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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 19 de Julho de 2013, 22:16

Título: Deus castiga?
Enviado por: macili em 19 de Julho de 2013, 22:16
(https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/q77/999837_542279229168366_905507661_n.jpg)



Deus castiga?


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Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se sente infeliz.

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.

Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.

Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.

Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.

E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.

Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.

Deus castiga...


|| || || || || ||


Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo...

Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam...

Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?

Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.

Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.

Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?

Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.

Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.

Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal.

Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.

Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente.

Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.

E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves.

E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.

Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.

Pensemos nisso.


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Redação do Momento Espírita.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: lineu em 19 de Julho de 2013, 22:26
Citação de: Macili
Deus castiga?

Decerto que não, Macili.

Deus só recompensa...

Quem merece.


Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: macili em 19 de Julho de 2013, 23:20
Olá Lineu,

Correto, Deus não nos castiga porque ele é infinitamente bom, justo e misericordioso. Os revezes da vida são a herança dos maus hábitos do pretérito.
Colhemos o que semeamos em nossos caminhos. É a Lei de Causa e Efeito, que não é punitiva e sim corretiva, agindo sobre nós...
Obrigada pela participação no tópico...
Luz em nossas almas...




(http://3.bp.blogspot.com/-2VaV2cNbVV8/TzZfsv3RjCI/AAAAAAAAAYs/EgpMsh9Zkgk/s600/166896_322725364431392_185547371482526_822955_1061940922_n.jpg)



Deus


Deus é um princípio fundamental para a Doutrina dos Espíritos. "Não há vida, realidade, inteligência senão pela vontade de Deus" (Leocádio J. Correia, 25/09/82). Deus é a causa primeira de todas as coisas (Allan Kardec).

Para o Espiritismo, o entendimento que os homens tem de Deus não está pronto nem é definitivo, está em constante evolução. O conceito de Deus modifica-se com o tempo , resultado de ampliações sucessivas de um conceito inicial, de abordagens complementares que destacaram aspectos diferentes de Deus não considerados até então, e, também, de visões contraditórias que expuseram as limitações de explicações utilizadas em determinado momento. A compreensão de Deus, alcançada por uma pessoa é a possível em face do seu conhecimento e do conhecimento do seu grupo social.

A tradição judaico-cristã é um exemplo. Moisés alcançou a idéia de um Deus que, não sendo mais voluntarioso, estabelecia um contrato, um conjunto de regras a serem obedecidas pelo seu povo. Amós compreendeu que a relação de Deus com o homem seria, embora severa, justa (Deus de justiça). Oséas afirmou que Deus, na sua severidade, sabia perdoar os erros de seus filhos (Deus de perdão). O Deutero Isaías compreendeu que o Deus de Israel era o mesmo de toda a humanidade (Deus único). E Jesus traduziu em ações que todos são iguais perante Deus, e que o amor é a relação básica entre Deus e suas criaturas (Deus de amor).

A visão histórica mostra que vários conceitos de Deus, aceitos em um determinado período, foram sendo abandonados na medida em que deixaram de atender às expectativas das pessoas e de seus grupos sociais. Deus foi aos poucos deixando de ser um deus entre muitos deuses. Deixou de ser o Deus de um só povo, o que comandava os exércitos e esmagava seus inimigos. Deixou de ser o Deus imprevisível em suas ações, que a todos castigava. Deixou de ser o Deus que provocava medo e controlava a vida das pessoas. Deixou de ser o Deus de uma Igreja, refém de concepções doutrinárias e dogmáticas.

No entendimento do Espiritismo, Deus não se relaciona ao mágico, ao místico, ao divinal, ao sacro, ao infinito, ao absoluto. Deus não é matéria, nem energia. Ele não tem uma forma definida. Deus não está restrito a uma pessoa, por mais evoluída que seja, como Jesus. Deus não está no céu. Ele está nos seres mas não se confunde com eles; está nas coisas mas não se confunde com elas.

Deus não prescreve comportamentos, não determina um conjunto de regras a serem seguidas. Logo, não há desobediência à sua vontade, não há pecado. Deus não vigia, não fiscaliza. Ele não pune, não castiga, não determina ou executa sentenças.

Para o Espiritismo, Deus não aceita oferendas, sacrifícios ou promessas. Não concede graça, dom ou favores. Não intercede, não aceita pedidos, não protege alguém em especial. Deus não atua através de milagres.

Deus não está limitado à humanidade, ao planeta Terra ou à Via Láctea. Deus abrange todas as coisas, todos os seres vivos, inteligentes ou não, encarnados ou desencarnados do Universo. Deus se estende pelo Cosmo e o mantém (o Universo organizado e ordenado) — Deus Cósmico.

Para a Doutrina Espírita, o Universo é estruturado, as coisas não ocorrem ao acaso. Em tudo há causalidade, inteligibilidade, significado, padrão. Deus, para o Espiritismo, é a Inteligência Suprema (Allan Kardec).

O objetivo do ser é a evolução, a ampliação de sua consciência através da aquisição de conhecimentos. Ao construir a sua trajetória de vida, o ser inteligente amplia a sua percepção e compreensão da natureza, das coisas, das pessoas, de si mesmo, do Cosmo, da estruturação inteligente do Universo e, em conseqüência, o seu entendimento de Deus. Deus torna-se evidente na Harmonia de tudo o que existe. Ao se fazer identidade com o Cosmo, se faz identidade com Deus, pois os seres, as coisas, as relações, a harmonia do Universo presentam Deus. Dessa forma, Deus é a totalidade.

A estruturação inteligente do Universo é ampla, plural, variada, abrangendo o número de consciências do universo. O Livre-Arbítrio é parte fundamental do Cosmo e as infinitas possibilidades que surgem de seu exercício estão contidas na estruturação inteligente do Universo.

A compreensão que o ser vai tendo do Cosmo é construída gradativamente e é expressa através de sínteses parciais, limitadas, incompletas. Algumas dessas sínteses parciais foram chamadas de leis de Deus, e muitas vezes entendidas como uma prescrição que deveria ser obedecida de forma rígida, como uma ordem direta de Deus que os homens não deveriam discutir. Com o tempo, no entanto, passou a ser vista como a expressão de uma compreensão, como uma aproximação do entendimento da estrutura inteligente do Universo. As chamadas leis não são prescrições, mas entendimentos. A identidade com Deus não se faz, portanto, pela obediência, mas através de conhecimento, entendimento, sabedoria, consciência.

Todos os seres se relacionam com Deus tal como as criaturas com o Criador. Na medida em que evoluem, ampliam a sua consciência dessa unidade criatura-Criador. Todos os seres criam expressando Deus e nesse sentido pode-se compreender que Deus está presente em todos os seres (Deus onipresente). Pode-se compreender, também, que Deus é consciente através da consciência de todos os seres do universo (Deus onisciente). E, por fim, Deus faz, age, constrói através de suas criaturas. Elas são instrumentos do amor, da justiça, verdade, da evolução. A estruturação inteligente é operada pelas suas criaturas (Deus onipotente)

"Deus é vida, paz, amor, compreensão, inteligência, justiça, caridade suprema, ...onipotência, onipresença, onisciência, verdade universal" (L.J.Correia, 25/09/88).

Deus é a expressão da vida, Deus é a dinâmica da vida. Deus é a unidade que se revela todos os dias quando nos procuramos (Antônio Grimm).
"...estou servindo ao meu Criador?" L.J.Correia


Fonte: Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas - SBEE

Copyright: Todos os direitos reservados. A SBEE autoriza a reprodução dos textos para fins não comerciais desde que seja mencionada a fonte.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Conforti84 em 26 de Julho de 2013, 21:13
Deus castiga?

      Macili   (ref msg inicial, de 19.07.13, 22:16)

      Cel: sempre lutando por uma "fé raciocinada", digo que não entendo porq tantos afirmam, contrariando o q está freqüentes vezes e bem claro nas obras básicas, que Deus não castiga.

      Não quero com isso dizer q acredito que Deus castiga, pois meu entendimento é q os sofrimentos têm outra origem; apenas quero dizer q estranho essa tão comum afirmação de que Deus não castiga se o OLE afirma exatamente o contrário!
 
     Texto: Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando. E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

      Conf: é verdade, e isso, é evidente, qualquer um pode ver, se deve exatamente ao fato de a codificação se referir a castigos, mundos e locais de castigos, leis punitivas etc destinadas aos espíritos encarnados, não é verdade?

      Texto: Deus castiga porque a pessoa foi desonesta... Deus castiga porque...  Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

      Conf: Macili, é mesmo uma forma mesquinha de conceituar Deus, mas é a própria codificação q O conceitua assim, concorda?! A codificação diz que o homem será sempre castigado naquilo em que pecou, q a divina e terrível lei de causa e efeito sempre o alcançará com suas também terríveis conseqüências, se não nesta vida, em vida futura, não é isso? 

      Texto:... E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.

      Conf: como fazer isso? Devem os espíritas mudar o q está escrito no OLE?! Ou em novas edições de OLE essa questão de castigos já não mais vigora? O OLE foi corrigido?
.....................................
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: macili em 29 de Julho de 2013, 04:41
Olá a todos...


Olá Confort, grata pela participação no tópico deixando seu  parecer  a respeito do tema abordado.

Trago um trecho extraído do livro "Concepção Existencial de Deus", de José Herculano Pires, dentro do tema.


Paz e luz!




(https://sphotos-a.xx.fbcdn.net/hphotos-ash4/p480x480/407114_523853287660758_458079931_n.jpg)



(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1855/1855697cg5p3e3g8l.gif)(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1855/1855697cg5p3e3g8l.gif)



"O homem é o seu próprio juiz, no aquém e no além. Ninguém lhe pede contas do que fez, mas ele mesmo se defronta com a imagem do que foi e do que é.

É essa a infalibilidade da Justiça Divina.

O Tribunal de Deus está instalado na consciência de cada um de nós, e funciona com a regularidade absoluta das leis naturais.

Não somos julgados por nenhum tribunal sobrenatural, mas por nossa própria consciência. Daí a fatuidade dos julgamentos religiosos, das indulgências e dos sacramentos.

Deus, o Existente, partilha conosco das provas existenciais. E é dentro de nós, em nossa consciência, em nosso íntimo – sem que tenhamos a mínima possibilidade de fuga ou desculpas mentirosas, – que somos julgados.

Mas a Justiça de Deus, se é rigorosamente precisa, é também revestida de misericórdia. As atenuantes justas são levadas em conta e as oportunidades de regeneração e reparação dos erros e crimes jamais nos serão negadas.

Deus não nos castiga ou reprova: ele nos entrega a nós mesmos, sob a garantia infalível do tribunal consciencial.

Deus não nos criou para a perdição, mas para o desenvolvimento das nossas possibilidades divinas.

O simbólico pagamento das dívidas do passado não é mais do que a reparação necessária dos nossos erros, por mais graves que sejam, para que possamos continuar na administração da nossa herança divina”.




(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1855/1855697cg5p3e3g8l.gif)(http://sl.glitter-graphics.net/pub/1855/1855697cg5p3e3g8l.gif)



(José Herculano Pires - livro: Concepção Existencial de Deus)


Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Jotta Carlos em 29 de Julho de 2013, 16:56
Realmente é corretiva e não punitiva a Lei de Causa e Efeito. Deus nos dá oportunidade de resgate dos erros que são nossos, e esse resgate é intransferivel. Não devemos encarar os revezes da vida como castigo, e sim como oportunidade para evoluir. É a bondade de Deus nos dando sempre uma chance.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Conforti84 em 31 de Julho de 2013, 15:45
      Jotta Leitor

      Olá, Jotta, prazer em vê-lo aqui.

      Sempre buscando uma "fé raciocinada", convido-o a raciocinar comigo.

      Jotta comentou: Realmente é corretiva e não punitiva a Lei de Causa e Efeito. Deus nos dá oportunidade de resgate dos erros que são nossos, e esse resgate é intransferível. Não devemos encarar os revezes da vida como castigo, e sim como oportunidade para evoluir. É a bondade de Deus nos dando sempre uma chance.

      Conf: o novo amigo acredita que fazer sofrer canceres, ter ou terem os filhos deformações físicas ou mentais, serem vítimas de estupros e outras violências, serem  escravos das drogas e de seus funestos efeitos, assassinar pra lucrar com a venda de órgãos, ter os pés amputados a machadadas etc etc, é uma nova chance e produto da bondade ou do amor de Deus para conosco?

      O amigo tem certeza de que, se alguém, que tenha o coração vazio de amor, se a lei de causa e efeito o presentear com todos esses horrores q a vida nos mostra, isso lhe fará encher o coração de amor? O sofrer torna o perverso em bondoso? O plano evolutivo é baseado no fazer sofrer?

      E mais uma questão: se todo efeito tem, é evidente, uma causa, qual é a causa que tem como efeito o homem, nós, sermos maus? Escolhemos ser maus? Mesmo sabendo que isso resultará em torturantes sofrimentos e infelicidades para nós mesmos?
.............................
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: demis em 31 de Julho de 2013, 21:14











 





     

     

     
 
     

      O amigo tem certeza de que, se alguém, que tenha o coração vazio de amor, se a lei de causa e efeito o presentear com todos esses horrores q a vida nos mostra, isso lhe fará encher o coração de amor? O sofrer torna o perverso em bondoso? O plano evolutivo é baseado no fazer sofrer?

.............................

 Amigos,é exactamente isso que venho a dizer há muito tempo.
 Uma pessoa passa uma vida de solidão,rejeições maus tratos,etc essa situação fará ele crescer e ter amor em seu coração? Acho que não!
 Aí acredito que Deus castigue sim!
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: RodriguesG em 31 de Julho de 2013, 21:29
Creio que o motivo pelo qual as dores são grandes instrumentos para o amor está no fato de elas fazerem o orgulho se curvar. Com o orgulho rebaixado, o ser humano percebe que sua abordagem é infrutífera, e se abre para o amor sim. Basta ver alguém doente, via de regra essa pessoa é muito mais mansa nessa etapa de sua vida.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: macili em 02 de Agosto de 2013, 16:31
Olá caros Irmãos...

Sua participação é sempre muito bem-vinda, somos individualidades, cada um com sua bagagem, suas opiniões, seu modo de pensar, adequadas a sua realidade...

Muita paz!




(https://lh5.googleusercontent.com/-ah_mfhkbzsY/UdXUP53ESXI/AAAAAAAAeMk/Nm9pwwg8Ofs/s540/Ognian%2520Kouzmanov%2520-%2520Tutt%2527Art%2540%2520%252819%2529.jpg)



Não nos deixeis cair em tentação






A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.


Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?


Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.


Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.


Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.


Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?


É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.


Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.


Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, é indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.


Não há colheita sem plantação.


Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o "muito" de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar "alguma coisa" do nosso esforço.





Meimei  &  Francisco Cândido Xavier.
Livro: Pai Nosso





Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 02 de Agosto de 2013, 19:38
"O homem é o seu próprio juiz, no aquém e no além. Ninguém lhe pede contas do que fez, mas ele mesmo se defronta com a imagem do que foi e do que é.

É essa a infalibilidade da Justiça Divina.

O Tribunal de Deus está instalado na consciência de cada um de nós, e funciona com a regularidade absoluta das leis naturais.

Não somos julgados por nenhum tribunal sobrenatural, mas por nossa própria consciência. Daí a fatuidade dos julgamentos religiosos, das indulgências e dos sacramentos.

Deus, o Existente, partilha conosco das provas existenciais. E é dentro de nós, em nossa consciência, em nosso íntimo – sem que tenhamos a mínima possibilidade de fuga ou desculpas mentirosas, – que somos julgados.

Mas a Justiça de Deus, se é rigorosamente precisa, é também revestida de misericórdia. As atenuantes justas são levadas em conta e as oportunidades de regeneração e reparação dos erros e crimes jamais nos serão negadas.

Deus não nos castiga ou reprova: ele nos entrega a nós mesmos, sob a garantia infalível do tribunal consciencial.

Deus não nos criou para a perdição, mas para o desenvolvimento das nossas possibilidades divinas.

O simbólico pagamento das dívidas do passado não é mais do que a reparação necessária dos nossos erros, por mais graves que sejam, para que possamos continuar na administração da nossa herança divina”.


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/deus-castiga-47653/#ixzz2aq0Aj2vP

Olá pessoal, também me afino com o que está escrito acima, mas não posso deixar de notar e pensar que existem sofrimentos por que a alma passa.

Imaginemos o suicídio e também as consequências como o sofrimento moral, um 'inferno' que pode durar sabe-se lá por quanto tempo e que poderia parecer eterno, ainda que não seja, para o Espírito que buscou o suicídio quando encarnado. Acompanhar a decomposição do corpo, vivenciar o ato praticado, não são castigos? ainda que tenha sido buscado pelo próprio Espírito esse sofrimento, ainda existe um castigo, pois há sofrimento. Não daria para pensar então que há sim o castigo nas Leis de Deus, ainda que não seja eterno? os grandes sofrimentos nesse caso de um suicida podem ser explicados apenas pela consciência acusatória do próprio Espírito, ou é algo imposto como parte de uma Lei maior?

Abraço.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Confortipai em 30 de Agosto de 2013, 05:24

Re: Deus castiga?
      RodriguesG   (ref #8 em: 31 de Julho de 2013, 21:29)

      Sempre buscando uma “fé raciocinada”!
      .................
      O novo amigo escreveu: Creio que o motivo pelo qual as dores são grandes instrumentos para o amor está no fato de elas fazerem o orgulho se curvar. Basta ver alguém doente, via de regra essa pessoa é muito mais mansa nessa etapa de sua vida.

      Conf: raciocinando: isso é verdade ou suposição? Peço ao amigo Rodrigues que tente nos esclarecer mais sobre essa suposição de que, pelo fato de sofrer cânceres, de ver seu filhinho agonizando com um tumor maligno no cérebro; terem seus filhos os pés decepados a machadadas para que não sejam, qdo adultos, inimigos capazes; ver sua filhinha querida ser estuprada na sua frente; a esposa, ou a mãe envolvida em seqüestros e assassinatos de criancinhas para lucrar na venda de órgãos, ou no tráfico de drogas; ter ossos e órgãos esmigalhados num acidente; nascerem cegos ou sem membros... isso faz que o orgulho se curve! Por sofrerem esses horrores que vemos no mundo o orgulho se curva!!!

      Ou faz que nasça revolta contra a vida, contra o mundo, contra tudo, contra Deus? Sofrer tais tragédias pode fazer o ser humano nem ver mais sentido na vida, se sentir abandonado e injustiçado por Deus, descrer de tudo e a vituperar contra Deus, pois é isso que vemos no mundo.

      Rodrigues: Com o orgulho rebaixado, o ser humano percebe que sua abordagem é infrutífera, e se abre para o amor sim.

      Conf: É verdade que pode ter o orgulho rebaixado, mas por perceber que não tem forças para lutar contra essas coisas; mas porq se abrirá para o amor? Pode se abrir para o ódio, se tornar um apático, extremamente desiludido por não ter forças para fazer frente a tudo isso, um revoltado, um criminoso sem dó e sem piedade dos demais que não estão sofrendo como ele. Pode se abrir para o ódio contra o mundo e contra Deus, pois é isso que temos visto no mundo.

     A lei de Deus, fazendo que alguém sofra de modo torturante, vai encher seu coração de amor?! As lições do Supremo Amor, para que nasça amor em nosso coração, é nos açoitar com desgraças e mais desgraças?

     Esse é o plano de ensino criado por Deus para nós, um plano no qual o método mais eficiente para ensinar a evoluir tem base em nos fazer passar por terríveis sofrimentos?!

      Os filhos do Pai, de Supremo Amor e de Infinita Sabedoria, são criados por Deus tão vazios de amor e tão privados de qualquer resquício de inteligência, que só entendem que devem deixar o caminho do mal se forem submetidos a torturas sobre torturas, que o próprio Criador lhes impõe vida após vida?!

      Se o filho de Deus não sofrer não amará o próximo? Só amará à força de dores e lágrimas? E fazer alguém sofrer dores e lágrimas fará que esse alguém, que tem o coração vazio de amor, tenha o coração cheio de amor, fará que ele ame os demais? Ou lhe dará medo de vir sofrer se repetir o mal que já fez e, por isso, falseará manifestações exteriores como se fosse homem de bem, mas continuando com o coração vazio de amor?!

      Será que só aprendemos a amar o próximo se o chicote cair sobre nossas costas? 

      Rodrigues: Basta ver alguém doente, via de regra essa pessoa é muito mais mansa nessa etapa de sua vida.

      Conf: mais mansa pela sua condição de impotência contra a doença que a aflige, e impotência contra os desígnios do Todo Poderoso! Porém, se a doença acomete a filhinha, e se esta morre, essa pessoa se tornará mais mansa? Ou gritará impropérios contra tudo e contra Deus?
..................
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Agosto de 2013, 00:11

A Justiça de Deus está na Perfeição de suas Leis que são auto-aplicáveis.

Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Olé em 31 de Agosto de 2013, 01:15
"Deus é mais íntimo a nós que nós mesmos." (S. Agostinho)

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/somos-instrumentos-de-deus-o-que-pensamos-ser-e-ilusao/#ixzz2dV8FyXGl
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Kazaoka em 31 de Agosto de 2013, 02:30
Não há castigos divinos. O que existe são regras estabelecidas e regidas por leis naturais às quais toda criação está subordinada. Desde as leis físicas que a ciência experimenta, até as leis morais que o homem busca compreender e aplicá-las.

Inclusive, aproveito a oportunidade para convidá-los, de forma até meio antecipada, para estarmos discutindo sobre isso detalhadamente no estudo mensal que estaremos a facilitar neste mês de setembro.
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Agosto de 2013, 06:40

(S. Agostinho)



“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.
Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.”

                                                                                                 SANTO AGOSTINHO

                                                                   O Livro dos Espíritos

Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Agosto de 2013, 11:16
Olá amigo kazaoka

Citar
Não há castigos divinos. O que existe são regras estabelecidas e regidas por leis naturais às quais toda criação está subordinada. Desde as leis físicas que a ciência experimenta, até as leis morais que o homem busca compreender e aplicá-las.

Inclusive, aproveito a oportunidade para convidá-los, de forma até meio antecipada, para estarmos discutindo sobre isso detalhadamente no estudo mensal que estaremos a facilitar neste mês de setembro.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/deus-castiga-47653/#ixzz2dXIdp6Bt

Concordo com o amigo. Quando dizemos que Deus faz isto ou aquilo estamos a dizer que isto ou aquilo são consequências das leis da natureza, que Deus concebeu, e que incluem as leis que regem a matéria e as que regem os espiritos.

Na minha opinião, sempre limitada, Deus não age directamente sobre nós, nem castiga, nem recompensa.

Primeiro que tudo imagino que as funções de Deus são as mais importantes, mais criativas e mais inteligentes que existem, pois eu Imagino-O tal como nos indica a doutrina espirita: "Inteligência Suprema, Causa Primeira de todas as coisas".  Seria normal e inteligente o presidente de uma grande empresa, ou um investigador cientifico altamente especializado andarem a limpar casas de banho? - Não estou a falar de razões relacionadas com o orgulho e a vaidade. Essas funções não são menos dignas, entenda-se bem. Eu não sinto diminuído se tenho de limpar uma casa de banho. Trata-se de gerir a organização da forma mais inteligente possível, tendo em conta o bem comum.

Deus tem os espiritos, no espectro das várias classes de espiritos, para cumprir as funções que não requerem a acção directa da Inteligência Suprema. porque não os utilizar? Decerto que Ele delega. Por isso parto do principio que Deus não andará a contabilizar pecados, provas e expiações, para assegurar a justiça. Ainda para mais uma justiça vingativa, e não correctiva, como aquela que muitos religiosos professam.  Mas será que os espiritos de ordem superior andam a fazer isso?

Aquele que tem o conhecimento espiritual, e, em principio, acredita que a evolução espiritual é também uma evolução da felicidade do espírito, fará como aquele que trabalha arduamente  para conquistar uma situação confortável para o seu futuro terrestre. Ainda que possa custar trabalhar muito, ele vê mais longe, pois sabe que terá a merecida recompensa futura do seu esforço. Todavia aquele que pensa assim, aqui na Terra e com vista apenas aos benefícios mundanos, está sujeito a ver o resultado do trabalho dele ir por água abaixo, mesmo esforçando-se muito. Aquele que conquista a evolução espiritual jamais perde o resultado do esforço, segundo a doutrina espirita. Pois os espiritos que já conquistaram e consolidaram uma situação melhor, não retrogradam. Construíram "uma casa" sobre fortes alicerces. 

Assim, para mim, a expiação tem a função de conduzir o espírito à evolução espiritual. A evolução é obrigatória, segundo as leis da natureza que regem os espiritos. Caso contrário haveria espiritos que ficavam infelizes para a eternidade - ora a doutrina diz-nos que o Inferno (permanecer na infelicidade para a eternidade) não existe. A expiação é uma motivação para mudar, não necessariamente entendida durante a encarnação. É a dor que avisa da doença que é preciso tratar. Ela advém das leis da natureza, mas não como uma pena de Talião. O objectivo da expiação não é vingar vitimas passadas que o espírito fez, noutras encarnações. É dar pistas para curar a doença actual. Os espiritos inferiores, sem o saberem, podem ser instrumentos da nossa própria evolução espiritual, mesmo quando visam o contrário.

Aquilo que poderá a ter a haver com o passado é a reparação. Mas a reparação não é sofrer um mal, em consequência do passado, mas fazer um bem para compensar o mal que se fez anteriormente. Para ser efectiva a reparação é uma acção que beneficia outrem. E não uma acção que prejudica involuntariamente aquele que a faz.  Se uma pessoa se sacrifica por um filho, que foi um inimigo numa encarnação anterior, não o faz como quem se penitencia, mas por amor ao filho.

A vingança provém sempre dos espiritos inferiores. A vingança é cometer um novo crime e tentar justificá-lo com base num crime sofrido. Na prática são dois crimes em tempos diferentes. Um crime não compensa o outro, mas vem acrescentar-se a outro crime já havido. Jesus ensinou que a violência não se deve pagar com mais violência. Façam os outros o que fizerem a nossa obrigação é sempre fazer o bem e nunca fazer o mal. O mal que os outros fazem, a nós ou a terceiros, nunca justifica o mal que nós fazemos, de forma nenhuma. E se assim é em relação a nós mesmos, também o é em relação a outras pessoas. Só há um peso e uma medida para todos. Fazer o que reprovamos em outrém jamais poderá ser correcto. 

bem haja
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: lineu em 31 de Agosto de 2013, 12:54
Citação de: Kazaoka
Não há castigos divinos. O que existe são regras estabelecidas e regidas por leis naturais às quais toda criação está subordinada.

Correto!  Sem dúvida.

Considere-se, ainda, que tal regime visa à formação de Espíritos plenamente responsáveis...

E aptos à função de coadjuvantes de Deus.


Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Agosto de 2013, 16:43

Ela advém das leis da natureza, mas não como uma pena de Talião. O objectivo da expiação não é vingar vitimas passadas que o espírito fez, noutras encarnações. há um peso e uma medida para todos. Fazer o que reprovamos em outrém jamais poderá ser correcto. 

bem haja


O amigo acharia justo mandar-se alguém à prisão sem nada ter feito para merecer lá estar? Apenas para que este aprenda que lá é um lugar ruim e que ele não deve fazer nada para merecê-la?

Por outro lado , acharia justo deixar-se um assassino à solta porque este já se convenceu do mal que fez, passando-lhe apenas admoestações?

Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Olé em 31 de Agosto de 2013, 16:59
"O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível." (Kardec)



"Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia."

1 Coríntios 3:19
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Agosto de 2013, 17:27

"O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível." (Espíritos Superiores)



Complementando:

3. - Entretanto, o mal existe e tem uma causa.

Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. Entre os primeiros (os que podem ser evitados), cumpre se incluam os flagelos naturais.
O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.

4. - O homem recebeu em partilha uma inteligência com cujo auxílio lhe é possível conjurar, ou, pelo menos, atenuar os efeitos de todos os flagelos naturais. Quanto mais saber ele adquire e mais se adianta em civilização, tanto menos desastrosos se tornam os flagelos. Com uma organização sábia e previdente, chegará mesmo a lhes neutralizar as conseqüências, quando não possam ser inteiramente evitados. Assim, com referência, até, aos flagelos que têm certa utilidade para a ordem geral da Natureza e para o futuro, mas que, no presente, causam danos, facultou Deus ao homem os meios de lhes paralisar os efeitos.

6. - Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.................Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder.

                                                                            A Gênese
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Vitor Santos em 31 de Agosto de 2013, 18:29
Olá amigo Brenno

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O amigo acharia justo mandar-se alguém à prisão sem nada ter feito para merecer lá estar? Apenas para que este aprenda que lá é um lugar ruim e que ele não deve fazer nada para merecê-la?

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/deus-castiga-47653/15/?action=post;num_replies=20#ixzz2dZ8Lx4og

Se estamos na prisão, estamos todos, sem excepção. Do ponto de vista do espírito, o facto de estar encarnado é, com efeito, equiparável a estar numa prisão. Mas estamos todos no mesmo barco.

Os que estão em missão, aqueles que já não são deste mundo, sujeitam-se a encarnar nele para reparar com o bem o mal que possam ter feito, ou simplesmente para fazer o bem porque assim desejam, em virtude de terem objectivos nobres, altruístas. São os professores espirituais desta escola, que é a Terra. Mas eles estão sujeitos às vicissitudes da vida na Terra (veja-se Jesus e os apóstolos, quase todos assassinados de forma horrível e cruel).

Os que estão em provas estão aqui para determinar se já venceram os defeitos que os levaram a errar. São alunos em exame. Há provas que implicam um estado de prisão a um corpo de carne. Mas eles estão sujeitos às vicissitudes da vida na Terra, como todos os outros. 

Os que estão em expiação são aqueles que precisam de um empurrão, caso contrário estagnavam infelizes, para a eternidade. São submetidos ao chicote, como o cavalo que se recusa a empurrar a carroça. Mas o cavalo trabalha para as pessoas, o espírito em expiação trabalha para si mesmo. Se a expiação der resultado, se ele compreender a razão da mesma, se o remédio fizer efeito, ele deixa de necessitar dessa experiência, que é útil para ele, senão o chicote fica ainda mais forte, para a próxima. O remédio tem de ser proporcional ao mal.

Todavia as prisões aqui na Terra existem para poder proteger aqueles que cumprem as regras de convivência dos que não cumprem. E para dissuadir as pessoas de ir contra as leis humanas. As leis da natureza que regem os espiritos e que regem a matéria, são diferentes, na medida em que elas são sempre cumpridas, quer queiramos quer não. Ninguém lhes escapa. Em relação às leis da Terra, há quem lhe consiga escapar, por diversos motivos baseados na natureza imperfeita e/ou corruptível do homem.

Os que estão em reparação, estão a tentar fazer o bem, para compensar o mal que fizeram. Não se trata de expiação, pois é um acto voluntário, e não é o mal que sofrem que os redime, mas o bem que eles fazem, apesar de terem suportar as vicissitudes da vida na Terra.   

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Por outro lado , acharia justo deixar-se um assassino à solta porque este já se convenceu do mal que fez, passando-lhe apenas admoestações

Na Terra estamos sujeitos a muitos assassinos, de natureza diferente: nós próprios, que por vezes somos inimigos da sobrevivência do nosso próprio corpo, as outras pessoas, as catástrofes naturais, as doenças, etc. Vamos acreditar que há pessoas aqui na Terra que escapam impunes a todos esses assassinos? - Quem não morrer de doença provocada por outras coisas, vai morrer de velhice, por desgaste natural do organismo.

Mais uma vez, se estamos na prisão, e estamos, somos todos. Nem Jesus, nem os apóstolos se livraram. Morreram quase todos de uma forma horrível. E Jesus foi um dos que teve a morte mais horrível.

A questão é saber se é possível evoluir sem passar por mundos inferiores, como este, ou não. Para mim é, pois estou aqui... Se há quem escape, não sei.

Se, aqui na Terra, o que se dá melhor na vida, de um ponto de vista de sofrer menos vicissitudes, fosse sempre o mais justo, o mais elevado, eu poderia acreditar que existe justiça na Terra. Mas nós vemos gente que vence na vida por praticar acções incorrectas,  e gente boa e inteligente, que se dá muito mal. Há de tudo.

Logo tenho de encarar a justiça divina no âmbito da nossa vida milenar de espiritos. Aqui na Terra podemos perceber isso ou não, pois estamos presos, física e mentalmente, na verdade.

bem haja
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Confortipai em 31 de Agosto de 2013, 18:42
Re: Deus castiga?
      (ref #5 em: 29 de Julho de 2013, 16:56)

      Um amigo, que não consegui identificar, escreveu: Realmente é corretiva e não punitiva a Lei de Causa e Efeito. Deus nos dá oportunidade de resgate dos erros que são nossos, e esse resgate é intransferível. Não devemos encarar os revezes da vida como castigo, e sim como oportunidade para evoluir. É a bondade de Deus nos dando sempre uma chance.

      Conf: é mesmo, concordo! Apena fico, em minha cabeça, remoendo, raciocinando para ver se consigo vislumbrar qual é a causa de OLE afirmar que são, sim, castigos, e que ao infrator da lei, as penalidades estabelecidas por Deus, em sua lei, seus resgates implicam penalidades terríveis, torturantes, insuportáveis, que muitos abandonam a vida por não suportá-los, e que podem durar por multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos e que, aos "pecadores" lhes parecerão penas eternas.

      Qual será a causa de muitos afirmarem que são apenas corretivos, eqto a DE afirma que são castigos e muitas vezes torturantes; e que Deus criou locais para o castigo dos infratores de Sua lei, que sofrerão tanto, pelas dores exigidas por Sua lei?

      Lembremos da "santa inquisição" da igreja de Roma, que impunha torturas, morte pelo fogo, emparedamentos e esfolamentos de vivos, sofrimentos muitas vezes insuportáveis, para "corrigir os pecadores"!

      Fazer alguém se arrastar sob as chicotadas do sofrimento, ensina alguém a amar ou a odiar? A se tornar praticante de ações boas, ou apenas praticá-las devido ao medo de tornar a sofrer?

      As lições de Deus, para que seus filhos aprendam a amar, é nos impor dores e lágrimas? Alguém conhece quem, à força de canceres, deformações, tragédias e desgraças, consigo mesmo e com seus queridos, tenha aprendido a amar? Ou esse aprende a odiar o mundo, os algozes, a vida e a Deus?

      O Criador, de Amor e Justiça, Sabedoria e Perfeição, dele veio uma criação especial, que Deus criou, e continua criando, constituída de espíritos tão rebeldes, tão néscios, idiotas, insensíveis, renitentes que, apesar de serem filhos Daquele que é Infinita Sabedoria e Infinito Amor, se tornam seres extremamente perversos e de mente tão estúpida, que só entendem que devem se corrigir por meio de sofrimentos os mais terríveis que vemos no mundo?!

      Deus criou seres destinados a sofrer? O processo evolutivo se baseia no sofrer? O plano divino para ensinar a evoluir, criado pelo que é Amor e Justiça, tem como método mais eficiente o fazer sofrer?!

      Sinceramente, quem me ajudará a entender?

      E quem me explicará porq, como diz a msg referida, os erros são nossos? Ou qual é a causa de errarmos tanto que teremos de, forçosamente, sofrer as terríveis consequências da lei?
....................
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Agosto de 2013, 19:44

Se estamos...............................
.............................................. verdade.

bem haja


A Doutrina Espírita não deixa dúvidas:

399. Sendo as vicissitudes da vida corporal expiação das faltas do passado e, ao mesmo tempo, provas com vistas ao futuro, seguir-se-á que da natureza de tais vicissitudes se possa deduzir de que gênero foi a existência anterior?

“Muito amiúde é isso possível, pois que cada um é punido naquilo por onde pecou. Entretanto, não há que tirar daí uma regra absoluta. As tendências instintivas constituem indício mais seguro, visto que as provas por que passa o Espírito o são, tanto pelo que respeita ao passado, quanto pelo que toca ao futuro.”

Chegando ao termo que a Providência lhe assinou à vida na erraticidade, o próprio Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios de adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar. Se delas triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem que recomeçar.
O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa procede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição de máquina.
Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciências, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.
As existências futuras, essas em nenhum caso podem ser reveladas, pela razão de que dependem do modo por que o Espírito se sairá da existência atual e da escolha que ulteriormente faça.
O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a idéia de resistir ao mal, idéia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão.
O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências.
As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e, simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamos resignados e sem murmurar.
A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei.
Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.

                                                                     O Livro dos Espíritos

Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Setembro de 2013, 12:19
Olá

Citar
A Doutrina Espírita não deixa dúvidas:

A doutrina espirita deixa dúvidas e muitas. Trata de um assunto bem complexo, difícil e de difícil comprovação. A natureza é sempre algo de concepção e funcionamento bastante inteligente e complexo, seja a natureza material seja a espiritual. E é aí que está a grandeza do Criador!

Se o amigo não tem dúvidas nenhumas, óptimo... Cada um sente a vida à sua maneira.

bem haja
Título: Re: Deus castiga?
Enviado por: Brenno Stoklos em 02 de Setembro de 2013, 03:51
Olá

Citar
A Doutrina Espírita não deixa dúvidas:

A doutrina espirita deixa dúvidas e muitas. Trata de um assunto bem complexo, difícil e de difícil comprovação. A natureza é sempre algo de concepção e funcionamento bastante inteligente e complexo, seja a natureza material seja a espiritual. E é aí que está a grandeza do Criador!

Se o amigo não tem dúvidas nenhumas, óptimo... Cada um sente a vida à sua maneira.

bem haja


Em nosso atual estágio evolutivo é até compreensível o orgulho daqueles que nada admitem acima de si!

Julgando, mesmo, ter conhecimentos acima aos dos Espíritos Superiores que ditaram a Doutrina Espírita!