para a gentil Galiléia, onde as almas simples e desataviadas, sedentas de paz, cansadas de sofrimentos e humilhações, anelavam pela oportunidade de serem livres do jugo cruel da servidão e realmente felizes.

Entre os pobres e desafortunados, os sofredores e puros de coração, entoou o Seu hino de amor à Vida como dantes jamais alguém o fizera, e depois nunca mais se repetiria.

A Sua canção de misericórdia e de ação temperada pela sabedoria arrebatou as gentes de todos aqueles rincões, que abririam espaço para se alargarem pelas terras do futuro, dando início à Era da fraternidade que, embora ainda não vivida, já se encontra instalada desde aqueles inesquecíveis momentos.

A Sua revolução diferiu de todas as que a precederam e a sucederiam, porquanto, tratava-se de lutas contínuas nas paisagens do coração contra as más inclinações, as tendências primárias e as heranças asselvajadas do período primitivo.

Amando a todos sem distinção, até mesmo àqueles que obstinadamente O perseguiam e tentavam malsinar-Lhe as horas, Jesus permaneceu incomparável, ensinando compaixão e ternura, trabalho e confiança irrestrita em Deus.

Ninguém que jamais se Lhe equipararia!

Os grandes gênios da fé que O precederam e os nobres missionários do amor que O sucederam foram, respectivamente, Seus mensageiros que Lhe deveriam preparar o advento e continuadores insistindo na preservação dos Seus ensinamentos e atitudes.

Esse homem nascido em Belém e morador em Nazaré, dividiu os fatos históricos, assinalando a Sua trajetória com os incomparáveis testemunhos da Sua elevação.

Quando provocado pelo farisaísmo compreendia a fúria do despeito e da mesquinhez humana, lamentando o atraso moral daqueles que se Lhe apresentavam como adversários. Admoestava-os e esclarecia-os, embora eles não desejassem respostas honestas, porque os seus eram os objetivos perversos...

Visitado pelo sofrimento dos indivíduos e das massas, não obstante sabendo da transitoriedade do corpo físico, renovava os enfermos e curava-lhes as mazelas, advertindo-os quanto aos valores imperecíveis do Espírito.

Acusado de atitudes que se chocavam contra a Lei e Profetas, informava que não os veio combater, mas vitaliza-los e dar-lhes cumprimento.

Tentado pela hipocrisia e envolvido nas malhas das insensatas ciladas, destrinchava os fios envolventes e devolvia-os aos sistemáticos perseguidores.

Jamais se escusou aos enfrentamentos promovidos pela perversidade dos pigmeus morais, mesmo conhecendo-lhes as artimanhas e propósitos nefastos. Também nunca se recusou a esclarecer qual era a Sua tarefa e quais as bases da Sua revolução, estruturadas no amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Nunca desmentiu os postulados propostos nos Seus sermões, mediante uma conduta dúbia ante as ameaças e malquerenças que se Lhe apresentavam a cada momento.

Resistiu a todos os tipos de tentação na Sua humanidade, avançando sempre no rumo do holocausto sem qualquer tipo de revolta ou de insegurança quanto aos valores esposados e divulgados.

Profundo conhecedor da psicologia humana, jamais se utilizou desse recurso incomum para humilhar ou submeter quem quer que fosse ao Seu ministério. Pelo contrário, dele se utilizava para identificar as causas transatas geradoras dos sofrimentos que os aturdiam e para aplicar a terapêutica mais conveniente em relação aos múltiplos distúrbios que os afligiam.

Perfeitamente identificado com Deus, não fingiu ser-Lhe igual e jamais se Lhe equiparou, informando sempre ser o Filho, o Embaixador, o Caminho para a Verdade e para a Vida...

Confundido com os profetas que o precederam, revelou a própria procedência, informando que aqueles que vieram antes realizaram o seu mister com elevação, mas a Sua era a confirmação de tudo quanto ensinaram no seu tempo.

Incomparável, Jesus, o Homem libertador de todos os homens e mulheres!

A humanidade sempre recebeu no transcurso da História guias admiráveis, que vieram iluminar as sombras dominantes.

Em cada povo e em todos os tempos surgiram missionários incomuns, que demonstraram a vacuidade da vida física e a perenidade do ser espiritual, convidando à reflexão e à conquista da liberdade total.

Alguns tiveram a existência assinalada por muitos conflitos antes da revelação que os transformou; outros sentiram o impulso interno e romperam com os preconceitos e condicionamentos existentes, trazendo o conhecimento e a vivência do dever como essenciais à conquista da paz.

Diversos se imolaram em testemunho do que ensinavam, mas só Jesus é o Modelo e Guia nunca ultrapassado ou sequer igualado.

Havendo chegado à Terra na condição de Espírito puro, por haver realizado o Seu processo de evolução em outra dimensão, permanece como o Homem incomparável para conduzir a humanidade na direção do inefável amor de Deus.




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)


por Joanna de Ângelis, mensagem psicografada pelo médium Divaldo P. Franco,
em Estocolmo, Suécia, no dia 17 de maio de 2001.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 29 de Dezembro de 2016, 19:21
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/eb/9a/47/eb9a4776364228b092a8e507cfb28ffd.jpg)



O significado de Jesus em nossas vidas

Como conduzimos nossa jornada terrestre após conhecê-Lo?



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Não foram poucos os que tiveram a oportunidade de estar na presença de Jesus durante Sua passagem em nosso planeta, e que tiveram a existência totalmente transformada em razão desse contato. Para cada pessoa, anônima ou não, Ele teve um significado particular e, em cada uma, identificamos nós mesmos, com nossas limitações e fraquezas.

Nesse sentido, a benfeitora Joanna de Ângelis, no livro Iluminação Interior[1] (cap. 28), faz uma análise citando alguns dos que tiveram a oportunidade de ter suas vidas transformadas após conhecerem e conviverem com Jesus. Em suas reflexões, apoiamos as nossas.


Maria de Magdala
Relata o Evangelho de Lucas (8:2) que Maria de Magdala sofria a influência de espíritos infelizes que a iludiam na percepção e na vivência do amor verdadeiro. Joanna de Ângelis registra que, para Maria Madalena, Jesus significara “o sublime amor, verdadeira manifestação do amor de Deus”. Transformada, dedicou-se integralmente a Ele, estendendo esse amor sublimado a leprosos abandonados.

Judas Iscariotes
Extasiado com os ensinamentos renovadores que registrava, Judas foi traído por sua percepção imediatista da renovação espiritual interior proposta pelo Mestre. Portanto, referindo-se ao significado de Jesus para si, diria ser Ele “o exemplo de misericórdia e de compaixão mais grandioso que jamais contemplei”. Séculos depois, Judas receberia a oportunidade de redimir-se perante as leis divinas.

Simão Pedro
Coração amoroso e efusivo, Simão não conhecia ainda a si mesmo, com profundidade, no tempo em que teve a oportunidade de conviver com Jesus. No entanto, nas horas graves de testemunho, reconheceu-se inseguro e infiel. De coração arrasado por reconhecer as próprias fraquezas, identificara em Jesus “a mais nobre lição de fidelidade ao Bem, de que tive notícia por toda a existência”. Não tardaram, ao coração amoroso do apóstolo, as oportunidades de testemunhar sua fidelidade ao Mestre Amado.

João Boanerges
Jovem ainda, inexperiente nas refregas da vida, o discípulo pôde aprender, na convivência com Jesus, a libertar-se da imaturidade. Para ele, Jesus significara “o divino libertador de vidas, através do inefável amor de que se fez portador”. Com idade avançada, o apóstolo continuaria repetindo as palavras do Mestre: “Meus filhinhos, amemo-nos uns aos outros, como Jesus nos amou!”

Lázaro
Durante os momentos de alegria íntima, fruídas na companhia de Jesus em sua própria casa, Lázaro não poderia imaginar a difícil prova pela qual passaria, permanecendo sepultado sem estar morto. Libertado e retomando a consciência e o controle da própria vida, para ele o Mestre seria “a verdadeira ressurreição e vida, que anula a sombra da morte e doa a claridade imortal”. O futuro traria novos testemunhos a Lázaro, dando-lhe a oportunidade de provar a confiança na imortalidade da vida!

Zaqueu
Rico, mas sem amigos sinceros. Bem intencionado, mas desacreditado por todos. Assim era Zaqueu antes de Jesus. Sofria por ser tratado com tantas desconfianças. Tendo recebido Jesus em sua própria casa, teve a oportunidade de provar a autenticidade de seus sentimentos e intenções. Por isso, para ele, Jesus representara “a mais nobre expressão da Verdade”. Transformado, compartilhou com o próximo não apenas a alegria que lhe invadiu o ser, mas também tudo o que possuía.

Natanael Ben Elias
Embora paralítico, não se intimidou com suas limitações físicas para ser colocado na presença de Jesus. Sentia-se paralisado somente no corpo físico, mas sua alma soube mobilizar-se em direção ao Mestre. Por isso, para ele, Jesus representaria “o Messias Divino que se fez irmão dos miseráveis e deserdados, a fim de os erguer ao sólio do Altíssimo”. Foi recompensado: recuperou a mobilidade física e conquistou sua redenção espiritual ao ouvir de Jesus que seus pecados haviam sido perdoados!

A mulher samaritana
Presa a uma crença religiosa limitada às interpretações locais, embora de coração ansioso pela verdade, a mulher samaritana restringia-se ao culto religioso de sua região. Para ela, Jesus simbolizou, portanto, “a fraternidade universal vibrante e compreensiva”. Deixou de sentir sede pela Verdade, aprendendo, por fim, que Deus deve ser adorado em espírito!

Maria, irmã de Lázaro
Deixando para outro momento as ocupações materiais, Maria escolheu a melhor parte: a presença de Jesus em seu lar! Dias antes da morte do Mestre, ungiu-O carinhosamente, sem imaginar que aquele gesto seria relembrado para todo o sempre. Para ela, Jesus representava “o excelente Filho de Deus que ama como ninguém jamais o fez”. Amava-O ternamente, pois compreendia o valor da Sua presença sublime!

O endemoniado gadareno
Dominado por perversos espíritos, vivia alucinado, debilitado física e espiritualmente. A compaixão de Jesus proporcionou-lhe a liberdade espiritual e a recuperação da razão. Assim, para ele, Jesus representou “a saúde espiritual no seu mais elevado grau”. Incompreendido por seus familiares e amigos, que não creram em sua recuperação, tornou-se testemunha viva do equilíbrio e da lucidez!

Pilatos
Atormentado pela insegurança entre o poder material (temporário) e o divino (eterno), o governador romano mostrava o conflito íntimo que padecia. Quanto lhe custou reconhecer que Jesus representava “o poder que nunca cessa, porque vem de Deus”. Para Pilatos, os dias que se seguiram, após a condenação e morte de Jesus, foram de tormentosa luta interior...

Caifás
Representante máximo da religião judaica, iludido pela vaidade e o orgulho de uma nação governada por Deus, ambiciosa em seus projetos de conquistar o mundo material com sua concepção espiritual da Divindade, Caifás, indignado com a postura do Mestre, não conseguiu identificar em Jesus “o conquistador inconquistável”. Custaria ao sacerdote compreender que o reino dos Céus não se estabeleceria com aparências exteriores.

Maria, mãe de Jesus
Amorosa, dedicada e preocupada com as ocorrências em torno dos passos de seu filho amado, ela assim sintetizaria a missão de Jesus: “O Enviado de Deus que dormiu no meu regaço e mudou o pensamento terreno, apresentando o reino dos Céus, conforme nunca outrem conseguira fazer”. Estendeu, ao longo de sua vida, o amor e a dedicação a todos os sofredores que a buscavam, acolhendo a todos como filhos prediletos de seu amoroso e terno coração.

***

Joanna de Ângelis ainda cita Saulo de Tarso, que ao fim da existência dizia já não ser ele quem vivia, mas o Cristo que nele vivia; Joana de Cusa, que perdeu a condição de patrícia romana para tornar-se irmã dos desventurados; Ignácio de Antioquia, que teve a honra de imolar a vida em fidelidade à mensagem do Mestre.
Suas reflexões auxiliam-nos a identificar de que maneira temos conduzido nossa existência, antes e depois de ter conhecido Jesus:

Quem estabelece relacionamento com Jesus, raramente permanece como se encontrava antes. Caso continue nas mesmas disposições, esse contato foi muito superficial, destituído de significado e de profundidade. (...) Se experimentas os mesmos conflitos de antes do teu relacionamento com a Sua mensagem, ainda não permitiste que Ele te penetre os sentimentos, modificando-te a conduta interior, que enseja o comportamento social e humano.”[1]

Aproximando-se novamente as festividades do Natal, aproveitemos a ocasião e busquemos o real significado de Jesus em nossa vida, conforme nos convida a benfeitora:

Aprofunda o pensamento nas Suas palavras repassadas de energia e bondade, de consolação e de esperança, dando outro direcionamento aos teus dias na Terra, de forma que, ao findar o compromisso com o corpo, descubras o significado sublime d’Ele em ti, identificando-te de tal forma que já não serás aquele que vive, mas sim, Ele que vive em ti.” [1]




(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



1. Franco, Divaldo Pereira. Iluminação Interior. Salvador: LEAL.

Fonte: Revista Internacional de Espiritismo, dezembro/2016, por Maroísa F. Pellegrini Baio
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 14 de Março de 2017, 02:44
(https://iamachild.files.wordpress.com/2011/04/la-vierge-c3a0-lagneau.jpg?w=300)



Superioridade da natureza de Jesus



Os fatos relatados no Evangelho e que foram até agora considerados miraculosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, os que têm como causa primeira as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo anterior, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros fatos análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é verdade, no que se refere a esse ponto contestar a veracidade da História; mas hoje eles se produzem sob os nossos olhos e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. Basta o fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.

O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispirítico, que constitui o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como consequência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.

Sem nada prejulgar sobre a natureza do Cristo, cujo exame não entra no quadro desta obra, e não o considerando, por hipótese, senão como um Espírito Superior, não podemos deixar de reconhecê-lo como um dos Espíritos de ordem mais elevada e, por suas virtudes, colocado muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente confia a seus mensageiros diretos, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que Ele fosse o próprio Deus, mas um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais que um profeta, porquanto seria um Messias Divino.

Como homem, tinha a organização dos seres carnais, mas como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual do que da vida corpórea, de cujas fraquezas não era passível. A superioridade de Jesus com relação aos homens não resultava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava a matéria de modo absoluto, e da do seu períspirito, haurido da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres. Sua alma não devia achar-se presa ao corpo senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e muito superior à que comumente possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se nele com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispiríticos ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa força magnética, secundada pelo desejo incessante de fazer o bem.

Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, visto que o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, o Cristo não precisava de assistência, pois que era Ele quem  assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como, em certos casos, o podem fazer os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se porventura Ele recebia algum influxo estranho, esse só de Deus poderia vir. Segundo a definição dada por um Espírito, Ele era médium. de Deus.1

Nota do Editor

No livro Obras póstumas, o Codificador discorre sobre interessante capítulo acerca da natureza do Cristo, matéria que tem sido debatida exaustivamente desde os primórdios do Cristianismo, sem, contudo, ter sido resolvida em definitivo pelas religiões cristãs até os nossos dias.

Segundo Allan Kardec, foi a divergência das opiniões sobre este ponto que deu origem à maioria das seitas em que se fragmentou a Igreja, visto que os chefes de cada uma delas, embora homens de talento, esclarecidos e versados na ciência teológica, apoiavam suas opiniões mais em abstrações do que em fatos, recorrendo aos dogmas na expectativa de descobrir o que continham de plausível ou de irracional quanto à natureza de Jesus e sobre outros pontos.

Teriam tido mais sucesso se houvessem recorrido às palavras do próprio Mestre, recolhidas pelos evangelistas e publicadas após a sua passagem na Terra. De fato, quem melhor do que o Cristo de Deus para discorrer sobre a sua própria natureza? Como nenhum historiador profano contemporâneo falou a respeito dele, a única fonte confiável para se chegar ao âmago da questão é buscar a letra e o espírito da Boa-Nova. Por isso os autores sacros, ainda de acordo com Allan Kardec, nada mais conseguiram do que girar dentro do mesmo círculo, dar a sua apreciação pessoal, deduzir consequências de acordo com o seu ponto de vista pessoal, comentar sob novas formas e com maior ou menor brilhantismo o amontoado caótico de opiniões contraditórias.

Dentre tantos pontos que a exegese vem explorando, nada tem suscitado mais paixão do que o referente à divindade do Cristo. Seria Jesus o próprio Deus? Os milagres provariam a sua divindade? Como interpretar certas passagens contidas no Evangelho, que supostamente atestariam a ideia de que Jesus e o Pai são expressões de um mesmo Ser divino, coeternos e incriados, iguais em bondade, sabedoria, onisciência, onipotência e justiça em graus superlativos?

Decerto, não foram as palavras de Jesus que autorizaram os teólogos a legislar sobre a sua pretensa divindade, considerando se que em várias passagens da Boa-Nova Ele protesta de forma veemente contra tal aberração. O fato é que, após vinte séculos de lutas e disputas vãs, durante os quais foi posta inteiramente de lado a parte mais essencial da mensagem de Jesus – o ensino moral – a única que podia garantir a paz para a Humanidade, as criaturas se acham cansadas dessas discussões estéreis, que só perturbação e incredulidade têm gerado, sem que de modo algum tenham satisfeito à razão.

Em favor da união que deve reinar entre os espíritas, deixemos de vez as abstrações que nos dividem, buscando em Allan Kardec a segura orientação, a bússola inviolável que nos fará chegar sem atropelos ao porto seguro. E sobre a natureza de Jesus, objeto desta matéria tão fascinante, como acerca de tantos outros pontos que mereceram a judiciosa apreciação do Codificador da Doutrina Espírita, jamais titubeemos: permaneçamos com ele!


Jesus


Alberto de Oliveira (Espírito)

Quanta vez, neste mundo, em rumo escuro e incerto,
O homem vive a tatear na treva em que se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que vem perto!…

Entre as vascas da morte, o peito exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu deserto.

Nessa grande amargura, a alma pobre, entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e socorre;

Do mundo é a escuridão, que sepulta a quimera…
E no escuro bulcão só Jesus persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca morre.


Referência:
1 Kardec, Allan. A gênese. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 15, its. 1 e 2.

Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 24 de Dezembro de 2017, 12:16
(https://i.pinimg.com/564x/2f/22/6a/2f226a0598409967a5d84039afa76722.jpg)



Jesus



Você já parou para pensar, algum dia, como era o homem Jesus?

Se nos inspirarmos nos Evangelhos podemos esboçar Sua aparência física e espiritual.

Verdadeiramente, Sua aparência física não está descrita nos Evangelhos, mas Ele sempre se mostra simpático e atraente. Causava profunda impressão na multidão, quando se apresentava em público.

Tinha um corpo sadio, resistente ao calor e ao frio, à fome e à sede, aos cansaços das longas jornadas a pé, pelas trilhas das montanhas da Palestina.

Também ao cansaço por Sua atividade ininterrupta junto ao povo, que não lhe deixava tempo nem para se alimentar.

Embora nascido em uma estrebaria, oculto aos olhos dos grandes do mundo, teve Seu nascimento anunciado aos pequenos, que traziam os corações preparados para O receber.

A orquestra dos céus se fez presente e a ópera dos mensageiros celestiais O anunciou a quem tivesse ouvidos de ouvir.

Antes de iniciar o Seu messianato, preparou-lhe os caminhos um homem rude, vestido com uma pele de animal e que a muitos, com certeza, deve ter parecido esquisito ou perturbado.

Principalmente porque, num momento em que o povo aguardava um libertador que fosse maior que o próprio Moisés, ele falava de Alguém que iria ungir as almas com fogo.

Enquanto todos aguardavam um guerreiro, que surgisse com Seu exército numeroso para subjugar o dominador romano, João, o Batista, lhes falava do Cordeiro de Deus. E cordeiro sempre foi símbolo de mansuetude, de delicadeza.

Quando Ele se fez presente, às margens do Jordão, a sensibilidade psíquica de João O percebeu e O apresentou ao mundo.

Este Ser tão especial tomou de um grão de mostarda e o fez símbolo da fé que move montanhas. Utilizou-se da água pura, jorrada das fontes cristalinas, para falar da água que sacia a sede para todo o sempre.

Tomou do pão e o multiplicou, simbolizando a doação da fraternidade que atende o irmão onde esteja e com ele reparte do pouco que tem.

Falou de tesouros ocultos e de moedas perdidas. Recordou das profissões menos lembradas e as utilizou como exemplo, ele mesmo denominando-se o Bom Pastor, que conhece as Suas ovelhas.

Ninguém jamais O superou na poesia, na profundidade do ensino, na doce entonação da voz, cantando o poema das bem-aventuranças, no palco sublime da natureza.

Simples, mostrava Sua sabedoria em cada detalhe, exemplificando que os grandes não necessitam de ninguém que os adjetive, senão sua própria condição.

Conviveu com os pobres, com os deserdados, com os considerados párias da sociedade, tanto quanto visitou e privou da amizade de senhores amoedados e de poder.

Jesus, ontem, hoje e sempre prossegue exemplo para o ser humano que caminha no rumo da perfeição.

Você sabia?

Você sabia que, embora visando sempre as coisas do Espírito, Jesus jamais descurou das coisas pequenas e mínimas da Terra?

É assim que Seu coração se alegra pelas flores do campo, as quais toma para exemplo em Sua fala, da mesma forma que as pequeninas aves do céu.

Você sabia que o Seu amor se dirigia sobretudo aos pobres, aos humildes, aos oprimidos, aos desprezados e aos párias?

E, justamente por conhecer a fraqueza e a malícia dos homens, sempre perdoa, enquanto Ele mesmo alimenta a Sua vida pelo cumprimento da vontade e do agrado de Deus, o Pai.




Redação do Momento Espírita, com informações
colhidas no verbete Jesus, do Dicionário enciclopédico
da Bíblia, de A. Van Den Born, ed. Vozes.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Maio de 2018, 04:10
Jesus Cristo Extraterrestre? | Ufologia e Espiritismo (29/09/2016) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdSdjJKZkpJUHhnJmFtcDt0PTEzcyM=)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 31 de Maio de 2018, 19:18
(https://empowermoments.files.wordpress.com/2011/05/zacchaeus.jpg)

Entre a vontade de mudar e a concretização da mudança
existe uma fase de transição, normalmente rodeada de obstáculos



Sob o amor do Cristo: a transformação de Zaqueu




Alguém poderá achar desnecessário, mas insistimos em lembrar que a renovação íntima é consequência da lei de evolução a que todos nós estamos submetidos. Podemos, escravizados às ilusões do mundo material, protelar essa transformação e durante certo tempo viver despreocupados, como se jamais tivéssemos que realizá-la; porém, na verdade, não podemos adiá-la indefinidamente. Chegará o momento em que os conflitos começarão a surgir, gerados pelo choque entre o desejo de continuar na ilusão e a necessidade de mudar. Esse drama íntimo atinge tamanha dimensão quando há relutância em aceitar a mudança, que poderá refletir em forma de desarmonias psicofísicas, não restando ao incauto senão a decisão de mudar.

Claro que aqui estamos considerando os casos de transformação natural que resulta da autoavaliação, quando o Espírito ainda se encontra no corpo físico e sofre a influência dos dramas de consciência. Mas, sabemos que em casos extremos de teimosia, outros recursos serão utilizados pela espiritualidade, através de reencarnações que funcionam como verdadeiras terapias transformadoras.

Salientamos que a renovação real tem sempre um resultado prático; é um fenômeno que se processa do interior para o exterior, e aquele que se transforma não se acomoda à condição de não mais fazer o mal. Ele passa a ser ativo no bem, iniciando pela reparação dos erros cometidos, atendendo à lei de justiça, de amor e de caridade.

Um dos exemplos mais significativos de transformação prática, para o que nos propomos dissertar neste texto, é a de Zaqueu, conforme se encontra em Lucas 19:1-10.

Zaqueu era um rico cobrador de impostos, e acreditamos que com relação ao usufruto dos bens materiais ele não tinha carências. Enquanto pôde, viveu esbanjando sua fortuna; impulsionado pela ganância. Talvez tivesse espoliado a muitos, indiferente ao sofrimento que lhes causava. Mas o poder transformador de Jesus não se restringia apenas àqueles que lhe estavam próximos. Muitos ao ouvirem falar da doutrina que ele ensinava e das curas realizadas, eram tomados pelo desejo incontrolável de conhecê-lo, e conhecendo-o, ainda que não se transformassem de imediato, não seriam os mesmos; o drama de consciência com vista à futura transformação se iniciava.

O nosso personagem foi um desses. Ao ouvir falar das maravilhas que Jesus realizava, sentiu um imenso desejo de conhecê-lo, pois, tornara-se difícil para ele esbanjar sua riqueza, ladeado por pessoas com extremas necessidades. Sua inquietude, motivada pelo ardente desejo de conhecer o Mestre, era sem dúvida o alvorecer da renovação espiritual, da qual ele não podia mais fugir.

Porém, entre a vontade de mudar e a concretização da mudança existe uma fase de transição, e nessa fase é apresentada, normalmente, uma multidão de obstáculos: a vontade de permanecer acomodado, usufruindo os prazeres da vida; a influência do meio social; a opinião pública e outros fatores que provocam em espíritos de personalidade influenciável, o adiamento da renovação.

Zaqueu reconhecia-se de pequena estatura, não apenas no aspecto físico, mas também no espiritual; precisava sair à frente, elevar o seu padrão vibratório, mantendo inabalável o desejo de mudança, pois, somente assim, conseguiria libertar-se da multidão de obstáculos que o sufocava, tornando-o insatisfeito e infeliz. Para compensar sua pequena estatura, o sicômoro foi suficiente para destacá-lo entre a multidão, mas para ser visto pelo Mestre Jesus que o surpreendeu, propondo de alojar-se em sua casa, uma forma figurada para seu verdadeiro desejo: alojar-se em seu coração. Sem dúvida o inesperado convite não teria acontecido sem o desejo sincero do convidado em renunciar à usura e aos interesses mesquinhos.

Zaqueu estava realmente decidido a mudar, e não se deixou influenciar pela opinião pública, conforme registrado no texto evangélico: “Vendo isso, todos murmuraram dizendo: ele foi alojar-se na casa de um homem de má vida.”[1] Assim falaram os presentes, insinuando que a mudança era impossível. Opiniões como esta têm conduzido muitos à desistência, por internalizarem que sempre foram assim e não poderão mudar.

Qualquer um que deseje transformar-se, atendendo à lei de evolução, deve estar atento a este tipo de opinião, geradora de desistência em pessoas inseguras.

Quando alguém se candidata a anfitrião de Jesus, os resultados práticos da transformação surgem, e manifestam-se através da necessidade maravilhosa de ser solidário, de compartilhar suas posses, materiais e espirituais, e reparar os erros cometidos. Foi o que aconteceu com Zaqueu, que já não se sentia mais o cobrador de impostos, movido pela ganância e insensível às dificuldades alheias; ele agora se sentia um homem transformado, por isso, reagiu imediatamente: “Eu dou a metade dos meus bens aos pobres; e se causei dano a alguém, no que quer que seja, eu lhe retribuirei em quádruplo.”[1]

Zaqueu, na verdade, foi o bom exemplo, porque não se acomodou à condição de quem apenas se propõe a não mais errar; consciente dos seus equívocos comprometeu-se com a devida reparação e prática da solidariedade.


1.  Lucas 19:1-10.




Jornal O Clarim, maio/2018, por F. Altamir da Cunha.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 25 de Junho de 2018, 19:01
(https://3.bp.blogspot.com/-BcgicvPe9jY/Wy_GaURGsOI/AAAAAAAAVMk/Lvs5QkMZvBUGlfaB95VoulInDdb7ZkhDACLcBGAs/s400/Jesus%2Baos%2B12%2Banos%2Bensinando.png)


 
O sentido condicional
dos ensinos de
Jesus

Deolindo Amorim¹


"A cada um será dado de acordo com as suas obras".
Jesus (Mateus, 16:27)



Nas relações humanas como nas relações espirituais, não há efeito sem causa, portanto, é claro que cada um responde, cedo ou tarde, pelo mal que houver feito.

Se assim é, para o espírita não há outro caminho senão o bem, a honestidade, a retidão de consciência, porque o espírita é o primeiro a saber que, pelo processo das vidas sucessivas ou reencarnação, todas as suas mazelas, assim como as suas boas obras, participam de seu acervo espiritual, não foram sepultadas no túmulo.

O "antes" e o "depois" também se aplicam ao Evangelho, pois as suas mais belas sentenças, justamente aquelas que mais tocam nas fibras do coração humano, são formuladas em dois termos: antecedente e consequente. Há sempre, um sentido de subordinação ou de dependência: isto depende daquilo; para obter aquilo é necessário que se faça isto, e assim por diante. Nada, portanto, é arbitrário na palavra de Jesus, pois os Seus mandamentos não se sobrepõem às leis nem às contingências inerentes à vida. Eis, aqui, por exemplo, uma passagem das mais ilustrativas:² buscai primeiro o Reino de Deus, e Sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas.

Dessa passagem evangélica decorrem duas ações sucessivas: a primeira é a ação de buscar o Reino de Deus, o que significa esforço, trabalho; a segunda é a ação de receber as coisas por acréscimo, como consequência das qualidades adquiridas pelo esforço próprio. A que coisas se referia o Cristo? Não se deve entender a designação indeterminada de coisas no sentido vulgar de objetos comezinhos, como não se deve tomar a expressão de Jesus na acepção banal de dar sorte na loteria etc. O ensino evangélico alude às coisas indispensáveis ao equilíbrio do homem, em suas relações com a Natureza e a Justiça Divina. Coisas, então, no sentido de aquisições essenciais à dignidade da vida.

Seja como for, é uma forma de condicionamento, como tantas outras, e sem azo para qualquer fuga: se o homem quer viver em paz com a sua consciência, se quer ser feliz, deve proceder com justiça, ser honesto, respeitar as leis da Natureza e praticar o bem. Sem essa condição inadiável, as "coisas" prometidas pelo Cristo não lhe serão acrescentadas. Uma situação depende da outra. Qual a conclusão prática de tudo isto? Simplesmente esta: ninguém conquista o Reino sem trabalho, sem reforma íntima, sem modificar os sentimentos ou sem destruir as paixões. Ensina-se, aí, aquilo mesmo que está nas linhas gerais da Codificação do Espiritismo: sem o trabalho não há progresso espiritual. Esta moral, que é a moral da ação e do mérito, é muito mais racional, mais compreensível do que a moral das graças caídas do céu e dos privilégios divinos. Se o indivíduo tem a consciência impura, se os seus sentimentos são maus, não pode implantar o "reino divino" dentro de si, por mais que faça penitências ou ainda que se ponha de joelhos na praça pública. O passo inicial é a transformação interior, tudo o mais são artifícios. É assim, e somente assim, que compreendemos o espírito do Evangelho, interpretado à luz da filosofia espírita. Podemos, agora, deduzir que a concordância da Doutrina Espírita com a moral do Evangelho impõe a cada um de nós, pelo conhecimento já acumulado, um estilo de vida que, sem esquisitice, sem extravagâncias nem farisaísmo, aproxime-se cada vez mais do tipo normal do homem de bem. E qual é a representação ideal do homem de bem, segundo os padrões morais do Espiritismo? Diz a Doutrina Espírita: ³

"O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor, de caridade na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência em relação aos próprios atos, a si mesmo pergunta se não violou a lei; se não ocasionou prejuízos; se fez todo o bem que lhe era possível; se desprezou voluntariamente de ser útil; se alguém lhe tem queixas; se fez aos outros como quereria que lhe fizessem."

Nisto consiste toda a síntese normativa do Espiritismo. É o pensamento fundamental de Allan Kardec, resumido nestas palavras inconfundíveis: "Conhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral."4


_________
¹ Amorim, Deolindo. O Espiritismo e as doutrinas espiritualistas. Rio de Janeiro: CELD, 1989, cap. II, pp.61-63.
² Mateus, 6:33.
³ Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 125. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006, cap. XVII, item 3.
4  Ibidem, item 4. 

 Fonte: Revista Presença Espírita nº 317, novembro/dezembro 2016. 
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 25 de Junho de 2018, 19:25
(https://1.bp.blogspot.com/-8eik-lwH2Vg/WzEyz-9adnI/AAAAAAAAVNQ/qBhvocjl9hUzLmjPmUe6NUHOO9XpX-98wCLcBGAs/s400/Jesus%2Bsol.jpg)



Jesus Sol



Quem quiser imaginar o rosto de Jesus, que pense na Luz.
Porque o semblante d’Ele é como um sol.

E sua irradiação cura os males que oprimem o espírito do homem. Ele é o Médico da Alma!
E os bons trabalhadores espirituais são os seus enfermeiros.

Pensem nisso, com carinho.

O símbolo de Jesus não é a cruz nem qualquer outra referência histórica ou religiosa , é a Luz.

E quem trabalha pelo Bem, é da Luz.

Então, pensem no Rosto-Sol do Mestre e iluminem os seus semblantes também.

Jesus não é um mito e nem invenção do plano espiritual, como querem alguns. E os seus ensinamentos são atemporais e sempre ajudarão a humanidade em sua peregrinação pelo mundo.

Meditem no sermão da montanha, pois, naquele dia abençoado, havia uma imensa coluna de Luz descendo sobre o mundo. E Jesus sabia disso e captou a Glória Celeste e verteu-a em palavras de sabedoria. E esse momento ficou registrado na aura do planeta.

E vocês podem acessar essa alta vibração apenas fazendo isso: pensando no rosto-sol do Mestre. E, ao mesmo tempo, orando a favor do Bem da humanidade.

Que os seus rostos também se transformem em sóis, na Luz d’Ele. Ele, Jesus-Sol, o Médico da Alma!


Texto de Wagner Borges
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 28 de Junho de 2018, 00:34
Sob o amor do Cristo: A transformação de
Maria de Magdala



(https://2.bp.blogspot.com/-E5HsmE9m_Hc/WzQIEJsW8RI/AAAAAAAAVOA/SnrNvylKRWwjlluaWkvLOtRMonow2KtYQCLcBGAs/s400/maddalena.jpg)

As palavras amorosas do Mestre se alojaram
em seu coração sensível como a boa semente
quando encontra terra fértil



Jesus tem o poder de plantar na alma novos pensamentos; as facilidades e atrações mundanas, que antes proporcionavam prazer, transformam-se em acontecimentos entediantes. Alguns Espíritos se rebelam e relutam, tentando permanecer alheios ao compromisso com a mudança, porém, esta rebeldia nada mais é do que uma reação ao processo de transformação que se inicia em sua intimidade; outros, sem rebeldia, sentem-se vazios e melancólicos; os prazeres e a felicidade aparentes que antes lhes contagiavam perdem o sentido e são substituídos pelo desejo de conhecer o mundo novo e o amor diferente, aos quais Ele se referia.

Maria de Magdala, conforme relata Humberto de Campos, pela psicografia de F. Cândido Xavier em Boa Nova (FEB), foi um desses Espíritos; ouvira as pregações do Evangelho em local próximo à vila onde vivia entregue aos prazeres, e tomara-se de admiração pelo Mestre Jesus. Antes, porque dotada de juventude e formosura, imaginava-se feliz no mundo de fantasias, banhando-se com os melhores perfumes, embriagando-se com os melhores vinhos, vestindo-se com as melhores sedas e sendo desejada pelos homens mais ricos. Sentia-se, contudo, sequiosa e desalentada, mesmo usufruindo de todos esses prazeres.

O convite de Jesus à implantação do reino de Deus na terra e a uma forma diferente de amar despertara em Maria incomum curiosidade; desde então, fora possuída pelo desejo incontido de conhecer aquele carismático Galileu. Não entendia por que, mas as palavras amorosas do Mestre se alojaram em seu coração sensível como a boa semente quando encontra terra fértil.

Entretanto, como em todo processo de germinação, no qual a luta é imprescindível para vencer a resistência do solo, transformando a semente em planta tenra e depois árvore frondosa, Maria de Magdala a princípio lutou contra o medo e a insegurança. Tinha o coração sobrecarregado de culpa, porém não desistiu; lutou, venceu o medo, e sem mais considerar o preconceito de que era vítima, adentrou a casa de Simão Pedro; encorajada pelo sorriso do Mestre que parecia esperá-la, foi ao seu encontro. Nessa oportunidade aconteceu um dos mais belos diálogos, rico de espiritualidade e consolação, como relata Humberto de Campos:


– Ouvi o vosso amoroso convite ao Evangelho! Desejava ser das vossas ovelhas, mas será que Deus me aceitaria?

– Maria, levanta os olhos para o céu e regozija-te no caminho, porque escutaste a Boa Nova do reino e Deus te abençoou as alegrias! Acaso, poderias pensar que alguém no mundo estivesse condenado ao pecado eterno? Onde, então, o amor de nosso Pai?

Nunca viste a primavera dar flores sobre uma casa em ruínas? As ruínas são as criaturas humanas; porém, as flores são as esperanças em Deus. Sobre todas as falências e desventuras próprias do homem, as bênçãos paternais de Deus descem e chamam. Sentes hoje esse novo sol a iluminar-te o destino!

Caminha agora, sob a sua luz, porque o amor cobre a multidão dos pecados.



Para Maria, as palavras do Mestre foram verdadeiro refrigério para o seu coração sofrido; ela sentiu o imenso amor que irradiava daquele formoso Galileu, pois, somente quem ama de verdade pode manifestar tamanha compreensão. Entre os homens comuns observa-se, constantemente, a insensibilidade e a valorização do erro alheio, criando a oportunidade de punir e de fazer sofrer, como se ao impor a punição ao culpado se apagassem também suas próprias culpas. Com Jesus ela observou a imensa diferença: Ele não valorizou o erro, nem procurou um motivo para condená-la; valorizou, sim, seu arrependimento e o desejo sincero de transformar-se.

Ao dizer “Maria, levanta os olhos para o céu e regozija-te no caminho, porque escutaste a Boa Nova do reino e Deus te abençoou as alegrias!”, o Mestre revelou-lhe que a sinceridade de seu propósito foi reconhecida por Deus; e a partir daquele momento o vazio interior causado pela fatuidade dos prazeres mundanos seria preenchido pela perene alegria que o amor verdadeiro proporciona.

Com certeza as palavras do Mestre elevaram a autoestima de Maria; ela agora compreendia que Deus é um Pai amoroso e que o amor é incompatível com a condenação ou o castigo.

Não só com Maria de Magdala, mas também com tantos outros Espíritos sofridos, Jesus demonstrou que o mais poderoso cinzel que utilizava para esculturar almas, sem sombra de dúvida, era seu imenso amor; jamais Ele falou de impossibilidade quanto ao trabalho maravilhoso de transformação do ser; sempre despertou a esperança aos que na condição de ruínas humanas o procuraram.

Maria de Magdala jamais esqueceria as palavras amorosas que acenderam em seu coração a sublime luz da esperança: “Nunca viste a primavera dar flores sobre uma casa em ruínas? As ruínas são as criaturas humanas; porém, as flores são as esperanças em Deus.”

Sem dúvida, a esperança em Deus é a base indispensável aos que precisam renascer; não apenas através da reencarnação, mas, também, pela autotransformação (renovação íntima). No entanto, jamais acontecerá a autotransformação se não nos entregamos confiantes ao infinito amor de Deus. Tudo acontece como se fôssemos um recipiente cheio de impurezas, e o amor, tal como a água pura, à medida que ocupa lugar no recipiente vai eliminando as impurezas; chega o momento em que o recipiente não conterá mais impurezas; por isso, Jesus finalizou afirmando: “... o amor cobre a multidão dos pecados.”

Após esse inesquecível diálogo, Maria de Magdala se transformou e muito amou; não mais da forma que amou no passado, quando escravizada às ilusões do mundo, mas sim da forma que Jesus a amou. Tornou-se mãe dos filhos de outras mães; eram eles leprosos, abandonados, sofridos e estigmatizados no corpo e na alma.

Um dia, marcada pelas mesmas provações daqueles que ela cuidara, seu corpo extenuado, tombou no caminho que a conduziria à casa do caminho. Despertou no plano espiritual vendo Jesus a refletir uma beleza incomum, estendendo-lhe as mãos e dizendo: “Maria já passaste a porta estreita!... Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!”

A exemplo de Maria de Magdala, nós todos, Espíritos em luta rumo à perfeição espiritual, podemos olhar para trás e constatar comportamentos infelizes que muito contrariaram as leis de amor que regem o Universo. No entanto, se sinceramente nos transformamos e passamos a amar, não valorizamos os efeitos dos nossos equívocos mais do que a infinita misericórdia de Deus, pois, através de Jesus, Ele nos dirá: “Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!”



- Xavier, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. FEB.
Fonte: Revista Internacional de Espíritismo - junho/2018.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 30 de Junho de 2018, 18:02
(https://3.bp.blogspot.com/-NgiwzE5pGwY/T90De1UtltI/AAAAAAAAK3Q/Vo4gukufuAY/s1600/madonna-and-child-with-st-elizabeth-the-infant-st-john-the-baptist-and-st-justina-1565-70-by-paolo-veronese-caliari.jpg)



Jesus e o Precursor



Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré.

Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias. Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

— O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

— Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos – trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloqüência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, constantemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

— Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta – nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou:

— Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receiosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos da pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa:

— Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu?!” Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: “Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... ” Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e genorosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”. No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza – ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens.

A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam à distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: “Não queres vir conosco?” – ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade. O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.


Livro:  Boa Nova
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Humberto de Campos
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 02 de Julho de 2018, 03:21
(http://www.feemt.org.br/agenda-4561.jpg)



Sacrifício Implícito



Jsus é o modelo incólume do sacrifício, pelo qual renunciou às esferas celestes para demandar um tempo com a Humanidade, convivendo com suas angústias, suas alegrias e suas complexas situações emocionais. Por ser amor de cunho cósmico, consciência madura e sublime, conseguiu iluminar o entendimento de muitos daqueles que buscavam soluções intensas para as suas emoções, não as solucionando, mas oferecendo diretrizes incontestáveis de amor.

Uma delas é a diretriz do sacrifício pessoal. Todas as questões de ordem evolutiva demandam trabalho e minuciosa disciplina para serem exitosamente resolvidas. Com o sacrifício pessoal é assim. Para a criatura encontrar dentro do coração as balizas seguras para se libertar dos interesses eminentemente egoístas e auxiliar a si mesma a se desprender dos apegos que traz é possível, somente, por meio de uma intensa e vigorosa análise e constante trabalho de doação à Causa maior, que é o amor na sua máxima expressão.

Foi por isso que o Cristo, pelo meio mais desafiador, convidou aqueles que O buscavam a ir direto aos seus próprios interesses e renunciá-los. Jesus fez isso várias vezes: ao jovem rico pediu renúncia imediata dos interesses da posse. Ele, no entanto, não soube aproveitar. Para a enlouquecida de Magdala o Mestre solicitou também a renúncia aos apegos sensualistas e ela soube muito bem aproveitar.

Qual foi a diferença entre uma e outro, senão o reconhecimento muito sensível das dores que o orgulho gera? Quando reconhecemos com delicada atenção as dores que trazemos pela força do orgulho contumaz, nos dispomos a renunciar pelo trabalho constante e sacrificial para que realmente haja em nós a paz e o equilíbrio.

Esse reconhecimento não é tarefa simplória, porque há nele o desafio de percebermos também os prazeres distorcidos que sentimos na exaltação da personalidade. Essa exaltação faz com que os desejos infrenes que movimentam os pensamentos e os sentimentos sejam atendidos. Por sua vez, ter esses desejos atendidos traz uma ideia que distorce gravemente o nosso senso de realidade. Como então nos libertar do ciclo vicioso dos desejos egoístas atendidos constantemente pela força do nosso orgulho? É o reconhecimento da dor mais profunda que sentimos, aquela que se faz tão intensa e silenciosa, não, porém, imperceptível, que somente um coração que se entrega ao sacrifício pode perceber.

Essa dor é a dor de não amar, a mais profunda de todas e a mais esquecida dos homens, posto que praticamente o egoísmo toma nas emoções o desejo único de ser amado, ou desejado, ou ter os seus interesses atendidos.

Prestemos atenção na jornada dos mártires, dos sábios, dos iluminados, e veremos claramente que aqueles superaram essa dor, acolheram essa estranha forma de se movimentar, de desejar tudo para si e escolheram querer apenas amar-se e amar aos outros, resumindo nisso o seu sagrado ofício, o seu sacrifício implícito.

Jesus, no alto da compaixão, com os braços abertos no madeiro injusto e egoísta dos homens, demonstrou para todos nós o convite consciencial: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem”. Que coração é esse, que na hora de clamar para ser atendido nas Suas mais indescritíveis dores, clama pelas nossas dores, roga pela nossa ignorância, suplica pelas nossas animalidades?

Meditemos sobre isso e encontraremos na dor a forma de suplantá-la e sublimá-la na alma dorida!
 
Nos encorajemos diante do cordeiro de Deus, que viveu sacrifícios para que a Humanidade conhecesse os potenciais que trazemos.

Nós trazemos em nós as marcas emocionais de nossas fugas e declinações, trazemos em nós os anseios de paz e de fraternidade, trazemos em nós as dicotomias da alma, os paradoxos do pensamento, e, por isso, rogamos que em meio a tudo que nos aconteça seja Jesus a nossa fortaleza, iluminando os nossos corações!

Apesar dos dias que se seguem, sacrificiais para o Espírito e o seu aprimoramento, suplicamos que não cessem as provações libertadoras, mas que nós sejamos dóceis e amorosos nas mais tempestuosas adversidades, para que o nosso Eu busque de fato a oportunidade de sermos na prática o que queremos e almejamos na mente, o que suplicamos na alma e nos sentimentos!
 
Para onde foram os Teus companheiros, Mestre, nas horas de maior testemunho?

Por isso, pedimos que em nossas horas tenhamos o carinho e o amor aos companheiros que estão ao nosso lado, sejam estes os que permanecem, sejam eles os que conosco não estão. O que mais pedimos é que sejamos nós o constante coração, sem jamais medir esforços de auxiliar, perdoar, compreender e servir, hoje e sempre, em nome do Teu amor!


Honório


(Mensagem psicofônica pelo médium Afro Stefanini II, na reunião mediúnica da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, em 21 de novembro de 2016)
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 07 de Julho de 2018, 03:00
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fc/Israel-2013-Aerial_22-Masada.jpg/250px-Israel-2013-Aerial_22-Masada.jpg)



Dois montes: dois destinos





Por volta do ano 100 a. C., Alexandre Janneus elegeu um dos grandes montes ao sul de Ein Gedi para edificar a fortaleza de Massada, nome derivado desse imenso planalto na cordilheira da Judeia.

Árida toda a região, da sua altura se contempla o mar Morto, onde somente algumas raras figueiras medravam, num clina hostil e ardente, cujas chuvas só poucas vezes amenizavam o tormento das pedras calcárias que os ventos e as poucas torrentes cavavam, produzindo abismos.

O deserto da Judeia fora o lugar escolhido pelo Excelso Filho de Deus para a meditação. Após o batismo em Beth Abara, conforme os hábitos de então – recorde-se que João Batista ali também vivera grande parte da existência.

Era o lugar ideal para a solidão, para o encontro com Deus, quando renovavam as forças para o ministério divino junto às criaturas humanas.

O deserto da Judeia, de alguma forma, pode ser comparado a muitos sentimentos humanos, nos quais não brotam as delicadas expressões da gentileza nem do amor, da compaixão nem da solidariedade.

Na solidão do deserto são inevitáveis a morte ou a comunhão com a Divindade.

Naquele lugar de dificílimo acesso, Herodes construiu, durante o seu reinado, mais um dos seus luxuosos palácios, sempre pensando onde se refugiar, caso fosse vítima de uma rebelião ou de um movimento para tomar-lhe o trono e a vida.

Após a queda de Jerusalém, algumas centenas de pessoas fugiram da veneranda cidade e buscaram abrigo em Massada, habitada por sicários – homens que se utilizavam de um punhal curvo para matar os inimigos -, samaritanos, essênios e galileus.

Por volta do ano 73 ou 74 a. C. a décima legião romana, comandada por Flavius Silva [Lucius Flavius Silva Nonius Bassus] e constituída por oito mil soldados, sitiou Massada.

Foram construídos oito acampamentos em pontos estratégicos, erguido um muro circular e preenchido o abismo que separava a montanha do restante do planalto com pedras e terras, para facilitar o acesso à fortaleza. Depois de vários meses de sítio impiedoso, conseguiram mediante lutas cruéis derrubar a forte muralha, incendiar o segundo muro de madeira e encerrar o capítulo que diz respeito à destruição de Israel, submetendo totalmente a Judeia a Roma…

O último bastião era aquele, e fora vencido de maneira perversa, avassaladora.

Não houve, porém, combate, porque Elazar bem Yair, o chefe dos rebeldes, que totalizavam novecentas e sessenta pessoas, entre crianças, mulheres e homens, proferiu dois discursos, num dos quais sugeriu aos sobreviventes que matassem a todos, após um sorteio de quem se encarregaria de o fazer, até o último, o que ficaria, cometesse o suicídio, a fim de não se renderem aos romanos, mediante uma proclamação comovedora.

Entre as muitas palavras de grande significado e reflexão, disse: Somente a Deus nos rendemos. Só Ele governa os homens com a justiça e a verdade…

Os detalhes da autodestruição foram especificados, inclusive deixando os celeiros abastecidos e os depósitos de água cheios, a fim de demonstrar ao inimigo que eles não foram vítimas nem da fome nem da sede.

Sobreviveram à tragédia duas mulheres e cinco crianças, que se esconderam em uma fenda, e mais tarde narraram o acontecimento pavoroso.

Era, então, a noite de 15 de março, primeiro dia de Pesaj…1

Massada passou à História como o triunfo, a vitória da liberdade sobre a escravidão, pela prática generalizada de crimes de homicídio e suicídio…

*   *   *

Na fértil e verde Galileia existe um monte de menor altura de onde se contempla o mar generoso e rico de peixes.

A natureza ali é esfuziante, as flores desabrocham e há plantações nos aclives, pássaros que cantam, enquanto a vida se movimenta em beleza e exuberância.

Tudo fala de vida social pacífica, de amizade, de lutas e de esforços para a sobrevivência no dia a dia existencial.

O rio Jordão é o responsável por aquele abençoado mar, que as barcas atravessam de um lado para o outro entre as inúmeras cidades que o adornam como perolas num colar, em razão das suas praias arredondadas em diversas baías de pedras miúdas e escuras.

Nesse local, Jesus ensinou as mais valiosas lições da Sua doutrina.

As bem-aventuranças tornaram-se o hino internacional de beleza e de misericórdia, de vida exuberante e de esperança, de emoções sublimes e de venturas imarcescíveis.

O poema espraiou-se pelo mundo e tomou conta das mentes e dos corações dos simples em espírito, dos mansos e pacíficos, dos esfaimados e sedentos de paz e justiça, dos misericordiosos, dos perseguidos e de todos aqueles que não encontram lugar no mundo, anelando pela libertação através da plenitude.

Aquela região é abençoada pela beleza e pelo perfume de uma quase eterna primavera, com lembranças felizes e alegrias renováveis.

Jesus, ali, tornou-se o Alfa e o Ômega, atingindo o máximo de beleza que ainda paira no ambiente festivo.

*   *   *

Em Massada somente existem a guerra esfaimada, as ambições do louco poder, as extravagâncias de um rei megalomaníaco, temerário e temeroso, que passou à posteridade como símbolo de destruição e de dor.

O deserto ainda arde e o monte altivo, quase inalcançável, permanece como desafio e desencanto, como motivo de orgulho de uma raça e desilusão, porque o Livro Sagrado dos profetas condena tenazmente o suicídio e agora já não se anota o acontecimento como estoicismo, qual se fazia anteriormente…

No monte das bem-aventuranças o verde continua e a dúlcida melodia, que ali foi cantada, permanece engrandecendo as vidas que transitam em sua volta como símbolo de grandeza do amor.

Ali foram estabelecidas as bases éticas e morais da doutrina de Jesus, reprochando toda forma de crime, de adultério, de homicídio e avareza, os juramentos, mas, sobretudo, o amor ao próximo.

Há ternura e austeridade na voz do Poeta-Cantor.

A magia da sua ternura envolve e inspira felicidade.

Nunca mais se ouviu nada que se igualasse ao que ali foi apresentado.

Na sociedade terrestre existem pessoas que fazem recordar Massada, temida e detestada, dominadas pela força bruta e pela ambição desmedida.

Também existem pessoas que são semelhantes às paisagens do outro monte, o das venturas excelsas, da generosidade ímpar, da renúncia e da abnegação, do sacrifício da própria vida em favor do seu irmão.

Massada continua ardente quase sempre ou gelada nos dias frios do inverno.

O monte esperança permanece agasalhador e vital para o ser humano, ameno e gentil, evocando o amor.



Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
na noite de 28 de janeiro de 2014, em Jerusalém, Israel

 1 Páscoa – nota da autora espiritual.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Julho de 2018, 02:59
(https://2.bp.blogspot.com/-ZPGxjjAMiKs/W0v62dxL6hI/AAAAAAAAVcU/dRGfzcd5HqQyoVKwxdpZhd1G2bdP8-grQCLcBGAs/s400/cemetery-3210234_1280.jpg)



A Imortalidade da Alma no Novo Testamento





Prova irrefutável da imortalidade da alma foi dada a Pedro, Tiago e João pelo próprio Mestre, que os levou a um encontro que teve com Moisés e Elias: Seis dias depois, tomou Jesus consigo, a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; o seu rosto resplandesceu como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (Mt, 17: 1 a 3) Estavam tão materializados, que Pedro se propôs a fazer tabernáculos (abrigos) para cada um deles: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. (Mt, 17: 4) Terminada a conversa, desapareceram Moisés e Elias, retornando ao Mundo Espiritual.

Jesus deixou lição clara sobre a imortalidade, que foi muito bem assimilada pelo Apóstolo Paulo, pois que este o vira vivo, depois da morte, na aparição que lhe fizera no caminho de Damasco. Com base nessa experiência pessoal, o Apóstolo explicitou, com profunda convicção a imortalidade da alma, conforme sua minuciosa explicação no capítulo 15 da sua Primeira Carta aos Coríntios:

Ora, se se prega que o Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição dos mortos?  (v. 12)

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e também é vã a vossa fé. (v. 14)

Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. (v. 16)

Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? (v. 35) E é ele mesmo quem responde:

Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. (v. 36)

E o Apóstolo prossegue, até em tom repetitivo, buscando deixar muito claro que a alma prossegue viva, com o seu corpo espiritual, tendo apenas deixado o corpo físico pelo fenômeno da morte:

E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. (v. 40)

Pedagogicamente, continua repetindo, agora fazendo comparação com a semente que morre, e, enterrada, liberta a planta que nela já existia, em estado latente:

 Assim também a ressurreição dos mortos: semeia-se corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. (v. 42)

Paulo chama de corpo incorruptível o corpo espiritual, opondo-o ao corpo corruptível, o físico, que pode ser corrompido pela doença, pela idade ou por um acidente. E, para que não ficasse dúvida quanto ao corpo da ressurreição:

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. (v. 50)

Entretanto, apesar dos ensinamentos do Apóstolo, foi criado o dogma da ressurreição da carne, que atenta contra o que se lê no Novo Testamento, contra a Ciência e contra o bom senso.

Exemplo claro de que a ressurreição se dá em corpo espiritual foi dado por Jesus, cujo corpo físico fora levado nu ao sepulcro, pois era costume dos romanos despirem os crucificados, o que é comprovado pelo relato contido no Evangelho de João: Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram os seus vestidos, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos as sortes (…) (Jo, 19: 23 e 24)

Atentemos ao que diz o Novo Testamento:

Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois, (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus. (Jo, 19: 40 a 42)

O corpo de Jesus ainda não havia sido preparado para o sepulcro, consoante o costume judaico, pois fora levado para lá no fim da tarde de sexta-feira, quando, para os judeus, começa o shabat, dia consagrado ao repouso semanal, que se estende até o pôr do sol de sábado. Como ninguém iria fazer a preparação do corpo no sábado à noite, Madalena foi ao sepulcro no domingo de madrugada, e encontrou-o aberto.

Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e a outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis. E que o lenço que tinha estado sobre sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.  (Jo, 20: 2 a 7)

Conforme se lê no relato de João, Pedro verificou minuciosamente a permanência dos panos no sepulcro, e depois retornaram. Madalena permaneceu.

Tornaram, pois, os discípulos para casa. E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados aonde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? E ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde foi que o puseste, e eu o levarei. (Jo, 20: 10 a 15)

Madalena certamente estava de costas quando conversou com Jesus, pensando fosse o hortelão, o que fica claro no versículo seguinte: Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Rabboni (que quer dizer, Mestre). (Jo, 20: 16)




- continua -


Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 16 de Julho de 2018, 03:00
- Continuação -



Se o corpo de Jesus fora tirado nu da cruz, e assim levado ao sepulcro, e tendo os panos com que o envolveram ficado no chão, como pôde o Mestre aparecer vestido a ponto de não causar espanto? É claro que usava roupa compatível com a situação em que se encontrava: a de Espírito desencarnado. Assim vestidos apareceram a Madalena os seres espirituais, falando-lhe do corpo de Jesus: E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira, outro aos pés. (Jo, 20:12) Também assim vestido, apareceu um varão ordenando ao centurião Cornélio que mandasse chamar Pedro em Jope. (At, 10: 31-32)

Para mostrar que estava vivo, mas não mais encarnado, não mais limitado pela matéria, Jesus, durante os quarenta dias que precederam a Sua volta definitiva aos Planos Espirituais, fez o que não fizera quando ainda estava encarnado, mostrando que Seu corpo espiritual, como de todos os Espíritos desencarnados, podia deslocar-se com rapidez e atravessar obstáculos físicos.

Passou a aparecer e desaparecer subitamente, conforme relata o evangelista: Chegada, pois, a tarde daquele mesmo dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas, onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. (Jo, 20: 19)

Lucas relata que iam dois discípulos caminhando para Emaús – um lugarejo próximo a Jerusalém –, quando surgiu Jesus entre eles, sem se dar a conhecer. Jesus – dada a plasticidade do corpo espiritual – modificara Sua fisionomia, a fim de não ser reconhecido imediatamente. Depois de conversarem com o Mestre durante algum tempo, chegaram à aldeia aonde iam, e convidaram-no para uma refeição:

E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu. Abriram-se-lhes os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. (Lc, 24: 30 e 31)

Qual teria sido o objetivo desse encontro de Jesus com os dois discípulos? Certamente não seria para mostrar-lhes poder, pois já O tinham visto curar cegos, aleijados, leprosos, endemoninhados… Não estaria Jesus querendo mostrar que continuava vivo, mas que não estava mais encarnado, limitado pelas leis materiais?

Além disso, não há registro de que se tenha hospedado em casa de alguém, durante os quarenta dias que medeiam a ressurreição e a Sua volta definitiva aos Planos Espirituais, ou que tenha feito refeições regulares, como fazia enquanto encarnado, embora tenha comido um favo de mel e um pedaço de peixe, quando se apresentou aos onze, no cenáculo, onde estavam comentando o que acontecera durante a caminhada a Emaús: E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. (Lc, 24: 36)

Jesus causou muito espanto pelo estado emocional em que se encontravam os discípulos, ante os últimos acontecimentos. Deviam estar profundamente abalados, diante do fato de terem os sacerdotes tido o poder de prender, de flagelar e de matar o Messias, que era tão poderoso. Se fizeram isso com o Mestre, o que fariam com Seus seguidores? Jesus sentiu que deveria dar-lhes provas seguras da imortalidade, materializando-se ali diante deles: E, não crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe apresentaram parte de um peixe assado, e um favo de mel. O que ele tomou e comeu diante deles. (Lc, 24: 41 a 43)

Um Espírito materializado, conforme verificaram vários estudiosos, dentre os quais se destacaram Cesare Lombroso, Alexander Aksakof, William Crookes, apresenta-se com todas as características de um Espírito encarnado, como se fosse uma encarnação temporária. O Espírito materializado apresenta todos os órgãos do corpo físico, conforme experiências levadas a efeito por William Crookes, relatadas em sua obra Fatos Espíritas. Na obra História do Espiritualismo, de Arthur Conan Doyle,1 lê-se, num relato a respeito de um Espírito materializado: Ao falar, essas figuras movem os lábios exatamente como faziam em vida. Também foi mostrado que a sua expiração em água de cal produz a reação característica de dióxido de carbono.


Bibliografia:

1 CONAN DOYLE, Arthur. A História do Espiritualismo. Brasília: FEB, 2013.
Título: Re: Jesus, Mestre de nossos corações...
Enviado por: macili em 03 de Setembro de 2018, 02:16
(https://i.pinimg.com/564x/ed/2a/3a/ed2a3a3587dc13974badb8bd926eb6ef.jpg)




Jesus, o Irmão Maior



(http://lh4.googleusercontent.com/-zby8kD1cqRg/ToqfC93CWXI/AAAAAAAARb0/4cQDxzekWLk/99336521.gif)



Gostaria de iniciar este artigo com um parágrafo retirado do livro “O Evangelho da Mediunidade”, de Eliseu Rigonatti, em que o autor nos presenteia com uma singela, mas muito bela, súmula descritiva sobre os primórdios do Cristianismo.

“No princípio era um homem moço, beirava os trinta anos, tinha os olhos lúcidos, profundos, sonhadores. Deu uma volta pelo povoado, e dali a pouco já não estava só; acompanhavam-no uma dúzia de homens, os quais se puseram a segui-lo sem mesmo saberem por quê. Nada possuíam, viviam do trabalho do dia a dia; nem todos sabiam ler; alguns casados, solteiros outros. E ele lhes falou dum império que desejava fundar na Terra: o Império do Amor. E expondo-lhes seu plano, passaram-se três anos, findos os quais foi crucificado, e por isso um deles matou-se; ficaram onze. Pouco depois escolheram um novo companheiro, e voltaram a ser doze. Um dia, do pó da estrada de Damasco, ergueu-se um homem, juntou-se a eles e tornaram a ser treze. E começaram a desenvolver o plano que lhes traçara o moço de olhos lúcidos, profundos, sonhadores.”

E o plano traçado por ele, há mais de dois mil anos, projetou-se no futuro, atravessou gerações e gerações, não conhecendo limites de espaço ou de tempo, e chegou aos nossos dias. É verdade que nem sempre na sua forma mais pura original. Mas chegou.

Mas quem é este Jesus, a quem chamamos Cristo, este homem moço de olhos lúcidos, profundos, sonhadores, no dizer de Eliseu Rigonatti? O que tem ele representado para nós, ao longo dos tempos? Como foi e continua ele a ser interpretado e entendido pelos sábios e estudiosos da Terra?

Lançarei mão de um excerto retirado do livro “Jesus no Lar”, do Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Diz-nos ele na introdução:

“Para a generalidade dos estudiosos, o Cristo permanece tão somente situado na História, modificando o curso dos acontecimentos políticos do mundo; para a maioria dos teólogos, é simples objeto de estudo, nas letras sagradas, imprimindo novo rumo às interpretações da fé; para os filósofos, é o centro de polêmicas infindáveis, e, para a multidão dos crentes inertes, é o benfeitor providencial nas crises inquietantes da vida comum”.

Somos forçados a não estranhar, perante isto, o fato de, por não ter sido devidamente entendido, este Jesus ter sido apropriado quer pelos intelectuais, quer pelas religiões, sob uma faceta que pouco ou nada teve em conta o seu real propósito: o de instaurar na Terra um Império de Amor.

Continuando com Neio Lúcio, na obra supracitada, importa refletir que…

“Todavia, quando o homem percebe a grandeza da Boa Nova, compreende que o Mestre não é apenas o reformador da civilização, o legislador da crença, o condutor do raciocínio ou o doador de facilidades terrestres, mas também, acima e tudo, o renovador da vida de cada um”.

Reflitamos, então, quem é para nós este Jesus? O que representa nas nossas vidas? Oriundos, grande parte de nós, das religiões tradicionais, talvez nos tenhamos habituado a pensar nele como “o Filho de Deus”, aquele que veio à Terra para “nos salvar”, aquele que “já estava sentado à direita do Pai quando este mundo foi criado”, e a quem podemos recorrer para pedir socorro sempre que a dor aperta, e que nada pede, nada exige de nós, a não ser um culto apontado por esta ou aquela crença que, se bem cumprido, nos deixará de consciência tranquila, prontos para a dita salvação.

Tudo fácil, tudo limpo, sem grandes exigências, porque ele já “morreu por nós na cruz, para nos salvar”, só nos resta adorá-lo, como Filho de Deus, como o próprio Deus feito homem, até. E recorrer a ele quando bem nos apetecer, ou seja, quando nos convém, como um banco de recursos disponível e sempre à mão.

Onde fica, então, a mensagem de renovação e aperfeiçoamento, presente em cada um dos seus ensinamentos, a renúncia às nossas falhas, vícios e imperfeições, que são o grande entrave ao merecimento desse Império de Amor anunciado e prometido por ele? Onde fica a reforma íntima, transformando o egoísmo e o orgulho, no Amor, tão contrário a todos os vícios, mas o único que nos permitirá ascender a um estado de plenitude e comunhão próprio de filhos de Deus a caminho de uma felicidade possível, intemporal e independente do espaço em que nos encontremos?

Sim, porque a felicidade foi-nos anunciada e prometida pelo Mestre, quando disse: “Sede perfeitos”. Não disse que a perfeição era apanágio de apenas outros mundos ou certos Espíritos, não apontou entraves de maior a essa conquista, não falou de eleitos predestinados a alcançá-la. Apenas disse “Sede perfeitos” e “Amai-vos uns aos outros”. Todos e cada um de nós. É um caminho pessoal, uma conquista pessoal, na qual cada um tem de empregar todos os esforços, sem ficar atido à ideia de que a salvação já está feita, pronta a usar.

Mais que um salvador, Jesus é o Irmão Maior. É aquele que já era perfeito quando Deus criou a Terra, a quem Ele incumbiu de proteger, orientar, ajudar a progredir, e que, por esse motivo, se sacrificou a viver nela pelo tempo necessário a dar testemunho, fornecer orientações e ensinamentos seguros, disseminar esperanças, projetando os seus habitantes, que somos nós, que já cá estávamos outrora e por cá continuamos ainda, nessa salvação que teremos de ser nós mesmos a alcançar, seguindo as suas sábias e amorosas lições.

Jesus é o Mestre, o Irmão, o Amigo incondicional, o Médico da nossa alma sofredora, sempre pronto a estender a mão, embora nem sempre da maneira simplista que nós desejaríamos. Simplesmente porque se não formos nós a lutar contra as nossas doenças da alma, não haverá verdadeira conquista, haverá apenas a ilusão de bem-estar que não corresponde à verdadeira cura, não se traduzindo em felicidade.

Jesus é, sim, o Filho de Deus. Nós somos os Filhos de Deus. Somos todos, ele e nós, seres por Ele criados com muito amor e destinados à perfeição e à felicidade, porque uma decorre da outra. Se não, vejamos: que mérito teria Jesus em ser perfeito, se tivesse sido criado de uma forma diferente da nossa, se fosse um ser especial, criado por Deus sem necessidade de trabalho e esforço algum? Que Deus imparcial seria esse que criaria Jesus, anjos, demônios e depois… nós, seres pequeninos e ignorantes destinados aos maiores esforços e sacrifícios para tentar alcançar uma réstia de felicidade que mal vislumbramos? Como poderão querer que tomemos o exemplo de alguém que já nasceu com todas as vantagens, enquanto nós temos de começar do nada?

Esta ideia de um Jesus Filho unigênito de Deus, especial, inalcançável, Deus feito Homem, em tudo diminui o seu exemplo e a sua mensagem. Pelo contrário, a ideia de humanidade deste Irmão Maior, maior porque já viveu mais, foi criado antes de nós, já alcançou pelo seu esforço, trabalho, ajuste às Leis Divinas, fruto de uma aprendizagem de muitos milênios (tal como nós), torna-o digno de ser ouvido e seguido.

Se ele chegou…. Também nós haveremos de chegar. Sigamo-lo! E renovemo-nos em pensamentos, sentimentos, atitudes, desejos, com base nas Leis do Pai que ele tão sabiamente colocou ao alcance do nosso entendimento.

Sejamos humildes e reconheçamos que temos ainda um longo caminho a percorrer, mas com a certeza de que, pela mão amiga deste Irmão Maior, o caminho que palmilhamos, apesar de pontuado pelas pedras que nele depositamos, conduzir-nos-á à grande meta, que é o Pai. Que não nos falte o ânimo! Temos um Amigo de “olhos lúcidos, profundos, sonhadores”, a velar por nós.


Por Maria de Lurdes Duarte
Fonte: O Consolador, setembro/2018