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GERAL => Outros Temas => Livros Espíritas => Tópico iniciado por: aruanda em 03 de Setembro de 2007, 11:41

Título: A MULHER NA DIMENSÃO ESPIRITA
Enviado por: aruanda em 03 de Setembro de 2007, 11:41
O Espiritismo estabeleceu como um dos seus princípios, a comunicabilidade dos espíritos. Estabeleceu, também, como facto natural, que a inteligência não se acaba na sepultura, que o amor nãos e extingue no momento da morte e provou que os chamados mortos desejavam comunicar-se com os seus amados e com as pessoas que ficaram no plano terreno.
Quando o espiritismo estabeleceu esse conceito natural, no desdobramento da necessidade de comunicação que existe em cada um, então armou-se um tremendo conflito.
Primeiro, dizia-se tratar-se de obra do demónio.
Depois, que os espíritas eram loucos.
Tentou – se criar confusão e levantar um véu em torno de um assunto simples, ancestral, que está na base da História. Por seu lado, pesquisadores dos problemas psíquicos, perderam-se, como ainda hoje, em nomenclaturas, em tentativas de subordinar as manifestações mediúnicas ao processo puramente mental.
Depois, por falta de esclarecimentos precisos, muitos consideram o plano espiritual como um pátio de sortilégios e de milagres. Inventaram-se histórias de espíritos maus, de diabos de almas penadas. Também se imaginou que os espíritos, comunicando-se com os homens, poderiam resolver todos os seus problemas.
Tudo isso, contudo, falseia a teoria do Espiritismo, que estabelece uma compreensão global do problema da vida. Dentro dela destaca-se a existência do espírito, cuja manifestação em dois planos de vida, completa uma visão globalizante de todos os factores existenciais.
Os planos em que o espírito se manifesta, isto é, o plano físico, em que nos encontramos e o plano extra físico, que é uma continuidade natural do plano físico, embora em bases de vibração material diferentes, fazem parte de um todo, e num ou noutro, a inteligência exercita seu atributo essencial que é a Vida.
O Espiritismo parte da Verdade fundamental de que somos espíritos. Espíritos criados por Deus. Porque sua doutrina estabelece como regra principal, na compreensão do Universo, a existência de Deus como entidade criadora, como princípio inteligente, causa primária de todas de todas as coisas. Então, nós somos espíritos criados por Deus. Mas como somos criados?
Segundo o Espiritismo somos criados simples e ignorantes.
O que quer isso dizer?
Que Deus ao criar o espírito, o principio inteligente, o princípio espiritual, dá-lhe características suficientemente potenciais para que ele desenvolva, vivendo essas potencialidades. Deus cri o espírita perfectível e lhe dá como instrumento para tornar-se perfeito, a VIDA, que está como património inerente a cada um de nós.
Esse instrumento, por sua vez, desdobra-se no que chamamos processo evolutivo.
Para explicar esse processo, o espiritismo conduz-nos dentro de uma sistemática realista, evitando as nebulosidades teóricas em que muitas correntes espiritualistas se perdem, complicando o entendimento com afirmações de difícil comprovação.
O processo evolutivo, segundo o espiritismo, esclarece a nossa actual situação, ficando claro que estagiamos no plano físico à procura de afirmação no plano espiritual, através dos mecanismos da reencarnação e da lei de causa e efeito.
Então o que são os espíritos?
De acordo com a Doutrina Espírita, “ são os seres inteligentes da Natureza, que povoam o Universo fora do mundo material”. Isto quanto ao espírito essencialmente falando.
Entretanto, o que somos nós no estágio evolutivo actual? Na essência, somos espíritos, sem dúvida. Mas na nossa realidade de espíritos em processo evolutivo, somos um complexo biopsiquico, composto essencialmente de espírito e das formas e organismos de que dispomos para nos manifestarmos.
Em outras palavras, para simplificar, o Espiritismo diz que nós somos “ homens” tanto agora encarnados, como quando estamos desencarnados. Porque, quando o corpo físico morre, nós continuamos sendo “homens”, para significar o estágio de integração de nossas necessidades de manifestação nos instrumentos físicos de que dispomos.



Do livro " a mulher na dimensão espirita"
De  Jaci Régis
      Marlene S. Nobre
     Nancy P. Girolamo