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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 06 de Junho de 2015, 03:33

Título: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: macili em 06 de Junho de 2015, 03:33
(http://www.novidadediaria.com.br/wp-content/gallery/albert-einstein/albert-einstein-10.jpg)



Albert Einstein - 60 anos de desencarnação

A Lei do Progresso faculta a todos os espíritos alcançar níveis gradativos de
intelectualidade e de virtudes.

Orson Peter Carrara
orsonpeter92@gmail.com
01/06/2015/font]



Figura sempre lembrada e citada, Albert Einstein foi, como se sabe, um físico teórico alemão, nascido em 14 de março de 1879, que desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral, um dos pilares da Física Moderna, revolucionando os estudos nessa área. Sua desencarnação ocorreu no dia 18 de abril de 1955, aos 76 anos, portanto, há sessenta anos.

Sem preocupação com dados biográficos e históricos de sua atuação científica, fartamente disponíveis e conhecidos, a preocupação na presente abordagem é prestar homenagem por essa data "redonda" de seis décadas fechadas - tempo ainda muito próximo de nossa atualidade - a um espírito que, detentor de intelecto superior à média do comum dos mortais, encarnou para trazer consigo o contributo de suas bagagens em favor do progresso do planeta.



É o que faz a reencarnação. Os espíritos estão em diferentes níveis de conteúdo intelecto-moral e psicológico-emocional; pela Lei da Reencarnação, ao voltarem trazem consigo a bagagem de suas aquisições em todas as áreas. Referidos espíritos, como no caso do exemplo citado, são os que já realizaram um progresso a mais, por isso destacam-se. Tal como aprendemos na questão 195 de O Livro dos Espíritos: "(..) É assim que se realiza o progresso e é por essa razão que, na Terra, existem homens uns mais adiantados do que outros. Alguns já têm experiências que outros não conhecem, mas que adquirirão pouco a pouco (...)".

Não há privilégios nem preferências de qualquer espécie na Lei de Deus. Já afirmara o Mestre: "A cada um segundo suas próprias obras", indicando o efeito do esforço próprio na aquisição do conhecimento ou das virtudes.  Por isso passaram pelo planeta espíritos da têmpera de Einstein, na área do intelecto, ou de Irmã Dulce e Madre Teresa, no amplo e fecundo terreno da bondade e do amor ao próximo.

Embora usando no título do presente artigo o nome de Einstein, com destaque pelos seus 60 anos de desencarnação, o objetivo não foi biografá-lo e sim estimular o leitor a mais conhecer sobre a realidade da Lei do Progresso, que faculta a todos os espíritos alcançar níveis gradativos de intelectualidade e de virtudes. E também, é claro, estimular o leitor a pesquisar a biografia do homenageado.


A genialidade do grande físico é uma evidência clara dessa Lei, comum a todos, acessível a todos. Mas quando pensamos nos benefícios trazidos pelo agora homenageado - bem como por tantos outros - em diferentes áreas, nosso pensamento reflete sobre a grandeza do Criador e sua inalterável justiça, concebida de forma a promover o progresso de seus próprios filhos, para que alcancem a própria felicidade por meio dos esforços que empreenderem para isso.

E há uma motivação adicional que o leitor já deve ter percebido: a desencarnação de Einstein ocorreu num dia 18 de abril, mesmo dia de lançamento, este em 1857, de O Livro dos Espíritos. A data não poderia deixar de ser lembrada como excelente oportunidade para os espíritas pensarmos na coincidência de datas não apenas como uma casualidade. A propósito, recordemos pergunta endereçada a Allan Kardec por um leitor interessado em saber se as coincidências de datas e combinações numéricas chegam a influenciar a vida humana. Kardec transferiu a pergunta a um espírito, dele recebendo uma resposta, publicada em artigo do próprio Codificador na Revista Espírita de julho de 1868 sob o título A Ciência da Concordância dos Números e a Fatalidade. No magnífico artigo e na resposta dada pelo plano espiritual está material para ampla reflexão do leitor, a quem recomendamos o texto na íntegra, conforme fonte indicada.





Extraído do Jornal O Clarim. junho/2015
Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: HamLacerda em 06 de Junho de 2015, 12:52
Vamos procurar investigar mais a fundo as biografias dessas pessoas, que o mundo ver como ídolos, para que não confundamos progresso intelectual com o moral. O espiritismo nos ensina que os espíritos verdadeiramente evoluídos, mesmo estando encarnados, tiveram uma conduta exemplar em todos os sentidos.



http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/veja-as-regras-que-a-esposa-de-albert-einstein-precisava-seguir-para-ficar-com-ele/

http://www.istoe.com.br/reportagens/305045_A+FACE+IMPIEDOSA+DE+MADRE+TERESA

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/07/060711_einstein_cartaspu.shtml

http://www.paulopes.com.br/2013/08/madre-teresa-desviava-dinheiro-de-doentes-para-vaticano.html


Isso é só uma pequena parte.
Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Junho de 2015, 18:14
Olá amigo Ham

Se procurarmos jornais ou revistas a dizer mal desta ou daquela figura mediática, vamos encontrar sempre. Sem querer saber se esses jornais e essas revistas dizem a verdade ou não, em regra, depois de as pessoas visadas terem desencarnado, já não podendo contestar ou confirmar as noticias em questão.

Eu penso que é importante dizer e apurar a verdade. Mas é conveniente usar as seguintes regras:

Citar
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:

– “Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?”

– “Espera um minuto”, respondeu Sócrates, “Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o “Teste do Filtro Triplo.”

– “Filtro Triplo?”

– “Sim,”, continuou Sócrates, “Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa idéia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo.” E continuou: “O primeiro filtro é a VERDADE”. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?

– “Não,”, disse o homem “o que acontece é que eu ouvi dizer que…”

– “Então,”, diz Sócrates,” não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?”

– “Não, muito pelo contrário…”

– “Então, continuou Sócrates, “Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro. O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?”

– “Não, acho que não…”

– “Bem, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me?” Concluiu Sócrates.

(Autor Desconhecido)

A Codificação diz que o desenvolvimento intelectual marcha à frente do desenvolvimento moral. Mas o que nós vemos (em geral) não são os espiritos das pessoas, mas o corpo de carne das mesmas. E os vários tipos de inteligência manifestam-se através do cérebro. Nós não sabemos se o espirito de Einstein era mais desenvolvido do que o da média das pessoas ou não. O que nós podemos constatar são as obras produzidas, ou seja a manifestação da inteligência dele, através do cérebro. E não podemos saber como seria aquela pessoa com um cérebro que fosse ineficaz, nem o que seria um de nós, no sentido de pessoa comum, com um cérebro como o de Einstein. Não há como separar o cérebro e o espirito durante a vida de uma pessoa.

Eu não encontro uma ligação comprovada entre o desenvolvimento intelectual e o moral. Nem com o génio musical, ou artístico, em geral, e a moral. Nada diz que os génios, no sentido intelectual, são necessariamente santos e vice-versa. Nada nos diz que se trata de um espirito mediano com um super-cerebro ou um super-espirito com um cérebro mediano ou especial. Podemos comparar duas pessoas, mas não podemos comparar os respetivos espiritos, pois não temos possibilidade de trocar os espiritos, colocando um na pele do outro, e vice-versa. Há vários fatores envolvidos. Por exemplo podem existir pessoas extremamente inteligentes que nunca tiveram oportunidade de estudar e ter as condições para fazer um percurso académico como Einstein. 

O que nós podemos avaliar é as obras que as pessoas realizam. E a utilidade que essas obras podem ter para a humanidade. Mas convém é não esquecer de aplicar a tal regra,,,,

Na minha optica homens menos conhecidos como, por exemplo, James Clark Maxwell, que estabeleceu as 4 equações básicas do eletromagnetismo, não ficam atrás e até podem ficar à frente de Einstein (que, sem dúvida foi espetacular). Einstein ficou conhecido pelas massas pela relação entre a equação da energia e a bomba atómica. Não é necessário, contudo, ser mediático para ser um génio, seja em que área for. Até porque os meios de comunicação de massas tendem a exagerar, tanto para elogiar, como para denegrir, pois o objetivo, muitas vezes, é obter uma noticia bombástica.     

Os superdotados cientistas de hoje, que ainda são bastantes, em regra não são conhecidos pelas massas, a não ser que estejam ligados a descobertas que venham revolucionar a vida das pessoas, ou algo que chame a atenção.

Os superdotados são uma proporção mais ou menos constante da população, segundo se pensa, mas não é fácil realizar estatísticas conclusivas, a nível mundial.

As pessoas como Teresa de Calcutá também não são todas mediáticas. Neste caso foi o prémio Nobel da Paz que chamou a atenção para ela. E o que é facto é que pessoas assim, mediáticas ou não, são poucas. Era mais fácil para ela aproveitar a ascensão como líder para se afastar dos mais pobre dos pobres, os completamente esquecidos pelas sociedades, como ela dizia, e mandar construir hospitais, à distância, mas ela valorizava o contacto pessoal com os socorridos. O maior objetivo dela, tanto quanto sei, é que eles conhecessem as "mãos" e o amor de Deus nas mãos e no carinho daquelas mulheres.
Pessoas que são capazes de ver a ação e o efeito espiritual e não apenas a ação material, pessoas que lerem a Codificação e estudem o que significa caridade e a utilidade da entrega humana direta,  compreendem-nas e admiram-nas, com toda a certeza.

Eu não posso nem quero estar a alimentar uma discussão sobre factos históricos que não estudei nem confrontei com outras fontes. Mas imaginando os fluidos e os odores e o horror das chagas que Teresa de Calcutá e respetivas discípulas deviam apanhar e tratar, pessoalmente, a toda a hora, o fizessem por desporto ou divertimento, sem que houvesse necessidade disso. Pessoas como aquelas ninguém iria buscar e socorrer às ruas.       

Bem haja
Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: HamLacerda em 06 de Junho de 2015, 19:02
Prezado Vitor, eu não iria colocar estas informações aqui no fórum se fosse apenas rumores. Cabe cada um se informar, como eu já me informei, se realmente quer tirar as dúvidas. Einstein deixou muitas cartas. Estas cartas foram reveladas ao público pela sua família. Ninguém as questionou como falsas, até porque foram escritas por ele.

Não coloquei para difamar estes personagens, mas pelo fato do texto dar a entender que estas pessoas já atingiram o nível mais alto de progresso e virtude deste planeta. Quem não conhece a doutrina pode entender muito mal essa parte do progresso se levar em conta só o lado bom que foi mostrado deles.

Além do mais o próprio texto diz para buscarmos a biografia desses personagem. Se fecharmos o olhos para ver só o lado bom, realmente vamos enxergar-los como santos. Mas a meu ver eles foram pessoas comuns, como suas fraquezas e seus defeitos. Hoje em dia existe muitos Einsteins na medicina, na computação, na biologia, na neurociências, e em diversas outras áreas.


Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: lconforjr em 06 de Junho de 2015, 19:05
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      Amigos, devemos nos lembrar que Einstein foi um dos pais da física quântica, a ciência moderna que, de suas revelações, de início consideradas absurdas, veio nos trazer uma nova visão sobre a espiritualidade e desfazer aquela tradicional discordância, de mais de 3 séculos, entre religião e ciência.

      Einstein mesmo, crente em Deus e confiante em Seus desígnios, extremamente perturbado, como muitos outros cientistas, frente ao que os experimentos realizados com todo o rigor científico lhes mostravam, tentou, como outros, provar que as bases da nova ciência estavam erradas. Posteriormente, convencido de que estavam corretas, aceitou a nova ciência, tanto que foi ele que lhe deu o nome de "quântica".

      Assim, para aqueles que riem e até mesmo tentam ridicularizar o que essa nova ciência nos mostra em relação à espiritualidade, é interessante que se lembrem de que esse homem, que é considerado um dos maiores cientistas do mundo, viu coerência e verdade nas conclusões que a quântica nos revela.
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Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Junho de 2015, 00:01
Olá amigo Iconforjr

Citar
Amigos, devemos nos lembrar que Einstein foi um dos pais da física quântica, a ciência moderna que, de suas revelações, de início consideradas absurdas, veio nos trazer uma nova visão sobre a espiritualidade e desfazer aquela tradicional discordância, de mais de 3 séculos, entre religião e ciência.

O trabalho de Einstein nunca foi sobre espiritualidade ou religião. Apenas sobre ciência. A mecânica quântica também não é sobre espiritualidade e ciência, apenas sobre ciência.

Não há trabalho nenhum publicado por Einstein, nem por nenhum outro cientistas, em revistas cientificas peer-rewied, a associar mecânica quântica, espiritualidade ou religião. Muito menos sobre a existência de espiritos. Já tivemos esse debate e o amigo ainda não me apresentou artigos nas condições atrás indicadas que afirmem o que o amigo diz. Existem, por exemplo, artigos de experiências que denominamos normalmente de quase morte - EQM (equipa de Pim Van Lommel) nesse tipo de revistas, mas apenas a descrever o fenómeno, sem o explicar. Sobre espiritos, religião ou espiritualidade e mecânica quântica não conheço nada disso.

Artigos de jornais comuns, ou de revistas comuns, há a dizer tudo e mais alguma coisa, pois não há critério nem obrigação de rigor, como nas revistas cientificas verificadas por outros cientistas. Por vezes, para vender papel, o populismo e o sensacionalismo, são usados. 

Olá amigo Ham

Concordo consigo. Nem sequer me passa pela cabeça considerar os génios da ciência ou da arte santos, ou sequer espiritos mais desenvolvidos que os outros, por se tratar de pessoas sobre-dotadas. 

Das pessoas que mencionou, a pessoa mais delicada é Teresa de Calcutá. E foi por causa dela que me lembrei dos critérios.

Bem haja
Título: Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação
Enviado por: lconforjr em 07 de Junho de 2015, 18:15
Re: Albert Einstein - 60 anos de desencarnação

      Ref resp #5 em: 060615, às 00:01, de Vitor

      Amigos,

      É  preciso raciocinar e refletir muito antes de acreditar que a física quântica nada tem a ver com espiritualidade.
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      Olá amigo Vitor

      Conf (msg ant): “devemos nos lembrar de que Einstein foi um dos pais da física quântica, a ciência moderna que, de suas revelações, de início consideradas absurdas, veio nos trazer uma nova visão sobre a espiritualidade e desfazer aquela tradicional discordância, de mais de 3 séculos, entre religião e ciência”.
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      Vitor comentou: O trabalho de Einstein nunca foi sobre espiritualidade ou religião. Apenas sobre ciência. A mecânica quântica também não é sobre espiritualidade e ciência, apenas sobre ciência.

      Conf: penso, como disse o Vitor, que o trabalho de Einstein “nunca” foi sobre associar a ciência à espiritualidade, pois Einstein sempre foi anti-religião, contra todos e quaisquer tipos de religião, e, também, para afirmar o que o Vitor afirmou, eu teria de conhecer todos os seus mais de 300 trabalhos. Assim, nada posso dizer sobre ele ter ou não escrito algo sobre a associação da mecânica quântica à espiritualidade ou religião.

      Isso foi escrito e pode ser lido em outras obras, não dele, mas de outros renomados cientistas, inclusive de quem com ele trabalhou nas investigações iniciais que deram lugar à nova ciência. (Se me lembro, Heisenberg e Schroedinger escreveram a respeito).

      O trabalho de outros cientistas que, com Einstein, formularam a nova física, e que veio a dividir a ciência do mundo em “antes” e “depois”, também eram puramente científicos.

      O que ocorreu é que, desses experimentos, os cientistas chegaram a revelações que os tornaram profundamente perplexos ao ponto de dizerem, perturbados frente ao que a nova ciência lhes mostrava: “Como a natureza pode ser tão absurda?!” e “A realidade está se mostrando mais perturbadora e estranha do que a ficção!”. 

      Einstein, esse gênio do séc. XX, por de início não ter concordado com o “princípio da incerteza” (tudo é incerto), formulado por Heisenberg, disse aquela conhecida: “Deus não joga dados com o universo!”. Mais tarde, convencido da verdade do que as experiências mostravam, teria dito: “Mas, se não é Deus, quem é que joga?!”.

      Concordando com o que disse Einstein, o conhecido e famoso Stephen Hawking, o da cadeira de rodas, um dos mais consagrados cientistas da atualidade, hoje diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge, Inglaterra, afirmou: “Deus não só joga dados, mas os joga em lugares inacessíveis à nossa compreensão”.

      Outros cientistas, independentemente de religião ou crença, concordam com as revelações da nova ciência e, disso tudo, surgiu a associação das tradicionais adversárias de vários séculos, ciência e religião.

      Para quem se interessar em conhecer alguma coisa sobre isso, sugiro ler “O universo autoconsciente”, de Amit Goswami, físico quântico, por 32 anos pesquisador e professor titular de física quântica do Departamento de Física Teórica da Universidade de Oregon, EUA. Goswami, profundo conhecedor do hinduísmo, esse sim, claramente, procura estabelecer uma ligação entre física quântica e espiritualidade.

      Sugiro também que conheçam o “Tao da Física” de Fritjof Capra, físico teórico e escritor que, hoje, motivado pela nova ciência, desenvolve trabalhos na promoção de uma ecologia profunda. Capra tornou-se mundialmente famoso com seu “O Tao da física”, considerado por muitos a mais fascinante obra da atualidade.

      Nessa obra, como Guswami, procura mostrar a realidade da ligação ciência-espiritualidade; que a ciência, agora, explica a espiritualidade, do mesmo modo que a espiritualidade explica a ciência. A ciência de hoje, só deixou de ser perturbadora aos cientistas, como era no início, quando suas revelações foram comparadas com as revelações da espiritualidade de desde séculos ou milênios antes de Cristo.

      Capra, nesse livro, traça um paralelo entre a física moderna (relatividade de Einstein, física quântica, física das partículas) e a espiritualidade, as filosofias espiritualistas e pensamentos orientais tradicionais, como do Taoismo, do Budismo, incluindo o Zen, do Hinduísmo e Bramanismo.

      Quanto a Einstein, que é sobre ele que estamos falando neste tópico, não era ligado a nenhuma religião e foi muito atacado por isso. De início, era ligado ao judaísmo, religião que, mais tarde, criticou profundamente.

      Até um ano antes de sua morte, se dizia ateu, não no significado que as religiões dão a essa designação, pois acreditava firmemente na existência de um Deus, mas era-lhe absurda a crença num Deus pessoal, como as religiões o imaginam, crença que muito criticou.

      Acreditava num Deus "panteísta", isto é, que Deus e a natureza, isto é, tudo o que existe, são uma só e mesma coisa. Aquele Deus que, também, diz Paulo, numa visão semelhante à panteísta, “está em tudo e é tudo”, semelhante à concepção do budismo, do taoismo, hinduísmo e bramanismo, concepção tão conhecida, hoje, através de extensa literatura sobre as tradicionais e milenares correntes espiritualistas ocidentais e orientais.
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      Portanto, meus amigos, devemos raciocinar e refletir muito antes de acreditar que a física quântica nada tem a ver com espiritualidade.

      Isso não significa que os cientistas, ao trazerem à luz a nova ciência, estavam trabalhando para tentar comprovar essa associação, mas que, inesperadamente, as revelações da nova ciência, a comprovaram.
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