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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 02 de Janeiro de 2013, 19:08

Título: As duas estradas e as duas portas
Enviado por: macili em 02 de Janeiro de 2013, 19:08
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As duas estradas e as duas portas
(Mateus, VII, 13-14).




Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçosa é a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; porque estreita é a porta e apertada a estrada que conduz à vida e poucos são os que acertam com ela.


. Cairbar Schutel


Duas são as estradas que se apresentam aos homens; a da evolução e a da degradação. Também são duas as portas que se abrem à pobre criatura humana: a porta da vida e a porta da morte.

Aqueles que caminham pela estrada da evolução, hão de forçosamente, passar pela porta estreita que conduz à vida. Os que descem o declive da degradação, hão de atravessar a porta larga para viverem na morte! Há vida na VIDA e há vida na MORTE! Na vida da Terra há morte, na vida do espaço a vida venceu a morte.

A estrada da evolução é apertada, poucos são os que acertam com ela, mas grande é o número dos que não querem acertar, pois ouviram dizer que ela é apertada. A estrada da degradação é larga, muitos são os que por ela passam e dela não querem sair, por ser espaçosa e facultar-lhes uma série considerável de diversões.

A estrada do progresso vê-se com os olhos da alma, e a alma a deseja ardentemente, para a aquisição de seus destinos felizes; a da degradação proporciona no presente os gozos efêmeros do mundo e o homem material por ela caminha preso a essas delícias perecíveis.

A estrada do progresso, por ser apertada, exige conhecimentos, reclama atenção, critério, raciocínio, para que não se decline para a direita ou para a esquerda. A estrada da degradação é guarnecida de todos os atrativos, festejada com todas as músicas: nela, os cinco sentidos humanos se fascinam, embriagam-se pelas sensações exteriores, aniquilando o Espírito que fala à consciência, adormecendo a alma que deixa de agitar a razão.

Para subir-se pela estrada da evolução e entrar-se pela porta do progresso, é preciso prudência, fortaleza, temperança, retidão, fé, esperança e caridade. Por isso: Estreita é a Porta e Apertado é o Caminho que conduz a Vida, e poucos são os que acertam com ela.

A estrada da degradação é a porta da soberba, da avareza, da luxúria, da ira, do ódio, da gula, da preguiça, da inveja, de que o mundo está cheio: eis porque: Larga é a Porta e Espaçosa é a Estrada que conduz à Perdição e muitos são os que por ela entram.

Entrai pela Porta Estreita porque é a que dá entrada à Vida Eterna.




(Cairbar Schutel)
Título: Re: As duas estradas e as duas portas
Enviado por: silvia mari em 09 de Janeiro de 2013, 02:36
Obrigada por esta mensagem tão linda!

Que a oaz de Jesus esteja com todos!
Título: Re: As duas estradas e as duas portas
Enviado por: macili em 11 de Janeiro de 2013, 21:56
Boa noite queridos Irmãos e Irmãs...

Olá Silvia, eu é que agradeço a gentileza de seu comentário...

Possamos nos esmerar em bem escolher a nossa melhor estrada e a nossa melhor porta .
Apliquemos sempre o "Orai e Vigiai" em nossos atos e pensamentos.


Vibrações de luz e de paz!





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A porta estreita


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Em certo trecho do Evangelho, Jesus afirma ser estreita a porta que conduz à salvação e que poucos a encontram.

Uma leitura apressada dessa passagem poderia conduzir à conclusão de que a ampla maioria da Humanidade fatalmente sucumbirá, vítima de seus equívocos.

Entretanto, é necessário ponderar que Jesus também disse que nenhuma de Suas ovelhas se perderia.

Conjugando-se essas duas passagens, conclui-se que a obra da própria redenção é trabalhosa, mas todos a realizam.

Trata-se da única conclusão harmoniosa com a existência de um Deus Onipotente, Onisciente e Bondoso.

É incompatível com a bondade de Deus imaginar que Ele tenha criado seres destinados à perdição.

Como Ele tudo sabe e nada O pode surpreender, uma única criatura que se perdesse já colocaria em xeque Sua bondade.

Afinal, no ato da Criação, Deus já saberia o triste destino daquele ser.



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O Espiritismo ensina que todos os Espíritos são criados em estado de simplicidade e ignorância.

Agraciados com os gérmens de todos os dons, devem desenvolvê-los à custa do próprio esforço.

No processo de aprender, equívocos são cometidos e maus hábitos, adquiridos.

Entretanto, as oportunidades de aprendizado e reparação sempre se sucedem.

Quem se dedica seriamente ao aprendizado, realiza-o em breve tempo.

Já os recalcitrantes são conduzidos por entre dores e decepções.

Toda desgraça causada ao semelhante deve ser reparada.

Todos os vícios precisam ser abandonados.

Compaixão, pureza, lealdade e amor ao trabalho são apenas algumas das virtudes a serem assimiladas ao caráter.

O processo de sua consolidação e vivência constitui obra dos séculos.

Ninguém se torna sábio e bondoso em um repente.



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No entanto, sabedoria e bondade são metas impostas por Deus a todos os Espíritos.

Por se tratarem de desígnios Divinos, eles se cumprem em cada ser, mais cedo ou mais tarde.

Quando o Espírito se harmoniza com as Leis Divinas, ele transcende.

Purificado de todos os vícios e mazelas, parte para novas etapas de sua jornada pelo Infinito.

As dores e as tristezas ficam para trás.

Seu aprendizado continua em corpos mais sutis.

Liberto do apego às coisas materiais, também se distancia das dores que a matéria causa.

A estreiteza da porta a que se refere o Cristo relaciona-se com a dificuldade que o ser enfrenta para libertar-se de suas paixões.

A conquista da sabedoria implica assimilar a real importância de todas as coisas e situações.

Nem desprezo e nem apego, mas sábia utilização.

Dinheiro, alimento, sexo e poder, tudo isso é útil e bom na medida e no contexto certo.



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Na obra da Criação não há nada de intrinsecamente errado ou mau.

O exagero na utilização dos dons da vida é que causa distúrbios.

Os recursos à disposição das criaturas são essencialmente neutros.

Na abundância é necessário usar com sobriedade e partilhar.

Na falta, não se consumir em inveja e recalque.

Em qualquer situação, ser um amante do trabalho e do progresso.

Para bem viver é necessário assumir a postura de dedicado aprendiz.

Qualquer que seja a lição apresentada pela vida, fazê-la de bom grado.

Prestar atenção nas situações que se sucedem, a fim de identificar e corrigir os próprios defeitos.

O burilamento do próprio caráter constitui a tarefa maior de cada ser.

A conquista de virtudes e o abandono dos vícios são deveras trabalhosos.

Mas constituem a porta estreita pela qual todos devem passar rumo à suprema felicidade.

Pense nisso.



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Redação do Momento Espírita.