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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 05 de Novembro de 2009, 14:33

Título: Dois caminhos 05 / 11 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 05 de Novembro de 2009, 14:33
Ola bom dia muita paz e hamonia meus Amigos

Dois Caminhos

Fonte: Revista Espírita Allan Kardec - nº 39
Maurício Roriz


          É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira.

          As de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato.

          As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar-lhes as arestas.

          Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã.

          O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio.

          O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento.

          Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros: somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras-brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas.

          A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.

          Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas.

          Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável.

          Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas. A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual. Pois foi nossa ignorância rústica que, diante da vacilação de Pilatos, exigiu o martírio do doce Jesus.

          Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura. Ingênuos os que supõem que não estavam lá.

          Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito.

          "A evolução espiritual é contínua, não regride nunca, mas pode ser retardada em seu processamento se não se aproveitar bem a oportunidade que Deus concede ao Espírito reencarnante." (FEB, Currículo para as Escolas de Evangelização).

          Viver em sociedade é aspecto essencial desta oportunidade. Freqüentemente nos sentimos inconformados por termos de conviver com pessoas que nos aborrecem, nos irritam, nos são antipáticas, mas essa convivência é um dos processos naturais de nosso burilamento. Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em nossos pontos mais fracos, mais sensíveis, e nos apontam, portanto, quais são esses pontos, quais são nossas piores arestas: os que precisam de ajuda incomodam ao nosso egoísmo, os que julgamos melhores que nós nos ferem a vaidade e o orgulho, e assim por diante.

          Cada conflito é um alerta e um roçar polidor de arestas. Quanto mais ásperos somos, mais dolorosos são os atritos, pois a dor é conseqüência de nossos atos de desamor para com o próximo, nesta ou em outras existências.

          Diferentemente das pedras, entretanto, a criatura humana, sendo dotada de inteligência, consciência e livre-arbítrio, pode escolher caminho evolutivo menos doloroso.

          Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros.

          Nenhum de nós Foi criado para sofrer e o amor pode livrar-nos da dor, pois ele nos "cobre a multidão dos pecados" (1 Pedro IV, 8).

          A evolução é lei universal e irrevogável, mas dois caminhos nos são oferecidos para percorrê-la: dor ou amor.

          A prática do amor proporciona polimento indolor em nossas almas, suaviza-nos as arestas, desenvolve-nos o altruísmo, harmoniza nossa convivência com os semelhantes. A decisão é sempre nossa.

 
Título: Re: Dois caminhos 05 / 11 / 2009
Enviado por: Luz13 em 05 de Novembro de 2009, 14:36

  Olá,
  bem haja por compartir tão belo texto!!!
  Só o Amor pode salvar o mundo!!!

  Abraços.
Título: Re: Dois caminhos 05 / 11 / 2009
Enviado por: Victor Passos em 05 de Novembro de 2009, 14:38
Ola muita paz Amiga Luz

Tudo é Amor


André Luiz & Francisco Cândido Xavier

    Vida - É o Amor existencial.
    Razão - É o Amor que pondera.
    Estudo - É o Amor que analisa.
    Ciência - É o Amor que investiga.
    Filosofia - É o Amor que pensa.
    Religião - É o Amor que busca Deus.
    Verdade - É o Amor que se eterniza.
    Ideal - É o Amor que se eleva.
    Fé - É o Amor que se transcende.
    Esperança - É o Amor que sonha.
    Caridade - É o Amor que auxilia.
    Fraternidade - É o Amor que se expande.
    Sacrifício - É o Amor que se esforça.
    Renúncia - É o Amor que se depura.
    Simpatia - É o Amor que sorri.
    Altruísmo - É o Amor que se engrandece.
    Trabalho - É o Amor que constrói.
    Indiferença - É o Amor que se esconde.
    Desespero - É o Amor que se desgoverna.
    Paixão - É o Amor que se desequilibra.
    Ciúme - É o Amor que se desvaira.
    Egoísmo - É o Amor que se animaliza.
    Orgulho - É o Amor que enlouquece.
    Sensualismo - É o Amor que se envenena.
    Vaidade - É o Amor que se embriaga.

    Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.