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GERAL => O que é o espiritismo => Lei de Causa e Efeito => Tópico iniciado por: parnate em 11 de Fevereiro de 2008, 13:32

Título: Suicídio e depressão.
Enviado por: parnate em 11 de Fevereiro de 2008, 13:32
Olá.Quando uma pessoa está com uma depressão muito forte,mora sozinha,é pobre,não está conseguindo mais viver.Não se alimenta mais não consegue mais cuidar de sua higiene e os pensamentos de suicídio são extremamente obsessivos,outras pessoas lhe incitam à se matar.Então ela pede perdão à Deus pelo ato e ,chorando se dá um tiro.O sofrimento não irá diminuir após a morte?
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Peregrino em 11 de Fevereiro de 2008, 15:24
Parnate

Aconselho a ler "Memórias de um suicida" de Yvonne Perreira.

No Livro dos Espíritos, está definido que, além do Perispírito, o que sustenta a vida do corpo físico é o fluido vital, derivado do fluido universal.

Acontece, e está muito bem documentado em vários relatos de Espíritas, que o Espírito só vê seu perispírito desligado do corpo físico no momento em que se esgota nele o fluido vital. E quando se dá suicidio, o fluido vital está longe de estar esgotado, logo o Perispírito não se desliga do corpo físico, e o Espírito pode sofer por essa inesperada prisão. O suícidio longe de ser a solução, manterá o Espírito em sofrimento, pelo acto, durante algum tempo.

Agora, já quanto a esse "tempo", isso depende das agravantes ou atenuantes de cada caso.

Tudo depende do grau de libvre arbitrio e de consciência com que o Espírito agiu.

A "vontade suicida" terá que ser curada, no pleno espiritual e em reencarnação posterior, obviamente.

Já nos casos de loucura não parece haver livre arbitrio nem vontade, logo o que terá é que ser curado da obsessão e talvez a reencarnação posterior seja destinada a fortalecer o Espírito, ensinando o talvez com provas, a não se deixar obsidiar. Mas já não será o suicidio em si que estará a ser cuidado nas provas reencarnatórias.

O facto de a pessoa estar só e ser pobre não parece justificar o suicidio, pois serão provas, e o Espírito estará fugindo delas.

Já a depressão poderá ser atenuante, consoante houve ou não privação de vontade consciente no Espírito.

De qualquer forma, TODOS os relatos de Espíritos que se suicidaram é no sentido de terem sofrido e muito.

Abraço.

Pg
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Ana Ang em 11 de Fevereiro de 2008, 16:27

Olá Parnate :)

Através da questão n. 950 de O Livro dos Espíritos, temos oportunidade de aprender que:

“é loucura, aquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor. Que faça o bem e mais cedo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos.”

Por maiores que sejam as dificuldades da vida presente, precisamos ter em conta que a simples passagem para o outro mundo não extinguirá as causas de tais infortúnios. A mudança daquilo que nos incomoda somente se fará sentir mediante o nosso próprio esforço nesse sentido. Jesus disse há mais de dois mil anos que a natureza da semeadura determina o resultado da colheita e na incomparável parábola do semeador podemos notar que existe um exemplo de ordem divina: independentemente do terreno que receberia a semente, o semeador não deixou de semear. Sempre há esperança! Se estamos sofrendo dissabores de qualquer espécie não será inválido recordar que Deus permitiu que assim ocorresse e confiou em nós, direcionando uma carga compatível com nossas forças e fornecendo a todo momento meios de levantarmos e seguirmos o bom caminho.

Sobre as consequências do ato, não creio que hajam penas determinadas para esta falta ou qualquer outra que venhamos a cometer. Em tudo Deus avalia nossas intenções e as diversas circunstâncias que podem estar envolvidas no processo, agravando ou atenuando a responsabilidade nos casos de fuga voluntária às provações necessárias à evolução do Espírito, conforme o grau de conhecimento ou prévio planejamento e tempo de reflexão, incluindo os casos de loucura.

Assim também, há que se pensar na nossa própria consciência, a única capaz de revelar os reais motivos que motivaram o erro. A simples tentativa de privar-se do sofrimento deve ser terrivelmente frustrante na minha opinião. O suicídio é, antes, um agravamento dos padecimentos, unindo aos já existentes o sentimento de falha e perda de todo um trabalho de reajuste. Não raro somos nós mesmos quem pedimos certas limitações nessa existência a fim de balizar nossas acões e condicioná-las na direção do que ainda nos falta em qualidades morais. A pobreza, dessa forma, pode ser uma bênção ao Espírito que menosprezou os bens materiais em outra ocasião e agora busca libertar-se da influência deles. Uma vez adiado, o compromisso reclamará recomeço e, talvez, em condições mais dolorosas.

O livro “A crise da morte” de Ernesto Bozzano também fornece muitas informações.

Abraços fraternos!
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Fevereiro de 2008, 18:18
Olá Parnate

O suicidio não adianta, pois você volta para cá de novo e será colocado(a) na mesma situação ou pior. O suicidio agrava, não melhora.

Para além disso conheço casos de suicidas que ficaram muito mal, mas não morreram. Quando eles recuperaram (uns sem pernas, outros completamente deformados, etc.), todos quiseram continuar a viver, mesmo deficientes. Eles dizem que se sentem agora mais alegres que antes e que estão arrependidos.

Você tem de ir ao médico urgentemente. Não é preciso ser um psiquiatra. Os médicos de clinica geral tb sabem. Onde é que você mora?

bem haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Ana Ang em 11 de Fevereiro de 2008, 20:08

Olá Parnate :)

Escrevi muito na mensagem anterior, mas sempre falta alguma coisa…

Lembrei de citar a valiosa contribuição que o hábito da oração pode trazer-nos em toda e qualquer situação, não apenas nas difíceis. A prece diária tem o poder de melhorar as vibrações ao nosso redor, assim como as leituras edificantes, e atrair a companhia de Espíritos amigos e bem intencionados, de cujo auxílio ninguém prescinde.

Quando nossas forças parecem pequeninas ao ponto de sucumbirmos diante da dor, podemos buscar a inspiração do Alto e orar com a verdadeira entrega da fé Naquele que tudo vê e escuta. Temos tanto amparo sem que nos demos conta disso… os irmãos espirituais estão sempre prontos a nos socorrer de nós mesmos :)

Outra forma segura de lidar com a depressão e eventuais efeitos da mesma é frequentar os tratamentos oferecidos pelo centro espírita. Entre eles, há os que são disponibilizados à distância, chamados de operações fluídicas, que consistem em visitas que a equipe médica espiritual realiza na casa do paciente a pedido deste.

Eu conheço apenas dois centros que disponibilizam essas operações à distância no Brasil. Desconheço se atuam em Portugal, mas deixarei os contatos mesmo assim:

Núcleo Espírita Nosso Lar (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5uZW5vc3NvbGFyLmNvbS5ici9kaXN0YW5jaWEvZGlzdGFuY2lhcG9ydHVndWVzLmh0bQ==)
Este pode ser pedido pela net.

Templo Espírita Tupyara
Rua Luis Bezerra, 116, Engenho Novo
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 20.710-160

Este somente por carta escrita, onde pedem:

- nome, idade, endereço para correspondência com CEP e descrição resumida do problema
- se possível, mandar junto à carta, envelope já selado e com endereço para resposta

Em ambos o atendimento é gratuito e recomendam que não se abandone o tratamento médico em vigor.

No entanto, precisamos considerar tais terapias apenas como um impulso inicial, tão importantes quanto o acompanhamento médico especializado que o amigo Vitor recomendou. A vontade de resolver a situação deve partir da própria pessoa e buscar ajuda é o primeiro e grande passo em direção à cura.

Todos passamos por circunstâncias dolorosas e podemos cair nas teias do desânimo. É mesmo para enfrentar esta dificuldade que estamos estagiando por aqui, neste planeta de provas e expiações, resgatando erros passados e nos preparando para um porvir ditoso. A verdadeira felicidade não é deste mundo. Mas aqui damos início a ela, desde que compreendamos a necessidade de trabalhar e reparar o que não nos agrada em nós mesmos. Vou plagiar uma musiquinha para dizer que o mais importante é… sacudir a poeira e dar a volta por cima :)

Abraço fraterno :)
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: davidcantidio em 13 de Agosto de 2014, 00:03
Irmãos Espíritas,

Com a triste notícia do desencarne do ator Robin Williams pelas vias do suicídio, me senti impelido a reavivar este tópico em busca de instrução dos amigos mais avançados.

O primeiro livro espírita que li foi o já citado acima "Memórias de um suicida" que minuciosamente relata e alerta sobre as repercussões tão sofridas desta escolha.

Minha dúvida está no quanto de "escolha" existe em certas situações, especialmente naquelas em que o indivíduo está sofrendo de depressão.  Sabemos que diferente da tristeza profunda; sentimento de foro moral muitas vezes confundido com com esta doença, já considerada pela OMS como o "Mal do século", a depressão ignora perfis psicológicos e é capaz de atingir pessoas que julgamos improváveis. A ciência tem inclusive demonstrado que pode haver uma predisposição genética em certos indivíduos, o que a mim parece indicar uma relação mais forte com a nossa organização material do que com a moral: claro, não pretendo ignorar que todo efeito material em última instância tem uma causa espiritual, apenas ressaltar o caráter predominante. 

Assim, me questiono se uma doença orgânica, que subjuga os indivíduos à impotência mental para combatê-la, os quais tratamos com medicamentos químicos, deve ser encarada como uma causa vulgar, e os suicidas depressivos não seriam um caso que pode ser estudado em separado do conjunto das demais categorias, já que a INTENÇÃO, que é o traço mais patente do espírito, pode não ser tão protagonista assim no momento de alguém acometido pela enfermidade tirar a própria vida. 

Esta foi minha primeira participação escrita aqui. Perdoem se tiver sido prolixo ou confuso.

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Andressa Z. em 13 de Agosto de 2014, 02:46
Boa noite amigo David, seja bem vindo ao nosso forum!
Também fiquei muito triste com o ocorrido,  infelizmente as aparências nem sempre condizem com o que se passa por dentro de um indivíduo...de acordo com as investigações,  parece que realmente o ator cometeu suicídio e pessoas próximas dizem que ele passava por uma depressão profunda, já tendo passado por internações anteriormente.
Não temos como julgar o tamanho da dor que cada um carrega, por isso é muito delicado comentar sobre o assunto; o fato, como um amigo já comentou acima, é que NENHUM suicida deixou de passar por muito sofrimento após cometer esse ato. Até então todos os relatos de espíritos que tomaram essa decisão demonstram o arrependimento.
Mesmo em uma obsessão,  o indivíduo só é atingido se há uma brecha...até que ponto então o suicida poderá haver sido "empurrado" para o erro? Se não há vontade de tomar essa atitude,  o indivíduo não irá fazer.
Ocorre muitas vezes um desequilíbrio neurológico, podendo ser o maior desafio para um espírito na vida atual não cometer o suicídio - desequilíbrio esse que também pode ser oriundo de sua encarnação anterior,  onde o indivíduo utilizou drogas, abusou de certas funções,  enfim...cada caso é um caso. Pessoas completamente saudáveis podem através de pensamentos negativos constantes gerar um desequilíbrio orgânico,  precisando não só da ajuda psicológica,  mas de remédios também para reverter o quadro.
Fico com uma pergunta, será que existia menos quadros depressivos antigamente ou atualmente estamos mais preocupados com nossos sentimentos? Depressão é mesmo o "mal do século"? Estamos menos resignados com nossas realidades?

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Agosto de 2014, 11:40
Olá amigos

Eu não conheci Robin Williams a não ser nas telas de cinema e no ecran da TV. Todavia, para mim ele era uma pessoa realmente especial. E é daquelas pessoas mediáticas que eu realmente gostava de ter conhecido, porque era daqueles com quem eu realmente simpatizava. Valeu a pena tê-lo conhecido, ainda que apenas em cena. E eu agradeço-lhe muito a ele por isso. Tomara que o mundo tivesse muito mais "Robin Williams". 

Sinceramente, grande parte das pessoas mediáticas tornam-se bonecas de cartaz, artificiais, que têm de estar sempre a actuar mesmo fora do palco, a fazer operações plásticas porque veneram a beleza ou porque receiam que sem a beleza seja perderiam o modo milionário de vida. A certa altura nós já não sabemos quem está ali. Relembrando o homem bicentenário, já não sabemos se são pessoas se são robôs especialmente desenhados para ser mediáticos. Vivemos uma era balofa, em que o facto de as pessoas serem mediáticas é um valor estupidamente exagerado. O valor da comunicação social e das redes sociais é grande demais.

Hoje, ser conhecido é mais importante do que ser trabalhador, honesto, moralmente correcto, intelectualmente genial, esforçado, amigo, humano, etc. E alguma coisa vai mal, numa sociedade que se comporta de forma tão fútil! 

Ser mediático nada tem com ter valor, a não ser no caso dos profissionais do ramo (actores, apresentadores, animadores, cenógrafos, realizadores, produtores, etc.). Mas Robin Williams era uma pessoa que era mediática por valor próprio, e não apenas porque os índices de audiência o aconselham. Ele não era um boneco mediático, era um homem com um enorme "H"!     

Não sei quem escreveu os enredos dos filmes em que ele foi actor, mas ele fez vários papéis que nos faziam pensar na espiritualidade e que nos faziam acreditar nas boas qualidades das pessoas, não obstante as dificuldades e defeitos que todos temos. Os temas dos filmes em conjunto com a fantástica representação com que ele nos presenteou, ficaram-me na memória como especiais.

A perspectiva do suicídio, desde 2008, em que escrevi um post pouco atrás deste, altura em que a minha fé estava no auge, mudou muito, infelizmente.

Desde essa altura o mundo mudou muito, e eu também. A minha confiança nas pessoas reduziu imenso. A crise financeira mundial veio-nos confirmar que demasiadas coisas no mundo são aldrabices. Por isso e por muitos outros eventos, na minha vida, as minhas expectativas em relação ao ser humano estão no nível mais baixo que alguma vez já estiveram.  Por consequência, a minha confiança na espiritualidade também reduziu muito. A espiritualidade, no fundo, é conversa de homens. Se a confiança nos homens desceu imenso, a credibilidade do que eles dizem também desceu muito, seja no que se refere à espiritualidade, seja lá no que for. Sobretudo se envolver ganhar dinheiro.

A Doutrina Espirita, que era apresentada por Allan Kardec como algo para além das conversas e testemunhos dos homens. Mesmo para ele que não era médium ostensivo. Que era apresentada como algo que não era para crer, mas para constatar, que não era para crer sem ver, mas, ao contrário, que suportava todos os testes da ciência. E que, se assim não fosse, deveria ser abandonada, foi a uma das minhas maiores desilusões na vida, até hoje (estúpido, ingénuo? - eu sei, eu sei, só se desilude quem se ilude!).

Com efeito, o meu acesso ao ME nunca passou de conversa de homens e mulheres. Os factos, esses, o ME nunca mos mostrou de forma a que eu pudesse concluir, ainda que pessoalmente, subjectivamente, que eles existem, nunca tive oportunidade de os  estudar, na prática. No papel conheci a Codificação de trás para a frente e de frente para trás. Estudei os Evangelhos com os meus próprios olhos, no Novo Testamento da Bíblia.

Alguns dizem que muitas coisas em ciência também não se podem constatar pessoalmente, mas os inventos, as obras humanas que envolvem conhecimentos científicos, que dependem de modelos matemáticos que envolvem essas tais coisas que muitas vezes não podemos constatar pessoalmente, estão aí, patentes para todos usarem e verem. Sem a descoberta da tecnologia dos semicondutores, que ninguém vê dentro de um microprocessador, era impossível eu estar aqui a escrever. A ciência tem por base o cepticismo: Aceitamos aquilo de que temos evidências confiáveis, mas, tudo está sempre em causa. Se outras observações mais rigorosas e tecnologicamente mais potentes, nos vierem mostrar que estávamos errados, que as nossas observações anteriores tinham vícios ou eram insuficientemente poderosas, os modelos teóricos de descrição da realidade são alterados, mais tarde ou mais cedo. A ciência não depende dos cientistas. Mais tarde, outros cientistas terão de chegar às mesmas conclusões. Comparar a fiabilidade das informações cientificas com as informações das religiões é completamente ridículo. Nas religiões o dogma é a base. A confiança nos lideres é a base. Em ciência a desconfiança é a base.

A Doutrina Espirita, o ME, os Espíritas, não têm culpa da minha desilusão. Não estou a acusar nada nem ninguém. Não tenho nada contra a DE nem contra o ME. Apenas perdi a forte confiança que tinha neles. A minha fé sucumbiu ao meu carácter céptico. O amor à verdade e à sabedoria, para mim, é um valor maior do que a fé. Já não chega crer, também quero saber. Se não puder ter indícios suficientes, desprezo a crença.   

Pensando bem, a DE, até agora, para mim, não passa de testemunhos de pessoas em estado comum de consciência, que falam de forma indirecta de testemunhos de pessoas que assistiram reacções de pessoas em estado anómalo de consciência, interpretados como testemunhos de entidades extra-corpóreas. Um único argumento mais forte me sustem: a ideia de que não era coerente a obra escrita pela mão de um homem, como Allan Kardec, fosse uma invenção. Ou ele estava convencido daquilo que escreveu, ou tinha uma personalidade mesmo muito estranha, ou tinha alguma vantagem material que nunca se descobriu até hoje.   

O próprio ME não se entende e uns alegam que a Doutrina Espirita é algo baseado nuns livros, outros alegam que é algo baseado, ou também baseado, em muitos outros livros. Portanto, a minha relação com o espiritismo nunca passou da confiança nas palavras escritas de alguns homens. E isso já não me chega. No meio de tanta aldrabice, desde o seio do ME até ao resto do mundo, é impossível, com os dados que tenho, avaliar a credibilidade do espiritismo. Não quero dizer que se trata de uma seita de vigaristas. Acredito que muitas pessoas estão convictas do que dizem e pensam acerca da DE, como eu próprio já estive.     

Entre religiosos, espíritas, espiritualistas, ateus, materialistas-fisicalistas, todos ficam zangados quando lhes colocam em questão as respectivas crenças. Cada vez mais me convenço que a reacção deles se deve ao facto de, no fim de contas, nada saberem de concreto, nada terem para mostrar de concreto, que possa levar o cidadão comum a obter evidências confiáveis do que eles apregoam. Mas a reacção mais forte deles é o medo. O medo que os argumentos dos outros, ao invés de serem um desafio para responder sincera e honestamente, são uma ameaça. Eles têm medo que os convençam do contrário do que eles acreditam. E, nisso, eles têm toda a razão. Eu era bem mais feliz de 2008 a 2010. Quando a minha fé na DE estava no auge. 

Face ao exposto, não me surpreende que uma pessoa boa e sensível como parecia ser Robin Williams (se não o era enganou-me muito bem...), depois de muitos anos com esperança, a tentar encontrar a Luz, depois de ver que as pessoas não são de confiança, pois a lógica da batata é, sem dúvida, a mais forte de todas, tivesse ficado desesperado. Na minha terra há um provérbio: quem muito espera, desespera!.


Bem hajam
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Agosto de 2014, 12:43
Bom dia.

Citar
Entre religiosos, espíritas, espiritualistas, ateus, materialistas-fisicalistas, todos ficam zangados quando lhes colocam em questão as respectivas crenças.

Não meu amigo, quando afirmas isso estás generalizando e dizendo que todos os Espíritas têm fé cega e não aceitam contestações, portanto não é por questionar que provocas é por fazer esse tipo de afirmação. Veja também outros porquês que seus textos causam a 'zanga' de quem lê:

Primeiro você escreve:

Citar
A Doutrina Espirita, o ME, os Espíritas, não têm culpa da minha desilusão. Não estou a acusar nada nem ninguém. Não tenho nada contra a DE nem contra o ME. Apenas perdi a forte confiança que tinha neles.

Acrescenta:

Citar
O próprio ME não se entende e uns alegam que a Doutrina Espirita é algo baseado nuns livros, outros alegam que é algo baseado, ou também baseado, em muitos outros livros. Portanto, a minha relação com o espiritismo nunca passou da confiança nas palavras escritas de alguns homens. E isso já não me chega. No meio de tanta aldrabice, desde o seio do ME até ao resto do mundo, é impossível, com os dados que tenho, avaliar a credibilidade do espiritismo.
sublinhei.

Veja o conceito de aldrabice, variável de aldravice:


aldravice
al.dra.vi.ce
sm (aldrava+ice) 1 Mentira, patranha, trapaça. 2 Trabalho malfeito. Var: aldrabice.

mais:

Citar
Mas a reacção mais forte deles é o medo. O medo que os argumentos dos outros, ao invés de serem um desafio para responder sincera e honestamente, são uma ameaça.

Atribuis covardia aos teus interlocutores Espíritas, como se temessem uma ameaça; mas que ameaça seria essa? seria uma ameaça contra as aldravices dos Espíritas?

O amigo se coloca na posição de vítima que luta contra um grupo que tenta enganar (não saberia dizer com que intenção) e por não obter respostas, provas que procuras, então desqualifica os outros, como se algo que você mesmo não conseguiu descobrir estudanto e pesquisando por conta própria, os outros teriam que ter a ter a sabedoria de lhe informar. Alguém do ME se arrogou para você como um sábio? se alguém fez isso ou fizer, peça as provas que você tanto busca, pois aqui somos estudantes, uns mais evoluídos (entre os quais não me incluo, se fosse não estaria lhe respondendo), outros menos evoluídos.
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Agosto de 2014, 14:00
Olá.Quando uma pessoa está com uma depressão muito forte,mora sozinha,é pobre,não está conseguindo mais viver.Não se alimenta mais não consegue mais cuidar de sua higiene e os pensamentos de suicídio são extremamente obsessivos,outras pessoas lhe incitam à se matar.Então ela pede perdão à Deus pelo ato e ,chorando se dá um tiro.O sofrimento não irá diminuir após a morte?

Não. O sofrimento não irá diminuir.
Quem se mata com a intenção de abreviar os sofrimentos da vida, nunca alcança o seu intento.
Agora é necessário observar uma coisa muito importante. O indivíduo que cometeu tal ato não se matou por causa de uma decisão deliberada. Ele próprio foi "se matando espiritualmente" ao longo das provas que sofreu na vida, por ter respondido de forma incorreta às questões da prova que foram propostas por Deus ao longo da encarnação. E isso que fez com que ele tivesse a ideia de se matar, pois escolheu amar a si mesmo acima de tudo, ao invés de amar a Deus acima de tudo. Eu não estou julgando, pois estou falando em tom de hipótese. Eu não sei qual foi a verdadeira intenção do suicida. 

Outra coisa importante. O instante da morte é fatal. Ele morreria de qualquer jeito, no dia e no horário em que o suicídio aconteceu. Mas outro poderia ter sido o seu gênero de morte, se não fosse a intenção que ele mesmo criou, o que fez com que a história acabasse terminando em suicídio. Nenhum ser humano tem o poder sobre a vida e a morte. Esse poder pertence apenas a um único e verdadeiro ser onipotente: Deus.

Outra coisa importante: mesmo que fosse confirmada a sua intenção, o Espírito do suicida não fez nada de errado. Ele apenas escolheu uma prova cuja dificuldade estava acima das suas forças. Esse acontecimento lhe dará experiência para ser bem sucedido na próxima tentativa. Deus não castiga, não julga, não se ofende com nada. Apenas deixa ao Espírito a responsabilidade das suas escolhas. No caso, a escolha da prova que ele mesmo havia escolhido antes de encarnar.

Embora muitos Espíritas estudiosos e experientes vão discordar de mim, não fugi de nada que se encontra explicado num livro extremamente incompreendido chamado Livro dos Espíritos. Abraços!
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Agosto de 2014, 16:23
Citar
A Doutrina Espirita, que era apresentada por Allan Kardec como algo para além das conversas e testemunhos dos homens. Mesmo para ele que não era médium ostensivo. Que era apresentada como algo que não era para crer, mas para constatar, que não era para crer sem ver, mas, ao contrário, que suportava todos os testes da ciência. E que, se assim não fosse, deveria ser abandonada, foi a uma das minhas maiores desilusões na vida, até hoje (estúpido, ingénuo? - eu sei, eu sei, só se desilude quem se ilude!)

Mas é justamente nessa ilusão que tantos adeptos estão presos. A ilusão de que possuem uma "resposta", possuem um "caminho certo", possuem uma "sabedoria". A ilusão de que encontraram uma escapatória, uma ponte, ou um saída, para os grandes conflitos da vida, enquanto os pobres ignorantes ficaram para trás. E como toda ilusão, ela será desfeita da forma como toda ilusão é: com muita frustração, seja nessa vida, ou depois dela.
Quem se associa a uma doutrina, seita ou religião, e com ela se identifica plenamente, o faz por uma única razão: individualismo. Quem se diz Espírita, católico, umbandista, ou seja, quem se veste de um rótulo ou uma denominação, é porque ainda não encontrou a sua verdadeira natureza. Não compreendeu o universalismo.
Não são pessoas más, e nem estão erradas. Essa foi justamente a prova que escolheram, e da qual a grande maioria sequer nem desconfia que é uma PROVA. Ninguém deve deixar de fazer o que faz. Mas devem primeiro perceber que são somente atores interpretando um papel. E que Deus está, a cada segundo de suas vidas, pouco se importando com sua cultura, conhecimento, ou com suas obras materiais. Mas apenas avaliando a sua capacidade de amar, e de não agir de forma individualista.   
As informações do Espírito da Verdade são verdadeiras, porque são salvadoras. O que não é verdadeiro, é o culto e louvor ao Espiritismo. Deus ficou esquecido, e o nome dele não tem espaço para ser pronunciado nos espaços onde a cultura e o conhecimento é a primeira preocupação da maioria presente. Deus, nesses lugares, é apenas uma ideia. E não uma realidade.
Deus não é algo que se descobre ou conhece em qualquer livro ou religião. Deus é algo que se encontra dentro de si. Apenas a fé é virtuosa. A cultura e o conhecimento, são provas que servem apenas para atrapalhar ou confundir o Espírito na sua verdadeira caminhada, que consiste em uma única questão: Amar a si mesmo acima de todas as coisas, ou amar a Deus acima de todas as coisas.
O ser humano busca a religião para o seu próprio prazer, e para ganhar coisas na terra. Se buscasse coisas do céu, não daria a menor importância para a sua vida, e ao invés de vive-la, procuraria estar sempre fazendo a sua reforma íntima.
Mas para que percebam isso, será necessário que muitos conflitos ainda se multipliquem em suas mentes, até que desistam de "ser", "estar", ou "fazer" alguma coisa.
Abraços!




 
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: unknown. em 13 de Agosto de 2014, 16:35

Face ao exposto, não me surpreende que uma pessoa boa e sensível como parecia ser Robin Williams (se não o era enganou-me muito bem...), depois de muitos anos com esperança, a tentar encontrar a Luz, depois de ver que as pessoas não são de confiança, pois a lógica da batata é, sem dúvida, a mais forte de todas, tivesse ficado desesperado. Na minha terra há um provérbio: quem muito espera, desespera!.



Amigo Vitor, é preciso ter cuidado ao insinuar que fulano se matou por tal motivo. Não sabemos, não convivíamos com ele e talvez mesmo os próximos não compreendam a razão dele ter tomado tal atitude.

O fato é que para cometer suicídio a pessoa precisa atingir um ápice de desespero e essa situação pode ser desencadeada por várias causas, desde doenças graves à perda de parentes e/ou amigos ou até por questões financeiras.

Sabemos (os espíritas), que existe um sofrimento a qual nenhum suicida escapa, que é o arrependimento por não ter suportado as provas que ele próprio escolheu antes de encarnar, mas para todos a vida é um aprendizado e esse sofrimento fará desse espírito mais forte para as futuras encarnações.

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Agosto de 2014, 16:56
Olá amigo Norizonte

Citar
A Doutrina Espirita, o ME, os Espíritas, não têm culpa da minha desilusão. Não estou a acusar nada nem ninguém. Não tenho nada contra a DE nem contra o ME. Apenas perdi a forte confiança que tinha neles. A minha fé sucumbiu ao meu carácter céptico. O amor à verdade e à sabedoria, para mim, é um valor maior do que a fé. Já não chega crer, também quero saber. Se não puder ter indícios suficientes, desprezo a crença. 

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/suicidio-e-depressao/#ixzz3AHu6MX7L

Eu expliquei as razões pelas quais me expressei, que volto a repetir. Esta é a minha opinião actual. Nada mais se me oferece acrescentar. Até porque o tema era o Robin Williams.

Bem haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Agosto de 2014, 17:36
Amigo Danilo

O amigo faz uma série de afirmações que podem ser ou não próximas da realidade do ser humano. Não tenho como as afirmar nem refutar. Nem sei se as entendo bem.... Todavia não apresenta fundamentos sobre as mesmas. São palavras da sua lavra, ou tem algum fundamento que contextualize o seu discurso? - As suas palavras soam-me demais a certezas, para lhe ser sincero. Para estar tão à vontade, no que diz, deve ter bons fundamentos.

Em relação ao ME e à DE, eu nunca me "vendi". Nem ao primeiro nem à segunda. Sempre fui um livre pensador. Todavia, os meus pensamentos/ ideias são limitados ao pouco que eu sei, por isso contêm muitos erros.  A última vez que fui a um centro Espirita, um dos dirigentes afirmou sem hesitar, como uma certeza irrefutável e com ar professoral, que Jesus de Nazaré demorou 10 000 anos a encarnar. Não sei de onde é que ele foi tirar isso, nem me interessa, mas algum dos companheiros de fórum até é capaz de saber. Como poderia eu associar-me, incondicionalmente, a tais organizações?

Todas as organizações erram e acertam, ninguém é perfeito. O meu problema não é esse. O problema são as fontes de informação a que pessoas como o dirigente que referi, recorrem. O público chega ali e tudo o que ele diz é doutrina espirita, para eles. Não me poderia calar sobre isto. E quando o tal dirigente perguntou se alguém tinha dúvidas, eu coloquei as minhas dúvidas. Ele reagiu mal. Ora a casa era dele e, por um lado, seria má educação estar a sempre a colocar questões, por outro lado não me sentia bem não as colocar, mesmo sendo embaraçosas. Assim não voltei lá.

Bem haja     



 
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Agosto de 2014, 17:55
Olá amigo Vitor

Citar
Amigo Vitor, é preciso ter cuidado ao insinuar que fulano se matou por tal motivo. Não sabemos, não convivíamos com ele e talvez mesmo os próximos não compreendam a razão dele ter tomado tal atitude.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/suicidio-e-depressao/#ixzz3AI5yb6F7

Amigo, eu não insinuei nada sobre o motivo da morte do Robin Williams. O que eu disse é que uma pessoa boa e sensível, perante a brutalidade deste mundo, facilmente desespera. Mas desde desesperar até ao suicídio vai um longo caminho. Se cada vez que nos sentimos desesperados nos suicidássemos, a população mundial era bem menor.  :)

De qualquer modo registo e agradeço a sua nota, pois as minhas palavras podem ter sido interpretadas da forma como o amigo interpretou por outras pessoas.

Tem toda a razão: não é oportuno estar a fazer comentários sobre as razões do suicídio em cima do acontecimento. O que eu vi nas noticias, até agora, aqui em Portugal, nem sequer mencionava suicídio, como causa de morte. Isso até pode ter sido inventado por um jornalista qualquer, não faço ideia... Só as investigações forenses poderão, decerto, determinar a causa da morte. E parece-me cedo demais para que a policia divulgasse oficialmente a causa da morte. 

Bem haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Agosto de 2014, 17:56
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São palavras da sua lavra, ou tem algum fundamento que contextualize o seu discurso? - As suas palavras soam-me demais a certezas, para lhe ser sincero. Para estar tão à vontade, no que diz, deve ter bons fundamentos.

Caro amigo Vitor, eu já fui um obcecado pela investigação racional. E isso só me fez chegar a uma conclusão: que a investigação racional é inútil para quem quer caminhar para Deus. Ela pode ter a vantagem de exercitar o raciocínio, a inteligência, mas nenhum conhecimento mundano é capaz de colocar ponto final em qualquer questão que seja de essência espiritual. É um labirinto sem fim.

O amigo também ilude ao pensar que são os fundamentos das ideias que o faz aceita-las ou não. O que lhe faz aceitar ou recusar ideias, não é a sua avaliação racional. Mas sim, o gênero de prova solicitado por ti mesmo, que te leva a acreditar mais em uma coisa do que em outra. Você não pode alterar a programação da sua mente.

Enfim, para esclarecer. Se transmito com tanta confiança o ensinamento dos mestres do ponto de vista ecumênico e universal, é porque algo encontrei dentro de mim que me tira o medo de dizê-las. E não falo para que alguém acredite a aceite como verdade, já que também são verdades relativas e ilusórias como qualquer outra. Mas apenas para que ouçam. Pois é Deus quem dá a compreensão, e não eu. Sou apenas um papagaio cego e burro que obedece aos comandos de Deus, e tenho plena confiança que sou instrumento da sua bondade, errando e acertando nos meus discursos.
E enquanto isso, servindo à obra geral, ao mesmo tempo faço a minha prova de natureza moral e tenho a oportunidade de avançar, sofrendo todos os tipos de tentações que tal trabalho me sugere. Ou seja, de mim mesmo, não tenho nada para oferecer. Estou aqui apenas fazendo provas, e procurando um meio de vos amar.

Peço desculpas por fugir do tema, mas não podia deixar de tocar em assunto tão importante.


Abraço!

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Andressa Z. em 14 de Agosto de 2014, 01:01
Outra coisa importante. O instante da morte é fatal. Ele morreria de qualquer jeito, no dia e no horário em que o suicídio aconteceu.

Olá Danilo!
Será que morreria naquele momento? Por tudo que já li e que soube que ocorre de fato, o espírito interrompe sua encarnação,  é uma forma abrupta totalmente anti natural de morte. Como chegou nessa conclusão?
Abraço
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 14 de Agosto de 2014, 16:03
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Olá Danilo!
Será que morreria naquele momento? Por tudo que já li e que soube que ocorre de fato, o espírito interrompe sua encarnação,  é uma forma abrupta totalmente anti natural de morte. Como chegou nessa conclusão?
Abraço


Cara amiga Andressa, cheguei a essa conclusão lendo O Livro dos Espíritos, sem misturar os ensinamentos desse livro com ideias transmitidas por seres humanos desencarnados presos a ideias materialistas. Façamos a releitura:

853. Certas pessoas escapam a um perigo mortal para cair em outro; parece que não podem escapar à morte. Não há nisso fatalidade?

Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegando esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar- vos.


O Livro dos Espíritos afirma claramente que o instante da morte é fatal.
O que seria, cara Andressa, um instante fatal? Vamos recorrer ao significado das palavras:

ins·tan·te
adjetivo de dois gêneros
1. Que está prestes a acontecer. = IMINENTE
2. Que insta ou insiste. = INSISTENTE, REITERADO, VEEMENTE
3. Urgente.

Substantivo masculino
4. O menor espaço apreciável de tempo.
5. Momento, ocasião.


Na frase citada, a palavra está sendo usada como substantivo, correto? Portanto, temos que utilizar o significado de Momento ou Menor espaço de tempo apreciável.

fa·tal
adjetivo de dois gêneros
1. Que necessariamente há de acontecer; que não podia deixar de acontecer. = INELUTÁVEL, INEVITÁVEL, INFALÍVEL
2. Decidido pelo destino. = FATÍDICO
3. Que causa morte. = LETAL, MORTAL, MORTÍFERO
4. Que causa danos. = CALAMITOSO, FUNESTO, NEFASTO, PREJUDICIAL
5.  [Direito]  Improrrogável, irrevogável.

Então, um instante fatal de um acontecimento, é um acontecimento que ocorre em um momento irrevogável. Ou, em um momento fatal.

a ele não podeis furtar- vos.


Quem é o "ele" da assertiva acima? O momento da morte. E não a morte em si.
E porque não podeis furtar-vos (a ele, ou seja, ao momento)? Porque é fatal.

Agora, porque estou te explicando isso com tantas minúcias? Por que essa ideia entra em confronto com o direito do ser humano de dispor da vida da forma que bem entende. E para não abrir mão desse direito, ou seja, para poder continuar acreditando que possui poder sobre as coisas do universo, o ser humano interpreta de outra maneira. Ele simplesmente interpretou que a morte é fatal, ou seja, que ninguém escapa dela por ela estar na lei natural. Convenhamos, é mesmo necessário que seres de outra dimensão precisem se manifestar para nos ensinar isso? Que todo mundo vai morrer? Acho que não. Meio óbvio né? A informação é outra, e bem diferente.

Abraços!





 
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Chorapornatela em 14 de Agosto de 2014, 22:07
Citar
Olá Danilo!
Será que morreria naquele momento? Por tudo que já li e que soube que ocorre de fato, o espírito interrompe sua encarnação,  é uma forma abrupta totalmente anti natural de morte. Como chegou nessa conclusão?
Abraço


Cara amiga Andressa, cheguei a essa conclusão lendo O Livro dos Espíritos, sem misturar os ensinamentos desse livro com ideias transmitidas por seres humanos desencarnados presos a ideias materialistas. Façamos a releitura:

853. Certas pessoas escapam a um perigo mortal para cair em outro; parece que não podem escapar à morte. Não há nisso fatalidade?

Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegando esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar- vos.


O Livro dos Espíritos afirma claramente que o instante da morte é fatal.
O que seria, cara Andressa, um instante fatal? Vamos recorrer ao significado das palavras:

ins·tan·te
adjetivo de dois gêneros
1. Que está prestes a acontecer. = IMINENTE
2. Que insta ou insiste. = INSISTENTE, REITERADO, VEEMENTE
3. Urgente.

Substantivo masculino
4. O menor espaço apreciável de tempo.
5. Momento, ocasião.


Na frase citada, a palavra está sendo usada como substantivo, correto? Portanto, temos que utilizar o significado de Momento ou Menor espaço de tempo apreciável.

fa·tal
adjetivo de dois gêneros
1. Que necessariamente há de acontecer; que não podia deixar de acontecer. = INELUTÁVEL, INEVITÁVEL, INFALÍVEL
2. Decidido pelo destino. = FATÍDICO
3. Que causa morte. = LETAL, MORTAL, MORTÍFERO
4. Que causa danos. = CALAMITOSO, FUNESTO, NEFASTO, PREJUDICIAL
5.  [Direito]  Improrrogável, irrevogável.

Então, um instante fatal de um acontecimento, é um acontecimento que ocorre em um momento irrevogável. Ou, em um momento fatal.

a ele não podeis furtar- vos.


Quem é o "ele" da assertiva acima? O momento da morte. E não a morte em si.
E porque não podeis furtar-vos (a ele, ou seja, ao momento)? Porque é fatal.

Agora, porque estou te explicando isso com tantas minúcias? Por que essa ideia entra em confronto com o direito do ser humano de dispor da vida da forma que bem entende. E para não abrir mão desse direito, ou seja, para poder continuar acreditando que possui poder sobre as coisas do universo, o ser humano interpreta de outra maneira. Ele simplesmente interpretou que a morte é fatal, ou seja, que ninguém escapa dela por ela estar na lei natural. Convenhamos, é mesmo necessário que seres de outra dimensão precisem se manifestar para nos ensinar isso? Que todo mundo vai morrer? Acho que não. Meio óbvio né? A informação é outra, e bem diferente.

Abraços!

Boas Caro Danilo queria aqui concordar consigo nesse aspecto da fatalidade tenho tido amigos muito chegados que no ultimo ano desencarnaram ora de avc ora acidentes, o ultimo faz um mes ( tinha 40 e poucos anos acidente).
O contato que tive com eles só me vinha á mente que a fatalidade é inevitável.
Nada acontece sem a permissão de Deus ( Deus não impede a Obsessao porque nos pomos a jeito de ser obsidiados )

Eu próprio quando baixo a vibração ora tenho acidentes de carro ora ando doente enfim acredito que trazemos uma carta escrita por assim dizer "lá de onde viemos" como diziam os meus antepassados aqui na Margem Sul "Casamento e Mortalha no Ceu se Talha"

Um Bem Haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: wender100%espirita em 15 de Agosto de 2014, 00:07
vc tem o livre arbitrio chorapornatela, não existe esta tal  de "carta escrita" a fatalidade esta nas escolhas da provas e na morte apenas isso,somos senhores dos nossos destinos podemos evoluir ou estacionar segundo a Doutrina Espirita! podemos voltarmos melhores ou envergonhados de nossa passagem aqui na terra depende de nós! paz e luz
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 15 de Agosto de 2014, 04:19
Meus amigos, não peço para ninguém descrer na onipotência do ser humano. Se no íntimo, essa é a verdade das coisas, vivam com essa ideia sem qualquer receio.
Apenas levem em consideração que tal crença está contra o que é afirmado no Livro dos Espíritos, e contra os ensinamentos dos mestres, e até do Cristo.

Agora, entendam porque a onipotência de Deus exclui a existência de qualquer potência (poder de criar) do ser humano.
Se Pedro quer dar um soco na cara de Paulo, e Deus impede que o filho Pedro o faça para proteger o seu filho Paulo, Deus estaria ofendendo o livre arbítrio do seu filho Pedro, que deveria ter o direito de fazer "o mal" que quisesse e sendo justo apenas com o Paulo. Mas se Pedro quer dar um soco na cara de Paulo, e Deus permite que ele o faça, Deus estará defendendo o livre arbítrio de Pedro, mas ofendendo a justiça para com o seu outro filho Paulo, que merecendo ou não, acabará levando o soco.

Dai alguém vai sacudir os braços e dizer: Deus é onisciente! Ele pode respeitar os livre-arbitrios sendo justo. É mesmo? 
Como é que o acaso e determinismo coexistem em uma mesma coisa? Alguém sabe explicar?
Sempre que uma decisão livremente arbitrária é tomada, não importa a onisciência que se tenha sobre ela, ela parte do acaso. Caso contrário, não seria livre.
Sempre que alguém precisa colher aquilo que plantou, essa colheita está determinada por aquilo que foi plantado.

Se o acaso é uma ideia justamente oposta ao determinismo, como é que se pode aceitar que, na relação entre Espíritos, um acontecimento seja, ao mesmo tempo, fruto do determinismo e do acaso?

Esse é apenas um dos problemas desse raciocínio totalmente ilógico.

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 15 de Agosto de 2014, 12:14
Citar
Agora, entendam porque a onipotência de Deus exclui a existência de qualquer potência (poder de criar) do ser humano.
Se Pedro quer dar um soco na cara de Paulo, e Deus impede que o filho Pedro o faça para proteger o seu filho Paulo, Deus estaria ofendendo o livre arbítrio do seu filho Pedro, que deveria ter o direito de fazer "o mal" que quisesse e sendo justo apenas com o Paulo. Mas se Pedro quer dar um soco na cara de Paulo, e Deus permite que ele o faça, Deus estará defendendo o livre arbítrio de Pedro, mas ofendendo a justiça para com o seu outro filho Paulo, que merecendo ou não, acabará levando o soco.



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/suicidio-e-depressao/15/#ixzz3ASMj9Uy2

Olá Danilo.

O problema é que quando se tira a potência do ser humano de realizar algo (e não a onipotência), torna o homem uma máquina e o Espírito fica apenas assistindo aos acontecimentos e os atos praticados, sejam bons ou ruins, em nada responsabilizam quem os praticou.

Mas é dito na Doutrina que nenhum homem nasce predestinado ao assassinato e se é assim, se por algum motivo outro homem for passar pela experiência de ser vítima de homicídio, não será obviamente pela fatalidade de aquele homem que desejou passar por situações que permitissem a prática desse crime fosse até o fim e cometesse o crime. Se existir fatalidade, no sentido de predestinação, de alguém morrer assassinado (o que é discutível, mas apenas como hipótese) parece claro em OLE que as situações possam ser criadas para aquele que for falir na prova de lutar contra a prática do homicídio encontre-se com aquele que ‘está predestinado’ a ser assassinado. Livre arbítrio não é onipotência, é o poder de agir nas circunstâncias que nos são apresentadas. Obviamente que ninguém pode fazer tudo que quer e é só parar para pensar nas muitas coisas que gostaríamos de fazer e nossa situação não nos permite, para comprovarmos isso. Algo me diz que estamos distantes do entendimento de muitas coisas e embora nada impeça de raciocinarmos para entendê-las, parece meio arriscado tirarmos conclusões pretensamente verdadeiras baseadas em nossa lógica limitada.

Abraço.

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Agosto de 2014, 12:46
Olá amigo amigo Danilo Henrique

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Caro amigo Vitor, eu já fui um obcecado pela investigação racional. E isso só me fez chegar a uma conclusão: que a investigação racional é inútil para quem quer caminhar para Deus. Ela pode ter a vantagem de exercitar o raciocínio, a inteligência, mas nenhum conhecimento mundano é capaz de colocar ponto final em qualquer questão que seja de essência espiritual. É um labirinto sem fim.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/suicidio-e-depressao/15/#ixzz3ASKoAwkm

Infelizmente, amigo, cada vez chego mais a essa conclusão. A conclusão de que ninguém na Terra nos pode dar as respostas mais importantes na vida, seja pela via racional ou não (se queremos transmitir algo a alguém, seja o que for, é sempre pela via racional. Podemos admitir a telepatia, como um meio de comunicação consciente, mas não é a regra).  :)

A única questão que para mim é importante e determinante é se sou um mero corpo de carne mortal, e nada mais, ou se sou ser espiritual imortal (ou que, pelo menos, se continue a manifestar muito para além da morte, porque pode existir esse ser espiritual e não ser imortal, pelo menos de forma que esse "eu" futuro consiga recordar que é o mesmo "eu" que agora vos escreve). A resposta a outras  questões seguintes, como, por exemplo, quem é ou o que é Deus e qual a relação Dele connosco, só me interessam depois da resposta à primeira e essencial.

Se Deus é o Criador, a Causa Primeira,  eu nada Lhe devo. Foi um acto voluntário Dele criar as condições para que eu exista e aqui esteja. Eu sou resultado de um acto da vontade Dele e não da minha. Se eu sou mau, se sou ignorante, se sou demasiado fraco, estúpido ou insensível, foi Ele que me criou com essa possibilidade. Mais uma vez é o resultado da vontade Dele e não a minha. Se Deus actua por mim, a responsabilidade do que eu faço é Dele. Se eu actuo por mim, sem ter a maturidade, a inteligência, a sensibilidade moral necessárias, isso é mais uma vez o resultado da vontade Dele e não a minha.   

Também podemos admitir a meditação, ou outra forma de alterar o nosso estado de consciência, como um meio de ter sensações, visões, alucinações, viagens fora do corpo, etc. Por essas vias nunca consegui ir, a não ser de uma forma que eu possa dizer que não é apenas um desvario psicológico ou um mecanismo do meu cérebro. 

Infelizmente, amigo Danilo, e digo este "infelizmente" com sinceridade e com muita pena minha, o amigo comunica-se aqui no fórum pela via das palavras, que é uma forma racional de se exprimir, desde que essas palavras nos façam sentido (podem fazer a uns e não a outros - não estou a dizer que o que o amigo diz não faz sentido, não estou a tentar provocar ou ofender insinuando que o que o amigo diz não faz sentido... :)). E, também infelizmente, está no grupo das pessoas (que são todas, ou poucas - pelo menos eu não conheço nenhuma), que me possa responder de uma forma que me convença (tomara que fosse...Não estou a desdenhar em si, mas a manifestar a minha falta de fé que o amigo seja um ser humano excepcional, em sentido restrito, o que não quer dizer que não seja uma pessoa fantástica, apenas que não se destaca suficientemente...).

Conclusão, amigo Danilo: a mesma regra que se aplica a si aplica-se a toda a gente: porque raio hei-de crer no amigo mais ou menos do que em qualquer outra pessoa? - Se os argumentos racionais não são válidos, sugere que eu o considere um guru e assuma uma posição dogmática, em relação a si? Tem fundamentos fortes, que eu possa estudar (não sei como se estuda não racionalmente, mas, em todo o caso...),  ou pode-me descrever práticas que me levem às suas conclusões?

A decisão que quero tomar na vida é se a quero levar ao fim, vir, com grande probabilidade, a usar fraldas, a ficar demente, a carregar os meus amados familiares com contas astronómicas, se as tiverem e assim quiserem, para me colocar sob um tecto (uma vez que a segurança social em Portugal está moribunda), ou a ir viver para rua, se os meus familiares não estiverem para me aturar quando eu for dependente, no extremo do pior que pode acontecer?

A sorte é morrer antes de chegar ao estado de dependência. Mas, infelizmente nem todos temos essa sorte. Mas podemos recorrer ao suicídio. É nesse momento, em que essa decisão nos pode vir à cabeça, que fará verdadeiramente a diferença se acredito que sou um espírito imortal ou apenas um corpo de carne mortal. Se é uma prova que já estava escrita, se é uma prova nova, se é uma pena da vida actual ou anteriores, se é inevitável, se eu pedi antes de encarnar, não sei. Só sei que posso ter de tomar essa decisão. E é a resposta à mesma que me interessa: suicídio ou não suicido?

Este assunto, meu amigo é de muito maior importância do que possa parecer. Pois, neste momento, muitas pessoas no mundo estão a tomar a decisão suicídio/ não suicido. E é aí que os movimentos espirituais, as igrejas, as religiões, os ateus têm um papel realmente importante. Se não são capazes de actuar, nesta fase crucial da vidas, ou nas reflexões anteriores que conduzem à mesma, então que se vão lixar, pois não servem para nada.     

Bem haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 15 de Agosto de 2014, 13:50
Amigo Vitor.

O uso do raciocínio, da lógica, pode ajudar e mesmo que desvinculados de qualquer religião, ou filosofia.
 
Não é do desconhecimento de ninguém que a toda ação corresponda a uma reação, ou a todo efeito corresponda uma causa e se agimos contra nós mesmos, mesmo que acidentalmente, sofremos (uma topada com o pé em um móvel), não é de esperar que o suicídio possa também nos causar um sofrimento? seria mais fácil pensar que tudo acabaria, ou que teria alguma repercussão?

Por outro lado se nascemos por acaso (como hipótese), não seria o certo esperarmos que também morressemos por acaso e não por modo voluntário?

As evidências do resultado do suicídio estão por aí, basta ler alguns livros.

O cético intransigente e que só busca provas materiais, assim como aquele que crê cegamente não estão livres da mesma crítica: de não fazerem passar pelo crivo da razão as evidências. Mas o cético parece estar em mais desvantagem, pois aquele que tem fé cega, desde o início se propôs, ou teve sempre tendência, a acreditar sem precisar usar a razão, enquanto o cético, quando nega as evidências, abandona a melhor ferramenta que pensa ter, a razão.

Abraço.
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Agosto de 2014, 14:46
Olá amigo Norizonte

Mais uma vez, e para que não subsista qualquer dúvida, eu não estou a assumir aqui a posição de ateu-materialista-fisicalista. Se eu tivesse que me definir, eu seria um "céptico com esperança na hipótese espiritualista". E a palavra "céptico" significa que rejeito, de antemão, a fé cega e tudo aquilo em que não possibilidade de obter evidências, idealmente universais, objectivas, claras, ou, pelo menos pessoais (subjectivas).

A distinção entre a minha posição e a do céptico materialista-fisicalista fanático é que este último parte do preconceito ou crença de somos meros corpos de carne e nada mais. O Objectivo dele é provar isso, nunca admitindo outra possibilidade, ainda que os resultados das investigações levem a outra conclusão. Eu parto da esperança de ser um espírito imortal, mas aceito os resultados das evidências que eu considere confiáveis, sejam elas a favor do materialismo-fisicalista, sejam a favor do espiritualismo. Ou seja, o meu amor à verdade é maior do que o amor à causa.



Quanto ao facto de o suicídio ser algo de não natural, ou seja, que não se enquadre na teoria da evolução genética animal na Terra, que eu saiba o amigo tem razão. O instinto animal de sobrevivência é algo de muito forte.

Todavia, para quem pensa, como as pessoas, o suicídio pode ser uma solução, se a pessoa se crê apenas um corpo de carne mortal. Eu até diria uma solução inteligente, em algumas situações, para quem tem ideias materialistas-fisicalistas.

Para aquele que tem esperança na vida depois da vida, ou da morte, como queira, o suicídio não faz sentido, pois que, para ele, a morte não existe.

Apenas não concordo que o materialista-fisicalista é alguém preguiçoso, que só não tem provas de que é um espírito imortal porque não quer. Se assim é, se os espíritas defendem a caridade como norma de conduta, não há maior caridade do que apresentar evidências confiáveis sobre a vida depois da vida a outra pessoa. Fica aqui a sugestão. Mas se a técnica é apenas mandar ler livros, não me parece suficiente. Tem de ir mais além. Como não sei. Os especialistas em espiritismo e em manifestações mediúnicas é que podem, em contacto com os espíritos, arranjar estratégias.

Sobre ler alguns livros, isso não basta. Há para aí livros que defendem todas as teorias e mais algumas, quase ao gosto do cliente, que incluem desde estudos sérios até aos maiores disparates. Porquê escolher ler livros espíritas e não outros?

Bem haja
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Agosto de 2014, 16:36
Olá amigo amigo Danilo Henrique

[...]
Infelizmente, amigo, cada vez chego mais a essa conclusão. A conclusão de que ninguém na Terra nos pode dar as respostas mais importantes na vida, seja pela via racional ou não (se queremos transmitir algo a alguém, seja o que for, é sempre pela via racional. Podemos admitir a telepatia, como um meio de comunicação consciente, mas não é a regra).  :)

A única questão que para mim é importante e determinante é se sou um mero corpo de carne mortal, e nada mais, ou se sou ser espiritual imortal (ou que, pelo menos, se continue a manifestar muito para além da morte, porque pode existir esse ser espiritual e não ser imortal, pelo menos de forma que esse "eu" futuro consiga recordar que é o mesmo "eu" que agora vos escreve). A resposta a outras  questões seguintes, como, por exemplo, quem é ou o que é Deus e qual a relação Dele connosco, só me interessam depois da resposta à primeira e essencial.
[...]
Bem haja


Olá Vitor, tens razão quando afirmas que ninguém na terra te pode responder as questões cruciais. Sim e não.

Sim, você tem razão porque realmente ninguém nos pode dar essa certeza que pedes. Não porque não queiramos, é que tais questões não podem ser ensinadas.

E não, não tem razão porque não percebe em si mesmo estas evidências. Se não "vencer o mundo" e extrapolar as barreiras às quais se impõe não perceberá. É um trabalho seu. Ninguém pode fazer por você.

Pelo que vejo, superficialmente falando pois que não conheço-o intimamente, essa pode ser a sua prova.

É igual nascer e morrer... cada um faz por si... embora alguns ajudem e outros tentem... mas, é viagem pra dentro, e dentro de si só você pode se ajudar.

Abraços

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Andressa Z. em 16 de Agosto de 2014, 23:39

E não, não tem razão porque não percebe em si mesmo estas evidências. Se não "vencer o mundo" e extrapolar as barreiras às quais se impõe não perceberá. É um trabalho seu. Ninguém pode fazer por você.


Marcos, estou de acordo contigo!
Vitor, sei que é muito difícil para nós que buscamos os porquês de tudo termos como resposta que a verdade ainda não pode nos ser revelada. É duro, ao menos no início de meus estudos na doutrina eu pensava: - Xiii, já não chega a Igreja Católica com seus mistérios?Mais uma que reponde que não temos o direito de ter essas informações quando não sabe a reposta? (cabe aqui dizer que fui criada na religião citada e não concordava com essa postura, mas cada um é diferente do outro...talvez as respostas que eu não enxergava ou compreendia estão bem claras para outros)
Não desisti do estudo, pois muito do que eu lia na doutrina me fazia um ser mais completo e a cada dia me faz mais...me sinto compreendida, abraçada. E eu além de compreender o que leio, sinto que o fato se passa daquele jeito. Assim como já li outras obras, algumas de outras religiões e outras científicas que parei de ler à certa altura porque não concordava de forma alguma com alguma ideia, para mim era fantasia. Percebo hoje que ao reler alguma obra básica que li a primeira vez tempos atrás, tiro novas lições de um mesmo trecho...a obra é a mesma, porém eu cresci desde a última vez que a li, e percebo nuances que antes não via. Será que estamos preparados para todas as respostas?Será que elas não estão bem ali e ainda não temos a capacidade de enxergar?
Já ouvi mais de uma vez na minha vida a frase:Confie na sua intuição. Confie no teu sentimento. E simplificando, é assim mesmo. Nós sabemos o que é certo, no fundo de nosso ser, é só dar ouvidos para nossa consciência...ninguém pode fazer esse trabalho, como disse o amigo Marcos, é uma caminhada que temos que fazer sozinhos!
Amigo, força na tua busca!
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 17 de Agosto de 2014, 16:55

Boa tarde.

Trago vídeo de palestra sobre o livro Memórias de um Suicida
.
www.youtube.com/watch?v=QPiuy8j4I0U (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVFQaXV5OGo0STBVIw==)

Nesse vídeo também fiquei sabendo que o serviço do CVV foi criado inspirado nesse livro de Yvonne Amaral.

Alarmante esta informação do site da CVV:

"O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, tirando a vida de uma pessoa por hora no Brasil, mesmo período no qual outras três tentaram se matar sem sucesso."

E fora do Brasil, que não tem os maiores índices de suicídio, a estatística é ainda mais dura, conforme se pode ver no vídeo.

Abraço.

Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Agosto de 2014, 19:29
Olá Andressa

Citar
Vitor, sei que é muito difícil para nós que buscamos os porquês de tudo termos como resposta que a verdade ainda não pode nos ser revelada

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/lei-de-causa-e-efeito/suicidio-e-depressao/15/?action=post;num_replies=27#ixzz3AfkZYSZz

Querida amiga, o ideal era, de facto, sabermos tudo. Não ter dúvidas. Mas, como disse, isso é um ideal, uma utopia. Mas não é aí que está o problema. Não é preciso saber muito, mas o suficiente para tomar uma decisão importante como, por exemplo,  suicidar-se ou não.

Já conheci algumas pessoas que se suicidaram. E as razões de uns e de outros parecem ser diversas. Não consegui encontrar um padrão. Mas já senti a sensação, eu mesmo, do não quero mesmo viver, não me interessa a vida. Não estou aqui a fazer nada. Já cheguei até a pensar qual seria o melhor suicídio.

Aquilo que me parece que leva pessoa a esse extremo é quando a vida se lhe apresenta como um símbolo de impossibilidade. A depressão, para quem não a conhece, é uma cobra venenosa, que me parece ser a mãe de muitos suicídio, que pode exagerar imenso a sensação de impossibilidade, quando nem sequer há impossibilidade.

Umas das causas muito actuais do suicídio, aqui na Europa, é a sensação de querer trabalhar e não arranjar trabalho ou não conseguir trabalhar, porque a saúde não o permite. Sobretudo quando se atinge a meia idade, quando o empregador tem pessoas de todas as idades à escolha, quando a pessoa não se conseguiu actualizar.

Com a redução dos nascimentos, por aqui, as escolas vão reduzindo imenso o número de professores. Tratando-se de uma classe profissional de altas qualificações académicas, as pessoas vêm-se na iminência de ir pedir alimento, às ONG, para elas e para os filhos. E ficou-me vincado fortemente vincado na memória o caso de uma professora que se suicidou e matou os dois filhos. A família apercebeu-se que ela não estava bem, mas não foi capaz de prevenir a situação. Ao que parece, a depressão mostrava-lhe um panorama futuro muito negro, para ela e para os filhos, ela não acreditava ter forças para o ultrapassar (a depressão debilita, e de que maneira...), mas, para ela, os filhos dependiam dela.

Nós temos um corpo de carne que tem necessidades básicas. Há mínimos. E as pessoas têm limites diferentes. No dia em que nos convencemos que não temos forma de alcançar esses mínimos, seja essa convicção justificada ou não, quando queremos trabalhar e nos sentimentos doentes, sem forças, podemos colocar um símbolo de impossibilidade à nossa frente.

A única coisa que os espíritas podem fazer, contra o suicídio, se assim quiserem, é serem capazes de mostrar que somos espíritos imortais. Seja de que forma for. Todas são boas. Ao invés disso, muitos espíritas sentem-se atacados pelos materialistas-fisicalistas. Em vez de os ajudar, atacam e contra atacam. Ora, se os espíritas acreditam mesmo no que dizem, deviam sentir necessidade de ajudar os descrentes, em vez de os atacarem.     
     
Bem hajam
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: wender100%espirita em 17 de Agosto de 2014, 19:30
Conheça
O CVV - Centro de Valorização da Vida é uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil.

Fundada em 1962 por um grupo de voluntários, foi reconhecida como entidade de utilidade pública federal pelo decreto lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973.

Sua atuação baseia-se essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.

É associado ao Befrienders Worldwide (http://www.befrienders.org/), entidade que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo.

Em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.

Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mil, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos do CVV em todo o país (veja como acessar o serviço). Trata-se de um serviço gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda e preocupados com os sentimentos dessa pessoa.

O Centro de Valorização mantém também o Francisca Julia Saúde Mental e Dependência Química e trouxe ao Brasil em 2004 o Programa Amigos do Zippy. Trata-se de um programa de desenvolvimento emocional para crianças de seis e sete anos em escolas públicas e particulares. Após o amadurecimento do Programa, foi fundada a Associação pela Saúde Emocional de Crianças - ASEC, para sua gestão. São mais de 18.500 crianças beneficiadas por ano em 323 instituições de 39 cidades. Conheça mais no site www.amigosdozippy.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWlnb3Nkb3ppcHB5Lm9yZy5icg==).

Missão

Valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, conseqüentemente, prevenindo o suicídio.

Visão

Uma sociedade compreensiva, fraterna e solidária.
(As pessoas Vivendo Plenamente, tendo o CVV contribuído para isso)

Valores

Confiança na Tendência Construtiva da Natureza Humana
Trabalho Voluntário motivado pelo espírito samaritano, de acordo com a  Proposta de Vida
Direção Centrada no Grupo
Aperfeiçoamento Contínuo
Comprometimento e Disciplina
 
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Andressa Z. em 17 de Agosto de 2014, 20:39

A única coisa que os espíritas podem fazer, contra o suicídio, se assim quiserem, é serem capazes de mostrar que somos espíritos imortais. Seja de que forma for. Todas são boas. Ao invés disso, muitos espíritas sentem-se atacados pelos materialistas-fisicalistas. Em vez de os ajudar, atacam e contra atacam. Ora, se os espíritas acreditam mesmo no que dizem, deviam sentir necessidade de ajudar os descrentes, em vez de os atacarem.      
     
Bem hajam

Oi meu amigo,

A caridade que tanto frisamos ser de suma importância para nosso crescimento, tanto para curar nossas tristezas, amenizar nossas provas (por vezes tão difíceis, só quem carrega o seu fardo sabe o peso que ele tem), dar sentido à nossa existência, muitas vezes ainda não é esmiuçada como deve ser por todo o cristão. Nem todos nós podemos ter a bênção e a responsabilidade de presenciar fenômenos mediúnicos - a bênção no sentido de "sentir" o amor de Deus; e a responsabilidade de divulgar essa verdade, de dividir e multiplicar a esperança entre todos. Pessoalmente, vejo que a maior caridade, a maior doação de quem já compreendeu com seu espírito a verdade (mesmo que em forma de fé, de esperança) é fazer o possível para dividir sua experiência. São tantos os sedentos por ouvir um consolo; são tantos à procura de esperança. E não há dinheiro no mundo que pague quando a temos.
Acho muito triste o ataque em vez do esclarecimento; será que a pessoa que ataca não é a que mais precisa ser esclarecida?
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 18 de Agosto de 2014, 21:53
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O problema é que quando se tira a potência do ser humano de realizar algo (e não a onipotência), torna o homem uma máquina e o Espírito fica apenas assistindo aos acontecimentos e os atos praticados, sejam bons ou ruins, em nada responsabilizam quem os praticou.

Você está quase conseguindo separar o homem do Espírito, mas apesar do seu esforço, quando vai rematar o raciocínio, junta ou mistura tudo novamente.
Em nada responsabilizam quem? O ser humano ou o Espírito?
Como se poderia responsabilizar uma máquina que apenas obedece a um comando (como você mesmo incluiu no raciocínio)?
O ser humano não é responsável, porque ele não tem livre arbítrio dos seus atos mundanos, e ele sequer existe.
O Espírito, aquele que assiste o ser humano agir, este sim é responsável pelos atos desse humano. Pois essa  responsabilidade decorre do carma que ele mesmo adquiriu, respondendo às questões das provas que ele mesmo se voluntariou a fazer. Não é pelo fato de apenas assistir, que ele está isento da responsabilidade.
Mas para falar de responsabilidade,  temos que falar de julgamento. Você ainda acredita que existem castigos e recompensas para pessoas que fazem o bem ou o mal. Porque você acredita na sabedoria do bem e do mal. Mas a sabedoria do bem e do mal que você crê existir, é apenas o achismo da vida humana do Norizonte. O ser humano Norizonte fica observando o mundo e prestando atenção no resultado das coisas feitas por outros seres humanos e por ele mesmo. Quando o resultado lhe agrada, o humano Norizonte chama isso de "bem". Quando não agrada, o humano Norizonte chama isso de "mal". Essa é a base da sua crença e de toda a sua filosofia, e você sempre vai partir dessa verdade para qualquer raciocínio que elaborar, enquanto ela for absoluta. Porque é assim que você foi educado, e assim foi condicionado a raciocinar. Com base no seu próprio individualismo.
Mas o próprio Livro dos Espíritos destrói esse absolutismo, ao afirmar que o ser humano não pode julgar resultados de forma sempre correta. Aquilo que ele pensa ser "mal", é um bem que ele nem desconfia. O que ele pensa ser um "bem", é uma armadilha para o seu ego. Partindo dessa realidade, então pergunta-se: o que é o bem e o mal? Eles não existem. São concepções da mente daqueles que o interpretam. Existe somente o bem para o Espírito, que são as provas que ele realiza, como oportunidade de elevação Espiritual. Enquanto você não "mexer" nessas ideias, nunca vai compreender a ilusão em que vive, pois o seu ponto de vista estará sempre do lado de dentro. Até o dia em que decida mexer no absolutismo de tais ideias.     

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Parece claro em OLE que as situações possam ser criadas para aquele que for falir na prova de lutar contra a prática do homicídio encontre-se com aquele que ‘está predestinado’ a ser assassinado.


Nunca seremos capazes de saber como as coisas acontecem realmente. Então essa é apenas uma solução lógica elegante para defender aquilo que o seu ego não quer jamais deixar de acreditar, que é o poder do ser humano de obrar conforme a sua própria vontade.
Mas a obra é apenas de Deus. Não é do ser humano, e nem mesmo dos espíritos. Quando foi que Cristo, o modelo de conduta e moral, se autoproclamou autor ou criador de alguma coisa? Se a obra é de Deus, e ela é perfeita, como é que os obreiros pretender alterar alguma vírgula do projeto?

Se você vir a matar alguém, ao desencarnar, Deus não vai lhe cobrar pela vida humana de quem você matou. Faria algum sentido Ele lhe fazer essa cobrança, se havia um determinismo na morte dessa pessoa, se isso fazia parte da sua obra, a qual ELE é justamente a causa primária? Deus vai apenas lhe perguntar: Norizonte, por que odiastes? Porque sentistes ciúmes, inveja, cobiça? Porque ao invés de utilizar sentimentos individualistas, não utilizastes o amor?

Se nesse momento você está de posse da sua consciência Espiritual, entenderia tudo o que Deus estaria lhe perguntando, pois essas são coisas do mundo das essências. Mas de posse da consciência humana, você não consegue entender, então Deus lhe mostra os "resultados materiais do ato", para que, já que não consegue entender, ao menos sinta culpa, e essa culpa e através dela faça reforma íntima.

Deus cobrará o seu avanço espiritual, as coisas que dizem respeito ao seu mundo íntimo, e não os "estragos" que você causou no mundo. Pois você não tem o direito de "estragar" nada na obra de Deus, e portanto, o que você chama de estrago não existe. É apenas o que você "acha" que está estragado, enquanto tudo está perfeito. Deus ama os Espíritos, que são seus filhos, e é neles que ele se compraz, e não nos brinquedinhos materiais (corpos humanos, planetas, galáxias) que existem no universo. Deus fez tudo isso com um único objetivo: dar ao Espírito a oportunidade de se aproximar Dele. É apenas esse o objetivo da sua obra.     
Já discutimos muita filosofia. Mas toda filosofia e discurso do mundo não vão ser suficiente para lhe dar a compreensão. Daqueles com quem eu converso, você é a pessoa mais próxima de consegui-la, mas só vai chegar lá, pensando e meditando mais a respeito da sua decisão. E você sabe qual é a decisão, não sabe?
Saiba apenas de uma coisa: você vai morrer. Tudo o que você é, tudo o que você tem, vai virar cinzas. Não sobrará nada. Nem mesmo a memória, se Deus assim quiser. E isto pode ser daqui um ano, uma semana, ou hoje mesmo. Mesmo que você não acredite em nada do que eu digo, no fundo mesmo, a única coisa que eu realmente queria te dizer é: esteja preparado. Só isso.
E para estar preparado, é necessário mais que o conhecimento da verdade. É necessário interiorizar esse conhecimento. Mas seja como for, não importa como, ou por qual caminho percorra, saiba que será pela vontade de Deus, e portanto, só teremos a agradecer e louvar.

Abraços!       


Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Agosto de 2014, 19:36
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Em nada responsabilizam quem? O ser humano ou o Espírito?
Como se poderia responsabilizar uma máquina que apenas obedece a um comando (como você mesmo incluiu no raciocínio)?
O ser humano não é responsável, porque ele não tem livre arbítrio dos seus atos mundanos, e ele sequer existe
.

Por ser humano entendo o conjunto corpo físico (da espécie humana) mais o ser inteligente já em estado evolutivo mais desenvolvido e quando falo sobre responsabilidade, é obvio que me refiro a do Espírito, não fosse assim o homicida teria amputada a mão que empunhou a arma e não uma privação que atingisse o ser que pensa.

Quanto ao ser humano não existir, não vejo nenhuma lógica nessa afirmação, pois tanto o mundo material quanto o mundo espiritual existem.

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O Espírito, aquele que assiste o ser humano agir, este sim é responsável pelos atos desse humano. Pois essa responsabilidade decorre do carma que ele mesmo adquiriu, respondendo às questões das provas que ele mesmo se voluntariou a fazer. Não é pelo fato de apenas assistir, que ele está isento da responsabilidade.

Quanto a essa parte fiquei na dúvida sobre o que realmente você quis dizer, pois 'assistir o ser humano' significa ajudar o ser humano (considerando aqui uma separação entre Espírito e corpo humano, o que também para mim não faria sentido, pois corpo humano sem Espírito seria um ser humano, ou apenas um corpo humano? A separação existe, pois um é matéria e outro é Espírito, mas quando existe a união dos dois, um influencia o outro e não um apenas assiste ao outro). Pelo conjunto do que você escreve, acredito que você quis dizer 'assiste ao ser humano' e, então se o resultado do que ocorre materialmente se deve ao que você chama de carma, isso em nada prova que o Espirito fica apenas assistindo ao ser humano (vendo), ou seja, nada impede que o Espírito assista o ser humano (decida) na realização de algo material, obviamente comandando o corpo humano. Você parte da premissa não necessariamente verdadeira de que tudo que o corpo faz é dado pela programação da mente e que o Espírito apenas assiste ao desenrolar dos acontecimentos tendo sentimentos. Ou seja, você também está apegado a uma ideia, a uma premissa, não só nós outros.

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Mas para falar de responsabilidade, temos que falar de julgamento. Você ainda acredita que existem castigos e recompensas para pessoas que fazem o bem ou o mal. Porque você acredita na sabedoria do bem e do mal. Mas a sabedoria do bem e do mal que você crê existir, é apenas o achismo da vida humana do Norizonte. O ser humano Norizonte fica observando o mundo e prestando atenção no resultado das coisas feitas por outros seres humanos e por ele mesmo. Quando o resultado lhe agrada, o humano Norizonte chama isso de "bem". Quando não agrada, o humano Norizonte chama isso de "mal".

Sobre isso, não dá para generalizar Danilo. Realmente entendemos por mal, genericamente falando, tudo aquilo que nos traga algum sofrimento, mas quando trato do mal aqui, não estou me referindo apenas a eventos que causem sofrimento: a morte de alguém por um evento da natureza (um terremoto, por exemplo) causa sofrimento e genericamente consideramos um mal; mas o mal a que me refiro é o mal praticado por um ser consciente que esteja evoluindo e sendo provado; ou desencarnado, mas atuando no mundo material sem ser evoluído para agir de forma a pretender com seus atos ou influencias a fazer o bem (conscientemente agindo ou influenciando para contribuir para a evolução dos outros Espíritos, encarnados ou não).

Se os Espíritos encarnam para passar por provas e se podem ser aprovados, ou não, isso é sinal de que (considerando ou não que ajam, que pratiquem o ato comandando o corpo físico, ou apenas assistindo ao corpo físico, isso não importa na questão), dizia, isso é sinal que existe um valor atribuído ao comando dado para o corpo físico agir (ou considerando que não aja: um  valor atribuído ao sentimento que tenha) e se esse comando, ou sentimento apenas que seja, se determinar a aprovação do Espírito será um bem, pois resultará em evolução; assim como se o comando ou sentimento determinar a reprovação do Espírito, será um mal, pois resultará em o Espírito ficar estacionário, ou ter que repetir a prova.

O mal, portanto, existe e não é esse mal generalizado que você afirma e atribui a todos os que consideram a existência do bem e do mal; esse mal generalizado existe no conceito de quem seja materialista, pois não saberá que muitos males (como as catástrofes) possam de alguma maneira servir para a evolução do Espírito (considerando no caso que não seria um mal quando comandadas essas catástrofes por Espíritos que já sejam evoluídos e que não ajam com intenção de causar sofrimento, mas já sabendo que isso pode colaborar para a evolução de alguns encarnados, além de fazer parte da evolução física do planeta). O mal, penso, até por depender do ser moral que pratica é avaliado pela consciência desse ser e se podemos avaliar, baseados em nossa própria consciência, o que seja o bem e o mal, poderemos avaliar o que os outros praticam, considerando que esses outros não tenham  limitação de inteligência, daí nem seriam responsáveis, ou seriam em parte.

O problema, parece, é que você, por entender que muitos acontecimentos que chamamos de males e que se originam de outros encarnados, possam servir de alguma forma para a evolução de quem sofre o mal, só por isso, por ter uma utilidade o mal deixa de ser mal. Daí volta aquela questão de saber, por exemplo e considerando sua tese de que o Espírito apenas assiste ao corpo (vê) agindo, como esse Espírito poderia sentir o homicídio com um sentimento que lhe fizesse evoluir? ou seja, considerando que o que vale, só como hipótese, seja o sentimento que o Espírito tem ao presenciar um ato praticado pelo corpo, como ele poderia ter um bom sentimento (e assim ser aprovado) ao ver o próprio corpo assassinando outro ser humano, ou outro corpo, que seja? Veja, não é possível dissociar sentimento do ato, tenha sido este praticado pelo Espírito comandando o corpo (assistindo o corpo = comandando o corpo), tenha apenas sentido o acontecimento (assistido ao corpo = vendo o corpo agir).

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Se você vir a matar alguém, ao desencarnar, Deus não vai lhe cobrar pela vida humana de quem você matou. Faria algum sentido Ele lhe fazer essa cobrança, se havia um determinismo na morte dessa pessoa, se isso fazia parte da sua obra, a qual ELE é justamente a causa primária? Deus vai apenas lhe perguntar: Norizonte, por que odiastes? Porque sentistes ciúmes, inveja, cobiça? Porque ao invés de utilizar sentimentos individualistas, não utilizastes o amor?

Aqui você afirma existir um determinismo no modo da morte de um encarnado, o que é discutível. Quanto à cobrança, não de Deus, mas da própria consciência que sabe o que fez, obviamente terá a ver com as intenções, os motivos e esses motivos que você cita, não deixam de ser o mal, pois são os defeitos que os Espíritos têm que depurar para evoluir.

Abraço.








Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Andressa Z. em 19 de Agosto de 2014, 20:11
Boa tarde amigos,
Norizonte, tua resposta foi bastante esclarecedora p/ mim. "Organizou" muitas informações na minha cabeça :D
Vou seguir acompanhando o tópico!
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Agosto de 2014, 21:02
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Boa tarde amigos,
Norizonte, tua resposta foi bastante esclarecedora p/ mim. "Organizou" muitas informações na minha cabeça :D
Vou seguir acompanhando o tópico!

Que bom Andressa, sempre fico pensando que o que escrevo é confuso.  :D

Mas não deixe de fazer passar pelo crivo da Doutrina o que eu (ou outro do fórum) tiver escrito, pois ninguém está livre de cometer erros, principalmente quando interpretamos alguma coisa. E é para isso que serve o fórum.
Título: Re: Suicídio e depressão.
Enviado por: Danilo Henrique em 20 de Agosto de 2014, 19:51
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Por ser humano entendo o conjunto corpo físico (da espécie humana) mais o ser inteligente já em estado evolutivo mais desenvolvido e quando falo sobre responsabilidade, é obvio que me refiro a do Espírito, não fosse assim o homicida teria amputada a mão que empunhou a arma e não uma privação que atingisse o ser que pensa.

Observe por si mesmo o cerne da questão:

Seu nome não é Norizonte da Rosa.
Mas atende prontamente a todos que assim lhe chamam.   
Você não tem pai, e você não tem mãe. Você não tem irmão, filho, esposa.
Mas morre de raiva quando alguém xinga a sua mãe. E se sente traído quando sua mulher se une a outro homem.
Você nunca nasceu
Mas reconhece a cidade e o hospital onde ocorreu a maternidade
Você não tem nada
Mas vive mentindo, toda vez que fala: Meu relógio, meu celular, meu travesseiro.
Você não tem sexo, portanto, você não é homem
Mas vive zelando pela sua dignidade de homem, e buscando cumprir com obrigações de homem.
Você está aonde vai o seu pensamento
Mas jura que está sentado em uma cadeira escrevendo em um teclado de computador.
Você não tem só 20,30 ou 40 anos. Você é velho "pra caramba".
Mas quando se olha no espelho, fica reparando se está mais jovem, mais velho, mais bonito, etc.
Você não é engenheiro, professor, médico, lixeiro, nem nenhuma profissão
Mas sofre quando não consegue se realizar na profissão que investiu.
 
Enfim, a simples informação de que existe um Espírito separado do corpo não lhe ajudou em nada a destruir a identificação que a mente cria com o ser humano que você pensa que é. É para destruir essa identificação, que se deve aprofundar o conceito de "ser humano". Ser humano não é apenas um corpo, ou uma espécie. Ser humano é um ego. Um programa de computador instalado no Espírito. Esse programa de computador cria a realidade que esse Espírito vivencia, e o seduz de forma a fazer que ele acredite estar vivendo essa realidade. Esse é o poder de Maya, que significa "ilusão".

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Quanto ao ser humano não existir, não vejo nenhuma lógica nessa afirmação, pois tanto o mundo material quanto o mundo espiritual existem.

Tudo o que existe, só existe porque a sua mente criou a ideia de existir. Se ela não criar essa ideia, tal coisa não existirá. Tanto que, se você não for clarividente, os espíritos que estão nesse exato momento te observando e te acompanhando, para você, não existem. Só existem quando você se lembra deles (eu te lembrei, no caso). Isso não significa que tal coisa não exista no universo. Ela não existe da forma que a mente diz que ela existe. O ser humano não existe, porque a "realidade humana" que a mente cria da vida é uma mentira. Pois ela é apenas a prova do Espírito, e nada mais. Deixará de existir com a morte. Vai virar pó. Nem mesmo a memória poderá ficar, pois o Espírito só lembra do que lhe convém lembrar.

 
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então se o resultado do que ocorre materialmente se deve ao que você chama de carma, isso em nada prova que o Espirito fica apenas assistindo ao ser humano (vendo), ou seja, nada impede que o Espírito assista o ser humano (decida) na realização de algo material, obviamente comandando o corpo humano
.

Eu quis dizer: assiste ao ser humano.
O que você disse, é a contradição que eu já havia acusado.
O carma é determinado. A decisão livremente arbitrária é geradora de um acaso (aquilo que por acaso o Espírito decidiu). Não pode existir qualquer determinação na escolha. Se existir, ela não é livre.
Coloque duas pessoas no seu raciocínio, uma agindo contra a outra, e perceba a contradição. Se por carma, eu devo receber um tapa, por carma, alguém deve me dar um tapa. O livre arbítrio de um não pode ser o determinismo de outro, pois são ideias totalmente opostas. Senão você estará afirmando que existem duas causas primárias para o mesmo acontecimento, contraditórias entre si. Mas a causa primária de tudo é sempre única. E sendo essa causa primária, uma causa inteligente, ela é determinista.

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Você parte da premissa não necessariamente verdadeira de que tudo que o corpo faz é dado pela programação da mente e que o Espírito apenas assiste ao desenrolar dos acontecimentos tendo sentimentos. Ou seja, você também está apegado a uma ideia, a uma premissa, não só nós outros.

Seguem as premissas do meu raciocínio:

Deus é único, onipotente, onisciente, imutável, e soberanamente justo e bom.
Deus é a causa primária de todas as coisas.
Deus é tudo, e tudo é Deus.
A justiça de Deus é: A cada um segundo às suas obras. (ou seja, cada um recebe o que merece. Jamais o que é decidido pelo livre-arbítrio de outros seres humanos)

Essas são as premissas do meu raciocínio, que me levam a única conclusão possível de que o Espírito é um ser que vive independente da ilusão da vida mundana, dessa forma, ele não tem o "poder" de decidir nada, a não ser que Deus diga: "faça-se".

Por falta de tempo, deixarei o resto da conversa pendente. Abraço!