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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Victor Passos em 14 de Janeiro de 2010, 13:39

Título: Amor e Perdão 14-01-2010
Enviado por: Victor Passos em 14 de Janeiro de 2010, 13:39
Ola bom dia Amigos e muita paz em vossos corações

Amor e Perdão


                "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai." - Paulo. (Filipenses, 4:8.)

          Verdadeiramente amar é nunca ter que perdoar, pois quem ama não se sente agredido por qualquer atitude do outro O amor, dessa forma, perdoa sempre, compreendendo o nível de evolução do outro.

          As agressões que porventura recebamos daqueles a quem mais dedicamos amor e que nos ferem a alma, são oportunidades de testar o nosso sentimento, conhecendo-lhe a natureza.

          Perdoar não é esquecer por esquecer. E compreender e colocar-se no lugar do outro. O amor para existir, diante da agressão a nós por parte de alguém que amamos, deve, antes de tudo, compreender, isto é, colocar-se também como alguém que poderia, nas mesmas circunstâncias, cometer o mesmo equívoco.

          Ser perdoado, diante de nossas faltas para com o próximo, sem que ele nada exija, é oportunidade de aprender com o outro, como amar e viver em paz consigo mesmo.

          A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal indignação não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide, devendo portanto ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos.

          Às vezes, por gostar de alguém de forma exagerada, perdoamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e desculpando quando cabia a repreensão necessária. Perdão não significa conivência com o mal. Atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável.

          Isto não é amor, mas, submissão.

          O exercício do perdão leva-nos à compreensão da qualidade do sentimento que temos para com alguém. Quem perdoa está a um passo do amor ao outro. Sua constância levará o indivíduo ao caminho da compreensão dos atos humanos e das relações interpessoais.

          Nos processos obsessivos, onde os sentimentos se encontram desestabilizados, o perdão é instrumento fundamental para aqueles que ainda não sentiram o amor em seus corações. O perdão da vítima ao algoz, colocados em condições de compartilharem os sentimentos nobres do amor fraternal.

          Se alguém se interpõe em nosso caminho exigindo-nos atitudes contra nossa vontade, o melhor a fazer é seguir adiante, sem sintonizar com imposições descabidas.

          O amor nos coloca entre aqueles aos quais cabe perdoar. O componente da família que conosco se relaciona e com o qual não temos afinidade ou mesmo que sentimos certa aversão, é sempre alguém a quem temos que perdoar e amar em nosso próprio beneficio. Sua presença em nossa vida é oportunidade de aprendizagem do amor e do perdão.

          As atitudes de alguém, que nos merece o perdão, quando não nos sentimos inclinados a dá-lo, se reinterpretadas, nos ensinarão sobre nossas responsabilidades em suas causas.

          Amar é atitude que nos ensina a perdoar a nós próprios. Não nos culpemos em demasia. Assumamos as responsabilidades sobre nossos atos, sem receio dos processos educativos que enfrentaremos. Antes do efeito que sucede à causa, há a misericórdia divina em favor de todos nós. Ela é o amor de Deus intercedendo em nosso favor.

          A compreensão dos atos humanos requer percepção de nós mesmos.

          Nada nem ninguém age fora dos limites de Deus. Ele é amor para sempre.

          Perdoar setenta vezes sete vezes cada tipo de falta cometida é exercício para a instalação do amor em definitivo em nós.

          Necessitar do perdão divino para nossas faltas é assumir antecipadamente a culpa. O perdão esperado é alcançado com o trabalho redentor em favor de si mesmo e da vida, amando sempre e construindo um mundo melhor.

Márcio Boaventura
Título: Re: Amor e Perdão 14 / 01 / 2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 14 de Janeiro de 2010, 17:22
***Boa tarde amigo.


Instante Divino


Não deixes passar, desapercebido, o teu divino instante de ajudar.

Surge, várias vezes nos sessenta minutos de cada hora, concitando-te ao enriquecimento de ti mesmo.

Repara, vigilante.

Aqui, é o amigo que espera por uma frase de consolo. Ali, é alguém que te roga insignificante favor.

Além, é um companheiro exausto no terreno árido das provas, na expectativa de um gesto de solidariedade.

Acolá, é um coração dorido que te pede algumas páginas de esperança. Mais além, é um velhinho que sofre e a quem um simples sorriso teu pode reanimar.

Agora, é um livro edificante que podes emprestar ao irmão de luta. Depois, é o auxílio eficiente com que será possível o socorro ao próximo necessitado.

Não te faças desatento.

Não longe de tua mesa, há quem suspire por um caldo reconfortante. E, enquanto te cobres, feliz, há quem padeça frio e nudez, em aflitiva expectação.

As horas voam.

Não te detenhas.

Num simples momento, é possível fazer muito.

Ao teu lado, a multidão das necessidades alheias espera por teu braço, por tua palavra, por tua compreensão...

Vale-te, pois, do instante que foge e semeia bênçãos para que o mundo não se empobreça de miséria e, em se fazendo hoje mais rico de amor, possa fazer-te, amanhã, mais rico de luz.

* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Relicário de Luz.
Ditado pelo Espírito José de Castro.
4a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1995.
Título: Re: Amor e Perdão 14 / 01 / 2010
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 14 de Janeiro de 2010, 22:52
Amei o texto sobre Amor e Perdão. Abriu uma bela reflexão...

Obrigada!
Título: Re: Amor e Perdão 14 / 01 / 2010
Enviado por: mecame em 15 de Janeiro de 2010, 00:22
Perdoai os nossa dívidas assim como perdoamos a quem no tem ofendido. É natural que nós seres humanos nos sintamos ofendidos por uma atitude de algum outro ser humano. Um ser ladrão e violento pode ferir e roubar alguém que a gente tanto ama. Não pensemos em perdão apenas para aqueles que amamos ou que de certa forma convivem conosco no trabalho, na faculdade, na amizade ou na família. Pensemos também nos nossos irmãos perdidos nos caminhos do desamor e da crueldade, que roubam, ferem , maldizem e matam. Estes também são nossos irmaõs. São espíritos necessitados de evolução. E eles nos fazem mal. Eles tem tirado a vida de muitas mães deixando filhos desconsolados, tirando vida de pais, de irmãos, de esposas, de filhos. Eles tiram muitas vezes a nossa maior alegria que é a vida de quem amamos. E muitas vezes fazem isso de uma forma muto dolorida. Imagina o que é um pai olhar para a cara do estrupador que abusou e matou a facadas a sua própria filha? Ou o filho olhar para o assassino que matou o seu próprio pai espancado até a morte física? Essas situações são reais e é aí que entra a dor de se ter sabedora e amor suficiente à evolução do espírito agressor, vendo-o como o seu irmão e sabendo que como você ele necessita evoluir. As palavras são lindas, mas as atitudes são dolorosas. Seu texto é lindo, irmãozinho  Victor Passos, mas sabemos que perdoar exige verdadeiro amor e sabedoria e te garanto que poucos são capazes de verdadeiramente perdoar, porque perdoar é um ato de amor e não de respeito à doutrina ou ao aconselhamento de nosso amado Cristo Jesus que amou como nenhum outro amou até os dias de hoje. A paz de Cristo.
Título: Re: Amor e Perdão 14 / 01 / 2010
Enviado por: Victor Passos em 15 de Janeiro de 2010, 19:41
Ola muita paz Amigo Mecame
Muita paz

Com Amor


Livro: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


          "E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.)

          Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.

          Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.

          O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.

          O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.

          Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.

          A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.

          A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.

          Mas, como amaremos no serviço diário?

          Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.

          Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.

          Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.

          Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.