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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 31 de Agosto de 2011, 23:13

Título: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 31 de Agosto de 2011, 23:13
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Vida e Valores (Filhos adotivos)



Vale a pena pararmos para pensar no significado dos filhos na nossa vida.

Quando um casal se une e dessa união provém um filho, esse filho é o coroamento de um relacionamento que se admite importante.

Um filho é símbolo da rigidez de uma união que foi estabelecida em bases de bem querer, em bases de afeto, de amor.

 O filho, enfim, é esse laço que costuma unir duas partes humanas: o pai e a mãe, o casal, para que, a partir daí, se estabeleça a família.



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Quando pensamos em filhos biológicos é isso que se dá. Mas e quando a questão envolve os filhos adotivos?

Como o nome diz, são nossos filhos porque os adotamos como tais.

Não são nossos filhos biológicos, não nasceram de nossas entranhas, de nossas células, mas nasceram dos nossos sentimentos.

Os filhos adotivos são aqueles que vêm preencher uma necessidade que  temos de amar e não preencher um espaço vazio dentro de casa, como alguém que consegue um animalzinho de estimação porque está vivendo muito só e precisa de companhia.

Um filho adotivo jamais deve sê-lo por essa razão.



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Quando adotarmos uma criança, em qualquer idade que seja, é pelo desejo que o adotante tenha de amar essa criança, de dar a essa criança melhores condições de vida, melhores possibilidades de vitória.

A adoção deve ser um ato de amor legítimo para com o ser adotado. Ninguém que esteja vivendo a depressão da solidão vai adotar alguém apenas para se ver livre da depressão da solidão.

Muito embora se, durante a depressão solitária, advier-nos essa chama do amor e adotarmos alguém para lhe dar bem querer, para ajudar-lhe o crescimento, sem dúvida, a nossa depressão começará a bater em retirada.

É muito difícil uma depressão que suporte um menino travesso. Qualquer mãe depressiva, que tenha meninos travessos, tem duas saídas, aliás, uma só entre duas possibilidades: ou abandonar os meninos ou abandonar a depressão.



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É muito importante pensar que um filho adotivo vem somar à nossa família, vem colocar um tempero em nossa família.

Muitas vezes há casais que desejariam ter mais filhos.

Por razões diversas de ordem orgânica não podem ter e apelam para o filho que desejam ter. Já que não o podem ter biologicamente, tratam de buscar um filho emocional, um filho sentimental, um filho do coração. É assim que deveremos dizer aos nossos filhos adotivos: São filhos do nosso coração, nasceram de nossa alma, são filhos afetivos.

Nesse campo de entendimento, ninguém está obrigado a adotar crianças. Mesmo sendo religiosos, os indivíduos não estão obrigados.

Ah, eu sou católico romano, tenho que adotar. Eu sou evangélico, tenho que adotar.  Eu sou espiritista, tenho que adotar.

Não, ninguém tem que adotar.



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Temos que aprender a amar. É o amor que diz o que deveremos e poderemos fazer.

Muitas vezes não temos condições de adotar e trazer para dentro de nossa casa, mas podemos ajudar a mantê-lo onde ele está: no casebre simples, na casa pobre, no lar assistencial, na instituição que o hospeda, ajudando-o a estudar, a vesti-lo, a tratá-lo, visitando-o.

Há diversas maneiras de termos filhos adotivos. Nem sempre os adotivos moram conosco dentro da mesma casa.

Adotivos podem morar com seus próprios pais que sejam pobres, que sejam incapazes, que sejam enfermos e, de onde estivermos, vamos lançar nossa rede de amor na direção dessa criança e adotá-la, como parte de nossa vida.[...]



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Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 171, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prí Martins em 01 de Setembro de 2011, 01:02
nossa é exatamente isso... devemos adotar apenas com a necessidade de realmente nos tornarmos pais... de dar amor... aliás nem mesmo para preencher um espaço vazio em nossa casa devemos buscar um animalzinho, pois quando melhoramos tendemos a abandoná-los e isso não é justo com o bichinho... imagina fazer isso com uma criança... daqui alguns anos pretendo adotar uma criança sim para amá-la, respeitá-la e ensiná-la a ser humano, a ouvir não e dizer não também...

pretendo adotar uma criança para amar e ser amada incondicionalmente como mãe...

Paz e bem
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 01 de Setembro de 2011, 03:37
Querida Amiga Prí


Que Deus abençoe o seu propósito de amor!!!


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Filhos Adotivos...



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Quando desenvolvemos um sentimento pela adoção é porque o nosso coração não está tranquilo, não está feliz vivendo do jeito que vive. É preciso que a gente dê alimento ao coração.

O coração vive de sentimentos, o coração é sentimento e, dessa forma, quando pensamos em adotar, não devemos ocultar dele que ele é nosso filho adotivo, ainda que o adotemos bebê. Nada de esconder. A vida, de uma maneira ou de outra, vai mostrá-lo, vai afirmá-lo e vai desmascarar o nosso enredo, gerando traumas, frustrações, complexos, revoltas.

Cada Espírito adotado por alguma família precisa atravessar essa experiência de se sentir adotado. Nisso constitui a sua provação, se podemos dizer assim. Aí está a sua necessidade provacional: saber-se não biológico daquela família, saber-se não biológico daquele grupo, mas, sim, afetivo.

E o importante para a família não é dizer para a criança que ela é filha carnal. O importante para a criança é ser amada, é verificar que não há distinção entre os filhos biológicos e ela.

Dessa maneira, não há porque esconder, não há porque inventar histórias.

Você é meu filho do coração, você não nasceu do ventre da mamãe, nasceu do sentimento da mamãe. Mamãe foi buscar você. Você veio ao encontro da mamãe ou do papai, quer dizer, essa conversa é franca, é tranquila e a criança se ajusta muito bem a ela.

Porque, muitas vezes, uma família completamente diferente biologicamente do filho adotado não pode mentir para esse filho: uma família negra, que adote filhos brancos; uma família branca, que adote filhos negros, filhos asiáticos ou vice versa, então não há porquê mentir.




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O mais importante é o amor que se dedique a essas crianças. O mais importante é o trabalho que se faça com essas crianças adotadas.

Quantos casais dão preferência por adotar crianças lesionadas, com síndrome de Down, com deficiências mentais, aleijadas.

Verificamos que é uma experiência de amor inusitada porque todos querem um filho perfeito.

Algumas famílias procuram filhos que se assemelhem biologicamente à sua própria família: querem com pele assim, com olhos assim, com cabelo desse jeito, mas quem quer amar, ama a criança que precisa ser amada, não importa de onde ela venha, não importa a cor da epiderme, não importa.

Então é muitíssimo importante verificarmos que a adoção é, de fato, uma extensão do nosso sentimento que busca outros sentimentos. É alguém que deseja amar diante de alguém que precisa ser amado.




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Nesses tempos da nossa sociedade, está em voga uma questão muito séria, muito delicada, que é a adoção de crianças por casais gays, por casais homossexuais, homens ou mulheres.

Dessa forma, surgem as discussões sociais quase sempre vazias, quase sempre despropositadas, porque o amor, ensinam-nos os Bons Espíritos, o amor não tem sexo. O amor é o amor.

Como é que poderemos imaginar que será melhor para uma criança ser criada na rua, ao relento, submetida a todo o tipo de execração a ser criada, nutrida, abençoada por um lar de um casal homossexual?

Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como, se estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas dos seus pais heterossexuais?

Outros afirmam que a criança criada com homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual, o que também é falso.

A massa de homossexuais do mundo advém de lares heterossexuais. Então teríamos que concluir que são os heterossexuais que formam homossexuais.

Logo, não temos que entrar nessa discussão, que é apenas tola e preconceituosa.




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Aquele que tenha amor para dar que o dê e, dessa maneira, estaremos colaborando com Deus na obra da Criação.

Não importa qual seja nossa orientação sexual, importa qual seja a orientação do nosso sentimento, do nosso amor, do nosso coração. Há tantos casais hetero, duros, frios, indiferentes.

Ninguém se preocupe com isso. Na medida em que as leis o permitam, adotem as crianças. Na medida que o coração o peça, adotem as crianças e que sejamos todos muito felizes.





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Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 171, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 14 de Setembro de 2011, 18:34
Olá,  pessoal, vim aqui compartilhar minha experiência. Sou noiva e ainda não tenho filhos biológicos, mas convivo muito bem com o filho do meu noivo. Ele é um menininho de 9 anos e convivemos extremamente bem desde a primeira vez que nos vimos. Ele tem alguns problemas com a mãe e pretende vir morar conosco. Adotei-o como se fosse meu filho e agradeço a Deus todos os dias por ter colocado uma criança tão iluminada na minha vida! Acredito que nossa relação vem de outras existências e fico imensamente feliz por isso!
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 14 de Setembro de 2011, 20:36
Oi Macili!

 Me emocionei muito com essa mensagem da Federação...
 Pois lembra um pouco minha história... minha mãe faleceu quando eu tinha 1 ano e 9 meses, e meu pai conheceu um anjo que me criou e ainda me deu um irmão abençoado. Ela tem o nome de uma estrela, estrela Dalva, que Papai do Céu por Sua Misericórdia me concedeu como mãe do coração, não existe outro nome que posso dar a ela. Ela me criou, me deu amor e me deu educação junto com meu pai - que amo muito, muito! - e hoje eu sou tudo o que sou por causa deles...

Só fico chateada pois os filhos mais velhos dela nunca estão por perto, não se preocupam e nem ligam no aniversário dela... eu fico admirada como pode um filho fazer isso com a mãe, pois para mim são nosso tesouro, e eu defendo com unhas e dentes, eu os honro e quero o melhor e retribuir tudo o que eles fizeram por mim...

Dois pontos muito importantes que observei quanto à adoção é o de não mentir para a criança:
Quando eu era pequena e lia meu rg não entendia porque estava no nome de uma e do meu irmão de outra, e quando eu via a foto da minha mãe ela falava que era minha tia, mas no meu aniversário de 9 anos eles me contaram, mas eu já sabia pois sonhei com isso e já estava preparada para ouvir deles
Mas se eles não me contassem ia ser ruim, pois de qualquer forma eu ia descobrir e reconhecer o amor que ela sente por mim é muito bom.

O segundo ponto é em relação a casais homossexuais que têm filhos adotivos, adorei a interpretação do texto foi um despertar para muita gente que infelizmente ainda carrega muito preconceito, eu sou preconceituosa sim, mas com a violência, o desafeto, a ignorância, o egoísmo e a ostentação, fora outras formas de desamor com o próximo...

A única coisa que eu queria era que todas as crianças tivessem oportunidades de ser crianças, de brincar, de ser amada e até de ficar de castigo, pois saberá que os pais se preocupam e querem ensinar o melhor para eles. Nada mais lindo e singelo que o sorriso de uma criança feliz.

Mas isso não é a única coisa não, gostaria de me encontrar com minha mãe mas isso ficará aos desígnios do nosso Pai, que aguardo com muita fé.

Obrigada por compartilhar!

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 14 de Setembro de 2011, 20:54
Werônica,
Parabéns pela mensagem e por ter tanto carinho pela sua madrasta, pois em muitos casos enteados não aceitam madrastas, pois dizem que estas jamais tomarão o lugar de suas mães que se foram ou se separaram de seus pais. Que bom que você não vê desta forma, até porque o intuito não é esse, de tomar lugar de alguém, é somente de acrescentar. Veja eu com meu enteado que história linda!
Também concordo quando a contar desde cedo para criança que ela é adotiva. Saber depois de grande traz uma sensação muito grande de ter sido enganado.
Abraços fraternos.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 14 de Setembro de 2011, 21:36
Olá Prifreitas!

 É verdade o que você citou quanto a aceitação dos enteados, pois a adaptação e relacionamento é muito difícil. Pois cada um tem sua personalidade e o ciúme nesse caso é muitas vezes inevitável, os filhos acham que os pais vão se separar deles, é muito complicado e por vezes doloroso. Mas quando o enteado encontra uma madrasta - mãe do coração - assim com você Prifreitas ai ela sentem-se amadas e queridas.

Quem dera se todas as crianças pudessem ter esta oportunidade.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 16 de Setembro de 2011, 03:52
Olá Amigas Prifreitas e Weronica


Maravilhosos os relatos pessoais enviados por vocês. Agradeço a preciosa colaboração.
Que Deus ilumine os seus caminhos de na causa do bem querer.

Meus tios adotaram uma menina deixada numa lata de lixo há vários anos atrás. Eles já tinham três filhos, mas quando viram a menina, que foi achada por outra pessoa conhecida, mas que não podia adotá-la, se perderam de amores pela criança e a adotaram.  Quando a pequenina tinha um pouco mais de um ano, meu tio faleceu num acidente automobilístico. Os outros filhos deles já eram adultos e a pequena foi a companheira de minha tia. O amor das duas é imensurável. Agora a menina já é casada e vive no exterior. Mas com freqüência se comunica com a mãe, a qual ela considera a mãe verdadeira, pois por ela é que conheceu o amor, o carinho, a família, a felicidade.

Continuando o tema deixo aqui mais uma mensagem...

Muita luz em seus corações.


(http://3.bp.blogspot.com/-9KSyzIiinNs/TjAEpeJLOaI/AAAAAAAAGtE/2sEeZBv7PH8/s400/espanto.jpeg)




Todos somos filhos adotivos???


(http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o31047a4b/5585451_9yidD.gif)


Pela visão espírita, todos somos adotados. Porque o único Pai legítimo é Deus. Os pais da Terra não SÃO nossos pais, eles ESTÃO nossos pais. Porque a cada encarnação, mudamos de pais consangüíneos, mas em todas elas Deus é sempre o mesmo Pai.

Mas, para entendermos melhor a existência desta experiência na vida de muitos pais, é necessário analisá-lo sob a óptica espírita, sob a luz da reencarnação. A formação de um lar é um planejamento que se desenvolve no Mundo Espiritual. Sabemos que nada ocorre por acaso. Assim como filhos biológicos, nossos filhos adotivos também são companheiros de vidas passadas. E nossa vida de hoje é resultado do que angariamos para nós mesmos, no passado.




Surge, então, a indagação: "se são velhos conhecidos e deverão se encontrar no mesmo lar, por que já não nasceram como filhos naturais?"

Na literatura espírita encontramos vários casos de filhos que, em função do orgulho, do egoísmo e da vaidade, se tornaram tiranos de seus pais, escravizando-os aos seus caprichos e pagando com ingratidão e dor a ternura e zelo paternos.

De retorno à Pátria Espiritual (ao desencarnarem), ao despertarem-lhes a consciência e entenderem a gravidade de suas faltas, passam a trabalhar para recuperarem o tempo perdido e se reconciliarem com aqueles a quem lesaram afetivamente. Assim, reencontram aqueles mesmos pais a quem não valorizaram, para devolver-lhes a afeição machucada, resgatando o carinho, o amor e a ternura de ontem. Porque a lei é a de Causa e Efeito. Não aproveitada a convivência com pais amorosos e desvelados, é da Lei Divina que retomem o contato com eles como filhos de outros pais chegando-lhes aos braços pelas vias de adoção.

Aos pais cabe o trabalho de orientar estes filhos e conduzi-los ao caminho do bem, independente de serem filhos consangüíneos ou não. A responsabilidade de pais permanece a mesma. Recebendo eles no lar a abençoada experiência da adoção, Deus sinaliza aos cônjuges estar confiando em sua capacidade de amar e ensinar, perdoar e auxiliar aos companheiros que retornam para hoje valorizarem o desvelo e atenção que ontem não souberam fazer. Trazem no coração desequilíbrios de outros tempos ou arrependimento doloroso para a solução dos quais pedem, ao reencarnarem, a ajuda daqueles que os acolhem, não como filhos do corpo, mas sim filhos do coração.

Allan Kardec elucida: "Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias".



(http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o31047a4b/5585451_9yidD.gif)


Devemos esconder que eles são adotivos?



Um dos maiores erros que alguns pais adotivos cometem é o de esconder a verdade aos seus filhos. É importante, desde cedo, não esconder a verdade.

Às vezes, fazem por amor, já que os consideram totalmente como filhos; outros o fazem por medo de perder a afeição e o carinho deles.

Quando os filhos adotivos crescem, aprendendo no lar valores morais elevados, sentem-se mais amados por entenderem que o são, não por terem nascido de seus pais, mas sim frutos de afeição sincera e real, e passam a entender que são filhos queridos do coração.

Revelar-lhes a verdade somente na idade adulta é destruir-lhes todas as alegrias vividas, é alterar-lhes a condição de filhos queridos em órfãos asilados à guisa de pena e compaixão. Não devemos traumatizá-los, livrando-os do risco de perderem a oportunidade de aprendizado no hoje.

André Luiz esclarece-nos quanto a este perigo: "Filhos adotivos, quando crescem ignorando a verdade, costumam trazer enormes complicações, principalmente quando ouvem esclarecimentos de outras pessoas".



Identicamente ao que ocorre em relação aos nossos filhos biológicos, buscar o diálogo franco e sincero, com base no respeito mútuo, sob a luz da orientação cristã de conduta. Pais que conversam com os filhos fortalecem os laços afetivos, tornando a questão da adoção coisa secundária.

Recebendo em nossa jornada terrena a oportunidade de ter em nosso lar um filho adotivo, guardemos no coração a certeza de que Jesus está nos confiando a responsabilidade sagrada de superar o próprio orgulho e vaidade, amando verdadeiramente e desinteressadamente a criatura de Deus confiada em trabalho de educação e amparo. E, ajudando-o a superar suas próprias mazelas, amanhã poderá retornar ao seio daqueles que o amam na posição de filho legítimo.



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É certo a adoção por casais homossexuais?


Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo.

Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual?

Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias.

Outros afirmam que a criança criada por homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual. O que também é falso. A massa de homossexuais do mundo advêm de lares heterossexuais. Então, teremos de concluir que são os casais heterossexuais que formam os homossexuais. Logo,não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa. aquele que tem amor para dar que dê.”

Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado com que o Céu nos presenteia.

Encerremos com Emmanuel: "Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus".



(http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o31047a4b/5585451_9yidD.gif)


Fonte: Grupo de Estudo "Allan Kardec".
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 16 de Setembro de 2011, 16:03
Olá Macili. Gostei do texto do Grupo espírita.
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Encerremos com Emmanuel: "Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus".

Assim seja, Graças a Deus!

Macili, gostaria de entender porque que muitos filhos adotivos mesmo sabendo que sã, tornam-se depressivos, revoltados, se vitimando e esquecem de ser gratos aos pais adotivos só veem o que querem e não reparam no esforço, amor e abnegação de seus pais de coração?
Porque que se vitimar, em alguns casos, toma o lugar da gratidão?
Não consigo pensar em atitudes tão injustas...

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É certo a adoção por casais homossexuais?


Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo.



Macili, concordo com a citação acima, mas o que vejo hoje em dia é que a maioria de casais homossexuais não têm esse comprometimento, querem apenas o lado sexual, da bagunça, claro que existem exceções, mas tenho alguns amigos homossexuais que afirmam que é muito díficil arrumar um parceiro certo para ficar junto, no caso vamos dizer "casar", pois a maioria não leva nada a sério.
Mas existem muitos casais carinhosos e sinceros na caridade ao próximo.

De acordo com essa afirmação de Raul Teixeira, será que há de alguma forma ele aceita a união homossexual, ou acha contra a lei natural da criação, ou ele quiz apenas frizar no que se remete ao amor sem distinção de opção sexual? Gostaria de saber se você tem algo falando sobre isso e qual sua visão neste caso.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 16 de Setembro de 2011, 19:36
Olá Weronica,


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Macili, gostaria de entender porque que muitos filhos adotivos mesmo sabendo que são, tornam-se depressivos, revoltados, se vitimando e esquecem de ser gratos aos pais adotivos só veem o que querem e não reparam no esforço, amor e abnegação de seus pais de coração?
Porque que se vitimar, em alguns casos, toma o lugar da gratidão?
Não consigo pensar em atitudes tão injustas...


Precisamos entender que somos seres imperfeitos ainda, vivendo na Terra, um planeta de provas e expiações, cada qual em seu estágio evolutivo, com provas de resgates cármicos de vidas pretéritas a serem recapituladas em nova encarnação.

O lar é o principal ponto de encontro dos Espíritos necessitados de reajuste.

Os espíritos que tem dívidas cármicas em vidas passadas, vão chegando gradativamente, de maneira direta ou indireta  (filhos adotivos), dentro de nosso lar, na formação da família.

E aí é preciso exercitarmos a vivência do amor, da compreensão, da paciência, da abnegação... para que se possa unir novamente os laços afetivos com o objetivo do aprendizado ou reaprendizado do amor.




- continua -
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 16 de Setembro de 2011, 19:49
Olá Weronica,

Continuando a resposta ...


Citar
Macili, concordo com a citação acima, mas o que vejo hoje em dia é que a maioria de casais homossexuais não têm esse comprometimento, querem apenas o lado sexual, da bagunça, claro que existem exceções, mas tenho alguns amigos homossexuais que afirmam que é muito díficil arrumar um parceiro certo para ficar junto, no caso vamos dizer "casar", pois a maioria não leva nada a sério.
Mas existem muitos casais carinhosos e sinceros na caridade ao próximo.

De acordo com essa afirmação de Raul Teixeira, será que há de alguma forma ele aceita a união homossexual, ou acha contra a lei natural da criação, ou ele quiz apenas frizar no que se remete ao amor sem distinção de opção sexual? Gostaria de saber se você tem algo falando sobre isso e qual sua visão neste caso.


Posto abaixo um texto  falando sobre essa questão, que achei muito elucidativo.

Bênçãos de paz!!!


(http://img.orkutei.com.br/bebes/58.gif)


Apontamentos doutrinários sobre o reconhecimento da união homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal


No dia 4 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar Ação Direta de Inconstitucionalidade, reconheceu a possibilidade de haver união estável para casais do mesmo sexo, tendo o Ministro Ayres Brito enfatizado que o artigo 3º, inciso IV, da Constituição Federal, veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, de forma que ninguém poderá ser discriminado ou diminuído por sua preferência sexual.

É certo que tal decisão teve e ainda terá uma enorme repercussão social, jurídica e religiosa, tanto que diversos casais do mesmo sexo já procuraram o Cartório de Registro Civil para formalizar a união estável.

Este artigo destina-se a fazer uma análise espírita acerca da aludida decisão, uma vez que muitos adeptos do Espiritismo têm se mostrado perplexos com o resultado do julgamento.




De início, reporto-me à resposta dada pelo renomado orador espírita, José Raul Teixeira, na obra “Quando a Vida Responde” (página 69), ao ser indagado sobre a questão em foco: “Consideramos que qualquer oficialização que se estabelece no mundo corresponde à formalização de situações que já existem ou que precisam ser normatizadas para evitar distorções nos julgamentos de diversificadas situações, em respeito ao conceito formal de justiça. Assim, se se fala de oficializações de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é que essas pessoas já estão se unindo, apesar de qualquer formalização, deparando-se, a partir disso, com problemas cujas soluções exigem um pronunciamento da lei que regulamenta a vida de um povo ou de uma sociedade... Em caso de falecimento de um deles, há ou não direitos a pensões e outros benefícios, após uma vida passada em comum?... Não há como fazer vistas grossas e fazer de conta que tal fato não existe. Logo, não há como fugir dessa oficialização em nome de qualquer tradição ou preconceito..., pois não há lei que possa impedir de fato que duas pessoas do mesmo sexo tenham vida em comum, que se entendam, que se cuidem ou que se amem”.

Dessa forma, vamos percebendo que a decisão do Supremo Tribunal Federal apenas está regulamentando uma situação fática existente em nossa sociedade, a fim de que as pendências jurídicas de uma relação homoafetiva, tais como, direito a herança, pensão e outras questões, se resolvam dentro dos padrões de justiça.

Anote-se que a questão do homossexualismo necessita ser analisada dentro dos padrões do bom senso, haja vista que, de forma equivocada, há muitos espíritas que rotulam essa forma de opção sexual como doença, obsessão ou imperfeição moral.




O notável Espírito Vianna de Carvalho, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, no livro “Atualidade do Pensamento Espírita” (questão 179), assevera que “o homossexualismo é processo natural de experiência evolutiva, através da qual o Espírito, portador de uma psicologia diferente da sua anatomia, deve desenvolver valores pertinentes a ambas as manifestações, sem que, necessariamente, deva corromper-se, entregando-se a comportamentos sexuais perturbadores”.

De conformidade com essa resposta, lembramos que O Livro dos Espíritos, na pergunta nº 200, ensina-nos que os Espíritos não têm sexo, portanto, reencarnam em corpos masculinos e femininos, visando ao seu aperfeiçoamento espiritual, porque há experiências evolutivas que são próprias de cada sexo.

Os Espíritos nos ensinam que as denominadas “inversões reencarnatórias” ocorrem a pedido do próprio Espírito ou por necessidades expiatórias, mas, em ambas, há o risco da tendência homossexual, porquanto poderá haver um conflito entre a psicologia do Espírito e sua anatomia física.

A fim de facilitar a compreensão, utilizemos o seguinte exemplo: um Espírito vem reencarnando num corpo masculino por várias vidas, adquirindo, dessa forma, hábitos e emoções tipicamente masculinos, de forma que ao reencarnar num corpo feminino (por opção evolutiva ou expiação), poderá ter dificuldades de ajuste, isto é, estando num corpo de mulher poderá sentir atração física por outras mulheres ou poderá se sentir bem na presença destas (priorizará a amizade com mulheres).



É por esse motivo que o Espírito Vianna de Carvalho diz que o homossexualismo é uma experiência natural da evolução, contudo, é bom frisar que os desvios sexuais e as exorbitâncias (participar de passeatas extravagantes, vestir-se de forma a afrontar o pudor e outras práticas doentias) é que tornam a situação lamentável e comprometedora, aliás, essas implicações expiatórias também ocorrerão com os heterossexuais (mau uso do sexo).

Assim sendo, vemos que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi acertada, nesse sentido de regulamentar uma situação fática existente. Não se trata de estimular a prática homossexual, mas de utilizar o conhecimento espírita para analisarmos com bom senso essa questão, sobretudo a lei divina da reencarnação, de tal sorte que temos que compreender que o homossexualismo, assim como o desvario sexual decorrem do estágio evolutivo em que o planeta Terra se encontra.

Nesse sentido, lembro que o notável Espírito Bezerra de Menezes, na obra “Tormentos da Obsessão” (capítulo 15), da lavra mediúnica de Divaldo Pereira Franco, esclarece que aumentará, nos próximos anos, o número de homossexuais na Terra, em razão do desequilíbrio sexual, uma vez que haverá a inversão reencarnatória por imposição das leis divinas (expiação), o que não permitirá ao Espírito endividado a continuidade do comportamento vicioso (por exemplo, um homem desajustado na área sexual, que a todo custo ou a qualquer momento quer ter relações sexuais com uma mulher, sem o componente do amor, ao reencarnar-se num corpo feminino, encontrará certo freio ou limite para seu impulso sexual descontrolado).

Portanto, vamos retirando os tabus, os mitos e as inverdades que há sobre o assunto em foco, deixando o preconceito de lado, inclusive no que se refere ao exercício da mediunidade, porque, infelizmente, há médiuns homossexuais comedidos, controlados no que diz respeito à questão sexual, que são excluídos dos trabalhos mediúnicos.

Apenas a título de informação, acrescento que há outras causas que podem ensejar a conduta homossexual, mas que por não guardarem correlação com este artigo não serão abordadas.



Permito-me encerrar este artigo abordando uma questão que muitos devem estar se perguntando: Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, haverá a possibilidade de casais homossexuais adotarem crianças ou adolescentes?

Ao utilizarmos as informações ditas pelos Espíritos neste artigo, concluiremos que, em situações pontuais, será possível e aconselhável.

Aliás, é o próprio confrade José Raul Teixeira, na referida obra (Quando a Vida Responde), que nos orienta ao relatar que há tantas crianças abandonadas na rua, sujeitas a todos os perigos que inundam a rua (tráfico de drogas, prostituição e outros), que devemos nos perguntar: Será que é preferível manter as crianças na rua e em abrigos, ou será melhor permitir a adoção por casais homossexuais, que, após uma avaliação psicossocial (o que ocorre com todos os casais num processo de adoção), não revelem condutas extravagantes ou exageradas em suas posturas sexuais e estéticas, a ponto de comprometer o processo educacional do adotado?

Ademais, o Professor Raul Teixeira ainda diz que seu benfeitor Camilo lhe ensinou que o amor, em si mesmo, não tem sexo, e que todo gesto de adoção é valorosa atitude.

Lembremos que há muitas crianças abandonadas que já atingiram certa idade (principalmente após os cinco anos) que não encontram casais heterossexuais interessados em adotá-las.

Que os apontamentos constantes neste artigo possam nos fazer refletir sobre o assunto, extirpando nossos conteúdos de intolerância e maldade, jamais nos esquecendo do sentimento de amor e da busca pelo conhecimento que devem reger nossas vidas, conforme orientação dada pelo Espírito de Verdade, em O Evangelho segundo o Espiritismo (Espíritas, amai-vos, espíritas, instrui-vos).


 

Alessandro Viana Vieira de Paula é juiz de Direito em Itapetininga-SP.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 16 de Setembro de 2011, 20:22
Olá Macili, primeiro gostaria de agradecer todos os depoimentos aqui citados.
Obrigada pelos momentos que se dipos em me responder, sei que foi com muito carinho...

Concordo inteiramente, e estou pensativa quanto as possibilidades de expiação em vamos por assim dizer "corpos trocados". À luz do espiritismo entende-se com mais facilidade o aumento de casais homossexuais.  Compartilho da sua visão e gostaria que muitos que não veem como algo natural que respeitem pois já deve ser difícil passar por este tipo de provação, a única coisa que não concordo é o que você postou é o abuso do sexo, e o sexo transviado, mas que acontece tanto em casais hetero quanto homossexuais.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 20 de Setembro de 2011, 03:16
Olá Weronica


Eu é que agradeço a gentileza de suas colocações que enriquecem o tema.
Volte sempre!!!

Muito amor em nossos caminhos...

(http://3.bp.blogspot.com/-LXXr3ug3BIk/Tbb3U7PrOzI/AAAAAAAAAI8/EdU7fShPB8c/s1600/juiza-da-florida-permite-adocao-por-casal-gay1.jpg)


Adoção por casais homossexuais




Haveria algum tipo de problema ou conseqüência negativa para a criança que é adotada por casais homossexuais?


J. Raul Teixeira responde: A princípio não. Porque a grande massa de homossexuais que existe na sociedade é filha de casais heterossexuais.

E por que ficaram homossexuais? De repente poderíamos concluir que são casais heterossexuais que fazem filhos homossexuais. E até hoje não temos nenhuma notícia dentre os casais homossexuais que criaram filhos que tenham se tornado igualmente homossexuais.



Particularmente conheço vários rapazes, hoje pais de família, que foram criados por suas tias homossexuais, que viviam com elas e com outras pessoas, na maior discrição, e se tornaram homens de bem, médicos, engenheiros. Só souberam que as tias eram homossexuais quando eles cresceram e elas os chamaram para dizer. Eles nunca presenciaram nenhum ato menos lógico e lúcido dentro de casa, nunca presenciaram qualquer desrespeito, nunca viram estas tias tocarem nas mãos uma das outras. Eles chamavam uma de tia verdadeira e a outra era a companheira.


Então, isto nos leva a verificar que muitas vezes a sociedade estereotipa determinados comportamentos. Vemos casais homossexuais, porque eu lido com muita gente, de uma respeitabilidade social incrível. Como vemos casais heterossexuais de um desrespeito brutal. Eles brigam, eles se agridem, eles batem, o marido passa com outra mulher na frente da esposa, a mulher passa com outro homem na frente do marido, e os casais homossexuais têm demonstrado uma maior autenticidade no bem querer.


Não estamos defendendo e nem acusando homossexuais, estamos constatando o que se vê no mundo. De modo que os bons espíritos nos dizem que o amor não tem sexo. Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual? Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias. Logo, não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa, aquele que tem amor para dar que dê.


Naturalmente, vivendo numa sociedade cristã hipócrita, as pessoas falam contra a adoção por homossexuais, mas não se predispõem a adotar. Temos que verificar que Deus não está observando qual é o direcionamento que estamos dando a nossa libido, Ele está acompanhando o amor que nós temos.




- J. Raul Teixeira -
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 20 de Setembro de 2011, 19:23
Olá Macili!

Citar
Naturalmente, vivendo numa sociedade cristã hipócrita, as pessoas falam contra a adoção por homossexuais, mas não se predispõem a adotar. Temos que verificar que Deus não está observando qual é o direcionamento que estamos dando a nossa libido, Ele está acompanhando o amor que nós temos.

Falou tudo Macili!
Mas eu fiquei um pouco triste com essa confirmação pois dizemos com boca cheia: ai eu sou cristão! mas nem se quer sabemos o significado de ser cristão, não vemos nada de positivo na vida, só reclamamos, abusamos de nossos direitos, nos vangloriamos disso ou daquilo, humilhamos, desprezamos os mais necessitados,minha nossa!
É tão triste esta posição que tomamos diariamente...
Esquecemos que Jesus nos pediu apenas para AMAR,  e nós não amamos como deveríamos, achamos que o fazemos, mas só achamos...

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 20 de Setembro de 2011, 19:29
Sem qualquer critica ou defesa ao homossexualismo, desejo muito mesmo que os casais homossesuais possam nos ensinar ( nós que somos heteros, como muitos dizem "corretos" perante a Lei de Deus) a amar pequeninos tão frágeis que precisam de pessoas afetuosas e boas de coração.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 21 de Setembro de 2011, 05:29


Olá Weronica,



Que nossos pequeninos irmãos sejam acolhidos por seres amorosos e afetuosos,
com muito amor no coração para ajudá-los na sua escalada evolutiva aqui na Terra,
é o que todos nós desejamos...


Muita harmonia e luz!!!



(http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o7004c592/5585449_gAB5c.gif)

(http://almalivresonoros.files.wordpress.com/2010/12/adoc3a7c3a3o_quiosqueazul.jpg)


(http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o7004c592/5585449_gAB5c.gif)


Filhos do coração


Os homens, preocupados com o pão de cada dia, cultivam a semente.

Para assegurar o reconforto protegem as árvores.

Envidam esforços para preservar os animais, as plantas, os rios, a natureza, enfim.

Pensam no futuro do planeta e desejam semear, desde agora, a certeza de um futuro promissor.

Movimentam-se homens em prol da vida, expondo a própria vida em defesa dos animais marinhos, com a intenção de protegê-los.

Cientistas e pesquisadores dedicam-se a cultivar, em cativeiro, animais prestes à extinção.

Todos esses esforços são nobres, todavia, temos nos esquecido da orfandade que se alastra assustadoramente. Não temos protegido a infância que representa o porvir que a todos nos espera.

Crianças caminham desoladas e sós, chorando a ausência do braço paterno ou se lastimam ante a falta do regaço materno que a morte suprimiu.

Assemelham-se a frágeis lírios expostos aos golpes do granizo, a perambularem sem rumo, sem amparo, sem esperanças...

São pequeninos filhos de Deus, em plena aurora da vida, esperando de nós apoio e assistência.

Não nos julguemos exonerados do dever de amparar os órfãos com os quais nos defrontamos na marcha. Se Deus os coloca em nossa caminhada, é porque espera de nós a demonstração de solidariedade e amor.

Esses infantes esperam guiar-se por nossos passos, orientar-se por nosso verbo, conduzir-se pelos nossos exemplos para, mais tarde, devolver-nos a mensagem que hoje lhes mostramos, já que são o germe do futuro.

O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriram no campo das próprias almas.

Assim, a Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos. E a infância colorirá o futuro ou o ensombrecerá, conforme tenha recebido de nós, hoje.

Lembremo-nos de que, pela lei da reencarnação, nesses filhos de ninguém pode estar um afeto do nosso coração a rogar-nos braços amigos e o aconchego do lar e da família que não possuem.

Os laços do afeto não se desenvolvem somente na família consanguínea. Nós os podemos construir a cada instante, acolhendo um desses pequeninos sem pais para, num futuro mais ou menos distante, recolher os frutos da semeadura de agora.

Não nos comovamos tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos. Façamos algo. Abramos as portas dos nossos corações e dos nossos lares para acolher um filho alheio que, em realidade, é um filho de Deus e, por conseguinte, um irmão nosso.



(http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o7004c592/5585449_gAB5c.gif)


A adoção pode se constituir em bênção luminosa.

Também por isso muitos pais, que não lograram gerar filhos, após adotarem uma criança, acabam por gerar filhos da própria carne.

São bênçãos se multiplicando...


(http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o7004c592/5585449_gAB5c.gif)

 

Redação do Momento Espírita.
Em 08.03.2010.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Fernando B. em 21 de Setembro de 2011, 10:25
Macili, ótimo o tópico, este é um tema que merece a atenção da humanidade.

PriFreitas e Weronica,  estão fazendo com que o tópico se torne emocionante com suas histórias particulares, que Deus abençoe vocês e todo sua família!

Abraços!
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 21 de Setembro de 2011, 14:56
Olá Fernando B! Obrigada pelo cometário, esse tópico da nossa amiga Macili é mesmo maravilhoso e desperta a consciência de todos nós. Pois podemos refletir que não temos motivos para ter preconceito mas sima valiar nossas atitudes perante o sofrimento de quem mais necessita.

 Oi Macili!

Quanto a citação:
Citar
A adoção pode se constituir em bênção luminosa.

Também por isso muitos pais, que não lograram gerar filhos, após adotarem uma criança, acabam por gerar filhos da própria carne.

São bênçãos se multiplicando...

Não tenho nem palavras. Assim seja, Graças a Deus.


Gostaria de perguntar em relação ao processo reencarnatório, as pessoas que adotam uma criança quer seja abandonada ou em orfanatos, poderá estar adotando uma criança que outrora foi seu inimigo? Ou pode ser também que a partir desse momento ele esteja retribuindo um afeto passado?
Você teria algum texto para nos mostrar?

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 21 de Setembro de 2011, 15:10
Olá, amigos,
Vim aqui contribuir um pouco mais com a minha história. No final de semana meu enteado veio me perguntar sobre o espiritismo e eu expliquei alguns conceitos a ele deixando claro que somente eu, seu pai e sua mãe acreditamos nisso, pois os avós não acreditam. Ele respondeu: "Mas eu acredito". Expliquei-lhe sobre a reencarnação e ele disse que não lembrava das existências anteriores ao que eu expliquei que é assim mesmo, que ninguém se lembra. Quando lhe disse que nascemos sempre mais ou menos no mesmo círculo ele disse: "Pri, é muito bom te reencontrar!". Só posso dizer que esta conversa foi muito gratificante para mim e a cada dia que passa a minha missão com este meu "filho" vai ficando mais clara pra mim.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Lú Sedano em 21 de Setembro de 2011, 19:20
Pôxa, Pri,

Me emocionei e certeza contribuiu para mim e outros irmãos.
Este tópico nos chama para reflexão...

Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 21 de Setembro de 2011, 20:19
Oi Pri,


Que diálogo maravilhoso que você teve com seu enteado.
As palavras dele ...  "Pri, é muito bom te reencontrar!" demonstra o amor que existe entre vocês dois.  E isto é maravilhoso... 

Que Deus lhes abençoe!!!








Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 21 de Setembro de 2011, 22:56
Olá Weronica,

Respondendo a citação:




Gostaria de perguntar em relação ao processo reencarnatório, as pessoas que adotam uma criança quer seja abandonada ou em orfanatos, poderá estar adotando uma criança que outrora foi seu inimigo? Ou pode ser também que a partir desse momento ele esteja retribuindo um afeto passado?

Você teria algum texto para nos mostrar?

Nada que Deus permite é sem um sentido ou um objetivo justo e útil. Nós somos os instrumentos que ele utiliza para resgatarmos os nossos próprios erros; e assim também somos os instrumentos de nossa renovação e crescimento, de acordo com as decisões que tomamos e com os nossos sentimentos e pensamentos.  Jesus nos aconselhou que devemos "Amar os nossos Inimigos", então precisamos sempre semear o amor aos nossos irmãos de caminhada.
Portanto, na minha interpretação, tudo é possível.

No último texto cito esta parte que de certa forma responde a sua pergunta.






É preciso lembrar que, pela lei da reencarnação, nesses filhos de ninguém pode estar um afeto do nosso coração a rogar-nos braços amigos e o aconchego do lar e da família que não possuem.

Os laços do afeto não se desenvolvem somente na família consanguínea. Nós os podemos construir a cada instante, acolhendo um desses pequeninos sem pais para, num futuro mais ou menos distante, recolher os frutos da semeadura de agora.



Estou enviando ainda um pps intitulado "Uma família especial", da Seara Espírita Infantil.


Muito amor em nossas vidas...



(http://www.glitter-graphics.com/images/empty.gif)

(http://bp3.blogger.com/_CkVsANG7xdw/R_9CBH5eg1I/AAAAAAAAA0I/R95ScO_w910/s400/garoto_cadeira_de_rodas.jpg)

(http://www.glitter-graphics.com/images/empty.gif)


Amor que Salva...


Uma canção cantada por ele, e gravada por uma repórter durante uma reportagem, no orfanato, acabou por alcançar um casal americano que já desistira de ter filhos ou de adotar por causa das decepções sofridas.

Contudo, a voz alta e límpida daquele garoto que parecia cantar com melancolia uma antiga cantiga russa, mexeu com os sentimentos de Rick.

Ele ligou para a esposa, no mesmo momento, e lhe disse:

Querida, acabei de ouvir nosso filho no rádio.

Vladimir era portador de uma enfermidade chamada artrogripose. Suas articulações começaram a se tornar enrijecidas antes mesmo do nascimento.

Suas mãos eram viradas para dentro e seus pés para cima e para trás. Ele andava como um foca, deslizando e jogando os quadris para a frente, puxando as pernas e os pés.

Foi uma longa luta. Adoção internacional é bastante trabalhosa e cara. Finalmente, o casal foi a Moscou para buscar o menino.

Chegados ao orfanato, foram introduzidos em uma sala. Logo mais, puderam ouvir a tagarelice de uma criança e a intérprete lhes falou que o menino estava dizendo que não desejava ser apresentado na cadeira de rodas.

A médica que o acompanhava o colocou em pé, sustentando-o com seus braços.

O garoto de topete louro olhou sem qualquer receio e com forte sotaque falou:

Mamãe, papai, amo vocês. E abraçaram-se os três, emocionados, como se fosse um reencontro.

Vladimir teve muito que aprender. Necessitou aprender inglês para poder se comunicar com os pais e ir para a escola.

Mas ele desejava mais. Queria ter mãos normais para poder escrever sem ajuda e pés normais para poder andar de bicicleta e correr.

Submeteu-se a cirurgias das mãos para conseguir, ao menos que os pulsos ficassem retos.

Os pés tiveram que ser amputados e adaptada uma prótese com pés de borracha.

Vladimir ainda precisa de alguém para ajudá-lo em muitas coisas, pois seus cotovelos e joelhos são rígidos.

Mas, em sua bicicleta especial, impulsionada manualmente, ele sorri feliz porque tem tudo o que sempre desejou: um pai, uma mãe, a capacidade de andar e uma bicicleta.

O casal Rick e Diana ainda adotou mais uma criança, também portadora de deformações congênitas de braços e pés.

A menina já se submeteu a algumas cirurgias e está se recuperando.



(http://www.glitter-graphics.com/images/empty.gif)

(http://bp0.blogger.com/_CkVsANG7xdw/R_9D6X5eg2I/AAAAAAAAA0Q/NlxShGL5fKQ/s400/wheelchair.jpg)

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Foi o próprio Vladimir que pediu aos pais que lhe dessem uma irmã e hoje são uma família feliz.

E para não esquecer que foi a canção de Vladimir que transformou quatro vidas, toda noite, na hora de dormir, os pais cantam para as crianças.

O amor é verdadeiramente de essência divina e consegue coisas inimagináveis. Mais do que isso, o amor desconhece fronteiras, idiomas e quaisquer outros obstáculos.



(http://www.glitter-graphics.com/images/empty.gif)


Redação do Momento Espírita, com base no artigo A canção de Vladimir,
da Revista Seleções do Reader’s Digest, de julho/2000.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 22 de Setembro de 2011, 01:49
Macili e Lu,
Fico muito feliz de poder contribuir através de minhas vivências. Sei que este diálogo com o meu enteado ainda vai continuar. Fiquem tranquilas que voltarei aqui pra contar mais peripécias deste espiritozinho velho...
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 23 de Setembro de 2011, 05:23
Olá Prifreitas


Estaremos aguardando seu carinhoso comentário.


Muita paz e amor!!!


(http://dl8.glitter-graphics.net/pub/229/229248abu3e9v4w9.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


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A outra mãe


(http://dl8.glitter-graphics.net/pub/229/229248abu3e9v4w9.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


Neide tinha somente 14 anos quando resolveu deixar a roça e tentar a vida na cidade grande.

Chegou ao Rio de Janeiro e, sem qualificação profissional alguma, teve algumas dificuldades. Minha avó a admitiu em sua casa e a ensinou a cozinhar, arrumar a casa e até a andar pelas ruas sem medo.

Os anos se passaram. Quando eu tinha somente 3 meses de vida, Neide foi morar conosco e ser a minha babá.

Mais anos se passaram, nasceram meus irmãos. Algumas babás chegaram e foram embora, e Neide ficou.

Babá de três crianças, com pouco mais de um ano de diferença entre si.

O que é uma babá? É alguém que é paga para trocar fraldas, levar as crianças à pracinha, brincar, pôr para dormir. Pois é, acho que Neide nunca foi minha babá.

Não que ela não tenha feito tudo isso, mas nunca o fez como babá somente.

Neide me ensinou, por exemplo, a fazer conta de dividir. E, no ano seguinte, ao meu irmão. E, no seguinte, à minha irmã.

Isso foi uma daquelas coisas interessantes da vida: três filhos de um economista brilhante e uma advogada com pós-graduação na Alemanha, estudando num dos melhores colégios da cidade, mas que só aprenderam a fazer conta com aquela outra mãe, a que viera da roça e não tinha nem o segundo grau completo.

Por vezes, minha mãe, que trabalhava fora, tentou convencer Neide a voltar a estudar. Quis que ela aprendesse a dirigir e lhe ofereceu um carro de presente. Ela, porém, recusou.

Na época, lembro que me revoltava com a inércia de Neide. Queria que ela evoluísse. Mal sabia que ela desempenhava com maestria a profissão que tinha escolhido abraçar: ser nossa mãe.

O tempo passou. Nós crescemos. Um dia, chegou a notícia. O pai de Neide, diabético, precisava ter parte de sua perna amputada.

Novos cuidados iam ser necessários e a mãe de Neide, já uma senhora, não teria condições de tomar conta do marido sozinha.

Foi assim que aos 17 anos, tive de me despedir da minha segunda mãe que, depois de quase 30 anos na cidade, com minha família, precisou voltar para a roça.

Ela nunca teve filhos biológicos. Mas seria tolice dizer que ela não foi mãe. Ela foi  a melhor mãe que uma criança pode ter, e eu fui a criança mais feliz do mundo por ter sido criada não por uma, mas por duas mães maravilhosas.


(http://dl8.glitter-graphics.net/pub/229/229248abu3e9v4w9.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)



O texto retrata a homenagem de uma pessoa agradecida a alguém que, em sua vida, representou um grande papel.

Em muitas vidas, ocorre assim. Serviçais são contratados e surpreendem pela dedicação com que desempenham as tarefas, muito além do próprio dever.

Quase sempre são Espíritos amigos que se comprometem a zelar pelos seus afeiçoados. Surgem então, na feição de criaturas que se transformam em anjos guardiães de vidas, e atravessam os anos, em total dedicação.

Estão com os seus tutelados no primeiro dia de aula, segurando-lhes a mão. Verificam se eles fizeram a lição de casa. Inspecionam o banho dos menores, preocupam-se com os horários das refeições e dos medicamentos.

Acompanham-nos a festinhas e, muitas vezes, se transformam em confidentes dos adolescentes.

Nos tempos da escravatura, eram chamadas de amas de leite. Hoje, de babás. O nome, em verdade, não importa.

O que importa é reconhecer que Deus coloca em nossas vidas seres especiais, no auxílio à nossa tarefa de pais e mães.

Cumpre reconhecer-lhes as presenças e lhes render as homenagens do coração que goza da ventura de merecer o seu apoio para a sagrada missão de orientar os próprios rebentos.



(http://dl8.glitter-graphics.net/pub/229/229248abu3e9v4w9.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGl0dGVyLWdyYXBoaWNzLmNvbQ==)


A gratidão pode se expressar de várias formas. Algumas crianças a traduzem de forma espontânea, colocando apelidos carinhosos naqueles que as cercam de cuidados.

Por vezes, a expressão que escolhem, no vocabulário da alma, é o doce nome de mãe.



Redação do Momento Espírita com base em texto
 de Paula Foschia, publicado em Seleções
Reader’s Digest, de abril/2003.
Em 03.05.2010.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 23 de Setembro de 2011, 17:16
Olá Macili! Olá meninas!!

Obrigada Macili pelos textos maravilhosos e eu sempre abusando da sua generosidade...

Esses textos me fizeram lembrar de um livro que li da Zibia Gasparetto (Nada é por Acaso), onde uma menina que queria crescer na vida se submeteu a uma barriga de aluguel pois a filha de uma senhora muito poderosa era esteril, ela contratou a Marina e deu R$ 1 milhão de dólares ela gerar a criança com o próprio genro. É uma história meio "doidinha" mas na história a Marina deu a oportunidade de um afeto antigo da Maria Eugênia reencontrar com seu amor (o filho concebido por barriga de aluguel) e o menino era super apegado a ela. É meio maluca a nossa trajetória aqui né Macili? Ás vezes nós julgamos uma situação mas não sabemos qual é a nossa missão, os desígnios de Deus, minha mãe sempre falou que Deus escreve certo por linhas tortas, é maravilhoso isso!!!!

Graças ao Bom Pai é possível tirar lindas lições de momentos difíceis...

Nunca fica nada pendente, tudo é solucionado pela Providência Divina, por isso que a minha fé aumenta a cada dia sou grata a Deus e ao nosso Mestre Jesus.
Assim seja, Graças a Deus.
Bjinhu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 29 de Setembro de 2011, 06:37
Olá Amiga Weronica,


Agradeço as gentis palavras de incentivo.  Volte Sempre!!!



(http://2.bp.blogspot.com/_BTkx2zUkBAI/TOqGIEstDII/AAAAAAAAASI/ru-YzY-Efy0/s320/Filho.jpg)



A Visão Espírita da Maternidade / Paternidade Adotiva
(matéria publicada na Folha Espírita em novembro de 2006)


Maternidade adotiva, um exercício de Amor

Por Camila de Andrade


O pediatra e homeopata Marco Antônio Pereira dos Santos é pai de dois filhos biológicos, mas seguiu a tradição dos pais, que haviam adotado quatro, e dos irmãos, que também se dedicaram a essa tarefa, adotando outros sete. Assim, segundo relata, faz parte de uma família com “mais ou menos” 25 filhos de “maternidade adotiva”. Membro do Projeto Acalanto, um grupo de pessoas da comunidade, pais e filhos adotivos ou não, que, voluntariamente, se propõe a desenvolver um trabalho de esclarecimento, estímulo e encaminhamento à adoção, em São Paulo (SP), ele fala, abaixo, do exercício da maternidade e do quanto é importante estar uma criança no seio da família.


Folha Espírita – O que é a maternidade adotiva?
Marco Antônio Pereira dos Santos – A adoção é um termo ligado à possibilidade de uma mãe que não tem condições biológicas naturais, por infertilidade, por uma série de situações, de, juridicamente, conseguir filhos. Ou seja, ela tem um contexto muito mais jurídico, do que social, uma vez que, conduzido o trâmite legal, essa maternidade se torna igual à outra comum. Biologicamente, a mãe não conseguiu ter um filho, mas, após o processo jurídico da adoção, aquele filho passa a ter direitos iguais a um herdeiro biológico.



FE – E ela é uma maternidade especial?
Santos – Sim, é especial porque, apesar de não ser uma maternidade biológica, gestada no útero, o é no coração, na mente. As pessoas que se envolvem, tanto o pai quanto a mãe e a família, têm de ter uma vontade forte e compromisso com esse ideal, porque as dificuldades jurídicas, familiares, sociais e psicológicas devem ser levadas em conta e são importantes. A maternidade biológica pode ser um acidente, pode não ter sido desejada, e a vontade de Deus pode se expressar independentemente da nossa. Então, através da fertilidade natural da mãe, o plano espiritual pode programar aquela reencarnação mesmo que não seja de forma consciente da mãe naquele momento. O momento em que a mãe sabe que está abrigando um novo ser é de reflexão, de compromisso com a vida, e a partir daí se estabelece a maternidade biológica. No caso da maternidade adotiva, é uma gestação diferente, em que não há alteração do corpo da mulher, mas, sim, toda uma preparação, que pode ser feita, inclusive, por grupos de adoção como o nosso, Projeto Acalanto, onde as pessoas vão freqüentar, ouvir palestras e se preparar para as dificuldades que podem surgir, já que a maternidade e a paternidade adotivas são diferentes da biológica.



FE – Qual a proposta básica do Acalanto?
Santos – Evitar a institucionalização de menores e prevenir o seu abandono e marginalização. Para isso, promove um elo entre as crianças desassistidas e núcleos familiares estruturados, aptos a ampará-las.



FE – Como a adoção chegou à sua vida?
Santos – Eu já tinha dois filhos biológicos e quis ampliar esse relacionamento abrindo a possibilidade de resgatar pendências que eu tenha deixado em outras vidas e que se manifestaram através da maternidade.



FE – Você já foi criticado por conta disso?
Santos – A crítica é natural da ignorância, porque quando você não vive uma experiência é natural que você critique aquela pessoa, que talvez queira viver aquela experiência. Meus pais já tinham adotado, e depois, meus irmãos e eu. Temos mais ou menos 25 pessoas ligadas à experiência adotiva em nossa família, todas elas agradáveis e que nos estimularam a repeti-la.



FE – Como funciona isso espiritualmente? O espírito escolhe quem vai reencarnar e adotar outro?
Santos – É sempre uma programação diferente em cada caso. Naquelas pessoas que já trabalham mais com a idéia adotiva eles incluem a adoção no seu planejamento familiar. Várias pessoas têm o desejo secreto de adotar, mas, ao chegar aqui na Terra, em razão das dificuldades econômicas, sociais e familiares, elas se esquecem um pouco desse projeto, que fica escondido em suas mentes como um desejo secreto que pode ser transformado depois.



FE – Afinal, todas as mulheres encarnadas precisam ser mães?
Santos – Essa é uma excelente pergunta. Existem quatro oportunidades, como espírito, para os serviços ligados à maternidade. Se eu for homem encarnado não posso ser mãe, se for desencarnado também, tanto homem quanto mulher. Ou seja, como mulher encarnada, tenho a única possibilidade de ser mãe, com um índice de 25%. Assim, biologicamente, nasço com os implementos próprios da maternidade – seios, útero, ovário, etc. Isso é uma certa orientação da espiritualidade que aquele indivíduo deve aproveitar aquela encarnação para evoluir mais rapidamente. E a maternidade é uma oportunidade de evolução maravilhosa.




FE – Então, o encontro da família adotiva não é casual?
Santos – Na maioria das vezes, para não dizer todas, é um planejamento superior. Veja bem, se uma criança nasce para ser filho biológico de A + B, mas, infelizmente, é abandonada, pode haver uma reengenharia, sim. Tem gente que prefere deixar aquele compromisso pendente, mas em uma próxima encarnação terá de resolvê-lo. É como uma matéria da faculdade: você não pode passar de um ano para outro se deixar uma pendência. Essa visão é muito mais ampla que a lei do carma, da reencarnação, de causa e efeito, que nos abriga a ser pais. Não existe obrigação, existe a lei do amor, que nos oferece uma oportunidade.



FE – Como o tratamento espiritual pode ajudar nessas pendências?
Santos – A convivência com a criança adotiva não é fácil. Aqueles que pensam que é só adotar e as estão resolvendo estão errados. A adoção começa ali, não termina ali. Ou seja, a partir de determinado momento a criança passa a ser filho. Você vai com ela para casa para construir uma família, algo que não é tão simples. Quando temos filhos biológicos é mais difícil ainda, porque temos de encaixar aquele elemento num planejamento que já existia. Além do lado idealista, existe o econômico, psicológico e afetivo, que precisam ser bem dimensionados. Mas eu diria que é uma experiência importante, que a casa espírita ajuda muito, através do passe, da água fluidificada, de tratamento desobsessivo. Assim como existe programação espiritual positiva, às vezes, também pode existir negativa, ou seja, podem não querer que aquela criança chegue à nossa casa. Ela pode trazer os “amigos” que querem evitar a sua convivência harmônica. Tratamentos psicológico, pediátrico e homeopático ajudam bastante.



FE – Que mensagem o senhor daria para aqueles que querem adotar, mas têm dúvidas e medo?
Santos – É uma experiência importante na vida do espírito, vai lhe trazer muito amadurecimento, oportunidade de exercitar a maternidade, além dos laços biológicos. Nós precisamos amar a todos, sentir que Deus é nosso pai e todos nós somos irmãos. Então, a maternidade ou paternidade adotiva é um exercício de amor.



Conheça mais sobre o trabalho do Projeto Acalanto
Para conhecer mais sobre o Projeto Acalanto acesse o site http://www.adocao.com.br/acalanto.htm ou fale com a entidade através do telefone (11) 3976-1160. Ela fica na rua Madre Nineta Junata, 126, Freguesia do Ó, São Paulo (SP).


Fonte: Associação Médico Espírita do Brasil.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 07 de Outubro de 2011, 02:51
Amigos,
Coloquei um vídeo com uma história de vida linda que envolve adoção aqui neste tópico: http://www.forumespirita.net/fe/multimedia/adocao-de-deficientes-fisicos/msg234897/#msg234897

Espero que gostem!

Abraços
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: lucheis em 31 de Dezembro de 2011, 21:34
Meu nome é Rodolfo e essa é a minha prmeira postagem no forum.
Sou filho adotivo, hoje tenho 26 anos e desde criança, sempre soube que aqueles pais que me criavam, eram pais de coração. Minha mãe sempre me orientou que eu tinha uma outra mãe, que por alguma razão ela precisou me deixar e que ela estava cuidando de mim.
Nunca tive nenhum sentimento de revolta com isso, pois sempre soube que poderiam existir n razoes pela qual minha mãe biologica me deixou. Desde depressão pós parto, pressão familiar, rejeição. Isso era o que sempre foi falado e dentro de mim eu sei que existe alguma outra razão para que isso tenha acontecido.
Amo meus pais adotivos e há 2 anos eu tive a curiosidade de ir atrás da minha mãe biologica. Me preparei para todas as reações possíveis (desde uma rejeição - para não atrapalhar a atual vida dela, como a acolhida) e fui.
Fui acolhido, vi alegria nos olhos da minha mãe biológica quando me viu. Me explicou as razoes pelo qual ela tinha me deixado e claro, compreendi e hoje vivo em paz com as duas mães. Elas sabem uma da outra (minha mãe adotiva foi a que mais me incentivou a conhecer a biológica) e claro, não consigo viver junto das duas ao mesmo tempo, rs, mas tenho um carinho grande pela biológica pois sempre soube que antes de tudo, por decisões dela, eu estou aqui, assim como eu poderia não estar.
Sei que ela fez a coisa certa, me entregou a adoção, onde cresci com uma familia maravilhosa que pode me fazer enxergar todo esse lado e que agora, posso dizer que tenho 2 mães, duas familias, duas casas onde eu posso mostrar a minha gratidão pela minha existência.
Sei que quando eu desencarnar, lutarei pela possibilidade de saber o real motivo disso mas que Deus e todos la do outro lado foram maravilhosos comigo.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Prifreitas em 04 de Janeiro de 2012, 16:51
Meu nome é Rodolfo e essa é a minha prmeira postagem no forum.
Sou filho adotivo, hoje tenho 26 anos e desde criança, sempre soube que aqueles pais que me criavam, eram pais de coração. Minha mãe sempre me orientou que eu tinha uma outra mãe, que por alguma razão ela precisou me deixar e que ela estava cuidando de mim.
Nunca tive nenhum sentimento de revolta com isso, pois sempre soube que poderiam existir n razoes pela qual minha mãe biologica me deixou. Desde depressão pós parto, pressão familiar, rejeição. Isso era o que sempre foi falado e dentro de mim eu sei que existe alguma outra razão para que isso tenha acontecido.
Amo meus pais adotivos e há 2 anos eu tive a curiosidade de ir atrás da minha mãe biologica. Me preparei para todas as reações possíveis (desde uma rejeição - para não atrapalhar a atual vida dela, como a acolhida) e fui.
Fui acolhido, vi alegria nos olhos da minha mãe biológica quando me viu. Me explicou as razoes pelo qual ela tinha me deixado e claro, compreendi e hoje vivo em paz com as duas mães. Elas sabem uma da outra (minha mãe adotiva foi a que mais me incentivou a conhecer a biológica) e claro, não consigo viver junto das duas ao mesmo tempo, rs, mas tenho um carinho grande pela biológica pois sempre soube que antes de tudo, por decisões dela, eu estou aqui, assim como eu poderia não estar.
Sei que ela fez a coisa certa, me entregou a adoção, onde cresci com uma familia maravilhosa que pode me fazer enxergar todo esse lado e que agora, posso dizer que tenho 2 mães, duas familias, duas casas onde eu posso mostrar a minha gratidão pela minha existência.
Sei que quando eu desencarnar, lutarei pela possibilidade de saber o real motivo disso mas que Deus e todos la do outro lado foram maravilhosos comigo.
Rodolfo, Parabéns pelo post e pela linda história de vida. Acredite, se você é assim tão bem resolvido com sua história hoje é porque além de sua evolução espiritual, sua mãe nunca te escondeu a verdade. Parabéns pra ela também!
Abraços fraternos
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2012, 19:26
Meus amigos,
neste fórum já falamos muito sobre a rudeza ou dureza de algumas provas não é mesmo?
Geralmente são citadas as provas de riqueza e de pobreza, porém poucos são os que se lembram de incluir no rol de provas a adoção.
Sim, é ela uma das mais difíceis provas pelas quais passam pais e mães.
Ao exercitarem o livre arbítrio ao resolverem adotar uma criança que não lhes nasceu do encontro genético, os pais carreiam a si mesmos uma prova que se cumprida com êxito, por certo lhes colocará bem mais perto de Deus.
Sabemos que a convivência em família não é essa "Brastemp" e que em muitos casos, existem mais discussões do que momentos felizes, e quando isso acontece numa família adotante, não são poucas as vezes que vemos gritadas pelas mães ou pais a frase" Viu, foi isso que se arrumou  ao adotarmos esta peste".
Há, em contrapartida, numa das mais lindas páginas que Divaldo já nos ofereceu pelo ditado de Amélia Rodrigues , esta, sob o título de Poema da Gratidão.
Esta poesia fez tal rebuliço em mim que a gravei em minha própria dicção com preito de gratidão.
Deixo-a, para que todos a escutem.
abraços,
Moura
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 04 de Janeiro de 2012, 19:28
Bem vindo amigo Rodolfo!

Adorei o seu post, me identifiquei com sua história, mas a diferença é que minha mãe biológica me acompanha agora do plano espiritual. Inclusive há pouco tempo recebi uma visita dela, mas era por causa da provação que passei e ela queria me avisar através de uma médium que conheço.
Descobri que ela sempre esteve ao meu lado desde quando desencarnou há 20 anos e eu era uma bebezinha, sempre tive essa certeza sempre conversando com ela, desabafando, contando minhas vitórias, decepções...
Mas nunca tive uma experiência tão inesquecível.
O amor entre mãe e filha superou 20 anos de "separação". Tenho muito que agradecer à Deus por isso, mesmo reconhecendo que não mereço.
E minha mãe de criação entendeu e achou lindo, tenho muita gratidão por ter a família que tenho, sempre me emociono quando toco no assunto. Assim como você, Rodolfo, espero que ao desencarnar eu tenha o merecimento de conhecer e entender o amor e a história que une a minha família.

Bjinhuuu fiquem com Deus.
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 04 de Janeiro de 2012, 19:41
Amigo Moura, desculpa o abuso..rsrsr.. mas teria como você colocar o texto escrito para mim no tópico?
Pois eu não consigo abrir qarquivos em áudio.

Mas como você disse, infelizmente muitas pessoas não estão preparadas para se unir em família, relacionamento é algo indispensável ao nosso desenvolvimento e sobrevivência, formação de caráter e relação de amor, mas também é a forma mais difícil de aceitarmos as diferenças e as provações, pois muitos aceitam por "obrigação" familiar opiniões que não lhe agradam, e muitos abusam da estima de outrem para determinar certos tipo de conduta, regras, etc.

Muitas vezes funciona como hierarquia do eu mando e você obedece.
E muitas vezes os filhos não respeitam e não restituem o zelo e carinho que os pais lhe ofereceram.
Prova disso está na lotação de asilos, casa do menor, homicidios entre pais e filhos e assim vai... Infelizmente. :(

Honrar pai e mãe está dentro de um dos maiores preceitos do espíritismo: Amar ao próximo com a ti mesmo.

Bjinhuu fiquem com Deus.

Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Mourarego em 04 de Janeiro de 2012, 19:59
Missão dada, missão cumprida, maninha Weronnica, pelo menos era assim que o capitão Nascimento dizia hehe.
Poema da Gratidão

"Muito obrigado, Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás!
Muito obrigado, pelo pão, pelo ar, pela paz!
Muito obrigado, pela beleza que meus olhos vêem no altar da Natureza!
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo céu de anil e se
detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!

Muito obrigado, Senhor, porque eu posso ver o meu amor!
Diante da minha visão, pelos cegos, formulo uma oração. Eu sei, que
depois dessa lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Obrigado, pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento
nos ramos do salgueiro, as lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.

Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos, eu Te quero pedir, eu
sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também ouvirão!

Muito obrigado, Senhor, pela minha voz!
Mas, também, pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza, que canta
uma oração e Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia, quero Te rogar, pelos que sofrem de afazia, pelos
que não cantam de noite e não falam de dia.
Eu sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também cantarão!

Muito obrigado, Senhor, pelas minhas mãos!
Mas, também, pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade.
Mãos que apertam mãos.
Mãos de poesia, de cirurgia, de sinfonia, de psicografias...
Mãos que acalentam a velhice, a dor e o desamor!
Mãos que acolhem ao seio, o corpo de um filho alheio, sem receio.

Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar.
Muito obrigado, Senhor, porque posso bailar!
Olho para a Terra e vejo amputados, marcados, desesperados,
paralisados...
Eu posso andar!

Oro por eles!

Eu sei, que depois dessa expiação, na outra vida, eles também bailarão.
Muito obrigado, Senhor, pelo meu lar!
É tão maravilhoso ter um lar... Não importa se este lar é uma mansão
um bangalô, seja lá o que for!

O importante, é que dentro dele exista amor!
O amor de pai, de mãe, de marido e esposa, de filho, de irmão...
De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão, pois,
é tão triste viver na solidão!

Mas, se não tiver ninguém para me amar, um teto para me acolher, uma
cama para me deitar...
Mesmo assim, não reclamarei, nem blasfemarei.
Simplesmente, direi:

Obrigado, Senhor, porque, nasci.
Obrigado, Senhor, porque, creio em Ti!
Pelo Teu amor, obrigado, Senhor!

Amélia Rodrigues
Pscografado por:
Divaldo Pereira Franco
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 05 de Janeiro de 2012, 00:18
Olá Amigos Rodolfo, Prifreitas, Mourarego, weronica...


Rodolfo a sua história de vida é muito linda, puro amor entre um filho e duas mães!!!
Um exemplo maravilhoso para tantos que não conseguem superar traumas de adoção, mesmo rodeados por mães adotivas dedicadas e amorosas.

Meus parabéns!!!

Que você continue a sua evolução espiritual junto às suas famílias com muita união e amor no coração.

Abraços fraternos...

Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: Weronica em 05 de Janeiro de 2012, 12:32
Olá Moura, obrigada pela gentileza!

Realmente a oração é linda mesmo.

Bjinhuu fiquem com Deus.

Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Fevereiro de 2012, 12:47
                                                                 VIVA JESUS!



           Bom-dia! queridos irmãos.


                   Filhos adotivos  

Filhos existem no mundo que reclamam compreensão mais profunda para que a existência se lhes torne psicologicamente menos difícil.

Reportamo-nos aos filhos adotivos que abordam o lar pelas vias da provação, sem deixarem de ser criaturas que amamos enternecidamente.

Coloquemo-nos na situação deles para mais claro entendimento do assunto.

Muitos de nós, nas estâncias do pretérito, teremos pisoteado os corações afetuosos que nos acolheram em casa, seja escravizando-os aos nossos caprichos ou apunhalando-lhes a alma a golpes de ingratidão. Desacreditando-lhes os esforços e dilapidando-lhes as energias, quase sempre lhes impusemos aflição por reconforto, a exigir-lhes sacrifícios incessantes até que lhes ofertamos a morte em sofrimento pelo berço que nos deram em flores de esperança.

Um dia, no entanto, desembarcados no Mais Além, percebemos a extensão de nossos erros e, de consciência desperta, lastimamos as próprias faltas.

Corre o tempo e, quando aqueles mesmos Espíritos queridos que nos serviram de pais retornam à Terra em alegre comunhão afetiva, ansiamos retomar-lhes o calor da ternura, mas, nesse passo da experiência, os princípios da reencarnação, em muitas circunstâncias, tão-somente nos permitem desfrutar-lhes a convivência na posição de filhos alheios, a fim de aprendermos a entesourar o amor verdadeiro nos alicerces da humildade.

Reflitamos nisso. E se tens na Terra filhos por adoção, habitua-te a dialogar com eles, tão cedo quanto possível, para que se desenvolvam no plano físico sob o conhecimento da verdade. Auxilia-os a reconhecer, desde cedo, que são agora teus filhos do coração, buscando reajustamento afetivo no lar, a fim de que não sejam traumatizados na idade adulta por revelações à base de violência, em que frequentemente se lhes acordam no ser as labaredas da afeição possessiva de outras épocas, em forma de ciúme e revolta, inveja e desesperação.

Efetivamente, amas aos filhos adotivos com a mesma abnegação com que te empenhas a construir a felicidade dos rebentos do próprio sangue. Entretanto, não lhes ocultes a realidade da própria situação para que não te oponhas à Lei de Causa e Efeito que os trouxe de novo ao teu convívio, a fim de olvidarem os desequilíbrios passionais que lhes marcavam a conduta em outro tempo.

Para isso, recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus.

 

Do cap. 5 do livro Astronautas do Além, obra de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires e Espíritos Diversos
 






                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Filhos Adotivos
Enviado por: macili em 28 de Fevereiro de 2012, 12:41
Bom dia Amigo
dOM JORGE


Ficamos felizes com sua presença e valiosa participação em Meditação.


Que Deus nos fortaleça e nos abençoe...



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Uma mesma família




Uma mesma família-humana foi criada na universalidade dos mundos e os laços de uma fraternidade que ainda não sabeis apreciar foram postos a esses mundos.


Se os astros que se harmonizam em seus vastos sistemas são habitados por inteligências, não o são por seres desconhecidos uns dos outros, mas, ao contrário, por seres que trazem marcado na fronte o mesmo destino, que se hão de encontrar temporariamente, segundo suas funções de vida, e encontrar de novo, segundo suas mútuas simpatias.


É a grande família dos Espíritos que povoam as terras celestes; é a grande irradiação do Espírito divino que abrange a extensão dos céus e que permanece como tipo primitivo e final da perfeição espiritual.




(Allan Kardec - A Gênese – 1868)