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GERAL => Outros Temas => Livros Espíritas => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 31 de Janeiro de 2011, 13:51

Título: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: HelenaBeatriz em 31 de Janeiro de 2011, 13:51

Recebi de um amigo a indicação do livro "Lentulus - Encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica", de Pedro de Campos.

O conteúdo do livro é excelente e quem gosta da história de Roma, da época de César,certamente gostará de ler esse livro.

Uma revelação contida nesse livro me surpreendeu, pois nunca havia tomado conhecimento desse fato.

Resumo:
Encarnações de Emmanuel

Inquirição Histórica

Não foram poucos os contatos mediúnicos feitos com o médium Chico Xavier que o informaram sobre o fato de Emmanuel, seu mentor, ter vivido na Roma Antiga, em épocas distintas, movimentando dois personagens ilustres da família dos Lentulus.
Segundo esses contatos, a primeira personalidade teria sido cônsul da República, na época de Cícero, quando se chamara Públio Cornelius Lentulus Sura, patrício ilustre e chefe da conjuração de Catilina, em Roma.
A segunda personalidade teria sido seu bisneto, Públio Lentulus, senador romano que se deslocou para a Palestina, na época de Pôncio Pilatos, e ali conheceu Jesus em circunstâncias especiais, além de ter escrito uma carta com informações importantes sobre a personalidade e a fisionomia de Jesus.


Perfil do autor:
Pedro de Campos nasceu em São Paulo no ano de 1950. Sua mãe é lituana e o pai descendente de portugueses e italianos. É casado e tem três filhos. Formado em Administração de Empresas, é especialista em Planejamento, Contratos Públicos e Telecomunicações. Esteve em missão técnico-profissional na Itália, por dois anos, em empresa multinacional, e ajudou a trazer ao Brasil a tecnologia para fabricação de aparelhos de telex, um avanço para a época. Conheceu o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que desde cedo ficou orfã e, por um período de dez anos, esteve interna em um colégio de freiras, onde via e conversava com os espíritos. Quando de lá saiu, sua mãe desenvolveu e aprimorou vários tipos de mediunidade, após diversos cursos realizados na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Pedro é pesquisador e autodidata. Conheceu o Espiritismo em 1963, com 13 anos de idade, tendo, a partir daí, participado de sessões práticas semanais no Centro Espírita Ana Belhunas, fundado por sua mãe. Com o decorrer dos anos, e em razão dos estudos que realizou, desenvolveu as mediunidades intuitiva e inspirada, tornando-se um pensador da Doutrina Espírita. Antes de iniciar sua tarefa de psicografia de livros, Pedro de Campos recebeu treinamento dos espíritos por alguns anos produzindo cinco livros de poemas, os quais serviram de exercício para o autor melhorar a sintonia espiritual e aprimorar suas qualidades morais a fim de desenvolver seu trabalho na escrita.

Na página 265 o autor escreve:

Emmanuel produziu, por intermédio de Chico, as mais variadas páginas sobre os mais diversos assuntos...

... Contudo levando as suas dissertações ao passado longínquo , dissera ter vivido ao tempo de Jesus, quando, então se chamara Públio Lentulus, enquanto Chico fora sua filha, Flávia Lentúlia...

Vocês conheciam esta encarnação do Chico?
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: PauloAureo em 31 de Janeiro de 2011, 18:26
Bem Amigo. respondendo ao seu tópico.. eu Fico Meio Que confuso em acreditar que  o Chico teria Sido Flávia Lentullus,Porque nessa nessa Página ae Afirma que ele Foi Um Centurião Romano (Quirilius Cornélius) resposável pela prisão de Jesus. Isso segundo o Livro "Herculanum" do conde J.W Rochester. segue ae a página: http://www.comunidadeespirita.com.br/reflexoes/as%20cinco%20existencias%20de%20allan%20kardec.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jb211bmlkYWRlZXNwaXJpdGEuY29tLmJyL3JlZmxleG9lcy9hcyUyMGNpbmNvJTIwZXhpc3RlbmNpYXMlMjBkZSUyMGFsbGFuJTIwa2FyZGVjLmh0bQ==)

Gostaria De saber mais a respeito dessas Novidades de Transição
  Plano (espiritual & Terra) . Nesse Vídeo nos entornos de 3:30 mins. O Divaldo Alega que A missão  mentora de (Medium & mentor) Após o desencarne do médium Invertem-se os papéis, e ele usou o Exemplo de Emmanuel e Chico, emmanuel como sabemos já está encarnado na cidade de São Paulo e Seria Então o seu mentor o Própio Espírito de Allan Kardec ou Chico Xavier??
Segue Abaixo o vídeo:

TV Feevale - Autografando - Divaldo Pereira Franco - Parte 01 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU1ZZHpnNVdmeW1jIw==)
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rodrigoo em 31 de Janeiro de 2011, 19:09

Recebi de um amigo a indicação do livro "Lentulus - Encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica", de Pedro de Campos.

O conteúdo do livro é excelente e quem gosta da história de Roma, da época de César,certamente gostará de ler esse livro.

Uma revelação contida nesse livro me surpreendeu, pois nunca havia tomado conhecimento desse fato.

Resumo:
Encarnações de Emmanuel

Inquirição Histórica

Não foram poucos os contatos mediúnicos feitos com o médium Chico Xavier que o informaram sobre o fato de Emmanuel, seu mentor, ter vivido na Roma Antiga, em épocas distintas, movimentando dois personagens ilustres da família dos Lentulus.
Segundo esses contatos, a primeira personalidade teria sido cônsul da República, na época de Cícero, quando se chamara Públio Cornelius Lentulus Sura, patrício ilustre e chefe da conjuração de Catilina, em Roma.
A segunda personalidade teria sido seu bisneto, Públio Lentulus, senador romano que se deslocou para a Palestina, na época de Pôncio Pilatos, e ali conheceu Jesus em circunstâncias especiais, além de ter escrito uma carta com informações importantes sobre a personalidade e a fisionomia de Jesus.


Perfil do autor:
Pedro de Campos nasceu em São Paulo no ano de 1950. Sua mãe é lituana e o pai descendente de portugueses e italianos. É casado e tem três filhos. Formado em Administração de Empresas, é especialista em Planejamento, Contratos Públicos e Telecomunicações. Esteve em missão técnico-profissional na Itália, por dois anos, em empresa multinacional, e ajudou a trazer ao Brasil a tecnologia para fabricação de aparelhos de telex, um avanço para a época. Conheceu o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que desde cedo ficou orfã e, por um período de dez anos, esteve interna em um colégio de freiras, onde via e conversava com os espíritos. Quando de lá saiu, sua mãe desenvolveu e aprimorou vários tipos de mediunidade, após diversos cursos realizados na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Pedro é pesquisador e autodidata. Conheceu o Espiritismo em 1963, com 13 anos de idade, tendo, a partir daí, participado de sessões práticas semanais no Centro Espírita Ana Belhunas, fundado por sua mãe. Com o decorrer dos anos, e em razão dos estudos que realizou, desenvolveu as mediunidades intuitiva e inspirada, tornando-se um pensador da Doutrina Espírita. Antes de iniciar sua tarefa de psicografia de livros, Pedro de Campos recebeu treinamento dos espíritos por alguns anos produzindo cinco livros de poemas, os quais serviram de exercício para o autor melhorar a sintonia espiritual e aprimorar suas qualidades morais a fim de desenvolver seu trabalho na escrita.

Na página 265 o autor escreve:

Emmanuel produziu, por intermédio de Chico, as mais variadas páginas sobre os mais diversos assuntos...

... Contudo levando as suas dissertações ao passado longínquo , dissera ter vivido ao tempo de Jesus, quando, então se chamara Públio Lentulus, enquanto Chico fora sua filha, Flávia Lentúlia...

Vocês conheciam esta encarnação do Chico?



Caramba, quem diria que Chico e Emmanuel eram tão proximos assim em vidas passadas. Realmente é uma novidade para mim.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 31 de Janeiro de 2011, 19:29
Segundo a Enciclopédia Católica:

"
Diferentes manuscritos variam a partir do texto que precede em vários detalhes: Dobschutz ("Christusbilder", Leipzig, 1899) enumera os manuscritos e dá uma "criticus aparelho". A carta foi impresso pela primeira vez na "Vida de Cristo" por Ludolph o Cartuxo (Colónia, 1474), e na "Introdução às obras de Santo Anselmo" (Nuremberg, 1491). Mas não é nem o trabalho de St. Anselmo nem de Ludolph . De acordo com o manuscrito de Jena, um determinado Giacomo Colonna encontrou a carta em 1421 em um antigo romano documento enviado para Roma a partir de Constantinopla . Deve ser de grego de origem e traduzidos em latim durante o século XIII ou XIV, apesar de ter recebido sua forma actual nas mãos dos humanistas do século XV ou XVI. A descrição está de acordo com o chamado Abgar imagem do nosso Senhor , mas também concorda com o retrato de Jesus Cristo desenhada por Nicéforo , St. João Damasceno , eo Livro dos Pintores (de . Monte Athos ). Munter ("Die Sinnbilder Kunstvorstellungen der Alten und Christen", Altona 1825, p. 9) considera que ele pode rastrear a carta até o tempo de Diocleciano , mas isso é geralmente não admitidos. A carta de Lêntulo é certamente apócrifa : nunca houve um Governador de Jerusalém ; nenhum Procurador da Judéia, é conhecido por ter sido chamado Lentulus, um romano governador não teria abordado o Senado, mas o imperador, um romano escritor não teria empregado o expressões, "profeta da verdade "," filhos dos homens "," Jesus Cristo ". Os dois primeiros são hebraico expressões , a terceira é tirada do Novo Testamento . A carta, portanto, mostra-nos uma descrição de nosso Senhor , como cristã piedade o concebeu.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: bisognini em 01 de Fevereiro de 2011, 00:58
Puutz, isso vai dar pano pra corda ein!!!... :o

Não vou aqui deduzir se isso é verdade ou mentira, mas por efeito desse tipo de revelação esse livros viram best-sellers.







 



Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: MOIMOI em 01 de Fevereiro de 2011, 01:35
Públio Cornelius Lentulus Sura tem existência histórica conhecida, mas seu suposto neto, ou bisneto, que teria convivido com Cristo e fora uma das encarnações de Emmanuel, deste não há qualquer indício que tenha existido. Publio Lentulo só é referido a partir do século XV. Antes disso, silêncio total. Pesquisas históricas dão conta de que Lentulos Sura não tenha deixado descendente masculino, portanto, não poderia ter tido um bisneto. E, ainda, que esse bisneto pudesse ser, de algum modo, imaginado, outros óbices se interpõem à admissão de um Lentulo em missão na Judéia, na época de Cristo. Deixo artigo do site "falhas do espiritismo", que considero esclarecedor:

"Quem foi Publio Lentulus?

Político romano, nascido no período terminal da república, Publius Cornelius Lentulus Sura teve uma vida particula polêmica, a ponto de ser expulso do senado por causa disto. Foi questor (81 a.C.) e pretor (75 e 63 a.C.). Tomou parte numa tentativa de golpe perpetrada por Catilina. Descoberta e reprimida a conspiração, ele foi preso estrangulado (63 a.C.).

Mas existiu também outro Lentulus. Publius Cornelius Lentulus Spinther foi edil (63), pretor (60) e cônsul (57). Foi partidário de Cícero e pôs-se ao lado de Pompeu na luta contra César. Foi preso e executado logo após a batalha de Farsália, que praticamente selou o destino de Pompeu e seus seguidores.

Espere aí! Não está faltando nada? E quanto ao procurador da Judéia, contemporâneo de Cristo e que deu uma descrição detalhada dele:

“Sabendo que desejais conhecer quanto vou narrar; existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus Cristo, que pelo povo é inculcado profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto. Há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém muito reluzentes. Tem no meio da sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplandece, apavora, e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas antes chorar. Tem os braços e as mãos muito belas; na palestra contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante a sua Mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela...

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo - aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo. “

Públio Lêntulus


(Há variantes do texto acima, a partir de um manuscrito do século XV)

Então que foi a antiga encarnação de Emmanuel, apresentada em livro homônimo de Chico Xavier?

“Levando as suas dissertações ao passado longínquo, afirma ter vivido ao tempo de Jesus, quando se chamou Públio Lentulus. E de fato, Emmanuel, em todas as circunstâncias, tem dado a quantos o procuram o testemunho de grande experiência e de grande cultura.”

Simplesmente, até onde se sabe, não foi ninguém. Não se conhece nenhum governador de Jerusalém ou procurador da Judéia cujo nome tenha sido Públio Lentulus. Um escritor latino, dirigindo-se ao imperador, dificilmente empregaria os termos “profeta da verdade”, “filho de Deus” e “Jesus Cristo”. Os dois primeiros são hebraísmos e o último só aparace no novo testamento. A carta é considerada apócrifa e deve ter sido a descrição feita por algum cristão do que ele imaginava da aparência de seu profeta.

Alguém mentiu neste incidente? Bem, até que se ache alguma comprovação histórica da figura de Públio Lentulus ou se eliminem as sombras que surgiram, o relato de Emmanuel é , no mínimo, um tanto suspeito. Nem mesmo os católicos atuais aceitam esta carta e seu suposto autor Publius Lentulus.
http://falhasespiritismo.6te.net/
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 01 de Fevereiro de 2011, 03:01
Caro irmão Moimoi...

Disse Jesus a Tomé: Bem aventurados aqueles que creem sem ver.

Porque precisamos de provas da existência de Públius Lentulus? Quantos Senadores Romanos estão hoje apagados na história da humanidade?

Lembremos que estamos falando de fatos ocorridos à 2.000 anos. Roma, em sua grandeza na época, pouca preocupação tinha com um carpinteiro pregando na Judéia.

Não existem sequer  provas da exitência de Jesus Cristo na literatura romana, porque então deveriamos exigir provas da existência de Públius Lentulus para confirmar a veracidade da história de Emmanuel?

Diante do exposto, não seria estranho supormos que Tibério, então imperador de Roma, tivesse mandado a Judéia um senador  de pouca influência no senado para averiguar os acontecimentos da Judéia, e por conseqüencia o profeta Nazareno.

Se os seguidores de Jesus não tivessem escrito o Novo Testamento, não saberíamos hoje sequer da existência de Pôncio Pilatos.

Nesta passagem: "Um escritor latino, dirigindo-se ao imperador, dificilmente empregaria os termos “profeta da verdade”, “filho de Deus” e “Jesus Cristo". Porque não podemos supor erros de tradução, ou alterações no texto original por algum historiador cristão medieval?

São muitas as possibilidades. A História apenas nos apresenta as conclusões de alguns fatos, mas jamais conseguirá responder com exatidão o que realmente aconteceu.

Eu acredito na história de Emmanuel, rica em detalhes da época. Acredito na mediunidade séria de Chico Xavier, respaldada por sua conduta impecável de dedicação ao próximo.

Fico realmente triste em ler colocações deste tipo em um fórum espírita.

"Uma boa árvore não pode dar maus frutos, assim como uma árvore má não pode dar bons frutos."

Antes de colocarmos em dúvida a integralidade de Chico Xavier, um exemplo de conduta em uma vida de 92 anos de dedicação e amor ao próximo, olhemos para nosso "amigo do espelho", façamos nossa reflexão interior, e busquemos reforçar a fé existente em nosso coração.

Um Abraço Fraterno
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: HelenaBeatriz em 01 de Fevereiro de 2011, 13:03
Amigos, obrigada por repostarem!

Citar
Eu acredito na história de Emmanuel, rica em detalhes da época. Acredito na mediunidade séria de Chico Xavier, respaldada por sua conduta impecável de dedicação ao próximo.
Fico realmente triste em ler colocações deste tipo em um fórum espírita.
"Uma boa árvore não pode dar maus frutos, assim como uma árvore má não pode dar bons frutos."
Brumas de Avalon, também penso assim...
Foi através de um livro de Chico Xavier, psicografia do espírito Emmanuel, que conheci a DE. E aconteceu por acaso (?!). Estava procurando um livro do Gibran na minha estante e lá estava esse livro. Ninguém sabe como foi parar lá. Talvez alguém tivesse ganho e "encostado" na estante. Mas ninguém se lembrava sequer de tê-lo ganho...

Chico é o exemplo do bom cristão, do verdadeiro cristão. Ele é a serenidade encarnada.
Me sentia como se afogando na situação, e mal conseguia respirar.
Felizmente aprendi a buscar a serenidade no fundo da alma naquele momento com as palavras de Emmanuel.
Aprendi que tudo passa, que no fundo do lago, a água é sempre serena, a despeito da agitação dos ventos na superfície, a temperatura baixa e o gelo se formando, lá no fundo reina a serenidade.
Aprendi com Chico a confiar, a crer que mesmo que os momentos difíceis apareçam (e como aparecem!), é só respirar fundo e mergulhar na serenidade por alguns instantes. Assim conseguimos restabelecer a paz de espírito e o problema passará a ser visto sob outra ótica, na sua real perspectiva, com um outro viés, longe do medo, da culpa e do arrependimento que engessa, mas próximo da ação renovadora permanente.


Com carinho,
Helena

Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2011, 13:05
bruma,
por que partir para um caminho tão espinhoso, como o de aferir da negativa à veracidade da carta,  uma noção negativa da integridade de chico?
Caramba!
Chico foi apenas um médium e o melhor que o Brasil conheceu. contudo o bom médium é aquele que transmite fielmente o que lhe é ditado e foi isso o que ele fez.
Chico nunca mensurou sobre ser ou não verdadeira uma mensagem. ele Dizia" eu sou como um carteiro, recebo cartas, muitas delas... E as entrego".
Apenas isso.
Agora, cabe ao estudante a pesquisa, não a ele, Chico.
Diz a doutrina, "Bom médium é aquele que menos vezes foi enganado".
logo, nem pela carta se pode atestar ou um erro de integridade ou qualquer noutro, por parte do médium de Uberaba.
Vamos saber julgar gente!
Abraços,
Moura
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Klauz em 01 de Fevereiro de 2011, 14:57
Temos que estudar so isso
PAZ Klauz
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 01 de Fevereiro de 2011, 15:29
bruma,
por que partir para um caminho tão espinhoso, como o de aferir da negativa à veracidade da carta,  uma noção negativa da integridade de chico?

Moura

Desculpe-me se me fiz entender mau. Não era esta minha intensão. Em hipótese alguma afirmei a veracidade da carta, apenas coloquei algumas possibilidades de interpretação da referida forma como o senador se referiu a Jesus no manuscrito.

Minha única intensão foi fomentar a discussão, objetivando esclarecer nossos irmãos leigos no assunto. Talves tenha me expressado mau. Peço desculpas se me fiz parecer agressivo. Queria apenas expressar minha humilde opinião.

Tenho muito tempo de Doutrina Espírita, mas sou novo no fórum. Espero poder aprender e contribuir dentro das minhas possibilidades. Com o tempo, vamos nos conhecendo melhor e aprimorando nossa comunicação.  :).

Um abraço Fraterno.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2011, 15:58
Bruma,
desculpas peço eu pois fui eu quem não se fez entender.
A essência da minha reposta não se prende a carta mas sim ao que você disse "Antes de colocarmos em dúvida a integralidade de Chico Xavier, um exemplo de conduta em uma vida de 92 anos de dedicação e amor ao próximo, olhemos para nosso "amigo do espelho (...)"

É quanto a isso que foquei minha resposta já que antes, ninguém havia feito menção ao integridade do Chico.

contudo devem os lembrar que a dout7rina explica que nem sempre uma comunicação mesmo feita por médium consciencioso tem uma recepção exata.
Isso seria culpa do Chico? Não, claro.
Acontece que tal como a nossa conexão com a Internet, que não é linear em sua velocidade, a conexão com o mundo Espiritual as vezes trás ruídos que mesmo o melhor dos médiuns pode apresentar.
Logo não há como se questionar a integridade do Chico, pois a coisa não é pão, pão, queijo queijo.
abração,
Moura

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/livros/lentulus-encarnacoes-de-emmanuel-inquiricao-historica/msg186404/?topicseen#quickreply#ixzz1Citu218u

bruma,
por que partir para um caminho tão espinhoso, como o de aferir da negativa à veracidade da carta,  uma noção negativa da integridade de chico?

Moura

Desculpe-me se me fiz entender mau. Não era esta minha intensão. Em hipótese alguma afirmei a veracidade da carta, apenas coloquei algumas possibilidades de interpretação da referida forma como o senador se referiu a Jesus no manuscrito.

Minha única intensão foi fomentar a discussão, objetivando esclarecer nossos irmãos leigos no assunto. Talves tenha me expressado mau. Peço desculpas se me fiz parecer agressivo. Queria apenas expressar minha humilde opinião.

Tenho muito tempo de Doutrina Espírita, mas sou novo no fórum. Espero poder aprender e contribuir dentro das minhas possibilidades. Com o tempo, vamos nos conhecendo melhor e aprimorando nossa comunicação.  :).

Um abraço Fraterno.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 01 de Fevereiro de 2011, 19:23
A essência da minha reposta não se prende a carta mas sim ao que você disse "Antes de colocarmos em dúvida a integralidade de Chico Xavier, um exemplo de conduta em uma vida de 92 anos de dedicação e amor ao próximo, olhemos para nosso "amigo do espelho (...)"

É quanto a isso que foquei minha resposta já que antes, ninguém havia feito menção ao integridade do Chico.

Irmão Moura, obrigado pelos esclarecimentos

De fato, ontem quando formulei minha resposta no auge da madrugada e já tomado pelo cansaço físico não compreeendi corretamente a colocação de nosso irmão Moimoi.

Relendo agora, com mais calma, compreendi melhor suas colocações.

Um abraço Fraterno
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: MOIMOI em 01 de Fevereiro de 2011, 19:54
Brumas de Avalon,

Há duas questões a serem elucidadas no que tange à Chico Xavier: o homem e o mito. Chico foi, sem dúvida, exemplo de dedicação à causa a qual abraçou, despojado, desinteressado por bens materiais e trabalhador como poucos se viu neste mundo; enfim: um homem bom. Por outro lado, sua alegada mediunidade é motivo de controvérsias. Podemos, como bons crentes, varrer as dúvidas para baixo do tapete e fingir que está tudo bem, que Chico efetivamente falava com espíritos, que Emmanuel era, ou é, uma entidade real que o assessorava integralmente, etc.

Mas, nem todos ficamos satisfeitos, porque percebemos que há muito de humano na alegada mediunidade de Chico. Francisco, em verdade, foi uma criatura talentosa, dotada de habilidades incomuns, que as direcionava para a prática religiosa com que se identificou. O caso de Emmanuel é sintomático. A história de Roma possui documentos suficientes para se aferir com segurança a identidade da maioria das figuras referidas em documentos ou narrativas. É este o caso de Publio Lentulo, que teria sido senador romano, incumbido pelo imperador de executar missão na Judéia. Se fosse assim, seria relativamente fácil verificar a identidade desse personagem. Muito mais fácil que encontrar em documentos romanos menção a Jesus Cristo.

Bons estudos sobre a história de Roma e investigações concernentes à carta de Lêntulo são unânimes em concluir pela inexistência histórica do Públio que se tornou Emmanuel. Chico Xavier, provavelmente, empolgou-se com a carta apócrifa e erigiu o pseudo-autor como identidade da personalidade dissociada que elaborou. Deixo para ilustrar, parte de dissertação de José Carlos Ferreira Fernandes, grande conhecedor de questões históricas, onde encontrará informações valiosas.


"Não podem ser negadas as íntimas relações entre o médium Francisco Cândido Xavier e um de seus mais importantes mentores espirituais, o espírito que a si mesmo denominava-se “Emanuel”, e que afirmava haver sido outrora, numa de suas passagens pela Terra, Públio Lêntulo, senador romano contemporâneo de Jesus.  Pode-se até mesmo falar dum “ciclo de Emanuel” nas obras de Xavier, e muito da autoridade e do prestígio que o referido médium obteve nos meios kardecistas brasileiros, desde a década de 1930 até à sua morte, advieram em boa parte da autoridade desse espírito – do fato de que ele (o espírito) era efetivamente quem dizia ser. 

Sem dúvida, cita-se amiúde a vida abnegada de Xavier, sua dedicação a servir aos pobres e necessitados, etc., mas (e isso é inegável, e sem se entrar no mérito de suas qualidades morais) a posição singular de Francisco Cândido Xavier era (e é) justificada primariamente pelo fato de, médium, ter contado como mestres alguns eminentes “espíritos superiores”, dentre os quais “Emanuel” despontava de modo ímpar.  Portanto, um estudo crítico a respeito das credenciais efetivas de “Emanuel” para se apresentar do modo como se apresentou não pode ser considerado como desprovido de importância, especialmente pelo fato de, incidentalmente, ao longo das várias obras que Xavier psicografou sob a influência de “Emanuel”, haver uma série de afirmações históricas (acerca do próprio “Emanuel”, bem como acerca do ambiente da época) passíveis de verificação independente.

Quanto mais alguém se dedica a estudar, em termos de evidenciação histórica, a identificação de “Emanuel”, mais percebe que, ao fim e ao cabo, tudo tende a girar em torno dum ponto específico, ou melhor, dum documento específico, a assim denominada “Carta de Lêntulo”. 

De fato, “Emanuel” afirma ter tido várias “encarnações” no mundo dos vivos; três delas são as mais famosas, referindo-se a personagens históricas importantes: ele teria sido Lêntulo Sura, o conspirador catilinário; depois, Públio Lêntulo, bisneto por linha paterna desse Lêntulo Sura, e senador contemporâneo de Cristo; enfim, muitos séculos depois, o padre jesuíta Manuel da Nóbrega (daí, talvez, tenha tirado o nome pelo qual escolheu ser conhecido, “Emanuel”).  Contudo, dessas três, de longe a mais importante foi a de Públio Lêntulo, o contemporâneo de Cristo, que com Ele conviveu, que sobre Ele escreveu a seus superiores em Roma, e mais, que d’Ele, inclusive, teria obtido uma graça particular, a cura de sua filha Flávia Lentúlia, acometida de lepra (os detalhes encontram-se na psicografia “Há Dois Mil Anos”). 

E, ao se analisar melhor essa personagem, Públio Lêntulo, nota-se que tudo o que se sabe dela por outros meios além das psicografias “emanuelinas” de Xavier resume-se nesse documento, a epistula Lentuli, a “carta de Lêntulo”.

Portanto, todo o presente trabalho refere-se à análise dessa carta. Poderia parecer algo simples, já que diria respeito a apenas um documento, e a um documento bem definido – e não tão longo assim, já que se trata duma carta, duma correspondência.  Não obstante, como há de se tornar claro, não é um documento qualquer.  (...) 

Dissecando esses desenvolvimentos, separando as camadas sucessivas da tradição e da fantasia, descobrem-se coisas interessantíssimas, vislumbra-se uma parte importante da transmissão das memórias e das tradições cristãs – mas também evidencia-se que essa carta, historicamente falando, não existiu, como também não existiu aquele que pretensamente a teria escrito.

(...)
(...)  A “carta de Lêntulo” chegou até nós a partir duma série de versões manuscritas, datáveis dos séculos XV (talvez, com alguma boa vontade, dos finais do séc. XIV) e XVI, que continham inúmeras variações entre si, como, aliás, era de se esperar na era anterior à imprensa.  As variações do texto (“corpo”) do documento são, em geral, pequenas, e podem ser harmonizadas; as variantes dos destinatários (“cabeçalho”) são, contudo, mais graves e importantes, devendo ser tratadas com algum detalhe.  Podem ser resumidas nos pontos a seguir:
       
Alguns manuscritos afirmavam que a carta havia sido escrita por Públio Lêntulo e enviada ao Senado Romano;
       
Outros manuscritos afirmavam que a carta havia sido escrita por Públio Lêntulo e enviada a Otaviano César;
       
Outros manuscritos, ainda, afirmavam que a carta havia sido escrita por Públio Lêntulo e enviada ao Imperador Tibério.

Em todas essas versões, Públio Lêntulo é considerado como um alto funcionário romano presente, por algum motivo, em Jerusalém (os títulos a ele ligados são vários, dos quais o mais comum parece ser praeses Hierosolymitanorum, literalmente “presidente (ou líder) dos habitantes de Jerusalém”, mas que, nalguns manuscritos, aparece até, absurdamente, com o título de “procônsul”, e que escreve uma carta, ou melhor, um relatório, às altas autoridades de Roma a respeito dum certo Jesus Cristo.  Nalguns documentos, é inclusive informado que ele havia sido “antecessor de Pilatos” – o que é um flagrante erro histórico, já que se conhecem, a partir das obras do historiador Flávio José, todos os praefecti ou procuratores romanos da Judéia entre os anos 6 dC e 66 dC, e entre eles não há nenhum Lêntulo."

(...)
O artigo completo consta em:
http://obraspsicografadas.haaan.com/2008/sntese-das-crticas-ao-livro-h-dois-mil-anos/

Cordiais saudações.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Haga em 01 de Fevereiro de 2011, 20:01
O Divaldo diz que Emmanuel encarnou em 2000. Será que ele teve essa informação ou estaria apenas repetindo o que se lê por aí?

 Chico xavier atraves da mediunidade confiavel de Ariston Teles, em 2003 diz que Emmanuel ainda se estava preparando para encarnar... informação contraditoria

Eu não perderia tempo em discutir essa encarnações passadas de Emmanuel, já que existem muitos equivocos dos médiuns...

Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: LuizFrancisco em 01 de Fevereiro de 2011, 20:58
Olá Sr. Moimoi,

Com referência a sua citação no tópico "extraterrestre" pos#60 e a que colei abaixo:

Por outro lado, sua alegada mediunidade é motivo de controvérsias. Podemos, como bons crentes, varrer as dúvidas para baixo do tapete e fingir que está tudo bem, que Chico efetivamente falava com espíritos, que Emmanuel era, ou é, uma entidade real que o assessorava integralmente, etc.
 
Pergunto:
É sua opinião ou o senhor tirou esta conclusão de algum lugar?
O senhor aceita a mediunidade?
Em que o senhor se baseia ao trazer este pensamento?
 
Pois, ela, resumindo o seu pensamento: diz que o Sr. F.C. Xavier é um lunático psicótico, que gosta de enganar a todos. E mais, consegue enganar, sem que para isso não retire lucro para si. É isso mesmo ou na minha ignorância entendi tudo errado?
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 01 de Fevereiro de 2011, 21:10
Caro irmão Moimoi

Li calmamente teus apontamentos. Alguns deles já discuti em alguns blogs e fóruns "anti-espiritismo" espalhados pela net.

Só queria acrescentar que apesar de não ser um historiador, sou apaixonado pela mesma, principalmente pela história de Roma, e sei bem que até o presente momento não foi comprovada a existência deste personagem, suposta encarnação de Emmanuel, e acredito que a mesma nunca será.

O que eu não duvido e nem questiono porém, é que Chico tenha recebido a narrativa de Há Dois Mil Anos fidedignamente. Mas então, será que Emmanuel "inventou" esta história?

Bom, aí realmente não posso afirmar nada. Mas gostaria de acrescentar uma observação: Quando buscamos em nossa memória os acontecimentos de nossas vidas a 20 anos atrás, dificilmente conseguimos lembrar claramente de todos os detalhes. Recordamos-nos apenas de passagens, principalmente as mais marcantes. Imaginemos então relembrar de fatos acontecidos a 2.000 anos atrás?

Então, será que Emmanuel não usou sua própria imaginação para preencher as lacunas de sua memória apagadas pelo tempo? Talvez.

 Além do mais, sabemos que era comum na antiguidade, e principalmente em Roma, os autores de suas memórias inventarem feitos fabulosos para enriquecer suas biografias. Julio César fez isso quando escreveu sobre sua conquista da Gália. A história da fundação de Roma contada por Virgílio em “Eneida” e tomada como verdade pelos romanos, fora na verdade uma “invenção” encomendada pelo então imperador Augusto.

Partindo deste fato, e vendo em Emmanuel um espírito com certa evolução moral, mas ainda em evolução, e talvez com raízes ainda muito ligadas a Roma, pode ter caído em tentação e “fantasiado” sua história. Não descarto essa possibilidade. O que não duvido porém, como já disse, é que Chico tenha recebido fidedignamente a narrativa de Emmanuel.

Bom, esta não é a única polêmica na Doutrina Espírita. Seria até estranho se não as tivéssemos. Estamos aqui justamente para isso, debatermos, estudarmos e ampliarmos nossos conhecimentos.

Só para concluir, Irmão Haga-San: Eu particularmente nunca ouvi falar que Chico tenha afirmado em vida que Emmanuel haveria reencarnado em 2.000. Somente após o desencarne de Chico esta informação chegou até nós, através de pessoas que eram próximas a ele. Divaldo provavelmente escutou-a posteriormente, assim como todos nós.

Um Abraço Fraterno


Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2011, 12:57
Haga,
não há nenhuma confirmação de que oi Chico tenha, até hoje escrito alguma mensagem.
Melhor deixar de lado esse tipo de mensagem, já que além de não expressar nenhum meio de facilitar a moralização de alguém,  que é o foco da doutrina, sem a necessária confirmação, ficaria apenas no rol de mais uma opinião pessoal.
abraços,
Moura
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Haga em 02 de Fevereiro de 2011, 13:48
Há Informações mais actuais como é o caso de médium Benjamin de Aguiar que afirma que Kardec e Emmanuel são o mesmo espírito e médium Roger Bottini Paranhos afirma que Kardec foi Akenaton,tb o mestre da fraternidade branca Seraphis Bay, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, que tinha um filho, Andrey, que é nada mais que o próprio médium Roger Bottini .

Há informaçõs para todos os gostos sobre Emmanuel. :)
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2011, 13:57
É verdade Haga.
Informações, contudo, mais atuais sob que ponto de vista?:
1.Dos que querem acreditar em qualquer coisa;
dos que não estudam a doutrina;
2.Dos que não conferem à doutrina e aos seus ensinos nem a positividade do Criterium de verdade, nem como fonte de ensinamentos críveis;
3.Dos modernistas de plantão.
Amigo, partir de uma opinião pessoal e tomá-la como verdade é um erro primário que só pessoas que nunca tenham olhado com seriedade para a doutrina podem fazer.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: MOIMOI em 02 de Fevereiro de 2011, 14:08
LUIZ FRANCISCO DISSE:  Pergunto:
1) É sua opinião ou o senhor tirou esta conclusão de algum lugar?
2) O senhor aceita a mediunidade?
3) Em que o senhor se baseia ao trazer este pensamento?


MOIMOI RESPONDE:
1) é minha opinião, baseada em avaliações do trabalho de Xavier.
2) aceito a mediunidade como peculiaridade psíquica.
3) baseio-me em leituras e reflexões, oriundas de meus próprios estudos e do de outros autores.



LUIZ FRANCISCO DISSE: Pois, ela, resumindo o seu pensamento: diz que o Sr. F.C. Xavier é um lunático psicótico, que gosta de enganar a todos. E mais, consegue enganar, sem que para isso não retire lucro para si. É isso mesmo ou na minha ignorância entendi tudo errado?

MOIMOI RESPONDE: Não creio que sua pessoa seja ignorante (aquele que ignora), embora sob certo aspecto todos nós o sejamos. Contudo, é certo que entendeu tudo errado, pois não vejo como concluiu que afirmei tais coisas de Chico Xavier. Além disso, Chico jamais poderia ser alguém que “gosta de enganar a todos”, pois, sendo falecido,  o verbo no presente não se aplica. Rogo que releia minha postagem e aponte, ou conteste,  objetivamente o que viu de  frágil em meus comentários.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: MOIMOI em 02 de Fevereiro de 2011, 14:39
BRUMAS DE AVALON: O que eu não duvido e nem questiono porém, é que Chico tenha recebido a narrativa de Há Dois Mil Anos fidedignamente. Mas então, será que Emmanuel "inventou" esta história?

MOIMOI RESPONDE:  talvez não tenha compreendido minha suposição: acredito que Chico Xavier “inventou” Emmanuel. Todas as histórias atribuídas a essa entidade, em realidade, são oriundas da criatividade de Francisco Cândido Xavier.


BRUMAS DE AVALON: Bom, aí realmente não posso afirmar nada. Mas gostaria de acrescentar uma observação: Quando buscamos em nossa memória os acontecimentos de nossas vidas a 20 anos atrás, dificilmente conseguimos lembrar claramente de todos os detalhes. Recordamos-nos apenas de passagens, principalmente as mais marcantes. Imaginemos então relembrar de fatos acontecidos a 2.000 anos atrás?

MOIMOI RESPONDE: neste caso, não se trataria propriamente de “lembrar”, sim conhecer fatos históricos e neles basear as narrativas que o escritor queira elaborar. E, nos casos em que a história não supra os fatos, a imaginação entra em cena.


BRUMAS DE AVALON: Então, será que Emmanuel não usou sua própria imaginação para preencher as lacunas de sua memória apagadas pelo tempo? Talvez.

MOIMOI RESPONDE: é mais ou menos o que penso, embora, em vez de “Emmanuel usou a imaginação”, eu diria, “Chico Xavier usou a imaginação”, pois tenho motivos para supor  que Emmanuel  não seja entidade real.


BRUMAS DE AVALON: Além do mais, sabemos que era comum na antiguidade, e principalmente em Roma, os autores de suas memórias inventarem feitos fabulosos para enriquecer suas biografias. Julio César fez isso quando escreveu sobre sua conquista da Gália. A história da fundação de Roma contada por Virgílio em “Eneida” e tomada como verdade pelos romanos, fora na verdade uma “invenção” encomendada pelo então imperador Augusto.

MOIMOI RESPONDE: você está correto quanto as exaltações forjadas, com o fito de enaltecer certas figuras. O problema é que não estamos discutindo o que poderia ser real ou imaginado em determinada narrativa. O que está em pauta é a existência histórica da pessoa que Xavier alegava ser seu mentor. Chico Xavier deixou-se cativar pela idéia de que houve realmente um senador romano, chamado Públio Lêntulo, que escrevera carta descrevendo Jesus. Só que falharam todas as investigações realizadas cientificamente, intentando confirmar a autenticidade dessa missiva, ou a existência desse Lêntulo nos tempos de Cristo. Desse modo, temos muito mais razões para considerar a epístola de Públio e o próprio Públio Lêntulo invenção de algum esperto na Idade Média.


BRUMAS DE AVALON: Partindo deste fato, e vendo em Emmanuel um espírito com certa evolução moral, mas ainda em evolução, e talvez com raízes ainda muito ligadas a Roma, pode ter caído em tentação e “fantasiado” sua história. Não descarto essa possibilidade. O que não duvido porém, como já disse, é que Chico tenha recebido fidedignamente a narrativa de Emmanuel.

MOIMOI RESPONDE: neste caso, Emmanuel não teria fantasiado somente a história, teria mentido também sobre sua identidade, pois não se encontram registros de sua existência, e, há documentos históricos suficientes para comprovar a presença de um senador romano na palestina nos tempos de Cristo; ou mesmo comprovar a existência desse senador entre os mandatários de Roma.
 

BRUMAS DE AVALON: Bom, esta não é a única polêmica na Doutrina Espírita. Seria até estranho se não as tivéssemos. Estamos aqui justamente para isso, debatermos, estudarmos e ampliarmos nossos conhecimentos.

MOIMOI RESPONDE: concordo, e,  no meu caso, esse espaço me tem sido útil principalmente para ampliar conhecimentos, notadamente com debates produtivos como o que agora decorre.

Cordiais saudações,
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 03 de Fevereiro de 2011, 23:45
Caro irmão Moimoi...

Agora compreendi seu posicionamento. Bom, apesar do meu posicionamento diferente, respeito seus estudos.

Antes de abraçar a filosofia espírita em minha vida eu "naveguei" um periodo pelo budismo, posteriormente estudei um pouco sobre parapsicologia e então conheci a Doutrina Espírita.

Foi na Doutrina Espírita que comecei a entender muitas coisas que aconteciam comigo.

Bom, se você tiver razão em seus estudos, terei que admitir que eu não tenho controle sobre minha imaginação, rsrs.

Um grande abraço Fraterno.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: MOIMOI em 04 de Fevereiro de 2011, 12:06
BRUMAS DE AVALON,

Apreciei deveras seu depoimento. E respeito muito suas opções religiosas. Apenas externo a curiosidade de que tenha encontrado no espiritismo respostas para suas inquirições, isso depois de ter "navegado" no budismo. Não posso aquilatar em que profundidade foi essa navegação, porém, conquanto eu tenha grande respeito pelo ensino kardecista,  o budismo é um sistema religioso-filosófico que, a meu ver, possui postulações mais consistentes que o espiritismo.

Mas, é apenas curiosidade pessoal... (em tempo: não sou budista).

Saudações fraternas.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Rafael Breyer em 04 de Fevereiro de 2011, 12:54
BRUMAS DE AVALON,

Apreciei deveras seu depoimento. E respeito muito suas opções religiosas. Apenas externo a curiosidade de que tenha encontrado no espiritismo respostas para suas inquirições, isso depois de ter "navegado" no budismo. Não posso aquilatar em que profundidade foi essa navegação, porém, conquanto eu tenha grande respeito pelo ensino kardecista,  o budismo é um sistema religioso-filosófico que, a meu ver, possui postulações mais consistentes que o espiritismo.

Mas, é apenas curiosidade pessoal... (em tempo: não sou budista).

Saudações fraternas.

Moimoi, na verdade ainda tenho o budismo na vinha vida. Simpatizo pra caramba com a filosofia budista, e de tempo em tempo visito meu centro. Só não desenvolvi mais o assunto para não desvirtuar o tópico e para não trazer conflitos de idéias para este fórum, rsrs...

Mas a Doutrina Espírita me trouxe mais respostas para a vida. Principalmente no elo que me faltava entre "Deus e Ciência". Trabalho muito com Física no meu dia a dia, depois que conheci a Doutria Espírita, consigo enchergar Deus por trás do meu trabalho, pode parecer estranho, mas trouxe um novo sentido a minha vida.

Abraço Fraterno.

Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: bisognini em 04 de Fevereiro de 2011, 13:00
O tempo passa rápido, mais de 50 anos das primeiras psicografias de Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel ou sabe-se lá quem for, e as discussões estéreis continuam sobre a personalidade, o passado desse espírito ou sobre a idoneidade do médium que ainda é colocada em dúvida.

Essa dupla, médium e espírito, deixaram um legado de mensagens que estas sim ereceriam  discuções mais proveitosas.

Abs.
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2012, 18:23
Recomendo vivamente que antes de qualquer comentário se leia neste link:
http://obraspsicografadas.org/2008/sntese-das-crticas-ao-livro-h-dois-mil-anos/
Sabe não ocupa espaço e nos distancia de apontarmos ao erro.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lentulus - encarnações de Emmanuel - Inquirição Histórica
Enviado por: HelenaBeatriz em 18 de Outubro de 2012, 19:59
Olá, amigos do FE!
Obrigada a todos que responderam dando sua opinião sobre o tema.

Ah o  tempo... grande mestre!
Hoje não postaria a mensagem que deu azo a este tópico.
Não tenho mais nenhuma curiosidade sobre o tema.

Um abraço fraterno,
Helena