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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 16 de Junho de 2012, 15:26

Título: A difícil arte da convivência...
Enviado por: macili em 16 de Junho de 2012, 15:26
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A difícil arte da convivência...



"Não é preciso nenhum esforço para perceber o quanto é difícil viver de forma harmoniosa. Parece que o tempo todo somos testados para sair do prumo, para dizer verdades, cair na culpa, ou chorar no silêncio. E apesar desse tipo de comportamento ser mais observado em nós, mulheres, os homens também não escapam desse aprendizado.

Trabalhando com pessoas e espiritualidade a vida inteira, percebo que mais difícil do que se conectar com Deus é vê-Lo no semelhante, e quanto mais próxima essa pessoa for, quase sempre é ainda mais difícil. Porque quando nos conectamos com Deus precisamos nos abrir, deixar fluir sua Luz, receber e aceitar aquilo que nos acontecer com alegria, porque será aquilo que vamos ter...

Para falar a verdade, tenho que confidenciar que nunca fui muito de aceitar as coisas do jeito que elas são. Sempre lutei, tentei melhorar, arrumar, entender, tudo isso que a gente costuma fazer para se dar bem com as pessoas, mas com Deus o negócio é diferente, porque não terá aquela vez que Ele, o Todo-Poderoso terá que ceder aos nossos caprichos.

No caso da nossa relação com Deus, sempre nos restará aceitar o que nos couber, porque a palavra final é Dele e sempre será. Agora, nos relacionamentos, não lidamos com almas puras, iluminadas que querem apenas o nosso bem. Lidamos com pessoas com caprichos, com mágoas guardadas, com histórias de vida, às vezes, completamente diferente das nossas.
E o que fazer? Que língua falar com esta pessoa que está no nosso caminho, e com a qual precisamos nos relacionar, se não com amor, pelo menos de uma forma gentil, delicada?

Costuma ser nesse momento de impasse que as pessoas me procuram para entender do passado. Nessas horas em que já tentaram de tudo e não conseguiram alcançar seus intentos e geralmente acabo compartilhando boas e más notícias. As boas é que sempre podemos nos libertar do passado, de relacionamentos kármicos, de pessoas e situações pesadas que carregamos, e as más se referem a aceitar certos aprendizados que fazem parte da evolução, e compreender que não mudamos as pessoas.

Isso tudo pode parecer lógico para alguns e, no mínimo, irritante para tantos outros, mas ainda que não gostemos, teremos que aceitar o fato de que a felicidade na nossa vida depende de nós e não de circunstâncias externas, e que lidar com a vida poderá ser mais leve se relevarmos muitas coisas.

Percebi que pessoas tristes, emocionalmente pesadas, costumam carregar muitas mágoas e muitas esperanças frustradas, algumas que de fato poderiam ter dado certo, e outras em que nunca tiveram muita chance, porém, o desapego nem sempre é natural como poderia ser.

Os mentores ensinam que conviver em família, no amor e mesmo no trabalho, é o buril da nossa evolução. E justamente por isso tende a ser o maior desafio na vida das pessoas. Porque conviver significa colocar em prática tudo aquilo que fomos, desde a infância, convidados a aprender, como o respeito aos pais, às pessoas mais velhas, doentes, e mesmo amigos e familiares em maus momentos. Precisamos respeitar as pessoas e quando percebemos que seremos respeitados -mas que o outro não tem a sabedoria de nos tratar como merecemos-, o único caminho é se afastar, se não fisicamente (porque nem sempre isso é possível), saibamos ao menos observar quem é a pessoa e o que ela poderá nos oferecer...

Conviver é também sinônimo de sabedoria, de treino de amor que oferecemos ao outro e a nós mesmos. Porque não há como amar alguém sem se aperceber de oferecer primeiro amor a nós mesmos, e que se agirmos assim com mais auto-estima, com certeza, não nos magoaremos com tanta facilidade. Mas, se no caminho da vida surgirem as inevitáveis frustrações, não podemos esquecer que esta existência é um exercício para o nosso espírito que é eterno e muito maior que os nossos altos e baixos. E é por isso que, constantemente, vamos e voltamos para Deus, porque é Ele que sempre pode nos ajudar a viver com mais amor e mais luz. Ele é o nosso mais fiel amor e companheiro, ainda que não faça sempre o nosso gosto."




Maria Silvia Orlovas
STUM - Somos Todos Um
Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: Souraya em 17 de Junho de 2012, 13:13
Minha querida Amiga e Irmã de Alma Macili,

Fico maravilhada com essa sintonia! Acredita que estava querendo encontrar algo que falasse exatamente sobre esse tema?! É que embora possa dizer que tenho facilidade de lidar com as pessoas de modo geral, confesso que como a autora do texto diz tão bem, sempre existe pelo menos uma pessoa no nosso meio que temos dificuldade em lidar...
A minha vontade é sempre viver em harmonia com todos, e procuro mesmo sempre criar isso a minha volta, admito que na maioria das vezes tenho bom êxito, por isso me sinto sempre grata e em paz. Mas às vezes penso sobre isso, ou seja, até que ponto temos que nos preocupar com aqueles que não se esforçam para também criar essa harmonia...Já cheguei a me sentir "mal" por conta disso, pois por mim todos poderiam se dar bem mesmo com as diferenças, mas sei que a realidade não é bem assim, e tem muito a ver com a mentalidade de cada um, e cada um é responsável por seus pensamentos, sentimentos e ações.
É isso, mas uma vez muito obrigada por trazer tantas coisas boas e muito úteis para todos nós!
Fica sempre na Paz e Luz!
Um grande abraço.

Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: macili em 17 de Junho de 2012, 17:26
Boa tarde queridos Irmãos e Irmãs...

Olá querida Amiga e Irmã de Alma Souraya...

Os bons espíritos estão sempre ao nosso lado a nos ajudar, até quando queremos ler algo que nos é no momento necessário.  O Universo conspira ao nosso favor.  Isso é divino!!!

O agradecimento é recíproco porque os comentários que carinhosamente são colocados contribuem para o enriquecimento do tema.

Continuemos então lendo mais uma mensagem a respeito da convivência.

Bênçãos de paz, harmonia e união...




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Convivência



A Vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho de burilamento próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar, entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados.

Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você, em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.

Se você acredita que franqueza rude pode ajudar a alguém, observe o que ocorre com a planta a que você atire água fervente.

Abençoemos se quisermos ser abençoados.




André Luiz  &   Chico Xavier
Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: Souraya em 18 de Junho de 2012, 13:55
Concordo plenamente contigo minha querida Irmã de Alma!
E essa outra mensagem é também para profunda reflexão...
Ser verdadeiro para mim está muito distante de ser rude, pois a verdade não pode maltratar quem quer que seja, mas sim libertar sempre! Procuro me colocar no lugar do outro, principalmente no lugar dos que são mais difíceis de se lidar, pois tenho compreendido que esses  são os nossos mais importantes desafios! E não há satisfação maior quando conseguimos enfrentar esses grandes desafios, podendo assim viver e conviver com os outros honrando quem somos, e respeitando o outro como ele é, sem nada mais querer ou exigir, e dessa forma seremos livre e estaremos em paz, pois aceitamos e reconhecemos a importância de todas as lições que nos chegam, seja como for e com quem for.
Como sempre te agradeço imensamente pela sua contribuição generosa e suave com todos nós!
Sempre na Paz e Luz!
Um grande abraço.
Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: macili em 19 de Junho de 2012, 03:10
Oi querida Irmã de Alma Souraya,


Conviver com as diferenças é um exercício difícil de se realizar.
Somos individualidades. Podemos dar conselhos, mas ninguém muda ninguém.
Todos temos nosso livre arbítrio e só mudaremos se assim o desejarmos.
Portanto, precisamos entender que cada um está no seu momento de evolução nesta reencarnação, com sua bagagem de conhecimentos, conquistas, crenças, vícios, etc...
Para que haja um bom relacionamento é essencial exercitarmos o amor, a compreensão, o respeito, a união, a paciência, a tolerância e tantas outras virtudes...
assim evitaremos desentendimentos, brigas, mágoas, decepções, sofrimentos e seremos mais felizes.

Muita paz e luz...





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Relacionamento familiar




O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.

Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.

Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples.

Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.

Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.

Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares.

Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.

No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.

Você reparou! – falou admirada.

Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.

Numa das noites, não reclamou quando a ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.

Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei?

Por que pergunta? Disse o marido.

Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?

Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?

É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.

Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.



***


Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:

Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.

Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?





Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro “A presença de Deus”, cap. Livre-nos Deus.





Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: Souraya em 19 de Junho de 2012, 10:42
Sempre querida amiga e irmã de Alma Macili,
Adoro estar aqui e poder trocar tudo isso contigo e com todos do Fórum!
São textos tão simples, mas que nos dizem tanto...Esse último por exemplo me fez constatar isso, pois quando digo as tais palavrinhas mágicas tudo fica mesmo na paz! É incrível isso não e mesmo? Pois é mesmo simples assim! Quando abro mão do controle de querer estar sempre certa, me liberto e o outro além de ser liberado se sente feliz ao meu lado, pois a harmonia é instalada automaticamente a partir dessa atitude acertada. Tenho comigo a certeza de que viver não é nada complicado como muito se costuma dizer, tudo é uma questão de treino e firme vontade, pois quando decidimos que queremos viver bem seja como for, onde for e com quem for, isso de fato acontece e passamos a viver uma vida com graça e alegria, e aqueles que nos rodeiam agradecem!
Com gratidão e amor, muita Paz e Luz!

Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: macili em 19 de Junho de 2012, 14:54
Querida Irmã Souraya e demais Irmãs e Irmãos que nos acompanham...


 Quando abro mão do controle de querer estar sempre certa, me liberto e o outro além de ser liberado se sente feliz ao meu lado, pois a harmonia é instalada automaticamente a partir dessa atitude acertada.


Essa é a atitude certa querida Irmã de Alma...
Possamos exercitar esse proceder e a união e a harmonia se instalará...

Que Jesus nos ampare e nos ilumine...




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Relações familiares




O lar, na Terra, é um bendito laboratório para as experiências da evolução do Espírito.

A família constitui uma verdadeira escola na qual recebemos aquilo que, afetivamente, para nós está reservado, nesta existência.

Este núcleo de convivência é um educandário de excelente qualidade para os ajustes das mais variadas naturezas, sendo, sempre, uma oportunidade de crescimento espiritual.

Retornam, como nossos familiares, Espíritos com os quais necessitamos conviver e aos quais devemos aprender a amar.

Na vida familiar os Espíritos vinculados têm a convivência necessária para aprender comportamentos saudáveis, para praticar o amor e o respeito mútuos.

É por esta razão que habitualmente não se tem a família que se gostaria de ter, mas aquela que necessitamos para valiosas conquistas espirituais.

Deus, em Sua imensa bondade, frequentemente, nos permite o retorno, junto a alguns Espíritos com os quais já tenhamos evoluído afetivamente, sendo, para nós, os familiares que mais nos amam e por nós são amados.

É possível entender, portanto, que o ambiente que temos em nossa casa é resultado da semeadura que fizemos em passado distante.

Por esta razão não devemos desdenhar a família que temos, e, muito menos, desejar abandoná-la. Ao tomar tal atitude estamos deixando de aproveitar uma grande oportunidade de ajustamento.

Pais desatenciosos, muitas vezes, nos são colocados para que valorizemos o amor paternal.

Irmãos que não querem nos amar, e que por vezes nos fazem sofrer, devem ter, de nossa parte, o amor como resposta, pois esta é uma maneira de progredirmos.

Filhos problemáticos nos são dados para que aprendamos a amar incondicionalmente. Jamais devemos maltratá-los ou abandoná-los.

Não lamentemos o ninho doméstico que se encontra conturbado ou desfeito, nem a solidão que possamos sentir. Entendamos que, provavelmente, é uma lição pela qual necessitamos passar no caminho de nossa evolução.

Se entendêssemos que a família verdadeira é a família espiritual e que a família terrestre nos é um educandário, passaríamos a conviver melhor com nossos familiares.

Talvez, para alguns deles o amor não desabroche facilmente, mas o primeiro passo pode ser dado no momento em que aprendamos a não revidar, a silenciar se uma palavra de carinho não puder ser pronunciada.

Tenhamos a certeza de que cada membro de nosso lar é uma gema preciosa, que nos é concedida para nossa lapidação, e que o convívio diário deve ser norteado no amor, no respeito, na resignação.

O lar é, em realidade, a primeira escola da vida física, e a família é o mecanismo superior para a valorização da harmonia em nossa existência.

Agradeçamos sempre a Deus esta oportunidade a nós concedida e que se chama família.





   
Redação do Momento Espírita com base no cap. 20 do livro Iluminação interior,
pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: Raquel Freire em 20 de Junho de 2012, 23:06
Olá querida irmã!
A sintonia que houve neste instante foi indubitavelmente espiritual, acabo de passar por um problema em minha casa e este texto me inspirou a não desistir, a superar a minha dor sabendo que devo me esforçar mais um pouco para compreender o fato de que não somente eu tenho problemas, que no fundo cada qual tem suas razões, e se passo por isso direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente as minhas próprias ações geram esses problemas. Tinha uma relação harmoniosa com minha mãe e jamais valorizei tal coisa, vejo agora que o meu erro foi de "falta de valorização", devo aprender a abandonar o egoísmo e adotar postura mais altruísta. Muito obrigada! Fique em paz!
Título: Re: A difícil arte da convivência...
Enviado por: macili em 21 de Junho de 2012, 00:26
Muita paz amados Irmãos e Irmãs...


Olá querida Raquel,

Ficamos felizes ao saber que o texto lhe trouxe tão boa inspiração. Que bom amiga, não desista de conviver em harmonia com seus entes queridos, que tanto nos amam, que tanto nos protegem, são nossos anjos guardiões...

Muita luz em seus caminhos...



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Como Conviver com os Outros


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver. A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas. Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou. Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros. E assim aprendemos a amar por Amor.

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência. A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens.

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo. Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz. Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes sem perceber. Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida. Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma. Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram. Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-se irmão de todos em todas as faixas da vida. Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda... Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.

A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor. Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida. Fomos feitos para viver em sociedade. Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas, que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência. Tudo se une para a maior grandeza da criação.

Essas lições não são somente para os encarnados. Os Espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem essa grande regra de viver bem. Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida. Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.
Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz. E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.




- autoria desconhecida -