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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 21 de Janeiro de 2017, 22:39

Título: Contato imediato com nosso semelhante
Enviado por: macili em 21 de Janeiro de 2017, 22:39
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Contato imediato com o nosso semelhante



Questão 768: (...) 0 homem, procurando a sociedade, não faz senão obedecer a um
sentimento pessoal, ou há também nesse sentimento um objetivo providencial mais geral?

Resposta: 0 homem deve progredir, mas sozinho ele não o pode fazer, porque
não tem todas as faculdades; é-lhe preciso o contato dos outros homens.
No isolamento, ele se embrutece e se debilita.
Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, questão n°. 768.



Em tese, pode-se afirmar que a “vida sustenta a vida” através dos relacionamentos. A vida é um fato, e conviver é uma necessidade inevitável.

Ponderando a respeito da inexistência da morte, entende-se que sempre, “no corpo ou fora dele”, pelas forças naturais que regem a própria vida, o Espírito necessita conviver com outros seres, já que se trata de uma imposição da lei de Sociedade. O objetivo, obviamente, é fazê-lo progredir.

Considerando que cada ser é único, a convivência torna-se essencial para o crescimento (evolução) espiritual de cada um.

Sabemos que a finalidade precípua da vida é aprender a amar; em meio a deveres e direitos, compromissos familiares e sociais, o objetivo primordial da reencarnação é desenvolver, em nós mesmos, esse nobre sentimento denominado Amor. Porém, convém indagarmos:




Para facilitar o entendimento de tema tão relevante, propomos a seguinte reflexão:


A resposta é simples: o alicerce, base de toda construção, independentemente do tamanho ou fim a que se propõe.

Fazendo uma comparação simbólica, poderíamos afirmar que todos nós, que estamos atualmente reencarnados, recebemos a incumbência de “construir dentro de nós” um belíssimo “edifício” chamado Amor. Entretanto, muitos de nós passamos uma encarnação inteira sem lograrmos o êxito de “erguer” sequer os primeiros andares desse “edifício” - ou mesmo construir o alicerce. Inevitavelmente, em profundo desalento, o indivíduo indaga:




Generalizar a resposta seria um equívoco; no entanto, podemos considerar que uma das razões é que muitos se aventuram a tentar construir o “edifício do amor” esquecidos de que se faz necessário, primeiro, construir a base do edifício, o alicerce.

Qual seria o “alicerce do amor”?

O alicerce do Amor chama-se Afeto.

O Afeto é a base do Amor. Isso significa que antes de termos a pretensão de amar alguém, necessitamos aprender, em primeiro lugar, a gostar desse alguém.

Dizer-se cristão e espírita sem aprender a gostar das pessoas é uma incongruência.

Àqueles que afirmam que, por mais que se esforcem, têm dificuldade de desenvolver Afeto pelas pessoas ou que o Afeto ofertado é quase inexpressivo, responderemos que isso ocorre porque o Afeto também tem um alicerce.





A “boa convivência” é o alicerce do Afeto. Talvez esteja exatamente aí o grande desafio dos dirigentes espíritas na atualidade: criar mecanismos na Instituição que possam auxiliar os trabalhadores a aprenderem a convivência pacífica. Desentendimentos, melindres e animosidades criam brechas para a infiltração de Espíritos trevosos. Creio que o “sucesso” ou o “fracasso” de um Grupo Espírita não está exatamente nas técnicas ali aplicadas. O êxito ou a derrota estão intimamente ligados ao bom ou mau relacionamento dos integrantes do grupo.

Alguém ainda poderá questionar:





Estará faltando o “alicerce da boa convivência” que se chama Sensibilidade. É preciso que tenhamos Sensibilidade para perceber o outro “por detrás” do corpo físico.
Quando Jesus contemplou Zaqueu, que havia subido em um sicômoro para vê-lo, graças a sua sensibilidade, ele não enxergou um cobrador de impostos, mas, sim, uma alma aflita desejosa de modificar-se. Isto é Sensibilidade.

Em resumo:



Amor = Edifício
Sensibilidade + Boa Convivência + Afeto = AMOR


Na condição de espíritas e cristãos, temos que aprender a eliminar do nosso vocabulário expressões como:




Com todo respeito ao livre-arbítrio de cada um, afirmo o seguinte: ou aprendemos a nos relacionar ou acabaremos por invalidar nossas obras beneméritas.

Procuremos enternecer os nossos relacionamentos, olhando nos olhos das pessoas e sendo o mais transparente e sincero possível.

Façamos o que propõe o Espírito José Lázaro: um Contato Imediato com nosso semelhante.



(Extraído do livro Contato Imediato. Ditado pelo Espírito José Lázaro e psicografado por Agnaldo Paviani.)