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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: Cravo do Poeta em 13 de Fevereiro de 2010, 11:51

Título: CARNAVAL 13-02-2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 13 de Fevereiro de 2010, 11:51
***Bom dia a todos e muita luz em nossos corações.


      
“Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. (Paulo de Tarso, I Cor. 6,12).



*** O  OUTRO  LADO  DA  FESTA ***



Os preparativos para a grande festa estão sendo providenciados há meses.



As escolas de samba preparam, ao longo do ano, as fantasias com que os integrantes irão

desfilar nas largas avenidas, em meio às arquibancadas abarrotadas de espectadores.



Os foliões surgem de diversos pontos do planeta, trazendo na bagagem um sonho em

comum: "cair na folia".


Pessoas respeitáveis, cidadãos dignos, pessoas famosas, se permitem "sair do sério",

nesses dias de carnaval.


Trabalhadores anônimos, que andam as voltas com dificuldades financeiras o ano todo,

gastam o que não têm para sentir o prazer efêmero de curtir dias de completa insanidade.



Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos

com a massa humana que pula freneticamente.



Jovens e adultos se deixam cair nas armadilhas viscosas das drogas alucinantes.



Esse é o lado da festa que podemos observar deste lado da vida. Mas há outro lado dessa

festa tão disputada: o lado espiritual.



Narram os Espíritos superiores que a realidade do carnaval, observada do além, é muito

diferente e lamentavelmente mais triste. Multidões de Espíritos infelizes também invadem as

avenidas num triste espetáculo de grandes proporções. Malfeitores das trevas se vinculam

aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no

mundo íntimo.



A sintonia, no Universo, como a gravitação, é lei da vida. Vive-se no lugar e com quem se

deseja psiquicamente. Há um intercâmbio vibratório em todos e em tudo. E essa sintonia se

dá pelos desejos e tendências acalentados na intimidade do ser e não de acordo com a

embalagem exterior.



E é graças a essa lei de afinidade que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões

descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas de lamentáveis

conseqüências.



Espíritos infelizes se aproveitam da onda de loucura que toma conta das mentes, para

concretizar vinganças cruéis planejadas há muito tempo.



Tramas macabras são arquitetadas no além túmulo e levadas a efeito nesses dias em que

momo reina soberano sobre as criaturas que se permitem cair na folia.



Nem mesmo as crianças são poupadas ao triste espetáculo, quando esses foliões das

sombras surgem para festejar momo.



Quantos crimes acontecem nesses dias...quantos acidentes, quanta loucura...



Enquanto nossos olhos percebem o brilho dos refletores e das lantejoulas nas avenidas

iluminadas, a visão dos espíritos contempla o ambiente espiritual envolto em densas e

escuras nuvens criadas pelas vibrações de baixo teor.



E as conseqüências desse grotesco espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos

abortos realizados alguns meses depois, fruto de envolvimentos levianos, nas separações

de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa,

no desespero de muitos, depois que cai a máscara...


Por todas essas razões vale a pena pensar se tudo isso é válido. Se vale a pena pagar o

alto preço exigido por alguns dias de loucura.


Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de

horrores, e esperamos que você não faça parte dela.



Você sabia?



Você sabia que muitas das fantasias de expressões grotescas são inspiradas pelos espíritos

que vivem em regiões inferiores do além?



É mais comum do que se pensa, que os homens visitem esses sítios de desespero e loucura

durante o sono do corpo físico, através do que chamamos sonho.



Enquanto o corpo repousa o espírito fica semiliberto e faz suas incursões no mundo

espiritual, buscando sempre os seres com os quais se afina pelas vibrações que emite.



Assim, é importante que busquemos sintonizar com as esferas mais altas, onde vivem

espíritos benfeitores que têm por objetivo nos ajudar a vencer a difícil jornada no corpo

físico.



Equipe de redação do Momento Espírita.
Texto baseado nos capítulos 6 e 23 do livro Nas Fronteiras da Loucura,
de Manoel Philomeno de Miranda (espírito),
psicografado por Divaldo Franco. ed. Leal.
Título: Re: *** CARNAVAL *** *13-02-2010
Enviado por: Cravo do Poeta em 13 de Fevereiro de 2010, 12:00
***Bom dia e muito amor em nossos corações.



SOBRE O CARNAVAL


Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das

criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências,

nas festas carnavalescas.



É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade

humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe

as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre

as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.



Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens,

lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do

progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e

necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de

animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.


Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos

corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de

uma hora de insânia e de esquecimento do dever.



Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome,

sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido

de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento

austero dos deveres sociais e divinos.


Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes

festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.



Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças

abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das

forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se

transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança

dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes

objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas

possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de

todas as almas.



É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir

superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto

de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado

de sua miséria moral.



Emmanuel (espírito)

Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939.