Forum Espirita

GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 23 de Fevereiro de 2011, 15:31

Título: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 23 de Fevereiro de 2011, 15:31
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

(http://grandesmisterios.com.sapo.pt/espiritos.jpg)

Medo de ver espíritos

          Pessoas que às vezes vêem Espíritos são muito comuns. E tão mais comuns, são pessoas que se apavoram diante da simples possibilidade de ver um Espírito.

          Isto ocorre, primeiro, porque quase sempre se imagina um Espírito mau ou uma intenção má, por trás destes fenômenos, o que não corresponde à realidade. Há grandes possibilidades de se tratar de um parente desencarnado, de alguém infeliz ou sofredor, de alguém que queira apenas falar conosco, ou de alguém querendo nos dar provas da realidade espiritual e da continuidade da vida após a morte do corpo físico.

          Em segundo lugar, o medo nasce do fato de atribuirmos a estes seres um poder que eles, de fato, não têm. Sem dúvida, é nossa ignorância - e o temor, conseqüentemente - que nos colocam à mercê deles. Afinal, autoridade real sobre nós, só Deus e os Espíritos superiores a nós podem ter, e os Espírito Superiores jamais desejarão nosso mal.

          Além disso, mesmo que os Espíritos sejam inferiores e tenham o desejo de nos prejudicar, não irão fazê-lo, a não ser que sintonizemos com seus propósitos inferiores, acolhendo seus pensamentos e assimilando seus fluidos. Quando nos resguardamos no ambiente da prece, dos bons pensamentos e da prática do bem, nós nos subtraímos à sua influência e saímos de sua esfera de atuação.

          Agora: o medo excessivo é uma janela aberta a alguns Espíritos brincalhões, que se divertem assustando pessoas. Se isto vem ocorrendo com você, experimente ignorar suas tentativas, confiando sempre na Providência de Deus e em seu anjo guardião, e verá que eles terminarão por desistir.

          E se você tem visto ou ouvido Espíritos com freqüência, e não sabe como lidar com isto, o melhor a fazer é procurar um bom curso ou grupo de estudos, numa casa espírita séria. Descobrir que você não está só, pôr pra fora seus receios e suas dúvidas, pode ser muito reconfortante. Consulte os responsáveis a respeito da conveniência, ou não, de participar de reuniões de experimentação mediúnica.

Livro: Força Interior
Rita Foelker
Título: Re: Bom dia 23/02/11 - Medo de ver espíritos
Enviado por: macili em 23 de Fevereiro de 2011, 21:57
Olá amigo Victor Passos.

Muito bom o texto.
O medo de ver espíritos é comum mesmo entre os médiuns que freqüentam a Casa Espírita.
Devido a esse medo eles se afastam de vários trabalhos mediúnicos, tais como, a Desobsessão.
Conheço muitos assim.
O texto é bem explicativo.
Obrigada por compartilhá-lo.

Muita paz e luz!!!
Abçs
Macili
Título: Re: Bom dia 23/02/11 - Medo de ver espíritos
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 15:58
[Olá querido amigo Victor... Muita paz a ti e familia...

Que maravilha encontrar este tópico  tratando sobre  um assunto  tão comum entre muitos..
Eu de minha parte, sempre tive pavor, já que comecei a vê-los muito cedo, o que me trouxe muitas dificuldades na minha  infância  e juventude,
Mas o hoje depois do estudo esclarecedor me ajudou muito, a entender que são nossos irmãos que vivem no outro lado da vida, como um dia acontecerá conosco..[Ótimo final de semana repelto de paz e amor...]

Abraços afetuosos
Título: Re: Bom dia 23/02/11 - Medo de ver espíritos
Enviado por: Silvio Danilo em 26 de Fevereiro de 2011, 19:28
Victor ,

Boa tarde obrigado pela bela explicação de ver espirito.....
Att. Silvio
Título: Re: Bom dia 23/02/11 - Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 27 de Fevereiro de 2011, 12:58
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

- Será racional temerem-se os lugares assombrados pelos Espíritos?
- Não. Os Espíritos que freqüentam certos lugares, produzindo neles desordens, antes querem divertir-se à custa da credulidade e da poltronaria dos homens, do que lhes fazer mal. Aliás, deveis lembrar-vos de que em toda parte há Espíritos e de que, assim, onde quer que estejais, os tereis ao vosso lado, ainda mesmo nas mais tranqüilas habitações. Quase sempre, eles só assombram certas casas, porque encontram ensejo de manifestarem suas presenças.
O Livro dos Médiuns - 2ª. Parte, cap. IX, item 132, pergunta 12ª.
 


Medo dos Espíritos

É dos tormentos humanos um dos mais antigos, a estrutura do medo que perturba multidões.

Filho da ignorância, apóia-se na insegurança que, gradualmente, lhe dá nutrientes perfeitos para infelicitar indefinidamente.

Embora o medo esteja presente em todos os campos de atividade humana, é super expressivo quando se refere aos seres que já se desalojaram do corpo carnal. O medo dos mortos, ou dos Espíritos, chega às raias do desespero ou da loucura, sem que os portadores dessa anomalia atentem para a necessidade de mudança ou se animem para se impor o devido controle.

*

No círculo da crença espiritual, surge o que se convencionou chamar de lugares assombrados, porque neles os Espíritos aparecem, impressionando as mentes de um grande número de pessoas, que são as que mais padecem com o medo, do qual não se conseguem libertar.

Urge raciocine o individuo, verificando que os encarnados é que são minoria no mundo, onde os desencarnados vivem em multiplicada vantagem. O número de Espíritos livres do corpo, que vibram na psicosfera planetária, é quase cinco vezes maior, indicando que o número de seres invisíveis no Mais Além é quase o quíntuplo dos que estão estagiando no corpo biológico. Por que, então, o medo, se onde quer que esteja o homem, aí estará nos contatos, conscientes ou não, com uma verdadeira multidão de desencarnados?

As dimensões do mundo invisível interpenetram as do mundo material, como a água na esponja, influenciando-se reciprocamente, uma vez que os seres que estão no corpo denso vieram do campo diáfano e os que nesse se acham, dentro de algum tempo, nas brumas terrestres estarão.

Quem são, pois, os Espíritos, senão os homens sem o corpo denso de matéria grosseira? Quem são os homens, senão os Espíritos vestidos no escafandro de carne, do qual se despegarão dentro de maior ou de menor tempo?

Medo, por quê? Na vasta Casa do Pai, todos somos irmãos, necessitando uns dos outros para que todos logremos a palma de ventura que hemos de alcançar quando superarmos as limitações infelizes que ainda nos caracterizam o íntimo.

*

A superstição tem contribuído com sua quota de barbaridades para a manutenção do medo. A irreflexão tem dado a sua oferta para a exploração do misterioso, que não é mais do que aquilo que se acha na sombra do desconhecido para cada ser.

O Espiritismo, que é a doutrina da lucidez e da liberdade real, oferece o seu contributo valioso para o aclaramento de tudo, retirando os indivíduos das valas do pavor injustificado.

Areja a tua mente com estudos sérios sobre aquilo que desconheças e que te faça falta à elucidação.

Ilumina o teu entendimento com a luz de amadurecidas meditações, a fim de que o teu conhecimento das questões da alma não se perca nas superficialidades que geram insegurança.

Deixa-te penetrar pela alegria de participares da inumerável prole do Criador, herdeiro das imensuráveis riquezas que vibram em todo o Cosmo.

Alija do teu caminho tudo o que ressume superstição, pois o verdadeiro espírita, que é, a seu turno, o verdadeiro cristão, sabe que Jesus é o Senhor dos Espíritos, como o nomearam seus companheiros, pela autoridade moral de que se revestia, pela grandeza da sua vida, uma vez que se mantinha em permanente estado de comunhão com o Pai.

Comunga também tu com a verdade que liberta e afasta-te das ruelas aparvalhantes do medo, aprendendo a te identificares com todos os Espíritos que, como tu mesmo, marcham para o Grande Amanhã da própria redenção, no seio de Deus.

Tu és também Espírito. Vive dessa realidade e deixa que a vida perene, que estua em ti, exteriorize as bênçãos de coragem e entendimento para os que seguem contigo para a paz do futuro.

Muita Paz
Título: Re: Bom dia 23/02/11 - Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 01 de Março de 2011, 10:32
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos

O mal do medo

Revista Espírita, outubro de 1858

Problema fisiológico dirigido ao Espírito de São Luís, na sessão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, de 14 de setembro de 1858.

Leu-se no Moniteur de 26 de novembro de 1857:

"Comunicam-nos o fato seguinte, que vem confirmar as observações já feitas sobre a influência do medo.

"O senhor doutor F... entrou ontem em sua casa depois de fazer algumas visitas aos seus clientes. No seu percurso lhe haviam entregue, como amostra, uma garrafa de excelente rum, autenticamente vindo da Jamaica. O doutor esqueceu na viatura a preciosa garrafa. Mas, algumas horas mais tarde, lembrou-se desse esquecimento e procurou a restituição, onde declarou ao chefe da estação que deixou em um de seus cupês uma garrafa de um veneno muito violento, e o exorta a prevenir os cocheiros para darem a maior atenção em não fazerem uso desse líquido mortal.

"O doutor F... entrara apenas em seu apartamento, quando vieram preveni-lo, a toda pressa, que três cocheiros da estação vizinha sofriam horríveis dores nas entranhas. Teve que se esforçar muito para tranqüilizá-los e persuadi-los de que haviam bebido excelente rum, e que sua indelicadeza não poderia ter conseqüências mais graves além de uma suspensão, infligida imediatamente aos culpados."

1. - São Luís poderia nos dar uma explicação fisiológica dessa transformação das propriedades de uma substância inofensiva? Sabemos que, pela ação magnética, essa transformação pode ocorrer; mas no fato relatado acima, não houve emissão de fluido magnético; só a imaginação atuou e não a vontade.

R. - Vosso raciocínio é muito justo com respeito à imaginação. Mas os Espíritos malignos que levaram esses homens a cometerem esse ato de indelicadeza, fizeram passar no sangue, na matéria, um calafrio de medo que poderíeis chamar calafrio magnético, o qual estende os nervos e causa um frio em certas regiões do corpo. Ora, sabeis que todo frio nas regiões abdominais pode produzir eólicas. É, pois, um meio de punição que, ao mesmo tempo, leva os Espíritos que fizeram cometer o furto, a rirem às custas daqueles que fizeram pecar. Mas, em todos os casos, não se segue a morte: não há senão uma lição para os culpados e prazer para os Espíritos levianos. Também se apressam em recomeçar todas as vezes que a ocasião se lhes apresente; procuram-na mesmo para sua satisfação. Podemos evitar isso (falo por vós), em nos elevando para Deus por pensamentos menos materiais do que aqueles que ocupam o espírito desses homens. Os Espíritos malignos gostam de rir; mantendo-vos em guarda: tal que crê dizer uma coisa agradável diante das pessoas que o cercam, aquele que diverte uma sociedade por seus gracejos ou seus atos, se engana freqüentemente, e mesmo muito freqüentemente, quando crê que tudo isso vem de si. Os Espíritos levianos que o cercam se identificam com ele mesmo e, freqüentemente, alternativamente o enganam sobre seus próprios pensamentos, assim como aqueles que o escutam. Credes, nesse caso, ter pela frente um homem de espírito, ao passo que, com mais freqüência, não é senão um ignorante. Descei em vós mesmos, e julgareis as minhas palavras. Os Espíritos superiores não são, por isso, inimigos da alegria; algumas vezes gostam de rir também para vos ser mais agradáveis; mas cada coisa em seu tempo.

Nota. Dizendo que no fato reportado não havia emissão de fluido magnético talvez estivéssemos inteiramente na verdade. Arriscaremos aqui uma suposição. Sabe-se, como o dissemos, qual transformação das propriedades da matéria pode-se operar pela ação do fluido magnético dirigido pelo pensamento. Ora, não se poderia admitir que, pelo pensamento do médico que quisesse fazer crer na existência de um tóxico, e dar aos gatunos as angústias do envenenamento, ocorrera, embora à distância, uma espécie de magnetização do líquido que teria adquirido novas propriedades, cuja ação encontrar-se-ia corroborada pelo estado moral dos indivíduos, tornados mais impressionáveis pelo medo. Essa teoria não destruiria a de São Luís quanto à intervenção em semelhante circunstância; sabemos que os Espíritos agem fisicamente por meios físicos; podem, pois, se servirem, para cumprirem seus desígnios, daqueles que provocam, ou que nós mesmos lhes fornecemos com o nosso desconhecimento.
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: pati em 01 de Março de 2011, 15:23
Olá, Victor!
É sempre providencial dar uma procurada por tópicos interessantes no Forum...
Encontrei este, que nos remete a reflexão... porque ainda temos medo de ver os desencarnados? Note que estou falando de mim mesma :D
Onde estudo, o coordenador se pronunciou, uma vez, com respeito a esse medo que ainda me acompanha.Na hora não gostei nada-nada do que ouvi(melindre puro).Foi-me dito, numa avaliação de uma reunião de educação mediúnica, que esse medo teria outro nome: ressentimento.Bem,esse sentimento tem muito a ver comigo,ainda.:'(

Mas,pra efeito de ajuda nas reflexões que faço a respeito,poderia comentar algo?Isso muito me ajudaria,pode crer.
Abraços fraternos
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 01 de Março de 2011, 15:35
Ola muita paz e harmonia
Amiga  Pati

   Sendo nós espiritos , porque ter medo deles?
   O que projeta esse medo em nós?
   A insegurança de não sabermos o que vamos encontrar, o estado de alma em que nos encontramos, são ponto importante para perceber até que ponto é tão grave ver espiritos!


- Será racional temerem-se os lugares assombrados pelos Espíritos?
- Não. Os Espíritos que freqüentam certos lugares, produzindo neles desordens, antes querem divertir-se à custa da credulidade e da poltronaria dos homens, do que lhes fazer mal. Aliás, deveis lembrar-vos de que em toda parte há Espíritos e de que, assim, onde quer que estejais, os tereis ao vosso lado, ainda mesmo nas mais tranqüilas habitações. Quase sempre, eles só assombram certas casas, porque encontram ensejo de manifestarem suas presenças.
O Livro dos Médiuns - 2ª. Parte, cap. IX, item 132, pergunta 12ª.
 


Medo dos Espíritos

É dos tormentos humanos um dos mais antigos, a estrutura do medo que perturba multidões.

Filho da ignorância, apóia-se na insegurança que, gradualmente, lhe dá nutrientes perfeitos para infelicitar indefinidamente.

Embora o medo esteja presente em todos os campos de atividade humana, é super expressivo quando se refere aos seres que já se desalojaram do corpo carnal. O medo dos mortos, ou dos Espíritos, chega às raias do desespero ou da loucura, sem que os portadores dessa anomalia atentem para a necessidade de mudança ou se animem para se impor o devido controle.

*

No círculo da crença espiritual, surge o que se convencionou chamar de lugares assombrados, porque neles os Espíritos aparecem, impressionando as mentes de um grande número de pessoas, que são as que mais padecem com o medo, do qual não se conseguem libertar.

Urge raciocine o individuo, verificando que os encarnados é que são minoria no mundo, onde os desencarnados vivem em multiplicada vantagem. O número de Espíritos livres do corpo, que vibram na psicosfera planetária, é quase cinco vezes maior, indicando que o número de seres invisíveis no Mais Além é quase o quíntuplo dos que estão estagiando no corpo biológico. Por que, então, o medo, se onde quer que esteja o homem, aí estará nos contatos, conscientes ou não, com uma verdadeira multidão de desencarnados?

As dimensões do mundo invisível interpenetram as do mundo material, como a água na esponja, influenciando-se reciprocamente, uma vez que os seres que estão no corpo denso vieram do campo diáfano e os que nesse se acham, dentro de algum tempo, nas brumas terrestres estarão.

Quem são, pois, os Espíritos, senão os homens sem o corpo denso de matéria grosseira? Quem são os homens, senão os Espíritos vestidos no escafandro de carne, do qual se despegarão dentro de maior ou de menor tempo?

Medo, por quê? Na vasta Casa do Pai, todos somos irmãos, necessitando uns dos outros para que todos logremos a palma de ventura que hemos de alcançar quando superarmos as limitações infelizes que ainda nos caracterizam o íntimo.

*

A superstição tem contribuído com sua quota de barbaridades para a manutenção do medo. A irreflexão tem dado a sua oferta para a exploração do misterioso, que não é mais do que aquilo que se acha na sombra do desconhecido para cada ser.

O Espiritismo, que é a doutrina da lucidez e da liberdade real, oferece o seu contributo valioso para o aclaramento de tudo, retirando os indivíduos das valas do pavor injustificado.

Areja a tua mente com estudos sérios sobre aquilo que desconheças e que te faça falta à elucidação.

Ilumina o teu entendimento com a luz de amadurecidas meditações, a fim de que o teu conhecimento das questões da alma não se perca nas superficialidades que geram insegurança.

Deixa-te penetrar pela alegria de participares da inumerável prole do Criador, herdeiro das imensuráveis riquezas que vibram em todo o Cosmo.

Alija do teu caminho tudo o que ressume superstição, pois o verdadeiro espírita, que é, a seu turno, o verdadeiro cristão, sabe que Jesus é o Senhor dos Espíritos, como o nomearam seus companheiros, pela autoridade moral de que se revestia, pela grandeza da sua vida, uma vez que se mantinha em permanente estado de comunhão com o Pai.

Comunga também tu com a verdade que liberta e afasta-te das ruelas aparvalhantes do medo, aprendendo a te identificares com todos os Espíritos que, como tu mesmo, marcham para o Grande Amanhã da própria redenção, no seio de Deus.

Tu és também Espírito. Vive dessa realidade e deixa que a vida perene, que estua em ti, exteriorize as bênçãos de coragem e entendimento para os que seguem contigo para a paz do futuro.

Muita paz
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: eternaaprendiz em 01 de Março de 2011, 22:11
olá irmão  Victor Passos ! Muito boa
explanação sobre "o medo ver espiritos"
"As materializações consolam, confortam, renovam o homem, abrem-lhe perspectivas novas ao pensamento, demonstrando de maneira concreta a continuidade da vida após a morte. "
Paz e Luz!
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Lucian@ em 01 de Março de 2011, 23:27


Muito bom e esclarecedor esse tópico
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 02 de Março de 2011, 09:38
Ola bons Amigos
Muita paz

    Na verdade  o medo  nos faz ver os espiritos mais depressa..Mas pode -se conjugar esse medo , a fraquezas que tenhamos e isso acontece também com quem vai ao Centro espirita ou não quer ir, o medo do que vão achar, ou que lhes descobram o interior..

vejamos o que diz Kardec;

CAPITULO VI

MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 36 - Item 100 (itens 19 a 30) - Perguntas sobre as Aparições

        Na seqüência de nossos estudos, percebemos que Allan Kardec trata das questões referentes à visão de Espíritos, sempre de forma objetiva, clara e científica, Vamos analisá-las, então.

19ª A visão dos Espíritos ocorre no estado normal ou somente durante o êxtase?

— Pode ocorrer em condições perfeitamente normais. Entretanto, as pessoas que os vêem estão quase sempre num estado especial, próximo do êxtase, estado que lhes dá uma espécie de dupla vista.(Ver O Livro dos Espíritos, n. 447).

20ª Os que vêem os Espíritos o fazem com os olhos?

— Assim o julgam; mas, na realidade, é a alma quem vê e a prova é que podem ver com os olhos.

21ª Como pode o Espírito tornar-se visível?

— O princípio é o mesmo de todas as manifestações, reside nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito.

22ª Pode o Espírito propriamente dito fazer-se visível, ou só o pode com o auxílio do perispírito?

— No estado material em que vos achais, só com o auxílio de seus invólucros semimateriais podem os Espíritos manifestar-se. Esse invólucro é o intermediário por meio do qual eles atuam sobre os vossos sentidos. Sob esse envoltório é que aparecem, às vezes, com uma forma humana, ou com outra qualquer, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, assim em plena luz, como na obscuridade.

23ª Poderíamos dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?

—Condensação não é o termo. Essa palavra apenas pode ser usada para estabelecer uma comparação, que vos faculte compreender o fenômeno, porquanto não há realmente condensação. Pela combinação dos fluidos, o perispírito toma uma disposição especial, sem analogia para vós outros, disposição que o torna perceptível.

24ª Os Espíritos que aparecem são sempre inacessíveis ao tato e não podemos pegá-los?

— No estado normal de espíritos não podemos pegá-los, como não pegamos sonhos. Entretanto, podem impressionar nosso tato e deixar sinais de sua presença. Podem mesmo, em alguns casos, tornar-se momentaneamente tangíveis, o que prova a existência de matéria entre vós e eles.

25ª Todos são aptos a ver os Espíritos?

—Durante o sono, todos; em estado de vigília, não. Durante o sono, a alma vê sem intermediário; no estado de vigília, acha-se sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos. Daí não serem totalmente idênticas as condições nos dois casos.

26ª Como podemos ver os Espíritos em estado de vigília?

—Depende da organização física. Reside na maior ou menor facilidade do fluido do vidente de se combinar com o do Espírito. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha aptidão para vê-lo.

a) Pode essa faculdade desenvolver-se pelo exercício?

—Pode, como todas as outras faculdades; mas, pertence ao número daquelas cujo desenvolvimento natural é melhor que o provocado, quando corremos o risco de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não pertence às condições normais do homem.

27ª Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?

—Isso algumas vezes é possível, porém, muito raramente. A aparição é quase sempre espontânea. Para provocá-la é necessário que se possua uma faculdade especial.

28ª Podem os Espíritos tornar-se visíveis sob outra aparência que não a da forma humana?

—A humana é a forma normal. O Espírito pode variar-lhe a aparência, mas sempre com o tipo humano.

a) Não podem manifestar-se sob a forma de chama?

—Podem produzir chamas, clarões, como todos os outros efeitos, para atestar sua presença; mas, não são os próprios Espíritos que assim aparecem. A chama não passa muitas vezes de uma miragem ou de uma emanação do perispírito. Em todo caso é somente uma parte do perispírito, que só aparece inteiramente nas visões.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: davide1 em 02 de Março de 2011, 11:50
Boas, realmente desde que conheci a doutrina espirita, perdi muito do medo que tinha dos espiritos desencarnados, muito por culpa da educação catolica a que fui sujeito, finalmente compreêndo basicamente a relação entre os todos os espiritos, mas mesmo assim quando cai a noite, por vezes ainda sinto um pouco de medo, nao sei a razão para tal, mas se calhar pouco a pouco deixarei de sentir esta sensação de algum medo em certas situações, um abraço para todos.
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 02 de Março de 2011, 16:25
Ola Amigo Davide
Muita paz

   Somos vizinhos, sou de Viana do Castelo , e meu filho estuda aí em Barcelos no Intituto.

  Amigo esse medo , vem geralmente da falta de confiança em nós , em algumn desconhecimento do processo espiritual, quanto mais o Amigo entrar pelo estudo na perceção dos fenomenos e da sua mediunidade,sabendo educa-la mais facilmente perceberá que além de nós sermos espiritos como eles, temos que apenas mudar essa ostura de ansiedade em relação ao escuro, noite, porque os espiritos estão presentes de dia e noite.
    A alteração moral também ajuda e com aprendizado do funcionamento da mediunidade acabará por ver com normalidade tudo que se lhe apresente.

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: davide1 em 03 de Março de 2011, 10:41
Boas, muito obrigado pelas suas palavras Victor, um abraço...
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Diegas em 03 de Março de 2011, 12:31
Olá.


Confesso que 'morro' de medo ao ver espiritos encarnados. Mas só destes.

Medo de espiritos desencarnados ???

Assusta-me (do verbo boquiaberto) quem alega ter medo de 'assombrações' e/ou de seus equivalentes e derivados.

E isto por dois breves motivos:


1- Terão de dominar a minha mente/vontade (o que não será uma tarefa muito facilitada por mim. No minimo terão de fazer um curso de capoeira, judô ou qualquer outra arte marcial.

2- Teria de haver uma boa razão para que se dessem ao trabalho de me prejudicar. Evidentemente, não desconheço que há no mundo espiritual individuos mauzinhos, tal como os que vemos por aqui no nosso dia-a-dia, que praticam a gratuidade maldosa, por caridade ou prazer diabólico.

Não é da lei que 'a cada um será dado conforme as obras' ?

... (pausa para a reflexão)


Por que eu temeria um espirituzinho, num grau acima ou abaixo do meu porte espiritual, e isto somente por encontrar-se em outra dimensão/plano ?

... (outra pausa)

--------------------------------------------

As trevas tem parte com a luz ?

Que eu saiba, quando chega a luz as trevas naturalmente desaparecem. Então, se vc senhorita ou senhorito quer ver-se livre de qualquer urubu, trate de praticar a reforma intima, 'Ame ao proximo como a si mesmo e a Deus acima de tudo'

Desta forma estara de bem com tudo e com todos, livre de todos os medos.



Obs: Não sirvo de modelo para nada, tenho vários inimigos. O modelo a seguir é Jesus.

OK ?



Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 03 de Março de 2011, 14:44
Ola muita paz e harmonia
Amigo Diegas

   Acredito que não tenha medo de espiritos, como eu também não tenho.
   O problema é que todos somos espiritos  com personalidades diferentes e capacidades diferentes o que justifica uns terem medo e outros não.
   Quem é conhecedor da Doutrina Espirita ou tem alguma leitura acerca da tematica, consegue perceber melhor que não é preciso ter medo, porém muitos Irmãos com falta de conhecimento , enfrentam neuroses, fobias,desiquilibrios constantes, uma porque comnseguem ver os espiritos , ficam receosos e ainda reforçando esse problema não dizem a ninguém com receio de lhes chamarem bruxos.
 Outros porém fecham-se pelo medo que enfrentam e são assolados pela obsessão e porquê, porque o medo é um dos pontos vitais para que um espirito possa ser envolvido na teia de seus objetivos tiranizadores pela obsessão.
Não é preciso artes marciais para defender-se dos espiritos, mas amor e respeito por eles.
As emoções que traçam o medo , são complexas e vão da simples ansiedade à loucura.
Devemos respeito a esses Irmãos e quando tivermos conhecimento de alguém nessa situação a melhor forma de ajudar é encaminhar para um Centro Espirita .
Não nos podemos arborar que não retemos medo, porque para cairmos e sermos presa facil para eles é num instante.
 O Orai e Vigiai prima pela necessidade constante e a mudança moral é necessaria .
Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: pati em 04 de Março de 2011, 21:12
Bons dias a todos!

Victor, obrigada pelos esclarecimentos. Os textos são bem elucidativos.
Abraços
pati

Estejamos emDeus
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 06 de Março de 2011, 11:51
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

QUEM TEM MEDO DOS ESPÍRITOS

Richard Simonetti


Os Espíritos revestidos dos seus corpos materiais constituem a Humanidade ou mundo corporal visível; despojados desses corpos, formam o mundo espiritual ou invisível,que enche o espaço e no meio do qual vivemos sem disso desconfiarmos,como vivemos no mundo dos infinitamente pequenos, do qual não suspeitávamos antes da invenção do microscópio.
Os Espíritos não são, pois, entes abstratos, vagos e indefinidos, mas seres concretos e circunscritos, aos quais só falta a faculdade de serem vistos, para que se assemelham aos homens; donde se segue que se, num dado momento, pudesse ser levantado o véu que nô-los esconde, eles formariam uma população ao nosso derredor.

Allan Kardec, em “O Principiante Espírita”

MEDO DA PRÓPRIA ESPÉCIE

Durante anos vimos comentando ”O Livro dos Espíritos” nas reuniões públicas do Centro Espírita ”Amor e Caridade”,em Bauru.
Procuramos, até mesmo em face de nossas limitações para vôos mais altos, enfatizar os temas que dizem respeito ao cotidiano, lembrando episódios pitorescos e experiências edificantes que enriqueçam a narrativa.
Dessa incursão pela obra maior da Doutrina Espírita vieram a lume dois livros:
”A Constituição Divina”, que aborda as Leis Morais, na terceira parte.
”Um Jeito de Ser Feliz”, relativo às Esperanças e Consolações,  na quarta parte.
Submetemos agora à sua apreciação, amigo leitor, comentários em torno da segunda parte, enfocando ”Do Mundo Espírita e dos Espíritos”.
Freqüentemente nosso prezado companheiro Sebastião Carlos Gomes de Barras, que preside aquelas reuniões, anuncia o estudo explicando que ”O Livro dos Espíritos” é o nosso livro.
Essa observação é pertinente, porquanto muita gente tem medo de tudo o que diz respeito aos Espíritos, sem compreender que todos o somos, com a diferença de que estamos usando
um escafandro - o corpo físico -pára transitar pela matéria densa.
Ao tratar da origem e natureza dos Espíritos e do Mundo Espiritual, Allan Kardec formulou perguntas aos mentores que o assistiam, cujas respostas sintetizam tratados sobre o assunto.
Ali temos raciocínios claros e objetivos que nos permitem superar esse medo irracional de seres de nossa própria espécie, apenas porque não estão revestidos de carne.
Detivemo-nos em torno dos seis primeiros capítulos da segunda parte, aproveitando as questões que nos pareceram mais representativas, com modestos subsídios para apreciação atual desse insuperável compêndio de sabedoria que é a O Livro dos Espíritos.

Muita paz e harmonia
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Doniztti em 06 de Março de 2011, 14:06
Bom dia ,que bom que existem pessoas esclarecidas,para esplanar de forma simples e que literalmente nos explica tal assunto. Parabens.
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 07 de Março de 2011, 18:41
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Mas, afinal, como vencer a depressão e o medo?

Vamos lá, anote aí:

Nenhum(a) médium, espírita ou não, pode curar quem quer que seja. Qualquer um(a) que se aventure a recomendar banhos, benzeduras, "trabalhos", água fluidificada, passes e outras coisitas más, naturais das extravagâncias doutrinárias; não passa de embusteiro e irresponsável, que pratica a venda ilícita de bens espirituais, para receber dinheiro ou moedas deploráveis, cunhadas com o ouro tolo do aplauso das pessoas crédulas e incautas.

Apresentando-se algum dos sintomas característicos do estresse, da ansiedade, do medo ou da depressão, o caminho correto para a cura é o do consultório psicológico ou psiquiátrico. Até mesmo ao médico clinico só se deve ir quando encaminhado por um profissional da área da medicina comportamental: Psicólogo ou Psiquiatra.

Nesses casos, o papel do(a) médium deve ser o de auxiliar da terapia, através das palavras de bom ânimo e orientações acerca das questões espirituais, bem como outro esclarecimento sobre comportamento social que se fizer necessário. Pode, no entanto, aconselhar que o(a) paciente, além do tratamento médico, participe regularmente das reuniões doutrinárias, propiciando-lhe conhecer as verdades eternas do espírito.

Falar nisso, anote aí, também:

Espírito encarnado, ou Alma, é aquele que temporariamente utiliza o veículo físico para aprimorar-se moralmente, através das reencarnações. Assim, você pode chamar alguém de alma ou de espírito encarnado. Dá no mesmo.

Quando o espírito se retira do corpo físico, pela morte deste, você pode chamá-lo de espírito ou de espírito desencarnado. Também dá no mesmo.

Você não tem espírito, você é um Espírito. Portanto, não diga "meu espírito", diga "eu, espírito". E você, espírito, é eterno, imortal! Beleza, né?

Dois espíritos não podem habitar o mesmo corpo físico. Aí, você fica sabendo que não existem "incorporação" e "possessão". Se tranqüilize, pois. O corpo é todinho seu. E só você é quem manda nele e pode dispor dele. Mas, cuidado com os seus pensamentos, suas atitudes e sua conduta, porquanto estarão vinculados a espíritos afins: bons ou maus. Você é quem escolhe a companhia que mais lhe agrada.

Com a morte do corpo físico, o espírito retorna ao seu mundo "normal", que é o plano espiritual (o mundo físico poderia até deixar de existir, porque como seres etéreos podemos povoar as dimensões extracorpóreas). Portanto, quando um ente querido desencarna, apenas, perdemo-lo de vista, momentaneamente. Ele continua vivinho da silva! Podendo, até, comunicar-se conosco, através de um(a) médium. Lembre-se dele sempre com alegria. Porque, mais cedo ou mais tarde, você irá encontrá-lo. Uma prece amorosa, certamente, irá agradá-lo muito.

Sabendo que a morte é apenas um fenômeno do corpo material, e que não irá solucionar qualquer problema, você já sabe, também, que desejar morrer ou cometer suicídio é mera infantilidade, agravando ainda mais a situação. O Gonzaguinha tinha razão ao cantar: "A vida podia ser bem melhor. E será! Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita, e é bonita!”.

Agora, vamos ao feijão-com-arroz, do dia a dia:

Para se gostar verdadeiramente de alguém, é preciso, primeiro, gostar de si mesmo. A tristeza causada por rompimento de uma relação amorosa é sempre chata. Mas não podemos condicionar a nossa felicidade à presença de alguém que não nos ama. É bem melhor uma boa separação do que uma má convivência. Mesmo porque, o que não falta é quem nos queira bem. Vamos em frente, que atrás vem gente!

Ah, já ia esquecendo, vamos acabar com essa estória de ciúme doentio. Quando amamos alguém, devemos compartir a felicidade. Esqueçamos, de uma vez por todas, essa mania equivocada de posse. Cada um é dono do seu nariz. Nem mesmo com a desencarnação, perdemos a nossa individualidade. O relacionamento a dois deve ser alimentado com amor, carinho, tolerância, diálogo sincero e fraterno, amparo mútuo e, até mesmo, renúncia em favor do ser amado. Construir juntos deve ser a meta!

Quando falta dinheiro, o bicho pega! Ninguém se lembra de usar a criatividade ou de simplificar a vida. Ou de aproveitar, da melhor maneira, o que se tem ou o que se pode ter. Irrita-se. Fica-se de mau humor. Impacienta-se. Todavia, ninguém procura adequar o consumo ao orçamento. Se não pode ter o que deseja, valorize o que tem. Dias melhores virão!

Realmente, com essa alta taxa de desemprego, muita gente tem medo de demissão. No entanto, mesmo achando que está ganhando abaixo do que merece, o ideal é ser sempre dedicado(a) no trabalho, isto é, gostar do que faz. Cordialidade, educação, bom humor, solidariedade e responsabilidade não fazem mal a ninguém. Abrem, até, portas. Benfazejas, é claro!

Nada de desânimo ou de falta de confiança ao procurar emprego. Está difícil mas não impossível! Acorda-se bem disposto(a). Faz-se uma prece sincera. Toma-se um bom banho. Veste-se uma roupa simples mas de acordo com a função desejada. Força de vontade e perseverança, na frente! Nada de afirmar que o dia começou mal só porque não conseguiu na primeira tentativa. Se não der num dia, tenta-se em outro, mais outro, mais outro... Para quem luta, a vitória é sempre certa.

Apagar da tela mental, definitivamente, o medo, os pensamentos negativos e o hábito de criticar. Discriminar ou depreciar os outros, nem pensar! Ninguém suporta, por muito tempo, uma pessoa antipática e intolerante.

O egoísmo, o orgulho e a vaidade são que nem areia movediça, quem cai nela só faz afundar. Dizem que carroça vazia quanto mais vazia, mais barulho faz.

Atualizar-se. Boa música. Bom lazer. Assistir, ler ou ouvir os jornais. Bons livros. Um bate papo saudável.

Aliás, quem gosta de falar muito, deve ler muito e aprender muito, para se não tornar motivo de censura.

Um antídoto maravilhoso contra o veneno da solidão é o trabalho voluntário, em uma das incontáveis instituições que amenizam as desventuras dos irmãos aflitos.

Toda e qualquer doença é um tanto quanto traumática. Entretanto, enfrentá-la com altivez e fé ajuda, e muito, a suportá-la e auxilia no tratamento. Segundo estudos médicos atuais, o bom humor e a alegria têm sido um reforço inolvidável na cura das enfermidades.

No mais, é ser sempre uma pessoa agradável, sorridente, fraternal e alegre. Confiante na misericórdia infinita do nosso Pai Celestial.

Nenhum problema é insolúvel. E mal nenhum é eterno. Eterno só o é o nosso existir, rumo à felicidade perene.

Esperamos que o nosso comentário possa, de alguma forma, pelo menos, confortar o seu coração generoso e florir a sua estrada evolutiva.

Permaneçamos todos, na paz de Jesus, alívio de nossas dores e alimento divino de nossas almas.

Deus o(a) abençoe.
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Nielson em 07 de Março de 2011, 19:02
Não é somente pelo ver espíritos. O máximo que aconteceria era eu me chocar com o que visse.

O ruim é a sensação mesmo sem ver espíritos, aquele arrepio que sobe dos pelos dos dedos do pé até os últimos fios de cabelo.
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 07 de Março de 2011, 19:25
Ola muita paz e harmonia
Amigo Nielson

  Essa sensação é reflexo da falta de confiança e ao mesmo tempo tempo medo de não saber o que vai ter pela frente...
  Sabe a maior parte desse medo é de termos receio que nos descubram interiormente, como sabe nós somos transparentes para eles..


abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Nielson em 08 de Março de 2011, 01:21
Caro Victor,

Você está coberto de razão!

Preciso trabalhar isso em mim.

Abraço!!!
Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 08 de Março de 2011, 12:18
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Nielson


Perante Nós Mesmos


Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira


          Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

          Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.

          Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem

          profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

          A exploração da fé anula os bons sentimentos.

          Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos

          companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

          O Espiritismo é caminho libertador.

          Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

          O afastamento do dever é deserção.

          Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

          Palavra empenhada, lei no coração.

          Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

          O espírita está informado de que o acaso não existe.

          Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.

          O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.

          "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos." - Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)


Título: Re: Medo de ver espíritos
Enviado por: Victor Passos em 09 de Março de 2011, 10:46
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

CONTATOS IMEDIATOS

Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?
’É fora de dúvida que têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos
material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E isso o que assinala a diferença’entre os mundos que temos de percorrer, porquanto
muitas moradas há na casa de nosso Pai, sendo, conseguintemente, de muitos graus essas moradas(....)
Questão n 181
Em minhas fantasias de adolescente sempre alimentei o desejo de um contato imediato de terceiro grau, o encontro entre homens da Terra e seres de outros mundos.
Influenciado por tendências da ficção científica, imaginava-os monstruosos e mal intencionados.Com o tempo aprendi que, embora de morfologia diferente, compatível com o meio em que vivem, os alienígenas não seriam necessariamente assustadores.
Como o demonstra a própria espécie humana, a evolução anímica implica num aprimoramento da estrutura física, observados padrões de proporcionalidade, estética e funcionalidade, que são universais.
Quanto às suas intenções, nunca seriam belicosas.
Se suficientemente inteligentes para desenvolver requintes de tecnologia que os habilitem a excursionar pelo cosmos, impossível não terem definido e assimilado plenamente as leis divinas que regem a evolução moral dos
filhos de Deus. Dispondo-se a cumpri-las, por mero exercício de bom senso que caracteriza as inteligências amadurecidas, jamais agiriam com agressividade.
Raciocino em torno de conjecturas, porquanto, embora possível é improvável a presença de alienígenas pilotando naves espaciais, como os decantados discos voadores.
Considere-se, em princípio, que está sobejamente demonstrada a impossibilidade de vida material em nosso sistema solar. Os planetas Vênus e Mercúrio são muito quentes; os demais, muito frios.
Marte, que seria uma exceção, foi exaustivamente pesquisado pelas sondas espaciais norte-americanas, da série Mariner, constatando-se sua esterilidade.
Ressalte-se que esse planeta, como os demais de nosso sistema e os incontáveis mundos que pululam no Universo, são habitados por comunidades espirituais, atendendo a imperativos evolutivos. Onde haja possibilidade e necessidade, à semelhança da Terra, funciona a reencarnação, ensejando experiências em corpos de matéria densa.
Bem, se reais, não viriam os discos voadores de outros sistemas planetários?
Aqui, entre incontáveis dificuldades, uma crucial: a distância.
A estrela que se situa mais perto da Terra é ”Próxima Centauro”. Está a 41 trilhões de quilômetros. A nave espacial Apoio, que levou os primeiros astronautas à Lua, viajando à velocidade de 40 mil quilômetros horários, levaria perto de cento e vinte mil anos para percorrer essa distância.
Suponhamos que habitantes de imaginário planeta, na órbita daquela estrela, construíssem engenhos capazes de desenvolver a rapidez vertiginosa da luz, que é a velocidade limite do Universo, segundo Einstein (300 mil quilômetros por segundo). Ainda assim demandariam 4,3 anos para chegar à Terra. Um estágio aqui, mais o tempo de retorno, totalizaria aproximadamente 10 anos.
Mesmo que fossem superados os problemas decorrentes de tão longa permanência na nave, ainda há a perturbadora questão do tempo. E que, segundo o mesmo Einstein, ele fluirá mais lentamente na nave espacial.
É como se os viajantes entrassem numa prodigiosa máquina, capaz de projetá-los num futuro remoto.Fácil perceber os transtornos que isso ocasionaria, principalmente em relação a familiares e amigos.
No filme ”O Planeta dos Macacos”, baseado em romance de Pierre Boule, enfoca-se essa contingência.
Uma nave espacial norte-americana atinge a velocidade
da luz. Um acidente a projeta num planeta desconhecido.
O astronauta, vivido por Charlton Heston, vê-se às voltas com grotescos macacos inteligentes. Ao final descobre, estarrecido, que simplesmente voltara à Terra, centenas de anos adiante de seu tempo. Nesse ínterim, após devastadora guerra atômica, uma mutação genérica, provocada por elementos radioativos, dera origem aos estranhos sucessores da raça humana.
Não obstante a Ciência situar como remotíssimas as possibilidades de um contato imediato de terceiro grau, muita gente reporta-se a encontros dessa natureza.
O problema é que essas experiências são sempre nebulosas e ocultas. Não há nada de palpável, de objetivo, de real, como um aparelho acidentado, uma foto
de curta distância, um objeto de uso pessoal do ET.
Esses ”encontros” lembram o que aconteceu comigo há perto de 15 anos, em Bauru, quando esteve na livraria espírita um argentino, procurando por dirigentes da União Municipal Espírita. Informou que era relações públicas de seres extraterrestres, tripulantes de um disco voador, que desejavam conversar com os espíritas.”Pronto! Deixaram aberta a porta do hospício!” foi meu primeiro pensamento.Mas o visitante não tinha aspecto de débil mental.
Bem vestido e falante, exprimia-se em tradicional ”portunhol”, uma mistura de português com espanhol, explicando que o interesse dos ET era decorrente da afinidade de seus princípios com a Doutrina Espírita.
Fazia sentido. Se o Espiritismo enuncia leis divinas, de caráter universal, como Reencarnação, Mediunidade,
Causa e Efeito, fatalmente coletividades mais evoluídas teriam pleno conhecimento delas.
Animei-me. Perguntei quando e onde seria o encontro.
Informou que seria naquela noite, por volta de uma da madrugada, em local distante da cidade.
Assustei-me. E se fosse armadilha de assaltante?
A curiosidade falou mais alto. Aceitei. Não obstante, adiantei que levaria alguns companheiros. Sentia-me mais seguro assim.
com sua aquiescência foram engajados colegas do Banco do Brasil, todos espíritas. Nenhum deles, entretanto, levava jeito para guarda-costas. O Sidney,
franzino; o Nelson, tão magro que seu apelido era ”bacalhau”; o Fabinho justificava em rima o diminutivo: era baixinho.
A solução foi convocar o Lucas, outro colega, simpatizante do Espiritismo. Alto e forte, estava mais para ”Rambo” do que funcionário de banco. Impunha respeito.
Por volta de meia-noite pegamos o argentino no hotel e, em dois automóveis, deixamos a cidade.
Mês de agosto, noite muito fria. Eu, gripado, tossia insistentemente. Mas, tudo bem - valia o sacrifício por ensejo do inusitado encontro.
Fomos em direção a cidade vizinha, Santa Cruz do Rio Pardo. Alguns quilômetros adiante, entramos por uma estrada de terra. Percorremos perto de 300 metros. O argentino mandou parar. Deixamos os automóveis e nos embrenhamos no mato. Nosso guia informou que já estava em contato mental com a nave.
Apontou sinais luminosos no céu.
Não vi nada. Companheiros apontavam:
-Ali, ali...!
Eu, nada.
O porta-voz dos ET comunicou alteração nos planos. Não havia condições para a descida da nave ali.
Era preciso continuar a caminhada. Percorremos mais algumas centenas de metros, entrando num cafezal...
Fiquei preocupado. Estávamos em propriedade alheia. Poderiam nos confundir com malfeitores. Seria difícil explicar a finalidade de nossa presença.
O argentino parou novamente. O encontro seria naquele local. Repetiu-se a cena anterior. Não vi nada.
Companheiros viram. O disco não desceu.
Voltamos a caminhar. Tudo igual. O homem não desistia. Nem nós. Estávamos todos excitados, em ansiosa expectativa.
Assim passaram-se duas horas, de idas e vindas, caçadores de luzes tremeluzentes no céu. Até que, batendo os queixos de frio, segurei o Fabinho, enquanto os outros se afastavam e segredei-lhe:
- Somos um bando de patetas seguindo um alucinado.
 Vamos voltar!
Ele concordou prontamente. Alcançamos o grupo.
Informamos nossa decisão. O pessoal resolveu ficar.
Voltamos os dois.
No dia seguinte soube que os intrépidos companheiros passaram a noite em andanças, até o raiar do sol, sem consumar o encontro. Mas o argentino queria
tentar novamente, afirmando que naquela noite não haveria problema.
Por uma dessas idiossincrasias do comportamento humano, mais misteriosas que os próprios discos voadores, repetiram a experiência. E foi mais uma noite de andanças, até perceberem que o homem era doido mesmo.
Desde então, quando ouço falar em contatos imediatos de terceiro grau, pergunto-me se não seriam meras alucinações visuais e auditivas.
Ressalte-se que há possibilidade de manifestações mediúnicas envolvendo Espíritos desencarnados, habitantes de outros planetas. Em estágios avançados de evolução não há para eles barreiras relacionadas com espaço e tempo. Locomovem-se com a velocidade do pensamento. O próprio Kardec relata contatos mediúnicos dessa natureza.
Mesmo assim é preciso cuidado na apreciação dessas experiências, principalmente quando relatadas por curiosos que se propõem a evocar extraterrestres em locais ermos, sem nenhum conhecimento a respeito do intercâmbio com o além, sem compreender que há mistificadores desencarnados dispostos a alimentar nossas fantasias.

Richard Simonetti
Muita paz