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GERAL => Outros Temas => Livros Espíritas => Tópico iniciado por: Edna☼ em 09 de Março de 2016, 14:41

Título: Primícias do Reino - Espírito Amélia Rodrigues
Enviado por: Edna☼ em 09 de Março de 2016, 14:41
[attachimg=1 width=250 align=left ]Primícias do Reino é o notável livro psicografado por Divaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues.

Essa obra é toda entretecida pela palavra brilhante da célebre poetisa e literata baiana desencarnada, um verdadeiro poema ao Cristo e a Sua doutrina.

As narrativas evangélicas ressurgem em linguagem nova, atualizadas e oportunas, ensinando a palavra de vida aos atormentados dos dias hodiernos.

Com excelentes "Respingos históricos” a fim de situar no tempo a nobre mensagem de Jesus, faz um estudo, também, das origens do Evangelho e apresenta o mapa da Palestina ao tempo das ocorrências, com a finalidade de facilitar o leitor a situar-se com segurança e acompanhar as narrativas inolvidáveis.

É um livro que não pode faltar na biblioteca espírita e que não deverá ficar desconhecido.


Fonte: Leal

Compartilhado para fins de estudo espírita.
Título: Respingos históricos
Enviado por: Edna☼ em 09 de Março de 2016, 14:53
"A  história da Palestina é, antes de tudo, a história de um povo sofredor em luta angustiante pela sobrevivência e a paz.

[attachimg=1 width=250 align=left] Escravo por longos séculos de egípcios, babilônios e outros povos, mais de uma vez, após esforços ingentes e sanguinolentos, conseguiu a reorganização comunitária em regime teocrático, experimentando quase sempre aflições inomináveis para perder a liberdade logo depois.

Fazendo da defesa da fé espiritual a sua política e da religião o alicerce da vida nacional, viveu sempre em comunidade fechada sob a inspiração do monoteísmo, qual ilha num convulso oceano politeísta.

Aproximadamente no ano 143 a.C., experimentando o jugo do império selêucida (1), que se encontrava, então, em lutas desenfreadas com partos, romanos, egípcios e outros povos, Simão Macabeu libertou a Judeia, fazendo-se eleger, de imediato, em assembleia popular, general e Sumo Sacerdote, função esta que ficaria retida por hereditariedade na sua família: os asmoneus (2).

Mais tarde, em 78 a.C., foram conquistadas e adicionadas à Judeia, a Samaria, a Galileia, a Idumeia, a Transjordânia e outras terras, recuperando a Palestina os seus primitivos limites.

À medida, porém, que aumentavam as dimensões territoriais, diminuía o fervor religioso, enquanto o progresso grego era absorvido pela Casa Asmoniana que, então, passou a sofrer a mais severa restrição e desprezo da classe dos fariseus.

Em 63 a.C., como Pompeu se encontrasse com as legiões no Oriente, vitoriosamente às portas de Damasco, foi convidado pelos Israelitas para um arbitramento entre Hircano II e Aristóbulo II (3), que disputavam a coroa. O arbitramento foi favorável a Hircano II. Esse fato deu origem à célebre campanha do apaixonado triúnviro contra Aristóbulo II que, inconformado com o resultado do arbitramento, o enfrentou. Perdendo a batalha na Cidade Baixa, refugiou-se o rebelde no Templo, na parte Alta de Jerusalém onde, 3 meses depois, foi vencido.

A vitória de Pompeu custou 12.000 judeus sacrificados e todas as terras dos macabeus, que passaram a pertencer ao Império Romano.

Depois da morte de Crasso, que saqueara a cidade em 54 a.C., novo levante foi afogado em sangue por Longino, que lhe sucedeu no governo da Síria, deportando cerca de 30.000 judeus, que ficaram reduzidos a hilotas (43 a.C). Com a morte de Antipáter, os partos vitoriosos invadiram Jerusalém e fizeram seu títere a Antígono, o último dos macabeus.

Ao mesmo tempo, em Roma, o 2º. Triunvirato se estabelecia, e Marco Antônio e Otávio, tendo nas mãos os destinos do Império, nomearam Herodes, filho de Antipáter, para cingir, então, a coroa de Davi (40 a.C.).

Herodes, com mão de ferro, expulsou os partos, aprisionou Antígono e o entregou a Antônio para ser executado. Logo depois, para fazer-se temido e respeitado, mandou matar todos os judeus que haviam apoiado os invasores.

O esplendor helenista atingiu, em Israel, o período áureo, com Herodes.

Surgiram cidades deslumbrantes; a escultura encontrou guarida em toda parte; Jerusalém se enriqueceu de monumentos e edifícios pomposos; foram erguidos teatros e circo. Introduziram-se as competições de atletismo, os concursos musicais e as lutas de gladiadores.

Em Cesareia foi construído um porto de mar e valiosas doações foram feitas a Biblo, Rodes, Esparta, Atenas...

Considerando o Templo de Jerusalém construído por Zerubabel, sem o esplendor digno de Israel, mandou Herodes derrubá-lo e no seu lugar fez erguer outro maior e mais imponente.

Dissoluto e ambicioso quanto inclemente, mandou matar quantos projetavam sua sombra sobre a coroa, não poupando a Aristóbulo (acidentalmente morto num banho, e herdeiro legal do trono), nem Mariamne, sua segunda esposa e neta de Hircano II, irmã, portanto, de Aristóbulo. Alguns dos próprios filhos, como Alexandre, pereceram nas mãos dos seus sicários, sendo que a Antipáter, considerado suspeito de conspiração, mandou prender indefinidamente.

Afogou em sangue quantas conspirações foram ensaiadas e o cerco de espiões se fez tão severo que, certo dia, disfarçado, no meio do povo, teria inquirido a um homem sobre o que pensava de Herodes, ao que este respondera: - Em Jerusalém até os corvos são da polícia. 

continua...
Título: Respingos históricos
Enviado por: Edna☼ em 09 de Março de 2016, 15:09
[attachimg=1 width=250 align=left] No ano 4 da nossa era, vitimado por hidropisia, febres e úlcera, desencarnou Herodes, ficando a Casa de Israel, por testamento, dividida entre os 3 filhos: Herodes-Filipe II, Herodes-Ântipas e Arquelau.

Antes mesmo que se consumassem as exéquias fúnebres, no Herodium, já Arquelau, moço ambicioso, com 18 anos apenas, subjugava uma sedição, procurando, logo depois, em Roma, o apoio de Augusto, para um governo soberano.

Ântipas, após algumas providências, igualmente viajou à Itália.

Herodes-Filipe II demandou a região norte e ali se estabeleceu com segurança.

Roma, como sempre, através do Imperador, escolheu a melhor política de que se utilizava entre os povos conquistados: as próprias disputas e lutas intestinas que os enfraqueciam. Arquelau foi feito Etnarca da Judéia, Herodes-Ântipas e Herodes-Filipe II, Tetrarcas, cabendo ao primeiro as cidades da Gaulanítida, Traconítida, Batanéia e Panéias, e, ao segundo, a Galileia, a Peréia, onde ficavam as cidades de Nazaré, Esdrela...

Herodes-Filipe I, o primogênito, neto do Sumo-Sacerdote pelo lado materno, fora radical e definitivamente deserdado. Tentou conseguir a Mitra branca e o peitoral sagrado, demorando-se, no entanto, como simples sacerdote, enquanto a função ficou retida entre os seus tios-avôs.

**********


O lago de Genesaré era nomeado pelos rabinos como o lugar que Elohim reservou para a sua exclusiva satisfação, graças aos encantos de suas margens e às aragens frescas que espalhava. Era natural, pois, que os dois Tetrarcas aí disputassem a primazia para a cidade-capital dos seus domínios. Mais poderoso em armas e dinheiro do que o seu irmão, Ântipas ai mandou levantar a célebre Tiberíades, em homenagem ao Imperador, num sítio onde existira anteriormente um cemitério, o que granjeou dos judeus a animosidade, que a tachavam de impura.

Filipe transformou, da mesma forma, a antiga Pânias, aformoseando-a e enriquecendo-a, e denominou-a de Cesaréia de Filipe, situada na foz do Jordão, com o lago, quase debruçada sobre as águas.

Em Roma, depois de entrevistar-se com o Imperador, Arquelau conseguiu a Samaria, a Iduméia e a Judéia, tendo Jerusalém como capital dos seus domínios, ficando melhormente aquinhoado. Como semelhasse ao genitor em crueldade e astúcia, aumentou os impostos, reconstruiu cidades com o suor e as lágrimas dos súditos. Não atendendo às reiteradas solicitações do povo para que diminuísse a opressão, arrebentou uma insurreição que foi afogada em sangue, crescendo o movimento interno, que passou a objetivar a dominação romana. Notificado o Imperador por uma comissão de judeus prestigiosos, em Roma, da situação calamitosa, em Jerusalém, caiu Arquelau em desgraça, sendo deposto por Augusto, que o obrigou a transferir residência para as Gálias (em Viena) sem ordem de afastar-se dali (ano 6 da nossa era).

Para Jerusalém, foi nomeado, então, um procurador romano.

Como, porém, continuasse a rebelião, os romanos agiram com impiedade, mandando crucificar 2.000 judeus, como coroamento das vitórias alcançadas.


**********


continua...
Título: Respingos históricos
Enviado por: Edna☼ em 09 de Março de 2016, 15:28
Jesus viveu a sua infância como súdito de Herodes-Ântipas.

Ao inicio do seu ministério público, a Palestina se encontrava sob a fiscalização da Síria, cujo legado era Pompônio Flaco e o procurador da Judéia era Pôncio Pilatos, o quinto na série de sucessão.

Do seu palácio em Cesaréia Marítima, o procurador tudo dominava desde Don a Bethsabé (4).

Sob a opressão, Israel apresentava três classes sociais distintas, que se diferenciavam social, política e religiosamente, admitindo diversas seitas outras, entre as quais distinguiu-se pela austeridade dos costumes dos seus membros, cordura e  fraternidade, a dos essênios, que tinha por norma o preceito: o que é meu é teu.

Governado pelo Conselho de Anciãos que, constituído por 72 membros, entre os quais o Sumo-Sacerdote, legislava sobre a vida e a morte dos súditos.

Os saduceus (zadokim  nome derivado de Zadok, seu líder e fundador da classe), constituíam a aristocracia feudal, encarregada dos ministérios religiosos, e zelosos observadores da aplicação rigorosa dos códigos da Torah ou Lei. Invariavelmente ricos, fruíam de consideração e destaque.

Os fariseus  (perushim- separados) eram considerados independentes economicamente, constituindo a classe média; criam-se mais judeus que os judeus, sendo os continuadores da severa exigência ortodoxa, na prática religiosa, inicialmente instituída pelos macabeus.
 
O povo, (Am Há-aretz pessoas da terra) resultado da fusão entre mendigos, tecelões, trabalhadores braçais, artesãos de todas as procedências e pequenos agricultores, reduzidos à extrema miséria pelos impostos exagerados, constituía o denominado proletariado (Como em Roma eram chamados os proletários). Este, o povo, era odiado pelas outras classes, sendo que o Am Ha-aretz, detestado, era mesmo perseguido e desdenhado.

Sem qualquer direito, estigmatizado pelo ódio generalizado, os Am Ha-aretz que enchiam os campos e as cidades (Jerusalém rivalizava com Roma, no que diz respeito aos sem trabalho, com a agravante de que em Roma estes recebiam o pão e circo propiciados pelo Imperador, que assim os entretinha e alimentava), se uniram num partido: o dos fanáticos, que mais tarde se dividiu em zelotes e sicários que, insurretos perseguiam os próprios judeus simpatizantes dos romanos, aos quais apunhalavam, ás vezes, na praça pública. Espalhando o terror, conclamavam a rebelião, destruindo, em consequência, aldeias e povoados que se negavam segui-los.

Os fariseus, por comodidade, procuravam unir-se aparentemente aos romanos, embora os detestassem, e, por sua vez, fossem detestados.

Roma, através dos seus diversos procuradores, insistia em colocar no Templo de Jerusalém os símbolos do seu poder: a águia dominadora ou a estátua do Imperador, motivando reações sangrentas.

Nesse ínterim, as lutas perderam a aparência política e assumiram caráter religioso, quando Teudas, um misto de Messias e libertador, conduziu o povo ao Jordão e procurou repetir a façanha de Moisés, no Mar Vermelho, gerando uma chacina violenta por parte dos opressores que, inclusive, mataram o pseudo Messias...

Em 66 d.C., irrompeu nova onde de libertação, com poucos resultados, para os judeus. Novamente batidos e derrotados, a paz foi comprada pelo rabino fariseu Jochanan ben Sakkai, ensejando a muitos ricos a salvação. Os pequenos comerciantes, artesãos e homens da Terra, porém, inconformados, refugiaram-se no palácio real, que foi saqueado, e lutaram até a destruição total do Templo, em 70, quando Tito mandou matar mais de 600.000 rebeldes em toda a Palestina.

Pelos fins de 132 da nossa era, sob o comando de Simeão Bar Cocheba, que se dizia o Redentor, os judeus tentaram novo levante e foram definitivamente destruídos, morrendo Cocheba, em Bithar. Os romanos mataram mais de 500.000 judeus, destruindo mais de 900 aldeias, descendo o preço de um israelita, como escravo, a menos do valor de um cavalo.

Adriano, em todo o Império, proibiu qualquer ato religioso ou civil judeu, e o povo eleito sofreu a dispersão dolorosa, passando séculos sem poder recuperar-se do desastre de Bar Cocheba.

Nos sítios de Jerusalém, foi levantada a cidade pagã de Aélia Capitolina, onde predominavam os hábitos e costumes romanos...

Jamais um povo sofreu tão longo e cruel exílio!


[attachimg=1 width=250 align=left] 
Nesse clima de ódios de toda a espécie, entre os sofrimentos mais diversos, Jesus disseminou o amor, a liberdade, a paz, conclamando ao Reino de Deus e pregando a não violência até o próprio sacrifício.

Sintetizando os objetivos da vida no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, fez esse legado de amor, em torrentes luminosas e soberanas."




 
(1) A dinastia dos Selêucidas foi fundada por Seleuco I, na Pérsia, em 312 a.C. Por volta do ano 200 a.C., os selêucidas conquistaram a Síria e os povos circunjacentes quando, então, a Palestina lhe caiu sob o domínio. (Nota da Autora Espiritual)

(2) Esse período foi denominado de 2ª. República Judaica que abrange de 142 a.C. a 70 da nossa era.

(3) Filhos de Salomé Alexandra, que restabeleceu a paz com os fariseus. Mesmo antes da sua morte, seus filhos Hircano II e Aristóbulo II se puseram em renhidas disputas pela sucessão. (Nota da Autora Espiritual)

(4) Para governar esse povo de 2.000.000 de habitantes à época (calculava-se que em Jerusalém viviam 100.000 judeus), Roma mantinha 3.000 homens divididos em 3 coortes de infantaria, 1 ala de cavalaria e auxiliares diversos recrutados entre sírios, samaritanos, gregos e árabes. (Nota da Autora Espiritual)


* * * * * *


Fonte: Primícias do Reino, ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia Divaldo Pereira Franco. 3ª. Edição. 1969. Livraria Espírita Alvorada Editora.


Texto compartilhado para fins de estudo espírita.

Imagens da internet.
Título: O Evangelho a história de um homem
Enviado por: Edna☼ em 10 de Março de 2016, 17:50
[attachimg=1 width=350 align=left] "O Evangelho - a nova ou a boa nova - é a mais expressiva história de uma vida, através de outras vidas, iluminando a vida de todos os homens. É a história de um homem que se levanta na História e faz-se maior do que a História, dividindo-a com o seu sascimento, de modo a constituir-se o marco rutilante dos fastos do pensamento universal.

Esta, a mais significativa história jamais narrada, encontra-se, todavia, sintetizada em O Novo Testamento, modesta Obra de pouco mais de trezentas e cinquenta páginas. Grafada por duas testemunhas pessoais de todos os acontecimentos, Mateus e João, e confirmada pelos depoimentos de outras que conviveram com ele, tais como Pedro, - que pede a Marcos escrevê-la para os romanos recém convertidos - e Lucas, que a recolhe de Paulo, o chamado da estrada de Damasco, de Maria, sua mãe, de Joana de Cusa, de Maria de Magdala e de outros, escrevendo, para a grande massa dos gentios conversos. Outros depoimentos de conhecedores e participantes diretos reaparecem nas Epístolas para culminarem na visão do Apocalipse.

Ao todo, vinte e sete pequenos livros constituídos por duzentos capítulos e sete mil novecentos e cinquenta e sete versículos, em linguagem simples: quatro narrativas evangélicas, um Atos dos Apóstolos (atribuído a Lucas), catorze epístolas de Paulo (1), uma de Tiago Menor, duas de Pedro, três de João, uma de Judas (Tadeu) e o Apocalipse de João.

Discutidas e examinadas séculos a fio foram, no entanto, fixadas pelo Concílio de Trento (1545-1553), que lhes reconheceu a autenticidade, após compulsados os documentos históricos, constituídos pelos fragmentos das primeiras cópias manipuladas pelos cristãos decididos dos dias seguintes aos discípulos que fundaram as Igrejas então florescentes...

Embora as pequenas variantes de narrativas - o que lhes dá o testemunho inconteste da opinião pessoal dos escritores - através dos quatro evangelistas, a história do filho do Homem é uma só.

Mateus (Levi) escreveu-a para os israelitas que se cristianizaram, comparando a Boa Nova com os Textos Antigos e utilizando-se das figuras comuns ao pensamento hebreu. (2)

Marcos (também chamado João), filho de Maria, de Jerusalém, em cujo lar os cristãos se reuniam o onde o Apóstolo Pedro, libertado do presídio se acolheu, que conheceu de perto as lides apostólicas junto a Paulo e Barnabé, dos quais se afastou em Perge, na Panfília, retornando a Jerusalém, tendo sido convocado mais tarde pelo próprio Pedro, à sementeira em Roma, em cuja ocasião grafou a sua narrativa. (3)

Lucas, recém-convertido por Paulo, residiu em Cesaréea, no lar do diácono Filipe de quem, emocionado, ouviu os mesmos fatos contados por Tiago Menor. Erudito, nascido em Antioquia, de cultura helênica, é o narrador deslumbrado e comovido dos feitos e palavras de Jesus. É o mais lindo dos quatro Evangelhos, impregnado da mansuetude do Cordeiro. Escrevendo. Escrevendo ao "excelente Teófilo", é dedicado à grande grei dos gentios, arrebatada pelo verbo candente de Paulo, seu mestre (4). Prosseguirá escrevendo, mais tarde, os Atos dos Apóstolos com o seu inconfundível estilo.

João, o discípulo amado, místico por excelência, escreveu para os cristãos que já conheciam a mensagem com segurança. Aprofundou a sonda reveladora e se adentrou no colóquio do Mestre com Nicodemos, sobre o novo renascimento, de cujo colóquio, possivelmente, participara como ouvinte. Começa o seu estudo com a transcendente questão do Verbo e o encerra no Apocalipse com a fulgurante visão medianímica de Jerusalém Libertada. O seu, é o Evangelho Espiritual.

Escritos inicialmente na língua falada por Jesus, o arameu, excetuando-se provavelmente Lucas, logo foram traduzidos para o grego, corporificando o pensamento do Mestre, que se dilataria por toda a Terra...


[attachimg=2 width=350 align=left] A mais comovente história que já se escreveu.

O maior amor que o mundo conheceu.

O Exemplo mais fecundo que jamais existiu.

A vida de Jesus é o permanente apelo à mansidão, à dignidade, ao amor, à verdade.

Amá-lo é começar a vivê-lo.

Conhecê-lo é plasmá-lo na mente e no coração.

A vida que comporta a história de nossa vida - eis a Vida de Jesus!

A perene alegria, a boa mensagem de júbilo - eis o Evangelho! "



(Notas da Autora espiritual). (1) A Epístola aos Hebreus, no Concílio de Trento, foi atribuída ao Apóstolo Pedro, enquanto o de Cartago a supunha de autor ignorado. Preferimos a primeira assertiva. (2) Papias (75-150) informava que Mateus apresenta no seu Evangelho "os ditos do Senhor". (3) Marcos, que servia de intérprete a São Pedro, registrou com exatidão ainda que não pela ordem, palavras e obras de Jesus. (4) Dante afirmava que Lucas "é o escriba da mansidão de Jesus.


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Fonte: Primícias do Reino, ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia Divaldo Pereira Franco. 3ª. Edição. 1969. Livraria Espírita Alvorada Editora.


Texto compartilhado para fins de estudo espírita.

Imagens da internet.